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http://globotv.globo.com/globo-news/globo-news-dossie/v/ex-governador-de-sao-paulo-fala-publicamente-a-comissao-da-verdade/1976468/

Entrevista da Globo News com Paulo Egígio Martins falando sobre a ditadura e o assassinato de Wlado e declarando que irá colaborar com a comissão da verdade.

 

Alguém ficou sabendo como transcorreu o "Puta Day" dia 2 em Belém?

http://altino.blogspot.com.br/2012/06/puta-dei-nas-ruas-de-belem.html

"PUTA DEI" NAS RUAS DE BELÉM A Associação de Prostitutas do Estado do Pará (Gempac) realiza  neste sábado (2), em Belém, uma extensa programação com debate em rede sobre a legalização da profissão e manifestações artísticas e culturais para comemorar o Dia Internacional da Prostituta. No dia 2 de junho de 1975, 150 prostitutas ocuparam a igreja de Saint-Nizier, na França, para protestar contra o cerco a liberdade que sofriam. Segundo os organizadores do evento, de lá para cá, o movimento se fortaleceu, teve avanços e conquistas, mas ainda sofre com os preconceitos e a falta de informação. Após 37 anos do protesto que marcou a trajetória da classe trabalhista, mulheres de todo o mundo comemoram o Dia Internacional da Prostituta, uma data para reforçar o combate aos estigmas que estas profissionais sofrem diariamente.

Preliminares As atividades do Puta Dei começam às 9 da manhã e se estendem até a noite percorrendo o trajeto do “Quadrilátero do Amor” – área do tradicional bairro da Campina, que marcou tempos áureos da capital paraense formando o quadrado compreendido entre as ruas Padre Prudêncio, 1º de Março, Riachuelo e General Gurjão. Cada ação da programação visa fortalecer o debate sobre a profissão e, principalmente, quebrar tabus que impedem e distorcem um tratamento real sobre as questões da classe.
Leia mais no Blog da Amazônia

 

EUA: Sistema de Injustiça Criminal para negros pobres

 



3/6/2012, Margaret Kimberley, Eurasia Review
Criminal Injustice System – OpEd
Traduzido pelo pessoal da Vila Vudu
 


 
 

Margaret Kimberley
Há tantas coisas erradas nos EUA, que nem se sabe por onde começar. Mas, de todas as calamidades que os norte-americanos enfrentam, a mais cruel é o sistema de justiça criminal.
 
Os EUA são a capital mundial das prisões. Só num estado, na Louisiana, a taxa de encarceramento, em relação à população do estado, é 13 vezes maior que a da China e cinco vezes maior que a do Irã.
 
O encarceramento em massa não é acaso, mas reação coordenada e aperfeiçoada contra o sucesso do movimento pelos direitos civis. As leis de segregação racial foram tornadas ilegais. E imediatamente criaram-se novos meios legais para segregar e destruir a comunidade negra nos EUA.
 
A obsessão dos EUA com o castigo sempre foi cause célèbre que chamou a atenção de parte da mídia, quando é muito flagrantemente injusta, ou evidencia vícios processuais ou mostra muito evidente racismo. Mas esses detalhes perdem importância, se se considera o terror sem fim que é o sistema judicial nos EUA.
 

Brian Banks
O calvário de Brian Banks é exemplo disso.
 
Banks tinha 16 anos e era aluno e jogador destacado da equipe de futebol americano de uma escola em Long Beach, Califórnia, quando foi falsamente denunciado por estupro, por uma colega de classe, em 2002. Banks foi formalmente acusado, não só por estupro, mas também por sequestro. Preferiria ter-se declarado inocente, mas estava ameaçado, se condenado, por uma sentença de 41 anos de prisão. Como Banks relembra, seu advogado lhe disse que era “negro alto e forte” e que os jurados o considerariam culpado, dissesse o que dissesse; e que a confissão reduziria a sentença. Seguindo conselho do advogado, Banks declarou-se culpado.
 
Foi condenado a cinco anos de prisão, depois dos quais passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica e identificado como “agressor sexual”. Quem seja identificado como “agressor sexual” é condenado, de fato, a prisão perpétua; fica proibido de frequentar determinados espaços, ou recebe a tornozeleira eletrônica várias vezes ao longo da vida, por diferentes períodos.
 
As sentenças draconianas não reduziram o número de ataques sexuais, nem aumentaram a segurança de ninguém. São apenas mais um item acrescentado à longa lista de instrumentos criados para infligir cada vez mais sofrimento.
 
Acontece assim com milhares de norte-americanos que, por um motivo ou outro, acabam colhidos nas malhas do sistema, mesmo quando não praticaram nenhum tipo de crime. No caso de Banks, a suposta vítima arrependeu-se, confessou que mentira, e a história de Banks afinal chegou às manchetes. Mas ainda não se cogita de levar a julgamento todo o sistema de justiça criminal nos EUA.
 
Não é raro que os procuradores ampliem a lista de acusação contra os réus, o que força muitos a declarar-se culpados, na tentativa de escapar de décadas de encarceramento. É como se os procuradores do estado da Florida tivessem decidido que não seria necessário seguir todas as etapas do justo processo legal. Basta aumentar os crimes de que os réus sejam acusados, pedir sentenças gigantescas, cinco, dez, às vezes 20 vezes mais longas do que as sentenças previstas para o caso de o acusado declarar-se culpado, vale dizer, para o caso de o acusado “confessar” –, e o trabalho de todo o sistema judicial fica muito facilitado.
 

Marissa Alexander foi acusada de ter dado um tiro no marido. Se se declarasse culpada, seria condenada, no máximo, a três anos de prisão. Mas recusou-se. O caso portanto teve de ir a júri, e ela, apesar de não ter dado tiro algum em marido algum, cumpre hoje pena de 20 anos atrás das grades.
 
O que se vê nas cortes norte-americanas nada tem a ver com sistema de justiça que, por definição, sempre daria aos acusados o direito de ser julgado por juiz legal, assistido por advogado legal, sem medo de, por razão nenhuma, acabar condenado a prisão perpétua. O sistema de justiça nos EUA castiga, sempre mais, os inocentes que se declarem inocentes.
 
Em muitos estados dos EUA, quem se declare inocente expõe-se a penas mais curtas, mas, automaticamente, perde o direito às audiências preliminares de defesa. Assim, os inocentes que se declarem inocentes se autocondenam a permanecer presos por longos períodos, sem serem ouvidos por nenhum juiz... até que confessem ter feito o que não fizeram, quando, então, vão a julgamento, já condenados.
 
O sistema judicial criminal e de correição dos EUA não passa de ninho de corruptos e corruptores, e tem de ser desmontado até a raiz. 
 
Prisões e carceragens nos EUA são instituições que geram negócios e criam empregos para a fechada comunidade dos carcereiros, para empresas privadas que vivem do negócio de construir e administrar prisões, e que impedem os negros norte-americanos de efetivamente questionar todo o sistema, como faziam há 40 ou 50 anos. 
 
Procuradores e políticos beneficiam-se e lucram com o número sempre crescente de condenados a sentenças cada vez mais longas, além de ganharem tempo de exposição na mídia, nos casos mais espetacularizados, o que muito os interessa no caso de serem candidatos a “promoção”, seja no sistema judicial-policial seja no sistema político.
 
Pouco têm a perder com as condenações a prisão perpétua que resultaram das leis de “três acusações [de crime menor] equivalem a uma [de crime maior], inventada para prender pequenos traficantes de drogas. A “tolerância zero” nunca passou de metáfora para manter negros pobres – e pobres em geral – sob controle.
 
O discurso codificado e enunciado pela mídia e o lucro que advém da falácia segundo a qual “se há sangue, é notícia” alimentam o medo e ajudam também a obter o apoio de muitos negros e de muitos pobres, para essas medidas judiciais, que são apresentadas como justas e legais, quando são legais, mas são racistas.
 
Para meter negros e pobres nas cadeias, nenhum crime é pequeno crime. Até abandono dos filhos é crime que mete negros pobres nas prisões dos EUA, negros pobres que, metidos nas cadeias por décadas, se não abandonaram antes, fatalmente abandonarão os filhos depois de “justiçados”. Mas, evidentemente, não há no mundo quantidades de pais e mães espancadores de filhos, ou de predadores sexuais ou de assassinos psicopatas, para encher prisões cujos proprietários privados são remunerados “por cabeça”.
 
Esses crimes-espetáculo, que são os únicos que são midiatizados, só são midiatizados para manter operante o sistema judicial de distribuir e perpetuar injustiças, aumentar o lucro das prisões-empresa, atrair votos para candidatos financiados pelas mesmas prisões-empresas e pela mídia, e para manter satisfeitos os norte-americanos racistas, “em uniforme” ou sem uniforme.
 
O caso de Brian Banks atraiu a atenção das televisões, jornais e jornalistas, porque uma mentirosa o mandou para a cadeia. E as televisões, os jornais e os jornalistas repisam sempre esse aspecto desse caso. Mas essa explicação pouco explica dos outros muitos casos em que o único mentiroso foi o sistema judicial norte-americano.
 
Temos de considerar, isso sim, o que disse aquele advogado, para convencer Banks a confessar crime que não cometera: que “negro alto e forte”, nos EUA, é pressuposto culpado e é pré-condenado a longas sentenças e castigo eterno.
 
Sempre haverá casos cujas histórias atraem mais simpatias, ou cujos personagens atraem apoiadores mais bem organizados. Ainda que nós também sejamos atraídos para esses casos mais espetacularizados pelas televisões, jornais e jornalistas, temos de lembrar que há muitos outros negros e pobres que enchem as prisões nos EUA. O caso “do dia” deve ser ocasião para desentocar a besta e cortar-lhe a cabeça de uma vez por todas. É a única notícia que realmente vale a nossa atenção.
_____________________
 
Sobre a autora:
A coluna “Freedom Rider”, de Margaret Kimberley, é publicada semanalmente em: Black Agenda Report, BAR  e reproduzida em muitos jornais nos EUA.
Mantém um blog também com o nome de Freedom Rider.
Recebe e-mails em: Margaret.Kimberley@BlackAgandaReport.com
 

Postado por Castor Filho
 

 

 04/06/2012 | Copyleft


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DEBATE ABERTO


A bomba israelense em Berlim
Segundo o Der Spiegel, o governo israelense está equipando submarinos comprados à Alemanha com ogivas nucleares armadas em mísseis de longo alcance. Declaração do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, equivale a um reconhecimento explícito de que Israel detém ogivas nucleares, coisa nunca reconhecida oficialmente.

Ainda não houve tempo para verificar a repercussão internacional, nesta segunda-feira, mas já se sabe que a notícia caiu como uma bomba em Berlim. Segundo o semanário alemão Der Spiegel, em matéria de capa, o governo israelense está equipando submarinos comprados à Alemanha com ogivas nucleares armadas em mísseis de longo alcance. O nome dessa cooperação é de “Operação Sansão”.

Causou maior perplexidade o comentário do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, à revista, de que os alemães deviam se orgulhar por terem assegurado a existência do estado de Israel “durante tantos anos”.

Orgulhos à parte, uma declaração dessas, nesse contexto, equivale a um reconhecimento explícito de que Israel detém ogivas nucleares, coisa nunca dantes navegada ou reconhecida oficialmente. Resta saber se Barak vai confirmar a declaração/reconhecimento.

Como fontes alemãs a revista cita Lothar Rühl, conhecido jornalista, professor e político, que foi secretário de estado junto ao Ministério da Defesa de 1982 a 1989, servindo sob ministros de ambos os principais partidos alemães, a CDU e o SPD, e Hans Rühle, ex-chefe de pessoal do Ministério. Ambos reconheceram que o governo alemão sabia da presença desse equipamento nos submarinos que fabricava para Israel. Rühl admitiu que discutiu o assunto diretamente com militares israelenses em Tel Aviv.

Segundo a reportagem, o governo alemão começou a cooperação militar com Israel em 1957, ainda sob o governo do chanceler Konrad Adenauer. A partir de 1961 ele saberia da capacitação (ou da sua busca) nuclear israelense. E a última evidência dessa colaboração pro-ativa no setor estaria numa conversa em 1977 entre o então chanceler alemão Helmut Schmidt e o então ministro de Relações Exteriores israelense Moshe Dayan.

A Alemanha já forneceu três submarinos a Israel, construídos no estaleiro HDW em Kiel, no norte do país. Tem mais três sob encomenda, para entrega em 2017, e o governo israelense cogita encomendar outros três na seqüência. As condições são muito favoráveis, com o governo alemão pagando por um terço do preço de cada submarino, no valor de 135 milhões de euros, e aceitando que Israel só comece a pagar pelo fornecimento a partir de 2015.

Segundo a mesma reportagem, ao assinar o contrato para a construção do sexto submarino, a chanceler Angela Merkel teria imposto, como condições, a suspensão da construção de colônias irregulares em território palestino, e a liberação do término da construção de uma estação de tratamento de esgotos em Gaza, sem que o governo de Benyamyn Netanyahu tenha se pronunciado a respeito até agora.

Segundo a própria revista o governo alemão reagiu “com reserva” diante da notícia. Dois porta-vozes, um da chancelaria e outro do Ministério da Defesa, deram declarações comentando o direito de Israel assegurar sua defesa, mas sem entrar na matéria específica das ogivas nucleares.

A matéria, que é espinhosa na Alemanha inteira, como demonstra a recente polêmica em torno de poema do escritor alemão Günther Grass, é também particularmente espinhosa para a oposição formada pela coligação SPD/Partido Verde, que esteve no poder de 1998 a 2005, sendo impossível que ignorasse o assunto. O SPD ainda permaneceu no poder até 2009, em coligação com a CDU, quando esta, vitoriosa na eleição, formou uma nova coligação com a CSU bávara e o FDP. De todo modo, líderes do SPD e do PV afirmaram que vão questionar o governo alemão a respeito. A política de exportação de armamentos pela Alemanha está na berlinda desde que o governo de Berlim autorizou a venda de 200 carros de combate para o governo da Arábia Saudita em plena “Primavera Árabe”, enquanto o governo de Riad invadia o vizinho Barhein para sufocar a revolta popular.

Apesar da conhecida política de dois pesos e duas medidas por parte das potências do Ocidente, a revelação e o assunto são complicados para os Estados Unidos, que dão uma ajuda militar bilionária ao governo de Israel, sendo que sua legislação proíbe prestar tal ajuda a países que desenvolvam armamento nuclear em condições irregulares diante da legislação internacional – o que seria o caso, uma vez que Terl Aviv jamais reconheceu sequer a existência de armamento dessa espécie, não havendo, portanto, inspeções pela ONU.

Outra complicação está no curso das negociações entre as potências ocidentais (incluindo neste caso, a Alemanha), mais a Rússia e a China, com o Irã, a respeito do programa nuclear deste último. As negociações, reabertas recentemente em Bagdá, sob o impacto da notícia de que a Agência Internacional para Energia Nuclear da ONU chegara a um acordo comTeerã para inspecionar as usinas do país, eram vistas com cauteloso otimismo. Entretanto essa revelação certamente reforçará a linha mais dura entre o aiatolado iraniano, que vê com reservas qualquer concessão e está em atrito com o próprio presidente Mahmoud Ahmadinejad.

Last, but not least, fica a preocupação de que alguém, algum dia, vai apertar um gatilho desses.



Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.

 

Delta joga a toalha e pede recuperação judicial
Delta joga a toalha e pede recuperação judicial Foto: Edição/247
É a última cartada da empreiteira envolvida no esquema Cachoeira, que diz sofrer "espécie de bullying empresarial"; no início das denúncias que ligaram a empreiteira ao esquema de Carlinhos Cachoeira, o empresário Fernando Cavendish profetizou: a construtora vai quebrar

04 de Junho de 2012 às 19:57


Colunista

Pra não deixar de falar em Obama
Hélio Doyle



247 - Após se envolver no esquema de Carlinhos Cachoeira, a Delta Construções parece dar seus últimos passos. A empreiteira entrou com o pedido de recuperação judicial na Justiça do Rio nesta segunda-feira 4. É como reconhecer oficialmente sua debilidade financeira, numa tentativa de evitar a falência. O pedido significa que a empresa requer em juízo uma forma de quitar suas dívidas com os credores. "Tomamos esta medida como parte de nossos esforços para garantir sucesso na execução e entrega das obras em andamento que são de interesse público e garantir a sustentabilidade da empresa em longo prazo", diz a empresa em comunicado.


