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Fora de Pauta

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Desculpe-me o e-mail mas quero permanecer anônimo.

 

E não é que a Veja-Mudoch também "engole" plural.

 

O aposentado Humberto Maços Guimarães participou de uma partida de futebol entre ex-funcionário [O plural foi "engolido" : ex-funcionárioS ] do colégio onde o humorista Marcius Melhem estudou. Já no vestiário da escola, sofreu um ataque cardíaco fulminante e morreu.

http://veja.abril.com.br/noticia/celebridades/figurante-morre-apos-grava...

Seria interessante ver uma partida de futebol "entre ex-funcionário". Eu nunca tive oportunidade e esta notícia me deixou muito curioso. Será que a Óia-Murdoch tem o vídeo? 

 

 

 

 

O “Projeto Indonésia” do WWF

Para assegurar a decantada sustentabilidade, a população mundial deveria se contentar em desfrutar dos níveis de vida médios dos cidadãos da Indonésia. A proposta, por mais surreal que pareça, está contida no mais recente manifesto do Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o relatório “Planeta Vivo 2012: a caminho da Rio+20″, lançado em 15 de maio último. O documento é mais um de uma longa série divulgada pela ONG ambientalista número um do planeta, no cumprimento de seu papel de lançadora das diretrizes ideológicas seguidas pelo movimento ambientalista internacional.

O documento é outra atualização, na linha do que o WWF vem enfatizando nos últimos anos, a de que o consumo atual da população mundial já excede a capacidade do planeta e, se mantido, em 2030, nem dois planetas seriam suficientes para atender às necessidades globais. Em 2050, afirma o texto, quando a população mundial atingir 9 a 10 bilhões de pessoas, seriam necessárias três Terras.

Para que nenhuma pessoa sensível tenha que ler as 162 páginas do relatório (somente o sumário executivo preparado para a mídia tem 38), a sua essência pode ser apreciada em duas passagens. A primeira sugere nada menos que o banimento quase total do uso de combustíveis fósseis, até 2050, afirmando que poderiam ser substituídos por um grande aumento do uso de fontes eólicas, solares e outras do gênero. A segunda sintetiza toda a ideologia misantrópica e exclusivista dos mentores do ambientalismo internacional:

Se todos vivessem como um morador típico dos EUA, seriam necessários 4 planetas Terra para regenerar a demanda anual da Humanidade imposta à natureza… se a Humanidade vivesse como um habitante comum da Indonésia, apenas 2/3 da biocapacidade do planeta seriam consumidos.

Aí está, sem rodeios, a proposta do WWF e seus pares ambientalistas e malthusianos para o futuro do planeta: converter-se numa grande Indonésia. E, com todo o respeito ao valoroso povo daquele país, que ainda não tem sete décadas de vida independente (sendo 53 anos sob duas ditaduras militares) e enfrenta enormes desafios para promover o desenvolvimento da quarta maior população do mundo, dividida em milhares de ilhas, tanto a Indonésia como o restante da Humanidade merecem uma perspectiva melhor que a referência de desenvolvimento dos valorosos defensores do meio ambiente. Para ficarmos apenas num indicador clássico de desenvolvimento e bem-estar, o consumo per capita de eletricidade, o nível da Indonésia em 2009 era de apenas 609 kWh/hab.ano, apenas 22% da média mundial (2.729 kWh) e não mais que 82% da média asiática sem a China (741 kWh). E, certamente, não será recorrendo às fontes eólicas e solares, que os indonésios conseguirão elevar-se ao nível considerado como mínimo necessário para as necessidades de sociedades modernas, na casa dos 3.000 kWh.

Alguns dados adicionais sobre a Indonésia reforçam o surrealismo da proposta do WWF:

- IDH (2011): 0,617 (124° no mundo, considerado médio; para comparação, o do Brasil é 0,718);

- mortalidade infantil: 26,9/1.000 nascimentos (mais de três vezes superior à média dos países industrializados).

- acesso à água potável: atende a 80% da população;

- acesso ao saneamento básico: atende a 52% da população.

Ademais, em mais uma demonstração de que o aparato “verde” está inserido na estratégia hegemônica do Establishment oligárquico, o manifesto do WWF ignora solenemente o principal fator de “insustentabilidade” do planeta, o sistema financeiro internacional em sua presente forma, quase totalmente desvinculada das economias físicas e das necessidades reais das populações de todo o planeta.

http://www.alerta.inf.br/o-projeto-indonesia-do-wwf/

 

Brasileiro arrebenta no America's Got Talent.

O humilde enfermeiro brasileiro Luiz Meneghin, pai de família radicado há dezenova anos em Utah, EUA, e que canta ópera para sues pacientes no hospital onde trabalha, põe a platéia de um dos mais famosos shows de calouros do mundpo aplaudindo de pé sua versão de Nessun Dorma, de Turandot, e é comparado à Susan Boyle pelo jornal. The Salt Lake Tribune..

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=8dNvi4apE8s#!

 

Star Wars - 35 anos

Star Wars (Guerra nas Estrelas) é o título de uma space opera americana que foi transformada em uma série de seis filmes de ficção científica escritos por George Lucas.

O primeiro filme da série foi lançado originalmente pela 20th Century Fox em 25 de maio de 1977 sob o título Star Wars, tornando-se um fenômeno mundial de cultura popular. Foi acompanhado por duas sequências, Empire Strikes Back e Return of the Jedi, lançadas em intervalos de três anos. Dezesseis anos depois da exibição do último filme teve início uma nova trilogia, mais uma vez lançada em intervalos de três anos, com o último filme sendo lançado em 19 de maio de 2005.

Em 2008, a soma arrecadada pelos seis filmes Star Wars totalizava aproximadamente 4,41 bilhões de dólares, fazendo desta a terceira série cinematográfica mais lucrativa de todos os tempos, atrás apenas dos filmes Harry Potter e James Bond. Como subprodutos surgiram também uma franquia literária, uma série de jogos eletrônicos e desenhos animados (incluindo inúmeros prelúdios, sequências e adaptações literárias).
(Wikipedia)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Star_Wars

Abertura do filme, narrado pelo Francisco Millani:

 

Nassif:

Não sei se alguém já postou ou se é este o lugar certo para isso.

O fato é que no Viomundo há uma chamada para contribuição ao custeio popular da distribuição gratuita  do livro "A Privataria Tucana".

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/privataria-popular-precisa-de-r-50-mil-para-tirar-1-milhao-de-copias.html

Se os frequentadores dos blog sujos (Nassif, PHA, Viomundo, Rodrigo, Eduardo, etc.) doarem cada um uns R$ 2 ou 3 reais, certamente o valor necessário será alcançado (só aqui mais de 20 mil? cadastrados?).

Acho que é uma causa relevante para a liberdade, diversidade e necessidade de informação, já que a mírdia camufla, abafa e esconde o livro.

Não valeria a pena divulgar?

 

As futuras gerações e o “Princípio da Precaução”

O autor é arcebispo de Trieste, presidente da Comissão Caritas in Veritate do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e presidente do Observatório Internacional Cardeal Van Thuan sobre a Doutrina Social da Igreja. Artigo divulgado pela agência Zenit (Tradução de Leandro Batista).

A aplicação de políticas de cuidados com o meio ambiente também está relacionada à nossa responsabilidade frente às novas gerações. Também este aspecto qualifica o problema em sentido moral.

Há um princípio na Doutrina Social da Igreja que se chama “destino universal dos bens”, segundo o qual todos os bens da Criação estão destinados a todos, incluindo nossos filhos e netos. Há, portanto, um dever de deixar-lhes como herança um ambiente habitável e que eles possam, por sua vez, se humanizar e trabalhar para o seu próprio desenvolvimento. Mas é necessário entender corretamente esta questão.

Não devemos pensar que deixamos aos nossos filhos a natureza tal como nós a encontramos, nem devemos pensar em deixá-la completamente devastada e contaminada de um modo irreversível – tratam-se de dois extremos incorretos. Nós devemos manejar a natureza adequadamente, para torná-la apta à satisfação das necessidades de um desenvolvimento autenticamente humano e deixá-la em tal modo que nossos sucessores também o possam fazer. Uma natureza intacta não serve a ninguém. Não é esta a sua vocação. Muitas teorias atuais são contrárias ao desenvolvimento em si mesmo, falam de crescimento negativo e querem interromper um certo tipo de desenvolvimento para substituí-lo por outro.

Prefeririam que a Humanidade voltasse atrás, a uma sociedade natural, fundada na austeridade, no autoconsumo, no intercâmbio com a natureza. Essas ideologias querem deixar a natureza tal como está e mostram, portanto, uma grande falta de confiança no homem, na sua criatividade e na sua inteligência. Muitos outros denunciam a superpopulação como a principal fonte de danos ambientais; tentam limitar os nascimentos, sobretudo em países pobres, porque pensam que a natureza, para suportar tal massa de habitantes, sofreriria uma degradação irreversível. Houve, e ainda há, muitas previsões catastróficas sobre o destino do planeta como consequência da “superpopulação”, que embasaram políticas neomalthusianas de contenção de nascimentos por meio do uso de anticoncepcionais distribuídos em massa ou, mesmo, com a defesa do aborto. Há aqui alguns exemplos muito negativos de ideologias ambientalistas, que terminam agredindo a Humanidade, em vez de promover o desenvolvimento.

A nossa responsabilidade para com as futuras gerações não implica na promoção de políticas desse tipo. Existem na Terra recursos para alimentar aos muitos bilhões de pessoas, caso haja vontade de cultivar a Criação com sabedoria. Essas ideologias absolutizam a natureza, esquecendo-se que esta é para o homem, e não acreditando que o homem a deva gerir e administrá-la sabiamente – e não apenas conservar, como em um museu. Neste sentido, não são verdadeiramente responsáveis em relação às gerações futuras – as que, antes de mais nada, têm interesse em existir, sem ser previamente anuladas para a salvaguarda de supostos equilíbrios naturais. As políticas ambientais necessitam estar bem informadas para ser eficazes e a fonte de informações nesta área, por excelência, é a ciência. Entretanto, a ciência nem sempre fornece informações completas e exaustivas: às vezes, os cientistas estão influenciados pelas ideologias e pelos interesses políticos, e eis o porque de todo político, principalmente os políticos católicos – porque sua fé os defende mais contra tais ideologias -, dever saber gerir com prudência e sabedoria as informações que vêm das ciências.

Os dados sobre a contaminação atmosférica motivam até as políticas comerciais. Os estudos que se referem ao suposto “buraco” na camada de ozônio exigem intervenções nas emissões de carbono; os relatórios sobre o aquecimento global pedem investimentos que oneram a indústria; as pesquisas sobre o aumento da população clamam por políticas demográficas; e assim por diante. Parece que a política depende da ciência, mas na verdade a ciência é pouco confiável e é orientada ideologicamente pela política. O IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas] da ONU, por exemplo, tem seguido fielmente as previsões de aquecimento global. As previsões de “superpopulação insustentável” estão equivocadas: há muitos casos de erros e incertezas da ciência. Portanto, a política deve levar em conta a ciência, mas não deve depender dela cegamente. É necessária, em nossa sociedade, a consciência do risco que pressupõe que os especialistas nem sempre são confiáveis e que é sempre possível criar um novos problemas por meio de intervenções incorretas. Certas políticas ambientais equivocadas criam novos riscos ambientais, e um exemplo disto é o chamado “Princípio da Precaução”, criado em referência a possíveis riscos ambientais.

