Revista GGN

Assine

Esqueçam Policarpo: o chefe é Roberto Civita

 

Veja se antecipou aos críticos e divulgou um dos grampos da Policia Federal em que o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o araponga Jairo falam sobre Policarpo. Pinça uma frase – “o Policarpo nunca vai ser nosso” – para mostrar a suposta isenção do diretor da Veja em relação ao grupo.

É uma obviedade que em nada refresca a situação da Veja. Policarpo realmente não era de Carlinhos Cachoeira. Ele respondia ao comando de Roberto Civita. E, nessa condição, estabeleceu o elo de uma associação criminosa entre Cachoeira e a Veja.

Não haverá como fugir da imputação de associação criminosa. E nem se tente crucificar Policarpo ou o araponga Jairo ou esse tal de Dadá. O pacto se dá entre chefias – no caso, Roberto Civita, pela Abril, Cachoeira, por seu grupo.

Como diz Cachoeira, “quando eu falo pra você é porque tem que trabalhar em grupo. Tudo o que for, se ele pedir alguma informação, você tem que passar pra mim as informações, uai”.

O dialogo abaixo mostra apenas arrufos entre subordinados – Jairo e Policarpo.

Os seguintes elementos comprovam a associação criminosa:

  1. Havia um modus operandi claro. Cachoeira elegeu Demóstenes. Veja o alçou à condição de grande líder politico. E Demóstenes se valeu dessa condição – proporcionada pela revista – para atuar em favor dos dois grupos.
  2. Para Cachoeira fazia trabalho de lobby, conforme amplamente demonstrado pelas gravações até agora divulgadas.
  3. Para a Veja fazia o trabalho de avalizar as denúncias levantadas por Cachoeira.

Havia um ganho objetivo para todos os lados:

  1. Cachoeira conseguia afastar adversários, blindar-se contra denúncias e intimidar o setor público, graças ao poder de que dispunha de escandalizar qualquer fato através da Veja.
  2. A revista ganhava tiragem, impunha temor e montava jogadas políticas. O ritmo frenético de denúncias – falsas, semi-falsas ou verdadeiras – conferiu-lhe a liderança do modelo de cartelização da mídia nos últimos anos. Esse poder traz ganhos diretos e indiretos. Intimida todos, anunciantes, intimida órgãos do governo com os quais trabalha.
  3. O maior exemplo do uso criminoso desse poder está na Satiagraha, nos ataques e dossiês produzidos pela revista para atacar Ministro do STJ que votou contra Daniel Dantas e jornalistas que ousaram denunciar suas manobras.

Em “O caso de Veja, no capítulo “O repórter e o araponga” narro detalhadamente –  com base em documentos oficiais – como a cumplicidade entre as duas organizações permitiu a Cachoeira expulsar um esquema rival dos Correios e se apossar da estrutura de corrupção, até ser desmantelado pela Polícia Federal. E mostra como a Veja o poupou, quando a PF explodiu com o esquema.

Civita nem poderá alegar desconhecimento desse ganho de Cachoeira porque a série me rende cinco ações judiciais por parte da Abril - sinal de que leu a série detalhamente.

Os próprios diálogos divulgados agora pela Veja mostram como se dava o acordo:

Cachoeira: Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos. Então é o seguinte: se não tiver um líder e a gente trabalhar em conjunto... Ele pediu uma coisa? Você pega uma fita dessa aí e ao invés de entregar pra ele fala: "Tá aqui, ó, ele tá pedindo, como é que a gente faz?". Entendeu?

Desde 2008 – quando escrevi o capítulo – sabia-se dessa trama criminosa entre a revista e o bicheiro. Ao defender Policarpo, a revista, no fundo, está transformando-o em boi de piranha: o avalista do acordo não é ele, é Roberto Civita.

Em Londres, a justiça processou o jornal de Rupert Murdoch por associação indevida com fontes policiais para a obtenção de matérias sensacionalistas. Aqui, Civita se associou ao crime organizado.

Se a Justiça e o Ministério Público não tiverem coragem de ir a fundo nessa investigação, sugiro que tranquem o Brasil e entreguem a chave a Civita e a Cachoeira.

Da Veja

Cachoeira, em gravação: 'O Policarpo nunca vai ser nosso'

Conversa telefônica mostra Cachoeira reclamando a ex-agente da Abin Jairo Martins porque ele havia passado informações ao jornalista, um dos redatores-chefes de VEJA e diretor da sucursal da revista em Brasília

Poleto desmascarado em 2005: ele mentiu sobre Policarpo e quase saiu preso do Senado

Convocado em 2005 por uma comissão do Senado a explicar sua participação no transporte de mais de 1 milhão de dólares ilegais usados na campanha petista de 2002, o economista Vladimir Poleto disse que fora violentamente constrangido pelo jornalista Policarpo Junior, que teria obtido a declaração gravando-o sem seu consentimento. O sistema de som do plenário, então, reproduziu a íntegra da entrevista. A conversa entre Policarpo e Poleto foi transmitida pela TV Senado para todo o Brasil. Diante da gravidade das denúncias feitas pelo economista, Policarpo pediu autorização para gravar a entrevista, registrando a hora, o local e o contexto em que ela estava ocorrendo. Poleto respondeu em voz clara: "Pode gravar". Os senadores em plenário caí­ram na gargalhada. Desmascarado, Poleto tentou desajeitadamente se explicar, mas foi interrompido pelo então senador Tasso Jereissati: "É melhor se calar, senhor Poleto, pois o correto seria o senhor sair preso daqui por ter mentido sob juramento". 

Assim, com total transparência de propósitos, trabalha o jornalista Policarpo Junior, um dos redadores-chefes de VEJA e diretor da sucursal da revista em Brasília. Seu nome é citado algumas vezes nas gravações legais de conversas telefônicas entre Carlinhos Cachoeira e o ex-agente da Abin Jairo Martins, apontado pela Polícia Federal como um dos vários agentes públicos pagos pelo contraventor para fechar casas de jogos que não integravam sua "franquia" da jogatina. VEJA teve acesso ao diálogo, captado em 8 de julho do ano passado. Cachoeira - que foi fonte de informações de Policarpo e de muitos outros jornalistas - reclama com o policial porque soube que ele havia passado informações ao diretor da sucursal de VEJA em Brasília. A íntegra em texto e áudio da conversa interceptada se encontram a seguir:

Cachoeira: Fala, Jairo.

