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Fora de Pauta

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A leitura de talhada do teor da matéria contida neste link  https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/4/2/armadilha-eleitoral  mostra que lula caiu numa armadilha.Nas entrelinhas do texto  extraído do Correio Brasiliense, evidencia a causa pela qual o funcionalismo público não terá aumento durante os oitos anos de governo da Dilma. Não é chute, é resposta baseada em ciência econômica e ciência política. A Dilma e o Lula comprometeram toda arrecadação com o PAC 1 e 2 nestas duas legislaturas. 


Digo duas legislaturas, porque na próxima eleição vai dar Dilma na cabeça, como no jogo do bicho. O povo vota do mesmo modo que joga no bicho. O povo, culturalmente, repete o jogo escrito na cédula. Não se espantem se o dono da banca for o bicheiro  Cachoeira. Este modus operandi vem se repetindo há mais de 50 anos, desde a época de Getúlio  e Juscelino. Cultura não se explica, se aceita. Política não se explica com lógica.
Ademais, há o agravante de que a corrupção vai comer o dinheiro todo das obras, deixando um cemitérios de elefantes brancos pela frente,em razão de um grande volume de obras que não vão ser concluídas em oito anos de Governo. 
 Em decorrência do sucesso de Dilma, definido pela aceitação da maioria do povo, esta CPI veio em hora inoportuna para o Governo.  Ipso fato, o tiro da CPI já saiu prla culatra. A ideia da CPI é fazer morrer o processo do Mensalão.Nem todos tem a visão periférica a 360°, que faz enxegar que os membros da CPI são poderosos chefões do crime organizado escondidos sob o manto de um mandato, asim como  é o senador Demóstenes. 
O partido do crime organizado não tem sigla, mas coopta todos os partidos.
Neste contexto, o PMDB é uma Cosa Nostra Brasileira,pois se envolveu tanto com a corrupção que come de todos os lados: FAZ ALIANÇA com quem DÁ MAIS.
Desse modo,como iniciante na estrutura de poder, o PT, na pessoa do Lula, no máximo faz o papel de papagaio de pirata.A Dilma recebe ordens e tem que cumprí-las,porque elas vem do Poder Paralelo instalado na Política brasileira, que constitui, hierarquicamente, o elo máximo do poder estruturante do Estado. Vale dizer  para o povo que a Dilma é cercada por corruptos perigosos por todos os lados. 
Neste cenário, o PMDB sabe fazer o fluxo do caixa do ORÇAMENTO do governo chegar até suas mãos. 
Historicamente, são mais de quarenta anos que o PMDB vem fazendo política com o jeitinho brasileiro, desde os tempos da Ditadura, quando a sigla ainda era MDB. Dilma não é leiga em gestão pública, por isso sabia os efeitos desta CPMI em sua Administração. Destarte, Dilma se encontrou com Lula, monstrando os perigos da CPI para os aliados e para o  GDF. Lula , cabeça dura, insistiu  na CPI.O Lula, mais uma vez no afã de fazer política com a visão de que carrega um carisma polpular, partiu pro pau e mandou bala para constituir uma CPI. 
Na primeira vez, Lula se emocionou com o anuncio do PAC, sem enxergar os óbices futuros gerados em função da ação dos reajustes inoportunos promovidos pelas aves de rapina do PMDB. Pois, Lula nunca teve a visão de gestor,pois é leigo no sentido de enxergar como funciona os meios de fazer uma obra pública sem O EFEITO MULTIPLICADOR DO CUSTO por metro quadrado da obra - a gordura da corrupção.  Como demostrado no texto contido no link, colado abaixo: https://conteudoclippingmp.planejamento.gov.br/cadastros/noticias/2012/4/2/armadilha-eleitoral
Lula, agora, acordou e viu que o incendio da CPI vai fazer muito mais estragos nos seus aliados. Assim,vem tentando consertar seu erro posterior. A tática usada é blindar o governador Sérgio Cabral. Será que Lula garante que Cabral não será notificado a depor na CPI?
Com efeito,em se tratando de preparativos dos jogos da Copa, esta CPMI vai causar mais mora ainda nas obras dos estádios no Rio e em outros estados.É o efeito dominó. Lula agiu, emocionalmente, com ódio e ressentimento. Dilma,por sua vez, agiu racionalmente, sem deixar se contaminar com o clima de campanha. Dilma tem uma visão estratégica a 360°. 
Lula mostrou que tudo que fez em seu Governo deu certo, porque agiu como um aluno que tem a cola pronta na hora da prova. Lula é uma figura decorativa, que só recebeu ordens de eminencias pardas. Não descarto a possibilidade de LULA TER SIDO CERCADO por bandidos profissionais em todas as áreas do crime organizado. 
 Por outro lado, gostando ou não de Veja, temos que engolir o fato consumado de a Revista de CIVITA  possuir o maior trunfo na mão, a saber: "A estrutura PRINCIPAL de poder do Rio de Janeiro é toda do PMDB, que está na iminência de cair com o efeito dominó da CPMI. A cidade do Rio, a Assembleia legislativa e a banda podre do P. Judiciário do RJ ficaram vulneráveis com esta CPMI ". 
Culturalmente,temos que considerar a condição Ceteris Paribus do modo de viver do carioca,que produz o efeito devastador  no qual os acontecimentos políticos do Rio repercutem no Brasil inteiro,o que significa dizer que mexer com o Rio é mexer com o modo de pensar do Brasil do Oiapoque ao Chuí. Isso é uma constante,que pode ser visto como uma variável que não se mexe, mas causa efeito multiplicador. Em todo lugar do Brasil, o sonho dos que não conhecem o Rio é visitar o Rio ou morar na Cidade Maravilhosa. Logo, a condição ceteris paribus não tem conotação economica, mas cultural - explicada em miúdos - o Rio é uma caixa de resonancia de opinião pública, que funciona 24 horas, em tempo real,via Internet . 
Logo , Cabral já queimou geral o filme de Lula e Dilma. Não vai demorar muito para Dilma, Lula e Cabral e Eduardo Paes serem vaiados nos palanques de campanha. Hoje, Cabral ainda foge do povo pelas portas dos fundos, mas até quando o povo carioca vai segurar aquela vontade que dar de gritar: Lalau, Lalau, Cabral! Mamãe dizia: "diga-me com quem andas e direis quem és".
 Quem garante que depois que os governadores de Goiás e do GDF vieram a ser alvos de investigação pelo PGR, a próxima bola da vez não será o Governador do Rio?

Marconi será investigadoMarconi será investigadoFoto: O Popular/FolhapressNO DIA DO TERCEIRO #FORAMARCONI EM UM MÊS, SAI A NOTÍCIA DE QUE O PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, ROBERTO GURGEL, IRÁ ABRIR INQUÉRITO CONTRA O GOVERNADOR MARCONI PERILLO, DE GOIÁS, ASSIM COMO FEZ EM RELAÇÃO A AGNELO QUEIROZ, DO DISTRITO FEDERAL

05 de Maio de 2012 às 19:56

247 – Foi preciso que o próprio governador de Goiás, Marconi Perillo, do PSDB, pedisse para ser investigado para que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, decidisse tomar uma atitude. Neste sábado, o jornalista Josias de Souza, da Folha, acaba de postar que a decisão de abrir o inquérito foi tomada por Gurgel, que vinha sendo criticado – e pode ser convocado pela CPI – por ter engavetado por três anos as denúncias contra o senador Demóstenes Torres. Agora, já são dois os governadores investigados por Gurgel: o petista Agnelo Queiroz, do Distrito Federal, e o tucano Marconi Perillo, de Goiás, além do senador Demóstenes. Neste sábado, pela terceira vez em um mês, os goianos foram às ruas no movimento #foramarconi.

Leia, abaixo, o post de Josias de Souza:

Roberto Gurgel, o procurador-geral da República, decidiu pedir ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) que abra inquérito para investigar também o governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB). Há dez dias, ele já havia informado que iria requerer a instauração de processo contra o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT).

Ambos foram mencionados no inquérito da Operação Monte Carlo, que investiga as atividades ilegais de Carlinhos Cachoeira. Deseja-se saber agora se houve envolvimento dos governadores com os negócios ilícitos da quadrilha do pós-bicheiro.

Depois que Gurgel anunciou a decisão de acionar Agnelo, Marconi antecipou-se. Por meio do advogado Antonio Carlos de Almeida ‘Kakay’ Castro, o governador tucano pediu ao procurador-geral que abrisse inquérito contra ele no STJ. Será atendido.

Ouvido pelo blog, Kakay disse não ter sido comunicado sobre a novidade. Mas reagiu com naturalidade: “O governador Marconi pediu para ser investigado. É normal e até desejável que o procurador-geral adote essa providência. É a obrigação dele.”

De acordo com o que apurou o blog, Gurgel decidiu ainda realizar uma análise preliminar dos negócios do governo do Rio, chefiado por sérgio Cabral, com a Delta Construções, sob investigação no Cachoeiragate. A procuradoria requisitou os contratos. Serão submetidos a um pente-fino.

Cabral não foi citado nos inquéritos do caso Cachoeira. Mas sua amizade com o dono da Delta, Fernando Cavendish, antes apenas insinuada, foi exposta em vídeos e fotos que ganharam o noticiário. Daí a intenção de verificar se o relacionamento pessoal afetou os contratos.

Pela Constituição, governadores e congressistas dispõem de foro privilegiado. São processadas e julgados em tribunais distintos: os executivos estaduais no STJ, os deputados e os senadores no STF.

Confirmando-se o pedido de abertura de inquéritos contra Marconi e Agnelo, serão cinco os políticos levados à grelha do Judiciário por conta das suspeitas de relacionamento impróprio com Cachoeira.

Já correm no Supremo inquéritos contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), e três deputados: Carlos Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Stepan Nercessian (PPS-RJ). O realator de todos eles é o ministro Ricardo Lewandowski.

 

Entrevista: Senador Ricardo Ferraço “É inevitável o depoimento do Sérgio Cabral”

 

 

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Senador será o representante do PMDB na CPI do Cachoeira

Senador pelo PMDB do Espírito Santo, Ricardo Ferraço foi designado membro titular da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Câmara e do Senado encarregada de apurar o envolvimento de políticos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Em entrevista ao site Poder Online, Ferraço diz que a CPI provocará baixas em quase todos os partidos: “Sobra para todo mundo. Todos terão que cortar na carne.”

Tanto que ele classifica como inevitável que o governador peemedebista do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, seja convocado a depor na CPI, assim como os governadores de Goiás, Marconi Perillo, e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz.

Cabral é amigo do dono da Delta Engenharia, acusada de sociedade com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e de ter sido privilegiada na obtenção de obras no Rio de Janeiro e em outros Estados.  Nesta semana, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho divulgou fotos e vídeos de Cabral em viagem com Cavendish pela Europa.

Para o peemedebista Ricardo Ferraço, não há como a CPI livrar Cabral do depoimento. Afinal, “pau que dá em Chico, dá em Francisco”.

Poder Online – Qual deverá ser o resultado da CPI?

Ricardo Ferraço – É difícil prever o futuro. Posso falar da minha expectativa. Eu espero que possamos apurar todos os fatos levantados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal e desfazer a teia criminosa que se montou em torno do senhor Carlos Cachoeira e seus parceiros na política e nos negócios.

Poder Online – Mas haverá pressões dos partidos para defender seus filiados arrolados nas investigações e condenar os integrantes de partidos adversários…

Ricardo Ferraço – Todos nós teremos que zelar para que isto não ocorra. Se ocorrer, transformará a CPI e o Congresso numa praça de guerra. Com o grande risco de virar um imbróglio sem solução, o que se costuma chamar de pizza. Aí será ruim não só para o país, como para a classe política como um todo.

Poder Online – Se a CPI seguir o caminho correto, pode sobrar para todos os partidos, não é mesmo?

Ricardo Ferraço – Essa é a minha primeira impressão. Sobra para todo mundo. Todos os partidos terão que cortar na carne.

Poder Online – Quem deverá ser chamado a depor? Os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), já estão na lista.

Ricardo Ferraço – Mas não serão só eles. O Luiz Antônio Pagot ( ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT), o próprio Demóstenes. Acho que devemos chamar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, diretores da Delta Engenharia… Enfim, à medida que a CPI avançar outros nomes deverão aparecer também.

Poder Online – A Delta é um caso complicado. Tem obras em vários Estados.

Ricardo Ferraço – É complicado sim. Ela tem obras em 24 Estados. É mais fácil relacionarmos em quais dos 27 Estados da federação a Delta não tem obras. Mas não dá para dizermos que tudo que ela fez ou está executando é ilícito. Aqui no meu Estado, o Espírito Santo, por exemplo, ela também tem várias obras. Mas foram todas conquistadas sob regime de licitação. Não há obras emergenciais da Delta por aqui. Enfim, o envolvimento da empresa fará com que todos os Estados onde ela atua sejam obrigados a mostrar como ela obteve as obras.

Poder Online – E o Sérgio Cabral, vai ser chamado a depor na CPI?

