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Fora de Pauta

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A Veja noticiou que a greve dos professores será intensificada nesta segunda-feira.Aqui, gip,gip, nheco, nheco.

 

As obras da copa do Marcio Lacerda ferragem o trânsito na UFMG e parece que isto é definitivo. Mesmo depois de terminadas as obras, o caos continuará instalado tanto em relação aos carros, quanto no que tange ao acesso ao campus da Pampulha pelos alunos que para ali se deslocam a pé.

Tudo indica que a rejeição ao Lacerda será maciça nas eleições que se avizinham. 

Bem feito prá ele. 

 

As árvores de BH, ah, as árvores de BH...

As que são plantadas nas ruas ficam, exatamente, concludentemente, embaixo dos fios da Cemig e dos outros, e são escolhidas dentre aquelas que vão crescer, crescer, crescer, até ultrapassar a altura dos fios, de preferência se enredando neles.

Todo mundo sabe que árvore alta não combina com fiação em suas proximidades, mas não o sabem disse os encarregados (inúmeros) da prefeitura de BH.

A cidade poderia ser enfeitada por arbustos.

A cidade poderia ter suas fiações em dutos subterrâneos.

As árvores da cidade poderiam ser gigantescas, desde que plantadas em locais onde rede elétrica não viesse a ser necessária, nunca.  

Porém, nada disto acontece.

Coitada de BH. Coitado do povo de BH.

 

O massacre Houla:
Terroristas da oposição mataram famílias leais ao governo
– Investigação pormenorizada

por Marat Musin

do Resistir.info

 

Nota do Editor do Global Research

Esta notícia incisiva do jornalista russo independente Marat Musin desmonta as mentiras e falsidades dos meios de comunicação ocidentais.

A notícia baseia-se numa cronologia de acontecimentos e em relatos oculares. Foram massacradas em Houla famílias inteiras leais ao governo. Os terroristas não foram milícias shabbiha pró-governamentais conforme veiculado em coro pelos principais meios de comunicação, foram sobretudo mercenários e assassinos profissionais que agiram sob os auspícios do auto-proclamado Exército de Libertação Sírio:

"Quando os rebeldes tomaram o posto de controlo no centro da cidade, situado junto da delegacia da polícia local, começaram a eliminar todas as famílias leais às autoridades nas casas vizinhas, incluindo os velhos, as mulheres e as crianças.

Foram mortas diversas famílias de Al-Sayed, incluindo 20 crianças e a família de Abdul Razak. As pessoas foram mortas com facas e alvejadas à queima-roupa.

Depois os cadáveres foram apresentados às NU e à comunidade internacional como sendo vítimas de bombardeamentos do exército sírio, uma coisa que não foi verificada por quaisquer marcas nos corpos".

Pedimos aos nossos leitores que divulguem esta notícia o mais que puderem, que a publiquem no Facebook.

O massacre em Houla está a ser atribuído ao governo sírio sem ponta de justificação. O objectivo é não só isolar politica e economicamente a Síria como arranjar um pretexto e uma justificação para desencadear uma guerra humanitária R2P (responsabilidade pela protecção) na Síria.

Susan Rice, embaixadora americana nas Nações Unidas, deu a entender que, se o Conselho de Segurança não actuar, os EU e os seus aliados podem considerar "tomar medidas fora do plano Annan e da autoridade do Conselho de Segurança da ONU".

Esta notícia de Marat Musin confirma que os crimes contra a humanidade estão a ser praticados por milícias terroristas.

É essencial inverter a maré da propaganda de guerra que se serve das mortes de civis como pretexto para travar uma guerra, quando essas mortes de civis foram executadas não pelas forças governamentais mas por terroristas profissionais que actuam ao abrigo do Exército de Libertação Sírio, patrocinado pelos EUA-NATO.

Michel Chossudovsky, Global Research, Montreal, 01/Junho/2012

Manifestão de apoio ao governo em Damasco. No fim-de-semana de 25 de Maio de 2012, por volta das 2 horas da tarde, grandes grupos de combatentes atacaram e capturaram a cidade de Al-Hula da província Homs. Al-Houla é formada por três regiões: as cidades de Taldou, Kafr Laha e Taldahab, cada uma das quais já albergou 25 a 30 mil pessoas.

A cidade foi atacada a nordeste por grupos de bandidos e de mercenários, em número de mais de 700 pessoas. Os militantes vieram de Ar-Rastan (a Brigada de al-Farouk do Exército de Libertação Sírio, chefiada pelo terrorista Abdul Razak Tlass, em número de 250), da cidade de Akraba (chefiada pelo terrorista Yahya Al-Yousef), da cidade Farlaha, a que se juntaram gangsters locais e de Al Houla.

Há muito que a cidade de Ar-Rastan foi abandonada pela maior parte dos civis. Neste momento dominam o local wahhabis e libaneses, alimentados com dinheiro e armas por um dos maiores orquestradores do terrorismo internacional, Saad Hariri, que lidera o movimento político anti-sírio "Tayyar Al-Mustaqbal" (Movimento do Futuro"). A estrada de Ar-Rastan para Al-Houla atravessa áreas beduínas que se mantêm quase todas fora do controlo das tropas governamentais, o que fez com que os ataques militantes a Al Hula fossem uma total surpresa para as autoridades sírias.

Quando os rebeldes tomaram o posto de controlo no centro da cidade, situado junto da delegacia da polícia local, começaram a eliminar todas as famílias leais às autoridades nas casas vizinhas, incluindo os velhos, as mulheres e as crianças. Foram mortas diversas famílias de Al-Sayed, incluindo 20 crianças e a família de Abdul Razak. Muitos dos que foram mortos eram 'culpados' de terem ousado mudar de sunitas para xiitas. As pessoas foram mortas com facas e alvejadas à queima-roupa. Depois os cadáveres foram apresentados às NU e à comunidade internacional como sendo vítimas de bombardeamentos do exército sírio, uma coisa que não foi verificada por quaisquer marcas nos corpos".

A ideia de que observadores das NU tinham ouvido fogo de artilharia contra Al-Houla no Hotel Safir em Homs durante a noite… como piada não está nada mal. São 50 km de distância entre Homs e Al-Houla. Que tipo de tanques ou de metralhadoras tem esse alcance? Sim, houve intenso tiroteio em Homs até às 3 da manhã, incluindo de armas pesadas. Mas, para dar um exemplo, na noite de segunda para terça-feira, o tiroteio deveu-se a uma tentativa de aplicação da lei para reconquistar o controlo sobre um corredor de segurança ao longo da estrada para Damasco, Tarik Al-Sham.

Numa inspecção visual a Al Hula é impossível encontrar vestígios de qualquer destruição recente por bombardeamentos. Durante o dia, foram feitos vários ataques por atiradores sobre os últimos soldados restantes no posto de controlo Taldou. Os militantes usaram armas pesadas e houve franco-atiradores mercenários profissionais em actividade.

De notar que já anteriormente falhara uma mesma provocação em Shumar (Homs) onde foram mortos 49 militantes e mulheres e crianças, organizada pouco antes de uma visita de Kofi Annan. Essa provocação foi imediatamente desmascarada logo que se tornou conhecido que os corpos dos previamente raptados pertenciam aos alawitas. Essa provocação também continha várias incongruências – os nomes dos que foram mortos eram de pessoas leais às autoridades, não havia vestígios de bombardeamentos, etc.

Mas a máquina da provocação continuou a funcionar na mesma. Hoje, os países da NATO ameaçam bombardear directamente a Síria e em simultâneo começou a expulsão de diplomatas sírios… Actualmente não há tropas dentro da cidade de Al Hula, mas apesar disso ouvem-se regularmente explosões de armas automáticas. Além disso, não se percebe se os militantes andam a lutar uns contra os outros ou se os apoiantes de Bashar al-Assad estão a ser eliminados.

Os militantes abrem fogo sobre praticamente todos aqueles que tentam aproximar-se da cidade fronteiriça. Antes de nós foi alvejado um comboio das NU tendo ficado danificados dois jipes blindados de observadores das NU, quando tentavam chegar a um posto de controlo do exército em Tal Dow.

No ataque ao comboio foi detectado um terrorista de vinte anos de idade. O fogo foi dirigido contra os slopes do primeiro jipe e a porta traseira do segundo carro blindado foi atingido por um fragmento. Há feridos entre os acompanhantes.

Segundo um soldado ferido:

"No dia seguinte, vieram observadores das NU ter connosco ao posto de controlo e, mal chegaram, atiradores abriram fogo contra eles. E três de nós foram feridos. Um ficou ferido na perna, o segundo nas costas e eu fui atingido na anca.

Quando os observadores chegaram, ouviram uma mulher ali ao pé deles a gritar, a mulher levantou-se e suplicou aos observadores que a ajudassem – que a protegessem dos bandidos. Quando eu fui ferido, os observadores perguntaram como é que eu me sentia, mas nenhum deles tentou ajudar. O nosso posto de controlo já não existe. Já não há civis em Taldou, só restam os militantes. A nossa relação com os locais era excelente. São muito bons para nós: pediram ao exército para entrar em Taldou. Fomos atacados por franco-atiradores".

Infelizmente, muitos dos militantes são franco-atiradores profissionais. A uns 100 a 200 metros da nossa equipa da TV, militantes atacaram um BMP que ia fazer substituição de soldados no posto de controlo. Nessa ocasião, um soldado recruta sofreu uma concussão e um leve ferimento de raspão na cabeça por uma bala de um franco-atirador. Olhando para o capacete Kevlar, parece que ele nem se apercebeu que tinha sobrevivido por milagre.

Os franco-atiradores matam diariamente cerca de 10 soldados e polícias nos postos de controlo. É verdade, as baixas diárias nas organizações de imposição da lei em Homs são de dezenas de vítimas. Mas, infelizmente, às 10 da manhã, foram levados para a morgue seis soldados mortos. A maior parte deles tinha sido morto com uma bala na cabeça. E o dia mal tinha começado…

São estes os nomes dos que foram mortos pelos franco-atiradores nas primeiras horas da manhã de 29 de Maio:

1. Sargento Ibrahim Halyuf
2. Sargento Salman Ibrahim
3. Polícia Mahmoud Danaver
4. Soldado Ali Daher
5. Sargento Wisam Haidar
6. não se conseguiu apurar o nome de família do soldado morto

Os bandidos até dispararam uma descarga automática sobre o nosso grupo de jornalistas, embora fosse óbvio que era um grupo de filmagem normal, formado por civis desarmados.

COMO COMEÇOU O ATAQUE

Depois das orações de sexta-feira, pelas 2 horas da tarde a 25 de Maio, um grupo do clã Al Aksh começou a disparar sobre um posto de controlo de forças da ordem com morteiros e lança-granadas. O fogo de resposta de um BRDM atingiu a mesquita, e foi quanto bastou para desencadear uma provocação maior.

Depois, dois grupos de militantes chefiados pelo terrorista Nidal Bakkour e Al-Hassan do clã Al Hallak, apoiados por uma unidade de mercenários, atacaram o posto de controlo na zona oriental da cidade. Às 15:30 foi tomado esse posto de controlo e todos os prisioneiros foram executados: um soldado sunita ficou com a garganta cortada, enquanto que Abdullah Shaui (Bedouin) of Deir-Zor foi queimado vivo.

Durante o ataque ao posto de controlo oriental, os homens armados perderam 25 pessoas que depois foram apresentadas aos observadores da ONU, juntamente com os 108 civis mortos – 'vítimas do regime', alegadamente mortos por bombardeamentos do exército sírio. Quanto aos restantes 83 corpos, incluindo os de 38 crianças, eram das famílias que foram executadas pelos militantes. Essas famílias eram todas leais ao governo da Síria.

Entrevista com um funcionário das forças da ordem:

"Chamo-me Al Khosam, sou um agente das forças da ordem. Prestava serviço na cidade de Taldou, distrito de Al-Houla, uma província de Homs. Na sexta-feira, o nosso posto de controlo foi atacado por um grande grupo de militantes. Eram milhares.

P: Como é que se defendeu?

R: Com uma simples arma. Tínhamos 20 pessoas, pedimos reforços e quando vinham a caminho, fui ferido e só retomei consciência no hospital. Os atacantes eram de Ar-Rastan e Al-Hula. Os rebeldes controlam Taldou. Queimaram casas e mataram pessoas e famílias, porque eram leais ao governo. Violaram mulheres e mataram as crianças".

Entrevista com um soldado ferido:

"Chamo-me Ahmed Mahmoud al Khali. Sou da cidade Manbej. Fui ferido em Taldou. Pertenço a um grupo de apoio que foi em ajuda dos nossos camaradas que estavam de serviço no posto de controlo.

Os militantes destruíram dois veículos de combate de infantaria e um BRDM que estava no nosso posto de controlo. Fomos para Taldou num BMP, buscar os nossos camaradas feridos no posto de controlo do centro da cidade. Trouxemo-los no BMP, e eu ocupei o lugar deles.

Pouco depois chegaram os observadores da ONU. Vieram ter connosco, nós levámo-los a casa das famílias que foram mortas pelos bandidos.

Vi uma família de três irmãos e o pai no mesmo quarto. Noutro quarto encontrámos crianças mortas e a mãe delas. E noutro ainda – um velho, morto na mesma casa. Ao todo, cinco homens, mulheres e crianças. A mulher violada e com um tiro na cabeça, tapei-a com um cobertor. E a comissão viu-os a todos. Puseram-nos no carro e foram-se embora. Não sei para onde os levaram, provavelmente para serem sepultados".

Um residente de Taldou no telhado da delegacia da polícia.

"Na sexta-feira à tarde eu estava em casa. Ao ouvir os tiros, saí para ver o que é que estava a acontecer e vi que o fogo vinha do lado norte, na direcção do posto de controlo do exército. Como o exército não ripostou, eles começaram a aproximar-se da casa onde depois a família foi morta. Quando o exército começou a ripostar, eles usaram as mulheres e as crianças como escudos humanos e continuaram a disparar sobre o posto de controlo. Quando o exército começou a responder, fugiram. Depois disso, o exército agarrou nas mulheres e crianças sobreviventes e puseram-nas em segurança. Nessa altura, a Al Jazeera pôs imagens no ar e disse que fora o exército que fizera o massacre em Al Hula.

A verdade é que eles mataram os civis e crianças em Al-Hula. Os bandidos não permitiram que ninguém fizesse o trabalho deles. Roubaram tudo aquilo a que puderam deitar a mão: trigo, farinha, petróleo e gasolina. A maior parte dos combatentes era da cidade de Ar Rastan".

Depois de conquistarem a cidade, levaram os corpos dos seus camaradas mortos, assim como os corpos das pessoas e das crianças que mataram na mesquita. Transportaram os corpos em carrinhas KIA. A 25 de Maio, por volta das 8 da noite, os cadáveres já estavam na mesquita. No dia seguinte às 11 da manhã chegaram os observadores da ONU à mesquita.

Desinformação dos meios de comunicação

Para exercer pressão sobre a opinião pública e alterar as posições da Rússia e da China, foram preparados com antecedência textos e subtítulos em russo e em chinês, a dizer: "Síria – Homs – a cidade de Hula. Um terrível massacre perpetrado pelas forças armadas do regime sírio contra civis na cidade de Houla. Dezenas de vítimas - e o seu número aumenta - principalmente mulheres e crianças, brutalmente mortas por bombardeamento indiscriminado da cidade".