Jairo: Fala, doutor, tranquilo? Deixa eu te falar: o Dadá ontem me ligou, pô, me falando uma história aí que você ficou puto comigo, me xingou e o casseta, disse que eu tô trabalhando contra você e tal... Eu falei: pô, cara, de novo o homem lá fala um negócio desse, cara? Eu falei: porra, cara, se eu fiz um favor pro cara lá é justamente pra ficar próximo dele, pra saber o que ele anda me falando. Por quê? Eu pessoalmente uso da minha atividade, eu não preciso dele... Nem... E ele pra mim não influencia em nada, entendeu? Mas se ele me pediu um favor e eu fiz é pra ficar próximo dele e ouvir o que ele anda me falando, entendeu? Como me falou ontem à noite umas coisas. Como me falou anteriormente que eu contei pro Dadá, entendeu? Eu falei: porra, não tô entendendo o homem, não.

Cachoeira: Não, Jairo, foi isso não. Deixa eu falar pra você. Se Dadá estiver aí pode pôr até no viva-voz. Olha, é o seguinte: a gente tem que trabalhar em grupo e tem que ter um líder, sabe? O Policarpo, você conhece muito bem ele. Ele não faz favor pra ninguém e muito menos pra você. Não se iluda, não. E fui eu que te apresentei ele, apresentei pro Dadá também. Então é o seguinte: por exemplo, agora eu dei todas as informações que ele precisava nesse caso aí. Por que? É uma troca. Com ele tem q ser uma troca. Não pode dar as coisas pra ele, igual você sai correndo pra fazer um favor pra ele, pega e dá de graça, enquanto isso ele mete o pau no Dadá pra mim, e deve meter o pau no Dadá pra você também. Então você não deve aceitar ele falar mal do Dadá porque você não trabalha pra ele. E eu também não trabalho pro Policarpo. Eu já ajudei ele demais da conta. Entendeu? Demais da conta! Então, quando eu falo pra você é porque tem que trabalhar em grupo. Tudo o que for, se ele pedir alguma informação, você tem que passar pra mim as informações, uai.

Jairo: Não, beleza. Eu te peço até desculpa disso ai. Mas eu não tô sabendo que você tá. Ultimamente eu não tô sabendo quando você vem aqui, às vezes a gente não se fala. Muito difícil a gente se falar, e eu não ter ido aí, às vezes quem vai é o Dadá. Então de repente eu não tô sabendo que você tá trocando alguma informação com ele. E também não admito ele falar mal do Dadá pra mim. Não admito, corto logo, falo: "O cara é meu amigo, é meu parceiro". Entendeu? Esses dias ele veio falar uma historia que tava rolando aqui na cidade, de um negócio aí, entendeu, de um dinheiro, de uma gravação. Eu chamei o Dadá, falei: Dadá, liga pra ele, fala porque tem uma história assim, assim, eu já falei pra ele. Isso não existe, não é ele, não sou eu, isso não é a empresa, entendeu? Aí o Dadá ligou pra ele, tal, tal tal. Mas, então, cara, eu te peço desculpas. E não é trabalhar nunca contra você. Pelo contrário, pô. Eu não sou louco, né, Carlinhos!? Eu não posso ser burro.

Cachoeira: Jairo, põe um trem na sua cabeça. Esse cara aí não vai fazer favor pra você nunca isoladamente, sabe? A gente tem que trabalhar com ele em grupo. Porque os grande furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz. Todos eles fomos nós que demos. Então é o seguinte: se não tiver um líder e a gente trabalhar em conjunto... Ele pediu uma coisa? Você pega uma fita dessa aí e ao invés de entregar pra ele fala: "Tá aqui, ó, ele tá pedindo, como é que a gente faz?". Entendeu? Até pra fortalecer o Dadá. Por que Dadá... Ele tá puto. E ele vai pegar o Dadá na revista ainda, você pode ter certeza. Ele vai pegar o Dadá na revista. Ele não gosta do Dadá. Falou ontem pro Cláudio. Porra, tá arrumando tudo pra ele... Eu fiquei puto porque ontem ele xingou o Dadá tudo pro Cláudio, entendeu? E você dando fita pra ele, entendeu? Então, o seguinte: você não fala mais do Dadá, porque a gente trabalha em conjunto. Entendeu? Então chega. [Diz a ele:] Então qualquer coisa agora você conversa com o Carlinhos. Fala assim, porra.

Jairo: Não, beleza, porra. Agora eu tô orientado dessa maneira. Eu não to sabendo q vocês tão tratando de outro assunto com ele, entendeu? Até ele me falou realmente que falou com o Cláudio uma época aí. Ele me falou: “Ah, falei com o Cláudio, o cara parece que é gente boa”. Eu falei: "Não, o cara é gente boa, tal, tal, tal, é um cara sério. Mas outras coisas eu não tô sabendo. Não tá chegando até a mim. Por exemplo, não tão falando comigo. Aí eu te digo o seguinte: eu te peço desculpa porque realmente eu errei, porque ele quando me pediu esse favor eu poderia realmente ter falado contigo, mas tem tanto tempo que a gente não senta e não conversa que pra mim você não tava nem falando com ele. Eu não tô sabendo dessa articulação.

Cachoeira: Olha, Jairo. É porque, assim mesmo, você tem que chegar perto de mim qualquer pedido dele. Cara, ele não vai fazer nada isolado. E outra coisa: com ele, daqui pra frente tem que ser na base da troca. Porque dessa forma tá te fortalecendo, fortalecendo o Dadá, fortalecendo eu, o Cláudio. Entendeu? Porque com ele, você sabe, ele não vai fazer nada procê. Ainda mais meter o pau no Dadá? Ah, vai pra puta que pariu, uai.

Jairo: Pô, eu não tava sabendo, cara. Eu não tava sabendo. Mesmo. Eu peço desculpa pra você, pro Cláudio. Não admito. Sempre quando ele vem falar do dadá eu não admito.. nunca admiti dele falar de Dadá ou de você. Nunca admiti. Não admito. Quando ele veio falar do Claudio eu só rasguei de elogio. Então aí realmente eu te peço desculpa, realmente eu errei. Eui deveria ter dfalado contigo realmente. Mas passei assim batido, sabe? Quando ele me chegou me abordou, me pediu, porra você travbalha aqui na ´parea você me conhece. conheço, tal. Não eu falei com eles, tal. Então tem como você ver isso pra mim? Eu falei: tem. Aí eu peguei esse negócio tão rápido. Ainda comentei com Dadá: pô o cara me peiu um negócio assim, assim, eu vou ajudar esse filho da puta porque tem q ficar perto dele, pra saber algumas coisas que ele anda me falando ai sobre o que interessa à gente. Mas passei assim batido, entendeu?

