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Fora de Pauta

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SOCORRO!


Exceção ao princípio básico de não escrever em "caixa alta", peço licença.


A grita (minha, sua, de muitos, de tantos ...) é contra a SKY, seus péssimos serviços, sua falta de respeito a seus incautos clientes. E agora, mais essa de promover campanha contra a regulação da TV por assinatura, não por acaso partilhada com as revistas (representando os seus respectivos grupos econômicos) VEJA (só de escrever o nome dói), ISTO É e ÉPOCA.


A propósito do fato, que soube através de post no blog do Azenha, lembrei-me de algumas (há outras) reclamações por fazer contra a SKY (se sky fosse o mesmo que heaven, a troca de nome para HELL viria bem a calhar ...), que ruminava mas não efetivava. Ou melhor, quando tentei colocar "no papel" (saudades do velho papel, ao menos para coisas como essa), não deu em nada. 


Achei que hoje poderia ser diferente. Pus-me a escrever / reclamar no espaço aparentemente destacado a tanto no site deles. Transcrevo a mensagem:


Não autorizei a inclusão da Bandnews em meu pacote. Não a solicitei. Ao contrário, se vocês se dignarem a procurar em faturas passadas, verão que, por um certo intervalo de tempo  (já faz anos isso), a emissora (e, claro, a respectiva cobrança!) constou como "opção". Tão logo percebi, à época, a prática - ABUSIVA por sinal - solicitei, se minha memória não falha, por um atendente de vocês, a exclusão da "opção" (olhem as aspas!). Foi feito isso. Tanto é que, em dado momento, a referida cobrança cessou. Pois bem, não é que agora os senhores repetem o procedimento, a meu juízo fundamente desrespeitoso? ENTÃO, NOVAMENTE, NÃO HAVIA OBSERVADO A COBRANÇA, QUE JÁ OCORRE HÁ ALGUM TEMPO, POR FAVOR, EXCLUAM A REFERIDA "opção", ou seja, não quero ver a Bandnews. Aliás, nunca quis ver. A não ser que estivesse incluída no pacote. E não é só isso. Aproveito a oportunidade para, em primeiro lugar, queixar-me pela falta de exibição das partidas da Copa Libertadores da América. Li, por aí, que os senhores transimitiriam duas envolvendo clubes brasileiros, por rodada. É verdade? Nos anos anteriores, lembro-me muito bem, torço para o Santos, assisti a todos os jogos da equipe, se não a todos, quase todos. Mudou? E se mudou, claro, foi para pior. Por último, não posso deixar de externar minha indignação com a mal-intencionada campanha dos senhores contra a iniciativa governamental de regular - e olha que bem pouco - a midia "fechada". Ocultando-se em argumentos canhestros, falsos, tentam fazer crer que a lei em questão não seria democrática e mesmo constitucional. Absurdo total. Se em todas as vezes que uma medida que contrarie interesses privados for classificada como os senhores estão classificando, sugiro ressuscitar o Sr. Roberto Marinho ou alguém assemelhado e entregar-lhe o poder absoluto de uma vez. Registro o meu desabafo contra (mais uma) a ardilosa campanha, que julgo atentar, ela sim, contra os mais elementares princípios democráticos. Somos poucos, talvez, mas estamos aumentando, fiquem certos disso. A programação dos canais fechados (com poucas exceções) é ruim, muito ruim: enlatados, repetitivos, desrespeitam a inteligência do espectador. E a paciência, também. Fazer o quê? Estamos todos dominados pela visão estadunidense de mundo. Condenados?


Como era de se prever, não há garantia alguma que o texto tenha sido encaminhado. Eles não "recibam". Fiz isso há cerca de 1 hora atrás. Dizem que responderão em 24 horas. Até 24 horas, melhor dizendo. Du-vi-de-ó-dó.


Na esperança de registrar o contato por meio "humano", liguei para o SAC deles. Tentei me acautelar. Ledo engano!


Depois de enfrentar a costumeira via crucis das mensagens gravadas (no caso, particularmente grotescas, pela utilização de uma voz pretensamente simuladora de uma "jovem", com direito a abusar do "tipo assim ..." e de expressões absurdas como uma que lembro bem: "agora se luta não for sua praia ..."), enviaram-me para uma espera de atendimento, que suponho viria a ser humano. Depois de uns 15 minutos, claro, desisti.


E aqui estou, trazendo, provavelmente pela enésima vez, o tormentoso assunto das Skyes da vida, o pouco caso e ainda por cima a investida semi-criminosa contra uma regulação até tímida de um mercado (mais um) do gênero faroeste.


Obrigadíssimo pelo espaço e pela oportunidade, Nassif e comentadores em geral.  


  


 

 

 


As dúvidas sobre a blogueira cubana

Quem está por trás de Yoani Sánchez?


Salim Lamrani, no La Jornada, publicado no Pragmatismo Político, sugestão do Tiago Tobias


Yoani Sánchez, famosa blogueira cubana, é uma personagem peculiar no universo da dissidência cubana. Nenhum opositor foi beneficiado a exposição midiática tão massiva, nem de um reconhecimento internacional semelhante em tão pouco tempo. Após emigrar para a Suíça em 2002, ela decidiu retornar a Cuba dois anos depois, em 2004. Em 2007, integrou o universo de opositores a Cuba ao criar seu blog “Generación Y”, e se torna uma crítica feroz ao governo de Havana.


Nunca um dissidente cubano – muito menos no mundo – conseguiu tantos prêmios internacionais em tão pouco tempo e com uma característica particular: deram a Yoani Sánchez dinheiro suficiente para viver tranquilamente em Cuba até o resto de sua vida. Na realidade, a blogueira tem retribuído à altura os 250 mil euros que recebeu, o que equivale a mais de 20 anos do salário mínimo em um país como a França, a quinta potência mundial. O salário mínimo em Cuba é de 420 pesos, o equivalente a 18 dólares ou 14 euros. Isto é, Yoani Sánchez recebeu 1.488 anos de salários mínimos cubanos por sua atividade opositora.


Yoani Sánchez tem estreita relação com a diplomacia estadunidense em Cuba, como demonstra um documento “secreto”, por seu conteúdo sensível, emitido pela Seção de Interesses Norteamericanos (Sina). Michael Parmly, ex-chefe da Sina em Havana, que se reunia regularmente com Yoani Sánchez em sua residência diplomática pessoal como indicam os documentos confidenciais da Sina, manifestou a sua preocupação em relação à publicação dos documentos diplomáticos dos EUA pelo WikiLeaks: “Ficaria muito incomodado se as numerosas conversações que tive com Yoani Sánchez fossem publicadas. Ela poderia pagar as consequências por toda a sua vida”. A pergunta que vem imediatamente à mente é a seguinte: por quais razões Yoani Sánchez estaria em perigo se a sua atuação, como afirma, respeita o marco da legalidade?


Em 2009, a imprensa ocidental divulgou massivamente a entrevista que o presidente Barack Obama havia concedido à Yoani Sánchez, e que foi considerado um fato excepcional. Yoani também afirmou que enviou um questionário similar ao presidente cubano Raúl Castro e que o mesmo não se dignou a respondê-lo. No entanto, os documentos confidenciais da Sina, publicados por WikiLeaks contradizem essas declarações. Foi descoberto que foi um funcionário da representação diplomática estadunidense, em Havana, quem, de fato, redigiu as respostas à dissidente e não o presidente Obama.


Mais grave ainda, Wikileaks revelou que Yoani, diferente de suas afirmações, jamais enviou um questionário a Raúl Castro. O chefe da Sina, Jonathan D. Farrar, confirmou a informação através de um e-mail enviado ao Departamento de Estado: “Ela não esperava uma resposta dele, pois confessou que nunca enviou (as perguntas) ao presidente cubano”.


A conta de Yoani Sánchez no twitter


Além do sítio Generación Y, Yoani Sánchez tem uma conta no twitter com mais de 214 mil seguidores (registrados até 12 de fevereiro de 2012). Somente 32 deles moram em Cuba. Por outro lado, a dissidente cubana segue a mais de 80 mil pessoas. Em seu perfil, Yoani se apresenta da seguinte maneira: “Blogger, moro em Havana e conto a minha realidade através de 140 caracteres. Tuito, via sms sem acesso à web”. No entanto, a versão de Yoani Sánchez merece pouco crédito. Na realidade é absolutamente impossível seguir mais de 80 mil pessoas apenas por sms, a partir de uma conexão semanal em um hotel. É indispensável um acesso diário para isso na rede.


A popularidade na rede social twitter depende do número de seguidores. Quanto mais numerosos, maior a exposição da conta. Da mesma maneira, existe uma correlação entre o número de pessoas seguidas e a visibilidade da própria conta. A técnica que consiste em seguir diversas contas é utilizada para fins comerciais, assim como para a política durante as campanhas eleitorais.


O sítio www.followerwonk.com permite analisar o perfil dos seguidores de qualquer membro da comunidade do twitter. O estudo do caso Yoani Sánchez é revelador em vários aspectos. Uma análise dos dados da conta do twitter da blogueira cubana, realizada através de seu sítio, revela que a partir de 2010 houve uma atividade impressionante de sua conta. A partir de junho de 2010, ela se inscreveu em mais de 200 contas por dia, em uma velocidade que poderia alcançar até 700 contas em 24 horas. Isto é, passar 24 horas diretas fazendo isto – o que parece improvável. O resultado é que é impossível ter acesso a tantas contas em tão pouco tempo. Então, parece que isto só é possível através de um robô.


Da mesma maneira, descobrimos que cerca de 50 mil seguidores de Yoani são, na realidade, contas fantasmas ou inativas, que criam a ilusão de que a blogueira cubana goza de uma grande popularidade nas redes sociais. Na realidade, dos 214.062 perfis da conta @yoanisanchez, 27.012 são novos (e sem fotos) e 20.600 são de características de contas fantasmas com atividades inexistentes na rede (de 0 a 3 mensagens enviadas desde a criação da conta). Entre estes fantasmas que seguem Yoani no twitter, 3.363 não têm nenhum seguidor e 2.897 seguem somente a blogueira, assim como a uma ou duas contas. Algumas apresentam características bastante estranhas: não têm nenhum seguidor, seguem apenas Yoani e emitiram mais de duas mil mensagens.


Esta operação destinada a criar uma popularidade fictícia, via twitter, é impossível de ser realizada sem acesso à internet. Necessita de um apoio tecnológico e um orçamento consequente. Segundo uma investigação realizada pelo diário La Jornada, com o título “El ciberacarreo, la nueva estrategia de los políticos en Twitter”, sobre operações que envolviam os presidenciáveis mexicanos, diversas empresas dos Estados Unidos, Ásia e América Latina oferecem este serviço de popularidade fictícia (“ciberacarreo” ou em português ciber transporte) por elevados preços. “Por um exército de 25 mil seguidores inventados no twitter , escreveu o jornal, pagam até dois mil dólares, e por 500 perfis manejados para 50 pessoas é possível gastar entre 12 mil a 15 mil dólares”.


