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 Qual o interesse do Governo de manter relação de dominio  e poder de decisão sobre uma empresa bichada como a Delta? Só existe uma razão: manter a estrutura do fluxo da corrupção. Para tanto, o que vale é a ação entre amigos, que conhecem os metodos de desvio de dinheiro público sem deixar rastros de comunicação com o mundo da mídia e dos investigadores . O problema não está em siglas de partidos, mas nos nomes certos de empreiteiros, os quais tem sintonia com as regras de licitação.  Ninguem suportaria uma CPI de Empreiteiras.Na realidade, no Brasil quem manda nos Partidos Políticos são os financistas de campanhas, que tem nas empreiteiras seu maiores sócios e mantenedores FINANCEIROS,independente de ideologia de picaretas de esquerda e de direita. Nenhuma empreiteira faz obra sem cumprir o que está escrito: " é dando que rcebe". Não sai nada da mão de MÃO BEIJADA. Tudo tem um preço. E há o risco de empreiteiros fazerem as obras e não receberem os empenhos. Daí, esta palhaçada de querer misturar brigas de jornas e mídias contra partidos . Isso sempre vai existir. Aqui, por exemplo, nunca se falou dos corruptos do PT, por que? Do mesmo modo lá do outro lado, não vai se falar dos corruptos do PSDB e aliados. É briga entre cachorros grandes, que envolve muito dinheiro na ordem de bilhões de reais. Todos os lados tem rabo de fora. Se a  mídia estivesse apoiando o PT, TUDO SERIA DIFERENTE.  Por outro lado, se o Governo começar a molhar a mão da Mídia fica tudo acertado.Quem está no Governo, está rico ou enriqueceu misteriosamente. Tem gestores do Governo Federal faturando em dois contracheques mais de 50 paus por mês e acham pouco. Tem servidor que teve que sair do Staff do Governo porque descobriram sua maracutaia. Se fossem inocentes permaneceriam no Governo. A midia tem sim que botar a boca no trambone, falando os podres tanto da esquerda  quanto da direita. Alias, esta linguagem esquerda e direita é para enganar otário. O que a esquerda gosta é de didin de montão depositado nas contas de laranjas. O que a direita gosta é de muito didin no praisos fiscais . O blog VEM FAZENDO CAMPANHA contra o PGR, porque  o mensalão não foi arquivado. Isso não é jornalismo sério. Dizer que não houve mensalão é subestimar a inteligencia do povo brasileiro e achar que todos os brasileiros são tão apedeuta quanto o Lula. Simancol para quem defende que não houve Mensalão. Em editorial, Globo critica capitalismo entre amigosEm editorial, Globo critica capitalismo entre amigosFoto: Divulgação

JORNAL RECOMENDA QUE O GOVERNO SE MANTENHA LONGE DA OPERAÇÃO QUE PODE ENTREGAR O COMANDO DA EMPREITEIRA AO EMPRESÁRIO JOESLEY BATISTA

12 de May de 2012 às 17:02

247 –Dono da empresa que mais cresceu no governo Lula, o empresário Joesley Batista, do grupo JBS Friboi, está a um passo de se tornar controlador também da Delta. Mas, em editorial, o jornal O Globo recomenda que o governo federal fique longe da operação. Leia:

Delta e o capitalismo entre amigos

Atingida pelo escândalo da descoberta do esquema mafioso de Carlinhos Cachoeira, a empreiteira Delta, campeã de obras no PAC, entrou em rota para o colapso. Sem crédito nos bancos, a empresa começou a repassar contratos — o de participação na reforma do Maracanã foi um deles —, e tornou-se questão de tempo a falência. Sem credibilidade junto a bancos e governos não há empreiteira que resista. A surpreendente decisão do grupo J&S de comprar a construtora poderia ser motivo de alívio, por salvar empregos. Mas gerou problemas para o governo federal, ao levantar suspeitas de envolvimento político em um negócio que teria sido desenhado, acusa-se, para salvar o dono da empreiteira, Fernando Cavendish.


Fosse uma decisão empresarial de mercado, não haveria qualquer desdobramento no mundo político, como aconteceu. Os indícios de envolvimento oficial existem: a holding J&S, além de ter crescido sob o impulso do BNDES, na política de criação de "campeões nacionais", tem como principal ativo o frigorífico JBS, do qual o banco estatal detém 31,4%.

O BNDES garante não ter qualquer participação na iniciativa do J&S de absorver a Delta e ainda aceitar administrar a empresa antes de qualquer auditoria interna — raridade no mundo dos negócios. O Palácio, por sua vez, em nota, tachou de "falsas as ilações de que a referida operação teve aval deste governo". Garantiu não interferir em operações privadas. Lembrou, ainda, que a Controladoria-Geral da União (CGU) audita os contratos da Delta e pode declará-la inidônia para fazer negócios com o poder público.

Consta que a presidente Dilma estaria contra a interferência oficial no imbróglio, e ontem foi incentivada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS) a manter o Estado ao largo: "É vigarice pura". Pode ser ou não. Mas tudo indica ser a posição mais sensata para o governo.

A operação se candidata a ser exemplo de distorções causadas toda vez que o Estado resolve interferir no mercado privado a fim de induzir o crescimento de empresários escolhidos para serem os tais "campeões nacionais". No setor de frigoríficos, agora em destaque devido à polêmica em torno da Delta, o BNDES já empatou — e perdeu — dinheiro público.

Nos últimos 30 anos fortaleceu-se no Brasil, ao lado do grande aparato financeiro estatal, um forte braço sindical envolvido em bilionários investimentos, os fundos de pensão de estatais. Previ, Petros e outros atuam no alto mundo dos negócios, algumas vezes juntos com o BNDES. A escolha dos investimentos não é transparente, até porque os fundos, por lei, são entidades privadas. E o BNDES, por sua vez, não se notabiliza por ser translúcido. Se todo este cenário for analisado de um plano mais elevado, constata-se que há no Brasil instrumentos para a prática daquilo que os americanos chamam de "crony capitalism", capitalismo entre amigos ou, mais adequado para o Brasil, "capitalismo de companheiros".

O Ministério Público Federal do Rio deseja barrar o negócio, porque há evidências de fraudes cometidas pela Delta no relacionamento com Cachoeira. O mesmo pedido é feito pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) à Procuradoria-Geral da República. Falta mesmo projetar luz sobre toda esta história.

 

xx

Nesses tempos de Comissão da Verdade é imporftante registrar os versos premonitórios do grande Paulo Cesar Pinheiro.
Olha aí…o  Paulo Cesar Pinheiro acontecendo.  Olha o muro,olha o "POSTE" Que medo você tem de nós…

http://www.youtube.com/watch?v=y0xRfgeJLNo

Pesadelo
Paulo César Pinheiro/Maurício Tapajós.

Quando um muro separa, uma ponte une
Se a vingança encara, o remorso pune
Você vem me agarra, alguém vem me solta
Você vai na marra, ela um dia volta
E se a força é tua, ela um dia é nossa

Olha o muro, olha o "POSTE"
Olha o dia de ontem chegando
QUE MEDO VOCÊ TEM DE NÓS
Olha aí…

Você corta um verso, eu escrevo outro
Você me prende vivo, eu escapo morto
De repente…olha eu de novo
Pertubando a paz, exigindo o troco
Vamos por aí, eu e meu cachorro

Olha um verso, olha o outro
Olha o velho, olha o moço chegando
Que medo você tem de nós
Olha aí…

O muro caiu, olha a ponte
Da liberdade guardiã
O braço do Cristo-horizonte
Abraça o dia de amanhã
Olha aí…Pesadelo MPB4Apresentação no especial A presença de Vlado

 

11/05/2012

 às 22:46 \ Direto ao Ponto  A QUADRILHA é grande.

 

 Eike prepara um gol de mão no Maracanã

 

11/05/2012

 às 22:46 \ Direto ao Ponto
Eike prepara um gol de mão no Maracanã. A corrupção está em todos os lugares. Dificil distinguir qual o lado puro. Só o PT é purissimo. A Dilma tambem é puríssima. As meninas da vila mimosa tambem são puríssimas.

 

O empresário Eike Batista tornou-se nesta sexta-feira o novo dono do Rock in Rio. Em tese, comprou metade das ações. Na prática, agora é ele quem manda.

A consumação do negócio avisa que, oficialmente ainda em gestação, a licitação forjada para a privatização do Maracanã, que ficará novinho em folha depois da reforma que promete engolir mais de R$1 bilhão dos pagadores de impostos, já escolheu o vencedor. O leilão de araque vai colocar o antigo templo do futebol no colo do onipresente bilionário, que participará da disputa já decidida à frente de um consórcio de empresas.

Só compra show quem já garantiu o palco. Depois de harmoniosas triangulações e ágeis tabelinhas com o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, Eike está pronto para mandar a bola no ângulo com mão. Em vez da merecidíssima expulsão, ao som de uma vaia de assombrar Nelson Rodrigues, o artilheiro pode acabar premiado com a ovação reservada ao autor do primeiro gol de placa no novo Maracanã.

 

11/05 às 11h45

Anonymous vaza dados de deputados que não assinaram CPI de Cabral

Jornal do BrasilJorge Lourenço

O grupo hacktivista Anonymous divulgou, na noite da última terça-feira (09/05), dados pessoais dos deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) que se recusaram a assinar o pedido de abertura de CPI para investigar o governador Sérgio Cabral. 

"Senhores deputados, entendam que foram eleitos para representar os interesses do povo e não os próprios, nem de empreiteiras, nem de banqueiros e nem de contraventores criminosos. Entendam que o povo, que se constitui de milhões de indivíduos, está cansado. Cansado e sedento por justiça", diz o comunicado do grupo. 

Fogo aberto

Entre os deputados que tiveram dados pessoais vazados, estão o líder do PMDB na casa, André Lazaroni, o líder do PT, André Ceciliano, e o presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB).

Falta de elementos

De acordo com os parlamentares que não embarcaram na CPI que pede a investigação da relação de Sérgio Cabral com o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Delta, faltam elementos que caracterizem irregularidades concretas. Para eles, as fotos vazadas pelo deputado federal Anthony Garotinho (PR-RJ) mostram apenas que Cabral e Cavendish eram amigos próximos, o que não constitui ilicitude, apesar de ser questionável. 

Cachoeira in Rio

A Delta, de Fernando Cavendish, era a empresa usada pelo contraventor Carlinhos Cachoeira em uma série de atividades ilícitas. Segundo gravações da Polícia Federal reveladas na Operação Monte Carlo, Cachoeira comemorava as vitórias da empresa em licitações e alguns dos funcionários da Delta faziam parte de sua quadrilha.

 

Nassif e Pessoal,

Uma amostra da mídia diante do que provavelmente seja um dos municípios de administrações mais corruptas do país (aí, entrelaçadas com os demais poderes).

6 dos 10 vereadores e alguns ex-vereadores da cidade município de maiior PIB per capita de Pernambuco, à frente da capital Recife  (e 3º em termos absolutos), Ipojuca (que abrange o cada vez mais importantíssimo Porto de Suape, e região turística de Porto de Galinhas ) FORAM AFASTADOS em processo que vem de 2007.

Ipojuca - PE.

Isto mereceria destaque no Blog.

A Delta iniciou suas atividades aqui em Pernambuco.

A Gautama, a olhos vistos, fazia das suas, e o povo numa proporção enorme de analfabetos, com medo entra prefeito, sai prefeito, continua mudo.

O setor hoteleiro, comércio e de serviços estranhamente sempre calado (ou nem tão estranhamente...). O poder econômico. E o político... coronéis de todos os partidos sustentando o status-quo.

O PT e o PV locais com estranhas alianças e/ou com benefícios buscados e obtidos na prefeitura. 

A Imprensa de rabo preso ( o sistema JCPM, "Orgulho de Ser Nordestino", nas edições deste sábado e de domingo sem uma vírgula sequer, enquanto o Diário de Pernambuco, estranhamente pouco encontrado na região, ou com tiragem menor - não sei - faz decente cobertura).

O sistema empresarial JCPM ( Jornal do Commércio, TV, Rádio CBN, etc.) é suspeito e ética e moralmente impedido de cobrir com pelo menos o mínimo de jornalismo com J, o que vem, há anos, décadas, acontecendo em Ipojuca-PE, pois há tempos recebe quase constantes, diárias (ou sazonais) milionárias propagandas da Prefeitura principalmente na Rádio CBN-Recife (propagandas enganosas, o que também não é de se estranhar), com jingles, em que até mesmo artistas como Antônio Nóbrega caíram, ou por necessidade, ou por desconhecimento, ou por uma visão muito, digamos, particular, do que seja o papel do cidadão e do artista.
Estamos apenas vendo a ponta do iceberg nessa omissão ou cobertura tímida pelo sistema de comunicação JCPM.
Pobres repórteres, jornalistas e editores com suas auto-estima, seus ideais afrontados, mas há suas necessidades de sobrevivência e de espaço.

 

"Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ". - Bertrand Russell (1872-1970); filósofo y matemático inglés. (citação num boletim do av. Panda )

Acordão PT/PSDB em Minas agora tem até troca de cargosAcordão  PT/PSDB em Minas agora tem até troca de cargosFoto: Divulgação

POLÍTICOS DOS DOIS PARTIDOS OUVIDOS PELO 247 CONFIRMAM ENTENDIMENTOS AVANÇADOS QUE PODEM LEVAR ATÉ A ALIANÇAS PARA 2014 NO ESTADO. MAIS DO QUE ISSO: JÁ TEM PETISTA SENDO CONTRATADO PARA CARGOS DE CONFIANÇA NO GOVERNO ANASTASIA

Acordão  PT/PSDB em Minas agora tem até troca de cargos

11 de May de 2012 às 20:17

Minas 247 - Militantes dos dois partidos podem estranhar ou se sentirem traídos, mas personagens das cúpulas do PT e do PSDB estão em entendimento avançado rumo a uma aliança mais consistente em Minas Gerais. A história começada em 2008 pelo então prefeito de Belo Horizonte, o hoje ministro petista Fernando Pimentel, e o na época governador tucano Aécio Neves, hoje senador, continuou e ganhou mais páginas: além da candidatura de Marcio Lacerda à reeleição - que este ano será formalizada entre o PT e o PSDB, o que não ocorreu há quatro anos -, ela prevê até uma composição inusitada em 2014: Pimentel para governador, Lacerda (PSB) vice e Antonio Anastasia (PSDB) no Senado.

A informação foi dada pelo 247 há duas semanas. De lá para cá, a novidade é que já há troca de cargos entre os dois partidos. Entendimentos nesse sentido já são feitos em todo o interior de Minas, notadamente no Sul do estado e região metropolitana. O 247 conseguiu confirmar um fato concreto, envolvendo a nomeação da presidenta do PT em Brumadinho, na Grande BH, para um cargo estratégico na Cidade Administrativa, casa do governo mineiro. Mara Karam, que foi candidata a deputada estadual em 2010 pelo PT (não foi eleita) conseguiu exoneração de seu posto na BHTrans (ou seja, ligada à Prefeitura de BH, na cota petista) e foi nomeada para trabalhar no “Escritório de Prioridades Estratégicas”, conforme consta no Diário Oficial do Estado (Doemg).

Ouvida pelo 247, a presidenta do PT em Brumadinho alega que sua nomeação no governo estadual não tem qualquer ligação com sua influência no PT. "Participei de um processo de seleção de cinco meses", afirma. Mara Karam, porém, admite que tucanos e petistas sairão juntos nas eleições deste ano, por ideia sua. O PSDB encabeça a chapa e o PT deverá indicar o candidato a vice-prefeito.

