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Fora de Pauta

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Comportamento

| N° Edição: 2219 | 18.Mai.12 - 21:00 | Atualizado em 20.Mai.12 - 15:13

 

Pinherinho: A vida depois da desocupaçãoQuatro meses depois da desastrada operação da PM, as famílias desalojadas ainda não conseguiram retomar a rotina. Mobílias destruídas, crianças sem pais e sem escola formam o triste mosaico de sonhos despedaçadosRachel Costa

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“A gente sabe que casa para todo mundo
o governo não tem condição de dar. Desse então
o terreno e a gente construía a casa”

Tanice Rosemere dos Santos, 44 anos, salgadeira, vivia na rua 2,
bloco C, casa 41 de Pinheirinho desde 2003 e hoje mora no Rio Comprido

Para entrar na casa de Tanice Rosemere dos Santos, 44 anos, no bairro de Rio Comprido, periferia de São José dos Campos, interior de São Paulo, não é preciso bater. No barracão onde ela mora com a filha Isabelle, de 1 ano e 2 meses, uma colcha de xadrez azul e verde faz as vezes de porta. Rompido o portão improvisado, chega-se ao primeiro cômodo, um espaço de não mais de 10 m², misto de sala e cozinha, com fogão antigo, botijão de gás, geladeira, máquina de lavar quebrada, um sofá velho de dois lugares, uma cadeira e uma televisão de 20 polegadas. Logo após há o banheiro e o único quarto da casa, um ambiente escuro, sem janelas. A cama de casal divide espaço com o berço de Isabelle e uma dúzia de caixas usadas como armário, abrigando o que sobrou da residência anterior, bem mais espaçosa, com dois quartos, sala, banheiro, cozinha e quintal. Não foi tempestade nem avalanche o que dizimou o lar de Tanice. Ela era uma das cerca de seis mil pessoas que viviam na ocupação de Pinheirinho, também em São José dos Campos, e tiveram de abandonar suas casas às pressas no dia 22 de janeiro, um domingo, durante o processo de reintegração de posse do terreno (leia quadro acima) feito por dois mil homens armados da Polícia Militar. Três dias depois da retirada, tratores da prefeitura passaram pelo local e destruíram tudo. Desde as casas, incluindo parte do que havia dentro delas, até as hortas caseiras dos moradores. Hoje a área de 1,3 milhão de metros quadrados se resume a um monte de entulho e as 1,7 mil famílias que viviam no local não conseguiram, assim como Tanice, reconstruir suas vidas em uma moradia digna.

A operação de retirada das famílias de Pinheirinho tal qual foi feita tem sido muito criticada. “Há uma equipe de juristas trabalhando para finalizar o texto da denúncia que será encaminhado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos”, fala o defensor público Jairo Salvador, que acompanha o caso. Quando a polícia bateu à porta de Tanice, por exemplo, só houve tempo para ela pegar a pasta com documentos, um punhado de roupas para Isabelle, o carrinho e a banheira da bebê e a cachorra vira-lata Kelly. “Ainda levei muito. Teve gente que não conseguiu tirar nem os documentos”, diz. Desde então, ela iniciou uma romaria em busca de um novo lar. Já passou por abrigo, cortiço e agora está em um barracão numa área desocupada pela Defesa Civil em 2011, após um deslizamento. Ali estão algumas das famílias de Pinheirinho, o que vem sendo investigado pela Defensoria Pública. Há uma denúncia de que a própria prefeitura teria levado cerca de 20 famílias para essa área de risco. O poder público nega. Em meio à polêmica, resta a incerteza para quem está lá, pois há uma liminar pedindo a reintegração do local.

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RISCO
Sem ter para onde ir, vários ex-moradores de Pinheirinho estão em
área desapropriada pela Defesa Civil após deslizamento em 2011

Refazer a casa é um exercício diário de ignorar as perdas e lutar para ter de volta o que foi perdido. Todos os meses, o boleto das prestações a vencer lembra Tanice do guarda-roupas, da cômoda e da máquina de lavar que ela havia acabado de comprar e ainda lhe custam R$ 230 mensais. Ela já não tem mais nenhum dos bens, mas deve ainda oito parcelas à loja. Além deles, se foram as duas batedeiras profissionais, os bicos de confeitar, as formas, o liquidificador e os vasilhames que usava para cozinhar. Tanice é salgadeira e doceira profissional e vivia da renda dos seus quitutes. Sem o equipamento, improvisa tecendo encomendas de crochê e com o auxílio-moradia de R$ 500 – pago a 1.630 famílias de Pinheirinho, de acordo com a Prefeitura. Para trabalhar fora, precisaria deixar Isabelle em uma creche, mas, mesmo com o papel assinado pela assistente social, ela não consegue vaga. Desde que perdeu a casa, Tanice gasta seus dias tentando resolver problemas. Do lar em Pinheirinho, restou só um cartão com o número 633, etiqueta dada pela polícia durante a desocupação e que lhe valeria o direito de recuperar todos os bens que estavam dentro do imóvel, o que nunca aconteceu. “Pus essa casa de pé com o dinheiro do meu trabalho. A gente sabe que casa para todo mundo o governo não tem condição de dar. Desse então o terreno e a gente construía.”

Não só bens materiais foram perdidos com a remoção. O convívio social também foi reduzido a frangalhos. O êxodo forçado fez os moradores se espalharem por mais de uma dezena de bairros de São José dos Campos. “Quando falamos em direito à moradia, não estamos dizendo apenas da casa. Ela é uma espécie de porta de entrada para os outros direitos, como educação, saúde, trabalho, privacidade”, afirma Raquel Rolnik, relatora especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o direito à moradia adequada. Ouvir os relatos dos retirados de Pinheirinho é atestar que nada disso foi levado em conta durante a operação policial. Há 620 processos de ex-moradores correndo na Justiça – reclamando desde a perda do mobiliário, até a morte de animais de estimação e denúncias de violência policial. “Eles não podiam ter feito a remoção de uma hora para a outra”, critica Raquel, que, como relatora da ONU, enviou uma carta ao governo brasileiro pedindo ao poder público federal que se posicione sobre o assunto.

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A história da família de Tanice ilustra bem o impacto da reintegração de posse na vida dos ex-moradores. Enquanto viveu em Pinheirinho, ela e a irmã Tânia Rosilene Martins, 48 anos, eram vizinhas. Agora cada uma está em um canto da periferia de São José dos Campos, distantes 20 quilômetros. “Ligo para a Tanice todos os dias”, diz Tânia. Além da irmã, Tânia teve de se separar da filha do meio, Gisele, 26 anos, grávida e que foi morar com a avó paterna. Restou só a filha mais nova, Tainara, de 11 anos. As duas vivem em uma espécie de cortiço onde pagam R$ 400 de aluguel mais R$ 40 por pessoa para custear água e luz. O valor dá direito a menos de 30 m² de um espaço precário. “Tem goteiras na sala e no quarto. Quando a gente liga o chuveiro, cai a luz”, afirma Tânia.

A grande alegria de Tânia atualmente é ter novamente Elisângela Silva, 39 anos, morando ao seu lado. “Pulei quando a vi chegando aqui”, diz, relembrando o dia em que se deparou com a ex-vizinha de porta subindo as escadas do cortiço. A mesma reação teve Iane, filha mais velha de Elisângela e amiga de Tainara. “Estava com medo de chegar aqui e não ter ninguém da minha idade”, conta ela, que tem 11 anos, assim como a filha de Tânia. Foi uma dor a menos reencontrar a amiga de Pinheirinho. “Na escola nova já tinha sido muito difícil fazer amizades”, diz a menina, que teve de ser transferida. Iane foi uma das crianças que presenciaram a desocupação. Ela se lembra do policial mandando a família sair e da angústia de não conseguir fazer caber seus pertences na sacolinha em que pôs tudo o que pôde nos 15 minutos de prazo para desocupar a casa onde viveu por cinco anos. Sobre as coisas que perdeu e sente falta, é singela: sente saudade das amigas que nunca mais viu e queria de volta o diploma de participação nas oficinas do Proerd, programa de resistência às drogas da Polícia Militar.

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Mesmo após quatro meses da retirada das famílias de Pinheirinho, muitos moradores ainda batalham para ter de volta os bens recolhidos pela prefeitura antes da passagem dos tratores. Uma delas é a costureira Sônia Maria da Silva, 43 anos. Depois da saída forçada, ela voltou por três dias consecutivos à área para tentar pegar sua mobília. Não conseguiu e recebeu a informação de que suas coisas seriam enviadas para um galpão, à beira da rodovia Presidente Dutra. Desde então, realiza com frequência um cansativo périplo até o local na esperança de reaver seus bens. Nas mãos, leva sempre o cartão em que se vê impresso “718”, número colocado pelos policias na sua casa. “Já paguei carreto duas vezes para pegar minhas coisas, R$ 100 cada, e até agora não consegui tirar nada”, afirma Sônia, que desistiu de chamar o caminhão e agora vai sozinha ao galpão. Lá, a cena se repete semanalmente: ninguém vem atendê-la. Enquanto não consegue refazer o lar, a costureira deixa a filha Giselia, 8 anos, e a sobrinha Raíssa, 12, com a irmã, em São Paulo. “Minha filha chora até hoje e pede para voltar. Na cabeça dela, a casa ainda existe.” Mas Pinheirinho não passa de um retrato desbotado estampado nas camisas de protesto de seus ex-moradores.

 

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Nassif,

Sobre esta lei dispondo sobre aluguéis de vaga de garagem, pegaram a presidenta num momento de distração, só isto explica.

Lei nº 12.607, de 4 de abril de 2012

"Art. 1.331 - § 1º As partes suscetíveis de utilização independente, tais como apartamentos, escritórios, salas, lojas e sobrelojas, com as respectivas frações ideais no solo e nas outras partes comuns, sujeitam-se a propriedade exclusiva, podendo ser alienadas e gravadas livremente por seus proprietários, exceto os abrigos para veículos, que não poderão ser alienados ou alugados a pessoas estranhas ao condomínio, salvo autorização expressa na convenção de condomínio"

A lei estapafúrdia do hoje ministro Marcelo Crivella (PRB-RJ) jamais poderia ser federal, e sim municipal, pois esta geringonça jurídica só encontra aplicabilidade em não mais que vinte cidades do país, aquelas onde estacionar em garagens comerciais e/ou edifícios-garagem custa muito caro, bem acima de 300 reais por mês. Além do mais, é uma interferência absurda e desnecessária em relações que, em princípio, só dizem respeito às duas partes envolvidas, locador e locatário.

Imagino que o que ocorre no bairro em que moro, Copacabana, seja parâmetro para quaisquer das regiões mais ocupadas das tais vinte cidades, ou seja, garagens comerciais com poucas as vagas disponíveis para mensalistas, nas quais o preço praticado chega a superar os 400 reais por mês, quando o sujeito pode alugar a vaga de alguém por 250 reais mensais, ou seja, alternativa que agrada os dois lados.

Com a lei esquisita (se houvesse estacionamentos com alta quantidade de vagas em aberto, ainda poderia cogitar sobre lobby do setor, mas não é este o caso, pois a maioria deles estão com taxa de ocupação próxima dos 100%, e a preço$$ caro), o sujeito que não conseguir a tal vaga eventualmente disponível (em algumas garagens, já existe fila de espera), nem sempre próxima de seu domicílio, passará a deixar o carro na rua, para alegria dos assaltantes de plantão, e quanto ao argumento de maior segurança dos condomínios, não me recordo de nenhum problema deste tipo, e os que certamente existem devem ocorrer em meia dúzia de prédios. O mesmo governo federal que incentiva a aquisição de mais e mais carros, agora, resolve obrigar o motorista a correr riscos desnecessários, não tem cabimento.E garagens públicas, com preço acessível, nem pensar.

Os únicos beneficiários deste troço serão os adivogados de porta de xadrez (causas de 200 reais mensais), com as suas centenas de ações prá ajudar a piorar o já péssimo atendimento da Justicia. 

Como já disse aqui, não tenho e nem pretendo ter carro no RJ, assim como não tenho renda de aluguel de vagas, apenas fico espantado com este exagerado nível de interferência na vida das pessoas.

Agora, só resta aguardar pela próxima lei sem pé nem cabeça (a que foi inventada recentemente em função de situação tragicômica, relativa aos ciclomotores, criou um espetáculo interessante, com os agora “motoristas” desfilando fantasiados pelas ruas, alguns parecendo aprendiz de astronauta), pois depois que passa um boi, passa a boiada.

 

 

 

Com a palavra, Mauro Santayana:

(lamento, mas não consegui mudar o formato original, exceto a cor das letras...)

 

18/05/2012

 

A COMISSÃO DA VERDADE E O DIREITO AO PRANTO

 

 

O golpe político e militar contra o governo legítimo do presidente João Goulart, por mais se tente identificar como revolução, foi ato contra a República e de submissão à potencia estrangeira que o planejou, organizou e financiou. Assim ocorreu aqui e em outros paises do continente.

 

Tratou-se de ofensa imperdoável à nação de brasileiros. Hoje, com os documentos existentes e divulgados, não há dúvida de que a interrupção do processo democrático de desenvolvimento econômico e social do país se fez na defesa dos interesses do governo norte-americano no mundo. Essa origem externa não exculpa, e, sim, agrava a responsabilidade histórica dos brasileiros que aderiram ao movimento, mesmo que se escudem na defesa da ordem, da fé, das famílias e da virgindade de suas donzelas, como tantos religiosos pregaram do púlpito.

 

O golpe só foi possível porque frágeis eram (e frágeis continuam a ser) as instituições nacionais. A história republicana, maculada pela nostalgia oligárquica do Império, se fez no confronto entre a necessidade democrática e a reação conservadora. E, a partir da Revolução de 30, que se fez para modernizar e democratizar o Brasil, os golpes e tentativas de golpe passaram a ser freqüentes sob a influência da expansão imperialista americana e o então projeto nazista de estabelecer em nossas terras uma Germânia Austral.

 

Mas, não é este o espaço para discutir o que ocorreu em 1937, e o que teria ocorrido se as eleições de 1938 se realizassem, com a prevista vitória eleitoral do filo-fascista Plínio Salgado. O fato é que Vargas se tornou a personalidade mais querida e mais poderosa do país, ao eleger-se presidente em 1950 e retomar o seu projeto nacional de desenvolvimento, frustrado pelo governo Dutra.

 

Ainda assim, com toda a sua popularidade, o presidente foi sitiado por uma terrível campanha parlamentar e jornalística, a pretexto do atentado da Rua Toneleros, até hoje não bem explicado, e que também merece ser investigado a fundo. Por detrás de tudo - sabemos hoje também com a divulgação de documentos norte-americanos - atuava o interesse de Washington contra os projetos de desenvolvimento do país. A criação de empresas estatais como a Petrobrás e a Eletrobrás era o sinal de que o Brasil buscava, com firmeza, sua segunda independência.

 

A nação reagiu contra o cerco a Getúlio, rompido pelo grande presidente com a coragem do suicídio, e elegeu Juscelino, meses depois. Nova tentativa de ruptura do processo, em novembro de 1955, foi contida com o apoio de boa parcela das Forças Armadas, e o político mineiro pôde assumir a Presidência e dar o grande salto que completou a Revolução de 30, na efetiva modernização do país.

 

A Comissão da Verdade, como parece claro, não pretende buscar culpados, mas tem como prioridade saber o que ocorreu a centenas de brasileiros, entre eles Herzog e Manuel Fiel Filho, dos últimos trucidados por funcionários do Estado, que agiam em nome do governo militar. Na mesma ocasião, e de forma clandestina, dezenas de comunistas – que não participavam da luta armada – foram também executados pelo regime.

 

Quase todos nós nos sentimos torturados no sumo da alma, com as declarações de cabo Anselmo à televisão, ao fazer a apologia da entrega de pessoas indefesas à sanha de psicopatas treinados cientificamente para torturar jovens e velhos, homens e mulheres. E da entrega de mulheres grávidas aos torturadores como, sem arrependimento e com orgulho, declarou ter feito com a sua.

 

Todos os que perderam seus pais e filhos, irmãos e irmãs, maridos e mulheres, amigos e companheiros, têm direito ao pranto, se não diante de seus mortos, pelo menos diante da reconstituição de seus derradeiros momentos. Devem conhecer o lugar e o dia em que pereceram, para ali chorar. O direito ao pranto é tão necessário quanto o direito a viver. É assim que nos comovemos com a emoção da Presidente Dilma Roussef, na cerimônia de quarta-feira.

 

É certo que, no próprio processo investigatório, será difícil não se inteirar de atos praticados pelos que resistiam à Ditadura. Conhecê-los não macula os que os praticaram, nas duras condições dos combates nas trevas, para lembrar a imagem do historiador Jacob Gorender. A culpa real não cabe a quem age em defesa da legitimidade republicana, e, sim, aos que, ao praticar o crime de lesa populi, provocaram a reação desesperada de suas vítimas.

 

 

Quem, antes, acreditaria?!: Quatro imigrantes espanhóis ilegais interceptados na costa da Argélia

História: A revanche dos sem nome


Rede Tlaxcala – http://www.tlaxcala-int.org/article.asp?reference=7305

Pergunta: o leitor espanhol algum dia ouviu a palavra harraga? Resposta: Não, nunca. A variante dialetal do árabe marroquino chama de harragas os africanos que queimam os próprios documentos de identidade, antes de emigrar para a Europa em balsas, para dificultar a repatriação[1]. Mas não têm nome na Espanha pós-colonial, pois os jornais e televisões, lá, chamam-nos simplesmente de “imigrantes ilegais” ou “sem papéis”.

Até há poucos dias, a viagem desses sem papéis e sem nome era sempre para o norte. Pois eis que a crise econômica que assola a Europa acaba de nos oferecer uma notícia que é como uma revanche histórica: dia 17 de abril, o jornal argelino Liberté publicou notícia sobre quatro imigrantes ilegais espanhóis, interceptados pela polícia costeira da Argélia. Dessa vez, haviam partido do norte, rumo ao sul. O curioso é que já lá vai quase um mês do acontecido, sem que nenhum jornal ou rede de televisão na Espanha ou no resto da Europa tenha noticiado. Vergonha? Sabe-se lá. Façamos votos de que os quatro rapazes tenham melhor sorte na próxima tentativa, talvez rumo à Argentina, Venezuela ou Cuba.

Aqui, a notícia publicada no Liberté, de Alger (traduzida):

Harragas espanhóis interceptados em Orán.
Quem, antes, acreditaria?
17/4/2012, Reguieg-Issaad, K., Liberté, Alger, Argélia
http://www.liberte-algerie.com/algerie-profonde/qui-l-eut-cru-des-harragas-espagnols-apprehendes-a-oran-176344


A informação é uma bomba e não passou inadvertida, pois são... harragas espanhóis recentemente detidos pela polícia argelina, na costa ocidental do país.

A crise econômica mundial, que afeta a Espanha e alguns países europeus sugeriu uma via a quatro jovens espanhóis, que decidiram procurar trabalho em terras africanas. O que poderia ser mais natural, uma vez que a Argélia negou-lhes os vistos, que tentassem cruzar o mar em sentido oposto?

Os harragas espanhóis foram interceptados num barco, quando desembarcavam na costa da Argélia. Viajaram atraídos pelas oportunidades de trabalho nas muitas empresas espanholas que operam em Orán. Segundo nossas fontes, os jovens espanhóis, demitidos dos respectivos empregos em empresas que fecharam na Espanha, solicitaram visto de entrada na Argélia, sem sucesso. Os jovens espanhóis, agora, serão repatriados.

[Legenda da imagem] Corrigindo o rumo (Kcho[2], Cuba)


[1] Harrāga é palavra de origem norte-africana, que significa “os que queimam” [seus documentos] (L’Orient Le Jour, Beirute, 15/5/2012, em http://www.lorientlejour.com/category/%C3%80+La+Une/article/758438/Omar_et_Hassan_arretent_des_clandestins_europeens....html) [NTs].[2] Artista plástico cubano, website em http://www.kchoestudio.com/

 

 

Em tempos de passar o Judiciário a limpo, a atitude deste juiz -  inusitada - poderia ser seguida por outros, não pelos mesmos motivos, é claro.