Os progressos das ciências e das técnicas da natureza, a extraordinária capacidade de que o homem dispõe no campo da biotecnologia, a presença de muitos “ecologismos” ideológicos e a carência no campo da ecologia natural permitiram “uma perigosa agressividade frente à natureza, incluída a pessoa humana” – com a resultante experimentação aguda de múltiplas situações de risco. Tal risco é percebido fortemente pela opinião pública, já que enquanto a ciência atua e permite resolver situações críticas – como enfermidades outrora incuráveis -, ao mesmo tempo, revela a incerteza e a ambivalência no seu próprio caminho rumo aos descobrimentos. Enquanto ilumina, explica e permite dominar e também obscurece, inquieta e nos deixa perdidos.

A natureza se faz mais complexa, assim como a sociedade, o saber se fragmenta e quase se pulveriza em muitos e pequenos campos, a natureza e a sociedade de integram progressivamente e muitas vezes se ligam indissoluvelmente: tudo isto não permite ver com clareza os riscos reais. A intervenção no DNA abre novas possibilidades de cura para enfermidades genéticas, mas, ao mesmo tempo, abre horizontes inquietantes sobre a possibilidade de selecionar a Humanidade futura em laboratório. As previsões se tornam impossíveis e a ciência, que no projeto moderno deveria garantir a segurança contra a violência e a imprevisibilidade da natureza, se converte, ela mesma, em fonte de segurança e ânsia pelo nosso futuro.

Frente a essa nova percepção do risco, o pensamento contemporâneo criou o “Princípio da Precaução”, segundo o qual antes de empreender uma operação de alto risco sobre a natureza e, em situação de insegurança resultante da carência de informações científicas e/ou dados sobre as consequências, devem-se assumir as consequências do teste. Se até agora o ônus da prova era assumido por quem defendia o “não atuar” contra a natureza, com o “Princípio da Precaução”, as consequências passaram a ser imputadas a quem decide agir. Quem atua contra a natureza deveria tutelar preventivamente a prova de risco. O “Princípio da Precaução” é uma coisa distinta da prudência e, também, do “princípio da responsabilidade”. Em um certo sentido, a atuação humana se coloca em situações complexas e incertas. São justamente a contingência e a complexidade da realidade concreta, na qual estamos convidados a atuar, que colocam em julgamento a virtude da prudência.

O que diferencia o “Princípio da Precaução” da avaliação prudente? O que está em questão aqui não é apenas a responsabilidade pelas consequências, mas a demonstração da impossibilidade de tais perigos. Portanto, isto é impossível por dois motivos: um deles está ligado às características da ação humana enquanto tal, e o outro está vinculado à ação humana no atual contexto da complexidade. É impossível prever todas as consequências de uma ação, qualquer que seja. E se alguém quisesse avaliar todas as consequências, jamais agiria. Todavia, atualmente, tal impossibilidade é ainda maior, devido à complexidade das intervenções humanas sobre a natureza e pelo fato de em cada intervenção se abrirem infinitas possibilidades de risco, em uma rede impossível de se controlar, com a possibilidade de que eventuais consequências negativas tornem a emergir com a distância do tempo, e de uma forma imprevisível, depois de permanecerem ocultas por um longo período.

O juízo prudencial se baseia na pressuposição da responsabilidade por parte do sujeito agente. Pressuposição de responsabilidade de dois tipos: sobre a conformidade da ação com a lei moral universal e sobre as consequências do bem resultante de tal ação. O “Princípio da Precaução”, em vez disso, não se fundamenta sobre a pressuposição da responsabilidade, mas sobre a demonstração de que as consequências não serão perigosas. Além de arriscar um bloqueio da ação, o princípio poderia condicionar a ação humana à obrigação de demonstrar a bondade das ações, baseando-se na não periculosidade das consequências.

Para evitar esses aspectos pouco convincentes do “Princípio da Precaução”, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja o aceita, mas precisa as suas características. O “Princípio da Precaução”, diz o Compêndio, não é “uma regra para se aplicar, mas uma orientação dirigida à gestão de situações de insegurança”. Mas não é uma regra de aplicação, quer dizer, não aplicável de maneira rígida, mas que se assume como uma necessidade geral de segurança, dada a grande potência dos instrumentos que temos à mão.

É uma espécie de “mexer com cuidado”. O que conta, em todo caso, é que o Compêndio não o considera uma regra moral à qual se deve ater obrigatoriamente. Isto, além do mais, “manifesta a exigência de uma decisão provisória e modificável, com base em novas informações que venham a ser recolhidas”. Trata-se, em outras palavras, de uma espécie de método de tentativa e erro – um método, e não uma norma moral vinculante.

Entre os riscos que o “Princípio de Precaução” deve ter em conta, proporcionalmente, está também o risco derivado da decisão negativa – “por exemplo, a decisão de não intervir”. Isto é importante, para evitar que o “Princípio da Precaução” seja usado como desculpa para a não intervenção – ou carregado de motivações ideológicas abstencionistas.

O “Princípio da Precaução”, de fato, pode ser instrumentalizado por algumas ideologias ambientalistas descritas acima, sobretudo, as que se movem pelo pessimismo em relação ao homem. Estas observações sobre o “Princípio da Precaução” são muito importantes para o católico que atua na política. Este deve fazer escolhas marcadas pelo princípio da responsabilidade moral e estar atento ao fato de que, muitas vezes, o “Princípio da Precaução” é uma forma de inação e, portanto, de evitar toda a responsabilidade moral. O fato de que ele tem muitos aspectos ideológicos é comprovado, na medida em que os seus partidários não o aplicam, todavia, no campo da bioética, ou em relação à simples possibilidade de que os embriões sejam novas vidas humanas em seus primeiros estágios de desenvolvimento. Em tais casos, os adeptos do “Princípio da Precaução”, simplesmente, se calam

http://www.alerta.inf.br/as-futuras-geracoes-e-o-principio-da-precaucao/

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.

(minha observação; a Ciência  não tem juizo de valor. Tem cientistas éticos e não éticos. O perigo é quando cientistas não éticos se associam com políticos e interesses financeiros que transcendem a falta de ética passando a lesa humanidade).

 

As futuras gerações e o “Princípio da Precaução”

O autor é arcebispo de Trieste, presidente da Comissão Caritas in Veritate do Conselho das Conferências Episcopais da Europa (CCEE) e presidente do Observatório Internacional Cardeal Van Thuan sobre a Doutrina Social da Igreja. Artigo divulgado pela agência Zenit (Tradução de Leandro Batista).

A aplicação de políticas de cuidados com o meio ambiente também está relacionada à nossa responsabilidade frente às novas gerações. Também este aspecto qualifica o problema em sentido moral.

Há um princípio na Doutrina Social da Igreja que se chama “destino universal dos bens”, segundo o qual todos os bens da Criação estão destinados a todos, incluindo nossos filhos e netos. Há, portanto, um dever de deixar-lhes como herança um ambiente habitável e que eles possam, por sua vez, se humanizar e trabalhar para o seu próprio desenvolvimento. Mas é necessário entender corretamente esta questão.

Não devemos pensar que deixamos aos nossos filhos a natureza tal como nós a encontramos, nem devemos pensar em deixá-la completamente devastada e contaminada de um modo irreversível – tratam-se de dois extremos incorretos. Nós devemos manejar a natureza adequadamente, para torná-la apta à satisfação das necessidades de um desenvolvimento autenticamente humano e deixá-la em tal modo que nossos sucessores também o possam fazer. Uma natureza intacta não serve a ninguém. Não é esta a sua vocação. Muitas teorias atuais são contrárias ao desenvolvimento em si mesmo, falam de crescimento negativo e querem interromper um certo tipo de desenvolvimento para substituí-lo por outro.

Prefeririam que a Humanidade voltasse atrás, a uma sociedade natural, fundada na austeridade, no autoconsumo, no intercâmbio com a natureza. Essas ideologias querem deixar a natureza tal como está e mostram, portanto, uma grande falta de confiança no homem, na sua criatividade e na sua inteligência. Muitos outros denunciam a superpopulação como a principal fonte de danos ambientais; tentam limitar os nascimentos, sobretudo em países pobres, porque pensam que a natureza, para suportar tal massa de habitantes, sofreriria uma degradação irreversível. Houve, e ainda há, muitas previsões catastróficas sobre o destino do planeta como consequência da “superpopulação”, que embasaram políticas neomalthusianas de contenção de nascimentos por meio do uso de anticoncepcionais distribuídos em massa ou, mesmo, com a defesa do aborto. Há aqui alguns exemplos muito negativos de ideologias ambientalistas, que terminam agredindo a Humanidade, em vez de promover o desenvolvimento.

A nossa responsabilidade para com as futuras gerações não implica na promoção de políticas desse tipo. Existem na Terra recursos para alimentar aos muitos bilhões de pessoas, caso haja vontade de cultivar a Criação com sabedoria. Essas ideologias absolutizam a natureza, esquecendo-se que esta é para o homem, e não acreditando que o homem a deva gerir e administrá-la sabiamente – e não apenas conservar, como em um museu. Neste sentido, não são verdadeiramente responsáveis em relação às gerações futuras – as que, antes de mais nada, têm interesse em existir, sem ser previamente anuladas para a salvaguarda de supostos equilíbrios naturais. As políticas ambientais necessitam estar bem informadas para ser eficazes e a fonte de informações nesta área, por excelência, é a ciência. Entretanto, a ciência nem sempre fornece informações completas e exaustivas: às vezes, os cientistas estão influenciados pelas ideologias e pelos interesses políticos, e eis o porque de todo político, principalmente os políticos católicos – porque sua fé os defende mais contra tais ideologias -, dever saber gerir com prudência e sabedoria as informações que vêm das ciências.

Os dados sobre a contaminação atmosférica motivam até as políticas comerciais. Os estudos que se referem ao suposto “buraco” na camada de ozônio exigem intervenções nas emissões de carbono; os relatórios sobre o aquecimento global pedem investimentos que oneram a indústria; as pesquisas sobre o aumento da população clamam por políticas demográficas; e assim por diante. Parece que a política depende da ciência, mas na verdade a ciência é pouco confiável e é orientada ideologicamente pela política. O IPCC [Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas] da ONU, por exemplo, tem seguido fielmente as previsões de aquecimento global. As previsões de “superpopulação insustentável” estão equivocadas: há muitos casos de erros e incertezas da ciência. Portanto, a política deve levar em conta a ciência, mas não deve depender dela cegamente. É necessária, em nossa sociedade, a consciência do risco que pressupõe que os especialistas nem sempre são confiáveis e que é sempre possível criar um novos problemas por meio de intervenções incorretas. Certas políticas ambientais equivocadas criam novos riscos ambientais, e um exemplo disto é o chamado “Princípio da Precaução”, criado em referência a possíveis riscos ambientais.

Os progressos das ciências e das técnicas da natureza, a extraordinária capacidade de que o homem dispõe no campo da biotecnologia, a presença de muitos “ecologismos” ideológicos e a carência no campo da ecologia natural permitiram “uma perigosa agressividade frente à natureza, incluída a pessoa humana” – com a resultante experimentação aguda de múltiplas situações de risco. Tal risco é percebido fortemente pela opinião pública, já que enquanto a ciência atua e permite resolver situações críticas – como enfermidades outrora incuráveis -, ao mesmo tempo, revela a incerteza e a ambivalência no seu próprio caminho rumo aos descobrimentos. Enquanto ilumina, explica e permite dominar e também obscurece, inquieta e nos deixa perdidos.

