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Fora de Pauta

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Nassif, 

Comunico a vergonhosa visão de bonificação do Governo do Estado de São Paulo para o professorado, onde se anunciou aos quatro ventos, desde jornais impressos ao SPTV, que mais de 200 mil professores seriam contemplados com bonificação por resultados, mencionado o pagamento de até 2,5 salários... Porém ocultaram que à maior parcela recebe menos de um salário mínimo, e ainda consta um grande número de profissionais que receberam abaixo de R$ 5,00.

A SEE/SP publicou o modus operandi: Cálculo

O Bônus por Resultado é proporcional ao desempenho da escola. Se as metas foram 100% alcançadas, as equipes escolares ganham 2,4 salários a mais. Se a unidade atingiu 50% de sua meta, por exemplo, os funcionários recebem 50% do bônus (ou seja, 1,2 salário a mais). Se a instituição chegou a 10% da meta, seus funcionários recebem 10% do bônus (0,2 salário).

A minha unidade de ensino atingiu 22% da meta, e mesmo assim não recebemos nada, contrariando a própria portaria da SEE/SP (Se a instituição chegou a 10% da meta, seus funcionários recebem 10% do bônus (0,2 salário).

Nassif, tem relatos no face no grupo denominado apeoesp de depósitos de centavos na conta... O Governo do Estado usa destes artifícios para separar a categoria, humilhar o professorado perante a população que acredita na mídia e na estorinha dos 2,5 salários.

Sinceramente estou com vergonha de ser professor, e vejo que em pouco tempo esta profissão estará tão defasada que os piores alunos assumiram as salas de aulas, afinal os melhores estão buscando outras profissões nas universidades, e o ciclo de pobreza intelectual se perpetuará ao caos, onde a grande massa continuará sendo tão somente "massa".

http://www.educacao.sp.gov.br/noticias/bonus-por-desempenho-da-rede-estadual-de-ensino-aumenta-59-2

 

http://joserosafilho.wordpress.com/Nunca foi tão fácil aprovar a nova previdência do funcionalismo público – o retrocesso, o conto do vigário, a grande derrota do Serviço Público

30/03/2012 às 8:06 | Publicado em Artigos e textos | Deixe um comentário 
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Esse não pode esperar. Uma conquista histórica foi para o ralo. Posto o texto do blog Cabrestosemno e o comentário do amigo Walber, colaborador e também autor deste blog. Infelizmente acredito mais na segunda hipótese que o Walber coloca abaixo e que eu destado.

Os servidores públicos perderam a aposentadoria integral e ficaram cada mais dependente dos banqueiros e das decisões dos FORUNS privados que regem os mercados de capitais. Isto ocorre porque a política brasileira é regida pelas falacias dos discursos maniqueístas entre esquerda e direita. Durante a tramitação da votação do FUNPRESP, os sindicatos não fizeram uma greve sequer. Por quê ? Agora, o leite está derramado. Virou lei e temos que conviver com as consequências da falta de mobilização dos sindicatos do serviço público em tempo hábil. Ou, olhando por outro giro, será que houve sabotagem de lideranças dos trabalhadores do serviço público, caracterizando a gestão do entreguismo feita pelos próprios lideres sindicalistas?

(Walber Ferreira)

A segurança da Previdência Pública e a falência dos Fundos de Pensão

O comentarista Mario Assis nos envia matéria mostrando que a Agência Senado repercute a participação da Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, na Audiência Pública que debateu o Projeto que privatiza a previdência dos servidores públicos, entregando-a aos fundos de pensão.

Participaram vários senadores, tais como Paulo Paim (PT/RS, proponente da Audiência), Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), e José Pimentel (PT/CE), relator do Projeto, além de representantes dos servidores e dos Ministérios da Fazenda e Previdência.

Refutando o argumento oficial de que os servidores seriam os vilões das contas públicas (e que por isso teriam de aceitar a entrega de suas aposentadorias para os fundos de pensão), Fattorelli mostrou que o verdadeiro problema do orçamento é a dívida pública, que consumiu 45% do orçamento federal em 2011. Fattorelli também mostrou em sua exposição a recente nota do Itaú-Unibanco em defesa da aprovação do Projeto, comprovando que são os bancos os verdadeiros interessados nesta proposta.

Em sua exposição, Fattorelli destacou que, em uma conjuntura de Crise Global, o mercado financeiro mundial se encontra repleto de “derivativos” e outros papéis “podres”, muitos dos quais se encontram abrigados nos chamados “bad banks”, ou seja, “armários” nos quais os bancos desovam o seu “lixo”, ávidos por empurrar tais “micos” para aplicadores como os fundos de pensão.

Desta forma, há grandes chances de que recursos destes fundos virem pó, principalmente por que, por recomendação do FMI e do Banco Mundial, tais fundos serão na modalidade “contribuição definida”, ou seja, na qual o governo se livra de pagar as aposentadorias, que dependem do incerto mercado financeiro.

Em resposta, o representante do Ministério da Fazenda disse que existiria uma norma vedando que fundos de pensão comprem os chamados “derivativos”, porém, tal afirmação não se sustenta, conforme o art. 44 da Resolução 3792/2009, do Conselho Monetário Nacional. Além do mais, tais normas podem ser facilmente alteradas sem necessidade de aprovação pelo Legislativo.

Outro problema apontado por Fattorelli é que o governo já tem mostrado que desrespeita os beneficiários de fundos de pensão, ao ter editado, em 29/9/2008, a Resolução nº 26 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar. Esta Resolução permite que o “patrocinador” (no caso, o governo) fique com parte do superávit dos fundos de pensão, o que já significou a transferência de bilhões de reais da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) para o lucro do Banco do Brasil.

Cabe comentarmos que o lucro das estatais é destinado ao pagamento da dívida pública.Em resposta, o representante do Ministério da Fazenda tentou dizer que tal dispositivo não se aplicaria a este novo fundo de pensão dos servidores. Porém, cabe comentarmos que, se o governo, por meio de uma mera norma infra-legal (que sequer tem de passar pelo Congresso Nacional), já provocou grande prejuízo à Previ, imaginem o que ele pode fazer com este novo fundo de pensão dos servidores…

Por fim, Fattorelli pediu coerência a senadores do PT – em especial ao relator da matéria, Senador José Pimentel, presente na audiência – que no ano 2000 votaram contra uma proposta idêntica feita pelo governo FHC (PLP 9/1999), que também entregava a Previdência dos servidores aos fundos de pensão, na modalidade “contribuição definida”.

Na mesma linha, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) leu discurso do então deputado Walter Pinheiro (agora líder do PT no Senado) se manifestando contrariamente ao PLP nº 9/1999.De um modo geral, o questionamento de todos os representantes dos servidores públicos foi a total falta de garantia de aposentadoria, que será definida de acordo com o mercado financeiro.

Por outro lado, os representantes do governo tentaram argumentar que as aplicações dos Fundos de Pensão são seguras, e podem garantir a aposentadoria. Porém, questionados sobre a possibilidade de, então, logicamente, colocar na lei tal garantia, simplesmente não se comprometeram.

Já o relator José Pimentel sequer se manifestou sobre o tema, tendo apenas ouvido as manifestações dos servidores.http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012/03/19/20120319MariaLciaFattorelli.pdf    (apresentação em slides)Postado por Manoel Messias Barbosa, Analista Tributário da Receita Federal.

A corrupção e os fundos de pensão

FONTE: CABRESTOSEMNO – http://www.ocabrestosemno.com.br/index.php?option=com_content&view=artic...

 

30 DE MARÇO DE 2012 - 10H58 

Assentados tem estimativa de produzir 300 mil sacas de arroz

 

Acontece, em 2 de abril, a 9° Abertura da Colheita do Arroz Ecológico de Rio Grande do Sul, no assentamento Capela, no município de Nova Santa Rita.


No evento, que acontece todo ano, as famílias estreitam os laços com a sociedade e celebram mais uma safra, mostrando alternativas saudáveis na produção agrícola.

O processo de produção do arroz é coordenado por famílias organizadas em cinco cooperativas de produção agropecuária de assentamentos do MST, que formaram um grupo gestor do arroz.

Mais de 1600 famílias, de 11 municípios, que vivem em 16 assentamentos, estão envolvidas, direta e indiretamente, na produção.

Veja vídeo sobre a produção de arroz no Rio Grande Sul: http://www.mst.org.br/producao-de-arroz-organico-coopat

A festa da colheita é organizada com apoio do MST, da Cooperativa de Prestação de Serviços Técnicos e da Cooperativa Central dos Assentados do Rio Grande do Sul.

A produção estimada na safra de 2011/2012 é de mais de 300.000 sacas de arroz orgânico, que superará em 25% a safra anterior.

De acordo com Emerson Giacomeli, da Cootap, a participação de famílias na produção de arroz dessas cooperativas cresceu 20% e a área plantada aumentou 30% (em torno de 3.600 hectares).

Celebração

Participarão da abertura da colheita autoridades regionais e estatuais, como o governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro (PT), deputados federais e estaduais e representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), além de outras entidades governamentais e organizações da sociedade civil.

O arroz ecológico é produzido em um sistema de cultivo que coloca todas as etapas da produção nas mãos dos agricultores. O manejo é realizado com técnicas que não agridem o meio ambiente, que tem vantagens de curto e longo prazo.

Os organizadores da colheita avaliam que esse sistema produz um arroz saudável, livre de substâncias nocivas, venenos e adubos químicos, preservando a fertilidade e biodiversidade do solo e valorizando a população camponesa.

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=179530&id_secao=2

 

     Porto Digital (PE) é destaque.


     O Centro de Comunicações e Guerra Eletronica do Exército (CComGEx), contratou o projeto básico referente ao programa "Brigada Braço Forte", que busca a modernização dos sistemas de comando e controle do EB, e cerne de sua modernização, ao Instituto CESAR de Recife.


      Instalado no Porto Digital, o CESAR, uma organização privada desenvolvedora de novas tecnologias e inovação, é linkada a varias instituições de ensino do NE e SE, produzindo conhecimento nacional, com a ótica voltada para o que demanda o mercado.


      Inclusive visitando o site www.cesar.org.br - pode-se ver entre seus inumeros produtos, um algoritmo de reconhecimento biométrico, desenvolvido por brasileiros do CESAR, que não deixa nada a dever para o equipamento israelense que está sendo testado em São Paulo, e oferecido ao Ministério da Justiça.


       Por que adquirir de fora, e não financiar o que é desenvolvido aqui mesmo? Pode até demandar mais investimento (sair mais caro); mas a tecnologia, a evolução , o reconhecimento dos pesquisadores, os códigos fonte, os algoritmos - serão nossos, exclusivos - poderemos competir no mercado internacional - associar a empresas que forneçam o hardware, futuramente recuperar o investimento.


   

 

junior50

1º de abril: Cordão da Mentira vai escrachar apoiadores da ditadura

http://www.viomundo.com.br/politica/cordao-da-mentira-escrachara-apoiadores-da-ditadura-em-1%C2%BA-de-abril.html

Do Cordão da Mentira

Depois dos assassinos e torturadores, agora é a vez dos apoiadores do golpe civil-militar de 1964 serem alvos de protestos.

Passando por jornais, empresas e lugares simbólicos do apoio civil à ditadura, o Cordão da Mentira irá desfilar pelo centro da cidade de São Paulo para apontar quais foram os atores civis que se uniram aos militares durante os anos de chumbo.

Os organizadores –coletivos políticos, grupos de teatro e sambistas da capital– afirmam ter escolhido o 1º de abril, Dia da Mentira e aniversário de 48 anos do golpe, para discutir a questão “de modo bem-humorado e radical”.

Ao longo do trajeto, os manifestantes cantarão sambas e marchinhas de autoria própria e realizarão intervenções artísticas que, segundo eles, pretendem colocar a pergunta: “Quando vai acabar a ditadura civil-militar?”.

O desfile do Cordão da Mentira acontecerá, portanto,  neste domingo, 1º de abril, dia da mentira e do Golpe Militar de 1964. A concentração será às 11h30, na frente do Cemitério da Consolação.

Venham todos e todas fantasiados para o Cordão da Mentira!

Sugestões de fantasia: médico legista, advogado, político, padre, bispo, policial militar…e não esqueçam, nossas cores são o vermelho e o preto!

O último ensaio será neste sábado, 31 de março, às 15h30, no Bar do Raí: Rua  Dr. Vila Nova  com  Gen Jardim, na Vila Buarque.

TRAJETO

A concentração acontecerá às 11h30, em frente ao cemitério da Consolação.

Em seguida, o cordão passará pela rua Maria Antônia, onde estudantes da Universidade Mackenzie, dentre eles integrantes do CCC (Comando de Caça aos Comunistas), entraram em confronto com alunos da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP. Um estudante secundarista morreu.

Dali, os foliões-manifestantes seguem para a sede da TFP (Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade), uma das organizadoras da “Marcha da Família com Deus, pela Liberdade”, que 13 dias antes do golpe convocava o exército para se levantar “contra a desordem, a subversão, a anarquia e o comunismo”.

Depois de passar pelo Elevado Costa e Silva –que leva o nome do presidente em cujo governo foi editado o AI-5, o mais duro dos Atos Institucionais da ditadura– o bloco seguirá pela alameda Barão de Limeira, onde está a sede do jornal Folha de S.Paulo. Segundo Beatriz Kushnir, doutora em história social pela Unicamp, a Folha ficou conhecida nos anos 70 como o jornal de “maior tiragem” do Brasil, por contar em sua redação com o maior número de “tiras”, agentes da repressão.

A ação da polícia na Cracolândia, símbolo da continuidade das políticas repressivas no período pós-ditadura, bem como o Projeto Nova Luz, realizado pela Prefeitura de São Paulo, serão alvos dos protestos durante a passagem do cordão pela rua Helvétia.

Finalmente, será na antiga sede do Dops (Departamento de Ordem Política e Social), na rua General Osório, que o Cordão da Mentira morrerá.

TRAJETO

R. Maria Antônia – Guerra da Maria Antônia

Av. Higienópolis – sede da TFP

R. Martim Francisco

R. Jaguaribe

R. Fortunato

R. Frederico Abranches

Parada no Largo da Santa Cecília

R. Ana Cintra – Elevado Costa e Silva

R. Barão de Campinas

R. Glete

R. Barão de Limeira – jornal Folha de S.Paulo

R. Duque de Caxias – Cracolândia/Projeto Nova Luz

R. Mauá

Dispersão: R. Mauá com a R. General Osório – antigo prédio do Dops

Parceiros:
- Bloco Carnavalesco João Capota Na Alves
- Brava Cia.
- Buraco d’Oráculo
- Cia. Antropofágica
- Cia. Estável de Teatro
- Cia. Estudo de Cena
- Cia. do Latão
- Cia. São Jorge de Variedades
- Coletivo Contra a Tortura
- Coletivo Dolores Boca Aberta
- Coletivo Desentorpecendo A Razão
- Coletivo Merlino
- Coletivo Político Quem
- Coletivo Zagaia
- Comboio
- Comitê Paulista de Verdade Memória e Justiça
- CSP – Conlutas
- Engenho Teatral
- Esquina da Vila
- Grupo Folias
- Grupo Milharal
- Grupo Tortura Nunca Mais/SP
- Kiwi Companhia de Teatro
- Luta Popular
- Mães de Maio
- Ocupa Sampa
- Os Aparecidos Políticos
- Projeto Nosso Samba de Osasco
- Rua do Samba Paulista
- Samba Autêntico
- Sarau do Binho
- Sarau da Vila Fundão
- Sindicato dos Advogados do Estado de São Paulo – SASP
- Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo – SINTUSP
- Tanq_ ROSA Choq_
- Tribunal Popular

O Cordão da Mentira conta com um grupo de sambistas, bateria e grupos de teatro que apresentarão músicas e encenações especialmente produzidas para o desfile da mentira!  Confira duas delas.

 

joserezendejr

Do El País:


http://elpais.com/elpais/2012/03/28/opinion/1332934349_200654.htmlLa política de la intimidación punitivaLos Presupuestos de Rajoy pretenden salvarnos a costa de condenarnos por nuestro propio bien

 

Este título es un homenaje a Michael Oakeshott, el filósofo conservador que rompió con los tories tras el giro neoliberal adoptado por Thatcher, pues su testamento intelectual publicado póstumamente, aunque escrito 50 años antes, se titulaba La política de la fe y la política del escepticismo. Y parafraseando su opúsculo, podríamos decir que la retórica contemporánea del poder fluctúa entre la política de la esperanza, típicamente progresista, y la política del temor, más propia del pensamiento conservador. La política de la esperanza nos ilusiona con la oferta de promesas estimulantes mientras que la del temor esgrime riesgos y amenazas por venir. Y esta ambivalencia se da en las dos orillas del espectro ideológico: la socialdemocracia ha pasado de ofrecer más y mejores derechos sociales a alarmar a los asalariados con el próximo derrumbe del Estado de bienestar, mientras que los neoliberales han dejado de tentar a las clases medias con burbujas especulativas para pasar a atemorizarlas con el miedo al desclasamiento social.

Aquí me voy a centrar en la política del temor, de larga tradición en la retórica del poder, para sugerir que estaríamos asistiendo a un giro copernicano en su metodología argumental. Según creo advertir, hemos pasado de la vieja política xenófoba, típica del populismo sectario, a la nueva política de la intimidación, que está ocupando su lugar en la actualidad. El populismo lucha por el poder (y lo ejerce) mediante la siembra del miedo y el odio a los otros (a los extraños, al adversario), según la matriz originaria del nazismo hitleriano. De ahí que podamos definir su retórica sectaria como política de la fobia. Mientras que el conservadurismo actual, ejemplificado por la canciller Merkel, gobierna mediante lo que denominaré política del amedrentamiento, empleada para imponer la austeridad fiscal como terapia contra la crisis. Y esta otra política intimidatoria ya no se basa en infundir el miedo a los otros como presuntos culpables sino en despertar el temor a nosotros mismos. Veamos esquemáticamente sus contrapuestas estrategias políticas.

La retórica populista de la fobia se funda (como frame o marco de encuadre) en la dialéctica del amigo y el enemigo de Carl Schmitt. Su objetivo principal es dividir al demos (la comunidad política) generando hostilidad y antagonismo para provocar la confrontación polarizada entre nosotros y ellos. Y sus objetivos derivados son dobles. Respecto a nosotros, se busca enardecer y movilizar a las clases populares para poder cohesionar la fidelidad electoral de las propias bases sociales. Y respecto a ellos, se trata de aislar a los adversarios reprimiendo la disidencia y excluyendo a las minorías. En cuanto al método, la política de la fobia se basa en la invención de algún enemigo del pueblo al que poder culpar de todos los males reales o imaginarios. Puede ser cualquier enemigo exterior, como imagina el nacionalismo populista, pero también un enemigo interior, ya sean agentes infiltrados o castas parásitas e impopulares, tanto si son castas impuras (los parias, los inmigrantes) como corruptas (la banca, la oligarquía). Finalmente, la política de la fobia exige la persecución y castigo selectivo de los enemigos designados como culpables, a fin de sacrificarlos como chivos expiatorios. Y buenos ejemplos recientes de esta retórica son la imputación a los PIGS en Europa y al PSOE en España como presuntos culpables de la crisis.

Lejos de amansarse, nuestras clases populares parecen dispuestas a resistir

En cambio, la retórica del amedrentamiento utiliza como encuadre el marco del padre estricto de George Lakoff (popularizado en su libro No pienses en un elefante), aunque quizá deberíamos llamarlo en nuestro caso el frame de la matriarca punitiva, si tenemos en cuenta que en Europa continental lo está imponiendo Angela Merkel. Su objetivo principal es unificar al demos para igualarlo borrando sus diferencias de clase, identidad o status, buscando generar así un consenso unánime o al menos mayoritario que pueda traducirse en apoyo electoral al poder. Así se genera una espiral del silencio que permite desmovilizar, inhibir y acallar a todos por igual, imponiéndoles una estricta disciplina simbólica capaz de dominarlos moralmente. Y todo ello con objeto de obtener de buen grado su conformista consentimiento por unanimidad.

Y su método parte de la invención de algún pecado común que actúe a modo de caída original (“todos somos culpables de haber vivido por encima de nuestras posibilidades”), distribuyendo por igual la responsabilidad por los males que sufre la comunidad. Es el caso del síndrome de la deuda soberana (tanto pública como privada) a la que se erige en causa última de nuestras desgracias. Y esta presunta culpa colectiva constituye una amenaza de tal magnitud que condena a todas las clases (tanto medias como asalariadas) a sufrir un merecido desclasamiento social, con pérdida del paraíso prometido por la movilidad ascendente. De ahí la exigencia de sacrificio y penitencia generalizada como única forma de expiar las culpas colectivas en busca de redención moral. De esto se encarga la política de austeridad punitiva dictada por el poder, que no hace más que reforzar aún más el castigo indiscriminado en forma de pobreza, desigualdad y desclasamiento general, de modo que parezca que en el pecado se lleva la penitencia. Y un ejemplo de este círculo vicioso lo tenemos en los Presupuestos de Rajoy, que pretenden salvarnos a costa de condenarnos por nuestro propio bien.