 

17/05/2012 - 10:40

Juiz deixa toga e salário de R$ 24 mil para sair em busca da profissão ideal

De Barra do Garças - Ronaldo Couto

Foto: Reprodução

Raul diz que ainda não encontrou a profissão ideal e abandona a magistratura

Raul diz que ainda não encontrou a profissão ideal e abandona a magistratura

Um fato inusitado aconteceu em Aragarças-GO, divisa com Barra do Garças: um juiz de 30 anos de idade que está há um ano no judiciário pediu exoneração e informou que está à procura da profissão ideal. Raul Batista Leite, que assumiu em outubro a comarca aragarcense, surpreendeu a todos ao anunciar no início do mês a sua decisão de abandonar a magistratura. 

Com salário de R$ 24 mil, Raul dá adeus a uma profissão cobiçada por muitas pessoas e comentou com alguns amigos que não se identificou com a função de juiz. 

Por telefone, ex-juiz que se formou em Goiânia-GO, disse ao Olhar Direto que vai continuar participando de concursos públicos à procura de outra carreira. E participar de concursos públicos realmente é o forte de Raul. Antes de ser juiz, ele passou no concurso público para promotor e policial federal. 

“Eu vou continuar participando de concursos”, salientou. Raul, citando que gostaria de ser professor universitário. Perguntado sobre a questão financeira, porque um professor no nível máximo (com doutorado) ganha R$ 10 mil, bem abaixo do que ele ganhava, o ex-juiz disse que dinheiro não é tudo e que a pessoa precisa se sentir bem na função. 

O salário de um magistrado em Goiás gira em torno de R$ 18 mil, mais adicional pelo Eleitoral, totalizando R$ 25 mil por mês. Com o pedido de exoneração de Raul, a comarca aragarcense está sendo dirigida provisoriamente por Flávia Morais Nogato de Araújo Almeida, titular de Piranhas. 

Aguarda-se a nomeação de outro magistrado para Aragarças por parte do Tribunal de Justiça de Goiás.


Atualizada às 10h50

http://www.olhardireto.com.br/noticias/exibir.asp?id=256721

 

 

Inbra Aerospace terá planta industrial em São Bernardo

 

Por: Felipe Rodrigues  ( felipe@abcdmaior.com.br)


     Empresa será inaugurada até o final do ano e vai produzir componentes para avião de caça

O presidente do grupo Inbra Aerospace, de Mauá, Jairo Cândido, anunciou nesta quinta-feira (17/05) que São Bernardo terá uma nova fábrica da área de defesa e segurança. A empresa será inaugurada até o final do ano, vai gerar 500 postos de trabalho e colocará São Bernardo no setor aeroespacial. A unidade fabril poderá atrair outros investimentos na área de tecnologia aeroespacial e produzir componentes para o futuro caça supersônico brasileiro.

 Cândido destacou que a nova planta industrial terá potencial para trabalhar tanto para o mercado brasileiro quanto o internacional. “Optamos em vir para São Bernardo pelo bom relacionamento com a Administração Municipal e também por termos conseguido uma área ampla e que possibilita futuras expansões”, disse. A nova fábrica será construída no Bairro Demarchi.

 Para o prefeito Luiz Marinho, a nova empresa contribui para o crescimento econômico e social da cidade. “Terá condições de fabricar produtos da mais alta tecnologia. A instalação de uma unidade industrial como esta é fruto de todo nosso trabalho ao longo desses últimos anos”, ponderou.

 De acordo com o professor de Economia da FEA-USP (Faculdade de Economia e Administração), Carlos Luque, os esforços da Administração em atrair a indústria de defesa estão dando resultado. “A cidade tem vocação para ter grandes empresas e tem localização estratégica entre Santos e a Capital”, ressaltou.
 
Outra empresa
  A unidade industrial da Inbra Aerospace pode ser expandida se a indústria de defesa sueca Saab for a vencedora da licitação do governo federal para equipar a frota de caças supersônicos da FAB (Força Aérea Brasileira) com a compra de pelo menos 36 aeronaves.
 A expectativa é criar uma nova empresa, a SBTA (São Bernardo Tecnologia Aeroespacial), formada entre o  Grupo Inbra, Akaer e Saab. Os valores do investimento não foram divulgados.  De acordo com o diretor geral da Saab no Brasil, Bengt Janér, a implantação da SBTA em São Bernardo mostrará que a empresa está consolidando os negócios na Região.
 Para Cesar Augusto da Silva, presidente da Akaer, o fortalecimento da indústria aeroespacial brasileira gerará novas oportunidades de negócios com empresas no Exterior. “Vamos projetar, integrar e montar módulos e estruturas completas para os grandes fabricantes de aeronaves do mundo, acredito que nosso potencial se abrirá e poderemos trabalhar com o mercado externo”, disse. Caso o governo federal escolha comprar outro caça, o francês Rafale, a Inbra também terá condições de fornecer componentes para a aeronave.
 

SUB: CISB completa um ano
 
O CISB (Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro) busca ampliar o número de parceiros para trabalhar em conjunto no setor de Pesquisa e Desenvolvimento. O  Centro completou um ano de atividades neste mês e um dos objetivos é fortalecer a rede de inovação Brasil-Suécia.

 “Para um País continuar a crescer é preciso investir em conhecimento. Acredito que o Brasil precisa continuar trabalhando para ter grandes centros de pesquisas que possam se tornar referências em âmbito internacional”, disse Bruno Rondani, diretor executivo do CISB.

 Na opinião do prefeito Luiz Marinho, a instituição tem trabalhado ativamente no desenvolvimento de projetos e conseguido participar de importantes programas, como o Ciência sem Fronteiras, do governo federal.Para Magnus Robach, embaixador da Suécia no Brasil, o centro sueco-brasileiro reafirma a cooperação entre os países. “Há mais de 50 anos ocorre essa ação. O Brasil é um país que tem competência para produzir inovações tecnológicas”, afirmou.

 Já Barry Bystedt, cônsul da Suécia no Brasil, disse que os suecos desde muito tempo contam com a expertise em desenvolver novas tecnologias e agora com o CISB existe a possibilidade de passar o conhecimento para os brasileiros, mas também aprender. “É um intercâmbio que vai ajudar os países a conquistarem grandes resultados”, finalizou.

 

Nassif,

meu fora de Pauta de hoje é sobre Nilton Santos. Nesta semana que passou, a Enciclopédia, como é conhecido, completou seus 87 anos de idade. O maior lateral esquerdo de todos os tempos está passando dificuldades financeiras e uma série de objetos relativos à Copa de 58 estão à venda para ajudá-lo. Alguém poderia comprá-los e doar ao Museu do Futebol. Dentre os 20 bilionários brasileiros, há 5 botafoguenses. Alguém se habilita?

um abraço, Marlon

 

Relíquias de Nilton Santos vão à venda para ajudar craque

Uma mala preta nos fundos de um escritório de propaganda em Copacabana guarda um tesouro do futebol brasileiro e revela um drama. Nela, há uma camisa da seleção, usada na final da Copa do Mundo de 1958, e relíquias do Mundial de 1962. O material era de Nilton Santos. O ex-craque o deu de presente ao amigo Damasio Deziderio, que hoje busca comprador para dar um destino digno à coleção e um suporte financeiro ao ídolo, eternizado como a Enciclopédia do Futebol.

O presente foi uma retribuição a uma das grandes emoções da vida do craque. Por ideia de Damasio, Nilton foi homenageado pela escola de samba Vila Isabel em 2002.

— Ele chegou aqui com uma mala e dizendo que tinha um presente para mim. Pensei que fosse um aipim ou até uma cachacinha que ele gosta muito. Quando eu vi, não acreditei. Tinha o acervo completo das Copas do Mundo de 1958 e 1962, incluindo a camisa e a chuteira da final contra a Suécia. É claro que não aceitei, apesar de sua insistência — diz um emocionado Damasio.

 

Relíquias importantes da história do esporte brasileiro estão à vendaRelíquias importantes da história do esporte brasileiro estão à venda Foto: Fernanda Dias

 

CBF garante ter interesse

O amigo, então, fez um acordo com o seu ídolo de infância:


— Não podia aceitar um presente desses, e ele não tinha noção do que estava dando. Só aceitei quando disse que arrumaria um comprador e que todo dinheiro ficaria com ele.


Algumas multinacionais foram contactadas, mas alegaram falta de verba. Damásio procurou a CBF que alegou não ter dinheiro para a aquisição, embora tenha registrado em seu balanço de 2011 um lucro de R$ 73 milhões. Procurado, o assessor de imprensa da CBF, Rodrigo Paiva deu outra versão:


— Nunca ouvimos sobre esse acervo. Estamos tomando conhecimento agora. Nunca foi oferecido nada para a CBF, mas temos muito interesse neste material. Temos um departamento de memória.


Damásio faz questão de deixar claro sua intenção em relação às relíquias.


— O que nós queremos é um reconhecimento. A própria Célia (esposa de Nilton) já disse que não quer leilão para não desmerecer o que ele fez em campo. O valor é incalculável. Queremos dar uma velhice digna ao Nilton. É o mínimo que podemos fazer. Se não conseguir vender com ele vivo, boto fogo em tudo na Cinelândia — exagera Damásio, garantindo já ter recusado proposta de R$ 250 mil pela camisa da final de 1958: — Não vou desfigurar. Só vendo o pacote inteiro.

 

Nilton Santos em foto de 1959. Jogador de 87 anos sofre com problemas de saúdeNilton Santos em foto de 1959. Jogador de 87 anos sofre com problemas de saúde Foto: Arquivo O Globo

 

Saúde frágil

A situação de Nilton Santos é preocupante. O maior lateral esquerdo da história do futebol sofre com mal de Parkinson e mal de Alzheimer e vive em uma clínica custeada pelo Botafogo. A esposa Célia tem câncer no cérebro e já não consegue dar todo suporte de que o ídolo, aos 87 anos, necessita.


Além do Botafogo, Célia e Nilton têm mais duas fontes de renda. Uma aposentadoria de cerca de R$ 1.300 mensais, valor semelhante ao que Célia gasta só com medicamentos, e receitas da empresa Estilo Carioca, que confecciona as camisas retrô de Nilton Santos, que já venderam mais de 20 mil unidades.


— O projeto é manter viva a história do Nílton Santos. Ele representa a história do Botafogo e da seleção brasileira. Tudo começou em 2008 e a porcentagem nas vendas complementa o bem-estar do Nílton, como comida, remédios e enfermeira. Vamos manter esse compromisso para sempre — garantiu Flávio Lopes, dono da Estilo Carioca.

Fonte: Extra Online

 

Sexta-feira, 18 de Maio de 2012Uma palestra de Ricardo Augusto Felício Muita gente anda surpreendida com a descoberta de Ricardo Augusto Felício. Tal foi especialmente verdade para dois alarmistas nacionais, que tiveram a gentileza de me enviar emails a questionar a qualidade científica do Ricardo. Eles não estão habituados a que as ideias contrárias à sua religião sejam abordadas em televisão, quanto mais em programas de grande divulgação.

Para perceber as qualidades do Ricardo é preciso mais que a quase meia hora em que esteve no programa do Jô. É preciso assistir à enumeração clara das falsidades que a Religião Verde nos tenta impingir. No vídeo abaixo, que tem uma duração de mais de duas horas, Ricardo enumera de forma clara essas falsidades. Para todos os leitores de língua portuguesa, não é preciso procurar documentários internacionais, que já os há em grande quantidade e qualidade, para descobrir os podres da Religião Verde. É só preciso assitir a esta palestra, da qual o Ecotretas gosta particularmente, pois é directamente referenciado no slide sobre os recursos disponíveis na Internet. Para quem quiser aprofundar ainda mais o assunto, nada como aceder ao canal do Youtube do FakeClimate, onde podem ver muitos mais vídeos!

 Publicada por EcoTretas em 18:15 

 

#VejaTemVagaParaPauteiro está bombando no twitterPor: Zé Augusto 

Sobrinha de Cachoeira conseguiu o almejado emprego, falado na Veja.

A revista Veja virou alvo de mais uma piada pelos tuiteiros, neste sábado.

Na capa desta semana, a revista oferece o elixir mágico do emprego perfeito. Juntando ao fato da revista ter perdido o pauteiro Carlinhos Cachoeira, desde quando foi preso, os tuiteiros criaram a "hashtag" #VejaTemVagaParaPauteiro

"Como fazer o emprego correr atrás de você" - diz a revista.

Bom, eu não leio a Veja, mas levando em conta a parceria editorial Veja-Cachoeira, posso imaginar que seja assim:

Peça ao titio Cachoeira para pedir uma boquinha no governo de Minas ao senador Aécio Neves (PSDB-MG).

Com a sobrinha do bicheiro deu certo. Ela conseguiu ser nomeada para um cargo de chefia no governo tucano.

 

LIVRO -  O REI DA ROLETA  -  A INCRIVEL VIDA DE JOAQUIM ROLLA - de João Perdigão e Euler Corradi -

Editora Casa da Palavra - 441 paginas - Biografia do famoso empresario da Era dos Cassinos, o mineiro Joaquim Rolla,  primeiro grande empreendedor do setor de entretenimento em escala nacional, o homem por trás do cenario que iluminou o mundo das diversões no periodo do Estado Novo,  periodo que marcou não só a vida politica e social mas tambem musical do Brasil brejeiro,

atenuando o rigor do regime autoritario do ditador Getulio Vargas. Os cassinos, assim como a Radio Nacional, eram emblemas dessa fase da Era Vargas e tem muito a ver com a historica politica do Brasil

moderno, plataforma de acontecimentos marcantes cujos desdobramentos nos afetam hoje.

Joaquim Rolla foi o dono dos maiores e mais luxuosos cassinos do Brasil nos anos de ouro do jogo que finaciava grandes espetaculos, lançava carreiras artisticas e criava o pano de fundo da vida social e politica da Ditadura Vargas. Nos cassinos se encontrava a elite da época, se articulavam negocios financeiros e jogos de poder, especialmente na capital do Pais mas tambem, nas chamadas "estancias" climaticas e balnearias aonde a mesma elite fazia seu lazer em temporadas longas, muito diferntes das corridas viagens de hoje.  Pelas obvias restrições das viagens transatlanticas e muito mais ainda após o inicio do conflito, os endinheirados ficavam no Brasil e seu lazer era centrado no Rio, no Garujá, em Santos, em Poços de Caldas, em Campos do Jordão, em Petropolis, em Caxambu, locais aonde Rolla operava sua roleta, seus shows, seus finos jantares aonde desfilavam as madames enjoiaradas e homens bem vestidos, os cassinos e hoteis de Rolla era centros de elegancia, bom gosto e refinamento.

De pouca instrução, audacioso, sagaz, especialista em bem se relacionar com o Poder, o dono do Cassino da Urca estendou seus negocios por todo o Brasil economicamente rico daquela época, movimentava muito dinheiro, trazia do exterior grandes nomes da musica popular, sabia especialmente criar o ""ambiente"" esfuziante naquele mundo já complicado que antevia a Segunda Guerra e se projetou para os propios anos tumultuados do conflito.

A Era dos Cassinos foi emblematica porque se iniciou e acabou com o Estado Novo, cujo fim tambem segnificou o capitluo final da grande projeção empresarial de Rolla. O espetacular, ainda hoje, Hotel Quitandinha, ficou pronto quando o jogo foi proibido pelo Governo Dutra, enterrando o sonho e os negocios de Joaquim Rolla.

Até hoje o ato de proibidação do jogo no Brasil não tem boas justificativas. O Brasil não ficou melhor sem a roleta, não ficou mais rico e nem mais justo, os brasileiros ricos continuam jogando em Punta del Este , em Las Vegas, em Monte Carlo, no Paraguay e nos transatlanticos.

O livro tem excelentes ilustrações, fotografias preciosas do interior dos luxuosos cassinos, cartazes e anuncios, uma otima apresentação grafica, é  material nostalgico e precioso sobre esse grande empresario e sua época. Conheci bem um sobrinho de Rolla, hoje dirigente de uma das maiores estatais do Pais, que me contou alguns episodios de sua vida aventurosa que se confunde com uma época de nossa Historia mas que até este livro mantinha atrás das cotinas o dono de tudo, poucos de hoje ouviram falar do nome de Joaquim Rolla, que era discreto e misterioso mesmo na sua epoca de ouro, era um ás da propaganda e do marketing de seus negocios mas pessoalmente se escondia.

Um livro imperdivel para quiser conhecer um pouco mais sobre nossas raizes recentes.

 

Escolas privadas são menos equipadas que públicasDados do Censo Escolar quebram mito de que colégios particulares têm melhor infraestrutura e revelam desigualdade regional

Priscilla Borges, iG Brasília |20/05/2012 06:15:00

 

As informações recolhidas pelo Ministério da Educação junto às 153 mil escolas de educação básica do País quebram um mito: o de que pagar uma mensalidade é garantia de acesso à melhor infraestrutura escolar.

Leia também: Infraestrutura adequada nas escolas melhora aprendizagem

Os dados do Censo Escolar 2011 mostram que a rede privada, proporcionalmente, está menos equipada com laboratórios de informática e internet, possui tão poucas quadras de esporte quanto a rede municipal e oferece o mesmo tanto de bibliotecas e laboratórios de ciências que a rede estadual.

De cada 10 colégios particulares, seis possuem laboratório de informática. Comparando com as escolas municipais urbanas, o número sobre para sete. Na rede estadual, 89% dos colégios oferecem acesso a computadores e, na federal, 95% deles.

No quesito internet, apesar dos números próximos, há menos colégios privados (84,5%) com acesso à banda larga do que públicos. Na rede federal, o acesso chega a 90,6% das escolas. Entre os colégios estaduais, 89,7% das escolas têm banda larga, e, na rede municipal, 86,1%.

A análise foi feita pelo pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Thiago Alves a partir dos microdados do Censo Escolar 2011, liberados há pouco mais de um mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

“Os números dos itens de infraestrutura desmentem o mito de que a escola privada tem sempre melhor infraestrutura que as públicas. É preciso considerar que as escolas privadas com infraestrutura de primeira são exceção e destinadas a uma minoria que pode arcar com mensalidades altas”, pondera.

Alves comenta que o item mais ausente na infraestrutura das escolas é laboratório de ciências. De cada cinco escolas urbanas, apenas uma oferece esse ambiente (22%). Nos colégios urbanos, a presença de laboratórios é comum a 67,7% da rede federal, a 34,7% da rede estadual, a 32,1% das escolas privadas e a apenas 6,9% das municipais.

Foto: Marina Morena Costa Estudantes brincam em quadra coberta de escola estadual do interior de São Paulo

Diferenças regionais

A falta de infraestrutura adequada nas escolas privadas ocorre, principalmente, nos Estados do Norte e Nordeste. Nas duas regiões, cerca de 69% dos estabelecimentos de ensino oferecem acesso à internet de banda larga, enquanto nas públicas a oferta supera os 73% em todas as redes.

Menos da metade das escolas privadas (43%) possui laboratórios de informática no Nordeste e, no Norte, está em 52%. Entre as públicas, a rede urbana municipal nordestina é que oferece a menor quantidade de computadores (56,6%). Laboratórios de ciências também estão em poucas escolas. Só existem em 17,9% das privadas nessas regiões e em menos de 4% das municipais.

Cidade X campo

Nas comparações dos números, Alves descarta as escolas rurais. Apesar de serem numerosas – 71,5 mil do total de 153 mil – poucas são privadas (354). Além disso, elas atendem menos estudantes e têm uma realidade muito específica para serem agrupadas nas análises gerais, segundo o pesquisador.

“É preciso separar a análise da área rural da urbana. Essas escolas são pequenas, têm poucas salas de aula e, claro, sofrem com a falta de muitos equipamentos disponíveis nas estruturas urbanas. Por isso, é danoso incluí-las nas comparações”, afirma.

Na opinião do coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a preocupação com a infraestrutura das escolas não pode se esgotar apenas com a oferta dos insumos. “Não adianta apenas ter o insumo, é preciso usá-lo. O importante é discutir o projeto pedagógico da escola”, diz.