Yoani Sánchez emite, em média, 9,3 mensagens por dia. Em 2011, a blogueira publicou uma média de 400 mensagens por mês, O preço de uma mensagem em Cuba é de um peso convertido (CUC), o que representa um total de 400 CUC mensais. O salário mínimo em Cuba é de 420 pesos cubanos, ao redor de 16 CUC. Yoani Sánchez gasta, por mês, o equivalente a dois anos de salários mínimos em Cuba. Assim, a blogueira gasta em Cuba com o twitter, um valor correspondente, caso fosse francesa, a 25 mil euros mensais ou 300 mil euros por ano. Qual a procedência desses recursos para estas atividades?


Outras perguntas surgem de maneiras inevitáveis. Como Yoani Sánchez pode seguir a mais de 80 mil contas sem acesso permanente a internet? Como conseguiu se inscrever em 200 contas diferentes por dia, desde de junho de 2010, com índices que superam até 700 contas/dia? Quantas pessoas seguem realmente as atividades da opositora cubana na rede social? Quem financia a criação das contas fictícias? Qual o objetivo? Quais os interesses escusos detrás da figura de Yoani Sánchez?


* Salim Lamrani é graduado na Universidade de Sorbone, professor encarregado dos cursos da Universidade Paris-Descartes e da Universidade Paris-Est Marne-la-Vallée e jornalista francês, especialista nas relacões entre Cuba e Estados Unidos. Autor de Fidel Castro, Cuba y Estados Unidos (2007) e Doble Moral: Cuba, la Unión Europea y los derechos humanos (2008), entre outros livros.


http://www.viomundo.com.br/denuncias/as-duvidas-sobre-a-blogueira-cubana.html

 

Lauro Jardim, Radar on line

 

Em estado de guerra

 

A cúpula do PMDB monitora em silêncio a evolução do manifesto-rebelião (leia mais em PMDB versus PT) contra o monopólio petista no governo de Dilma Rousseff.

Quem conversou com Henrique Eduardo Alves e Michel Temer entre [ante]ontem e [ontem] garante: não há mais como segurar o movimento de insatisfação dentro do partido. Um peemedebista resume:

- Esse negócio de manifesto ganhou corpo e agora ninguém segura a insatisfação.

 

Saiu o listão da imprensa X-9

O jornalista econo-geek Colin Brayton divulga a lista dos veículos da imprensa brasileira que têm contatos com a agência de informações Stratfor:

 Sobre possíveis contratos entre a empresa e a imprensa, existe uma planilha enumerando os veículos que mantêm contratos com a Stratfor, ou estão negociando estes.

Mencionadas nessa planilha foram Agência Estado, Terra, e a revista Época.

Baixe aqui.

O site O Bicho-Preguiça do jornalista foi bloqueado pelo Wordpress!

 

Vocês viram esta pérola do entreguismo tucano e de seu candidato "mais preparado"?

 

http://oglobo.globo.com/pais/general-duvida-que-dilma-tenha-sido-torturada-na-ditadura-4120865

 

É incrível como o brasileiro não sabe votar, olha que presidente nós deixamos de eleger, o mais preparado:


http://www.d24am.com/noticias/politica/jose-serra-diz-que-nome-oficial-do-pais-e-estados-unidos-do-brasil/51797

 

Não sei se alguém postou essa notícia da página da PGE/SP. Uma barbaridade. Eliana Calmon naquele comentário fortíssimo em relação a certos magistrados não estava exagerando coisa alguma.

Caso "Pinheirinho": Justiça extingue ação movida pela Defensoria PúblicaImprimir este texto 

Ajuizada em janeiro último, a ação civil pública pela qual a Defensoria Pública do Estado pedia à Justiça que obrigasse o Estado de São Paulo e o Município de São José dos Campos a fornecerem abrigo adequado para a população removida do bairro do Pinheirinho, foi julgada extinta sem apreciação do mérito (sentença publicada em 24.02 p.p.).

 

Na ação, a Defensoria Pública alegou que os abrigos provisórios em que foram acomodados os ex-moradores do Pinheirinho se assemelham a “campos de concentração”, verificando-se “flagrante violação dos mais básicos direitos da população” atingida pela ordem de reintegração de posse. Pleiteou fosse o poder público obrigado a manter as famílias em abrigos com condições de higiene, três refeições diárias, transporte escolar, medicamentos e equipe médica, além da concessão imediata de auxílio-moradia para todos os desabrigados e inclusão em programas de habitação social. Em caso de descumprimento, a ação pedia a aplicação de multa diária de R$ 1 mil por morador desatendido.

 

Ao apreciar a demanda, o juiz de Direito da 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de São José dos Campos afastou as alegações da Defensoria Pública, reconhecendo que "os abrigos fornecidos pelo poder público atendem às necessidades básicas das pessoas retiradas do Pinheirinho. Além dos utensílios, medicamentos e alimentação fornecidos aos abrigados, cada local conta com uma equipe composta por um gestor administrativo, psicólogos, porteiros, guardas, educadores, assistentes sociais, professores de esportes, auxiliares de serviços gerais, profissionais da saúde, responsáveis pela manutenção de serviços, equipe de informática, agentes de limpeza e motorista... Não consta, outrossim, que qualquer criança esteja sendo prejudicada nos estudos, já que a elas está sendo fornecido transporte escolar. A situação dos abrigos não se coaduna com a descrita na inicial, que, de forma despropositada e com ares de dramaticidade, compara o uso de pulseiras coloridas - utilizadas na identificação dos moradores e organização dos locais - aos números cunhados nas peles dos judeus nos campos de concentração", assinalou o magistrado.

 

Em outro trecho, a sentença destacou que "é de se ponderar que o acolhimento da pretensão beneficiaria os ex-ocupantes do Pinheirinho em detrimento de inúmeras outras famílias, igualmente ou mais necessitadas, que previamente se cadastraram e aguardam contemplação no Programa Habitacional do Município. Aliás, os ex-moradores do Pinheirinho também já poderiam, desde que preenchidos os requisitos legais, ter se cadastrado nos programas habitacionais. Ocorre que muitos não o fizeram porque - talvez ludibriados por aqueles que se intitulam líderes do movimento - tinham esperança de se perpetuar em propriedade alheia."

 

Os pedidos formulados na ação civil pública foram rechaçados pelo magistrado porquanto já satisfatoriamente atendidas pelo poder público, mostrando-se desnecessário o provimento jurisdicional, motivo pelo qual o processo foi extinto sem julgamento do mérito.

 

Processo nº 0002649-36.2012.8.26.0577

 

Nassif e amigos e amigas do blog

Gostaria de trazer ao conhecimento de todos um caso absurdo ocorrido na última sexta-feira, dia 24/02, por volta das 16:30 h no SHOPPING PATIO HIGIENÓPOLIS, em São Paulo.

O filho de uma amiga, uma criança de 12 anos de idade foi brutal e covardemente agredido por 5 outros adolescentes. Os agressores foram identificados, tem entre 14 e 15 anos, sendo 2 estudantes do Colégio Rio Branco e 3 estudantes do Mackenzie.

A agressão ocorreu dentro da LIVRARIA SARAIVA e "ninguém viu nada". Câmeras de segurança da loja não gravam imagens, e a situação só foi percebida quando o garoto estava caído e ensanguentado. As agressões se localizaram na cabeça e quebraram seu nariz.  Ele teve que se submeter a cirurgia.

O garoto está traumatizado, assim como a família. O pai havia levado o filho no shopping com outros amiguinhos, momentos antes,  acreditando se tratar de um lugar seguro para eles.

Jamais poderia imaginar que o filho seria espancado DENTRO DE UMA LIVRARIA LOCALIZADA DENTRO DE UM SHOPPING CENTER, localizado numa região nobre da cidade, por adolescentes que frequentam escolas da elite paulistana, sem QUE NENHUMA INTERVENÇÃO FOSSE FEITA PELOS SEGURANÇAS DA LOJA E/OU SHOPPING.

Eis um retrato do bárbarie que estamos vivendo nessa cidade, E DO PERIGO QUE NOSSAS CRIANÇAS ESTÃO CORRENDO, NUM LOCAL EM QUE A MAIORIA DOS PAIS AINDA CONSIDERAVA MINIMAMENTE SEGURO!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

Vivi

Orelha quente?

Bruno Covas foi “ouvido” no restaurante Paralelo, segunda, falando gatos e lagartos de Serra. Para quem quisesse ouvir.


No páreo

Continua em campanha, Ricardo Tripoli. Ontem mesmo reuniu seu grupo à noite.

No ninho

Pedro Tobias, presidente estadual do PSDB, deu conselho ao amigo Zé Aníbal. “Se você abrir mão das prévias, a militância não deve te perdoar”.


Aníbal está irritadíssimo com o adiamento do processo.


http://blogs.estadao.com.br/sonia-racy/

 

NASSIF

TU viu isto?

Serra apoia Dilma contra Aécio, diz Kassab ao PT

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FÁBIO BRANDT
DE BRASÍLIA

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, revelou nesta quinta-feira (1) uma conversa constrangedora para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD). O diálogo, segundo o petista, ocorreu no primeiro semestre de 2011, quando Kassab ainda não tinha escolhido apoiar o rival do PT, José Serra (PSDB), na eleição municipal de 2012.

Leia a transcrição da entrevista de Rui Falcão à Folha e ao UOL
Veja galeria de fotos da entrevista de Rui Falcão

Na ocasião, afirmou Falcão, Kassab declarou: "Para a [presidente] Dilma, a melhor coisa que poderia acontecer é o Serra prefeito de São Paulo. Porque se tiver Dilma e Aécio [Neves, do PSDB], Serra é Dilma [na disputa presidencial de 2014]".

Rui Falcão falou sobre o assunto no "Poder e Política - Entrevista", programa do UOL e da Folha conduzido pelo jornalista Fernando Rodrigues no estúdio do Grupo Folha em Brasília.

 Sergio Lima/Folhapress Rui Falcão durante entrevista ao programa "Poder e Política"; veja mais fotos da gravaçãoRui Falcão durante entrevista ao programa "Poder e Política"; veja mais fotos da gravação

A revelação de Falcão pode ser interpretada como represália a Kassab, que negociou aliança com o PT, mas mudou para o lado do PSDB quando Serra decidiu se candidatar. O presidente petista, no entanto, considera o prefeito sincero. "[Kassab] reafirmava: 'Com o governador Serra candidato a prefeito eu vou apoiá-lo, devo lealdade a ele'", relatou Falcão.

Na entrevista, Rui Falcão disse que o PT continua favorável à descriminalização do aborto, mas que os deputados do partido não propõem mudanças na lei atual (que criminaliza o aborto) porque têm outras prioridades no Congresso.

Ele também falou sobre a criação de uma agência reguladora do setor de comunicações, proposta defendida pelo partido. Ele afirmou que a regulação não representa "censura" nem ao "controle de conteúdo da mídia escrita", mas se voltaria a TVs e rádios -que são concessões estatais. "É provável que nos próximos meses ou semanas esse projeto venha à consulta pública [sobre o assunto]", afirmou.

A seguir, trechos em vídeo da entrevista de Rui Falcão. Mais abaixo, vídeo com a íntegra da entrevista. A transcrição completa também está disponível.

Trechos da entrevista com Rui Falcão - 14 vídeos Para Kassab, Serra apoia Dilma contra Aécio

Presidente do PT relatou conversa que teve com o prefeito de São Paulo em 2011. Ele falou ao UOL e à Folha em 1 de março de 2012.