Ricardo Ferraço – Acho que vai ser inevitável o seu depoimento. Será inclusive uma oportunidade para ele se explicar sobre essas denúncias, de que privilegiou a Delta por ser amigo do Fernando Cavendish, o dono da empresa. Não faria sentido chamarmos outros governadores acusados de envolvimento na teia da CPI, como o Perillo e o Agnelo, e deixarmos o Sérgio Cabral de fora só porque pertence ao PMDB, ou porque governa o Rio de Janeiro.  Pau que dá em Chico, dá em Francisco.  Acho que esse deve ser, aliás, o lema da CPI: Pau que dá em Chico, dá em Francisco.

Poder Online – Mas o senhor deverá ser pressionado por seu partido, o PMDB.

Ricardo Ferraço – Tenho que fazer Justiça ao líder da bancada no Senado, Renan Calheiros (AL). Apesar de eu ser considerado um senador independente, o Renan me indicou como membro da CPI sem fazer qualquer restrição. Ele não pediu nada. Portanto estou com total liberdade e vou agir assim.

 

Fonte: Poder Online

http://diariodocongresso.com.br/novo/2012/05/entrevista-senador-ricardo-ferraco-%E2%80%9Ce-inevitavel-o-depoimento-do-sergio-cabral%E2%80%9D/

 

Vou remar contra a maré. Hoje há um post onde mostra-se o aumento de financiamento de automóveis pelo BB. Seguem-se os elogios. Nada contra, mas não custava ver um comentário sobre a que custo das nossas cidades que nãop ossuem estrutura para o volume de carros e muito menos apresentam soluções dignas para encarar este aumento (corredor para ônibus que nem BELÔ? Sinto muito.

E ao mesmo tempo feirão de imóveis da caixa, milhares deles, financiados pela mesma. Para baixa renda nem se fala. Mas alguém viu algum coletor solar? Baixa renda, país tropical, sol em abundância, mas prá que coletor? Eu devo ser ignorante o suficiente por acreditar que os executivos da Caixa deveriam olhar para este pequeno detalhe.

 

Últimas horas com o ator

Luis Carlos Buruca

por Betina Viany, quinta, 3 de Maio de 2012 às 18h45


Domingo passado, 8 horas da manhã, o telefone toca. “Betina, você tá aí? Não tá, não? Então tá...” Corri pra  atender, mas não deu tempo. Reconheci a voz, retornei a ligação. O que foi, Buruca? Não estou passando bem, vou pro hospital.  Me espera, eu passo aí. Não, me encontra lá. Meia hora depois cheguei ao  hospital em Laranjeiras. Buruca  estava num box da emergência tomando oxigênio. Esperava o resultado do RX de tórax e do exame de sangue. Tinha dores no peito, do lado esquerdo. Suas mãos e pés estavam frios, suados. Pediu que lhe calçasse as meias. Fiz massagem nos seus pés, nos dois ao mesmo tempo. Contou que tinha passado uma noite péssima e de manhã tentou chamar uma ambulância, mas não conseguiu. Enquanto esperava a resposta a seu pedido, arrumou a casa. Vaidoso fez a barba se vestiu e separou 2 mudas de roupas, seus exames, o velho caderninho de telefone. Estava bonito como sempre. Na frente do box na emergência, o balcão com duas jovens médicas (?) de plantão: uma de traços orientais me parecia mais solícita,  a outra, impaciente com as minhas perguntas, comia biscoito. Todas falavam alto, sem nenhum cuidado. Informaram que ele tinha sido medicado com morfina e AS. Se o senhor estiver enfartando, já está medicado. Pedi um cardiologista. O hospital não tem cardiologista. Mas como, uma emergência não tem cardiologista? Buruca sentia, além das dores, muito desconforto. Não achava posição. Deitava, sentava, levantava, andava ao longo da cama. Teve náuseas. Pedi alguma coisa onde ele pudesse cuspir, me deram uma bacia coberta com papel toalha onde ele, após acessos de tosse, podia cuspir. Não havia sangue em sua saliva. Arrotava muito ao sentar na beira da cama. Eu me colocava entre suas pernas, ele apoiava a cabeça no meu ombro direito eu dava tapinhas nas suas costas como se faz para os bebês arrotarem. Pequeno alívio. Teve sede, pedi água, tem bebedor no corredor.  Preocupado comigo, mandou várias vezes que eu sentasse na beira da cama. Ele estava com frio, pedi uma coberta, só tem lençol. Uma auxiliar mais atenciosa trouxe um cobertor, algum conforto. Ele quis ir ao banheiro, pedi que não trancasse a porta. Fiquei esperando. Depois de um tempo, bati levemente e abri a porta. Estava sentado no vaso, fez sinal positivo, fechei a porta. Sentiu-se melhor. Tinha chuveirinho, me lavei. Quis comer, disseram que iam pedir uma dieta leve. Não sei se comeu. A dor voltava mais forte, ele olhava o relógio na parede da emergência: o remédio não está fazendo efeito, a dor agora está nos braços.  Mais uma coleta de sangue, ele ficou grilado. Sei lá, Buruca, talvez aquela amostra não tenha sido suficiente. A seu pedido liguei para dois médicos amigos que logo chegaram ao hospital. Um deles veio com a mulher, também amiga do peito. Alguém pediu que saíssemos e só ficaram os dois amigos médicos. Eles nada podiam fazer, estavam lá como visitantes esperando os resultados dos exames. Conversaram com as médicas e sugeriram que elas considerassem a possibilidade de embolia pulmonar. Nós duas, as amigas, ficamos numa padaria ao lado do hospital onde, finalmente, tomei café da manhã. Voltamos as duas e os dois amigos saíram. Revezamento. Estávamos na porta da emergência quando passa Buruca sozinho, com a bengala que usava desde que levou um tombo no início do ano, indo em direção ao fundo do prédio pra fazer mais um Raio X do tórax. Acenou para nós. Hoje, pensando naquela cena, vejo que ela me remete ao Carlitos na cena final de “O Circo”. Vocês estão fedendo, disse Buruca, implicando com o cheiro de fritura que trouxemos da padaria. A gente não podia chegar perto que ele ficava enjoado. Ficamos no pé da cama a uma distância que o protegia do nosso fedor. Vocês estão fedendo! Rimos. O amigo médico que veio com a mulher saiu pra almoçar no restaurante ao lado e o outro foi embora, compromisso familiar. Ficamos novamente, nós dois. Ele me pareceu um pouco mais calmo. Trouxe água, molhei sua testa com papel toalha, é bom? É. Quis massagem nos pés. Agora faz um de cada vez. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Obedeci. Lentamente massageei seus pés. Primeiro o direito, depois o esquerdo. Achei que ele ia dormir, me despedi, tinha um compromisso profissional às 17h. Fui ao restaurante ao lado e me despedi do casal que almoçava. Durante as quase 6 horas que passei com o Buruca na emergência, não vi ninguém do hospital, médico, enfermeiro, seja lá quem fosse, preocupado em minorar seu sofrimento. Medir sua pressão, tirar a temperatura, chamar um médico mais experiente, pedir ajuda. Descaso, má vontade, preguiça, negligência. Parecia que eu estava atrapalhando cada vez que pedia ou perguntava alguma coisa à médica (?) que comia biscoito.Três horas depois, meu amigo estava morto no mesmo hospital onde morreu Cássia Eller.



Mas o terror não acaba aí. Voltei ao hospital e meu amigo tinha sido removido pra “capela”. Um depósito imundo com uma cruz na parede:  capela. Uma poltrona velha, cheia de coisas em cima, um tapume à guisa de biombo, meu amigo envolto num plástico preto, com um lençol por cima, a cabeça pendendo pra trás, os olhos ainda abertos.  Ao lado, outra maca com uma idosa nas mesmas condições. Fechei seus olhos e tentamos acomodá-lo melhor.O papa-defunto já estava a postos oferecendo seus serviços. Estranha eficiência num lugar onde nada funciona. 

o nome e o endereço da Clínica onde faleceu o nosso querido Luiz Carlos Pulcherio de Medeiros ( etambem a cantora Cassia Eller) é:

Casa de Saúde Santa Maria Ltda.
Rua das Laranjeiras, 72
22240-000 - Laranjeiras - Rio de Janeiro - RJ
Fone: 21 2556 0525

 

Publico.pt

 

 

Ed Kennedy desrespeitou embargo em 1945

 

 

Agência pede desculpa a jornalista que noticiou fim da Segunda Guerra Mundial 

 

05.05.2012 - 17:50 Por Hugo Torres

 

 

O segundo momento da capitulação da Alemanha, em Berlim, já com todos os aliados
O segundo momento da capitulação da Alemanha, em Berlim, já com todos os aliados (AFP)



O fim do mais violento confronto da História é algo que precisamos saber de imediato, ou podemos esperar 36 horas? A diplomacia impunha que sim, que a capitulação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial não poderia ser noticiada de imediato – era preciso esperar pela presença dos aliados russos. Ed Kennedy achou o contrário, deu a notícia e acabou despedido.

A rendição formal das tropas alemãs aconteceu na madrugada de 7 de Maio de 1945, em Reims, França. Eram 2h41. A Alemanha aceitava a derrota e depunha as armas diante de forças norte-americanas e britânicas. Mas era ainda preciso que fizesse o mesmo perante o exército soviético, o que levou à marcação de uma segunda cerimónia, em Berlim, para o dia seguinte.

Em Reims estavam 17 jornalistas, que juraram guardar o furo das suas vidas em favor da diplomacia, até às 15h de 8 de Maio. Ou seja, durante 36 horas. Entre eles estava Ed Kennedy, a trabalhar para a agência noticiosa Associated Press (AP), que ainda no dia 7 ouviu dizer que uma rádio alemã tinha avançado a notícia. Kennedy ponderou e decidiu quebrar o embargo.

O jornalista conseguiu contornar os militares e enviou um telegrama para a redacção da AP, que em poucos minutos pôs a informação a circular – a poderosa Alemanha tinha capitulado. O contentamento gerado pela notícia contrastava, no entanto, com o que esperaria Ed Kennedy. O jornalista foi primeiro repreendido e mais tarde despedido da AP.

Quase sete décadas depois, como convive a própria agência com esse momento da sua história? Mal. Tanto que o presidente da AP, Tom Curley, a apenas alguns meses da reforma, decidiu pedir publicamente desculpas a Ed Kennedy – que morreu em 1963, aos 58 anos, num acidente de viação nos Estados Unidos. O pedido foi aceite pela filha, Julia Kennedy Cochran.

“Acho que isto teria significado muito para ele”, disse Julia, à mesma AP, sublinhando que tinha ficado “muito contente” com o pedido de desculpas de Tom Curley. O principal responsável pela agência – que escreveu recentemente o prefácio à nova edição de War: V-E Day, Censorship & The Associated Press, escrito por Ed Kennedy – defendeu, por sua vez, que o jornalista deveria ter recebido louvores e não ser despedido.

“Foi um dia terrível para a AP. O caso foi tratado da pior maneira possível”, afirmou Tom Curley, citado pela sua agência. “Quando a guerra acaba, não é possível guardar uma informação como essa. O mundo precisava de saber.” Algo que Ed Kennedy sempre defendeu: “O absurdo de tentar reprimir uma notícia de tal magnitude era demasiado evidente”, chegou a escrever, anos depois de ter sido despedido.

 

http://www.publico.pt/Media/ap-pede-desculpa-a-jornalista-que-noticiou-f...

 

Do Brasil247.

DEPUTADO GOIANO LIGADO A CARLOS CACHOEIRA ENQUADRA LIDERANÇAS TUCANAS, QUE PEDIAM SUA DESFILIAÇÃO DO PARTIDO

05 de Maio de 2012 às 10:28

247 – Amigo assumido do bicheiro Carlos Cachoeira e flagrado em conversas gravadas pela Polícia Federal como integrante do esquema criminoso, o deputado Carlos Leréia (PSDG/GO) não pretende abandonar o ninho tucano.

Ontem, ao ser abordado pelo presidente do partido, Sérgio Guerra (PSDB/PE), e pelo líder na Câmara (PSDB/PE), Leréia deixou claro que a desfiliação não faz parte dos seus planos. Mais: sinalizou que só deixará o partido se os tucanos adotarem providências drásticas também em relação a outros parlamentares.

“Peraí. Deixa eu ver. Vocês querem se livrar de mim porque sou amigo do Cachoeira há 30 anos. E o deputado Eduardo Azeredo, que é réu na Justiça? E o senador Cícero Lucena, que foi preso? E vocês querem expulsar a mim?”

 

 

zanuja

Secretário de Cabral acha que farra em Paris foi 'importante para a divulgação da cidade e para o desenvolvimento do estado '

Posted: 05 May 2012 05:43 AM PDT

Júlio Lopes, o crooner da farra em Paris Quando a gente pensa que já ouviu todo tipo de cascata e besteira sobre o assunto da farra em Paris do alegre grupo capitaneado pelo governador do Rio Sergio Cabral (ou pelo empreiteiro Cavendish, resta saber), vem o secretário Júlio "Desastre" Lopes, o único secretário Destransportes, porque ele conseguedestransportar pessoas e não transportá-las, e solta a seguinte declaração, publicada em O Globo:

— Não fiquei constrangido. De forma alguma. Não me parece que eu estivesse em um momento constrangedor. Nós estávamos fazendo um trabalho importante para a divulgação da cidade e para o próprio desenvolvimento do estado — afirmou Lopes, o primeiro integrante da caravana do governo a se manifestar publicamente sobre o caso.  [Fonte]
Não é fofo? De guardanapo na cabeça (embora, justiça seja feita, não há imagem de Lopes com um), dançando na boquinha da garrafa, enchendo a cara, estavam divulgando a cidade?