Pessoas do PT na cidade confirmaram os entendimentos. Algumas, se mostraram “indignadas” com as tratativas do PT e do PSDB. Pelo lado tucano, sempre sem identificar-se publicamente, filiados também confirmam as conversas. "Há fundamento sim, nós mesmos já fizemos várias conversas com petistas e essa é uma tendência natural, pelo menos aqui em Minas", disse um assessor de importante deputado do PSDB.

 

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,macacos-gorilas-e-micos-,871418,0.htmMACACOS, GORILAS E MICOSNelson Motta - O Estado de S.Paulo

Quando um pagodeiro, um jogador de futebol e um funkeiro, fantasiados de gorilas e cercados por popozudas de biquíni à beira de uma piscina, se divertem em um clipe do pagode Kong, e são acusados de racismo e sexismo pelo Ministério Público Federal em Uberlândia por "unir artistas e atletas em um conjunto de estereótipos contra a sociedade, comprometendo o trabalho contra o preconceito", a coisa tá preta.

 

Alexandre Pires não é só um pagodeiro, é cantor romântico milionário, com carreira internacional, queridíssimo do público. Funkeiro é só um pouco de Mr. Catra, figuraça da cena musical carioca, rapper famoso nacionalmente por suas letras contundentes e suas paródias. E não é só um jogador de futebol: é Neymar. Não por acaso, uns mais e outros menos, são todos negros, ricos e famosos por seu talento, ídolos das novas gerações do Brasil mestiço. Já o procurador é branco, preocupado em proteger os negros para que não façam mal a eles mesmos.

Assim como a beleza, o preconceito também está nos olhos de quem vê. Quem ousaria associar o genial Neymar, o galã Alexandre e o marrentíssimo Mr. Catra a macacos? Só um racista invejoso. Quem se incomoda com piadas e brincadeiras com jogadores de futebol, pagodeiros, funkeiros e marias-chuteira? Logo vão proibir o Criolo de usar o seu nome artístico.

O procurador ficou especialmente incomodado quando Mr. Catra, vestido de gorila, cercado por gostosonas louras, ruivas e morenas e feliz como pinto no lixo, diz ter "instinto de leão com pegada de gorila". Seria uma sugestão preconceituosa da potência sexual afrodescendente. Êpa! Elogio não é crime.

O clipe já teve mais de 3 milhões de acessos no YouTube, é muito engraçado e bagaceiro, com produção e fantasias bem vagabundas, trash brasileiro. Dá até para sentir o cheiro de churrasco. As mulheres, com seus peitões e bundões, são o sonho de consumo sexual de milhões de brasileiros e, sem preconceito, de brasileiras.

Freud explica: quando João fala de Pedro, está falando mais de João do que de Pedro. Nas falhas, defeitos e intenções que um atribui ao outro, revela-se mais de si do que do outro.

 

 

Nassif,

Dá um jeito de colocar no blog a matéria "Mulheres ricas. De verdade", que está na Carta Capital desta semana. É show!

(Parabéns à repórter investigativa Ana Paula Sousa, da CC.)

Abs.

 

Fogo amigo:

Prefeito, Presidente... não está sendo fácil para um certo candidato:

"futuro prefeito, presidente..."

http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,psd-de-kassab-oficializa-apoio-a-psdb-de-serra-nas-eleicoes-em-sp-,872142,0.htm

O site kibeloco que, digamos, não pode ser considerado anti-tucano, postou que uma certa pessoa - com currículo exemplar - será candidato a Prefeito em 2030:

http://kibeloco.com.br/2012/05/11/2030-parte-26/

 

Pra pensar !

 

Da Agência Brasil.

 

Ministério libera R$ 213 milhões para estados ampliarem atendimento básico de saúde11/05/2012 - 12h44

Paula Laboissière
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O Ministério da Saúde liberou R$ 213 milhões a serem distribuídos entre os estados para a melhoria e ampliação da rede de atendimento básico. A transferência dos recursos, por meio do Fundo Nacional de Saúde aos Fundos Estaduais, é referente à Compensação de Especificidades Regionais (CER), que compõem o Piso da Atenção Básica (PAB).

O valor definido para cada estado, conforme tabela abaixo, corresponde a um percentual do valor mínimo per capita do PAB fixo multiplicado pela estimativa da população de cada estado e do Distrito Federal.

Após a liberação dos recursos, as comissões bipartite de cada estado, formadas por representantes da secretaria estadual e municipal de saúde, vão definir os valores a serem repassados aos municípios participantes do programa. Em seguida, a lista será encaminhada ao Ministério da Saúde para validação e publicação.

Confira a tabela com os valores, em reais, para cada estado:

Edição: Talita Cavalcante

 

zanuja

Do Balaio do Kotscho

 Publicado em 12/05/12 às 11h10

 

Dilma: “Eu vou fazer o que tem que ser feito”

Sem Comentários

 Eu vou fazer o que tem que ser feito

Banqueiros. Latifundiários. Militares. Quem mais teria coragem de enfrentar os interesses destas corporações em assuntos considerados intocáveis até outro dia, como queda de juros, reforma do Código Florestal e criação da Comissão da Verdade, verdadeiros tabus históricos?

Sem se preocupar com o que os outros vão pensar, a presidente Dilma Rousseff resolveu ir à luta em variadas frentes nas últimas semanas, comprando muitas brigas ao mesmo tempo. Vai ganhar todas? Só o tempo poderá dizer, mas ela não é de fugir da raia.

"Com a popularidade que esta mulher tem, até eu...", poderia desdenhar algum representante dos 5% que não gostam do governo dela.

Não é bem assim, como ouviu na semana passada o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao fazer um comentário sobre a alta aprovação de Dilma nas pesquisas, durante reunião em que ela explicou aos empresários as mudanças nas regras da caderneta de poupança, outro tema delicado que ela resolveu encarar.

"Eu vou fazer o que tem que ser feito, sem me preocupar com pesquisas", respondeu-lhe Dilma, resumindo o espírito da presidente que se tornou um lema do seu governo prestes a completar 18 meses.

Por que fazer tudo ao mesmo tempo?, cheguei a me preocupar, ao ver as decisões anunciadas, que mexem com os interesses de setores sempre tão temidos pelos governantes.

Depois das conversas que tive no Palácio do Planalto no final do mês passado, percebi que a presidente resolveu assumir em suas mãos o comando e a iniciativa política, mesmo em questões econômicas, exatamente como fez o ex-presidente Lula em seu segundo mandato.

"Este é um governo monocrático", explicou-me um dos interlocutores frequentes da presidente, quando me queixei a ele da dificuldade para obter informações. Dilma centraliza todas as ações em seu gabinete e não gosta quando seus ministros saem por aí dando declarações, mesmo em off, sobre assuntos qua ainda não estão decididos por ela.

Como a presidente fala pouco, e só ela quer falar em nome do governo, os jornalistas de Brasília que cobrem o Palácio do Planalto sofrem, assim como os seus colegas de outras cidades.

Agora, ao ver o pacote de medidas polêmicas anunciadas nas últimas duas semanas, entendi a razão: Dilma toma suas decisões com cuidado, amadurece sem pressa os seus projetos e procura preparar o terreno antes de anunciá-los, como aconteceu na última semana com a Comissão da Verdade.

A lei que criou a comissão foi assinada por Dilma em novembro do ano passado, mas ela fez questão de escolher pessoalmente, um a um, sem ceder a nenhum lobby, os sete nomes que anunciou na quinta-feira. Conheço a maioria deles e posso garantir que o time é da melhor qualidade, tanto do ponto de vista moral como profissional.

Na mesma noite, ela convidou os notáveis para um jantar no Palácio da Alvorada, explicou o que espera deles e deixou claro que não quer qualquer "revanchismo" contra os militares. "A Comissão da Verdade é um orgão do Estado e não do governo", resumiu.

Este é o estilo Dilma que vai se consolidando: pode demorar para agir, mas quando age procura ter o domínio da situação. Foi assim também com a questão da queda dos juros, que só anunciou depois de longas conversas com os donos dos bancos e economistas da sua confiança.

E será desta forma que a presidente vai decidir sobre os vetos ao Código Florestal aprovado pela Câmara. Ao movimento "Veta, Dilma", criado pelos ambientalistas, agora surgiu também o "Não veta, Dilma", patrocinado pelos ruralistas. Dilma acompanha de longe o debate na internet e, com calma, vai amadurecendo a sua decisão, que pode não contentar nenhum dos dois movimentos.

Se algum assessor lembrar a ela o descontentamento de um lado ou outro, que militares, banqueiros, parlamentares da base aliada ou vendedores de couve podem não gostar das suas decisões, Dilma costuma reagir com duas palavras: "Problema deles". Os donos da mídia já perceberam isso.

 

 

 

zanuja

Quem está blindando o Procurador é o PSDB.
Do iG.
Tucanos tentam blindar Gurgel e pedem esclarecimentos por escritoCompartilhe:Twitter

Parlamentares da oposição, que chegaram a defender a convocação do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, mudaram a estratégia.

Os deputados Fernando Francischini (PSDB-PR) e Carlos Sampaio (PSDB-SP) apresentaram requerimento à CPMI do Cachoeira solicitando explicações por escrito sobre a demora para investigar o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).

A orientação do PSDB é que em ano de julgamento do mensalão, o PGR não passe por constrangimento no Congresso, abalando a sua credibilidade.

 

zanuja

do Pagina12

 

Inversiones extranjeras Por Alfredo Zaiat/fotos/20120512/notas/na06di01.jpg

Uno de los postulados rectores del pensamiento económico convencional afirma que un país tiene un horizonte promisorio y una economía sólida y confiable si es receptor de crecientes inversiones extranjeras directas. Esa idea instalada con fuerza durante los noventa en el marco del Consenso de Washington plantea como criterio universal que el flujo de capitales productivos provenientes del exterior representa un beneficio automático para el país receptor. Se trata de un concepto muy arraigado en el sentido común que define la situación presente y futura de la economía dependiendo del grado de convocatoria que provoca en inversores extranjeros. Es una marca cultural compleja de alterar que abarca a diferentes fuerzas políticas, al mundo académico y a no pocos divulgadores. La Cepal elabora su informe anual de IED poniendo foco en aspectos cuantitativos, aunque sin ignorar aspectos cualitativos para permitir una evaluación crítica y amplia del efecto de esas inversiones en las economías latinoamericanas.

En el documento “La inversión extranjera directa en América latina y el Caribe - 2011” difundido hace pocos días, la Cepal destaca que la región recibió 153.448 millones de dólares de inversión extranjera directa, 31 por ciento más que en 2010. La mayor parte de ese incremento correspondió a Brasil, donde alcanzó los 66.660 millones de dólares, casi la mitad del total regional. En ese listado, Argentina contabilizó 7243 millones de dólares, apenas 3,0 por ciento más que el año anterior. Magra variación que fue resaltada en la mayoría de los análisis como muestra del rechazo a la economía argentina por parte de los grandes capitales, que vislumbrarían la ausencia de un contexto amigable para destinar nuevas inversiones. Ese monto presentado en forma aislada facilita la convalidación del menosprecio al ciclo económico argentino, conducta que observó con sagacidad el Premio Nobel de Economía Paul Krugman en la prensa internacional.

Es posible hacer otra evaluación de la magnitud de la IED en Argentina destinando un módico esfuerzo de lectura a la serie de los últimos años publicada también en el informe de la Cepal. Al observarla, los 7243 millones de dólares adquieren otra dimensión. La IED de 2011 es el segundo monto más alto para el período 2001-2011, sólo superado por el pico de 2008, con 9726 millones de dólares. Analizando la IED como porcentaje del PIB, Brasil, a pesar del notable aumento registrado en 2011, sólo recibió el equivalente a 3,0 por ciento de su PIB, por debajo del promedio de 5,8 por ciento de la región. Las otras dos grandes economías latinoamericanas, México y Argentina, recibieron flujos cercanos al 2,0 por ciento de sus respectivos PIB.

Después de precisar la fase cuantitativa, el aspecto relevante de la IED es la calidad y efecto sobre la economía doméstica. Este último factor no es usualmente considerado en ese ranking de países confiables según el destino elegido por el capital extranjero. Se trata de evaluar la capacidad de esas inversiones para desarrollar sectores estratégicos, transformar la estructura productiva, acumular conocimiento y contribuir al incremento y la calidad del empleo. Ese proceso virtuoso está determinado en gran medida por el patrón de destino sectorial de estas inversiones. El resultado no es muy alentador para la región. Una parte importante de la IED continúa llegando al área de recursos naturales en la mayoría de sus economías. “Los altos precios internacionales de las materias primas impulsaron las inversiones para la extracción y procesamiento de recursos naturales”, sentencia el documento de la Cepal.

En ese informe se indica que a lo largo de 20 años de flujos de IED crecientes, las empresas transnacionales han consolidado una amplia presencia en América latina y el Caribe, especialmente en los sectores que requieren más capital. “A consecuencia de este fenómeno, la rentabilidad obtenida por las empresas extranjeras en la región constituye una variable determinante para analizar tanto las entradas de las IED como las rentas de las IED en la balanza de pagos de las economías de la región”, apunta la investigación. Si bien a partir de 2002 la participación de la reinversión de utilidades en el total de la IED ha venido aumentando de manera continua, hasta superar el 40 por ciento en 2011, la repatriación de utilidades hacia las casas matrices ha crecido de forma significativa, de un promedio cercano a los 20.000 millones de dólares entre 1998 y 2003 a un máximo de 93.000 millones de dólares en 2008 de una notable renta total de 153.000 millones de dólares.

El stock de capital que va acumulando la inversión extranjera directa en la región hace que los giros hacia las casas matrices también vayan elevándose. Esto pone en evidencia que la IED no es un flujo unidireccional de recursos. “Por eso, el volumen es sólo una dimensión del fenómeno y la región debe también privilegiar una IED con contenido tecnológico directamente asociada a potenciales beneficios en materia de diversificación productiva, transferencias de tecnología, innovación, creación de nuevas capacidades y ampliación de posibilidades de integración en cadenas de producción global”, aconseja la Cepal, dirigida por la mexicana Alicia Bárcena.

Existe una narración naturalizada en el imaginario colectivo que pondera al capital extranjero como proveedor de mejoras en productividad, innovación, empleos de calidad y virtuosos encadenamientos productivos. Eludir esa fantasía orienta hacia la construcción de un vínculo conveniente con las multinacionales. Los economistas Cecilia Fernández Bugna y Fernando Porta dicen que “los impactos no siempre resultan beneficiosos para la economía local y dependen del tipo de IED recibida, de las estrategias y objetivos de las empresas multinacionales, de las capacidades de la estructura productiva local así como de las políticas de regulación que se apliquen a esas inversiones y, en última instancia, del régimen económico de cada país”.

En Impacto de la inversión extranjera directa en la economía argentina desde los años noventa. Consolidación y cambios en la especialización productiva, esos dos investigadores explican que mientras la IED tuvo un efecto “crowding in” en Asia (nuevas inversiones), en América latina registró un efecto “crowding out” (compra de empresas nacionales), desplazando así inversiones domésticas. “En Argentina, la contribución de la IED a la expansión de la capacidad productiva durante la década del noventa resultó, al menos, inferior a la sugerida por la magnitud de los flujos recibidos”, aclaran. Esto implicó que el efecto neto sobre la formación bruta de capital fue muy limitado, además del restringido desarrollo de proveedores locales. El abastecimiento de insumos y bienes locales fue reemplazado por importaciones, gran parte proveniente de empresas vinculadas, impactando en forma negativa en el incremento de la capacidad productiva doméstica a partir de eslabonamientos con firmas locales. Esa conducta se padece con el déficit comercial sectorial, que ahora se busca compensarlo con acuerdos de sustitución de importaciones y desarrollo de proveedores locales.