Dois dias depois, a 27 de Maio, depois de os relatos dos moradores e dos registos de vídeo mostrarem que os factos não corroboravam a acusação de bombas, os vídeos dos bandidos sofreram alterações significativas. No final do texto aparecia este pós-escrito: "E alguns foram mortos com facas".

Marat Musin, Olga Kulygina, Al-Houla, Syria

 

13 DE JUNHO DE 1763: NASCIA JOSÉ BONIFÁCIO, UM PIONEIRO DO AMBIENTALISMO
13 DE JUNHO DE 2012: RIO+20
Há 249 anos nascia um dos maiores brasileiros. Deveria aparecer em qualquer lista dos 10 mais importantes. José Bonifácio de Andrada e Silva foi um pioneiro na preocupação ecológica e ambiental . Ele nasceu em 13 de junho de 1763 e a Rio+20 iniciará em 13 de junho de 2012: uma curiosa e simbólica coincidência, ou como diria Jung, uma sincronicidade histórica. Vale relembrar essa  notável personalidade: a seguir um texto publicado no site “Opinião&Notícia” e um trecho da entrevista de Jorge Caldeira para a Revista de História
José Bonifácio (1763-1838), um pioneiro
Em 13 de junho de 1763 nasce José Bonifácio de Andrada e Silva, estadista brasileiro conhecido como "o Patriarca da Independência"

10 de junho, 2012


O início das preocupações com a ecologia e o meio ambiente no Brasil foi marcado formalmente pelo chamado movimento verde, que se deu com os alemães em 1980. No entanto, um século e meio antes, o estadista brasileiro José Bonifácio de Andrada e Silva – cognominado o Patriarca da Independência – já demonstrava preocupação em relação a uma utilização racional do território do país. Ele nasceu em Santos, São Paulo, em 1763, e viveu até 1838.


Em entrevista dada em 2001 à revista Época, o historiador José Augusto Pádua ressaltou a importância de José Bonifácio para as questões ambientais afirmando que, em 1823, ele já previa a falta de chuvas que poderia ocorrer se os montes e as encostas fossem sendo escalvados diariamente, de acordo com palavras do próprio Bonifácio.


Na ocasião o historiador também comentou que, depois da difusão das idéias do Patriarca da Independência, o debate sobre o mau uso dos solos dividiu-se em duas frentes diferentes. Bonifácio era contra o escravismo e dizia que a oligarquia estulta era responsável por reduzir este país fertilíssimo a um estéril deserto. Uma das correntes, herdando os ideais de Bonifácio, era a do anti-escravismo, cujos principais nomes eram os abolicionistas Nicolau Moreira, Joaquim Nabuco e André Rebouças.


Já a outra frente, apesar de condenar o uso mal feito dos solos, evitou se mostrar contra a escravidão, com o objetivo de não desagradar dom Pedro II. Muitos desses autores, como o botânico Francisco Freire Alemão, eram próximos do imperador.


Patriarca da Independência


Bonifácio era formado em Direito Civil e em Filosofia pela Faculdade de Coimbra, em Portugal. Foi membro da Academia de Ciências de Lisboa. Passou 36 anos na Europa se especializando em áreas como mineralogia, siderurgia, química e metalurgia. Voltou para o Brasil em 1819, quando iniciou sua participação em movimentos políticos. Em 1821 tornou-se vice-presidente da Junta Governativa de São Paulo. Entre suas idéias, sempre consideradas avançadas para a época, estavam não só a defesa da reforma agrária, a preservação das matas e rios e o fim da escravidão como a defesa dos direitos de voto para os analfabetos.


Ele foi o primeiro brasileiro a ocupar um ministério, o do Reino, em janeiro de 1822. Tornou-se, junto a Dom Pedro, o principal obreiro da Independência. No entanto, em 1823 – quando ocupava a Pasta do Império – com seu irmão Martim Francisco, começou a se afastar dos Conselhos da Coroa e a se opor a D. Pedro I. Foi eleito para a Assembléia Constituinte de 1823, ano em que teve sua prisão e deportação para a Europa ordenadas pelo imperador.


Tendo voltado ao Brasil em 1829, foi residir na Ilha de Paquetá, de cujo retiro saiu apenas para assumir a cadeira de Deputado pela Bahia, como suplente, nas sessões legislativas de 1831 e 1832.


Reaproximou-se de D. Pedro I que, ao abdicar da Coroa em 1831, o indicou para tutor de seu filho – o futuro Dom Pedro II. Foi destituído da tutoria, pela Regência, em setembro de 1833. Ficou em prisão domiciliar até 1835, quando terminou o processo-crime instaurado contra ele por conspiração e perturbação da ordem pública. Apesar da grandiosidade e do pioneirismo desse brasileiro, especialistas acreditam que ele poderia receber mais destaque e ser melhor estudado. É o que pensa José Geraldo Gomes Barbosa, advogado e integrante do Movimento Pró-Memória de José Bonifácio.


UM TRECHO DA ENTREVISTA DE JORGE CALDEIRA PARA A REVISTA DE HISTÓRIA EM 1/9/2007


...”José Bonifácio ele tinha uma formação renascentista, se a gente pode dizer assim. Tinha uma formação muito completa, em muitas áreas do conhecimento. A especialidade dele era Mineralogia, mas se formou em Filosofia, em Direito, e, além disso, entendia de política. Conheceu o mundo inteiro, esteve na Revolução Francesa, em 1789, assistiu àquilo ao vivo, conheceu os dirigentes, falou com eles. Tinha contatos políticos. A viagem dele não era só para estudar Mineralogia, mas para ser também um representante de Portugal. Conheceu as cortes, conheceu os dirigentes do mundo inteiro na época, além de conhecer as minas. Enfim, falava, traduzia grego, traduzia latim...


 


 

 

Nasce Primavera Mexicana!?
O movimento estudantil pode fazer a diferencanas eleicoes mexicanas.

 

Outra Primavera!?

 Que beleza o "Movimiento Yo soy 132" dos estudantes do México!
http://www.youtube.com/watch?v=kSjuTmYihWQ

No dia 11/5/2012, ao término de uma apresentacao de sua plataforma política na Universidad Iberoamericana, na Cidade do México, o candidato do PRI (Partido Revolucionario Institucional), Enrique Peña Nieto (EPN) foi questionado pelos estudantes sobre a violentíssima repressao que perpetrou quando era governador do Estado do México, durante os acontecimentos conhecidos como "Distúrbios de Atenco", em 2006. Ali, houve duas mortes, centenas de presos (muitos de forma arbitrária), sendo uma dezena de menores de idade, e até violacoes sexuais por parte da polícia contra algumas manifestantes foram relatadas. (http://es.wikipedia.org/wiki/Disturbios_de_Atenco_de_2006
A resposta de EPN aos universitários foi:  
"Antes de de concluir, aunque ya había, lo había hecho, voy a responder a esta cuestionamiento sobre el tema de Atenco, hecho que ustedes conocieron y que sin duda, dejó muy claro, la firme determinación del gobierno, de hacer respetar los derechos de la población del estado de México, que cuando se vieron afectados, por intereses particulares, tomé la decisión de emplear el uso de la fuerza pública para res restablecer el orden y la paz y que en el tema, lamentablemente hubo incidentes que fueron debidamente sancionados y que los responsables, y que los responsables, de los hechos, fueron consignados ante el poder judicial, pero reitero, reitero, fue una acción determinada personalmente, que asumo personalmente, para restablecer el orden y la paz, en el legitimo derecho que tiene el estado mexicano, de hacer uso de la fuerza pública, como además debo decirlo, fue validado por la suprema corte de justicia de la nación. muchas gracias".

Imediatamente após a resposta os estudantes comecaram a vaiar e a protestar contra o candidato. Para deixar a universidade, EPN precisou de ajuda da seguranca, pois os universitários protestavam no portao de saída. https://www.youtube.com/watch?v=lNj7BP4O6d8 

O presidente do PRI, Pedro Joaquín Coldwell, o coordenador do PVEM (Partido Verde Ecologista de Mexico - aliado ao PRI), Arturo Escobar, e a grande mídia do país minimizaram o episódio, tratando-o nao como um ato espontâneo dos universitários, mas como boicote político promovido premeditadamente por partidários e simpatizantes do PRD (Partido de la Revolución Democrática), do candidato Andrés Manuel López Obrador.
https://www.youtube.com/watch?v=AaVBzWN10iM
http://www.youtube.com/watch?v=nV3-8PkbilA  
http://www.oem.com.mx/oem/notas/n2538119.htm

Entao, 131 alunos da Universidad Iberoamericana fizeram um vídeo e o divulgaram na internet, a fim de comprovar (com direito à apresentacao das suas carteiras universitárias e números de matrícula) que os que ali haviam protestado eram, sim, estudantes, e nao militantes políticos ligados a outros partidos. (http://www.youtube.com/watch?v=P7XbocXsFkI)


O movimento cresceu pelo país sob o nome #Yosoy132. Hoje no México, há milhoes de "132" e o movimento defende o nao voto em ELN e uma maior democratizacao da mídia mexicana.

Vídeo-manifesto do "Movimiento Yo soy 132": http://www.youtube.com/watch?v=igxPudJF6nU



Manifestacao no jogo Mexico 3x1 Guiana, pelas Eliminatórias da Copa de 2014, em 8/6/2012.


ps: Nos dias 7 e 8 de junho de 2012, o jornal britânico The Guardian publicou a notícia de que teve acesso a arquivos que comprovavam que a rede de televisao Televisa estaria favorecendo o candidato priista ELN. (Links em inglês).
http://www.guardian.co.uk/world/2012/jun/07/mexico-presidency-tv-dirty-tricks 
e
http://www.guardian.co.uk/world/2012/jun/08/mexico-televisa-files-genuine-qanda?intcmp=239 
e
http://www.guardian.co.uk/world/2012/jun/08/guardian-statement-televisa 

Repercussao no La Jornada (em espanhol):
http://www.jornada.unam.mx/2012/06/09/politica/002n1pol 

ps²: perdao pela falta de acentuacao adequada.

http://esperancacontinua.blogspot.de/2012/06/outra-primavera.html 

 

Aldir Blanc: Em busca da Justiça

Sanguessugado do QTMD?

Por Aldir Blanc*, no jornal “O Globo” de 03 de Junho de 2012

Não sou historiador nem sociólogo. Não consultei nenhum livro para escrever o texto abaixo. Minha memória está se movendo como estilhaços do amado caleidoscópio que perdi, menino, em Vila Isabel.

Viva a Comissão da Verdade para que nunca mais coloquem uma grávida nua sobre um tijolo, atingida por jatos d’água, com ameaça: “Se cair vai ser pior”;

Para que senhoras que fazem seu honrado trabalho não sejam despedaçadas por cartas bombas;

Para que um covarde que bote a boca de um homem torturado no escapamento de uma viatura militar não passe por homem de bem onde mora;

Para que orangotangos que se tornaram políticos asquerosos não babem sua raiva na internet: “Nosso erro foi torturar demais e matar de menos”;

Para que presos em pânico não sofram ataques de jacarés açulados por antropóides;

Para que nunca mais teatros e livrarias sejam vandalizados e queimados;

Para que um estudante de psiquiatria não seja obrigado a passar por sentinelas de baioneta calada para ouvir um coronel médico dizer que “histeria é preguiça”;

Para que os brasileiros possam homenagear um autêntico herói nacional, João Cândido, com um monumento, sem que surjam energúmenos prometendo “voltar a explodir tudo se isso apontar para o Colégio Naval”;

Para que a nossa Força Aérea, que nos deu tanto orgulho na Itália, com seus valentes pilotos de caça, não atire pessoas, como se fossem sacos de lixo, no mar;

Para que um pai, ao se recusar a cumprir a ordem de manter o caixão lacrado, não se depare com o corpo destruído do filho, jogado lá dentro feito um animal;

Para que militares honrados não sintam “constrangimento” na busca de Justiça; para que cavalos ( aqueles de quatro patas, montados por outros) não pisoteiem um garoto com a camisa pegando fogo por estilhaço de bomba, na Lapa;

Para que torturadores não recebam como “prêmio” cargos em embaixada no exterior;

Para que uma estudante não desmaie num consultório médico ao falar sobre as queimaduras do pai, feitas com tocha de acetileno;

Para que esquartejadores não substituam Tiradentes por Silvério dos Reis;

Para que inúmeros Pilatos ainda trambicando naquela casa de tolerância do Planalto vejam que suas mãos continuam cheias de sangue e excremento;

Para que nunca mais na vida de uma jovem idealista -o queixo firme, olhos faiscantes de revolta, com a expressão da minha Suburbana no 3X4 que guardo na carteira – seja ceifada por encapuzados. Uma delas, quem sabe?, pode chegar a Presidência da Republica e enquadrar a récua de canalhas.

*Aldir Blanc é compositor.

 

Olá, pessoal, bom domingo.


Na diversidade de leitura, o Nassif inovou, registrando os dois lados da notícia. 

Havia um tempão que tinha deixado de acessar o Nassif devido a lentidão do blog.

Agora, finalmente, os antigos leitores hão de retornar ao dia-a-dia com o blog.

Estou surpreendido com a rapidez implantada.

Estive fora estes dias, visitando a parentela lá no meu Ouricuri, conversadando com sertanejos  da Seca (Graciliano Ramos continua atual), no sertão do Araripe (PE).

Dei uma esticada até Juazeiro do Norte (Ceará) e, acredite ou não, fiz uma reza no pedestal de Padim Cirço para que o blog do Nassif voltasse com aquela rapidez de antigamente.

Portanto, acho que a reza a Padim Cirço deu certo. Ou não?

 

 

 

 

 

 

Rio+20 e saneamento insustentável

A agenda ambiental dos países em desenvolvimento, sobretudo o Brasil, deveria conceder prioridade a problemas fundamentais, como garantir os serviços mínimos de saneamento a toda a população. Esta é a contundente mensagem de Édison Carlos, presidente executivo do Instituto Trata Brasil, uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) dedicada à promoção da necessidade de expansão dos serviços de saneamento básico no País. Em artigo publicado no jornal O Globo de 5 de junho, Dia do Meio Ambiente, o especialista alerta que o País tem problemas ambientais muito mais urgentes do que debater supostas urgências ambientais alardeadas pelo mundo.

No texto, Carlos critica a falta de foco na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), a ser realizada entre os próximos dias 13 a 22 de junho, no Rio de Janeiro. Segundo o especialista, é louvável que haja uma oportunidade para debater grandes temas ambientais em âmbaito internacional, como clima, energia e outros. Porém, ele destacou a pobreza como o “mais importante de todos os impactos ambientais”. Para ele, é necessário chamar a atenção dos envolvidos nas negociações para as graves lacunas que persistem e contribuem para o fosso que separa os países desenvolvidos dos subdesenvolvidos.

Todavia, a falta de saneamento básico, que é um dos principais problemas ambientais brasileiros, continua sendo subvalorizado nos debates. Segundo Édson Carlos, os índices brasileiros são “vergonhosos”: um quinto da população não recebe água tratada; 55% dos brasileiros não têm suas casas conectadas a uma rede coletora de esgoto e, do esgoto coletado, uma fração ínfima é tratada. Além disso, estima-se que 40% da água tratada é desperdiçada em todo o País.