Por supuesto, estas dos estrategias retóricas, la de la fobia y la del amedrentamiento, que representan las dos caras de la política del miedo, no son incompatibles entre sí. Por el contrario, suelen esgrimirse con ambivalencia, bien alternándolas sucesivamente o bien aplicándolas de forma simultánea, la una con mano izquierda y la otra con la diestra, de modo que se complementen y equilibren entre sí. Así, la política de la fobia se usa para culpar y castigar selectivamente a ciertos enemigos designados: como los inmigrantes, los griegos o los sindicatos. Mientras que la política de la intimidación se usa para culpar y castigar indiscriminadamente a todos por igual mediante la política de la austeridad punitiva, buscando de este modo el consentimiento unánime: mal de muchos consuelo de todos. Y eso de acuerdo al refrán rescatado por Toni Domènech para esta infausta ocasión: “Lo poco espanta, lo mucho amansa”. Pues el sacrificio expiatorio de los griegos, espanto de unos pocos, representa una lección ejemplar que amansará a muchos más, a fin de obtener lo que realmente se pretende: el sometimiento general. Una sumisión que la derecha española está lejos de lograr, visto el resultado electoral del domingo y la huelga general de hoy mismo: lejos de amansarse, nuestras clases populares parecen dispuestas a resistir.

Enrique Gil Calvo es catedrático de Sociología de la Universidad Complutense de Madrid.

 

PRA QUEM SABE QUANDO E POR QUÊ CHORAR. SEJA NA SAUDADE OU NA MÚSICA

Ivan Lessa: Cadáveres ilustresIvan Lessa em ilustração de Baptistão

Ivan Lessa

Colunista da BBC Brasil

 

Tudo que se pode ser dito sobre Millôr, Millôr já disse antes.

Forçando um pouco a barra, tudo que pode ser dito sobre tudo já foi dito antes pelo Millôr.

Nesse caixão, recuso-me a pegar carona. Questão de amizade e respeito.

A imprensa fazer o escarcéu que anda fazendo é correto. Millôr merece.

Depois, como tudo e todos mais, esquecê-lo, pois dessa barra fomos feitos.

O que acho mais curioso é o número de gente de luto berrando inanidades, choramingando e sobrepondo-se ao morto, dando a impressão de que vão se jogar no caixão e, em seguida, no crematório com o que restou do Millôr.

Gente que era só cinzas e continuará cinzas.

Notei ainda que, desde o começo da doença de Millôr, ele e a família insistiram em cobrir o evento com o véu da discrição. Sabiam, na certa, o que estavam fazendo e porquê o estavam fazendo.

Agora, em matéria de depoimentos, o que houve foi uma malhação do Judas ao contrário.

Impossível ainda, em nome de tanta coisa, não deixar de citá-lo com uma só de suas frases, dessas do tamanho do cadáver ("Do tamanho de um cadáver", peça do Millôr de 1955, encenada logo ali no Teatrinho de Bolso da Praça General Osório, em Ipanema): "A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, sua bondade alcança limites insuspeitados e seu caráter uma pureza inimaginável é nas primeiras 24 horas depois de sua morte."

No que passamos ao morto seguinte na fila. Aliás, morta. Foi-se, no mesmo dia 28 de março, Ademilde Fonseca, a "Rainha do Choro", 91 anos segundo parte da imprensa.

Ademilde era potiguar, mas, muito talentosa, logo remediou a situação embaraçosa de sua origem vindo para o sul e especializando-se na vocalização com letra no que talvez seja o mais puro e mais erudito de nossos gêneros musicais: o choro, ou chorinho.

O choro é e foi estudado e apreciado pelas mentes e ouvidos mais perfeitos do século que passou. De Villa-Lobos a Darius Milhaud.

Sem falar nos inúmeros catedráticos e praticantes do gênero em que Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Zequinha de Abreu e tantos outros botaram todas suas fichas no que um violão de 7 cordas, junto a outro mais modesto, juntamente com bandolim, flauta, cavaquinho e pandeiro são capazes de criar.

Vez por outra uma boca no trombone para fazer comentários ou lamentos debochados.

Há um Dia do Choro na França e no Japão. Agora, no dia 23 de abril, teremos, enfim, o Dia Nacional do Choro. Só que Luis Americano, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Abel Ferreira, Garoto e Radamés Gnatalli continuarão jogando num segundo time perdendo de lavagem para Lady Gaga, Rihanna e Beyoncé e ninguém os tuitará, por desconhecer o que músicos de jazz, disciplina severa complicada e livre, toda chegada a improvisos, como o choro e com ele disputando raízes, apreciam muito mais, quando apresentados (Horace Silver e Dizzy Gillespie que eu tenha visto e me lembre), do que o nhém-nhém-nhém da bossa nova, hoje uma tradição nos elevadores Otis e Schindler.

O choro tem a energia e a improvisação do jazz.

Voltando a Ademilde, botei um vinil no aparelho de som nos últimos dias, para ver o tamanho da defunta. Incrível, fantástico, extraordinário, o que Ademilde fazia com o "Galo Garnizé", do Almirante, "Tico-tico no fubá", do Zequinha de Abreu, que ela foi a primeira a cantar com letra, "Rato, rato", "Urubu Malandro", "Brasileirinho", "Pedacinhos do céu". Aquilo tudo estava vivo e pulsante, a nossa cara, mais do que lobos bobos ou rolleiflexes. Ademilde destruía.

Impressionante a velocidade com que disparava pela estrada complicada dessas enredadas trilhas sonoras. 200 km por hora fácil.

Lembrei-me, por ser inevitável e nada depreciativo, da Annie Ross, do grupo Lambert, Hendrix & Ross, ou Anita O´Day em seus melhores dias.

E agora, por ser fim de semana, descansemos todos e deixemos, principalmente, os mortos, em paz.

 

Mais discriminação!!

Restringir acessos de funcionários é prática comum na EsplanadaAlegando segurança, ministérios reservam portaria para convidados e funcionários com salário superior a R$ 6,8 mil


Guilherme Amado

Publicação: 30/03/2012 07:26 Atualização:

A discriminação enfrentada por estagiários, contínuos e terceirizados do Itamaraty se repete em toda a Esplanada dos Ministérios, com a existência de entradas privativas a ministros e funcionários em cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) de nível 4, ou seja, com salários acima de R$ 6.843,76. Todos os demais servidores que recebem abaixo desse patamar são proibidos por seus ministérios de entrar pela portaria especial e devem se dirigir à entrada principal do prédio. A medida, na prática, cria duas castas de funcionários: uma composta pela maioria, que geralmente enfrenta filas para entrar no trabalho e é obrigada a se identificar; e outra especial, dos que ganham salários mais altos e entram e saem dos ministérios sem grandes impedimentos.

Saiba mais... Estagiários só podem entrar no Itamaraty por um acesso na garagemCada ministério tem autonomia para criar as regras sobre o procedimento de acesso ao prédio. No entanto, todos acabam adotando normas muito parecidas, que separam as duas categorias de funcionários. Pela entrada privativa, só entram os que ganham acima de DAS 4, o ministro, o secretário executivo e os convidados do ministro, desde que tenham seu nome identificado. Nesse grupo, estão deputados, senadores, magistrados e membros do alto clero. Empresários e profissionais liberais, desde que autorizados pelo gabinete do ministro, também podem usar essa porta especial. No Supremo Tribunal Federal, no Superior Tribunal de Justiça e no Congresso Nacional não há distinção de acesso. 

 

 
NELSON MOTTA
Enigmas brasileiros

Um país continental, com uma economia vigorosa e uma imensa classe média com crescente poder aquisitivo, deveria ser um fabuloso mercado para o transporte aéreo. Mas a Gol e a TAM tiveram juntas um prejuízo de R$ 1 bilhão no ano passado, e em dois anos perderam metade de seu valor de mercado, mesmo vendendo passagens nacionais a preços abusivos (uma ponte aérea Rio-São Paulo custa R$ 2 mil em alguns horários) e voos internacionais muito mais caros do que em outros países. Do aumento do querosene à crise internacional e aos impostos locais, tudo se explica, mas ninguém entende.

Um país com 190 milhões de habitantes, que adora futebol, com poderosas redes de televisão e ricos patrocinadores, times e jogadores de fama internacional, torcidas apaixonadas e massiva cobertura gratuita da mídia, deveria ser o mercado dos sonhos para uma liga de futebol profissional, como as americanas e europeias, com o seu campeonato visto no mundo inteiro. Mas os clubes brasileiros estão todos falidos ou quase. De administrações desastrosas à corrupção e politicagem, do coronelismo da CBF às anacrônicas leis das sociedades esportivas, tudo se explica, mas ninguém entende.

Nosso país é mesmo difícil de entender. Aqui joga-se em tudo, bicho, bingo, cavalos, loterias, raspadinhas e mega-senas, explorados por bandidos ou pelo Estado, gerando montanhas de dinheiro sujo e de impostos. Mas, em nome da moral e dos bons costumes, os cassinos são proibidos, até para turistas estrangeiros. Nos anos 30 e 40 eles eram o motor do mercado de turismo e entretenimento no Brasil, empregando milhares de pessoas e pagando fortunas de impostos, mas foram extintos por um decreto autoritário do presidente Dutra, há 66 anos, a pedido de sua esposa, dona Santinha, que era muito católica. Isso explica tudo, mas ninguém entende.

Aqui os partidos políticos recebem R$ 265 milhões de fundos constitucionais por ano e usam, vendem ou alugam horários milionários de rádio e TV, gratuitos para eles mas pagos pelo contribuinte às emissoras como renúncia fiscal. Mas querem o "financiamento público" das campanhas.


Publicado no Globo de hoje.

 

Um médico no interior de Minas, queria tirar um dia de folga mais não podia fechar o consultório.

Chamou o Zé (responsável pela única farmácia da cidadezinha) e falou para ele:

- Estou muito cansado e preciso descansar um dia. Como aqui não acontece nada grave você fica no meu lugar .

O Zé aceitou. O médico vestiu o jaleco no Zé e foi pescar.

De tardezinha quando retornou perguntou ao Zé:

- E aí Zé como foi o dia

O Zé respondeu:

- Correu as mil maravia. Atendi treis duente.

O médico preocupado perguntou:

Quais foram os casos?

O Zé disse:

- O primero era um omi que tava com dô de estamo.

O médico perguntou:

O que você deu para ele?

O Zé respondeu:

- Dei omeprasó..

O médico disse:

- Tá certo OMEPRAZOL. E o segundo:

O Zé disse:

- O segundo foi um otro ome que tava com dô de cabeça.

O médico perguntou:

- O que você deu para ele:

- Dei tilenó

O médico disse:

- Correto TYLENOL. E o terceiro?

- A terceira foi uma muié que entro, trancô a porta, tirô a ropa, ficô peladinha, deitô na cama e disse:

-O sinho pricisa resolve o meu pobrema, fais 5 anos que eu não vejo um omi.

O medico preocupado disse:

- Meu Deus do ceu, o que você fez com ela?

- O Zé disse:

- CARQUEI COLIRIO NO ZOIO DELA UAI.

 

No IG ,Mais uma dos nossos carissimos automóveis :

Cintos de segurança de modelos nacionais são reprovadosKa é o modelo com a pior avaliação; Fox é o melhor, mas ainda deixa a desejar

Thiago Vinholes | 30/3/2012 11:05


Os carros fabricados no Brasil estão entre os mais caros do mundo, mas a qualidade ainda é questionável, especialmente quando o assunto é segurança. A Proteste Associação de Consumidores avaliou os cintos de segurança dianteiros e traseiros de 20 veículos nacionais (todos populares) e o resultado geral, como não poderia ser diferente, foi decepcionante.

A avaliação considerou a presença de recursos que aumentam a proteção, no caso limitadores de carga, que previnem lesões causadas pelo cinto, e pré-tensionares, item que reduz a folga do cinto durante o impacto.

Veja mais: Carros nacionais obtém péssimos resultados em crash-test

De acordo com essa metodologia, os veículos que conseguiram os melhores resultados para os ocupantes dos bancos dianteiros foram o VW Fox 1.6 Flex Prime I-MotionPeugeot 207 1.6 16V XS Automatic e Citroën C3 1.6 Exclusive Automatique. Ele são os únicos veículos fabricados no Brasil munidos dos equipamentos citados pelo órgão.

Já os modelos Renault ClioChevrolet Celta e Ford Ka foram os piores na avaliação da Proteste, levando em conta mais uma vez somente a segurança nos assentos dianteiros. Além de não serem devidamente equipados com limitadores de carga nem pré-tensionadores, esses veículos não contam com airbags nem como opcional.

Outro ponto negativo nesses veículos é o fato deles virem com cintos de segurança considerados curtos demais pela instituição, o que pode prejudicar na proteção de pessoas obesas. No Clio ainda foi detectada a possibilidade de o cinto não ser utilizado da maneira correta, uma vez que a tira de tecido pode ficar presa na alavanca do freio de mão quando afivelada, o que exige maior atenção do motorista e passageiro.

Passando para o banco traseiro a situação se agrava. De todos os carros analisados, somente oChevrolet Corsa 1.4 Maxx possui cinto de segurança de três pontos (mais seguro) para os três passageiros que viajam no assento traseiro. O restante oferece apenas o cinto de dois pontos (ou abdominal) na posição intermediária.

Na análise, se os cintos de segurança traseiros eram compatíveis com cadeiras apropriadas para transportar crianças, foi constatado que as versões do Ford Ka não permitem a instalação adequada do bebê-conforto. Isso se dá em função do comprimento reduzido do cinto de segurança traseiro (independentemente de serem fixos ou retráteis).

Fiat UnoLatin NCAP

Uno e Fiesta apresentam as maiores variação de configuração dos cintos de segurança entre suas versões

Em relação ao sistema de travamento, que garante a segurança dos ocupantes em uma situação de risco, todos possuem cintos com retrator, dispositivo que regula automaticamente a fita ao corpo do usuário e a bloqueia caso ocorra um desenrolar abrupto. Com exceção do Ford Ka 1.0 Rocam, doFord Fiesta 1.0 Rocam e do Fiat Uno Vivace 1.0 Evo Flex, que apresentaram os cintos de segurança traseiros apenas com três pontos fixos, obrigando o consumidor a regular manualmente o cinto e deixa os movimentos limitados. Nos outros 17 veículos o retrator se regula automaticamente.

Também foi verificado em que região a haste do fecho do cinto dianteiro está fixada: se diretamente na carroceria ou na estrutura do banco. Nesse quesito, todos os carros foram bem avaliados pois a haste foi fixada na estrutura do banco, que é rígida e por isso oferece mais segurança em caso de impacto.
 
Já os modelos que tiveram maior variação de configuração dos cintos entre a versão mais simples e a mais completa foram o Fiat Uno e o Ford Fiesta.

Proteste Associação de Consumidores é a entidade que em parceria com o Euro NCAP criou a versão regional do rigoroso crash-test na instituição europeia, chamada Latin NCAP.
 
Foram avaliados os cintos dos seguintes modelos de carros:

Citroën C3 1.6 GLX 16V Exclusive Automatique; Volkswagen Gol 1.0 Total Flex Rock in Rio ( 4 portas); Volkswagen Fox 1.6 Flex Prime i-motion (4 portas);  Peugeot 207 1.6 16V XS Automatic (4 portas); Fiat Uno 1.4 Evo Sporting (4 portas);  Volkswagen Fox 1.0 Total Flex (2 portas); Peugeot 207 X-Line (4 portas); Ford Fiesta 1.6 Rocam; Citroën C3 1.4 GLX; Chevrolet Corsa 1.4 Maxx (4 portas); Volkswagen Gol 1.0 Total Flex (4 portas); Volkswagen Gol 1.6 Total Flex Rallye (4 portas);Renault Clio 1.0 16v Hi Flex (2 portas); Renault Clio 1.0 16V Hi Flex (4 portas); GM Celta 1.0 Flexpower LS (2 portas); GM Celta 1.0 Flexpower LS (4 portas); Fiat Uno Vivace 1.0 Evo Flex (2 portas);  Ford KA 1.6 Sport; Ford Fiesta 1.0 Rocam; Ford KA 1.0 Rocam.

 

Serra nega que tenha convidado Bento XVI para vice

Serra nega que tenha convidado Bento XVI para vice

Serra aplicou seu primeiro sermão enquanto candidato: "Atire a primeira bolinha de papel aquele que nunca pecou ou largou a prefeitura"

 

APARECIDA - Após dar três pulinhos para São Longuinho em agradecimento por ter vencido, enfim, uma eleição, José Serra prometeu fazer o trajeto até sua casa de joelhos. Percorreu dois metros e, esbaforido, pegou um taxi. "Era só uma promessazinha. Não registrei em nenhum cartório", disse, fazendo o sinal da cruz.

 

Empolgado por ter conseguido 52% dos votos nas prévias do PSDB, Serra argumentou que o resultado deve ser encarado como uma resposta contundente e definitiva aos que o acusam de tergiversar em seu compromisso frente ao Palácio do Anhangabaú. “Se ninguém contesta quando venço com metade dos votos, por que reclamariam se dou meu trabalho por encerrado a meio caminho de cumprir o mandato integral?”, argumentou.

Serra prometeu assinar um documento no qual se comprometerá a não deixar a Prefeitura até pelo menos abril de 2014, “excluindo-se a Semana Santa e o Carnaval”. Caso permaneça na capital durante tais feriados, será permitido que desconte os dias, adiantando assim a renúncia para meados de abril, “ou finzinho de março, na eventualidade de abrir uma vaga no Banco Mundial, OEA, OTAN, UNESCO, FMI, Mercosur, CBF, diretoria do Palmeiras, FIESP ou Big Brother Brasil”.

Um apêndice do documento atestará que, se porventura a presidenta Dilma renunciar, o vice-presidente Temer decidir mudar-se para Miami ou Piracicaba e o ex-presidente Lula ainda não estiver com a saúde inteiramente restabelecida para poder apoiar a candidatura de Edison Lobão à Presidência da República, Serra também se permitirá deixar a Prefeitura, “mas não antes de pelo menos 72 horas de dedicação integral às questões que afligem o cidadão paulistano”, assegurou.

Com um gesto solene, tomou um lápis e assinou o documento, não sem antes testar a eficácia da borrachinha na extremidade oposta do grafite.

Com um hóstia na boca, o tucano explicou que decidirá, em breve, o nome de seu vice. "Gosto daquele rapaz do Vaticano, o João Paulo II. Ele é quase tão coroinha quanto eu". Ao ser informado que João Paulo não era mais o Papa, demonstrou surpresa: "Mudou?", perguntou a assessores.

 

Após o vazamento da informação de que pretendia incorporar um Papa à sua chapa, Serra apressou-se em negar que tenha convidado Bento XVI: "Esse novo Papa tem cara de petista", despistou, enquanto prometia despoluir o Tietê com água benta.

 

Assustados com a quantidade de derrapadas nos discursos de José Serra, membros do PSDB tentam fechar alianças para diminuir o tempo de TV do candidato. "Estamos analisando a ideia de colocar o Silas Malafaia para dublá-lo", explicou FHC.

 

a lombriga de são paulo (ex foia, ex ratazana, ex mosca) 

até pouco termpo diziz "o ex-presidente pinonochet....."

mas se mancou depois que o seu "ex-presidente" foi preso e depois declarado ladrão

agora aprendeu a dizer "o ex-ditador pinochet...."

semana passada chamou o Raul Castro de ditador

mas hoje a platelminta tacou numa reporcagem, sobre o "filho do presidente garrastazu médici...."

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1069298-comissao-da-verdade-e-caolha-afirma-filho-de-medici.shtml

para um jornaleco em plena decadência é normal encontrar seu nicho de mercado na extrema direita fascista, 

mas, como um bom baba-ovo tacou lá no fim a palavra "ditadura"

acho que o estagiário que fêz a matéria ficou p... da vida e melou a bela reporcagem

 

Ou o Brasil acaba com os juízes e políticos corruptos ou os juízes e políticos corruptos acabam com o Brasil. Alguém aí sabe para que servem a Polícia Militar e o Senado?

Eles chamam o bicheiro Cachoeira de "empresário de jogos".

 

  A segurança em São Paulo. Aconteceu nesta madrugada.

   Será o PCC que, segundo dizem, fez acordo com o governo  Alckimin ?

   Do G1: “Perícia encontra segundo corpo carbonizado em casa assaltada”

 “Durante o crime, os assaltantes picharam nas paredes a sigla de uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas. Segundo a Guarda Civil de Jandira, dos cinco detidos, quatro pertencem à facção.”

 http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/03/pericia-encontra-segundo-corpo-carbonizado-em-casa-assaltada.html

 

Se hipocrisia pagasse imposto....

30/03/2012 - 07h20

Lula: desisto

Gilberto Dimenstein

Como muitos brasileiros, recebi com satisfação a recuperação do presidente Lula --ao contrário do batalhão dos linchadores digitais que o queria ver sendo tratado pelo SUS como uma forma de punição. Mas, lendo a primeira entrevista dele, digo: desisto. Desisto, entristecido.

Tive a ilusão --e escrevi aqui por várias vezes-- que ele teria a lucidez básica de usar sua doença para ajudar no combate ao câncer, disseminando a campanha contra o hábito de fumar. É algo tão simples. Seria um belo exemplo e faria muita gente pensar. Ele, enfim, seria nosso grande garoto-propaganda contra o cigarro.

Na entrevista ele fala sobre muita coisa. Sua preocupação, por exemplo, com a candidatura de Fernando Haddad. Mas sobretudo sobre o medo de perder a voz.

Gostaria de entender (e não consigo) como nem sequer ele compartilha uma palavra de arrependimento sobre seus hábitos com o cigarro. Nada. Sabemos hoje, por várias pesquisas, que o cigarro é ainda mais pernicioso quando associado à bebida.

Ele manteve a voz. Mas, na primeira entrevista, não a usou para ajudar que outras pessoas, que poderiam evitar o câncer por causa do cigarro, também não corressem o risco de perder a voz.