Al incorporar en el análisis aspectos cuantitativos y cualitativos de la inversión extranjera se hace más sustancial el debate sobre el desarrollo económico, adquiriendo una dimensión clave el proceso inversor local dinamizado con ahorro interno. Ante un flujo de capitales externos perturbador de la estabilidad futura por la disponibilidad de divisas, además de su escasa contribución en innovación y transferencia de tecnología, la dinámica de la inversión doméstica tiene un papel principal. La restricción argentina en ese frente se encuentra en que el sector privado manifiesta un trastorno obsesivo compulsivo a la fuga de capitales, al atesoramiento de dólares y a desplegar una conducta rentística. Para superar esa limitación, tras la meta de mantener un sendero de crecimiento sostenido, el Estado es conducido a subsidiar inversiones privadas y también a intervenir en sectores sensibles de la economía, como en la actividad de hidrocarburos a partir de la expropiación del 51 por ciento de las acciones de YPF en manos de Repsol o en otras que se vayan presentando ante la necesidad de inversiones por la deserción del sector privado.

 

Clima: professor da USP põe o dedo na ferida

"Rio+20 é mamata e aquecimento, história pra boi dormir", diz professor
12 de maio de 2012 07h17
 Ricardo Matsukawa/Terra

Professor da USP critica duramente ex-vice-presidente dos EUA, Al Gore
Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

André Naddeo -Direto do Rio de Janeiro 

A pouco mais de um mês para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o professor Ricardo Augusto Felício é a "água no chope" de qualquer tese ambientalista, a ponto de dizer que o aquecimento global é "história para boi dormir", que o protocolo de Kyoto "é uma grande besteira" e que Al Gore, o ex-vice-presidente americano que fez o documentário "Uma Verdade Nada Inconveniente", sobre os perigos da elevação das temperaturas no planeta, não passa de um "sem-vergonha".

O que mais intriga em Felício, e que serve como contraponto ao espírito de conservação ambiental e de políticas de sustentabilidade tão em voga, é que o seu discurso é muito bem embasado em estudos e, claro, na sua formação específica: é bacharel e mestre em meteorologia da Antártida, onde já esteve para duas temporadas de pesquisas, além de doutor em climatologia da Universidade de São Paulo.

Ele repudia a existência do efeito estufa e afirma, com toda a convicção, que buraco na camada de ozônio é algo equivocado, pois sem a incidência do sol, ela simplesmente não existe, é um estado transitório. Sempre com argumentos fortes. "Não é teoria da conspiração, é mentira mesmo. São vários os interesses. O discurso da mídia está sempre pautado no medo, na morte e no futuro. A gente fica evocando os maiores medos da humanidade", explica.

Vinte anos após a Eco92, o Brasil, e especificamente o Rio de Janeiro, volta a ser o centro das atenções em temas relacionados ao meio ambiente e suas políticas a partir do mês que vem. Para o professor, porém, tudo não passa de "uma grande mamata". "A cada 20 dias tem uma reunião num lugar exótico: você não adoraria viajar? Copenhague no Natal? Show!", afirma.

Confira a seguir a entrevista exclusiva do Terra com o climatólogo da USP.

Terra: Quer dizer que essa história toda de aquecimento global é pura balela?
Ricardo Felício: É história para boi dormir. Primeiramente, pela hipótese que se utiliza: essa história toda de efeito estufa, que aí incrimina o gás CO2, aquele que alimenta toda a nossa vida, e está entre os que absorvem a radiação infravermelha, deixando a Terra ainda mais quente. Mas isso aconteceu sempre em toda a história do planeta. A taxa de CO2 é extremamente pequena, em torno de 0,033% a 0,035%. É tão ridículo! E estamos falando de todo o CO2 do planeta. Para você ter uma noção, a atividade humana é menor que a dos insetos. Não dá para engolir mais essa história. É uma física impossível. Se isso acontecesse os cientistas já teriam montado algum equipamento nesse sentido, justamente para captar essa energia extra, você não acha?

Terra: Sinceramente não sei, mas estou ouvindo sua tese.
Felício: O climatólogo canadense Thimoty Ball (outro famoso por contrariar a tese coletiva do aquecimento global) dizia que nós confundimos essa ideia de green house (casa verde) com glass house (casa de vidro). Porque a energia entra naquela casinha de vidro, esquenta o ar, mas ele não sai lá de dentro. O efeito estufa é um efeito que diminui, ou até anula a dinâmica de fluído de atmosfera. Você está dentro do carro, com vidro fechado: você vai morrer porque você está com calor. Abriu o vidro, caem 20 graus quase que automaticamente.

Terra: E os outros gases, como os CFCs?
Felício: Essa besteira que inventaram que foi o protocolo de Montreal, que antecedeu outra besteira chamada protocolo de Kyoto, fala que não pode ter. Criaram até delegacias no Canadá para não se usar CFC. Você torna o gás um vilão, que quem usa tem que ser preso para não destruir a camada de Ozônio. Chegou-se ao ponto de se confiscar produtos, como desodorantes, que usavam esse gás. Resumidamente, é queda de patentes: é um gás altamente benéfico para a indústria, não reage com nada. Quando ele cai no mar, as próprias bactérias o destroem, segundo o último artigo científico que li. A quantidade de CFC é irrisória.

Terra: Mas não causa buracos na camada de ozônio?
Felício: Mudança climática não é ciência consolidada. Lá na Inglaterra já está saindo do currículo escolar. Mas para nós aqui, que somos país de terceiro mundo, continua se ensinando esta besteira. O que existe na atmosfera é nitrogênio e oxigênio. O tal do ozônio é um estado transitório quando a energia solar incide sobre a atmosfera. O ultravioleta categoria C, por propriedades da molécula, age sobre o O2. É bem simples o que eu vou dizer: ele reage, e gera o ozônio. Ele é transitório. Quando não tem energia, não forma. Sem sol, não tem camada de ozônio. É um ciclismo rápido. Quando não tem luz, não tem ozônio.

Terra: Você já viu, certamente, o documentário "Uma Verdade Nada Inconveniente", do ex-vice-presidente dos EUA, o Al Gore?
Felício: Ele é um sem-vergonha! Ele é dono da bolsa climática CCX (que cuida de créditos de carbono), que está caindo por chão, porque sua história é irreal. O filme e o livro são proibidos de entrar nas escolas do Reino Unido. A alta corte britânica proibiu, você sabia disso? Porque tem pelo menos 10 inverdades ali. Aqui você vai a qualquer escola e tem gente ensinando e falando do filme daquele desgraçado.

Terra: Quais inverdades são essas?
Felício: Uma é a do próprio efeito estufa, ao mostrar que os efeitos meteorológicos estão ficando severos. Poxa, gente de velha guarda dos Estados Unidos que estuda tornados há décadas mostra que isso não existe. É o processo da desinformação. Colocam um cientista político corrupto por trás, que vai na história que você quer escutar. Eu estudo há anos a Antártida e já estive lá duas vezes. Os anos de 2007 e 2009 foram os mais frios, quebrou-se recorde de 1941. Justamente no ponto em que eles dizem que mais se aquece, que é a península Antártida. O pessoal do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que trabalhava sério com as informações de meteorologia, nos últimos 15 anos mostrou que a temperatura estava baixando. Só que fecharam a estação deles! Quando a informação não convém, fecha-se.

Terra: Acho que algumas pessoas que lerem essa entrevista vão ter a impressão de que você fala de uma teoria da conspiração.
Felício: Não é teoria da conspiração, é mentira mesmo. São vários os interesses. Você vai me desculpar, mas o discurso da mídia está sempre pautado no medo, na morte e no futuro. As pessoas vão morrer! A gente fica evocando os maiores medos da humanidade.

Terra: Você está dizendo, fazendo um comparativo, que a ideia de aquecimento global é igual a dos armamentos de destruição em massa que o ex-presidente americano George W. Bush usou como justificativa para invadir o Iraque? Ou seja, a teoria do medo?
Felício: Exatamente. É o controle das pessoas. Você justifica qualquer ação governamental com isso. Esses caras estão passando por cima de tudo, estão legitimados porque estão salvando o planeta. Você está abrindo precedentes para se salvar o planeta. Passa por cima de lei, de controle de recursos naturais. O medo legitima a implementação de qualquer coisa, e ainda serve de desculpa que não deu para fazer algo que deveria ser feito. Teve enchente? Poxa, desculpa, quem mandou você usar o seu carro? Mudou o clima do planeta: se você não usar a sua lâmpada de led você vai ter um desastre de enormes proporções. Agora inventaram até essa história de proibir sacolinha plástica (a distribuição em supermercados) para obrigar as pessoas a gastar mais dinheiro.

Terra: Você também é contra isso? Mas o plástico demora mais de 100 anos para se degradar no ambiente.
Felício: O planeta é muito mais sofisticado do que a gente acha. Já existem vários mecanismos na espreita aproveitando a oportunidade. Já ouviu falar das leveduras negras? São bactérias que comem até petróleo. Esse papinho que não pode usar plástico é bomba relógio elitista, porque os pobrezinhos não vão poder mais usar. Vai fazer as pessoas gastarem dinheiro para se comprar plástico? É uma sem-vergonhice! Daqui a pouco vão falar que o aquecimento global começou com as sacolinhas. Temos tecnologia para chegar no lixão e eliminar o plástico. Poxa, já temos bactéria que come até petróleo! É a velha máxima: 'Está com dor de cabeça? Corta a cabeça'.

Terra: Por que não usaram essa tal levedura no derramamento de óleo do golfo do México, então?
Felício: É como eu disse: tudo uma questão de interesse. Sempre é assim. Já estou abstraindo dessas coisas. Não dá, cara.

Terra: O que você acha da Conferência das Nações Unidas para Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, que ocorre agora no próximo mês de junho?
Felício: Minha opinião é a pior possível: a (premiê alemã Angela) Merkel não vem, um monte de gente não vem. O que vamos deixar para os filhos? Rio+50, Rio+infinito? Isso é literalmente manter as colônias daqui sob o domínio europeu. Em 1492 vieram com o espelhinho vender para gente, agora vêm com essa mentira. É a 'mamata', meu velho. A cada 20 dias tem uma reunião num lugar exótico: você não adoraria viajar? Copenhague no Natal? Show! (sobre o último grande encontro climático mundial na capital dinamarquesa, em dezembro de 2009). Nunca vamos resolver esse problema porque é a 'mamata' e não precisa de nenhum cientista para falar isso. O mito tem poder porque as pessoas acreditam. Aí eu quero ver quem é que vai por o nomezinho para se responsabilizar. Em ciência, quem faz afirmação é que tem que provar. Isso é um princípio, o cético não tem que provar, a gente pede a prova. Não tem prova nenhuma, isso que é o pior.

Não tem medo de estar totalmente enganado?
Felício: Nenhum mesmo. Não dá mais. O planeta vai fazer o que quiser e danem-se vocês seres humanos. Quando eu quiser fazer nevasca, vou fazer, e quando tiver tsunami vocês correm com os rabos no meio das pernas. Veja como é curioso: os cientistas sempre têm uma solução desde que você pague por elas. O cético fala para você não fazer nada, e não pagar nada. Não estou falando para você pagar algum produto meu.

Terra: E se daqui a alguns meses você escrever um livro falando sobre tudo isso? Não será também, de certa forma, por interesse?
Felício: A pior coisa para um cientista é ter que fazer isso. Passo o bastão para quem quiser. Queria ficar no meu cantinho, fazendo minha pesquisa, trabalhando sossegado. Mas é muita patifaria. Sou humanista, não um marxista. É o destino da humanidade por outro viés. O planeta vai muito bem, obrigado. Vai continuar por aqui quando nós já tivermos desaparecido. Já tem um monte de livros aí na praça, gente muito melhor do que eu. Procura na internet. São 35 mil oceanógrafos, meteorologistas dos EUA. Muita gente que não aceita essa hipótese. Não tem mais o que falar: tem que encerrar esse assunto. São dois mil anos de assunto, chega! Temos que nos preocupar em resolver os assuntos da humanidade, como os recursos hídricos para resolver a condição das pessoas na seca.

 

UOL

Coluna do Alencastro

 

 

Por motivos eleitorais ou por convicção, declaração de Obama sobre casamento gay mudará a história

 

  • Pete Souza/White House/The New York Times

    Obama durante entrevista concedida a Robin Roberts, da ABC News, na qual declarou que apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo

    Obama durante entrevista concedida a Robin Roberts, da ABC News, na qual declarou que apoia o casamento entre pessoas do mesmo sexo

 

De Boston

A declaração de Barack Obama em favor do casamento gay, no dia 9, polariza o debate político nos Estados Unidos e terá certamente consequências na eleição presidencial americana. O anúncio também teve repercussões internacionais. Vários jornais publicaram reportagens elencando países, religiões e costumes que, pelo mundo afora, reprimem muitas vezes brutalmente o homossexualismo e, mais ainda, as uniões entre pessoas do mesmo sexo. No diário "Boston Globe", a reportagem cita as reações que a declaração de Obama – bom exemplo para uns e mau exemplo para outros - suscitou nos diversos continentes.

Segundo conselheiros da Casa Branca citados pelos jornais americanos, Obama tinha a intenção de expor sua opinião sobre o assunto mais tarde, nas vésperas da convenção do Partido Democrata, no começo de setembro. Mas a entrevista do vice-presidente Joe Biden no dia 6, declarando-se favorável ao casamento gay, acelerou o pronunciamento presidencial. Quaisquer que tenham sido as circunstâncias, de caso pensado ou por obra do acaso, as iniciativas dos últimos dias se encadearam para dar grande destaque ao anúncio presidencial.

Na sequência do debate lançado por Biden, Obama deu uma entrevista exclusiva cuidadosamente preparada -, falando da evolução de suas ideias, mencionando casais gays que são amigos dele e de sua família, ou que trabalham com ele no governo -, para uma rede de TV, a ABC, e para uma jornalista amiga, Robin Roberts, escolhidos, ambas as duas, pela Casa Branca.

O site de direita “NewsBusters.org” denunciou imediatamente o que lhe pareceu uma manobra política, visto que Robin Roberts é uma jornalista negra de assumida fé cristã, pertencendo assim a duas comunidades que são contrárias ao casamento gay. Favorável a Obama, o jornal “The New York Times”, numa análise de fôlego escrita por Adam Nagourney notou, entre outros pontos importantes, que o grupo de homens e mulheres gays está entre os maiores doadores da campanha de Obama.

De uma maneira geral, os analistas consideram que a sociedade americana evoluiu bastante e que o apoio ao casamento homossexual se generalizou, atravessando as linhas partidárias. Assim, segundo as sondagens, a porcentagem dos americanos favoráveis a essa forma de união conjugal passou de 27% em 1996 a 47% em 2012.   

Resta que a iniciativa revigora a campanha presidencial democrata, principalmente entre os jovens americanos, bastante favoráveis ao casamento gay. Para os republicanos, o assunto é uma má surpresa. Certo de vencer as primárias republicanas depois da desistência de Santorum e de Gingrich, Mitt Romney pretendia concentrar suas críticas na Casa Branca e centrar o debate no terreno econômico, onde a recessão e o desemprego lhe oferecem mais argumentos contra Obama. Nesta perspectiva, a discussão sobre o casamento gay embaralha seus planos, aparecendo como um tópico tão imprevisto quanto inoportuno.