No processo de recuperação judicial, a empresa submete aos credores uma proposta para quitação de suas dívidas, com desconto de valores e forma mais alongada de perfil. A proposta tem de ser aprovada por uma assembleia de credores. Do contrário, a empresa pode entrar em processo falimentar. "O envolvimento de alguns de seus executivos em supostos atos ilícitos, que estão sendo investigados judicialmente, tem levado a empresa a sofrer uma espécie de bullying empresarial. Em razão de notícias desta natureza que estão sendo veiculadas, várias administrações públicas estão deixando de honrar os pagamentos de obras já executadas", continua o comunicado.


A decisão de pedir recuperação judicial veio na semana seguinte ao anúncio da desistência da holding J&F, que pretendia comprar a Delta. O grupo fez uma opção de compra, mas decidiu não exercê-la. No último dia 29, a CPI do Cachoeira aprovou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico da construtora em todo o país, passo decisivo para a desistência, apesar de Joesley Batista, que comanda o J&F, não admitir.


 


 

 

Passagem de Vênus diante do Sol será chance única para ver outros planetas

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    A passagem de Vênus diante do Sol, nesta terça (05) e quarta-feira (06), um fenômeno excepcional que não voltará a acontecer em 105 anos, será uma oportunidade única para observar planetas distantes onde pode existir vida, afirmaram astrônomos.

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    O fenômeno "nos dá a oportunidade de estudar com grande detalhe o que estamos observando muito mais longe (da nossa galáxia, a Via Láctea) e nos dá mais confiança em nossa capacidade para interpretar os sinais que detectamos", disse à AFP o astrônomo Rick Fienberg, da Sociedade Astronômica Americana (AAS, na sigla em inglês).


    A próxima passagem de Vênus entre o Sol e a Terra não voltará a acontecer até dentro de 105 anos, em 2117. Este tipo de trânsito ocorre aos pares em intervalos de oito anos e não voltam a aparecer em mais de um século. No século XXI, o último foi em 2004. Não houve nenhum no século XX.


    "A passagem de Vênus diante do Sol é exatamente o mesmo fenômeno que o telescópio (americano) Kepler capta ao orbitar outras estrelas, quando seus planetas transitam diante delas", explicou.


    No entanto, no caso destes exoplanetas, planetas distantes que orbitam em torno do Sol, "sua estrela não é mais do que um ponto de luz porque estão muito longe de nós e por isso é difícil ver o que acontece", disse o astrônomo Alan MacRobert, editor da revista Sky and Telescope.


    Tudo o que se vê quando um planeta passa pela frente é uma suave redução do brilho da estrela, informou à AFP.


    Mas a luz da estrela que atravessa a atmosfera destes exploplanetas deixa uma "marca" espectrográfica que permite reunir informação valiosa sobre sua composição, acrescentou MacRobert.


    "Poderemos fazer medições da atmosfera de Vênus durante sua passagem diante do Sol e ver que tipo de sinais são obtidos tomando medidas similares de exoplanetas que passam em frente à sua estrela e depois comparar os resultados sabendo que no caso de Vênus são exatos", disse Gerard van Belle, astrônomo do Observatório Lowell (Arizona, sudoeste).


    Feinberg informou que os primeiros e últimos 20 minutos da passagem de Vênus, fenômeno com duração total de seis horas e meia, serão os melhores momentos para obseração porque então a luz solar através da atmosfera de Vênus formará uma espécie de camada em todo o planeta.


    "Será então que os astrônomos tentarão medir a composição da atmosfera de Vênus", acrescentou.


    O início do trânsito será visível na América do Norte, América Central e norte da América do Sul na última hora da tarde de 5 de junho, desde que o céu esteja limpo. O final do fenômeno não será visto nas regiões devido ao pôr-do-sol.


    Toda a passagem de Vênus diante do sol poderá ser vista na Ásia oriental e na região do Pacífico Ocidental. Em Europa, Oriente Médio e Sul da Ásia se verão as etapas finais desta passagem à medida que for amanhecendo na região, em 6 de junho.


    O fenômeno poderá ser visto a olho nu, informaram os astrônomos, lembrando que devido ao risco de cegueira ou dano permanente na vista, não se deve olhar diretamente para o sol sem um filtro apropriado.


    Os especialistas acreditam que a galáxia está cheia de bilhões de planetas rochosos que poderiam permitir a existência de vida. A maioria ainda não foi descoberta e fica tão longe que seria impossível alcançá-los com a tecnologia moderna.


    O catálogo mais recente lançado pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, mostrou em março um total de 2.321 candidatos a planetas orbitando 1.790 estrelas.


    Dez dos 46 candidatos a planetas que podem conter água em estado líquido têm tamanho similar à Terra, segundo a Nasa. Mas na maioria dos casos, os cientistas não têm detalhes sobre a atmosfera destes planetas.


    Para mais informações, consultar:


    - http://venustransit.nso.edu


    - www.transit-of-venus.org.uk


    -http://venustransit.nasa.gov/transitofvenus/


    - http://eclipse.gsfc.nasa.gov/OH/transit12.html


    - http://blogs.esa.int/venustransit/

     

    Espírito dos tempos, não é por acaso que o Merval está na ABL.

    Longa noite

    Olavo de Carvalho
    Diário do Comércio, 4 de junho de 2012 

     

    Se há uma coisa que, quanto mais você perde, menos sente falta dela, é a inteligência. Uso a palavra não no sentido vulgar de habilidadezinhas mensuráveis, mas no de percepção da realidade. Quanto menos você percebe, menos percebe que não percebe. Quase que invariavelmente, a perda vem por isso acompanhada de um sentimento de plenitude, de segurança, quase de infalibilidade. É claro: quanto mais burro você fica, menos atina com as contradições e dificuldades, e tudo lhe parece explicável em meia dúzia de palavras. Se as palavras vêm com a chancela da intelligentziafalante, então, meu filho, nada mais no mundo pode se opor à força avassaladora dos chavões que, num estalar de dedos, respondem a todas as perguntas, dirimem todas as dúvidas e instalam, com soberana tranqüilidade, o império do consenso final. Refiro-me especialmente a expressões como “desigualdade social”, “diversidade”, “fundamentalismo”, “direitos”, “extremismo”, “intolerância”, “tortura”, “medieval”, “racismo”, “ditadura”, “crença religiosa” e similares. O leitor pode, se quiser, completar o repertório mediante breve consulta às seções de opinião da chamada “grande imprensa”. Na mais ousada das hipóteses, não passam de uns vinte ou trinta vocábulos. Existe algo, entre os céus e a terra, que esses termos não exprimam com perfeição, não expliquem nos seus mais mínimos detalhes, não transmutem em conclusões inabaláveis que só um louco ousaria contestar? Em torno deles gira a mente brasileira hoje em dia, incapaz de conceber o que quer que esteja para além do que esse exíguo vocabulário pode abranger.

    Que essas certezas sejam ostentadas por pessoas que ao mesmo tempo fazem profissão-de-fé relativista e até mesmo neguem peremptoriamente a existência de verdades objetivas, eis uma prova suplementar daquilo que eu vinha dizendo: quanto menos você entende, menos entende que não entende. Ao inverso da economia, onde vigora o princípio da escassez, na esfera da inteligência rege o princípio da abundância: quanto mais falta, mais dá a impressão de que sobra. A estupidez completa, se tão sublime ideal se pudesse atingir, corresponderia assim à plena auto-satisfação universal.

    A mais eloqüente indício é o fato de que, num país onde há trinta anos não se publica um romance, uma novela, uma peça de teatro que valha a pena ler, ninguém dê pela falta de uma coisa outrora tão abundante, tão rica nestas plagas, que era a – como se chamava mesmo? – “literatura”. Digo que essa entidade sumiu porque – creiam – não cesso de procurá-la. Vasculho catálogos de editoras, reviro a internet em busca de sites literários, leio dezenas de obras de ficção e poesias que seus autores têm o sadismo de me enviar, e no fim das contas encontrei o quê? Nada. Tudo é monstruosamente bobo, vazio, presunçoso e escrito em língua de orangotangos. No máximo aponta aqui e ali algum talento anêmico, que para vingar precisaria ainda de muita leitura, experiência da vida e uns bons tabefes.

    Mas, assim como não vejo nenhuma obra de literatura imaginativa que mereça atenção, muito menos deparo, nas resenhas de jornais e nas revistas “de cultura” que não cessam de aparecer, com alguém que se dê conta do descalabro, do supremo escândalo interectual que é um país de quase duzentos milhões de habitantes, com uma universidade em cada esquina, sem nenhuma literatura superior. Ninguém se mostra assustado, ninguém reclama, ninguém diz um “ai”. Todos parecem sentir que a casa está na mais perfeita ordem, e alguns até são loucos o bastante para acreditar que o grande sinal de saúde cultural do país são eles próprios. Pois não houve até um ministro da Cultura que assegurou estar a nossa produção cultural atravessando um dos seus momentos mais brilhantes, mais criativos? Media, decerto, pelo número de shows de funk.

    Estão vendo como, no reino da inteligência, a escassez é abundância?

    Mas o pior não é a penúria quantitativa.

    Da Independência até os anos 70 do século XX, a história social e psicológica do Brasil aparecia, translúcida, na literatura nacional. Lendo os livros de Machado de Assis, Raul Pompéia, Lima Barreto, Antônio de Alcântara Machado, Graciliano Ramos, José Lins do Rego, Jorge Amado, Marques Rebelo, José Geraldo Vieira, Ciro dos Anjos, Octávio de Faria, Anníbal M. Machado e tantos outros, obtínhamos a imagem vívida da experiência de ser brasileiro, refletida com toda a variedade das suas manifestações regionais e epocais e com toda a complexidade das relações entre alma e História, indivíduo e sociedade.

    A partir da década de 80, a literatura brasileira desaparece. A complexa e rica imagem da vida nacional que se via nas obras dos melhores escritores é então substituída por um sistema de estereótipos, vulgares e mecânicos até o desespero, infinitamente repetidos pela TV, pelo jornalismo, pelos livros didáticos e pelos discursos dos políticos.

    No mesmo período, o Brasil sofreu mudanças histórico-culturais avassaladoras, que, sem o testemunho da literatura, não podem se integrar no imaginário coletivo nem muito menos tornar-se objeto de reflexão. Foram trinta anos de metamorfoses vividas em estado de sono hipnótico, talvez irrecuperáveis para sempre.

    O tom de certeza definitiva com que qualquer bobagem politicamente correta se apresenta hoje como o nec plus ultra da inteligência humana jamais teria se tornado possível sem esse longo período de entorpecimento e de trevas, essa longa noite da inteligência, ao fim da qual estava perdida a simples capacidade de discernir entre o normal e o aberrante, o sensato e o absurdo, a obviedade gritante e o ilogismo impenetrável.

     

    Follow the money, follow the power.

    SEGURANÇA? Certificado digital da MS foi usado para assinar o malware Flame.

    Comentário: O malware FLAME fo ifeito por governos (leia-se EUA) e usou um certificado digital reconhecido como verdadeeiro pela MS. Fazem muitos anos que se tem notícias de backdoors no windows. Será que a substituição do banco de dados livre por um produto da Oracle pela PF é a opção mais segura? Eu Não acredito.

    ¨No ano em que está para entrar em vigor a exigência, via Secure Boot, de que o sistema operacional em uso em uma série de dispositivos lançados com o Windows 8 seja assinado digitalmente pela Microsoft (potencialmente complicando o uso do Linux neles), chama a atenção o comunicado oficial da empresa dizendo que um certificado digital reconhecido pelo Windows como sendo dela foi usado para assinar o malware Flame.

    O Flame, caso você não tenha lido as notícias, foi descoberto há poucas semanas mas está em atividade desde 2010. Criado por entidades com bolsos largos e capacidade de aplicar pesquisas específicas à criação de malwares difíceis de detectar, especificamente para espionar instalações do Oriente Médio, usando recursos como a gravação do teclado, telas, saída de áudio, tráfego de rede, conversações no Skype e até a lista de contatos de telefones próximos, obtida via Bluetooth.

    No que diz respeito à detecção e resposta a malwares criados por esta classe de entidades, custeadas pelos recursos de Estados (caso do Flame e provavelmente do Stuxnet e Duqu também), as empresas de antivírus parecem estar bem fora da suas capacidades, o que não é surpreendente: trata-se de uma ameaça com origem e objetivos radicalmente diferentes do malware típico.

    Mas a questão do uso de um certificado da Microsoft reconhecido válido pelas próprias ferramentas da Microsoft para fazer parecer que o malware era um componente do Windows chama a atenção especialmente no nosso contexto de interessados nos efeitos do Secure Boot, que usa chaves associadas à mesma origem de certificação.¨

    fontes:

    http://br-linux.org/

    http://news.slashdot.org/story/12/06/04/1211206/microsoft-certificate-wa...

     

     

     

    ¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

    (foi só elogiar, voltou a ficar lennnnnnnnnnto)

    este tópico, do próprio portal do nassif, é por demais importante:

    Sementes Da Discórdia: Agricultores Brasileiros Processam A Monsanto, por marco fernandes

     

    http://blogln.ning.com/forum/topics/sementes-da-disc-rdia-agricultores-brasileiros-processam-a

     

    luz

    ...R10 no meu GALO...aham...rsrs


    http://globoesporte.globo.com/futebol/times/atletico-mg/noticia/2012/06/ronaldinho-gaucho-esta-em-belo-horizonte-e-negocia-com-o-galo.html

    Ronaldinho Gaúcho está em Belo Horizonte e negocia com o Galo
    Atacante desembarcou no início da tarde em voo fretado na Pampulha

    O atacante Ronaldinho Gaúcho está em Belo Horizonte. Ele desembarcou no início da tarde, vindo em voo fretado, no Aeroporto da Pampulha, acompanhado do presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil. O ex-flamenguista está negociando com o Galo e pode ser anunciado a qualquer momento. 


    Ronaldinho Gaúcho deixou o Flamengo na última quinta-feira amparado por uma decisão judicial. Ele cobra R$ 40 milhões do clube, alegando atraso salarial e falta de depósito do FGTS. A presidente Patrícia Amorim garante que lutará até o limite pelos direitos do Flamengo, que vai recorrer.


    Após a saída de Ronaldinho Gaúcho do Flamengo, o GLOBOESPORTE.COM realizou uma enquete com torcedores dos 20 clubes da Série A. A pesquisa mostrou uma rejeição ao nome do atacante, que considera o fato normal devido aos últimos acontecimentos.


    Ronaldinho estaria, neste momento, na Cidade do Galo, local de treinamentos do Atlético-MG, almoçando com Kalil.

     

    Essa Sociedade de amigos (sic) da FBN... Faltaria um pouco de iniciativa, de empenho? Milhares de escolas no país, milhares de bibliotecas municipais.

    Será que ninguém procurou um patrocinio privado, uma parceria com os correios? Um mailing de possíveis interessados?

    Essa turma sentou em cima do aparelho e sé se mexem quando "instigados"?

    Bibliotecas
    Revista da Biblioteca Nacional vai para sebo
    Folha de S. Paulo - 02/06/2012 - Por Fabio Victor

    A Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin), responsável pela publicação da Revista de História da instituição, vendeu a um sebo do centro do Rio 100 mil exemplares de números encalhados da mesma. As edições, de 2011 para trás, estão sendo comercializadas por R$ 2 cada na livraria Letra Viva. Foi a maior venda de encalhe da revista, que é subsidiada com dinheiro público e tem apoio do Ministério da Cultura e patrocínios via Lei Rouanet. Indagada por que o encalhe de uma publicação com tamanho potencial educativo não foi doado a escolas e instituições, a Sabin disse que costuma fazer doações, mas que a revista precisa de receitas alternativas para se manter. "Somos uma revista comercial como qualquer outra, precisamos sobreviver", disse a gerente administrativa da entidade, Juliana Calafange. "Por incrível que pareça, às vezes as instituições não querem ou não podem receber. Você poderia até nos ajudar, informando aos interessados que nos procurem."