A natureza se faz mais complexa, assim como a sociedade, o saber se fragmenta e quase se pulveriza em muitos e pequenos campos, a natureza e a sociedade de integram progressivamente e muitas vezes se ligam indissoluvelmente: tudo isto não permite ver com clareza os riscos reais. A intervenção no DNA abre novas possibilidades de cura para enfermidades genéticas, mas, ao mesmo tempo, abre horizontes inquietantes sobre a possibilidade de selecionar a Humanidade futura em laboratório. As previsões se tornam impossíveis e a ciência, que no projeto moderno deveria garantir a segurança contra a violência e a imprevisibilidade da natureza, se converte, ela mesma, em fonte de segurança e ânsia pelo nosso futuro.

Frente a essa nova percepção do risco, o pensamento contemporâneo criou o “Princípio da Precaução”, segundo o qual antes de empreender uma operação de alto risco sobre a natureza e, em situação de insegurança resultante da carência de informações científicas e/ou dados sobre as consequências, devem-se assumir as consequências do teste. Se até agora o ônus da prova era assumido por quem defendia o “não atuar” contra a natureza, com o “Princípio da Precaução”, as consequências passaram a ser imputadas a quem decide agir. Quem atua contra a natureza deveria tutelar preventivamente a prova de risco. O “Princípio da Precaução” é uma coisa distinta da prudência e, também, do “princípio da responsabilidade”. Em um certo sentido, a atuação humana se coloca em situações complexas e incertas. São justamente a contingência e a complexidade da realidade concreta, na qual estamos convidados a atuar, que colocam em julgamento a virtude da prudência.

O que diferencia o “Princípio da Precaução” da avaliação prudente? O que está em questão aqui não é apenas a responsabilidade pelas consequências, mas a demonstração da impossibilidade de tais perigos. Portanto, isto é impossível por dois motivos: um deles está ligado às características da ação humana enquanto tal, e o outro está vinculado à ação humana no atual contexto da complexidade. É impossível prever todas as consequências de uma ação, qualquer que seja. E se alguém quisesse avaliar todas as consequências, jamais agiria. Todavia, atualmente, tal impossibilidade é ainda maior, devido à complexidade das intervenções humanas sobre a natureza e pelo fato de em cada intervenção se abrirem infinitas possibilidades de risco, em uma rede impossível de se controlar, com a possibilidade de que eventuais consequências negativas tornem a emergir com a distância do tempo, e de uma forma imprevisível, depois de permanecerem ocultas por um longo período.

O juízo prudencial se baseia na pressuposição da responsabilidade por parte do sujeito agente. Pressuposição de responsabilidade de dois tipos: sobre a conformidade da ação com a lei moral universal e sobre as consequências do bem resultante de tal ação. O “Princípio da Precaução”, em vez disso, não se fundamenta sobre a pressuposição da responsabilidade, mas sobre a demonstração de que as consequências não serão perigosas. Além de arriscar um bloqueio da ação, o princípio poderia condicionar a ação humana à obrigação de demonstrar a bondade das ações, baseando-se na não periculosidade das consequências.

Para evitar esses aspectos pouco convincentes do “Princípio da Precaução”, o Compêndio da Doutrina Social da Igreja o aceita, mas precisa as suas características. O “Princípio da Precaução”, diz o Compêndio, não é “uma regra para se aplicar, mas uma orientação dirigida à gestão de situações de insegurança”. Mas não é uma regra de aplicação, quer dizer, não aplicável de maneira rígida, mas que se assume como uma necessidade geral de segurança, dada a grande potência dos instrumentos que temos à mão.

É uma espécie de “mexer com cuidado”. O que conta, em todo caso, é que o Compêndio não o considera uma regra moral à qual se deve ater obrigatoriamente. Isto, além do mais, “manifesta a exigência de uma decisão provisória e modificável, com base em novas informações que venham a ser recolhidas”. Trata-se, em outras palavras, de uma espécie de método de tentativa e erro – um método, e não uma norma moral vinculante.

Entre os riscos que o “Princípio de Precaução” deve ter em conta, proporcionalmente, está também o risco derivado da decisão negativa – “por exemplo, a decisão de não intervir”. Isto é importante, para evitar que o “Princípio da Precaução” seja usado como desculpa para a não intervenção – ou carregado de motivações ideológicas abstencionistas.

O “Princípio da Precaução”, de fato, pode ser instrumentalizado por algumas ideologias ambientalistas descritas acima, sobretudo, as que se movem pelo pessimismo em relação ao homem. Estas observações sobre o “Princípio da Precaução” são muito importantes para o católico que atua na política. Este deve fazer escolhas marcadas pelo princípio da responsabilidade moral e estar atento ao fato de que, muitas vezes, o “Princípio da Precaução” é uma forma de inação e, portanto, de evitar toda a responsabilidade moral. O fato de que ele tem muitos aspectos ideológicos é comprovado, na medida em que os seus partidários não o aplicam, todavia, no campo da bioética, ou em relação à simples possibilidade de que os embriões sejam novas vidas humanas em seus primeiros estágios de desenvolvimento. Em tais casos, os adeptos do “Princípio da Precaução”, simplesmente, se calam

http://www.alerta.inf.br/as-futuras-geracoes-e-o-principio-da-precaucao/

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.

(minha observação; a Ciência  não tem juizo de valor. Tem cientistas éticos e não éticos. O perigo é quando cientistas não éticos se associam com políticos e interesses financeiros que transcendem a falta de ética passando a lesa humanidade).

 

Brigitte Bardot pede que Dilma acabe com "genocídio de burros" ::..::
Ex-atriz francesa, que atualmente defende direitos dos animais, condenou exportação dos animais para a China

 

Foto: AFP Brigitte Bardot: carta à presidenta pedindo o fim da exportação de burros para a China

A ex-atriz e modelo francesa Brigitte Bardot enviou nesta quinta-feira uma carta à presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, para pedir um fim no "genocídio de burros" exportados à China para serem utilizados na indústria alimentícia e cosmética.

"Eu, que tanto amei o Brasil e que deixei uma marca inapagável na minha passagem por Búzios, fico triste em ver que esse país colabora com a China para matar, a cada ano, 300 mil burros", escreveu Bardot, que fundou uma associação protetora de animais com seu nome.

O mito erótico dos anos 60 ainda falou que tal cenário não pode ser levada a diante. "Como presidenta, mulher e ser humano, Dilma não pode aceitar esta mancha na imagem do Brasil", disse.

Enquanto isso, a associação francesa One Voice, que também pede às autoridades brasileiras que acabem com o comércio de burros, confirmou que o Brasil e a China assinaram recentemente um contrato para a exportação desses animais.

A One Voice disse ainda que a associação brasileira União Internacional Protetora dos Animais, com a qual colabora, apresentou um processo para que esse contrato com a China seja cancelado em todos os estados do Brasil.

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/2012-05-24/brigitte-...

 

"Seja realista: exija o impossível"

 

 

Pessoal,

 

É deveras uma descontração no corrido dia-a-dia assistir o conteúdo aqui na seção Fotos, charges e tirinhas.

 

 

Sugestão aos colaboradores: registrar paisagens urbanas e rurais deste imenso Brasil. Seria uma aula visual de brasilidade.

 

No mais, há de chegar o dia em que algum nordestino fará registros com imagens do Drama Secular do Nordeste - A Seca, estorricando o solo, matando plantas e animais. 

 

 

 

 

Metrô moscovita será expandido23/05/2012
Gazeta.ruGoverno de Moscou quer construir mais 125 quilômetros de metrô até 2020, incluindo uma segunda linha em forma circular unindo as demais - hoje, a cidade já conta com um anel metroviário. Além disso, a ideia é ampliar o sistema de transportes para que esse alcance bairros novos. O custo do projeto será de mais de R$ 6,5 bilhões por ano.Metrô moscovita será expandidoFoto: TASS

A prefeitura de Moscou acaba de divulgar um programa de expansão de metrô, aprovado para finalização até 2020. “Durante os próximos 8 anos, o metrô de Moscou será ampliado em 50% e os congestionamentos nas linhas irão diminuir. Isso é mínimo necessário para o desenvolvimento da cidade”, declarou o prefeito de Moscou, Serguêi Sobiánin, no início de maio.

 

No segundo semestre de 2011, a prefeitura da capital aprovou um programa para desenvolvimento do sistema de transporte da capital que já incluía a expansão e construção de novas linhas.

 

Mosaicos de metrô do Moscou Fotos: Aleksandr Ganiúschin


Planejava-se, então, construir 75 quilômetros de metrô, 37 novas estações e 5 linhas adicionais. Mas, de acordo com o vice-prefeito em políticas de planejamento, Marat Khusnúllin, devido à contínua expansão da cidade foi necessário refazer o plano de desenvolvimento de metrô neste ano.

 

De acordo com o novo documento, serão necessários 100 bilhões rublos (cerca de R$ 6,5 bilhões) por ano no projeto. Até 2020 a prefeitura planeja abrir 70 novas estações e construir 42 quilômetros em novas linhas, e expandir em 83 quilômetros as linhas já existentes.

 

"Com a ampliação das linhas metropolitanas, em 2020 elas terão um total de 452 quilômetros, e o número de estações chegará a 252", disse o vice-prefeito.

 

Clique para abrir


Segundo Khusnúllin, um novo anel no metrô também aliviará o tráfego nas linhas de metrô existentes e permitirá que os passageiros cheguem ao centro da cidade mais rápido.

 

Entretanto, o pesquisador Nikolái Zalésskin, do Instituto de Economia e Política de Transporte, está convencido de que o programa deve tomar outra direção.

 

“Moscou ainda não usa todas as possibilidades que o transporte ferroviário oferece como um meio de transporte interurbano. As ferrovias estão concentradas no centro da capital, onde ocupam uma área enorme. É preciso também construir novas linhas de transporte ferroviário regional, conexões e pontos de baldeação entre os diferentes tipos de transporte", afirma Zalésski.

 

Khusnúllin reconhece que a construção do metrô é dificultada, ainda, pela falta de trabalhadores qualificados e pela falta de verbas. Até agora, a ampliação do metrô sempre foi realizada inteiramente com orçamento da capital.

 

Só no primeiro semestre de 2012, a cidade já gastou mais de 100 bilhões de rublos (R$ 6,5 bilhões) no incremento do metrô - R$ 4,7 bilhões em novas construções e o restante na substituição de equipamentos e vagões. A cifra é quase o dobro do que foi gasto em todo o ano 2011.

http://gazetarussa.com.br/articles/2012/05/13/metro_moscovita_sera_expandido_14549.html

 

PT teve 'boom' de doações em 2011

 

Vera Magalhães, Folha de São Paulo

O PT nacional arrecadou R$ 50,718 milhões por meio de doações privadas em 2011, fora do período eleitoral, segundo dados publicados pelo TSE. Em março, o partido informou ter quitado o montante total de empréstimos contraídos entre 2003 e 2004 com os bancos Rural e BMG.

Segundo a Procuradoria-Geral da República, as operações teriam sido usadas para encobrir o uso de dinheiro público para irrigar o mensalão.

PMDB e PSDB captaram em 2011, respectivamente, R$ 2,891 milhões e R$ 2,335 milhões. A oposição usará a coincidência entre o "boom" de doações ao PT e a liquidação da dívida às vésperas do julgamento do STF.

O total arrecadado pelo PT em 2011, somando o fundo partidário, foi de R$ 109,9 milhões. O candidato republicano dos EUA, Mitt Romney, recolheu no mesmo ano US$ 56 milhões para as prévias. O presidente Barack Obama angariou US$ 106 milhões para sua campanha por novo mandato.

 

A repórter do Brasil Urgente da Band Bahia eh muito gata! Pronto, falei...
Estava entalado a vários dias!
Eh ordinária mas eh muito gata!

