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Exemplos modernos de pirâmides

Por Roger S

Do Rondônia Ao Vivo

TelexFree, a pirâmide vai ruir e deixar milhares no prejuízo

por Alan Alex

Pirâmide

Tão velho quanto andar para a frente são os chamados “golpes da pirâmide” que sempre implodem e deixam um monte de gente no prejuízo. A nova onda chama-se TelexFree, um produto tão absurdamente virtual que fica difícil acreditar na quantidade de pessoas que participam dessa fraude. Sim caros participantes, é uma fraude montada a partir de um esquema desenvolvido nos anos 1920 por um ítalo-americano chamado Charles Ponzi, que atraiu um sem número de clientes prometendo rentabilidade de 50% em apenas 45 dias. Quando o esquema entrou em colapso, descobriu-se que 160 milhões de cupons postais eram necessários para sustentar as margens que seduziam os investidores. Mas só existiam 27.000 no mercado. Condenado a anos de prisão, Ponzi posteriormente mudou-se para o Rio de Janeiro, onde morreu pobre em 1949. Seu nome carimbou o golpe de pirâmide, mundialmente conhecido como esquema de Ponzi.

Exemplos modernos

Fundado em Goiânia em 1998, o grupo Avestruz Master oferecia contratos de compra e venda de avestruzes com compromisso de recompra dos animais. Assim, quem investisse em uma ave com 18 meses de vida, ganharia um retorno de 10% sobre a aplicação até o mês em que a avestruz fosse readquirida pela empresa. O lucro seria assegurado pela suposta exportação da carne. Mas o negócio propriamente dito jamais chegou a ir para frente: em sete anos de operação, nenhuma ave foi abatida. Na teoria, a Avestruz Master teria comercializado mais de 600 mil animais. Na prática, só possuía 38 mil. Apostando antes na propaganda do que nas aves em si, o grupo conquistou 40.000 investidores no Brasil, 30.000 deles só no estado de Goiás. Para engordar a base da pirâmide, foram gastos 4 milhões de reais em publicidade em 2004 - e apenas 100.000 reais em ração para as avestruzes. Quando a pirâmide ruiu em 2005, a empresa fechou as portas e seus sócios fugiram para o Paraguai. Em 2010, a Justiça Federal condenou os dois filhos e o genro do dono da Avestruz Master a indenizar os investidores em 100 milhões de reais. Jerson Maciel, controlador do grupo, morrera dois anos antes da decisão. Os acusados também receberam penas de 12 a 13 anos de prisão. A execução da indenização, contudo, só irá acontecer quando todos os recursos judiciais tiverem se esgotado. Se executada, ela não será suficiente para cobrir o prejuízo total amargado pelos investidores, estimado em 1 bilhão de reais.

Madoff brazuca

Acusado de provocar um prejuízo que beira 100 milhões de reais, o mineiro Thales Emmanuelle Maioline montou seu esquema de Ponzi em Belo Horizonte. O produto oferecido - e comprado por 2.000 investidores - era a participação em um Fundo de Investimento Capitalizado (Ficap), que só existia de fato no site da empresa criada por ele, a Firv Consultoria e Administração de Recursos Financeiros. Como os demais golpes do tipo, o fundo prometia um retorno de 5% ao mês acrescido de um bônus semestral. Mas depois que um investidor solicitou o resgate de 3 milhões de reais em julho de 2010, a pirâmide não conseguiu se manter de pé. Maioline desapareceu por 140 dias, sendo preso em dezembro de 2010.

Mais golpe

Outrora corretora de câmbio, a Agente BR passou a ofertar clubes de investimento sem registro na CVM a partir de 2006. Sediada em São Paulo e controlada por Túlio Vinícius Vertullo, a empresa anunciava retorno mínimo de 5% ao mês com a aplicação em clubes de investimento virtuais. Com a exigência de um aporte que partia de 10.000 reais e da apresentação de convite para participar, o investimento ganhou ares de tesouro escondido. Mas a rentabilidade prometida - e provada via home broker da instituição - não passava de uma armação. Embora a CVM tenha divulgado um alerta ao mercado sobre a irregularidade das operações, a empresa continuou funcionando até janeiro de 2009, quando sofreu intervenção do Banco Central. Estima-se que cerca de 3.000 investidores tenham perdido aproximadamente 100 milhões de reais. Essas informações foram retiradas da revista Exame.

Resumindo

Resolvi colocar essas informações porque venho sendo assediado diariamente para que eu compre créditos de uma empresa que vende tecnologia VOIP, um serviço disponibilizado gratuitamente pela Microsoft, através do Windows Live, pela Skype, por dezenas de programas como Tango, Google Talk, enfim, é no mínimo uma insanidade comprar um serviço de uma empresa obscura a um preço ainda mais insano, enquanto existem alternativas gratuitas e muito melhores.

Chapéu de otário é marreta

Enquanto o sujeito joga fora o próprio dinheiro, não é problema de ninguém, mas quando ele acha que pode jogar fora o dinheiro alheio, ai o problema é mais sério. O esquema TelexFree vai cair, é questão de semanas. E quem vai arcar com os prejuízos são os que estão entrando agora. Quem sustenta o topo da pirâmide é a base e quando ela começar a rarear, o que já está acontecendo, os “ganhos” serão cada vez mais espaçados, até que vão se reduzir a nada. Diariamente ouço estórias sobre o “fulano que investiu R$ 30 mil” ou o “cicrano que comprou R$ 100 mil em créditos”. Quanto a esses só posso lamentar. Vão amargar os prejuízos. Agora posso dar uma dica, já que está com dinheiro para jogar fora, procure fazer uma coisa útil, como ajudar uma entidade de cunho social. O retorno desse investimento é garantido. Se você não ganhar nada nessa vida, quem sabe quando morrer garanta um lugar no céu.

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