     

    não sei se já foi enviado.

    http://ultimosegundo.ig.com.br/politica/2012-06-04/promotores-suspeitam-de-espionagem-no-ministerio-publico-em-goia.html

     

    Esse final de semana assisti pela enésima vez ao Super-Homem, o filme, sendo essa a primeira vez como adulto. É interessante assistir ao filme com a visão de adulto. Quando eu era criança eu dizia "ô mentira" quando via o super-homem deitado num trilho de trem para que a composição passasse por cima e não ocorresse um acidente. Mesmo com esses absurdos a gente gostava, afinal de contas era o herói mais badalado da época. Hoje adulto eu percebo que de todas as ficções apresentadas no filme, a pior é a justificativa econômica da maldade do Lex Luthor. Para quem não se lembra, a ideia dele era desviar a rota de um míssel nuclear para atingir a falha de San Andreas e jogar ao mar toda a costa da Califórnia, região do mundo mais valorizada do ponto de vista do mercado imobiliário. Como ele havia comprado toda uma região de deserto a leste da falha de San Andreas a nova costa da Califórnia seria dominada pelo malvadão. Dessa forma ele poderia cobrar preços absurdos pelo metro quadrado. Alguns pontos que o nosso malvado esqueceu de pensar:

    1- Quem se disporia a morar em uma região recém-atingida por um míssel nuclear?

    2- A economia dos EUA, e da Califórnia em particular, seria profundamente abalada por tal desastre. Imagine o tanto de riqueza que literalmente afundaria.

    3- O fato daquela região ser a mais valorizada deve-se a fatores econômicos os mais diversos e não somente à sua bela vista do Pacífico, logo não seria a mera substituição de uma faixa de terra por outra que faria que a nova faixa de terra fosse automaticamente valorizada

    O melhor mesmo teria sido a minha ideia de criança de que o Lex Luthor teria feito o plano dele por uma mera maldade.

    É nisso que dá assistir filmes fora de sua faixa etária.

     

     04/06/2012 | Copyleft


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    O mundo imaginário da sucessão do Ipea
    Com a saída de Marcio Pochmann, que concorrerá a prefeitura de Campinas, abriu-se a disputa para a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Imprensa entrou no jogo como parte interessada. E acabou saindo mal na fita. Trama relatada por Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense e Valor Econômico inverteu regra de bom senso lógico: se os fatos não forem bem assim, problema dos fatos.

    Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), caiu em janeiro de 2011, quando Wellington Moreira Franco assumiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), ministério ao qual o Instituto está subordinado. Tem mais: Marcio Pochmann censura pesquisas no Instituto desde que tomou posse em 2007. Sob sua direção, o órgão caracteriza-se pelo chapabranquismo militante. Acha pouco? Agora Pochmann vetou o nome de seu sucessor, indicado pela presidenta Dilma Rousseff que, em represália, vetou os nomes apresentados pelo economista e impôs um nome de preferência de Aldo Rebelo, que ainda não havia entrado na história. Depois disso, Moreira Franco indicará um interino em caráter definitivo.

    A trama pode continuar indefinidamente. Nada disso corresponde aos fatos, mas tudo foi registrado pelos jornais Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense e Valor Econômico. Se os fatos não forem bem assim, problema dos fatos. A desconexão com a realidade ultrapassa a linha do ridículo.

    A presidência do Ipea é um cargo concorrido. A sucessão de Pochmann é notícia desde que este professor da Unicamp anunciou a disposição de disputar a prefeitura de Campinas pelo PT. Em sua gestão, o Instituto ampliou o raio de atuação, abriu-se para áreas além da economia, aumentou o leque de trabalhos e passou a assessorar não apenas o governo federal, mas também administrações estaduais e municipais, além de fornecer subsídios a entidades da sociedade civil e aos poderes Legislativo e Judiciário. Com pouco mais de seiscentos pesquisadores, o Ipea é uma das maiores instituições de pesquisa na América Latina. Possui uma representação em Caracas e em breve terá outras na Argentina e no Paraguai.

    Sucessão de vetos
    A imprensa entrou no jogo, comprando informação por metro e vendendo por quilo.

    O repórter João Villaverde, do Valor Econômico (29 de maio) apurou o seguinte sobre a secessão no Instituto:

    “Os três nomes indicados por Pochmann (Vanessa Petrelli, Leda Paulani e Jorge Abrahão) não entusiasmaram Dilma, que já decidiu também negar a candidatura a [Ricardo] Paes de Barros, apoiada pelo ministro Moreira Franco. (...) Dilma comunicou a Moreira Franco na semana passada que prefere Paes de Barros na SAE, e não na presidência do Ipea. Além disso, Pochmann vetou o nome de Paes de Barros”.

    Faltou Villaverde explicar como um funcionário de segundo escalão como Pochmann pode impor veto a um ministro e à presidenta da República.

    O jornalista praticamente nomeou o sucessor. Trata-se do professor da UnB, José Luís Oreiro. Quem lê a reportagem do Valor fica sabendo que o economista era o candidato preferido das seguintes lideranças: Aldo Rebelo (PCdoB-SP), Henrique Eduardo Alves, Lindbergh Farias (PT-RJ), além do ministro da Fazenda, Guido Mantega, do presidente do BNDES, Luciano Coutinho, e do vice-presidente da República, Michel Temer.

    Lindbergh contestou a informação. “Meu candidato é o candidato de Marcio Pochmann”, disse o senador no final de semana.

    Zerando o placar
    Dois dias depois, o repórter Raymundo Costa, do mesmo jornal, vendo que não havia fumacinha branca em canto algum, zera o placar. Em primeira mão, ele noticia que:

    “O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (...) será presidido interinamente até o ministro (...) Wellington Moreira Franco, indicar um titular para o cargo. A atual diretora de Estudos de Políticas Econômicas do Instituto, Vanessa Petrelli Corrêa, será a interina. Ela foi indicada pelo economista Marcio Pochmann”.

    Mas Moreira Franco já não havia escolhido um nome, que fora “vetado” por Pochmann? E Vanessa Petrelli não é aquela que “não entusiasmara” Dilma?

    Mais adiante, Costa relata:

    “Na véspera, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, telefonou para Moreira para perguntar se ele tinha um nome para indicar. Moreira respondeu que sim. Não havia indicado, para não precipitar os acontecimentos, enquanto Pochmann prepara sua desincompatibilização para concorrer em outubro”. E o ministro teria completado: “Não tive nenhum problema em nomear a indicação do Marcio”.

    O caso passou a se assemelhar a um filme policial com trama rocambolesca, nos quais a certa altura não se sabe mais quem matou e quem morreu. Moreira Franco, que indicara Paes de Barros agora diz à ministra Gleisi Hoffmann que não indicou ninguém “para não precipitar os acontecimentos”. Quem apurou errado, Villaverde ou Raymundo Costa?

    O gozado é que em 14 de fevereiro de 2011, há um ano e meio, o jornal O Estado de São Paulo, em uma matéria intitulada “Ministro decide tirar Pochmann do Ipea”, contava o que se segue:

    “O ministro (...) Moreira Franco, vai tirar o economista Márcio Pochmann do comando do Ipea. (...) Moreira Franco, apurou ontem o Estado, ainda está conversando com assessores para definir os nomes da nova diretoria”.

    Agora ficou confuso. Se Moreira Franco buscava nomes em fevereiro do ano passado, como agora a imprensa informa que ele não quer “precipitar os acontecimentos”?

    Asas à imaginação
    Apurar notícias, ser enredado por boatos e noticiar algo a ser desmentido no dia seguinte compõem o cotidiano de um repórter. Isso se exacerba num centro de variados interesses como Brasília. Mas não é preciso exagerar. A jornalista Rosana Hessel, no Correio Brasiliense de 28 de maio, resolveu dar asas à imaginação:

    “O objetivo de Dilma é colocar no lugar de Pochmann um técnico que consiga recuperar a imagem antiga do órgão, independente e respeitado pelas pesquisas que realiza. No governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Instituto chegou a ser chamado por vários economistas de máquina de propaganda. Hoje, encontra críticos dentro do próprio governo. Em abril de 2011, por exemplo, o ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, desqualificou um estudo do Ipea que denunciava o passo lento das obras de ampliação dos aeroportos nas cidades que sediarão a Copa de 2014, mostrando que pelo ritmo das obras apenas 4 dos 12 aeroportos ficariam prontos”.

    Em um parágrafo, Rosana desmente a si mesma. Primeiro diz que o Ipea deixou de ser “independente e respeitado” e virou uma “máquina de propaganda” do governo. Na frase seguinte fala que o ministro Gilberto Carvalho desqualificou um estudo do Ipea”. Se é chapa-branca, por que um ministro ataca o órgão?

    Rosana Hessel fecha a matéria com chave de ouro: “A presidente quer indicar pessoa com perfil técnico e sem aspirações políticas”. Perfil técnico e sem aspirações políticas era a mais perfeita tradução de economista Dilma Rousseff ao ser nomeada ministra das Minas e Energia, em 2003.

    O que tais matérias demonstram? Entre outras coisas que quando jornalistas se prestam a ser portadores de recados de lobistas, difusores de boatos e escritores de ficção, quem perde é o jornalismo. E cá entre nós, a atividade não anda em seus melhores dias no Brasil.

    Em tempo: a economista Vanessa Petrelli, indicação de Marcio Pochmann, é a nova presidenta do Ipea.



     

    Esse final de semana assisti pela enésima vez ao Super-Homem, o filme, sendo essa a primeira vez como adulto. É interessante assistir ao filme com a visão de adulto. Quando eu era criança eu dizia "ô mentira" quando via o super-homem deitado num trilho de trem para que a composição passasse por cima e não ocorresse um acidente. Mesmo com esses absurdos a gente gostava, afinal de contas era o herói mais badalado da época. Hoje adulto eu percebo que de todas as ficções apresentadas no filme, a pior é a justificativa econômica da maldade do Lex Luthor. Para quem não se lembra, a ideia dele era desviar a rota de um míssel nuclear para atingir a falha de San Andreas e jogar ao mar toda a costa da Califórnia, região do mundo mais valorizada do ponto de vista do mercado imobiliário. Como ele havia comprado toda uma região de deserto a leste da falha de San Andreas a nova costa da Califórnia seria dominada pelo malvadão. Dessa forma ele poderia cobrar preços absurdos pelo metro quadrado. Alguns pontos que o nosso malvado esqueceu de pensar:

    1- Quem se disporia a morar em uma região recém-atingida por um míssel nuclear?

    2- A economia dos EUA, e da Califórnia em particular, seria profundamente abalada por tal desastre. Imagine o tanto de riqueza que literalmente afundaria.

    3- O fato daquela região ser a mais valorizada deve-se a fatores econômicos os mais diversos e não somente à sua bela vista do Pacífico, logo não seria a mera substituição de uma faixa de terra por outra que faria que a nova faixa de terra fosse automaticamente valorizada

    O melhor mesmo teria sido a minha ideia de criança de que o Lex Luthor teria feito o plano dele por uma mera maldade.

    É nisso que dá assistir filmes fora de sua faixa etária.

     

    Esse final de semana assisti pela enésima vez ao Super-Homem, o filme, sendo essa a primeira vez como adulto. É interessante assistir ao filme com a visão de adulto. Quando eu era criança eu dizia "ô mentira" quando via o super-homem deitado num trilho de trem para que a composição passasse por cima e não ocorresse um acidente. Mesmo com esses absurdos a gente gostava, afinal de contas era o herói mais badalado da época. Hoje adulto eu percebo que de todas as ficções apresentadas no filme, a pior é a justificativa econômica da maldade do Lex Luthor. Para quem não se lembra, a ideia dele era desviar a rota de um míssel nuclear para atingir a falha de San Andreas e jogar ao mar toda a costa da Califórnia, região do mundo mais valorizada do ponto de vista do mercado imobiliário. Como ele havia comprado toda uma região de deserto a leste da falha de San Andreas a nova costa da Califórnia seria dominada pelo malvadão. Dessa forma ele poderia cobrar preços absurdos pelo metro quadrado. Alguns pontos que o nosso malvado esqueceu de pensar:

    1- Quem se disporia a morar em uma região recém-atingida por um míssel nuclear?

    2- A economia dos EUA, e da Califórnia em particular, seria profundamente abalada por tal desastre. Imagine o tanto de riqueza que literalmente afundaria.

    3- O fato daquela região ser a mais valorizada deve-se a fatores econômicos os mais diversos e não somente à sua bela vista do Pacífico, logo não seria a mera substituição de uma faixa de terra por outra que faria que a nova faixa de terra fosse automaticamente valorizada

    O melhor mesmo teria sido a minha ideia de criança de que o Lex Luthor teria feito o plano dele por uma mera maldade.

    É nisso que dá assistir filmes fora de sua faixa etária.

     

    Marco Arélio Mello do blog Doladodela :

    Alguns Colegas 
    Fiquei pasmo ao saber que quem envenenou Gilmar Mendes (com a intriga de que Lula espalhava a viagem à Europa do ministro do STF com Demóstenes) tenham sido duas jornalistas, uma da TV Globo de Brasília e a outra também da Globo, mas do canal Globo News. Entristece saber que colegas com carreiras de tantos anos de bons serviços prestados à profissão são capazes de se prestarem a este tipo de papel.

    Trata-se de uma guerra suja, em que a vítima primeira é a verdade. Infelizmente, não posso revelar os nomes, ainda, mas posso dar pistas. Uma delas se associou ao agora candidato à prefeitura de Salvador pelo DEM, quanto este era deputado federal e vazava documentos sigilosos da CPI do mensalão. Tratava sua "fonte" carinhosamente de grampinho, história que já contei aqui.

    A outra teve uma sólida carreira no jornal impresso das "Organizações", sempre na área de economia. Já deu muito plantão na porta de Ministério, sob sol e chuva. Agora tem um cargo importante, com ar condicionado, café trazido em bule de prata, condição que a aproxima dos poderosos de turno. Esta jornalista terá um papel muito importante nas próximas eleições presidenciais. Seguir seus passos será fundamental para entender o jogo da "firma".

     

    Texto muito bom do Mino eu recomendo

     

     

    Mino de volta ao passado
    contempla o chiqueiro (*)

    Publicado em 03/06/2012



    Extraído da Carta Capital:

     

    De volta ao passado
    “Mino Carta é um chato, se pudesse reescreveria os Evangelhos. Inimigo do regime, Geisel o detestava, mas não tinha rabo preso.” De um depoimento de João Baptista Figueiredo, gravado em 1988 durante um churrasco amigo e divulgado após a morte do último ditador da casta fardada.

    No final de 1969, esta capa foi o maior desafio de Veja à ditadura, mas já a da primeira edição dera problemas


    É do conhecimento até do mundo mineral que nunca escrevi uma única, escassa linha para louvar os torturadores da ditadura, estivessem eles a serviço da Operação Bandeirantes ou do DOI-Codi. Ou no Rio, na Barão de Mesquita. E nunca suspeitei que a esta altura da minha longa carreira jornalística me colheria a traçar as linhas acima. Meu desempenho é conhecido, meus comportamentos também. Mesmo assim, há quem se abale a inventar histórias a meu respeito. Alguém que, obviamente, fica abaixo do mundo mineral.Não me faltaram detratores vida adentro, ninguém, contudo, conseguiu provar coisa alguma que me desabonasse. Os atuais superam-se. Um deles se diz jornalista, outro acadêmico. Pannunzio & Magnoli, binômio perfeito para uma dupla do picadeiro, na hipótese mais generosa de uma farsa cinematográfica. Esmeram-se para demonstrar exatamente o que soletro há tempo: a mídia nativa prima tanto por sua mediocridade técnica quanto por sua invejável capacidade de inventar, omitir e mentir.Afirmam que no meu tempo de diretor de redação de Veja defendi a pena de morte contra “terrorristas”, além de enaltecer o excelente trabalho da Oban. Outro inquisidor se associa, colunista e blogueiro, de sobrenome Azevedo. E me aponta, além do já dito, como um singular profissional que não aceita interferência do patrão. Incrível: arrogo-me mandar mais do que o próprio. Normal que ele me escale para o seu auto de fé. O Brasil é o único país do meu conhecimento onde os profissionais chamam de colega o dono da casa.Não há nas calúnias que me alvejam o mais pálido resquício de verdade factual. Os textos que me atribuem para baseá-las nascem de uma mistificação. Pinçados ao acaso e fora do contexto, um somente é de minha autoria e nada diz que me incrimine. E pouparei os leitores de disquisições sobre minha repulsa visceral, antes ainda que moral, à prisão sem mandado, à tortura e à pena de morte. Quando o Estadão foi pioneiro na publicação de um artigo assinado Magnoli, limitei-me a escrever um breve texto para o site de CartaCapital, destinado a contar a história de outra peça de humorismo, escrita em 1970 por um certo Lenildo Tabosa Pessoa, redator, vejam só, do Estadão, e intitulada O Senhor Demetrio. Ou seja, eu mesmo, marcado no batismo por nome tão pesado. 

