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Luz no fim do túnel ou o caos?

Jornal do Brasil

Selvino Heck  

 “Relato de uma amiga  na Espanha para outra amiga no Brasil, em abril: “Assim é, cara Fla. Nossa família tem casa. Eu trabalho ainda mais. Muitas famílias ficam na rua. Nunca na história da Espanha, acredite! Vendem-se todas as propriedades. Meu pai não tem medicinas gratuitas. Meu irmão, engenheiro eletrônico, não tem trabalho depois de 25 anos. Os professores ainda temos salário, mas Deus sabe até quando. Mais de 3000 pessoas morrem nos hospitais públicos. Eu fico tristíssima, estressada. Gostaria de viajar para o Brasil, mas não tenho dinheiro. Os movimentos sociais têm tanto que lutar. Nossa energia é limitada! Pode ser que um dia precisemos do refúgio com vocês. Beijos, obrigada, preciso dormir, nos falamos.” 

Outra mensagem, também de abril: “A luta é dura. Todos os direitos perdidos completamente. Precisamos apoio de todos os lugares. Toda a difusão possível. Os cortes e a privatização da saúde e educação já estão aqui. De Guindos anuncia a reforma da saúde e educação, isto é, sua privatização total. Agora é mais que nunca necessário ‘salir a la calle’ (ir para as ruas): no próximo domingo, 15 de abril, nos mobilizaremos em diferentes cidades do Estado em defesa da saúde e da educação públicas. A luta contra o desmantelamento dos serviços públicos será ampla e dura. CAS (www.casmadrid.org) é independente do poder. Por isso, funcionamos com trabalho voluntário e sem subvenções. Porém, para seguir lutando contra a privatização necessitamos da ajuda de todos.”

Manchete da Folha de São Paulo (30.05.12, A22, Mundo): “Crise ameaça políticas sociais na Europa – Há cerca de dois anos, governos de países europeus vêm cortando pensões, seguro-desemprego e ensino gratuito”. E as informações da matéria jornalística: “Alta do desemprego reduziu a arrecadação de impostos que financiam o Estado de bem-estar social. Além de destruir empregos e gerar insegurança nos mercados, a crise econômica também ameaça dinamitar uma das características fundamentais da Europa: o Estado de bem-estar social, modelo de políticas sociais adotado pelo continente depois da Segunda Guerra Mundial.”

Segue a matéria: “Em março, um fórum em Bruxelas alertou ser ‘improvável’ a sobrevivência dessa política diante da crise. Em 2012, os cortes foram mais profundos. A Espanha anunciou fim de benefícios na educação e saúde, como a distribuição de remédios para idosos e o pagamento de taxas universitárias antes bancadas pelo governo. A Holanda, modelo de políticas de bem-estar, viu seu governo cair em abril por causa de um duro pacote de medidas de ajuste. Especialistas acham que a Europa não se sustentará econômica e socialmente sem essas políticas.”

O que fazer? Qual a saída?

Em primeiro lugar, como a diz a mensagem vinda da Espanha, ‘salir a la calle’ – ir para as ruas. Lutar, como os Indignados de Barcelona ou os do ‘Occupy Wall Street’. 

Em segundo lugar, mudar os governos no voto, como aconteceu na França. Neste caso, porém, o perigo mora no outro lado, como mostra outra manchete: “Grupos xenófobos já compõem nove governos europeus – Na mostra mais recente de aumento do poder da extrema direita, veto de líder radical holandês derruba governo e acirra crise mundial” (Estado de São Paulo, 29.04.12, A12 Internacional). E os detalhes da notícia: “Considerada uma ameaça à democracia por incitar ao racismo e à xenofobia, a extrema direita adaptou seu discurso e, diante da crise financeira europeia, chegou ao poder em vários pontos da Europa. Nove países europeus já têm partidos de extrema direita em suas coalizões de governo central ou como peças fundamentais nos Parlamentos. Em diversos outros, prefeituras são ocupadas por políticos desses partidos. A base de apoio, na maioria dos casos, vêm justamente dos jovens, desempregados ou temerosos em relação a seu futuro.”

Segundo Jamie Bartlett, que conduziu estudo feito pelo Instituto de Pesquisa britânico Demos, “há milhares de pessoas desiludidas na Europa hoje. Estão frustradas com os partidos tradicionais, com as instituições e preocupadas sobre seu futuro pessoal. Encontram, portanto, em partidos ativos e motivados respostas simples para seus problemas. Políticos europeus precisam começar a escutar essas vozes e dar respostas.”

Depois do neoliberalismo, ou por causa dele, a crise bateu à porta da Europa. É preciso cuidado, muito cuidado para que não bata à porta do Brasil e da América Latina.

* Selvino Heck é assessor especial da Secretaria Geral da Presidência da República

 

Caro Nassif,

em que pese a vontade de ter eventos esportivos de ambito mundial realizados no país, creio que a analise do regime de contrataçao diferenciado precisa ser melhor analisado. Por isto, fiquei um tanto preocupado com o artigo do prof Pedro Estevam Serrano publicado na Carta Capital na ultima ediçao. Proponho que vc coloque o artigo como post para discussao. Ele afirma um ponto muito importante:

"

Tal modelo de contratação implica deixar a cargo do contratado o chamado projeto básico do empreendimento, ou seja as decisões mais gerais quanto a método construtivo, materiais, planos de ataque da obra etc.,restando à administração apenas a realização de um sintético anteprojeto de engenharia.

Referido aspecto repercute em dois problemas graves no âmbito da isonomia e da moralidade pública: de um lado subtrai do órgão licitante a condição de realizar o cotejamento de propostas em disputa de forma objetiva, pela ausência de critérios uniformes de julgamento, possibilitando amplas formas de manipulação subjetiva do processo de escolha do contratante privado; de outro entrega à raposa o cuidado das galinhas, entrega a dimensão da obra como politica pública ao particular, soterrando mecanismos de controle estatal inerentes à soberania."

Diante destas afirmaçoes, sinto que o assunto precisa ser esmiuçado por nossos analistas.

abraço a todos do blog

 

Polícia Federal substitui software livre e gratuito por software proprietário e caro, sem licitação, e fica dependente de uma única empresa estrangeira.

TCU diz que está tudo bem. Via: http://www.eduardosan.com/2012/05/30/a-verdadeira-defesa-do-software-livre/

A Verdadeira defesa do Software Livre2012 maio 30tags: , , by Eduardo Santos

Carta ao TCU contestando a substituição

Baixe aqui o acórdão completo

O assunto de hoje sai um pouco mais do estômago e vai ser difícil manter o auto-controle enquanto escrevo, mas um assunto de tamanha importância não pode passar longe do blog. Sempre ouvi muita gente falando em nome do Software Livre ou simplesmente defendendo, mas quem teve coragem de chegar às últimas consequências? Muitas vezes pensamos “isso não pode estar certo, alguém deveria fazer alguma coisa”. Muito bem, dessa vez alguém fez algo de concreto pela defesa do Software Livre e Público. Pelos próximos parágrafos vou detalhar um pouco o problema e apresentar a incrível resposta dos órgãos de controle. Pretendemos levar o caso adiante, acionando Casa Civil ou instituições superiores, e seria bom obter apoio para as próximas etapas. Já falei muitas vezes que devemos deixar somente o ciberativismo de lado e arregaçar as mangas. Esse é o momento.

O contexto

Para quem não sabe trabalhei durante alguns anos no Ministério do Planejamento sendo um dos desenvolvedores do Portal do Software Público. Além de, é claro, desenvolver o portal, realizei durante muito tempo um trabalho de divulgação da iniciativa viajando o país para realizar palestras e apresentações. No ano de 2007 realizei uma apresentação no SEBRAE com o tema “Compras de software pelo Governo” (acesse a seção de palestras para baixar o material) que tinha como principal objetivo apresentar o modelo de Software Público aos empresários e dizer a eles como poderiam ganhar dinheiro com o Portal. No público estavam vários representantes do Mercado de software nacional e, obviamente, fui muito contestado.

Os principais argumentos, muitos deles válidos, eram na linha de como o Software Livre não privilegiava o Mercado nacional. Afinal, as maiores empresas do ramo são americanas, e continuam dominando o mercado de serviços até hoje. Quase não me deixaram falar, e entre uma tentativa e outra consegui finalizar minha apresentação demonstrando as vantagens do novo modelo. Um dos empresários me procurou após a palestra ainda contestando o que eu estava escrevendo, mas se dispôs a me procurar no MPOG e conversarmos mais detalhadamente pelo modelo. Algumas reuniões depois, o Lightbase seria liberado como Software Livre e Público, sendo o primeiro caso no Brasil de adesão ao modelo pela iniciativa privada.

Não imaginávamos à época a importância do ato, mas algum tempo depois o Portal foi contestado em audiência no Senado Federal pelas “associações” de software nacional, que não me representam enquanto empresário do ramo. O e-cidade causa confusão entre as empresas de software tradicional, que não conseguem mais empurrar suas licenças aos municípios como sempre fizeram. Enfim, o ato causou a adesão do setor privado, e os empresários do modelo tradicional ficaram perdidos.

Hoje trabalho com o Jairo na empresa Lightbase Consultoria. Acho importante citar que cheguei até aqui porque depois de cinco anos de Portal saiu a primeira contratação de um Software Público pelo Governo Federal, e não podia deixar de fazer parte desse projeto.

O problema

Sempre acreditei e defendi que o Software Livre é o melhor modelo para todos os envolvidos. Além disso, acredito ser economicamente viável manter uma empresa que trabalha exclusivamente com Software Livre e Público, como já defendi aqui em discussão com um funcionário da Microsoft. Curiosamente a empresa sempre está presente em todos os lugares onde falamos sobre Software Público, mas isso é um post para outra ocasião. Pois bem, a empresa Lightbase desenvolveu um sistema para a Polícia Federal, que não vem ao caso no momento. Depois de muitos anos de serviços prestados, fomos informados que o banco de dados Lightbase seria removido por causa da padronização do Oracle pela Coordenação de TI. O objetivo é migrar todos os sistemas que hoje operam no Lightbase para Oracle e remover a empresa de lá.

Sem questionar o software propriamente dito ou entrar em detalhes técnicos, após muitas reuniões e tentativas de explicar aos responsáveis a importância do software nacional e livre fomos informados de que a migração seria realmente feita. Uma pequena empresa nacional seria substituída por uma multinacional estrangeira, cujo valor da licença de utilização é muitas vezes superior ao contrato entre a PF e a empresa Lightbase. Sem contar o custo de desenvolvimento de uma nova aplicação e migração dos dados.

Apesar de já ter ouvido a mesma história muitas vezes, acreditávamos que com as mudanças na legislação tínhamos embasamento para questionar o Tribunal de Contas sobre a legalidade do ato da Polícia Federal. Redigimos então uma carta ao Tribunal de Contas da União questionando a contratação com base em algumas premissas:

  1. Não foi dada preferência à tecnologia nacional com vantagem competitiva de 25% do valor, conforme a Lei 12.349/2010;
  2. Não foi realizada licitação para escolha do banco de dados Oracle. Ou seja, o mesmo foi contratado com INEXIGIBILIDADE de licitação;
  3. A migração dos sistemas da Polícia Federal para a plataforma Oracle seria antieconômica, pois o software atual ATENDE AS NECESSIDADE DO CLIENTE  e NÃO POSSUI CUSTOS DE LICENCIAMENTO, por ser livre;
  4. A opção pela plataforma Oracle viola o artigo 10 da IN 04/2010 da SLTI/MP, onde deve ser dada preferência a Softwares Públicos e livres.

Pois bem. As premissas parecem fazer sentido? Observe a resposta do TCU.

A resposta do TCU

Como muitas pessoas vão querer ler por inteiro o conteúdo, segue em anexo o acórdão do TCU. O processo contém o detalhamento de todas as nuances do acordo, então vou me ater somente aos itens retirados de lá que são resposta direta aos questionamentos que fizemos.