  • Para%20Kassab%2C%20Serra%20apoia%20Dilma%20contra%20A%E9cio
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  • Regular%20comunica%E7%E3o%20%E9%20prioridade%20do%20PT
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Mário Mendonça

Do UOL
01/03/201215h29
Aviãozinho de papel voa 69,1 metros e bate recorde de distância percorrida

Um novo recorde de distância de voo de um aviãozinho de papel foi estabelecido na Califórnia. Dentro de um hangar, na base da Força Aérea Americana de McClellan, perto de Sacremento, Joe Ayoob arremessou um avião de papel que voou 69,1 metros.

O recorde mundial anterior era de 63 metros. A nova marca, que será reconhecida pelo Livro Guinness dos Recordes, foi bastante comemorada pelas pesssoas que estavam no local.

Desenhado por John Collins, projetista de aviões de verdade por muitos anos, o aviãozinho recordista foi feito de uma folha de papel A4 de 100 g/m² de gramatura e um pouco de fita adesiva.

"Cresci fazendo aviões de papel", contou Joe Ayoob. "Quando eu era pequeno, costumava fazer aviõezinhos de papel e fica brincando com eles da escola até em casa", completou.

Ayoob disse que não liga para aqueles que desdenham de seu feito. "É um recorde mundial. Demoramos muito tempo, John e eu, para atingirmos essa marca. Estou muito orgulhoso do que fiz", falou.

(Com Telegraph)

 

02/03/2012

Idosa fica 31 h presa por não pagar pensão

Léo Arcoverde
do Agora

A agricultora aposentada Luzia Rodrigues Pereira, 74 anos, ficou 31 horas presa em uma cela da Cadeia Pública de Vianópolis, cidade de 12 mil habitantes do interior de Goiás, porque não pagou seis meses de pensão alimentícia de R$ 300 aos quatro netos.

Eles têm idades entre 8 e 19 anos.

Luzia foi detida às 9h de terça-feira e libertada às 16h de anteontem.

Ela deixou a cadeia após moradores da cidade e a advogada dela arrecadarem, por meio de uma campanha feita por um blog e por uma rádio da cidade, os R$ 1.588 que ela devia.

Luzia paga pensão há três anos por decisão da Justiça, já que o filho dela não é localizado desde então.

 

Peso dos processos pode derrubar prédio do TJMG:


"NOTA DE ESCLARECIMENTO: EDIFICIO DAS VARAS DA FAZENDA PÚBLICA E AUTARQUIAS DO ESTADO


A Presidência do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, sempre atenta à integridade física e a segurança de magistrados, servidores, operadores do direito e usuários da Justiça, em relação ao prédio que abriga as Varas da Fazenda Pública e Autarquias do Estado, localizado na Rua Gonçalves Dias, 1.260 – Funcionários/BH esclarece o seguinte:

As condições de utilização e segurança do referido imóvel, assim como de todos os outros que se encontram sob a responsabilidade administrativa do Tribunal de Justiça, são objeto de constante monitoramento por suas áreas de engenharia e manutenção.

Diante da intranqüilidade revelada pelos servidores, inclusive noticiada pelos meios de comunicação, os engenheiros civis do TJMG realizaram uma nova visita técnica ao prédio, no dia 28 de fevereiro, terça-feira, com o objetivo de acompanhar o Engenheiro Civil Eduardo Vaz de Mello, contratado pelo Sindicado dos Servidores da Justiça de Primeira Instância do Estado de Minas Gerais – SERJUSMIG - para elaboração de laudo técnico.

Após a visita, os técnicos do Tribunal reafirmaram a conclusão anterior, “de que a edificação não apresenta nenhuma patologia que comprometa a sua estabilidade”.

Em reunião ocorrida na data de hoje para tratar do assunto, estiveram presentes o Sr. Diretor Executivo de Engenharia e Gestão Predial do TJMG, Jorge Luiz Paradela Cunha, e o Sr. Engenheiro Civil Eduardo Vaz de Mello, ocasião em que ambos afirmaram categoricamente que “obedecido o layout com a distribuição dos processos em prateleiras, não há risco para a higidez estrutural prédio”.
Independentemente desse fato, desde o 10 de fevereiro têm sido adotadas providências de retirada e remanejamento de autos de processos para aliviar a carga na estrutura do prédio.

Os processos ativos (aqueles que não podem ser retirados do prédio, pois estão em tramitação) estão sendo reorganizados segundo layout elaborado por técnicos da Diretoria Executiva de Engenharia do TJMG, de modo a evitar a sobrecarga nas lajes do edifício.

A adoção dessas medidas foi determinada pelo Presidente do TJMG, que suspendeu o expediente externo nas Varas da Fazenda Pública e Autarquias desde o dia 22 de fevereiro, mitigando, assim, o transtorno para os magistrados e servidores, demais operadores de Direito e usuários da Justiça.

Dessa forma, a Presidência do TJMG restabelece a necessária segurança para que o retorno às rotinas normais de funcionamento das Varas de Fazenda Pública e Autarquias possa ocorrer em 5 de março de 2012.
Belo Horizonte, 1 de março de 2012.

Assessoria de Comunicação Institucional"

 

Prezado Nassif, volto a carga.


Se olharmos um pouco atentamente, veremos que inúmros posts recentes trataram do crescimento e da especulação imobiliária em São Paulo, culminando, se assim podemos dizer, com os acontecimentos em Pinheirinho.


Pois bem, o Conselho Municipal de Política Urbana de Belo Horizonte acaba de autorizar a construção de edificações (por enquanto hotéis, pelo que entendi) próximo a orla da Lagoa da Pampulha, o que por muitos é considerado uma heresia. Mas não gostaria de entrar exatamente neste mérito.


Acredito, ainda mais pelo que vi acontecer em BH, que em futuro não muito distante as limitações impostas a estes novos empreendimentos serão amainadas e... bem, só o futuro sabe. Mas eu volto à questão: se este adensamento não é de maneira alguma contido por nossos órgãos competentes, muito menos são apresentadas soluções para o que advirá deste fato. Sei que há aquie aqueles lligados à educação, eu me pergunto e as escolas, quem se aventurará a criar escolas para esta população que adensa? Aa prefeituras? Os Estados? A União? Piada. Investidor privado? É só fazer as contas de quanto custaria uma área razoável para se construir uma escola e o retorno (sim, retorno) que o investimento é natimorto.


Vou, em minha inocência escrever para os vereadores que julgo (de novo minha inocência) atuam forma consciente, pensando na cidade e na população. Sonhar nunca é demais.

 

Um post antigo do vi o mundo(Azenha)....Poesia na metalinguagem. Fantástico!  18 de janeiro de 2012 às 13:33A triste despedida do trema

Despedida do trema

sugerido pelo Nelson Antônio Fazenda, via e-mail, autor (ainda) não identificado

Estou indo embora. Não há mais lugar para mim. Eu sou o trema. Você pode nunca ter reparado em mim, mas eu estava sempre ali, na Anhangüera, nos aqüíferos, nas lingüiças e seus trocadilhos por mais de quatrocentos e cinqüenta anos.

Mas os tempos mudaram. Inventaram uma tal de reforma ortográfica e eu simplesmente tô fora. Fui expulso pra sempre do dicionário. Seus ingratos! Isso é uma delinqüência de lingüistas grandiloqüentes!

O resto dos pontos e o alfabeto não me deram o menor apoio… A letra U se disse aliviada porque vou finalmente sair de cima dela. O “dois pontos” disse que sou um preguiçoso que trabalha deitado enquanto ele fica em pé.

Até o cedilha foi a favor da minha expulsão, aquele C c….. que fica se passando por S e nunca tem coragem de iniciar uma palavra. E também tem aquele obeso do O e o anoréxico do I.

Desesperado, tentei chamar o ponto final pra trabalharmos juntos, fazendo um bico de reticências, mas ele negou, sempre encerrando logo todas as discussões. Será que se deixar um topete moicano posso me passar por aspas?

A verdade é que estou fora de moda. Quem está na moda são os estrangeiros, é o K e o W, “Kkk” pra cá, “www” pra lá.

Até o jogo da velha, que ninguém nunca ligou, virou celebridade nesse tal de Twitter, que aliás, deveria se chamar TÜITER. Chega de argüição, mas estejam certos, seus moderninhos: haverá conseqüências! Chega de piadinhas dizendo que estou “tremendo” de medo. Tudo bem, vou-me embora da língua portuguesa. Foi bom enquanto durou. Vou para o alemão, lá eles adoram os tremas. E um dia vocês sentirão saudades. E não vão agüentar!

Nós nos veremos nos livros antigos. Saio da língua para entrar na história.

Adeus.

 

 Link para a entrevista do Serrra, ontem a noite, no jornal do bóris. Entrevista mui hilaria. Hit no tweeter certamente bombará aqui no blog daqui a uns tres dias;

 http://www.band.com.br/jornaldanoite/videos.asp?v=06e6a6d61ee5ac742205d9e792b49f5d

 

Nassif, lembra que na época do caso Carlos Cachoeira/Waldomiro uma comentarista falou aqui sobre as relações entre o bicheiro e Demóstenes Torres (que este, entrava e saia de uma casa no Bairro Jundiai, em Anápolis, disfarçado com chapéu e capa pretos)? Você deve estar acompanhando o estouro do cassino que ele comandava, pela PF e MP, aqui em Goiás e outros Estados. Pelo que ouvi e li, promotores e PF falaram de relações muito próximas do bicheiro com políticos e que serão investigadas nesta fase do inquérito. Será que chega no novo paladino da direita brasileira?

 

Recalque da colonista da falha:

 

Não deixem de ler hojh, na falha, a colona da B. Gancia. Nunca pensei que uma mulher (acho que ela não merece esta definição) pudesse ter tanto ódio e recalque de outra mulher (de verdade). Na colona ela desanca com a fenda e as pernas da Angelina Jolie na entrega do Oscar! Haja recalque! 

 

Em Jerusalém, uma repórter da TV vai ao "Muro das Lamentações" para entrevistar um velho judeu que há muitos anos vem todos os dias orar.

- Bom dia! O senhor é a pessoa mais antiga que vem diariamente rezar aqui no muro. Há quanto tempo o senhor vem aqui rezar?
- Há uns 80 anos.
- Nossa..., 80 anos! E o senhor pediu o quê, nestes anos todos?
- Rezo pela Paz entre judeus, muçulmanos e cristãos, para que o ódio termine e que nossos filhos cresçam juntos em Paz e Amizade.
- E como o senhor se sente após 80 anos de orações diárias?
- Sinto-me como se estivesse falado com uma parede...

 

Meu Caro:


Essa é ótima. Sutilíssima.


O Nassif deveria aproveitá-la


em post com destaque.

 

Velho Luís, 

nem sabia desse tipo de processo. Provavelmente sempre existiu e corria em "segredo da Igreja":

 

Publicada em: 01/03/2012 13:37 - Atualizada em: 01/03/2012 19:07

Lavrense entra com processo de apostasia, um caso inédito em Lavras e possivelmente na regiãoLavras poderá ganhar a mídia nacional outra vez, porém, devido a iniciativa de uma turismóloga e estudante de filosofia. 

Um fato inédito em Lavras e provavelmente na região: uma pessoa entrou com um processo de apostasia na igreja de Lavras. Pouca gente sabe o que significa isso, se você não sabe, não se preocupe, a palavra é estranha e o que ela representa é mais incomum ainda.