    A bem de minha honra, Geisel me detestava. Foto: AE


    Lenildo pretendia publicar seu texto no jornal, os patrões, Julio de Mesquita Neto e Ruy Mesquita, não deixaram. Surgiu em matéria paga o retrato de um hipócrita pretensamente refinado que, como Arlequim da política, servia ao mesmo tempo Máfia e Kremlin. O senhor Demetrio, de codinome Mino. Diga-se que Lenildo encontraria eco três anos depois no programa global de um facínora chamado Amaral Neto, também identificado como Amoral Nato, que repetia Lenildo no vídeo. Como se vê, tom e letra das calúnias estão sujeitos a mudanças ideológicas.Ao negarem espaço nas páginas da sua responsabilidade à diatribe de Lenildo, os herdeiros do doutor Julinho quiseram respeitar a memória do meu pai, que trabalhou no Estadão por 16 anos, e meu honesto e leal desempenho na criação da Edição de Esporte e do Jornal da Tarde. O Estadão, evidentemente, não é mais o mesmo. Lenildo e Amaral Neto me tinham como perigoso subversivo de esquerda. Em compensação, hoje sou acusado de ter dirigido naquele mesmo 1970 uma Veja entregue “à bajulação, subserviência e propaganda da ditadura”. É espantoso, mas a semanal da Abril em 1970 era submetida à censura exercida na redação por militares. Eu gostaria de saber o que acham os senhores Pannunzio, Magnoli e Azevedo a respeito de quem na mídia brasileira se perfilava illo tempore ao lado da ditadura. Ou seja, quase todos. 

    E Arci, impávido, ofereceu a cabeça de Millôr Fernandes ao ministro Golbery. Fotos: Marcelo Carnaval e Manoel Amorim/Ag O Globo


    Quem, de fato foi censurado? Os alternativos, então chamados nanicos, em peso, do Pasquim a Opinião, que depois se tornaria Movimento, sem exclusão de O São Paulo, o jornal da Cúria paulistana regida por dom Paulo Evaristo Arns. A Veja, primeiro por militares, depois por policiais civis no período Médici. Com Geisel, passou a ser censurada diariamente, de terça a sexta, nas dependências da Polícia Federal em São Paulo, e aos sábados, à época dia de fechamento, na própria residência de censores investidos do direito a um fim de semana aprazível. Enquanto isso, Geisel exigia que os alternativos submetessem seu material às tesouras censórias em Brasília, toda terça-feira.Sim, o Estadão também foi censurado e com ele o Jornal da Tarde. A punição resultava de uma briga em família. O jornal apoiara o golpe, mas sonhava com a devolução do poder a um civil, desde que se chamasse Carlos Lacerda. Este não deixava por menos nas suas aventuras oníricas. O Estadão acabou sob censura, retirada contudo em janeiro de 1975, no quadro das celebrações do centenário do jornal. Carlos Lacerda foi cassado. Diga-se que ao Estadão permitia-se preencher os espaços vagos deixados pelos cortes com versos de Camões, em geral bem escolhidos, e ao Jornal da Tarde com receitas de bolo, às vezes discutíveis. O resto da mídia não sofreu censura. Não era preciso. 

    Julio Neto e Ruy Mesquita não dariam espaço às calúnias de um tal de Magnoli. Fotos: Alfredo Fiaschi/AE e AE


    Quando me chamam para fazer palestras em cursos de jornalismo, sempre me surpreendo ao verificar que o enredo que acabo de alinhavar é ignorado pelos alunos e por muitos professores. Acham que a censura foi ampla, geral e irrestrita. Meus críticos botões observam que me surpreendo à toa. Pois não se trata de futuros Pannunzios, Magnolis e Azevedos? No caso deste senhor Reinaldo, vale acentuar uma nossa específica diferença. Não me refiro ao fato de que eu reputo Antonio Gramsci um grande pensador, enquanto ele o define como terrorista. A questão é outra.Ocorre que, ao trabalhar e ao fazer estágios na Europa, entendi de vez que patrão é patrão e empregado é empregado, e que para dirigir redações o profissional é chamado por causa de sua exclusiva competência. Ao contrário do que se dá no Brasil, por lá não há diretores por direito divino. Por isso, ao deixar o Jornal da Tarde para tomar o comando dos preparativos do lançamento de Veja, me senti em condições de exigir certas garantias.No Estadão tivera um excelente relacionamento com a família Mesquita, fortalecido pela lembrança que cultivavam de meu pai, iniciador da reforma do jornal que Claudio Abramo aprofundou e completou. Gozei na casa então ainda do doutor Julinho, filho do fundador, de grande autonomia, aquela que facilitou a criação de um diário de estilo muito próprio, arrojado na diagramação, em busca de qualidade literária no texto. Estava claro, porém, que a linha política seria a da família. Com os Mesquita me dei muito bem, foram de longe meus melhores patrões, talvez os remanescentes não percebam que por eles tenho afeto, embora, saído do Estadão, não me preocupasse em mostrar que minhas ideias não coincidiam com as deles. 

    E Golbery, gélido, disse: "Eu não pedi a cabeça de ninguém, senhor Civita". Foto: AE


    Convidado finalmente pelos Civita para a empreitada de Veja, solicitei uma liberdade de ação diversa daquela de que gozara no Jornal da Tarde. Só aceitaria o convite se os donos da Abril, uma vez definida a fórmula da publicação, se portassem como leitores a cada edição, passível de discussão está claro, mas a posteriori, quer dizer, quando já nas bancas.Pedido aceito. A primeira Veja, espécie de newsmagazine à brasileira, foi um fracasso. Além disso, já irritou os fardados por trazer na capa a foice e o martelo. A temperatura subiu com a segunda capa, a favor da Igreja politicamente engajada. A quinta, com a cobertura do congresso da UNE em Ibiúna, foi apreendida nas bancas. E também o foi aquela que celebrou a decretação do AI-5 no dia 13 de dezembro de 1968. Tempos difíceis. Mas a edição de mais nítido desafio aos algozes da ditadura é de mais ou menos um ano depois. A chamada de capa era simples e direta: “Torturas”, em letras de forma.A história desta reportagem começou cerca de três meses antes, com uma investigação capilar conduzida por uma equipe de oito repórteres encabeçada por Raymundo Rodrigues Pereira. Foram levantados 150 casos, três deles nos detalhes mínimos. Emílio Garrastazu Médici acabava de ser escolhido para substituir a Junta Militar e pela pena do então coronel Octavio Costa acenava em discurso, pretensamente poético ao declinar a origem do novo ditador por dizê-lo vindo do Minuano, à necessidade do abrandamento da repressão. Raymundo e eu recorremos a um estratagema, e saímos com uma edição anódina para celebrar o vento gaúcho. Falávamos da posse, da composição do ministério, do discurso. Chamada de capa: “O Presidente Não Admite Torturas”.Ofereço este número de Veja à aguda análise de Pannunzios, Magnolis, Azevedos e quejandos. (Nada a ver com queijo.) Bajulação e subserviência estão ali expostas da forma mais redonda. Naquele momento, a mídia foi atrás de Veja, e por três dias falou-se mais ou menos abertamente de tortura. Logo veio a proibição, que Veja ignorou. Na noite de sexta-feira a reportagem da equipe de Raymundo descia à gráfica para arrolar 150 irrefutáveis casos de tortura, dos quais três em detalhes. Ao mesmo tempo, eu mandava cortar os telefones da Abril para impedir ligações de quem pretendesse interferir, autoridades, patrões e intermediários. A edição foi apreendida nas bancas, e logo desembarcou na redação a censura dos militares. 

    Este sim, "nosso Trotski", a Arci pediu minha cabeça e conseguiu. Foto: AE


    Quando ouvi falar em distensão pela primeira vez, meados de 1972, pela boca do general Golbery, à época presidente da Dow Chemical no Brasil, pareceu-me possível alguma mudança na sucessão de Médici. De fato, Golbery, que vinha de conhecer, articulava na sombra a candidatura de Ernesto Geisel, títere sob medida para as suas artes de titereiro. Meados de 1973, assenta-se a candidatura obrigatória de Geisel. Alguns meses após, ministério em gestação, Golbery, futuro chefe da Casa Civil à revelia de Médici, me sugere uma conversa com o recém-convocado para a pasta da Justiça, Armando Falcão. Assunto: fim da censura em clima de distensão.Conversei duas vezes com Falcão enquanto Roberto Civita entre janeiro e fevereiro de 1974 apontava em Hugh Hefner um notável filósofo da modernidade. Mal assumiu a pasta, dia 19 de março de 1974, Falcão chamou-me a Brasília para comunicar que a censura se ia naquele instante. Sublinhei: “Sem compromisso algum de nossa parte”. “Claro, claro”, proclamou, e me deu de presente seu livro de recente publicação, intitulado A Revolução Permanente. Mais tarde Golbery comentaria: “Falcão é o nosso Trotski”.Três semanas após, a censura voltou, mais feroz do que antes. Duas reportagens causaram a costumeira irritação, fatal foi uma charge de Millôr Fernandes. Em revide, decretava-se que a censura seria executada em Brasília às terças-feiras. Fui visitar Golbery no dia seguinte, eu estava de veneta rebelde, levei meus dois filhos meninotes, e andei pela capital federal de limusine. No meu livro de próxima publicação, O Brasil, a sair pela Editora Record como O Castelo de Âmbar, descrevo assim a visita ao chefe da Casa Civil.“A secretária do ministro, dona Lurdinha, senhora de modos caseiros, redonda rola sobre o carpete sem perder o sorriso, chega-se ao meu ouvido, murmura: “Veio também o senhor Roberto Civita, quer ser recebido mas não tem hora marcada”. Não deixo que o tempo se estique inutilmente, tomo a visão panorâmica da antessala e vejo Arci, entalado em uma poltrona com expressão perdida na paisagem da savana descortinada além das vidraças. “Que faz aqui?” E ouço meu próprio latido.“Vici me contou que você viria, e eu gostaria…”“Você não pediu audiência, não tem hora”, proclamo.Ele insiste, à beira da imploração. O meu tom chama a atenção de Manuela e Gianni, encaram a cena sem entender o assunto, percebem porém que o pai está muito irritado, enquanto o outro tem jeito de pedinte. Lurdinha traz uma laranjada para as crianças e avisa que o general está à espera. Admito: “Você entra comigo, mas se compromete a não abrir a boca”. Ele promete.Na conversa que se segue no gabinete da Casa Civil, o meu argumento é óbvio, Veja é uma revista semanal que encerra o trabalho na noite de sábado e vai às bancas às segundas-feiras, obrigá-la a submeter textos e fotos aos censores na terça significa inviabilizá-la. Pergunto a Golbery: “Os senhores pretendem que Veja simplesmente acabe?” Não, nada disso. “Então é preciso pôr em prática outro sistema.”O chefe da Casa Civil entende e concorda. Diz: “Vá até o Ministério da Justiça, fale com Falcão, a Lurdinha já vai avisá-lo, diga a ele que vamos procurar uma saída até amanhã no máximo, a próxima edição tem de sair regularmente”.Golbery fica de pé, hora da despedida. O general não conhecia o patrãozinho que até aquele momento cumpriu a promessa feita na antessala. E de supetão abre a boca: “General, se o senhor acha que devemos tomar alguma providência em relação ao Millôr Fernandes…”Golbery fulminou-o: “Senhor Civita, não pedi a cabeça de ninguém”. 

    Poucos entenderam que o Minuano poderia despertar ciclones. Foto: Reprodução


    Vici e Arci, ou seja, Victor Civita e Roberto Civita, assim se chamavam no castelo envidraçado à beira do Tietê, esgoto paulistano ao ar livre. Esse entrecho já o desenrolei em O Castelo de Âmbar sem merecer desmentido e o próprio Millôr o colocou no ar do seu blog logo após a publicação no final de 2000. Ao sair do gabinete de Golbery, eu disse a Roberto Civita “você é mesmo cretino”, como depois o definiria na conversa de despedida com o pai Victor, mas poderia dizer coisa muito pior. Quanto à minha saída da direção de Veja e de conselheiro board abriliano, descrevi o evento em editorial de poucas semanas atrás. Faço questão de salientar, apenas e ainda, que não fui demitido, e sim me demiti para não receber um único centavo das mãos de um Civita, nem que fosse a comissão pelo empréstimo de 50 milhões de dólares recebidos pela Abril da Caixa Econômica Federal, juntamente com o fim da censura, em troca da minha cabeça. A revista prontamente caiu nos braços do regime.A partir daí, tive de inventar meus empregos para viver. Ou por outra, para viver com um salário infinitamente menor (insisto, infinitamente) do que aquele dos importantes da imprensa, e nem se fale daqueles da televisão. Ganham mais que os europeus e de muitos americanos. Em outro país, um jornalista com o meu passado não sofreria as calúnias de Pannunzios, Magnolis e Azevedos, e de vários que os precederam. Muito representativos de uma mídia que manipula, inventa, omite e mente. Observem os fatos e as mentiras da atualidade imediata, o caso criado pelo protagonismo de Gilmar Mendes e pela ferocidade delirante dos chapa-branca da casa-grande. Além do mais, há em tudo isso um traço profundo de infantilidade, um rasgo abissal, a provar o estágio primitivo da sociedade do privilégio, certa de que a senzala aplaude Dilma e Lula e mesmo assim se conforma, resignada, dentro dos seus habituais limites.Os caluniadores são, antes de mais nada, covardes. Sentem as costas protegidas pela falta generalizada de memória, ou pela pronta inclinação ao esquecimento. Pela impunidade tradicional garantida por uma Justiça que não pune o rico e poderoso. Pelo respaldo do patrão comprometido com a manutenção do atraso em um país onde somente 36% da população conta com saneamento básico, e 50 mil pessoas morrem assassinadas ano após outro. Confiam no naufrágio da verdade factual, pela enésima vez, e que tudo acabe em pizza, como outrora se dizia, a começar pela CPI do Cachoeira e pela pantomima encenada por Gilmar Mendes. E que o tempo, vertiginoso e fulminante como sempre, se feche sobre os fatos, sobre mais uma grande vergonha, como o mar sobre um barco furado.

     

    http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/06/03/mino-de-volta-ao-passado...

     

    alexandre toledo

    Sobre a Rio + 20 e os defensores do meio ambiente, minha opinião é a seguinte: 

    http://blogdobriguilino.blogspot.com.br/2012/06/rio-20-o-futuro-que-quer... por favor leia e deixe sua opinião no Comentário. Obrigado!

     

    Ruth Escobar: Um Triste Fim

    Por todas as razões do mundo ela não merece este fim!

    O abandono de Ruth Escobar

    "Não dá mais para salvar a memória dela, comprometida pelo Alzheimer", diz Inês Cardoso ao falar sobre a situação de sua mãe, Ruth Escobar, de 75 anos. "Mas ainda é possível salvar a memória do que ela deixou."


     vejam este artigo: http://www.limacoelho.jor.br/vitrine/ler.php?id=6690

    Re: Fora de Pauta
     

    luz

    Estranho isso: o Desembargador-Presidente do TJMG avista a Polícia de Trâsito e passa a direção do veiculo para a sua mulher, a também Desembargadora Albergaria Costa:


    "Em face de solicitação de informações formulada pela imprensa em geral, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais esclarece que na data de hoje a Desembargadora Albergaria Costa teve o veículo que conduzia de sua propriedade submetido a fiscalização de trânsito em operação de rotina frequentemente realizada pela polícia militar.