1 – A migração dos sistemas da Polícia Federal seria antieconômica

Veja a resposta:

31. Conforme informações constantes no Despacho (…), a plataforma Oracle vem sendo utilizada há, aproximadamente, 10 anos pelo DPF, não sendo, portanto, “nova tecnologia em detrimento de outra”.

(…)

35. Nesse contexto argumentou o Chefe do Serviço de Desenvolvimento de Sistemas da CTI/DPF que “não se mostrou razoável que esta CGTI [CTI] mantivesse em uso tecnologias que acarretem maior dificuldade de manutenção e de seleção de fornecedores” (peça 14, p. 8), razão pela qual se optou por desenvolvimento de um novo sistema em plataforma Oracle “integrado às fontes de dados corporativas, eliminando redundâncias e incrementando a Governança nesta CGTI”. (…)

36. Considerando que entre as medidas dirigidas ao DPF por força do Acórdão (…) encontraram-se determinações para que o departamento diminuísse seu nível de dependência de pessoas chaves ou de empresas específicas para a manutenção dos sistemas (…) mostra-se, portanto, coerente com as orientações do TCU (…)

Considerando o que disse o TCU, podemos extrair duas coisas:

  • Não há vantagem em utilizar Software Livre porque o Mercado todo conhece tecnologias proprietárias. Obrigado universidades e escolas brasileiras (ironia).
  • Utilizar Oracle reduz o nível de dependência em relação a uma empresa. Faz sentido? Deve fazer, porque depender da Oracle certamente é melhor que depender de uma pequena empresa brasileira. Quem não prefere um produto importado?

2 – Não foi realizada licitação

A resposta:

41. (…) o desenvolvimento do (…)  encontra-se no bojo de contrato de prestação de serviços de tecnologia da informação mantido entre o DPF e a (…), não havendo, portanto, ilegalidade em serem incluídas novas demandas pelo Departamento nesse ajuste, que foi antecedido de licitação (…).

Para os órgãos públicos é mais fácil manter um contrato com uma grande prestadora de serviços em uma única tecnologia e fazer todo o desenvolvimento com a mesma tecnologia. É a tal padronização tecnológica. Podemos discutir a questão dos “contratos guarda-chuva” em outro momento. Contudo, vale o questionamento: qual é a diferença entre um contrato desse tipo e a famosa terceirização por postos de trabalho?

3 e 4 – Não foi observada a IN 04/2010 da SLTI/MP e a Lei 12.349/2010

Essas são as respostas que me deixam mais triste:

50. Entende-se que não há obrigatoriedade de adoção de sistemas de TI produzidos no Brasil (nacionais) e em software livre (…)

51. As margens de preferência são, na verdade, incentivos para a contratação de soluções nacionais e, como o próprio nome diz, não implicam a obrigatoriedade de que sejam inseridas, pelos órgãos públicos, disposições  em editais de licitação  que obriguem o órgão ou quem patrocina a licitação  a contratar soluções apenas produzidas no Brasil.

(…)

53. Embora a utilização de softwares livres seja uma opção governamental (…) não há lei que disponha acerca da contratação obrigatória de sistemas produzidos com código aberto.

Reflitamos por um momento: para que servem as políticas de Governo? Se o próprio governo não segue suas orientações, quem deverá seguir? O mais interessante é que se afirma categoricamente a não obrigatoriedade. Ora, não somos obrigados a seguir as leis, ou pior, quem escreve a lei não é obrigado a segui-la? Para não deixar questionamento, um artifício jurídico é utilizado mais abaixo:

54. Considerando que o contrato (…) foi firmado com base em edital de licitação lançado em 2009 (…), não há que se falar em normas editadas em momento posterior. (…)

Justifiquemos o injustificável pelo único caminho possível: a data. Contudo, vale lembrar que existe uma Instrução Normativa Anterior, a IN 04/2008 que, dentre outras coisas, cita:

Art. 5º Não poderão ser objeto de contratação:

I – todo o conjunto dos serviços de Tecnologia da Informação de um órgão ou uma entidade em um único contrato;

II – mais de uma Solução de Tecnologia da Informação em um único contrato; e

III – gestão de processos de Tecnologia da Informação, incluindo gestão de segurança da informação.

Essa IN simplesmente torna ilegal o contrato, uma vez que a fábrica de software está sendo utilizada para desenvolver um software para o qual ela não foi contratada. Na mesma IN está escrito que ainda na fase de planejamento da contratação deve ser observado:

Art. 9º A fase de Planejamento da Contratação consiste nas seguintes etapas:

(…)

IV – identificação por parte da Área de Tecnologia da Informação, com participação do Requisitante do Serviço, das diferentes soluções que atendam às necessidades, considerando:

a) disponibilidade de solução similar em outro órgão ou entidade da Administração Pública Federal;

b) soluções existentes no Portal do Software Público Brasileiro (http://www.softwarepublico.gov.br);

c) capacidade e alternativas do mercado, inclusive a existência de software livre ou software público;

O Software Livre e Público é citado mais uma vez. Agora eu pergunto: o Governo é obrigado a seguir uma norma imposta por ele mesmo? Considerando que a DPF é um órgão vinculado ao Ministério da Justiça, cabe sim a obediência às diretrizes estabelecidas pelo órgão central do SISP. Como pode uma instituição desobedecer a regra com o aval do próprio TCU?

 

Conclusão

Sei que o post é longo e parabéns se leu tudo até aqui. O ponto aqui não é questionar o valor da contratação, as tecnologias utilizadas ou a “beleza” desse ou daquele software, mas sim a simples substituição de uma empresa nacional que trabalha com software livre por outra estrangeira que só vende software proprietário. Me lembro de quando disse ao Jairo que liberar o código poderia ser o caminho, mas em momentos como esse me questiono se realmente vale a pena.

Essa luta não vai acabar aqui. Continuaremos buscando todos os recursos cabíveis. Não se trata de um grande contrato, mas chegou o momento de não mais assistir impassível quando absurdos do tipo acontecem. Fica a dica: se presenciar o mesmo em sua cidade, seu estado, enfim, em qualquer instituição pública, denuncie. Dessa vez o TCU ficou do lado do Governo, mas se continuarmos fazendo barulho o injustificável ficará cada vez mais difícil de esconder.

Fique à vontade para fazer suas perguntas ou simplesmente compartilhar a experiência na área de comentários.

Carta ao TCU contestando a substituição

Baixe aqui o acórdão completo

 

UM fora de Pauta:Internautas de todo Brasil,fiquem atentos,vamos divulgar os nomes dos Senadores e do partido  que votarem contra a cassação do Senador Demostenes,seja por voto,auxencia e quem abster do voto;Quem votar contra a cassação está protegendo o crime organizado.

 


Hedy Iracema-Brügelmann(atualizado)

 

de Porto Alegre para a Ópera de Viena 

 

Hedy Iracema-Brügelmann
Foto gentilmente enviada por Regine Brügelmann, bisneta de Hedy.

 

 

 

 

 

 por 
Henrique Marques Porto 
e Helô Lima

 


 

"Quem procura, acha”, diz o adágio popular. Mas, nem sempre o que se acha é o que se está procurando. E não raro o achado inesperado tem relevância. Foi assim que o Ópera Sempre descobriu a até aqui desconhecida, ou esquecida, cantora brasileira Hedy Iracema-Brügelmann (1879-1941). Ela se soma a uma provavelmente extensa galeria de artistas que aos poucos vão sendo reapresentados ao público, como já se fez aqui mesmo com Malvina Pereira, nascida na cidade de Florianópolis-SC, e que desenvolveu consistente carreira na Itália e nos EUA. Aqui

 

 

 


 

Hedy Iracema-Brügelmann nasceu em Porto Alegre em 16 de agosto de 1879 (algumas fontes indicam 1881). Filha de emigrantes alemães, recebeu no batismo o nome Hedwig Hänsel. Ainda adolescente perdeu o pai, em 1894, vítima de crime político. Casou com o comerciante e diretor de banco Theodor Brügelmann. O casal teve um filho, Hermann Brügelmann, nascido também em Porto Alegre, em 1899. Hermann fez destacada carreira política na Alemanha do pós-segunda guerra e voltou a morar no Brasil, onde faleceu em 1972.

 

 

 

Hedy Iracema estudou canto no Conservatório de Colonia, e por sugestão do compositor e maestro Max von Schillings dedicou-se à carreira na ópera, depois de atuar como concertista. Na família havia o precedente de sua irmã mais velha, Amalia Iracema-Brügelmann, também cantora lírica com estudo na Alemanha, mas sobre quem não se sabe se chegou a fazer carreira artística regular.

 

 

 

A adição do nome Iracema para compôr seu nome artístico teria sido, segundo algumas fontes, por ser este um anagrama da palavra “america”. Mas, tendo nascido no Brasil, é possível que seja uma referência ao conhecido romance "Iracema", de José de Alencar, e ao país onde nasceu. O mesmo se pode dizer da alteração do original Hedwig para “Hedy”, este também um nome bastante comum no Brasil. Aparentemente, Hedy Iracema-Brügelmann, assim como fez sua irmã, queria indicar no nome artístico o seu país de origem, ainda que ele soasse estranho na europa das primeiras décadas do século passado.

 

 

 

Depois de estudar na Alemanha, Hedy voltou ao Brasil por volta de 1904 e aqui permaneceu por alguns meses. Com certeza se apresentou em recitais e reuniões musicais no Rio de Janeiro e em outras cidades. Em 1904, o compositor brasileiro Alberto Nepomuceno já reconhecia o seu talento, dedicando a ela a canção "Ao Amanhecer" (Op. 5 n.1): "À exímia cantora, D. Hedy Iracema. Petrópolis" –escreveu Nepomuceno no alto da partitura.

 

 

 

A estréia em ópera se deu em Stuttgart, em 1910, como Elisabeth, no Tannhäuser, de Wagner. Em 1913 apresentou-se no Royal Opera House, como a Marshallin, no Der Rosenkavalier, de Richard Strauss, papel que também cantou na Ópera de Zurique em 1917. Em 26 de setembro de 1915 cantou o papel título na estréia mundial da ópera Mona Lisa, de Max von Schillings, que também protagnizou em Amsterdan, em 1916.

 


 

 Sieglinde, em Die Walküre Entre 1917 e 1920 foi contratada da Wiener Staatsoper, onde já havia cantado em 1916. Até 1920 cantou, na Staatsoper, entre outras, as seguintes óperas: Aida, O Baile de Máscaras, Carmem, Lohengrin, Parsifal, Der fliegende Holländer, Gli Ugonotti, Martha, Ariadne auf Naxos, Der Rosenkavalier e Elektra.  Atuou também na Ópera de Berlin e em concertos com a Filarmônica de Berlin. De 1920 a 1926 trabalhou no Badisches Staatstheater, em Karlsruhe. Encerrou a carreira como cantora em 1927 por problemas de saúde, passando a dedicar-se ao ensino de canto em Karlsruhe, onde faleceu em 1941. Embora o nome de Hedy Iracema não apareça nas pesquisas feitas em sites, blogs e listas dedicados a antigos e esquecidos cantores líricos, é certo que foi uma artista importante e respeitada em seu tempo. Apesar de ter tido uma carreira relativamente curta e de ser praticamente desconhecida no Brasil, seu nome é mencionado em diversas fontes importantes, sendo objeto inclusive de verbete na Enciclopédia Britânica. Atuando na Europa na época da Primeira Guerra Mundial, deve ter tido algum tipo de participação em ações humanitárias. Em 1916 foi condecorada com a Charlottenkreuz (Cruz de Charlotte), instituída naquele mesmo ano por Wilhelm II, último rei de Württemberg (abdicou em 1918), “concedido a todas as pessoas com méritos especiais no cuidado dos feridos e enfermos ou em matéria de interesse geral da guerra” (Wikipedia). De Wilhelm II se diz que era homem de hábitos simples e burgueses, fora dos padrões da realeza europeia. Criou a condecoração e deu-lhe o nome de sua segunda esposa, Charlotte Schaumburg-Lippe.