Cachoeira: Pois é. Mas ele não vai soltar nunca nada pra você, o Jairo. Eu conheço o Policarpo, você conhece também. O Policarpo é o seguinte, ele pensa que todo mundo é malandro. E o seguinte, ele pensa que você e o Dadá trabalham pra ele, rapaz. Você sabe disso. Eu já cansei de falar isso pro Policarpo: ‘Policarpo, põe um negócio na sua cabeça, o Jairo e o Dadá não trabalham pra você. A gente trabalha no grupo. Então se tiver algum problema, você tem que falar comigo´. Já discuti com ele, você sabe disso, já presenciou eu falando com ele. Ele pensa que o Dadá, devido àqueles problemas que o Dadá teve, tinha de passar por ele sempre. Vai tomar no rabo. Nunca fez nada pra gente, rapaz. Que que esse cara já fez?

Jairo: É, não, isso é verdade aí. Aí eu te peço desculpa cara, mas nunca foi negócio de trabalhar contra vocês, trabalhar contra o grupo, estar passando a perna em vocês e admitir que ele fale mal do Dadá. Isso aí nunca, nunca. Falo na frente dele. Nunca. Sempre falei, ´O, lá é meu parceiro, tal´ Os caras, sempre... Em lugar nenhum eu menti que sou amigo do Dadá, em lugar nenhum eu menti que sou teu amigo, entendeu? Não é falando não, mas porra hoje eu tenho até restrição na minha ficha devido a reportagem de Globo lá, que consta na minha ficha que eu disse que sou seu amigo. E quem me pergunta, eu falo. Então às vezes a gente erra aí, mas não é errando querendo sacanear não, é errando às vezes sendo burro realmente como você falou. Sendo burro.

Cachoeira: Não. Tá tudo tranquilo. Agora, vamos trabalhar em conjunto porque só entre nós, esse estouro aí que aconteceu foi a gente. Foi a gente. Quer dizer: mais um. O Jairo, conta quantos foram. Limpando esse Brasil, rapaz, fazendo um bem do caralho pro Brasil, essa corrupção aí. Quantos já foram, rapaz. E tudo via Policarpo. Agora, o cara vai pensar que o Dadá trabalha para ele? Porque o Dadá não fez o que ele queria ele tem o direito de ficar chateado com o Dadá, rapaz? Um dia ele chegou perto de mim e falou assim: ‘Não, o Jairo eu gosto, mas aquele rapaz eu não gosto dele não. Aquilo é um malandro’. Vai tomar no cu. Ninguém trabalha para ele não, rapaz.

Jairo: E nós não estamos aqui para ele gostar da gente ou desgostar. A gente tem uns objetivos que às vezes infelizmente tem que passar por ele. Mas não tem nada de ele gostar ou deixar de gostar. Mas realmente eu nunca admiti que ele falasse mal do Dadá na minha frente não, nunca aceitei. E eu não tava sabendo dessa situação toda que você me colocou agora, entendeu, de ele ter metido o pau no Dadá pro Claudio. Aí é sacanagem dele, entendeu? Aí mais uma vez eu peço desculpa aí, Carlinhos. Desculpa mesmo. Jamais eu tive a intenção de sacanear nada, de sacanear ninguém. Pelo contrário, entendeu?

Cláudio: Não, porque se fosse com você, ô Jairo, eu tomaria as mesmas dores. Agora, não é bom você falar isso com o Policarpo não, sabe. É só afastar dele, sabe? Você tem que afastar dele e a barriga dele doer, sabe? É isso que nós temos de fazer. Tem que ter a troca, ô Jairo. Nunca cobramos a troca.

Jairo: Isso é verdade. De antemão ele está atrás de uma outra situação aí que veio me perguntar. Ou eu afasto dele ou se eu conseguir, aí eu te passo aí, tá? Mas, de antemão eu vou me afastar.

Cachoeira: E fala pra ele, Jairo, na hora que ele falar com você: ´O Policarpo, não vou ajudar mais não, sabe por que? Eu fiquei chateado aí, o Dadá está chateado com você porque você anda falando mal dele. O problema é que eu não trabalho para você, cara, eu não fico indo atrás das coisas para trabalhar pra você. Eu ganho algum centavo seu, Policarpo? Não ganho. Então o seguinte, na hora que eu pedi alguma coisa pra você, você nunca pode fazer. Você nunca faz, você corre. Então você tem que pôr isso na sua cabeça. Quantas matérias nós já te demos, o grupo já te deu? Quantas? E você nunca fez nada em troca, cara.

Jairo: Não. Beleza, beleza. A partir de agora eu vou me afastar dele. Apesar de ele ter um negócio aí de um retorno aí já antes dessa situação que você tá me colocando. Mas se eu colocar a mão nesse negócio, aí eu vou te entregar aí e tu decide o que faz aí.   

Cachoeira: Certamente, rapaz. Nós temos de ter jornalista na mão, ô Jairo. Nós temos que ter jornalista. O Policarpo nunca vai ser nosso. A gente vai estar sempre trabalhando para ele e ele nunca traz um negócio. Entendeu? Por exemplo, eu quero que ele faça uma reportagem de um cara que está matando a pau aqui, eu quero que eles façam uma reportagem da educação, sabe, um puta de um projeto de educação aqui. Pra você ver: ontem ele falou para mim que vai fazer a reportagem, mas acabando esse trem ai, ele pega e esquece de novo. Quer dizer, não tem o troco sabe.

Jairo: É, não tem não, não tem não. Ele não tem mesmo não. Ele é f...

Cachoeira: Não, não (Glória a Deus - ?) Então tá, um abraço, Jairo.

Jairo: Falou, meu irmão, Desculpa aí, tá?

 

 

 

Sem votos

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
+259 comentários

Gente é fácil, é só envolver alguma coisa ilegal dessa turma lá nos States, sabe tipo ver se essas contas de celulares não foram pagas, algo assim, que seja ilegal por lá, sabe, coisinha boba, algo como um crime de menor poder ofensivo aqui, que logo uma juíza manda a Interpol prender esse bando de bandido político, contraventores, jornalistas criminosos serem procurados em mais de não sei quantos países, nem precisa de CPMI, STF depois nem nada, as coisas ficam muito simples. 

 

O buraco é mais embaixo (ou mais emcima) do que se imaginava... Tá começando a ficar interessante de se acompanhar, como um jogo de xadres ou jogo da "gata parida" mas, nossa Pátria é coração de mãe mesmo: Sempre cabe mais um ! Brasil realmente é a Terra do Entretenimento, tudo dá samba e acaba em pizza (napolitana). hehehehe

 

Nassif, claro que tens de te orgulhar de ter escrito a tanto tempo O caso Veja. Lembro da ansiedade que ficávamos esperando cada novo capítulo.As vezes tu demoravas e nós ficávamos reclamando.