 

A cada dia que passa, a sensação que tenho em relação à CPMI do Cachoeira se assemelha à que tive em relação à Operação Satiagraha em 2008, de frustração, de sensação de impotência diante dos poderes corrompidos.

Me deparei hoje com a matéria abaixo no blog do Josias de Souza, que fala de uma suposta desistência do PT na convocação de Gurgel e Policrpo:

PT obtém maioria para convocar Perillo, cogita ‘entregar’ Delta e tenta poupar Agnelo e Cabral

O governador tucano de Goiás, Marconi Perillo, está prestes a se tornar o primeiro figurão a ser arrastado para o banco da CPI do Cachoeira. Articulando-se com seus aliados da banda governista da comissão, o PT já contabiliza maioria de votos para aprovar o requerimento de convocação do rival do PSDB.

Prevista inicialmente para 5 de junho, a votação foi antecipada para a próxima terça-feira (29). Assegurado o destino de Perillo, o petismo opera nos subterrâneos da CPI para assegurar proteção a outros dois governadores: o petê Agnelo Queiroz, do DF, e o pemedebê Sérgio Cabral, do Rio. São grandes as chances de êxito.

De resto, o PT deve ceder à oposição a quebra dos sigilos bancário e fiscal da matriz da Delta Construções, sediada no Rio. Vai “entregar” a empreiteira por pressão, não por opção. O escudo à campeã das obras do PAC foi trincado pelos fatos. O partido de Dilma Rousseff constatou que, resistindo, flertaria com a derrota.

Integram a CPI na condição de membros titulares 32 congressistas. A oposição ocupa na comissão apenas seis cadeiras. Formou-se, porém, um agrupamento suprapartidário que, dependendo do tema a ser votado, ameaça a maioria governista.

Chamado de ‘Grupo dos 12’, esse pedaço da CPI incorpora à meia dúzia de oposicionistas parlamentares que, embora filiados a partidos do condomínio governista, atuam de forma independente. Gente como Pedro Taques e Miro Teixeira, do PDT; Ricardo Ferraço e Jarbas Vasconcelos, do PMDB; e Kátia Abreu, do PSD.

Deve-se sobretudo à ação desse grupo o recuo do PT em relação a dois de seus alvos. Os petistas desejavam levar à CPI o procurador-geral da República Roberto Gurgel e o jornalista Policarpo Júnior, da ‘Veja’. Desistiu depois de perceber que a turma dos ‘12’, contrária às convocações, obteria facilmente os quatro votos que lhe faltam para atingir a maioria. Dá-se o mesmo em relação à Delta.

Se dependesse da vontade do PT, expressa no plano de trabalho do relator petista Odair Cunha, a “investigação” da CPI ficaria restritra aos escritórios da Delta no Centro-Oeste. Descobriu-se, porém, que Cláudio Abreu, o ex-diretor da empreiteira nessa região, dispunha de procuração para movimentar as contas bancárias da matriz. E a tática da blindagem foi para o beleléu.

No caso dos governadores, o ‘Grupo dos 12’ pega em lanças para convocar os três personagens que se encontram na grelha. “Queremos investigar tudo e todos”, diz Rubens Bueno, líder do PPS. “Não compactuo com acordos de proteção de amigos”, ecoa Pedro Taques.

Quer dizer: na hora de votar o requerimento de convocação de Perillo, os votos do bloco dos ’12′ vão se somar na planilha aos votos do PT, do PMDB e Cia.. No instante em que forem apreciados os requerimentos de convocação de Agnelo e Cabral, o PT e seus aliados deixarão a turma da dúzia falando sozinha.

Líder do PSDB e membro da CPI, o senador Alvaro Dias esgrime a tese segundo a qual a convocação dos governadores deveria ser votada em bloco. “Defendemos que venham os três. Vai ficar muito estranho convocar o Marconi e não convocar o Agnelo e o Cabral. Não faz sentido.” Com ou sem nexo, o relator Odair Cunha e o presidente Vital do Rêgo (PMDB-PB), senhores do rito na CPI, não trabalham senão com a ideia de votar os requerimentos dos governadores separadamente.

Há duas semanas, numa reunião com o generalato tucano, na residência brasiliense do senador Aécio Neves, Perillo reiterara sua disposição de comparecer à CPI. Mas encarecera aos companheiros de partido que zelassem para que ele não fosse o único governador a depor. Longe dos refletores, operadores do PSDB tentaram firmar uma aliança com o PMDB de Cabral, apartando-o do PT.

Diferentemente de Agnelo, Cabral dispõe de bons amigos no PSDB. O próprio Aécio mantém com ele uma relação que vem da juventude. Tentou-se chegar a um entendimento do tipo ‘vocês são nossos e nós somos seus’. Algo que livrasse Perillo e Cabral da CPI. Não colou.

Para os partidários de Cabral, a situação dele não é comparável à de Perillo. O governador do Rio não foi nem citado nos inquéritos da PF. Sua voz não soou em nenhum grampo. Entendendo-se com o tucanato, além de azedar suas relações com o PT, o PMDB passaria a impressão de que Cabral precisa de proteção. Preferiu se abster.

“Não estamos preopcupados com o Cabral”, diz Henrique Eduardo Alves, líder do PMDB. “Até o momento, ele não passa nem perto da CPI. Não há uma denúncia, uma gravação, um malfeito. Nada atingiu o Cabral. Não existe essa história de pegar o Perillo e também o Cabral. Cada coisa é uma coisa. Se houvesse acusação contra o Cabral, ele seria convocado com o nosso voto. Mas não há nada.”

O PT sustenta discurso análogo para justificar a exclusão de Agnelo. Alega-se que Cachoeira tentou chegar ao governador do DF. Mas não teria passado dos arredores. Nessa versão, sobrou apenas para Perillo.

Por mal dos pecados, se vingar a tática de seus antagonistas, o governador de Goiás será intimado pela CPI com os votos do próprio PSDB. O partido é signatário de um dos requerimentos que pedem a convocação de Perillo. Como votar contra? Para usar a expressão de Álvaro Dias, ficaria “muito estanho.”

 

 

George de Souza

do Barão de Itararé

TVT transmite ao vivo o III Encontro Nacional de Blogueiros

 

O III Encontro Nacional de Blogueiros começa nesta sexta-feira (25), em Salvador/BA. Durante três dias de atividades, diversos blogueiros, jornalistas e ativistas digitais debaterão temas relacionados à defesa da liberdade de expressão e da blogosfera. O internauta que não puder comparecer à capital baiana pode se programar para acompanhar as discussões: a TVT transmitirá o evento ao vivo.

O repórter Carlos Carlos, da TVT, entrevistou (vídeo) o jornalista Paulo Henrique Amorim e o presidente do Barão de Itararé, Altamiro Borges. Ambos falaram sobre as expectativas para o III BlogProg. Para o presidente do Barão, o eixo desse encontro é defender a blogosfera e as redes sociais. “Na prática, é a defesa da liberdade de expressão. Não pode haver cerceamento a essas pessoas que querem expressas as suas opiniões. Esse é o ponto principal do debate”, afirma.

Altamiro Borges também ressaltou o problema da perseguição que os blogueiros vêm sofrendo. “A velha mídia está preocupada com seu modelo de negócios e tem atacado cada vez mais a blogosfera”. Tanto Borges quanto Amorim denunciam a violência e a crescente “judicialização da censura” contra a mídia alternativa.

 

 efejota,


             Tb. assisti ao vídeo e ele é simplesmente fantástico!!!


             Nassif, por favor, coloca esse vídeo em destaque em seu blog! A quantidade de mensagens subliminares ("indiretas", como diz o nome da paródia) da eltra é enorme e vc precisa assistir mais de uma vez p/ perceber todas.


              Não percam!


klaus larsen

 

Beppe Grillo


http://www.youtube.com/watch?v=Tq8YMpAqqqE 

 


Não é só no Brasil que a mídia trata com desrespeito seus adversários políticos. Na África do Sul o jornal City Press vem insistindo em manter em seu site a imagem de uma pintura que retrata o presidente Jacob Zuma, com o pênis à mostra.

Militantes do CNA, partido do presidente, vandalizaram o quadro, realizam passeatas e manifestações diárias exigindo sua retirada da Galeria Goodman e do site do jornal, e entraram com um processo judicial na Alta Corte de Johannesburg contra o que eles entendem ser uma imagem indecente, vulgar e desrespeitosa, além de discriminatória, pois jamais algum artista ousaria fazer algo parecido com o ex-presidente Frederik de Klerk, antecessor de Mandela e último presidente branco do país.

Especialistas em Direito Constitucional, entretanto, têm dito que a Corte deve negar o pedido da CNA, em nome da famosa liberdade de imprensa.

A pintura, em si, já é uma sátira, que imita o famoso poster de Lenin em pose altaneira. O fato de ter os genitais à mostra remete às piadas racistas que circulam entre a população branca comparando os "dotes" e o desempenho sexual do presidente com a sua falta de dote intelectual e seu desempenho como presidente. Não bastasse isso, a pintura faz parte de uma exposição de seu autor denominada "Hail to the Thief" (Vivas ao Ladrão), um jogo de palavras com "Hail to the Chief" (Vivas ao Chefe), o hino presidencial oficial dos EUA.

O artista, Brett Murray, é um jovem branco, conhecido pelas controvérsias que suas obras causam.

A polêmica pintura, ao lado do poster que a inspirou:

A notícia publicada na Folha de S. Paulo de hoje:

Presidente quer proibir tela que o retrata com o pênis à mostra

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

O presidente da África do Sul, Jacob Zuma, e seu partido, o Conselho Nacional Africano, entraram na Justiça para impedir a exibição de "The Spear" ("A Lança"), uma pintura que retrata o presidente com seu pênis à mostra.

O quadro, do artista plástico Brett Murray, estava em exposição na galeria Goodman, em Johannesburgo, mas foi retirado depois de ter sido vandalizado com tinta vermelha e preta por dois homens no início desta semana.

O porta-voz do CNA, Jackson Mthembu, defendeu a ação dizendo que todos os sul-africanos têm de se unir em torno de Zuma para "rejeitar esse ato indecente, vulgar e desrespeitoso da Constituição do nosso país e dos valores que ela promove".

O partido também quer que o jornal "City Press" remova de seu site uma foto do quadro. Advogados do jornal e da galeria alegam que a proibição da pintura é inconstitucional porque a Carta da África do Sul protege a liberdade de expressão artística.

Brett Murray afirmou que a intenção do seu trabalho é fazer uma "sátira do poder político e do patriarcado" e disse que não quis ferir a dignidade do presidente.

 

E eu que pensei que a motivação fosse a acusação que Zuma enfrentou em 2005.

Da Wikipédia

"Zuma has faced significant legal challenges. He was charged with rape in 2005, but was acquitted"

 

..."but was acquitted" ... e estamos em 2012! 

 

BEPPE GRILLO


http://www.youtube.com/watch?v=Tq8YMpAqqqE


http://www.youtube.com/watch?v=Tq8YMpAqqqE


 


 

 

Em tempos de Verdades & Verdades, isso é devastador. Pelo menos para alguns....

Leiam

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/comissao-da-verdade-os-arquivos-demonstram-o-que-mino-carta-fez-em-veroes-passados-ou-o-entusiasta-da-ditadura-e-da-oban/

Até o mundo mineral sabe que fatos são fatos.....

 

Nao clico nem por dinheiro...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Pô Ivan, sei q você não tem estômago para ler a Veja, mas por favor vista um acqualung e mergulhe nos bastidores da Veja de Mino Carta. A avestruz enterra a cabeça na areia quando tem medo....da verdade.