 

 

"Delta faz no país o que aprendeu no Rio", diz Marcelo Freixo

Por Guilherme Serodio | Do Rio Valor Econômico - 30/04/2012

   O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL) se notabilizou por encarar embates célebres na área da segurança pública. Após presidir a CPI das milícias, ganhou prestígio até no cinema ao inspirar o professor Fraga do "Tropa de Elite", de José Padilha. As brigas que compra lhe renderam o maior aparato de segurança da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A da vez são as relações da construtora Delta, que está no epicentro da CPI do Cachoeira, no Congresso Nacional, com o poder público no Rio.

Em entrevista ao Valor, Freixo, que é pré-candidato à prefeitura da capital, revela o resultado de um levantamento que fez nos contratos entre a Delta e o governo estadual. Dos 58 contratos levantados com secretarias do Estado, 30 foram assinados em caráter emergencial. Somados, os contratos sem licitação totalizam R$ 206,8 milhões. A maioria é da Secretaria de Obras. A seguir, a entrevista:

Valor: Quando a Delta começou a chamar sua atenção?

Marcelo Freixo: Fiz no ano passado um requerimento de informação [feito em 22 de junho de 2011 ao governo do Rio sobre os contratos da Delta e do grupo EBX com diversos órgãos do Poder Executivo do Estado]. E até hoje a Assembleia Legislativa não publicou o requerimento. Eu e vários deputados assinamos.

Valor: A Assembleia dificultou a investigação?

Freixo: Vários deputados [sete] assinaram o pedido de esclarecimento sobre todos os contratos. Mas a Assembleia não quis nem publicar. Acho engraçado o governador vir a público dizer que acha ótimo que se investigue e que ele vai nomear um conselho, mas o conselho é feito só por funcionários dele. Por que não publica o nosso requerimento de informação e não responde a gente?

Valor: Quantos parlamentares da Assembleia estão na oposição nesse caso da Delta? Há a possibilidade de se instaurar uma CPI?

Freixo: É muito difícil. O governo tem ampla maioria. Geralmente, dos 70 [deputados] a gente consegue 14 ou 15 votos contra o governo. Então, você tem ali no máximo 20% dos parlamentares contra o governo. Uma CPI sobre isso é muito difícil. Seria fundamental que o Ministério Público e o Poder Judiciário se mexessem na sua função fiscalizadora, mas quando você vê o prédio do Judiciário ser reformado pela Delta, é difícil acreditar. Contratos [da Delta] com as secretarias dão quase R$ 1 bilhão. São R$ 932 milhões. Só com a Cedae até o ano passado eram R$ 627 milhões. Só que a Cedae, como entrou no mercado de ações, foi tirada do Siafem, que é o instrumento de controle. Isso é um absurdo. Os números mostram que a Cedae é campeã de contratos com a Delta. E ainda há a Delta envolvida em consórcios que são o Novo Operação (R$ 377,8 milhões), Acqua-Rio (R$ 104 milhões) e Maracanã (R$ 784,8 milhões).

Valor: E na prefeitura?

Freixo: Na prefeitura a Delta tem também a Transcarioca. Agora, olha quanto dá a Delta só no governo. Está chegando em R$ 3 bilhões. Isso são números de 2012 com os valores da Cedae desatualizados. E há uma quantidade enorme de contratos sem licitação [dos 58 contratos da Delta com as secretarias do governo, 30 foram assinados em caráter emergencial]. Desde a época do Garotinho há contratos. Tem contratos lá de 2001. Alguns são vergonhosos. Tem contrato no valor de R$ 24 milhões que teve R$ 185 milhões em aditivos [o contrato foi firmado com a Cedae]. E a lei diz que aditivos só podem ser de 25% do valor original dos contratos. No governo Garotinho era muito comum haver aditivos. No Cabral, isso muda. O problema na gestão Cabral não são os aditivos, é a dispensa de licitações. Há muitas com a Delta.

Valor: Se o Rio foi o Estado onde a Delta começou, por que nunca se investigou a empresa antes?

Valor: É curioso porque você vê aquele escândalo do hospital federal da UFRJ [Hospital Universitário Clementino Fraga Filho] que envolveu Locanty, Rufolo, Toesa, aquelas empresas lá. A reação do governo foi "vamos cancelar todos os contratos com eles". Em relação à Delta, o governo tenta dizer que não precisa ter CPI. O governador vai para Brasília, o vice-governador se empenha para tentar não deixar ter CPI. É estranho, muda bastante a postura diante da denúncia. Por quê? Por que o governador não age dizendo "eu vou pegar todos os contratos com a Delta e vou torná-los transparentes para todo mundo olhar"? Eu desafio o governador a fazer isso. Se fizer, não termina em liberdade. É o mínimo que ele tinha que fazer diante de denúncias tão graves de corrupção envolvendo essa empreiteira.

Valor: Qual o valor dos contratos com a Delta que estão vigentes?

Freixo: No governo do Estado a Delta é a empresa que tem o maior número de contratos. Somam R$ 2,8 bilhões. Fora os da prefeitura. Aí o gabinete do [vereador do PSOL] Eliomar Coelho tem bastante informação. Porque é isso mesmo, é um projeto de governo que envolve o PMDB, então você pode ter diferenças de detalhes do governo para a prefeitura, mas a lógica é a mesma.

Valor: E há quanto tempo vocês estão em cima dessas relações do governo com a Delta?

Freixo: Tem muito tempo. A gente tem representação no Ministério Público, tem pedido de investigação, tem milhões de iniciativas. Mas a gente é minoria na Assembleia. Nesses casos, quando mexe diretamente com a estrutura do governo e pode ameaçar o governo há uma blindagem muito forte porque eles são maioria.

Valor: Blindagem na própria casa?

Freixo: Sim. Agora, o Ministério Público tem a função de fiscalizar. Não sei por que até agora não se pronunciou. Pelo contrário, quando se pronuncia é para dizer que arquivou. O Tribunal de Contas também tem funções claras de fiscalização. Nesse ponto acho que esses órgãos têm que se explicar.

Valor: O que o senhor sabe das relações do governador com o Fernando Cavendish, dono da Delta?

Freixo: Se essa cachoeira desembocar no Rio, vai ser difícil o Cabral dizer terra à vista. Eu acho, honestamente, que se a gente tiver uma mínima investigação sobre isso, esse governo não escapa. Porque essas relações pessoais são o primeiro fruto de um governador que não tem a mínima ideia de seu papel republicano. Então, nós temos um problema aí que tem a ver com a figura do próprio governador. Não sabe o seu papel. Fica buscando dizer que não é ilegal quando evidentemente é imoral. Não tem a dimensão do que significa estar no governo do Rio, não tem o preparo para isso. Por outro lado, essa é uma estrutura de corrupção de difícil controle, quando você tem um Ministério Público e um Tribunal de Contas que não fiscalizam e um governador que não vê problema em ir no jatinho de um empresário na festa de outro. Aquele episódio da Bahia só vazou porque acabou lamentavelmente com a morte das pessoas. Ele tinha viajado no avião do Eike Batista, que dá uma declaração à imprensa dizendo emprestar o avião pra quem quiser. Isso é verdade. O problema é o governador aceitar [em 17 de junho um helicóptero que transportava convidados para a festa de aniversário de Fernando Cavendish caiu no sul da Bahia. Entre os sete mortos estava a namorada do filho do governador]. Essas relações são muito ruins para o interesse público.

Valor: Como o senhor tem tentado encaminhar uma CPI no Estado?

Freixo: A gente pode até pedir CPI para marcar posição, mas o governo tem maioria ampla e a gente não consegue instaurá-la. Não é à toa que a Delta é a empresa que mais ganhou dispensa de licitações. Por quê? Eu não tenho a menor dúvida que a Delta faz fora do Rio o que ela aprendeu a fazer aqui. Não venha me dizer que a Delta tem determinadas práticas só fora do Rio, que no Rio ela sempre foi correta se a empresa começou aqui. Ela exportou o que aprendeu no Rio. É óbvio.

Valor: Que mudança houve entre os governos Garotinho e Cabral?

Freixo: Não mudou. Os contratos da Delta são de 2001 e vários dos contratos que começam com o Garotinho continuam recebendo aditivos no governo Cabral. Nos contratos a partir de 2010 vários já aparecem sem licitação. Já é governo Cabral. A Delta se torna uma grande empreiteira nas relações com o governo. Aproximou-se do governo para crescer. Antes era pequena.

 

Escolas privadas são menos equipadas que públicasDados do Censo Escolar quebram mito de que colégios particulares têm melhor infraestrutura e revelam desigualdade regional

Priscilla Borges, iG Brasília |20/05/2012 06:15:00

 

As informações recolhidas pelo Ministério da Educação junto às 153 mil escolas de educação básica do País quebram um mito: o de que pagar uma mensalidade é garantia de acesso à melhor infraestrutura escolar.

Os dados do Censo Escolar 2011 mostram que a rede privada, proporcionalmente, está menos equipada com laboratórios de informática e internet, possui tão poucas quadras de esporte quanto a rede municipal e oferece o mesmo tanto de bibliotecas e laboratórios de ciências que a rede estadual.

De cada 10 colégios particulares, seis possuem laboratório de informática. Comparando com as escolas municipais urbanas, o número sobre para sete. Na rede estadual, 89% dos colégios oferecem acesso a computadores e, na federal, 95% deles.

No quesito internet, apesar dos números próximos, há menos colégios privados (84,5%) com acesso à banda larga do que públicos. Na rede federal, o acesso chega a 90,6% das escolas. Entre os colégios estaduais, 89,7% das escolas têm banda larga, e, na rede municipal, 86,1%.

A análise foi feita pelo pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) Thiago Alves a partir dos microdados do Censo Escolar 2011, liberados há pouco mais de um mês pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

“Os números dos itens de infraestrutura desmentem o mito de que a escola privada tem sempre melhor infraestrutura que as públicas. É preciso considerar que as escolas privadas com infraestrutura de primeira são exceção e destinadas a uma minoria que pode arcar com mensalidades altas”, pondera.

Alves comenta que o item mais ausente na infraestrutura das escolas é laboratório de ciências. De cada cinco escolas urbanas, apenas uma oferece esse ambiente (22%). Nos colégios urbanos, a presença de laboratórios é comum a 67,7% da rede federal, a 34,7% da rede estadual, a 32,1% das escolas privadas e a apenas 6,9% das municipais.

Diferenças regionais

A falta de infraestrutura adequada nas escolas privadas ocorre, principalmente, nos Estados do Norte e Nordeste. Nas duas regiões, cerca de 69% dos estabelecimentos de ensino oferecem acesso à internet de banda larga, enquanto nas públicas a oferta supera os 73% em todas as redes.

Menos da metade das escolas privadas (43%) possui laboratórios de informática no Nordeste e, no Norte, está em 52%. Entre as públicas, a rede urbana municipal nordestina é que oferece a menor quantidade de computadores (56,6%). Laboratórios de ciências também estão em poucas escolas. Só existem em 17,9% das privadas nessas regiões e em menos de 4% das municipais.

Cidade X campo

Nas comparações dos números, Alves descarta as escolas rurais. Apesar de serem numerosas – 71,5 mil do total de 153 mil – poucas são privadas (354). Além disso, elas atendem menos estudantes e têm uma realidade muito específica para serem agrupadas nas análises gerais, segundo o pesquisador.

“É preciso separar a análise da área rural da urbana. Essas escolas são pequenas, têm poucas salas de aula e, claro, sofrem com a falta de muitos equipamentos disponíveis nas estruturas urbanas. Por isso, é danoso incluí-las nas comparações”, afirma.

Na opinião do coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a preocupação com a infraestrutura das escolas não pode se esgotar apenas com a oferta dos insumos. “Não adianta apenas ter o insumo, é preciso usá-lo. O importante é discutir o projeto pedagógico da escola”, diz.

 

Do Blog Martins Andrade e Você.

A PROCURA DOS CANOS DO SERRA

 

O Nordeste vive sua maior seca dos últimos trinta anos.

 

Nesse instante mais de 15 milhões de nordestinos estão empenhados na busca da adutora construída pelo Serra, que corta o nordeste de ponta a ponta.

Gente desesperada, com latas, baldes, potes, jumentos, mas sobretudo enxadas, pás e picaretas para tentar descobrir por onde passa tão importante estrutura de adução, que transporta esse salutar líquido, que significa a vida para milhões de conterrâneos.

Amigos, tenho dito em nossas colocações, que neoliberal não tem alma nem coração. Tem cofre.

Em sua campanha para presidente da república, o candidato José Serra foi peremptório: “construí um cano que leva água para todo Nordeste”. 

O José Serra é um ser humano insensível. Não tem alma nem coração.

Como é que se constrói uma obra estruturante da magnitude de uma adutora, que leva água para todos os estados nordestinos, e nesse momento de grande necessidade de água, na maior seca que a região vive, não diz para a população por onde ela passa?

Serra, cadê o cano que construíste, que leva água para todo o nordeste?

Serra, cadê o cano que construíste, que leva água para todo o nordeste?

 

8/05/2012 - 16h24Vale estuda vender reservas de minério no exterior

DO RIO

PEDRO SOARES

O novo diretor-executivo de Fertilizantes e Carvão da Vale, Roger Downey, afirmou que os negócios da mineradora em carvão térmico (insumo para geração da energia) não são "o foco" estratégico da mineradora e que a empresa estuda colocar à venda reservas do mineral na Colômbia.

Depósito em juízo de multa bilionária prejudica Vale, diz presidente

O executivo disse que não há ainda uma decisão sobre o assunto, mas reiterou que o principal negócio da Vale é o carvão metalúrgico (usado na produção de aço). "Temos ativos de excelente qualidade e com ótima logística em carvão metalúrgico, que é o nosso foco", disse, em referência às minas em Moçambique.

Um dos possíveis interessados nas minas em fase de exploração na Colômbia é o grupo do empresário Eike Batista, que tem negócios em carvão naquele país.

A Vale reavalia ainda dois outros importantes projetos: o de potássio (insumo para fertilizantes) na Argentina e o de minério de ferro na Guiné.

Segundo o presidente da Vale, Murilo Ferreira, o projeto está sob reavaliação desde que houve uma mudança na regulamentação de todo o setor mineral na Guiné, que alterou "significamente as condições do projeto".

O governo local, diz, passou a exigir uma participação compulsória de 15% em todos projetos, com a possibilidade de ampliar em mais 20% sua fatia nos negócios --desde que pague preços de mercado. A Guiné exige ainda 51% de participação em toda a parte logística dos empreendimentos.

Com as mudanças, diz, o projeto terá de ser novamente apreciado pelo Conselho de Administração da Vale.

A Vale comprou os direitos de explorar as reservas de Simandou, na Guiné, em 2010 da BSGR, que ficou com 49% do negócio. O valor da transação foi de US$ 2,5 bilhões, mas a Vale só desembolsou até agora US$ 500 milhões, segundo Ferreira.

O executivo disse que o pagamento do restante ficou atrelado a condicionantes que não foram cumpridos até agora.

Por fim, a Vale reavalia ainda o projeto de potássio Rio Colorado, na Argentina, desde que o país fez novas exigências ao setor mineral e nacionalizou companhias.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1092400-vale-estuda-vender-reservas-de-minerio-no-exterior.shtml

 

Energia: equívocos estratégicosCAPA - DESTAQUE NENHUM COMENTÁRIO

O planejamento estratégico do governo brasileiro no setor energético demonstra, de forma insofismável, que as lideranças nacionais responsáveis pelos processos decisórios parecem ter perdido a capacidade de pensar a longo prazo e por si próprias, sem se deixar enredar nos condicionantes externos em voga, como a ideologia e a agenda política do ambientalismo internacional. Este fato ficou evidenciado nas declarações de duas autoridades do setor, o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, e o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, no 9º. Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase), no Rio de Janeiro, em 8 de maio. Na ocasião, ambos expuseram dois graves equívocos da agenda energética do governo federal: o uso preferencial das usinas hidrelétricas em construção na Amazônia como “exportadoras de eletricidade” para fora da região e o adiamento sine die da construção de novas usinas nucleares.

No evento, Tolmasquim revelou que 70% da eletricidade gerada na usina hidrelétrica de Belo Monte, em construção no rio Xingu, no Pará, serão destinados a abastecer a Região Sudeste, por intermédio de duas linhas de transmissão em corrente contínua de 800 kV, uma direcionada a Minas Gerais e a outra ao Rio de Janeiro. Com isto, Belo Monte, cujo projeto foi bastante prejudicado pelas pressões ambientalistas e a visão imediatista, que forçaram a redução do seu reservatório e a não inclusão de eclusas para viabilizar a navegação, terá a sua importância regional bastante diminuída, funcionando, basicamente, como fornecedora de eletricidade para as regiões mais desenvolvidas. De resto, a mesma orientação está sendo seguida nas usinas do rio Madeira, Jirau e Santo Antônio, e na de Teles Pires, no rio do mesmo nome.

Com esse enfoque “mercantilista-exportador”, desperdiça-se o enorme potencial que tais empreendimentos poderiam desempenhar no desenvolvimento socioeconômico na Amazônia, na implementação de uma infraestrutura que viabilizasse um processo sustentado de diversificação de atividades econômicas, contemplando, em especial, uma industrialização seletiva da região, baseada na agregação de valor aos seus vastos recursos naturais. Evidentemente, isto teria que ser acompanhado em paralelo por um sério compromisso dos poderes públicos, no sentido de viabilizar as redes de infraestrutura urbana necessárias para receber os contingentes populacionais atraídos pelas novs perspectivas. Não obstante, a opção preferencial pela exportação de energia tende a favorecer um enfoque que não se diferencia muito de uma espécie de colonialismo interregional, que tende a limitar as perspectivas de progresso da região e, ao mesmo tempo, favorece a estratégia ambientalista de mantê-la como uma “zona de exclusão de desenvolvimento”.

O outro grave equívoco estratégico foi revelado por Zimmerman, ao anunciar que, pelo menos até 2021, o País não deverá construir qualquer usina nuclear nova, além da conclusão de Angra 3. Em suas palavras:

No plano de curto prazo, que é até 2020, não se considerou qualquer usina nuclear, porque não há necessidade. O atendimento será com hidrelétricas. Fontes complementares, como eólica, térmica e gás natural (sic), também atenderão à demanda… O plano 2021, segundo informações que tenho, também não vai considerar usinas nucleares. Mas não tem adiamento. No plano 2030, provavelmente, terá espaço para de quatro a oito centrais nucleares (O Globo, 9/05/2012).

Embora Zimmerman tenha negado qualquer influência do acidente na usina japonesa de Fukushima, em março de 2011, em tal decisão, Tolmasquim a confirmou:

Com a questão de Fukushima, um acidente grave, não foi só o Brasil: o mundo todo deu uma parada para analisar, avaliar. Temos uma situação confortável, com potencial hidrelétrico grande; tem o potencial eólico, o gás, a biomassa. Podemos fazer as coisas com calma.

Aparentemente, não entrou nas avaliações o fato de que um hiato dessa magnitude na construção de novas usinas terá sérias implicações para a disponibilidade da mão-de-obra qualificada para o setor, problema que já ocorreu com a estagnação de quase duas décadas experimentada pelo programa nuclear – tempo que levou a construção de Angra 2. Com um novo interregno de mais de uma década, é seguro que muitos profissionais deixarão a área, por falta de oportunidades, e o problema se verificará quando – e se – a expansão do programa nuclear voltar a ser considerada.

Da mesma forma, é certo que o País ainda lamentará semelhante miopia estratégica.

 

18/05/2012 - 6:00

59% do Congresso torcem para times de RJ e SP 

 

 

Cariocas e paulistas dominam a preferência de deputados e senadores.

 

É comum no Congresso ouvir que a Câmara e o Senado são um retrato do Brasil. Mas quando se trata de escolher o time de futebol, a maioria dos deputados e dos senadores (59% deles) prefere equipes do Rio de Janeiro e de São Paulo.