    Na ocasião, a magistrada que estava na companhia de seu marido, Desembargador Cláudio Costa, concordou em ser submetida ao exame de dosagem de alcoolemia, cujo resultado foi negativo para presença de álcool no organismo, ou seja, 0.0 mg/l.

    Na ocorrência foi também registrada observação de que a Desembargadora Albergaria Costa teria assumido a direção veicular momentos antes da abordagem policial, alegação essa prontamente refutada pela magistrada.

    Nada mais havendo, a ocorrência foi encerrada.

    Belo Horizonte, 3 de junho de 2012." Fonte: www.tjmg.jus.br  

     

      

      

    Sintomas da corrupção

    Ou quando o filósofo vira profeta

     

    Encontrei o texto abaixo no livro “A gaia ciência” em 2008, durante os acontecimentos da Satiagraha. O livro foi escrito entre 1881 e 1887 e se mostrava, tanto em 2008 como agora, de uma atualidade impressionante.

    Passei anos lendo e relendo o texto tentando descobrir se o autor fazia um elogio à corrupção, como meio de emancipação da sociedade ou fazia uma crítica à mesma. Cheguei ao ponto, à época, de repeti-lo sem ler, tal a minha piração.  Acabei por me convencer que se trata apenas de uma constatação, bem ao gosto do autor, que em minha opinião jamais se posicionou ideologicamente, servindo como “pau para toda obra”, “madeira de dar em doido”, tanto a direita como a esquerda.

    Encasquetei com a ideia de que a crise que vivenciamos, a crise financeira global, tem a cara de Nietzsche. É a consequência do elogio do individualismo, do egoísmo, da ambição desmedida e inconsequente, tão ao gosto do autor e que o aspecto financeiro da crise é apenas a face mais visível de uma crise mais ampla e profunda. A filosofia de Nietzsche é a filosofia da crise, embora aqui neste texto, conhecido como aforismo, ele tenha feito uma análise primorosa sobre o nascimento da corrupção.

    Aqui estão assentadas afirmações como; “... Mas não poderia aprovar este elogio, da mesma forma que como não aprovei a acusação precedente, o que concedo é que a crueldade se torna refinada, e que as suas antigas formas repugnam ao gosto novo; mas a arte de ferir, de torturar, atravez da palavra ou do olhar, alcançam em tempo de corrupção, o seu supremo aperfeiçoamento; é só então que nascem a malignidade e o prazer de ser maldoso. As pessoas das épocas corrompidas são espirituosas e caluniadoras; sabem que se pode matar dispensando a utilização do punhal e do golpe de mão; sabem tambem que se acredita em tudo o que é bem dito”, que retrata fielmente a pratica dos assassinatos de reputação tão ao gosto da Máfia da mídia.

    “Portanto, é precisamente nas épocas de “relaxamento” que a tragédia corre pelas ruas e pelas casas, que se vê nascer o grande amor e o grande ódio, e que a flama do conhecimento jorra em braseiro para o céu”.

    “O futuro é tão incerto que as pessoas vivem para o momento: estado de alma que favorece o jogo dos tentadores de todas as espécies; pois que tambem não se deixa seduzir, e corromper, se não por um “momento” , reservando-se um futuro e a virtude!”

     

     

     

     

    Friedrerich Nietzsche

    Tradução:  Jean Melville

    Editora Martin Claret ltda

    www. Martinclaret.com.br

    23 – Sintomas da corrupção – Atente-se para os seguintes sintomas das sircunstancias sociais, necessárias de tempos a tempos, que  se designam pelo termo “corrupção”.  Assim que a “corrupção” aparece em qualquer parte, vê-se reinar uma variada superstição, na qual a crença geralmente adotada até então pelo povo empalidece  e se torna impotente.

    Pois que a superstição é um livre pensamento de segunda ordem; quem a ela se entrega, elege certas formas e formulas que lhe agradam e concede-se o direito de escolher. O supersticioso tem qualquer coisa de mais “pessoal” do que o homem religioso, e uma sociedade supersticiosa será aquela onde se encontram já muitos individuos e prazer ao que é individual.

    Deste ponto de vista a superstição coloca-se sempre como um progresso sobre a fé e torna manifesto que a inteligencia se torna mais independente e reclama os seus direitos. Desta forma, os partidários da velha religiosidade lastimam-se de corrupção – mas foram eles que até aqui determinaram o uso linguístico e que e criaram à superstição uma má reputação, mesmo entre os espíritos mais livres. Portanto, temos que saber que a superstição é um sintoma de emancipação.

    Acusa-se tambem de “relaxamento” uma sociedade onde a corrupção se instala: de fato, o prestígio da guerra e do entusiasmo guerreiro sofrem uma baixa visível e aspira-se aos prazeres da existencia com tanto ardor como aquele que antigamente se punha  a procurar as honras militares ou atléticas.

    Mas os observadores costumam ignorar que esta antiga energia e paixão da nação, com a guerra e os torneios, que alcançavam tão pomposa evidencia, transformou-se em uma infinidade de paixões privadas e limitou-se a ser menos visível; mas que digo? Sim, é até provável que, no estado de “corrupção, a nação dispenda uma força, uma violencia de energia muito maiores do que nunca, e que o individuo gaste essa energia mais prodigamente do que o podia fazer anteriormente, quando ainda não era suficientemente rico!

    Portanto, é precisamente nas épocas de “relaxamento” que a tragédia corre pelas ruas e pelas casas, que se vê nascer o grande amor e o grande ódio, e que a flama do conhecimento jorra em braseiro para o céu.

    Em terceiro lugar, pretende-se dizer que compensando de algum modo a censura de superstição e de abandono que se pode fazer às épocas de corrupção, os costumes se tornam mais brandos nestes períodos, que a crueldade diminui notoriamente em comparação com as épocas precedentes, mais crédulas e mais fortes. Mas não poderia aprovar este elogio, da mesma forma que como não aprovei a acusação precedente, o que concedo é que a crueldade se torna refinada,  e que as suas antigas formas repugnam ao gosto novo; mas a arte de ferir, de torturar, atravez da palvra ou do olhar, alcançam em tempo de corrupção, o seu supremo aperfeiçoamento; é só então que nascem a malignidade e o prazer de ser maldoso.

    As pessoas das épocas corrompidas são espirituosas e caluniadoras; sabem que se pode matar dispensando a utilização do punhal e do golpe de mão; sabem tambem que se acredita em tudo o que é bem dito.

    Em quarto lugar, quando os costumes se corrompem, é o momento em que surgem esse seres a que se dá o nome de tiranos: são os precursores e, por assim dizer, as precoces guardas avançadas do indivíduo. Mais um instante de paciencia: esse fruto dos frutos acabará por pender, maduro e dourado, da árvore de um povo; e é somente em função desses frutos  que essa árvore existe! Quando o declinio chegou ao apogeu, assim como a luta dos tiranos de todas as qualidades, vê-se chegar o César, o tirano definitivo, que vibra o golpe de misericórdia à luta cnsada dos concorrentes preponderantes fazendo trabalhar o cansaço em seu proveito.

    Em sua época, o individuo, em geral, está no momento da sua maturidade perfeita, estando a “cultura” por consequencia no zenite da sua fecundidade e elevação;...mas não é graças a ele, nào é por via do tirano, se bem que as pessoas de cultura elevada gostem de lisonjear o seu César, fazendo-se passar por obra dele. O futuro é tão incerto que as pessoas vivem para o momento: estado de alma que favorece o jogo dos tentadores de todas as espécies; pois que tambem não se deixa seduzir, e corromper, se não por um “momento” , reservando-se um futuro e a virtude!

    Sabe-se que o individuo, esse autentico homem “em si e para si”, pensa mais nas coisas do momento do que o seu oposto, o homem do rebanho, porque não pensa contar mais consigo do que conta com o futuro; liga-se do mesmo modo aos tiranos, porque se julga capaz de ações e  de investigações que não podem contar nem com a inteligencia nem com o perdão da multidão...mas o tirano ou César compreende o  direito do indivíduo, mesmo nas suas aberrações, e tem interesse em dar a palavra e até mesmo permitir uma moral pessoal mais audaciosa. Porque pensa dele, e quer que o pensem, aquilo que Napoleão exprimiu um dia da forma clássica que lhe era particular: “Tenho o direito de responder a todos os vossos queixumes com um eterno “sou o que sou”. Estou apartado de toda a gente e não aceito as condições de ninguem. Deveis submeter-vos a todas as minhas fantasias e achar natural que me  entregue a semelhantes distrações”. Foi o que disse à sua mulher, certa vez, quando ela teve razões para duvidar da sua fidelidade conjugal.

    As épocas de corrupção sào aquelas em que as maçãs caem das árvores: refiro-me aos individuos, aqueles que carregam em si as sementes do futuro, os promotores da colonização espiritual, os formadores de novos estados e sociedades. A palavra corrupção torna-se um termo injurioso quando relaciona-se com as épocas outonais de um povo.

     

    Banco da família de Índio da Costa, ex-secretário de Administração do então Prefeito do Rio de Janeiro, Cesar Maia (DEM0 e candidato a Vice-Presidente na chapa de José Serra (PSDB) a presidência da República, acusado de fraude.

    Estadão

    Com rombo de R$ 1,3 bi, Cruzeiro do Sul sofre intervenção do Banco Central

    David Friedlander, de O Estado de S. Paulo

    SÃO PAULO, 3 - SÃO PAULO - O Banco Central decreta nesta segunda-feira, 4, intervenção no Banco Cruzeiro do Sul. A instituição carioca será colocada sob o Regime de Administração Especial Temporária (Raet), o que significa que os controladores - a família Índio da Costa - serão afastados e a gestão será feita pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), instituição criada com objetivo de proteger os depósitos dos clientes do sistema financeiro no País em caso de quebra de algum banco.

    Inspeções feitas no Banco Cruzeiro do Sul identificaram um rombo de cerca de R$ 1,3 bilhão. A princípio, foram detectadas fraudes parecidas com as do Banco Panamericano, instituição que pertencia ao Grupo Silvio Santos, com registro de créditos fictícios no balanço. O Cruzeiro do Sul tem um patrimônio líquido negativo de cerca de R$ 150 milhões.

    O Cruzeiro do Sul, que tem como um dos focos principais o crédito consignado e vinha sendo há tempos alvo de rumores sobre dificuldades financeiras, interessava ao Banco BTG Pactual - atualmente controlador do próprio Panamericano. O BTG chegou a fazer oferta de compra. No sábado à noite, no entanto, essas negociações foram encerradas, já que os valores oferecidos foram considerados baixos.

    Neste domingo, 3, o presidente executivo do Cruzeiro do Sul, Luis Octavio Índio da Costa, esteve reunido com representantes do FGC até cerca de 21h30 para definir o destino do seu banco. A saída, no entanto, acabou mesmo sendo a intervenção.

    Problemas. Em março, a agência de classificação de risco Moody’s chegou a rebaixar o rating do Cruzeiro do Sul, alegando que ele tinha uma dependência muito grande de "depósitos com garantia e de acordo de securitização de ativos com o Fundo Garantidor de Crédito, que ao fim de 2011 representou mais de um terço da captação total". O FGC havia aberto uma espécie de linha de crédito de até R$ 3,8 bilhões para o Cruzeiro do Sul - que havia sacado R$ 625 milhões até o fim do ano passado.

    No balanço do primeiro trimestre, o Cruzeiro do Sul recebeu uma ressalva da empresa de auditoria Ernst & Young - o que significava que, na análise dos números, os auditores haviam encontrado alguma inconsistência contábil.

    Nas notas explicativas, a Ernst & Young ressaltava que o Cruzeiro do Sul fez um diferimento de despesas no primeiro trimestre que não estava de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Essas perdas foram decorrentes de renegociações de operações de crédito cedidas em exercícios anteriores. O Cruzeiro do Sul depende da venda de carteiras para captar recursos.

    Em dezembro, o Cruzeiro do Sul chegou a comprar uma instituição financeira - o Banco Prosper. Pagou R$ 55 milhões por 88% da instituição, que estava descapitalizada e praticamente não conseguia mais operar.

     

     

    Em editorial, Folha expõe encruzilhada da mídiaEm editorial, Folha expõe encruzilhada da mídiaFoto: Edição/247

    Grupo de comunicação brasileiro com maior presença na web, a Folha, dirigida por Otávio Frias Filho, defende novas regras na rede para proteger seu conteúdo; a saída jurídica, no entanto, não é trivial, uma vez que a internet celebra a liberdade

    04 de Junho de 2012 às 06:13


    Colunista

    Pra não deixar de falar em Obama
    Hélio Doyle



    247 – De todos os conglomerados de comunicação do País, o grupo Folha, dirigido por Otávio Frias Filho, é o que ostenta a melhor posição na internet. Controla o maior portal de notícias, o Uol, e tem o jornal, a Folha de S. Paulo, com maior número de seguidores no Twitter e de amigos no Facebook.

    A internet, no entanto, é uma oportunidade ou uma ameaça para a Folha? A julgar pelo editorial publicado neste domingo, o grupo Folha se sente ameaçado. No texto “Regras na rede”, o jornal defende mecanismos de proteção do direito autoral e cita que, nos Estados Unidos, cada reportagem de jornais impressos é reproduzida, em média, 4,4 vezes na rede.

    Isso se deve ao fato de que a internet reduz a zero o custo de reprodução, enquanto persiste o custo pela produção de conteúdo. Essa é, de fato, a grande encruzilhada da mídia. Como atribuir valor a algo que, instantes depois, pode estar sendo reproduzido em outros portais ou sites?

    O modelo defendido pela Folha é o do chamado paywall – o muro de proteção, que permite ao leitor online acessar apenas parte do conteúdo, como faz, por exemplo, o The New York Times. Caso seja assinante, o leitor tem acesso ao conteúdo na íntegra.

    Ocorre que a Folha não tem o menor controle sobre seus assinantes (e sobre os amigos de seus assinantes) e não pode impedi-los de reproduzir notícias interessantes nas redes sociais ou mesmo nos seus blogs pessoais. É por isso que todos esses muros são tão permeáveis.

    No mundo ideal dos grandes grupos de comunicação, o Congresso sancionaria uma lei impedindo qualquer tipo de reprodução de conteúdo. E, assim, Folha, Globo, Estadão e demais organizações de mídia iriam administrando, de forma organizada, a morte inevitável do papel.

    No entanto, restringir a reprodução de qualquer conteúdo seria também uma forma de censura. Uma coerção à livre circulação da informação. E note-se que os próprios jornais reproduzem, com frequência, conteúdo de terceiros. Se uma revista semanal publicar um furo de reportagem num sábado, no domingo esta mesma reportagem terá sido reproduzida nos jornais. A internet apenas acelera o processo. O furo das 12h pode ser reproduzido às 12h01.

    No mundo de hoje, com a efervescência da blogosfera e o desenvolvimento das redes sociais, dificilmente será possível criar uma lei que atenda aos interesses apenas das famílias que controlam os meios de comunicação tradicionais. Especialmente porque a notícia publicada deixa de ser uma propriedade de quem a publicou para se transformar também num fato.

    E os fatos devem ser cobertos, analisados e interpretados por outros veículos de comunicação, com total liberdade e sem nenhum tipo de restrição ou censura.

    Como é o caso do editorial da Folha, que reproduzimos abaixo:

    Regras na rede

    É preciso criar normas que protejam os produtores de conteúdo num mundo em que os avanços tecnológicos criam situações inéditas

    Na opinião do ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça, que defende o endurecimento de penas para violações ao direito autoral, as fraudes propiciadas pelas novas tecnologias se traduzem no Brasil em acintoso desprezo pelo trabalho intelectual.