Por que será que lhe parece mais importante defender o voto em Haddad (o que ele tem todo o direito, claro) do que defender um princípio elementar de saúde pública?

Perdeu uma grande de ser educador.

 

Mais um oportunista tentando fazer de doenca alheia um conto de moralidade norte americano.

Volte pro seu Mexico, Dimenstein...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

http://noticias.r7.com/blogs/o-provocador/ Demóstenes é um pit bull lançado aos cãesdemostenes torres Demóstenes é um pit bull lançado aos cães

Agência Brasil

Nunca confie no DEM. Seus integrantes são traíras por natureza. Basta ver a “falta de sacanagem” que querem fazer com o colega senador Demóstenes Torres. Logo ele, coitado.

Ingratos, seus comparsas ameaçam expulsá-lo do partido caso a Procuradoria-Geral da República abra uma ação contra o parlamentar por seu envolvimento com o bicheiro Carlos Cachoeira, preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Chega a ser revoltante a forma como tratam o principal pit bull da bancada oposicionista. Ex-promotor de Justiça, ex-delegado e ex-secretário de Segurança Pública de Goiás, Demóstenes sempre se mostrou inflexível com o crime e a corrupção. Dos outros, claro.

E fazia esse serviço sem nenhum cuidado com provas ou evidências. Era implacável, feroz. Bastava uma acusação, mesmo que apressada ou leviana, para que subisse na tribuna e de lá achincalhasse seus inimigos. Ele parecia se divertir muito com isso.

E agora, experimenta do próprio veneno quando reportagem da revista Carta Capital, baseada em documentos da PF, afirma que o nobre parlamentar ficava com 30% da arrecadação geral do esquema de jogo clandestino. Coisa miúda, na casa de 170 milhões de reais nos últimos seis anos.

Nesse momento de desamparo, o que fazem seus outrora aliados? O largam em praça pública, para ser devorado pelos cães alheios. Covardia. Infâmia. Indecência. Traíragem. Essa gente não presta nem pra tomar cafezinho em pé no balcão.

Mas Demóstenes, apesar dos seus mais de 300 telefonemas para o “amigo” Cachoeira (devidamente grampeados pela polícia, com autorização da Justiça), jura inocência. Clama pelo direito à dúvida e à defesa. Argumento tardio, oportunista, mas legítimo.

O pobrezinho acaba de renunciar à liderança de seu partido no Senado. Ninguém protestou. Está sozinho, largado à fúria acusatória de gente sedenta por vingança. Vai ser expulso do seu partido, não duvidem. Aqui se faz, aqui se paga, descontada a comissão.

 

Nova versão do XBMC - um media center livre

Tem um computador sobrando e gostaria de ter uma central de entretenimento em sua sala de estar? O XBMC foi feito para você.

 

 

A equipe de desenvolvimento XBMC lançou uma interação de seu software de media player e hub de entretenimento, gratuito e open source. Disponível para Linux, OS X e Windows, o lançamento do Eden XBMC 11 foi impulsionado pela aprimoramento da multiplataforma, melhor performance e um novo conjunto de melhorias no pacote, que contém detalhes na aparência gráfica que são utilizados para personalizar a experiência e aparência de um sistema operacional, widget ou uma ferramenta de gerenciamento de janela.

 

Essa aplicação de media center tem um sistema de gerenciamento de livraria sofisticada e é compatível com iOS e Apple TV.

 

Para os desenvolvedores, o compilador de APIs JSON-RPC agora vai ser beneficiado por uma revisão geral que o entregará completamente melhorado. A equipe espera que as novidades encoragem desenvolvedores terceiros a começarem a programar novos aplicativos que tiram vantagem da opção de controle do XBMC por meio de conexões de rede.

 

Especificamente, a API JSON-RPC foi reforçada pelo suporte para pedidos em lote. “Nós oferecemos controle remoto muito mais simples no Windows e permitimos métodos exclusivos de comunicação do dispositivo com o hardware. Agora, até mesmo dispositivos da AMD são suportados para decodificação de vídeo na GPU  em Linux, graças à inclusão de VAAPI.”

 

De acordo com o blog da equipe de desenvolvimento oficial do produto, o “XBMC 11.0 inclui melhorias na interface, aumento na velocidade por meio de recursos como  renderização Dirty-region e novo decodificador JPEG, set de scraping de filmagem , tratamento de protocolo adicional, melhor suporte de rede, melhor manuseio de conteúdo e estruturas BluRay criptografadas, exibição de taxa de atualização no OS X (para combinar com o recurso já está disponível no Windows e Linux) ajustável, suporte AirPlay e um serviço meteorológico atualizado com pesquisa geoip ”.

 

http://itweb.com.br/55387/hub-de-entretenimento-da-xbmc-foca-desenvolved...

 

 

Downloads

 

OSX – OSXPPCLinuxWindowsATV – ATV2iOS

XBMCbuntu

http://xbmc.org/download/

 

 

 

Quando o assunto da hora é os trambiques do Senador Demóstenes  , eis que para contrabalançar o TCU informa que o Ministério da Pesca comprou 28 lanchas da firma INtech Boating nao valor de 31 milhões, sendo que foram usadas somente 6 destas lancha ,as restantes fiaram estacionadas na própria firma construtora , que por sinal foi doadora na campanha de Edeli Salvate em sua campanha , e que posteriormente se transformaria em Ministra da Pesca , vem mais encrenca por ai !

 

29/03/12 02:00   A falta estrutura da Justiça para fazer laudo   psicológico.         Laudo autoriza caseiro que matou casal Staheli  a deixar a cadeia, mas TJ impede

Jossiel Conceição dos Santos - 01.04.2004Jossiel Conceição dos Santos - 01.04.2004 Foto: Fernando Quevedo

Marcelo GomesTamanho do texto A A A

Nove de fevereiro de 2009. Jossiel Conceição dos Santos entra numa sala do Presídio Bangu 6 e, após uma conversa de 15 minutos, a psicóloga Araci Nogueira conclui: "Não demonstra culpa ou arrependimento pelos atos que praticou. (...) Neste sentido, não demonstra estar apto a usufruir o benefício pleiteado". Em 22 de março de 2010, o mesmo preso entra na mesma sala e depois de outra conversa de mesma duração, a mesma psicóloga atesta: "Mostrou-se simpático, sorridente e educado. (...) Assim, em razão das mudanças apresentadas pelo avaliando, acreditamos ser oportuno que tenha a chance de passar para um outro nível de cumprimento de pena".

É desta forma, com entrevistas consideradas superficiais — e falhas — até mesmo pelo Conselho Regional de Psicologia do Rio (CRP-RJ), que a Justiça decide quem fica preso e quem vai para a rua.

Jossiel, o homem que segundo a equipe de psicólogos de Bangu 6 mudou da água para o vinho em apenas 13 meses, confessou um crime bárbaro que chocou o país: o roubo seguido de morte do casal de americanos Zera Todd e Michelle Staheli.

O crime ocorreu em 30 de novembro de 2003 na casa das vítimas, num condomínio de luxo na Barra. O casal Staheli foi executado a golpes de pé de cabra enquanto dormia. Zera Todd e Michelle deixaram órfãos quatro filhos que, na época do caso, eram menores. Em março de 2006, Jossiel foi condenado a 25 anos de prisão.

Mas foi com base no segundo laudo psicológico, a favor de Jossiel, que a juíza Cristina Lajchter, da Vara de Execuções Penais (VEP), concedeu, em abril de 2011, a progressão para o regime semiaberto.

MP recorreu

Inconformado, o Ministério Público recorreu. Em 13 de dezembro de 2011, a 8 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça cassou a decisão da VEP e mandou Jossiel permanecer no regime fechado, onde ele ainda se encontra.

Em sua justificativa, o desembargador Valmir Ribeiro citou o primeiro laudo psicológico — que não considerou Jossiel apto para o benefício.

Porém, a decisão da 8 Câmara saiu um ano e nove meses depois do segundo laudo psicológico ter opinado favoravelmente a Jossiel.

Ao progredir para o semiaberto, o detento não sai logo da cadeia durante o dia. Para isso, ele precisa obter outros benefícios na VEP, após comprovação: o Trabalho Extra-Muros ou a Visita Periódica ao Lar.

CRP é contra o exame atual

A polêmica do exame criminológico não termina na discussão entre o veredicto do psicólogo e a decisão judicial. A maioria dos psicólogos não reconhece o exame como um procedimento válido. O próprio Conselho Regional de Psicologia do Rio (CRP-RJ) acredita que o exame é falho e viola o Código de Ética Profissional.

A psicóloga Márcia Badaró, colaboradora do Conselho e integrante do Fórum de Saúde no Sistema Penitenciário, luta para uma mudança na avaliação. Segundo a psicóloga, é necessário que haja uma avaliação constante dentro dos presídios, além do acompanhamento psicológico dos detentos.

— Estamos ferindo nosso código de ética. — contesta a Márcia — Os psicólogos fazem este trabalho apenas por obrigação, sabemos que não é válido.

Ela afirma que nenhum psicólogo é capaz de avaliar comportamentos em consultas que duram, em média, 15 minutos. E o problema torna-se ainda maior quando o psicólogo, nesta breve entrevista, deve traçar perfis comportamentais futuros do paciente.

— É impossível avaliar comportamentos sem acompanhamento. Mais impossível ainda é conseguirmos prever atitudes das pessoas. Nós nos surpreendemos até conosco — explica a psicóloga.

Márcia ainda lembra que os presos sabem que dependem daquela entrevista para ganhar a progressão de pena, o que também influencia no resultado final.

— A pessoa sabe o comportamento que deve ter para sair da prisão e vai se comportar da melhor maneira possível. Não podemos lutar contra isso.

Seap admite que não tem pessoal suficiente

A Secretaria estadual de Administração Penitenciária (Seap) admitiu que o acompanhamento psicológico "não alcança todo efetivo, uma vez que o número de presos ingressantes no sistema cresce gradativamente, e o número de profissionais não acompanha esse crescimento". Segundo o Ministério da Justiça, o Estado do Rio possuía 26.651 presos em dezembro de 2009. A Seap, porém, não informou quantos detentos recebem esse acompanhamento.

A Seap informou, também, que o exame criminológico é realizado por determinação da VEP, antes de o juiz analisar pedidos para progressão de regime e concessão de liberdade condicional. Cabe ao juízo conceder — ou não — o benefício solicitado pelo detento. A equipe avaliadora é composta por psicólogos, assistentes sociais e psiquiatras.

Em relação ao caseiro, o Tribunal de Justiça informou que a 8ª Câmara Criminal analisou os dois laudos psicológicos do condenado antes de decidir pela sua permanência no regime fechado "por entender que Jossiel não preenche o requisito subjetivo necessário para a obtenção da progressão de regime".

A defensora pública Léa Arrigui, que atua na 8ª Câmara Criminal, disse que ainda está estudando se vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça:

— Em casos de pena longa e crimes graves, os magistrados são mais rigorosos.

O MP não se manifestou.

Colaborou Roberta Hoertel



Leia mais: http://extra.globo.com/casos-de-policia/laudo-autoriza-caseiro-que-matou-casal-staheli-deixar-cadeia-mas-tj-impede-4440464.html#ixzz1qbML7cCl

 

The Piauí Herald

Serra nega que tenha convidado Bento XVI para vice


Serra nega que tenha convidado Bento XVI para vice

Serra aplicou seu primeiro sermão enquanto candidato: "Atire a primeira bolinha de papel aquele que nunca pecou ou largou a prefeitura"

APARECIDA - Após dar três pulinhos para São Longuinho em agradecimento por ter vencido, enfim, uma eleição, José Serra prometeu fazer o trajeto até sua casa de joelhos. Percorreu dois metros e, esbaforido, pegou um taxi. "Era só uma promessazinha. Não registrei em nenhum cartório", disse, fazendo o sinal da cruz.

Empolgado por ter conseguido 52% dos votos nas prévias do PSDB, Serra argumentou que o resultado deve ser encarado como uma resposta contundente e definitiva aos que o acusam de tergiversar em seu compromisso frente ao Palácio do Anhangabaú. “Se ninguém contesta quando venço com metade dos votos, por que reclamariam se dou meu trabalho por encerrado a meio caminho de cumprir o mandato integral?”, argumentou.

Serra prometeu assinar um documento no qual se comprometerá a não deixar a Prefeitura até pelo menos abril de 2014, “excluindo-se a Semana Santa e o Carnaval”. Caso permaneça na capital durante tais feriados, será permitido que desconte os dias, adiantando assim a renúncia para meados de abril, “ou finzinho de março, na eventualidade de abrir uma vaga no Banco Mundial, OEA, OTAN, UNESCO, FMI, Mercosur, CBF, diretoria do Palmeiras, FIESP ou Big Brother Brasil”.

Um apêndice do documento atestará que, se porventura a presidenta Dilma renunciar, o vice-presidente Temer decidir mudar-se para Miami ou Piracicaba e o ex-presidente Lula ainda não estiver com a saúde inteiramente restabelecida para poder apoiar a candidatura de Edison Lobão à Presidência da República, Serra também se permitirá deixar a Prefeitura, “mas não antes de pelo menos 72 horas de dedicação integral às questões que afligem o cidadão paulistano”, assegurou.

Com um gesto solene, tomou um lápis e assinou o documento, não sem antes testar a eficácia da borrachinha na extremidade oposta do grafite.

Com um hóstia na boca, o tucano explicou que decidirá, em breve, o nome de seu vice. "Gosto daquele rapaz do Vaticano, o João Paulo II. Ele é quase tão coroinha quanto eu". Ao ser informado que João Paulo não era mais o Papa, demonstrou surpresa: "Mudou?", perguntou a assessores.

Após o vazamento da informação de que pretendia incorporar um Papa à sua chapa, Serra apressou-se em negar que tenha convidado Bento XVI: "Esse novo Papa tem cara de petista", despistou, enquanto prometia despoluir o Tietê com água benta.

Assustados com a quantidade de derrapadas nos discursos de José Serra, membros do PSDB tentam fechar alianças para diminuir o tempo de TV do candidato. "Estamos analisando a ideia de colocar o Silas Malafaia para dublá-lo", explicou FHC.

 

Escândalo da Locanty: vereadores de Belford  Roxo faltam sessão para barrar CPI

Plenário da Câmara de Vereadores de Belford Roxo vazioPlenário da Câmara de Vereadores de Belford Roxo vazio Foto: Marcelo Piu / 13.10.2011

Cíntia CruzTamanho do texto A A A

Enquanto 13 dos 19 vereadores de Belford Roxo faltaram à sessão desta quinta-feira, impossibilitando a análise de um requerimento para apurar possíveis irregularidades no contrato da Locanty com a prefeitura, em Duque de Caxias todos os 21 parlamentares decidiram criar uma comissão para investigar os convênios do município com a empresa.

O vereador de Belford Roxo Gilvan Medeiros disse ontem que vai protocolar o pedido de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na próxima sessão:

— Isso se os vereadores que apoiam o governo aparecerem, porque já estão sabendo da minha intenção de criar a comissão. Na minha opinião, eles estão fugindo.

Para que a sessão seja aberta, pelo menos sete vereadores devem estar em plenário. Para a votação do requerimento, é necessária a presença de dez parlamentares.

Em Mesquita, o prefeito Artur Messias prometeu publicar nesta sexta-feira decreto no Diário Oficial eletrônico determinando auditoria no contrato da prefeitura com a Locanty. A empresa realiza coleta de lixo domiciliar e nas unidades de saúdes municipais.

Em Seropédica, contrato expirou

Diferentemente do que foi informado pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Seropédica, o contrato de coleta de lixo com a Locanty não foi cancelado. Na verdade, o convênio expirou. O procurador Geral do Município, Fernando Cesar Martins, confirmou o equívoco. A empresa foi vencedora de uma licitação realizada no final de 2010 e tinha contrato de um ano com a prefeitura, a partir de janeiro de 2011.

Contenção de custos

A contenção de custos foi o principal motivo para que o governo optasse pela abertura de nova licitação. Em função de um erro num dos artigos do edital, o processo licitatório foi adiado e deve ser aberto em breve.

— Como é um serviço essencial, a Locanty continuou a prestar o serviço.

Sobre a possibilidade de a empresa concorrer à próxima licitação, Martins salienta:

— Se ela juntar os princípios de preço e técnica, visando o interesse administrativo, não tem como negar. Por que contratar uma empresa mais cara se os fatos ainda estão em apuração? Ela prestou bom serviço, o contrato terminou. Se houver alguma determinação do Ministério Público, isso vai ser acatado.



Leia mais: http://extra.globo.com/noticias/rio/baixada-fluminense/escandalo-da-locanty-vereadores-de-belford-roxo-faltam-sessao-para-barrar-cpi-4390474.html#ixzz1qbIp14Xc

 

Brasil247

 

Bilhete azul para Abílio na cúpula do grupo Casino

 

Começa a cerimônia do adeus para presidente do Grupo Pão de Açúcar; hoje, Abílio Diniz foi excluído, em Paris, do Conselho de Administração do grupo Casino, que detém o controle da empresa fundada por seu pai Valentim; em breve, terá de passar o bastão do próprio Pão de Açúcar para executivo indicado pelos franceses; ele alega ter direito vitalício ao cargo

 

29 de Março de 2012 às 16:22

247 – O empresário Abílio Diniz vai precisar fazer um ajuste em seu currículo de quase dez páginas. A partir de hoje, ele é um ex-integrante do Conselho de Administração do grupo varejista Casino, da França. A decisão foi tomada após reunião do conselho nesta quinta-feira 29, em Paris. Todos os demais diretores foram confirmados em seus cargos, à exceção do próprio Abílio e de Philippe Houzé, presidente do grupo Lafayette. A alegação é a existência de conflito de interesses.

A saída de Abílio é a primeira etapa de uma cerimônia de adeus que promete ser dura para ele. O Casino já comunicou o Pão de Açúcar, na semana passada, que pretende exercer seu direito de nomear um novo chairman para o Conselho de Administração da Wilkes, holding que controla a rede brasileira de supermercados, fundada por Valentim Diniz nos anos 1950. Hoje, Abílio preside o Conselho. Ele está perdendo suas posição em razão do clima adverso criado por sua decisão, no final do ano passado, de tentar ultrapassar o atual acordo de acionistas, entre Casino e Pão de Açúcar, para transferir o negócio para o controle do grupo francês Carrefour. A operação teve um fim rumoroso, com a reafirmação, pelo Casino, de seus direitos, obtidos em 2005, durante a compra da participação.

As divergências entre o Casino e Abílio devem continuar. O empresário divulga que tem direito vitalício a permanecer na presidência do Conselho de Administração do Pão de Açúcar e ele próprio indicar, a partir de uma lista tríplice feita pelos sócios franceses, o principal executivo da companhia. O Casino presidido por Jean-Charles Naouri não confirma a existência desses direitos.

 http://brasil247.com/pt/247/economia/50619/Bilhete-azul-para-Ab%C3%ADlio-na-c%C3%BApula-do-grupo-Casino.htm

 

 

Em nota, Abílio indica que irá brigar, de novo, com Casino

 

Em nota, Abílio indica que irá brigar, de novo, com Casino
Foto: Ana Paula Paiva/Valor/Folhapres

 

 

Empresário reafirma ser presidente do Conselho do Grupo Pão de Açúcar; ele alega ter direito ao cargo de forma vitalícia e poder para apontar, entre três sugestões dos franceses, quem será o novo presidente executivo do supermercado brasileiro; nesta quinta 29, ele foi afastado do Conselho de Administração do Casino

 

29 de Março de 2012 às 17:48

247 – Não vai ficar barato para o grupo Casino, da França, a exclusão, nesta quinta-feira 29, do empresário Abílio Diniz do Conselho de Administração da organização. É o que se depreende da nota que acaba de ser divulgada pelo grupo Pão de Açúcar com a posição pessoal de Abílio a respeito. Em sua última linha, a nota registra que o “empresário informa ainda que mantém a posição de Presidente do Conselho de Administração do GPA”. Ele alega haver uma cláusula no contrato de associação entre o Casino e o Pão de Açúcar, assinado em 2005, que lhe garante o cargo de presidente do Conselho de Administração do Pão de Açúcar de modo vitalício. O Casino, no entanto, já informou que pretende indicar um novo presidente executivo para o grupo. Abílio considera que, para isso, deverá receber uma lista tríplice para ele próprio apontar qual dos nomes a serem colocados preencherá o cargo. É mais briga à vista.

Abaixo, a nota do GPA:

Em relação à decisão do Casino de não renovar seu mandato como membro do Conselho de Administração da companhia francesa, Abilio Diniz afirma que, durante os últimos doze anos, mesmo em momentos difíceis, defendeu os interesses do Casino e de seus acionistas, mantendo o compromisso de apoiar a companhia e contribuir para a sua estratégia. Abilio Diniz diz que espera que o Casino faça o mesmo enquanto acionista do Grupo Pão de Açúcar. O empresário informa ainda que mantém a posição de Presidente do Conselho de Administração do GPA.

http://brasil247.com/pt/247/economia/50671/Em-nota-Ab%C3%ADlio-indica-qu...