 

O dado foi obtido por levantamento inédito conduzido pelo repórter Fábio Brandt para o Blog em abril de 2012. Foi perguntado aos congressistas, pessoalmente ou por meio de assessores e secretários, para quais times torcem. As equipes do Rio têm a preferência de 36% do Congresso. As de São Paulo, de 23%.

 

Clique na imagem abaixo para acessar infográfico com dados do levantamento:

 

 

Os times cariocas mais citados foram Flamengo (16,7% do Congresso), Vasco (6,6%), Fluminense (6,2%) e Botafogo (5,4%). Os paulistas mais mencionados foram Corinthians (8,9% do Congresso), Palmeiras (4,7%), Santos (4,4%) e São Paulo (4%).

 

 

A predileção por times do Sudeste aumenta de 59% para 67,5% quando levadas em conta equipes dos outros 2 Estados da região, Minas Gerais e Espírito Santo. Os times mineiros foram citados como preferidos por 8,2% dos congressistas. Os capixabas, por 0,3%.

 

 

Responderam à enquete do Blog 569 dos 594 congressistas (25 não quiseram participar da pesquisa). Entre os 569 que deram respostas, 12 dizem torcer apenas para a seleção brasileira. Outros 13 afirmam não torcer para nenhum time. E 2 não quiseram revelar a preferência.

 

Acesse aqui documento em pdf (135 Kb) que mostra para qual equipe torce cada congressista que respondeu à pesquisa e quais deles não a responderam. Aqui, infográfico com dados do levantamento.

 

Constatações e curiosidades
O levantamento do Blog mostra uma série de idiossincrasias quando o assunto no Congresso é futebol. A seguir, uma lista com as principais:

 

Torcedores múltiplos: não há prova científica de que torcer por mais de um time renda mais votos. Mesmo assim, 37 deputados e 19 senadores declaram ter mais de um time do coração. Os casos mais extremos são 2 deputados mineiros de partidos arqui-inimigos: Bonifácio de Andrada (PSDB) e Weliton Prado (PT). Cada um veste 4 camisas. Clique aqui para ver quadro com estatística sobre o nº de times de cada congressista.

 

Preferência pelo quintal do vizinho: 223 dos 569 congressistas que responderam à enquete não torcem para nenhum time da Unidade da Federação que representam. São 37,5% do Congresso (composto por 594 políticos). Mas se tornam 44% se forem somados aos 11 que não torcem para nenhuma equipe, aos 2 que não revelam o time e aos 25 que não responderam à enquete do Blog.

 

Gaúcho puro sangue: a única bancada que torce 100% para times do próprio Estado é a gaúcha. Deputados e senadores do Rio Grande do Sul não tergiversam nem escondem o time. As equipes citadas foram: Internacional (26 torcedores), Grêmio (21), Avenida de Santa Cruz do Sul, Brasil de Pelotas, Caxias e Caxiense (1 torcedor cada).

 

Estados sem torcida: os únicos Estados que não possuem times citados pelos congressistas são Amazonas e Tocantins. Em Manaus, no Amazonas, está sendo construído um dos estádios da Copa de 2014. A capital amazonense terá a sua arena, mas nenhum congressista de lá se anima a torcer por equipes locais.

 

Time de Brasília: dos 8 deputados e 3 senadores do Distrito Federal, só Jaqueline Roriz (PMN) defende cores locais: as do Brasiliense, time do ex-senador Luís Estevão. Ele teve o mandato cassado no ano 2000 por ser associado ao escândalo do juiz Nicolau dos Santos Neto. Em 2011, Jaqueline também enfrentou processo de cassação, mas foi absolvida pelos colegas deputados. Eles não julgaram grave ela ter recebido dinheiro do delator do mensalão do DEM. Aqui, texto do Blog sobre os escândalos recentes de Brasília.

 

Fernando Collor: ejetado da Presidência da República depois de um processo de impeachment, o político nutre uma mágoa em relação à imprensa. Hoje Collor é senador pelo PTB de Alagoas. Foi o único dos 81 senadores que não respondeu à pesquisa. A Wikipédia diz que Collor presidiu o CSA, mas seu chefe de gabinete não quis confirmar a informação. Preferiu fazer o seguinte comentário: “É aquele site onde qualquer um pode escrever?”.

 

CPI do Cachoeira é Fla, Flu e Corinthians: entre o grupo incumbido de investigar as peripécias de Carlinhos Cachoeira e seus aliados o time preferido é o Flamengo (7 membros da CPI torcem para o rubro-negro). Em seguida, vêm Fluminense (6 torcedores) e Corinthians (5). Palmeiras, São Paulo e Botafogo têm 3 cada. O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), é Fluminense e Campinense (time de Campina Grande). O relator, deputado Odair Cunha (PT-MG), é Atlético Mineiro. Aqui, quadro com os times de todos os integrantes da CPI.

 

Demóstenes Torres é Estrela Solitária: o senador de Goiás vive no ostracismo. Está evitando jornalistas desde que sua ligação com Carlinhos Cachoeira foi revelada. Nem por isso fez como Collor. Demóstenes respondeu à pesquisa: torce para o Botafogo e para o Atlético Goianiense.

 

Jean Wyllys: o deputado do PSOL do Rio de Janeiro não torce para nenhum time. Autodeclarado o 1º homossexual assumido sem “homofobia internalizada” e ligado ao movimento LGBT a entrar para a Câmara, ele disse ao Blog que o ambiente do futebol é hostil aos homossexuais e por isso não tem proximidade com o esporte. Aqui, breve biografia do deputado.

 

Bancada feminina: entre as 46 deputadas e 9 senadores em exercício do mandato, a tendência é a mesma do Congresso como um todo. Flamengo é o time preferido (18,2% das congressistas). Corinthians, o segundo, com 10,9%. A diferença mais relevante é que 9,1% delas dizem torcer só para a Seleção Brasileira. Considerados todos os congressistas, a taxa cai para 2%. Clique aqui para ver o ranking dos times citados pelas congressistas.

 

Governo x oposição: são mais parecidos do que parecem, pelo menos quando o assunto é futebol. O top 5 entre os governistas é: Flamengo (14,5%), Corinthians (9,1%), Internacional (6,2%), Vasco (6,2%) e Fluminense (5,6%). Entre os oposicionistas é: Flamengo (16,4%), Corinthians (10%), Vasco (8,2%), Botafogo (6,4%) e Cruzeiro (6,4%). Veja os times dos governistas e dos oposicionistas.

 

Bancada de cima do muro: nenhum político da bancada ambígua deixou de responder à enquete. São deputados e senadores que ora estão com governo, ora com a oposição. Têm o Flamengo como time preferido (24,3%). Mas o Corinthians (7,2%) fica em 3º lugar e o Fluminense (10,8%) assume a 2ª posição. Os ambíguos são PSD, PR, PV, PMN, PT do B, PRTB, PRP, PHS e PSL. Aqui, explicação do Blog sobre a divisão do Congresso entre governo, oposição e ambíguos. Aqui, o ranking das equipes preferidas dos ambíguos.

http://fernandorodrigues.blogosfera.uol.com.br/2012/05/18/times-do-congr...

 

Lula e FHC iniciam amizade no Facebook


Lula e FHC iniciam amizade no Facebook

 

Lula compartilhou a foto acima e escreveu: "É noiz no Planalto, mano. #vidaloka"

FACE - Após criar sua página pessoal no Facebook, o ex-presidente Lula enviou solicitações de amizades a parlamentares da base aliada. "Meus amigos e minhas amigas, peço seu voto para me tornar prefeito no Foursquare", escreveu. Em seguida, deixou recados carinhosos para os aniversariantes e cutucou Fernando Collor. "Falar de mim é fácil, difícil é ser eu" escreveu Lula em sua timeline, enquanto alterava seu status para "em um relacionamento sério com Marisa Letícia".

A assessoria de imprensa do Instituto Lula informou que o ex-presidente conseguiu apoio suficiente para propor uma reforma agrária no FarmVille. "Nunca antes na história desse Facebook, um metalúrgico foi tão longe", diz o texto. O ex-presidente prometeu ainda enviar solicitações de "Meu Calendário" para as classes menos favorecidas e disse que irá se empenhar pessoalmente para implementar o Bolsa-Clique: "Todo braslieiro terá direito ao seu link patrocinado", vaticinou. Trinta milhões de pessoas curtiram.

Numa atitude que julgou "histórica", Lula enviou solicitações de amizade para Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. Ambos aceitaram prontamente. Lula, no entanto, ainda não respondeu à solicitação de amizade enviada por José Dirceu. Segundo sua assessoria, o ex-presidente quer se certificar se não se trata de um perfil falso.

Antes de fazer logoff, Lula ainda teve tempo de compartilhar o link do perfil de Fernando Haddad. "O companheiro Haddad ainda tem poucos amigos", escreveu. Só 3% das pessoas clicaram.

 

 

Em vez de desmatar mais, usar melhor o que já foi desmatado

Da Carta Maior

Dada a imensa subutilização das terras já desmatadas, é simplesmente absurdo exigir mais desmatamento. O desmatamento está se dando em áreas vulneráveis (como a Amazônia), e mantem o ciclo destrutivo. O ciclo agrícola deve conjugar os objetivos de produção, emprego e preservação dos recursos naturais. Não é de mais química e de mais desmatamento que a agricultura precisa, e sim de um salto de eficiência tecnológica, social e ambiental. O artigo é de Ladislau Dowbor.

O drama do código florestal mexe frequentemente mais com o fígado do que com a cabeça, e vale a pena pegar alguns dados básicos. E nada melhor do que ir para a fonte primária dos dados, que têm origem essencialmente no Censo Agropecuário do IBGE.

A superfície do Brasil, como todos aprendemos na escola, é de cerca de 8,5 milhões de quilómetros quadrados. Em hectares, isto representa 850 milhões. Desta superfície total, descontando a Amazônia distante, regiões demasiado secas do Nordeste ou alagadas do Pantanal, temos uma parte apenas em estabelecimentos agrícolas, representando um total de 334 milhões de hectares. Descontando as áreas paradas dos estabelecimentos agrícolas, temos 225 milhões de hectares de terras classificadas como “em uso”.

Muito interessante ver o que está contido neste “em uso”. Basicamente, temos, como atividade relativamente intensiva, a lavoura temporária, que ocupa 48 milhões de hectares, e a lavoura permanente que ocupa 12 milhões. Incluindo matas plantadas, que ocupam 5 milhões, temos um total de 65 milhões de hectares dedicados à lavoura, sobre um uso total de 225 milhões. O que acontece com os 160 milhões restantes? Trata-se de pasto, natural ou melhorado, mas consistindo essencialmente no que se chama de pecuária extensiva. Ocupam 71% do solo agrícola em uso. Quase duas vezes e meio a superfície da França.

A tabela abaixo mostra as proporções de uso do solo nas últimas décadas.



No documento do Censo Agropecuário de 2006, publicado em 2009, encontramos os dados complementares seguintes. Primeiro, que a pecuária ocupa o solo de maneira extremamente pouco produtiva: “A taxa de lotação em 1996 era de 0,86 animais/ha e foi de 1,08 animais/ha em 2006”. (p.8) Disto resulta que a atividade que ocupa 71% do solo em uso do país participe com apenas 10% do valor da produção agropecuária. (p.2) Trata-se de uma gigantesca subutilização do solo agrícola já desmatado.

O Censo também mostra que entre 1996 e 2006, “houve uma redução de 12,1 milhões de hectares (-11%) nas áreas com matas e florestas contidas em estabelecimentos agropecuários “ (p.2) É interessante cruzar este desmatamento com o fato que “os maiores aumentos dos efetivos bovinos entre os censos foram nas Regiões Norte (81,4%) e Centro-Oeste (13,3%).

As reduções do número de estabelecimentos com bovinos e dos rebanhos do Sul e do Sudeste mostram que a bovinocultura deslocou-se do Sul para o Norte do país, destacando-se, no período, o crescimento dos rebanhos do Pará, Rondônia, Acre e Mato Grosso. Nestes três estados da região Norte, o rebanho mais que dobrou, enquanto que em Mato Grosso o aumento foi de 37,2%” (p.8)

A pecuária extensiva emprega muito pouco. Em 2006 foram recenseados 17 milhões pessoas ocupadas em estabelecimentos agropecuários, 19% do total (p.9). São os pequenos estabelecimentos que geram mais empregos: “Embora a soma de suas áreas represente apenas 30% do total, os pequenos estabelecimentos (área inferior a 200 ha) responderam por 84,36% das pessoas ocupadas em estabelecimentos agropecuários. Mesmo que cada um deles gere poucos postos de trabalho, os pequenos estabelecimentos utilizam 12,6 vezes mais trabalhadores por hectare que os médios (área entre 200 e 2000 ha) e 45,6 vezes mais que os grandes estabelecimentos (área superior a 2.000 ha)” (p.10)

Outro ponto importante, a concentração do controle da terra continua absurda: “Os resultados do Censo Agropecuário 2006 mostram que a estrutura agrária brasileira, caracterizada pela concentração de terras em grandes propriedades rurais não se alterou nos últimos 20 anos”. (p. 3) Basicamente 50 mil estabelecimentos com mais de 1.000 hectares, ou seja 1% do total de estabelecimentos, concentram 43% da área (146,6 milhões de hectares). São os que mais subutilizam a terra. E como os grandes empregam pouco, gera-se a pressão sobre as cidades. A questão do uso do solo e a contenção do desmatamento fazem parte do mesmo problema da racionalidade do uso dos nossos recursos naturais e da estabilidade dos trabalhadores da terra, tem a ver com todos nós, e não apenas com ruralistas.



As conclusões são relativamente óbvias. Dada a imensa subutilização das terras já desmatadas, é simplesmente absurdo exigir mais desmatamento. O desmatamento está se dando em áreas vulneráveis (a maior expansão da pecuária está nas bordas da Amazônia), e mantem o ciclo destrutivo. O ciclo agrícola deve conjugar os objetivos de produção, emprego e preservação do capital-solo e dos recursos naturais. Claramente o caminho é o da intensificação tecnológica, capacitação e apoio ao pequeno e médio agricultor, levando a um aproveitamento melhor e mais limpo do solo agrícola já usado, e apropriação maior de terras já desmatadas e subutilizadas pela pecuária extensiva.

Os dados do Censo mostram elevado nível de analfabetismo. Mais de 80% dos produtores rurais têm baixa escolaridade. Mais da metade dos estabelecimentos onde houve utilização de agrotóxicos não recebeu orientação técnica. (pp 1 e 4) Não é de mais química e de mais desmatamento que a agricultura precisa, e sim de um salto formação, de eficiência tecnológica, social e ambiental. Temos os conhecimentos e recursos necessários. É um novo século. Produzir não é apenas expandir, é melhorar. Meio ambiente não é entrave, é oportunidade para um novo ciclo. E francamente, quando os grandes do agronegócio se colocam em defesa do pequeno, devemos olhar melhor os argumentos.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20168

 

Memorável!!!

http://www.youtube.com/watch?v=f-MMlL8YAfw&feature=relatedali

Os stones na Cafifórnia..........Nunca Mick Jagger se arrependeu tanto em contratar os Angels para fazer a segurança do show..um homem esfaqueado, até o Keith ficou abismado...tem até "guevaras" americanos, hehehe

 

Uma nova e excelente cantora, Paula Fernandes.

O sertanejo não é muito o meu universo, mas esta jovem cantora de 28 anos canta bem, nem precisava ser bonita, eh,eh,eh.

http://br.omg.yahoo.com/noticias/paula-fernandes-enfrenta-sucesso-tranquilidade-vai-rodar-brasil-102000330.html

 

Consagre os seus sonhos e projetos ao Senhor, e eles serão bem sucedidos, creia.

gAS

Alguns podem achar meio reacinário mas nem tanto, o mundo do capitão Ahab é imperdivel..Moby Dick sempre será eterno...........até com o Led Zeppelin http://www.youtube.com/watch?v=AEG0buzCceQ

 

Governo prepara Plano Nacional de Saneamento focado em mega obrasMinistério das Cidades elabora nova investida na área após execução dos R$ 4,4 bi do PAC represarem na lentidão dos municípios

Nivaldo Souza e Adriano Ceolin, iG Brasília | 19/05/2012 11:14:27 - Atualizada às 19/05/2012 11:36:27

 

O ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, reconhece em entrevista em vídeo ao iG que as obras do PAC do Saneamento estão aquém da execução esperada após cinco anos de investimento em 114 projetos - dos quais 60%estão atrasadas, conforme levantamento de dezembro passado elaborado pela ONG Trata Brasil. “Temos dificuldades na execução dessas obras”, afirma.

Leia mais: iniciativa privada prevê assumir R$ 10 bi em projetos de saneamento

O diagnóstico serve de pano de fundo para a elaboração de um novo Plano Nacional de Saneamento, em gestação no Ministério das Cidades, com foco em grandes obras e não mais em investidas menores e isoladas que travam na lentidão dos municípios em executá-las. “O plano vai estabelecer as diretrizes do saneamento como um todo. Tem algumas áreas com estrutura mais deficitária e outras com uma situação melhor. A ideia é que esse plano possa implementar as ações que são necessárias seja em esgotamento sanitário, drenagem ou abastecimento de água”, diz Ribeiro.

Entre as mudanças na gestão do saneamento, previstas para este ano, o ministro indica que a União deixará a função de mera repassadora de recursos para uma posição na qual ela cobrará o andamento das obras sanitárias que serão incluídas no plano com a meta de “ter um resultado mais positivo”.

No caso dos projetos de infraestrutura sanitários já incluídos no PAC, a supervisão ficará a cargo da nova Diretoria do PAC, criada em Cidades para acompanhar o andamento das obras previstas nos R$ 120,6 bilhões destinados pela União à segunda fase do programa de indução ao crescimento econômico.

Atrasos e foco em grandes obras
Item de primeira ordem para o país vencer a miséria no país, como deseja a presidenta Dilma Rousseff, os aportes em saneamento não alcançaram os resultados projetados pela gestão Lula. O Atlas de Saneamento 2011, elaborado pelo IBGE, mostra que o número de municípios atendidos por coleta de esgoto e tratamento de água cresceu 2,9% entre 2000 e 2008. Apenas 55,1% das cidades do país contam com os serviços. No meio desse caminho, o governo do então presidente Lula criou o "PAC do Saneamento", em 2007, com R$ 4,4bilhões para 114 obras em 18 estados – que a ONG Trata Brasil indicou estarem 60% atrasadas cinco anos depois.

A segunda versão do PAC, lançado por Dilma em junho de 2011, prevê mais R$ 5 bilhões para 4.855 municípios com população abaixo de 50 mil habitantes. O Ministério das Cidades é responsável por R$ 1 bilhão, enquanto os R$4 bilhões restantes serão repassados pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa).

Apesar da pulverização desses recursos em projetos com valor inicial de R$ 1 milhão por município, Cidades pretende incluir no novo plano nacional apenas obras de grande porte. “Há uma orientação para concentramos os investimentos em obras estruturantes, obras maiores, para viabilizar o maior número de atendimento no Brasil. A ideia é nessa etapa ter uma execução mais rápida”, diz.

O ministro não revela o orçamento do novo plano, apontado por ele como “linha mestra” para solucionar o gargalo do saneamento no país. Mas defende a aplicação de novos recursos apesar do insucesso do PAC do Saneamento. “É preciso (novos investimentos) porque o plano funcionará norteando as ações necessárias”, afirma. “O plano serve para fundamentar ações que a legislação coloca e, por isso, é preciso ter uma linha mestra para cumprir essa determinação, inclusive para definir quais ações cabe à União, aos estados e aos municípios”, diz Ribeiro.

 

 

Terremoto de 5,9 graus de magnitude assusta Bolonha, na ItáliaAs autoridades não confirmaram danos materiais ou humanos

EFE | 20/05/2012 00:27:32 - Atualizada às 20/05/2012 00:30:32

 

Um terremoto de 5,9 graus de magnitude na escala Richter aconteceu às 2h03 deste domingo (horário local, 11h03 de Brasília) no norte da Itália, concretamente a 36 quilômetros de Bolonha, capital da região de Emília-Romanha.