 

 

 

 

 

Elenco da Temporada Lírica do Rio de Janeiro em 1920

 

 

 

 

 

Hedy Iracema-Brügelmann esteve no Brasil para as temporadas líricas internacionais de 1914 e 1920 do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Em 1914 cantou Aida e Tosca (esta com Tito Schipa e Mario Sammarco). Em 1920 foi incluída no elenco de cantores nacionais, embora tenha estudado e desenvolvido a carreira na Alemanha. De fato, apresentou-se em repertório brasileiro. No dia 27 de setembro de 1920, em récita de gala, com as presenças do Presidente da República e do Rei da Bélgica, cantou o Salvador Rosa, de Carlos Gomes, com o tenor Francesco Merli e o barítono Carlo Galeffi, sob a regência de Tulio Serafin.

 

 

 

Soprano lírico-dramático, além de Carlos Gomes, Wagner e Strauss, seu repertório incluía, entre outros, Meyerbeer (Les Huguenottes), Verdi (Aída, Trovador, Otello, Baile de Máscaras) e Puccini (Tosca), papéis que cantava geralmente em alemão. Deixou registros fonográficos com árias desse repertório (sempre em alemão), segundo informam diversas bases de dados. No entanto, essas gravações aparentemente não estão disponíveis comercialmente, e se estão não são divulgadas pelas gravadoras.

 

 

 

Voz lírica, porém robusta, de temperamento dramático. O timbre é claro e bonito, com emissão limpa e segura, que confirmam os fundamentos da escola clássica de canto alemã. Quando ouvimos gravações muito antigas é sempre bom levar em conta que os registros mecânicos das duas primeiras décadas do século passado penalizaram especialmente as vozes femininas, além do acompanhamento orquestral, mais distante da área de captação do som. Feita essa advertência, podemos nos aproximar um pouco mais da arte de Hedy Iracema-Brügelmann.      

 

 

 

Fontes:

 

1) “Memórias e Glórias de um Teatro”; Edgard de Brito Chaves Jr.

 

2) Museu de Leipzig.

 

3) Europeana (www.dismarc.org).

 

4) Wikipedia.

 

5) Arquivo pessoal do autor.

 

6) Arquivos da Família Brügelmann. 
Hedy Iracema-Brügelmann - Lohengrin  Einsam in trüben Tagen ("Sonho de Elsa")

 

 

Henrique Marques Porto

 O QUE A DIREITA E A GRANDE MÍDIA NÃO PERDOAM:
RECONHECIMENTO E PRÊMIOS DE LULA!

Prêmio Chatham House:
http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/2009/11/04/premio-chatham-house-2009-e-presidente-lula-resposta-a-folha/

Don Quijote de la Mancha:
http://www.guiame.com.br/v4/10093-1453-Lula-recebe-Pr-mio-Internacional-Dom-Quixote-de-La-Mancha-.html

Lula foi escolhido o Brasileiro da Década, e Dilma a Brasileira do Ano:
http://brasilinformado.blogspot.com/2010/12/lula-foi-escolhido-o-brasileiro-da.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook

Prêmio Nehru:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u301857.shtml

Lula ganha prêmio Indira Gandhi para Paz:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/832993-lula-ganha-premio-indira-gandhi-para-paz.shtml

Prêmio Nova Economia Fórum 2010:
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,lula-e-ganhador-do-premio-nova-economia-forum-na-espanha,551465,0.htm

Lula ganha prêmio internacional por contribuir no combate à fome:
http://www.redetv.com.br/jornalismo/portaljornalismo/Noticia.aspx?118%2C4%2C254864%2C103%2CLula-ganha-premio-internacional-por-contribuir-no-combate-a-fome

Lula recebe o prêmio O Homem que Mudou o Mundo:
http://hupomnemata.blogspot.com/2011/03/lula-premiado-com-o-premio-o-homem-que.html

Premio Libertad Cortes de Cádiz para el ex presidente de Brasil Lula da Silva:
http://www.elmundo.es/elmundo/2011/03/11/espana/1299865750.html

Prêmio Personalidade Vida Imobiliária do ano:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/07/mais-um-premio-para-lula.html

PRÊMIO FÉLIX HOUPHOEL-BOIGNY:
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/9670001.html 

Lula transformou Brasil em protagonista global, afirma IISS:
http://www.dw-world.de/dw/article/0,,5984432,00.html

Lula, président inoxydable:
http://www.lemonde.fr/cgi-bin/ACHATS/acheter.cgi?offre=ARCHIVES&type_item=ART_ARCH_30J&objet_id=1136011&clef=ARC-TRK-LM_01

Eleito Estadista do Ano – Le Monde ( França )
Eleito Personalidade do Ano – El País ( Espanha )
Eleito Um dos 10 Homens mais influentes do Mundo – Financial Times ( Inglaterra )
Eleito Estadista do Ano – Revista Time ( EUA )
Eleito Estadista do Ano – Clarin ( Argentina )
Prêmio Único Estadista Global – Forum Econômico ( Davos – Suíça )
World Food Prize 2011 – The World Food Prize Youth Institute ( EUA )
http://osamigosdobrasil.com.br/2011/08/30/agora-o-poliglota-fhc-infarta/

Hobsbawn: Lula fundou a democracia no Brasil:
http://www.conversaafiada.com.br/mundo/2011/01/18/hobsbawn-lula-fundou-a-democracia-no-brasil/

Lula ajudou a mudar o equilíbrio do mundo, avalia historiador Eric Hobsbawm:
http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/04/13/lula-ajudou-a-mudar-o-equilibrio-do-mundo-avalia-historiador-eric-hobsbawm.jhtm

'Lula deveria ser presidente do mundo', diz líder do Panamá:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5141755-EI306,00.html

Lula foi o maior presidente da história do Brasil, diz Roberto Setubal:
http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2010/12/29/lula-foi-o-maior-presidente-da-historia-do-brasil-diz-roberto-setubal/

Mesmo entre os oposicionistas, Lula é a personalidade mais admirada no Congresso:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011/11/mesmo-entre-os-oposicionistaslula-e.html

Lula é o governante mais popular do mundo:
http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2010/12/30/noticiapoliticajornal,2083809/lula-e-o-governante-mais-popular-do-mundo.shtml

Lula da Silva, el desempleado más famoso 'do mundo':
http://www.eltiempo.com/mundo/latinoamerica/lula-da-silva-el-desempleado-mas-famoso-do-mundo_8797768-4

Lula está mais popular do que nunca na Internet:
http://odia.terra.com.br/portal/brasil/html/2011/4/lula_esta_mais_popular_do_que_nunca_na_internet_158941.html

Lula recebe prêmio na Polônia por respaldo à liberdade e democracia:
http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=30459146

Valor: Lula mais popular depois de deixar o governo:
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/10/ex-presidente-lula-ganha-premio-de-100.html

Ex-presidente Lula ganha prêmio de $100 mil dólares e doa a país africano - Pragmatismo Político
http://www.pragmatismopolitico.com.br/2011/10/ex-presidente-lula-ganha-premio-de-100.html

Lula recebe o prêmio Norte-Sul do Conselho da Europa:
http://www.icidadania.org/2011/03/lula-recebe-o-premio-norte-sul-do-conselho-da-europa-2/

Lula na chefia da ONU?
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/lula-na-chefia-da-onu#.TocRgUV6ejU.facebook

'Financial Times' sugere Lula para presidir Banco Mundial:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2012/02/financial-times-sugere-lula-para.html

Lula ganha 6º honoris causa e pode receber mais 55 títulos:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5359068-EI306,00-Lula+ganha+honoris+causa+e+pode+receber+mais+titulos.html

Lula é escolhido vencedor do prêmo “International Four Freedoms Award 2012”:
http://www.fourfreedoms.nl/ 

 

A MEDIOCRIDADE DE UM COLUNISTA!

247 – Um dos autores da minissérie “O Brado Retumbante”, exibida na Globo, o jornalista Guilherme Fiúza argumenta que o PT privatizou o Estado brasileiro. Leia:

A privatização do mensalão, por Guilherme Fiúza

Guilerme Fiúza, ÉPOCA

Luiz Inácio da Silva procurou o ministro Gilmar Mendes, do STF, para discutir a escalação do Corinthians. Até porque, graças aos esclarecimentos do ex-presidente, o Brasil hoje sabe que o mensalão não existiu.

E isso é um grande alívio. Seria uma temeridade o país continuar sendo governado por um grupo político que tivesse criado um duto entre os cofres públicos e a conta bancária do seu partido.

Felizmente, foi só um pesadelo. Seria grave demais se os principais homens do presidente tivessem usado um publicitário picareta para roubar dinheiro do Banco do Brasil e entregar ao PT, entre outros golpes.

É uma história tão absurda, que só poderia ser fantasiosa. E é por isso que esse escândalo – que não houve – completou sete anos sem que os réus fossem julgados. O Supremo Tribunal Federal tem mais o que fazer do que julgar crimes fictícios.

Na já famosa reunião no escritório de Nelson Jobim, não se sabe o que ficou decidido sobre a escalação do Corinthians. Mas segundo Gilmar Mendes, Lula lhe disse que é melhor o STF deixar o julgamento do mensalão para depois das eleições.

Deve ter sido um comentário ameno, na hora do cafezinho. Ameno e enigmático: por que Lula se preocupa com a data do julgamento de um delito que não existiu?

Aí vale dar uma olhada na paisagem desse encontro. Se as paredes do escritório de Nelson Jobim falassem, talvez contassem um bocado sobre a lenda do mensalão.

Quando Jobim era ministro do Supremo, tentou com bravura intervir no Congresso para barrar o julgamento político de José Dirceu – acusado de mentor desse crime imaginário.

Sete anos se passam, e lá está Nelson Jobim de novo, agora como anfitrião de Lula, metido nesse assunto. Deve ser coincidência.

Dizem que é um absurdo um ex-presidente da República, padrinho da presidente atual, se insinuar na penumbra em assunto do Poder Judiciário – que envolve o partido governante. Dizem até que assim Lula pode atrapalhar Dilma.

Ledo engano. Não há esse perigo. Parece até que o Brasil se esqueceu da equação eleitoral de 2010, que garantiu o tricampeonato do PT: Lula é Dilma e Dilma é Lula.

Seria injusto atribuir só ao padrinho a refinada tecnologia chavista de atropelar as instituições. Com o mesmo jeitinho, Dilma já domesticou a Comissão de Ética da Presidência (que fuzilara as ONGs de Lupi, mas anistiou as lanchas de Ideli).

Como ministra, ela já invadira a autonomia da Receita Federal para defender José Sarney. E o Banco Central já aprendeu, graças ao governo Dilma, que taxa de juros também se resolve no grito.

Portanto, não há surpresa alguma no cafezinho de Lula com Gilmar Mendes sobre o mensalão. É só mais uma cena da privatização do Estado brasileiro pela esquerda patriótica.

 

De "O Cafezinho": http://www.ocafezinho.com/2012/06/03/vazou-mais-um-video-secreto-da-midia/

 

Isto aí foi u'a reunião do Inst.Millênium.O orador não mencionou o madureira nem o magnoli.