No final das contas, por motivos eleitorais ou por convicção, Obama fez uma declaração que mudará a história de seu país e de boa parte do mundo, fazendo jus, desta vez, ao prêmio Nobel da Paz que lhe foi atribuído de maneira meio inesperada em 2009.

 

Luiz Felipe de Alencastro

Cientista político e historiador, é professor titular da Universidade de Paris-Sorbonne, na França, e professor convidado na FGV-Escola de Economia de São Paulo. Atualmente é professor visitante na University of Massachusetts Dartmouth

http://noticias.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/luiz-felipe-alencastro...

 

LN, será que o sofrimento do povo palestino é um tema maldito, até mesmo aqui na comunidade?

da Folha

12/05/2012 - 08h12

Após 75 dias em greve de fome, preso palestino corre risco de morte  

DA EFE EM KHARAS (CISJORDÂNIA)

Dezenas de pessoas se aproximam diariamente da barraca da família Halahle, no povoado palestino de Kharas (perto de Hebron) para expressar apoio à greve de fome de seu filho Thaer, preso sem julgamento nem acusações em um centro de detenção israelense e que completa nesta sexta-feira 75 dias sem comer.

"Meu irmão Thaer está em uma situação crítica. Seu coração bate acelerado, seus músculos se contraíram e sangra pelas gengivas e lábios. Perdeu 30 quilos desde que parou de comer, pesava 85 e agora ficou com 55", descreveu Maher Halahleh em entrevista à Agência Efe, rodeado de familiares e amigos que passam os dias na improvisada barraca recebendo visitas.

 Gali Tibbon - 3.mai.12/France Presse Manifestantes seguram cartazes com rostos dos presos palestinos Thaer Halahla e Bilal Thiab durante protesto em JerusalémManifestantes seguram cartazes com rostos dos presos palestinos Thaer Halahla e Bilal Thiab em Jerusalém

Mona Nedaf, advogada da associação de defesa dos prisioneiros Adamir, visitou nesta sexta-feira o detento, de 33 anos, e disse que ele está com pressão alta, febre e vomitando sangue. O médico da prisão lhe informou sobre uma infecção em parte do corpo e advertiu que "morrerá a qualquer momento" se não se alimentar.

A casa da família está repleta de bandeiras palestinas, fotos de Thaer e seu irmão Shaher (também preso e em greve há 25 dias) e uma grande bandeira da Jihad Islâmica que retiraram nesta sexta-feira para levá-la a uma marcha em apoio aos prisioneiros em Hebron.

A mãe de ambos, Fatima, diz estar "angustiada" com a situação e afirma se deitar a cada noite com o temor de perder algum de seus filhos.

"Só em Israel é permitido deixar alguém preso durante anos sem sequer acusá-lo de alguma coisa", critica Fatima, referindo-se à "prisão administrativa" prevista pela legislação do Estado judaico, situação em que Thaer se encontra há dois anos e que o Exército israelense utiliza para deter palestinos por um prazo de seis meses prorrogável indefinidamente sem acusação formal.

PEDIDO DE VISITA

As autoridades israelenses rejeitaram os pedidos da família Halahle e das de outros grevistas para visitar os prisioneiros. Apesar da luta cansativa, os entes queridos buscam apoiar a causa que mais de mil presos palestinos promovem contra o Serviço de Prisões de Israel, já apelidado de "a batalha dos estômagos vazios".

"Esta é sua única arma. A greve fará com que o mundo se dê conta de que nossos filhos devem ser libertados", ressalta o patriarca dos Halahle, Ayish.

Thaer é, junto a Bilal Diab, o prisioneiro que está há mais tempo sem comer, mas há outros cinco que estão também em situação crítica: Hassan Safadi (68 dias), Omar Abu Shalal (66) Mohamad Taj (55), Mahmoud Sarsak (54) e Jaafar Azzedine (51), internados na enfermaria da prisão de Ramla, apesar dos apelos de organizações humanitárias para que sejam transferidos a um hospital civil.

Na mesma situação que estes sete, há entre 1.500l prisioneiros (segundo fontes israelenses) e 2.500 (segundo a Adamir) que iniciaram greve de fome no dia 17 de abril.

Alguns deles (muito poucos) alternam o jejum com a ingestão de alimentos de vez em quando, mas a maioria se nega a comer totalmente e recebe apenas água e sais minerais.

Alguns poucos rejeitam inclusive tomar água desde quarta-feira, segundo o jornal "Al Quds", o que poderia provocar uma drástica e rápida piora de sua saúde.

O jornal informa que vários dos grevistas foram transferidos de suas prisões ao centro de confinamento solitário de Jalameh.

MAUS TRATOS

A Adamir denuncia represálias e maus-tratos das autoridades israelenses, como a cobrança de multas aos grevistas (de até R$ 200 diários), contínuas transferências de uma prisão a outra - durante as quais permanecem horas fechados em furgões -, agressões físicas, cortes de água corrente nas celas e a proibição de ver seus advogados e familiares. Israel, no entanto, nega as acusações.

Os grevistas exigem o fim das prisões administrativas e as penas de isolamento (que atingem 17 prisioneiros, alguns deles há uma década), uma melhora das condições de encarceramento, melhor atendimento de saúde e a possibilidade de receber visitas de familiares e de cursar estudos a distância, entre outros.

O último preso palestino falecido por causa de uma greve de fome foi Hassan Abidat, em 1992. De acordo com a Adamir, houve casos anteriores: um em 1984, três em 1980 e o primeiro em 1970.

Representantes dos prisioneiros se reuniram nesta quinta-feira com as autoridades israelenses para negociar uma solução ao conflito, informaram a agência de notícias palestina "Ma'an" e o jornal israelense "Ha'aretz". Ambos indicam, no entanto, que o debate se limitou ao fim das penas de isolamento e a autorização de visitas de familiares de presos da faixa de Gaza, atualmente proibidas.

 

No dia 4 de maio, o escritor Paulo Coelho postou no Twitter uma mensagem com o seguinte texto: "Já viram uma página de manuscrito corrigida pelo autor? Aqui > http://pic.twitter.com/990MJKZB "

Curiosidade de escritor: vamos lá. Trata-se da introdução do mais recente livro do autor.

Peço ajuda aos colegas revisores para saber o que um profissional sente nesta hora: raiva ou tristeza?

Como escritor consagrado pela vendagem de seus livros em dezenas de países, espera-se de alguém como Paulo Coelho um mínimo de cuidado com sua imagem profissional – até porque, ao divulgar uma página "corrigida", ele está abonando as formas linguísticas e as informações constantes do texto, ante todos os seus leitores.

Não conheço um escritor ou revisor que consideraria tal página como "corrigida". Mais: impressiona a falta de reflexos de Paulo ao passar os olhos por erros tão óbvios que imediatamente levariam à correção, até por uma questão de automatismo, ou seja, de hábitos profissionais.

O texto da página (sem análise de estilo):

"Em dezembro de 1945, dois irmãos que buscavam um lugar de descanso, encontraram..."

Erro primário, na primeira linha: separar o sujeito do verbo num oração, quando juntos, isto é, sem termos intercalados.

"... uma urna cheia de papiros em uma caverna na região de Hamra Dom, no Alto Egito."

Bastava ter ido ao site do Museu Copta de Cairo (http://www.coptic-cairo.com/museum/selection/manuscript/manuscript.html) para saber que um fazendeiro (Mohammed Ali Samman, http://www.nag-hammadi.com/history.html) encontrou um jarro de argila (não uma "urna") contendo esses papiros. Se Paulo quisesse ser preciso (como é costume entre os profissionais), especificaria o achado (treze livros [códices] contendo 52 textos religiosos e filosóficos, em mais de 1.100 páginas), em vez de usar uma forma coloquial ("cheia de papiros").

Mais: Hamra Dom não é uma "região", mas uma aldeia, vizinha ao local da descoberta.

"Ao invés de avisarem as autoridades locais, resolveram vende-los..."

Acento, por favor.

"..., pouco a pouco no mercado..."

A segunda vírgula, por favor.

"... de Antiguidades..."

Qual a razão da maiúscula?

"[Correção incompreensível.]"

"A mãe dos rapazes, com medo de 'energias negativas', queimou vários dos papiros recém descobertos."

O hífen, por favor.

No primeiro momento, os papiros não foram vendidos no mercado, mas guardados ao lado do fogão. E "energias negativas" é projeção da doutrina do autor num fato histórico: a mãe usou os papiros para produzir fogo.

"No ano seguinte, por razões que a história não registrou,..."

A História registrou sim, Paulo.

"... os irmãos brigaram entre si."

Mas eles não brigaram, não.

"Para proteger o único tesouro que possuiam,..."

O acento, por favor. "Destruido", que você eliminou, também é uma palavra acentuada.

"... sua mãe..."

Minha, uma ova! Com todo o respeito: a mãe deles.

"... entregou os manuscritos a um sacerdote, que vendeu um deles para o Museu Copta do Cairo."

Não foi a mãe quem entregou os manuscritos, mas o mesmo egípcio que os descobriu: Mohammed Ali Samman.

Quanto à "briga", o motivo da entrega foi outro: os irmãos mataram o assassino do pai. Com medo de que a polícia descobrisse que estavam de posse de um material histórico, resolveram se desfazer dele. 

Bastava ter acompanhado o próprio raciocínio: a mãe primeiro queima os manuscritos por causa da "energia negativa" associada a eles, depois deixa que o material maligno continue na casa durante um ano (e a "energia"?), e então entrega o "único tesouro que possuíam" a um sacerdote? Faz sentido?

"Ali os pergaminhos..."

Opa! Não eram "papiros"? Decida-se: a origem do papel era vegetal ou animal?

"... ganharam o nome que tem até hoje:..."

O acento, por favor.

"... 'Manuscritos de Nag Hammadi' (nome cidade mais próxima das cavernas)."

"Nome cidade"? Sei.

"Um dos peritos do museu, o historiador religioso Jean Doresse,..."

Só entre nós: essas informações foram todas wikipediadas, não foram (edição americana)? Está tudo lá, na mesma sequência.

Jean Doresse não é "historiador religioso", ou seja, a especialidade dele não é a história das religiões. Ele é historiador, egiptólogo e papirólogo (reparou: não "pergaminhólogo"). Bastava dar uma passadinha na Amazon.com para conferir a apresentação do professor em seus livros.

"... entendeu a importância da descoberta, publicando uma primeira referencia em 1948."

O acento, por favor.

Wikipédia: "The resident Coptologist and religious historian Jean Doresse, realizing the significance of the artifact, published the first reference to it in 1948."

http://en.wikipedia.org/wiki/Nag_Hammadi_library

Caraca! Cópia quase literal.

"Os outros pergaminhos..."

De novo...

"... começaram a aparecer no mercado negro. A essa altura o governo egipcio..."

O acento, por favor.

"... já havia se dado conta da importância da descoberta, e proibiu que saissem do pais."

Os acentos, por favor!

 "Logo depois da revolução de 1952, a maior parte do material foi entregue ao Museu Copta do Cairo, e declarado patrimônio nacional."

"A maior parte do material foi" ... "declarado". Legal.

Wikipédia: "After the revolution in 1952, these texts were handed to the Coptic Museum in Cairo, and declared national property."

Pode isso, Arnaldo? Liberou geral?

"Os papiros ..."

Ué, mudou?

"... encontrados são traduções gregas de textos escritos entre o final do primeiro século da Era Cristã e o ano 180 D.C."

É "d.C.", Paulo (depois de Cristo). Informação redundante, aliás, já que o ponto inicial de referência encontra-se na Era Cristã, e o tempo não retrocede.

As linhas restantes estão confusas.  (Mas "Bíblia" tem acento, viu?)

Que Paulo Coelho tenha muito sucesso com este novo livro (ainda sem título) e que seus leitores tenham mais um motivo para gostar dele, é tudo que desejo. Mas, por favor, custa caprichar naquilo que constitui a essência do trabalho dos escritores: o texto e as informações?

 

Agora vai. E se não for ainda tem o Reinaldo Azevedo, o Silas Malafaia, o Carlinhos Cachoeira, o Fernandinho Beira-Mar...
Serra contrata em Sabino um espelho para si mesmo

Foto: Edição/247 Depois de ser demitido da revista Veja e armar quiprocó na Companhia de Notícias, Mario Sabino emerge em novo cargo de visibilidade; ele é o mais novo integrante do staff da campanha de José Serra à Prefeitura de São Paulo; cronômetro girando para a próxima crise?

11 de May de 2012 às 21:55

247 - O candidato a prefeito de São Paulo José Serra, do PSDB, está montando um staff que, realmente, é a sua cara, como se diz. Ele acaba de chamar para a campanha eleitoral, com amplas funções no staff e na área de comunicação, o ex-redator-chefe da revista Veja e ex-diretor da Companhia de Notícias Mario Sabino. De seus dois últimos endereços profissionais, o jornalista saiu debaixo de intensa polêmica. Agora, está batido o cronômetro para se medir em horas, dias ou semanas, ninguém sabe ao certo, a chegada da primeira crise.  

As desavenças com a CDN, por exemplo, foram criadas em menos de uma quinzena de convivência entre ele e os profissionais da agência especializada em relações públicas e de mídia. Depois de ser recebido em tapete vermelho, com efusiva carta do presidente João Rodarte, Sabino soube criar as condições para ameaçar a empresa com um significativo processo, situação que só pode ser resolvida após um acordo extra-judicial, no qual ele foi financeiramente contemplado. E isso em menos de 15 dias de, digamos, trabalho!

Em Veja foi diferente. Ali, ele só soube que perdera o cargo por meio de um e-mail endereçado à redação pelo diretor Eurípedes Alcântara. Era para parecer que ele iria se demitir, mas, ao tentar voltar atrás, Sabino foi atalhado pelo superior, que no gesto da demissão pública buscou uma chance para oxigenar a publicação.

O que Sabino pode fazer a favor de Serra? Ele tem relações muito próximas com o secretário de Comunicação do governo Geraldo Alckmin, Marcio Aith. Acredita-se que foi o próprio Aith que emplacou o nome do amigo na campanha tucana, de modo a tudo ficar ainda mais entre amigos. Candidato de temperamento difícil, pouco tolerante a opiniões alheias e sempre com um ordem na ponta da língua, Serra efetivamente pode ter em Sabino um espelho.

 

Que tal uma música do Luiz Gonzaga? Era cantada em tudo quanto era canto onde tinha rádio, no país.


7 – CORTANDO PANO (Luiz Gonzaga, Miguel Lima e J. Portela)

 

Errei no corte, seu Zé Mariano

Peço desculpas pelo meu engano.

Sou alfaiate do primeiro ano

Pego na tesoura e vou cortando o pano.

 

Ai, ai, que vida ingrata/ O alfaiate tem.

Quando ele erra/ Estraga o pano todo

Quando ele acerta/ A roupa não convém (2x).

 

Eu fiz um terno pro José meu mano

Ficou curtinho porque houve engano

Sou alfaiate de primeiro ano

Pego na tesoura e vou cortando o pano.

 

Ai, ai, que vida ingrata/ O alfaiate tem.

Quando ele erra/ Estraga o pano todo

Quando ele acerta/ A roupa não convém (2x).

 

Se chegar seu mano/ Vou cortando o pano

Vai cortando o pano/ Vou cortando o pano.

 

E se estragar o pano/ Vou cortando o pano

Vai cortando o pano/ Vou cortando o pano.