Segundo o Serviço de Vigilância Geológica dos Estados Unidos (USGS), o tremor foi registrado a uma profundidade de 10,1 quilômetros. O USGS não informou, por enquanto, de possíveis danos materiais ou humanos por causa do terremoto.

 

Entenda por que a mídia não quer que Policarpo se explique

Blog da Cidadania

 

Chega a ser espantoso alguém ter que dizer isto. Escrever o que vai adiante equivale a dizer que o Sol é amarelo: é imperioso que a CPMI do Cachoeira convoque o diretor da revista Veja Policarpo Júnior porque é imensa a suspeita de que ele tinha conhecimento de que o bicheiro dirigia um esquema criminoso envolvendo políticos, empresários e autoridades.

É óbvio ou não? Policarpo, Veja e seus protetores negam que o jornalista tivesse conhecimento de que sua fonte estava cometendo crimes do porte dos que vão se tornando de conhecimento público? Se for assim, nunca disseram.

Veja, seus blogueiros, sua direção e os meios de comunicação que os defendem afirmam que a relação entre Cachoeira e sua quadrilha com Policarpo nada mais era do que relação entre jornalista e sua fonte. Ok, mas alguém leu ou escutou afirmação de que esse jornalista não sabia dos crimes que suas fontes estavam cometendo?

A grande questão que se coloca, portanto, é a seguinte: um jornalista pode manter relações com criminosos, sabendo que são criminosos, a fim de obter informações sobre outros supostos criminosos? Pode esconder os crimes de uns para obter informações contra outros?

Veja deveria ter denunciado o esquema de Cachoeira. A única forma de a publicação se safar da acusação de cumplicidade será negando que sabia dos crimes. Até hoje, isso não ocorreu. Essa explicação tem que ser dada. É absurdo que queiram poupar Veja e o próprio Policarpo de darem essa resposta à sociedade.

A questão que se coloca, repito, é a seguinte: a relação entre Policarpo e Cachoeira durou pelo menos uma década. Em todo esse tempo, nem o jornalista nem a Veja jamais desconfiaram de nada? É isso? Um esquema desse tamanho, com tal ramificação, com envolvimento de uma grande empreiteira, com nomeações mil para o governo de Goiás e a revista e seu diretor “não sabiam”? E o que é pior: a despeito de Policarpo ser um jornalista investigativo?

Gravações mostram que Policarpo sabia da relação entre um senador da República e o bicheiro. O delegado da Polícia Federal Matheus Mela Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, disse à CPMI do Cachoeira, quinta-feira retrasada (10), que o jornalista sabia que Demóstenes Torres e o bicheiro tinham profunda relação.

Gravações publicadas pelo site Carta Maior mostram Cachoeira conversando com o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e deixam claro que Policarpo sabia da ligação do contraventor com a empreiteira. Mas, segundo Cachoeira, Policarpo não iria divulgar nada. Está gravado.

Em um dos trechos, Cachoeira diz que Policarpo não “colocaria em roubada” os criminosos apesar de que ele “sabia de tudo”, ou seja, da relação de Cláudio Abreu, da Delta, com o bicheiro. Leia, abaixo, a transcrição do grampo da Polícia Federal.

— O Policarpo é o seguinte: ele não alivia nada, mas também não te põe em roubada, entendeu? Eu falei, eu sei, ó: “Inclusive vou te apresentar depois, Policarpo, o Cláudio, eu sou amigo”, eu falei que era amigo do cê de infância. E ele: “Então, ele trabalha na sua empresa”, falou assim, “vai me contar que você tem ligação com ele”. Ele [Policarpo] sabia de tudo. “Eu não vou esconder nada de você não, Policarpo, o Cláudio é meu irmão, rapaz”.

Policarpo “Sabia de tudo”, diz Cachoeira. Tudo o quê? Quem disse “tudo” foi o bandido. “Tudo” inclui atividades criminosas? Essa explicação não tem que ser dada? Como alguém pode exigir que não se peçam explicações sobre Policarpo e Veja saberem ou não de um esquema do tamanho que todos estão vendo?

É muito simples: se Policarpo sabia que seus informantes estavam corrompendo, roubando e fraudando desbragadamente, há que perguntar se Veja também sabia e por que não denunciou. Foi só para obter denúncias contra o PT? Ora, se assim for, Veja cometeu um crime associando-se ao bandido. Contribuiu para que continuasse delinqüindo.

Acobertar um esquema criminoso desse porte não se justifica pelo sigilo da fonte. Esse sigilo até pode ser usado quando o jornalista divulga informação que recebeu de um bandido, mas isso não o exime de denunciá-lo. O jornalista não tem que contar quem lhe deu aquela informação sobre outro esquema criminoso, mas isso não o impede de denunciar crimes de seu informante que nada têm que ver com a informação que ele lhe deu.

Se ficar provado que Policarpo sabia que sua “fonte” estava cometendo tantos crimes e nada disse a fim de manter a fonte informando-o, não resta dúvida alguma de que cometeu um crime, de que foi cúmplice do criminoso. E se Veja também sabia, idem. Não existe nenhum advogado, nenhum juiz, nenhum especialista em código penal que negará isso.

É uma enormidade o que a grande imprensa, em um surto de corporativismo, está propondo. A proposta é a de que jornalistas possam acobertar esquemas criminosos do porte do de Carlinhos Cachoeira a fim de obterem informações sobre outros supostos esquemas criminosos. E de que essa proteção possa se estender por anos.

Assim sendo, esquemas criminosos se perpetuarão e apenas alguns outros esquemas criminosos serão desbaratados. Ou seja: querem dar à imprensa uma licença para ela dar outra licença a bandidos para cometerem seus crimes. Estes bandidos-informantes seguiriam cometendo crimes gravíssimos sem ser incomodados.

A única saída para Policarpo e para seus empregadores é negarem conhecimento de que Cachoeira fosse um criminoso. Para isso, terão que depor e explicarem essa questão. Todavia, se fizerem isso e aparecerem gravações ou alguma outra prova do contrário, estarão perdidos. Por isso a mídia não quer que Policarpo se explique na CPMI.

 

 

Entenda por que a mídia não quer que Policarpo se explique

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Chega a ser espantoso alguém ter que dizer isto. Escrever o que vai adiante equivale a dizer que o Sol é amarelo: é imperioso que a CPMI do Cachoeira convoque o diretor da revista Veja Policarpo Júnior porque é imensa a suspeita de que ele tinha conhecimento de que o bicheiro dirigia um esquema criminoso envolvendo políticos, empresários e autoridades.

É óbvio ou não? Policarpo, Veja e seus protetores negam que o jornalista tivesse conhecimento de que sua fonte estava cometendo crimes do porte dos que vão se tornando de conhecimento público? Se for assim, nunca disseram.

Veja, seus blogueiros, sua direção e os meios de comunicação que os defendem afirmam que a relação entre Cachoeira e sua quadrilha com Policarpo nada mais era do que relação entre jornalista e sua fonte. Ok, mas alguém leu ou escutou afirmação de que esse jornalista não sabia dos crimes que suas fontes estavam cometendo?

A grande questão que se coloca, portanto, é a seguinte: um jornalista pode manter relações com criminosos, sabendo que são criminosos, a fim de obter informações sobre outros supostos criminosos? Pode esconder os crimes de uns para obter informações contra outros?

Veja deveria ter denunciado o esquema de Cachoeira. A única forma de a publicação se safar da acusação de cumplicidade será negando que sabia dos crimes. Até hoje, isso não ocorreu. Essa explicação tem que ser dada. É absurdo que queiram poupar Veja e o próprio Policarpo de darem essa resposta à sociedade.

A questão que se coloca, repito, é a seguinte: a relação entre Policarpo e Cachoeira durou pelo menos uma década. Em todo esse tempo, nem o jornalista nem a Veja jamais desconfiaram de nada? É isso? Um esquema desse tamanho, com tal ramificação, com envolvimento de uma grande empreiteira, com nomeações mil para o governo de Goiás e a revista e seu diretor “não sabiam”? E o que é pior: a despeito de Policarpo ser um jornalista investigativo?

Gravações mostram que Policarpo sabia da relação entre um senador da República e o bicheiro. O delegado da Polícia Federal Matheus Mela Rodrigues, responsável pela Operação Monte Carlo, disse à CPMI do Cachoeira, quinta-feira retrasada (10), que o jornalista sabia que Demóstenes Torres e o bicheiro tinham profunda relação.

Gravações publicadas pelo site Carta Maior mostram Cachoeira conversando com o ex-diretor da Delta no Centro-Oeste, Cláudio Abreu, e deixam claro que Policarpo sabia da ligação do contraventor com a empreiteira. Mas, segundo Cachoeira, Policarpo não iria divulgar nada. Está gravado.

Em um dos trechos, Cachoeira diz que Policarpo não “colocaria em roubada” os criminosos apesar de que ele “sabia de tudo”, ou seja, da relação de Cláudio Abreu, da Delta, com o bicheiro. Leia, abaixo, a transcrição do grampo da Polícia Federal.

— O Policarpo é o seguinte: ele não alivia nada, mas também não te põe em roubada, entendeu? Eu falei, eu sei, ó: “Inclusive vou te apresentar depois, Policarpo, o Cláudio, eu sou amigo”, eu falei que era amigo do cê de infância. E ele: “Então, ele trabalha na sua empresa”, falou assim, “vai me contar que você tem ligação com ele”. Ele [Policarpo] sabia de tudo. “Eu não vou esconder nada de você não, Policarpo, o Cláudio é meu irmão, rapaz”.

Policarpo “Sabia de tudo”, diz Cachoeira. Tudo o quê? Quem disse “tudo” foi o bandido. “Tudo” inclui atividades criminosas? Essa explicação não tem que ser dada? Como alguém pode exigir que não se peçam explicações sobre Policarpo e Veja saberem ou não de um esquema do tamanho que todos estão vendo?

É muito simples: se Policarpo sabia que seus informantes estavam corrompendo, roubando e fraudando desbragadamente, há que perguntar se Veja também sabia e por que não denunciou. Foi só para obter denúncias contra o PT? Ora, se assim for, Veja cometeu um crime associando-se ao bandido. Contribuiu para que continuasse delinqüindo.

Acobertar um esquema criminoso desse porte não se justifica pelo sigilo da fonte. Esse sigilo até pode ser usado quando o jornalista divulga informação que recebeu de um bandido, mas isso não o exime de denunciá-lo. O jornalista não tem que contar quem lhe deu aquela informação sobre outro esquema criminoso, mas isso não o impede de denunciar crimes de seu informante que nada têm que ver com a informação que ele lhe deu.

Se ficar provado que Policarpo sabia que sua “fonte” estava cometendo tantos crimes e nada disse a fim de manter a fonte informando-o, não resta dúvida alguma de que cometeu um crime, de que foi cúmplice do criminoso. E se Veja também sabia, idem. Não existe nenhum advogado, nenhum juiz, nenhum especialista em código penal que negará isso.

É uma enormidade o que a grande imprensa, em um surto de corporativismo, está propondo. A proposta é a de que jornalistas possam acobertar esquemas criminosos do porte do de Carlinhos Cachoeira a fim de obterem informações sobre outros supostos esquemas criminosos. E de que essa proteção possa se estender por anos.

Assim sendo, esquemas criminosos se perpetuarão e apenas alguns outros esquemas criminosos serão desbaratados. Ou seja: querem dar à imprensa uma licença para ela dar outra licença a bandidos para cometerem seus crimes. Estes bandidos-informantes seguiriam cometendo crimes gravíssimos sem ser incomodados.

A única saída para Policarpo e para seus empregadores é negarem conhecimento de que Cachoeira fosse um criminoso. Para isso, terão que depor e explicarem essa questão. Todavia, se fizerem isso e aparecerem gravações ou alguma outra prova do contrário, estarão perdidos. Por isso a mídia não quer que Policarpo se explique na CPMI.

 

 

sábado, 19 de maio de 2012 - No Democracia e Política

O BRASIL CAMINHA 

Por Mair Pena Neto

“Apesar de todos os contratempos e de um cenário mundial adverso, que buscava fazer crer que só existia um modelo político possível, o Brasil conseguiu avançar nos últimos anos e parece disposto a seguir nessa toada. Embora com muitas limitações e quase sem rupturas, a questão social foi colocada no centro das questões políticas, o papel do Estado como indutor do desenvolvimento foi retomado e questões pendentes da história começam a ser enfrentadas.

A leitura dos jornais nos últimos dias comprova essa caminhada. Em meio ao mar de lama da CPI do Cachoeira, que atinge sobretudo políticos da oposição, uma empreiteira corrupta e um notório veículo de comunicação, o país avança. O governo reforça os programas sociais com o recente anúncio de novas políticas, como a voltada para a primeira infância, que assegura amparo às famílias com crianças de 0 a 6 anos e fortalece a construção de creches. No campo econômico, prossegue a ênfase na redução dos juros, com enfrentamento dos bancos e sua cobiça por juros astronômicos. E o Estado avança na transparência, com o primeiro passo no funcionamento, ainda precário, é bom que se diga, da Lei de Acesso á Informação, que tende a inibir a corrupção nos órgãos públicos.

O ato mais recente e simbólico das mudanças por que passa o país foi a instalação da Comissão da Verdade, que investigará os crimes da ditadura. Foram necessários 28 anos após o fim do regime de exceção para que o país tivesse condições de enfrentar seu passado insepulto e tentar curar de vez as cicatrizes ainda abertas dos horrores cometidos nos anos de chumbo.

Precisamos passar por um governo de transição, ainda sem o voto direto; por uma experiência desastrosa abreviada pelo impeachment de Collor, pela recuperação promovida por Itamar Franco, pelo período neoliberal dos governos de Fernando Henrique Cardoso e pelas mudanças conduzidas por Lula para chegar ao que Dilma começa a fazer agora. Nessa trajetória, é significativa a passagem do comando do país de representantes das elites tradicionais para um operário e uma ex-guerrilheira.

Forjada na luta contra a ditadura, vítima direta das barbaridades cometidas nos porões, Dilma age como estadista e volta a jogar luz num período macabro de nossa história, que muitos gostariam de manter sob o tapete. Faz todo o sentido que ocorra em seu governo a instalação da Comissão da Verdade, que, esperamos, possa funcionar a contento.

O cenário não é cor de rosa. O tempo da comissão para esclarecer os crimes da ditadura é curto, e punições não estão previstas, como acontece na Argentina e no Chile. A Lei da Anistia ainda impede que criminosos bárbaros paguem pelo que cometeram, mas a história está em movimento, e muita coisa pode acontecer quando a crueza dos fatos vier à tona.

Falta avançar em muitos aspectos. Numa maior participação política, na melhoria dos serviços sociais, no aprimoramento das instituições, na melhor distribuição das riquezas e mesmo no enfrentamento das forças contrárias à construção de um país mais digno e justo, capaz de proporcionar a todos os seus cidadãos o desfrute de suas capacidades. Mas é inegável que o país caminha.”

FONTE: escrito por Mair Pena Neto, jornalista carioca. Trabalhou em “O Globo”, “Jornal do Brasil”, “Agência Estado” e “Agência Reuters”. No JB; foi editor de política e repórter especial de economia. Artigo publicado no site “Direto da Redação”  (http://www.diretodaredacao.com/noticia/o-brasil-caminha).

 


19 de Maio de 2012 - 9h27 - No Vermelho

BC: índice aponta que economia não retomou ritmo de crescimento

 

O Índice de Atividade Econômica Econômica do Banco Central (IBC-Br), divulgado nesta sexta-feira (18), mostra que a economia brasileira perdeu, no primeiro trimestre do ano, o ritmo de crescimento na comparação com o último trimestre de 2011.


O índice cresceu 0,15% na comparação com o período outubro-dezembro de 2011. Menos do que no ciclo anterior: entre o terceiro e o quarto trimestres do ano passado, a taxa de crescimento ficou em quase 0,2%. Os números são dessazonalizados (ajustados para expurgar fatores sazonais, específicos do período).

Em março, o índice dessazonalizado caiu 0,35% em relação a fevereiro. O IBC-Br registrou 139,47 pontos no mês. Na comparação com março de 2011, a redução foi 1,18%. Quando a comparação se dá entre os primeiros três meses de 2011 e de 2012, a queda fica em 0,23%. No acumulado do últimos doze meses terminados em março, porém, quando comparados ao mesmo período de 2010/2011, a atividade econômica ainda apresenta alta, de 1,57%.

O IBC-Br é usado para antecipar a tendência de evolução da atividade econômica brasileira, pois incorpora informações sobre o nível da atividade dos três setores da economia: indústria, comércio e serviços e agropecuária. O dado é visto como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) oficial.

O índice do primeiro trimestre reforça a percepção dos agentes do mercado de que o país não vai crescer de acordo com a previsão do Ministério do Planejamento, que consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas do segundo bimestre, da Secretaria de Orçamento Federal (SOF). O Ministério do Planejamento manteve a previsão de crescimento do PIB em 4,5% para este ano. Mas, de acordo com o boletim Focus, do Banco Central, que traz as expectativas dos agentes do mercado financeiro, o país não deve crescer mais do que 3,23%.

Fonte: Agência Brasil


 

Carta Capital

PolíticaMauricio DiasRosa dos Ventos19.05.2012 13:34Comissão da Verdade 

Não são ociosas as especulações quanto à escalação dos integrantes da Comissão da Verdade. Alguns são identificados com as correntes progressistas e outros com os setores conservadores. O número deles, sete, impede o empate. A presidenta Dilma Rousseff buscou esse equilíbrio e não deve ter sido fácil para ela conter o próprio sentimento pessoal e a pressão política do entorno.

Essas duas históricas posições, esquerda e direita, norteiam e, simultaneamente, desnorteiam o desfecho desse processo iniciado agora. Na cerimônia de instalação da Comissão, na quarta-feira 16, a chave parece estar no discurso da presidenta Dilma Rousseff, contraposto ao do ex-presidente FHC.

Ambos, a presidenta e o ex-presidente, sabem como o sapato aperta, mas reagem de forma diferente à dor. Dilma afirmou: “A comissão não abriga ressentimento, ódio, nem perdão. Ela só é o contrário do esquecimento”.

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Por que Dilma descarta o ódio e o perdão, mas não o esquecimento? Perdão é o substantivo da lei brasileira da Anistia. Referência máxima da ação conciliatória de sustentação do discurso do esquecimento para crimes cometidos por torturadores. Seria um mero acaso?

Há uma decisão clara dos organismos internacionais, cada vez mais mergulhados nos casos de desrespeito aos direitos humanos e implacáveis com os crimes de lesa-humanidade, de recusar autoanistia. É o caso brasileiro. A ditadura impôs e celebrou o pacto com políticos ávidos de poder.

FHC, presente à cerimônia ao lado de quatro outros ex-presidentes, repetiu o mantra dos amedrontados: a comissão não buscará vingança, e sim a verdade e a reconciliação. A verdade pode reconciliar torturadores e torturados?

A resposta só pode ser dada por quem sobreviveu à barbárie e, igualmente, por parentes de quem não sobreviveu. Ninguém, muito menos o governo, tem autoridade para propor ou proclamar o esquecimento.


Fonte: Pesquisa SIPS-Ipea, 2011

Vai aumentar o desgaste da imagem das Forças Armadas como instituições essenciais no jogo democrático. Já é baixa a nota que recebem quando se trata das relações com a democracia. Pesquisa do Ipea, de 2011, mostra isso. Considerado o grau de escolaridade, em nenhuma das faixas as FFAA alcançam sequer 50% de avaliação do respeito ao regime democrático (tabela).

Aprovada no Senado, em outubro de 2011, a Comissão da Verdade surge agora no rastro da decepção provocada pela decisão do STF de reconhecer a constitucionalidade da Lei da Anistia e, também, após a recusa da Câmara em revisar essa mesma lei. Foram duas derrotas agudas para quem busca a punição de agentes públicos que beberam o sangue de adversários presos, imobilizados, incapazes de reagir à iniquidade e à covardia.