E, a cada capítulo víamos o esgoto desta revista.Muitos não acreditavam e agora estão vendo como tinhas razão. E quanto certo estavas.

Já passastes e ainda passas por muitos dissabores por ter nos alertado sobre o que era e é esta revista. Mas valeu a pena. Em cada página está toda a verdade que muitos não queriam ver e agora se desnuda a nossos olhos. Parabéns querido amigo.

 

Marise

Qual foi mesmo o "mafioso" que disse que a Dilma não teria  arrego?

Esses pulhas são além de cínicos,uns cafagestes.

Banda boa da PF nessa corja.

 

LN, bom dia!
Bem, cabe aos cidadãos de boa fé utilizarem as armas possíveis para contrapor às forças que insistem em manter as coisas como estão. Assim, acredito que a estratégia de retornar os posts mais contundentes sobre o mega escândalo Demóstenes-Veja-Cachoeira, que a nossa maravilhosa grande imprensa faz de conta que não é bem assim. Jogar o Demóstenes aos lôbos está bom demais. É muito pouco para nossa indignação, queremos saber as razões do Roberto Brindeiro Gurgel ficar sentado no processo por tanto tempo, queremos saber quem manda de fato em Goiás e muitas e muitas outras articulações sinistras.

 

Nassif, na boa... - rs - "esqueçam Policarpo e o Civita... o chefe é o Cachoeira!"

 

Nassif,

 

Por que vc não escreve um livro sobre o caso veja? Faz algo tipo Privataria Tucana com bastante provas, mas de maneira mais didática.

 

abraços,

 

Gustavo.

 

Ps. Pode ter certeza que mesmo que o livro seja o mais vendido, a Veja não colocará na lista dos mais vendidos.

 

Nassif,


espero que você se orgulhe da contribuição que está dando ao país desde a série Veja tanto quanto me orgulho de lê-lo diariamente.

 

iG

Poder online

 

Congresso - 11:49

 

Demóstenes, Cachoeira e o encontro com “um juiz muito importante” em Berlim

 

O deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) prevê que surgirão novas revelações, caso a defesa de Demóstenes Torres insista em anular, no Supremo Tribunal Federal, as provas do envolvimento do senador com o bicheiro Carlinhos Cachoeira já obtidas pela Polícia Federal :

– O que Demóstenes precisa é revelar, antes que uma CPI o faça, os nomes de todos os que se aproveitaram da malha de poder e dinheiro do Cachoeira. Inclusive contar detalhes daquela viagem que ele e Cachoeira fizeram à Alemanha, na qual esteve presente um juiz muito importante do Brasil.

http://colunistas.ig.com.br/poderonline/2012/04/04/demostenes-cachoeira-e-o-encontro-com-um-juiz-muito-importante-em-berlim/

 

A MÍDIA ESTÁ ABALADA

Do Blog O Cafezinho, por Miguel do Rosário

Raramente este analista viu a mídia tão abalada psicologicamente. Aliás, ao longo da minha trajetória como blogueiro e comentarista de mídia, nunca subestimei o fator psicológico. As crises políticas invariavelmente produzem nervosismo, que por sua vez leva seus principais alvos a cometerem erros. O sujeito pode até ser inocente, mas não tem resistência psicológica para enfrentar um processo de acusação midiática. Outros demonstram uma força incrível. José Dirceu é o caso mais excepcional de uma boa musculatura emocional. Manteve o sangue frio até o fim. Renan Calheiros é um forte também, mas ficou nervoso, perdendo pontos.

Até Sarney passou a gaguejar, embora tenhamos que dar um desconto pela idade avançada. Reparem que não estou fazendo nenhum prejulgamento moral. Força psicológica é uma qualidade tanto para um bom homem quanto para um mau caráter.

Neste quesito, admito, sou um fraco: por isso sou blogueiro e não um empresário do ramo da construção civil, nem liderança política. Não resistiria muito a um processo de fritura midiática, mesmo que fosse o mais inocente dos cristãos.


Digo isto porque o caso Demóstenes produziu, desta vez, um tensionamento curioso na mídia. Por exemplo, um dos editoriais de hoje do Estadão parece ter saído diretamente da lavra do professor Hariovaldo, mitológico personagem da blogosfera progressista. Intitulado “Iguais, porém diferentes“, o texto arrisca-se numa intrépida operação alquímica para converter o crime hediondo de Demóstenes em sinal de vigor ético dos Democratas.

Afinal, o DEM não passou a mão em sua cabeça! Ora, segundo esse raciocínio, o DEM poderia expurgar um a um seus membros, à medida que seus malfeitos viessem à baila, até a extinção completa por WO: e seria o partido mais ético do Brasil!

É um raciocínio tortuoso, primitivo e enganador. O Dem não é melhor que ninguém por expulsar ou pretender expulsar Demóstenes ou o ex-governador Arruda. O negócio é que a força dos vídeos ou gravações que mostraram ambos se lambuzando tem um impacto terrivelmente devastador. Porque não deixam margem de dúvida.

A base legal para se não condenar um réu é sempre essa: o benefício da dúvida. Se o júri não tem certeza de que fulano realmente cometeu aquele crime, então o correto é inocentá-lo. Todo mundo é inocente até prova em contrário. Quando há vídeos ou áudios onde o corrupto é pilhado em flagrante, a coisa muda de figura.

DORA E MERVAL: DESEQUILIBRADOS

Já comentei aqui os delírios de Merval e Dora, também notoriamente abalados emocionalmente. O primeiro volta hoje a dar mostras de desequilíbrio. Em coluna intitulada “Hora de Julgar“, Merval repete a estratégia da Dora ontem: faz um rodeio esquizóide para falar do caso Demóstenes, culpando o PT e o mensalão.

Inventa um adversário imbecil e daí tenta desconstruir seus argumentos. Confira só o trecho:
Se todos são ladrões, ninguém é ladrão, parecem raciocinar. Nada mais falso.

Putz, quem “parece raciocinar” assim, Merval?

Se há corruptos no PT e no governo, e ninguém nega que há, que sejam julgados e punidos severamente! Se houvesse um vídeo ou áudio comprometendo um parlamentar petista ou governista, você sabe muito bem o que aconteceria. Dez meses de escândalo, e dezenas de cabeças decepadas rolando morro abaixo.

O mensalão, mesmo sem áudio ou vídeo, produziu uma carnificina no governo e no PT, com demissões, abandono de partido, expulsões, e o caso está sendo julgado no STF, com cada um tendo direito à defesa.