Apostasia é a renúncia de sua fé. O processo de apostasia não se refere apenas ao afastamento em relação a sua fé e à prática religiosa. Apostasia tem o sentido de um afastamento definitivo e deliberado de alguma coisa, uma renúncia de sua anterior fé ou doutrinação. Pode manifestar-se abertamente ou de modo oculto.

No caso de Lavras, Mariana Xavier Rocha preferiu que fosse do conhecimento de todos a sua posição de desvinculação com a igreja, ela justificou dizendo que não acredita em Deus com a visão do cristianismo. Também por não concordar que faz parte de um número da igreja católica e explicou: "as estatísticas da igreja católica são baseadas em números de batistérios, ou seja: se a cidade tem 50 mil católicos é porque este número foi tirado no número de batistérios, não quero contribuir para isso, não quero entrar na contagem de católicos", disse. Ela falou também que quando foi batizada era uma recém-nascida e que agora tem vontade própria.

O processo de apostasia é longo, deverá demorar muito, isso porque o primeiro passo é dar entrada ao pedido, depois um padre tenta convencer a pessoa a não dar continuidade ao processo e, se ela continuar irredutível, o processo segue então para o Bispado, ela será avaliado e depois, no último passo, o bispo expede um documento aceitando a desvinculação com a fé cristã.  Questionada se não teria medo de ser vítima de preconceito, Mariana Xavier Rocha disse que não.

Se desvincular de uma religião desta forma não é tão simples assim, dependendo de cada religião, um apóstata, afastado do grupo religioso no qual era membro, pode ser vitima de preconceito, intolerância, difamação e calúnia por parte dos demais membros ativos. Um caso extremo, é aplicação até da pena de morte para apóstatas na religião islâmica em países muçulmanos, como por exemplo, na Arábia Saudita, Irã, Iraque e outros mais.

http://www.jornaldelavras.com.br/index.php?p=10&tc=4&c=3817&catn=3

 

 

O salário de professor e os heróis da mídia

Estava me deslocando de carro com o rádio ligado em um programa de notícias locais. O entrevistado era o secretário municipal de Educação. A cada pergunta feita pelo experiente jornalista – que de poder entende tudo, vinha uma resposta redondinha.

A impressão que os ouvintes tinham, e também o próprio entrevistador, era de que a Educação básica em Cuiabá estava entre as melhores do mundo. Não se faz Educação de qualidade sem professores qualificados e motivados. Com alunos em espaços físicos inadequados, sem bibliotecas, laboratórios, áreas de lazer e alunos em tempo integral.

Para exercer a função de professor é necessário possuir curso superior e enfrentar um concurso público. Após ouvir maravilhas sobre esta Educação pública desconhecida pela população de Cuiabá – não se esquecendo de que os filhos dos ricos e políticos, frequentam Escolas particulares – veio a pergunta que todos os ouvintes gostariam de escutar: “Quanto ganha um professor de ensino básico na rede pública municipal?”.

A resposta não foi tão rápida como aquelas em que o secretário afirmou que não tínhamos crianças fora da Escola; que o número de creches estava sendo aumentado e que a Educação infantil caminhava para a sua universalização. Após uns segundos, o secretário respondeu: “Dentre as capitais brasileiras, Cuiabá é a segunda que melhor remunera os seus professores.”

Diante dessa afirmação, o jornalista, e, claro, os ouvintes, quiseram saber o valor desses salários. “Em meio período (20h), o professor ganha cerca de R$ 1.360. Em dois turnos (40h), o dobro” – respondeu o secretário. Estava encerrada a entrevista.

Tenho uma faxineira que nem sei se tem instrução primária. Chegou à minha casa indicada por amigos por seus méritos pessoais. Trabalha seis horas por semana, com direito a auxílio transporte, café da manhã, lanche, almoço e banho no final do expediente.

Não lava ou passa roupas, não cozinha, apenas faz a manutenção semanal do meu apartamento. Pago com satisfação R$ 85,00 por visita. Em um rápido cálculo verifiquei que, trabalhando cinco dias por semana, seu salário líquido era superior ao de um professor da segunda capital do Brasil a melhor pagar seus educadores.

Os nossos administradores públicos têm a infeliz mania de tapar o sol com a peneira. Se compararmos o salário que o mercado de trabalho oferece a outras categorias profissionais, veremos que o Brasil remunera muito mal seus professores. E o pior: parece que nossos dirigentes não têm consciência disso, ou têm?

No mínimo, eles deveriam reconhecer a nossa real situação educacional, qual seja: de baixíssima qualidade. Pesquisas recentes demonstram que é a estupidez de alguns países que os impede de investirem pesadamente na formação e profissionalização dos seus mestres, e Educação das suas crianças.

Diante dessa visão caolha com relação à Educação – e providencial para a sobrevivência de alguns grupos políticos – estaremos eternamente condenados a ser exportadores de alimentos e matéria- prima para os países que priorizaram a Educação.

A boa Educação passa, necessariamente, pelo bom professor.

Como somos um país rico, o projeto de lei mais importante que tramita no Congresso Nacional é aquele em que se dará o título de Heróis Nacionais aos jogadores titulares, e aos reservas, dos campeonatos mundiais de futebol de 1958, de 1962 e de 1970.

O texto prevê ainda um prêmio de R$ 100 mil para cada jogador titular e reserva, e um auxílio especial para a aposentadoria de heróis, como Pelé, Zagalo, Tostão, Rivelino, Leão e tantos outros atletas que tanto fizeram por eles, digo, pelo Brasil. Ser professor no Brasil é uma opção de vida quase sacerdotal. Herois são os da mídia, como a Luiza que voltou do Canadá.

http://www.viomundo.com.br/politica/o-salario-de-professor-e-os-herois-d...

 

Lançamentos em SP põem em xeque função dos shoppings na cidade

A abertura de grandes lojas deu nova cara à Avenida Paulista nos últimos anos. Agora, o lançamento de um novo shopping na via mais conhecida de São Paulo e outras inaugurações na vizinhança reforçam a vocação comercial da região, mas também dividem os especialistas sobre a viabilidade e a sustentabilidade de tais empreendimentos na cidade.

Até 2014, a região da Paulista e do bairro dos Jardins, que já concentra um grande número de lojas, ganhará dois novos shoppings. O mais vistoso deles será o Cidade de São Paulo, que está sendo levantando no terreno da antiga residência dos Matarazzo, na esquina da Avenida Paulista com a Rua Pamplona.

Com o aquecimento da economia, os lançamentos também aumentaram no interior do país. Só neste ano serão inaugurados 42 shoppings no Brasil, segundo a Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers). O montante representa quase 10% de todos os 430 centros comerciais atualmente em operação no país.

Para Marcelo Sallum, sócio-diretor da empresa de gestão de shoppings Lumine, que assessora o Cidade de São Paulo, uma mudança do perfil da Paulista e uma grande demanda por serviços como restaurantes, por exemplo, justifica a inauguração do empreendimento, que além de lojas também abrigará escritórios.

"A mudança de perfil da Paulista nos últimos anos, com varejo de alto padrão, corrobora ainda mais o potencial da avenida para um novo shopping como o Cidade de São Paulo", afirma.

O impacto no trânsito em uma região já congestionada e a construção de shoppings ao estilo ‘caixote’, isolado do entorno urbano, preocupam especialistas, no entanto.

O arquiteto Valter Caldana, professor da Universidade Mackenzie, pondera que há projetos com impacto positivo, mas faz alertas.

"A ideia de um shopping fechado, que nega a cidade, e não promove a circulação e a conexão das pessoas com as ruas do entorno é uma ideia ultrapassada, que ficou no século 20", diz Caldana.

O professor defende que a “vitalidade da cidade está nas ruas” e que é saudável incentivar o comércio de rua, que pode eventualmente se esvaziar com a migração de lojas para os shoppings.

Para incentivar este comércio, Caldana diz que é preciso “aterrar fios, ter calçadas arrumadas, com mais iluminação e segurança”.

"Não dá para apostar em uma cidade que se entrincheira e depende do automóvel. Os novos shoppings têm de ser mais abertos", diz o professor, citando o Conjunto Nacional, na mesma avenida, como um bom exemplo de uso misto do espaço (com lojas, escritórios e apartamentos) e integração com a cidade.

Impacto

A uma quadra do futuro Cidade de São Paulo, outro antigo endereço da família Matarazzo pode abrigar um novo shopping. Trata-se do hospital desativado Humberto Primo, cujo projeto ainda aguarda análise da Prefeitura.

Nos Jardins, o prédio de um emblemático restaurante paulistano dará lugar a uma filial do luxuoso Shopping Cidade Jardim. A expansão também ocorre nas estações do metrô, como a da Vila Madalena.

Para a arquiteta Heliana Vargas, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP (FAU), um shopping tem o potencial para mudar o entorno de uma região, positiva ou negativamente.

Segundo ela, empreendimentos em áreas de baixa ocupação podem impulsionar o desenvolvimento de um região, como ocorreu com o Shopping Center Norte na época de sua inauguração.

"Mas um dos principais problemas é o impacto viário, pois os programas de melhoria no sistema viário atrelados à construção de shoppings nunca são suficientes", diz Heliana, explicando que eles costumam levar em conta só o empreendimento em si, esquecendo que o entorno também muda e pode gerar mais trânsito.

Poder público

A professora da FAU-USP também afirma existir uma deficiência dos órgãos públicos na fiscalização dos impactos trazidos por grandes empreendimentos.

"Enquanto as construtoras desses shoppings investem muito em estudos mercadológicos e de impacto, o poder público não tem competência técnica para analisar se esses empreendimentos são realmente viáveis".

Valter Caldana afirma que a legislação da cidade é hoje adequada. Mas além do poder público, ele também cobra mais responsabilidade do setor privado.

"É fundamental que os shoppings e grandes lojas se responsabilizem pelo impacto nas ruas do entorno. Hoje temos calçada com buraco na frente de lojas que vendem produtos de R$ 1 milhão", critica.

Contrapartidas

Na capital de São Paulo, o processo para autorização para novos shoppings depende de análise de vários órgãos da Prefeitura, como a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e a Secretaria do Verde e Meio Ambiente.

Para a construção do Cidade de São Paulo, a Prefeitura exigiu como contrapartida o rebaixamento das calçadas junto à faixa de pedestres em dois cruzamentos e adequação da sinalização de trânsito em um raio de 30 metros.

O novo empreendimento também terá de manter 41 das 159 árvores do terreno – outras 19 deverão ser transplantadas e mais 727 devem ser plantadas (sendo que 621 delas no vizinho parque Trianon).

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120222_sao_paulo_shoppi...

 

Entre PIG e JEGs, a imprensa pode ser NDA?   Depois de PHA ter popularizado o Partido da Imprensa Golpista, Reinaldo Azevedo responde com os JEGs - Jornalistas da Esgotosfera Governista; enquanto jornalões defendem linhas editoriais tucanas, blogueiros encampam defesa do governo; não pode existir independência no jornalismo brasileiro?

Diego Iraheta _247 - As paixões e os antagonismos genuínos são fundamentais para consolidar a democracia. Essa é a tese de uma das principais pensadoras políticas contemporâneas, a belga Chantal Mouffe. Em seu instigante livro On The Political (Routledge, 2005), ela defende que deliberações racionais não são adequadas ao mundo político, onde o confronto de ideias e identidades é permanente. São as emoções que acabam guiando o fazer política.