Esse tipo de divulgação absolutamente não interessa ao Rio. Eles todos deveriam pedir desculpas públicas pelo estrago à imagem da cidade e do estado - depois de mostrarem os comprovantes com os pagamentos da viagem, claro.

O homem público tem que botar na cabeça não é guardanapo, é que ele não é como o cidadão comum, que pode pagar vexames públicos, porque ele só representa a si mesmo e - caso tenha uma - a sua família. O homem público, como o governador e seus secretários, representa o estado.

Portanto, além da possível ilegalidade de passagens, bebedeira e hospedagem terem sido bancadas pelo dono da Delta, há o mico de se comportarem daquele jeito, "em missão oficial", segundo nota da assessoria de Sergio Cabral.

Ainda segundo a mesma reportagem:

(...) Um dos ministros de Dilma Rousseff revelou que Cabral encomendou pesquisa para avaliar o estrago provocado pelo episódio. Segundo ele, o resultado foi o pior possível:— O episódio provocou um choque na administração. Foi declarada guerra (a Garotinho) — disse o ministro.
Quer dizer que a lição que tiram do episódio é que devem fazer guerra ao sofá (Garotinho) que divulgou a farra? Não entenderam nada... http://blogdomello.blogspot.com.br/2012/05/secretario-de-cabral-acha-que-farra-em.html

 

Peguei no site Papo de Homem... achei interessante, afinal, é algo que cometemos aqui diariamente...

24 das mais comuns falácias lógicas argumentativas

1. Espantalho

Você desvirtuou um argumento para torná-lo mais fácil de atacar.

Ao exagerar, desvirtuar ou simplesmente inventar um argumento de alguém, fica bem mais fácil apresentar a sua posição como razoável ou válida. Este tipo de desonestidade não apenas prejudica o discurso racional, como também prejudica a própria posição de alguém que o usa, por colocar em questão a sua credibilidade – se você está disposto a desvirtuar negativamente o argumento do seu oponente, será que você também não desvirtuaria os seus positivamente?

 

Exemplo: Depois de Felipe dizer que o governo deveria investir mais em saúde e educação, Jader respondeu dizendo estar surpreso que Felipe odeie tanto o Brasil, a ponto de querer deixar o nosso país completamente indefeso, sem verba militar.

 

***

 

2. Causa Falsa

Você supôs que uma relação real ou percebida entre duas coisas significa que uma é a causa da outra.

 

Uma variação dessa falácia é a "cum hoc ergo propter hoc" (com isto, logo por causa disto), na qual alguém supõe que, pelo fato de duas coisas estarem acontecendo juntas, uma é a causa da outra. Este erro consiste em ignorar a possibilidade de que possa haver uma causa em comum para ambas, ou, como mostrado no exemplo abaixo, que as duas coisas em questão não tenham absolutamente nenhuma relação de causa, e a sua aparente conexão é só uma coincidência.

 

Outra variação comum é a falácia "post hoc ergo propter hoc" (depois disto, logo por causa disto), na qual uma relação causal é presumida porque uma coisa acontece antes de outra coisa, logo, a segunda coisa só pode ter sido causada pela primeira.

 

Exemplo: Apontando para um gráfico metido a besta, Rogério mostra como as temperaturas têm aumentado nos últimos séculos, ao mesmo tempo em que o número de piratas têm caído; sendo assim, obviamente, os piratas é que ajudavam a resfriar as águas, e o aquecimento global é uma farsa.

 

***

 

3. Apelo à emoção

Você tentou manipular uma resposta emocional no lugar de um argumento válido ou convincente.

 

Apelos à emoção são relacionados a medo, inveja, ódio, pena, orgulho, entre outros.

 

É importante dizer que às vezes um argumento logicamente coerente pode inspirar emoção, ou ter um aspecto emocional, mas o problema e a falácia acontecem quando a emoção é usada no lugar de um argumento lógico. Ou, para tornar menos claro o fato de que não existe nenhuma relação racional e convincente para justificar a posição de alguém.

 

Exceto os sociopatas, todos são afetados pela emoção, por isso apelos à emoção são uma tática de argumentação muito comum e eficiente. Mas eles são falhos e desonestos, com tendência a deixar o oponente de alguém justificadamente emocional.

 

Exemplo: Lucas não queria comer o seu prato de cérebro de ovelha com fígado picado, mas seu pai o lembrou de todas as crianças famintas de algum país de terceiro mundo que não tinham a sorte de ter qualquer tipo de comida.

 

***

 

4. A falácia da falácia

Supor que uma afirmação está necessariamente errada só porque ela não foi bem construída ou porque uma falácia foi cometida.

 

Há poucas coisas mais frustrantes do que ver alguém argumentar de maneira fraca alguma posição. Na maioria dos casos um debate é vencido pelo melhor debatedor, e não necessariamente pela pessoa com a posição mais correta. Se formos ser honestos e racionais, temos que ter em mente que só porque alguém cometeu um erro na sua defesa do argumento, isso não necessariamente significa que o argumento em si esteja errado.

 

Exemplo: Percebendo que Amanda cometeu uma falácia ao defender que devemos comer alimentos saudáveis porque eles são populares, Alice resolveu ignorar a posição de Amanda por completo e comer Whopper Duplo com Queijo no Burger King todos os dias.

 

***

 

5. Ladeira Escorregadia

Você faz parecer que o fato de permitirmos que aconteça A fará com que aconteça Z, e por isso não podemos permitir A.

 

O problema com essa linha de raciocínio é que ela evita que se lide com a questão real, jogando a atenção em hipóteses extremas. Como não se apresenta nenhuma prova de que tais hipóteses extremas realmente ocorrerão, esta falácia toma a forma de um apelo à emoção do medo.

 

Exemplo: Armando afirma que, se permitirmos casamentos entre pessoas do mesmo sexo, logo veremos pessoas se casando com seus pais, seus carros e seus macacos Bonobo de estimação.

***

 

6. Ad hominem

Você ataca o caráter ou traços pessoais do seu oponente em vez de refutar o argumento dele.

 

Ataques ad hominem podem assumir a forma de golpes pessoais e diretos contra alguém, ou mais sutilmente jogar dúvida no seu caráter ou atributos pessoais. O resultado desejado de um ataque ad hominem é prejudicar o oponente de alguém sem precisar de fato se engajar no argumento dele ou apresentar um próprio.

 

Exemplo: Depois de Salma apresentar de maneira eloquente e convincente uma possível reforma do sistema de cobrança do condomínio, Samuel pergunta aos presentes se eles deveriam mesmo acreditar em qualquer coisa dita por uma mulher que não é casada, já foi presa e, pra ser sincero, tem um cheiro meio estranho.

 

***

 

7. Tu quoque (você também)

Você evitar ter que se engajar em críticas virando as próprias críticas contra o acusador – você responde críticas com críticas.

 

Esta falácia, cuja tradução do latim é literalmente "você também", é geralmente empregada como um mecanismo de defesa, por tirar a atenção do acusado ter que se defender e mudar o foco para o acusador.

 

A implicação é que, se o oponente de alguém também faz aquilo de que acusa o outro, ele é um hipócrita. Independente da veracidade da contra-acusação, o fato é que esta é efetivamente uma tática para evitar ter que reconhecer e responder a uma acusação contida em um argumento – ao devolver ao acusador, o acusado não precisa responder à acusação.

 

Exemplo: Nicole identificou que Ana cometeu uma falácia lógica, mas, em vez de retificar o seu argumento, Ana acusou Nicole de ter cometido uma falácia anteriormente no debate.

 

Exemplo 2: O político Aníbal Zé das Couves foi acusado pelo seu oponente de ter desviado dinheiro público na construção de um hospital. Aníbal não responde a acusação diretamente e devolve insinuando que seu oponente também já aprovou licitações irregulares em seu mandato.

 

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8. Incredulidade pessoal

Você considera algo difícil de entender, ou não sabe como funciona, por isso você dá a entender que não seja verdade.

 

Assuntos complexos como evolução biológica através de seleção natural exigem alguma medida de entendimento sobre como elas funcionam antes que alguém possa entendê-los adequadamente; esta falácia é geralmente usada no lugar desse entendimento.

 

Exemplo: Henrique desenhou um peixe e um humano em um papel e, com desdém efusivo, perguntou a Ricardo se ele realmente pensava que nós somos babacas o bastante para acreditar que um peixe acabou evoluindo até a forma humana através de, sei lá, um monte de coisas aleatórias acontecendo com o passar dos tempos.

 

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9. Alegação especial

Você altera as regras ou abre uma exceção quando sua afirmação é exposta como falsa.

 

Humanos são criaturas engraçadas, com uma aversão boba a estarem errados.

 

Em vez de aproveitar os benefícios de poder mudar de ideia graças a um novo entendimento, muitos inventarão modos de se agarrar a velhas crenças. Uma das maneiras mais comuns que as pessoas fazem isso é pós-racionalizar um motivo explicando o porque aquilo no qual elas acreditavam ser verdade deve continuar sendo verdade.

 

É geralmente bem fácil encontrar um motivo para acreditar em algo que nos favorece, e é necessária uma boa dose de integridade e honestidade genuína consigo mesmo para examinar nossas próprias crenças e motivações sem cair na armadilha da auto-justificação.

 

Exemplo: Eduardo afirma ser vidente, mas quando as suas "habilidades" foram testadas em condições científicas apropriadas, elas magicamente desapareceram. Ele explicou, então, que elas só funcionam para quem tem fé nelas.

 

***

 

10. Pergunta carregada

Você faz uma pergunta que tem uma afirmação embutida, de modo que ela não pode ser respondida sem uma certa admissão de culpa.

 

Falácias desse tipo são particularmente eficientes em descarrilar discussões racionais, graças à sua natureza inflamatória – o receptor da pergunta carregada é compelido a se justificar e pode parecer abalado ou na defensiva. Esta falácia não apenas é um apelo à emoção, mas também reformata a discussão de forma enganosa.

 

Exemplo: Graça e Helena estavam interessadas no mesmo homem. Um dia, enquanto ele estava sentado próximo suficiente a elas para ouvir, Graça pergunta em tom de acusação: "como anda a sua rehabilitação das drogas, Helena?"

 

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11. Ônus da prova

Você espera que outra pessoa prove que você está errado, em vez de você mesmo provar que está certo.

 

O ônus (obrigação) da prova está sempre com quem faz uma afirmação, nunca com quem refuta a afirmação. A impossibilidade, ou falta de intenção, de provar errada uma afirmação não a torna válida, nem dá a ela nenhuma credibilidade.

 

No entanto, é importante estabelecer que nunca podemos ter certeza de qualquer coisa, portanto devemos valorizar cada afirmação de acordo com as provas disponíveis. Tirar a importância de um argumento só porque ele apresenta um fato que não foi provado sem sombra de dúvidas também é um argumento falacioso.

 

Exemplo: Beltrano declara que uma chaleira está, nesse exato momento, orbitando o Sol entre a Terra e Marte e que, como ninguém pode provar que ele está errado, a sua afirmação é verdadeira.

 

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12. Ambiguidade

Você usa duplo sentido ou linguagem ambígua para apresentar a sua verdade de modo enganoso.

 

Políticos frequentemente são culpados de usar ambiguidade em seus discursos, para depois, se forem questionados, poderem dizer que não estavam tecnicamente mentindo. Isso é qualificado como uma falácia, pois é intrinsecamente enganoso.

 

Exemplo: Em um julgamento, o advogado concorda que o crime foi desumano. Logo, tenta convencer o júri de que o seu cliente não é humano por ter cometido tal crime, e não deve ser julgado como um humano normal.

 

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13. Falácia do apostador

Você diz que "sequências" acontecem em fenômenos estatisticamente independentes, como rolagem de dados ou números que caem em uma roleta.

 

Esta falácia de aceitação comum é provavelmente o motivo da criação da grande e luminosa cidade no meio de um deserto americano chamada Las Vegas.

 

Apesar da probabilidade geral de uma grande sequência do resultado desejado ser realmente baixa, cada lance do dado é, em si mesmo, inteiramente independente do anterior. Apesar de haver uma chance baixíssima de um cara-ou-coroa dar cara 20 vezes seguidas, a chance de dar cara em cada uma das vezes é e sempre será de 50%, independente de todos os lances anteriores ou futuros.

 

Exemplo: Uma roleta deu número vermelho seis vezes em sequência, então Gregório teve quase certeza que o próximo número seria preto. Sofrendo uma forma econômica de seleção natural, ele logo foi separado de suas economias.

 

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14. Ad populum

Você apela para a popularidade de um fato, no sentido de que muitas pessoas fazem/ concordam com aquilo, como uma tentativa de validação dele.

 

A falha nesse argumento é que a popularidade de uma ideia não tem absolutamente nenhuma relação com a sua validade. Se houvesse, a Terra teria se feito plana por muitos séculos, pelo simples fato de que todos acreditavam que ela era assim.