O especialista questionou: como pode uma das maiores economias do planeta continuar permitindo que as suas crianças convivam com “diarréia, cólera, hepatite, verminoses e tantas outras doenças da água poluída?”. Segundo pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, em 2009, sob solicitação do Instituto Trata Brasil, quase 70 mil crianças até 5 anos foram internadas por diarréia e cerca de 200 mil trabalhadores tiveram que se afastar do trabalho por conta deste problema.

Édison Carlos observou que a solução da questão do saneamento básico não é simples, e que seriam necessários investimentos da ordem de R$ 70 bilhões, apenas para melhorar, ampliar e proteger os sistemas condutores de água – além de coletar e tratar os esgotos jogados indiscriminadamente nos mesmos locais de onde se retira a água para a população. Ainda que tenha havido avanços no setor nos últimos anos, a verdade é que os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) estão longe do montante necessário para reverter este déficit.

Todavia, o presidente do Instituto Trata Brasil considera que levar saneamento básico a toda a população não é um luxo, mas o mínimo, uma obrigação em qualquer lugar do mundo. E o problema ganha contornos ainda mais dramáticos quando se observa que, segundo o Atlas da Agência Nacional de Águas, publicado em 2011, 55% dos 5.565 municípios do País podem sofrer desabastecimento de água nos próximos quatro anos, e que 84% das cidades necessitam de investimentos para adequar os seus sistemas de captação e distribuição de água potável.

O especialista conclui ser fundamental que a “Rio+20 olhe para o micro”, para o básico, antes de querer debater riscos hipotéticos ao meio ambiente, a despeito da sua popularidade. Ele destaca o absurdo de, em pleno século XXI, cerca de 2 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso a redes de saneamento das mais básicas, sendo obrigadas a conviver com doenças da Idade Média – para complicar, a Organização das Nações Unidas (ONU) estima que o número pode crescer para 3 bilhões de pessoas até 2015. Além disso, qualificou a falta de serviços como água tratada, coleta e tratamento de esgotos nada menos do que uma “afronta à dignidade humana”.

É extremamente louvável que um especialista venha a público colocar, de forma tão contundente, uma das reais e mais graves emergências ambientais da atualidade, no Brasil e no mundo. Esperamos que, nesses dias de celebração da natureza, no âmbito da realização da Rio+20, esta percepção se amplie e consolide-se na opinião pública, ajudando a reorientar as preocupações da cidadania engajada e a agenda política das autoridades.

http://www.alerta.inf.br/rio20-e-saneamento-insustentavel/

 

Comportamento "depravado" de pinguins é divulgado após um século
Terra - 10 de junho de 2012 • 10h38 • atualizado às 10h58
 BBC Brasil

Comportamento sexual dos pinguins-de-adélia foi considerado "depravado" na época
Foto: BBC Brasil

 

Observações sobre a estranha vida sexual dos pinguins no Polo Sul feitas por um cientista britânico há um século foram divulgadas pela primeira vez, após terem passado décadas escondidas por terem sido consideradas "chocantes demais".

O médico e biólogo George Murray Levick, que observou o comportamento dos animais, era um membro da famosa expedição do capitão Robert Falcon Scott ao Polo Sul, entre 1910 e 1913. Os detalhes das observações feitas por Levick, incluindo "coerção sexual", necrofilia e comportamento homossexual, foram considerados "depravados" e retirados dos relatos oficiais da expedição.

Segundo o Museu de História Natural de Londres, que manteve os documentos originais e decidiu divulgá-los, muitos dos comportamentos supostamente "depravados" observados por Levick já foram posteriormente explicados cientificamente por pesquisadores.

Levick era o médico oficial da malsucedida expedição Terra Nova, comandada pelo capitão Scott, que partiu para o Polo Sul em 1910. Ele era um pioneiro no estudo dos pinguins e foi a primeira pessoa a acompanhar in loco um período de acasalamento completo de pinguins em uma colônia em Cabo Adare, na Antártida.

Ele registrou muitos detalhes das vidas dos pinguins-de-adélia, mas algumas das atividades dos animais foram consideradas fortes demais pela sensibilidade da época. Levick ficou chocado com o que descreveu como "atos sexuais depravados" de machos "arruaceiros" que copulavam com fêmeas mortas.

Ele ficou tão perturbado com o que viu que registrou as atividades "pervertidas" em seu caderno de anotações em grego, e não em inglês, para limitar o acesso aos registros.

Cópias restritas
Ao retornar à Grã-Bretanha, Levick tentou publicar um artigo intitulado "A história natural do pinguim-de-adélia", mas segundo Douglas Russell, curador do setor de ovos e ninhos do Museu de História Natural, o relato foi considerado forte demais para a época.

"Ele submeteu essa descrição gráfica extraordinária do comportamento sexual dos pinguins-de-adélia, que o mundo acadêmico daquela época considerou um pouco difícil demais para ser publicado", diz Russell. A seção do comportamento sexual não foi incluída no artigo oficial, mas o curador de zoologia do museu, Sidney Harmer, decidiu circular apenas cem cópias das descrições gráficas para um seleto grupo de cientistas.

Segundo Russell, a comunidade acadêmica da época simplesmente não tinha o conhecimento científico para explicar os relatos do que Levick considerou necrofilia. "O que acontece lá não é de maneira nenhuma análogo à necrofilia em um contexto humano", afirma Russell. "É só uma reação sexual dos machos ao ver as fêmeas em determinada posição", diz.

"Eles não conseguem distinguir entre fêmeas vivas que estão esperando o acasalamento na colônia e pinguins mortos no ano anterior que estão na mesma posição", explica.

Descoberta acidental
Apenas duas das cem cópias originais dos relatos de Levick sobreviveram ao tempo. Russell e seus colegas do museu publicaram agora uma reinterpretação das observações de Levick para a revista especializada Polar Record. Russell diz ter descoberto uma das cópias por acidente.

"Estava olhando o arquivo sobre George Murray Levick quando mexi em alguns papéis e encontrei embaixo esse artigo extraordinário intitulado "Os hábitos sexuais do pinguim-de-adélia", com um "Não para publicação" em corpo tipográfico grande. "Ele está cheio de relatos de coerção sexual, abuso sexual e físico de filhotes, sexo sem fins de procriação e finaliza com o relato do que ele ele considera comportamento homossexual. É fascinante", diz.

O documento e as anotações originais de próprio punho de Levick estão agora em exibição no Museu de História Natural pela primeira vez. Para Russell, as anotações mostram um homem que teve dificuldades em entender o que os pinguins realmente são. "Ele estava completamente chocado. De certa maneira, ele caiu na mesma armadilha que um monte de gente que via os pinguins como pássaros bípedes ou como pessoas pequenas. Eles não são isso. São pássaros e devem ser interpretados como tal", afirma

 

Chocados também certamente ficaram os portugueses do achamento de 1500 quando viram o comportamento de nossos índios, andando nus, abraçados indistintamente uns aos outros ou às outras e vivendo juntos, literalmente, sem a menor sombra do que os portugueses haviam aprendido ser o "bem" ou o "mal". Se houve registros escritos, ainda não vazaram quanto deveriam. Os franceses passaram a chamar os índios de bugres - que o Houaiss traduz como "sodomitas", homens praticantes de coito anal, como em Sodoma, mas em verdade nossos indígenas, no princípio, desfrutavam da - digamos - "liberdade" que ainda se pode observar nos outros mamíferos.

 

Caros Amigos

 

Protestos são tidos como as maiores manifestações populares desde o pós-guerra


Por Ana Cristina Carvalhaes
Do Correio Cidadania


Canada-PrimaveraQuebec-i3Claro que os processos de mobilização ampla sempre impressionam, em particular aos que simpatizam de antemão... De qualquer modo, não é exagero afirmar que há algo de novo no reino do Primeiro Mundo. No Quebec, a província mais populosa e mais rica do industrializado Canadá, uma greve começou estudantil e se tornou a maior mobilização popular do pós-guerra.

Os mais de 7 milhões de habitantes do Quebec são descendentes de colonizadores franceses, em contraste com as outras nove províncias anglófonas do país. 82% dos quebequianos são franco-canadenses e 10% anglo-canadenses. A província é de tradição ultracatólica e conservadora: até os anos 60, a Igreja Romana monopolizava a educação, por força da constituição provincial. À Universidade superelitista chegavam 3% dos jovens francófonos do lugar e não mais que 11% dos anglos.

Direitos de Escolaridade

Nos revolucionários anos 60, com o Partido Liberal do Québec (tido como progressista) no poder, a educação passou à responsabilidade do Estado provincial, que mantém os liceus secundários e universidades. Os liberais são os mesmos que, liderados pelo premiê Jean Charest, hoje enfrentam as passeatas e panelaços da rebelião. Nas Universidades, estuda-se em troca de uma taxa anual chamada de “direitos de escolaridade” ou simplesmente frais (custos), que começou nos 500 dólares canadenses (R$ 1.000 de hoje) ao ano e veio aumentando e se congelando de acordo com a correlação de forças.

É o equivalente à "tuitions" das universidades privadas norte-americanas. (Não é exatamente a soma das mensalidades das privadas Canada-PrimaveraQuebec-i2brasileiras, porque inclui impostos.) Pois o governo de Monsieur Charest decidiu, em 2010, que a partir de 2012 até 2017 haveria um aumento progressivo da taxa, dos atuais 2.168 dólares canadenses (cerca de R$ 4.200) ao ano para o equivalente a R$ 7.300, o que significa 75% de aumento em cinco anos.

Estudantes Trabalhadores

Como essas cifras anuais podem até parecer pouco para os castigados estudantes de escolas privadas no Brasil, é bom ressaltar os seguintes dados: dois terços dos universitários quebequianos não moram com os pais, 80% estudam e trabalham em regime parcial, 40% não recebem ajuda alguma da família e os outros 60%, além de ajuda, se endividam para bancar os estudos. Porque quase todos precisam de período integral, ou quase isso, para concluir os cursos.

Segundo o IBGE deles, a Statistique Canada, o aumento de 200% nos custos de estudos entre 1995 e 2005 fez saltar de 49% a 57% a proporção de secundaristas que desistem da universidade. Outro detalhe interessante: o mercado de empréstimos para pagar as "frais" criou, com a financeirização, uma bolha especulativa com papéis lastreados em empréstimos estudantis... Os analistas norte-americanos se arrepiam só de pensar...

Pois bem, enquanto o governo liberal preparava o pacotaço, as organizações estudantis preparavam a greve, que começou em 13 de fevereiro deste ano. Em 22 de março, uma data "nacional" quebequiana (com tradição de luta por autonomia frente ao governo central do Canadá), aconteceu a maior passeata da história de Montreal, a maior cidade da província. Incapaz e refratário a negociar, o governo liberal começou a ver cair mais rapidamente sua maioria nas pesquisas (até abril a opinião pública do Quebec ainda estava bem dividida em torno da necessidade do aumento das taxas).

Adesões

Àquela altura, os estudantes já passavam a contar com o apoio de pais, mães, avós em passeatas diárias. Artistas, esportistas, personalidades, sindicatos e OAB local aderiram. Os jovens grevistas inventaram umas incríveis passeatas noturnas nas cidades quebequianas, com muitos tambores, cornetas e os indefectíveis paninhos vermelhos grudados nas lapelas. Em 13 de abril, o sindicato docente de uma das maiores universidades, Université du Québec en Outaouais (UQO), votou em assembléia partir para "ação direta" em defesa dos estudantes contra a polícia, o que desencadeou uma onda de adesões de professores. (Quem vir os vídeos das marchas no youtube vai identificar os docentes vestidos com trajes de “segurança” das manifestações.)

Acuado, Charest não teve melhor idéia do que fazer aprovar agora em maio, no parlamento provincial, que controla, uma Lei que restringe o direito de manifestação, impedindo aglomerações públicas de mais de 10 pessoas sem aviso prévio de 8 horas e licença da polícia, vetando reuniões a menos de 50 metros das universidades e proibindo o uso de máscaras, sob pena de multas altíssimas. A aprovação da lei foi o estopim de uma nova fase do movimento: os dirigentes chamaram a população a apoiar as passeatas, cada vez mais radicalizadas, com enfrentamentos, pedradas e pauladas com a repressão, com o barulho das panelas. As mesmas panelas do Chile de Allende e da Argentina do argentinazo.

O concerto das caçarolas

O Quebec vive há semanas um imenso e ininterrupto panelaço. A nova fase tirou da paralisia as velhas gerações. O movimento hacker Anonymous perpetrou uma invasão dos sites do ministério da Educação e do governo do Quebec. E a moçada autodenominou sua rebelião Primavera do Quebec, em analogia com a Primavera Árabe.

Vídeo:

No dia 23 passado, depois de tentar excluir uma organização estudantil da mesa de negociações, a ministra da Educação caiu. Começaram sinais de concessões mínimas por parte do governo. Mas a radicalização domovimento parece estar impedindo os negociadores estudantis de qualquer recuo. E agora as ruas exigerevogação da Loi 78, a que restringiu o direito de manifestação e expressão


As principais organizações dos estudantes são a Federação dos Universitários do Quebec (FEUQ), a Federação dos Secundaristas (FECQ), e a interessante Classe, sigla em francês de Coalizão Ampla da Associação por uma Solidariedade Sindical Estudantil. Essa, organizada pela base, decide tudo em Congressos, não tem líderes, mas dois “co-porta-vozes”, e é ligada pelo menos a uma federação importante, a dos funcionários públicos do Quebec. A Classe tem como ponto programático a educação pública e gratuita e não aceita menos do que o congelamento das taxas.

Desdobramentos

No sábado, 26, o principal jornal de Montreal tinha como chamada de capa a decisão dos grevistas da fábrica da Rio Tinto Alcan, em Alma, Quebec, de se "somar à greve estudantil". Dizia um piqueteiro: "Nós nos manifestamos contra a obra de Charest. Chegou a hora de a voz do povo se fazer ouvir. Nós queremos denunciar a venda da eletricidade estatal à Hydro-Québec, mas também nossa solidariedade aos estudantes. O conflito é um conflito da sociedade contra o governo".

Impossível prever os desdobramentos dos fatos dos últimos 104 dias de luta. No entanto, há quem diga, como Jean Marc Léger, dono do Ibope canadense, uma das personalidades pró-movimento, que há no ar e nas ruas uma raiva maior do que a raiva contra o aumento dos "direitos de escolaridade". Léger é autor de um texto que já se tornou um manifesto do movimento. No estilo das pesquisas de opinião de que é especialista, ele diz: "E você? O que você defende? Retornar a seus velhos hábitos no conforto e na indiferença? Você acha essa greve super-simpática desde que não mexa na sua quietude e que passe logo para que tudo fique como antes? Muito bem, senhores babyboomers (cidadãos hoje entre 60 e 70 anos), vocês não entenderam nada desse movimento! Os meninos e meninas não querem mais carregar o fardo dos seus erros. Não os quebrem e dêem a eles a chance de vencer. Do contrário, vocês terão fracassado".

O movimento do Quebec, descaradamente boicotado pela grande mídia, conta com o apoio do Ocuppy Wall Street, dos estudantes da Universidade da Cidade Nova York, de universidades de todo o resto do Canadá e da Islândia! Bem que está precisando e merecendo um apoio fraterno dos sindicatos docentes, de professores e organizações estudantis brasileiras.

http://carosamigos.terra.com.br/index2/index.php/noticias/2979-primavera...