 

Carta Maior

 

1964/2012:'É TEMPO DE MURICI, CADA UM CUIDE DE SI'

O site do jornal O Globo dá em manchete garrafal a quebra do  sigilo bancário do demo, Demóstenes Torres, até há bem pouco tempo, um parceiro, digamos assim, do jornalismo imparcial chancelado pelos Marinhos. A revista Veja, cuja afinidade de propósitos com Demóstenes, segundo consta, poderá ser aferida pela intensa troca de telefonemas entre o senador e a alta direção da revista, em Brasília, trata o amigo agora como uma carga incômodo a ser jogada ao mar, o mais rápido possível (leia nesta página: Carta Maior pede ao STF acesso às investigações sobre Demóstenes & seus interlocutores associados).O Estadão, para arrematar, refere-se a 1964 --que ajudou a eclodir-- como 'o golpe' de 64. Sintomático, a renovação do vocabulário se dá justamente na cobertura do cerco promovido por estudantes a integrantes da ditadura que comemoravam o golpe no Clube Militar, no Rio (leia nesta pág. o blog de Emir Sader). Tempos interessantes. Se vivo, possivelmente o coronel Tamarindo, protagonista da Guerra dos Canudos (1896-1897), repetiria aqui a frase famosa: 'É tempo de Murici, que cada um cuide de si'.  O bordão símbolo da debandada teria sido proferido pelo coronel Pedro Nunes Tamarindo ao constatar a desarticulação total das tropas no ataque a Canudos,  após a morte do comandante Moreira César. Decorridos 48 anos do golpe militar de 1964, o conservadorismo brasileiro vive, sem dúvida, uma deriva decorrente da implosão da ordem neoliberal no plano externo e de três derrotas presidenciais sucessivas para o PT. Não tem projeto, não tem lideranças --Demóstenes pretendia ser um dos seus candidatos à Presidência, em 2014; Serra é contestado entre seus próprios pares, na prévia do PSDB. É tempo de murici. De volta, e afiado, Lula sintetizou bem esse período, personificando-0 no declínio do eterno candidato tucano: 'Serra é o político de ontem; com idéias de anteontem'. Mas as safras passam. Cabe ao governo, e às forças progressistas, ocupar o vazio com respostas que não sejam apenas a mitigação daquilo que os derrotados fariam, se não estivessem cada qual cuidando de si.

(Carta Maior; 6ª feira/30/03/ 2012)

 

http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

 

da BBC Brasil

Ivan Lessa: Cadáveres ilustres

Ivan Lessa

Colunista da BBC Brasil

Atualizado em  30 de março, 2012 - 07:32 (Brasília) 10:32 GMT 

Impossível não falar de Millôr. Passaremos algumas décadas ouvindo-o e vendo-o.

Tudo que se pode ser dito sobre Millôr, Millôr já disse antes.

Forçando um pouco a barra, tudo que pode ser dito sobre tudo já foi dito antes pelo Millôr.

Nesse caixão, recuso-me a pegar carona. Questão de amizade e respeito.

A imprensa fazer o escarcéu que anda fazendo é correto. Millôr merece.

Depois, como tudo e todos mais, esquecê-lo, pois dessa barra fomos feitos.

O que acho mais curioso é o número de gente de luto berrando inanidades, choramingando e sobrepondo-se ao morto, dando a impressão de que vão se jogar no caixão e, em seguida, no crematório com o que restou do Millôr.

Gente que era só cinzas e continuará cinzas.

Notei ainda que, desde o começo da doença de Millôr, ele e a família insistiram em cobrir o evento com o véu da discrição. Sabiam, na certa, o que estavam fazendo e porquê o estavam fazendo.

Agora, em matéria de depoimentos, o que houve foi uma malhação do Judas ao contrário.

Impossível ainda, em nome de tanta coisa, não deixar de citá-lo com uma só de suas frases, dessas do tamanho do cadáver ("Do tamanho de um cadáver", peça do Millôr de 1955, encenada logo ali no Teatrinho de Bolso da Praça General Osório, em Ipanema): "A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, sua bondade alcança limites insuspeitados e seu caráter uma pureza inimaginável é nas primeiras 24 horas depois de sua morte."

No que passamos ao morto seguinte na fila. Aliás, morta. Foi-se, no mesmo dia 28 de março, Ademilde Fonseca, a "Rainha do Choro", 91 anos segundo parte da imprensa.

Ademilde era potiguar, mas, muito talentosa, logo remediou a situação embaraçosa de sua origem vindo para o sul e especializando-se na vocalização com letra no que talvez seja o mais puro e mais erudito de nossos gêneros musicais: o choro, ou chorinho.

O choro é e foi estudado e apreciado pelas mentes e ouvidos mais perfeitos do século que passou. De Villa-Lobos a Darius Milhaud.

Sem falar nos inúmeros catedráticos e praticantes do gênero em que Ernesto Nazareth, Chiquinha Gonzaga, Pixinguinha, Zequinha de Abreu e tantos outros botaram todas suas fichas no que um violão de 7 cordas, junto a outro mais modesto, juntamente com bandolim, flauta, cavaquinho e pandeiro são capazes de criar.

Vez por outra uma boca no trombone para fazer comentários ou lamentos debochados.

Há um Dia do Choro na França e no Japão. Agora, no dia 23 de abril, teremos, enfim, o Dia Nacional do Choro. Só que Luis Americano, Jacob do Bandolim, Waldir Azevedo, Abel Ferreira, Garoto e Radamés Gnatalli continuarão jogando num segundo time perdendo de lavagem para Lady Gaga, Rihanna e Beyoncé e ninguém os tuitará, por desconhecer o que músicos de jazz, disciplina severa complicada e livre, toda chegada a improvisos, como o choro e com ele disputando raízes, apreciam muito mais, quando apresentados (Horace Silver e Dizzy Gillespie que eu tenha visto e me lembre), do que o nhém-nhém-nhém da bossa nova, hoje uma tradição nos elevadores Otis e Schindler.

O choro tem a energia e a improvisação do jazz.

Voltando a Ademilde, botei um vinil no aparelho de som nos últimos dias, para ver o tamanho da defunta. Incrível, fantástico, extraordinário, o que Ademilde fazia com o "Galo Garnizé", do Almirante, "Tico-tico no fubá", do Zequinha de Abreu, que ela foi a primeira a cantar com letra, "Rato, rato", "Urubu Malandro", "Brasileirinho", "Pedacinhos do céu". Aquilo tudo estava vivo e pulsante, a nossa cara, mais do que lobos bobos ou rolleiflexes. Ademilde destruía.

Impressionante a velocidade com que disparava pela estrada complicada dessas enredadas trilhas sonoras. 200 km por hora fácil.

Lembrei-me, por ser inevitável e nada depreciativo, da Annie Ross, do grupo Lambert, Hendrix & Ross, ou Anita O´Day em seus melhores dias.

E agora, por ser fim de semana, descansemos todos e deixemos, principalmente, os mortos, em paz.

 

Ainda não repercutiu aqui no blog o movimento de militantes  ontem em frente ao clube militar .  O que se viu merece uma análice imparcial e sensata . Primeiro é que qualquer movimento de protesto é justo pois nosso regime é democrático , A outra coisa é que devemos valorisar este direito e não partir bara o abuso , da mesma forma que os militares tem todo o direito de se reunir no seu espaço , agora é  que entra o abuso dos militantes , que foram para a porta do clube militar e gritando palavras de ordem  , ameaçaram os militares , sendo preciso a intervenção da polícia . Ovos foram atirado contra as pessoas , e tinta foi  jogada na portaria do prédio , aconteceram duas prisões e algumas pessoas sairam com escoriações , mas nada grave . Agora fica o alerta , vamos nos conter e que estas manifestações sejam mais contidas , pois o caminho do confronto é o pior possivel , e muitos podem se machucar , inclusive nossa jovem democrácia .

 

Carlos Novaes, cientista político, fala sobre a estratégia de "parte considerável do PT" em não apoiar a candidatura de Hadadd à prefeitura de São Paulo. Jornal da Cultura 16/03/2012 - 3º Bloco. a partir de 3:20 Assista ao vídeo: http://tvcultura.cmais.com.br/jornaldacultura/jornal-da-cultura-16-03-12-bl-03

 

USP analisa mudanças e encerramentos na pós-graduaçãoNovo regimento cria brecha para parcerias com instituições não acadêmicas e aceitação de cobranças e professores sem doutorado

A Universidade de São Paulo analisa uma mudança de mais de 200 tópicos em seu Regimento de Pós-Graduação. Entre as alterações estão a inclusão do objetivo de formar profissionais nas pesquisas stricto sensu – que até então eram reservadas a geração de docentes e pesquisadores. O documento também abre a possibilidade de parcerias com instituições não acadêmicas, a aceitação de cobranças dos alunos por parte de instituições parceiras e que professores e responsáveis por disciplinas não tenham doutorado.

A proposta de alteração do regimento foi analisada pelo Conselho da Pós-Graduação na reunião desta semana, mas sua votação foi adiada para abril. Estudantes e professores contrários às parcerias privadas da universidade reclamam que as alterações visam a progressiva privatização da instituição.

O artigo que permite a USP promover convênios específicos para criação de cursos de mestrado e de doutorado sofreu duas alterações. A primeira troca “em conjunto com universidades” por “em conjunto com instituições de ensino superior e de pesquisa” e a segunda acrescenta “visando à formação de mestres e de doutores e à cooperação com equipes de pesquisa de competência reconhecida”.

O documento em análise também acrescenta às atribuições das comissões de pós-graduação a de propor a “desativação” de programas e cursos. Antes a prerrogativa era apenas de solicitar criação e reestruturação. Desde 2010 a graduação da USP já solicita que as unidades revejam cursos com baixa demanda, inclusive com a possibilidade de fechamento.

Também foi acrescentada à nova redação em diferentes pontos a possibilidade de credenciar docentes e responsáveis por disciplinas que não tenham doutorado. No caso dos mestrados profissionais, fica estabelecido que “poderão integrar o corpo docente do programa orientadores não doutores de reconhecida competência profissional na área”.

Sem prorrogação de prazo

Também foram suprimidos parágrafos que existem atualmente e com eles exigências e possibilidades. As comissões de cada unidade perdem o direito de analisar solicitações de prorrogação de prazo para o mestrado e doutorado mesmo em casos excepcionais.

Em um dos artigos suprimidos abre-se a possibilidade para instituições parceiras fazerem cobranças dos alunos da pós-graduação. Ao falar das obrigações das instituições conveniadas, o regimento atual diz que “não poderá haver, em momento algum, qualquer tipo de cobrança financeira dos alunos, seja por meios diretos ou indiretos, gerados pelo agente do convênio”. Na proposta, o trecho foi suprimido.

Eleição do DCE

A alteração no regimento ocorre no momento em que a USP faz eleições para o Diretório Central Acadêmico. A votação terminou nesta quinta-feira e o resultado está previsto para a manhã de sábado. Das cinco chapas candidatas, quatro se dizem contra as ações da atual reitoria e uma a favor. Não há segundo turno.

http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/usp-analisa-mudancas-e-encerrame...

 

Atendimento de crianças na pré-escola cresceu mais de 55% na última década29/03/2012 - 5h50

Amanda Cieglinski
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Nos últimos dez anos, a taxa de atendimento das crianças de 4 e 5 anos na escola cresceu 55,8%. Em 2000, pouco mais da metade (51,4%) da população nessa faixa etária tinha acesso à educação, patamar que chegou a 80,1% em 2010. Entretanto, mais de 1,1 milhão de crianças entre 4 e 5 anos não frequentam a escola, de acordo com levantamento do Movimento Todos pela Educação.

O desafio do país é incluir esse contingente de alunos nas redes de ensino até 2016. Uma emenda constitucional aprovada em 2009 estabelece que a pré-escola é etapa obrigatória no país, assim como o ensino médio. Até então, a matrícula era compulsória apenas no ensino fundamental (dos 6 aos 14 anos). Isso significa que no prazo de quatro anos as redes municipais terão que oferecer vagas nas escolas a todas as crianças entre 4 e 5 anos – e os pais terão de matriculá-las.

Para a diretora executiva do Movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, o crescimento da pré-escola na última década é uma conquista importante e indica que o país tem dado mais atenção à educação infantil. “Na última década, houve um aprofundamento e uma proliferação de estudos que comprovaram o impacto da educação infantil no futuro da criança. É um investimento muito rentável do ponto de vista cognitivo, do desenvolvimento social e econômico. Quanto mais cedo a criança entra na escola, maior é o retorno daquele investimento. Esses estudos tiveram espaço nas políticas públicas”, acredita Priscila.

O baixo atendimento no início da década estava ligado, inclusive, a fatores culturais: muitas famílias não consideravam importante mandar os filhos para a escola antes do ensino fundamental, já que a pré-escola era vista apenas como um espaço para a criança brincar. Apesar dos avanços, Priscila avalia que o esforço das redes municipais para incluir 1,1 milhão de crianças terá que ser maior.

“Elas são justamente as crianças mais difíceis de serem incluídas. São aquelas que vivem em local de mais difícil acesso, ou tem alguma deficiência, ou não podem ir para a escola porque são hospitalizadas, ou seja, aquelas que vivem algum tipo de vulnerabilidade”.

A presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Cleuza Repulho, avalia que será “muito difícil”  para as redes municipais cumprir a meta de universalização da pré-escola se não houver mais investimento. Para isso, ela destaca a importância da aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê um aumento dos recursos para a área, inclusive com a participação da União. O projeto está há mais de um ano em análise na Câmara dos Deputados.

De acordo com Cleuza, o principal problema para ampliar o atendimento é a infraestrutura. “Quando falo em infraestrutura, é a construção de prédios mesmo. Os problemas vão desde encontrar um terreno para a construção, até a prefeitura conseguir bancar o custeio das escolas de educação infantil”, explica.

Os dados do Movimento Todos pela Educação são de 2010, o que significa que as crianças de 4 e 5 anos que estavam fora da escola naquele ano provavelmente já estão matriculadas no ensino fundamental e muitas chegaram a essa etapa sem cumprir a pré-escola. As prefeituras têm o movimento demográfico a seu favor, já que a tendência é que a população de 4 e 5 anos diminua nos próximos anos. Há previsão de uma queda de 22% da população nessa faixa etária entre 2010 e 2022, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Entre os estados, apenas o Ceará e o Rio Grande do Norte têm taxas de atendimento na pré-escola superiores a 90%. Na outra ponta, Rondônia e o Rio Grande do Sul têm menos de 60% das crianças de 4 e 5 anos matriculadas. No total, 14 unidades da Federação têm índices de atendimento inferiores à média nacional.

 

Edição: Graça Adjuto

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-29/atendimento-de-criancas-na-pre-escola-cresceu-mais-de-55-na-ultima-decada

 

Celso de Castro Barbosa à CartaCapital: “Fui censurado e injuriado”

por Gabriel Bonis, em CartaCapital

A demissão de dois profissionais da revista de História da Biblioteca Nacional semanas após a publicação de uma resenha favorável ao livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr – fato que despertou a ira de parlamentares do PSDB, alvo de denúncias na obra – colocou o veículo no centro de uma polêmica sobre uma suposta intervenção do partido no caso. A demissão foi apontada na imprensa na coluna do jornalista Elio Gaspari, na Folha de S. Paulo, da quarta-feira 28.  

Publicado em 24 de janeiro, o texto do jornalista Celso de Castro Barbosa [na íntegra, abaixo] foi alvo críticas de tucanos, que liderados pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), ameaçaram processar a publicação, editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin) e que da Biblioteca Nacional recebe apenas material de pesquisa e iconografia.

Como resultado, a revista retirou a resenha do ar. “Fui censurado e injuriado”, diz o jornalista em entrevista a CartaCapital.

Barbosa destaca que a remoção do texto ocorreu apenas “após o chilique do PSDB” em 1º de fevereiro, nove dias depois da publicação em destaque na primeira página do site da revista. O motivo seria uma nota divulgada em um jornal carioca, segundo a qual a cúpula do partido estava “possessa” com a revista, tida pela legenda como do governo.

A evidente pressão externa fez com que o jornalista recebesse um chamado do editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, naquele mesmo dia. “Ele [Figueiredo] disse concordar com quase tudo que havia escrito, mas o Gustavo Franco [ex-presidente do Banco Central no governo FHC] leu, não gostou e resolveu mobilizar a cúpula tucana.”

Para conter o movimento, relata, o editor-chefe se comprometeu a escrever uma nota assumindo a culpa pela publicação do texto. “Eu disse: ‘Culpa de que? Ninguém tem culpa de nada. É uma resenha de um livro.’”

No dia seguinte o diário O Globo destacou a história e um pronunciamento da Sabin a dizer que os textos da revista são analisados pelos editores, mas aquela resenha não havia sido editada. “Subentende-se que publiquei por minha conta”, ironiza Barbosa.

Por outro lado, em matéria publicada na terça-feira 27 no site do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro, dois editores da revista, Vivi Fernandes de Lima e Felipe Sáles, desmentem a Sabin e confirmam ter editado a resenha antes da publicação no site.

Críticas a Serra

O texto de Barbosa destaca a vivacidade do jornalismo investigativo no livro e sugere que José Serra esteja “morto”. O ex-governador de São Paulo também é citado como a figura com a “imagem mais chamuscada” pelas denúncias, além de questionar a origem de seu patrimônio.

Inconformado com a resenha, Guerra chegou a enviar cartas de protesto à ministra da Cultura, Ana de Hollanda, e a Figueiredo. Outros tucanos alegaram que a publicação era pública, trazia os nomes da presidenta Dilma Rousseff, e de Hollanda no expediente e recebia verba da Petrobrás. Logo, deveria se manter isentada de questões políticas.

Mas Barbosa destaca que a dona da revista é a Sabin. “Uma entidade privada, composta inclusive por bancos.”

O patrocínio, defende, não seria impedimento para a manifestação de opiniões no veículo. “Não está escrito na Constituição que em revista patrocinada pela Petrobras a manifestação contra eventuais adversários do governo é proibida.”

A revista, por outro lado, preferiu divulgar nota pedindo desculpas aos ofendidos pelo texto, além de alegar não defender “posições político- partidárias”.

Em meio ao ocorrido, Barbosa afirma ter sido ameaçado com um processo por Guerra e, após a pressão dos tucanos, seus editores avaliaram que seria menor que trabalhasse em casa.

Devido à situação, o jornalista revela ter questionado o posicionamento de Figueiredo em um email aberto à redação, no qual perguntava sobre a nota que o editor-chefe escreveria em seu apoio. “Ele escreveu uma nota mentirosa e deu para o presidente da Sabin assinar. Depois, em 29 de fevereiro, me demitiu.”

Sobre a reação tucana, Barbosa acredita que o partido poderia ter agido de outra forma. “Vivemos em um país livre e a Constituição me garante o direito à opinião.”

O jornalista se refere a declarações de parlamentares do PSDB, que o chamaram de “servidor público a favor do aparelhamento do Estado”. “Se há algum erro no tom, é deles [tucanos], não meu. Sequer tinha carteira assinada e cumpria jornada sem direito trabalhista.”

Um dos motivos pelo qual Barbosa processa a revista. “Na ação, também peço indenização por danos morais e uma retratação pela nota mentirosa.”

Procurada, a Sabin informou, via nota assinada pelo presidente da instituição, Jean-Louis Lacerda Soares, que “não interfere no conteúdo editorial da revista”, pois a “atribuição relacionada ao conteúdo é do Conselho Editorial”.

A sociedade nega ter sofrido interferência externa nas demissões e diz que o jornalista Celso de Castro Barbosa foi demitido pelo então editor Luciano Figueiredo, por sua vez, dispensado “exclusivamente por razões administrativas.”

A reportagem de CartaCapital também contatou Luciano Figueiredo por meio da assessoria de imprensa da Universidade Federal Fluminense, instituição na qual leciona, e foi informada de que o historiador não poderia dar entrevistas.

Outra tentativa foi realizada por email, mas não houve resposta do professor até o fechamento desta reportagem.

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O jornalismo não morreu

Privataria Tucana prova que a reportagem de investigação está viva e José Serra, aparentemente, morto

Celso de Castro Barbosa

Engana-se quem imagina morta a reportagem de investigação no Brasil. Embora os jornalões, revistas semanais e emissoras de TV emitam precários sinais vitais do gênero, ele está vivíssimo, como prova A Privataria Tucana, livro do premiado repórter Amaury Ribeiro Jr.

Lançado em dezembro e recebido pela grande imprensa com estridente silêncio, seguido de críticas que tentaram desqualificar a reportagem e o autor, o sucesso do livro, já na terceira edição e no topo das listas dos mais vendidos, não se deve a suposto sentimento antitucano.  Até porque os fatos objetivos relatados não poupam o PT. Não há santos na Privataria.

Com base em documentos oficiais, da CPI do Banestado e outros que o autor conseguiu em cartórios, Amaury torna pública a relação de dirigentes do PSDB e a abertura de contas no exterior de empresas de fachada, responsáveis pelo retorno ao Brasil do dinheiro sujo da corrupção. Dinheiro que voltou, naturalmente, limpo.

Muita gente deve explicações à Justiça que, nesse episódio como em outros envolvendo expressivos representantes da elite brasileira, move-se a passos de tartaruga. Ou simplesmente não se move. Pelo cargo que ocupou na época das tenebrosas transações, as privatizações da era FHC, José Serra, então ministro do Planejamento e depois duas vezes candidato à presidência, prefeito e governador de São Paulo, é quem tem a imagem mais chamuscada, para não dizer estorricada, ao fim da Privataria Tucana.

De origem humilde, o tucano paulista exibe patrimônio incompatível com os rendimentos de um político. Tudo em nome de sua filha, Verônica, que ao lado de Ricardo Sérgio, tesoureiro das campanhas de Serra e Fernando Henrique, emergem como principais parceiros do ex-governador no propinoduto que marcou a venda das empresas de telecomunicação.