 

Exemplo: Luciano, bêbado, apontou um dedo para Jão e perguntou como é que tantas pessoas acreditam em duendes se eles são só uma superstição antiga e boba. Jão, por sua vez, já havia tomado mais Guinness do que deveria e afirmou que já que tantas pessoas acreditam, a probabilidade de duendes de fato existirem é grande.

 

***

 

15. Apelo à autoridade

Você usa a sua posição como figura ou instituição de autoridade no lugar de um argumento válido. (A popular "carteirada".)

 

É importante mencionar que, no que diz respeito a esta falácia, as autoridades de cada campo podem muito bem ter argumentos válidos, e que não se deve desconsiderar a experiência e expertise do outro.

 

Para formar um argumento, no entanto, deve-se defender seus próprios méritos, ou seja, deve-se saber por que a pessoa em posição de autoridade tem aquela posição. No entanto, é claro, é perfeitamente possível que a opinião de uma pessoa ou instituição de autoridade esteja errada; assim sendo, a autoridade de que tal pessoa ou instituição goza não tem nenhuma relação intrínseca com a veracidade e validade das suas colocações.

 

Exemplo: Impossibilitado de defender a sua posição de que a teoria evolutiva "não é real", Roberto diz que ele conhece pessoalmente um cientista que também questiona a Evolução e cita uma de suas famosas falas.

 

Exemplo 2: Um professor de matemática se vê questionado de maneira insistente por um aluno especialmente chato. Lá pelas tantas, irritado após cometer um deslize em sua fala, o professor argumenta que tem mestrado pós-doutorado e isso é mais do que suficiente para o aluno confiar nele.

 

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16. Composição/Divisão

Você implica que uma parte de algo deve ser aplicada a todas, ou outras, partes daquilo.

 

Muitas vezes, quando algo é verdadeiro em parte, isso também se aplica ao todo, mas é crucial saber se existe evidência de que este é mesmo o caso.

 

Já que observamos consistência nas coisas, o nosso pensamento pode se tornar enviesado de modo que presumimos consistência e padrões onde eles não existem.

 

Exemplo: Daniel era uma criança precoce com uma predileção por pensamento lógico. Ele sabia que átomos são invisíveis, então logo concluiu que ele, por ser feito de átomos, também era invisível. Nunca foi vitorioso em uma partida de esconde-esconde.

 

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17. Nenhum escocês de verdade…

Você faz o que pode ser chamado de apelo à pureza como forma de rejeitar críticas relevantes ou falhas no seu argumento.

 

Nesta forma de argumentação falha, a crença de alguém é tornada infalsificável porque, independente de quão convincente seja a evidência apresentada, a pessoa simplesmente move a situação de modo que a evidência supostamente não se aplique a um suposto "verdadeiro" exemplo. Esse tipo de pós-racionalização é um modo de evitar críticas válidas ao argumento de alguém.

 

Exemplo: Angus declara que escoceses não colocam açúcar no mingau, ao que Lachlan aponta que ele é um escocês e põe açúcar no mingau. Furioso, como um "escocês de verdade", Angus berra que nenhum escocês de verdade põe açúcar no seu mingau.

 

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18. Genética

Você julga algo como bom ou ruim tendo por base a sua origem.

 

Esta falácia evita o argumento ao levar o foco às origens de algo ou alguém. É similar à falácia ad hominem no sentido de que ela usa percepções negativas já existentes para fazer com que o argumento de alguém pareça ruim, sem de fato dissecar a falta de mérito do argumento em si.

 

Exemplo: Acusado no Jornal Nacional de corrupção e aceitação de propina, o senador disse que devemos ter muito cuidado com o que ouvimos na mídia, já que todos sabemos como ela pode não ser confiável.

 

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19. Preto-ou-branco

Você apresenta dois estados alternativos como sendo as únicas possibilidades, quando de fato existem outras.

 

Também conhecida como falso dilema, esta tática aparenta estar formando um argumento lógico, mas sob análise mais cuidadosa fica evidente que há mais possibilidades além das duas apresentadas.

 

O pensamento binário da falácia preto-ou-branco não leva em conta as múltiplas variáveis, condições e contextos em que existiriam mais do que as duas possibilidades apresentadas. Ele molda o argumento de forma enganosa e obscurece o debate racional e honesto.

 

Exemplo: Ao discursar sobre o seu plano para fundamentalmente prejudicar os direitos do cidadão, o Líder Supremo falou ao povo que ou eles estão do lado dos direitos do cidadão ou contra os direitos.

 

***

 

20. Tornando a questão supostamente óbvia

Você apresenta um argumento circular no qual a conclusão foi incluída na premissa.

 

Este argumento logicamente incoerente geralmente surge em situações onde as pessoas têm crenças bastante enraizadas, e por isso consideradas verdades absolutas em suas mentes. Racionalizações circulares são ruins principalmente porque não são muito boas.

 

Exemplo: A Palavra do Grande Zorbo é perfeita e infalível. Nós sabemos disso porque diz aqui no Grande e Infalível Livro das Melhores e Mais Infalíveis Coisas do Zorbo Que São Definitivamente Verdadeiras e Não Devem Nunca Serem Questionadas.

 

Exemplo 2: O plano estratégico de marketing é o melhor possível, foi assinado pelo Diretor Bam-bam-bam.

 

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21. Apelo à natureza

Você argumenta que só porque algo é "natural", aquilo é válido, justificado, inevitável ou ideal.

 

Só porque algo é natural, não significa que é bom. Assassinato, por exemplo, é bem natural, e mesmo assim a maioria de nós concorda que não é lá uma coisa muito legal de você sair fazendo por aí. A sua "naturalidade" não constitui nenhum tipo de justificativa.

 

Exemplo: O curandeiro chegou ao vilarejo com a sua carroça cheia de remédios completamente naturais, incluindo garrafas de água pura muito especial. Ele disse que é natural as pessoas terem cuidado e desconfiarem de remédios "artificiais", como antibióticos.

 

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22. Anedótica

Você usa uma experiência pessoal ou um exemplo isolado em vez de um argumento sólido ou prova convincente.

 

Geralmente é bem mais fácil para as pessoas simplesmente acreditarem no testemunho de alguém do que entender dados complexos e variações dentro de um continuum.

 

Medidas quantitativas científicas são quase sempre mais precisas do que percepções e experiências pessoais, mas a nossa inclinação é acreditar naquilo que nos é tangível, e/ou na palavra de alguém em quem confiamos, em vez de em uma realidade estatística mais "abstrata".

 

Exemplo: José disse que o seu avô fumava, tipo, 30 cigarros por dia e viveu até os 97 anos — então não acredite nessas meta análises que você lê sobre estudos metodicamente corretos provando relações causais entre cigarros e expectativa de vida.

 

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23. O atirador do Texas

Você escolhe muito bem um padrão ou grupo específico de dados que sirva para provar o seu argumento sem ser representativo do todo.

 

Esta falácia de "falsa causa" ganha seu nome partindo do exemplo de um atirador disparando aleatoriamente contra a parede de um galpão, e, na sequência, pintando um alvo ao redor da área com o maior número de buracos, fazendo parecer que ele tem ótima pontaria.

 

Grupos específicos de dados como esse aparecem naturalmente, e de maneira imprevisível, mas não necessariamente indicam que há uma relação causal.

 

Exemplo: Os fabricantes do bebida gaseificada Cocaçúcar apontam pesquisas que mostram que, dos cinco países onde a Cocaçúcar é mais vendida, três estão na lista dos dez países mais saudáveis do mundo, logo, Cocaçúcar é saudável.

 

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24. Meio-termo

Você declara que uma posição central entre duas extremas deve ser a verdadeira.

 

Em muitos casos, a verdade realmente se encontra entre dois pontos extremos, mas isso pode enviezar nosso pensamento: às vezes uma coisa simplesmente não é verdadeira, e um meio termo dela também não é verdadeiro. O meio do caminho entre uma verdade e uma mentira continua sendo uma mentira.

 

Exemplo: Mariana disse que a vacinação causou autismo em algumas crianças, mas o seu estudado amigo Calebe disse que essa afirmação já foi derrubada como falsa, com provas. Uma amiga em comum, a Alice, ofereceu um meio-termo: talvez as vacinas causem um pouco de autismo, mas não muito.

 

***

 

Uma realidae para nós quarentões e  cinquentões,já tem muitos dos chamados gamers se tornando celebridades na rede,principalmente por seus vídeos postos no youtube,em episódios,onde mostram suas aventuras nos games,com narração.Temos inclusive algunus patrício lusitanostambem fazendo sucesso,como Venon,Feromonas,e o nosso brasuca que já atingiu o topo do yotube Brasil,a ponto de de viver profissionalmente disto,o Leon.Este mundo e seus personagens fiquei conhecendo através de minha filha de 8 anos,frande fã deles,e que me atraiu e devo admitir,tambem virei umseguidor dos vídeos desta turma.Segue uns vídeos para avaliação. 

 

Desculpem,vai os vídeos.

 

Nassif e todos, hoje é dia do aniversário de Karl Heinrich Marx (Tréveris, 5 de maio de 1818 — Londres, 14 de março de 1883) o intelectual e revolucionário alemão, fundador da doutrina comunista, que atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista.

O pensamento de Marx influencia várias áreas, tais como Filosofia, Geografia, História, Direito, Sociologia, Literatura, Pedagogia, Ciência Política, Antropologia, Biologia, Psicologia, Economia, Teologia, Comunicação, Administração, Design, Arquitetura, entre outras.

Em uma pesquisa realizada pela Radio 4 da BBC em 2005, foi eleito o maior filósofo de todos os tempos.

Um abraço.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

 

Como a canalhice do panfleto dos irmãos marinho não tem limites ... 

Alguém pode confirmar o que está na machete do panfleto vendido em bancas ?

" Lula está sem o movimento numa perna "

 

 

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Na ancia de agradar o nosso venerável ex presidente Lula , e por consequencia acabar com esta história dos malidicenste falarem por ai que Lula não tem curso superior , em cada estado que ele chega lhe oferecido o cargo honorífico de doutor Honoris causa.  Deveriam pelo menos poupar o ex presidente de vestir aquela beca horrível , vermelhona parecendo destaque de escola de samba , mas enfim ele até que gosta , é a côr do PT , sua segunda paixão e a primeira é a D. Marisa é claro .

 
Re: Fora de Pauta
 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

A crise moral da notícia 

Por Muniz Sodré em 03/05/2012 

Imagine-se um gestor público entregue ao superfaturamento, à licitação direcionada e ao pagamento de serviços mal feitos. Este é o tipo de prevaricação que, normalmente, o cidadão comum entende como “roubar do Estado”. Em torno disso costuma girar o foco denunciativo da imprensa, ampliado por um tráfico de influências ao qual não escapam autoridades dos três poderes constituídos da República. É tal a proliferação dos escândalos e a amplitude do apodrecimento moral que se torna cada vez mais difícil para o leitor não especializado o acompanhamento racional dos casos, assim como o discernimento do que está em jogo nas denúncias.

A questão do discernimento é propriamente ética e, em última análise, um dos fundamentos da imprensa moderna. Em meio à crise do momento, ela aparece com mais clareza quando se toma conhecimento de que um órgão de imprensa (no caso, a revista Veja) foi manipulado no passado recente pelo bicheiro situado no centro da atual CPI, com o objetivo de detonar denúncias capazes de afetar grupos rivais (casos da propina dos Correios, da Operação Satiagraha etc.).

Diante de parcerias dessa natureza, a que se agregam declarada ou sub-repticiamente partidos políticos e autoridades constituídas, perdem-se as balizas éticas que deveriam nortear os comportamentos e as atitudes morais dos agentes sociais.

Mercado no comando

Na realidade, o fenômeno da perda dessas “balizas” tem origem na própria normalidade política do atual regime republicano, contaminada por uma espécie de “herança maldita” do regime militar, que é o excesso de centralização administrativa por parte da União. Os escândalos decorrem da impossibilidade de se abafar a podridão moral inerente às escaramuças em torno da tomada de decisões políticas e da apropriação privada de recursos públicos.

Tudo isso se agrava com a impunidade sistemática, alimentada pelo corporativismo parlamentar e pelo oportunismo judiciário. E com esse quadro institucional, um pano de fundo de carência ético-política, as “profecias autorrealizadoras” da mídia podem se tornar fatos sociais.

O que significa uma “profecia” dessas? Em termos concisos, é a dimensão reflexiva – no sentido de praticar e receber a ação ao mesmo tempo – dos textos informativos. O discurso midiático não é meramente informativo, mas também autoconfirmativo, o que leva à hipótese de uma circularidade: a representação dos fatos, por mais veraz que seja, põe em jogo crenças ou pressupostos tendentes a validar essa mesma veracidade.

Não é nenhuma novidade a hipótese de que a atividade de produzir enunciados informativos na esfera pública (o jornalismo) modifica o objeto da informação, ou seja, o fato. O discurso da informação é, em consequência, operativo e performativo, ocasionando uma circularidade: a enunciação fazo que o enunciado diz. Neste caso, verifica-se a profecia autorrealizadora, ou seja, uma suposição ou predição que, só pela única razão de ter sido feita, converte em realidade o fato suposto, esperado ou profetizado e, desta maneira, confirma a sua própria “objetividade”.