 

Eu tapei o nariz e cliquei no link, mas o que vi foram recortes de texto com os comentários daquele que o Nassif muito propriamente identificou como sendo a cara da Veja. Não é querer defender o Mino Carta, mas não vi nos recortes os elogios ao regime dos generais apontados pelo autor da postagem. Entretanto, é muito fácil pegar trechos isolados de um texto e fazer uma interpretação a bel prazer, dando-lhe outro sentido. Aliás, a Veja e seu blogueiro são pródigos nisso. Ainda mais se tratando do que foi escrito há 40 anos, quando as expressões de linguagem utilizadas e, principalmente, permitidas eram outras.

 

George de Souza

LAUGI: Um grupo que merece maior divulgação:

 

Conselho quer retirar do ar quadros do programa Pânico na Band

Brasília - O Conselho Distrital de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos entrou hoje (24) no Ministério Público Federal (MPF) com uma representação em que pede a retirada do ar dos quadros A Academia das Paniquetes e O Maior Arregão do Mundo, exibidos no programa Pânico na Band. Para o conselho, a atração da emissora de TV Band reproduz exemplos negativos para crianças e adolescentes, estimula a discriminação e constrange a figura feminina.

O documento foi entregue nesta tarde ao subprocurador-geral da República, Aurélio Virgílio Veiga, pelo presidente do conselho, Michel Platini. A vice-presidenta da Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Erika Kokay (PT-DF), também participou da reunião.

Na audiência, Aurélio Virgílio recebeu a representação e disse que o documento será encaminhado até amanhã (24) à Procuradoria Regional da República do Estado de São Paulo. Segundo Virgílio, será feita uma recomendação imediata quanto ao horário de veiculação do programa. A intenção é que a exibição seja feita em horário que resguarde crianças e adolescentes. “A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão não defende programas que utilizem a humilhação dos outros como forma diversão de alguns”, argumentou o subprocurador.

“Em um caso como esse, em que há violação dos direitos humanos, tradicionalmente trabalhamos pensando na classificação indicativa. Temos muita preocupação de tomar atitudes drásticas que possam ser entendidas como censura ou cassação, até por ser uma concessão pública. Vamos tentar buscar através da reclassificação indicativa a possibilidade efetivamente eficaz para resolver o problema”, disse Aurélio Virgílio.

O conselho sugere que, no horário da veiculação do programa (às 21h), sejam exibidos vídeos educativos com a finalidade de combater todas as formas de trote, divulgando uma cultura de paz, que enfrente a discriminação e combata a exposição vexatória das mulheres. Procurada pela Agência Brasil, a emissora informou por e-mail que não comentará a representação.

O presidente do conselho, Michel Platini, disse que crianças e adolescentes estão entre os telespectadores do programa, que “cultua atos de violência e agressividade”. “[Isso nos] preocupa muito. Não podemos deixar que um programa nacional influencie nossa sociedade negativamente”, disse ele.

“O programa excede os limites, veicula trotes, naturalizando esse comportamento e educando o seu público a reproduzir esses atos em outros ambientes, inclusive nas escolas. A cada edição, os direitos humanos são afrontados, eles [responsáveis pelo programa] não têm ideia dos desdobramentos que podem causar”, destacou Platini.

O último balanço feito pela coordenação da campanha Quem Financia a Baixaria é contra a Cidadania revelou que o programa Pânico na TV, que era veiculado pela pela emissora Rede TV e passou a ser transmitido pela Band, lidera o ranking de reclamações de telespectadores. A campanha tem o apoio da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara.

http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-05-24/conselho-quer-retirar...

 

Do blog Os Amigos do Presidente Lula

sexta-feira, 25 de maio de 2012A CPI real não é televisionada Nenhuma outra CPI tem tanto material já pronto para ser analisado como esta. Tem os relatórios da Polícia Federal, os inquéritos, centenas de horas de interceptações telefônicas que não foram transcritas, tem sigilos já quebrados, tem o caminho das pedras. Então a CPI real está na sala cofre com os dados. Tem muito material e leva tempo. Se o relator e os parlamentares sérios forem meticulosos na análise destes dados chegará aos resultados que todos nós queremos.Por isso ninguém deve desanimar com o que vê na TV.  Se a gente se basear só nas reuniões abertas da CPI do Cachoeira, transmitidas pela TV, parece que dali não sai nada. Quem já está preso não vai abrir o bico. E tem parlamentar jogando para platéia, mas que, na verdade está atuando para melar a CPI.  O deputado Francischini parece aqueles alunos arruaceiros que atrapalha a aula, fica querendo chamar para a briga, e só atrapalha o bom andamento. Outros só pensam em holofotes e politicalha, em vez de buscarem trabalho eficaz de investigação. É o caso de Álvaro Dias (PSDB-PR), Onix Lorenzoni (DEMos-RS), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP). E outros que só pensam em blindar os seus correligionários e seus estados, empurrando a CPI para outro rumo, como é o caso de Kátia Abreu (PSD-TO) e dos já citados. Curiosamente, nenhuma CPI com tanto material sigiloso em mãos, teve tão pouco vazamento para a imprensa (o que vazou para a internet, foi antes da CPI ter em mãos). Logo, ou os costumeiros vazadores demotucanos não estão gostando do que estão encontrando para vazar, ou a velha imprensa não está gostando do que está tendo acesso para publicar.  Por: Zé Augusto 0 Comentários 

 

José Antônio

“Manifestante” na França, “Vândalo” no Brasil: é o conservadorismo matreiro

 por Rodrigo Vianna

Durante essa semana, ouvi os maiores absurdos sobre a greve dos metroviários e ferroviários de São Paulo. Claro que ninguém gosta de chegar à estação e encontrar os trens parados. Claro que o bom jornalismo precisa mostrar as dificuldades que uma greve desse tipo gera para os cidadãos. Tudo isso está ok.

Mas o grau de conservadorismo embutido nas coberturas da chamda grande mídia é algo assustador. Já não sei se a cobertura reflete o conservadorismo de certo público, ou se é o contrário. Na internet, li comentários absurdos: “a culpa é do molusco de nove dedos”, ou “sindicalista pra mim devia morrer”. Essas pessoas existem, não são ficção. Nas ruas, também ouvi coisas parecidas, mas sem a mesma agressividade que a internet costuma estimular…

Quase não se discutiu – na cobertura midiática – a situação lamentável dos transportes na maior metrópole sul-americana. Uma greve como essa não seria gancho para um debate sério? Seria…  Mas é esperar demais desse jornalismo trôpego…

Em parte, a cobertura midiática que criminaliza sindicalistas e grevistas (aliás, vale ressaltar que os sindicatos que comandaram a greve em São Paulo não são cutistas, não tem ligação com Lula nem o PT, por isso esse discurso de culpar “petistas” é, além de tudo, obtuso) alimenta-se de um conservadorismo tosco, que costuma enxergar ”conflito” como “desordem”. Conflito não é visto como sintoma de que algo não vai bem. Conflito não é visto como um momento de inovação criativa. Conflito é baderna. Greve é baderna.

Mas há um outro conservadorismo, mais sofisticado, a alimentar essas coberturas. E o cartaz que reproduzo acima reflete exatamente isso. Qualquer cidadão medianamente informado sabe que a História da Humanidade se fez – e ainda se faz- a partir das contradições e dos interesses conflitantes. O moderno Estado liberal, por exemplo, é filho de uma Revolução sangrenta, ocorrida na França, em 1789. Nossa imprensa, duzentos anos atrasada, talves visse Danton e Robespierre como “baderneiros” e “vândalos”…

Claro, não quero comparar grevista de transporte em São Paulo com jacobino francês… Mas não é preciso ir tão longe…  

O jornalismo conservador trata manifestantes franceses por esse nome: “manifestantes”. É só no Brasil que manifestante vira “vândalo”. Conservadorismo matreiro, que por vezes se traveste de “moderno”, se recicla, mas está sempre lá – a frear as mudanças, transformando qualquer ameaça de rompimento em reforma tênue e limitada, evitando os “arroubos”, os “exageros”, os “radicalismos”.

Dia desses, o Igor Felippe escreveu aqui um belo artigo, lembrando exatamente essa tradição brasileira – tão bem estudada por Florestan Fernandes: a cooptação que esvazia conflitos, que finge dissolver as diferenças.

Ontem mesmo, assistia eu a uma sessão da CPI do Trabalho Escravo, pela TV, quando vi dois deputados ruralistas esbravejando contra os “exageros” embutidos nessa campanha pela erradicação do trabalho escravo no Brasil. “Veja, agora querem que toda fazenda tenha pelo menos um banheiro pra 40 pessoas! Se isso for trabalho escravo, aqui na Câmara mesmo somos escravos, falta banheiro pros deputados”.

É uma cara de pau sem fim. E o sujeito (deputado do PMDB-SC) dizia isso ressaltando que “respeita muito” o Ivan Valente (PSOL-SP) – deputado que cobrava mais ações contra o trabalho escravo. Respeita, mas acha que é preciso encontrar um “equilíbrio”. Equilibrio entre escravo e dono do escravo? Esse é o Brasilsão de meu Deus…

Quem tem o desplante de não se ajeitar na grande conciliação, é tratado como “vândalo”, “radical”. E expelido, feito um caroço de jabuticaba.

É um tipo de mentalidade fortíssima na sociedade brasileira, e que tem defensores de alto a baixo. Conservadorismo matreiro. Eu poderia escrever muito mais , mas nem precisa: o cartaz lá em cima já diz tudo. 

Nota: recebi a imagem reproduzida acima pelo facebook; já não lembro mais quem mandou, peço desculpas por não citar o autor da didática montagem. Se ele aparecer por aqui, darei o devido crédito…

http://www.rodrigovianna.com.br/palavra-minha/manifestante-na-franca-van...

 

A volta do terror econômico

Acabo de ler o artigo de um consultor que procura exagerar as dificuldades da economia.

Ele escreveu que a economia brasileira anda crescendo tão pouco que o desempenho do governo Dilma Rousseff, até agora, só não é pior que o de Fernando Collor, que seqüestrou a poupança e impôs uma recessão selvagem com o argumento de que iria controlar a inflação.

A situação do Brasil já esteve muito melhor durante o governo Lula e muita gente acha que hoje não precisava estar tão morna.

Mas, se o governo Dilma passar os quatro anos do mandato com o mesmo desempenho de 2011, já terá sido melhor do que os oitos anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, por exemplo.

No ano passado, o Brasil cresceu 2,7%. A média de crescimento no governo FHC foi de 2.2%. Em dois anos o crescimento ficou em torno de 0%.

O erro mais freqüente de consultores é enxergar seus interesses com mais nitidez do que a realidade.

O esforço para exagerar os males da economia tem uma razão política. Não se pretende aumentar o crescimento.

O que se quer é aumentar a pressão pela realização de reformas que implicarão em sacrifícios aos trabalhadores e a maioria da população.

A mãe desses sacrifícios envolve a Previdência Social. Recentemente, o governo reduziu as contribuições de determinadas empresas à Previdência. É uma decisão que pode se justificar como um esforço para animar o crescimento. Mas será preciso examinar, dentro de um ano, por exemplo, se os benefícios anunciados pelas empresas foram atendidos.

A ampliação desses benefícios pode tornar difícil pagar aposentadorias e pensões no futuro, até porque a população está envelhecendo – e aí, pode-se prever, entraríamos numa segunda fase, de pressão dos consultores pela privatização da própria previdência.

Até agora não vi estudos definitivos sobre os danos e vantagens que essa medida irá causar à Previdência.  Mas estranho que muitos observadores, sempre ocupados em denunciar o “rombo da Previdência” desta vez tenham ficado quietos.