 

Se furar o pano/ Vou cortando o pano

Vai cortando o pano/ Vou cortando o pano.

 

Se queimar o pano/ Vou cortando o pano

Vai cortando o pano/ Vou cortando o pano.

 

Se chegar Germano/ Vou cortando o pano

Se chegar fulano/ vou cortando o pano

 

E se chegar sicrano/ Vou cortando o pano

Mas vai cortando o pano/ Vou cortando o pano.

Mas vai cortando o pano/ Vou cortando o pano.

 

 

Sai daqui baiano/ Tá me perturbando, peste

Eu sou valentão/ Sou alfaiate do primeiro ano

 

Mas faço roupa pra qualquer fulano

Só não acerto quando há engano.

 

Se Deus ajuda o terno sai bacano

Pelo sistema norte-americano

 

Não faço roupa pra qualquer fulano

Também não corto pra você baiano.

 

Sou valente Sou pernambucano

Quando me zango bato a mão no cano

Aperto o dedo, sai logo o tutano

 

Sou alfaiate do primeiro ano

Pego na tesoura e vou cortando o pano.

 

http://fabiomota1977.wordpress.com/2008/03/16/xamego-lp-de-luiz-gonzaga-que-completa-50-anos-de-lancamento-neste-ano-de-2008/

 

Jotavê, a sua análise pode querer explicar as intenções dos envolvidos, a dinâmica do processo, mas os fatos complicam a tese de que o jogo era apenas de uma mão lavar a outra.  Não apenas as evidências e indícios, e isto já bastaria para incriminar, apontam de forma objetiva que o alvo da Veja, claro que não era o poder, porém desalojar do poder um governo constituido.  Carlinhos Cachoeira, chefe da quadrilha envolvida, como se sabe agora, até mesmo em seqüestros e tortura, municiou a revista anos a fio com grampos, informações e escândalos em maior parte fabricados sempre de acordo com os próprios interesses, sem que a revista sequer investigasse os reais objetivos desta constante "fonte", conhecida pela própria revista como um contraventor.  

Uma fonte jornalística constante, uma real fonte, não fabrica notícias,  não arma escândalos através de meios ilegais com o objetivo de usá-los em proveito próprio, durante longo periodo de tempo, de forma criminosa como tudo foi feito e nunca sequer é questionado pelo meio de imprensa que os repercute em reportagens sensacionalistas e arrasadoras de currículos e reputações. Ferido o principal princípio da relação fonte/reporter, o que se pode deduzir, olhando para trás, é que a Veja lucrou da parceria de forma dupla: Vendendo suas edições e levando adiante seu projeto ideólogico de tirar de cena os inimigos políticos de seu dono e executivos.  Pior, continua impune e ameaçadora, enquanto que os arapongas e menos graduados da quadrilha estão na cadeia, na verdade os "laranjas" da poderosa Veja e outros poderosos da política e poder, PGR e STF incluidos.

Os indícios e evidências são fatos incontestáveis, ainda que o grosso das gravações continuam blindadas a vazamentos.  Não sei porquê ainda se continua questionando envolvimentos mais que claros.

Alguns episódios falam por si. Vejam o caso do hotel Naoum. As gravações provam que a quadrilha de Cachoeira se envolveu com as imagens de video publicadas na revista.  Ao mesmo tempo a revista hospedou jornalista no hotel, com objetivo de bisbilhotar, inclusive invadir o quarto de José Dirceu.   O fato não prova que a quadrilha agia em conjunto? Que não apenas uma mão lavaria a outra, mas que elas se sujavam juntas? 

 

Hoje, às 18h, novo tuitaço contra a Veja

 

 

12/05/2012 - 6:10 - No UOL

PT desiste de convocar Gurgel e já fala em adiar decisão sobre presença de governadores na CPI Comente

 

Gurgel cumprimenta Demóstenes após aprovação de sua recondução ao cargo

O PT realiza nesta segunda-feira (14) uma reunião para definir a estratégia que vai adotar na CPI do Cachoeira após a inquirição dos delegados da Polícia Federal que conduziram as operações Vegas e Monte Carlo. Participarão os representantes do partido na comissão e seus líderes no Congresso.

Uma das deliberações que o PT tomará nesse encontro diz respeito ao procurador-geral da República Roberto Gurgel. Pretende-se reiterar a cobrança para que o chefe do Ministério Público Federal explique o fato de ter paralisado o inquérito da Operação Vegas, que lhe chegou às mãos em 15 de setembro de 2009. Porém…

O PT já não faz questão de aprovar o requerimento de convocação para que Gurgel se explique na CPI. Líder do partido no Senado, Walter Pinheiro (BA) disse ao blog: “Nós tínhamos definido que a primeira fase, até o dia 17 de maio, seria de coleta de informações. Agora é a hora de cruzar os dados.”

Pinheiro prosseguiu: “De posse das informações, temos condições de responder às perguntas. Os dados foram coletados? Chegaram à Procuradoria? Quem recebeu deu prosseguimento à investigação? Se os elementos forem tão fortes que evidenciem um caso de negligência, nem precisamos ouvir o procurador-geral.”

Nessa hipótese, disse Pinheiro, “não cabe à CPI fazer um julgamento político” de Gurgel. A comissão tampouco está credenciada para “fazer um julgamento jurídico”. A providência a ser adotada, na opinião do líder petista, é submeter o caso à apreciação do Conselho Nacional do Ministério Público.”

Ex-líder do PT e um dos representantes do partido na CPI, o senador Humberto Costa (PE) resumiu numa frase o mote que deve ser encampado pela legenda: “Não vamos transformar a CPI na CPI do procurador-geral. É a CPI do Cachoeira.”

Relator da comissão de inquérito, o deputado Odair Cunha (PT-MG) passou a defender como alternativa à convocação de Gurgel a requisição de explicações por escrito. Um pedido que, se vier a ser formalizado, o procurador-geral não cogita atender.

Em privado, Gurgel diz que, no limite, não hesitará em recorrer ao STF para resguardar sua autoridade, abstendo-se de prestar esclarecimentos à CPI. Sustenta que não deve fazê-lo sob pena de ficar impedido de atuar como acusador nos processos que correm no Supremo contra Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) e os deputados Carlos Leréia (PSDB-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Stepan Necerssian (PPS-RJ).

O deputado Cândido Vaccarezza, outra voz do PT na CPI, antecipou ao blog a posição que vai levar à reunião de segunda-feira: “Entendo que a CPI tem poderes para convocar qualquer pessoa. Está previsto na Constituição e no regimento. Insisto em que o procurador-geral deve explicações. Mas nunca defendi a convocação dele na CPI. Quando o [Fernando] Collor apresentou o requerimento eu me posicionei contra. Minha tendência é a de defender a convocação da mulher do procurador.”

Chama-se Cláudia Sampaio Marques a mulher de Gurgel. É subprocuradora-geral da República. Coube a ela informar à Polícia Federal que a Procuradoria não enxergara nas páginas do inquérito da Operação Vegas indícios suficientes para requerer ao STF providências contra os detentores de privilégio de foro acusados de envolvimento com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Entre eles Demóstenes.

A comunicação de Cláudia foi feita, em outubro de 2009, ao delegado da Polícia Federal Raul Alexandre Marques de Souza, que presidia a investigação. Ouvido pela CPI, ele disse que a mulher de Gurgel ficara de formalizar a posição da Procuradoria nos autos. Algo que jamais ocorreu. O inquérito foi paralisado, disse o delegado aos congressistas. A idéia de convocar Cláudia não é consensual no PT.

E quanto aos governadores? Consolida-se na bancada do PT a tendência de protelar a votação dos requerimentos de convocação do tucano Marconi Perillo (GO), do petê Agnelo Queiroz (DF) e do pemedebê Sérgio Cabral (RJ).

“Agora não é hora de convocar governadores”, diz Vaccarezza. “Nesse momento, temos de convocar os bandidos que estão presos e que têm peso na quadrilha. O Cachoeira já está convocado. Faltam os outros. Por exemplo: o Cláudio Abreu [ex-diretor da Delta Construções na região Centro-Oeste]”.

Walter Pinheiro chega mesmo a considerar a hipótese de a CPI simplesmente não chamar os governadores. “Não podemos cair numa pirotecnica convocatória. Essa é uma CPI atípica. Nas outras, o Congresso foi atrás das informações. Nessa, recebemos investigações prontas ou em estágio avançado.”

E daí? “Temos que cruzar as informações”, disse Pinheiro. “Se no dia 17 concluirmos que temos material suficiente para mandar para a Justiça ou para o Ministério Público, talvez não seja preciso nem ouvir ninguém. Nosso problema é decidir sobre o decoro de parlamentares. Governadores devem ser processados no STJ. O que nos cabe fazer é dar encaminhamento.”

Nesse ponto, a posição de Pinheiro não orna com a dos demais. A maioria pende para o adiamento da convocação dos governadores por razões táticas. Avalia-se que, antes, convém esmiuçar os dados disponíveis na CPI e aguardar por informações que a Polícia Federal ainda não digeriu. “Não podemos e não devemos passar a idéia de que a CPI já acabou”, pondera Vaccarezza. “A investigaçãoo está apenas começando.”

O delegado federal Matheus Mella Rodrigues (à esquerda), que também depôs na CPI nesta semana, informou aos parlamentares que a Polícia Federal recolheu nas batidas de busca e apreensão da Operação Monte Carlo material suficiente para encher 82 malotes. Desses, cerca de 30 foram abertos.

Portanto, mais da metade do papelório e dos computadores recolhidos pela PF nas casas de Cachoeira e de oito dezenas de comparsas ainda não foram manuseados. “Temos de assegurar que esses dados sejam enviados para a CPI à medida que for sendo processados”, disse Vaccarezza.

Guiando-se pelo que foi dito pelo delegado Matheus Mella, o petismo trabalha com a perspectiva de que os vínculos de Marconi Perillo com a turma de Cachoeira, já insinuados, serão adensados quando vierem à luz todos os detalhes da investigação. Imagina-se que ocorrerá o oposto com Agnello Queiroz e Sérgio Cabral.

Nessa linha, o partido defenderia mais adiante apenas a convocação do tucano. Farejando o cheiro de queimado, o líder do PSDB Alvaro Dias (PR) afirma: “Os requerimentos dos governadores têm que ser votados em bloco.” Confirmando-se o adiamento das convocações, outros governadores podem ser levados à grelha.

Os grampos da PF revelam, por exemplo, que Cachoeira aparelhava-se para levar seus negócios ilícitos ao Paraná, Estado governado por Beto Richa (PSDB). Agia também no Mato Grosso, gerido por Silval Barbosa (PMDB). A profusão de nomes potencializa as chances de um acordo político que transfira a análise sobre as culpas para os Legislativos estaduais, o Ministério Público e o STJ, foro em que são julgados os governadores.

No mais, o petismo deve abandonar, ao menos temporariamente, seus planos de arrastar a revista ‘Veja’ para dentro da CPI. Não por falta de vontade, mas por ausência de matéria prima. Tentou-se arrancar dos dois delegados federais informações capazes de comprometer a revista e seu diretor em Brasília, o repórter Policarpo Júnior.

Raul, o delegado que presidiu a Vegas (à direita), disse que não dispunha de dados que desabonassem a ‘Veja’. Inquirido, Matheus, o condutor da Monte Carlo, declarou que a revista não foi alvo da investigação. Mais: até onde sua vista pôde alcançar, o repórter da revista estava atrás de informação. “O delegado não disse nada que pudesse comprometer o Policarpo”, viu-se compelido a reconhecer Vaccarezza.

Simultaneamente ao reposicionando-se em relação à convocação de Gurgel e à gana sobre ‘Veja’, o PT esforça-se para desvincular a CPI do julgamento do processo do mensalão. Um vínculo que o próprio Rui Falcão, presidente da legenda, cuidara de estabelecer num vídeo tóxico que veiculara há um mês.

Na peça, Falcão insinuara que o PT urilizaria a investigação legislativa como corneta antimensalão: “A bancada do PT na Câmara e no Senado defende uma CPI para apurar esse escândalo dos autores da farsa do mensalão.” Com suas palavras, o mandachuva do petismo ofereceu a escada que Gurgel escalou para rebater as críticas que lhe foram dirigidas agora. O procurador-geral disse que seus críticos desejam, em verdade, proteger os réus mensaleiros.

Walter Pinheiro, que torcera o nariz para o vídeo de Falcão, rebate Gurgel: “Não fomos nós que decidimos que esse escândalo seria divulgado agora, perto do julgamento do mensalão. Se pudesse escolher, eu teria escolhido julho de 2010, antes da eleição. Não teria o segundo turno na disputa presidencial [entre José Serra e Dilma Rousseff]. Não teria Demóstenes. Não estaríamos discutindo a convocação do Perillo. Talvez não tivesse nem o Agnello. Quem sabe nem mesmo o Cabral.”

Vaccarezza ecoa Pinheiro: “Não fizemos nenhuma trama para que esses fatos aprecessem agora como contraponto do mensalão. Preferíamos que o escândalo tivesse sido denunciado pelo procurador em 2010. O debate da campanha presidencial não teria sido desviado para o aborto. Na verdade, a coincidência do escândalo com o mensalão só atrapalha, porque radicaliza o cenário, joga a mídia contra nós e prejudica as investigações.”

 

 

 

 

NEM TUDO É URBANO

Ciência e Cultura - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência

José Eli da Veiga

Será apropriado afirmar que "tudo é urbano"? Foi o que se ouviu em diversas sessões do último encontro anual da Associação Nacional de Planejamento Urbano e Regional (Anpur), realizado em Belo Horizonte em maio de 2003. As mudanças semânticas do debate público sempre revelam um sentimento coletivo de que noções utilizadas até determinado momento não mais dão conta da percepção que se tem dos problemas enfrentados, nem exprimem direito o que se gostaria ou pretenderia fazer em seguida. Ou seja, são mudanças que refletem as hesitações intrínsecas ao enunciado de novos projetos sociais, e, por isso mesmo, as novas noções em torno das quais se organiza o debate público costumam ser sempre muito imprecisas, fluidas e ambíguas. Há quem acredite que o processo de urbanização seja tão poderoso que a histórica contradição urbano-rural esteja fadada a desaparecer. E a peculiaridade da definição brasileira de cidade só ajuda a reforçar essa suposição. Por isso, este artigo tem duas partes desiguais. Na maior, a questão é abordada no âmbito global. Depois, são apresentadas algumas considerações mais sintéticas sobre o caso brasileiro.

OS GRAUS DE URBANIZAÇÃO NO CAPITALISMO AVANÇADO Há três tipos de países desenvolvidos sob o prisma da diferenciação espacial entre áreas urbanas e rurais. Primeiro, um pequeno grupo fortemente urbanizado, que reúne Holanda, Bélgica, Reino Unido e Alemanha, no qual as regiões essencialmente urbanas ocupam mais de 30% do território e as regiões essencialmente rurais menos de 20%, sendo que as intermediárias variam entre 30% e 50%.(1) No extremo oposto há um grupo maior, formado por quatro países do "Novo Mundo" - Austrália, Canadá, Estados Unidos e Nova Zelândia - mas do qual também fazem parte três nações muito antigas: Irlanda, Suécia e Noruega. Nesse grupo as regiões essencialmente rurais cobrem mais de 70% do território e as relativamente rurais têm porções inferiores a 20%. Finalmente, no caminho do meio encontram-se França, Japão, Áustria e Suíça, países nos quais entre 50% e 70% do território pertence a regiões essencialmente rurais e cerca de 30% a regiões relativamente rurais.