Além de jogar uma pá de cal na aura de honestidade de certos tucanos, o livro de Amaury tem ainda o mérito de questionar, involuntariamente, a atuação da grande imprensa no país. Agindo como partido único, onde só é permitida uma única opinião, jornais, revistas e mídia eletrônica defenderam, com unhas e dentes, a privatização. O principal argumento era a vantagem que traria aos consumidores: eficiência e tarifas baixas por causa da concorrência. Passados mais de dez anos, o Brasil cobra tarifas de telefone das mais altas do planeta e as concessionárias são campeãs de reclamação nos Procons.

Não bastasse, ao ignorar o lançamento do livro, a imprensa hegemônica mostra sua face semelhante à dos piratas: um olho tapado, que nada vê, e outro atento à movimentação dos adversários.

http://www.viomundo.com.br/denuncias/celso-de-castro-barbosa-a-cartacapi...

 

Mais duas bacias hidrográficas podem começar a cobrar pelo uso da água

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A cobrança pelo uso da água nos rios de domínio da União, hoje restrita a quatro bacias hidrográficas, poderá se estender ainda este ano para as bacias do Paranaíba, que banha os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal, e do Verde Grande, integrante da Bacia do São Francisco.

Segundo o gerente de Cobrança pelo Uso de Recursos Hídricos da Agência Nacional de Águas (ANA), Giordano de Carvalho, a iniciativa é sempre dos comitês de bacias, que recebem apoio técnico da instituição. No momento, estão sendo elaborados os planos de Recursos Hídricos das novas bacias, sem os quais a cobrança não pode ser iniciada.

As bacias interestaduais que já cobram pelo uso dos recursos hídricos são as dos rios Paraíba do Sul, entre São Paulo, o Rio de Janeiro e  Minas Gerais; Piracicaba, Capivari e Jundiaí, entre São Paulo e Minas Gerais; São Francisco, que envolve  sete estados brasileiros; e Doce, entre Minas e o Espírito Santo.

Carvalho informou que futuramente - “existe uma previsão para 2015” - a cobrança poderá ser feita também nas bacias do Rio Grande, entre São Paulo e Minas Gerais, e do Paranapanema, entre São Paulo e o Paraná.

A cobrança é um instrumento econômico de gestão dos recursos hídricos, criado pela Lei 9.433/97. O valor é calculado pelos comitês de bacias hidrográficas. A ANA  operacionaliza a cobrança e recebe o dinheiro arrecadado, que é repassado integralmente para as agências das bacias. Essas são entidades jurídicas de direito privado, que se encarregam  da aplicação dos recursos da cobrança com base nos planos de Recursos Hídricos aprovados pelos comitês.

Consideram-se bacias interestaduais aquelas em que o rio principal é de domínio da União, ou seja, o rio corta  vários estados ou outro  país. “São águas de interesse nacional. A gestão dessas águas é da União, de acordo com a Constituição”, explicou o gerente da ANA. Quando o rio nasce em um estado e deságua no mesmo território, a responsabilidade pela gestão das águas é estadual. Isso significa que são os comitês estaduais das bacias ou os órgãos gestores dos estados que calculam e fazem a cobrança pelo uso da água. No caso do Rio de Janeiro, a gestão cabe ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

O valor é proposto pelos comitês, mas tem de ser aprovado pelo Conselho Nacional de Recursos Hídricos (CNRH). A cobrança é anual e o valor é dividido em 12 parcelas, para facilitar o pagamento, informou Carvalho. Além das quatro bacias de domínio da União, existem no país 17 bacias estaduais onde a cobrança pelo uso da água está em vigor.

O gerente esclareceu que a cobrança é um preço  público, chamado preço condominial. “Não é uma tarifa, porque não está atrelada à prestação de nenhum serviço público, e também não é um  imposto, porque ele parte de baixo para cima, é discutido pelos comitês de bacias hidrográficas”, explicou. “Esses preços pagos são decididos pelo comitê com base no impacto envolvendo os atores da bacia. Daí o nome preço condominial”, acrescentou.

Têm assento nessas instâncias, de forma igualitária, representantes do Poder Público, dos usuários e da sociedade civil organizada. A cobrança pelo uso da água difere da Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (Cfurh), conhecida como royalties da água. Essa compensação é  paga pelas usinas hidrelétricas a estados e municípios onde existem reservatórios, visando a ressarcir eventuais problemas causados às populações locais pelas barragens. O dinheiro distribuído pelas empresas do setor hidrelétrico como royalties deve ser aplicado em serviços para as populações.

Os recursos arrecadados na cobrança pelo uso da água revertem em benefício dos próprios rios. “Todo o dinheiro arrecadado sempre foi e sempre será revertido para a bacia de origem”. Existe um programa de investimentos destinado à recuperação dos rios da bacia, informou Giordano de Carvalho. Estão previstos investimentos em tratamento de esgotos, em controle de perdas físicas e sistemas de abastecimento de água, em educação ambiental, reflorestamento, resíduos sólidos. Segundo o gerente da ANA, a cobrança estimula  a racionalização do uso (da água), além de arrecadar recursos para serem aplicados nos planos hídricos.

O instrumento diminui também a poluição, na medida em que incentiva o usuário a economizar água, ao mesmo tempo que o estimula a fazer tratamento dos seus efluentes líquidos, antes de lançá-los ao rio. “Porque as duas coisas são cobradas: tanto pelo que você retira  e consome, quanto pelo que você está lançando”.

No ano passado, o valor arrecadado na cobrança pelo uso da água  nas quatro bacias interestaduais e nas 17 bacias estaduais alcançou R$ 130,540 milhões. Giordano de Carvalho esclareceu que na Bacia do Doce,  a cobrança começou no ano passado mas, por decisão do comitê e da ANA, os boletos só passaram a ser emitidos em janeiro deste ano. Essa é a razão de não ter sido registrada arrecadação.

Os usuários das águas são representados nos comitês pelas entidades de classe. No caso das indústrias, elas podem ser representadas pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ou pelas federações estaduais. O mandato dos membros nos comitês de bacias dura, em média, dois anos, mas há possibilidade de renovação.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-03-29/mais-duas-bacias-hidr...

 

Sakamoto: Pimenta nos olhos das filhas dos outros é refresco

por Leonardo Sakamoto, no seu blog

Que a pedofilia encontra no Brasil um terreno fértil com muitos seguidores, isso é sabido. Imaginem o que seria desta nossa sociedade patriarcal e machista sem as revistas masculinas que transformam moças de 18 anos em meninas de 12?

Afinal de contas, se tem peito e bunda, se tem corpo de mulher, está pronta para o sexo, não é mesmo? E se está pronta para o sexo, por que não ganhar uns trocados para ajudar no orçamento familiar?

Ao julgar o caso de um homem acusado de estuprar três meninas de 12 anos, a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça considerou que ele não cometeu crime porque as meninas já eram prostitutas. “As vítimas (…) já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo. Embora imoral e reprovável a conduta praticada pelo réu, não restaram configurados os tipos penais pelos quais foi denunciado”, afirmava o acórdão.

O STJ considerou o artigo 224 do Código Penal que, na época do ocorrido, considerava que o crime deveria ser cometido mediante violência – já presumível, a bem da verdade, quando se tratava de pessoas com menos de 14 anos. O artigo foi alterado há três anos, deixando mais claro que violência não se faz mais necessária. A ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, afirmou que o governo vai buscar tomar medidas judiciais cabíveis.

Essa discussão não é sobre o direito da mulher ao seu corpo (que deveria ser inquestionável e protegido contra qualquer tipo de idiotice), mas de defender que crianças e adolescentes não sejam abocanhados pelo mercado do sexo. Não estou discutindo o sexo dos adolescentes, mas sim o seu uso comercial. Muito menos a legalidade da prostituição (e enquanto se discutia isso, mulheres que trabalhavam pesado a vida inteira sofreram na velhice, desamparadas e desassistidas).

Estamos falando de meninas de 12 anos que podem até não ter sido empurradas para essa condição por pressão familiar, mas sofreram influência externa sobre sua sexualidade – da TV, dos amigos, de vizinhos, de ofertas irrecusáveis de bens materiais ou dinheiro, que atiçaram desejos ou fantasias sobre si mesmas e o mundo.

Por isso, a decisão de entrar no mercado de sexo antes de determinada idade não é individual e não pode ser. O Estado e a sociedade vão tutelar essa criança até que ela tenha maturidade para tanto. E quando isso ocorre? A idade de 14 anos para estupro presumível em caso de relações sexuais é um referencial. Bem como o trabalho a partir dos 14 (no caso de aprendiz) também o é. Mas é um referencial importante. É uma marca que garante um certo número de anos para os mais jovens se desenvolverem, sendo protegidos, antes de cair na selva. Nos separa, portanto, da barbárie de ter que lutar pela sobrevivência desde cedo.

É claro que o tipo de pessoa que enxerga apenas a parte externa ignora um processo de formação interna da jovem ou do jovem, que é irremediavelmente prejudicado quando ele é despido de sua dignidade.

Nunca vou esquecer a patética intervenção do nobre vereador paulistano Agnaldo Timóteo a favor da exploração sexual juvenil há cinco anos. Em um discurso na Câmara, ele disse que o visitante que vem ao país atrás de sexo não pode ser considerado criminoso. “Ninguém nega a beleza da mulher brasileira. Hoje as meninas de 16 anos botam silicone, ficam popozudas, põem uma saia curta e provocam. Aí vem o cara, se encanta, vai ao motel, transa e vai preso? Ninguém foi lá à força. A moça tem consciência do que faz”, declarou. “O cara (turista) não sabe por que ela está lá. Ele não é criminoso, tem bom gosto.” Para Timóteo, há “demagogia e frescura”.

E isso porque o Estatuto da Criança e do Adolescente proíbe a exploração sexual comercial de adolescentes até 18 anos.

Seguindo a linha de raciocínio, poderíamos legalizar uma série de situações em que há um descompasso entre a lei e a realidade. Deixaríamos de ter, em um passe de mágica, a prostituição infanto-juvenil, o trabalho escravo, o tráfico de seres humanos, fora preconceitos de raça, credo e classe. É só jogar por terra conquistas sociais obtidas na base do sangue e suor de gerações.

Em bom português, o que se propõe é o seguinte: já que o Estado e a sociedade são incompetentes para impedir que seus filhos e filhas dediquem sua infância aos estudos e ao desenvolvimento pessoal, vamos aceitar isso e legalizar o trabalho de crianças de 12 anos, incluindo aí a prostituicão infantil. Por que o trabalho forma o cidadão. “O trabalho liberta”, como diria a frase na porta do campo de concentração de Auschwitz.

Em 2009, o STJ também havia afirmado que não há exploração sexual contra uma criança ou adolescente quando o cliente é ocasional. A corte manteve decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul que rejeitou acusação de exploração sexual de menores por entender que cliente ou usuário de serviço oferecido por prostituta não se enquadra em crimes contra o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Dois réus contrataram serviços sexuais de três garotas de programa que estavam em um ponto de ônibus, mediante o pagamento de R$ 80 para duas adolescentes e R$ 60 para uma outra. O programa foi realizado em um motel. O TJMS absolveu os réus do crime de exploração sexual de menores por considerar que as adolescentes já eram prostitutas. E ressaltou que haveria responsabilidade grave caso fossem eles quem tivesse iniciado as atividades de prostituição das vítimas.

Alguns vão dizer que é uma questão técnica, de interpretação – como se o conhecimento da realidade e a subjetividade não influenciassem nessas decisões. Enfim, pimenta nos olhos das filhas dos outros é refresco.

Passando o município maranhense de Estreito, cruzando-se a ponte sobre o rio Tocantins e entrando no estado homônimo, há um posto de combustível. Entre bombas de combustível e caminhões estacionados, meninas baixinhas oferecem programas. Entram na boléia por menos de R$ 30, deixando a inocência do lado de fora.

Prostituição infantil não é novidade. E nem é vinculada apenas a uma classe social: há denúncias e mais denúncias de políticos e empresários que alugam barcos e hotéis para consumir as crianças que compraram. Ou festas regadas a uísque nas grandes cidades. Mas é ruim quando a gente se depara com isso. Ver meninas que deveriam estar estudando para uma prova de sexta série vender seus corpos e encararem isso como parte da vida dá um misto de raiva e sensação de impotência.

Anos atrás, não muito longe dali, no Pará, me apontaram bordéis onde se podia encontrar por um preço barato “putas com idade de vaca velha”. Ou seja, 12 anos.

“Ah, mas tem menina que gosta.”

E, por trás desta justificativa, muito homem que gosta ainda mais.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/sakamoto-pimenta-nos-olhos-das-f...

 

 Do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás - Notícias

 

http://www.tjgo.jus.br/bw/?p=41967

 

Demóstenes Torres e Gilmar Mendes recebem Colar do Mérito Judiciário 05/out/2010 Ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres recebem o diploma do Cólar do Mérito Judiciário

Ministro Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres recebem o diploma do Colar do Mérito Judiciário

Por propositura do desembargador Paulo Teles, presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO), com aprovação da maioria dos membros da Corte Especial, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes e o senador Demóstenes Torres foram homenageados na noite desta segunda-feira (04/10) com a medalha do Colar do Mérito Judiciário. “Esta é a maior honraria entregue pelo Tribunal goiano e faz justiça à vida de dedicação destes dois homens ilustres, pelo exemplo de vida e trabalho em defesa do Direito e pela manutenção da ordem democrática”, justificou Paulo Teles. “São verdadeiros brasileiros; de corpo, alma e coração”, completou.

“Há aqueles que lutam um dia; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam muitos dias; e por isso são muito bons. Há aqueles que lutam anos; e são melhores ainda. Porém, há aqueles que lutam toda a vida; esses são os imprescindíveis”, afirmou o desembargador José Lenar, citando Bertold Brecht, ao fazer a saudação ao senador Demóstenes Torres. “Encontrei em Demóstenes Torres exemplo inesgotável de dignidade, de trabalho e de amizade. Sua vida pessoal e profissional é emoldurada de sucesso e grandes conquistas, sendo este momento de engrandecimento para esta Corte e para o Estado de Goiás”, disse Lenar.

Ao receber o Colar do Mérito do Judiciário, Demóstenes Torres disse estar emocionado e lembrou sua experiência no Tribunal goiano, então como Procurador de Justiça. “Minha convivência com esta Casa sempre foi positiva, aqui fiz diversos amigos. Tenho o maior respeito por seus membros, assim como tenho pelo Poder Judiciário, o qual não me privo de defender em minha atuação no Senado”, frisou Demóstenes. O senador lembrou ainda que a honraria ocorre justamente um dia após confirmar sua reeleição. “Este momento é ímpar em minha vida. Já recebi muitas homenagens, mas esta, por certo, é a mais tocante. E agradeço a Deus por me dar forças para trabalhar; a Paulo Teles, pela honra concedida; ao meu amigo e professor José Lenar, pelas palavras de carinho, e ao povo goiano, pela confiança mais uma vez depositada”.

“É com muita honra e alegria que recebo essa marcante e fidalga homenagem do Tribunal de Justiça de Goiás”, disse Gilmar Mendes. “Tenho uma relação fraterna para com este Estado, desenvolvida ao longo de muitos anos de convivência, e um grande respeito por todos os membros desta Casa”. O ministro do Supremo agradeceu de forma enfática à Corte Especial, especialmente ao presidente do TJGO, e disse que o Colar do Mérito traduz o reconhecimento do esforço empreendido na consolidação do Estado de Direito e na defesa das prerrogativas e da independência do Poder Judiciário.

Após os agradecimentos, Gilmar Mendes proferiu a aula magna da Universidade do Poder Judiciário do Estado de Goiás – UniJudi, em seus quatro cursos que já estão em desenvolvimento: pós-graduação Latu Sensu em Responsabilidade Social e Ambiental; Gestão em Tecnologia da Informação; Docência Universitária e Gestão de Projetos.

Além dos desembargadores da Corte Especial, participaram da solenidade o diretor-geral do TJGO e reitor da UniJudi, José Izecias de Oliveira, o coordenador acadêmico, Augusto Fleury Veloso da Silveira, membros do Conselho Superior da Unijudi e todos os estudantes matriculados nos cursos da UniJudi.

Texto: Alaor Félix
Fotos: Wagner Soares  veja mais fotos

 

Quinta-feira, 29 de Março de 2012Por que as guerras não são relatadas honestamente? - O público precisa saber a verdade acerca das guerras. Então porque há jornalistas que cooperam com governos para ludibriar-nos? Nota minha: A reportagem completa de Jonh Pilger foi retirada do youtube e de seguida da Vímeo. São quase duas horas de relatos de horror e sofrimento. Pela primeira vez vi a guerra como realmente é e o sofrimento das vítimas, silenciadas pelos media e jornalistas corporativos. Só na guerra do Iraque e segundo Jonh Pilger, morreram mais de 300 jornalistas freelancers. A reportagem contava com a filmagem do assassinato de jornalistas da Reuters, por militares dos EUA, de um helicóptero Apache. Junto com os jornalistas, assassinaram a rua inteira para que não houvesse testemunhos, inclusive duas crianças, que sobreviveram graças a um soldado também dos EUA, que não se conformou com a chacina.No manual do US Army sobre contra-insurgência, o general David Petraeus descreve o Afeganistão como uma "guerra de percepção ... conduzida continuamente com a utilização dos novos media". O que realmente importa não é tanto as batalhas do dia-a-dia contra o Taliban e sim o modo como o caso é vendido na América onde "os media influenciam directamente a atitude de audiências chave". Ao ler isto, recordei-me do general venezuelano que dirigiu um golpe contra o governo democrático em 2002. "Tínhamos uma arma secreta", jactou-se. "Tínhamos os media, especialmente a TV. Temos de ter os media". 


Nunca tanta energia oficial foi gasta para assegurar a conivência de jornalistas com os feitores de guerras de rapina as quais, dizem os generais amigos dos media, agora são "perpétuas". Ao reflectir os mais prolixos senhores da guerra, tais como o waterboarding[*] Dick Cheney, ex-vice-presidente dos EUA, o qual previu "50 anos de guerra", eles planeiam um estado de conflito permanente inteiramente dependente da manutenção à distância de um inimigo cujo nome não ousam dizer: o público. 


Em Chicksands, Bedfordshire, o estabelecimento da guerra psicológica (Psyops) do Ministério da Defesa , treinadores de media dedicam-se à tarefa, imersos num mundo de jargões como "dominância de informação", "ameaças assimétricas" e "ciber-ameaças". Eles partilham instalações com aqueles que ensinam os métodos que levaram a uma investigação pública quanto à tortura militar britânica no Iraque. A desinformação e a barbárie da guerra colonial tem muito em comum. 


É claro que apenas o jargão é novo. Na sequência de abertura do meu filme, A guerra que você não vê (The War You Don't See), , há uma referência a uma conversação privada pré-WikiLeaks, de Dezembro de 1917, entre David Lloyd George, primeiro-ministro britânico durante grande parte da primeira guerra mundial, e C.P. Scott, editor do Manchester Guardian. "Se o povo realmente soubesse a verdade", dizia o primeiro-ministro, "a guerra cessaria amanhã. Mas naturalmente não sabem, e não podem saber". 


Na sequência desta "guerra para acabar com todas as guerras", Edward Bernays , um confidente do presidente Woodrow Wilson , cunhou a expressão "relações públicas" como um eufemismo para propaganda "à qual ganhou má reputação durante a guerra". No seu livro, Propaganda (1928), Bernays descreveu as RP como "um governo invisível" o qual é o verdadeiro poder dominante no nosso país" graças à "inteligente manipulação das massas". Isto era alcançado por "realidades falsas" e a sua adopção pelos media (Um dos primeiros êxitos de Bernay foi persuadir as mulheres a fumarem em público. Ao associar o fumo à libertação das mulheres, ele conseguiu manchete que louvavam os cigarros como "tochas da liberdade".) 


Comecei a entender isto quando era um jovem repórter durante a guerra americana no Vietname. Durante a minha primeira missão vi os resultados do bombardeamento de duas aldeias e da utilização do Napalm B , o qual continua a queimar debaixo da pela; muitas das vítimas eram crianças; árvores eram engrinaldadas com pedaços de corpos. O lamento de que "estas tragédias inevitáveis acontecem em guerras" não explicava porque virtualmente toda a população do Vietname do Sul estava em grave risco diante das forças do seu declarado "aliado", os Estados Unidos. Expressões de RP como "pacificação" e "dano colateral" tornaram-se moeda corrente. Quase nenhum repórter utilizava a palavra "invasão". "Emaranhamento" e depois "atoleiro" tornaram-se correntes num novo vocabulário que reconhecia a matança de civis meramente como erros trágicos e raramente questionavam as boas intenções dos invasores. 


Nas paredes dos escritórios em Saigão das principais organizações americanas de notícias eram muitas vezes afixadas fotografias horrendas que nunca eram publicadas e raramente eram enviadas porque, diziam, "sensacionalizariam" a guerra ao inquietar leitores e visionadores e portanto não eram "objectivas". O massacre de My Lai em 1968 não foi relatado a partir do Vietname, embora um certo número de repórteres soubesse dele (e de outros atrocidades afins), mas por um freelancer nos EUA, Seymour Hersh . A capa da revista Newsweek denominou-o uma "tragédia americana", implicando que os invasores foram as vítimas: um tema de purgação entusiasticamente adoptado por Holliwood em filmes como O caçador (The Deer Hunter) Platoon. . A guerra era imperfeita e trágica, mas a causa era essencialmente nobre. Além disso, foi "perdida" graças à irresponsabilidade de uma media hostil e não censurada. 