A Comissão da Verdade não será um tribunal de punição de torturadores. Há regras: “Esclarecer os casos de torturas, mortes, desaparecimentos, ocultação de cadáveres, identificando e tornando públicas as estruturas, os locais, as instituições e as circunstâncias relacionadas aos crimes contra os direitos humanos”.

Não haverá revanche. Ou seja, os torturados não vão torturar os torturadores.

A Comissão da Verdade não pode ir além nem pode ficar aquém de suas obrigações legais. Entretanto, ao expor as atrocidades da ditadura, que desmancham a ideia de um país cordial, dará aos brasileiros o direito de se manifestar livremente e responder ao seguinte quesito: os torturadores merecem anistia ou devem ser julgados segundo as leis?

 

 

Geral

18/05/12 | 19:08 - No SUL21

 

 

Estupro em quartel de Santa Maria completa um ano e deve ser levado à Justiça comum

 


Soldado D.P.K alega ter sido violentado sexualmente por quatro colegas de farda dentro de um quartel em Santa Maria (RS) | Foto: Reprodução

 

Igor Natusch

 

Passado um ano da violência sexual sofrida dentro de um quartel do Exército em Santa Maria, o soldado D.P.K. ainda não tem nenhuma definição judicial sobre seu caso. Transformado de denunciante a réu pela Justiça Militar, que acolheu inquérito que o acusa de cumplicidade em crime de pederastia, o jovem aguarda há meses uma decisão sobre laudo apresentado por seus advogados, que afirma que o soldado tem idade mental de 10 ou 11 anos e não pode ser levado a julgamento. Independente da conclusão sobre o laudo, os advogados do recruta já decidiram: entrarão com ação cível na Justiça comum, o que deve ocorrer até o final deste mês.

 

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“Não é possível aguardar mais tempo (pela conclusão da Justiça Militar)”, declarou um dos advogados da vítima, Diego Strassburger, em conversa telefônica com o Sul21. A intenção dos advogados existe desde o começo da apuração do caso, mas vinha sendo adiada até então, na expectativa de definições por parte da Justiça Militar. O laudo apresentado pelos advogados de D.P.K. atestando a deficiência mental está sendo apreciado desde setembro do ano passado. O Tribunal Militar solicitou que o trâmite do processo fosse interrompido para fazer a análise do parecer, que se arrasta desde então. A principal pendência é definir se o quadro é consequência do abuso ou se existia anteriormente – o que é decisivo para determinar se o recruta poderia ou não estar prestando serviço militar quando da violência sexual. A previsão atual é de que haja uma conclusão sobre o laudo até o final do mês de junho.

 

O soldado D.P.K alega ter sido rendido por quatro colegas de farda e estuprado dentro do alojamento no dia 17 de maio de 2011, enquanto cumpria pena administrativa no Parque Regional de Manutenção de Santa Maria, região central do RS. O crime teria ocorrido com pelo menos 20 testemunhas, sem que ninguém interviesse em seu auxílio. O caso veio à tona depois que o próprio jovem revelou a um sargento ter sofrido a violência dentro do alojamento. No dia seguinte ao abuso, foi internado no Hospital de Guarnição de Santa Maria e mantido incomunicável, sem que nem mesmo seus pais soubessem o que tinha ocorrido ou mesmo que ele se encontrava no local. No momento, o jovem faz tratamento psiquiátrico e está sob forte medicação para tentar superar o trauma da violência sofrida.

 

O jovem soldado foi incluído entre os réus do processo aberto pela Justiça Militar para apurar o caso. O inquérito aceito pela Procuradoria de Justiça Militar de Santa Maria concluiu que o sexo teria sido consentido e que o crime seria de pederastia (sexo dentro de instituição militar) e não estupro, como alega o jovem em sua denúncia. Para o Exército, tanto o jovem de 20 anos quanto os outros quatro soldados são culpados do mesmo crime: fazer sexo dentro do quartel. Um crime que existe apenas na Justiça Militar, não estando previsto no Código Penal.

 

“Os autos não evidenciaram a ocorrência do emprego de violência ou grave ameaça”, afirmou o promotor de Justiça Militar de Santa Maria, Jorge Cesar de Assis, ao aceitar a denúncia apresentada pelo inquérito militar. Um sexto soldado foi denunciado por crime de omissão relevante: estando de vigília na noite em questão, não comunicou aos superiores sobre o acontecido. Durante a investigação, sinais vindo do Exército já davam conta desta linha de raciocínio, com autoridades militares tratando o caso como “uma brincadeira” entre colegas de farda.

 

No entanto, a longa investigação cometeu uma série de irregularidades, que lançam sérias dúvidas sobre as conclusões do Exército. Entre outros pontos nebulosos, está a tomada de depoimento do jovem violentado logo após a denúncia, sem a presença de um representante legal, além do sigilo em torno de exames de lesões corporais – realizados vários dias após a violência, quando a maioria dos traços necessários para a perícia já estavam comprometidos. Os advogados e a família de D.P.K. sustentam que as conclusões do inquérito fazem parte de um esforço do Ministério Público Militar para abafar o caso.

 

O caso despertou a atenção da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia do RS, que foi até Santa Maria fiscalizar as investigações, e chegou até a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Uma visita dos representantes do ministério foi cogitada em setembro do ano passado, mas arrastou-se por meses sem ser concretizada. Em conversa com o Sul21 em dezembro, o então Ouvidor Nacional de Direitos Humanos, Domingos Silveira, afirmou que não havia previsão para um acompanhamento mais próximo do caso. A declaração teria irritado Maria do Rosário, que entrou em contato com o Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) para viabilizar a visita, concretizada em janeiro deste ano. O Ministério da Defesa, por sua vez, nunca se pronunciou de forma clara sobre o caso – chegando o ministro Celso Amorim a demonstrar, em certa ocasião, que não tinha conhecimento algum a respeito.

 

Palácio do Planalto trabalha a plena carga para abafar escândalo sobre avião fretado usado por Pimentel

Nada como o tempo – Nada é mais direitista do que a esquerda no poder. E uma das melhores materializações dessa teoria foi construída a partir da chegada do PT ao poder central, palco de abusos e escândalos de corrupção, antes somente creditados às chamadas elites. Cada vez mais se lambuzando nas benesses proporcionadas pelo poder, o PT já não se incomoda com as acusações, pois sabe que no momento dos necessários esclarecimentos os fatos serão devidamente abafados. Tudo financiado pelo suado dinheiro do contribuinte.

Depois de se esquivar das explicações sobre bisonhas consultorias prestadas em Belo Horizonte, onde foi prefeito, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento) agora se vê enrolado em um escândalo que mostra o apetite da esquerda pelas filigranas do direitismo. Em outubro de 2011, Pimentel fez uso de um avião fretado pelo empresário João Dória Jr., presidente do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), para viajar da Bulgária a Roma, onde palestrou em evento do grupo.

“Não fui em avião oficial porque o compromisso não fazia parte da agenda da presidente [Dilma Rousseff]. Não tinha como ir de avião oficial. Ele [Dória Jr.] mandou um avião e eu usei a aeronave”, argumentou o ministro, cuja assessoria informou que não mais comentará o assunto.

Por certo esse mais um escândalo que o PT palaciano varrerá para debaixo do tapete, até porque esse é o modus operandi herdado pela presidente Dilma Rousseff e que ela coloca em prática com excesso de destreza.

Como sempre afirmamos, cobrar coerência no universo da política é a mais hercúlea das tarefas, quiçá não seja missão impossível. Agora dando as cartas na política nacional, o PT certamente não se recorda da gritaria que produziu quando, na era FHC, o então ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, atual presidente da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), utilizou um avião da Força Aérea Brasileira para ir ao arquipélago de Fernando de Noronha e ter se hospedado com a família no Hotel de Trânsito de Oficiais.

Desde a chegada ao poder, o PT vive mesclado em escândalos, os quais são justificados com a tese boquirrota de o fim justifica os meios. Acontece que esse tipo de procedimento, o de usar jatos oficiais para fins privados e particulares para fins oficiais, tornou-se algo comum no reino petista. O filho do então presidente Lula viajou com amigos para Brasília a bordo de um avião da Presidência da República. Em outra ocasião, um avião oficial do governo, com autoridades a bordo, ficou parado no Aeroporto de Congonhas à espera de outro filho de Lula, que pegou carona para viajar a Brasília.

Candidato do PT à prefeitura paulistana, o petista Fernando Haddad usou jato oficial para transportar a mulher e a filha de Brasília para São Paulo. Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, usou avião fretado por presidente de ONG para comparecer a evento oficial. Ex-ministro da Agricultura, Wagner Rossi admitiu carona em jato da empresa Ourofino, que recebeu autorização do ministério para produzir vacina contra febre aftosa.

O uso de jatos da FAB é regulamentado por decreto federal (4.244/2002), que prevê o transporte de ministros, além de outras autoridades, para agendas oficiais ou no deslocamento para casa. Quando autoridades fazem uso de aeronaves de terceiros não há lei que regulamente e deve ser considerada bandalheira. Como disse certa vez o messiânico Lula, “nunca antes na história deste país”.

http://ucho.info/palacio-do-planalto-trabalha-a-plena-carga-para-abafar-escandalo-sobre-aviao-fretado-usado-por-pimentel

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

E os "homens bons" (Prof. Hariovaldo) continuam a tentar ver se acham cisco no olho do próximo. Lamentável.

 

E os direitistas e reacinários somos nós!!!

 

sexta-feira, 18 de maio de 2012 19:13Ministério explica viagem de PimentelAgência Estado 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) divulgou nota nesta sexta-feira para explicar a viagem que o ministro Fernando Pimentel fez em outubro do ano passado. À ocasião, ele utilizou um avião fretado pelo empresário João Dória Júnior para se deslocar da Bulgária, onde estava com a comitiva presidencial, até a Itália, para encontro com empresários brasileiros e italianos.

 

De acordo com o comunicado, o artigo 7º do código de Conduta da Alta Administração Federal autoriza a participação de servidores e autoridades públicas em eventos organizados por terceiros, "inclusive com o pagamento de eventuais despesas de transporte, desde que a participação seja tornada pública".

 

O ministério informa que, mesmo com essa autorização, consultou formalmente a Comissão de Ética Pública, em junho do ano passado, que esclareceu que não é permitido o pagamento de despesas de transporte e estada pelo promotor do evento, exceto quando a "associação de classe não tenha interesse em decisão da autoridade" e que o evento seja amplamente divulgado.

 

O MDIC reitera que, no caso da viagem a Roma, o ministro não tinha outro meio de chegar a tempo para a palestra. "Não houve remuneração de qualquer tipo nem o pagamento de nenhuma outra despesa por parte dos organizadores", afirma a nota.

 

O Ministério acrescenta que a palestra do ministro, no evento promovido pela Lide (associação de empresários) e pela Confederação Geral da Indústria Italiana, fazia parte de programação divulgada com antecedência pelos organizadores e foi devidamente tornada pública em sua agenda, conforme determinado pela Comissão de Ética.

 

O MDIC ressalta ainda que a participação do ministro no evento era do interesse do governo brasileiro para expor aos empresários o potencial de investimento no País.

 

 

 

sábado, 19 de maio de 2012

MALAFAIA ATACA MACEDO E VALDEMIRO SANTIAGO E ACHA QUE MORRERAM POUCOS HOMOSSEXUAIS EM 2012  
  
EMPRESÁRIOS DA FÉ - ELES BRIGAM POR AUDIÊNCIA - AUDIÊNCIA É = DINHEIRO - E DINHEIRO É O QUE A ELES INTERESSA.

Em entrevista ao Portal iG / O Dia, Silas Malafaia ataca Edir Macedo e Valdemiro Santiago, diz que Edir Macedo não tem caráter, e que Valdemiro, não é ninguém para falar de Macedo. Malafaia diz que a RECORD foi adquirida com dinheiro do dízimo dos fiéis, mas, não explica com que dinheiro (de onde veio) montou a sua Editora Central Gospel. Sem vergonha, Malafaia, responde sobre o vídeo em que "se arvorou em CORRETOR DE IMÓVEIS DIVINO" e associou uma doação especial feita pelos "fiéis" a se habilitarem a comprar um imóvel próprio. Fingindo-se de idiota, Malafaia, distorce o número de homossexuais mortos em 2011. Os 260 casos relatados, estão diretamente relacionados com crimes / homicídios por homofobia, e não o total de homossexuais mortos por qualquer outro motivo.
Numa coisa eu concordo com Malafaia, a liberdade religiosa e de expressão devem ser respeitadas. Uma e outra são coisa muito sérias. É por isso que eu me recuso a colocar as palavras Pastor, Bispo e Apóstolo na frente dos nomes de gente que não passa de "picareta".

MALAFAIA ATACA MACEDO E VALDOMIRO


iG: Sobre a matéria da RECORD atacando Valdemiro.Silas Malafaia: Eu já defendi ambos em situações difíceis, até de perseguição. Não me arrependo. Critiquei a matéria porque quem é Macedo para falar de Valdemiro? Como ele pode fazer essas acusações? Ele tem que ficar quieto. Com que dinheiro foi comprada a Rede Record? Com a oferta de dízimos. Então ele não tem autoridade para falar. E o senhor Valdemiro, que vem batendo no Macedo, também não tem autoridade para falar. É feio para o Valdemiro cuspir no prato que comeu.

iG: Como é a sua relação atual com eles?
Silas Malafaia: Mantenho distância dos dois por causa das posturas desleais que ambos tiveram comigo. O Valdemiro comprou o meu horário na TV, oferecendo uma quantia maior. Defendo o cara no meu programa quando outros descem o pau nele e ele vai por trás e compra o meu horário? (Indignado) Tenho princípio de caráter e moral, amigo. O Macedo eu defendi, sem ter me pedido, quando ele foi preso. Marquei minha posição. Aí, ele aumentou quase dez vezes o valor do horário que eu tinha na emissora dele para me colocar para fora porque não quis participar de um esquema político.

iG: Como era esse esquema?  Silas Malafaia: Ele queria que eu me candidatasse em 1998 a deputado federal e neguei. Se ele tivesse caráter e falasse que não me queria mais na emissora dele, eu o teria respeitado. Sua atitude não foi só deselegante, como também faltou ética.MALAFAIA ACHANDO QUE É PEQUENO O NÚMERO DE HOMOSSEXUAIS MORTOS EM 2011
iG: Mas o senhor não acha que deveria ser feito algo para evitar as discriminações e agressões físicas aos gays?Silas Malafaia: Não desejo que ninguém morra, ok? Mas os homossexuais dizem que foram assassinados 260 deles no ano passado. Cinquenta mil pessoas foram assassinadas no Brasil no ano passado. O número de homossexuais mortos representa 0,52%. Um dado que eles não falam: grande parte das mortes é resultado de briga de amor entre eles. Que papo é esse? No mínimo, uns 50%. Homofobia é falácia de ativista gay para manter verbas para suas ONGs para fazer propaganda de que o Brasil é um país homofóbico. Homofóbico uma vírgula, amigo.


LEIA + AQUI
Entrevista completa em O Dia.com.br
http://odia.ig.com.br/portal/brasil/pastor-silas-malafaia-tenho-pastores-que-ganham-entre-r-4-e-22-mil-1.443206

RELEMBRE AQUI
O VÍDEO E O POST SOBRE MALAFAIA / DEUS / CORRETOR DE IMÓVEIS.
http://007bondeblog.blogspot.com.br/2010/10/silas-malafaia-transforma-deus-em.html  Postado por às 16:37 0 comentários Links para esta postagem  Do 007BONDeblog.

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Carta Capital

InternacionalPaulo DanielPaulo DanielChavismo19.05.2012 07:30É possível pensar a Venezuela sem Chávez? 

Insubstituível? Juan Barreto / AFP

No dia 7 de outubro deste ano, os(as) venezuelanos(as) novamente decidirão sobre o comando político e econômico de seu país. As mais variadas pesquisas apontam, até o momento, a vitória do atual Presidente Hugo Chávez. Com a sua doença muita se especula da sua capacidade de fazer campanha e de sua disponibilidade real em governar, caso seja reeleito.

Neste sentido, uma pergunta é inevitável: É possível pensar a Venezuela sem Chávez no comando? Primeiro é importante destacar: desde quando foi eleito em 1998, nenhum outro governante em todo o mundo venceu tantas disputas nas urnas, entre referendos e eleições, em tão pouco tempo. Foram doze vitórias. E, ao mesmo tempo, é extremamente difícil encontrar na história política mundial um Presidente que foi deposto e, em 48 horas, reconduzido ao poder pela pressão das massas populares.

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Desde que assumiu, uma das principais mudanças políticas foi a Reforma Constitucional – diga-se de passagem, a Constituição venezuelana é bastante similar à brasileira – na qual introduz novas formas de participação que definem um regime político que combina as formas tradicionais da democracia representativa liberal (separação de poderes e a eleição de autoridades executivas e legislativas nos níveis municipais, estatais e nacionais), com formas de democracia direta, “participativa e protagônica”. Portanto, há uma certa polarização e politização de chavistas e anti-chavistas não somente pela disputa eleitoral e de poder, mas também por qual Venezuela quererão para o futuro.

Do ponto de vista econômico e social, com a consolidação da reforma petroleira em 2001, devido à reforma constitucional, as leis habilitantes e lei específica de hidrocarbonetos e, principalmente após o golpe de abril de 2002 e a retomada do governo e sua reestruturação, a partir de 2003, começa a consolidar políticas sociais denominada de misiones. Estas atingem aproximadamente 70% da população e ao mesmo tempo cria-se o FONDEN (Fundo de Desenvolvimento Nacional), com a finalidade de desenvolver empresas e empreendimentos que não estejam atrelados ao ramo petrolífero, ou seja, desenvolvendo o processo de substituição de importações, com recursos do petróleo.

Portanto, é neste momento, pós-golpe de Estado, que Hugo Chávez vem consolidar a distribuição da renda petroleira ao povo venezuelano. Algo muito similar ao que foi desenvolvido a partir de 1976, pelo então Presidente Carlos A. Pérez, com forte política social, nacionalizações de empresas e aumento do gasto público provenientes do petróleo.

Apesar dos avanços e a melhoria da qualidade de vida dos(as) venezuelanos(as) através da ampliação das políticas públicas via alta estrutural dos preços do petróleo, o Estado continua ineficiente, lerdo, corrupto e avesso às interferências populares, de certa maneira, as limitações de ação do governo Chávez são as limitações atuais da esquerda mundial, entretanto, a Venezuela é, com todos os problemas, o país onde mais se avançou, na contestação ao neoliberalismo e no questionamento do poder global norte-americano.

Com ou sem Chávez, a propalada revolução venezuelana ainda está por acontecer. Mas não se pode negar, na última década, as políticas internas e externas de Hugo Chávez interferiram e interferem direta e indiretamente na política latino-americana. O quanto o chavismo avançará, dependerá do grau de politização do povo venezuelano. Ao que tudo indica, basta observar o contragolpe de abril/2002, os ideais e as ideias de Hugo Chávez poderão sofrer uma certa dificuldade, mas ainda, a tendência de florescer no âmago dos(as) venezuelanos (as) é alta.

 

 

 

Cultura

19/05/12 | 11:36 - No SUL21

 

 

Especulação imobiliária e custo de vida: o outro lado da pacificação das favelas cariocas é tema de livro

 


Marilia Pastuk

 

Da Redação

 

Ações de pacificação, obras de urbanização e projetos sociais não são suficientes para dar segurança aos moradores de favelas cariocas. Com as melhorias, eles temem agora não ter condições de se manter nos atuais endereços, valorizados pela nova qualidade de vida que a pacificação traz para essas comunidades. O aumento do custo de vida e a especulação imobiliária já provocam reflexos em um processo que vem sendo chamado de “remoção branca” ou “remoção camuflada” pela socióloga Marilia Pastuk.

 

Superintendente da organização não governamental Ação Comunitária do Brasil no Rio Janeiro, Pastuk lançou o livro A Favela como Oportunidade – Plano da sua Inclusão Socioeconômica. A publicação apresenta um retrato das favelas do Cantagalo, Pavão e Pavãozinho e da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro, além de Manguinhos e Borel, na zona norte.