 

VÍDEO:

http://youtu.be/Imc33eOxPrY

 

 

Tecnobrega - O Pará reinventando o negócio da música.

 

Interessante estudo da FGV sobre a utilização de novas tecnologias.

 

Livro fruto de estudos do projeto Modelos de Negócios Abertos – América Latina (Open business models – Latin America), coordenado pelo Centro de Tecnologia e Sociedade (CTS) da Fundação Getúlio Vargas, em parceria com o Instituto Overmundo. Nascido do brega tradicional, o tecnobrega surgiu no início dos anos 2000, distante das grandes gravadoras e da atenção da grande indústria, graças à apropriação de novas tecnologias e à mobilização de agentes como DJs, artistas, cantores, bandas, vendedores de rua, festeiros, etc. A partir da experiência desses atores, a pesquisa relatada neste volume mostra a importância de novos modelos de negócios para a consolidação de mercados viáveis e sustentáveis, dentro de uum cenário de crise da legislação de direitos autorais.

A integra do arquivo pdf (muito grande para colocar aqui) pode ser baixada aqui.

 

 

Gilberto .    @Gil17

10 de junho: dia de Portugal, de Camões e das Comunidades portuguesas, um tributo à data do falecimento de Luis de Camões, em 10 de junho de 1580

 

Diário de Notícias

 

Nota para o dia de Camões


por VASCO GRAÇA MOURA

Fala-se no dia de Camões, mas nessa data ninguém costuma preocupar-se excessivamente com a importância e o sentido, quer da lírica, quer da épica camoniana. Mesmo sem uma retórica exacerbada e patriotinheira, à moda do triunfalismo de antigamente, só lucraríamos com o humilde reconhecimento de que as dimensões identitárias e culturais de uma figura e de uma obra como a dele mereciam celebração mais adequada e iniciativas que propusessem um trato mais continuado e mais esclarecido com ele e com os seus contemporâneos. Isto nos levaria logo aos programas escolares e às questões do ensino da literatura e da história na escola, com todo o cortejo de considerações que se justificam. E levar-nos-ia também a questões existenciais mais profundas, tocando um sentido da cidadania mais substantivo e mais preocupado em lermos Camões também à luz do que hoje somos, e em sermos "lidos por ele" na mesmíssima medida.

É claro que o contacto com a obra do épico, hoje, não vai sem dificuldades, para além das que respeitam à complexidade do texto, à sua interpretação, à sua sintaxe, ao seu léxico, à sua inserção no quadro da mentalidade nacional e no próprio tecido cultural europeu, quer na diacronia, quer na sincronia. Camões entretanto deixou de ser lido a sério, funcionando cada vez mais como repositório de citações para sossego de umas quantas almas. Mas há aspectos que, ainda agora, poderiam ser vistos e compreendidos mais ou menos por toda a gente e que são pelo menos tão importantes quanto a exaltação das façanhas guerreiras e dos aspectos heróicos da expansão.

Um desses aspectos prende-se com a crítica dos excessos, desvios, abusos, corrupções e desmandos da sociedade do seu tempo. Outro, respeita à introdução de uma noção de trocas comerciais no texto do poema, para a qual Magalhães Godinho de há muito chamou a atenção. Outro ainda, acentua a importância do Amor, quer como manifestação espiritual e emocional da vida humana, que pode condicionar não apenas o destino individual, mas também o próprio curso da História, quer enquanto dimensão metafísica que dá acesso ao conhecimento cósmico, como já em Dante acontecia.

Sendo um repositório de tipo enciclopédico em que se compendiam múltiplos conhecimentos da sua época (históricos, geográficos, antropológicos...), a obra de Camões, no plano da cultura literária, é uma verdadeira suma intertextual da presença dos grandes clássicos. Desde logo, são de registar a destreza, a densidade e a qualidade literária com que é acolhida e tratada, numa perspectiva renascentista, quando não maneirista, mas sempre vivida, essa herança da Antiguidade. Depois, porque tais elementos envolvem uma compreensão e uma encenação do mundo a partir dos ensinamentos, mitos e figuras assim recebidos, mas questionam radicalmente tal herança do mesmo passo que a reelaboram. Os Lusíadas são um momento crucial do próprio processo de interrogação da Europa sobre si mesma. E também por isso são um monumento incomparável da cultura europeia.

O poema camoniano configura uma elaborada epopeia do desvendamento do mundo e da aventura do conhecimento humano: ao contrapor à fábula e ao mito critérios novos de verdade e de experiência; ao contrapor os testemunhos vividos de fenómenos naturais e as referências a tecnologias inovadoras ao saber meramente livresco dos Antigos; ao manifestar a plena consciência de estarem a ser ultrapassados os "vedados términos" do mundo até então conhecido; finalmente ao propor uma visão, conquanto ainda geocêntrica, da estrutura e funcionamento do Cosmos.

 

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2593211&seccao=...

 

 


Esse juiz mineiro é uma graça!! Veja a carta que ele escreveu em resposta à polêmica criada por suas sentença.
 

 


CARTA DO JUIZ


Fazer Justiça não é fazer Direito.


Vocês da imprensa me perguntam agora, porque algumas sentenças minhas são diferentes. Talvez sejam. Vou pensar. Talvez seja porque agora eu tenho em mim certa segurança de que fazer Justiça é coisa muito diferente do que o simples fazer Direito. Isso talvez seja diferente hoje em dia. Vou meditar. Mas ainda assim não compreendo porque algumas sentenças não podem ser diferentes. Porque eu mesmo não posso ser diferente. Porque eu tenho que ser igual aos outros, usar cartão de crédito, ter celular, fazer parte de uma rede social? Minhas sentenças só possuem valor se forem iguais às dos outros? Só vale chapinha, agora? Eu só tenho valor se usar celular, cartão de crédito e usar essa engenhoca de Facebook? Onde está escrito que tenho que ser igual? Não são vocês mesmos que dizem na televisão a toda hora que "ser diferente é normal"?


Muitos dizem que Justiça é dar a cada um o que é seu. Bacana isso! Já vi muitos doutores dizendo isso, até na TV Justiça. Mas não acho isso correto. Direito é dar a cada um o que é seu. Justiça não é dar a cada um o que é seu. Prá mim, Justiça é muito mais. Se justiça fosse dar a cada um o que é seu, então, ao desgraçado, quando eu fosse fazer Justiça, em minhas sentenças, eu só poderia dar desgraça; ao infeliz, a infelicidade, ao desafortunado, a desfortuna, porque é isso que essa gente tem. Mas não é assim que eu trabalho e penso. Direito é dar a cada um o que é seu. Justiça não. Quem dá a cada um o que é seu faz Direito. Pode ou não fazer Justiça. Cada caso é cada caso. Mas Justiça é muito mais. Justiça é colo de mãe, na mais perfeita definição que já ouvi dela, e isso foi de uma criancinha de 03 anos, pura e ingênua, dentro de minha própria casa. Quem diria? Depois de ler tantas obras jurídicas, dos mais renomados juristas, foi numa criancinha de três anos que encontrei a melhor definição de Justiça. Justiça é colo de mãe! É Justo: mãe não dá a cada um dos filhos o que é seu. Isso não. Mãe se dá por inteiro a todos eles! É assim que é a Justiça, e isso é coisa bem diferente que Direito.


Talvez seja por isso que algumas sentenças minhas sejam diferentes, para vocês. Vou pensar. Talvez porque elas, em algum ponto, se afastem do Direito para fazer Justiça, e, convenhamos, isso está se tornando coisa difícil hoje em dia. Vou refletir mais sobre isso.


Relativamente ao caso que causou alvoroço da imprensa, não sei o porquê, de um simples julgamento de briga de duas mulheres, sobre o caso em si não posso mais falar. E nem quero. Já sentenciei e o destino do caso agora está na Turma Recursal. Já fiz minha parte e acho que bem feita. Se não estiver, os sobrejuízes decerto saberão corrigir, pois é assim que funciona no Estado Democrático de Direito. Mas posso falar acerca do meu estilo, que é o que interessa à imprensa, e porque elaborei aquela sentença, daquela forma. Só estilo pessoal. E digo: quando acabei de elaborar a sentença, tendo como parâmetro tudo o que havia apurado na audiência, na peça de defesa e na informação de que a ré havia pagado somente R$300,00

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para se livrar de acusações de três crimes, pensei comigo: esta sentença está correta; fiz Direitinho meu trabalho. Se o Promotor entendeu que R$300,00 era suficiente para punir criminalmente quem comete três crimes, um até um pouco mais grave, o valor que eu encontrei aqui está correto. Mas foi aí que eu matutei comigo mesmo, pois mineiro é assim, matutando ele entende melhor as coisas: está Direitinho mas não está Justinho. Apaguei tudo que havia escrito. Não era Justo. Era Direito, mas não era Justo. Como poderia ser justo se nos crimes de manutenção de maritaca (na verdade o nome do bichinho é maitaca e não maritaca) em cativeiro o próprio Promotor oferece transação de R$1.800,00 e mais composição civil dos danos ambientais de R$3.000,00 (total R$4.800,00). Liberdade de maritaca vale sozinha mais que três crimes definidos no Código Penal, contra pessoa? Tá errado. Apaguei tudo e fiz o que entendi o que era justo, bem ajustado para o caso. Como poderia estar correta uma sentença que havia analisado tantas teses jurídicas, para um caso tão singelo de briga de mulher. Não era nem racional, senti que estava apenas tentando, de outra forma, explicar física quântica para crianças de três anos.


Apaguei e fiz outra. Esta sim, sem as influências do tecnicismo ajustado ao Direito, mas que no caso concreto, estava muito próxima da Justiça. Do que eu entendo de Justiça. É porque carrego sempre comigo ensinamento de um Mestre dos tempos de escola, livro fininho; só em dez regrinhas ela condensa tudo o que é de Justiça: "Teu dever é lutar pelo Direito, mas no dia em que encontrares o Direito em conflito com a Justiça, luta pela Justiça". Assim, cada palavrinha, cada expressão da sentença foi lá colocada da maneira mais pertinente, mais ajustadinha possível com o que havia ocorrido na audiência. Para mim, a sentença não poderia ter cara diferente do processo, pois isso não era Justiça, era hipocrisia travestida de Direito. Só isso. Utilizar aquelas expressões que eu estava usando na sentença anterior era pedantismo para com as partes, que nem queriam ouvir nada do Juiz, só queriam sentença. No final das contas, o que ambas queriam era apenas saber quem ganhou e quem perdeu. Só isso. Ninguém estava ali para discutir teses, teses e mais teses; montanhas de injustiças. Então a sentença não poderia ser outra. Foi aquela que foi.


Tenho visto muito Direito nos processos dos Juizados Especiais. Nas contestações, principalmente, quem se der ao trabalho de pesquisar, vai encontrar muito Direito compilado (teclas copiar e colar, do computador). Outro dia apareceu uma, de 60 páginas, 6 teses só de preliminares e mais um tantão delas de mérito: o valor da causa era de R$0,06 (seis centavos de Real). O advogado gastou mais natureza para contestar o pedido do que o próprio valor da causa. É Direito. Não é Justo. Mas quem se importa com valores hoje em dia? Há algum tempo atrás, uma advogada até colocou o dedo em riste dizendo que estava se lixando para as minhas sentenças, porque ela já sabia o que eu pensava sobre o caso que ela estava defendendo. Era um simples processo de cobrança de telessexo em conta de telefone, cujo valor não chegava a R$10,00, mas a advogada, com sua preposta, não queria nem participar da sessão de conciliação, alegava que já sabia mesmo qual seria a sentença, pois já conhecia o meu pensamento sobre tais cobranças e não queria participar da sessão. Não permiti. Está na Lei que ela deveria participar, sob pena de revelia. Ela disse que iria até o Supremo, ainda que o valor da causa fosse R$0,01, mas ela não deixaria de utilizar de todos os instrumentos legais para não permitir a procedência da causa. Só se interessava pelo Direito. A tese dela era a de

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que, como o Jornal O Estado de Minas favorecia a prostituição abertamente em suas páginas de classificados (e isso é verdade!), inclusive com a anuência do Ministério Público, que havia firmado com o Jornal um Termo de Ajustamento de Conduta (também verdade!), então, só por isso, ela entendia que a empresa de telefonia que ela defendia podia cobrar telessexo livremente, tese com a qual não concordei e já havia sentenciado um bocado de processos. Mas, 40 dias depois dessa audiência, essa mesma advogada entrou chorando no meu gabinete. O seu pai estava num Hospital, internado, e o plano de saúde não autorizava certo procedimento médico. Ela queria agora uma liminar para obrigar o plano de saúde a fornecer o tratamento. Agora só lhe interessava Justiça. ‐ O Senhor, disse ela, não pode nem dar prazo para o plano de saúde se manifestar sobre o pedido de liminar senão o meu pai morre! Agora ela só queria Justiça. Não se importava mais com o Direito, nem com o processo.


Então, não entendo porque tanto alvoroço, porque dizer que algumas de minhas decisões são diferentes. "Ser diferente é normal".


Fazer Justiça não é fazer Direito. Fazer Justiça é muito mais que isso. Fazer Direito, só pelo Direito, sem se importar com Justiça, isso é mediocridade. Essa regra eu sempre recuso. Fazer Direito com olhos na Justiça, isso é muito bacana, chega a ser genial em alguns casos. Dá muita satisfação profissional ao magistrado sério. Mas fazer Justiça, só com olhos na Justiça, isso tem um toque de Divino. É superior a tudo. Quando o Supremo Tribunal Federal julgou o caso das cotas raciais, ele fez Justiça. Acho. Foi Justiça à unanimidade. Mas para a Folha de São Paulo, o julgamento do STF foi medíocre, parecia "conversa de bar", comentaram lá naquele jornal. Cada um tem seu conceito do que é Justo. Talvez seja por isso que a jornalista lá de São Paulo, ao publicar recente matéria sobre a minha forma de sentenciar, apenas pinçou uma partezinha de uma sentença que ela entendeu de retirar do contexto e fez lá sua hermenêutica do tititi em sua coluna semanal. Acho. Não li, porque não acompanho Facebook, nem rede social alguma, mas fiquei sabendo agora. Mas ela tem lá também o seu direito constitucionalmente assegurado de livre manifestação do pensamento, como eu acho que também tenho o meu. E se ela só conseguiu retirar aquele pedacinho que dizem que ela retirou, talvez porque seu mundo todo seja aquilo mesmo. Ninguém faz suco de laranja tendo só jabuticaba no inborná, dizia amigo meu, dos tempos de juventude. No espelho, ninguém é mais feio ou mais bonito do que é. Ela havia me telefonado e perguntado se eu não tenho medo de ser diferente, de ficar sozinho. Via‐se, pela pergunta, que ela não sabe nada que a mineiridade se constrói é na solidão, na quietude. Além disso, quem tem colo de mãe não pode se julgar sozinho, porque ela se dá de todo, o tempo todo. E se Justiça é colo de mãe, se eu estou com ela, como poderia me julgar sozinho?