Embora o oposto da verdade, tais falsas realidades tornaram-se as "lições" aprendidas pelos feitores das guerras actuais e por muita gente dos media. A seguir ao Vietname, jornalistas "incorporados" ("embedding") tornaram-se centrais para a política da guerra em ambos os lados do Atlântico. Com honrosas excepções, isto teve êxito, especialmente nos EUA. Em Março de 2002, uns 700 repórteres incorporados e equipes de filmagem acompanharam as forças invasoras americanas no Iraque. Observem os seus relatos excitados e é a libertação da Europa mais uma vez. O povo iraquiano está distante, efémeros actores secundários; John Wayne ressuscitou. 


.O apogeu foi a entrada vitoriosa em Bagdad e as imagens da TV de multidões a saudar a queda de uma estátua de Saddam Hussein. Por trás desta fachada, uma equipe americana de operações psicológicos (Psyops) manipulava com êxito o que um ignorado relatório do US Army descreve como um "circo dos media [com] quase tantos repórteres quanto iraquianos". Rageh Omaar , que estava ali pela BBC, informou no noticiário principal da noite: "O povo saiu saudando [os americanos], mostrando sinais em V. Isto é uma imagem que acontece por toda a capital iraquiana". De facto, na maior parte do Iraque, em grande parte não relatada, estava em marcha a conquista sangrenta e a destruição de toda uma sociedade. 


Em The War You Don't See, Omaar fala com franqueza admirável. "Realmente não fiz o meu trabalho adequadamente", afirma ele. "Levanto a minha mão e afirmo que não pressionei os botões mais incómodos com força suficiente". Ele descreve como a propaganda militar britânico manipulou com êxito a cobertura da queda de Bassorá, a qual a BBC New 24 informou ter caído "17 vezes". Esta cobertura, afirma ele, foi "uma câmara de ressonância gigante". 


A simples magnitude do sofrimento iraquiano na carnificina tem pouco espaço nos noticiários. De pé em frente à Downing Street nº 10, na noite da invasão, Andrew Marr , então editor político da BBC, declarou: "[Tony Blair] disse que seriam capazes de tomar Bagdad sem um banho de sangue e que no fim os iraquianos estariam a celebrar, e em ambas as afirmações ele demonstrou estar conclusivamente correcto..." Pedi uma entrevista a Marr, mas não recebi resposta. Estudos da cobertura televisiva feitos pela Universidade de Gales, Cardiff e Media Tenor , descobriram que a cobertura da BBC reflectia esmagadoramente a linha do governo e que informações do sofrimento de civis foram relegadas. A Media Tenor coloca a BBC e a CBS dos EUA entre os principais de meios de comunicação ocidentais que permitiram a invasão. "Estou perfeitamente aberto à acusação de que fomos ludibriados", disse Jeremy Paxman, ao falar no ano passado a um grupo de estudantes acerca das não-existentes armas de destruição em massa . "Nós o fomos claramente". Como um profissional altamente pago da comunicação, ele deixou de dizer porque foi ludibriado. 


Dan Rather, que foi a âncora dos noticiários da CBS durante 24 anos, foi menos reticente. "Havia um medo em toda sala de redacção da América", contou-me, "um medo de perder o emprego ... o medo de lhe afixarem alguma etiqueta, impatriótica ou outra". Rather afirma que a guerra nos transformou em "estenógrafos" e que se jornalistas houvessem questionado os enganos que levaram à guerra do Iraque, ao invés de amplificá-los, a invasão não teria acontecido. Esta é uma visão não partilhada por um certo número de jornalistas sénior que entrevistei nos EUA. 


Na Grã-Bretanha, David Rose, cujos artigos no Observer desempenharam um papel importantes ao ligar falsamente Saddam Hussein à al-Qaida e ao 11/Set, deu-me uma entrevista corajosa na qual afirmou: "Não posso dar desculpas ... O que aconteceu [no Iraque] foi um crime, um crime em escala muito grande ..." 


"Será que isso torna os jornalistas cúmplices?", perguntei-lhe. 


"Sim ... talvez inconscientes, mas sim". 


Qual o valor de jornalistas que falam assim? A resposta é dada pelo grande repórterJames Cameron , cuja corajosa e reveladora reportagem filmada, feita com Malcom Aird, do bombardeamento de civis no Vietname do Norte foi proibida pela BBC. "Se nós, cuja missão é descobrir o que os bastardos estão a tramar, não informarmos o que descobrimos, se não falarmos alto", disse-me ele, "quem é que vai travar toda essa guerra sangrenta acontecendo outra vez?" 


Cameron não podia ter imaginado um fenómeno moderno tal como o WikiLeaks mas certamente teria aprovado. Na actual avalanche de documentos oficiais, especialmente aqueles que descrevem as maquinações secretas que levaram à guerra – tal como a mania americana sobre o Iraque – o fracasso do jornalismo raramente é notado. E talvez razão porque Julian Assange parece excitar tal hostilidade entre jornalistas que servem uma variedade de "lobbies", aqueles a quem o porta-voz de imprensa de George Bush certa vez chamou de "possibilitadores cúmplices", é que a WikiLeaks e o contar da verdade envergonha-os. Por que o público teve de esperar pelo WikiLeaks para descobrir como a grande potência realmente opera? Como revela um documento de 2000 páginas escapado do Ministério da Defesa, os jornalistas mais eficazes são aqueles encarados nas sedes do poder não como embebidos ou membros do clube, mas como um "ameaça". Isto é a ameaça da democracia real, cuja "moeda", disse Thomas Jefferson, é o "livre fluxo de informação". 


No meu filme, perguntei a Assange como WikiLeaks trataria das draconianas leis secretas pelas quais é famosa a Grã-Bretanha. "Bem", disse ele, "quando olhamos para os documentos rotulados na Lei de Segredos Oficiais, vemos uma declaração de que é um delito reter informação e é um delito destruir a informação, de modo que a única resultante possível que temos de publicar a informação". Estes tempos são extraordinários. 

 ] Waterboarding: Simulação de afogamento, método de tortura aprovado pelo vice-presidente Dick Cheney. 

O original encontra-se em www.guardian.co.uk e em www.johnpilger.com 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ . 


 

Do Flickr Ícone de exibição de marconiperillo Galeria de marconiperillo  Usuário Pro

 

 

https://secure.flickr.com/photos/marconiperillo/page439/

Encontro entre José Serra e Demóstenes TorresEncontro entre José Serra e Demóstenes Torres

Senador Demóstenes Torres em encontro com José Serra, no comitê central de Marconi. Data: 11/09/10 Foto: Wagnas Cabral

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I-Os servidores públicos perderam a aposentadoria integral e ficaram cada VEZ mais dependentes dos banqueiros e das decisões dos FORUNS privados que regem os mercados de capitais.Isto ocorre porque a política brasileira é regida pelas falacias dos discursos maniqueístas entre esquerda e direita. Durante a tramitação da votação do FUNPRESP, os sindicatos não fizeram uma greve sequer.Por quê? Agora,o leite está derramado.Virou lei e temos que conviver com as consequências da falta de mobilização dos sindicatos do serviço público em tempo hábil.

II-Olhando por outro giro,será que houve sabotagem de lideranças dos trabalhadores do serviço público,caracte rizando a gestão do entreguismo feita pelos próprios lideres sindicalistas?

III- O inimigo n.º 1 do brasileiro é o maniqueismo político.Hoje,este maniqueismo esta focado entre Serra e qualquer candidato do PT.Com isso o PT avança na corrupção,na privatização e nos cortes das conquistas dos servidores públicos.

IV-Neste momento, o PT acaba de votar o fim da aposentadoria dos servidores públicos civis. Neste jogo de correlação de forças, que minimiza o debate político em dois sentidos somente colocando o foco do debate político no simplismo democrático de escolher entre o candidato do rico e do pobre, o candidato comunista e o capitalista. o candidato que privatiza e o que não vai privatizar e aí por diante. Todos sabem que o PT vai começar a cassar os direitos trabalhistas, é so uma questão de tempo, fato que não entra no debate de questões maniqueísta e ideológicas. O teor ideológico de um programa de campanha política funciona muito bem como ferramenta de discurso, que tem o condão de fazer publicidade com conteúdo teórico visando atingir a mente dos ouvintes.
Dai, a expressão cunhada pelo termo " Poiiticamente correto" - que traz no seu bojo o efeito psicologico sobre as massas daquilo que sai da boca dos candidatos a cargos públicos, lideres políticos e relações públicas de enpresas.

V - O poder de persuasão político tem o efeito psicológico,med ido pelo efeito imediatista pelos órgãos que fazem a aferição de vetores políticos da opinião pública do tipo MANIPULADOR, feitos sob encomenda pelos Institutos Gallup e IBOPE. 
A par disso,leia-se o texto que faz doer a alma do servidor público que votou no PT "Nunca foi tão fácil aprovar a nova previdência do funcionalismo público.O retrocesso,o conto do vigário,a grande derrota do Serviço Público" www.ocabrestosemno.com.br/.../
Não podemos perder o senso da realidade quando sofremos na pele os efeitos dos discursos políticos que usam os métodos maniqueístas,qu e tem fundamentos em VELHOS slogans de esquerda e,de outro lado,somos obrigados a ouvir repetidas vezes a defesa de velhas bandeiras de direita.

VI - De repente, temos que acordar para a realidade dando um beliscão na própria carne para enxergar que estamos caindo no conto do vigário dos dois discursos políticos:ora de esquerda,ora de direita.

VII - É a repetição do velho cardápio,que lembra o terror do filme encurralados.Se não o fosse assim Lula não contrataria marqueteiros famosos a peso de ouro. 
Fica a pergunta: "de onde o PT arrecada tanto dinheiro?".Já que sabemos que o dinheiro da direita vem da corrupção.A Dilma e o PT sempre negaram a corrupção do PT.
Em oportuno,não faltam manobras políticas e BLINDAGENS.Uma delas foi colocar o Gurgel como Procurador Geral da República, que teve a coragem de não indiciar o Gushiken no processo dp mensalão. Não sabemos a que preço esta BLINDAGEM foi feita.
Vejam que o propósito verdadeiro de chegar ao controle do dinheiro e do poder é o principal objetivo de estar no topo do poder político, em que pese a desmitificação do teor do discurso ideológico na prática.
A realidade do cotidiano divuldado pelos meios de comunicação denuncia que o discurso dos partidos políticos brasileiros de esquerda e de direita fica muito longe da pratica POLÍTICA.

VIII - Depois, os atingidos pela crítica,posam como vitimas, alegando que tudo não passa de perseguição política, como se o povo fosse massa de manobra de siglas de partido político ad eterno. Embora,acusem a Midia de reacionária, o que temos vistos são muitos destes personagens da política darem adeus a carreira política, em razão de terem alcançado os seus objetivos de enriquecimento pessoal. É claro que se não fossem denunciados pela mídia continuariam ricos e com a vantagem de usufruirem do poder de decisão de agente público e político acumulando o novo poder economico com as vantagens políticas,a saber: vantagens de gozarem de forum privilegiado e imunidade política para se defenderem de seus crimes.
Para comprovar o dito pelo não dito,leiam
istoedinheiro.com.br/.../...
Só fazem demagogia:
www.brasilwiki.com.br/.../

IX- Complementando acrescento as referencias coladas abaixo. cujo teor é de fundamnetal importancia para mostrar que estamos lidando com um Governo que vê os servidores públicos como MASSA DE MANOBRA ELEITORAL :
CORRUPTO NÃO FAZ GREVE
"Corrupto não faz greve" - Maria Lucia Fattorelli - 27/2/2012
Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida
www.divida-auditoriacidada.org.br

"27/2/2012

Será que os professores do setor público federal, estaduais e municipais que recentemente fizeram longas greves são irresponsáveis? Os médicos e residentes de instituições públicas que paralisaram suas atividades em ato grevista por melhores salários e melhores condições de trabalho são desumanos? Os bombeiros que também fizeram greve são desleais? E agora os policiais grevistas são criminosos? E tantas outras categorias do Judiciário, da Fasubra, Fenasps, os aeroviários, bancários, correios, que também realizaram movimentos grevistas?

X- O que tem levado todos esses trabalhadores a enfrentar longos períodos de greve?

Para responder a essa questão é necessário analisar a situação remuneratória dos trabalhadores do setor público no Brasil.

Desde o Plano Real, a participação dos “Gastos com Pessoal” na Receita Corrente Líquida da União vem caindo. Se comparado com o PIB, chega-se à mesma conclusão, conforme gráficos a seguir:

Gastos Federais com Pessoal

(% da Receita Corrente Líquida e PIB)

Fonte: Boletim Estatístico de Pessoal divulgado pelo MPOG.

Portanto, a riqueza nacional tem crescido, mas a remuneração dos servidores não tem.

XI- Clique 
divida-auditoriacidada.org.br/.../...
para ler 
"Corrupto não faz greve" - Maria Lucia Fattorelli - 27/2/2012

 

Do Blog do Demóstenes

 

http://demostenestorres.blogspot.com.br/2010/10/serra-elogia-atuacao-de-...

 

 Serra elogia atuação de Demóstenes na área de segurança pública  O presidenciável José Serra falou nesta segunda-feira (11), durante passagem para eventos de campanha em Goiânia, sobre a importância do senador Demóstenes Torres para a construçāo do sistema de segurança do país. Após a reeleiçāo com mais de 2, 2 milhōes de votos, Demóstenes assumiu a coordenaçāo de campanha do candidato a governo Marconi Perillo na regiāo metropolitana e continua como um dos principais cabos eleitorais de Serra no estado.

José Serra elogiou a atuação de Demóstenes na área de segurança pública e afirmou que o senador será peça importante nas políticas da área caso seja eleito presidente. O tucano ainda elogiou o governador Marconi Perillo e lembrou que o goiano foi responsável pela sugestāo que culminou na criaçāo do programa Bolsa Família, como o próprio presidente Lula já admitiu em público.
Postado por às 22:18  1 comentários:

  1. cerealOct 12, 2010 07:09 PM

    (Quase não faço este comentário aqui).
    Mas deixando de lado a preguiça e por ser do Rio, seria injusto em não demonstrar a minha admiração pelo nosso Senador Demóstenes Torres.
    A atuação do nobre Senador é digna dos maiores elogios, e não só na área da Segurança Pública, mas também na CCJ, nos trabalhos como Relator nos projetos que vão ao Plenário e nas seções da Casa.
    Demóstenes Torres é um notável Senador no combate a corrupção no País e seu trabalho não só beneficia o Estado de Goiás mas também ao Brasil.
    Gostaria muito de ter um Senador como este no meu Estado onde o melhor que temos retira a sua assinatura para beneficiar o governo corrupto.
    Mantenha o rumo Senador!
    Espero um dia poder lhe dar meu daqui do meu Estado.

 

Do Blog do Demóstenes


http://demostenestorres.blogspot.com.br/2010/05/demostenes-recepciona-jose-serra-em.html


terça-feira, 11 de maio de 2010

Demóstenes recepciona José Serra em Goiânia 

O senador Demóstenes Torres recepcionou na manhã de hoje o presidenciável José Serra (PSDB) durante visita a Goiânia. O parlamentar aguardou o ex-governador de São Paulo no aeroporto Santa Genoveva e depois participou com Serra de intensa agenda pela cidade, que incluiu, entre outros pontos, a visita ao CRER. Na saída do hangar, O senador Marconi Perillo cedeu seu lugar no carro em que estava com Serra para que Demóstenes ficasse junto com o candidato à presidência.

(Foto: Benedito Braga)

 

Nunca foi tão fácil aprovar a nova previdência do funcionalismo público. O retrocesso, o conto do vigário, a grande derrota do Serviço Público.Qui, 29 de Março de 2012 14:54E-mail Imprimir PDFA segurança da Previdência Pública e a falência dos Fundos de Pensão

O comentarista Mario Assis nos envia matéria mostrando que a Agência Senado repercute a participação da Coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lucia Fattorelli, na Audiência Pública que debateu o Projeto que privatiza a previdência dos servidores públicos, entregando-a aos fundos de pensão.

Participaram vários senadores, tais como Paulo Paim (PT/RS, proponente da Audiência), Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), e José Pimentel (PT/CE), relator do Projeto, além de representantes dos servidores e dos Ministérios da Fazenda e Previdência.

Refutando o argumento oficial de que os servidores seriam os vilões das contas públicas (e que por isso teriam de aceitar a entrega de suas aposentadorias para os fundos de pensão), Fattorelli mostrou que o verdadeiro problema do orçamento é a dívida pública, que consumiu 45% do orçamento federal em 2011. Fattorelli também mostrou em sua exposição a recente nota do Itaú-Unibanco em defesa da aprovação do Projeto, comprovando que são os bancos os verdadeiros interessados nesta proposta.

Em sua exposição, Fattorelli destacou que, em uma conjuntura de Crise Global, o mercado financeiro mundial se encontra repleto de “derivativos” e outros papéis “podres”, muitos dos quais se encontram abrigados nos chamados “bad banks”, ou seja, “armários” nos quais os bancos desovam o seu “lixo”, ávidos por empurrar tais “micos” para aplicadores como os fundos de pensão.

Desta forma, há grandes chances de que recursos destes fundos virem pó, principalmente por que, por recomendação do FMI e do Banco Mundial, tais fundos serão na modalidade “contribuição definida”, ou seja, na qual o governo se livra de pagar as aposentadorias, que dependem do incerto mercado financeiro.

Em resposta, o representante do Ministério da Fazenda disse que existiria uma norma vedando que fundos de pensão comprem os chamados “derivativos”, porém, tal afirmação não se sustenta, conforme o art. 44 da Resolução 3792/2009, do Conselho Monetário Nacional. Além do mais, tais normas podem ser facilmente alteradas sem necessidade de aprovação pelo Legislativo.

Outro problema apontado por Fattorelli é que o governo já tem mostrado que desrespeita os beneficiários de fundos de pensão, ao ter editado, em 29/9/2008, a Resolução nº 26 do Conselho de Gestão da Previdência Complementar. Esta Resolução permite que o “patrocinador” (no caso, o governo) fique com parte do superávit dos fundos de pensão, o que já significou a transferência de bilhões de reais da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) para o lucro do Banco do Brasil.

Cabe comentarmos que o lucro das estatais é destinado ao pagamento da dívida pública.Em resposta, o representante do Ministério da Fazenda tentou dizer que tal dispositivo não se aplicaria a este novo fundo de pensão dos servidores. Porém, cabe comentarmos que, se o governo, por meio de uma mera norma infra-legal (que sequer tem de passar pelo Congresso Nacional), já provocou grande prejuízo à Previ, imaginem o que ele pode fazer com este novo fundo de pensão dos servidores…

Por fim, Fattorelli pediu coerência a senadores do PT – em especial ao relator da matéria, Senador José Pimentel, presente na audiência – que no ano 2000 votaram contra uma proposta idêntica feita pelo governo FHC (PLP 9/1999), que também entregava a Previdência dos servidores aos fundos de pensão, na modalidade “contribuição definida”.

Na mesma linha, o senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) leu discurso do então deputado Walter Pinheiro (agora líder do PT no Senado) se manifestando contrariamente ao PLP nº 9/1999.De um modo geral, o questionamento de todos os representantes dos servidores públicos foi a total falta de garantia de aposentadoria, que será definida de acordo com o mercado financeiro.

Por outro lado, os representantes do governo tentaram argumentar que as aplicações dos Fundos de Pensão são seguras, e podem garantir a aposentadoria. Porém, questionados sobre a possibilidade de, então, logicamente, colocar na lei tal garantia, simplesmente não se comprometeram.

Já o relator José Pimentel sequer se manifestou sobre o tema, tendo apenas ouvido as manifestações dos servidores.http://www12.senado.gov.br/noticias/materias/2012/03/19/20120319MariaLciaFattorelli.pdf    (apresentação em slides)Postado por Manoel Messias Barbosa, Analista Tributário da Receita Federal.A corrupção e os fundos de pensão

 http://www.ocabrestosemno.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2761:nunca-foi-tao-facil-aprovar-a-nova-previdencia-do-funcionalismo-publico-o-retrocesso-o-conto-do-vigario-a-grande-derrota-do-servico-publico&catid=3:noticias&Itemid=9#comment-1875

 

Nassif, vídeo da manifestação contra a comemoração do golpe de 1964 e a repressão da PM em frente ao Clube Militar na Av. Rio Branco.

Obs.: Depois a PM não sabe porque a população não apóia sua greve.

http://www.youtube.com/watch?v=pU08Qu2BjTY

 

O ESTALEIRO QUE AFUNDOU - O maior estaleiro do Hemisferio Sul, capaz de construir navios de grande porte, exemplo maior e acabado de capitalismo de Estado, foi construido a um custo de R$2 bilhões em Pernambuco, com recursos do Fundo da Marinha Mercante e do BNDES, tendo como controladores duas grandes empreiteira de obras publicas. Seis anos apos sua fundação, o estaleiro não entregou um só navio pronto. Tem um no deque que porem tem tais problemas que não pode ser entregue, custou cinco vezes mais do que o previsto e está inclinado, algo tão fatal para um engenheiro como um predio torto.

A ideia-força por trás do grande estaleiro é fazer renascer a industria naval no Brasil Ideia boa mas pèssimamente executada. Voluntarismo não constroe navio e nem sonda.