Qualquer esforço para interpretar os fundamentos desses três padrões de diferenciação espacial do mundo desenvolvido será forçosamente levado a considerar fatores naturais objetivos, como o relevo, clima e hidrologia. Rejeitar explicações baseadas no determinismo natural não significa que se possa admitir o simples "possibilismo", isto é, a desconsideração de limites físicos e biológicos à ação humana na formação dos espaços rurais e urbanos, eludindo, assim, toda a problemática do relacionamento entre as sociedades humanas e os meios ditos naturais.(2) Além disso, foi justamente o avanço das pesquisas científicas em urbanismo que fez emergir o conceito de "ecossistema territorial", entendido como o espaço sem o qual um ecossistema urbano não pode exercer o conjunto de suas próprias funções vitais. Se o ecossistema territorial é composto tanto de elementos do ambiente físico-biológico, quanto do ambiente construído e do ambiente antrópico, torna-se impossível, então, recusar todo e qualquer tipo de determinismo geográfico para explicar a localização das atividades e das populações, como pretendiam os primeiros teóricos da economia espacial.(3)

Nada disso impede, entretanto, que seja muito atraente a crença de que o destino do espaço rural será seu desaparecimento por força de avassaladora urbanização. Para seus adeptos, a oposição urbano-rural já seria, inclusive, uma questão inteiramente superada, uma vez que a ruralidade não passaria de mero sucedâneo de uma formação social anterior, condenada pura e simplesmente a sumir, a exemplo do que já teria ocorrido na Holanda, essa vasta metrópole urbana apenas recortada por corredores verdes onde se misturam espaços recreativos e terrenos de uso agrícola.

Acontece, contudo, que essa visão de convergência para um suposto padrão holandês, de grande metrópole esverdeada, não resiste a qualquer tentativa de se encontrar homogeneidade espacial entre os países mais desenvolvidos, mesmo que se admita o reducionismo de considerar apenas os aspectos demográficos da questão. Um dos países desenvolvidos mais densamente povoados – a Suíça – tem 13% de sua população em regiões essencialmente rurais, 25% em regiões relativamente rurais e 62% em regiões essencialmente urbanizadas. Estendendo-se por largas partes do Jura, da Plaine e dos Alpes, as zonas rurais contribuem de maneira significativa à economia nacional, para não falar da imagem do país no exterior. E suas funções de residência, de trabalho, e de lazer, são consideradas fundamentais por suas elites.

É verdade que só uma ínfima parte dos habitantes de meia dúzia de países do oeste europeu reside em regiões essencialmente rurais. Mas o peso das populações em regiões relativamente rurais dessa meia dúzia de países varia de 15% na Holanda a 44% na Itália. Nesta última, como no Japão, não chegam a 50% os habitantes de regiões essencialmente urbanas, mesmo que 70% residam em localidades urbanas. Em países maiores, como a França e o Canadá, apenas 29% e 44% dos habitantes estão em regiões essencialmente urbanas, mesmo que 60% residam em localidades urbanas. De resto, a diferenciação rural/urbana pode ser muito parecida em territórios tão diferentes quanto o da França e o dos Estados Unidos.

São bem diversas as combinações entre os vários tipos de atividade econômica que permitem elevar os níveis de renda, educação e saúde de muitas populações que continuam rurais. As novas fontes de crescimento das áreas rurais estão principalmente ligadas a peculiaridades dos patrimônios natural e cultural, o que só reafirma o contraste entre os contextos ambientais dos espaços urbanos e rurais. Enfim, a visão de uma inelutável marcha para a urbanização como única via de desenvolvimento só pode ser considerada plausível por quem desconhece a imensa diversidade que caracteriza as relações entre espaços rurais e urbanos dos países que mais se desenvolveram. Não faz sentido, portanto, amalgamar desenvolvimento e urbanização.

Estão justamente entre as menos urbanizadas as microrregiões rurais dos Estados Unidos que hoje desfrutam das melhores perspectivas de desenvolvimento. São principalmente as do sul e do oeste que dispõem de clima agradável, montanhas, lagos, praias, podendo atrair muitos aposentados, turistas, excursionistas, esportistas, etc. Além desses condados já escolhidos por migrantes de alta renda, há muitos outros, principalmente no oeste, nos quais a forte incidência de terras federais faz com que seu futuro esteja estreitamente vinculado à evolução das políticas governamentais relativas ao meio ambiente, ao turismo e outros ramos recreativos. De resto, elevadas rendas per capita ocorrem nos condados rurais das Grandes Planícies, porque ali os serviços vinculados a atividades agroindustriais engendraram baixíssimos níveis de densidade demográfica. E há muita incerteza sobre as perspectivas socioeconômicas de condados rurais da metade oriental do país, principalmente no sudoeste, onde os serviços se combinaram a outros tipos de atividades industriais.(4)

Na prática, as desigualdades internas às regiões rurais de um mesmo país podem ser muito mais significativas que as referentes ao contraste rural/urbano. Em mais de um terço dos condados rurais dos Estados Unidos (795/2288), pelo menos 20% da população encontrava-se abaixo do nível de pobreza em 1990; um problema de difícil solução em 535 deles, quase todos concentrados no sudeste e no sudoeste, mas também presentes nos Appalaches e em algumas reservas indígenas do norte e do oeste. Todavia, mais de 80% da população rural americana reside em condados que conseguiram desenvolver sistemas produtivos cada vez mais baseados em vários tipos de combinações de atividades terciárias com as duas outras categorias setoriais. Para o conjunto dos espaços rurais dos Estados Unidos, as novas fontes de crescimento e emprego estão nas atividades de serviços ligadas ao lazer, à aposentadoria e ao meio natural, mesmo que continuem muito importantes outros tipos de serviços, como os financeiros, de seguros, imobiliários, de comércio varejista, de restauração, de lavagem a seco, etc.

Enfim, as áreas rurais dos países avançados que permanecem subdesenvolvidas são aquelas que não lograram explorar qualquer vocação que as conecte às dinâmicas econômicas de outros espaços - sejam eles urbanos ou rurais – e não aquelas que teriam sido incapazes ou impossibilitadas de se urbanizar. E como as novas fontes de crescimento econômico das áreas rurais estão principalmente ligadas a peculiaridades dos patrimônios natural e cultural, intensifica-se o contraste urbano-rural. O que interessa são os vínculos urbano-rurais.

Tudo isso quer dizer, então, que a desacreditada abordagem "dicotômica" deveria ser reabilitada? Estaria sendo contrariada a abordagem inversa, de "continuum" ? Depende muito, na verdade, do significado que se atribua a esses vocábulos.(5) De qualquer forma, o que não parece existir é qualquer evidência de que esteja desaparecendo a histórica contradição urbano-rural, inclusive no caso holandês, onde os espaços rurais tendem a ser caracterizados como meros corredores nos quais convivem atividades agrícolas e recreativas. Em outras palavras, há uma falsa alternativa sendo proposta nesse duelo entre dicotomia e "continuum". Mas para disso se dar conta, é absolutamente necessário sair do isolamento demográfico (ou no máximo sociológico) em que foi metido esse debate, como se seus fundamentos ecológicos e econômicos tivessem menor importância.

O desafio é, portanto, entender as várias dinâmicas socioeconômicas, das mais efêmeras às mais duráveis, distinguindo bem as reversíveis das irreversíveis, pois algumas podem ser duráveis sem que sejam necessariamente irreversíveis. Ninguém ignora que a proporção das atividades primárias nas economias mais desenvolvidas caiu, no século XX, de metade para um vigésimo. Enquanto isso, as terciárias subiram de um quarto para mais de três quintos, e as secundárias deslizaram de pouco mais a pouco menos de um terço. Só que os resultados dessas grandes tendências foram bem heterogêneos. Entre os países do primeiro mundo, a parte dos serviços varia de 50% a 70%, a das industriais de 40% a 25%, e a das primárias de 10% a 3% dos ocupados.

Ainda mais heterogêneas foram as repercussões espaciais dessa enorme mudança estrutural. O fato de atividades primárias estarem forçosamente muito mais presentes no espaço rural não significa que os outros dois tipos sejam necessariamente muito mais recorrentes em espaços urbanos. O emprego industrial é mais significativo nas regiões relativamente rurais que nas essencialmente urbanas, chegando mesmo a ser muito mais rural que urbano em países nórdicos, como a Noruega e a Suécia. E os serviços têm quase o mesmo peso em regiões essencialmente urbanas e relativamente rurais, sendo extraordinariamente importantes nas regiões essencialmente rurais da Bélgica.

Não é, portanto, a composição setorial das economias desenvolvidas que pode explicar o surgimento, no final do século XX, de indícios opostos à chamada "desertificação rural" que estariam anunciando um certo "renascimento rural". Essa hipótese foi contrariada pelos estudos da OCDE que compararam as regiões rurais mais dinâmicas às mais letárgicas ou decadentes. Os resultados mostram que o melhor desenvolvimento de determinadas zonas rurais tem causas ainda desconhecidas, mas que, com certeza, não estariam relacionadas a diferenças em suas respectivas estruturas setoriais. O serviço de desenvolvimento territorial da OCDE só foi criado por seu Conselho no início de 1994, quase um ano depois da apresentação formal do projeto pelo secretário geral. Com o firme apoio da representação austríaca, ele propôs o agrupamento de quatro unidades até ali dispersas em outras divisões: os grupos especializados em questões urbanas, desenvolvimento rural e desenvolvimento regional, mais o programa de ação e cooperação sobre iniciativas locais de criação de emprego.(6) Baseou tal proposta em duas justificativas, uma de ordem política e outra de ordem operacional:

"I) As zonas urbanas, suburbanas e rurais são cada vez mais interdependentes e os problemas de uma delas também interferem nas outras. Por exemplo, os fenômenos de aglomeração e de congestão urbana são inseparáveis da debilitação de certas regiões e do êxodo rural. Além disso, os efeitos de proximidade tornam ainda mais manifesta a necessidade de uma abordagem política coordenada, que possa integrar o conjunto dos aspectos do desenvolvimento. Assim, na escala local, os problemas de emprego, de harmonia social, de qualidade da vida – para tomar apenas alguns exemplos – são indissociáveis. (...)"

"II) O desenvolvimento harmônico do tecido econômico está no centro dos trabalhos dos grupos que tratam de assuntos urbanos, locais, rurais e regionais. Isso se traduz por ações que visam encontrar, para uma determinada zona, um equilíbrio entre o fortalecimento de sua capacidade concorrencial e a melhoria da qualidade de vida de seus habitantes. Atingir esse objetivo exige a criação de novas formas de parcerias entre os atores envolvidos, quer eles sejam públicos, privados, nacionais, regionais ou locais. Estímulo a projetos, iniciativa rural, ação urbana, tudo isso decorre da mesma idéia, segundo a qual as contribuições locais permitem operar mudanças significativas na paisagem socioeconômica territorial."(7)

Durante o primeiro debate dessa proposta, três outras delegações – Austrália, Canadá e Noruega - juntaram-se à da Áustria para considerar o novo serviço como "primeira etapa lógica" de um processo que deveria permitir à OCDE uma abordagem analítica mais horizontal das questões relativas ao desenvolvimento econômico, social e ecológico de seus países membros. Em seguida, as delegações da Holanda e da Suíça foram ainda mais longe, chegando a propor, inclusive, a "completa fusão dos órgãos subsidiários dos quatro grupos". Mas tanto entusiasmo esbarrou na resistência das delegações do Japão, da Bélgica e do Reino Unido, e numa certa hesitação por parte dos representantes da Irlanda e da Espanha. Muitas dessas reticências eram de ordem orçamentária, mas também foi mencionado o temor de que o novo serviço viesse a reforçar a concentração da OCDE em "questões de desenvolvimento econômico e industrial em detrimento dos problemas ambientais, do turismo e da cultura".(8)

Um dos fatores que fez brotar no interior da OCDE a idéia de juntar sob o lema do "desenvolvimento territorial" seus núcleos voltados aos problemas urbanos, rurais e regionais foi, com certeza, mais de um decênio de experiência com o programa dedicado à geração de empregos mediante estímulos ao "desenvolvimento local". Esse programa de ação e cooperação sobre iniciativas locais de criação de emprego – que hoje se chama "LEED – Local Economic and Employment Development" – foi criado em 1982, e deu origem a uma vasta rede de intercâmbio que divulga análises e relatos de experiências concretas por meio de notebooks e de uma newsletter intitulada Innovation & Employment, que chegou a ser editada em parceria com a União Européia.

Outro fator que certamente contribuiu para que a OCDE decidisse criar um serviço de desenvolvimento territorial foi quase um decênio de experiência com o programa de desenvolvimento rural, particularmente o Projeto sobre Indicadores de Emprego Rural ("Remi Project"). Foi ele que deixou claro o quanto podem ser enganosas as comparações cronológicas de indicadores de emprego para uma mesma área, e o quanto podem ser instrutivas as comparações espaciais em um mesmo momento. Apesar da base estatística da OCDE ser uma das que melhor permite comparações entre países – i.é, territórios – até o início dos anos 1990 essa organização só dava atenção às séries temporais de cada país membro. No entanto, as diferenças cronológicas das taxas de desemprego, por exemplo, são muito menos significativas que as disparidades entre os países membros. Em 1995, essas taxas variavam de menos de 3% no Japão a mais de 23% na Espanha. E as disparidades regionais dentro de cada país eram ainda mais importantes.

Também se deve ao Remi a demonstração de que o sucesso e o insucesso em criar novas oportunidades regionais de emprego não estão estritamente correlacionados aos graus de urbanidade ou de ruralidade. A ruralidade não é deficiência, e também não é sinônimo de declínio; tanto quanto urbanidade e aglomeração não garantem automaticamente um próspero desenvolvimento. Em vez de comparar apenas as diferenças entre áreas rurais e urbanas, tornando implicitamente o urbano como modelo para o rural, o Remi preferiu se dedicar a comparações entre regiões mais e menos dinâmicas. Principalmente porque as regiões rurais mais dinâmicas podem ser melhor referência para similares mais atrasadas do que o seriam as urbanas. E foi a partir desse tipo de comparações realizadas pelo Remi que o programa de desenvolvimento rural da OCDE passou a ganhar consistência.

A PECULIARIDADE BRASILEIRA(9) Não existe país que conte mais cidades do que o Brasil. Eram 5.507 há quase três anos, quando houve o último Censo Demográfico. A menor, União da Serra, no nordeste gaúcho, tinha exatos 18 habitantes. E não é excrescência. Eram 90 as "cidades" com menos de 500 habitantes, por exemplo: 49 no Rio Grande do Sul; em Santa Catarina 21; nove no Piauí; na Paraíba quatro; três no Paraná; duas em Tocantins; uma em Minas; e outra em São Paulo.

Seria mesmo uma cidade, lugar com tão poucos moradores? No resto do mundo, não. Mas no Brasil – além de jabuticaba – também dá cidade que mais parece com presépio, ou com aquele grupo de edifícios rústicos chamado Le Hameau, que tanto divertia Maria Antonieta em seus passeios pelos jardins do castelo de Versailles. E o motivo é simples, mesmo que continue misteriosa a atitude geral de manter essa questão esquecida. A definição brasileira de cidade é estritamente administrativa. Toda sede de município é cidade, e pronto. Mesmo que só tenha 4 casas, nas quais residem 3 famílias de agricultores e uma de madeireiro (caso de União da Serra). Se for sede de município, é cidade e estamos conversados. Disparate que surgiu em 1938, ápice do Estado Novo, com o Decreto-Lei 311. E que continua em vigor, pois nenhum outro diploma o revogou.