Cada caso é cada caso. É assim que penso e assim que trabalho. No ano passado sentenciei, sem assessor, 3.618 processos. Quantos Juízes podem dizer que julgaram tantos processos assim? Cada um desses 3.618 processos teve lá sua sentença. A maioria delas, com certeza, bastou aplicar regra de Direito, porque a regra do Direito, para esses casos, se amoldava às regras da Justiça. A Justiça tinha a mesma cara do Direito. Alguns deles, a sentença se distanciou um pouco da regra do Direito, porque prevaleceu a regra de Justiça. De vez em quando aparece um caso que só deve receber regra de Justiça, com expressões e

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contornos da Justiça, com alguma formatação mínima exigida pela regra do Direito, como foi o que causou alvoroço que não entendi. Mas vou pensar mais sobre isso.


Meu direito à livre manifestação do pensamento, contudo, acho que ainda tenho e não é porque alguém possa se sentir incomodado com minha manifestação é que eu vou fazer igualzinho aos outros. Ser diferente é normal.


Não concordo que os processos nos Juizados Especiais, em que tudo deveria ser comandado pelos princípios da oralidade, simplicidade, informalidade, economia processual e celeridade se transformem nesse inferno do Direito em que as peças processuais estão se tornando. Mas quem se importa com princípios? Hoje quase tudo é só tese, tese e mais tese. Injustiça no atacado. Direito pelo avesso. Já diziam os romanos na sabedoria criadora do Direito: summum ius, summa injuria (excesso de Direito, excesso de injustiça). Nos processos envolvendo grandes empresas, não se fala mais uma só palavra sobre fato, nem as partes se preocupam de fazer provas documentais ou sobre fatos. Só teses. A oralidade foi para não sei onde e a informalidade, ah, quando essa é usada pelo Juiz, ah, esse cara é diferente! Isso não é normal! Talvez não seja normal mesmo. Quando atuei em processos de família, vi muitas crianças sendo tratadas como coisas. Diziam os pais em conflito: "Fica com essa coisa aí com você que eu pago a pensão". Não foram poucas as vezes que tive a infelicidade de ouvir isso em salas de audiências. No próprio caso em questão há expressão do gênero. Mas nos processos envolvendo simples acidentes de veículos, estou vendo a todo dia alegações como esta: ‐ Seu Juiz, esse carro é de estimação, tenho ele há muitos anos, é como se fosse gente da família. Tem dano moral sim, porque o carro é como se fosse gente". Gente é coisa. Carro é gente. Talvez isso tudo é que seja normal. Vou meditar mais, talvez eu seja mesmo diferente.


De uma coisa eu bem sei, de um ensinamento de um índio chucro e selvagem, não de um jusfilósofo ou jurisconsulto. O que acontecer com a Justiça, isso afetará o homem. O homem só pode existir em uma comunidade se houver Justiça, onde houver colo de mãe.


Mas também vou continuar matutando mais sobre isso.


Carlos Roberto Loiola

Juiz de Direito

 

 
 



 

Jacques Gruman: Mujica, Messi e Neymar

do Viomundo - publicado em 10 de junho de 2012 às 7:40

por Jacques Gruman, sugestão do professor Caio Toledo

Rápido pinga-fogo, em cima do lance. O Globo de hoje mostra foto do presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, cortando o cabelo em sua pequena chácara nos arredores de Montevidéu. De origem camponesa, Mujica é um exemplo de dignidade e coerência. Não traiu sua classe, rejeitou todas as benesses do cargo, não aumentou o patrimônio, manteve a suavidade (apesar das torturas monstruosas que sofreu durante a ditadura militar uruguaia). Viaja em aviões comerciais e vai para o trabalho num velho Fusca 1987.

Parênteses: antes dele, Tabaré Vasquez, que é oncologista, também da Frente Ampla, abria espaço na agenda oficial e reservava algumas horas por semana para atender seus pacientes. Não se mudou para um Palácio, nem se beneficiou de mordomias. Sabia que presidência não é profissão, nem trampolim para boa vida. Liturgia do cargo ? Isso é para deslumbrados, que trocam, gostosamente, a informalidade por ternos de grife e carrões oficiais. Mujica não sabe o que é uma gravata e, sobretudo, respeita o dinheiro público. Não tem o menor carisma e isso apenas reforça minha enorme admiração pelo povo que o elegeu. Os uruguaios são politizados (ah, que inveja …) e preferiram a ideologia aos truques da marquetagem. A luta dentro da Frente Ampla é política e não, como tristemente vemos no Brasil, de fundo tediosamente eleitoreiro. Alguém consegue imaginar coisa parecida por aqui, paraíso do ilusionismo, da malandragem, da falta de escrúpulos, das intermináveis traições de classe, das fantasias conciliatórias, do paternalismo ?

Por falar em malandragem, no pior sentido da palavra, volto ao futebol. Hoje, Lionel Messi destruiu as ilusões patrioteiras. Dá gosto vê-lo jogar. Não temos nada nem remotamente parecido com ele. Neymar ? Não gosto de ser profeta de nada, mas arrisco um palpite: esse cara não vai dar em nada. É um moleque desonesto e pretensioso, desconhece que futebol é jogo coletivo. Vai ganhar muito dinheiro nessa indústria, mas não deixará saudade. Podem me cobrar daqui a alguns anos.

Abraço e um ótimo domingo.

 

A histhttp://www.spmodelismo.com.br/howto/ac/lan.php

(o apelido de marmiteiros...)

A história do Lóide Aéreo Nacional inicia-se com a fundação da Empresa Carga Aérea S/A, em Anápolis, GO, em 22/12/1947, com o capital de 30 milhões de Cruzeiros. Seu fundador e primeiro presidente foi o médico Rui Vacani, o mesmo que em 1928 fundou a Nyrba, futura Panair do Brasil.

Rui Vacani era cunhado de Hugo Borghi, banqueiro e político paulista e entusiasta piloto-aviador amador. Borghi apoiou Getúlio Vargas, tendo sido seu grande eleitor para presidente da república. Atribui-se a ele a autoria do apelido de "marmiteiros" dado aos trabalhadores que apoiavam Vargas. Borghi gozava de favores de Getúlio, tornando públicos, no ínicio da década de 50, seus negócios de exportação de algodão que eram, dizia-se, favorecidos pelo presidente. Além de Borghi, eram acionistas da empresa Roberto Taves, um dos fundadores da Aerovias Brasil e o cel. Marcílio Gibson Jacques.

O grupo interessava-se inicialmente por um vasto projeto de colonização no interior de GO. A empresa transportava por via aérea material e trabalhadores até a área de colonização em Ceres. Empregava 3 aviões C47, um dos quais se acidentou.

Em 24/08/1949, a T.C.A. foi reorganizada, mudando seu nome para Lóide Aéreo Nacional, com o mesmo capital. Assumiu a presidéncia o Cel. Nero Moura, que na WWII comandara o Grupo de Caça da FAB na Itália. Moura afastou-se do Lóide quando foi nomeado ministro da aeronáutica, por Getúlio Vargas.

O Lóide Aéreo foi logo autorizado a importar 9 aviões Curtiss Commando, iniciando-se serviços regulares nas rotas RJ-BH-Carolina-São Luís, com pouso facultavio em Formosa-GO e RJ-BH-Lapa-Fortaleza.

Nos primeiros meses após sua reorganização, o Lóide formou um consórcio com as Linhas Aéreas Paulistas (LAP) e com a Transportes Aéreos Bandeirantes (TABA). Na realidade, a partir de 1959, o Lóide praticamente incorporou essas duas pequenas empresas.

Progredindo aceleradamente, em 1956 o Lóide já contava com uma frota de 19 Curtiss Commando, 3 dois quais eram cargueiros e servia em todos os estados brasileiros, com exceção do estado de Mato Grosso.

Em 22/11/1956, o Lóide e a Panair assinaram um acordo operacional de 2 anos de duração, renovável se fosse bem sucedido. A base do acordo era a divisão do território nacional em áreas de influência ou zonas geográficas, na qual uma das empresas seria predominante para evitar a competição ruinosa.

LEIA MAIS, NO LINK.

 

 

Nassif, começou a euro e esquentou o tempo. Teve morte de um torcedor espanhol, confusão com hooligans russos e estadio que parecia sauna de tão quente (exageraram no aquecedor hehehe) veja:

 

Estreia de favoritos na Eurocopa é ofuscada por violência e confusão fora de campo

 

As esperadas estreias de Holanda, Alemanha e Portugal não foram um fracasso, mas renderam dois jogos tensos e com apenas dois gols neste sábado. Sem partidas espetaculares, o assunto que dominou a Eurocopa neste sábado foi a violência fora de campo, que pode até afetar os rumos da Rússia no torneio

 

http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/eurocopa/ultimas-noticias/2012/06/09/estreia-de-favoritos-na-eurocopa-e-ofuscada-por-violencia-e-confusao-fora-de-campo.htm

 

Nassif,

E assim segue a cambaleante zona do euro, com dois pesos, várias medidas e sem solução à vista.

Do jeito que vai, só resta aguardar o próximo da fila.

 

 

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Espanha pede ajuda financeira européia para salvar setor bancário do país

O Fundo Monetário Internacional (FMI) participará como supervisor da operação entre a Espanha e os países da zona do euro; fim das auditorias determinará valor exato do resgate

 iG São Paulo | 09/06/2012 15:06:3

 

O ministro de Economia da Espanha, Luis de Guindos, anunciou neste sábado, em entrevista coletiva em Madri, que o governo de Mariano Rajoy solicitará ajuda do Eurogrupo ao sistema bancário do país. O Fundo Monetário Internacional (FMI) participará como supervisor da operação.

Guindos destacou que o empréstimo ao sistema financeiro espanhol servirá aos bancos e não para a política econômica do país. O ministro também disse que os detalhes concretos serão conhecidos nos próximos dias e que haverá dinheiro "suficiente" para sanear as instituições bancárias.

Luis de Guindos, ministro da Economia da Espanha: ação aliviará pressões dos mercados sobre o país

"O apoio financeiro não tem a ver com um resgate", disse.

De acordo com o ministro, a ajuda será canalizada através do Fundo de Reestruturação Ordenada Bancária (FROB), um organismo público que atuará como intermediário e receptor dos fundos europeus, e "injetará nas entidades que necessitem".

Ainda segundo Guindos, o empréstimo aos bancos espanhóis ocorrerá em condições muito favoráveis, a serem determinadas nos próximos dias. O ministro lembrou que o governo de Mariano Rajoy contratou dois analistas independentes para avaliarem as entidades.

"É um empréstimo feito pela Europa em condições extraordinariamente excepcionais", disse Guindos. O ministro acredita que a ação aliviará as pressões dos mercados sobre a Espanha.

Enquanto isso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) terá um papel de supervisão no plano de auxílio aos bancos espanhóis, informou o Eurogrupo em comunicado após a teleconferência entre os ministros de Finanças dos países do euro.

Os ministros de Finanças dos países da zona do euro aceitaram neste sábado conceder um resgate financeiro de até 100 bilhões de euros (R$ 260 bilhões) à Espanha para que o governo possa viabilizar uma operação de socorro aos bancos do país.

Zona do euro aprova pacote para resgatar sistema financeiro da Espanha

Segundo as agências de notícias internacionais, a Espanha fará o pedido oficialmente ainda nesta semana e o Banco Central Europeu (BCE) confirmará a operação.

De acordo com as informações, após o fim da conferência deste sábado, a zona do euro não pedirá medidas de austeridade adicionais para a concessão do resgate à Espanha

O anúncio é feito após Fundo Monetário Internacional (FMI) ter divulgado um relatório na sexta-feira, concluindo que seriam necessários cerca de 40 bilhões de euros para sanear os problemas do sistema financeiro espanhol.

O resgate deverá ser autorizado pelo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira e pelo grupo de ministros para que a verba total seja liberada. Para tanto, Madri teria que sanear as contas do setor financeiro.

Além dos ministros, a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, e o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, participam da reunião.

(Com agências)

 

REGULAÇÃO EM DEBATE - No Observatório da ImprensaÉtica e poder político no Brasil contemporâneo

Por Valério Cruz Brittos e Augusto Sá Oliveira em 05/06/2012 na edição 697

 

Tentamos abordar, neste texto, a questão das relações entre mídia e poder político no Brasil, isto é, qual o quadro geral destas relações e quais as propostas que estão postas pela sociedade organizada com o intuito de fomentar novas perspectivas de democratização da mídia no país.

Há um consenso entre os pesquisadores da área de comunicação de que o novo milênio se inicia sob o signo da chamada “era digital”. Esta expressão (“era digital”) nos remete à ideia de convergência tecnológica entre as telecomunicações, os meios de comunicação de massa e a informática, colocando a mídia no centro da engrenagem da globalização econômica e cultural e, simultaneamente, tornando-a o setor dinâmico da economia internacionalizada, para onde estão sendo destinados os grandes investimentos dos conglomerados transnacionais.

Outra ideia também consensual entre nós, que se tornou um verdadeiro truísmo, é de que o conjunto dos meios de comunicação, isto é, a mídia, é o quarto poder nas sociedades capitalistas contemporâneas (ver o filme O Quarto Poder, direção de Costa-Gavras, com Dustin Hoffman e John Travolta, lançamento de 1997). Isto sugere que não só a mídia se junta aos outros três poderes constituídos, de acordo com a repartição dos poderes formulada pelo filósofo iluminista francês Montesquieu (Executivo, Legislativo e Judiciário), para combater as monarquias absolutistas, cuja expressão do poder absoluto está bem representada na famosa frase de Luís XIV, rei de França, “L’État c’est moi” (“o Estado sou eu”), mas, principalmente, que ela se põe acima deles, isto é, tornou-se um poder que supostamente é mais poderoso e ainda fiscaliza todos os outros.

Jornal Nacional detona pré-candidata

Pensa-se que em primeiro lugar devemos discutir de quais meios de comunicação estamos falando. Certamente as Organizações Globo, da família Marinho, no contexto brasileiro, ou a News Corporation, do senhor Rudolph Murdoch, no contexto mundial, são mídias poderosas que movimentam enorme volume de capital, influenciam ideias e comportamentos individuais e coletivos e agem politicamente em favor de seus próprios interesses e dos interesses da sociedade capitalista em geral. Organizações deste porte não podem ser colocadas em um mesmo conjunto com outras pequenas empresas que se utilizem de algum recurso tecnológico para produzir e veicular mensagens.

Estas grandes organizações detêm a capacidade de produzir e distribuir imagens em larga escala e estas, por sua vez, exercem um imenso poder na sociedade contemporânea. O pensador francês Guy Debord, autor do livro A Sociedade do Espetáculo, defende o ponto de vista de que nesta sociedade o conjunto das relações sociais é mediado pelas imagens. O conceito de “sociedade do espetáculo”, criado e utilizado por ele, é a tentativa de explicar os mecanismos de funcionamento da sociedade contemporânea onde das relações interpessoais às manifestações sociais, políticas e religiosas, tudo está mediado pela presença onipotente das imagens.

Para os brasileiros, é de fácil compreensão o conceito de Guy Debord se for lembrado do episódio em que uma busca da Polícia Federal, em 2002, no escritório do marido da governadora do Maranhão, Roseana Sarney, onde foram encontrados dólares supostamente fruto de transações ilícitas, foi divulgada pela Rede Globo de Televisão em horário nobre, o Jornal Nacional, fato este que se mostrou suficiente para detonar a ascensão da pré-candidata pelo DEM à presidência da República, favorecendo o então pré-candidato pelo PSDB, José Serra.