Primeiro grande erro : empreiteiro de obras publicas não tem absolutamente nada a ver com construção naval. Numa estrada com buracos pode passar um caminhão. O defeito não impede a passagem. Mas um navio com buracos afunda, o defeito é fatal.

Industria naval tem muito maior afinidade com industria metal-mecanica, é um tipo de engenharia que exige procedimentos técnicos muito rigidos, planejamento minucioso de todas as etapas, como foi possivel pensar que empreiteiros de concreto pudessem fazer navios?

Arranjaram um socio estrangeiro para fazer figuração de curriculo técnico mas deram a esse socio, que é o maior do ramo no planeta, uma participação simbolica e nenhuma ingerencia na administração do estaleiro.

O fator central na industria naval é a qualificação da mão de obra, antes de existir o estaleiro, que esta numa zona sem tradição de construção naval, seria necessaria a construção de uma escola para treinar operarios e tambem a construção de moradias para os empregados, na area não há aonde morar e nem cidades perto para abrigar essa mão de obra especializada. Nem escola e nem casa, para que? devem ter pensado os empreiteiros, acostumados a empilhar gente em canteiros de obras.

Os operarios que se ajeitem em favelas, o tradicional quebra galho para areas de expansão nova.

Conclusão, em seis anos de estaleiro, nem um só navio entregue. A capacidade é para CINCO navios por ano, o sócio estrangeiro faz 70 por ano. Prejuizos se dizem nos bastidores, de R$1,2 a R$2 bilhões. Agora, posto para fora o socio estrangeiro, os controladores querem sócios novos mas que venham com dinheiro, no minimo 400 milhões de dolares. Vai ser dificil.

Minha sugestão: convoquem alguns professores de economia da UNICAMP, paladinos do capitalismo de Estado, sábios de gabinete, com suas caras sérias de conteudo e genialidade, para daram um jeito no estaleiro. Não vai ser facil. Uma coisa é certa: o prejuizo será publico, do meu, do seu, do nosso, como é da regra do capitalismo de Estado, só esqueceram que fazer navio é um pouco mais complicado, só dinheiro não resolve, precisa de disciplina e capacidade, avião mal feito cai e navio mal feito afunda, precisa especialmente de GESTÃO, improviso não funciona nesse ramo.

Felizmente para a Petrobras há no Brasil outros estaleiros com maior tradição e que terão capacidade para atender as encomendas fundamentais para a Petrobras, sem sondas e sem navios de apoio e unidades de produção, não tem pre-sal.

 

AA, comentário de um  internauta sobre a saída da Samsung.

Luiz Cesar Leite ·  

(...)

Não sei de tudo mais sei mais que o que foi dito: as empreiteiras nacionais ficaram esperando a Samsung dar de bandeja toda a tecnologia que tinha em troca de míseros 6% de participação. na verdade, ela tentou ser espertinha desde o começo, aceitando 10% no começo, só para entrar no negócio, mas quando viu que não ia ter mamata, fez um baita corpo mole pra transferir suas equipes de engenharia da Coréia pra cá. Só pra comparar; o OSX do Eike Batista ofereceu 30% para Hyundai e os caras estão trazendo 45 engenheiros e famílias para cá. O problema toda está (estava) na proverbial ganancia das empreiteiras brazucas.

De modos que o governo teve de entrar no angú, batendo o pé para que as partes se acertem. E o acerto foi esse; a Samsung fez as malas e está de saído. O mercado dá como certa a entrada da Mitsui, com 30% do capital total (o governo pressiona fortemente nesse sentido). Caso seja esse o desfecho, será a volta de um grande conglomerado naval ao Brasil, depois que a Ishikawajima-Harima Heavy Industries, atual IHI, deixou o país em 1994.

Agora, aqui entre nós, vamos combinar: que bando de chorões esse pessoal aí embaixo, hein ??? Uma vontade imensa de meter o pau nos desafetos de sempre leva a umas simplificações de dar dó, tadinhos ...

 

Calendário SPIN

Nada a ver. A Samsung tentou inutilmente ter alguma participação na gestão do estaleiro, só ela entre os quatro socios tem know how para construir navios, foi sempre rechaçada. o

Estaleiro se recusou inclusive a pagar as passagens de instrutores que viriam da Coreia treinar soldadores, o ponto fraco da mão de obra do estaleiro. A Samsung saiu, apesar de instada pela Petrobras a assumir a direção do EAS, porque não tem a minima confiança na socios que agora ja conhece bem. A tentativa de colocar a Samsung como bode expiatorio é ridicula. A Samsung é a maior fabricante de sondas do mundo e entrega 70 navios por ano

e foi bem mal tratada nessa sociedade, a ponto de cair fora dessa companhia.

 

SUAPEObras do terceiro estaleiro em Pernambuco começam em dezembroO estaleiro vai receber investimento de R$ 720 milhões, gerando 500 empregos diretos na fase de construçãoPublicado em 03/10/2011, às 22h22Do JC Online  

Imagem de Suape, onde será implantado o terceiro estaleiro / Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Imagem de Suape, onde será implantado o terceiro estaleiroFoto: Hélia Scheppa/JC Imagem

O Estaleiro CMO - Construção e Montagem Offshore (batizado inicialmente de Construcap) - vai iniciar suas obras no Complexo de Suape em dezembro deste ano. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3), pelo governador em exercício João Lyra Neto, depois de reunião com representantes do empreendimento, no Palácio do Campo das Princesas. O estaleiro vai receber investimento de R$ 720 milhões, gerando 500 empregos diretos na fase de construção.

O CMO é o terceiro estaleiro do Polo Naval de Suape, que já conta com o Atlântico Sul, em operação, e o Promar S.A., em fase de implantação. O principal cliente do grupo é a Petrobras, que está realizando várias licitações para aquisição de plataformas de exploração de petróleo para o pré-sal. Os empreendedores participam de nove processos licitatórios para a construção dessas plataformas.

O Estaleiro CMO vai funcionar numa área de 40 hectares na Ilha de Tatuoca, ao lado dos demais empreendimentos que integram o cluster naval. Serão construídos módulos para plataformas marítimas (FPSO) fixados em estruturas flutuantes que extraem petróleo do fundo do mar em grandes profundidades. As plataformas são consideradas itens de maior valor agregado na indústria naval e podem custar, em média, R$ 1 bilhão. A montagem chega a empregar 7 mil pessoas.

O estaleiro terá capacidade para processar 40 mil toneladas de aço por ano, porte bem menor que o do Atlântico Sul, que consegue processar 160 mil toneladas por ano. Para tocar o empreendimento, a Construcap fechou parceria com a empresa americana MCDermott, com expertise no setor. 

Antes da audiência com o governador do Estado, o presidente da MC Dermontt, Stephen Johson, e diretores da corporação visitaram o Porto de Suape. Para atrair o empreendimento, o governo de Pernambuco se comprometeu a realizar a dragagem do canal de acesso à área do estaleiro, em Suape. O Estado entrará com uma contrapartida de R$ 295 milhões e com incentivos fiscais. O dinheiro virá de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), já aprovado.

“É uma indústria de alta tecnologia que vem se somar aos estaleiros Atlântico Sul e Promar. Juntos, esses três estaleiros vão consolidando Suape como cluster naval e Pernambuco se insere cada vez mais como player mundial”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio.

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/economia/pernambuco/noticia/2011/10/03/obras-do-terceiro-estaleiro-em-pernambuco-comecam-em-dezembro-17872.php

 

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Por Marco Antonio L. 


Grala Foster: Petrobras persege o conteúdo nacional

Do Democracia e Política

 

Graça Foster, presidente: “Não adianta sonhar, sonho não constrói sondas”, afirmou, referindo-se à crise no EAS

Por Cláudia Schüffner, Heloisa Magalhães e Francisco Góes, no jornal “Valor Econômico”

 

ROBRAS PÕE FIM À TRÉGUA COM OS ESTALEIROS DO PAÍS

 

“A nova presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, que assumiu o cargo há pouco mais de um mês, deixou claro em entrevista ao “Valor” que pôs um fim à sua trégua com os estaleiros, aos quais a estatal tem encomendas de navios, sondas e plataformas. O principal alvo da executiva à frente da empresa, onde está há 32 anos, é atingir a meta de produção de petróleo, em 2020, de 6 milhões de barris por dia. A entrevista de Graça Foster ao jornal foi feita antes da decisão da saída da companhia coreana “Samsung” da associação no “Estaleiro Atlântico Sul” (EAS) com Camargo Corrêa e Queiroz Galvão. A executiva teve reunião com a fabricante coreana na quarta-feira, na sede da companhia, e, na sua opinião, ou a Samsung teria participação expressiva no EAS ou não faria sentido ficar na associação com apenas 5%, 6% ou 10%.

Abaixo, os principais trechos da entrevista:

Valor: A Petrobras é criticada por descumprir as próprias metas de produção. Porque esse atraso?

Maria das Graças Foster: Nós estamos fazendo o que é previsível e, é fato, a revisão do plano de negócios todos os anos. O plano de negócios terminou e, em seguida, está sendo avaliado novamente. É nesse processo que nos encontramos. Na próxima semana, vamos terminar toda a análise de 2012. Estamos pegando o plano de E&P [exploração e produção], abrindo completamente, olhando o que é eficiência operacional e começando a abrir [os números] como se fosse uma cebola, em cascas.

Valor: Há alguma boa notícia na área de produção?

Graça Foster: O que tem de muito bom acontecendo em 2012 é que começamos o ano com 16 sondas de perfuração operando. Ao longo de 2011, chegaram 10 sondas. Ao todo, são 26 sondas. E, este ano, chegarão mais 14 sondas, totalizando 40 [encomendadas].

Valor: A senhora pode falar sobre a visita que fez ao estaleiro EAS?

Maquete do EAS

Graça Foster: Posso falar daquilo que cabe à Petrobras. Não posso falar das empresas porque não seria ético. Na quarta-feira, a Samsung [acionista do EAS, com 6%] esteve aqui o dia inteiro reunida conosco.

Valor: A presidente Dilma pediu para a senhora auxiliar na negociação entre os sócios?

Graça Foster: Não recebi da presidenta nenhum pedido para tratar desse assunto. Como controlador desta empresa [Petrobras], o governo quer que a gente cumpra metas de produção, de refino, em relação ao etanol. Para produzir 6 milhões de barris de petróleo por dia [em 2020], tenho que resolver problemas de estaleiro. Nós contratamos a “Sete Brasil” e eu não vou ficar esperando a empresa resolver problemas que são muito maiores do que ela, pois sei de um problema, que é claro de desempenho, abaixo da expectativa do mercado, por parte do “Estaleiro Atlântico Sul”.

Valor: E por que aconteceu?

Graça Foster: Porque não adianta sonhar, sonho não constrói sonda. Tem duas empresas brasileiras que têm tradição, empresas de envergadura que são Camargo Corrêa e Queiroz Galvão e outra empresa espetacular, a Samsung, que produziu o maior número de sondas de perfuração do mundo. Não adianta vir com 5%, 6% ou 10% [de participação societária] para o Brasil. Isso não funciona, não prospera. Não será possível fazer [sondas] se a Samsung não crescer em participação societária. Não se pode imaginar que a Samsung, que tem mercado lá fora que é todo dela, vir para cá com 6%. Ou ela vem para cá gostando do Brasil, dos sócios e de fazer dinheiro aqui… Eu, como não sou a Samsung, só posso dizer que acho que não viria por 5% ou 10%.
Valor: Qual é a solução?

Graça Foster: Que venha e cresça em participação societária e é isso que a gente espera.

Valor: E já há acordo?

Graça Foster: Eles estão discutindo o acordo. Nessa discussão, a Graça só fica olhando e provocando para que eles discutam.

Valor: Mas o acordo seria para a Samsung assumir o controle acionário?

Graça Foster: Não é assumir o controle. Até onde eu sei, veja bem, eu não tenho os detalhes porque eu não sou parte desse jogo, nem a Petrobras nem a “Sete Brasil”. Então, o que eu faço é [perguntar] se já teve a reunião com a Samsung. Se não teve, chamo a Samsung. Eu esperava que o seu CEO [da Samsung] viesse. Não veio? Veio quem? O vice? Então vamos conversar. Chego, vejo reunião morna entre Petrobras e Samsung e aí digo: “não vai embora não, vou chamar a “Sete Brasil”, vou chamar as duas empresas para sentarem”. Aí, saio da sala porque não sou sócia. Depois da reunião, volto para saber quando vai ser o novo prazo.

Valor: Poderia ser um terço de participação cada um?

Graça Foster: Poderia, mas não sei se será assim. Só sei que, do jeito que está, não sai sonda.

Valor: Para a Petrobras há atraso no contrato das primeiras sete sondas com o EAS?

Graça Foster: Parece que não, porque a primeira sonda está prevista para 2015 e como a “Sete Brasil” tem estratégia de contratação já contratou outras sondas, então ela insiste e a gente não tem porque não acreditar, até agora, que vai nos entregar em 2015 a primeira sonda.

Valor: Quando a Petrobras assina contratos das sondas com a “Sete Brasil” e com a “Ocean Rig”?

Graça Foster: Aí é diferente. Quero ver onde vai construir, quem são os sócios que estarão lá. Eu vou assinar com a “Sete Brasil”, mas saberei o que estou assinando.

Valor: Como vai ficar isso?

Graça Foster: Terão de fazer.

Valor: Alguns dos estaleiros ainda não existem.

Graça Foster: Não tem problema não existir, não pode é não ficar existindo por muito tempo. Os projetos têm um tempo. Não há problema de o estaleiro ser virtual. Só vai ter assinatura de contrato na hora em que a “Sete Brasil” demonstrar, por A mais B mais C mais D mais E, que vai construir ali e que aquele estaleiro tem toda a condição de receber a encomenda porque tem um plano B, um plano C. Então, a pressão junto à “Sete” é verdadeira. Não fui nomeada pela presidente [neste assunto]. A presidente me cobra metas e segurança operacional.

Valor: As sondas no Brasil serão construídas com custo em bases internacionais?

Graça Foster: Não tem, no contrato com a “Sete Brasil”, nas sete primeiras [unidades], espaço para aumentar preço. Se aumentar, está na conta da “Sete”.

Valor: Qual é o tempo de atraso das sondas?

Graça Foster: Essas sondas atrasaram 36 meses no total e não tem nenhuma brasileira. São todas feitas no exterior. A Petrobras pode fazer um trabalho na frente, sabendo que essas sondas vão funcionar este ano. E vão trazer grandes resultados a partir de 2013 e 2014. Depois, vêm as unidades de produção. Começamos 2011 com 111 unidades e chegaram mais duas, depois chegaram mais cinco, e este ano, mais duas. Ao final de 2013, teremos 127 unidades de produção. Então, teremos as sondas de perfuração, as sondas de produção e o óleo descoberto. Não tem como dar errado.

Valor: Mas trata-se de um atraso de três anos.

Graça Foster: Não é atraso de três anos [em cada sonda]. É atraso somado de 36 meses. Uma sonda atrasou três meses, outra cinco meses, outra quatro. Quando soma, tem 36 meses no conjunto. Este ano, temos planejamento para fazer 42 poços e estão em harmonia com a chegada das sondas.

Valor: Dá para dizer que atrasou o pré-sal?

Graça Foster: Atraso do pré-sal não há. Mas essas sondas que atrasaram 36 meses causam impacto na carteira toda. Você tem recursos e movimenta esses recursos em direção ao que há de maior volume potencial de produzir. Não há correlação direta: “atrasou a sonda, atrasou o pré-sal”.

Valor: A queixa é que a empresa gasta demais e não produz. Aí vem outro tema, que é o preço cobrado dos combustíveis. O preço interno inferior ao internacional não é um problema?

Graça Foster: A Petrobras tem um plano de negócios, um pré-sal pela frente, um plano de refino, de novas refinarias, uma série de compromissos já iniciados no que se refere ao investimento e a construção dos ativos. A Petrobras investe US$ 225 bilhões [até 2015], olha para dez anos à frente e para 2020 com meta de produção de 6 milhões de barris de óleo equivalente [por dia] ou 4,67 milhões de barris de óleo líquido de gás [por dia]. O fato é que o nosso investimento é de longo prazo e a política de preços também é de longo prazo.

Valor: Qual o benefício?

Graça Foster: Entendemos que é bastante favorável que esse mercado novo vingue. Essas refinarias, no passado, eram todas para a exportação. E reverteu o quadro por conta da inclusão social, da fatia nova de consumidores nacionais. Temos noventa e tantos por cento do consumo de gasolina e de diesel no país. Produzimos e consumimos aqui. Temos a produção doméstica, as refinarias e o consumidor aqui. O custo de logística é mínimo comparado com o custo de colocar [os derivados ou petróleo] em um mercado que está a cinco mil milhas e que tem outros ofertantes.

Valor: E as perdas?

Graça Foster: O nosso investimento é de longo prazo, o resultado é de longo prazo e a política de preços também. Esse mercado novo, que cresce em torno de 40% a 50% – essa é a projeção para até 2020 -, é muito interessante. Estados Unidos, Japão e Coreia não ficam dependentes em mais do que 10% da importação de líquidos. No caso da Petrobras, se não tivéssemos esse parque de refino, estaríamos com 40% de importação de derivados e exportando mais petróleo com a volatilidade contra nós na exportação e na importação.

Valor: Mas, e as perdas?

Graça Foster: O que acontece são perdas reais em determinado mês, em determinado trimestre, como aconteceu no último trimestre de 2011, quando a gente importou muito mais derivados e não teve a paridade exata de preços com o mercado interno. Agora, esse mercado novo para nós é muito valioso. Então, neste mês perdemos, no [quarto] trimestre nós perdemos, mas no conjunto do ano tivemos o segundo melhor resultado da Petrobras – o melhor foi o de 2010 e o de 2011 foi R$ 3 bilhões menor no resultado líquido. Além do que, em 2008, 2009 e parte de 2010 estávamos vendendo mais caro aqui do que estava lá fora. O que queremos é que haja estabilidade econômica, que esse mercado cresça. Em determinado momento, vamos ter que ajustar, isso é inexorável. Estou dizendo com todas as letras que vai ter de ajustar em determinado momento.

Valor: Em que momento?

Graça Foster: O momento será aquele necessário para não perdermos a capacidade de investir. O mercado cresce e vai chegar certo momento em que vai aumentar o preço e ficar mais caro aqui do que lá fora. Não sei que momento será esse, se é em três anos ou daqui a dois ou um. Então, vamos estar com volume maior que é todo nosso e vou ganhar esse dinheiro de volta.

Valor: O conteúdo nacional é uma política do governo, mas há preocupações com aumentos de custos. Como a Sra. vê esse assunto, que é muito sensível, dado o tamanho das encomendas?


Graça Foster: O que me preocupa não é a questão do conteúdo nacional. Todos os números foram apresentados pela Petrobras ao governo. Então, não me venha chorar que não dá [para cumprir os compromissos], porque foi você [a empresa] que levou o número. Digo isso porque já estive do lado de lá. Eu montei, com a colaboração da Petrobras, o primeiro PROMINP [Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural]. José Eduardo Dutra [diretor da estatal] era presidente da Petrobras, a presidenta Dilma, ministra de Minas e Energia, e, eu, secretária de petróleo e gás [do Ministério de Minas e Energia]. Foi feita uma conta e foi apresentada ao governo 60%, por exemplo, para o conteúdo local de uma sonda de perfuração. O número que é fechado é de total e absoluta responsabilidade da Petrobras, foi a Petrobras que concordou.

Valor: E outras operadoras também.

Graça Foster: E outras tantas operadoras.

Valor: Há entre as empresas quem diga que achava que conseguiria cumprir o conteúdo local, mas não tinha certeza.

Graça Foster: O que havia talvez fosse a possibilidade de que o governo recuasse, mas o governo não vai abrir mão, é política de governo. Acontece na Noruega e em tantos outros países defender que a indústria de petróleo e gás passe também pelo desenvolvimento da indústria nacional de bens e serviços. Existe uma questão fundamental que cada empresa tem que cuidar que é documentar, porque o dia vai chegar. Vai chegar o dia em que [a empresa] terá que ir lá provar [na ANP] que fez o conteúdo local.

Valor: Mesmo que onere custos?

Graça Foster: As 40 sondas que comentei foram feitas fora e estão em valores de mercado. E a gente só assina o contrato [com “Sete Brasil” e com “Ocean Rig”] se o preço estiver dentro das métricas internacionais, porque não tem como contratar com valor maior.

Valor: E a questão dos minoritários no conselho de administração. Como a senhora vê a reclamação?

Graça Foster: É algo que a Petrobras não tem poder. Vejo os minoritários tomando posição a favor da companhia no entendimento deles, das melhores práticas [de gestão], das questões de mercado. Vejo com satisfação o movimento a favor da companhia no sentido de observá-la, de participar mais dedicadamente da gestão da companhia através de seus representantes de ações ordinárias e preferenciais. Mas deixo claro, conheço o Josué [Gomes da Silva, presidente da “Coteminas”, cuja indicação vem sendo criticada], ele é um excelente quadro técnico. Antes de vocês chegarem, eu estava usufruindo do conhecimento do conselheiro [Jorge] Gerdau. Conversamos sobre Petrobras, sobre a indústria. É fantástico ter o minoritário participando da minha vida, de minha gestão, dando ideias.

Valor: Mas há insatisfação dos minoritários em relação a sua representação…

Graça Foster: É algo que não tenho que opinar, é sobre o processo de eleição.

Valor: Quando vão anunciar o plano de desinvestimento?

Graça Foster: Esse ano tem programação relevante de desinvestimento. Não posso falar, mas posso dizer que inclui ‘farm-outs’ [venda de participações em campos de petróleo].