 

O fotógrafo Sebastião Salgado na mira da câmera

PARIS - Ao folhear as imensas páginas do molde do livro de 50cm x 70cm de dimensão que acolherá, em dois espessos volumes, o seu trabalho de dez anos de exploração das regiões mais puras e virgens do planeta, batizado de "Projeto Gênesis", o fotógrafo Sebastião Salgado se detém diante da gigantesca imagem do semblante de um gorila.- Fotografei este gorila em Ruanda. Ele estava quase grudado na minha câmera e, num dado momento, se viu refletido na lente. Encostou o dedo na sua boca e se deu conta, pelo movimento, de que era ele mesmo do outro lado. Foi um momento impressionante - conta com entusiasmo juvenil o fotógrafo de 68 anos, como se tivesse acabado de clicar o enorme primata.

Acostumado a retratar, Sebastião Salgado se vê agora em posição inversa: foi colocado no lugar do gorila pelos atentos e curiosos olhares do consagrado diretor alemão Wim Wenders e de seu filho Juliano Salgado, também cineasta. A dupla se uniu para fazer um documentário sobre vida e obra do célebre fotógrafo, economista de formação. Em "A sombra e a luz", um projeto de longa-metragem de 90 a 110 minutos, Wim Wenders e Juliano pretendem, a partir do "Gênesis", revelar as mutações do homem Sebastião Salgado e de seu trabalho ao longo de quatro décadas de fotografias pelo mundo.

Admirador de Salgado desde que se deparou com as imagens do livro "Outras Américas (1986), Wenders, ele mesmo fotógrafo, passou à condição de fã ao visitar a exposição "Exôdos", em Paris, no começo dos anos 1990. O cineasta se diz impressionado pela "dedicação" de Salgado em projetos narrativos com anos de extensão para serem fotografados e concluídos, "algo impossível de ser realizado no cinema", assinala.

- Ele teve suas próprias razões para ir aonde foi. Nos mostrou a miséria, as doenças e o fracasso da Humanidade, e agora é ainda mais crível que o mesmo homem nos mostre exatamente o contrário com "Gênesis", porque ele mesmo, ao final de "Exôdos", já não podia mais com isso. Mas não se trata de um romântico, ele nos mostra a beleza do planeta com um olhar muito vivo, ainda tem a percepção do economista. Faz este trabalho espontâneo que é a fotografia com uma consciência que se coloca no interior de um saber. Isso emoldura sua fotografia com uma outra luz - diz Wenders, reunido com pai e filho na Amazonas Images, a agência de Sebastião Salgado na capital francesa, instalada às margens do Canal Saint-Martin.

Ao se conhecerem, há alguns anos, Wenders e o fotógrafo trocaram ideias sobre a possibilidade da realização de um documentário, mesclando imagens e música, mas foi com as filmagens de Juliano em algumas expedições do pai, para um >ita

- Nunca foi feito um filme tão próximo sobre mim. Sempre passei muito tempo longe para fazer fotos, isso significava um distanciamento muito grande da minha família, dos meus filhos. Essas fotografias têm um preço, o preço da minha vida, do meu isolamento, da necessidade desta afeição, que estava distante. E é especial ser filmado pelo filho. Descobri muita coisa dele, e ele também de mim. E em conversas com o Wim, tenho falado muito de mim. É quase como uma análise.

Wenders também gostaria de ter acompanhado Salgado em algumas viagens no ano passado, mas por problemas de saúde não pôde se ausentar. Seu papel será o de fazer as entrevistas filmadas e também o de atuar na edição e montagem final do documentário.

Juliano, 38 anos, revela que suas filmagens no projeto "Gênesis" foram uma oportunidade de reaproximação com o pai e de observação íntima da forma como ele trabalha. Um dos eixos do filme, diz, será a conversão de um fótografo "de situações de conflitos sociais, de guerra, de fome" em um incansável retratista de imagens da natureza.

- Houve um momento em que ele não conseguiu superar alguns dramas e tensões, e, para poder continuar, transformou sua maneira de fazer fotos. Isso nós vamos tentar contar também no filme. Ele saiu do Brasil em 1969, era um jovem otimista, positivo, acreditando que o mundo ia ser sempre melhor, e se tornou pessimista após o trabalho em Ruanda. Pegou uma carga muito negativa de morte, de sofrimento, de matança, e, como filho, quero saber por que escolheu este caminho. Quero saber por que ele se confrontou durante tanto tempo com situações difíceis.

Refletido na lente, Sebastião Salgado olha para si e para o passado e admite que ao final do trabalho de "Êxodos" viveu um período "muito difícil e complicado" por ter testemunhado e registrado "tanta violência e desespero".

- Eu acreditava que éramos uma espécie completamente programada, indo diretamente contra o muro - confessa.

A "salvação" de Salgado foi o Instituto Terra, um projeto ambiental de reflorestamento na Mata Atlântica, em Minas Gerais - que criou em 1999 junto com sua mulher, Lélia Wanick Salgado -, e a idealização do "Gênesis", para fotografar as áreas do globo não afetadas pela civilização.

- Eu virei novamente otimista. No Instituto Terra começamos a plantar uma floresta, vimos tudo começar a nascer de novo, e retornaram os pássaros, os insetos, os bichos. E começou a voltar vida para todo lado dentro da minha cabeça, veio a ideia de fotografar o "Gênesis", e fui para a vida, para o que tem de mais fabuloso no planeta.

Para Wim Wenders foi uma "enorme revelação" descobrir pelas fotografias de Sebastião Salgado que quase metade do planeta está em estado genuíno, descontaminado.

- E também foi uma alegria face a todo o nosso pessimismo de dizer que já fizemos muitos estragos e que já é tarde demais. Não se trata de uma contradição, ainda há muitas razões para o pessimismo, mas é revigorante ver que há tanta natureza que resta e comunidades não atingidas por nossas doenças - acrescenta.

O filme deverá estar finalizado na mesma época do lançamento do livro "Gênesis", numa luxuosa edição da Taschen, e da inauguração da exposição fotográfica itinerante até 2015, com première mundial em abril de 2013, no Museu de História Natural de Londres. No mês seguinte, as imagens serão exibidas no Rio, no Jardim Botânico. Em setembro, a mostra chega a São Paulo, no Sesc Belenzinho.

Além de reaproximar pai e filho, o projeto do filme serviu para incrementar a amizade entre Wim Wenders e Sebastião Salgado, o que influencia na apreensão da obra.

- É algo que se torna cada vez mais complexo, quando se conhece a pessoa. Quando se sabe do carinho que ele tem por tudo o que fotografa. E quando se conhece os sacrifícios em sua vida para poder fazê-lo. Tudo isso traz outras densidades. E nos tornamos mais amigos e nos demos conta de que somos dois grandes fanáticos por futebol - conclui sorrindo Wenders, que no início do ano que vem começará a filmar em Quebec, no Canadá, "Everything will be fine" ("Tudo vai ficar bem"), um longa-metragem de ficção em torno de um drama familiar.

 

há 20 horas por Sem Fronteiras - No Terra

Tábua da Salvação da Delta e de Cabral nas mãos da ministra Weber do STF

 


ministra Rosa Maria Weber

  A ministra Rosa Weber vai passar o final de semana na companhia do mandado de segurança interposto pela Construtora Delta contra ato da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que determinou a quebra dos seus sigilos fiscal, bancário e telefônico desde 1 de janeiro de 2002. O maior torcedor para a concessão da segurança e liminarmente, fora a Delta, é o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, cujas digitais poderão aparecer nos dados que serão levantados. No mandado de segurança existe pedido liminar de suspensão da determinação de quebra dos sigilos. A Delta, –principal construtora das obras do PAC do governo Federal–, passa por uma crise de credibilidade e esse foi o motivo alegado pelo holding gerido pelo J&F para desistir, — como noticiado ontem–, da compra do seu controle acionário e administrativo. Como todos lembrar, o deputado petista Cândido Vaccarezza, que fez juras de fidelidade canina ao enrolado governador Sérgio Cabral do Rio de Janeiro, foi o único a votar contra a quebra de sigilo da Delta. Vaccarezza não queria que a Delta fosse investigada no Rio de Janeiro, por atos e movimentações saídos da sua sede-central fluminense. A sede da Delta fica no centro da cidade do Rio de Janeiro. O deputado Vaccarezza, conhecido por suas poucos luzes e sabujismo ao governador Cabral, entende que os sigilos da Delta só devem ser quebrados, — como já foram–, na região Centro-Oeste do país. Na cabeça de Vaccarezza, a apuração só interessa a partir de Goiania, (1) local de residência de Carlos Augusto Ramos (imóvel onde já morou e eprtenceu ao governador Marconi Perilo) , apelidado Carlinhos Cachoeira, e (2) área de atuação de Cláudio Abreu, que está preso e foi defenestrado da Delta quando eclodiu o escândalo. Com efeito. Seguramente a ministra Rosa Weber não concederá a liminar para o efeito de impedir o conhecimento de dados da sede da Delta, no Rio de Janeiro.  Afinal, Rosa Weber, —que acabou de chegar no STF e já deu votos marcantes como, por exemplo, a admissão do controle correcional autônomo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ)—, não vai querer se apresentar, em termos de trapalhadas a favorecer a impunidade e os potentes e poderosos, como um Gimar Mendes ou um Marco Aurélio de Mello. No mencionado mandado de segurança tem um segundo pedido de liminar da construtora. E diz respeito ao espaço de tempo fixado para a coleta de dados. A CPMI determinou a quebra do sigilo a partir de janeiro de 2002. Segundo os advogados da Delta, esse período é muito longo, pois, na CPMI, o foco seria a participação da construtora em custeio ilegal de campanhas políticos partidárias em 2010. Assim, entende a Delta que a questão deve ser circunscrita a 2010. Esse entendimento também deve ser o do governador fluminense Sérgio Cabral, que contratou, até sem licitação e para algumas obras, a Delta. Quanto ao segundo pedido, a liminar, acreditam os Vaccarezzas da vida, pode ser concedida. Mas, esquecem os tais Vaccarezzas que dados, desde 2002, podem mostrar o “modus operandi” habitual da empresa. Ou seja, o passado também é importante numa investigação. Pano rápido. Cabral é o único governador que, até agora, conseguiu blindagem. E o indeferimento da liminar, pela ministra Rosa Weber, representará um grande estrago na couraça protetiva colocada em Cabral.  –Wálter Fanganiello Maierovitch– 

 

Acredito que este é um tema propício para o domingo.

Ai minha cabeça! 

http://www.enxaqueca.com.br/enxaqueca/enx_perg_ressaca.html

Como evitar a ressaca?

A bebida alcoólica, quando ingerida em quantidades excessivas, produz, depois de algumas horas, síndrome muito conhecida pelos boêmios e festeiros: a RESSACA.

Nesses casos, além da dor de cabeça, a pobre vítima intoxicada pode acordar no dia seguinte com sede, enjôo, sensação de peso na cabeça, palidez, tremor nas mãos, irritabilidade e sensação de fadiga.

Na ressaca, a dor de cabeça normalmente é latejante e piora com movimentos rápidos da cabeça ou com a tosse.

Mas acontece que, para algumas pessoas, um inocente copo de vinho tinto pode ser suficiente para desencadear verdadeira crise de dor de cabeça.

Outras pessoas, por sua vez, podem beber à vontade determinado tipo de bebida, mas não podem beber sequer um copo de outro tipo.

Outras, ainda, podem beber uma bebida por vez, não podendo misturar bebidas num coquetel.

É que essas pessoas têm sensibilidade muito grande para determinadas substancias químicas contidas na bebida alcoólica, do mesmo modo que outras pessoas a têm para determinados produtos alimentícios.

O álcool age como um dilatador dos vasos sanguíneos, e esse efeito provavelmente É o responsável pela sua capacidade de provocar enxaqueca. Por outro lado, as bebidas alcoólicas contêm, na sua composição, quantidades variáveis de tiramina e frequentemente, histamina, substâncias dilatadoras dos vasos sanguíneos.

O efeito dilatador dos vasos sanguíneos deve ser causado em decorrência da influência do álcool em certos centros cerebrais e da medula espinhal. Nos sensíveis às bebidas alcoólicas, a dor costuma aparecer meia hora ou uma hora após a ingestão de bebida, tempo este correspondente a concentração máxima de álcool no sangue.