Não vale a pena especular aqui sobre as razões que devem ter levado bons geógrafos e bons estatísticos a fazer proposta tão singela ao ditador Getúlio Vargas. O principal é lembrar que na ocasião o critério até podia ter algum sentido, já que era pequeno o número de municípios. Mesmo que suas sedes ainda não fossem verdadeiras cidades, era razoável supor que se tornariam vértices da futura rede urbana. Só que agora, com mais de 5.561 municípios, isso se tornou ridículo. Faz-se de conta que o Brasil é mesmo o campeão mundial em número de cidades.

Fora daqui não se usa critério administrativo para definir cidade. O mais comum é uma combinação de critérios estruturais e funcionais. Critérios estruturais são, por exemplo, a localização, o número de habitantes, de eleitores, de moradias, ou, sobretudo, a densidade demográfica. Critério funcional é a existência de serviços indispensáveis à urbe. Exemplo ilustrativo é Portugal, onde a lei determina que uma vila só será elevada à categoria de cidade se, além de contar com um mínimo de 8 mil eleitores, também oferecer pelo menos metade dos seguintes dez equipamentos: a) hospital com permanência; b) farmácias; c) corporação de bombeiros; d) casa de espetáculos e centro cultural; e) museu e biblioteca; f) instalações de hotelaria; g) estabelecimentos de ensino preparatório e secundário; h) estabelecimentos de ensino pré-primário e creches; i) transportes públicos, urbanos e suburbanos; j) parques e jardins públicos.

Com base nesses critérios lusitanos – muitíssimo mais inteligentes que o estadonovista – encontrar-se-á no Brasil, na melhor das hipóteses, umas 600 cidades, número das sedes de município onde há livraria. Usando-se critérios exclusivamente estruturais, é razoável supor que aqui existam umas quatro categorias de cidade: a) as sedes dos 200 municípios que fazem parte das 12 aglomerações metropolitanas; b) as sedes dos 178 municípios que fazem parte das demais 38 aglomerações urbanas; c) as sedes dos 77 municípios que são inequívocos centros urbanos, mesmo que não tenham gerado aglomerações; d) parte das sedes dos 567 municípios de natureza ambivalente, que freqüentemente adquirem feições de pequenas cidades, apesar de continuarem focos de economias tipicamente rurais. De qualquer forma, só existem 715 sedes de município com mais de 25 mil habitantes, e parte delas não tem os equipamentos exigíveis para que uma vila se torne cidade. É impróprio chamar de cidades as sedes dos mais de 4,5 mil municípios rurais. Ou, no limite, dos 4,3 mil municípios rurais cujas sedes têm menos de 20 mil habitantes.

Enfim, é necessário enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei que defina o que é cidade, revogando o Decreto-Lei 311, de 2 de março de 1938. Para que esse projeto seja elaborado, será aconselhável que se consulte legislações de outros países. E aí se perceberá que os critérios nunca são puramente administrativos, como ocorre aqui. Sempre foram principalmente funcionais as condições sine-qua-non da promoção de um povoado à categoria de cidade. Os próprios etruscos só consideravam como cidade um lugar que tivesse saídas para pelo menos três estradas, além de três templos: a Júpiter, Juno e Minerva. Dois milênios depois, o Brasil se distingue mundialmente por considerar como cidades até vilarejos onde não há sequer três escolas. Onde nem existe cinema, teatro, centro cultural, ou transporte coletivo. Onde a urbe é reles ficção.

CONCLUSÕES Parece errado abordar os vínculos urbano-rurais nos termos em que se desenrola o debate estritamente sociológico, i.é, de "dicotomia x continuum". O aumento da densidade demográfica nas zonas "cinzentas" – que deixaram de ser propriamente rurais e que não chegam a ser propriamente urbanas – não significa que esteja desaparecendo a contradição material e histórica entre o fenômeno urbano e o fenômeno rural. Em termos econômicos e ecológicos, aprofundam-se, em vez de diluírem-se, as diferenças entre esses dois modos de relacionamento da sociedade com a natureza. Ou o que Marx chamava de "metabolismos" entre humanidade e natureza.

Também parece errado opor uma tendência de "ressurreição rural" à velha tese da "desertificação rural". Em termos estritamente demográficos, há áreas rurais que continuam se esvaziando e outras que se recuperam. Mas as possibilidades de dinamismo econômico dessas áreas não estão necessariamente correlacionadas às tendências demográficas, uma vez que as mais promissoras vantagens competitivas das áreas rurais são "amenidades" que dependem de heranças naturais e culturais, podendo ser até melhor aproveitadas por movimentos apenas temporários de população.

O processo de aproveitamento das novas vantagens competitivas tem sido muito lento porque depende dos inúmeros e pouco conhecidos determinantes do "empreendedorismo". A ênfase no caráter endógeno de tais determinantes – que está embutida no uso cada vez mais freqüente da noção de "capital social" – não deve, todavia, levar a pensar que possam ser menos importantes os determinantes exógenos que resultam da importância que o conjunto da sociedade dá ao patrimônio natural e cultural de seus espaços rurais.

Fatores supranacionais – como a integração européia ou, de forma mais ampla, a regionalização internacional e a "mundialização" ou "globalização" – têm provocado uma heterogênea evolução das políticas governamentais. A crescente exposição ao comércio internacional, ligada à aceleração do progresso tecnológico, exige mudanças estruturais que permitam remover obstáculos ao crescimento e ajudem a aproveitar novas oportunidades. Muitas dessas mudanças estruturais são de caráter sub-nacional, mostrando a pertinência de uma abordagem territorial, para a qual os quadros dirigentes estão, contudo, despreparados. Sabem que o principal desafio é identificar os fatores que permitiriam ampliar as oportunidades de desenvolvimento das regiões menos dinâmicas, mas também não ignoram que a resposta depende de uma explicação ainda muito precária sobre as razões desse menor dinamismo.

O uso da noção "DT: desenvolvimento territorial" (ou "espacial", como prefere a Comissão Européia), tende a substituir a tradicional expressão "desenvolvimento regional", pois permite uma referência simultânea ao desenvolvimento local, regional, nacional, e até continental (no caso da Europa). Mas essa retórica do "DT" também deve muito à evolução paralela dos debates da "economia industrial", da "economia rural" e da "economia regional e urbana". Nos últimos quinze anos houve, nessas três disciplinas, uma forte valorização da escala "local", logo seguida (ou acompanhada) da necessidade óbvia e imperiosa de não isolá-la das escalas superiores que vão até a "global". A retórica do "DT" é certamente melhor que a do "desenvolvimento local", mas ambas estão longe de engendrar uma 'teoria & prática' que venha, de fato, superar as divisões setoriais (primário, secundário e terciário) e também permitir um tratamento integrado da divisão espacial (urbano-rural). Seja como for, uma coisa é certa: nem tudo é urbano.

Jose Eli da Veiga é economista, professor titular do Departamento de Economia & Procam da Universidade de São Paulo (USP).

http://cienciaecultura.bvs.br/scielo.php?pid=S0009-67252004000200016&script=sci_arttext

 

Cada um está montando o quebra-cabeça das relações entre a revista Veja e Carlinhos Cachoeira de um modo. Na minha remontagem, o nó da questão está no papel que a revista resolveu assumir no cenário político. Ao invés de ser uma observadora crítica do jogo do poder, ela começou a atuar segundo a lógica interna desse jogo, pensando do ponto de vista de alguém que está disputando o pode, e não de um observador que está fazendo a análise externa dessa disputa. A diferença é sutil e escorregadia, mas tem que ser feita.

Façamos uma primeira aproximação, um pouco grosseira. Tome-se o exemplo de Juca Kfouri. Corinthiano confesso, ele torce, como todos nós, para que seu time se dê bem, e os outros se dêem mal. Imaginem que, com o argumento de que nenhuma opinião é isenta, e que no final das contas qualquer coisa que ele publique acaba tendo efeito sobre diversas situações em que seu time está envolvido (um julgamento na Justiça Desportiva, por exemplo), Juca começasse a escrever seus textos com o objetivo implícito, mas inequívoco, de complicar a vida dos outros times e aliviar a barra do Corinthians. Faria denúncias, mas seletivas. As que favorecessem seu time seriam amplificadas; as que o prejudicassem seriam esquecidas, na medida do possível, ou então neutralizadas. Não estou imaginando, vejam bem, que Juca Kfouri tivesse se transformado num retardado mental. É claro que ele pesaria cuidadosamente as circunstâncias, e avaliaria se, diante de um fato inegável, não seria melhor entregar os anéis para não entregar os dedos. Para bem desempenhar o seu papel, não poderia brigar com o óbvio. Se um atacante cuspiu na cara do juiz diante das câmeras de televisão e a cena foi exibida, em slow motion, para todo o país em horário nobre, seria simplesmente idiota querer defendê-lo. Iria atacá-lo, sem dúvida, e com violência redobrada, mas apenas para se dar o direito de, na manhã seguinte, retomar o velho esquema das denúncias seletivas e da distorção sistemática de fatos.

A analogia, eu disse, é um pouco tosca, pois há uma diferença fundamental entre o futebol e a política, nesse caso. A imprensa pouco pode interferir naquilo que é fundamental no primeiro caso: o gol, o resultado da partida. O poder de influenciar o resultado final do campeonato é mínimo. No caso da política, não. O poder da imprensa, ali, é muito grande. Pode derrubar ministros, motivar CPIs, influenciar o eleitorado e, no limite, pode até mesmo redundar no impeachment de um presidente da república. Aí reside a tentação. E o perigo.

Todo jornalista acostuma-se desde cedo a sentir esse poder, e a ter orgulho de tê-lo em mãos.  Sabe que isso significa prestígio, contatos, facilidades dos mais diversos tipos. Bozó, personagem criado por Chico Anysio, vivia repetindo o mote "eu trabalho na Globo" para conseguir a atenção das mulheres e o respeito dos homens. Em ponto maior, é exatamente esse o sentimento em diálogo com o qual a imagem pública de um jornalista de destaque irá se organizar. Nuns, virá temperado pelo sentimento do dever público associado a esse poder, e também pelo reconhecimento humilde de que o poder não pertence a ele, individualmente, mas ao órgão de imprensa para o qual trabalha. (O Noblat escreveu um bonito artigo a esse respeito há algumas semanas.) Se for despedido, não será menos talentoso no dia seguinte do que fora até então. Suas palavras potenciais serão as mesmas. Seu poder, no entanto, estará reduzido a uma fração desprezível daquilo que ele foi um dia. Falará montado num caixote de madeira, no meio da praça, berrando aos quatro ventos na esperança de ainda ser ouvido.

Esse poder inerente à ocupação do espaço público da informação pode levar o jornalista ou o órgão de imprensa no qual ele trabalha a dar o passo fatal: planejar toda a sua linha editorial de maneira a maximizar o exercício desse poder. Isso pode ser feito basicamente de duas formas. A primeira é puxando o saco. É uma fórmula incerta e frouxa, que rende poucos dividendos. Coloca a revista ou jornal na posição do áulico que eventualmente recolhe uma ou duas migalhas jogadas pelo governante que se beneficiou de sua sabujice. O grande lance (e isso foi percebido com clareza por Rupert Murdoch) é bater, seguindo o velho conselho de Maquiavel: ser temido é muito mais vantajoso e mais seguro do que ser amado. Demonstrando seu poder de fogo, o jornal ou revista ganha duas batalhas em duas frentes simultâneas. Ganha público leitor, na medida em que passa a funcionar como uma verdadeira fábrica de escândalos semanais, e também ganha o respeito temeroso daqueles que podem, a qualquer momento, se transformar em alvos de seus ataques.

Essa opção, por sua vez, transforma a imprensa numa prisioneira (confortável e voluntária) da lógica elementar de toda guerra: o inimigo de meu inimigo é meu amigo. Seja ele quem for. Se Carlos Cachoeira pode me fornecer o material de que eu preciso, ele será meu aliado ocasional ao longo de um, dois, três, muitos anos. Se o senador Demóstenes Torres é uma peça essencial de meu esquema, fazendo repercutir no Congresso as denúncias que faço na páginas da revista, ele se torna, só por isso, um mosqueteiro da ética, um exemplo de lucidez política e de moralidade pública. Pouco importa que ele seja uma figura de destaque na quadrilha de meu principal informante. Importa apenas que, quanto mais poder ele tiver na oposição ao governo que me serve de alvo fixo, mais poder eu, dono da revista, também terei.

A ética jornalística, nesse meio-tempo, foi para o espaço, pois a lógica a ser seguida é completamente outra. As denúncias são seletivas, dirigidas a um dos lados, e não ao outro. (Ressalvadas, é claro, as cusparadas na cara do juiz em rede nacional.) Os fatos são torcidos, torturados, como se diz, até confessarem aquilo que eu desejo que eles digam. Tudo é feito em nome da “causa”, vale dizer, do interesse de quem escreve. Carlos Cachoeira sabe o tipo de material que me interessa. Como tem interesse na promoção que faço de um dos principais membros da organização que chefia, ele será muito solícito, encomendando a seus subordinados as fitas de vídeo e as gravações que recheiam minhas reportagens de capa. As duas partes lucram, sem que seus interesses imediatos coincidam necessariamente. Nem Carlinhos Cachoeira tinha interesse em desestabilizar o Governo, nem a revista tinha como objetivo favorecer os negócios de um bicheiro. A mão de um lavou a mão do outro, e ambas ficaram limpas. O dia seguinte é uma outra história. A mão que afaga, como dizia o poeta, é a mesma que apedreja. Ambos têm plena consciência disso, e não serão ridículos a ponto de reclamar fidelidade ou compaixão. Fariam exatamente a mesma coisa se estivessem no lugar do outro. Se o senador foi flagrado pelas câmeras, que se vão os anéis. Pau no senador. Faz parte do jogo.

 

Com nome em lista de veto, criança é retirada de voo nos EUA

Uma menina de um ano e meio de idade e seus pais foram retirados de um avião da JetBlue Airways na Flórida porque o nome da criança estava em uma lista de segurança de pessoas que não podem voar, o que foi considerado pela companhia aérea uma "falha de computador".

Uma porta-voz da JetBlue disse nesta sexta-feira que a companhia estava investigando o incidente de 8 de maio no aeroporto de Fort Lauderdale e pediu desculpas à família de Nova Jersey, que é de descendência do Oriente Médio.

"Acreditamos que esta foi uma falha de computador", afirmou a JetBlue em comunicado. "Nossos tripulantes seguiram os protocolos apropriados, e pedimos desculpas à família envolvida nessa circunstância lamentável."

A Administração de Segurança do Transporte dos EUA (TSA) foi chamada ao portão de embarque pela empresa aérea e, depois de uma breve entrevista com os pais da menina e confirmação através do seu sistema de veto, "determinou que a companhia aérea tinha erroneamente indicado que a criança estava em uma lista de vigilância do governo", afirmou um porta-voz da TSA.

A TSA disse que a família foi autorizada a voltar ao avião, mas os pais disseram a uma emissora de televisão local que se sentiram humilhados e desconfortáveis em voar para casa no mesmo avião.

"Fomos colocados em exposição como um número de circo porque a minha esposa usa um hijab (turbante)", contou o pai da criança à WPBF 25 News, afiliada local da ABC, em West Palm Beach. Ele acrescentou que achava que sua família foi vítima do problema porque sua ascendência é do Oriente Médio.

http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE84A04720120511

 

 

Para ver a entrevista do Climatologista Dr. Ricardo Felício um importante membro da equipe Fakeclimate é só clicar!