Eleição perdida

Em 2006, outro episódio similar marcou a campanha eleitoral. Às vésperas do 1º turno, no dia em que ocorreu um trágico acidente com um Boeing da Varig, provocando a morte de aproximadamente 200 pessoas entre passageiros e tripulantes, novamente a Rede Globo, em seu principal telejornal, o Jornal Nacional, deixou de divulgar esta notícia já divulgada por outras redes, isto é, levou um “furo”, para centralizar seu telejornal na exibição das imagens do dinheiro (imagens obtidas ilegalmente) que supostamente seria utilizado por militantes do PT para a compra de dossiê contra o candidato adversário, José Serra. Os analistas consideram que este fato provocou a realização do 2º turno das eleições presidenciais, o que era considerado improvável, mesmo depois de uma intensa campanha de divulgação de escândalos envolvendo figuras importantes do PT e do governo, em muitos casos militantes que detinham as duas condições (exemplos: José Genoíno, José Dirceu, Antônio Palocci etc.). Ainda assim, Lula venceu com ampla margem o 2º turno das eleições.

Em 2010, novamente os grandes meios de comunicação de massa voltaram a serrar fileiras com Serra (desculpem o trocadilho). Mais um episódio se tornaria o epicentro da campanha para esta fração da mídia: a suposta “agressão” sofrida pelo candidato José Serra no palanque de campanha no Rio de Janeiro. Tentou-se criar um clima de violência e intolerância atribuído aos militantes e simpatizantes da candidata Dilma Rousseff. Posteriormente, o episódio foi desmascarado, através de vídeo gravado na ocasião, ficando evidente que a tal “agressão” não passou de uma bolinha de papel atirada por um manifestante (não é improvável que tenha sido um partidário de Serra, insatisfeito) e que atingiu a calvície do candidato. Cita-se este episódio para não adentrar na cobertura feita pela revista Veja, de sistemática desqualificação da candidata Dilma Rousseff. Novamente, o candidato dos grandes meios de comunicação perde a eleição e Dilma é eleita no segundo turno, como já havia acontecido com Lula.

Interesses e poder

Os dois últimos episódios citados acima devem levar à reflexão para que possamos tirar deles algumas conclusões:

A primeira conclusão a que chegamos é que o poder da mídia, ao menos no Brasil, não é tão grande quanto se costuma imaginar. Por três eleições consecutivas, o candidato dos grandes meios de comunicação foi derrotado, apesar dos esforços quase explícitos da mídia em torná-lo vencedor.

A segunda conclusão é que, apesar de manifestar, sempre que possível, a sua fé na objetividade e na imparcialidade como valores fundamentais para a prática do “bom jornalismo”, o que se assiste, particularmente nas campanhas eleitorais citadas, é um vergonhoso “vazio ético”, para citar a expressão do jornalista brasileiro Bernardo Kucinski quando este se refere ao comportamento antiético dos grandes meios de comunicação no Brasil.

A terceira, e mais importante, conclusão a que chegamos é que a expressão da mídia como o quarto poder não encontra respaldo em observações empíricas. Longe de se manifestar como uma fantasmagoria que está distante e acima dos poderes constituídos da República, as observações mostram que os grandes conglomerados de comunicação comportam-se, apesar da singularidade das mercadorias que produzem e distribuem, de forma muito próxima a todas as outras grandes corporações capitalistas; isto é, defendem interesses próprios, particularistas e, quando possível e necessário, os interesses gerais do sistema político e econômico vigente, através de intervenções diretas nos jogos de interesses e poder que transcorrem no seio da sociedade capitalista. Os grandes conglomerados de comunicação são, portanto, atores no palco onde outros atores (outras empresas, sindicatos de trabalhadores e patronais, partidos políticos, igrejas etc.) também se fazem presentes.

Um marco regulatório para a mídia

Para finalizar, pretende-se levantar a seguinte questão: é a mídia um poder incontrolável? É a mídia um dragão enfurecido e fora de controle? Na metáfora do dragão, lembramos que a sociedade é o São Jorge no filme de Glauber Rocha (O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro). O Santo Guerreiro que vence o dragão, neste caso, domestica a mídia.

O Santo Guerreiro, isto é, a sociedade brasileira organizada, participou em Brasília, em dezembro de 2009, da Primeira Conferência Nacional de Comunicação e aprovou inúmeras propostas para a regulamentação da mídia dentro dos valores políticos e culturais de uma sociedade democrática. Por esta razão, pensa-se que devemos ampliar as discussões em torno destas propostas e ao cabo disto pressionar o governo brasileiro para enviar projeto ao Congresso Nacional a fim de torná-las leis que possam estabelecer um marco regulatório para a mídia no país, criando um ambiente que favoreça um comportamento ético das empresas de comunicação de massa e fortaleça a consolidação da sociedade democrática no Brasil.

***

[Valério Cruz Brittos e Augusto Sá Oliveira são, respectivamente, professor titular no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Unisinos; e professor de Comunicação Social e doutor em Ciências Sociais pela mesma instituição]

 

 

sábado, 9 de junho de 2012A maledicência de Lauro Jardim 
 Não é por falta da assuntos, acontecimentos importantes e relevantes que o jornalista Lauro Jardim, responsável pela seção Radar, da Veja (só podia), publica que o presidente Lula teve a sua devolução no primeiro lote de restituição do IR. É maledicência, safadeza, cretinice. No dia 8 a Receita Federal divulgou uma mega restituição aos contribuintes. Ao todo, 1,844 milhão de contribuintes, entre os quais todos os idosos sem problemas na declaração, receberão R$ 2,4 bilhões de restituição do IR cobrado a mais, que será paga no próximo dia 15. O Lula recebeu, ótimo, meu marido também, minha tia, meu vizinho, amigos também receberam. O Serra e o FHC, que também são idosos, se tivessem imposto a restituir (pouco provável) também receberiam. E se recebessem, qual é a importância disso? Se recebeu a restituição é porque tem direito a ela. Deixa de ser cretino, Lauro Jardim!Jussara Seixas - editora fundadora do Blog da Dilma - São PauloPostado poràs6/09/20120 comentáriosLinks para esta postagem  Do Blog DESABAFO BRASIL.  Postado por

 

Carta: sócio acusa Gilmar
de desvio e sonegação

Publicado em 09/06/2012 - No Conversa Afiada

 

Na edição da Carta que chega essa semana às bancas, Leandro Fortes publica estarrecedora reportagem:

Cobras e lagartos – disputa empresarial – em um processo judicial conturbado, Inocêncio Coelho, ex-sócio de Gilmar Dantas (*) no IDP – Instituto Brasiliense de Direito Público – acusa o ex-Supremo Presidente Supremo de “desvio de dinheiro e sonegação” de impostos.

O título da capa é sugestivo: “Fraude na escolinha do professor Gilmar”.

Fraude.

Sonegação.

Desvio.

Desvio de conduta, também, porque um Ministro da Suprema Corte não pode ser empresário – só pode ser professor.

Tudo pronto para um impeachment !

Está tudo lá na estarrecedora reportagem de Leandro Fortes, que já tinha identificado as impressões digitais da Globo nas operações do Carlinhos Cachoeira.

A história que Leandro conta essa semana mostra que Inocêncio Mártires Colho, último Procurador da República do regime militar, entrou na Justiça contra Gilmar, porque:

– Gilmar atacava o cofre da empresa sob a alegação de que precisava custear festas familiares e fazia retiradas significativas;

– atacava o cofre na esperança de cobrir depois, com “acertos futuros”- o que jamais acontecia e, portanto, praticava o que se chama de “evasão fiscal”;

– Gilmar queria uma “vantagem diferenciada” na empresa, porque se cansou de ser o “garoto propaganda” do IDP;

– será que isso explica a obsessão pelos holofotes da Globo, essa “vantagem diferenciada”?;

– apavorado com o processo judicial do ex-sócio, Gilmar contratou o segundo advogado mais poderoso do Brasil – Sergio Bermudes, aquele que aparece no processo de impeachment que o Dr Piovesan movia e move contra Gilmar (o primeiro é Marcio Thomaz Bastos, cujo escritório move, em nome de Daniel Dantas, uma ação contra Mino Carta);

– da Alemanha, na edificante companhia do amigão Demóstenes Torres, Gilmar conseguiu “trancar” o litigio com Inocêncio e submete-lo a um providencial “segredo de Justiça”. Viva o Brasil !

– segundo auditoria contratada no litígio, as “remunerações extras” – eufemismo usado pelos auditores para se referir a “retiradas ilegais” – do ex-Supremo chegavam a 14% (!) da receita bruta – não há negocio capitalista que resista a tal voracidade;

– eram pagamentos “feitos por fora”, ou seja, sem recolhimento de impostos

Os sócios fizeram um acordo para encerrar o litigio judicial.

E ministro (ou ex-Ministro) do Supremo “indenizou” Inocêncio em 8 milhões e um Real – onde um ministro do Supremo consegue esse dinheiro, Ministro Celso de Mello, decano da Casa ?

Onde ?

Onde um Ministro do Supremo levanta R$ 8 milhões ?

Leandro Fortes já demonstrou de forma irrefutável – e por isso mereceu ações judiciais movidas pelo ex-Ministro Supremo do Supremo – que o IDP só existe porque:

– recebeu um terreno do notável governador de Brasília, Joaquim Roriz, outra Catão do Cerrado, com um desconto camarada de 80%;

– e obteve um empréstimo no Banco do Brasil do fundo de “para estimular a produção em zonas rurais”.

Quanto tempo dura Gilmar no Supremo ?

Ministro Ayres Britto, o senhor permitirá que este
“empresário” se sente ao seu lado e vote o mensalão ?

É este o Catão de Mato Grosso que denunciou a chantagem do Nunca Dantes – chantagista que ele não processou ?
Ele pode continuar a “desonrar a Magistratura”, como previram dois brasileiros íntegros, Joaquim Barbosa e Dalmo Dallari ?

A reportagem de Leandro Fortes deveria ser dedicada a Fernando Henrique Cardoso.


Paulo Henrique Amorim

 

(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas (*) ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…”

 

domingo, 10 de junho de 2012O desespero do PSDB com Perillo Por Altamiro Borges

Saiu ontem no blog de Gerson Camorotti, no portal G1:

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Perillo deixa PSDB em alerta máximo

A cúpula do PSDB está em alerta máximo com a situação do governador de Goiás, Marconi Perillo. Nos bastidores, integrantes do comando tucano falam abertamente que já não acreditam mais nas explicações de Perillo. Mas reconhecem que, neste momento, o PSDB não tem o que fazer.


Essa constatação cresceu principalmente com as várias versões para a venda da casa do próprio Perillo. Foi nesta casa – vendida no ano passado – que o bicheiro Carlinhos Cachoeira foi preso pela Polícia Federal no último dia 29 de fevereiro.

O discurso oficial do PSDB será o de dizer que confia em Perillo. Mas se em algum momento ele não conseguir mais explicar as várias contradições, o PSDB já tem um argumento pronto: o de que o partido foi surpreendido pelos acontecimentos.


*****
 O desgaste eleitoral dos tucanos
Gerson Camarotti, que também é colunista da Globo News, tem bom trânsito no ninho tucano. O seu relato confirma que bateu o desespero na cúpula do PSDB, que teme pelo desgaste da legenda nas eleições deste ano. E, pelo jeito, a coisa só tende a piorar para o governador de Goiás. Segundo o jornalista, "Perillo tem dito que em relação ao seu governo, não aparecerá nada de comprometedor. Mas ele já teria admitido internamente que não tinha segurança em relação à condução da sua campanha". Há fortes indícios do uso de caixa dois na eleição do tucano em 2010. O repórter Luis Carlos Bordoni, que comandou campanha de rádio de Perillo, já afirmou que recebeu parte do pagamento de empresas ligadas ao grupo de Carlinhos Cachoeira. O mafioso também teria financiado outras campanhas em Goiás - como a do ex-demo Demóstenes Torres, o "mosqueteiro da ética" da revista Veja. Com isso, o crime organizado passou a dominar o estado. Há até quem ironize que Marconi Perillo seria o vice do governador Cachoeira! Governador escapará da Justiça? "Para parlamentares do PSDB que estão acompanhando de perto esse episódio envolvendo Perillo na CPI, a aposta é de que ele sairá muito fragilizado do episódio... Tucanos ouvidos pelo blog reconhecem que Perillo tem condições – até o momento – de escapar na Justiça. Mas já consideram a situação política dele extremamente delicada, principalmente no plano nacional", conclui Camarotti. Postado por Miro

 

sábado, 9 de junho de 2012Cinquenta anos sem Marilyn Monroe  Márcia Denser
“Que encanto pode ser mais poderoso, mais sedutor, mais desarmante, que o duma celebridade festejada que desperta nossa compaixão?” 
Aproveitando o título de um ciclo de seus filmes (Quanto Mais Quente Melhor, O Pecado Mora ao lado, Os desajustados, etc.) em cartaz este mês no Telecine Cult, aproveito para fazer um tributo a MM (1926-1962) que, ao lado de James Dean (este um pouco menos, porque morreu cedo demais) e Marlon Brando (e este ainda menos, porque entrou em decadência, isto é, viveu demais), constituiu o último triunvirato de mitos hollywoodianos produzidos no pós-segunda guerra e já prenunciando a revolução dos costumes que ocorreria a partir dos anos 60, pacote que incluía sexo livre, drogas e rockenroll . Aliás, a morte de Marilyn aos 36 anos, em 5/8/1962, causada por uma overdose de barbitúricos, foi caracterizada, segundo a versão oficial, como “suicídio acidental”. Morte cujas circunstâncias causaram polêmica na época pois, em virtude de seu relacionamento com os Kennedy (quem não se recorda do “Happy Birthday, Mr.President” cantado por ela, deliciosamente embriagada e em cadeia nacional?), cogitou-se ter sido perpetrada pela própria CIA à guisa de queima de arquivo. O fato é que MM abalou a América puritana e fundamentalista, apesar da pungente vulgaridade com a qual a própria indústria cinematográfica a revestia, a partir dos cabelos platinados, do falso rebolado (dizem que ela cortava um dos saltos do sapato para simular o famoso andar), das roupas provocantes, dos escândalos de sua vida pessoal cultivados até à vertigem por todos os colunistas de cinema, a começar pelas lendárias Hedda Hopper e Louella Parsons. Enfim, Marilyn era uma espécie de monstro sagrado cercado de factóides por todos os lados.Aos aficionados recomendo (se é que ainda existe nas livrarias) sua biografia, Marilyn, escrita por Norman Mailer (Rio, Civilização Brasileira, 1970), um livro de capa dura onde estão encartadas suas fotos mais famosas – desde a do calendário onde pousou nua, “coberta apenas com a música do rádio”, segundo ela mesma, até às últimas clicadas por Richard Avedon, nas quais este consegue captar com extremo requinte sua beleza sutil, rarefeita, inapreensível, de beija-flor, algo que só poderia ser registrado pela câmera cinematográfica. Mas isto não significa que, profissionalmente, ela não fosse dura de roer: quando perguntaram a Tony Curtis, seu parceiro em Quanto mais quente melhor, qual era a sensação de beijar Marilyn Monroe, este desabafou: “Você já beijou Hitler?”. E estava sendo sincero. Porque ela sabia como ninguém “catimbar” os outros atores para roubar a cena: seus atrasos, os esquecimentos das falas, faziam com que as tomadas fossem obrigatoriamente repetidas zilhões de vezes, de forma que, à medida em que a interpretação de Marilyn melhorava, os demais iam a nocaute. A propósito, Truman Capote escreveu dois contos – dois testemunhos magistrais sobre MM –publicados em Os cães ladram (Rio, Civilização Brasileira, 1977) e Música para Camaleões (Rio, Nova Fronteira, 1980). Naturalmente, estas são primeiras edições que, em geral, somente escritores conservam; não sei se foram reeditados, embora sejam obras fundamentais. TC diz: “Monroe? Uma desleixada, na verdade, uma divindade relaxada – no sentido em que uma banana split ou um pudim de cerejas é esparramado mas divino. Os lábios lúbricos, a exuberância loira, as contorções rítmicas, os requebros caricaturais, supostamente deveriam torná-la universalmente reconhecível. No entanto, na vida real, a Monroe não é facilmente identificada. Ela anda pelas ruas de Nova York sem que ninguém a perturbe, acena para taxis que não param, toma suco de laranja à beira da calçada servida por um garçon que sequer desconfia ser a freguesa o objeto de suas mais alucinadas fantasias.” (Bem. É preciso não esquecer que se estava nos anos 50). “Contudo, é preciso que nos digam que Marilyn é Marilyn, pois, vista de relance, não passa duma beldade de cabaré cuja carreira progride de cabelos oxigenados aos doze anos a um par de maridos confiscados aos vinte e termina aos trinta no fundo dum vidro de Seconal”. (proféticas palavras…) TC ainda observa: “Mas por fiel que seja ao tipo, ela não pertence a esse gênero, é frágil demais para isso. A personagem que representa, uma figura de cão sem dono pateticamente atrevida, é perfeita e tem um encanto convincente, pois sua imagem na tela e a impressão que ela passa são idênticas: ela é uma órfã, em espírito como de fato, marcada e iluminada pelo estigma da orfandade. Sem confiar em ninguém, ela se esforça como um trabalhador braçal para agradar a todos”. A sua profunda ansiedade – quem se atrasa nunca menos de uma hora para um encontro é detido por incerteza e angústia, não por vaidade; e é angústia também, a tensão criada pela contínua necessidade de agradar, a responsável por suas dores de garganta, unhas roídas, palmas úmidas, e risadinhas histéricas – induz a uma pena terrível que o fascínio de seus trejeitos não disfarça: que encanto pode ser mais poderoso, mais sedutor, mais desarmante, que o duma celebridade festejada que desperta nossa compaixão?
A propósito, no título de um desses contos, Truman Capote a define como “Uma criança linda”.