Em nosso jornalismo cotidiano, escrito e televisivo, esse mecanismo atua na própria definição do que seja uma questão pública ou na implementação de uma opinião dominante. Claro, há sempre meios de se fazer confrontarem os enunciados jornalísticos com a sucessão histórica dos fatos sociais, mas isso depende de um espaço público capaz de favorecer o contraditório por meio de debates ou da disseminação de opiniões conflitantes.

Quando é o caso, aparece na própria imprensa – na fissura das contradições entre a factualidade do noticiário cotidiano e a opinião de editorialistas e colunistas – a verdadeira razão, ou pelo menos a razão consensual de um fato. Mas isso acontece com o jornalismo investido de responsabilidade publicística e não apenas mercadológica, o que se torna cada vez mais raro com o controle da informação pelo mercado e sua quase coincidência com o tecido orgânico da própria sociedade, por efeito da internet.

Denuncismo cego

Ora, na medida em que a imprensa agiganta o seu poder como ator social, tornando-se “mídia” (uma forma de vida articulada com mercado e tecnologias da informação) num contexto de esvaziamento do liberalismo clássico, vai-se ampliando tecnologicamente o espaço público tradicional, mas se tornando caducas as exigências comunitárias quanto ao exercício de uma ética civil. A comunidadeé sustentada pelo pressuposto de um compromisso “moral”, entendido como aspiração original e civilizada.

Hoje se informa quase como se respira, o que elimina da função informacional a pausa reflexiva que leva ao discernimento ético. Este discernimento é imprescindível à estabilidade do corpo social. Pressupondo sempre uma “sociedade de seres morais”, a ética toma como sua questão própria o relacionamento entre consciência moral e sociedade. Ela é, portanto, sempre algo concreto, posto em relação com a comunidade, entendida como o locus da reciprocidade entre os atores da vida social.

A proposta histórica do jornalismo é afinar-se eticamente (logo, com virtudes públicas) com a causa da verdade ou com ideais coletivos, tais como a visibilidade das decisões de Estado, o estabelecimento da verdade sobre questões essenciais para a coletividade, a informação isenta sobre a vida cotidiana, a livre manifestação de pensamento etc. É isto precisamente o que Immanuel Kant (1724-1804) chamava de “publicidade” e que conviria hoje melhor designarmos como “publicismo”: a possibilidade de discernimento ético-político sobre a história presente.

Mas é precisamente isso o que deixa de existir quando a imprensa, tornada parceira do fato social, chafurda no lodaçal que está sempre à margem do terreno mais sólido desse mesmo fato. O índice mais evidente desse descaminho é o denuncismo cego, que não visa à saúde da coisa pública, mas ao aniquilamento dos interesses rivais. O exagero da “profecia autorrealizadora” é a autodesmoralização da imprensa livre. E o mais grave: é a obnubilação da consciência moral do público leitor.

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Leiam sobre o novo golpe dos cartões e cooroborando  o meu comentário acima .

 

Dastanhêda

Mas afinal o que significa este conceito de Crime Organizado "Napolitano _siciliano"  ? .A resposta é  o pior deles , significando o  envolvimento de um grande número de pessoas (chegando a centenas , muitas das vezes ) e exercido na   forma de "Bico" (muito parecido com a Prostituição de Luxo : prostitui-se ocasionalmente ) .E portanto tornando a punição destes Marginais Astuciosas e de alta qualidade criminosas , algo difuso pela estrutura judicial do Proceso Penal Individualizado .Além de ser um Paraíso para  a corrupção de Policiais  .

Acredite , se quiser !!.

 

A Estrutura do Crime Organizado e a Milicianização das ruas de Niterói 

Hoje presencia-se  nas Cidades Brasileiras e especialmente na aprazível cidade de Niterói -Estado do Rio de Janeiro , a tomada da cidade pelo Crime Organizado em sua forma mais rude e brutal que são as "Sociedades Mafiosas" , ao estilo covarde e assasino das Màfias de Onore d"Itália Meridionale .Aparentemente transferidas da Zona Oeste do Rio de Janeiro , região esta  cada vez mais empobrecida .E Niterói cada vez mais afluente .

Mas afinal o que significa este conceito de Crime Organizado "Napolitano _siciliano"  ? .A resposta é  o pior deles , significando o  envolvimento de um grande número de pessoas (chegando a centenas , muitas das vezes ) e exercido na   forma de "Bico" (muito parecido com a Prostituição de Luxo : prostitui-se ocasionalmente ) .E portanto tornando a punição destes Marginais Astuciosas e de alta qualidade criminosas , algo difuso pela estrutura judicial do Proceso Penal Individualizado .Além de ser um Paraíso para  a corrupção de Policiais  .

Vejamos um famoso caso em Niterói , situado na famosa Rua do Diabo (Comendador Queiroz ) . 

Constata-se todo uma extensa gama de atividades ilícitas , indo do "Departamento " responsável pelo desvio de Mercadorias de SuperMercados e Farmàcias , até o "Departamento" da segurança miliciana privada e Jogo do Bicho .Envolvendo assim  de Juízes , Delegados , Cel PMs da reserva , até os "batalhões" de Soldados do crime  disfarçados de Segurança Privada , Segurança Miliciana (em geral exercida por Policiais  fazendo bico ) , entregadores  de Encomendas (Super Mercados  e Farmácias ) .Até a Máfia  dos corretores de imóveis comparece no esquema ! .Ah! , fazedores de cópias de chave também são suspeitos e os Síndicos e Vice-Síndicos dos Condominios .E muitos Porteiros fazem parte deste "Esquemão" altamente rentoso .

E os escritórios de tal Esquema Criminoso ?. Resposta : Discute-se sem nenhum pudor as atividades e planejamentos ilícitos ....nas mesas de Bares pelos seus integrantes ("Rodas" envolvendo sempre de 5 a 15 pesoas ).

 

Dastanhêda

NASSIF:  esse post do Urbano -que nao eh nem cadastrado- foi parar nos "meus posts".  Verificar antes de virar bola de neve.

http://www.advivo.com.br/comentario/re-como-a-economist-ve-a-cpi-do-cach...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Revista Veja defende ‘pobres banqueiros’ e ataca Dilma Rousseff


Para a família Civita, de origem europeia, o Brasil deveria fazer como a Grécia e a Itália, que entregaram os seus governos para os banqueiros sem nem precisar de eleições democráticas.

 

veja cpi cachoeira revista esgoto

Esgoto sem fim: Além de esconder, por estar diretamente envolvida, um dos maiores escândalos de corrupção de que já se teve notícia, Veja sai em defesa dos grandes bancos sem qualquer constrangimento .

Altamiro Borges, em seu Blog

 

A revista Veja não mantém estranhas ligações apenas com o crime organizado – que finalmente poderão ser desnudadas se a CPI do Cachoeira convocar os seus “capos” para prestarem esclarecimentos. Ela também nutresólidas e lucrativas relações com os agiotasfinanceiros que saqueiam o país e lhe garantem polpudos anúncios publicitários. Com o mafioso, as ligações eram na moita. Com os banqueiros, elas são explícitas!

Tanto que a revista da famiglia Civita, em sua versão online, já saiu atirando contra o pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff, transmitido em rede nacional de rádio e tevê, por ocasião das comemorações do Dia Internacional dos Trabalhadores. Para a revista, “ao atacar os bancos, Dilma copia Cristina Kirchner”, esbraveja o título do artigo, assinado por Benedito Sverberi.

Defesa da agiotagem financeira

O texto parece ter sido encomendado pelos “pobres” banqueiros. Eles seriam alvos dos ataques injustos da presidenta, que “teria adotado a estratégia ‘Cristina Kirchner’ de escolher um bode expiatório para mitigar as mazelas do governo. Por esta estratégia, ainda que algum resultado prático possa ser atingido, esconde-se uma lista de reformas que o Planalto tem obrigação de adotar – e que não o faz por um misto de comodismo e inoperância”.

O texto é um primor na defesa da agiotagem financeira. “Se o governo quer mesmo empreender uma ‘guerra’ contra o crédito caro, e não contra o setor bancário, há muito trabalho pela frente. É inegável que os bancos possuem elevada lucratividade em suas operações. Esta condição, contudo, não configura um problema. Própria do capitalismo, ela não necessariamente se traduz em alto custo a pessoas físicas e jurídicas”. De onde a revista tirou a ideia de jerico de que “não se traduz em alto custo”?

Relação promíscua com os banqueiros

Com a inteligência econômica de quem apoiou o desmonte neoliberal, a Veja avalia que é um erro cutucar os banqueiros. “Em vez de simplesmente escolher uma ‘suposta fonte de todos os males para bater’ – como faz a colega argentina, Cristina Kirchner, que comprou briga com a Inglaterra pelas Malvinas (de novo!) e, mais recentemente, com a Espanha por supostos baixos investimentos na petroleira YPF –, a presidente Dilma poderia adotar uma política mais sensata”.

Para a famiglia Civita, de origem europeia, o Brasil deveria fazer como a Grécia e a Itália, que entregaram os seus governos para os banqueiros – sem nem precisar de eleições democráticas. A defesa apaixonada dos banqueiros talvez explique porque a Veja tem tantos anúncios de instituições financeiras – inclusive, infelizmente, de bancos públicos.

do Blog Pragmatismo Político

 

"[...]Devia era, logo de manhã, passar um sonho pelo rosto. É isso que impede o tempo e atrasa a ruga.[...]" - Mia Couto

Quem deixou de patrocinar a Veja (edição 2267)

 

  • AutoCAD
  • Banco do Brasil
  • Becel
  • Boston Medical Group
  • Bradesco
  • Dove
  • Ford
  • Governo Federal - Ciência sem Fronteiras
  • Governo do Distrito Federal
  • HDI Seguros
  • Iba
  • Jeep
  • Localiza
  • Mercedes-Benz
  • Oi
  • Panasonic
  • Pituaçu Solar
  • Renault
  • SKY
  • Sadia
  • Subaru
  • São Camilo
  • TAM
  • Triunfo
  • Valor Econômico
  • Varilux


Quem continua a patrocinar a Veja (edição 2267)

  • Citroen
  • Fiat
  • H.Stern
  • HP
  • Hyundai
  • Mitsubishi
  • Ponto Frio
  • Santander
  • Vivo
  • Volkswagen


NOTA: A Hyundai, a Vivo, a H.Stern e a Mitsubish Motors são os maiores anunciantes da Veja.

A Citroen reduziu seu anúncio para apenas 1/3 de página, o que já é um bom sinal.

 

(Foo, eu postei sua musica ontem, "Eh o Arrasta Foo", e nao sei se voce teve chance de escutar!)

 

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Eu escutei. Achei...horrorosa.

O Foo ficou devendo.

 

Talvez voce nao conheca muito da musica egipcia.  Aquela musica eh linda!

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Nem cartomante vai querer anunciar.

 

Nem cartomante vai querer anunciar.

 

Bom dia, Nassif


Esta notícia me encantou: a Arte popular ocupando espaços!


simonebh 


 

Altar com pintura em grafite surpreende fiéis na Igreja do Padre EustáquioPintura inédita de spray com efeitos tridimensionais encanta fiéis. Ex-pichador, artista se mira em Portinari.

 

Sandra Kiefer -

Publicação: 16/04/2012 06:52Atualização:

Padre Nelson Severino acredita que o grafiteiro conseguiu fazer uma obra de arte (Marcos Vieira/EM/DA Press)
 

Padre Nelson Severino acredita que o grafiteiro conseguiu fazer uma obra de arte
 



Fiéis da Paróquia dos Sagrados Corações, mais conhecida como Igreja do Padre Eustáquio, tiveram uma surpresa na celebração da Páscoa, no sábado de aleluia. No momento em que se abriram as cortinas do altar, em meio à fumaça e aos refletores, surgiu a imagem de Jesus Cristo ressuscitado dentro de um céu azul celeste, realçado por efeito tridimensional criado pelo jogo de luzes e tintas. Segundo paroquianos, muitos não conseguiram segurar a emoção e chegaram às lágrimas diante da beleza da nova pintura do altar-mor.

Nem todos, porém, perceberam que se tratava de pintura em grafite ou arte de rua, de grandes proporções (10m de largura por 12m de altura), maior do que a maioria das figuras estampadas em muros e viadutos da capital. “Não há em BH nenhuma igreja com um Jesus tão glorioso no alto do céu. É um verdadeiro paraíso. Eu poderia ficar o dia inteiro contemplando esta pintura”, afirma o comerciário aposentado Omar Pereira Rosa, de 64 anos, frequentador diário das missas na Igreja do Padre Eustáquio, nascido e criado no bairro.

Ao ser informado que a pintura era de autoria de um grafiteiro, Omar simplesmente se recusa a acreditar: “Não é grafiteiro não. É preciso ser uma pessoa especializada para fazer esse tipo de trabalho. Grafite é uma coisa rústica, popular. O padre jamais deixaria fazer um grafite em um altar sagrado.”

O grafiteiro Rafael Martins da Costa, de 28, gastou 45 tubos de spray e sete dias para fazer o trabalho. “Fiz este altar não só para a igreja, mas também para honrar Deus por Ele ter aberto para mim as portas da sua casa. Só assim a sociedade vai passar a me ver não com o olhar marginal, mas com o olhar artístico. Antes disso, eu era só um grafiteiro e agora posso me intitular artista”, afirmou o designer gráfico.