    Dipp, que preside a comissão de especialistas criada pelo Senado para elaborar um anteprojeto

    de novo Código Penal, tocou no aspecto central: os avanços tecnológicos criaram situações que não são contempladas pela atual legislação. Com isso, ficam desprotegidos os responsáveis pela criação de conteúdos.

    De fato, nem o Código Penal nem a Lei de Direitos Autorais (LDA) dispõem sobre a internet -pelo simples fato de que suas normas datam de 1940 e 1998, respectivamente. É preciso, portanto, que esse vazio seja preenchido de maneira eficaz e criteriosa, sem condescendência, mas também sem os exageros e sobreposições típicos da febre legislativa brasileira.

    Após ampla consulta pública realizada em 2010, a proposta de reforma da LDA transitou entre o Ministério da Cultura e a Casa

    Civil. Lá permanece até hoje.

    São muitos os desafios a serem enfrentados pela nova legislação.

    No que tange ao uso de conteúdos sem autorização, por exemplo, a internet criou um problema nada trivial. Pesquisa realizada nos Estados Unidos há três anos mostrou que cada reportagem de jornal norte-americano era total ou parcialmente reproduzida em sites -sem autorização- 4,4 vezes, em média. No caso de conteúdo produzido pelos principais diários, a repetição chegava a 15 cópias.

    No mercado de livros, há casos semelhantes. Estudo da empresa antipirataria Attributor mostrou que cerca de 3 milhões de pessoas buscam na internet, diariamente, versões gratuitas não autorizadas dos 90 livros mais vendidos pelo portal Amazon, levando a um prejuízo potencial de US$ 3 bilhões.

    No campo das indústrias fonográfica e audiovisual, a pirataria ou o compartilhamento de conteúdos tornaram-se corriqueiros.

    Regular esse ambiente não é tarefa fácil, mas a dificuldade não a faz menos necessária. É preciso estabelecer limites e criar normas que protejam o investimento em conteúdo e os direitos autorais na rede mundial de computadores.

    Sob o pretexto enganoso de que a internet deveria ser território "livre", esbulha-se o trabalho alheio e se desestimula toda forma de atividade intelectual realizada segundo padrões profissionais.

    A criação de produtos intelectuais, de informação e de entretenimento, seja no mundo físico, seja no digital, demanda custos e esforço. Assegurar os dividendos não é um ato opressor. Ao contrário, é o mecanismo elementar que garante a geração de conteúdos de qualidade.

     

     

    Aécio teme que Brasil dê vexame na CopaAécio teme que Brasil dê vexame na CopaFoto: Agência Brasil_Folhapress

    Em artigo, senador mineiro ataca má gestão na preparação das obras do mundial de 2014

    04 de Junho de 2012 às 08:18


    Colunista

    Pra não deixar de falar em Obama
    Hélio Doyle



    247 – Aécio Neves se move, cada vez mais, como presidenciável. Em seu artigo publicado nesta segunda-feira na Folha de S. Paulo, ele critica a má preparação do governo para a Copa de 2014 e diz temer que o Brasil dê vexame. Leia:

    Gestão

    Aécio Neves

    É inacreditável o 3º Balanço das Ações do Governo Brasileiro para a Copa, divulgado dias atrás. Os projetos concluídos até agora equivalem a apenas 1% dos investimentos programados. Nada menos que 41% das obras nem sequer começaram e 5%, apenas, foram concluídas. Comprova-se uma vez mais o alto custo que o país vem pagando por uma gestão pública de baixa qualidade.

    Já que o problema do governo federal não é a ausência de recursos, haja visto os números excepcionais da arrecadação, é lamentável constatar que, na verdade, não consegue utilizá-los com eficiência.

    E não consegue por razões diversas, que vão desde o aparelhamento político de funções estratégicas até a falta de planejamento e definições equivocadas de prioridades, como o trem-bala que o governo insiste em manter na agenda de possibilidades enquanto estradas e ferrovias permanecem em estado de calamidade.

    Felizmente essa não é a única realidade do país. Recentemente, uma pesquisa mostrou que a modernização dos processos de gestão está encontrando terreno fértil na administração pública. Começa a haver mais espaço para metodologias e práticas inovadoras no campo do gerenciamento nos governos estaduais, nas prefeituras e até mesmo na esfera federal.

    O estudo foi feito pela Macroplan com participantes de um congresso de gestão pública, especialistas no tema, portanto. Entre os entrevistados, 57% consideram que os líderes de suas instituições possuem elevada motivação para a profissionalização da gestão.

    É, sem dúvida, uma boa notícia. Entre os Estados que mais avançaram em gestão pública, na opinião dos entrevistados, estão Minas Gerais (indicado por 71,4%), São Paulo (61%) e Paraná (33,8%). Na lista de desafios, a pesquisa aponta a capacidade de planejamento de longo prazo (44,2%) e a estruturação e execução de projetos (36,4%).

    Uma parcela bem significativa (27%) defendeu a implantação da gestão do conhecimento. De fato, essa seria uma excelente conquista para o serviço público, que costuma jogar fora a experiência acumulada por equipes inteiras, quando ocorre uma troca de ministro ou de titular de órgão público. Conhecimento é patrimônio dos brasileiros e não dos governos. E o tempo é ativo importante para quem tem a responsabilidade de gerar resultados para a população. Não podemos ser reféns de eternos recomeços.

    A falta de uma gestão eficiente custa caro ao país. Abre caminho para o improviso, o desperdício e a corrupção. Faz o Brasil perder tempo, recursos e oportunidades.

    No caso da Copa, diante dos números divulgados, todos nós, que torcemos muito pelo sucesso do evento, começamos a torcer também para que o país não dê vexame na organização do Mundial.

     

     

    Prezado Nassif, sempre ao lado de um grande homem, ná sempre um grande servidor. Forte abraço.

     

    Mensalão e CPI do Cachoeira disputarão as eleições - No Blog da Cidadania

     
     

    As eleições municipais de 2012 ocorrerão sob o signo dos escândalos. De um lado, o inquérito do mensalão deverá ser julgado pelo STF em pleno processo eleitoral. Todavia, a CPMI do Cachoeira tem potencial para anular e até para superar a estratégia com a qual a direita demo-tucano-midiática esperava arrasar o PT eleitoralmente neste ano.

    Na Folha de São Paulo de hoje (domingo), uma charge curiosa. Caricaturas de Lula e de sua esposa olham para nuvens negras no céu, ao que ela diz a ele que é melhor entrarem em casa porque “vai chover mensalão”. Trata-se de um recado da mídia: ela pretende transformar em show os trabalhos no Supremo.

    Todavia, faltou combinar com os russos. Por mais que tente ignorar a CPMI e exacerbar a cobertura do julgamento no STF, este poderá ser empanado pelas revelações escabrosas que a investigação parlamentar deve fazer essencialmente contra a oposição e a mídia.

    O público vem sendo enganado sobre a CPMI do Cachoeira. A mídia e a oposição vêm tentando vender que se trata de uma investigação que atingirá os dois lados, que Lula não sabia o que fazia quando incentivava a criação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, que, agora, iria se voltar contra os seus criadores.

    O que digo agora não é uma opinião: foi tudo jogo de cena. A CPMI irá recair essencialmente sobre o PSDB, o DEM e a mídia. Há cerca de 40 gigabites de vídeos, áudios e fotos misturados (propositalmente?) que ainda irão demorar semanas para ser organizados, levados à CPMI e depois “vazados” para a opinião pública.

    E, para rivalizar com o estardalhaço que a mídia fará em torno do julgamento do mensalão, os protagonistas da investigação parlamentar serão Marconi Perillo, José Serra, a Veja e a Globo. Isso sem falar que serão produzidos elementos que poderão desmoralizar o julgamento que ocorrerá paralelamente no STF.

    Mas não é só. Ao menos um juiz que poderá estar julgando o mensalão deve entrar na alça de mira da CPMI. Gilmar Mendes é o terceiro personagem de peso “da oposição” que fontes fidedignas garantem que protagonizará o contraponto ao que a mídia chama de “julgamento do século”.

    Reportagem da Folha.com deixa ver quanta coisa deverá surgir em relação a Gilmar. Matéria que saiu timidamente no UOL e que foi enterrada rapidamente, além de jamais ter chegado a qualquer outro meio de comunicação exibiu laudo de perícia de análise da frequência de voz do ministro do STF Gilmar Mendes durante a entrevista que deu à Globo sobre seu encontro com Lula.

    Veja trechos da matéria e, em seguida, vídeo sobre a perícia

    —–

    Na análise de um total de 3 minutos de trechos da entrevista, foram detectadas 11 ocorrências de “alto risco”, cinco de “provável risco” e duas de “baixo risco”.

    “Alto risco é uma maneira de dizer que a pessoa está mentindo”, afirma o perito responsável pela análise, Mauro Nadvorny.

    Nadvorny é diretor-presidente da empresa Truster Brasil, que produz a tecnologia que detecta sinais de tensão, estresse, medo, embaraço e excitação em arquivos de voz. De acordo com Nadvorny, esses fatores permitem situar declarações em uma escala de veracidade.

    O laudo indicou “alto risco” de fraude nos trechos em que o magistrado diz que o mensalão “entrou na pauta das conversas”, que “o presidente tocou várias vezes na questão da CPMI” e no trecho em que Mendes diz ter “nenhuma relação, a não ser relação de conhecimento e de trabalho funcional com o senador Demóstenes”.

    Veja a seguir alguns dos trechos da entrevista de Gilmar Mendes considerados “fraudulentos e suspeitos” pelo laudo de Nadvorny, acompanhados da conclusão do perito:

     

    Gilmar Mendes: “Este assunto entrou na pauta das conversas”

    Laudo: De acordo com a análise do software, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que o assunto (mensalão) entrou na pauta das conversas.

    Gilmar Mendes: “E aí o presidente disse da importância do julgamento do mensalão, que se possível não se julgasse esse ano porque não haveria objetividade”

    Laudo: De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes está sendo verdadeiro quando afirma que o presidente Lula teria dito que não haveria objetividade. Não é possível concluir que ele tenha dito algo sobre a importância do julgamento não acontecer este ano.

    Gilmar Mendes: “O presidente tocou várias vezes na questão da CPMI, desenvolvimento da CPMI, o domínio que o governo tinha sobre a CPMI”

    Laudo: De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que o presidente Lula tocou no assunto da CPMI.

    Gilmar Mendes: “Então eu disse a ele: ‘com toda franqueza, presidente, eu vou lhe dizer uma coisa, parece que o senhor está com alguma informação ‘confusa’”

    Laudo: De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes está sendo verdadeiro quando afirma que disse ao presidente Lula que ele estava com uma informação “confusa”.

    Gilmar Mendes: “ ‘O senhor não está devidamente informado, eu não tenho nenhuma relação, a não ser relação de conhecimento e de trabalho funcional com o senador Demóstenes”

    Laudo: De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que não tem nenhuma relação com a matéria da CPMI.

    Gilmar Mendes: “Aí então eu esclareci a viagem de Berlim, (…) me encontrara com o senador em Praga porque isso foi agendado previamente, ele tinha também uma viagem para Praga, então nos deslocamos até Berlim. Eu vou um pouco a Berlim, como o senhor vai a São Bernardo

    Laudo: De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes não está sendo verdadeiro quando afirma que se encontrou com o senador (Demóstenes) em Praga para ir a Berlim (para visitar sua filha) numa viagem previamente agendada.

    Gilmar Mendes: “Claro que houve a conversa sobre o Mensalão, o Jobim sabe disso”

    Laudo: De acordo com a análise do programa, o ministro Gilmar Mendes muito provavelmente não está sendo verdadeiro quando afirma que a conversa existiu e que Jobim sabe disso.

    A análise de Nadvorny foi feita voluntariamente, com o software de análise de voz da Truster Brasil, o mesmo usado pelos serviços de inteligência das polícias do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal.

    “A tecnologia faz uma varredura em todo o arquivo de voz para estabelecer uma linha básica e aponta os techos em que a fala foge dessa linha, o que indica, em diferentes graus, que a pessoa não está sendo verdadeira”, diz Nadvorny.

    Segundo ele, nos trechos em que o programa aponta “alto risco”, há praticamente certeza de que a pessoa está mentindo. “Isso porque a natureza humana não é construída para mentir. Quando a pessoa mente, ela está sob estresse”, afirma.

    —–

    Veja, abaixo, o vídeo da perícia

    http://mais.uol.com.br/view/12820719

     

    A razão do estresse de Gilmar é uma só: ele mente. E mente porque, como já se disse aqui neste blog, a iniciativa dele e de Serra de colocarem na Veja aquela matéria sobre sua reunião com Lula não passou de uma vacina contra o que supõem que há na CPMI contra si mesmos.

    Todavia, o alto nível de estresse de Gilmar no vídeo – que nem precisava de perícia para ser notado, bastando que o espectador tenha assistido com olhos de ver – se deve justamente ao fato de que nem ele, nem Serra, nem Veja, nem o resto do PIG sabem ao certo o que há contra todos no imenso material da Polícia Federal que ainda está sendo analisado.

    A mídia vai tentando uma tática diversionista. Primeiro, tentou impedir a criação da CPMI. Depois, tentou vender que o governador Agnelo Queiroz tinha mais indícios contra si do que Marconi Perillo.

    Com a CPMI funcionando, a mídia veio com aquela história de “acordão” a fim de desmoralizá-la. Desmontada a versão com a convocação dos dois governadores, agora tenta-se fazer com as denúncias de Luiz Antonio Pagot (ex-diretor do Dnit) que atingem Serra em cheio, o mesmo que tentaram fazer com Agnelo e Perillo.

    Também será em vão. As denúncias de Pagot atingem o PSDB (José Serra e Geraldo Alckmin) e pouco oferecem contra o PT. Falam de doações de campanha para Dilma, Serra e Alckmin, mas as doações a Dilma foram legais (registradas), enquanto que as feitas aos tucanos foram ilegais (caixa 2). Isso porque umas constam na prestação de contas do PT e as outras não constam das do PSDB.

    Essa estratégia de comparar o incomparável terá o mesmo destino da tramóia midiática que pretendeu igualar evidências fracas contra Agnelo às evidências extremamente pesadas que existem contra Perillo. Com o avanço dos trabalhos da CPMI, tudo será esclarecido.

    Não haverá acordo entre PT, PSDB e mídia. A charge da Folha explica por que. Oposição e mídia pretendem usar o mensalão para arrasar o PT eleitoralmente e para desmoralizar a memória sobre o governo Lula. Por que o PT faria acordo? Muito pelo contrário. Petistas trabalham freneticamente para fazer a CPMI avançar.

     

    Cómete el Periodismo

    Com evento marcado para o próximo da 17 de junho, também na Espanha ganha destaque a reflexão sobre a qualidade do jornalismo a as relações entre mídia e poder.

    http://cometeelperiodismo.blogspot.com.es/

    Periodismo
     

    André Borges Lopes www.bytestypes.com.br

    Cómete el Periodismo

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    André Borges Lopes www.bytestypes.com.br

    GASTO SOCIAL E INVESTIMENTO

    Do Le Monde Diplomatique

    A nova ecomia política brasileira

    Na década atual, a generalizada melhoria do quadro social se deve à combinação de importantes fatores: estabilidade monetária, expansão econômica, reforço das políticas públicas, elevação do salário mínimo, ampliação do crédito popular, reformulação e alargamento dos programas de transferência de renda, entre outros

    O Brasil não tem arraigada tradição democrática. Ao longo de mais de cinco séculos de história, o país mal registra cinquenta anos de democracia. Isso porque a herança política do Império (1822-1889) à República Velha (1889-1930) foi o prolongamento do antigo e carcomido regime da democracia censitária, em que votavam e eram votados tão somente homens de posse, o que significou a participação de não mais do que 5% do total da população nos períodos eleitorais.

    Desde 1932, com a introdução do voto secreto e sua ampliação para homens e mulheres, a experiência democrática não foi contínua, tendo em vista que passou por duas interrupções abruptas durante o Estado Novo (1937-1945) e a ditadura militar (1964-1985). Por força disso, a economia política brasileira se fundamentou na apartação dos interesses das classes populares do conjunto dos objetivos da expansão das forças produtivas.