Ora, Mouffe não conhece o âmago da política brasileira, mas sua análise se encaixa perfeitamente bem em nossa realidade. E isso não é necessariamente bom. Por aqui, petralhas e tucanalhas se digladiam diuturnamente, sem notar como são parecidos em atitudes e até objetivos. Tem mensalão do PT e privataria tucana. Os militantes de um partido atacam a corrupção do outro. Com paixão, defendem “ideologias” ou, quiçá, projetos de poder.

Os embates ficam ainda mais explosivos, quando se acrescenta o quarto poder no ringue. De um lado, a imprensa de papel, tradicional, diz que está fiscalizando e, por isso, investiga “supostos esquemas” e cobra renúncia de ministros do governo Dilma envolvidos em “escândalos”. De repente, seis ministros já caíram por “suspeitas de corrupção”. A imprensa dorme aliviada todas as noites por ter feito um bem para o País. Aham.

De outro lado, a blogosfera se rebela. Hoje, com as redes sociais como efetivos canais de distribuição, faz sua versão circular. “Não apresentaram nenhuma denúncia contra o ministro. É coisa do PIG" – dizem. O Partido da Imprensa Golpista está por trás de todo esse levante antiPT. É Globo, Folha, Veja, Estadão. Em vez de reunião de pauta, o PIG se encontra em seu QG secreto, no subsolo da Esplanada, para tramar que ministro vai derrubar amanhã e depois. Aham.

A expressão PIG foi popularizada por Paulo Henrique Amorim, do Conversa Afiada, e replicada por diversos blogueiros de “esquerda” e militantes petistas. Hoje é jargão. O PIG quer que o PSDB volte ao comando do Brasil para que seus interesses sejam defendidos. São as poderosas corporações contra os pobres trabalhadores, curiosamente representados hoje pelos poderosos trabalhadores.

Pois bem, o representante mais explícito do PIG seria o colunista da Veja e blogueiro Reinaldo Azevedo. No último domingo, 26, ele se apropriou de uma nova sigla, apresentada por um leitor, e já está viralizando. Trata-se dos JEGs, os Jornalistas da Esgotosfera Governista. Nesse balaio, entrariam o inimigo número 1 do PIG – o próprio PHA –, o blogueiro Luís Nassif e publicações como Carta Capital.

Certamente, os blogueiros progressistas – ou sujos, como definiu o atual pré-candidato do PSDB a prefeito de São Paulo José Serra – também fazem parte dessa esgotosfera. Ou seja, partindo das linhas de pensamento (e constatação) de PHA e Rei, PIG e JEGs estão dominando a imprensa brasileira. Todos têm um lado – claramente ou mascaradamente defendido.

Tal como os militantes vedam os olhos para a corrupção do partido que defendem e crescem os olhos para denunciar a do adversário, os jornalistas profissionais e os jornalistas cidadãos (da blogosfera) passam a se pautar por um só lado, seja das poderosas corporações ou dos poderosos trabalhadores. O que conta são os interesses políticos, partidários e econômicos, carregados de síndrome de poliana no caso dos blogs e de cinismo no caso dos jornalões.

E a independência, hein? Como é que fica? Onde se encontra jornalismo independente, seja praticado pelas redações ou por blogs? Em um cenário tomado de paixões, antagonismos e até baixarias, o otimismo de Mouffe não cola.

Os jornalistas brasileiros precisam aprender a ser mais que porcos e jegues. O elemento-chave para superar a dicotomia PIG X JEGs é o bom senso. E o senso crítico. A autocrítica. Uma imprensa livre e independente é aquela que sabe criticar qualquer governo e qualquer oposição, não a partir de seus interesses corporativos ou “ideológicos”. Mas sim com os olhos da sociedade, do que os brasileiros esperamos de nossos políticos e precisamos de nossos governantes.

Isso é ser efetivamente um quarto poder.

http://brasil247.com/pt/247/midiatech/44711/Entre-PIG-e-JEGs-a-imprensa-...

 

Do altermundismo ao altercapitalismo e além


O tempo é de perplexidade. As lutas globais de 2011-12 certamente não se perderam. Existem vetores de transformação por dentro dessa bifurcação?

O protótipo dos fóruns sociais mundiais aconteceu em Chiapas, no sul do México. Organizado pelo Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN), reuniu 3.000 pessoas de 43 países diferentes, numa composição heterogênea entre índios chiapanecas, guerrilheiros sul-americanos, comunistas italianos, anarquistas catalães e até um super-herói paródico, o Superbarrio Gómez. A documentarista Nettie Wild, em seu clássico Um lugar chamado Chiapas: dentro da primeira revolução pós-moderna (Canadá, 1998), testemunhou o acontecimento como “um Woodstock revolucionário pós-Glasnost, mas sem o ácido“. Em meio à contrarrevolução neoliberal e à ressaca do fracasso do socialismo, o Primeiro Encontro Intercontinental pela Humanidade e Contra o Neoliberalismo foi emblemático do que se tornaria a cultura política do movimento altermundista.

O movimento zapatista é marcante de uma nova política da composição, dita pós-moderna. Por vários motivos. Primeiro, por conseguir compor, no mesmo movimento, as lutas sociais mais antigas por terras, recursos naturais e meios de produção, com as ferramentas mais modernas das novas mídias, redes sociais online e elementos ressignificados da cultura de massa. Segundo, por traçar uma estratégia simultaneamente local e global, regional e nacional, atuando em vários platôs interconectados. Terceiro, por não deixar de se apresentar como um movimento indígena, ao mesmo tempo em que põe em questão o que significa ser índio, revolucionando a própria lógica identitária (racista) da sociedade mexicana. Quarto, por constantemente relacionar-se com a cultura pop, sem preconceitos, vindo a tornar-se referência para muitas bandas em vários idiomas, como Rage Against the Machine, Garotos Podres, Brujería, Manu Chao etc.

O altermundismo continua, a seu modo, a globalização das lutas antiglobalização dos anos 1990, cujos pontos culminantes foram as batalhas de Seattle (1999) e Gênova (2001). Dirigido contra o neoliberalismo, o Consenso de Washington, o ALCA, o FMI, o G-7, a ordem imperial hegemonizada por multinacionais, o Banco Mundial e a OMC; o conjunto de ações diretas desse ciclo assumiu um caráter abertamente confrontacional, chamando o inimigo pelo nome. Se o movimento antiglobalização se colocava fora da ordem capitalista para de fora agredi-la, sem concessões; o altermundismo se propôs, em regra, a trabalhar mais propositivo, programático e conciliador, a construir instâncias de resistência por dentro. Dentro e contra. Essa tendência foi reforçada pela conquista eleitoral pelas forças de esquerda na América do Sul, — especialmente com Chávez (1999), Lula (2003), Nestor Kirchner (2003), Evo (2006) e Rafael Correa (2007), — que favoreceu a organização e a articulação institucionais do “outro mundo possível”.

Durante toda a década passada, o altermundismo se concentrou no Fórum Social Mundial. De 2001 a 2011, foram oito grandes edições concentradas (4 em Porto Alegre, mais Mumbai, Nairóbi, Belém e Dacar) e centenas de mini-eventos pulverizados, de menor porte. É difícil dar um veredito definitivo sobre o que significou esse campo muito heterogêneo. Como nivelar, por exemplo, a singular presença de movimentos sociais asiáticos no Fórum de Mumbai, de 2004, com o enxame indígena protagonizado em Belém, quatro anos mais tarde?

É todavia certo que, no conjunto da obra, o FSM foi o principal território de compartilhamento da experiência das esquerdas e movimentos pela transformação social. Mais do que um espaço para proliferar iniciativas e redes militantes, significou uma política da composição, uma estratégia organizacional mais aberta, afirmativa, transnacional, com múltiplos enfoques: mídias, internet, minorias, luta pela terra, cultura, políticas da cidade, — bem no espírito do movimento zapatista.

Desde a primeira edição, o FSM foi objeto de muitas críticas, internas e externas. O altermundismo estaria aparelhado por instâncias representativas tradicionais, cooptado por governos e líderes. Estaria hegemonizado por uma esquerda moderada, que não faz jus à contestação sistêmica, manifestada pelas lutas dos anos 1990. Estaria infestado pela febre ongueira, que se subtrai dos movimentos populares, para comodamente se instalar como entidade da sociedade civil em parceria com os estados. Estaria rendido à ideia de um capitalismo mais humano e sustentável: a ideologia por excelência das classes médias ilustradas, liberais e terapeutizadas (o papo dos afetos…). Em suma, seria anticapitalista de menos. Não soube, não se preocupou e não lhe interessou em traçar a linha entre o dentro e o fora, e acabou engolido na geléia geral das próprias concessões e ambiguidades.

Em parte, essas críticas não têm razão de ser. Já em 1996, no “pós-Glasnost”, o movimento zapatista diagnosticava a importância de abrir as práticas, contra qualquer esboço de esquerdismo ou isolacionismo, de militantes nostálgicos de outros tempos históricos. Viúvas de Seattle e Gênova lamentam o “adesismo”, a subserviência e a impudência de novas alianças e composições políticas. Declaram-se extrema-esquerda, que é outra forma de dizer-se mais esquerda do que os outros. Munidos de esquerdômetro, passam a monopolizar o parâmetro de julgamento para separar o joio do trigo. Esse julgamento com fundo moral e em tom de denúncia, professado como compromisso mais puro e convicto do que os demais, passa então a se infiltrar nas atividades e posturas mais cotidianas dos coletivos esquerdistas, infectando tudo de uma moralidade que é insuportável a longo prazo. Uma fração do que hoje se denomina luta anticapitalista está permeada dessa cultura política negativa e sectária, cuja impotência se reflete na incapacidade de agregar bases sociais minimamente significativas.

Em outra medida, contudo, essas críticas ao altermundismo têm a sua razão de ser. Porque a abertura do FSM também deixou a porta aberta para a diluição da revolta, da recusa e do poder constituinte por formas neutralizadas, ou mediante a captura pura e simples pelo espírito do capitalismo. Isso desde a primeira edição. Ao longo dos anos 2000, aconteceu, de fato, um movimento de edulcoração generalizada. A geração descafeinada dos anos 2000 toma o lugar da geração revoltada dos 1990.

Com a domesticação, o discurso radical ganha um duplo mutilado, um gêmeo esmaecido, sem a mesma verve. Assim, o ambientalismo é reduzido ao ecologismo verde; a desigualdade social reduzida à sustentabilidade e assistência; a opressão de raça e gênero, ao culto da diversidade e ao politicamente correto; a falência da lógica representativa, a um problema de gestão e profissionalismo. Enquanto isso, a corrupção institucionalizada e sistêmica vira uma questão individual e moral; e a democracia, uma questão de procedimentos e transparência. E os direitos autorais não passariam de problema jurídico complexo; as novas mídias, de capacitação jornalística e blogosfera progressista; a cultura livre, de novos modelos de negócios; e a revolução digital, de uma nova profecia redentora que unificará a humanidade pela própria força utópica além da luta de classe.