Muitos bebedores calejados afirmam que no caso da sensibilidade a determinadas bebidas, a dor de cabeça édiferente da provocada pela ressaca.

Vários outros mecanismos podem ocorrer, que resultam na ressaca:

1. Um deles e a desidratação: O álcool "suga" água do sangue e tecidos do organismo, a qual precisa então ser reposta. Daí a sede da ressaca. Muitas pessoas podem prevenir uma ressaca, ou reduzir seus efeitos, após um baile de carnaval, bebendo de meio a um litro de água antes de ir para a cama.

2. A maioria das bebidas alcoólicas possui aditivos. Alguns deles são óleos aromáticos que, além de irritarem o estômago, chegam ao cérebro, podendo provocar dor de cabeça.

3. Outro fator é a baixa de açúcar no sangue. Sabemos que os diabéticos desenvolvem dores de cabeça quando o açúcar do seu sangue está baixo (isso ocorre quando eles tomam insulina demais ou comem muito pouco). O álcool pode afetar a concentração da glicose (açúcar) no sangue e no cérebro, podendo provocar dor de cabeça.

4. Outro fator, ainda, é o seguinte: Sabemos que um dos sintomas de falta de oxigênio é a dor de cabeça. Se você ficar num ambiente com ar rarefeito, poderá desenvolvê-la. Sabemos também que o oxigênio pode, em alguns casos, aliviar dores de cabeça. Durante o sono profundo provocado pela intoxicação alcoólica a respiração fica mais superficial, os níveis de oxigênio sanguíneo podem cair, e o nível de dióxido de carbono pode subir. O resultado? Uma boa dor de cabeça ao levantar!

 

COMO EVITAR RESSACA:

A ressaca constitui-se numa série de sintomas, que ocorrem várias horas após a ingestão da bebida, sendo caracterizada por dor de cabeça latejante, palidez, sensibilidade à luz e ao barulho, problemas gastrointestinais e mal-estar.

Essa síndrome inicia-se após o álcool haver sido metabolizado ("digerido"), no momento em que os níveis de álcool nos tecidos já se encontram baixos.

A dor de cabeça da ressaca é parecida com a da enxaqueca, dura várias horas, e pode ser agravada, da mesma forma que a enxaqueca, por movimento, mudanças rápidas de postura, e esforços físicos.

Aqui vão 10 dicas importantes contra ressaca. Siga-as!!

1. Ingira frutose (o açucar das frutas, ou seja, frutas) ou gordura antes de beber.

2. Quando já estiver com a ressaca, uma inalação de oxigênio a 100% pode ajudar a combater o problema.

3. Também é importante, para esses casos em que a ressaca já esteja instalada, a reposição hídrica, por meio de líquidos adoçados (de preferência sucos de frutas naturais, que já contém o açúcar das frutas), já que a desidratação e hipoglicemia costumam estar presentes.

4. Nessas horas, não se recomenda o consumo de café; pois esse possui ação diurética, levando a aumento da desidratação.

5. Além do mais, pesquisas recentes apontaram que certas drogas (anti-inflamatorios não esteróides) podem prevenir, bem como reverter, a dor de cabeça da ressaca. Mas para seu próprio bem, não se automedique. Passe em consulta com um médico e saiba dele quais dessas drogas você pode ingerir sem riscos.

6. Descubra o quanto você pode beber sem passar mal, e permaneça sempre dentro deste limite!

7. Descubra quais as bebidas que mais lhe fazem mal, e evite-as!

8. Beba meio litro de água antes de ir dormir!

9. Se você possui um analgésico que foi prescrito por um médico e decididamente lhe faz efeito, tenha-o à mão!

10. Nunca beba mais durante a manhã para "curar" sua ressaca. Este é o primeiro passo para o alcoolismo

 

 

 

A Globo foi parceira - formal ou informal - do Flamengo na contratação de Ronaldinho Gaúcho.

Ronaldinho deu o que a parceira esperava enquanto sua volta era novidade ao futebol brasileiro; certeza de retorno financeiro, para a Globo e para o Flamengo.

Ronaldinho, agora, credor de uma fortuna do Flamengo caiu na besteira de tentar receber o que lhe é devido. Virou leproso. Aos poucos a Globo vai detonando o "craque" e tornando-o inimigo número 1 do carioca.

A Globo começa a mostrar as fragilidades do jogador no campo para daqui a pouco adentrar na sua vida privada e transformá-lo num bandido.

O salvador da pátria, agora, não presa mais.

Aguardem os próximos capítulos. Não será surpresa se a Globo "flagrar" Ronaldinho com traficantes.

 

 

 

 

Em andamento

 

Enviado por Ricardo Noblat - 3.6.2012 | 10h30m

HUMORA Charge de Chico Caruso

 

 

 

Já comoçou...

 

Enviado por Ricardo Noblat - 3.6.2012 | 13h48m

HUMOR

 

A Arte de Toni Lucena

 

 

 

Serra, diante das acusações de Pagot, entra na mira da CPMI do Cachoeira

2/6/2012 16:05, Por Redação - de São Paulo - No Correio do Brasil

 Serra

Paulo Preto volta a assombrar o passado do candidato à prefeitura de São Paulo, José Serra

Ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), o engenheiro Luiz Antonio Pagot comandou a instituição desde 2007, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até 2011, quando foi demitido pela presidenta Dilma Rousseff, após uma série ruidosa de notícias veiculadas na mídia conservadora, capitaneada pela revista semanal de ultradireita Veja, com base em dados produzidos pela quadrilha do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, segundo provas recolhidas por agentes da Polícia Federal (PF). Pagot conversou longamente com repórteres da revista semanal de centro IstoÉ, que está em bancas, e denunciou a existência de uma rede de corrupção, comandada por integrantes do PSDB, com objetivo de drenar os recursos das obras do Rodoanel, em São Paulo, para a campanha presidencial de José Serra, em 2010.

Nesta manhã, parlamentares da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira disseram que pretendem convocar Pagot para depor na comissão. Segundo ele, o ex-presidente da estatal Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Paulo Vieira de Sousa, vulgo Paulo Preto, responsável pelas obras do Rodoanel, pediu-lhe, em 2009, que aprovasse um aditivo de R$ 264 milhões para a obra viária. Pagot teria negado, alegando que o governo federal já havia pago sua parte na obra. Mas em seguida, segundo ele, os tucanos teriam conseguido a aprovação dos recursos sem a necessidade da aprovação do Dnit. Pagot diz que, na ocasião, o procurador de uma empreiteira denunciou o desvio de 8% dos recursos do trecho sul do Rodoanel.

– Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá’. Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin – afirmou.

Em 2010, Preto foi acusado de desviar recursos de um suposto caixa dois dos tucanos. Na época, ele negou as acusações e processou os acusadores. Serra primeiro negou que o conhecesse. Paulo Preto disse então, em tom de ameaça:

– Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro.

Logo em seguida, Serra foi à imprensa para dizer que se confundiu por conta do apelido quando questionado “se conhecia algum ‘Paulo Preto“.

A reportagem da revista apurou que o comitê de Serra recebeu R$ 40 milhões em doações oficiais de empreiteiras que construíram o Rodoanel. Pagot também disse que que o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) teria lhe pedido ajuda a pagar as dívidas contraídas por ele com a Delta Engenharia, como se estivesse cobrando a empreiteira. Ele ainda afirmou, categoricamente, que o desvio de verbas da obra para o caixa 2 da campanha de José Serra era amplamente conhecido nos meios empresariais.

– Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que o Rodoanel financiava a campanha do Serra – afirmou Pagot.

Ele, porém, duvida do possível convite para falar ao Congresso, na CPMI do Cachoeira e desdenha de seus participantes:

– Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar – diz ele que, caso reafirme suas denúncias perante os deputados e senadores, poderá provocar a convocação de Serra para depor na CPMI, em plena campanha eleitoral.

Apoio a Dilma

Segundo Pagot. ainda na entrevista, o deputado federal José de Filippe, tesoureiro da campanha presidencial da então candidata Dilma, em 2010, também lhe pediu para arrecadar recursos junto a entidades do setor da construção civil e forneceu o número de contas bancárias da campanha. Neste caso, os recursos teriam entrado legalmente na campanha petista. O deputado federal do PT paulista, porém, respondeu à entrevista de Pagot dizendo que na campanha ele teria tido apenas um encontro com ex-diretor do Dnit quando este lhe ofereceu três aviões do então governador de Mato Grosso (atualmente senador), Blairo Maggi (PR), seu padrinho político. Mas que isso não se concretizou.

Filippe ainda disse que teve um segundo encontro com Pagot, após as eleições. Segundo ele, ”para buscar recursos para saldar as dívidas da disputa eleitoral”. Na ocasião, a campanha devia cerca de R$ 28 milhões.

Serra nega

Procurados pelo Correio do Brasil, assessores do ex-governador José Serra, hoje pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, afirmaram que tudo não passa “de uma calúnia pré-eleitoral aloprada”. “A acusação é inconsistente e a credibilidade dos envolvidos é zero”, disse o comitê de Serra, em nota distribuída à imprensa, neste sábado, na qual afirmam que o candidato tomará as “medidas judiciais” cabíveis.

Ainda na nota, o PSDB afirma que “a matéria é caluniosa. As campanhas do governador Geraldo Alckmin e de José Serra sempre contaram com doações declaradas à Justiça Eleitoral”.

Em outra nota, o prefeito Gilberto Kassab afirmou que a acusação é “improcedente e mentirosa” e que também acionará a Justiça. José Luiz de Oliveira Lima, advogado de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, foi pelo mesmo caminho e diz que também irá processar Pagot por “calúnia e difamação”.

 

 

Bastou esquerda chegar no poder que ficaram ¨infastiado¨ da roubalheira.  Eu nunca votei em esquerda por alguém er prometido que não roubaria nunca, pois não acredito que galo jogado no meio das raposas consiga viver muito, se não se ficar raposa também. OU seja, a velha teoria de que esquerda quando chegar no poder vai viver só do que honestamente é possível ganhar, o que é quase morrer de fome, nunca foi a minha praia.


 


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A corrupção extrapolou todos os limites no Brasil

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/06/03/a-corrupcao-extrapolou-todos-os-limites-no-brasil-448527.asp


 


 


 

 

 

O tucanismo despudorado do Merval Pereira :

 

Política
 
A missão de Lula, por Merval Pereira
 

Merval Pereira, O Globo

A proximidade do julgamento do mensalão parece estar desestabilizando emocionalmente o ex-presidente Lula, que se tem esmerado nos últimos dias em explicitar uma truculência política que antes era dissimulada em público, ou maquiada.

Nessa fase em que trabalha em dois projetos que se cruzam e parecem vitais para seu futuro, tamanha a intensidade com que se dedica a eles, Lula não tem tido cuidados com as aparências, e arrisca-se além do que sua experiência recomendaria.

A pressão sobre ministros do STF, a convocação da CPI do Cachoeira, com direito a cartilha de procedimentos com os alvos preferenciais identificados (STF, imprensa, oposição) e as atitudes messiânicas, sempre colocando-se como o centro do universo político, revelam a alma autoritária deste ex-presidente ansioso pela ribalta política.

A eleição de Fernando Haddad para a Prefeitura de São Paulo e a obsessão em desmoralizar o julgamento do mensalão (já que não conseguiu adiá-lo para que seus resultados não interferissem na eleição municipal e, além disso, a prescrição das penas resolvesse grande parte dos problemas judiciais do PT) pareciam as duas grandes tarefas do ex-presidente Lula neste momento.

Mas ele, de voz própria, revelou seu verdadeiro objetivo político no programa do Ratinho: não permitir que um tucano volte a governar o país.