Vamos repetir: todos são inocentes, até prova em contrário. Essa é talvez a máxima mais importante do Estado de Direito. Agora, um vídeo ou áudio constituem justamente a “prova em contrário”…

Agora vamos às notícias do dia: a barra pesou hoje. Cumprimento o jornal o Globo por não poupar o tucano Marconi Perillo, como fizeram os jornalões paulistas. O Estadão, o mais abalado emocionalmente, sequer comenta a ligação entre Cachoeira e o governador tucano.

A reportagem do Globo, dividida em duas matérias, pode ser lida nestes links
http://www.ocafezinho.com/2012/04/04/imprensa-bipolar/

 

Raramente tenho coragem de ler o que essa anta do Merval escreve.

Quando arisco, penso antes no alimento que mas recentemente comi. Para ter a certeza se vale ou não a pena vomitá-lo.

 

 

“Prefiro o barulho da imprensa livre do que o silêncio das ditaduras” Dilma Roussef

 

"Ousar Lutar

Ousar Vencer"

Carlos Lamarca / Yara Yavelberg

 

e a imprensa livre que Dilma Vana Roussef Linhares evoca

passa bem longe do que são a Veja e a Globo...

 

nem vem que não tem meu caro, aqui no blogo do Mouro somos em maioria guerrilheiros de carteirinha.

Sabemos alguns dos segredos que emanam da "noite veloz" que tenta sufocar o país.

 

 

 

Bendito Policarpo. Prêmio Esso pra ele já. Sem a Veja, jamais saberíamos absolutamente nada sobre esse lamaçal á esquerda e à direita.

 

Acho que você está dando créditos à pessoa errada. O que a Veja fez foi atuar no sentido de perpetuar os crimes praticados pela quadrilha do Cachoeira. As matérias plantadas pelo Cachoeira tinham o interesse de eliminar adversários do esquemão e demonstrar poder, intimidando adversários e o poder público. Quem realmente merece crédito é a polícia federal, ministério público e os juízes que participaram de todo o trabalho desenvolvido na operação Monte Carlo.

 

Manuell, Manuell, não faça jus às piadas de português...


Se alguém merece prêmio Esso ele se chama Leandro Fortes que foi quem realmente mostrou o lamaçal da direita impoluta - que o da esquerda nunca deixou de ser mostrado, como você deveria estar careca de saber pela leitura da sua revista favorita.

 

Nassif, diz aí, o que você ganha nesse bolo todo?! Acho difícil conseguir provar a ligação Civita - Cachoeira como está tentando. Não creio que haja imputabilidade por meio de terceiros, como prega em seu regramento jornalístico. Talvez eu seja uma voz única aqui, dentre seus leitores, mas resolvi me expressar.

 

O que o Mouro ganha com isso meu caro?

Procesos na justiça movidos pelos "homens bons da patria"...

A pecha de ser um "blogueiro chapa-branca" a soldo dos "petralhas"...

E ter que aturar "inocentes" como vossa senhoria.

 

Segue um conjunto de informações que podem responder às suas perguntas:

1) O jornalista Luis Nassif publicou em 2008 uma série de artigos sobre o método de pseudojornalismo praticado pela Veja.

2) O capítulo 19 do "O Caso Veja", mostra a relação do jornalista Policarpo Jr., do araponga Jairo Martins e do contraventor Carlos "Cachoeira".

3) Após a publicação do trabalho na web, o grupo Abril, dono da revista Veja, abriu processos contra o jornalista.

4) O Sr. Roberto Civita é o presidente do grupo Abril. Logo o Sr. Roberto Civita não pode alegar desconhecimento do conteúdo do trabalho publicado pelo Nassif.

5) O jornalista Policarpo Jr. atualmente é chefe da sucursal de Brasília e um dos redatores-chefes da Veja.

6) Logo o Sr. Roberto Civita, além de não tomar nenhuma atitude contra o repórter, ainda o promoveu a um cargo mais alto na empresa.

7) Com base nesse fatos, é razoável pensar que o Presidente da Abril dava cobertura à relação do repórter com o crime organizado.

 

O Al Capone foi condenado por sonegação do imposto de renda e não pelos outros milhares de crimes.

 

Se a Veja não vai repercurtir seu próprio golpe, e os demais do PIG também não, resta às revistas tidas como independtentes e jornalistas que, mesmo dentro do PIG, tenahm a dignação de fazer algo.

Que Deus nos ajude.

 

Nassif,

Aqui vai uma sugestão, mantém este post 

Esqueçam Policarpo: o chefe é Roberto Civita

mais tempo no topo da página, como você faz com Brasilianas. Vamos dá mais ênfase a este assunto, por ele ser de relevante importância.


 

Nassif, Pessoal,

Essa quadrilha, da qual fazem parte figuras importantes da mídia, empresários, políticos e membros do alto escalão do judiciário, só foi descoberta por traição, sim eles foram traídos pela tecnologia. Acreditavam que suas ligações com os aparelhos da Nextel, configurados nos Estados Unidos impediriam que fossem, interceptados pela polícia federal. Acontece que hoje já existe software capaz de driblar o bloqueio. Estejam certos de que, daqui pra frente a coisa vai ser diferente, pois virão a tona, muito mais de 200 ligações entre os envolvidos.

Mas só teremos acesso a toda essa trama diabólica se houve transparência e seriedade por parte do judiciário.

A pressão que os poderosos estão fazendo para abafar a divulgação dos fatos é uma coisa descomunal.

Eles se sentem donos do país e não querem mudanças, eles são os: Marinhos e associados, os Civitas, os Frias, e um monte de empresários, enfim a cambada de sempre.

Se nós não apoiarmos os blogs e blogueiros sujos, assistiremos essa quadrilha tomar conta o do país.

Não podemos deixar este episódio passar em branco.

Grande Abraço

 

Il Cappo Civita sobre Lula: "Quel Maledetto"!!!!!!!

 

 

Rsrsrsrsrsrsrsrs

 

A pergunta que não quer calar:

Onde estão os homens de bem desse país que não se manifestam?

Será que o grupo criminoso envolvendo Carlinhos Cachoeira, a revista Veja e Demóstenes Torres é tão poderoso a ponto de silenciar todo o país?

Onde estão os homens de bem que não se pronunciam abertamente, sem receios de falar o nome da coisa: associação criminosa?

Será que o crime organizado cooptou a todos?

Não sobrou um só homem de bem sem rabo preso?

Os jornais não dizem nada, a TV silencia, o governo se omite e os partidos políticos – sem líderes – sumiram. O judiciário, sem forças sequer par justificar seu contracheque, emudeceu.