Outra pressão envolve a saúde pública. O governo segue sem definir uma fonte de recursos para aprimorar o SUS.

As verbas da extinta CPMF – que poderiam ser usadas para este fim, embora tenham sido desviadas por muito tempo – não foram substituídas. Isso quer dizer que em breve haverá mais mercado para a medicina privada, conseqüência inevitável do esvaziamento do SUS.

Basta olhar para aquilo que os estudiosos chamam de pirâmide demográfica para entender o que o futuro nos reserva. Estamos falando de um país que envelhece em passos acelerados e em breve será um imenso mercado para quem precisa de pensões e consultas médicas.

Como se vê, nossos consultores não erram sem uma boa razão.

http://colunas.revistaepoca.globo.com/paulomoreiraleite/2012/05/24/a-vol...

 

Aqui - Matéria da Al Jazeera sobre o crescente sentimento anti-imigrantes na etnocracia israelense, q vem se somar ao tradicional racismo contra os nativos locais, os palestinos.

Triste ironia da história q os xenófobos d hj sejam descendentes dos perseguidos d outrora

Rindo pra não chorar, o cartoon abaixo é 1 entre tantos exemplos d como o sentimento anti-imigrantes é algo q seria cômico, não fosse trágico, dado seu descabimento em geral.

Racismo & Xenofobia em Israel
 

TRIVIAL DAS ETERNAS DIVAS DO CINEMA: CLAUDIA CARDINALE, CATHERINE DENEUVE E CANDICE BERGEN.

Essas divas são de um tempo em que a beleza não era tão "afetada" como hoje em dia. Elas tinham presença e pose sem perder a classe e sem parecerem arrogantes. La Cardinale... Inesquecível em "8 1/2" de Fellini ou no "Era Uma Vez No Oeste", de Sérgio Leone. Catherine Deneuve, a eterna "La Belle de Jour" do filme "A Bela da Tarde", de Luis Buñuel (reparem que nesta foto, ela não lembra um pouco a nossa saudosa Sandra Bréa?) E, por fim, a linda Candice Bergen, de "Viver por Viver", de Claude Lelouch.

 

 

 

Re: Fora de Pauta
Re: Fora de Pauta
Re: Fora de Pauta
 

Alencastro Penaverde

Da Gazeta Esportiva

 

 

 

Futebol/Copa 2014 - (23/05/2012 10h00min - Atualizado 23/05/2012 18h58min02)

 

No limite, Odebrecht faz apelo a autoridades por verba para Itaquera

 

Marcelo Belpiede São Paulo (SP)

 

 

 

Na visita oficial desta terça-feira no futuro estádio em Itaquera (Zona Leste de São Paulo), o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, distribuiu sorrisos, brincou com um futuro clássico entre Corinthians e Palmeiras pela Libertadores da América e exaltou a "visível evolução" das obras. Porém, ouviu nos bastidores que nem tudo está perfeito: a construtora Odebrecht clamou por agilidade para a liberação dos recursos da construção do palco da abertura da Copa do Mundo de 2014.

Antonio Gavioli, diretor de contrato da Odebrecht, utilizou seu discurso na reunião reservada para pedir a verba referente ao BNDES (R$ 400 milhões) e as emissões do CIDs – Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (R$ 420 milhões). Até o momento, nenhum valor foi encaminhado para os gastos da obra.

 

Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Construtora solicita a liberação do dinheiro para seguir com as obras no estádio da abertura da Copa.

A reportagem da GE.Net apurou que o representante da construtora chegou a citar no encontro a possibilidade de dificuldades na obra caso o dinheiro não fique à disposição até o início do segundo semestre. Oficialmente, a Odebrecht nega qualquer tipo de crise financeira neste momento, em um discurso seguido pelo próprio Governo Federal.

“As exposições realizadas pelos representantes da empresa Odebretch testemunham que o andamento das obras está compatível com calendário estabelecido. Temos absoluta confiança no cumprimento do cronograma”, discursou Aldo Rebelo na visita ao estádio da abertura da Copa-2014.

O encontro em Itaquera também teve a presença do prefeito Gilberto Kassab, do secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, Benedito Fernandes, e do secretário especial de articulação para a Copa em São Paulo, Gilmar Tadeu Alves. As autoridades esperam que a construção alcance o patamar superior a 60% finalizada até o fim de 2012. Em contrapartida, qualquer tipo de obstáculo na obra seria fatal para o cronograma que prevê a conclusão, no máximo, em dezembro do ano que vem.

Até o momento, a Odebrecht toca a construção em Itaquera com dois empréstimos. A construtora obteve R$ 100 milhões junto ao Banco Santander e outros R$ 150 milhões no Banco do Brasil, que serão pagos com o dinheiro previsto no orçamento de R$ 820 milhões. Os juros do financiamento são bancados pelo Corinthians.

 

Sergio Barzaghi/Gazeta PressObra no estádio em SP: 35% concluída Os governantes prometeram auxiliar a Odebrecht. Na reunião em Itaquera, Aldo Rebelo colocou a equipe do Ministério do Esporte à disposição da construtora na busca pelo dinheiro do BNDES. “O Governo Federal sempre tem o compromisso de ajudar dentro do que estiver ao seu alcance para solucionar qualquer questão e contribuir com o bom andamento das obras”, disse o ministro.

A obra em Itaquera é considerada com o menor custo por metro quadrado entre as sedes da Copa do Mundo de 2014. Ainda assim, também foi gasto no primeiro ano da construção um valor considerável em ações para aumentar a visibilidade do projeto.

 

Do Publico.pt

Crise

Europa vive “momento crucial”, diz Mario Draghi

24.05.2012 - 16:54 Por PÚBLICO

 <p>Medidas do BCE permitiram à UE ganhar tempo, diz Mario Draghi</p>

Medidas do BCE permitiram à UE ganhar tempo, diz Mario Draghi

 (Daniel Rolan/AFP)Presidente do BCE apelou à necessidade de um pacto de crescimento, a par de medidas de disciplina orçamental.

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, disse esta quinta-feira que a União Europeia está a viver um momento crucial da sua história. Draghi apelou à necessidade de um pacto pelo crescimento, a par das medidas de disciplina orçamental.

“Vivemos um momento crucial na história da UE”, disse, acrescentando que a crise da dívida mostrou “fragilidades”. Falando perante uma centena de estudantes na Universidade La Sapienza, em Roma, Draghi defendeu ainda que a Europa chegou a um ponto “onde o processo de integração precisa de um salto corajoso de imaginação política”.

O presidente do BCE voltou a defender que é preciso conjugar medidas que estimulem o crescimento, a par da disciplina orçamental. E sublinhou que as iniciativas adoptadas pela instituição evitaram o colapso do sistema bancário, permitindo à EU ganhar tempo na crise da dívida soberana.

“As medidas extraordinárias do BCE permitiram-nos ganhar tempo, preservando a funcionalidade da política monetária, impedindo um colapso dos mercados bancários que teria, sobre os níveis produtivos e ocupacionais, efeitos muito maiores dos que, ainda que sérios, se registaram”, disse.

Mario Draghi considerou ainda que é vital que os bancos voltem a estar em condições de financiar a economia, para que haja crescimento e criação de postos de trabalho. As operações extraordinárias de liquidez "evitaram um risco muito maior de restrições de crédito, que teria consequências sobre o crescimento e a estabilidade, mais graves das que observamos actualmente”, disse.

 

Da Deutsche Welle

BrasilAnistia Internacional denuncia violação de direitos humanos pela polícia brasileira

Em seu relatório anual, a organização humanitária denuncia a precariedade do sistema prisional e a ação de milícias. Documento lembra a morte de indígenas e quilombolas na disputa por terras e elogia Comissão da Verdade.

O excessivo uso da violência por parte das autoridades policiais – seja dentro do sistema penitenciário, seja por esquadrões da morte e milícias responsáveis por execuções e torturas e comandadas por grupos que agem à revelia da lei – está entre as principais violações dos direitos humanos no Brasil, segundo relatório da Anistia Internacional (AI) divulgado nesta quarta-feira (24/05) em Londres.

Segundo o documento, referente ao ano de 2011, ampliou-se a prática de tortura no momento da prisão e durante interrogatórios em presídios e delegacias do Brasil. O sistema penitenciário conta com cerca de 500 mil condenados, sendo pouco mais da metade em regime fechado, sob custódia do Estado, diz a Anistia. Esses presos vivem sob péssimas condições, em celas superlotadas e vulneráveis a todo tipo de violência.

A organização humanitária afirma que a situação também é preocupante nos centros de detenção de menores. Os autores do estudo relembram o caso da menina de 14 anos detida em Belém em setembro de 2011 e que foi dopada e violentada durante quatro dias. Durante as investigações da denúncia, 30 funcionários do centro, entre eles o diretor, foram suspensos. Após receber ameaças, a menina teve que entrar para o Programa de Proteção a Crianças e Adolescentes Ameaçados de Morte.

Polícia violenta

A AI afirma que os procedimentos adotados pela polícia brasileira são marcados pela discriminação, violação dos direitos humanos, corrupção e pelo estilo militar. "As prometidas reformas na segurança pública foram prejudicadas por corte drásticos no orçamento e por falta de vontade política", afirma o relatório.

Apesar de concordar que as 18 Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) que existem no Rio de Janeiro representam um "avanço importante", por intensificarem a presença policial nas áreas mais problemáticas, a organização critica a falta de investimentos de maior alcance em políticas sociais para as comunidades que vivem em situação de pobreza.

A AI também cobra do governo brasileiro uma melhor formação dos policiais e maior controle sobre as instituições de segurança, diante das denúncias de uso excessivo da violência e de envolvimento com corrupção.

Outro destaque do relatório é a participação de policiais na formação de milícias e esquadrões de morte envolvidos em extorsões, tráfico de armas e drogas e assassinatos, classificados como "limpezas sociais". Entre os casos de quadrilhas desbaratadas divulgados pela mídia está a Operação Guilhotina, realizada pela Polícia Federal em fevereiro do ano passado, que chegou a 47 policiais e ex-policiais do Rio de Janeiro acusados de envolvimento com tráfico, fraudes e extorsão.

Conflitos agrários

O relatório destaca ainda os conflitos nos campos pela posse de terras, que têm levado à morte de índios e quilombolas. De acordo com o Conselho Indigenista Missionário, 1.200 famílias vivem em situação extremamente precária, às margens de rodovias, enquanto aguardam a restituição de suas terras. A AI traz vários relatos de ameaças, violência e mortes em conflitos agrários, envolvendo indígenas e ativistas.

Em outubro do ano passado, a decisão do governo Dilma Rousseff de facilitar a concessão de licenças ambientais a grandes projetos que estimulam o desenvolvimento econômico foi muito criticada, segundo a AI, por atingir áreas de comunidades indígenas e quilombolas. Um dos projetos mais criticados é o da construção da usina de Belo Monte, no Pará, alvo de inúmeros protestos país afora.

Um ano de gestão Dilma

O relatório lembra ainda que, em apenas um ano de governo Dilma, sete ministros tiveram que deixar o cargo por conta de denúncias de corrupção e de mau uso de dinheiro público.

Para a AI, o limitação do sigilo de documentos públicos em 50 anos e a criação da Comissão da Verdade, que começou seus trabalhos na semana passada, representaram "um importante avanço na luta contra a impunidade no país".