    Ao mesmo tempo, as tradicionais reformas clássicas do capitalismo contemporâneo, realizadas em praticamente todos os países desenvolvidos, como a fundiária, a tributária e a social, deixaram simplesmente de ser efetivadas. Num país de dimensão continental e grande população, a estrutura produtiva manteve sua dinâmica prisioneira, sobretudo, daqueles segmentos sociais de maior poder aquisitivo e mais privilegiados pela atuação do Estado.

    Assim, a economia política do desenvolvimento assentou-se na máxima de primeiro crescer para depois distribuir. E o crescimento econômico possível se tornou associado à concentração da renda e poder, o que concedeu ao Estado o papel policial a ser exercido sempre que o desconforto das classes populares começasse a ser mobilizado.

    O resultado foi uma enorme exclusão social, cujos indicadores de pobreza e desigualdade tornaram o Brasil uma referência mundial do exemplo a não ser seguido. Em 1980, por exemplo, a economia nacional encontrava-se entre as oito mais importantes do planeta, embora registrasse o primeiro lugar no ranking mundial da desigualdade de renda, com dois terços de sua população na condição de pobreza absoluta.

    Para piorar, as duas décadas seguintes (1980 e 1990) foram de regressão social e econômica em razão da substituição das velhas políticas desenvolvimentistas pela hegemonia neoliberal. Por força disso, o país regrediu, em 2000, ao posto de 13ª economia do mundo, com o rendimento dos proprietários (lucros, juros, aluguéis e renda da terra) respondendo por 68% da renda nacional (ante 50% em 1980) e o desemprego atingindo quase 12 milhões de trabalhadores (contra menos de 2 milhões em 1980).

    Atualmente, percebe-se que foi a grande política que salvou o Brasil da pequenez do destino imposto pelo neoliberalismo, assim como impediu o retorno das políticas do desenvolvimentismo tradicional.

    O vigor da marcha reestruturadora das políticas públicas encadeadas pela Constituição Federal de 1988 deu o primeiro impulso, seguido depois da estruturação vertical dos grandes eixos de intervenção do Estado no campo da proteção e do desenvolvimento social (saúde, educação, assistência e previdência, infraestrutura social, trabalho, entre outros). O país avançou no sentido já experimentado pelas economias desenvolvidas, de construção do Estado de bem-estar social.

    Mesmo durante o longo período da superinflação (1980-1994) e a prevalência do baixo dinamismo econômico e contenção fiscal na década de 1990, a regulamentação de diversas políticas públicas no campo da assistência e previdência contribuiu para evitar que o contexto social desfavorável apresentasse ainda maior regressão, para além do crescimento do desemprego e a piora na distribuição funcional da renda.

    Posteriormente, com a inflexão da política nacional na primeira década do século XXI, a nova economia política ganhou dimensão até então inédita e contribuiu decisivamente para a melhora socioeconômica generalizada no país.

    As evidências do processo de expansão do bem-estar são expressão do padrão de inclusão possibilitado pela ampliação do consumo. De um lado, o enfrentamento da pobreza extrema, com o acesso à renda mínima garantindo a sobrevivência, e de outro a atuação na pobreza absoluta, por meio da complementação da renda para o consumo básico (alimentação, habitação, transporte, entre outros).

    O processo atual de inclusão social é um avanço no contexto do capitalismo contemporâneo, enunciando o conjunto de méritos da nova economia política brasileira. Nesse sentido, o enfrentamento das necessidades básicas de todos, sobretudo das classes populares, gera inquestionáveis melhoras nos indicadores de redução da pobreza e da desigualdade de renda.

    Assim, o movimento de inclusão social, por meio da ampliação do nível de renda na base da pirâmide social que tradicionalmente era excluída do acesso aos meios básicos de vida, segue cada vez mais a reorientação do Estado, que busca a universalização dos serviços públicos de qualidade (educação, saúde, saneamento, moradia, entre outros). Isso pode, inclusive, fazer a pobreza extrema ser superada, assim como o analfabetismo e outros estrangulamentos do desenvolvimento humano, nesta segunda década do século XXI.

    Da exclusão à inclusão social

    Grande parte dos avanços atualmente alcançados pelo Brasil no campo do enfrentamento da questão social está, direta e indiretamente, associada ao conjunto das políticas públicas motivadas pela Constituição Federal de 1988.

    A consolidação de grandes e complexas estruturas verticais de intervenção do Estado de bem-estar social (saúde, educação, assistência e previdência, infraestrutura social, trabalho, entre outros) possibilitou obter resultados positivos no Brasil mais rapidamente e na mesma direção dos já alcançados pelos países desenvolvidos.

    Mas para isso foi necessário avançar o gasto social. No último ano do regime militar (1985), o gasto social realizado no Brasil representava apenas 13,3% do PIB. Com a Constituição, ele aumentou para 19%, permanecendo estacionado nesse mesmo patamar ao longo da década neoliberal.

    A partir dos anos 2000, o gasto social retomou a trajetória ascensional, alcançando atualmente 23% do PIB. Isso se tornou possível após o estabelecimento de uma nova maioria política, comprometida com o crescimento da economia e com a melhor distribuição das oportunidades desde 2003.

    Em boa medida, os avanços sociais podem ser observados na tabela desta página, que apresenta sinteticamente os seis grandes complexos de intervenção social do Estado, bem como o contingente da população coberta pelas diversas políticas sociais. Essa estrutura do Estado brasileiro que se encontra voltada à atenção social não se distancia da registrada nas economias avançadas.

    Para além da montagem dos grandes eixos estruturadores da intervenção social do Estado brasileiro e a expansão do gasto social em relação ao PIB, convém destacar dois fatores decisivos nas políticas públicas após a Constituição de 1988.

    O primeiro resulta do movimento de descentralização da política social, isto é, do crescimento do papel do município na execução das políticas sociais, sobretudo em termos de educação, saúde e assistência social.

    Em 2008, por exemplo, o conjunto dos municípios teve participação no gasto social brasileiro 53,8% maior que o verificado em 1980.

    Em sentido inverso, a participação relativa dos estados no total do gasto social foi 7,6% inferior no mesmo período de tempo, ao mesmo tempo que a União registrou presença 5,9% menor.

    O segundo fator relaciona-se à participação social no desenho e na gestão das políticas sociais brasileiras. De maneira geral, todas as principais políticas sociais possuem conselhos de participação social federal, estadual e municipal, quando não são acompanhadas por conferências populares que evidenciam a maior transparência e eficácia na aplicação dos recursos públicos.

    A sucessiva regulação das diversas políticas públicas ao longo da década de 1990 teve o importante papel de impedir o maior agravamento do quadro social, para além do crescimento do desemprego e da concentração da distribuição funcional da renda nacional, motivados pelo baixo dinamismo econômico do período, assim como os constrangimentos impostos pela superinflação até 1994 e pela política macroeconômica de estabilização monetária (elevados juros, valorização cambial, contenção fiscal e ajustes no gasto social), que terminou por inibir a melhora dos resultados sociais no Brasil.

    Na década atual, a generalizada melhoria do quadro social no Brasil se deve à combinação de importantes fatores: a continuidade da estabilidade monetária, a maior expansão econômica, o reforço das políticas públicas, a elevação real do salário mínimo, a ampliação do crédito popular, a reformulação e o alargamento dos programas de transferência de renda para os estratos de menor renda, entre outras ações.

    Emergência da economia social

    Como se sabe, o ciclo de expansão produtivo entre as décadas de 1930 e 1980 atribuiu à economia social um papel secundário e subordinado às decisões referentes a gastos privados e públicos. Como já dito, imperava até então a máxima de crescer para depois distribuir, o que abriu um espaço em geral estreito para o avanço e autonomia relativa do gasto social no desempenho de suas funções.

    Basta lembrar que a escola brasileira somente se tornou universal um século após a proclamação da República (1889). Somente em 1988, com a Constituição, o Brasil definiu recursos necessários para que o ensino fundamental se tornasse capaz de atender a todas as crianças do país.

    Com a nova maioria política estabelecida desde 2003, percebe-se o avanço do gasto social. De cada R$ 4 investidos no Brasil, um está vinculado diretamente à economia social. Se for contabilizado também seu efeito multiplicador (elasticidade de 0,8), pode-se estimar que quase a metade de toda a produção de riqueza nacional se encontra relacionada direta e indiretamente à dinâmica da economia social.

    Apesar disso, o impacto econômico do Estado de bem-estar social não tem sido muito bem percebido. Tanto que se mantém reinante a visão liberal-conservadora que considera o gasto social secundário, quase sempre associado ao paternalismo de governantes e, por isso, passível de corte.

    Novas referências técnicas têm lançado luzes sobre a emergência da economia social no país. Quase um quinto das transferências monetárias derivadas das políticas previdenciárias e assistenciais da seguridade social brasileira são fontes de rendimento familiar. Antes da Constituição de 1988, as famílias não chegavam a deter, em média, 10% de seus rendimentos provenientes das transferências monetárias.

    Os segmentos de menor rendimento foram os mais beneficiados pela constituição do Estado de bem-estar social. Em 2008, a base da pirâmide social (10% mais pobres) tinha 25% de seu rendimento dependente das transferências monetárias, enquanto em 1978 ele era somente de 7% − uma elevação de 3,6 vezes. No topo da mesma pirâmide social (10% mais ricos), as transferências monetárias respondiam, em 2008, por 18% do rendimento per capitados domicílios, ante 8% em 1978. Ou seja, um aumento de 2,2 vezes.

    Em 1978, somente 8,3% dos domicílios cujo rendimento per capitadas famílias se situava no menor decil da distribuição de renda recebiam transferências monetárias. Já no maior decil, as transferências monetárias alcançavam 24,4% dos domicílios. Quarenta anos depois, 58,3% das famílias na base da pirâmide social recebem transferências monetárias, assim como 40,8% do total dos domicílios mais ricos do país. Aumento de sete vezes nas famílias de baixa renda e de 1,7 vez nas famílias de maior rendimento.

    É muito significativo o impacto das transferências previdenciárias e assistenciais sobre a pobreza. Sem elas, o Brasil teria, em 2008, 40,5 milhões de pessoas recebendo um rendimento de até 25% do salário mínimo nacional. Com a complementação de renda pelas transferências, o Brasil registra 18,7 milhões de pessoas com até um quarto de salário mínimo mensal.

    Resumidamente, são 21,8 milhões de pessoas que conseguem ultrapassar a linha de pobreza extrema (até 25% do salário mínimo per capita). Em 1978, as políticas de transferência monetária impactavam somente 4,9 milhões de pessoas.

    Com a emergência da economia social, o impacto das transferências monetárias nas unidades da federação é diferenciado. Observa-se maior peso das transferências no rendimento médio das famílias nos estados nordestinos, como Piauí (31,2%), Paraíba (27,5%) e Pernambuco (25,7%), bem acima da média nacional (19,3%). Até aí, nada muito destoante do senso comum, salvo pela constatação de o Rio de Janeiro ser o quarto estado da federação com maior presença das transferências no rendimento das famílias (25,5%) e o estado de São Paulo receber abaixo da média nacional (16,4%).

    Já as famílias pertencentes aos estados mais ricos da federação absorvem a maior parte do fundo público comprometido com as transferências monetárias. Assim, a região Sudeste incorpora 50% do total dos recursos anualmente comprometidos com as transferências previdenciárias e assistenciais da seguridade social, ficando São Paulo com 23,5% do total, seguido do Rio de Janeiro (13,7%) e Minas Gerais (10,9%).

    A economia social sustenta hoje parcela significativa do comportamento geral da demanda agregada nacional, além de garantir a considerável elevação do padrão de vida dos brasileiros, sobretudo daqueles situados na base da pirâmide social, o que corresponde aos compromissos da nova economia política brasileira. A descoberta dessas novidades no interior da dinâmica econômica brasileira atual impõe reavaliar a eficácia dos velhos pressupostos da política macroeconômica tradicional.

    http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1179

     

             kkkkkk, acho que estou traumatizado com a PIG, hj acordei procurando qual seria o factoide da semana e para minha surpresa nao havia nada e ainda o Blog esta uma maravilha de rapido, comecou bem a semana, boa semana a todos !!!!!!!

     

    É um bólido?... É um avião?... É o super-home?... Não, é o blog do Nassif e o seu novo servidor! :) 

     

    Submarinos alemães com capacidade nuclear, vendidos a Israel, complicam a vida de Merkel

     

    Israel

    A Marinha de Israel contaria com submarinos armados com mísseis nucleares, segundo a Der Spiegel

    Os submarinos que a Alemanha fornece a Israel desde a década de 1990 estão equipados para transportar e disparar mísseis nucleares. A denúncia, publicada na edição deste domingo da revista semanal de maior circulação naquele país, a Der Spiegel, uma vez comprovada por setores independentes da Organização das Nações Unidas (ONU), tem tudo para minar de vez o desgastado governo conservador da chanceler Angela Merkel, que há anos nega a capacidade nuclear dos submarinos comercializados com o governo de direita do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Israel tem sido um dos principais opositores do programa nuclear iraniano, pacífico segundo as autoridades de Teerã.

    A notícia cita uma pesada investigação sobre a “Operação Samson”, entre alemães e o Estado judeu. Em Jerusalém, o diário israelita Haaretz comenta que, “se a informação obtida por Der Spiegel for efetivamente correta, ela poderia causar um considerável embaraço à chanceler alemã Angela Merkel e ao seu governo, que têm repetidamente negado que sejam nucleares os submarinos fornecidos a Israel”.

    Sem parecer preocupado com as consequências indesejadas que a revelação pode trazer a Angela Merkel, o ministro israelita da Defesa, Ebhud Barak, declarou à Der Spiegel:

    – Os alemães podem orgulhar-se de ter assegurado a existência do Estado de Israel durante vários anos.

    Os três primeiros submarinos alemães da classe Dolphin entregues a Israel foram-no na década de 1990, custeados pelo Estado alemão praticamente durante toda a construção. Peritos internacionais consideravam-nos, antes ainda das atuais revelações, capazes de transportar ogivas nucleares. Um quarto submarino da mesma classe foi entregue há um mês e deverá estar operacional a partir do próximo ano. Outros dois têm contratos assinados e serão entregues escalonadamente até 2017. Merkel teria condicionado a fabricação do armamento à suspensão das construções irregulares em território palestino, além da instalação de um sistema de tratamento de águas residuais na Faixa de Gaza, financiada com capital alemão.

    Até agora, o governo de Netanyahu ignorou as duas exigências alemãs, fato que não impediu Berlim de assinar os contratos, subsidiar a fundo perdido um terço (135 milhões de euros) do preço dos submarinos e de abrir créditos a Israel para o restante até 2015.

    Os submarinos desta classe podem permanecer submersos durante muito tempo e navegar longamente sem necessidade de reabastecerem os seus tanques de combustível. Eles podem operar visíveis ou invisíveis e têm um alcance de tiro até aos 1,5 mil quilômetros. Foram concebidos especialmente para operações no Mediterrâneo.

    Ingenuidade

    Segundo o chefe de redação de Der Spiegel, Georg Mascolo, “uma investigação de vários meses prova que os submarinos fornecidos pela Alemanha à Marinha israelita fazem uso de equipamento para transportar armas nucleares”. Mascolo acrescenta que “funcionários alemães admitem-no agora, desde que sabem o uso que Israel faz das armas alemãs”. Dois responsáveis políticos, o antigo secretário de Estado da Defesa Lothar Rühl e o ex-chefe do comité de planeamento Hans Rühle, assumiram em entrevistas à Der Spiegel que sempre suspeitaram que Israel iria equipar os submarinos com armas nucleares.

    O programa nuclear israelita, nunca comentado por autoridades de Tel Aviv, é contudo conhecido dos alemães desde 1961, tendo sido objeto de negociações entre os dois governos em 1977, com o chanceler Helmut Schmidt de um lado e o então chefe da diplomacia israelita, Mosche Dayan, do outro.