A população não pode assistir a isso inerte.

 

Caso Veja-Cachoeira testa fronteiras do jornalismoCaso Veja-Cachoeira testa fronteiras do jornalismoFoto: Edição/247“O POLICARPO NUNCA VAI SER NOSSO”, TEXTO DA ATUAL EDIÇÃO DE VEJA, AUMENTA ROL DE DÚVIDAS SOBRE INTERAÇÃO ENTRE PUBLICAÇÃO E CONTRAVENTOR; COM SENADOR DEMÓSTENES COMO SEU BRAÇO POLÍTICO, A REVISTA SERIA SUA MÃO EDITORIAL?; NA INGLATERRA, SUSPEITAS DE RELAÇÕES DESVIRTUADAS COM A POLÍCIA LEVARAM O PATRÃO RUPERT MURDOCH A SE EXPLICAR NO PARLAMENTO; AQUI, PODE ACONTECER O MESMO COM ROBERTO CIVITA, DONO DA ABRIL, PELO LONGO FLERTE COM O BICHEIRO?

01 de Abril de 2012 às 10:24

247 – Estão faltando peças no tabuleiro das relações entre a revista Veja, a de maior circulação do Brasil em papel, e a do contraventor preso pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal. Precisamente, cerca de 200 peças, equivalentes ao número de ligações telefônicas grampeadas legalmente pela PF entre o editor-chefe e diretor da sucursal de Brasília da publicação, Policarpo Junior, e Carlinhos Cachoeira. Nelas se poderá verificar o verdadeiro padrão do relacionamento entre o jornalista e sua fonte. Haveria só perguntas e respostas entre eles ou algum jogo de ataques e defesas editoriais, aprimorado ao longo do tempo, no interesse comum de Veja e do contraventor? Ou, ainda, ora do interesse de Veja, ora do interesse do contraventor?

Interrogações deste mesmo tipo, mas sobre outros personagens, com outra nomenclatura, foram feitas na Inglaterra, no ano passado, durante os acontecimentos em torno do escândalo News Corp. O caso resultou no fechamento do centenário tablóide sensacionalista News of the World, cujos jornalistas atuavam em associação direta com a polícia investigativa do país – a Scotland Yard --, para a qual distribuíam dinheiro em troca de informações em primeira mão. O caso começou na redação, apanhou em cheio a editora executiva Rebekah Brooks, mas recaiu mesmo sobre o colo do patrão Rupert Murdoch. Ele se viu obrigado a ir ao parlamento do país pedir desculpas, tentar se explicar e, por fim, anunciar o sepultamento de sua publicação.

Aqui, no caso Veja-Cachoeira, a aliança da revista, por meio de seu editor-chefe, se deu, de maneira ainda obscura, com um contraventor preso sob acusação de liderar um pesado esquema de operação de jogos ilegais e infiltração em diferentes escalões do poder. Na Inglaterra, jornalistas e policiais. Aqui, com bandidos. Há fortes suspeitas de que Cachoeira, pelo método de gravações ilegais com interlocutores de seus próprios auxiliares, tenha até mesmo fabricado provas comprometedoras contra adversários. As ligações perigosas de Cachoeira com o líder da publicação em sua área mais estratégica, a sucursal de Brasília, e as dúvidas sobre uma longa aliança editorial entre eles já demandam, de per si, uma investigação independente. E esta terá, necessariamente, de incluir o dono da publicação, Roberto Civita, presidente do grupo Abril, e não apenas um ou alguns de seus funcionários. É o que lembra, em post deste sábado 31, o jornalista Luís Nassif, em Esqueçam Policarpo: o Chefe é Roberto Civita. “Policarpo realmente não era de Carlinhos Cachoeira. Ele respondia ao comando de Roberto Civita. E, nessa condição, estabeleceu o elo de uma associação criminosa entre Cachoeira e a Veja”, escreve Nassif, que continua: “Não haverá como fugir da imputação de associação criminosa. E nem se tente crucificar Policarpo ou o araponga Jairo ou esse tal de Dadá. O pacto se dá entre chefias – no caso, Roberto Civita, pela Abril, Cachoeira, por seu grupo”. (Leia aqui o artigo completo).

Na edição que chegou às bancas neste sábado, Veja evitou enfrentar o fato de frente. Não há uma linha sequer sobre a informação veiculada durante toda a semana, em diferentes canais, mas especialmente na internet, a respeito do gigantesco volume de grampos nas conversas entre Policarpo e Cachoeira no período de 2008 a 2010. Na semana retrasada, quando o assunto já era de domínio público, a revista não veiculou uma palavra sequer sobre as ligações perigosas entre Cachoeira e o senador Demóstenes Torres (DEM-GO), que resultaram na saída deste da liderança do partido no Senado, em abertura de investigação formal dentro da agremiação e numa solicitação de bastidores para que ele se afaste antes de, inevitavelmente, ser expulso.

O caso que Veja ignorou, na torcida para que não crescesse como cresceu, deriva agora, também, para a revelação de uma série de acertos para ilícitos entre Cachoeira e Demóstenes. Sobrou, na esteira das revelações, até para o até então insuspeito ator e deputado federal Stepan Nercessian (PPS-RJ), que emergiu como beneficiário de um empréstimo de R$ 175 mil feito pelo contraventor. Neste sábado 31, quase simultaneamente à revelação do empréstimo, Nercessian pediu afastamento do PPS e de seu posto na Comissão de Segurança Pública e Crime Organizado da Câmara dos Deputados – sem dúvida um cargo bastante estratégico para o amigo que comanda um poderoso esquema de jogos ilegais.

Mas não apenas. O governador de Goiás, Marconi Perillo, vai ficando cada vez mais chamuscado pelas revelações extraídas das investigações de dois anos da Operação Monte Carlo. A prisão de Cachoeira se deu na elegante residência em Alphaville Ipês, em Goiânia, que pertencera a Marconi e fora vendida por ele a um empresário do setor de ensino do Estado. Este, por sua vez, permitia que Cachoeira ali vivesse. Triangulação de interesses? É uma das questões que está no ar, uma vez que Valter Paulo Santiago, dono da Faculdade Padrão, está entre os beneficiados pelo programa de pagamento a instituições de ensino superior, pelo governo local, de bolsas de estudos. Ou seja, recebedor de recursos do Estado, Santiago comprou uma casa do governador, o titular da autoridade cedente, que, por sua vez, registrou a venda em sua declaração de renda por um valor de aproximadamente um terço do que afirmara – R$ 1,4 milhão em três cheques versus R$ 417 mil declarados.