DÁ PLAY!

O professor e climatologista dá mais uma vez sua opinião em entrevista na rádio globo e passa um recado importante.

Prest atenção no final da entrevista! (a partir do 8:53)

http://fakeclimate.wordpress.com/2012/05/09/108/#more-108

 

"!Mentira tem perna curta"

 

E o Aécio assumindo a paternidade do Márcio Lacerda em BH!

E o PT como cordeirinho apoiando ao Márcio Lacerda.

Cada capital merece a prefeitura que tem! Belo Horizonte não pode pagar a conta das tentativas paulistas.

 

http://revistapesquisa2.fapesp.br/?art=4624&bd=1&pg=

BRASIL FABRICA E EXPORTA DIAMANTES

Trajetória vitoriosaVladimir Airoldi, da Clorovale, exporta brocas de diamante sintético e ganha Prêmio FinepDinorah ErenoEdição Impressa 192 - Fevereiro de 2012 

 © EDUARDO CESARVladimir Airoldi ao lado do reator de fabricação de diamantes

Desde que retornou ao Brasil no início de 1991, após o término de um pós-doutorado no Laboratório de Propulsão a Jato da agência espacial norte-americana (Nasa, o físico Vladimir Jesus Trava Airoldi decidiu conduzir seus projetos de pesquisa com um propósito muito bem definido – o de que eles tivessem ao mesmo tempo um alto nível científico e alto potencial de aplicação.

Ao retomar o trabalho no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em São José dos Campos, no interior paulista, seu primeiro projeto foi o desenvolvimento de diamantes sintéticos para aplicações no espaço e na indústria. “Na época os estudos de diamantes sintéticos ainda eram muito teóricos, não dava para ter a dimensão exata do que eles representariam”, diz Airoldi. O que se sabia é que era um material com compatibilidade biológica e química, com o menor coeficiente de atrito entre os materiais sólidos e, por isso, seria possível usá-lo como lubrificante sólido em dobradiças de painéis solares de satélites. ....

continua.............

 

Nassif,

Quando estava lendo o comentário do  Saguy no post http://www.advivo.com.br/node/892628 me veio uma idéia que postei lá, mas parece que não entrou (ou é o meu problema de fuso horário).

Então estou voltando com a idéia aqui no Fora de Pauta.

Fazer uma campanha nacional: adesivo pra por no carro

Eu quero ver o Poli e o Bob Civita na CPMI 

A campanha pode ser articulada pelos "blogs sujos" mas não pode ser financiada por ninguém. As pessoas vão ter que comprar o adesivo. Acredito que será mais eficiente que Trends Topics e o mais importante vai estar nas RUAS.

 

   não é melhor começar antes com adesivos cobrando o gurgel sobre os inquéritos que ele ainda está sentado em cima , como o do arruda do dem do df , ou o do agripino do dem do rio grande do norte , ou o do aéci o do psdb de minas gerais , o ensalão do azeredo do psdb de minas entre tantos outros que ele está sentado em cima.

 

da Revista Pesquisa - Fapesp

 

Meu caro senhor

Correspondência entre Darwin e Fritz Müller ajudou a consolidar a teoria da evolução

NELDSON MARCOLIN | Edição 194 - Abril de 2012

  

© LUIZ ROBERTO FONTES


Livro de Müller traduzido para o inglês a pedido do cientista inglês (esquerda) e o original em alemão

O ano de 1864 foi especial para Charles Darwin. Sob fogo cruzado de grande parte da comunidade científica de seu país e do exterior, o cientista britânico viu serem publicados um livro e um artigo científico que atacavam suas ideias sobre evolução: Exame do livro do senhor Darwin sobre a origem das espécies, do fisiologista francês Pierre Flourens, e Sobre a teoria darwinista da criação, do anatomista suíço Albert Kölliker. A origem das espécies fora lançado em 1859 e tivera todos os seus 1.250 exemplares esgotados em um dia. A controvérsia sobre o tema transformou-se num grande debate científico internacional e ultrapassou rapidamente as fronteiras da academia. Para sorte do evolucionista, também em 1864 surgiu em Leipzig, Alemanha, outra obra abordando a teoria da evolução, cujo título não deixava dúvidas para qual lado pendia: Para Darwin (Für Darwin, no original). Seu autor era Fritz Müller (1822-1897), naturalista que vivia na então cidade de Desterro (atual Florianópolis), em Santa Catarina, e dava aulas no liceu provincial.

O livro de Müller chegou às mãos de Darwin em 1865. Sua mulher, Emma, conhecedora do idioma alemão, leu para o marido já fazendo a tradução. Darwin ficou profundamente admirado com o trabalho. Ao contrário da imensa maioria dos que opinavam sobre A origem das espécies, o naturalista radicado no Brasil o fazia com propriedade, apresentando exemplos zoológicos descritos em detalhes que corroboravam a teoria da evolução, sem se deter em questões filosóficas e religiosas. 
“O livro foi muito importante para Darwin não só pelo apoio, mas também porque ajudou a consolidar a teoria darwinista 
na comunidade científica da época”, diz o biólogo e médico legista Luiz Roberto Fontes, coautor da tradução de Für Darwin (editora da UFSC, 2009) para o português com Stefano Hagen, professor da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de São Paulo. Ambos fazem parte do projeto Nosso Fritz Müller, de recuperação da memória do cientista alemão que viveu 
45 anos em Santa Catarina, até sua morte.

© PROJETO NOSSO FRITZ MüLLER


Microscópio original do naturalista, enviado pelo amigo Max Schultze

O naturalista havia chegado ao Brasil em 1852, aos 30 anos, com a mulher, uma filha 
e um dos irmãos para a Colônia Blumenau, em Santa Catarina. No começo trabalhava como simples colono, manejando a enxada e o machado, apesar dos dois títulos acadêmicos que possuía, como biólogo e médico. Foi em 1861, quando já estava em Desterro, que seu amigo Max Schultze lhe enviou a tradução alemã de A origem das espécies. Schultze o mantinha atualizado sobre os debates científicos na Europa e despachava anualmente para o Brasil livros e algum material 
para pesquisa, como um microscópio pedido por ele. Encantado com as ideias do inglês, Müller trabalhou sistematicamente no 
estudo de várias espécies, em especial crustáceos, 
e encontrou provas inequívocas do acerto darwinista. Nos anos seguintes ele reuniu suas observações e experimentos em uma monografia que, em homenagem ao inglês, chamou dePara Darwin. Em seguida o enviou para Schultze, que mandou publicar.

 

O trabalho de Müller fez com que Darwin estabelecesse uma correspondência, colaboração e amizade que duraram até sua morte, em 1882, com cerca de 60 cartas trocadas de lado a lado. Em 1869 Darwin bancou do próprio bolso a tradução do livro para o inglês e a publicação de mil exemplares, com o título Fatos e argumentos a favor de Darwin. Até a sexta edição deA origem das espécies (1872), considerada a definitiva, havia 12 citações sobre os estudos de Müller. “Também ocorreu de Darwin considerar algumas cartas do naturalista alemão tão informativas que sugeria sua publicação como artigo científico em revistas especializadas”, conta Stefano Hagen. Fritz Müller teve uma extensa vida científica produtiva no Brasil (ver Pesquisa FAPESP nº 105) e publicou cerca de 260 artigos, a maioria no exterior.

Desde 2010, Fontes e Hagen colaboram com o Instituto Martius-Staden, de São Paulo, para maior divulgação da história e 
da obra de Müller. Foi montada uma exposição 
que percorreu 16 instituições diferentes pelo Brasil e será levada ao Centro Brasileiro da Universidade de Tübingen, na Alemanha, entre maio e julho. Como neste ano comemoram-se 
os 190 anos de nascimento do naturalista, o instituto transformou o catálogo da exposição no e-book bilíngue Fritz Müller – O príncipe dos observadores, a forma como Darwin referia-se ao amigo alemão naturalizado brasileiro. O e-book pode 
ser acessado em www.martiusstaden.org.br.

 

Nassif,

Há poucas semanas atrás, você promoveu a post uma notícia por mim colocada no Fora de Pauta, relatando a luta dos Delegados Federais pela conquista de prerrogativas para poderem trabalhar.

Como sempre, apareceram os sindiclaistas oportunistas de sempre que infestam a PF, nada produzem e ficam gritando bobagens ao vento, vendendo a incautos a ilusão de acabar com o cargo de Delegado da PF para que eles possam assumir o controle do órgão (evidentemente se enfurecem quando se menciona que eles mesmos foram reprovados em concurso para Delegado da PF, aberto a todos os cidadãos, mas essa é outra história).

Pois bem, essa digressão foi apenas para que eu pudesse dizer: "Tá vendo como eu estava certo!?" O caso do Procurador-Geral deixa bem claro como os Delegados da PF, apesar de temidos pelos corruptos e criminosos em geral, estão fragilizados. O Delegado Raul fez uma baita investigação (Op. Vegas), reuniu provas das safadezas de Cachoeira, Demóstenes e Cia. e o senhor Gurgel simplesmente sentou em cima e paralisou, segurou um inquérito presidido pela autoridade policial federal, que nada pôde fazer.

Assim como essa, há DEZENAS, quiçá centenas de importantes investigações e operações da PF dormindo nos escaninhos do MPF, muitas vezes por excesso de trabalho sobre os procuradores, mas muitas vezes por desídia, desleixo, preguiça ou outros motivos ainda menos nobres. E os Delegados da PF nada podem fazer, pois o MPF "é o titular da ação", como disse Joaquim Barbosa. Seus membros somente podem ser investigados ou processados por um outro membro, e eles se protegem (alguém viu algum procurador falando mal do Gurgel?). Portanto, não adianta um Delegado da PF reclamar quando um procurador engaveta uma investigação, pois o MPF vai proteger seu membro e o Delegado vai passar a ser alvo, vão dar um jeito de processá-lo por improbidade administrativa, abuso de autoridade etc.

 

 
 

Eu tenho lado, não estou querendo me fazer de imparcial. Sou de esquerda, mas diferentemente de quem tem ideologia de direita, eu quero, aceito e gosto de ouvir o contraditório. Gosto de ouvir o outro lado, gosto de debater pensamentos, de aperfeiçoar minhas posições.

Mas uma coisa que me deixa "P" da vida no jornalismo (na imprensa) é a utilização do "gastos" e dos "ivestimentos".

Hora o "gastos" é investimento hora o "investimento" é gasto.

Queria só saber da imprensa o que é gasto e investimento. Pq ora o Brasil investi pouco na defesa e hora gasta muito em defesa na América - http://click.uol.com.br/?rf=home2011-topo-A3&u=http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/05/11/brasil-e-o-pais-que-mais-gasta-com-defesa-na-america-do-sul-diz-relatorio.htm ???

Seria o receituério inverso... o que é ruim a gente esconde o que é bom a gente mostra????

 

Movimento em defesa do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e da saúde pública do estado de são paulo.  convite a todos que são contra a privatização da saúde pública pelo governo tucano de são paulo e quem quiser se informar sobre os danos à saúde da população que esta política causa. O Emílio Ribas é um hospital que atende a todos sem distinção, atende até hoje muitos portadores do HIV, cujo tratamento é caro e vitalício. não podemos permitir esse ataque privatista a um hospital de todos, sem distinção, sem dupla porta (a da frente atende quem tem dinheiro e a de trás, os sem dinheiro, com fila de mais de um ano). não a fundações que levam a privatização da saúde e piora ainda mais o atendimento a quem precisa e não tem dinheiro.. dia 15 de maio de 2012, às 13:30h, no instituto  emílio ribas. Av. Dr.  Arnaldo, 165.cerqueira Cesar

 

Um pouco sobre ferrovias e sobre pessoas que cuidavam delas heroicamente:

 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

COMPANHIA PAULISTA, 1950: ASSIM SE CUIDAVA UMA FERROVIA SÉRIA Do Blog do Ralph Giesbrecht - Estações Ferroviárias do Brasil

 

 

 

O texto abaixo foi publicado na Revista NOSSA ESTRADA, da Editora Abril S.A., edição de maio a agosto de 1975: FEPASA – Ferrovia Paulista S/A, Edição Especial nº 439/442
Coluna: “Um fato em foco” - Pg 151. Foi-me enviado, já transcrito e com as fotografias, pelo Douglas Hidalgo, de Osvaldo Cruz, SP, nesta manhã.

QUANTO VALE UM BOM SERVIÇO DE RONDA

A Viagem do noturno NJ09 poderia ter tido um trágico fim, não fosse o sinal de perigo feito pela luz vermelha da lanterna do “ronda”. À sua frente estava a linha desmoronada pelo temporal.

(Engenheiro Renato Costallat)

Março de 1950. Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Intensas chuvas ainda assolavam a Alta Paulista, apesar desse mês avançado para as águas.

Naquele dia, o trem noturno NJ9, com inúmeros passageiros, já tinha deixado a estação de Esmeralda, com destino a Fernão Dias, quando abruptamente foi detido pelo “ronda” à força de luz vermelha: sinal de perigo.

A um quilômetro daquela estação estava a linha com 50 metros no ar suspensa a 8 metro de altura: o bueiro entupira, a água subira rapidamente no aterro até ao nível dos trilhos, e tudo, de repente, num passe de mágica, desaparecera debaixo dos dormentes.

Todos os materiais da obra, o lastro, a própria terra, há pouco existentes, se espraiam na planície em frente, ao raiar do dia tranqüilo, como se nada tivesse acontecido, não fora o colar de dormentes pendurados.

Mas, ao trabalhador humilde e atento, o “ronda”, tal situação não lhe escapara, ao percorrer o trecho a pé, em plena tormenta, cumprindo essa alta responsabilidade de rotina de segurança, que a estrada lhe confiara.

É o que vemos nas fotografias ao lado, gentilmente emprestadas pelo Engº Gastão da Rocha Leão, então Superintendente da 4ª. Divisão da Companhia Paulista de Estradas de Ferro.

Os passageiros, inocentes, estiveram, sem dúvida, em sério risco de vida; sem o saberem, inconscientemente, se tornaram credores daquele modesto funcionário da via permanente, cujo nome o tempo ingrato esqueceu... mas o registro do fato ao menos sobreviveu para orientação e precaução daqueles que se iniciam na linha de frente da dura vida ferroviária...

Eis quanto vale um bom serviço de “ronda” !

http://blogdogiesbrecht.blogspot.com.br/2012/05/companhia-paulista-1950-...

 

Ainda estou horrorizado com o incidente do urso na escola da minha filha.  Quando ela quer ir pra biblioteca com as amigas de escola (ao lado da prefeitura, mesmo predio) eu sempre a(s) segui de carro ate ela(s) entrar(em) -mesmo antes do urso- e ela nao tem permissao de sair de la ate me chamar pra buscar, agora tou pensando que isso ja nao eh suficiente...  Acho que vou preocupar por mais alguns anos ainda, credo!

O supermercado cujo lixo o urso visitava era -de todos os supermercados do mundo- o Emporium(!) que a gente frequenta, especialmente porque eles tem costela de vaca.

Sessao comedia:  no jornalzinho brasileiro dessa semana tao avisando que tem um brasileiro fugido da policia da Florida, e ele usa os nomes Luis Almeida, Lou Almeida naoseique, Luis naoseique Almeida, etc etc etc.  So que na mesma capa do jornal esta a foto do dono do Emporium, Luis Almeida, com o urso.  Uh...

(A capa da internet do jornal nao tem a ver com a edicao impressa, que pena.)

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.