    Segundo o historiador militar israelita Martin van Creveld, o essencial da tecnologia que tornou Israel uma potência nuclear foi-lhe fornecido pelo Estado francês. Na Guerra de Yom Kippur, em 1973, Israel teria, segundo hipótese levantadas por van Creveld mas não sustentada em documentos, ameaçado a Síria com um ataque nuclear. Essa seria, segundo o historiador, a única explicação plausível para o exército sírio ter retirado os seus blindados num momento em que tinha praticamente ganha a batalha pela recuperação dos Montes Golan.

     

    Nassif, vale a pena ver este documentário da BBC (leg. em português): "A Arma Secreta de Israel".

    Depois de ver a reportagem, qualquer um vai enxergar o Oriente Médio, a demonização" de países muçulmanos como Iraque e Irã (tanto quanto a inversão de papéis no que diz respeito a políticas de Direitos Humanos) e a "vitimização" de Israel com outros olhos...

    link: http://vimeo.com/39097216

     

     


    Kill list: os assassinatos de obama  

    Às terças-feiras pela manhã barack hussein obama se reúne com assessores e militares. O objetivo destas reuniões é decidir quais pessoas serão assassinadas por representarem risco para os eua. Desta decisão não existe recurso ou apelação. Não é preciso ser um terrorista, basta ser considerado colaborador. A partir daí as forças armadas possuem um novo alvo a ser abatido. Ao localizarem o condenado os drones serão enviados. Pode ser contra qualquer um e em qualquer lugar do planeta. Só ou acompanhado. Incluíndo cidadãos americanos, aos quais os seus direitos constitucionais ficaram sujeitos à discrição do comandante em chefe.

    Este poder total e absoluto foi autoconcedido através de ordem executiva. O congresso não foi consultado e nem possui poderes para fiscalizar a sua aplicação. Lembrando que nos dois primeiros anos do seu mandato os democratas possuiam ampla maioria tanto no senado quanto na câmara. Não foi a única desta espécie. Várias outras ordens vão ao encontro das necessidades de um governo totalitário. Nenhum deles submetido ao legislativo. A mais abrangente no link abaixo. A estrutura legal para o fim dos direitos civis e das garantias individuais já existe. Até mesmo a implantação de chip nos indivíduos, a se iniciar para a utilização do seguro saúde público. Esta foi a mudança promovida por b. h. obama. Sim, ele pôde. A grande Springfield ficou calada.

    Este avanço sobre o indivíduo não é privilégio americano. Ocorre em toda a Terra. Sempre vinculado a um bem maior. Que para ser alcançado e beneficiar a sociedade é preciso que o homem seja reduzido a algo de fácil remoção. A guerra contra o terror abriu caminho para a exterminação física de quem é considerado uma ameaça aos estados unidos ou aos seus súditos em qualquer país. O presidente passou a ter poderes para condenar e executar os seus nacionais sem o devido processo legal. No mandato do w. bush esta política em relação aos cidadãos dos demais países seria alvo de protestos em grande parte do mundo. Dificilmente uma embaixada ou consulado não seria visado por manifestações de repúdio. Onde estão os militantes e ativistas contra o imperialismo, visto que o assassinato seletivo se tornou política oficial de Estado? Na minha modesta opinião controlados pelos cordões da bolsa.

    Obama representa os interesses de quem age contra a ordem sócio-política e cultural estabelecida. Os que pretendem substituí-la por uma nova, erigida conforme seus desígnios. Um novo homem, um novo mundo à semelhança dos seus criadores. Hoje os alvos são membros da al-qaeda ou de outros grupos terroristas, amanhã quem serão? O que pode ser considerado no futuro uma ameaça a exigir esta solução?

    P.S. Uma visita de bento XVI ou de muhammad ahmadinejad, qual delas causa reação mais intensa do movimento gay no país visitado? Qual deles considera o homossexualismo um crime passível de pena capital e executa esta punição?

    Abaixo também uma grande contradição.

    NYT: a measure of change

    Fox News: a lista secreta da morte

    Counterpunch: a lista da morte de barack obama

    Rebelión: a lista da morte de obama

    Ordem executiva: preparação de recursos para a defesa nacional

     

    Parabéns Nassif. Hj foi rápido o acesso. Valeu.

     

    zanuja

    Parabéns Nassif, hj foi td rapidinho.

     

    zanuja

    Mais uma parte do circo de tentativa de blindagem de gilmar e veja (tambem coloca o PGR para nublar mais ainda). Este folhetim publica "que teve acesso" a um documento de guia para  PT na CPi cachoeira. Ta mais que na cara que é outra montagem de um documento produzido por eles mesmos de tao ridiculo que esta feito. Fico pasma se alguem consegue acreditar nisso. Obviamente tudo isso é para tentar gerar uma vacina e alguma conturbaçao na cpi para ver se surge a pizza. Asim os envolvidos tentam alardear o mundo com falsidades e os coitados que acreditarem seguiriam o rebanho para tentar dar alguma opiniao publica. Realmente acho que estao com muito medo do que vem na cpi, tanto que no final dizem que os proprios petistas acham que o PT ate agora e o grande perdedor da cpi, numa tentativa clara e infantil de desestimular os deputados da base criando um burburinho ...chega a ser hilario (se alguem de Brasilia acreditar nisso!), "e que assim sejamos sensatos e terminemos essa cpi"...kkkk. Porem acho que o PT tem de processar e pedir direito de resposta por calunia! Ou vao continuar de braços cruzados! PS Tambem nao perderam a oportunidade de atacar os blogs "financiados" pelo governo, numa clara coadunação das partes envolvidas nessa estrategia que deve ter sido montada  ha 1 mes entre gilmar, veja e demostenes et al....

     

    Em busca da Justiça - ALDIR BLANC 

    Não sou historiador nem sociólogo. Não consultei nenhum livro para escrever o texto abaixo. Minha memória está se movendo como estilhaços do amado caleidoscópio que perdi, menino, em Vila Isabel. Viva a Comissão da Verdade para que nunca mais coloquem uma grávida nua sobre um tijolo, atingida por jatos d’água, com a ameaça: “Se cair, vai ser pior”; para que senhoras que fazem seu honrado trabalho não sejam despedaçadas por cartas-bombas; para que um covarde que bote a boca de um homem torturado no escapamento de uma viatura militar não passe por “homem de bem” onde mora; para que orangotangos que se tornaram políticos asquerosos não babem sua raiva na internet: “Nosso erro foi torturar demais e matar de menos”; para que presos em pânico não sofram ataques de jacarés açulados por antropoides; para que nunca mais teatros e livrarias sejam vandalizados e queimados; para que um estudante de psiquiatria não seja obrigado a passar por sentinelas de baioneta calada para ouvir um coronel médico dizer que “histeria é preguiça”; para que os brasileiros possamos homenagear um autêntico herói nacional, João Cândido, com um monumento, sem que surjam energúmenos prometendo “voltar e explodir tudo se isso apontar para o Colégio Naval”; para que nossa Força Aérea, que nos deu tanto orgulho na Itália, com seus valentes pilotos de caça, não atire pessoas, como se fossem sacos de lixo, no mar; para que um pai, ao se recusar a cumprir a ordem de manter o caixão lacrado, não se depare com o corpo destruído do filho, jogado lá dentro feito um animal; para que militares honrados não sintam “constrangimento” na busca da Justiça; para que cavalos (aqueles de quatro patas, montados por outros) não pisoteiem um garoto com a camisa pegando fogo por estilhaço de bomba, na Lapa; para que torturadores não recebam como “prêmio” cargos em embaixadas no exterior; para que uma estudante não desmaie num consultório médico ao falar sobre as queimaduras do pai, feitas com tocha de acetileno; para que esquartejadores não substituam Tiradentes por Silvério dos Reis; para que inúmeros Pilatos ainda trambicando naquela casa de tolerância do Planalto vejam que suas mãos continuam cheias de sangue e excremento; para que nunca mais a vida de uma jovem idealista — queixo firme, olhos faiscantes de revolta, com a expressão da minha Suburbana no 3x4 que guardo na carteira — seja ceifada por encapuzados. Uma delas, quem sabe?, pode chegar à Presidência da República e enquadrar a récua de canalhas.

    Radialista faz gol de placa

    Sou presidente do Fã-Clube de Osmar Frazão e ouvinte assíduo de seu programa na Rádio Nacional, “Histórias do Frazão”. Vejam por que o Rio não morre, na voz inconfundível do radialista, que levou ao delírio a galera do Momo:

    “O cara comprou uma TV de tela plana, chapou na parede do quarto e passou a ver o treco, embasbacado, noite e dia. O curioso é que não se interessava pelos programas. Só via comerciais. Com essa fixação, o sexo com a patroa caiu perto do zero absoluto. Ela foi a uma sex-shop e comprou uns produtos apimentados. Para acordar o malandro, contou que o vizinho havia mexido com ela no elevador. A reação do carametade causou estranheza:

    — A gente se liga em você!

    Ela mostrou o sutiã minúsculo.

    — Air-bag duplo! Oh, happy days!

    Exibiu um tremendo vibrador colorido.

    — Os juros caíram. Compre!

    Desesperada, vestiu a roupinha e propôs:

    — Que tal um amorzinho gostoso?

    — Deixe as baleias namorarem.

    Aí, a criatura se encheu:

    — Será q ue eu ainda conheço você?

    —Rapaz, isso eu não sei, não. Melhor perguntar lá no posto Ipiranga!”.

    ALDIR BLANC é compositor.


     

     

    Um trabalho de 2010 mas, muito bom, do pessoal de Minas.

     

    Noel Rosa – 100 canções para o centenário Uma reverência ao jovem e eterno compositor carioca , figura emblemática do samba e da música brasileira   

    SÉRIE
    NOEL ROSA – 100 CANÇÕES PARA O CENTENÁRIO
    Para ter acesso às páginas do Blog clique nos links

    01 Um blog para Noel Rosa
    Prólogo

    02 Eu ando sem l’argent toujours!
    Tema: O dinheiro

    Cordiais saudações (Noel Rosa); Com que roupa? (Noel Rosa); De babado (Noel Rosa-João Mina); Sem tostão (Noel Rosa); Cem mil-réis (Noel Rosa-Vadico)

    03 Prá ninguém zombar de mim…
    Tema: A filosofia

    Filosofia (Noel Rosa-André Filho); Feitio de oração (Noel Rosa-Vadico); Positivismo (Noel Rosa-Orestes Barbosa); Você, por exemplo (Noel Rosa-Francisco Alves); Mais um samba popular (Noel Rosa)

    04 De Dona Maria, Seu João e outros
    Tema: Personagens I

    Maria Fumaça (Noel Rosa); João Ninguém (Noel Rosa); Tarzan, o filho do alfaiate (Noel Rosa-Vadico); Seu Jacinto (Noel Rosa); E não brinca não (Noel Rosa)

    05 Como? Quando? Onde?
    Tema: O tempo

    Estátua da paciência (Noel Rosa-Jerônimo Cabral); Por causa da hora (Noel Rosa); Espera mais um ano (Noel Rosa); Vejo amanhecer (Noel Rosa); Arranjei um fraseado (Noel Rosa)

    06 Era a lua que tudo assistia…
    Tema: A lua

    Quando o samba acabou (Noel Rosa); O sol nasceu pra todos (Noel Rosa-Lamartine Babo); O século do progresso (Noel Rosa); As pastorinhas (Noel Rosa-João de Barro); Menina dos meus olhos (Noel Rosa-Lamartine Babo)

    07 Tipos da cidade
    Tema: Personagens II

    O orvalho vem caindo (Noel Rosa); Malandro medroso (Noel Rosa); Tipo zero (Noel Rosa); Você é um colosso (Noel Rosa); Coração (Noel Rosa)

    08 A sua melhor mentira
    Tema: A mentira

    Você só… mente (Noel Rosa-Hélio Rosa); Prá que mentir (Noel Rosa-Vadico); Mentiras de mulher (Noel Rosa); Tudo que você diz (Noel Rosa); Mentir ou Mentira necessária (Noel Rosa)

    09 A evolução da raiz
    Tema: O parceiro Ismael Silva

    Uma jura que fiz (Noel Rosa-Ismael Silva-Francisco Alves); Quem não quer sou eu (Noel Rosa-Ismael Silva); A razão dá-se a quem tem (Noel Rosa-Ismael Silva-Francisco Alves); Para me livrar do mal (Noel Rosa-Ismael Silva); Boa viagem (Noel Rosa-Ismael Silva)

    10 O samba mulato
    Tema: Os parceiros do samba do morro

    Não faz amor (Noel Rosa-Cartola); Já não posso mais (Noel Rosa-Canuto-Puruca-Almirante); Quero falar com você (Noel Rosa-Gradim); Fui louco (Noel Rosa-Bide); Só prá contrariar (Noel Rosa-Manuel Ferreira)

    11 A arte da dor
    Tema: O sofrimento

    Eu sei sofrer (Noel Rosa); É bom parar (Noel Rosa-Rubens Soares); Três apitos (Noel Rosa); Prazer em conhecê-lo (Noel Rosa-Custódio Mesquita); Quem ri melhor (Noel Rosa)

    12 O Rio de Noel
    Tema: O lugar de origem

    Eu vou pra vila (Noel Rosa); Palpite infeliz (Noel Rosa); Feitiço da vila (Noel Rosa-Vadico); X do problema (Noel Rosa); Cidade mulher (Noel Rosa)

    13 Amor tom de cinza
    Tema: O amor

    Provei (Noel Rosa-Vadico); Tenho um novo amor (Noel Rosa-Carlola); Cansei de pedir (Noel Rosa); O maior castigo que eu te dou (Noel Rosa); Cor de cinza (Noel Rosa)

    14 O fado dos mestres
    Tema: A paixão

    Dama do cabaret (Noel Rosa); Pela primeira vez (Noel Rosa-Cristóvão de Alencar); Quantos beijos (Noel Rosa-Vadico); Deixa de ser convencida (Noel Rosa-Wilson Baptista); Só pode ser você (Noel Rosa-Vadico)

    15 Sem humor não tem graça
    Tema: O humor

    Mulher indigesta (Noel Rosa); Prato fundo (Noel Rosa-João de Barro); Gago apaixonado (Noel Rosa); A E I O U (Noel Rosa-Lamartine Babo); O que é que você fazia? (Noel Rosa)

    16 E saudade não tem cor
    Tema: A saudade

    Estrela da manhã (Noel Rosa-Ary Barroso); Suspiro (Noel Rosa-Orestes Barbosa); Felicidade (Noel Rosa-René Bittencourt); Nuvem que passou (Noel Rosa); Silêncio de um minuto (Noel Rosa)

    17 A morada do samba
    Tema: A moradia

    Meu barracão (Noel Rosa); Vai haver barulho no chatô (Noel Rosa-Walfrido); Prá esquecer (Noel Rosa); Julieta (Noel Rosa-Eratóstenes Frazão); Morena sereia (Noel Rosa-José Maria de Abreu)

    18 Cronista da arte e da canção
    Tema: A crônica

    Rapaz folgado (Noel Rosa); Conversa de botequim (Noel Rosa); Pierrô apaixonado (Noel Rosa-Heitor dos Prazeres); Esquina da vida (Noel Rosa-Francisco de Queiroz Mattoso); A melhor do planeta (Noel Rosa)

    19 Foi negócio, foi divertimento
    Tema: O ressentimento

    Você vai se quiser (Noel Rosa); Amor de parceria (Noel Rosa); Estamos esperando (Noel Rosa); Seja breve (Noel Rosa); Riso de criança (Noel Rosa)

    20 O Brasil de Noel
    Tema: O espírito do nacionalismo

    São coisas nossas (Noel Rosa); Samba da boa vontade (Noel Rosa-João de Barro); Quem dá mais? ou Leilão do Brasil (Noel Rosa); Onde está a honestidade (Noel Rosa-Francisco Alves); Não tem tradução (Noel Rosa)

    21 Último desejo
    Tema: A morte

    Fita amarela (Noel Rosa-Ernani Silva); Adeus (Noel Rosa-Ismael Silva); Pela décima vez (Noel Rosa); Último desejo (Noel Rosa); Até amanhã (Noel Rosa)

    22 Prá sempre, Noel!
    Epílogo

    Rosa do samba (Toninho Camargos)

     

    http://noelrosacentenario.wordpress.com/

     

    "Seja realista: exija o impossível"