Por todas estas e outras, o caso Cachoeira-Demóstenes é um dos mais explosivos dos últimos tempos, dada a ampla ramificação de interesses do contraventor e seu apetite por articulações dentro das estruturas de poder. E dentro desse caso há a questão Veja-Cachoeira ou Cachoeira-Veja. Dono de um relacionamento bastante próximo com Policarpo, com que dialogava frequentemente, o contraventor tinha em Demóstenes um braço político e, ao que deixa claro, via em Policarpo sua mão editorial. “Os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz”, disse, no trecho revelado pela própria Veja, o contraventor a seu auxiliar e ex-araponga da Abin Jairo Martins. “Quantos já foram rapaz. E tudo via Policarpo”, festejou.

Cachoeira e Policarpo são velhos conhecidos. Já em 2004, como resgatou 247, a parceria fonte-jornalista funcionava a pleno. Perseguido por uma CPI aberta na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro para apurar o jogo ilegal e encerrada com a recomendação, por 58 votos a zero, entre os deputados, para sua prisão, Cachoeira teve em Policarpo, então, um cioso interlocutor. Matéria assinada por ele, chamada Sujeira para Todo Lado, repercutiu no então presidente da Câmara Federal, João Paulo Cunha, que ordenou a abertura de uma sindicância, uma vez que, de acordo com Veja, alguns parlamentares eram suspeitos de terem ouvido de auxiliares de Cacheira uma proposta de compra de votos de R$ 4 milhões no total. Importante: a gravação da conversa sobre a discussão da proposta foi feita pelos próprios auxiliares de Cachoeira. Pode-se supor, entre outras hipóteses, que o contraventor resolveu fabricar uma prova, ao enviar emissários com proposta de compra de votos, para levar a CPI ao naufrágio, por desmoralização. Na prática, foi isso o que aconteceu. Cachoeira não foi preso na ocasião, sendo levado pela polícia apenas sete anos depois, em fevereiro deste ano.

Nesse meio tempo, em 2005, Cachoeira foi responsável pela entrega a Policarpo da fita que deu origem ao chamado escândalo do Mensalão, na qual o então diretor dos Correios, Maurício Marinho, recebe um pacote de R$ 3 mil. Essa fita, cujas imagens e diálogos foram veiculados por Veja em primeira mão, foi gravada por auxiliares do próprio Cachoeira. Àquela altura, o senador Demóstenes Torres, que já era o braço político do contraventor, sabia que fora preterido para o cargo de Secretário Nacional de Justiça. Há a suspeita que, em represália, ele teria atuado com Cachoeira para prejudicar o PT, o governo Lula e, mais especialmente, o então chefe do Gabinete Civil José Dirceu, que teria sido o responsável pelo veto ao seu nome. Neste contexto, a propina paga por homens do próprio Cachoeira a Marinho deu a partida para o surgimento do pior fato político possível para os adversários de Demóstenes e de seu grupo, que tem Cachoeira como prócer.

Veja, servindo-se de sua fonte na contravenção, não apenas deu vazão às fitas gravadas pelo pessoal de Cachoeira, como prosseguiu divulgando, nos anos seguintes, todo o material que ele produzia e passava às mãos de Policarpo Junior. É frase dele, repita-se: “Os grandes furos do Policarpo fomos nós que demos, rapaz”. Este material incluiu o ‘furo’ do pedido de dinheiro por parte de Valdomiro Diniz, em fita gravada em 2002, desta feita pelo próprio Cachoeira. A notícia saiu em Veja em 2004, mostrando que a parceria já funcionava bem.

Não é do interesse de Veja, agora, puxar por essa memória. A estratégia, manifestada no curto texto “O Policarpo Nunca Foi Nosso”, na edição desta semana, busca carimbar no editor-chefe a marca do profissional acima de qualquer suspeita. Para tanto, utiliza Carlinhos Cachoeira como avalista: “O Policarpo você conhece muito bem. (...) Ele não faz favor para ninguém e muito menos para você”, disse o contraventor, hoje preso, para seu auxiliar e ex-araponga Jairo Martins, também encarcerado pela Operação Monte Carlo. “Nós temos de ter jornalista na mão, ô Jairo. Nós temos que ter jornalista. O Policarpo nunca vai ser nosso...”. Pelos serviços prestados a Veja, a verdade é que Policarpo Junior poderia ter ganho, nesta semana, uma defesa melhor, de um advogado mais qualificado. No editorial do diretor de redação Eurípedes Alcântara, nenhuma linha a respeito. É como se o diretor da sucursal de Brasília estivesse sozinho em seu relacionamento com Cachoeira, mas há toda uma gigantesca máquina editorial por detrás desse circuito.

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/51133/Caso-Veja-Cachoeira-testa-fronteiras-do-jornalismo.htm

 

Caro Nassif, vc n acha estar se arriscando demais dando informações como esta? Muitos bandidos fora da lei estão por tráz desta canalhice toda?

 

O grupinho veja-cachoeira-demóstenes, todos muito honrados, vão ter que se explicar. Acho que está meio difícil e depois de tanta bandidagem e proteção a casa caiu de vez. Tem mais gente mudando para Veneza. Aquilo vai afundar de vez. O que é uma pena. Talvez fosse melhor que eles não os aceitassem.

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

Nassif, bom dia!

Apesar do inequívoco escancaramento dessa cruel realidade da imprensa e não apenas do "El Capone Civita", ainda é extremamente difícil fazer a nossa classe média, burguesa de 2ª, acordar. Permanece muito passiva, consumindo as mesmas informações e se achando.
É claro, não podemos desanimar nesta batalha. Você, os outros blogueiros sujos, a CARTA CAPITAL nos dá ânimo.

 

 


Lembro-me que pouco antes de Lula entregar a faixa para dilma, em uma entrevista na REDE TV com o jornalista Kennedy, primeiro disse que não falaria sobre Mensalão como presidente, mas que quando entregasse o cargo, aí, sim, ele diria tudo que sabe sobre o mensalão. Estou esperando isso até hoje. Com certeza esse episódio ficou mal escrito na nossa história, e tem que ser esclarecido de uma vez por todas.


Ficaria muito feliz se a Revista Carta Capital, unida a outros veículos, incluindo os blogues "sujos" assumissem mover uma ação contra a REVISTA VEJA, com base nas informações contidas no inquérito sobre a Operação Monte Carlo.

 

Também ouvi esta promessa do Lula!

Promessa é dívida. Tem que ser cobrada .