Militância se torna uma palavra pesada e é substituída por ativismo. O campo das esquerdas acaba tomado por missionários deste neo-ativismo de classe média, entre verdes, ongueiros, humanistas liberais e o bom e velho gestor capitalista autossustentável. É o Zeitgeist do altercapitalismo: responsabilidade social, consciência planetária e sacolinhas de plástico viram palavras-de-ordem no melhor interesse geral… do capitalismo. Starts with you!

Se alguns anticapitalistas falham em considerar como processos de transformação não se dão simplesmente porque queremos, mas em virtude de forças políticas sobre os quais eles se apóiam; os altercapitalistas exprimem forças e direcionam esses processos exatamente no sentido de uma reestruturação conservadora da ordem capitalista. Os zapatistas, pelo menos, jamais se abriram para o altercapitalismo. Na prática zapatista, por mais fluida e deslocável que se mantivesse a linha entre uns e outros, por mais estratificada que fosse a relação entre poder constituído e constituinte, por mais global e não-identitária fosse a sua luta, o movimento não acabou digerido pelo lado de lá. É, sim, pós-moderno, mas no sentido da ambivalência estratégica, sem no entanto se consumir no reino da ambiguidade. Em Los pueblos indios dieram rumbo, destino y velocidad a nuestro sueño (2008), o subcomandante Marcos afirma: “é o que os zapatistas chamamos ‘efeito estômago’, do poder: ou o poder digere a esquerda; ou a converte em merda.”

É que, se desde os anos 1960, o processo de diferenciação constituinte revolucionou as lutas, uma vez capturado pelo status quo, na versão edulcorada, acaba reaparecendo como diversidade (cultural, folclórica ou turística), que é então capitalizada. Não há denominador comum entre a antropofagia como devoração do inimigo e o culto vazio das diferenças. A primeira não se descola da revolta, enquanto o segundo está mais preocupado com o tom, o politicamente correto, a conciliação dos contrários e uma “terapia das lutas”. A antropofagia é outra coisa; é outro mundo. Como coloca Eduardo Viveiros de Castro em artigo à Revista Sopro: “Oswald de Andrade recomendava uma vacina antropofágica, nome poético para a urgentemente necessária esquizoanálise altermundialista da cultura em que vivemos“.

O próprio sistema capitalista já tomou consciência da necessidade de reestruturar-se e reinventar-se: ser outro. Na maior crise sistêmica desde a quebra da Bolsa de 1929, seus pensadores, dirigentes e consultores já trabalham por algo como um novo New Deal. Defrontado com um ciclo de lutas potentíssimo e sem conclusão à vista, o altercapitalismo está na ordem do dia no seio do próprio establishment. Eles sabem que as coisas não serão como antes, então é preciso se adaptar, ceder os anéis para não perder os dedos, e contemplar novos territórios de exploração e acumulação, agora mais intensiva e horizontal. O capitalista sabe como nunca que precisa empreender criativamente.

Nesse contexto, em 2012, subsiste uma convergência geral no discurso de sustentabilidade, da gestão, do desenvolvimento humano, da responsabilidade social, do empreendedorismo criativo e da consciência global. Isso fica claro nessa confluência de todos os fluxos do novo capitalismo, bem sintetizada pela Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, que acontecerá em junho, no Rio de Janeiro. A Rio + 20 tem tudo para reunir alargado consenso e tentar fagocitar o ciclo de lutas em curso, em mais uma grande síntese histórica. Se certo anticapitalismo não é alternativa, à altura do horizonte de lutas em 2012; por outro lado, o altermundismo parece estar encerrado como processo constituinte, esgotado de suas polivalências e (algumas) brechas constituintes — e não à toa alguns já falam em pós-altermundismo. Outro nome para o novo capitalismo?

Para onde vamos? O tempo é de perplexidade. As lutas globais de 2011-12 certamente não se perderam. Existem vetores de transformação por dentro dessa bifurcação? O fato é que se faz necessário voltar à prancheta, às cartografias sociais e urbanas, à antropologia dos movimentos, na imanência das lutas. Faz-se necessário derrapar pela tangente das grandes sínteses e fazer pustular as feridas de um discurso que se quer asséptico, neutralizado. A invocação de convergências e consensos deve ser respondida com a agressividade teórica e prática. Uma nova imanência e um novo materialismo, eis aí o desafio da geração que ainda pulsa.

http://www.revistaforum.com.br/conteudo/detalhe_noticia.php?codNoticia=9...

 

Engrenagem da impunidade   Levantamento da Folha revela que a Justiça demora mais para julgar processos contra políticos. No rol dos beneficiados pela morosidade está o deputado federal baiano Maurício Trindade (PR)

 

Bahia 247 – Levantamento da Folha de São Paulo feito em quatro meses revela que inquéritos que tiveram políticos brasileiros como alvo nos últimos anos demoraram mais tempo do que o normal para chegar a uma conclusão e processos abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) contra eles se arrastam há mais de dez anos sem definição. Em média, a Polícia Federal leva pouco mais de um ano para concluir uma investigação.

Inquéritos analisados pela Folha que já foram encerrados consumiram o dobro de tempo. O levantamento mostra que deficiências do aparelho judiciário do país e falhas cometidas por juízes, procuradores e policiais estão na raiz da impunidade dos políticos brasileiros, provocando atrasos nas investigações e em outros procedimentos necessários para o julgamento dos acusados.

No rol dos políticos que contam com a morosidade judicial a seu favor, como não poderia deixar de ser, a Bahia está representada. O baiano destacado no jornal paulista é o deputado federal Maurício Trindade (PR).

Vale voltar um pouco no tempo para lembrar o “escândalo do leite” em Salvador no ano de 1997, protagonizado pelo então vereador que presidia a Comissão de Saúde da Câmara Municipal, Maurício Trindade. De acordo com as acusações à época, Trindade teria se envolvido num processo licitatório para aquisição de leite para o programa federal de Desnutrição de Gestantes e Crianças da Secretaria Municipal da Saúde de Salvador.

As denúncias foram encaminhadas pelo Ministério Público Federal ao STF em 2005, quando Maurício Trindade era deputado estadual pelo PSDB. À época, ele era candidato a vice-prefeito de Salvador na chapa encabeçada pelo atual prefeito João Henrique, mas, com o escândalo, foi gentilmente “convidado” a abdicar da candidatura. O deputado hoje é réu no STF em ação penal por tráfico de influência, devido à suposta tentativa de extorsão ao empresário mineiro Omar Braga Mudin, sócio da empresa Nutril Ltda.

No processo que corre no STF há sete anos, Maurício Trindade desmarcou sua participação em duas audiências. Na primeira, em Salvador, segundo a Folha, ele argumentou que precisava acompanhar uma sessão na Câmara, em Brasília. Na segunda, em Brasília, ele avisou um dia antes que precisaria viajar para o Panamá.

Durante quatro meses, a Folha analisou 258 processos que envolvem políticos e estão em andamento no STF ou foram arquivados pela corte recentemente, incluindo inquéritos ainda sem desfecho e ações penais à espera de julgamento. Os processos envolvem 166 políticos que só podem ser investigados e processados no Supremo, um privilégio garantido pela Constituição ao presidente da República e seu vice, a deputados federais, senadores e outras autoridades.

http://www.bahia247.com.br/pt/bahia247/poder/6747/Engrenagem-da-impunidade.htm

 

Candidato à Presidência da França quer imposto de 75% para ricos

O candidato socialista à Presidência da França, François Hollande, disse que os franceses com os maiores ganhos anuais deveriam pagar um imposto de 75% do valor de sua renda.

"Acima de 1 milhão de euros (quase R$ 2,3 milhões, por ano), a taxa de imposto deve ser de 75%, pois não é possível ter este nível de renda", disse Hollande.

Falando no horário nobre da televisão francesa, o candidato prometeu que, se eleito, vai revogar as isenções de impostos que foram determinadas pelo atual presidente, Nicolas Sarkozy.

Hollande é considerado o favorito nas eleições do dia 22 de abril, mas, as últimas pesquisas de opinião sugerem que a diferença entre ele e Sarkozy na preferência dos eleitores está diminuindo.

Acredita-se que Hollande e Sarkozy devem se enfrentar novamente no segundo turno, marcado para o dia 6 de maio.

Polêmica

O aumento de impostos para os ricos se transformou em um dos assuntos mais polêmicos da campanha presidencial francesa. Segundo a agência de notícias Reuters, especialistas da Suíça afirmam que impostos mais altos para os franceses mais ricos podem causar um êxodo para o país.

Muitas das celebridades mais ricas da França já moram em outros países.

O jornal francês Le Figaro informou que o anúncio de Hollande, feito no canal de televisão TF1, parece ter pego de surpresa até os próprios companheiros do Partido Socialista.

Em uma entrevista concedida minutos depois a outro canal francês, o France 2, Jérôme Cahuzac, responsável pelo setor tributário da campanha de Hollande, foi questionado a respeito da taxa de 75% proposta pelo candidato.

"Você está perguntando sobre uma declaração que, de minha parte, eu não ouvi", disse.

Hollande voltou a falar sobre a proposta de imposto nesta terça-feira, afirmando que o índice de 75% para as pessoas que ganham mais de 1 milhão de euros por ano é um "ato patriótico".

"É um sinal enviado, uma mensagem de coesão social, um esforço que precisa ser feito. É patriótico concordar em pagar um imposto suplementar para que o país volte a ficar de pé", explicou Hollande.

Ministros do governo da França, que são do partido de Sarkozy, condenaram a proposta de Hollande.

François Hollande "inventa um novo imposto toda semana sem sequer propor uma pequena economia", disse a ministra do Orçamento, Valerie Pecresse.

Para o ministro do Exterior, Alain Juppé, o plano do candidato é um "confisco fiscal".

Quando chegou à Presidência, em 2007, Sarkozy introduziu o chamado "escudo de imposto", que limitava o imposto a 50% da renda.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120228_franca_candidato...

 

Cego pela lei da espada,

Visava o fim da heresia,

A sentença estava dada,

A pedra por Saulo viria.

 

Mesmo sendo apedrejado,

Vítima de sua lei,

Estevão se fez aliado,

Levando Saulo pro Rei.

 

-“Saulo, Saulo, por que me persegues?”

 

A luz se fez em resplendor,

Revelando-se a cegueira,

O que era herege, emerge por amor,

Do amor nasce a lei verdadeira.

 

Lei que põe medo traz morte,

“Só o amor conhece a verdade”,

A bússola aponta pro norte,

A Lei do amor pra caridade.

 

Autor : Antonio Marcos Carvalho.

 

 

 

 

A herança lula: o passivo externo do Brasil 

O Brasil deve em moeda estrangeira o dobro das reservas cambiais. No final de 2011 o passivo externo do país atingiu US$ 746,000,000,000.00. Isto mesmo setecentos e quarenta e seis bilhões de dólares. Este rombo cresceu quase três vezes durante os governos petistas. Só o setor financeiro, entre 2009 e 2011, dobrou o volume tomado no exterior para emprestar aqui dentro. Pedala um bicicleta de mais de R$ 300 bilhões em recursos captados lá fora.

Pior. O investimento estrangeiro direto, sempre citado pelas autoridades do governo como exemplo da confiança externa na solidez econômica brasileira, esconde um problema. Quando mostram os números e dizem que somos o segundo destino do dinheiro produtivo não estão dizendo toda a verdade. Uma grande parcela do IED entra assim carimbado e vai para a compra de títulos públicos ou outros papéis. Não acrescenta nada a economia real. Visa o lucro fácil devido ao diferencial de juros.