 

Aniversariante do dia: Karl Marx (05 de maio de 1818)

 

http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx

 

Em 1836, aos 18 anos,este então estudante de economia, já escrevia e pregava, uma revolução entre o escravisado trabalhador, e o escravagista capital, que passados quase 100 anos, estão cada dia mais atuais.

O capital continua esmagando ao trabalhador, e esta situação só melhorará, quando os políticos resolverem ser parceiros do trabalador e não meros defensores do capital.

É perfeitamente possível a convivencia entre o capital e o trabalho, SE ambas as partes respeitarem-se mutuamente, sem que nenhuma destas partes queira ser superior á outra, afinal é impossível o capital crescer sem que o trabalho seja justamente remunerado. 

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

O mais custoso Tribunal do Mundo é o Tribunal Superior Eleitoral. Foi uma cachoeira de dinheiro público gasto naquela suntuosidade. Tem muitas fotos na página oficial, mas não se consegue ampliá-las. Valeria a pena olhá-las em tamanho gigante, para veres onde gastas teu dinheiro.

http://www.tse.gov.br/internet/institucional/nova_sede/index.html

http://www.viaengenharia.com.br/portifolio/default.asp

 

Meu Deus do ceu!

A segunda foto de estrada eh pior ainda!!!  Ninguem ta vendo que essa estrada vai ser uma merda por causa da inclinacao?  Ninguem ta vendo que brasileiros morrem aas pencas porque as estradas sao mal construidas?

Re: Fora de Pauta
 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

(primeiro link nao funciona)

Maravilha mesmo.  Aqui esta uma estrada -uma BR, nao menos- que eles estao construindo.  Basta bater o olho pra ver que ta tudo errado.  Engenharia de estrada no Brasil eh embarassante...  avancada tecnologia de 1940.  Nao tem standard minimo pra construcao de estrada no Brasil nao?

Re: Fora de Pauta
 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

do site da SBPC

Universidades da região amazônica podem se transformar em faculdades

 

Por Janaína Simões

 

2/5/2012 - A resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que obriga as instituições de ensino superior, federais e privadas, a terem dois cursos de mestrado e quatro de doutorado até 2016 para manterem o título de universidade mobiliza o sistema de ensino superior da Região Norte. O alerta sobre as dificuldades para se cumprir a meta foi dado por Selma Baçal, pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), que destacou a ausência de cursos de doutorado em parte das universidades federais presentes na Região Norte do Brasil.

 

“Este é um drama que vivem os reitores e pró-reitores de pós graduação, cujas instituições correm o risco de passar para categorias de faculdades isoladas”, afirmou ela, durante participação na mesa-redonda “Pós-graduação Stricto Sensu: Demanda Amazônica”, evento que encerrou a programação da Reunião Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) realizada entre os dias 27 e 29 de abril no campus avançado da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), na cidade de Oriximiná (PA). Além de Selma Baçal participaram da mesa-redonda Claudio Guedes Salgado, professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), e Rodrigo da Silva, professor da UFOPA.

 

Entre as instituições citadas por Selma Baçal que precisam se estruturar para atingir as metas obrigatórias para 2016 estão universidades como a Federal do Acre e de Roraima, por exemplo. Ambas não têm cursos de doutorado e precisam organizá-los em um curto espaço de tempo, tarefa difícil dada a falta de professores com grau de doutor para lecionarem, entre outros problemas do ensino superior na região. Segundo ela, dois grandes desafios se impõem para o sistema de ensino superior: a formação, atração e fixação de recursos humanos e a obtenção de recursos para bolsas e infraestrutura para ensino e pesquisa.

 

As carências da região amazônica

 

Em sua apresentação, Rodrigo da Silva, da UFOPA, pontuou as dificuldades enfrentadas pela região amazônica no desenvolvimento de um sistema de pós-graduação mais robusto. “Curso de pós não se faz sem ter uma base científica, sem ter pesquisa de qualidade instalada. Qualidade se faz com a natureza humana de que a gente dispõe nesses cursos, mas é preciso estabelecer condições de pesquisa adequadas”, destacou.

 

“Temos de assumir as dificuldades que temos, e são muitas. Precisamos da união dos nossos gestores de universidades, que devem correr atrás dessa capacitação de infraestrutura física para garantir velocidade maior em termos de ganhos de quantidade e qualidade nas pesquisas”, acrescentou. Par ele, um dos principais desafios é atrair doutores para as instituições da região, capazes de formar grupos de pesquisa nas diferentes áreas do conhecimento. Mas convencer os pesquisadores a irem para a Região Norte depende de fornecer condições adequadas de trabalho. “Em Manaus, por exemplo, só no ano passado chegou a banda larga de verdade, ou seja, com qualidade, e ainda assim existem dificuldades nas conexões”, exemplificou.

 

O professor também falou da grande dificuldade de separar laboratórios de pesquisa para uso da graduação. “Temos de qualificar nossos graduandos, trazer desde cedo os alunos para dentro dos laboratórios de pesquisa”, recomendou. Outro problema é que muito ainda precisa ser construído na Amazônia. “Tem doutores que querem chegar na região e já produzir. Não querem chegar e ter que construir prédios”, disse, acrescentando que existe ainda um problema político. Quando muda a administração, é comum mudarem também os pesquisadores de instituição, depois dos docentes terem lutado para constituir um centro de pesquisa.

 

Ele também falou que os quesitos de produtividade das agências de fomento não levam em conta as horas de esforço e trabalho que um pesquisador tem para constituir um novo centro de pesquisa em uma universidade. “Aqui no Norte temos uma série de dificuldades que não são levados em conta: quantos laboratórios você teve de ajudar a montar?”, questionou. “Na nossa região, temos de formar as pessoas, não adianta achar que vamos ganhar em quantidade e qualidade trazendo pessoas do Centro-Sul, mas nada disso é levado em conta. Orientamos alunos da iniciação científica júnior, mas não tem espaço para colocar esse dado no Lattes”, comentou.

 

Ainda sobre a questão de infraestrutura, Silva lembrou que a UFOPA, por exemplo, conseguiu uma série de equipamentos, mas vários ainda estão encaixotados porque não há local construído para serem instalados. “Também faltam técnicos para manipular e fazer a manutenção dos equipamentos. Precisamos de planejamento e reconhecimento dos gestores dos institutos de pesquisa para que invistam nisso”, prosseguiu.

 

O pesquisador também lamentou a situação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), que ainda não conseguiu garantir um volume estável no orçamento, e deu como contra-exemplo a fundação do Amazonas (Fapeam), que já assegura percentuais constantes da receita do Estado para financiar suas atividades. Acrescentou, ainda, que a atual política do CNPq de vincular os editais com as FAPs está prejudicando os Estados com fundações ainda não consolidadas. “Em uma FAP nova, o CNPq deveria entrar com um aporte maior. Os grandes editais, ficam limitados à Fapemig, Faperj e Fapesp”, apontou, citando as fundações de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

 

Outro problema para os bolsistas de pós-graduação da Região Norte está no fato de os editais não contemplarem as necessidades regionais, especialmente a questão da logística. Os pesquisadores precisam fazer, em geral, muito trabalho de campo, mas as agências de fomento não financiam de maneira adequada as despesas com transporte, um aspecto crítico para quem mora na Região Norte. “Ter editais mais específicos, direcionados para a Região Norte podia ajudar”, analisou, citando a questão também da pesquisa interdisciplinar, uma característica dos grupos de pesquisa da região, dada a complexidade das questões relacionadas à Amazônia.

 

A expansão da pós-graduação na região, em números

 

Como coordenador da mesa-redonda, Claudio Guedes Salgado comparou números nacionais com os indicadores da Região Norte no que se relaciona a pós-graduação. Enquanto no Sudeste o maior número de bolsas é concedido para a área de saúde, no Norte são para as áreas biológica e humanas, segundo dados levantados junto à Capes. Ele contou ainda que, no ano 2000, a Capes concedeu 20.490 bolsas no total, sendo 311 delas para a Amazônia, e 13.535 para o Sudeste. Em 2010, o total de bolsas foi de 58.107, sendo 4.501 delas para a Amazônia e 26.760 para o Sudeste.

 

Também se expandiu o número de programas de pesquisa. Em 2000, eram 1.440 programas no Brasil, 39 deles na Amazônia e 865 no Sudeste. Dez anos depois, o total de programas, no nível nacional, era de 2.840 – 186 deles na Amazônia e 1.381 no Sudeste. “Houve avanço no número de bolsas, mas esse avanço não necessariamente se reflete mudança na equidade existente entre as diferentes regiões”, comentou.

 

“Está havendo expansão na região amazônica, surgindo cursos novos, mas a qualidade é um problema”, destacou. Na região amazônica não há cursos com nota máxima da Capes, que é sete, durante o período 2000 a 2010, enquanto no Sudeste havia 18 cursos nota sete em 2000, e 97 em 2010. Salgado disse que existe um grupo de pessoas que defende que qualidade se atinge no longo prazo. “Mas temos de acelerar, transformá-lo em médio ou curto prazo”, prosseguiu.

 

Ele também destacou que 55% dos recursos aplicados pelo CNPq foram para o Sudeste e 3,34% para os Estados do Norte. Os indicadores mostram que os recursos para o Norte aumentam, mas o percentual dos investimentos feitos na região em relação ao total se mantém na casa dos 2% a 3%. “Há demanda, pois vemos que os projetos estão sendo enviados. Os indicadores mostram que cerca de 3% dos projetos enviados para os editais CNPq, em média, são do Norte. Precisamos discutir como podemos alterar esse quadro”, afirmou. 

 

Estou com crise de abstinência de vazamento de CPI...

 

do portal do MCTI

Estudo aponta existência de 16.394 empresas em 384 incubadorasClique para ver todas as fotos de Estudo aponta existência de 16.394 empresas em 384 incubadoras02/05/2012 - 21:34O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) concluiu junto com a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), no início deste trimestre, a atualização do Estudo, Análises e Proposições sobre as Incubadoras de Empresas no Brasil. No total, foram contabilizadas 16.394 empresas em 384 incubadoras espalhadas pelo país. 

O governo exerce um papel de orientador e financiador de iniciativas implantadas em novas incubadoras, considerando que estas são instrumentos de desenvolvimento local e regional. Dentro desse contexto, o MCTI e suas agências de fomento disponibilizaram R$ 53,5 milhões a 341 projetos, entre 2003 e 2011. 

No ano passado, a Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Setec/MCTI), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI), lançou uma chamada pública de apoio às incubadoras de empresas no valor de R$ 6,5 milhões. Foram apresentadas 139 propostas, sendo 51 da Região Sul, 39 da Sudeste, 27 da Nordeste, 12 da Centro-Oeste e dez da Norte. Do total, foram selecionadas 28, que somam R$ 6,3 milhões. 

O estudo dimensiona o faturamento anual das empresas incubadas, que gira em torno de R$ 226 milhões. As 29.205 empresas já graduadas dentro das incubadoras, por sua vez, faturam cerca de R$ 1,2 bilhão anualmente. 

Constatou-se que 55% das empresas desenvolvem produtos em nível nacional, 28% têm atividades voltadas para a economia local e 15% alcançam o mercado internacional. Quase dois terços (58%) das empresas têm como foco o desenvolvimento de novos produtos ou processos oriundos de pesquisa científica e 38% apontaram a inserção de arranjos produtivos locais (APLs) de alta tecnologia. 

Quanto à área de atuação, foi levantado que 52% das incubadoras atuam na área de prestação de serviços, 43% na área industrial e 5% no setor de agroindústria.

 

Nassif e amigas/os, o Lula será o brasileiro com mais título honoris causa.

Paulo Freire ficaria contente.

Freite ganhou 41, menos da USP...

Lula já tem aprovado 80.

em cerimônia compartilhada, recebeu cinco de uma vez só lá no Rio.

Salve o Corinthians!

Salve o Rio!

Salve o Dr. Lula!

http://www.youtube.com/watch?v=mwshqzNSdIU&feature=player_embedded

Lula recebe título Honoris Causa e diz que educação é capaz de mudar vida de qualquer pessoa

Publicado em 04/05/2012 por TVNBR

ATIVIDADES DA PRESIDENTA - 04.05.12: A presidenta Dilma Rousseff participou nesta sexta-feira (4), no Rio de Janeiro (RJ), da cerimônia de outorga de título de Doutor Honoris Causa das universidades públicas fluminenses ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia ocorreu no Teatro João Caetano. Em seu discurso, o ex-presidente Lula ressaltou que a educação é capaz de mudar a vida de qualquer pessoa.

http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2012/04/16/internas_...

Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia.

E:

"Com os cinco que receberá, Lula acumulará 12 títulos. O ex-presidente tem aprovados 80 Honoris Causa no Brasil e no exterior."

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2012/04/27/lula-recebera-mais...