Nunca antes nesse país viu-se um político assumir tão abertamente uma postura despótica, quase ditatorial, quanto a de Lula nessa cruzada nacional contra os tucanos, que tem na disputa pela capital paulista seu ponto decisivo.

O PT, aliás, tem seguido a mesma batida de Lula, e se revela a cada instante um partido que não tem como objetivo programas de governo ou projetos nacionais para o país. A luta política pelo poder escancara posturas ditatoriais em todos os níveis, e para mantê-lo vale tudo. Desde rasgar a legislação eleitoral e fazer propaganda ilegal em emissora de televisão na tentativa de desatolar uma candidatura que até agora não demonstra capacidade de competição, até intervenções em diretórios que não obedecem à orientação nacional, como aconteceu agora mesmo em Recife.

Vale também mobilizar um esquema policial de uma prefeitura petista, como a de Mauá em São Paulo, para apreender uma revista que apresenta reportagens contrárias aos interesses do PT.

A truculência com que foi impedida a distribuição gratuita da revista “Free São Paulo”, que trazia uma reportagem de capa sobre o assassinato do prefeito petista de Santo André Celso Daniel, é exemplar do que o PT e seus seguidores consideram “liberdade de imprensa”.

Os petistas acusam a revista de ser financiada pelo PSDB, o que ainda é preciso provar, mas, mesmo que seja, seria no mínimo incoerente criticarem tal estratégia, já que são estatais de diversos calibres e governos petistas que financiam uma verdadeira rede de blogs chapas-brancas e revistas para defenderem as ações governistas e demonizar seus adversários, em qualquer nível.

Da mesma forma, parece ironia que líderes petistas se mostrem indignados com financiamentos eleitorais de caixa 2 de políticos tucanos, como se esse crime fosse uma afronta ao Estado de Direito e não, como disse o ex-presidente Lula tentando minimizar o caso do mensalão, coisa corriqueira no sistema eleitoral brasileiro.

O recurso ao caixa 2 e a verbas não contabilizadas é evidentemente uma distorção do nosso sistema eleitoral que tem que ser combatida com rigor, mas o PT há muito perdeu a possibilidade de indignar-se diante deste e de outros malfeitos políticos.

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Folheando para trás

Por Luciano Martins Costa em 02/06/2012 na edição 696 - do Observatorio da imprensa.

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes desapareceu das primeiras páginas dos jornais na sexta-feira (1/6). Folheando a semana para trás, o leitor atento há de ficar atônito. Nem mesmo o ingresso do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso na polêmica criada com a acusação de Mendes, de que se sentiu chantageado pelo ex-presidente Lula da Silva, foi suficiente para manter aceso o interesse da imprensa no acontecimento bizarro.

 

Então tudo aquilo não tinha o menor sentido? Onde foi parar, de repente, a absoluta credibilidade do ministro da Suprema Corte?

 

Em lugar das manchetes ruidosas, os jornais publicam sobre o assunto, além de uma frase de FHC, dita durante palestra a empresários na China, apenas uma declaração de Lula, feita em entrevista a um programa popular de televisão, segundo a qual “quem inventou a história que prove”. Aquilo que era manchete desde a segunda-feira, a partir de uma declaração de Gilmar Mendes à revista Veja, se desvanece no ar.

 

Os jornais teriam se convencido, de uma hora para outra, de que o ministro da Suprema Corte mentiu, exagerou, equivocou-se? Essa possibilidade transparece no editorial publicado nesta sexta-feira pela Folha de S. Paulo, no qual há uma clara condenação da atitude de Gilmar Mendes.

 

Criticando genericamente alguns episódios que provocaram crises no Supremo Tribunal Federal ao longo da última década, o jornal paulista afirma que a reunião cujo teor suscitou a controvérsia da semana foi uma impropriedade cometida pelos três protagonistas: o ex-presidente Lula da Silva, o ministro do STF Gilmar Mendes e o ex-ministro Nelson Jobim, anfitrião do encontro.

 

Mas as palavras mais pesadas caem do lado de Gilmar Mendes: o jornal pondera que ele não deveria ter buscado essa exposição, “em face da conjuntura politicamente aquecida pela vizinhança da CPI do caso Cachoeira, centrada na figura de um senador com quem o ministro Gilmar mantinha relacionamento próximo o bastante para aceitar caronas de avião”.

 

O que a Folha está declarando, implicitamente, é que o ministro do Supremo Tribunal Federal tem explicações a dar sobre suas relações diretas ou indiretas com o bicheiro e que o entrevero que provocou ao acusar o ex-presidente Lula não o exime dessa responsabilidade.

 

O jogo virou

 

Não se pode adivinhar o que a Folha tem em seus arquivos que possa comprometer um ministro do Supremo Tribunal Federal e se sua direção vai ou não autorizar a publicação. Mas, a julgar pelo tom do editorial, pode-se afirmar que essa decisão saiu das mãos do editor de Política do jornal, se é que ele algum dia teve autonomia para tratar desse tipo de assunto.

 

Como afirmou este observador durante a semana, trata-se de mais um episódio patético que começa em crise e termina em anedota (ver aqui e aqui). Mas, ao contrário de alguns casos anteriores, a imprensa não pode agora simplesmente virar as costas e fingir que nada aconteceu.

 

O ministro Gilmar Mendes colecionou desafetos em número e valor suficientes dentro do próprio Supremo Tribunal Federal para poder escapar da “insinuação escrachada” no editorial da Folha de S. Paulo sobre suas relações com o senador Demóstenes Torres.

 

Observe agora o leitor a mudança de rumo na lógica do episódio: se de fato o ex-presidente Lula da Silva tentou negociar um adiamento no julgamento do caso chamado “mensalão” em troca de blindar o ministro do Supremo com relação ao caso Demóstenes-Cachoeira, a própria imprensa tratou de romper o véu e acusar diretamente o ministro Gilmar Mendes – não em declarações de terceiros, mas em editorial! – de manter com o senador acusado “relacionamento próximo o suficiente para aceitar caronas de avião”. Se houve, como disse o ministro do STF, uma chantagem para mantê-lo fora do caso Demóstenes-Cachoeira, o episódio acaba por lança-lo diretamente no fogo.

 

Virado o jogo, o que fazer, então, dos dias anteriores, que o leitor revisita quando resolve folhear os jornais para trás? Onde foram parar todas aquelas fichas apostadas na versão do ministro, agora que o seu movimento acaba por colocá-lo oficialmente entre os suspeitos de “relacionamento inapropriado” com alguém que é acusado de corrupção, formação de quadrilha e outras delinquências?

 

Já não se trata agora da credibilidade da imprensa, mas do respeito que se deve à Suprema Corte de Justiça.

 

"Just when I thought I was out... they pull me back in"

Para que as transformações sejam irreversíveis

Da Carta Maior

O Brasil passa por um extraordinário e imenso processo de democratização econômica e social, como produto das políticas implementadas pelos governos Lula e Dilma. O país, conhecido por ser o mais desigual do continente mais desigual do mundo, pela primeira vez vê diminuir as desigualdades, a miséria e a pobreza. Isso não acontecia nem com expansão, nem com recessão econômica, nem com democracia, nem com ditadura.

Milhões de pessoas, excluídas de políticas centradas no mercado, passaram a ter acesso a bens básicos, que lhes tinham sido negados – desde emprego com carteira de trabalho até casa, passando por microcréditos e o correspondente acesso a bens antes considerados distantes da sua capacidade de compra. O emprego seguro é certamente uma das maiores conquistas, mesmo que os salários – ainda sendo elevados ao longo de toda a década – sao baixos, assim como as condições de trabalho são ruins– a começar pelo tamanho da jornada, pelas condições de transporte, segurança no trabalho, etc.

Esses milhões de brasileiros permitem que o país esteja se transformando, apoiado nessa nova maioria, de caráter popular, que elegeu e reelegeu a Lula e elegeu a Dilma. Significativamente, o nordeste, que era a principal base de apoio da direita, passou a ser o esteio prioritário das forcas de esquerda, como expressão das políticas centradas nos direitos sociais das maiorias antes postergadas.

A continuidade indispensável dessas transformações depende da sequência e do aprofundamento das políticas econômicas e sociais do governo, que por sua vez dependem, também, das condições econômicas externas. O principal esforço do governo nestes dois primeiros anos da Dilma – e provavelmente será a prioridade em todo este mandato – está concentrado em resistir às pressões recessivas externas e às resistências dos bancos privados, mas também de setores industriais, a somar-se ao esforço do governo em elevar o ritmo de crescimento da economia.

Mas a consolidação dos avanços que o Brasil vive e a possibilidade de transformá-los em irreversíveis, não reside nesse plano. O país pode chegar a sofrer de maneira mais profunda as pressões recessivas, mas não pode depender da situação econômica para consolidar os avanços. A única garantia de que estes se tornem irreversíveis se situa na consciência social dos milhões de beneficiados pelas políticas sociais do governo e na sua organização, para defender essas conquistas.

Esta é uma tarefa muito grande para ser assumida somente pelo governo, mas este tem as responsabilidades essenciais, especialmente com suas políticas de educação, de cultura e de comunicação, combinadas e articuladas entre si, em um imenso arrastão, que deve incluir campanha para terminar com o analfabetismo ainda neste mandato presidencial; retomada, extensão e consolidação da políticas de pontos de cultura, entre outras, neste plano; extensão da internet gratuita para todo o país, entre outras.

Do lado do campo popular, as organizações sociais e culturais tem que se dedicar a trabalhar nessa direção, da forma que encontrem possível e desejável, para avançar na luta contra a alienação e pela organização e constituição das novas forças populares que devem protagonizar, também no plano político, as grandes lutas que o Brasil tem nesta década, para se transformar realmente numa grande democracia econômica, social, politica e cultural.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id...

 

1- Mentira- até Lula é fruto direto do grande impulso que a ditadura deu, se não contunaria no nordeste bebendo água suja com merda de vaca . Esse mesmo reconhece que foi o período que mais inseriu socialmente, fora o seu governo.


2 - verdade - o grande impulso só foi possível pelo fato de Lula deslocar o seu poder de voto para os bolsões dominados por Sarney, Rennan, Jader, Collor, Severino, etc,. E isso prova do porquê o PIG ter sermpre demonizados esses: não queria que o Brasil promovesse a maior distribuição de renda de toda história do Brasil.


 

 

O dedo do Lula

A sociedade brasileira teve sempre a discriminação como um dos seus pilares. A escravidão, que desqualificava, ao mesmo tempo, os negros e o trabalho – atividade de uma raça considerada inferior – foi constitutiva do Brasil, como economia, como estratificação social e como ideologia.

Uma sociedade que nunca foi majoritariamente branca, teve sempre como ideologia dominante a da elite branca, Sempre presidiram o país, ocuparam os cargos mais importantes nas FFAA, nos bancos, nos ministérios, na direção das grandes empresas, na mídia, na direção dos clubes – em todos os lugares em que se concentra o poder na sociedade, estiveram sempre os brancos.

A elite paulista representa melhor do que qualquer outro setor, esse ranço racista. Nunca assimilaram a Revoluçao de 30, menos ainda o governo do Getúlio. Foram derrotados sistematicamente pelo Getulio e pelos candidatos que ele apoiou. Atribuíam essa derrota aos “marmiteiros”- expressão depreciativa que a direita tinha para os trabalhadores, uma forma explicita de preconceito de classe.

A ideologia separatista de 1932 – que considerava São Paulo “a locomotiva da nação”, o setor dinâmico e trabalhador, que arrastava os vagões preguiçosos e atrasados dos outros estados – nunca deixou de ser o sentimento dominante da elite paulista em relação ao resto do Brasil. Os trabalhadores imigrantes, que construíram a riqueza de Sao Paulo, eram todos “baianos” ou “cabeças chatas”, trabalhadores que sobreviviam morando nas construções – como o personagem que comia gilete, da música do Vinicius e do Carlos Lira, cantada pelo Ari Toledo, com o sugestivo nome de pau-de-arara, outra denominação para os imigrantes nordestinos em Sao Paulo.