Durante os próximos dois anos, a comissão vai investigar crimes contra os direitos humanos ocorridos entre 1946 a 1985, com foco no período do regime militar. A expectativa de organizações formadas por familiares de pessoas desaparecidas na ditadura é de que, ao final dos trabalhos, haja uma pressão para que agentes públicos envolvidos em torturas e assassinatos sejam punidos, apesar da proteção oferecida pela Lei da Anistia.

Exportadores de armas estão no Conselho de Segurança

Na introdução do relatório anual da entidade, o secretário-geral internacional da AI, Salil Shetty, ressaltou que 2011 foi um ano marcado por protestos corajosos e profundas mudanças políticas em todo o planeta, especialmente nos países onde ocorreu a chamada Primavera Árabe, como Egito, Líbia e Tunísia.

Apesar de Estados Unidos e Europa terem apoiado verbalmente os movimentos democráticos nesses países, cientes de que a "crítica à repressão estatal e às péssimas condições econômicas" era justificada, norte-americanos e europeus não queriam abrir mão de suas "relações especiais" com os regimes repressores, que garantiam a estabilidade em áreas estratégicas por conta das reservas de gás e petróleo, afirma o relatório da AI.

Além disso, aponta o organismo, os países ocidentais têm grandes interesses no lucrativo comércio de armas. "Quem mais fatura com o comércio internacional de armas são os países com assentos permanentes no Conselho de Segurança da ONU", afirma Wolfgang Grenz, diretor-geral da AI na Alemanha.

Em 2010, 70% das exportações saíram dos países com poder de veto no Conselho Segurança das Nações Unidas, estando os EUA em primeiro lugar (30%), seguidos de Rússia (23%), França (8%), Reino Unido (4%) e China (3%). "Assim fica fácil entender por que a Rússia não aprovou sanções mais duras contra a Síria no Conselho", constata Grenz.

A Alemanha, que não é membro permanente do Conselho de Segurança, é o sétimo maior exportador mundial de armas, segundo a Anistia.

Autoras: Mariana Santos/Mirjam Gehrke
Revisão: Alexandre Schossler

 

Do Diário de Notícias de Lisboa

Presidente do Banco do Vaticano foi demitido

por DN.pt com agência sOntem

Ettore Gotti TedeschiEttore Gotti Tedeschi Fotografia © Alessandro Bianchi/ Reuters

Ettore Gotti Tedeschi, o presidente do Banco do Vaticano, o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), foi demitido do cargo após uma moção de censura por parte do Conselho de Supervisção, órgão da direção do Instituto.

O comunicado emitido pela Santa Sé explica apenas que a decisão foi tomada por ele "não ter desempenhado várias funções de extrema importância".

Desde 2010 que Tedeschi estava envolvido numa investigação sobre lavagem de dinheiro na instituição. Em causa estão operações bancárias que previam a transferência de 20 milhões de euros para banco de negócio JP Morgan, em Frankfurt, na Alemanha, e outras entidades bancárias. Quando a investigação começou, o Vaticano defendeu a "integridade" do presidente do Instituto e reiterou a "transparência" do banco.

 

VATICANO, desde que mussolini em troca de apoio deu sua independencia, É PARAISO FISCAL a servico da lavagem de dinheiro, o poderoso chefao III, a mafia e catolicos,  ja afirmava isso na decada de 80,,,,

 

  O sentido de suas palavras é ofender os católicos. Voce tem todo o direito de ser ateu e levar sua vida como quiser. Mas deve respeitar todas as religiões, porque ninguém se mete na sua vida. Tenho muito amor a minha religião e fatos errados existem em todo lugar. Tudo deve ser apurado e os responsáveis punidos. A doutrina e a fé preservadas pois são a luz do mundo. Sou feliz por ser católico.

 

Acho que ele não criticou a religião e sim a instituição do Vaticano.


Vamos esclarecer:


O Banco do Vaticano não é a Igreja Católica.


O Vaticano (enquanto Estado Independente) não é a Igreja Católica.


A Igreja CAtólica não é a mesma coisa que a Religião Cristã.


São coisas diferentes.


Dizer que foi feito um acordo com Mussolini para a criação do Estado do VAticano é verdade e não é crítica à religião.


Dizer que o Vaticano é um paraíso fiscal e que lá se pratica lavagem de dinheiro não é crítica á religião.


Criticar o Papa não é a mesma coisa que criticar a religião.


Denunciar e exigir punição para padres que cometem crimes (seja pedofilia, o mais famoso, ou outros crimes) não é criticar a religião.


E alé disso criticar dogmas da Igreja como a absurda proibição do uso de camisinhas, que é em minha opinião um crime contra a saúde pública, é não é uma crítica à religião, mas à Igreja.


Além disso criticar não é o mesmo que debochar nem desrespeitar. Os católicos vivem metendo o dedo em riste na cara de todo mundo acusando as pessoas e impondo seus valores sobre a sociedade, só que quando são criticados mostram-se melindrosos e não admitem a recíproca.


O que o cloega aí falou que é desrespeitoso à religião? Citou um filme que aborda o envolvimento de autoridades do Vaticano com a Máfia? O filme pode estar certo ou errado, o colega acima pode estar certo ou errado, mas nenhuma dessas coisas é um desrespeito nem uma afronta à sua religião.


No momento que um desrespeito á religião de outras pessoas, seja a sua ou a de qualquer outro, for feita eu escreverei para reclamar e me unirei aos ofendidos contra tal atitude. Porém críticas são normais e não caracterizam desrespeito (embora possam ser feitascom desrespeito). Neste caso achei uma crítica normal.

 

Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

Acho que ele não criticou a religião e sim a instituição do Vaticano.


Vamos esclarecer:


O Banco do Vaticano não é a Igreja Católica.


O Vaticano (enquanto Estado Independente) não é a Igreja Católica.


A Igreja CAtólica não é a mesma coisa que a Religião Cristã.


São coisas diferentes.


Dizer que foi feito um acordo com Mussolini para a criação do Estado do VAticano é verdade e não é crítica à religião.


Dizer que o Vaticano é um paraíso fiscal e que lá se pratica lavagem de dinheiro não é crítica á religião.


Criticar o Papa não é a mesma coisa que criticar a religião.


Denunciar e exigir punição para padres que cometem crimes (seja pedofilia, o mais famoso, ou outros crimes) não é criticar a religião.


E alé disso criticar dogmas da Igreja como a absurda proibição do uso de camisinhas, que é em minha opinião um crime contra a saúde pública, é não é uma crítica à religião, mas à Igreja.


Além disso criticar não é o mesmo que debochar nem desrespeitar. Os católicos vivem metendo o dedo em riste na cara de todo mundo acusando as pessoas e impondo seus valores sobre a sociedade, só que quando são criticados mostram-se melindrosos e não admitem a recíproca.


O que o cloega aí falou que é desrespeitoso à religião? Citou um filme que aborda o envolvimento de autoridades do Vaticano com a Máfia? O filme pode estar certo ou errado, o colega acima pode estar certo ou errado, mas nenhuma dessas coisas é um desrespeito nem uma afronta à sua religião.


No momento que um desrespeito á religião de outras pessoas, seja a sua ou a de qualquer outro, for feita eu escreverei para reclamar e me unirei aos ofendidos contra tal atitude. Porém críticas são normais e não caracterizam desrespeito (embora possam ser feitascom desrespeito). Neste caso achei uma crítica normal.

 

Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

Acho que ele não criticou a religião e sim a instituição do Vaticano.


Vamos esclarecer:


O Banco do Vaticano não é a Igreja Católica.


O Vaticano (enquanto Estado Independente) não é a Igreja Católica.


A Igreja CAtólica não é a mesma coisa que a Religião Cristã.


São coisas diferentes.


Dizer que foi feito um acordo com Mussolini para a criação do Estado do VAticano é verdade e não é crítica à religião.


Dizer que o Vaticano é um paraíso fiscal e que lá se pratica lavagem de dinheiro não é crítica á religião.


Criticar o Papa não é a mesma coisa que criticar a religião.


Denunciar e exigir punição para padres que cometem crimes (seja pedofilia, o mais famoso, ou outros crimes) não é criticar a religião.


E alé disso criticar dogmas da Igreja como a absurda proibição do uso de camisinhas, que é em minha opinião um crime contra a saúde pública, é não é uma crítica à religião, mas à Igreja.


Além disso criticar não é o mesmo que debochar nem desrespeitar. Os católicos vivem metendo o dedo em riste na cara de todo mundo acusando as pessoas e impondo seus valores sobre a sociedade, só que quando são criticados mostram-se melindrosos e não admitem a recíproca.


O que o cloega aí falou que é desrespeitoso à religião? Citou um filme que aborda o envolvimento de autoridades do Vaticano com a Máfia? O filme pode estar certo ou errado, o colega acima pode estar certo ou errado, mas nenhuma dessas coisas é um desrespeito nem uma afronta à sua religião.


No momento que um desrespeito á religião de outras pessoas, seja a sua ou a de qualquer outro, for feita eu escreverei para reclamar e me unirei aos ofendidos contra tal atitude. Porém críticas são normais e não caracterizam desrespeito (embora possam ser feitascom desrespeito). Neste caso achei uma crítica normal.

 

Em lavras largadas lagartas são larvas largas

 

Urariano Mota: O cabo Anselmo um dia antes da morte de Soledad

 

Soledad foi  torturada e morta no Recife em 1973, grávida, depois de ser entregue ao delegado Sílvio Paranhos Fleury, traída pelo  cabo Anselmo, de quem trazia um filho na barriga. A foto é de Soledad no Chile.

por Conceição Lemes

Ex-presos políticos e parentes de mortos e desparecidos  da ditadura civil-militar receberam com a alegria a decisão da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça de negar o pedido de indenização ao ex-marinheiro José Anselmo dos Santos, 70 anos, o Cabo Anselmo.

Entre eles, o escritor e jornalista pernambucano Urariano Mota, que me enviou este e-mail:

A negação da anistia foi boa, e fiquei muito feliz.
Acredite você, há um blog de direita
afirmando que vai levar a negação a tribunais internacionais,
que isso poderia dar em imepachment de Dilma,
etc.etc. Eu sabia que eram loucos, mas não nesse nível.

Uariano nunca o viu pessoalmente,  mas o “conhece”, como me contou em entrevista em 2009: “Conheço o Cabo Anselmo por seus cadáveres, que ele arrasta como uma cauda. Fui, sou amigo de quem ele perseguiu, traiu e matou”.

Na época, Urariano estava lançando o livro Soledad no Recife, pela editora Boitempo.

Soledad Barret Viedma era uma jovem idealista, corajosa, doce e linda, muito linda. Foi torturada e morta no Recife em 1973, grávida, depois de ser entregue ao delegado Sílvio Paranhos Fleury, traída pelo  cabo Anselmo, de quem trazia um filho na barriga.

Para reforçar a importância dessa decisão da Comissão de Anistia, Urariano nos mandou este capítulo do livro Soledad no Recife. Confiram.