Valor: A Argentina está cobrando mais investimentos da Petrobras nas operações locais?

Graça Foster: A reunião [sobre isso] acho que será na semana que vem. Eu ainda não sei qual é a agenda. Não vamos investir mais para perder, mas para ganhar. Então, tenho que conhecer as regras. A depender das regras, a gente pode se interessar mais ou menos pelo negócio.

COMPLEMENTAÇÃO:

SAMSUNG DEIXA DE SER SÓCIA DO EAS

Sansung, na Coreia do SulPor Ivo Ribeiro, do jornal “VALOR”

“Depois de fortes pressões, inclusive da direção da Petrobras, a maior cliente do “Estaleiro Atlântico Sul” (EAS), a companhia coreana “Samsung Haevy Industriais” deixou ontem, após frustradas negociações, a associação que tinha com Camargo Corrêa e Queiroz Galvão no estaleiro, localizado dentro da área do porto de Suape, em Pernambuco.

As duas sócias brasileiras do EAS, que exerceram o direito de preferência na compra da participação de 6% da coreana, já negociam com dois grupos estrangeiros novo parceiro tecnológico para o estaleiro. A escolha por um deles deverá sair logo, apurou o “Valor” com uma fonte que acompanha as negociações.

A avaliação de um dos sócios é que a “Samsung” trabalhava contra o EAS o tempo todo, querendo levar a produção para a Coreia e inviabilizar o EAS.

A “Samsung” foi escolhida desde o início do projeto, sete anos atrás, para ser a fornecedora de tecnologia ao EAS na construção de navios, sondas de perfuração de petróleo e plataformas. O EAS, o maior e um dos mais modernos do país, no entanto, vinha enfrentando uma série de problemas, como atraso nas entregas, problema na construção do primeiro navio, o “João Cândido”.


Petroleiro “João Cândido”

O navio é o primeiro petroleiro a ser lançado ao mar no âmbito do “Programa de Modernização da Frota da Transpetro” (PROMEF), mas até agora não foi entregue à subsidiária da Petrobras. Ao todo, as encomendas da Transpetro ao EAS somam 22 petroleiros e R$ 7 bilhões, dos quais cerca de 90% financiados pelo BNDES. Além de navios, há pedidos de sondas.

A saída repentina da “Samsung” vai na direção oposta do que desejava o governo. Nos últimos dias, a presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, seguindo orientação da presidente Dilma Rousseff, que está preocupada com atrasos na entrega de encomendas e com problemas tecnológicos do estaleiro, vinha negociando o aumento da fatia dos coreanos no EAS.”

FONTE: reportagem de Ivo Ribeiro, do jornal “Valor Econômico”. As duas reportagens acima foram postadas por Luis Favre em seu blog (http://blogdofavre.ig.com.br/2012/03/petrobras-poe-fim-a-tregua-com-os-e...). [Título e imagens do Google adicionadas por este blog ‘democracia&política’]. 

 

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DEMANDA ALTA POR ESTALEIROS PREOCUPA, diz Graça Foster (Petrobras)

 Por Maria Cristina Frias, Valdo Cruz e Denise Luna na "Folha de São Paulo"

PRESIDENTE DA PETROBRAS LAMENTA A SAÍDA DA SAMSUNG DO ESTALEIRO “ATLÂNTICO SUL” 

Ao justificar [aparente] lentidão no investimento em etanol, executiva afirma que estatal não entra para perder dinheiro 

“Graça Foster lamenta a saída da Samsung do estaleiro “Atlântico Sul” porque os sócios terão que buscar outro provedor, o que pode atrasar os projetos. 

Mas não é só isso que tira o sono da presidente da Petrobras: "Todos os estaleiros me preocupam, até os que têm tradição, porque vão ficar lotados", afirmou, prevendo, ainda, que alguns novos ficarão pelo caminho. 

-Folha - Muito se fala do risco de os estaleiros aqui dentro [do Brasil] não conseguirem cumprir os prazos de entrega de sondas para a estatal. Como resolver esse problema? 

Graça Foster - As 40 sondas que teremos até o fim deste ano não foram feitas no Brasil e todas atrasaram. Se pegar o atraso de cada sonda, uma atrasou um mês, outra dois meses, e por aí vai. 

Se somar tudo, atrasaram 36 meses nos últimos dois anos, com conteúdo local zero. Isso porque o mercado está muito aquecido. 

-Circula a informação de que a crise no “estaleiro Atlântico Sul” (PE) vai demandar intervenção da Petrobras no processo para garantir prazos. 

Na verdade, não é uma intervenção da Petrobras. Tenho de saber onde vão ser construídas essas sondas. 

Então, se algo não me dá a segurança de que objetivamente terei as sondas, a Petrobras age como uma cliente direta da “Sete Brasil” [empresa responsável pelos contratos para construção das sondas] e indireta do estaleiro. 

-Para a Petrobras, foi boa a saída da Samsung? 

Não é possível fazer estaleiro sem um provedor de tecnologia e sem uma empresa que possa ou não ser a dona do projeto. 

Eu lamento a saída da Samsung pelo fato de que outro vai ter que entrar para eu continuar acreditando que vai ser possível fazer a sonda. 

-E a senhora está com segurança nesse processo? 

Quem tem de ter segurança nesse projeto é a “Sete Brasil”, que eu contratei e tem uma data para entregar a sonda. Vou cobrar dela, não me calarei, e cobrarei do estaleiro também, como tenho feito.

Eles estão buscando um novo sócio. Eu gostaria que tivesse tudo sido resolvido com aquele, não porque é a Samsung, tanto faz para mim, tem que ser um provedor de tecnologia experiente. 

A Samsung é uma das maiores provedoras de sondas do mundo, muito bem, parabéns para ela, mas tem de gostar do Brasil. 

-Além do estaleiro Atlântico Sul, algum outro tira o seu sono? 

Todos. Todos os estaleiros me preocupam, até aqueles que têm tradição. Você vai para Angra e há estaleiros que sabem fazer o projeto tecnológico, têm a gestão do estaleiro, mas esses estaleiros também me preocupam, porque a tendência é que, cada vez mais, tenham mais encomendas e fiquem lotados. 

-A presidente Dilma fala da necessidade de aumentar a produção de etanol. A Petrobras tem um programa já há alguns anos que não decolou. Vocês vão acelerar essa produção para equilibrar o consumo de gasolina no país? 

Para nós, é bom ter etanol e ficar com menos exposição à gasolina. Agora, neste ano de 2012, assim como foi 2011, estamos sendo bastante punidos pelas próprias transações do mercado. 

A Petrobras entra no mercado e o que estava valendo 10 vira 15. Por 15, não retorna meu capital empregado, então a gente não vai entrar de cabeça para perder dinheiro em hipótese alguma. 

-Isso é o que está segurando maior participação da Petrobras em etanol? 

Isso. É uma sede muito grande de ir ao pote e achar que a gente vai entrar porque tem de entrar. Não vai entrar. Vai entrar porque é um negócio. Então, o etanol é importante para nós, para minimizar nossa exposição à paridade do preço internacional. O negócio é assim mesmo. 

-Então ficamos sem etanol... 

Não estou dizendo isso, a Petrobras não desiste jamais. Se desistisse, não teríamos chegado aonde chegamos. É uma questão de balcão, de interação com o mercado.” 

FONTE: reportagem de Maria Cristina Frias, Valdo Cruz e Denise Luna na Folha de São Paulo  (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mercado/33253-demanda-alta-por-estaleiros-preocupa-diz-graca-foster.shtml) [Imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&política’].

 

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A ARTE DA CRUZ

O cristianismo adotou a cruz como seu símbolo máximo e, desse modo, percorreu a história, influenciando as culturas por meio de sua imagem icônica e de sua mensagem redentora. A cruz, por meio da religião, se tornou num dos mais recorrentes, poderosos e importantes temas da história da arte.

Por temer retaliações, quando os primeiros cristãos surgiram, ainda na era pagã, desenvolveram uma comunicação própria, por meio de figuras e referências visuais que professavam a sua crença e lhes permitiam identificar-se entre eles. O principal destes símbolos era a cruz – um símbolo que aliás precedeu o cristianismo e também foi usada em outras religiões.


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© Cruz Celta na erã pagã e cristã (Wikicommons, J. Romilly Allen).


Por temer retaliações, quando os primeiros cristãos surgiram, ainda na era pagã, desenvolveram uma comunicação própria, por meio de figuras e referências visuais que professavam a sua crença e lhes permitiam identificar-se entre eles. O principal destes símbolos era a cruz – um símbolo que aliás precedeu o cristianismo e também foi usada em outras religiões.

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© Cruz Celta na erã pagã e cristã (Wikicommons, J. Romilly Allen).
Relíquias arqueológicas provam que a cruz é ilustrada pelo homem há muito tempo. Nas culturas celtas de países como o País de Gales, Escócia e Irlanda, são encontradas as cruzes de pedra celtas, datadas do século IX. Essas cruzes, com o tempo, tomaram adereços e detalhes complexos e nunca retratavam nenhuma figura humana. Alguns historiadores acreditam que isso se deve ao fato de que as sociedades celtas relutavam em esculpir imagens para adoração. As cruzes ainda podem ainda ser vistas em alguns locais desses países.Antes do cristianismo, a cruz já significava sofrimento e dor, pois antigamente os criminosos eram condenados à crucificação. Com a religião cristã a salientar o episódio bíblico, o tema ganhou força e foi aí que muitos artistas começaram a inspirar sua arte. Neste sentido, uma das maiores e mais perturbadoras obras é a pintura da Crucificação (1512-1516), de Matthias Grünewald, que se encontra no antigo mosteiro da cidade francesa de Colmar. A retratação do fato bíblico, feita por Grünewald em pleno Renascimento, parece uma obra da Idade Média, com influência gótica. É uma retratação brutal de um Cristo terrível, que reflete luto, agonia e aflição. O imenso quadro foi um marco na história da arte. cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "Crucificação" de Matthias Grünewald (Wikicommons).
Ao longo do tempo, a figura da cruz se desenvolveu com a mesma tendência entre diversos artistas. A ilustração de Cimabue, datada do século 13, foi o primeiro passo para a arte moderna. O Cristo de Cimabue, que se encontra em Arezzo, Itália, enfatizava a simplicidade, envolto em dor e devoção. Já um dos trabalhos que foram plataforma do Renascimento é a obra de Giotto, na Capella degli Scrovegni, em Pádua. A Capela é inteira adornada de afrescos que enfatizam a emoção humana ao pé da cruz. São vários painéis que retratam a paixão de Cristo com uma admirável força dramática. cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "Cristo" de Cimabue (Wikicommons).cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "A Lamentação" de Giotto di Bondone (Wikicommons).cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "A Crucificação" de Giotto di Bondone (Wikicommons).
A cidade de Florença acolheu as principais obras que retratavam a temática da cruz. E foi lá que o pintor Masaccio, com sua versão da Santíssima Trindade, de 1427, para a igreja de Santa Maria Novella, em Florença, introduziu a perspectiva. Essa obra é uma das pinturas mais influentes da história da arte, influenciando nomes como Michelangelo e Leonardo Da Vinci. Considerado o primeiro grande pintor do Renascimento, Masaccio foi muito influenciado por Giotto e, do mesmo modo, seus afrescos aludiam à emoção humana de Cristo na cruz. Masaccio, por sua vez, inspirou o monge dominicano Fra Angelico. Para estudiosos da arte, sua obra “A anunciação”,1437-1446, é uma luta evidente na qual tenta se distanciar do estilo gótico e medieval para dar lugar às ideias inovadoras do Renascimento. Mas seu principal trabalho com a temática da cruz foi em sua releitura da crucificação, 1441, na qual podemos verificar que as tradicionais figuras humanas foram substituídas por membros da ordem dominicana. cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "A Adoração da Santíssima Trindade" de Masaccio (Wikicommons).cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "A Anunciação" de Fra Angelico (Wikicommons).cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "A Crucificação" de Fra Angelico (Wikicommons).
Uma das maiores contribuições para o Renascimento foi a técnica da pintura a óleo, a qual proporcionou uma maior ênfase no interior, dando uma melhor precisão de detalhes. Rogier van der Weyden, em Bruxelas, foi pioneiro em seus “Sete Sacramentos”, 1445. A crucificação ocupa o painel central e a obra idealiza a igreja como o centro da vida. Seu outro quadro, “A Descida da Cruz”, 1435 – 1438, é a maior pintura de Rogier – considerada realista e de extrema força emocional, como evidenciam as cores e detalhes. A obra é considerada um ponto alto do Renascimento. cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "Sete Sacramentos" de Rogier Van Der Weyden (Wikicommons).cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "A Descida da Cruz" de Rogier Van Der Weyden (Wikicommons).
O ilustrador Albrecht Dürer também criou várias versões da crucificação e deu novo tratamento ao tema no que se refere à luz e às cores da temática, como pode ser verificado em seus quadros “A Adoração da Santíssima Trindade”, 1511, e “Mantegna”, 1456-60. Essa nova estética veio de Veneza. Neste contexto está um dos artistas mais poderosos da arte sacra de república italiana: Tintoretto. Ele pintou enormes frescos na escola de São Roque – hoje um santuário artístico e ponto turístico. Sua versão da paixão de Cristo é colossal e lança um novo olhar sobre o episódio bíblico, caracterizado pela intensidade barroca. Foi considerado o responsável por uma nova era da pintura sacra. cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "Adoração da Santíssima Trindade" de Dürer (Wikicommons).cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "Crucificação - Mantegna" de Dürer (Wikicommons).
Em El Greco (1541-1614), a arte da cruz lembra o peso da espiritualidade severa de outrora, como na arte medieval. No entanto, o pintor rompe com a tradicional forma de perspectiva renascentista. Rembrandt (1606-1669) chega com força no movimento artístico e, como protestante, discretamente prenuncia o início de novos olhares sobre a temática. O pintor abusa do contraste entre luzes e sombras como uma metáfora acerca da luta entre a morte e a vida na cruz. cristo, crucificacao,<br />
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© "Crucificação" de El Greco (Wikicommons).
Com o passar dos anos, o Cristo representado nas cruzes tornou-se diferente – e de forma radical, com a ausência do Cristo na cruz. A Reforma Protestante, no século XVI, veio retratar uma cruz vazia – já que não adoravam um Cristo pregado a ela e sim um Cristo ressurreto, que venceu a morte na cruz. Este fato providenciou uma retaliação pela Contra-Reforma, que tem no espanhol Diego Velázquez (1599-1660) um dos grandes mestres. Ele ajudou a reativar a noção do Cristo pregado na cruz, de forma incisiva. Sua versão da crucificação de 1632 é solitária e intensa e, ainda hoje, é uma das mais conhecidas imagens de devoção do universo católico. cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "Crucificação" de Diego Velázquez (Wikicommons).
Com o modernismo, a arte sacra ganhava olhares mais sutis do que a profundidade da contrição que algumas pinturas evocavam. Um dos principais expoentes da nova concepção da cruz na arte foi o modernista Marc Chagall (1887-1985). Ele fundiu os relatos bíblicos com os episódios antissemitas que viveu, em plena Segunda Guerra Mundial. A crucificação de Chagall não enfatizava a devoção e a contrição espiritual, mas a luta de um povo transgredido, como em “Crucificação Branca”, 1938. A cruz, em Chagall, era seu luto a favor dos judeus. cristo, crucificacao, cruz, historia, pintura, religiao, simbolo
© "Crucificação Branca" de Marc Chagall (Wikicommons).
Desde sempre, o cristianismo tomou frente dos costumes, dos comportamentos e da arte da sociedade ocidental. E a crucificação inspirou as várias interpretações da cruz de Cristo que influenciaram toda a estética cultural - muito para além da história da arte ocidental. A cruz se tornou - e é ainda hoje - um dos mais poderosos símbolos culturais de todos os tempos.

http://obviousmag.org

 

A cruz foi escolhida como símbolo cristão pelo impreador Constantino, que tornou-a a religião oficial do Império Romano. Até então os símbolos cristão eram outros, sendo o peixe (referência a Cristo como "pescador de almas") um dos principais.

A imposição da cruz como símbolo do cristianismo tinha dupla vantagem, para o imperador era um símbolo que evocava o poder de Roma e para a propaganda cristã era vantajoso por ser um símbolo de fácil identificação e fácil de se construir, bastanto cruzar duas linhas.

É interessante estudar o início do cristianismo, principalmente para identificar as influências romanas e pagãs na então nova religião.

Um dos pontos mais edificantes do cristianismo foi que ele surgiu como uma religião de escravos pois era uma das poucas doutrinas que apresentavam uma esperança para o sofrimento dessas pessoas, mesmo sendo a esperança de uma recompensa após a morte.

 

Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

diretodaredacao.com

Publicado em 29/03/2012

 

Millôr em preto e branco

 

Urariano Mota

 

Recife (PE) - No calor das primeiras horas depois da morte de Millôr Fernandes, é natural que as palavras sejam todas de glória para ele, e mais natural ainda que o amor a sua pessoa ganhe todas as cores do exagero no sentimento. Ora, se na mesma semana em que parte Chico Anysio se disse que Chico era melhor que Chaplin, o que dizer de um humorista da palavra? No mínimo, que melhorou Shakespeare nas traduções em português, ou que era um Bernard Shaw, além de gênio inexcedível no desenho em todo o mundo.

 

Manifestações assim de exagero não comportam estranheza em quem lê o obituário. Apenas cabe, em quem as lê, a surpresa de que artista desse valor não tenha sido notado em vida com tais magnificências. Se os sobreviventes não exageram agora, foram relapsos, mesquinhos e insensíveis antes. Mas esse não é o ponto, que procurarei destacar. Como uma lembrança distante dos famosos retratos 3 x 4 de Millôr, tentarei esboçar algo em preto e branco da sua pessoa, no espaço estreito de duas páginas.

 

É chover no molhado falar de suas qualidades como escritor, dono de humor moderno e de vanguarda, gênio no desenho e nas mais diversas criações. Se estivesse vivo, ele diria: “sim, mas fale ainda assim, chover no molhado tem lá sua graça”. Aquilo que se disse de Chico Anysio, que era homem de mais de 200 personagens, porque fazia mais de 200 caricaturas, de Millôr pode ser dito que era mais de 200 criadores, sem apoio da muleta da maquiagem. Ele era tão bom nos textos para sorrir quanto melhor nos sérios, como no retrato de Sérgio Porto e nas frases sobre a sua infância dickensiana. Esse chover no molhado, é fato, ainda não recebeu a consagração das academias, talvez como uma resposta delas à antipatia de Millôr pelos estudos acadêmicos.

 

De passagem anoto que a mitificação em vida de Millôr não se deu por falta de esforços próprios. Em trecho de sua autobiografia escreveu: “1943 - Começam os anos gloriosos da revista `O Cruzeiro`, que um grupo de meninos levaria dos estagnados 11.000 exemplares tradicionais a750.000”. E um dos meninos era ele. Isso foi repetido nos obituários da televisão, mas é mais falso que nota de milhão de cruzeiros. Millôr estava em O Cruzeiro na época, mas é tão responsável pelo sucesso da revista quanto um relógio é responsável pela hora da passagem do trem. Notem: a sua página, O Pif-Paf, em O Cruzeiro, não conseguia grande leitura porque a popularidade sempre rejeitou a vanguarda. O que era bem diferente do maior sucesso de humor entre o povo até hoje, em todo o Brasil: O Amigo da Onça, de Péricles Maranhão. Péricles, mais a dupla David Nasser-Jean Manzon, repórteres  desonestos e sensacionalistas ao extremo, é que foram os responsáveis pelo sucesso de O Cruzeiro.

 

E agora, alcançamos o ponto mais sério. Com o tempo, o que era graça se tornou azedume, ou gracinha para os amigos reacionários bem postos.  Sobre o Barão de Itararé, o primeiro humorista moderno do Brasil, na entrevista ao Roda Viva Millôr declarou:

 

“Agora, querer fazer com que eu engula o Barão de Itararé porque está engolido há 50 anos, é um idiota. A moça quer saber, é um idiota. Faz uns trocadilhos bons, meia dúzia de trocadilhos imbecis...”. 

 

E mais, sobre Lula, em outra oportunidade: “É evidente que a ignorância lhe subiu à cabeça, não tem dúvida nenhuma. Porque de repente ele começou a se sentir culto, falar sobre tudo.”. Socialismo: “A ideia do socialismo é incrível, mas está fadada a não dar certo. Porque o ser humano não é isso. Ele é capitalista na essência”. E esta pérola sobre o feminismo: “O melhor movimento feminino ainda é o dos quadris”.

 

É uma particular tragédia que homens brilhantes, criadores na maturidade, se tornem primeiro uma caricatura do próprio gênio. Que respondam ao mercado com uma transformação da originalidade em uma fórmula consagrada pela fama. Já vimos esse filme em Gabriel García Márquez, por exemplo. No caso de Millôr, ou de Gilberto Freyre, entre outros, mais adiante passam da caricatura à negação de si mesmos, como num lento apagar de luzes da velhice, em fade-out. Para nossa felicidade, resta a  obra, o fogo da rebeldia dos melhores anos. Em Millôr há de sobreviver o prosador das Fábulas Fabulosas, de A história do paraíso, do revolucionário O Pif-Paf. E de modo mais claro, o frasista, que profetizou:

 

“A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, sua bondade alcança limites insuspeitados e seu caráter uma pureza inimaginável é nas primeiras 24 horas depois da sua morte”.

 

 

 

Zuraya