Inapreensível, inesquecível Marilyn Monroe. 
Do Blog O Esquerdopata. Postado porSARAIVA 

 

Britto: marque o seu mandato.
Livre-se do Gilmar

Publicado em 09/06/2012 - No Converda Afiada

 


Britto pode olhar a sociedade nos olhos, sem corar de vergonha

 


O Ministro Ayres Britto assumiu a Presidência do Supremo e abriu a janela para o sol entrar.

A sombra prevaleceu por seis anos – no mandato de Ellen Gracie, que entrou para a História com a decisão “Dantas não é Dantas, mas Dantas”.

De Gilmar Dantas (*), que deu os dois HC Canguru em 48 horas ao passador de bola e ignorou vídeo exibido no jornal nacional, produziu o grampo sem áudio, e tentou dar um Golpe de Estado de Direita.

E Cezar Peluso, que perseguiu Eliana Calmon, a que denunciou os “bandidos de toga”.

Ayres Britto já criou a jurisprudência que assegura a liberdade de expressão no Brasil, ao relatar o fim da Lei de Imprensa.

Lamentavelmente, vai ficar pouco tempo na Presidência do Supremo.

Breve, será substituído por Joaquim Barbosa, que em rápido comentário – assista ao vídeo histórico – traçou o caráter de Gilmar Dantas (*).

Agora, a reportagem de Leandro Fortes na Carta Capital é o tiro de misericórdia: fraude e evasão fiscal.

(Clique aqui para ler “A sociedade não aceita Gilmar. Você tem R$ 8 milhões aí ?”. )

A maior obra da Presidência de Ayres Britto poderá ser livrar o Brasil da vergonha que Fernando Henrique Cardoso impôs: Gilmar Dantas (*) sentar-se na mais alta Corte de Justiça.

O que Britto pode fazer ?

Mauro Santayana sabe: agir, já !

Como livrar-se de Gilmar Dantas (*) ?

Ir ao Senado talvez não seja o caminho mais rápido.

Lá se senta eternamente José Sarney, que, de forma ilegal, trancou o pedido de impeachment do Dr Piovesan, que, na verdade, equivale a um B.O.

O Supremo chegou a examinar o impeachment do Dr Piovesan.

O Ministro Marco Aurelio (Collor) de Melo pediu vistas.

Mas, passou a mão na cabeça do colega que, provavelmente, venera e respeita em grau superior.

Qual o caminho que Ayres Britto pode percorrer para livrar o Brasil de Gilmar Dantas, já ?

É uma resposta que esse ansioso blogueiro não tem condições de dar.

Mas, talvez seja muito simples.

Usar uma arma infalível: o caráter.

Expulsar o Gilmar (sabe-se lá como) por falta de caráter.

Porque ele macula irremediavelmente a mais alta Corte de Justiça.

E é preciso proteger o Supremo !

Os Ministros do Supremo tem a obrigação de sair às ruas e olhar a sociedade nos olhos.

Sem corar de vergonha.


Paulo Henrique Amorim


(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas (*) ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…”

 

09/06/2012 - Carta Maior

Envie para um amigo Versão para Impressão A aposta no BrasilA crise econômica mundial está fazendo com que a grande leva de latino-americanos, que deixou o continente na metade da década de 1990 rumo à Europa, tome o caminho de volta para casa. Em Roma muitos brasileiros resolveram retornar ao Brasil este ano por causa do agravamento da crise econômica que afeta mais gravemente os países do Mediterrâneo. A história de três brasileiras que migraram para trabalhar na Itália e voltaram no mês passado para o Brasil mostra essa tendência. O artigo é de Paola Ligasacchi.

O Brasil sempre foi um país de imigração. Agora, além dos estrangeiros que não param de chegar, o país recebe de volta brasileiros e brasileiras que trabalhavam na Europa

Os primeiros a chegarem como colonizadores foram os portugueses, depois os africanos que entraram como escravos. A partir de 1820 foi a vez dos espanhóis e alemães e em 1875 foram os italianos para trabalhar as terras do sul do Brasil. No início do século XX, os japoneses desembarcaram para trabalhar nas colônias rurais do estado de São Paulo e Pará. A partir da década de 70 o Brasil também passou a receber um grande número de sul-americanos e asiáticos - coreanos e chineses. A estabilidade econômica recente do Brasil com a moeda - o real forte tem contribuído para um processo de retorno de emigrados brasileiros e a redução do fluxo migratório observado até 2003.

Mas qual é hoje o impacto do continente americano sobre o resto do mundo? Desde 1492, na era dos descobrimentos, passando pela contribuição da América Latina a tantos países seja com metais preciosos, seja com alimentos e remédios, o Continente Americano volta a chamar a atenção do Velho Continente e dos migrantes no que se refere à percepção sobre o futuro.

A crise econômica mundial está fazendo com que a grande leva de latino-americanos, que deixou o continente na metade da década de 1990 rumo à Europa, tome o caminho de volta para casa. No Brasil, segundo dados do Ministério de Relações Exteriores, o fluxo migratório também se viu alterado no final da década de 90. De país que recebía a força de trabalho dos imigrantes, o Brasil passou a exportar mão-de-obra. Na década de 80, por causa da recessão econômica, o aumento da inflação e do desemprego e os baixos salários, cerca de 2,6 milhões de brasileiros emigraram do país entre os anos 80 e 90. Em anos recentes, porém, com o crescimento da economia brasileira, aliado às crises que afetam os pólos de desenvolvimento mundial, o número de emigrantes caiu significativamente.

Hoje assistimos a uma nova inversão dos fluxos migratórios, caracterizada não apenas pelo fluxo dos brasileiros, mas também pela entrada de novos imigrantes que estão desembarcando mais uma vez no Brasil. Segundo dados do Ministério da Justiça, o número de estrangeiros em situação regular no Brasil aumentou 52,4% no último semestre e continua crescendo.

Embora existam diferenças entre os países, e também entre as gerações, sobre a percepção do futuro - hoje há visões mais otimistas na China ou no Brasil do que em países da União Européia e nos Estados Unidos. Porque de fato atravessamos um tempo de rápidas transformações, mas isso não constitui um elemento novo em tempos críticos. Foi assim ao longo de todo o século XX com duas guerras mundiais que marcaram a primeira metade do século passado. Depois os anos da Guerra Fria com a ameaça de uma guerra nuclear. E, mais recentemente, notamos a mesma sensação de desorientação ao vermos como os Estados Unidos e agora alguns países da União Européia mergulharam numa crise econômica como se o capitalismo liberal tivesse chegado ao seu limite.

Até o início deste século XXI, os países poderiam encontrar modelos de desenvolvimento importados do Ocidente, do Leste e até mesmo resultante da combinação dos dois. Hoje esses marcos sinalizadores desapareceram e os "pilotos" que guiariam nossos destinos também. Mas o Brasil que enfrenta a crise com resistência começa a receber de volta brasileiros e brasileiras que há mais de vinte anos imigraram para a Itália.

Em Roma muitos brasileiros resolveram retornar ao Brasil este ano por causa do agravamento da crise econômica que afeta mais gravemente os países do Mediterrâneo. A história de três brasileiras que migraram para trabalhar na Itália e voltaram no mês passado para o Brasil mostra essa tendência. Marlete, Cacilda e Beatriz são três mulheres que chegaram a Roma para trabalhar e economizar em euros. Marlete tinha 28 anos quando veio trabalhar na capital italiana no final da década de 80, primeiro trabalhou em casa de famílias italianas, depois numa clínica para mulheres e nos últimos oito anos esteve como atendente numa das filiais de uma rede de padarias em Roma. Com cidadania ítalo-brasileira Marlete Campregher nunca se casou, não teve filhos e imigrou para a Itália com a vontade de um dia retornar ao Brasil onde era auxiliar de enfermagem. Há poucas semanas, depois de morar vinte e três anos na capital italiana voltou para Florianópolis onde deixou alguns parentes. Marlete pôde economizar dinheiro suficiente para conseguir comprar a casa própria em Blumenau, sua cidade natal.

“Em 1990 o Brasil não estava bem, não tinha a consideração que tem hoje e neste momento eu posso me permitir voltar para o meu país” diz Marlete, sempre agradecida por todas as oportunidades que teve aqui e pelos amigos que fez na Itália. Vamos embora da Itália com a cabeça erguida. Aqui vivi bem e agora como ainda estou jovem, tenho 49 anos, posso continuar a trabalhar no Brasil. Trabalhamos honestamente e com muita integridade, respeito por nós mesmas, conta Marlete ao lado da amiga brasileira Cacilda que também voltou no mesmo vôo para o Brasil.

A brasileira Cacilda Rodrigues que também morou mais de vinte anos em Roma foi para Goiânia onde moram seus filhos. Aqui ela trabalhou no consultório de uma médica italiana que se aposentou e fechou o consultório. Depois que seu marido faleceu, Cacilda disse que chegou a hora de voltar para estar mais perto da família que ficou em Goiás.

A manicure Beatriz dos Santos voltou com seu marido para o Paraná depois de morar onze anos em Roma. Trabalhava como manicure a domicílio. Ganhava bem, sempre foi reconhecida pelo trabalho e pontualidade por todas as suas clientes, mas decidiu acompanhar seu marido que sempre quis voltar ao Paraná. O marido de Beatriz trabalhava em Roma fazendo pequenos serviços como pintor, encanador, eletricista, mas não tinha a cidadania italiana como Beatriz e sempre pensou em retornar a Maringá. “Aqui eu felizmente trabalhei bem e foi uma facilidade porque tenho cidadania italiana pela minha descendência, mas meu marido não teve a mesma sorte e nos últimos tempos as oportunidades de trabalho começaram a diminuir. Por isso decidimos voltar“, conta Beatriz que volta animada com a possibilidade de engravidar e poder criar seu filho no Brasil.

A coragem e a determinação caracterizam a vida dessas três mulheres que migraram para trabalhar na Europa, economizaram em euros e agora regressam para o Brasil que pertence ao Novo Mundo e que volta a chamar a atenção mais uma vez do Velho Continente, mas agora como exemplo de um grupo de países latinoamericanos com modelos próprios e bem sucedidos.

De acordo com o último relatório sobre migração de 2012 na Itália, 93 mil italianos a mais deixaram a Itália rumo a outros países em relação ao ano passado. Apesar das estatísticas serem aproximadas uma vez que não é possível registrar todos aqueles que continuam a emigrar, a maioria trata-se de jovens desempregados além de profissionais recém formados em busca de uma oportunidade de trabalho fora da Itália onde a taxa de desemprego para os jovens até 25 anos já ultrapassa trinta e cinco por cento.

Enquanto a crise financeira que paralisa o mundo desde 2008 tornou-se também uma crise de consumo onde os países mais desenvolvidos passaram a cobrar da sua população o preço pago pelos desastres promovidos pela especulação financeira., no Brasil a opção por uma política de crescimento com inclusão social mostrou-se acertada. E isso chama de volta muitos brasileiros e acaba por atrair novos imigrantes.

 

 

quinta-feira, 7 de junho de 2012 - No Democracia e PoliticaTERROR NO PSDB: VOLTA À TONA A “LISTA DE FURNAS” Alô, é a filha do ... ... ... ? Alô ? (Crédito da foto: Ansioso blogueiro [PHA])AMAURY Jr VOLTA COM A LISTA DE FURNAS. TUCANOS, TREMEI !

Por Paulo Henrique Amorim [PHA]

“O ansioso blogueiro [PHA] encontrou o Amaury Ribeiro Junior na redação da TV Record, no exato momento em que, ao telefone, ele tentava falar com a filha do … … … , notável empresária do setor de lavanderia (a seco).

Inútil.

Só dava caixa postal.

Amaury procurava confirmar se o pai dela, notável tucano, estava na lista de Furnas.

Por que, Amaury, você vai mexer nessa caixa de marimbondo ?

Como se sabe, Amaury prepara o “Privataria – II”, com os documentos que não couberam no “Privataria – I”, além de outras preciosidades tucanas.

O “Privataria – I”É que, no caminho da Privataria, Amaury entrou na caverna de Furnas.

E se prepara para soltar a bomba.

Vai voar pena de tucano para todo lado: Minas, São Paulo e Rio.

A “Lista de Furnas”, como se sabe, contém todos aqueles que receberam dinheiro (ilegal) de Furnas [UHE estatal] para a campanha de 2002.

2002, quando Aécio foi candidato a governador e o Padim Pade Cerra (derrotado) a Presidente.

A lista seria de autoria de Dimas Toledo.

Um laudo da Polícia Federal considerou que:

1) a assinatura de Dimas Toledo na lista é verdadeira;
2) a lista não foi “montada”, “editada”.

Esse laudo é uma – UMA e não a ÚNICA – prova da veracidade da lista.

O laudo foi incorporado à denúncia da Procuradora do Ministério Público Federal, que apresentou denúncia ao Juiz da Segunda Vara Federal do Rio, já que Furnas tem sede no Rio.