Lula
27.abril.2012 17:26:01
Lula receberá mais cinco Honoris Causa no Rio de Janeiro

Estadão.com.br

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá na próxima sexta-feira, 4, mais cinco títulos de Honoris Causa de universidades do Rio de Janeiro.
Na cerimônia a ser realizada no Teatro João Caetano, Lula receberá os títulos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em cerimônia no , às 10h, na Praça Tiradentes.
Desde que deixou a presidência, ele recebeu o Honoris Causa de 07  instituições. O primeiro deles, em janeiro de 2011, foi da Universidade de Viçosa (MG). Depois da Universidade Federal da Bahia, de três universidades de Pernambuco, da Universidade de Coimbra, em Portugal, e, por último, do Instituto de Estudos Políticos de Paris, a Sciences Po.
Com os cinco que receberá, Lula acumulará 12 títulos. O ex-presidente tem aprovados 80 Honoris Causa no Brasil e no exterior. Honoris Causa é uma expressão latina que significa por distinção honorífica, por motivo ou a título de honra.

 

Gustavo Cherubine

emocionante

http://www.youtube.com/watch?v=Em__HzkhIBk&feature=player_embedded#!

Luiz Inácio Lula da Silva: Doutor Honoris Causa de todas as Universidades Públicas Fluminenses

Publicado em 04/05/2012 por mariarachelcoelho

Entrada do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva no auditório do Teatro João Caetano onde recebeu, hoje, os títulos de Doutor Honoris Causa de todas as Universidades Públicas Fluminenses.


 

Gustavo Cherubine

Nassif e amigas/os, o Lula será o brasileiro com mais título honoris causa.

Acredito que o educador Paulo Freire iria ficar contente.

Freite ganhou 41, menos da USP...

Lula já tem aprovado 80.

Salve o Corinthians!

http://www.youtube.com/watch?v=mwshqzNSdIU&feature=player_embedded

Lula recebe título Honoris Causa e diz que educação é capaz de mudar vida de qualquer pessoa

Publicado em 04/05/2012 por TVNBR

ATIVIDADES DA PRESIDENTA - 04.05.12: A presidenta Dilma Rousseff participou nesta sexta-feira (4), no Rio de Janeiro (RJ), da cerimônia de outorga de título de Doutor Honoris Causa das universidades públicas fluminenses ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia ocorreu no Teatro João Caetano. Em seu discurso, o ex-presidente Lula ressaltou que a educação é capaz de mudar a vida de qualquer pessoa.

http://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/2012/04/16/internas_...

Freire ganhou 41 títulos de doutor honoris causa de universidades como Harvard, Cambridge e Oxford. Foi preso em 1964, exilou-se depois no Chile e percorreu diversos países, sempre levando seu modelo de alfabetização, antes de retornar ao Brasil em 1979, após a publicação da Lei da Anistia.

E:

"Com os cinco que receberá, Lula acumulará 12 títulos. O ex-presidente tem aprovados 80 Honoris Causa no Brasil e no exterior."

http://blogs.estadao.com.br/radar-politico/2012/04/27/lula-recebera-mais...

Lula
27.abril.2012 17:26:01
Lula receberá mais cinco Honoris Causa no Rio de Janeiro

Estadão.com.br

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá na próxima sexta-feira, 4, mais cinco títulos de Honoris Causa de universidades do Rio de Janeiro.

Na cerimônia a ser realizada no Teatro João Caetano, Lula receberá os títulos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal Fluminense (UFF) e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) em cerimônia no , às 10h, na Praça Tiradentes.

Desde que deixou a presidência, ele recebeu o Honoris Causa de 07  instituições. O primeiro deles, em janeiro de 2011, foi da Universidade de Viçosa (MG). Depois da Universidade Federal da Bahia, de três universidades de Pernambuco, da Universidade de Coimbra, em Portugal, e, por último, do Instituto de Estudos Políticos de Paris, a Sciences Po.

Com os cinco que receberá, Lula acumulará 12 títulos. O ex-presidente tem aprovados 80 Honoris Causa no Brasil e no exterior. Honoris Causa é uma expressão latina que significa por distinção honorífica, por motivo ou a título de honra.

 

Gustavo Cherubine

http://altino.blogspot.com.br/2012/05/jorge-viana-e-demostenes-torres.html

Elogios rasgados de Jorge Viana a Demóstenes Torres, no Congresso.

 

da Agência Fapesp

Projeto Genoma Onça-Pintada é iniciado

http://agencia.fapesp.br/15538

May 5, 2012 

Iniciativa brasileira visa ao sequenciamento completo do material genético da espécie, incluindo caracterização integrada de diversos tipos de informação molecular (foto:BIOTA-FAPESP)

 Notícias

Agência FAPESP – Um consórcio de instituições iniciou o Projeto Genoma Onça-Pintada, que visa ao sequenciamento completo do material genético da espécie Panthera onca, incluindo caracterização integrada de diversos tipos de informação molecular.

O consórcio é integrado pela Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP), a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Minas Gerais, em parceria com o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros (Cenap) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Pró-Carnívoros e o Zoológico Municipal de Sorocaba.

O projeto era planejado desde setembro de 2011 e foi iniciado agora com a coleta das primeiras amostras de material biológico de um exemplar do animal, proveniente do Pantanal, selecionado para sequenciamento.

O animal, que está mantido no Zoológico de Sorocaba, será o alvo principal do esforço de sequenciamento de DNA em grande escala, seguido dos processos computacionais de montagem genômica e anotação (caracterização) dos diferentes componentes do material genético da espécie, como genes, elementos regulatórios e elementos repetitivos.

De acordo com os pesquisadores participantes do projeto, o animal atuará como representante da espécie do ponto de vista da caracterização genômica, provendo dados essenciais para compreender a biologia e evolução da onça-pintada, bem como suas diferenças em relação a outras espécies.

Além da sequência genômica completa, o animal também será o foco de estudos sobre o transcriptoma da onça-pintada – a análise de quais genes estão sendo expressos (ativados) em diferentes tecidos em um determinado momento –, que permite validar e qualificar os dados genômicos, além de viabilizar inferências sobre o funcionamento dos genes no animal vivo.

As análises realizadas a partir do animal serão complementadas por investigações genômicas comparativas de outras onças-pintadas, provenientes de diferentes biomas, que serão relevantes para caracterizar a variabilidade genômica presente na espécie e para identificar as bases genéticas de características físicas que podem influenciar na sua adaptação a diferentes ambientes.

Segundo os pesquisadores, as informações serão importantes para compreender a história evolutiva da onça-pintada e contribuir para um delineamento mais preciso e abrangente de estratégias para a sua conservação na natureza.

Além disso, os dados genômicos gerados a partir do projeto poderão ter aplicação forense, provendo uma base de marcadores moleculares que auxiliará na análise de estrutura populacional da espécie e identificação da procedência geográfica de animais de interesse, por exemplo, apreendidos.

Para realizar o projeto, os pesquisadores utilizarão a infraestrutura do Laboratório Multiusuários Centralizado de Genômica Funcional Aplicada à Agropecuária e Agroenergia, instalado na Esalq com auxílio da FAPESP por meio do Programa Equipamentos Multiusuários.

“Com os recursos que obtivemos da FAPESP, adquirimos equipamentos para o centro de genoma funcional, que serão utilizados para sequenciar o genoma da onça-pintada”, disse Luiz Lehmann Coutinho, professor da Esalq e um dos pesquisadores participantes do projeto, à Agência FAPESP.

O pesquisador também participou do projeto de sequenciamento da Xylella fastidiosa, bactéria causadora do "amarelinho" – doença que devasta plantações de cítricos –, realizado no âmbito do Programa Genoma da FAPESP. 

 

da Agência Fapesp

USP lança site com contribuições à RIO+20

http://agencia.fapesp.br/15526

May 5, 2012 

Serviço reúne 1,3 mil trabalhos de mestrado e doutorado relacionados aos temas que serão tratados durante a conferência ambiental (RI0+20)

 Notícias

Agência FAPESP – A Pró-Reitoria de Pós-Graduação da Universidade de São Paulo (USP) lançou um portal que reúne teses e dissertações de mestrado e doutorado relacionadas aos temas que serão tratados durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20).

A RIO+20 será realizada entre os dias 20 e 22 de junho no Rio de Janeiro. As dissertações e teses foram defendidas na USP entre junho de 1992 e setembro de 2011.

A seleção, com cerca de 1,3 mil trabalhos, permite realizar buscas por autor, resumo e palavras-chave, além do download da pesquisa completa.

Além disso, também oferece uma análise do material por especialistas da USP sobre os avanços e desafios das pesquisas nas áreas de governança e Agenda 21, economia verde e inclusão social e mudanças climáticas.

Mais informações: www.prpg.usp.br/usprio+20

 

do Carta Maior

Duplo ensaio sobre a cegueira

 

Há uma ficção que corre solta hoje tanto nas entrelinhas quanto na linha de frente da expansão dos grupos e partidos de extrema-direita na Europa: a de que eles não são racistas. A eleição francesa, que culmina no próximo dia 6 de maio, fornece um bom material para essa reflexão.

Data: 03/05/2012

Peço permissão a Saramago para glosar o título de seu romance de ficção científica para abrir uma discussão sobre a pretensa ciência de uma ficção que corre solta hoje tanto nas entrelinhas quanto na linha de frente da expansão dos grupos e partidos de extrema-direita na Europa (e talvez alhures também): a de que eles não são racistas.

A eleição francesa, que culmina no próximo dia 6 de maio (como a eleição grega), deu um bom material para essa reflexão. Como exemplo, sugiro consulta a essa matéria publicada recentemente no The Guardian

Nela um jovem militante da Frente Nacional, de Marine Le Pen, expõe abertamente seu ideário e suas razões para fazer essa escolha. Esclarece, inclusive, a estratégia da Frente e de Le Pen que, no 1º. de maio, declarou votar nulo, embora liberasse (como une reine) seus seguidores, ou súditos, para votar de acordo com a consciência de cada um.

Para o jovem militante (da região de Vaucluse), que pretende se eleger para o Parlamento em junho, a eleição de Hollande seria, em primeiro lugar, uma catástrofe. Seria um desastre econômico imediato, piorado pelo fato de que ele abriria de imediato o voto para os imigrantes e chegaria, certamente, ao ponto de “permitir a fundação de um partido islâmico”.

Porém isso traria efeitos positivos. Em primeiro lugar, provocaria a desintegração da União por um Movimento Popular (UMP), o partido do atual presidente. Desse modo, argumenta o jovem voclusien, a Frente Nacional de Le Pen, se tornaria a força unificadora da direita na França, e, com os desastres de Hollande e seu credo à esquerda, ela teria 80% de chances de se eleger presidenta daqui a 5 anos.

Diz o jovem que a atual Frente, graças à atuação de Le Pen, se livrou dos velhos dinossauros racistas, que hoje é um partido moderno que atrai “managers, funcionários públicos, jovens estudantes de escolas de prestígio, estudantes de direito”, enfim, “gente de fato inteligente”. Até mesmo, insiste ele, jovens de ascendência imigrante, mas que se tornaram legítimos franceses. Queremos, diz ele, um “protecionismo inteligente”, o que a seus olhos nada tem de racista.

“O Islã tem de se adaptar à França, não o contrário. O estado secular tem de ser forte, de se impor. Se eles querem viver aqui, devem respeitar nossa cultura, como se eu vivesse no Marrocos. E sabe, é natural não sentir afinidade com quem não se parece, não se veste, não se comporta como nós. Só o ‘politicamente correto’ impede que as pessoas digam isso”.

Para ele, isso nada tem de racista. Seu maior argumento é ele próprio. Seu maior amigo – “o irmão quer nunca tive”, nas suas próprias palavras – é um negro. Mas... “ele estudou aqui, tem um trabalho, tem uma namorada francesa, um bebê, uma carteira de motorista, um título de eleitor, nunca teve problemas com a lei. Mas agora estão lhe dando um aperto por causa de sua nacionalidade. Não é justo. Não tenho o menor problema no que se refere ao lugar de origem das pessoas; o que importa é a integração. Ele ganhou o direito de ser um cidadão francês, com todos os direitos que isso implica. Alguns, francamente, não ganharam esse direito”.

Mutatis mutandis, o jovem em tela esgrima uma imagem análoga a de tradicional conceito brasileiro, de triste memória; ele se vale do conceito e da imagem de um negro de alma “bleue, blanche et rouge”, as cores da bandeira francesa. E para ele isso nada tem racista.

Por quê? Porque ele usou a palavra mágica: “cultura”.

A mesma coisa ocorreu com Thilo Sarrazin, na Alemanha, autor do livro e bestseller Deutschland schafft sich ab (A Alemanha que se anula), uma vigorosa investida contra as imigrações árabe, turca e muçulmana de um modo geral, acusadas de “emburrecerem” o país pela sua recusa à integração escolar, social e cultural. O autor, Sarrazin, é membro do Partido Social Democrata, foi Secretário de Finanças de Berlim, assessor da Deutsche Bahn (a Cia, Ferroviária Nacional) e conselheiro do Banco Central Alemão, cargo que teve de deixar por causa da publicação do livro. Para ele seu livro e seu pensamento nada têm de racismo: a questão, argumenta, é “cultural”.