Como explicar que para cada dólar acrescido às reservas brasileiras nos últimos dez anos entraram dois via internalização de capital? Isto sem considerar a soma dos superavits conseguidos graças apenas às exportações das commodities minerais e agrícolas. A economia e o governo movem-se devido a importação de capital especulativo. O déficit em conta corrente do Brasil fechou 2011 em mais de US$ 52 bilhões. Estamos cavando fundo um grande buraco. Enquanto a situação externa for favorável a bolha continuará inflando. A moeda artificialmente valorizada devido ao fluxo favorável de divisas possui um lado positivo, ao servir como âncora para a inflação, porém prejudica a produção interna de bens de consumo inundando o mercado local com produtos importados.

Outro dado que merece atenção: o crédito imobiliário. Em 2003 a Caixa Econômica Federal concedeu R$ 5 bilhões em crédito imobiliário em 250 mil contratos. Em 2010 o volume de contratos foi cinco vezes maior, ótimo resultado, aumentou o número de compradores de imóveis, mas totalizaram R$ 78 bilhões. O valor médio do financiamento aumentou mais de 200%. Muito acima do reajuste salarial e quatro vezes o índice acumulado de inflação. O risco da especulação no mercado imobiliário se transformar em bolha não é desprezível.

O país vive um dos melhores momentos econômicos da sua história. Comparável ao "milagre" ocorrido há algumas décadas. Porém precisa de ajustes. A vulnerabilidade está aumentando. Será que o governo irá agir preservando o futuro ou continuará utilizando a prosperidade momentânea para consolidar o aparelhamento do Estado em benefício do pt?

 

A dívida externa Lula mais do que zerou, deixou o país credor. E interna não tem importância, ninguém vai quebrar o seu próprio país.

 

PISA x PIB: Relação entre educação e riqueza das nações

 

 

Existe uma relação entre educação e a riqueza de uma nação. Quanto mais rica, melhor educação terá seu povo. Pouco adianta lamentarmos uma suposta baixa qualidade da educação brasileira se não relacionarmos o desempenho do estudante brasileiro com a riqueza do Brasil. Mas esta relação é linear?

Para obter a resposta, criei uma planilha com o resultado do teste PISA da OCDE de 2009, em Leitura, Matemática e Ciências, relacionado com o PIB, à época, dos 65 países envolvidos no teste PISA.

O PIB não é o melhor indicador da riqueza ou do desenvolvimento das nações, mas é o que tenho em mãos. Usei os dados do CIA Fact Book. Futuramente poderei relacionar com o IDH. Para ser mais preciso, eu deveria ter usado o orçamento nominal em educação de cada país (o Brasil investe 5% do PIB em educação, enquanto outros países investem 12%, por exemplo), mas este dado é  difícil de se obter para todos os 65 países que aplicam o teste PISA.

Primeiro, vejamos o ranking da eficiência, isto é, qual país gastou menos para conseguir o mesmo resultado. Como não tenho os gastos em educação de cada país, usei o índice grosseiro de riqueza, o PIB per capita. As tabelas relacionam, então, a riqueza do país com seu resultado no PISA. O quão o país é rico, per capita, por cada ponto no teste.

Pela tabelas, vemos que o Quirguistão é o campeão da eficiência educacional. E o Brasil não faz feio: está entre o 12º e o 15º lugar, pelo seu nível de riqueza.

Mas a relação riqueza versus melhores resultados cresce linearmente? Quanto mais o Brasil for rico, mais educado será?

Combinando os dados numa planilha LibreOffice Calc, obtive o seguinte gráfico de dispersão:

Com este gráfico, nota-se que o aumento da riqueza não corresponde a um aumento automático e linear da Educação. Diferentemente, há uma curva que indica que a riqueza aumenta, mas a Educação não aumenta na mesma velocidade. Pode-se notar uma "curva de aprendizado versus riqueza", que aparece em verde no gráfico abaixo (tracei-a manualmente).

Além disto, há um ponto em que o aumento da Educação desacelera notavelmente, em torno do PIB de 20 mil dólares PPC. Assim, pode-se criar um vetor de eficiência educacional, isto é, uma interpretação de que alguns países são mais eficientes que outros na utlização de seus recursos. Este vetor é expresso pela seta azul, no gráfico abaixo, que flexiona a curva de aprendizado.

Desconsiderando os pontos fora da curva (dois paraísos fiscais e outro montado em petróleo), nota-se claramente que a curva tem dois momentos.

Países com renda de até 20 mil dólares PPC per capita têm um aumento considerável no desempenho PISA, quanto mais ricos são. Pode-se concluir que o desempenho educacional -- a eficiência da educação -- é crescente. Este grupo é marcado pela seta azul, no gráfico abaixo.

A partir do PIB per capita de 20 mil dólares PPC, o crescimento do desempenho cai muito, concluindo-se que diminui a eficiência educacional. A riqueza destes países, que supostamente envolveria aumento dos investimentos em educação, não corresponde à mesma eficiência que países de até 20 mil dólares per capita. Este grupo é marcado pela seta azul, no gráfico abaixo.

 

Conclusões

O Brasil está exatamente na posição que deveria estar em Educação, pelo seu nível de riqueza. Talvez esteja até melhor, porque investe pouco em Educação, pela porcentagem do PIB, em relação a outros países. Não há uma "tragédia da educação brasileira".

O desvio da curva poderia resultar de uma característica do teste PISA. Países pobres acertariam questões mais fáceis, e mesmo países ricos teriam mais dificuldades em acertar questões mais difíceis. Note-se que o teste PISA vai até 1000 pontos, e a China "só" chegou a 600. Nem "passaria por média 7".

No entanto, caso o desvio da curva não seja causado por situações como esta, se quisermos eficiência em nossa educação não deveríamos nos espelhar em países como a Finlândia ou Coréia do Sul, mas em países como a Estônia e China (não estou certo quanto à China. Está muito fora da curva).

Dados analisados

Planilha Google Docs Eficiência no teste PISA 2009.

 

General duvida que Dilma tenha sido torturada na ditadura
Miriam Leitáo - oglobo.com.br

 

RIO - O general Luiz Eduardo Rocha Paiva acha que a Comissão da Verdade, para não ser “parcial e maniqueísta”, tem que convocar também os que participaram de ações armadas, direta ou indiretamente. Não hesita em perguntar até se a presidente Dilma Rousseff não tem que depor:

- Ela era da VAR-Palmares, que lançou o carro-bomba que matou o soldado Mario Kozel Filho. A comissão não vai chamá-la, por quê?

Rocha Paiva se refere ao atentado ocorrido em 26 de junho de 1968 no Quartel-General do II Exército, em São Paulo. Até 2007 Rocha Paiva ocupava posição de destaque no Exército. Foi comandante da Escola de Comando do Estado-Maior do Exército e secretário-geral do Exército. Abaixo, trechos da entrevista:

O GLOBO: Por que o senhor é contra a Comissão da Verdade?GENERAL LUIZ EDUARDO ROCHA PAIVA: Ela busca a reconciliação nacional depois de 30 anos, e não há mais cisão alguma que tenha ficado do regime militar. Se há alguma coisa a investigar, é só usar a Polícia Federal, e, com vontade política, a presidente tem autoridade para ir até onde ela quiser, respeitada a Lei de Anistia. A Comissão da Verdade não é imparcial. É maniqueísta. O objetivo é promover o esclarecimento de torturas, mortes, desaparecimentos forçados e ocultação de cadáveres. Por que não promover também o esclarecimento de atentados terroristas e sequestros de pessoas e aviões, e de execução e justiçamento até de companheiros da luta armada?

Quem era contra o regime foi punido, preso, torturado, exilado. O que o senhor acha desse argumento?

ROCHA PAIVA: Acho que não cola. Nem todos os assassinos, terroristas, sequestradores são conhecidos. Os que planejaram ou estiveram no apoio logístico e no financiamento, não são conhecidos. O ministro Ayres Britto, do STF, reconheceu, em parecer, à revelia da Lei da Anistia, o direito dos que se sentiram vítimas do regime militar de mover ações civis indenizatórias contra ex-agentes do Estado. No momento em que se abre esse precedente, quem for ouvido na Comissão da Verdade poderá estar produzindo provas contra si próprio. Os que sofreram com a luta armada também deveriam ter o mesmo direito.

O ex-deputado Rubens Paiva sumiu dentro de um batalhão do Exército. A família há 41 anos busca informação e não tem. O Exército não tem a obrigação de dar informação?

ROCHA PAIVA: É emblemático o caso Rubens Paiva. Por quê? O homem foi deputado, das classes favorecidas, e todos se preocupam com ele e com Stuart Angel, também. Agora, por que os crimes do PCdoB no Araguaia, de perseguição e morte de mateiros, que eram guias das forças legais, não são emblemáticos?

O senhor não acha que tortura é um desvio?

ROCHA PAIVA: Isso é um desvio, ninguém está dizendo que não. Agora, não foi anistiado? Não é desvio também aqueles grupos armados revolucionários da esquerda, que seguiam linha maoísta, linha soviética, linha cubana, que queriam implantar uma ditadura nos moldes dos países responsáveis pelos maiores crimes contra a Humanidade no século passado? Existiu uma luta, foram cometidos desvios pelos dois lados.

Um lado foi punido. A presidente Dilma ficou presa três anos e foi submetida a tortura.

ROCHA PAIVA: Ela diz que foi submetida a torturas. A senhora tem certeza?

Ah, eu acredito nela...

ROCHA PAIVA: Ah, e eu não sei.

O senhor acha que essas suas opiniões contra a Comissão da Verdade são compartilhadas por pessoas na ativa?

ROCHA PAIVA: Olha, não tenho dúvida de que é geral. Agora, a gente tem que ver o seguinte: o que um militar na ativa pode falar? Não pode falar contra o governo. Os chefes militares cultuam hierarquia, disciplina e também justiça. Ante a iminência de uma injustiça que vai ser perpetrada contra seus subordinados, eles têm obrigação moral e funcional de — com franqueza, disciplina, dentro da lei — levar sua posição a seus comandantes superiores. Se não fizerem isso, não são dignos de serem chefes.

Acha justo que os torturadores não sejam conhecidos?

ROCHA PAIVA: Não vejo por que eles têm que aparecer agora, porque estão anistiados. Por que não tem que aparecer também quem sequestrou, quem planejou? Se uma autoridade de hoje tiver participado; até a presidente Dilma tiver participado, seja diretamente ou indiretamente, que aí é cor-responsável, de um crime que tenha deixado sequelas com vítimas, vai haver a Comissão da Verdade? A presidente vai aparecer? É isso que a senhora quer depois de 30 anos?

O senhor nunca ouviu sequer falar que havia tortura dentro do Exército?