O cabo Anselmo um dia antes da morte de Soledad

Daniel, Anselmo, Anselmo/Daniel vai até o muro do jardim e olha o mar azul de Piedade. Para fazer o que tem vontade, ele pularia o muro e, longe desse canto, ele voltaria a ser Simbad, o marujo, em busca de aventuras, do heroísmo de Hollywood, das histórias em quadrinhos. Então ele seria resgatado pela esquadra norte-americana, rumo ao Pacífico, ao Havaí, longe, bem longe dessa história concreta de ter de entregar isso. “Isso” é Soledad. Se o vemos mal, dele vemos que não lhe dói em absoluto entregar, delatar, fazer aprisionar, eliminar isso, essa mulher. Todas as ações necessárias, exceto trair. Trair, nunca. Não se trai aquilo em que não se acredita, ou, pelo menos, aquilo em que um lance esperto de sobrevivência foi levado a acreditar. Ele não é nem será jamais um traidor. Traidor é quem trai a pátria. Traidor não pode ser quem entrega o terror, o terrorismo, os terroristas. Pero Soledad ergue a voz na cozinha, ou por decibéis sensíveis aos ouvidos de captação de Anselmo, ou pelo silêncio que se faz no encanto, parece erguer a voz. Nem sequer se ouve um riso, uma folha que cai, um gelo em um copo. No cigarro que ele fuma, a própria fumaça canta:

“La Navidad que les canto

no tiene luz

se va tiznando en la noche

de Juan Laguna”

E Anselmo, Anselmo sua máscara entende esse espanhol y esa Navidad, que lhe chega também com o sentido de nascimento, la navidad que les canto no tiene luz. Vira-se para a esquerda e olha o mar. “Isso passa. Calma, hombre. Terás a compreensão daqueles olhos verdes, claros e vivos de Fleury”. E sorri íntimo. Mas fuma:

“Así por dentro del sueño

pasa llorando la luna”.

O que lhe dói não é de modo nenhum – “Culpa zero, entende? Culpa zero” –,  não é bem doer, o que o incomoda é a incompreensão do mundo. É a burrice e o preconceito de todos. Vão culpá-lo do que não está em sua consciência. Em sua treinada e prática consciência. “Se eu não me julgo um criminoso, eu não sou criminoso. O que vale é o que eu sei”. E se põe a mover a cabeça para um e outro lado, como um mangusto, um suricato na savana.

“Se le va hundiendo en los ojos

largo el camino”.

Se o vemos bem, e a obrigação de compreendê-lo, de tocar a verdade, a isso nos obriga, notaremos que o ser Daniel de sua alma teria preferido não matar Soledad. Melhor, ele não usa a palavra matar, ele diz pegar, pegar Soledad. Matar, mata-se galinha. Galinha se mata quebrando-lhe ou sangrando o pescoço. E o réptil lhe volta ao ser, a balançar o queixo enquanto se afirma “Eu sou incapaz de matar uma galinha. Me sinto mal, entende? Não gosto de quebrar, de sangrar pescoço”. E não se diz, porque está claro e elementar como o horizonte azul do mar, “que dirá matar gente, torcer e sangrar o pescoço de Sol”. Vem-lhe um engulho, e Anselmo se diz, “beber rum com coca me ataca o fígado”. Se o vemos bem, queremos dizer, se o vemos com a experiência de 36 anos depois, quando ele declara que tentou salvar a companheira, pois assim se refere a ela diante dos ouvidos morais, quando declara que pediu a seu estimado chefe que poupasse a vida de Soledad, ainda o vemos como o homem que acha necessário se eximir da culpa. Ele não é um bárbaro, um brutamontes, porque é atento e atencioso à condenação coletiva. “Fiz o que pude, mas….”. E por assim considerá-lo bem, devemos acreditar que fez o que pôde, no limite, na fronteira máxima da própria sobrevivência. “Caralho”, dirá, “quem me cobra não sabe a barra-pesada daqueles anos”, e, esperto que é, se não põe mais ênfase agora é porque precisa justificar antes a sua “passagem”, supondo uma, da esquerda para a delação, quando em mais de uma oportunidade fez o que ditou a sua consciência. Se o vemos bem, ainda assim não podemos deixar de ver que a sua defesa é constituída de remendos, precários, que a novos fatos cambiam sempre de posição.

Daniel, assim de costas para todos, como se estivesse a fumar sozinho em busca de respostas no mar, pode voltar a ser Anselmo, ele e ele mesmo.

“Muy distraído se queda

Com su destino…”.

Si. Se assim fosse, idealista e belo, poderia repetir “puedo escribir los versos más tristes esta noche”. Pero não, ele está nas vésperas, e por isso deve manter os olhos bem abertos, bem certeiros de caçador, que fareja e sabe o lugar exato para o tiro certo sobre a fera.

“Le está soltando campanas

la Nochebuena

y en el arbolito cantan

las arboledas”.

Arboledas soam a ouvidos brasileiros como se fossem borboletas, mariposas, que na arvorezinha de Natal estivessem a cantar. “Y en el arbolito cantan las arboledas”. Seria, talvez, mais absurdo e mais belo, mariposas cantando na arvorezinha de Natal. Mariposas amarelas, azuis, vermelhas, que belas, frágeis e pássaras nem precisam cantar para encantar. Pois Soledad canta como uma mariposa cantaria, se cantasse. As asas seriam as saias das dançarinas paraguaias quando bailam. Há folheados de saias. “Como posso traí-la?”. Sim, isso. Isso agora é isto: “Como posso traí-la?”. Soledad canta como se cantarolasse. Por sua natureza canta, magnífica, mas desligada de si. “Até parece que ela sabe”, Anselmo se fala, enquanto ouve e escuta “distraído se queda com su destino”.

Lá na cozinha ela faz a sua representação, se revela a mulher terra, terra, terra, ao infinito da duração do seu canto. Todos a sentem. “Como posso traí-la?”. É curioso, seria engraçado, mas até mesmo o pensamento de Anselmo lhe vem em uma forma ambígua. Até mesmo na sua forma há uma ponte, que se liga ao lugar onde se mandaria a solidariedade para o inferno. A partir de sua primeira forma de remorso, “Como posso traí-la?”, que significa “Como posso trair essa ternura, como posso me tornar infame ante essa mulher? Como posso me acanalhar ante essa inocência feliz?”, o seu pensamento se liga ao “Como posso traí-la? De que modo posso traí-la? Quais meios melhores para traí-la?”, até “Sim, de que modo traí-la sem que me advenha qualquer culpa?”. Ele a seguir dirá, como o disse 11 anos depois, “Ela não morreu por minha culpa! Ela morreu pelo que ela defendia, morreu por aquilo em que acreditava, morreu pelo caminho que ela escolheu. Ela morreu como vítima do movimento comunista internacional, não por minha culpa”. Mas então ele terá passado por um longo período de pensar em sua defesa, de preparação para responder às pessoas normais, que não o entendem. “Sim”, ele dirá, “ela era uma terrorista”, sim, completará, “ela sofreu um acidente de percurso”. Para corrigir, “Não, não foi um acidente. A morte estava escrita para toda aquela turma. Aconteceu o que tinha de acontecer. O que tinha de ser, foi”. Mas agora, neste janeiro de 1973, não. Soledad canta e isso lhe dá um arrepio, um incômodo, estúpido, enervante. Um arrepio perseguidor sem clemência

“Juanito de la inocencia

canta en dormido Laguna

así por dentro del sueño

pasa llorando la luna”.

“Caralho de mulher sentimental. Foda-se”. Há um fato que ele evita. Há uma informação que sua consciência rejeita. Há uma delação, um embaraço, un embarazo, a querer acorrentá-lo. Sol está grávida. Soledad está grávida. ¿Y? Obstáculos de consciência assim ou se atravessam rápido ou não se atravessam. Quem está determinado, sobre um obstáculo não se deve deter. Si, ¿y? E daí, não é mesmo? O que isso quer dizer? Coisa mais comum, mulher grávida. Caralho de sentimentalismo. Porra, se ela está grávida, putz, foda-se. “Sei lá, cara, sei lá com quem ela trepa!… com quem ela faz ‘amor livre’! Por que não se preveniu? Quem está na luta não se embaraça. Isso é um princípio. Isso é ensinado desde o treinamento em Cuba. Ela não sabia? Putz. Agora, sim… até parece. Ter de carregar pano de bunda de mulher. De mulher com psoríase, de neurótica, de puta. Puta, sim. Onde está a responsabilidade? ¿Donde está su grave responsabilidad? Trepar sem DIU, trepar sem pílula, foda-se. Comigo não, camarada”. E num esforço de concessão: “Ela defende o aborto, não é mesmo? Então vá….”. Ele prova a própria língua como um chiclete.  Para não encarar o oceano, fita a pequena mata, o pequeno mangue à frente do muro do jardim. Nada vê da paisagem. “Nem bucho ela tem. Sim, tem, mas só um pouquinho. Está só no começo”. E não vê mata, nem o serviço sujo em toda a crueza, crueldade e conseqüência. Isso não é com ele. O serviço está bem dividido, cada um com a sua tarefa. Matar, não, isso não é com ele. “Nunca matei ninguém”, ele se diz, mas é incapaz, ainda que com todo cinismo, de externar o que pensa, de falar isso em qualquer entrevista. Porque é inteligente e não quer ser alvo de maledicência ou zombaria. Pero ele sabe, ele mesmo, “para a minha consciência isto é o que é importante: nunca matei ninguém”, e saboreia, alisa, evolui e amacia a própria língua. Estala esse músculo importante como um chicle de bola.

Zenilton, o bom palhaço, o pequeno farsante, o chama.

- Daniel, vem cá, por favor.

Mas tão absorto ele se encontra, que não se dá conta, não escuta. Ou ao chamado, ou à voz esganiçada que auxilia o não ser ouvida por este nome, Daniel. Jônatas, Jonas, Daniel são peles próximas da queda do seu corpo. São como perispíritos, como os seriados no cinema de sua infância, quando via bandidos entrarem no corpo de pessoas pela simples dose de um remédio, e depois saíam para assumir outra identidade. Pero acá o bandido é outro, o lado do mal está invertido, o mal aqui se veste de bem, o terror quer ser o bem. O terror quer ser a justiça. O cacete. O terrorista quer ser o futuro da humanidade. O caralho.

“Sobre la mesa, un pan dulce,

un arbolito,

unos juguetes. Jugando,

sus hermanitos”.

Quem quiser que se engane com essa idiotice. Putz.

- Daniel, Juanito pelas costas o toca.

Ele estremece. Vira-se. Coisa estranha, pareceu-lhe receber um toque de Juanito.

- Daniel, vamos entrar, lhe fala Zenilton. Chegou a hora da surpresa de Sol.

- Surpresa?!

- O bolo do aniversário. Estava esquecido?

- Não, claro. Sim, sim. Vamos lá.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/urariano-mota-o-cabo-anselmo-um-dia-antes-da-morte-de-soledad.html

 

Nassif,

A questão das drogas é realmente preocupante, eu diria mesmo alarmante! Uma nova droga de última geração, mais conhecida por crocs, embora ainda pouco divulgada, já está trazendo problemas imensos para os usuários e suas famílias. Abaixo, um vídeo que mostra como a população está reagindo e qual sua opinião sobre esse terrível problema social. Como se vê, todos têm alguma opinião a respeito. 

 

Gostei da brincadeira, embora tenha confundido com uma droga de verdade que está causando milhares de mortes na Rússia, chamada krokodil. É feita a partir da desomorfina, um opiáceo muito mais potente e barato do que a heroina, mas cujos efeitos duram pouco tempo. Recebeu esse nome porque a pele dos usuários fica com uma textura que a deixa copm a aparência da pele de crocodilo. Na verdade, trata-se de um processo gangrenoisos, que literalmente vai apodrecendo os tecidos da pele, dos músculos, até deixar os ossos à mostra. O usuário, em geral, é um viciado em heroína que não tem recursos para continuar bancando o alto custo da droga, então parte para a alternativa que custa 10% da heroína. Em média, morre em menos de 2 anos.

Não vou postar imagens ou vídeos aqui, pois são realmente fortes, mas no Google Images e no YouTube está cheio, basta colocar a palavra "krokodil". Aqui vai o link para um vídeo, quem não tiver estômago forte melhor não assistir:

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=cM6v-43-1PU#!