Esse curioso uso da palavra investe de frente contra o conceito de “multiculturalismo”, usado em diferentes frentes e políticas públicas desde que oficialmente adotado no Canadá, em 1971, e transformado em Lei em 1988. Deriva da reação a este conceito, que reafirma o “monoculturalismo”, ou uma política de “assimilação”, também adotada oficialmente, nos tempos modernos, a começar pelo governo conservador de John Howard (próximo de Margareth Thatcher), na Austrália, em 1996, por oposição à política multicultural anterior. O movimento de Howard batia-se desde 1988 pela adoção de uma política baseada no ideal de “uma única nação, um único futuro”. Sugeria a diminuição da imigração, sobretudo de asiáticos, pretendia substituir a política de “reunião familiar”, que permitia a imigração de cônjuges de outras nacionalidades casados com cidadãos do país, por uma de imigração de “trabalhadores qualificados” e opunha-se a qualquer acordo com os primeiros nativos australianos.

Antigamente, as teorias racistas ajudavam a “naturalizar” as diferenças e o controle de pessoas de uma raça vista como inferior por outra vista como superior. De certo modo, havia um processo semelhante no que se refere à educação, no plano individual. Seria “natural” que pessoas “mais educadas” se sobrepusessem às “menos educadas”. Assim pensava, por exemplo, a nossa querida UDN, ao propor nos idos de logo depois da Segunda Guerra que o voto de um engenheiro deveria valer mais do que o de um operário. Tudo era uma maneira de tornar “natural” a desigualdade, da mesma forma que por esse tempo ainda se dizia que pobreza e riqueza eram “condições dadas por Deus”.

Esse racismo não desapareceu, mas caiu em desgraça. Agora, a dimensão cultural veio, paradoxalmente, “renaturalizar” a desigualdade, isto é, mais precisamente, o tratamento desigual e a rejeição do reconhecimento e da tolerância com as diferenças.

Na moldura deste tipo de pensamento, está a idéia de “conflito de civilzações” como motor da história no século XXI (um idéia que, curiosamente, se opunha às de Fukuyama sobre “o fim da história”), conforme exposta, por exemplo, por Samuel Huntington em The Clash of Civilization and the Remaking of World Order, de 1996:

“Minha hipótese é a de que a fonte fundamental de conflito neste novo mundo não será, em primeiro lugar, ideológica nem econômica. As grandes divisões entre a humanidade e a fonte dominante de conflitos serão culturais. Estados-nação continuarão a ser os atores mais poderosos no cenário mundial, mas os principais conflitos da política globarl ocorrerão entre nações e grupos de civilzações diferentes. O choque de civilzações dominará a política global. As imperfeitas linhas divisórias entre as civilizações serão as linhas de batalha do futuro”.

Huntington se notabilizou por assessorar governos anti-democráticos em seus planos de se perpetuar, como, inclusive, o de Médici (através de terceiros, não o próprio presidente) no Brasil e o regime do apartheid na África do Sul. Também animou correntes de pensamento, como as de Ronald Inglehart e Pippa Norris, nos Estados Unidos, que sugerem ser a diferença no liberalismo sexual (ou falta de) a principal linha de conflito entre o Ocidente e o mundo do Islã, e que esse desacerto podia levar o segundo à intolerância e à falta de democracia.

Entre as frases conhecidas de Huntington está a de que para se levar adiante uma política que queira universalizar os próprios valores (culturais de uma civilização) é necessário recorrer “à ambiguidade, ao engano, a premissas imperfeitas e à cegueira proposital”.

O nosso jovem, lá da matéria do The Guardian, não deixa de ilustrar esse ponto de vista. Acredito até que ele possa ser sincero em tudo o que afirmou. Mas é claro que nisso tudo há um ponto cego de intolerância, que o recurso ao conceito de “cultura” não só atenua, como expele do seu imaginário e da sua auto-imagem.

Ao lado desta cegueira, entretanto, existe uma segunda, tão cega e tão perniciosa quanto ela. É aquela de quem não consegue ver a correlação entre a adoção das políticas de destruição de direitos e garantias sociais e a emergência e aceitação dessa nova retórica, “moderna”, de direita.

Diz nosso ditado: “Em casa que não tem pão, todo mundo briga e ninguém tem razão”. Mais ou menos. Porque os mais fortes sempre se verão de modo melhor do que os mais fracos, sempre, mesmo que isso não seja dito expressamente, a “sua” cultura e a “sua” civilização serão melhores do que as outras. 

Parafraseando outro dito nosso para a França: “farinha pouca, minha baguete primeiro”.

 

O povo já está indignado, temos o dever de divulgar: http://www.foramarconi.com.br/

 

"A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise. Ela é a crise!"

Rob Riemen, filósofo holandês, em entrevista em Lisboa.

http://www.ionline.pt/mundo/rob-riemen-classe-dominante-nunca-sera-capaz-resolver-crise-ela-crise-1

 

Seu Nassif, por favor, veja se essa contribuição espetacular do Antonio Francisco não merece virar post. O filósofo holandês traz pensamentos muito, muito interessantes! Abraço.

 

Demóstenes e o criminoso Cachoeira falam abertamente que a Veja ajudou a derrubar o Palloci, falam da arapongagem em cima de José Dirceu e tramam derrubar o governo Dilma, que foi eleito majoritariamente pelo pobo brasileiro. Entrento uma meia dúzia de sem vergonha se acham no direito de voltar ao poder por meio de golpe, observem o link a seguir: http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/2012/05/aparece-o-audio-...

 

 

 

Assim como aconteceu com a "fritura" do então Ministro José Dirceu, que teve contra sí, o PIG inteiro;

Assim como foi "armado" aquele teatro envolvendo o Diniz e o corruptor, que a mando do atual grupo, envolveu o nome do então Ministro Dirceu, naquele factóide que ainda hoje causa enjôo em quem lê a respeito;

Assim como na "armação" do Hotel Nahoum;

Será que apenas o Ministro do Supremo, que é o relator do processo do fatídico mensalão, não vê isso ?

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Sessão das 10

A Casa dos Espíritos

A história do Chile da década de 20 aos anos 70 é contada através da saga da família Trueba, que começa com a união de um homem simples (Jeremy Irons), que fica rico, com uma jovem (Meryl Streep). A saga se desenvolve até esta família ser atingida pelo golpe militar, que no início da década de 70 derrubou o presidente Salvador Allende.

Realismo fantástico atrelado à mais dura realidade chilena, a história é uma saga que se estende por três gerações de uma mesma família. Quando o jovem Esteban Trueba resolve casar-se com a bela Rosa, que logo morre, não imaginava a trajetória que sua vida tomaria a partir dessa decisão. Com um golpe do destino, acaba tornando-se um bem-sucedido produtor rural, casando-se com Clara, irmã de Rosa e seu único amor por toda a vida. Com Clara, formou uma família composta por seus três filhos: Blanca, Jaime e Nicolas. Eram personalidades em tudo opostas, emaranhando-se em nós que talvez nunca se desatassem. Esteban nunca poderia imaginar que seus excessos da juventude, seu mau gênio e suas idéias arcaicas refletiriam com tanta contundência no futuro de sua família. Blanca viveu um amor de uma vida inteira com Pedro Tercero, filho e neto de colonos de Las Tres Marias, a fazenda-modelo de Esteban Trueba. Conheceram-se crianças e se amaram desde o primeiro instante. Com o passar do tempo, Pedro tornou-se um socialista, indignado com as condições do povo do campo, pregando suas idéias e de seus companheiros por toda parte, por meio das músicas que compunha sobre galinhas que derrotavam a raposa. Tais idéias eram abomináveis para Estaban Trueba, que passou a abominar também Pedro, sendo que o cúmulo de seu ódio aconteceu quando Blanca engravidou de Pedro Tercero. Nesta época, em meio a muitos outros acontecimentos, Esteban Trueba entrou para a vida política, tornando-se ardoroso defensor dos conservadores, e elegendo-se senador, cargo que exerceu durante vinte anos. Para seu sofrimento e indignação, apesar de Pedro Tercero estar distante de sua vida, seu filho Jaime cultivava idéias socialistas e dedicava-se, como médico, a atender os mais pobres e mais necessitados, nos bairros dos subúrbios da cidade. Pedro Tercero continuou sua pregação esquerdista, tornando-se famoso, apresentando-se nas rádios e caindo na boca do povo, de modo que Trueba proibiu que o ouvissem pelo rádio em sua casa. Após a morte de Clara, o senador Trueba vê seu mundo desmoronar. A única destinatária de seus carinhos era a neta Alba, que se tornou tão casmurra quanto ele, sendo a única capaz de desafiá-lo e por esta razão estudava violoncelo e entrou para a faculdade de Filosofia. Lá, Alba conheceu Miguel, um militante socialista que defendia que apenas a luta armada poderia modificar o país. Suas vidas já se haviam encontrado no passado, porém não se recordavam. Logo, vieram as eleições presidenciais e Jaime comunicou ao pai que desta vez ganharia o Candidato. O Candidato concorria pela esquerda ao cargo de Presidente havia muitos anos, sem se cansar ou desistir. E assim foi o início da decadência final da família Trueba. Às eleições seguiram-se intrigas, racionamentos, golpe militar. Ao golpe militar seguiram-se sangue, dor, fuga, desgraça, envolvendo todos os remanescentes membros dessa família, bem como todos os cidadãos chilenos.

ELENCO

Meryl Streep (Clara)

Glenn Close (Ferula)

Jeremy Irons (Esteban Trueba)

Winona Ryder (Blanca)

Antonio Banderas (Pedro)

Vanessa Redgrave (Nivea)

Maria Conchita Alonso (Transito)

 

Lindo, muito triste a historia.  Apreciei tambem varios dos pequenos detalhes, como do filho bastardo que continua aparecendo na historia ate muitos anos mais tarde.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Ivan,

De fato. O filme é fantástico, muito denso, história marcante do Chile, interpretação sublime de fantásticos atores. Fotografia e trilha sonora igualmente sensacional.

Um filme que merece entrar em uma galeria especial.

 

Lula, cinco vezes Doutor Honoris Causa no RioLula, cinco vezes Doutor Honoris Causa no RioFoto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
AO LADO DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, EX RECEBE HOMENAGENS DE CINCO UNIVERSIDADES PÚBLICAS; ANTES DA CERIMÔNIA, AMBOS SE REUNIRAM RESERVADAMENTE, EM CONVERSA POLÍTICA

04 de Maio de 2012 às 15:18

Stephania Mello _247 - Ao lado da presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta sexta-feira (4) cinco títulos de doutor Honoris Causa, agora de universidades do Rio de Janeiro. As universidades fizeram cerimônia conjunta para otimizar a presença do agraciado.

O título foi entregue a Lula pelas universidades Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFF (Universidade Federal Fluminense) e UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). O evento aconteceu às 11 horas, no Teatro João Caetano, na Praça Tiradentes, no Centro da capital fluminense.

Antes do início do evento, Dilma e Lula tiveram uma conversa reservada, na segunda visita ao Rio em menos de 15 dias. A presidente acompanhou seu antecessor para receber a vestimenta formal da cerimônia - uma toga vermelha com chapéu de doutor.

No começo da cerimônia, o reitor da Unirio, Luiz Pedro San Gil Jutuca, destacou a atuação do ex-presidente na área da educação. "Diferentemente de governantes letrados, foi aquele que mais fez pela educação nesse país", afirmou Jutuca. Enfatizou ainda o Programa Universidade para Todos (Prouni), criado no governo Lula, considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julgamento na última quinta-feira (3), em Brasília.


comentários para “Lula, cinco vezes Doutor Honoris Causa no Rio”

  1. walber f. santos 5.05.2012 às 01:05

    Quanto custou este teatro do absurdo? Os professores de universidades federais fizeram greve quase três meses e o governo PeTista não reajustou o salário dos servidores das universidades federais. Os reitores, no mínimo, fizeram a troca fisiológica, a saber: Lula recebe os diplomas enquanto nós ficamos gratos pelo cargo de reitor. É DANDO QUE SE RECEBE.Cargo de Reitor em troca de apoiar o Lula,em que pese a tragedia dos salário de fome dos professores e SERVIDORES das universidades federais. É uma solenidade que legitima a compra de diplomas de nível superior e consagra as maracutaias do Ministério da Educação. Tem conotação eleitoral e fisiológica.Alguns usam o dinheiro para comprar diplomas, outros usam sua capacidade de articulação política.Se existe algum sindicalista que apoiou este teatro do absurdo, é sindicalista petista que vendeu a categoria em troca de cargo público - a famosa boquinha. A Dilma ri na foto , como quem diz: vocês são palhaços,massa de manobra do PT. Nós que liberamos grana das universidades, nós que escolhemos os reitores e somos nós que apoiamos os analfabetos na política.

  2. peão de obras 5.05.2012 às 01:03

    Agora eu sei de onde vem estas safadezas toda, é destas universidades publicas, a gente como peão não entendia certas atitudes dos chefes. Agora tenho certeza que este pessoal formsdo são PHD em roubos, crrupção, prepotência e outros bichos mais. Que tristeza sô.

  3. walber f. santos 5.05.2012 às 00:07

    Lula só tem a quarta série primária. Lula colou com os "homens certos" do PT.Desse jeito vou rasgar meus diplomas. Um deles é referente ao curso de Direito, que tirei na UFRJ, ESTUDANDO dia e noite. Agora Lula virou geninho com cinco diplomas comprados com a chancela de Universidades Federais e da UERJ. Estudei na FUNABEM, fui garoto de rua.Por que não segui a política?Não teve nenhum herói para vaiar este teatro do absurdo na hora da entrega dos diplomas? Ou PT encheu o local de segurança do governo
    ?