 

MRE

Coisa boa acordar lendo esta notícia!!! A "Redentora" foi no dia 1 de abril e passaram pra 31 de março a data oficial pra evitar o significado do dia de hoje: dia da mentira. Pois o dia de hoje é mais que glorioso e perfeito pra vir à tona o culto à mentira que tem sido feito pelos grandes grupos da imprensa brasileira. Bom demais!!!! O Império está ruindo!

 

Pelo visto Leonardo Attuch finalmente recebeu a revelação: Saiu do PIG e entrou para o lado do bem (Brasil 247). E então Nassif, seus pecados estão perdoados?

 

Acho que alguns nomes coroados ainda vão aparecer nesse emaranhado. Fico pensando no Nelson Jobim e a babá eletrônica.

 

deram o furo de graça? onde está o cumpra-se do judiciário? não enganam mais a ninguém.

 

Nassif, parabéns pelo belo trabalho! Agora é a hora do Grupo Abril pagar pelas suas escolhas. Ta provado por A mais B a associação entre a Veja e o crime organizado. A partir do desfecho deste caso saberemos se podemos levar o Brasil a sério ou não.

 

Hoje é primeiro de Abril, dia da mentira; e também o dia em que a Mentira da Abril foi desmascarada. 

 

Misericórdia, que Petralhada é essa que se reune aqui? è incrível como vocês querem usar o caso do Demóstenes para inocentar a banda podre do PT. Meus amigos, não importa o partido, todos merecem ir pra cadeia. o que acho engraçado neste blog independente são os patrocínios aí do lado.

 

Nooosssa, malungo Nassif, o rapaz aí de cima descobriu que seu blog é o ÚNICO que recebe patrocínio.

A casa caiu, Nassif.

Tamo ferrado.

A curriola metralha da direita, observadora que é, descobriu a roda.

Será que este moço, como praticamente toda direita tupiniquim, imprensa e políticos, a maior quadrilha mafiosa do mundo, diga-se,  está também a serviço do Cachoeira?

Vixe!!!

 

ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!!!!!!!!

 

Nassif e malungos.

E o Stephan Nercessian, hein?

E o PPS, o tal "partido decente"?

O PPS do tal "contas abertas"?

Nercessian tá no bolso do Cachoeira, assim como  Bob Freire, o aspone, tá no bolso do Serra, como Augusto Carvalho, o hipócrita, tava com Arruda, assim como outros diretores do "contas abertas" ganhavam uns "agrados do Durval".

Augusto Carvalho, então secretário de saúde do DF, no governo Arruda, tirava dinheiro da saúde pra aplicar em CDB, pra aumentar a arrecadação do governo. E agora se sabe que fez contrato sem licitação com a empresa Toesa, de aluguel de amabulâncias. O mesmo negócio que a Toesa fez no Rio e foi denunciado pelo Fantástico recentemente.

Partido da Soninha, moça metida a "muderna", mas que chefiava a equipe de neandertais mentirosos, golpistas, agressivos, preconceituosos e retrógrados da campanha de Serra na internet.

E esse tal "contas abertas" ainda se arroga em apontar dedo pros outros.

E esse tal PPS, de aspones, hipócritas, múmias políticas e corruptos, ainda se arroga em se autoproclamar "partido decente".

Partidinho sem-vergonha.

 

 

 

Fundo musical pra essa sujeirada toda...

http://youtu.be/cXH4aVDYm9c

 

1º de abril

Sirvam-se à vontade!

 

Re: Esqueçam Policarpo: o chefe é Roberto Civita
 

Esta semana os safados da Veja usam o Santo Sudário como edredon para disfarçar o estupro da verdade verdaderia, ou seja, o seu envolvimento de seus jornalistas-bandidos em todo estes escândalos e bandalheiras do Cachoeira e do Demóstenes.

 

Kid Prado

CADÊ O FREIRE?

CADÊ O CRISTOVAM?

CADÊ O SUPLA?

CADÊ VC SIMON???

CADÊ VC jARBAS???

Quietinhos .. quietinhos. Qual motivo deste silêncio?

Cadê o combativo SIMON?

Quietinho quietinho...

O que se passa com os homens de bem(?) deste país???

Parece que todos resolveram tomar uma "overdose de doril" ...

 

Um fato que está sendo pouco lembrado aqui no blog é sobre o atentado que o jornalista Amaury Ribeiro Jr sofreu quando investigava o assasinato de jovens nos arredores de Brasília em 2007.

Amaury cita no 1º capítulo de a Privataria Tucana, apesar do assunto não ter nada haver com a Privataria, tem haver com a CPI do Cachoeira, o crime organizado em Goiás e políticos Tucanos.  Amaury lembra que se não tivesse escapado, não seria conhecido nacionalmente graças a seu livro-bomba.

Há informações importantes no livro sobre as divergências das polícias de Goias e do Distrito Federal em relação ao crime, enquanto o governador Arruda considerada a tentativa de assassinato um atentado, a cúpula da polícia goiana dizia ser crime comum, um assalto.

Amaury Ribeiro cita que o rapaz que executou o serviço, era parente de uma prefeita da região ligada ao governador Marconi Perillo, se não me engano do município de Cidade Ocidental (GO).

 

Oi Nassif.

Admiro muitíssimo a sua coragem de expor tão claramente o X da questão.

Este post foi o mais fulminante que li até agora sobre o assunto. Você realmente conseguiu cravar a lança no coração do dragão. Que São Jorge, o padroeiro dos guerreiros, o guarde.

Mas não custa nada você também se cuidar.

Abs!

 

"Quantas matérias nós já te demos, o grupo já te deu? Quantas? E você nunca fez nada em troca, cara." (Cachoeira, para Jairo).

Nassif,  sinto indignação ao saber que o Civita pratica litigância de má fé. No direito, isso quer dizer que alguém entrou na Justiça sem motivo, só para aumentar a quantidade de processos e atazar a vítima das pessoas, fazê-las gastar, sangrá-las financeiramente, como faz o grupo Civita contra você e outros jornalistas. 

Incrível o Civita não ser multado, punido pela Justiça por entrar com este tipo de ação, o que termina sendo uma espécie de censura por parte do Judiciário. Afinal de contas a mídia, enquanto serviço prestado à população, tem que ser criticado. Ou estamos em regime ditatorial no qual o grande ditador é o Civita? 

Se o MPF não for a fundo nessa questão o Brasil terá perdido sua chance de ser passado a limpo para mergulhar de ver no mundo do crime organizado.

Temos que nos mobilizar, que o MPF faça sua parte e vá atrás do chefe.


 

pode cookies de terceiros direto nos comentários?


furada, pois possibilita rastreamento posterior

 

Parabens Nassif! Isto é jornalismo de primeira qualidade!