A elite paulista foi protagonista essencial nas marchas das senhoras com a igreja e a mídia, que prepararam o clima para o golpe militar e o apoiaram, incluindo o mesmo tipo de campanha de 1932, com doações de joias e outros bens para a “salvação do Brasil”- de que os militares da ditadura eram os agentes salvadores.

Terminada a ditadura, tiveram que conviver com o Lula como líder popular e o Partido dos Trabalhadores, para o qual canalizaram seu ódio de classe e seu racismo. Lula é o personagem preferencial desses sentimentos, porque sintetiza os aspectos que a elite paulista mais detesta: nordestino, não branco, operário, esquerdista, líder popular.

Não bastasse sua imagem de nordestino, de trabalhador, sua linguagem, seu caráter, está sua mão: Lula perdeu um dedo não em um jet-sky, mas na máquina, como operário metalúrgico, em um dos tantos acidentes de trabalho cotidianos, produto da super exploração dos trabalhadores. O dedo de uma mão de operário, acostumado a produzir, a trabalhar na máquina, a viver do seu próprio trabalho, a lutar, a resistir, a organizar os trabalhadores, a batalhar por seus interesses. Está inscrito no corpo do Lula, nos seus gestos, nas suas mãos, sua origem de classe. É insuportável para o racismo da elite paulista.

Essa elite racista teve que conviver com o sucesso dos governos Lula, depois do fracasso do seu queridinho – FHC, que saiu enxotado da presidência – e da sua sucessora, a Dilma. Tem que conviver com a ascensão social dos trabalhadores, dos nordestinos, dos não brancos, da vitória da esquerda, do PT, do Lula, do povo.

O ódio a Lula é um ódio de classe, vem do profundo da burguesia paulista e de setores de classe média que assumem os valores dessa burguesia. O anti-petismo é expressão disso. Os tucanos são sua representação política.

Da discriminação, do racismo, do pânico diante das ascensão das classes populares, do seu desalojo da direção do Estado, que sempre tinham exercido sem contrapontos. Os Cansei, a mídia paulista, os moradores dos Jardins, os adeptos do FHC, do Serra, do Gilmar, dos otavinhos – derrotados, desesperados, racistas, decadentes.

http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&post_id...

 

Há dez anos, o jurista e professor da USP Dalmo Dallari publicou artigo que gerou polêmica em que sustentava: “Gilmar Mendes no STF é a degradação do judiciário brasileiro”. Agora, ele reafirma e diz mais: “Há algo de errado quando um ministro do supremo vive na mídia”. Clique no link abaixo e leia a profecia:

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/05/ha-dez-anos-professor-da-usp-foi-profetico-gilmar-mendes-sera-uma-tragedia-no-stf.html

 

A morte de uma vítima do capitalismo

 

Meu nome era Antonios Perris, eu tinha 60 anos e era um músico grego. Durante duas décadas cuidei de minha mãe. Há três ou quatro anos ela sofre de Alzheimer e recentemente foi diagnosticada com esquizofrenia e outros problemas de saúde..  

Os asilos para idosos não aceitaram uma anciã com tantos problemas. Quando explodiu a crise, eu não estava preparado para enfrentá-la. Vendi todas as propriedades que tinha mas acabei sem nada para comer. Ontem, minha mãe e eu nos atiramos do terraço do quinto andar.

Antes de fazer isso, deixei no meu blog uma última pergunta a meus amigos poetas e músicos: Alguém conhece alguma solução? Se lhes escrevo agora já não é por mim nem por minha mãe, pois nós encontramos o descanso. Se lhes escrevo agora é por milhares de pessoas em seu país que estão passando por algo parecido ao que nós, gregos, estamos passando. Há uma solução para elas. E essa solução depende de vocês. Vocês podem e devem fazer isso. Para evitar que outros filhos e outras mães se atirem no espaço como minha mãe e eu fizemos. Já estão fazendo em seu país, mas as mortes não saem nos telejornais. Mas há vítimas. E uma outra maioria de vítimas segue viva e resistindo. Por elas e pela humanidade, senhor presidente, senhores ministros, deputados, façam alguma coisa urgentemente..

Não estou pedindo com a raiva ou o rancor que sentia por vocês ontem, pois a morte me liberou também disso. Se lhes peço, por favor, por dignidade, por respeito e porque é seu dever e podem fazê-lo. Sim, vocês podem. É muito simples. Há 350.000 famílias que foram despejadas em seu país desde que a crise começou a nos atormentar. Há milhares que estão sendo despejadas todo mês pelos mesmos bancos que vocês estão salvando com o dinheiro desses pobres que foram sacrificados durante anos e pagaram seu impostos. Agora essas pessoas nem isso podem fazer. São famílias sem trabalho, com crianças, com idosos, com enfermos. Façam por um momento esse esforço de imaginação, que sempre evitam, e pensem no que estão passando essas pessoas. Imaginem o que é ficar sem casa, ter medo e dormir sobresaltado por cada ruído que podem anunciar o despejo, a vergonha de que seus filhos vejam a polícia arrastando você para fora da sua casa, a vergonha de pedir asilo na casa de um amigo ou parente,  que podem estar  talvez  tão sufocados como você e os seus, e o que é pior, a humilhação de dormir na rua ou em um albergue...Não é preciso muito esforço para sentir-se mal só de pensar.

Pois façam com eles o mesmo que fizeram com os bancos. Obriguem os bancos a suspenderem os despejos. Obriguem os bancos a perdoar as dívidas hipotecárias e devolverem as casas que tomaram. E obriguem os bancos a alojar milhares de famílias que necessitam em casas que estão vazias à espera de negócios. Estabeleçam um aluguel razoável, estudem cada caso mas arranjem uma moradia para todos. Momentos de exceção como estes, exigem medidas de exceção como as que foram tomadas para resgatar os bancos. Resgatem as pessoas. Podem fazer isso porque o fizeram com os bancos.  Foram salvos sem que lhes tenham imposto condições. Nacionalizaram a entidade que executa 80% das hipotecas, estão dispostos a dar-lhes o que necessitem e dizem que necessitam de 15 bilhões. Este banco é nosso, criem vocês suas próprias normas,  salvem aos que necessitam. E façam isso logo. A vida de outros depende hoje de vocês.

Minha mãe já não era capaz de saber o que estava acontecendo. Mas vocês não têm Alzheimer, embora pareça algumas vezes que você  esqueceram onde deixaram sua conciência. Em meu leito de descanso, cheguei a crer por um momento que a têm. Por isso me atrevi a escrever estas linhas que podem parecer ingênuas, porque estamos construindo um mundo em que defender a justiça parece coisa de inocentes. Deixem-me este último sonho antes de pegar no sono eterno. Estendam as mãos aos que estão a ponto de lançar-se ao espaço. Façam alguma coisa.

Nota do editor.  Antonios Perris e a mãe dele morreram no último dia 24 de maio no bairro de Metaxourgeio, em Atenas. A notícia e seu bilhete de morte não foram divulgados pela mídia brasileira.

 

 

Prefeito Wilson Francelino (PSD), da cidade de Barra do Bugres (MT), pega repórter pelo pescoço

http://www.youtube.com/watch?v=vIc5-_Vo9Ms&feature=player_embedded

 

Do IG :

Senado já tem 41 votos para cassar Demóstenes TorresReportagem do iG ouviu 61 dos 81 senadores. Do total, 20 disseram não saber como vão votar ou não quiseram opinar

Fred Raposo e Adriano Ceolin, iG Brasília | 02/06/2012 17:55


Foto: André Dusek/AEDemóstenes no plenário, onde será decidido seu futuro

Quarenta um senadores já decidiram que vão votar a favor da cassação do mandato do colega Demóstenes Torres (sem partido-GO), acusado de ser o braço político do esquema do bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

O número é resultado da enquete feita pelo iG na semana passada. A reportagem ouviu 61 senadores de quarta-feira a sábado. Em casos de cassação, a votação tem de ser secreta, por isso a maioria dos senadores só aceitou declarar o voto se houvesse identificação por nome.

Veja aqui como foi o depoimento de Demóstenes Torres ao Conselho

Dos 61 senadores ouvidos pelo iG nenhum garantiu que vai poupar Demóstenes da cassação. Vinte senadores disseram que ainda não decidiram ou simplesmente não quiseram informar como vão votar. O iG não conseguiu falar com outros 20 senadores.

Antes de ser votada no plenário do Senado, a cassação do mandato de Demóstenes precisa ser aprovada pelo Conselho de Ética da Casa - onde o voto é aberto. Relator do caso do senador goiano, Humberto Costa (PT-PE) pretende apresentar o relatório esta semana.

Na terça-feira passada, depois de ouvir o depoimento de Demóstenes ao Conselho por mais de cinco horas, Costa afirmou haver “indícios suficientes” para cassar o mandato do colega goiano . “O Senado deve uma decisão antes do início do recesso”, disse.

Durante o depoimento, Demóstenes admitiu que ganhou um telefone Nextel do bicheiro Carlinhos Cachoeira e reconheceu ainda que a conta era paga pelo contraventor. O senador, porém, negou ter atuado a serviço de Cachoeira.

A maioria dos senadores não se convenceu e até adiantou publicamente o seu voto em penário. “Vou votar pela cassação”, disse a senadora Kátia Abreu (PSD-TO). “Minha posição e do PT são claras: pela cassação”, afirmou Walter Pinheiro (PT-BA), líder da bancada no Senado.

Na quinta-feira, Demóstenes foi chamado para prestar depoimentos à CPI do Cachoeira. Logo no início, ele requisitou o direito constitucional de permanecer calado, o que provocou um bate-boca entre o deputado Silvio Costa (PTB –PE) e o senador Pedro Taques (PDT-MT).

Costa atacou Demóstenes, acusando-o de demagogo e hipócrita. Disse ainda que o senador “não vai para o céu”. Taques interrompeu a fala do deputado e alegou que “qualquer cidadão merece ser tratado com dignidade”, como prevê a Constituição.

Alguns senadores acharam que o deputado tentou humilhar Demóstenes. “Vou votar tecnicamente, avaliar onde ele errou. Não vou cassá-lo só por ser amigo de bicheiro”, disse o senador Ivo Cassol (PP-RO), que não quis adiantar como deverá votar em plenário.

 

Do Conversa afiada

 

 

zanuja

Prezado Nassif,

Peço que se divulgue que o Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica ocorreu na semana que passou. É um evento importante para a área e para o público em geral, que deveria conhecer o vulto que essa área está tomando. É um depoimento pessoal, pois fui participante.

O II FÓRUM MUNDIAL DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA OCORREU DE 28 DE MAIO A 1º DE JUNHO EM FLORIANÓPOLIS-SC

DESCRIÇÃO DO EVENTO

O Fórum contou com a participação de institutos federais e instituições de ensino técnico público e privado de todo país e de algumas universidades públicas e particulares, bem como instituições afins como SESI, SENAI etc., com trabalhos e estandes. Houve enorme diversidade de trabalhos na forma de pôster, cerca de 2600 (informação do setor de cadastro de pôsteres), exibidos em diversos dias. Foram também realizadas diversas palestras e eventos culturais, com forte presença de apresentações musicais de orquestras e grupos, para mais de 15.000 pessoas, que se inscreveram e confirmaram presença. As apresentações culturais tiveram grande presença do norte e do nordeste, bem como grande contribuição local (instituições de Santa Catarina). Embora o Fórum fosse mundial, com palestrantes de diversos países, as apresentações culturais e pôsteres foram majoritariamente brasileiros, com poucos trabalhos de outros países.