ROCHA PAIVA : Miriam, sempre se falou. Agora, quando é que não houve tortura no Brasil? Quer fazer um cálculo comigo? A senhora pega o livro “Brasil, nunca mais”, da insuspeita Arquidiocese de São Paulo, de dom Paulo Evaristo Arns. Fizeram pesquisas nos arquivos do STM. Levantaram 1.918 torturados. Se a senhora dividir isso pelo tempo da luta armada, são dez anos. Doze meses no ano e 30 dias, a senhora vai ter menos de um torturado por dia. Aí esse número de 1.918, depois que sai o bolsa-ditadura, sobe pra 20 mil torturados. Se a senhora fizer essa mesma conta que eu fiz, a senhora vai chegar a seis torturados por dia. Então uma média de meio torturado por dia, se é que se pode dizer assim, e seis. A senhora vai ter em torno de quatro torturados por dia por conta da luta armada.

O senhor não acha que é mais inteligente da parte das Forças Armadas admitirem que houve o erro? Até para preservar a instituição?

ROCHA PAIVA: Não vejo por que pedir perdão se não houve nenhuma cisão social remanescente do regime militar. Quando saiu o regime militar, e começaram a fazer pesquisas, as Forças Armadas já estavam no topo das instituições de maior credibilidade do país, acima até da imprensa. Então, por que essa instituição precisa pedir perdão?

Porque é crime, general.

ROCHA PAIVA: Foi anistiado, insisto nisso. Não tem que pedir perdão coisa nenhuma.

Vladimir Herzog foi se apresentar para depor e morreu.

ROCHA PAIVA: E quem disse que ele foi morto pelos agentes do Estado? Nisso há controvérsias. Ninguém pode afirmar.

Por que os militares que estavam lá naquele momento não esclarecem tudo na Comissão da Verdade?

ROCHA PAIVA: Existe um inquérito e está escrito no inquérito. Chame os oficiais que estão ali. Chame a pessoa e escute. Agora, chame também quem pode ter mandado matar ou quem pode ter dado a ordem para assassinar o capitão Chandler, assassinado na frente do seu filho. Quem fez, a gente sabe. Foi a ALN. O senador que foi relator da Comissão da Verdade, do projeto de lei. Aloysio Nunes Ferreira era da ALN. Será que ele não tem alguma coisa? Vamos chamar o senador na Comissão da Verdade? Sim. Por que não? Vamos chamar a presidente Dilma? Ela era da VAR-Palmares. E a VAR-Palmares foi a que lançou o carro-bomba que matou o soldado Mario Kozel Filho. Ela era da parte de apoio. Será que ela participou do apoio a essa operação? A Comissão da Verdade não vai chamá-la, por quê? Entende? Minha posição é essa.

 

 

"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio

Assassinose torturadores são bandidos comuns e pensam assim mesmo. Mas a justiça virá, mesmo que tardia.

 

Do JB

01/03 às 20h52- Atualizada em 01/03 às 20h57

Último suspiro gregoJornal do BrasilReginaldo Gonçalves

 

A moratória da Grécia já foi assumida, apesar de os países da zona do euro continuarem tentando resgatar o país através do acordo firmado em Bruxelas, que aprovou, a toque de caixa, um empréstimo de 130 bilhões de euros até 2014 para rolagem de suas dívidas. É fato que somente este tipo de ajuda não acarretará uma melhoria do PIB do país nem um fortalecimento das finanças para, assim, gerar sustentabilidade econômica.

Os bancos privados foram, de certa forma, forçados a rever a dívida dos títulos gregos, o que gerou uma redução de 53,5% do valor nominal e perdas reais de 74%. Com todas essas ajudas, espera-se que a participação das dívidas no PIB caia de 160% para 120,5 % até 2020.

Para que fosse aceito o segundo empréstimo, exigiu-se de Atenas que cedesse parte de sua soberania, por conta da supervisão permanente chamada "troica" (trio formado por Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional e Banco Central Europeu). Mesmo diante dessa situação, a agência de risco Fitch cortou os ratings de longo prazo, reconhecendo que a possibilidade de um calote é grande.

Os países que formam a zona do euro, principalmente em virtude da manutenção do euro como moeda forte e de um bloco fortalecido, pagam muito caro e, com isso, sacrificam vários países da região, colaborando com um endividamento que não foi causado pelo seu país. Assim, passam a sacrificar todos os membros por conta de sucessivos erros que aconteceram e que envolvem países que não deveriam participar do grupo e que poderão levar ao fracasso todo o sistema, como a própria Grécia, Portugal, Espanha e Itália.

Não adianta fomentar empréstimo para países que estão altamente endividados e que ainda acreditam que podem ter os mesmos privilégios. A Grécia vive hoje como um hospedeiro, tirando sangue de outros que não têm nada a ver com a falta de controle econômico, gestão política complexa, descontrole dos gastos públicos e falta de uma política de estímulo à empregabilidade.

Talvez a melhor alternativa fosse a não aprovação do empréstimo e a retirada da Grécia da zona do euro, o que permitiria, embora em situação de moratória, uma maturidade maior com a população colaborando com os programas de recuperação politica e econômica. A luz no fim do túnel somente existirá se houver uma mudança cultural.

Continuar com a ajuda eterna à Grécia prejudicará a democracia na região e levará a uma crise sem precedentes. Às vezes, somente medidas radicais criam o ambiente propício para que governo e população se unam e lutem para gerir melhor a crise.

Reginaldo Gonçalves é coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina (SP)

 

Do JT

 

Prosperi A hipocrisia da bebida alcoólica em 2014

  • 29 de fevereiro de 2012|
  • 18h40|

Categoria: Sem categoria

Cobri a Copa do Mundo de 1990 na Itália, a primeira da minha carreira no Jornal da Tarde/Estadão. Fui escalado para acompanhar o grupo que reunia Inglaterra, Holanda, Egito e Irlanda. A Fifa confinou as quatro seleções nas ilhas de Cagliari e Palermo, uma medida para evitar o acesso fácil dos hooligans (torcedores violentos, em especial ingleses e holandeses )aos jogos e, assim, evitar arruaças e confrontos.

O prefeito de Cagliari decretou lei seca na cidade nos dias de jogos. Era proibido vender e consumir bebidas alcoólicas. A polícia italiana, os carabinieri, montaram um aparato de segurança especial na tentativa de evitar os vândalos, o quebra-quebra e as batalhas entre torcedores. Tudo certo?

Que nada! Chegou o dia do temido jogo entre Inglaterra e Holanda. Os torcedores ingleses e holandeses driblaram as leis locais e se abasteceram com engradados e engradados de cerveja. Tomaram todas. E, com perdão da expressão, o pau comeu pelas ruas principais de Cagliari e as de acesso ao estádio Sant’Elia.

Narrei essa história nas páginas do JT e Estadão. O episódio também está muito bem contado no livro “Entre os Vândalos”, do autor inglês Bill Buford, publicado em 1991.

COMENTÁRIO: É uma hipocrisia discutir a proibição da venda de bebida alcoólica durante a Copa do Mundo de 2014.Desde 1990 a Fifa se debate com esse tema. Os vândalos não são movidos só a álcool. Há entre eles um gosto pelo ódio, seja lá de quem for.

 

Dá-lhes Quincas!!!!!

Joaquim Barbosa será o terceiro presidente negro da história do STF

Por Daiane Souza

Pela terceira vez em mais de 100 anos de existência, o Supremo Tribunal Federal (STF) terá como presidente um negro: o ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes. Destinado a ocupar o mais alto cargo da corte de Justiça Brasileira, ele deverá assumir em novembro de 2012, em razão do rodízio de ministros da casa. Até lá, Ayres Britto que terá posse em 19 de abril permanecerá no lugar de Cezar Peluso.

Não fossem por problemas de saúde, Barbosa teria ocupado o cargo de presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em 2010. Devido aos imprevistos, e por sua competência, ele assume o cargo que faz parte da linha sucessória da Presidência da República, depois da Presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.

Histórico – De família pobre, Joaquim Barbosa como é conhecido no cenário político, nasceu no município mineiro de Paracatu, em 1954. Primogênito de oito filhos, viu seus pais se separarem cedo, tornando-se responsável pela família composta por sua mãe e irmãos. Aos 16 anos, foi sozinho para Brasília, onde conseguiu emprego e concluiu o segundo grau, sempre estudando em colégio público.

Obteve seu bacharelado em Direito na Universidade de Brasília e, em seguida, mestrado em Direito do Estado. Prestou concurso público para Procurador da República e foi aprovado. Na década de 1990, licenciou-se do cargo e foi estudar na França por quatro anos, onde se mestrou em Direito Público e se doutorou em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas).

É professor licenciado da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ensinou as disciplinas de Direito Constitucional e Direito Administrativo. Foi visiting scholar (1999-2000) no Human Rights Institute da Columbia University School of Law, New York, e na University of California Los Angeles School of Law (2002-2003).

Barbosa prestou concurso para a carreira diplomática. Foi aprovado em todas as etapas e ficou na entrevista: a única na qual a cor de sua pele era identificada. A partir do episódio, sua consciência racial, que começou a ser desenhada na adolescência, ganhou contornos mais fortes. Atual ministro e provável presidente do STF, foi defensor do sistema de cotas que garante vagas universitárias específicas para estudantes negros.

Re: Fora de Pauta
 

Gostaria de ser lembrado como um homem que foi amigo das crianças, dos pobres e excluídos. Amado e respeitado pelo povo, pelas massas exploradas e sofridas. Odiado e temido pelos capitalistas, sendo considerado o inimigo número um das ditaduras fascistas.

Como não vi comentado aqui, sugiro o tema:

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-02-29/camara-conclui-votacao-dos-destaques-e-funpresp-vai-ao-senado

Câmara conclui votação dos destaques e Funpresp vai ao Senado29/02/2012 - 20h25

Iolando Lourenço
Repórter da Agência Brasil

Brasília - Ao apreciar todas as emendas e destaques que visavam a alterar o texto básico do projeto de lei que cria a Fundação de Previdência Complementar para os Servidores Públicos Federais (Funpresp), a Câmara concluiu a votação da proposta, que será agora encaminhada à apreciação do Senado. Nas votações de hoje, a quase totalidade das emendas e destaques apresentados ao texto foram rejeitados pelos aliados do governo.

Dos 13 destaques e emendas apresentados apenas uma emenda foi aprovada pelos deputados. De autoria do deputado Reinhold Stephanes (PSD-PR) a emenda proíbe instituições financeiras diferentes, e com qualquer ligação societária, de concorrerem na mesma licitação para administrar recursos de um dos três fundos de previdência complementar que foram criados: Executivo, Legislativo e Judiciário.

O projeto aprovado pelos deputados estabelece que os fundos serão administrados inicialmente por órgãos públicos como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Posteriormente, pode ocorrer a abertura para uma licitação de partes de cada entidade para instituições financeiras privadas. O projeto limita essa participação a 20%. No entanto, o mesmo fundo pode ser dividido em pelo menos cinco partes societárias.

O projeto aprovado pelos deputados inova o sistema de previdência para os servidores públicos federais e estabelece um teto de aposentadoria no serviço público equivalente a R$ 3.916,20, o mesmo previsto para trabalhadores da iniciativa privada. O texto estabelece que os futuros servidores públicos, que forem contratados após a sanção da nova lei, contribuirão com 11% sobre o teto do Regime Geral da Previdência.

O texto também estabelece que os novos servidores que quiserem receber um benefício maior que o teto do Regime Geral da Previdência deverão contribuir para o regime complementar o que deverá ser feito em paridade pelo o órgão governamental. O limite máximo de contribuição do órgão público será de 8,5%.

 

Edição: Rivadavia Severo