 

Na publicação, a socióloga destaca “a pressão” que as melhorias na infraestrutura e o combate ao tráfico de drogas causaram nas comunidades. Explica que moradores temem perder os imóveis porque ainda não têm o documento de posse e que reclamam do peso, no orçamento familiar, da cobrança por serviços essenciais como água e luz que, antes da pacificação, eram acessíveis por meio de ligações clandestinas.

 

“As pessoas são compelidas não mais pelo Estado, mas pelo mercado. Eles [os moradores] não conseguem segurar o custo de vida [porque não tiveram aumento de renda proporcional] e, por medo de perder seus imóveis para a especulação imobiliária, acabam se transferindo [para áreas mais pobres]“, explicou Marilia Pastuk.

 

Segundo a socióloga, o Poder Público precisa acelerar o processo de regularização dos imóveis das favelas, além de apoiar ações voltadas à geração de renda, como o turismo. A Rocinha, por exemplo, está localizada em uma das áreas mais nobres da cidade, com vista privilegiada para a orla, o Cristo Redentor e a Lagoa Rodrigo de Freitas. Lá, o turismo já atrai cerca de 3 mil pessoas por mês.

 

Porém, a atividadeb turística beneficia apenas um segmento minoritário, segundo a pesquisadora. “As agências de turismo raramente estabelecem um diálogo com as instituições representativas da comunidade e, portanto, não promovem a distribuição efetiva dos lucros”.

 

Com pesquisas sobre o setor e as vocações econômicas das comunidades, o turismo pode impulsionar o desenvolvimento econômico de outros segmentos, como a produção de uniformes para guias e para rede de hotéis e pousadas. As peças poderiam ser produzidas pelas costureiras da própria favela, aproveitando a experiência da comunidade no ramo da moda.

 

Com informações da Agência Brasil


 

PT abranda críticas aos meios de comunicaçãoPT abranda críticas aos meios de comunicação Foto: Tuca Vieira/Folhapress

Partido comandado por Rui Falcão aprovou resolução política em que defende, discretamente, investigação sobre a ligação entre o bicheiro Carlos Cachoeira e órgãos de imprensa, mas não cita casos específicos; tom é bem mais suave do que quando Falcão falava em “peitar a mídia”

19 de Maio de 2012 às 18:44

247 – Nesta sexta-feira, quando dirigentes do PT se encontraram em Porto Alegre, um dos temas discutidos foi a posição do partido em relação à mídia na CPI do caso Cachoeira. Na Resolução Política aprovada pelo partido, o tema aparece discretamente, no fim do documento, sem citar nenhum caso específico, da seguinte forma:

Entre as denúncias que precisam ser apuradas a partir de elementos probatórios em mãos da CPMI estão as relações entre o crime organizado e alguns órgãos de imprensa. O que está em jogo é a apuração de fatos criminosos, não os ataques à liberdade de expressão, como tentam confundir setores da mídia conservadora.”

É um tom bem mais brando do que aquele de um mês atrás, quando o presidente do partido, Rui Falcão, disse que a presidente Dilma, depois de enfrentar os bancos, iria também “peitar a mídia”. Nos últimos dias, foi intensa a pressão dos grandes empresários do setor de comunicação para evitar as convocações de Policarpo Júnior, de Veja, e Roberto Civita, da Abril. João Roberto Marinho, da Globo, procurou o vice-presidente Michel Temer e Fábio Barbosa, presidente da Abril, recorreu a José Dirceu – que, em Veja, é chamado de “o chefe da quadrilha (segundo a PGR)”.

Claramente, o PT pisou no freio. Leia, clicando aqui, a resolução política aprovada pelo partido em Porto Alegre, em que o partido desiste de “peitar a mídia”.

 

19 de Maio de 2012 - 11h03 - No Vermelho

Washington Araujo: Cachoeira e o corporativismo da mídia

 

A imprensa tem longa experiência na cobertura de Comissões Parlamentares de Inquérito. Em temporada de CPI é patente o manancial (pensei em escrever cachoeira) de informações a preencherem páginas de jornais e revistas, em casos que a imprensa elege como “por demais clamorosos”; cadernos especiais são criados, assim como é inventada uma logomarca.

Por Washington Araujo*



O assunto é mais ou menos reverberado nos meios de comunicação de acordo com o grau das pessoas e instituições investigadas. Em um hipotético termômetro de interesse midiático podemos inferir que se o investigado é o governo federal – principalmente os dos últimos quadriênios – é certeza absoluta de que donos de jornais e revistas, redatores-chefes, editores e colunistas de plantão atuarão como se tivessem mandato parlamentar, engrossando ainda mais a lista de investigadores, elencando diariamente novos alvos de investigação, preparando conexões ou meras ilações entre esse e aquele personagem, esta e aquela empresa.

Formam, por assim dizer, o esquadrão midiático voluntário em apoio aos trabalhos da CPI. Não são remunerados, ao menos diretamente, por seu trabalho que, longe de ser gracioso, é regiamente pago, mas de maneira indireta, através da minutagem que os temas de sua predileção terão na escalada de telejornais, do espaço nas capas e cadernos de jornais e revistas.

O nosso e o dos outros

O braço midiático das CPIs sabe muito bem que não existe almoço grátis. E seu trabalho investigativo é tão isento quanto a defesa que faz o agronegócio da preservação do meio ambiente, propugnando pesadas multas pecuniárias a seus congêneres desmatadores. Muito ao contrário, a imprensa não é isenta e chama para si o direito de oferecer à opinião pública quem são os mocinhos e os bandidos, antes, muito antes de a CPI se encaminhar para seus desdobramentos finais.

É prática de boa parte da imprensa pecar por excesso de protagonismo: publica avalanchas de sinais como se fossem evidências robustas de culpabilidade. E, ao mesmo tempo, peca por excesso de omissão: deixa de publicar o que possa estar em contradição com o veredicto esposado pela publicação, ou pela rede de televisão. Em algumas CPIs a omissão chega a ser criminosa. É como se estivessem permanentemente em sala de edição, cortando o que não deve vir a público e criando a realidade que precisa vir à luz.

A Comissão Parlamentar de Inquérito recém instalada tem em sua essência algo que destoa por completo das muitas que lhe antecederam. É o ineditismo de, pela primeira vez neste país, a imprensa vir a se tornar alvo de investigação. E, então, temos um rosário de coisas inéditas. Primeiro, não é a imprensa que está na bica para ser investigada. É, tão somente, o jornalista Policarpo Junior, da sucursal da revista Veja, em Brasília. Mas, para a imprensa, é seu teste ético de força: devemos todos nos posicionar em defesa de Veja ou deixá-la aos humores, talentos e habilidades dos parlamentares que atuam na CPI?

É, certamente, o caso mais escancarado de corporativismo jamais visto no país – isto para resgatar a frase tantas vezes usada de maneira jocosa pelos luminares que pontificam na mídia. O que deveria se circunscrever a uma única revista semanal, terminou por transbordar e se transformar em bandeira de luta bem ao estilo “mexeu em um, mexeu em todos”. E, no entanto, não faz muito o corporativismo era o inimigo número 1 da imprensa, não importando se surgisse na defesa de desembargadores graduados de tribunais superiores, nas direções gerais da banca financeira ou nas presidências das empreiteiras, menos ainda se surgisse nas hostes da segurança pública. Agora, vemos que o corporativismo mau é aquele praticado pelos outros, o nosso pode até parecer, mas nem mesmo chega a ser corporativismo. Atende por outro nome: defesa da liberdade de imprensa.

Direito de condenar

Ainda assim, é uma liberdade de imprensa seletiva. O império midiático não se fecharia em copas em defesa de jornalistas que fossem flagrados em conversas como as reunidas nos propalados 200 grampos telefônicos, obtidos com autorização judicial, de conversas entre o editor de Veja e o notório meliante Carlos Cachoeira. Alguém, em sã consciência, imaginaria o movimento da Editora Abril em franca ação de autodefesa, angariando flamejantes editoriais de O Globo e defesas não menos enfáticas de sua ética jornalística por parte de jornais como o Estado de S.Paulo e a Folha de S.Paulo? Seria crível ação dessa envergadura se atropelados em escutas telefônicas estivessem jornalistas como Mauro Santayanna, Mino Carta e Ricardo Kotscho?

A resposta é não por dois motivos. Primeiro, porque seria impensável que um desses três decanos da imprensa brasileira protagonizassem conversas de tão baixo calibre, próprias do submundo do crime organizado. Segundo, porque ao invés de serem defendidos, seriam condenados sem dó nem piedade pela grande imprensa. Direito de defesa? Apenas para os nossos. Para os demais, reservamo-nos o direito de acusar, condenar e zelar pelo fiel e rigoroso cumprimento da pena.

As próximas semanas serão reveladoras de como a imprensa se porta quando é ela que cobre a CPI – e quando a própria passa a ser coberta por uma CPI. Este é o ponto.


Fonte:  Washington Araujo é pesquisador e colaborador do Observatório da Imprensa.

Fonte: Pátria Latina

 

 

Nordeste terá R$ 2,4 bilhões para infraestruturaNordeste terá R$ 2,4 bilhões para infraestrutura Foto: Adalberto Marques/Integração Nacional

Recursos serão liberados a partir de parceria entre o Banco do Nordeste e o Banco Interamericano de Desenvolvimento

19 de Maio de 2012 às 18:10

Raphael Coutinho _PE247 – A Região Nordeste receberá uma verba de US$ 1,2 bilhão (cerca de R$ 2,4 bilhões) para aplicar em infraestrutura nos próximos anos. Durante o encontro "Nordeste do Brasil, Oportunidades & Investimentos", entre governadores nordestinos e os presidentes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno, e do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Jurandir Santiago, nesta sexta-feira (18), ficou acertada a liberação do recurso. O dinheiro será oferecido a partir de uma linha de financiamento do Programa de Desenvolvimento Produtivo (Prodepro), do BNB.

A linha de financiamento será voltada para melhorar a infraestrutura e ampliar a atração de investimentos da Região Nordeste, numa parceria entre o BID e o BNB. O foco do Prodepro é a elaboração de projetos estruturantes como o planejamento de PPPs e de modelos de concessões.  Além disso, os governadores da Região esperam que o BNDES também participe da parceria com o mesmo valor, o que dobraria o total para US$ 2,4 bilhões.

“São recursos que vão nos ajudar a suprir a carência histórica de investimentos em infraestrutura no Nordeste e a manter a média de crescimento econômico da região”, ressaltou o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. O presidente do BID também destacou os frutos de longo prazo do programa. "Essa infraestrutura produtiva será fundamental para mudar a situação de pobreza do Nordeste", concluiu Moreno.

A carência do empréstimo é de quatro anos, com 20 anos de prazo para pagar e taxa de juros libor (taxa de juros média interbancária utilizada por um grande número de bancos) de 0,6%. "Cada estado vai definir suas prioridades, buscando uma integração com os outros. O BNB vai encaminhar os projetos e internalizar os recursos", explicou Santiago.

 

PolíticaPiero LocatelliPiero LocatelliEleições municipais18.05.2012 15:18 - Carta CapitalDEM desiste de São Paulo para priorizar Salvador 

O PSDB fecha nesta sexta-feira 18 o apoio à candidatura do deputado federal ACM Neto (DEM-BA) à Prefeitura de Salvador. Para conseguir o apoio dos tucanos em na capital baiano, o DEM sacrificou uma candidatura própria em São Paulo e declarou na véspera o apoio a José Serra (PSDB). A desistência se deu para priorizar Salvador, onde o partido terá sua única chance de conquistar algum cargo relevante nas eleições de outubro. Atualmente, o partido, em crise, não tem prefeitos em capitais.


ACM Neto é a última esperança do DEM

O DEM começou seu declínio há uma década, quando ainda se chamava PFL e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) era o presidente da República. Acuado pelo mau resultado nas eleições de 2006, mudou seu nome para DEM (Democratas) em 2007. A mudança não ajudou em nada e o partido continuou minguando nas eleições seguintes. Quando Gilberto Kassab, um dos principais nomes do DEM, criou o PSD, os democratas ainda perderam 103 dos 496 prefeitos que elegeram em 2006, segundo estudo da Confederação Nacional dos Municípios.

O carlismo – nome do movimento político ligado ao ex-senador Antonio Carlos Magalhães, morto em 2007 – está perdendo seu poder na Bahia, mas mesmo assim o político mais jovem da família ACM é a prioridade do partido. Os principais adversários de ACM Neto devem ser o deputado federal petista Nelson Pelegrino e o peemedebista Mário Kertész.

Tucano frustrado

A barganha em plano nacional do PSDB e do DEM frustra as intenções de Antônio Imbassahy (PSDB) ser candidato. O tucano fazia parte do PFL, mas rumou para o PSDB em 2005, após romper com o carlismo.

Vitorioso em duas eleições para a prefeitura na cidade (1998 e 2002), Imbassahy teve resultados fracos nos últimos pleitos disputados. Em 2006, tentou o Senado e ficou em terceiro lugar, com 14,06% dos votos. Em 2008, amargou um quarto lugar na disputa da prefeitura, com 8,36% dos votos. Na última eleição, em 2010, teve que se conformar com um lugar na Câmara dos Deputados e abrir espaço para ACM Júnior (tio de ACN Neto) ser candidato ao Senado.

Apesar das votações pouco expressivas, o DEM quer Imbassahy no palanque de ACM Neto. Contrariado, o ex-prefeito não parece disposto a colaborar e já é sondado pelo PSD para mudar de partido. Neste caso, o tucano migraria direto para o palanque do PT.

 

sábado, 19 de maio de 2012

Americanófilos da minha vida… Americanófilos da minha vida…Sempre tive amigos americanófilos na minha vida. Qualquer crítica ou dúvida sobre os Estados Unidos os deixa com os olhos vermelhos de indignação. As criticas, piadinhas e gozações contra o Brasil quase os mata de prazer. Imagem ActivaTornaram-se micos amestrados do tio Sam graças ao empenho da “nossa” mídia, música e filmes. Desde criança assistindo os cara pálidas, os invasores, matando os cruéis índios. Os mocinhos eram os brancos e os bandidos eram as vitimas. Mas crianças não fazem esses julgamentos e foram se tornando cada vez mais domesticadas para pensarem do jeito que os ianques queriam.Para eles nada do Brasil presta. Até certo ponto eles tiveram razão, pois o Brasil que a elite provinciana deixou depois de “governar” por mais de 180 anos, era quase colonial.Depois de conviver muito tempo com eles descobri o principal motivo dessa revolta contra o Brasil: é porque eles julgam o pais inteiro por suas próprias nulidades. Pensando sobre isso, sempre me surge a pergunta que não quer calar: se lá tudo é tão maravilhoso, por que continuam vivendo aqui? Porque mesmo com suas ignorâncias eles sabem que se não conseguiram vencer aqui (nessa terra de idiotas, segundo eles) a coisa seria bem pior lá (onde todos são super inteligentes, segundo eles).Imagem ActivaHoje em dia, com as levas de brasileiros voltando, a arrogância americana tornando-se cômica e o Brasil de cabeça erguida para o mundo, eles andam com aquela cara de cachorro que fez pum na igreja... Do Blog Sr.Com

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Quem tem medo da verdade?19 de maio de 2012

 

 

 

Blog do Tessler
É impressionante a quantidade de vozes conservadoras que se levantaram – salivando de ódio – contra a instalação da Comissão da Verdade, que procura desvendar os exageros do tempos de chumbo da ditadura brasileira. Por que tanto medo?Alguém pensa em revanche? Alguém se orgulha de viver em um país que matou e torturou pessoas cujo crime era pensar de uma maneira diferente que os militares do poder? Na República Dominicana, ilha caribenha vizinha ao Haiti, viveu o maior fascínora de toda América Latina, Rafael Leónidas Trujillo. O tirano se divertia em perseguir profissionais liberais, jornalistas, estudantes ou mesmo pais de meninas virgens que se negavam a entregar a filha para suas noites de orgia. Era Deus na terra do Sol. Matava, torturava, enganava os dominicanos, se divertia e ainda enchia as contas pessoais em bancos estrangeiros. Trujilo chegou a ser dono de 70% das terras cultiváveis da República Dominicana. Na madrugada de 30 de maio de 1961 Trujillo, aos 70 anos, seguia com seu motorista para a casa de uma das tantas amantes. Escondido. Sem segurança. Aí caiu em uma emboscada preparada por funcionários da presidência que não concordavam com os abusos. Foi assassinado em uma estrada à beira-mar, na periferia de Santo Domingo. O local do assassinato – comemorado em silêncio pela esmagadora maioria do povo dominicano – é hoje um lugar de homenagem…aos assassinos. Os dominicanos entendem que em um regime ditatorial a revolta contra o poder estabecido à força é legítimo. Se a subida ao poder aconteceu graças às armas, nada mais justo que utilizar as mesmas armas para derrubá-lo. Os dominicanos entendem essa lógica, os conservadores brasileiros não. A ditadura brasileira estabeleceu-se com um golpe militar. Todos os atos, a partir de então, são questionáveis – e sujeitos à revolta. A tortura, método utilizado para forçar supostos opositores a falar o que sabiam e o que não sabiam, foi a medíocre ferramenta utilizada. "Não existe nada mais hediondo na natureza humana que a tortura, a agressão a um ser semelhante", observou o ex-deputado e torturado Carlos Araújo, ex-marido da presidenta Dilma Rousseff. Quem não aceita a Comissão da Verdade tem medo. Medo de que? De revelar à família, aos vizinhos e amigos seu passado sujo? O Brasil foi governado de 1964 a 1985 pela força. O estado democrático foi esquecido. A oposição corajosa, de um povo de paz que simplesmente tentava resgatar a legimitimidade, foi torturada, morta ou misteriosamente desaparecida. E os responsáveis pela barbárie seguem assando churrasco aos domingos em seus luxuosos condomínios, muitas vezes ao lado de filhos de suas vítimas, sem revelar seu passado. Rindo e assistindo futebol. A Argentina passou pela Comissão da Verdade nos primeiros anos da volta à democracia – liderada pelo escritor Ernesto Sábato. O Chile lembra os tempos da barbárie com um impressionante museu. O conservadorismo brasileiros pretende soterrar o passado. Quem tem medo da verdade? 

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DenúnciasCartaCapital: A Itália já sabia de Cachoeira

publicado em 19 de maio de 2012 às 13:52 - No VI O MUNDO

Bingo! A Itália Já Sabia do Cachoeira

Em 2004, jornalistas peninsulares falavam das ligações do bicheiro com a máfia

Por Paolo Manzo, na Carta Capital

4 de novembro de 2004. Anotem a data porque foi nesse dia que o nome de Carlinhos Cachoeira se tornou famoso também na Itália. Foi quando a principal revista semanal da península, L’Espresso, publicou uma reportagem primorosa sobre as conexões entre as organizações criminosas italianas que com a globalização se espalharam pelo mundo em busca de países onde lavar o dinheiro do narcotráfico, e de empresários de bingos e caça-níqueis. “Azar de Estado” é o título da matéria assinada pelo repórter investigativo Marco Lillo que, além de descrever as relações suspeitas entre as máfias e os monopólios do Estado no setor das apostas recém-legalizadas na Itália, apresentava Cachoeira como o “chefão das apostas ilegais no Brasil”.

De acordo com Lillo, e também outro jornalista italiano – Francesco Giappichini, que nos informa no seu livro Brasile Terzo Millenio – Cachoeira começou a fazer lobby para a Gtech Corporation, empresa americana líder no mundo das lotéricas, até agosto de 2006, quando foi comprada pela italiana Lottomatica SPA por 4,7 bilhões de dólares. Na época, a Gtech era a responsável pelo sistema informatizado das apostas gerenciadas pela Caixa Econômica Federal e, depois da fusão com a Lottomatica, saiu de Wall Street para passar a coletar dinheiro na Bolsa de Milão. Outra conexão com a Itália.

Cachoeira, escreve Lillo, “queria renovar o contrato das lotéricas com a Gtech, operadora do sistema de loterias da Caixa Econômica Federal contratada durante o governo Fernando Henrique Cardoso, por um valor de uns 130 milhões de dólares”.