ELOGIOS E CRÍTICAS

A proposta de organização do evento foi cumprida com notável eficiência logística e organizacional. Não se detectou grandes problemas na organização de espaço, atendimento aos participantes e visitantes, limpeza e infraestrutura de alimentação. O transporte com ônibus do próprio evento foi crucial para muitos participantes de fora, visto que houve greve de ônibus total na cidade de 2ª a 4ª. Pelo que pudemos depreender de nosso hotel e testemunho de outras pessoas, a rede hoteleira foi bastante receptiva e concedeu facilidades além das que esperávamos. O ambiente do Fórum era extremamente cordial e diríamos até solícito, com oportunidades ímpares de conhecer pessoas e fazer contatos.

Havia muitos trabalhos na área social e na área ambiental com enfoque menos técnico , mas não sabemos dizer se foram muito mais do que ou iguais a trabalhos eminentemente técnicos.

Nasce daí a principal crítica ao Fórum: a ausência de setorização dos trabalhos em pôster e a falta de um ‘momento pôster’ que desse destaque aos trabalhos. A falta de setorização fez com que trabalhos díspares ficassem lado a lado e trabalhos afins ficassem separados, causando esvaziamento e diminuindo o destaque na apresentação dos pôsteres. Os próprios apresentadores de cada pôster tinham dificuldade de encontrar trabalhos que gostariam de discutir. Não houve tempo exclusivo para visita a pôsteres, momento que é habitual em outros congressos, em que não houvesse palestras ou apresentações culturais simultâneas. Ou seja, os pôsteres competiram com outros eventos, e os apresentadores ficaram o dia inteiro, sem ter um horário especial de uma ou duas horas, em que o público deveria dirigir-se para a área de apresentação. 

Nesse caso, ocorreu uma visão não-democrática da troca de informações, em que dirigentes e figuras conhecidas ou ainda eventos por instituições tiveram merecido destaque, mas a informação produzida pela base (alunos e professores) não foi considerada com a mesma relevância e foi virtualmente posta no limbo. Ou seja, só a informação produzida ‘de cima para baixo’ teve oportunidade e destaque devidos, e a informação ‘de baixo para cima’ teve pouco realce e competiu com eventos amplamente divulgados antes e durante o Fórum.

Essa assimetria não deveria existir e, a exemplo de demais congressos da área científica, técnica e tecnológica, o ‘momento pôster’ deveria ocorrer. Isto é,  em uma ou duas horas diárias, toda atenção da programação estaria voltada para os autores de trabalhos de cada instituição, autores que teriam também a oportunidade de ecoar suas visões e considerações sobre o ensino técnico e tecnológico e/ou resultados de trabalhos voltados para essas áreas. Sem a ‘base’ (alunos e professores), a ciência, a tecnologia e o conhecimento não acontecem nos corações e mentes que levarão ao futuro.

Ressalve-se que este foi o II Fórum e é óbvio que o formato pode e deve evoluir. E o brilho e o alcance do evento não devem ser diminuídos, mas ressaltados e melhorados, nas versões que se seguirão. E fazemos os melhores votos de que eventos como esse, ainda que aperfeiçoados, voltem a se repetir, pois é um dos caminhos para a consolidação de uma área de ensino extremamente importante para nosso país.

CONCLUSÃO

O Fórum Mundial proporcionou uma visão do estado-da-arte do ensino técnico e tecnológico no Brasil e uma oportunidade ímpar de contato entre as mais diversas instituições. Também mostrou a evolução e a pujança dessa modalidade de ensino, num evento que cumpriu com esmero o arranjo organizacional a que se propôs. Mas a organização merece algumas revisões, que deem mais destaque aos trabalhos de base (alunos e professores), num processo natural de evolução, pois o evento ainda está na sua 2ª edição.

 

Deputados federais visitam rio do Macaco nesta segunda para investigar denúncias

02/06/2012

A violação de direitos humanos fundamentais por parte da Marinha do Brasil contra agricultores da comunidade quilombola do rio do Macaco, nas proximidades da Base Naval de Aratu, na Região Metropolitana de Salvador, levou a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados a decidir investigar in loco as denúncias.

O presidente da comissão de Direitos Humanos, deputado Domingos Dutra (PT/MA), acompanhado dos seus correligionários eleitos pela Bahia, Luiz Alberto, Amauri Teixeira e Valmir Assunção , realizarão a audiência pública com os moradores, na comunidade quilombola Rio do Macaco. O encontro começará às 9h e contará ainda com a participação do secretário Elias Sampaio e representantes da Secretaria de Povos e Comunidades da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir).

 

Após a audiência, os parlamentares serão recebidos pelo almirante Monteiro Dias, comandante da Base Naval, às 13h. Depois a comitiva da CDHM terá reunião com o Governador da Bahia, Jaques Wagner, para também tratar do assunto.

O presidente da Frente Parlamentar Mista pela Igualdade Racial e em Defesa dos Quilombolas e membro do colegiado, deputado federal Luiz Alberto (PT/BA) chama a atenção para a necessidade de reforçar o diálogo para solucionar o impasse. “É preciso conversar, sem agressões ou excessos, pois as garantias da comunidade quilombola, asseguradas pela Presidência da República, precisam ser respeitadas”, reforçou.

No último dia 28 de maio, militares impediram “com rigor exagerado” um morador do quilombo de reerguer o telhado da casa onde mora com a família, com crianças, inclusive, que desabou devido às fortes chuvas que caíram no local, conforme denunciaram os quilombolas do Rio do Macaco. O pedido de socorro foi feito pela líder da comunidade, Rosemeire Santos, à presidente do Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra (CDCN), Vilma Reis, por meio de uma “desesperada ligação telefônica”.

A moradora relatou que militares da Marinha invadiram a casa em reforma, com fuzis nas mãos, e derrubaram parte do teto que já havia sido colocado. Crianças estavam no local, no momento, segundo as denúncias. “Meu pai nasceu aqui em 1910 e fala assim ‘olha meu filho, quando eu nasci o seu avó tinha 25 anos’, fazendo as contas ele [o avó] nasceu em 1885. Quer dizer já existia moradores dentro da comunidade. Quer dizer que Marinha chega aqui nos anos de 70  e diz que a terra é dela?”, protestou o proprietário da casa cercada pelos militares, José Araújo dos Santos, conforme publicou o Correio Nagô.

Na ocasião, o secretário de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Elias Sampaio, e representantes das Defensorias Públicas Estadual e Federal fecharam acordo com militares para que a tropa com 50 soldados deixassem a comunidade e que a negociação sobre a conjuntura do conflito fosse restabelecida, em mesa de debate.

Entenda o caso 

Os moradores do quilombo acusam que militares teriam, seguidas vezes, agredido vários deles física e moralmente, feito ameaças de morte, danificado moradias e, entre outras reclamações, dificultado o direito de ir e vir, garantido pela Constituição Federal, o que contribuiu para a morte de bebês de gestantes.

Em 22 de maio, representantes do quilombo estiveram em Brasília para entregar aos deputados da CDHM cópias de boletins de ocorrências policiais com os registros oficiais das agressões e ameaças. Acrescentaram que a situação se encontrava insustentável com riscos para que o pior possa acontecer.

O conflito entre as 50 famílias do quilombo com a Marinha se deve a que os militares solicitam a saída dos 500 moradores dessa área de segurança, na qual os descendentes dos escravos garantem que seus ancestrais chegaram há mais de 200 anos, motivo pelo qual não querem se retirar.

 

Josias Pires

Em qualquer lugar do mundo onde tem mlitar eles desgracam os pobres.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

 ivan , aqui no brasil , tem suas contradições , o nosso exercito apesar de cair no conto do vigário e entrar em conversa da cia e da udn brasileiras , apesar da ação da marinha totalmente autoritária neste caso , tem a banda boa , parece que aqui tudo tem sua banda podre , mas o exército brasileiro deve ser um dos poucos que prestam serviços extraordinários a boa parte da população ribeirnhas e afastadas no interior do pais , e tambem acolhe em seus quadros pessoas de todas cas classes , abrindo portas para muitos pobres , avançarem socialmente no pais.

 

Artigo instigante sobre ética e a implicação do "agir eticamente" em relação aos animais:

http://www.olharanimal.net/luciano-cunha/1603-porque-temos-o-dever-de-da...

 

  Porque temos o dever de dar igual consideração aos animais não-humanos e as implicações práticas desse dever

02 Junho 2012
Luciano Carlos Cunha

Resumo:

Será moralmente defensável o especismo? O presente artigo defende que devemos ser imparciais, o que implica dar igual consideração aos interesses relevantemente similares (o que inclui interesses de animais não-humanos), não importando o portador do interesse. Isso implica, por sua vez, não apenas em abolir o uso dos animais como recursos (em oposição a meramente regulamentar para diminuir o sofrimento), mas, rejeitar o especismo e atender a um interesse de um animal não-humano toda vez que reconhecermos tal interesse como digno de ser atendido quando possuído por um humano.

Palavras-chave: Especismo, Igual Consideração, Abolicionismo, Imparcialidade.

 

 

http://www.youtube.com/watch?v=LxuYJ1Udm5E

O JUBILEU DA RAINHA ELIZABETH II - Sessenta anos de uma Rainha que se confunde com nossa época.

Elizabeth II é o passado e o presente numa só pessoa. É uma tradição de 800 anos, a monarquia birtanica é tambem  do tempo dos Beatles. A Inglaterra é uma especie de centro espiritual do mundo globalizado, lá nasceu a economia industrial de mercado, lá foi formulado o pensamento economico 

guia o Seculo XX, tanto a economia do bem estar social como o neoliberalismo, a Inglaterra foi o berço das Bolsas de Valores, de mercadorias, de petroleo, de futuros, do Banco Central, dos fundos de investimentos, da auditoria, da controladoria, do leasing,  da moderna sociedade anonima, dos seguros, dos produtos e invenções que criaram o mercado financeiro moderno, tambem foi o berço da primeira moeda mundial de reserva, a libra esterlina, antecessora do dolar. A Africa , o Oriete Medio, a India, o Paquistão e a China projetam tambem uma forte herança cultural britanica

A Rainha Elizabeth II, com sua fleuma, sua postura, sua presença impecavel, sua atitude precisa como um cronometro repreenta como ninguem a estabilidade das instituições inglesas, parte de uma curiosa civilização que consegue ser modernissima nas suas invenções fundamentais para o mundo moderno ao mesmo tempo que é o passado em muito de seus modos e costumes.

O Reino Unido teve uma sorte especial graças ao evento da abdicação de Eduardo VIII, que segundo a logica indica, seria um péssimo rei. Frivolo, inconstante, pouco interessado nos negocios de Estado, o tio da Rainha fez um favor a seu povo ao deixar o trono para o irmão, um Rei valoroso e cumpridor de seus deveres, George VI legou à filha seus principios de considerar o dever acima de tudo. Elizabeth foi rainha muito jovem mas já preparada desde a infancia como herdeira, conseguiu atravessar um longuissimo periodo começando com Winston Churchill como Primeiro Ministro, em plena Guerra Fria, conheceu e ofereceu sua mesa a todos os Presidentes americanos desde o General Dwight Eisenhower até Barack Obama.

Quando Elizabeth II foi coroada,  no Brasil o Presidente era Getulio Vargas, na Argentina o General Peron, a televisão estava na infancia, os aviões eram ainda a hélice, Brasilia não era sequer cogitada,

Assis Chateaubriand era o rei da midia brasileira e Embaixador em Londres, S.Paulo tinha pouco mais de 1,5 milhão de habitantes.

A Rainha enfrentou graves problemas familiares, superou todos eles sem maiores abalos, parece estar com boa saude, ela é uma especie de tunel do tempo que nos liga ao passado estando no presente, nos mostrando que as coisas não mudaram tanto como nós pensamos.

 
Re: Fora de Pauta
 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Re: Fora de Pauta