Com este propósito, contatou Waldomiro Diniz, já presidente da Loterj, a companhia estadual que trata das lotéricas no Rio de Janeiro e já assessor do então ministro da Casa Civil José Dirceu. O “sonho”de Cachoeira, acrescenta Giapichini, era “a conquista do mercado das apostas online”, que valem bilhões, “começando por Goiás, sua terra natal. Na década de 70, Carlinhos conseguiu estender suas atividades a Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio”.

A página 61 do livro traz o trecho mais interessante: “Na sua ascensão, Cachoeira chega finalmente a definir uma estratégia conjunta com a Gtech” e “quem abençoou o acordo entre ele e a multinacional americana foi mesmo Diniz”. Informações do Ministério Público Federal confirmam os textos dos jornalistas italianos, bem como a CPI dos Bingos.

O acordo entre Cachoeira e a Gtech foi acertado “no hotel Blue Tree, em Brasília”, no começo de 2003, enquanto Waldomiro Diniz “ajudaria na renovação do contrato da Gtech com a Caixa”. Não há dúvida de que o governo Lula criou obstáculos à atuação da dupla “Gtech-Cachoeira” – primeiro o governo vetou o decreto dos bingos e depois rompeu o contrato da multinacional com a Caixa em 2005. E é certo que ao então senador tucano Antero Paes de Barros Neto, natural de Cuiabá, Carlinhos entregou o vídeo provando a corrupção que o envolvia com Diniz.

É certo também o fato de que, em fevereiro de 2004, o semanário Época publicou o conteúdo daquele vídeo depois que Paes de Barros o entregou ao Ministério Público Federal, provocando o que a mídia local batizou como “o primeiro escândalo do governo Lula”. Provavelmente casual, mas com certeza macabro, enfim, é o fato de que Luiz França de Moura Neto, o primo do político mato-grossense, foi encontrado morto, com o rosto e as mãos queimadas, no começo de março de 2004. Certo ainda é que, em menos de dois meses, o mediador Diniz e o “bicheiro” Carlinhos foram condenados pela Justiça carioca, respectivamente, a 12 e 10 anos e meio por corrupção.

A Lottomatica comprou a Gtech em agosto de 2006 e isso, com certeza, é casualidade, mas tem outro fator relevante que interessa ao Brasil e que, uma vez mais, chega da Itália: a lavagem bilionária de dinheiro das máfias italianas em nosso país.

Para indagar sobre o tema, CartaCapital entrou em contato com o atual procurador-geral de Catânia, na Sicília, Giovanni Salvi. Há 14 anos ele era uns dos promotores mais ativos em Roma. Com a coordenação do Departamento de Investigação Antimáfia Italiano (DIA), juntamente com o colega recém-falecido Pietro Saviotti e, graças à colaboração do FBI, Salvi conseguiu documentos probatórios que mostravam como o Brasil havia se transformado na meta preferida dos mafiosos para lavar o dinheiro do tráfico internacional de drogas.

Fácil imaginar o instrumento escolhido para tanto. Os bingos eletrônicos, as máquinas caça-níqueis e, no Panamá e na Argentina, os cassinos. A operação, que na Itália levou em 1998 à prisão de 46 criminosos, passou à história como Operazione Malocchio, ou seja, Mau-Olhado, referência aos Cachoeiras do mundo. “A operação fundou-se sobre o tráfico para a Itália de várias centenas de quilos de cocaína” conta Salvi a CartaCapital. “Na chefia dessa organização estava o foragido romano Fausto Pellegrinetti, que usava o pseudônimo de Franco e trabalhava para Cosa Nostra. O Brasil foi uns dos principais países onde os lucros da droga foram aplicados, através de mediadores da Córsega, principalmente no jogo e nas máquinas caça-níqueis. Nossa fonte principal, Lillo Rosario Lauricella, mafioso de Palermo e braço direito de Pellegrinetti, abandonou nossa proteção e foi morto na Venezuela em 2002”.

Foram 17 milhões de dólares que, em 1997, a dupla Pellegrinetti-Lauricella lavou, comprando e instalando milhares e milhares de máquinas nas salas de bingo brasileiras. O mafioso siciliano Lauricella contatou a empresa ibérica Recreativos Franco por meio de Alejandro Ortiz, um brasileiro que hoje é considerado referência no mercado do jogo ibérico. Pelo menos quatro empresas nacionais entraram em parceria com o até hoje foragido Pellegrinetti, escreve Marco Lillo: a Bmt Brasil Máquinas e Tecnologia Ltda., a Dimares Distribuidora de Máquinas Recreativas Ltda., a Bingo Matic Produtos Eletrônicos Ltda. e a Startec. “Das investigações sobre essa frente”, comenta Salvi, “nada sei. A única coisa que posso dizer é que nós passamos todas as informações às autoridades brasileiras”.

 

 

Caos no transporte aperta Serra e acende HaddadCaos no transporte aperta Serra e acende Haddad Foto: Folhapress Acidente no Metrô esta semana despertou candidato do PT; "PSDB promoveu o apagão dos transportes", atacou; ex-governador tucano classificou crítica como "exploração eleitoral"; governador Alckmin e senadora Marta entraram na briga; situação é como se vê acima

19 de Maio de 2012 às 19:21

247 – A campanha eleitoral para prefeito de São Paulo, em razão, literalmente, de um acidente de percurso, começou a pegar fogo. O choque de trens ocorrido na linha 3 do Metrô,  na quarta-feira 16, teve o poder de desalinhar os discursos e colocar frente a frente, com posições diametralmente opostas, os candidatos Fernando Haddad, do PT, e José Serra, do PSDB.

Desta vez, Haddad teve reflexo político e foi o primeiro a contextualizar o acidente que não deixou vítimas fatais, mas provocou pânico e levou cerca de 100 pessoas aos hospitais da região Leste. "Tem havido cortes nos recursos de manutenção, segurança e atualização de equipamentos", disse o ex-ministro, que relacionou o choque entre uma composição e um vagão parado com o desmoronamento, em 2007, das obras da estação Pinheiros. Aquele acidente provocou a morte de sete pessoas. Em artigo ao 247, a senadora Marta Suplicy se somou às críticas do candidato. "Desde 2007, foram quase 100 panes nas linhas do metrô e 124 nas linhas ferroviárias da CTPM", contabilizou. "A verdade pura e simples é que a situação do transporte público em São Paulo é de caos completo", completou (leia artigo aqui).

De pronto, Serra, bem ao seu feitio, não quis enfrentar frontalmente a questão e procurou adequá-la ao seu discurso de superioridade. "Não faremos comentários, pois consideramos que acidentes não se prestam à exploração eleitoral". A manifestação soou como algo do tipo 'não contem comigo para debater agora as causas do ocorrido', em razão da falta de compromisso em tratar de um fato, sem dúvida, importante para a cidade. Num momento anterior, Serra, ainda timidamente, tocou de modo transverso na questão dos investimentos públicos em Transportes. "Na Cidade do México, quem faz o metrô é o governo federal. Aqui é o Estado e a Prefeitura", disse, reclamando. Haddad não ficou calado: "Lula e Dilma nunca se recusaram a atender nenhum pedido de Serra e Alckmin. É que eles não querem o governo federal em São Paulo, porque têm mentalidade tacanha".

Nas contas divulgadas pelos petistas, as últimas administrações tucanas, incluidas as de Serra no governo e na Prefeitura, entregaram 25 quilômetros de linhas. Segundo informa o jornal Folha de S. Paulo, a campanha de Serra determinou a distribuição de tabelinhas com valores de investimentos feitos pelos tucanos no Metrô e na Companhias Metropolitana de Trens Urbanos como munição para rebater os ataques petistas.

Nessa briga, o governador Geraldo Alckmin resolveu entrar de sola. "O PT não colocou nenhum centavo no sistema de transportes de São Paulo. Nenhum centavo", repetiu. "O PT só tem crítica e aleivosias como essa". Ele adotou a seguinte linha de argumentação: "Lamento que a política venha para essa baixeja eleitoral. [É uma tentativa] de tirar casquinha de quem não contribui com nada para o sistema metroferroviário", disse.

A guerra de números, de adjetivos e de propostas promete ser um dos temas dominantes da campanha, talvez o principal.



 

19 de Maio de 2012 - 19h24

Paulo Henrique Amorim: O Barão de Itararé é a nossa ANJ

 

Noite fria, um bom vinho e show do grupo de chorinho de Luis Nassif. Esse foi o cenário que reuniu cerca de 150 pessoas no Restaurante Villa Tavola, na Avenida 13 de maio, São Paulo, para comemorar o aniversário de dois anos do Centro de Mídia Barão de Itararé.


Em entrevista ao Vermelho, Altamiro Borges, presidente do Barão de Itararé, falou que a entidade completa dois anos com um balanço muito positivo. “Penso que o Barão conseguiu se firmar, se projetou e ganhou respeitabilidade. Acho que isso tem muito a ver com a filosofia de sempre somar, sem vícios partidistas, exclusivistas e sectários”.

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O Barão cumpre seu papel na luta pela democratização, diz Severo

Altamiro, que também é secretário Nacional para Assuntos de Mídia do Partido Comunista do Brasil, disse que esses resultados são fruto de uma ação aglutinadora que fez do atual grupo o combustível construir e levar o Barão a este patamar.

“Essa unidade do Barão tem muito a ver com o time que se formou um grupo plural e com muita vontade de fazer uma comunicação diferente. Além disso, acho que as atividades desenvolvidas pelo Centro também estão na base do nosso amadurecimento. Então, os cursos, seminários debates, encontro de blogueiros, participação em campanhas, banda larga, TV Cultura foram fundamentais para nosso crescimento”, disse Altamiro.

Ele acrescenta que com esse posicionamento agregador, que ao mesmo tempo é dinâmico, foi possível cimentar ainda mais as propostas pensadas há dois anos. “Avançamos muito, estamos mais maduros. Porém, penso que ainda temos um longo caminho pela frente. Exemplo: precisamos investir mais na parte de formação de novos comunicadores, precisamos estreitar relação com as rádios e televisões comunitárias e fortalecer nossa estrutura enquanto entidade”, finaliza o dirigente.

A jornalista Maria Inês Nassif, que compõe o Conselho Consultivo da entidade, compareceu ao evento e destacou o papel singular do Barão na construção de uma esfera política ampla e democrática. “Componho o Barão desde sua origem. E por ter assumido um papel organizativo, os debates empreendidos no interior da blogosfera se tornaram férteis e com resultados proposições concretas”.

Ela frisou que “o papel do Barão foi de alguma forma tornar orgânica essa rede de colaboradores, que é uma rede que defende uma liberdade de imprensa, uma liberdade para todos. Ou seja, uma liberdade que visa garantir o acesso de todos à informação e dar a possibilidade de todos emitirem a sua opinião”.

Rodrigo Viana, que é diretor de Comunicação do Centro, concorda e lembra que o Barão de Itararé não nasceu por acaso.

“O Barão não nasceu em um ano qualquer, nasceu em 2010. Um ano eleitoral, no qual, do meu ponto de vista, vivemos a maior batalha no interior do setor de comunicação no Brasil. Esse Centro foi aglutinador, mas ao mesmo tempo sistematizou o intercâmbio entre sites que já estavam por aí. Além disso, o Barão organizou os dois encontros de blogueiros, bem como diversos debates. Tudo isso com um único objetivo, estimular a crítica aos meios de comunicação no Brasil e contribuir para a luta pela democratização da comunicação no país”, explica o jornalista.

“Blogueiros Sujos”

O jornalista Paulo Henrique Amorim também prestigiou a entidade e destacou que o Centro de Mídia desempenha um papel extremamente importante que é o dar voz, visibilidade a uma comunidade cada vez mais importante para o ambiente jornalístico e do ambiente político brasileiro, que são os blogueiros sujos.

“O Barão é a nossa ANJ, é a nossa Associação Brasileira de Imprensa, o nosso Supremo Tribunal Federal. Uso a expressão blogueiros sujos com muito orgulho, porque foi assim que o José Serra nos chamou. E ele é um adversário político nosso. O Serra é contra a independência da mídia, é contra essa corrente avassaladora que corre em defesa da liberdade de expressão no Brasil”, alerta o jornalista.

Marco regulatório


NA oportunidade, Altamiro Borges explicou como andam as movimentações sobre a consulta pública do novo marco regulatório.

“O Barão, bem como as demais entidades que lutam pela democratização da mídia, está aguardando à consulta pública que foi sinalizada pelo Ministério das Comunicações. Se a consulta sair, avalio que ela virá em um ambiente muito favorável. Ou seja, a presidente Dilma está em sua melhor fase, pois ela deixa de ser pautada pela mídia e passa a pautá-la, exemplo disso foi sua postura em relação aos bancos e à Comissão da Verdade. E por outro lado, essa mídia conservadora vive a sua pior fase, o caso da Veja retrata bem este cenário”, reflete o dirigente.

Eduardo Guimarães, editor do Blog da Cidadania, endossa e destaca que a atual conjuntura é sina de novos tempos. “O processo da CPI do Cachoeira e sua repercussão nas redes sociais ratifica todo o trabalho empreendido pelos que lutam por uma mídia não golpista. A grande mídia, em especial a Revista Veja, esta incomodada com as mobilizações ocorridas na rede. De fato vivemos um novo cenário, e a Revista Veja tem sentido isso na pele nas duas últimas semanas. Visto que, torna-se o assunto mais comentado, só que de forma negativa”, finaliza.

De São Paulo, da Redação do Vermelho Joanne Mota

 

 

Mundo

18/05/12 | 14:43 - No SUL21

 

 

EUA querem propor programa de combate à pobreza para os Brics

 

Da Redação

 

O presidente dos EUA, Barack Obama, deve anunciar ainda nesta sexta-feira (18) uma ação coordenada entre as iniciativas pública e privada para ajudar 50 milhões de pessoas que vivem na pobreza nos países em desenvolvimento. O objetivo é colaborar com a distribuição de alimentos nesses países.

 

A iniciativa ocorre no momento em que os presidentes e primeiros-ministros do G8 (EUA, Canadá, Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia) se reúnem em Camps David (residência oficial do presidente norte-americano), a pouco mais de 100 quilômetros de Washington.

 

A ação anunciada por Obama é denominada Nova Aliança para a Segurança Alimentar e Nutricional e será implementada ao longo de dez anos, por meio de uma série de medidas. A iniciativa deve reunir 45 empresas privadas. Uma das propostas é investir três milhões de dólares para incentivar as atividades dos pequenos agricultores de países pobres.

 

Em 2009, quando o G8 prometeu mais de 20 bilhões de dólares para um período de três anos, líderes disseram que o objetivo era melhorar o acesso aos alimentos para os africanos e outros povos atingidos pela alta de preços e pelos problemas da economia mundial.

 

Com informações do Opera Mundi


 

"EUA querem propor programa de combate à pobreza para os Brics"

Lições de um país onde não há pobreza. Por isso alguns ainda babam no colo do tio Sam.

 

19/05/2012 - No Blog das Frases

O algoz quer equivalência com as vítimas

Nesta terça-feira, dia 22, a Comissão da Anistia julgará um dos casos mais desconcertantes do ciclo da ditadura militar brasileira: o caso do Cabo Anselmo. José Anselmo dos Santos, um dos líderes da mobilização dos marinheiros nos anos 60, e depois um traidor convicto, que admite ter sido responsável pela prisão ou morte de cerca de 200 militantes políticos, inclusive a morte da própria companheira, Soledad Viedma --que entregou ao aparato repressivo, grávida de sete meses, tendo sido executada com mais cinco militantes em Pernambuco, em janeiro de 1973-- agora quer uma reparação do Estado.

Anselmo reivindica o direito à aposentadoria militar pela Marinha. No momento em que o governo instala uma Comissão da Verdade e algumas vozes na mídia - e na própria comissão - tentam vaporizar a história brasileira, dissolvendo-a em uma fornalha de suposta equivalência entre os dois lados do conflito que marcou a ditadura militar, esse pode ser um julgamento referencial.

A Comissão de Anistia tem a responsabilidade de delimitar claramente o campo histórico e dentro dele distinguir as forças que perfilaram como algozes, daquelas que tombaram como vítimas, na resistência à opressão e à injustiça.

Órgãos de imprensa que cederam viaturas à repressão nos anos de chumbo ecoam a tese da diluição em causa própria. Infelizmente, não foram os únicos a acolchoar a infra-estrutura dentro da qual gritos foram sufocados, corpos foram moídos e a democracia asfixiada.

Em entrevista ao programa Roda-Viva, da TV Cultura, em outubro de 2011, Anselmo afirmou que não se arrepende de nada. Mas reclamou da situação financeira, só mitigada, disse, pela ajuda que recebe até hoje de um grupo de empresários - faltou perguntar se é solidariedade espontânea ou compra de silêncio.

Postado por Saul Leblon às 21:21

 

 

há 7 horas por Sem Fronteiras - Na Terra Magazine Garganta-profunda à solta no Vaticano e Santa Sé quer instauração de processos criminais

 

Papa e secretário vítimas de cartas furtadas e publicadas A assessoria de imprensa da Santa Sé acaba de anunciar que acionará a Justiça para processar criminalmente, por furto, receptação e divulgação de documentos reservados, o jornalista Gianluigi Nuzzi, autor do livro intitulado “Sua Santidade”. Nesse livro, –que é um lançamento da editora Chiarelettere–, estão publicados documentos classificados como sigilosos pela Santa Sé e, também, cartas recebidas pelo papa Bento XVI e o seu jovem secretário particular e grande tenista, monsenhor Georg Gaenswein. Diante de recentes fugas de notícias, — incluída a informação de um alto prelado de que Ratzinger seria em breve assassinado–, o papa resolveu constituir uma comissão de investigação e designou o cardeal Julian Herranz para a sua presidência. Essa Comissão dirigida por Herranz, pelo que se verifica dos documentos e cartas publicadas no livro de Gianluigi Nuzzi, está longe de descobrir o “Deep Troat” do Vaticano, ou seja, o “Garganta Profunda” que, na década de 1970, repassava inforções da Casa Branca, no caso Watergate. Também não inibiu as fugas de noticiais que circulam, secretamente, pelos gabinetes vaticanos.  Uma das cartas do livro diz respeito ao chamado “escândalo Buffo”, diretor da publicação denominada Avvenir, pertencente à Confederação dos Bispos de Roma. Dino Boffo, jornalista e católico, era o diretor-responsável do diário Avvenire. Uma carta, vazada do Vaticano e publicada no jornal do então premier Berlusconi (à época sob ataque do Avvenire por suas orgias), apontava Boffo como homossexual envolvido com um homem casado e com protestos da esposa. O Il Giornale, –do irmão-laranja de Berlusconi–, quis mostrar, com a publicação do “escândalo Boffo”, que a Igreja, pelo diretor do Avvenire, também tinha “teto de vidro” com relação a escândalos sexuais. Boffo afirmou que se tratava de fato falso, demitiu-se da direção do Avvenire. A Conferência dos Bispos, pelo cardeal Bagnasco, aceitou a demissão com nota de confiar em Boffo e de sentir muito essa sua decisão pessoal e irrevogável  de deixar a direção do Avvenire. O livro “Sua Santidade” já é um recordista de vendas e estão sendo preparadas edições em várias línguas. A Santa Sé e o papa Ratzinger imaginavam um período de tranquilidade na mídia. Isso depois da exumação e remoção, da Basílica de  Santo Apolinário, do corpo de um dos “capi” da organização criminosa romana denominada Banda da Magliana ( a imprensa brasileira, erradamente, noticiou que se tratava de um mafioso). O papa Ratzinger e a Santa Sé não esperavam o livro de Gianluigi Nuzzi, anunciado, com destaque especial, pelo jornal Corriere della Sera. Assim, a Santa Sé se viu obrigada, pela assessoria de imprensa, a contra-atacar e a  falar de furtos de documentos, receptações e quejandos. Pano rápido. Que o Senhor se apiede de certas almas. E também das nossas, caro leitor. –Wálter Fanganiello Maierovitch–