A Promotora denunciou peculato, corrupção passiva, e lavagem de dinheiro.

Um deputado estadual de Minas testemunhou que recebeu exatamente o valor que consta ao lado de seu nome na lista.

Disse que pediu o dinheiro para um hospital no Sul de Minas, recebeu o que pediu e mostrou o recibo da doação.

Roberto Jefferson, que só serve para denunciar o mensalão, mas não serve quando diz que não havia mensalão, também confirmou que recebeu de Furnas exatamente o que corresponde ao nome dele na lista.

E os tucanos se estrebucharam.

E resolveram melar as provas (alô, alô, Daniel Dantas !).

Arrumaram uns laudos da lista que mais pareciam a bolinha de papel do Cerra.

E se desmoralizaram quando arrumaram um “perito” americano que se revelou uma fraude.

E tentaram cassar o mandato de Rogério Corrêa, líder do PT na Assembléia de Minas, do grupo “Minas sem Censura”, um dos poucos que não tem medo da irmã do Aécio Neves.

O PSDB pediu a cassação do mandato dele, porque denunciou a lista.

O pedido foi arquivado.

Agora, Corrêa quer ter acesso à denúncia da Procuradora.

E desvendar dois mistérios profundos.

O Juiz da 2ª. Vara Federal do Rio se considerou incompetente para julgar, já que Furnas é uma empresa de “economia mista” e mandou o abacaxi para a Justiça estadual do Rio.

Por que seria ?, pergunta-se o Corrêa.

E mais intrigante, ainda.

A Procuradora do Ministério Público Federal, que substituiu a Procuradora que fez a denúncia inicial, não contestou o Juiz.

Será que o brindeiro Gurgel poderia explicar essa aparente omissão ?

Com isso, o abacaxi foi enviado à Justiça do Rio, sem que o MP protestasse.

Como o PSDB tentou envolver Corrêa no escândalo – com o inevitável apoio da revista “Veja”, o detrito sólido de maré baixa – ele se considera no direito de furar o bloqueio do “segredo de Justiça” para ter acesso, também, à inesperada decisão do Juiz federal do Rio que não quis julgar o caso.

Rogério Corrêa ganhou na Justiça o direito de resposta contra o jornal “O Estado de Minas”, que o atacou.

Por enquanto, o jornal, um dos pilares do aecismo cinzento de Minas, prefere pagar a multa diária a publicar a resposta do deputado.

Por que será, amigo navegante ?

E onde entra o Amaury ?

Bem, aí é que palpita o coração tucano, de pais e filhas.

Amaury está na bica para se tornar blogueiro sujo, daqueles que o Cerra não deixa de ler (de madrugada).

A Procuradora Federal assegurou que a lista é UMA das peças da denúncia.

Quais são as outras provas ?

O que provam ?

Quem inculpam ?

Tchan, tchan, tchan, tchan !

E mesmo que o Juiz estadual do Rio devolva ao Juiz federal – e isso tome outros cinco anos – o Amaury está aí, ao telefone.

Esse Amaury …”

FONTE: escrito pelo jornalista Paulo Henrique Amorim no seu portal “Conversa Afiada” (http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/06/06/amaury-volta-com-a-lista-de-furnas-tucanos-tremei/) [imagem do Google e entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’].

COMPLEMENTAÇÃO:

Do Blog “Os Amigos do Presidente Lula” e do Google (http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com/)

[Postado por este blog ‘democracia&política’ em 12 de janeiro de 2012 (http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2012/01/caixa-dois-tucana-de-furnas.html)

"CAIXA DOIS" TUCANA DE FURNAS
Foi no governo FHCRELAÇÃO COMPLETA DE TODOS OS POLÍTICOS QUE FIZERAM CAMPANHA USANDO "CAIXA DOIS" DE FURNAS.

TUCANODUTO?

[Não podemos esquecer que Furnas é estatal. Portanto, trata-se de desvio de dinheiro público, de corrupção]

Quem é quem e quem recebeu quanto na lista do caixa dois de Furnas

A "LISTA DE FURNAS"

“Documento sobre ‘suposto’ esquema de ‘caixa dois’ nas eleições de 2002, cuja autenticidade está sob investigação da Polícia Federal - é essencialmente uma lista tucana. [OBS: Laudo da Polícia Federal já considerou que:

1) a assinatura de Dimas Toledo na lista é verdadeira;
2) a lista não foi “montada”, nem “editada”].

Segundo publicado no portal “Conversa Afiada” em (11/01/2012), “os delegados da Polícia Federal Praxedes e Zamprogna (o do ‘mensalão’) concluíram investigação sobre a Lista, atestaram a autenticidade da dita cuja e, com uma relação de insignes indiciados, encaminharam tudo ao Ministério Público Federal. A bomba está nas mãos da Procuradora Andrea Beltrão, do Ministério Público Federal do Rio, onde fica a sede de Furnas”.

Confira nos gráficos abaixo:

Os candidatos do PSDB teriam ficado com mais de dois terços (68,3%) dos R$ 39,9 milhões que teriam sido distribuídos a 156 políticos por empresas fornecedoras da última grande estatal do ramo elétrico. O PFL (DEM) ficou com um segundo lugar bem distante, 9,3%.

Mas, segundo a "Lista", o dinheiro do PSDB não teria sido distribuído por igual. O grosso foi para três candidatos, que disputavam os três cargos mais importantes do esquema eleitoral tucano em 2002: José Serra, que pleiteava a Presidência, Geraldo Alckmin, candidato a governador de São Paulo, e Aécio Neves, que concorreu ao governo de Minas. Os três, conforme a "Lista", teriam ficado com mais da metade do dinheiro do esquema de Furnas. Os demais 153 políticos que constam na "Lista" teriam dividido os 45,4% que restaram.

A FILIAÇÃO PARTIDÁRIA DOS 156

O PSDB também é o primeiro colocado em número de políticos entre os 156 citados no esquema que seria operado pelo então presidente de Furnas, Dimas Toledo, levado ao cargo pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. São 47 tucanos na lista, cinco deles candidatos a cargos majoritários. O PFL (DEM) comparece com 33 candidatos, apenas um a cargo majoritário (senador).

Veja a distribuição:

O primeiro destaque é para o deputado ACM Neto (PFL/DEM-BA), que tem se salientado pela estridência de seu desempenho. Ele teria recebido R$ 75 mil do esquema de Furnas. Quanto ao PSDB, constam da "Lista" três dos seus quatro deputados que são titulares ou suplentes da CPI. Figuram, também, entre os 156 um membro da CPI dos Correios pertencente ao PL e dois dos quadros do PTB.

CAIXA 2 DE FURNAS - DIMAS TOLEDO - total R$ 39.910 MILHÕES DE REAIS (em valores não atualizados) [Valores em R$ não corrigidos monetariamente. Para atualizá-los, devemos multiplicá-los por cinco, aproximadamente]

Os dados a seguir foram transpostos para a planilha, para facilitar a visualização, sendo transcrição exata e fiel do conteúdo dos documentos oficiais:

PRESIDÊNCIA

José Serra PSDB-SP--- 7.000.000,00

GOVERNADOR-SP

Geraldo Alckimin PSDB-SP--- 9.300.000,00

GOVERNADOR-MG

Aécio Neves PSDB-MG--- 5.500.000,00

SENADORES - RJ

Sérgio Cabral PMDB-RJ--- 500.000,00
Arthur da Távola PSDB-RJ--- 350.000,00
Marcelo Crivella PL-RJ--- 250.000,00
TOTAL DE SENADOR RJ--- 1.100.000 ,00

SENADOR-MG

Eduardo Azeredo PSDB-MG--- 550.000,00
Hélio Costa PMDB-MG--- 400.000,00
Zezé Perrella PFL-MG--- 350.000,00
TOTAL DE SENADOR MG--- 1.300.000,00

DEPUTADOS POR ESTADOS

DEPUTADOS-BA

Juthay Jr. PSDB-BA--- 270.000,00
Paulo Magalhães PFL-BA--- 250.000,00
Fábio Souto PFL-BA--- 200.000,00
ACM Neto PFL-BA--- 150.000,00
Luiz Carreira PFL-BA--- 100.000,00
Jairo Carneiro PFL-BA--- 100.000,00
João Almeida PSDB-BA--- 75.000,00
Gerson Gabrielli PFL-BA--- 75.000,00
João Leão PL-BA--- 75.000,00 PP
Rogério Nunes BA--- 75.000,00
José Carlos Aleluia PFL-BA--- 75.000,00
José Rocha PFL-BA--- 70.000,00
Aroldo Cedraz PFL-BA--- 50.000,00
Coriolano Sales PFL-BA--- 50.000,00
TOTAL DA BA--- 1.615.000 ,00

DEPUTADOS-ES

Luis Paulo Velloso Lucas PSDB-ES--- 350.000,00
José Carlos Fonseca / Francisco Gomide PFL-ES--- 100.000,00
Nilton Baiano PPB-ES--- 50.000,00 PP
TOTAL DO ES--- 500.000 ,00

DEPUTADOS-MA

Remi Trinta PL-MA--- 100.000,00
TOTAL DO MA--- 100.000 ,00

DEPUTADOS-MG

Dimas Fabiano Jr. PPB-MG--- 250.000,00
Danilo de Castro PSDB-MG--- 250.000,00
Mauro Lopes PMDB-MG--- 200.000,00
Anderson Adauto PL-MG--- 200.000,00
Saraiva Felipe PMDB-MG--- 150.000,00
Herculano Anghinetti PSDB-MG--- 150.000,00
Osmânio Pereira PSDB-MG--- 150.000,00
Toninho Andrada PSDB-MG--- 150.000,00
Márcio Reinaldo PPB-MG--- 150.000,00 PP
Vanessa Lucas PSDB-MG--- 150.000,00
José Militão PTB-MG--- 150.000,00
Márcio Reinaldo Dias Moreira PPB-MG--- 150.000,00 PP
João Leite PSB-MG--- 150.000,00
Gil Pereira PPB-MG--- 150.000,00 PP
Agostinho Patrus PTB-MG--- 150.000,00
Ana Maria Vieira PSDB-MG--- 150.000,00
Antônio Júlio PSDB-MG--- 150.000,00
Alencar da Silveira Jr. PDT-MG--- 150.000,00
Carlos Melles PFL-MG--- 100.000,00
Roberto Brant PFL-MG--- 100.000,00
Ronaldo Vasconcelos PMDB-MG--- 100.000,00
Nárcio Rodrigues PSDB-MG--- 100.000,00
Odelmo Leão PPB-MG--- 100.000,00 PP
Marcelino Siqueira MG--- 100.000,00
Jaiminho Martins PFL-MG--- 100.000,00
João Magalhães PMDB-MG--- 100.000,00
Júlio Delgado PPS-MG--- 100.000,00
Aracely de Paula PL-MG--- 100.000,00
José Santana PL-MG 100.000,00
Mário Assad Jr. PL-MG--- 100.000,00
Sebastião Navarro PFL-MG--- 100.000,00
Djalma Diniz PSDB-MG--- 100.000,00
Luiz Humberto Carneiro PSDB-MG--- 75.000,00
Alberto Bejani PTB-MG--- 75.000,00
Jairo Lessa PL-MG--- 75.000,00
Athos PPS-MG--- 75.000,00
Pastor George PTB-MG--- 75.000,00
Pinduca Ferreira PPB-MG--- 75.000,00 PP
Bispo Gilberto PMDB-MG--- 75.000,00
Reminho Aloise PFL-MG--- 75.000,00
Domingos Sávio PSDB-MG--- 75.000,00
Ermano Batista PSDB-MG--- 75.000,00
Elbe Brandão PSDB-MG--- 75.000,00
Paulo Piau PPS-MG--- 75.000,00
Gustavo Valadares PFL-MG--- 75.000,00
Custódio Mattos PSDB-MG--- 75.000,00
Paulo César DE Freitas PRTB-MG--- 75.000,00
Fábio Avelar PTB-MG--- 75.000,00
Leonardo Quintão PMDB-MG--- 55.000,00
Fahim Sawan PSDB-MG--- 55.000,00
Sebastião Costa da Silva PFL-MG--- 55.000,00
Amílcar Martins MG--- 55.000,00
Ermano Batista PSDB-MG--- 55.000,00
Romeu Anízio Jorge PPB-MG--- 55.000,00 PP
Dilzon Melo PTB-MG--- 55.000,00
Maria Olívia PSDB-MG--- 55.000,00
Mário Rodrigues MG--- 40.000,00
Rafael Guerra PSDB-MG--- 40.000,00
Eduardo Barbosa PSDB-MG--- 35.000,00
TOTAL DE MG--- 6.155.000 ,00

DEPUTADOS-MT

Pedro Henry PPB-MT--- 100.000,00
TOTAL DO MT--- 100.000 ,00

DEPUTADOS-PE

Inocêncio de Oliveira PFL-PE--- 185.000,00 PL
Severino Cavalcante PPB-PE--- 180.000,00
Joaquim Francisco PFL-PE--- 150.000,00
Armando Monteiro PTB-PE--- 150.000,00
Pedro Correa PPB-PE--- 150.000,00
Raul Jungmann PMDB-PE--- 150.000,00
José Múcio PTB-PE--- 150.000,00
TOTAL DE PE--- 1.115.000 ,00

DEPUTADOS-PI

Ciro Nogueira PPB-PI--- 150.000,00 PP

DEPUTADOS-PR

José Janene PPB-PR--- 150.000,00
José Borba PMDB-PR--- 150.000,00
Francisco Luiz Gomide PR--- 100.000,00
Affonso Camargo PSDB-PR--- 75.000,00
Aberlardo Lupion PFL-PR--- 75.000,00
Ricardo Barros PPB-PR--- 75.000,00 PP
Eduardo Sciarra PFL-PR--- 75.000,00
Affonso Camargo PSB-PR--- 50.000,00
TOTAL DO PR--- 750.000 ,00

DEPUTADOS-RJ

Paulo Feijó PSDB-RJ--- 150.000,00
Márcio Fortes PSDB-RJ--- 150.000,00
Alexandre Santos PSDB-RJ--- 100.000,00
Alice Tamborindeguy PSDB-RJ--- 100.000,00
Andréia Zito PSDB-RJ--- 70.000,00
Luiz Paulo PSDB-RJ--- 70.000,00
Eduardo Paes PSDB-RJ--- 250.000,00
Francisco Dornelles PPB-RJ--- 200.000,00
Rodrigo Maia PFL-RJ--- 200.000,00
Arold de Oliveira PFL-RJ--- 150.000,00
Bispo Rodrigues PL-RJ--- 150.000,00
Washinton Reis PMDB-RJ--- 100.000,00
Leonardo Picciane PMDB-RJ--- 100.000,00
Nelson Bornier PMDB-RJ--- 100.000,00
Eduardo Cunha PMDB-RJ--- 100.000,00
Roberto Jefferson PTB-RJ--- 75.000,00
Almerinda de Carvalho PMDB-RJ--- 75.000,00
Dr. Carlão PRONA-RJ--- 75.000,00
Jair Bolsonaro PPB-RJ--- 50.000,00
Simão Sessim PPB-RJ--- 50.000,00
Júlio Lopes PPB-RJ--- 50.000,00
Dr. Heleno PSC-RJ--- 50.000,00
Pastor Almir PL-RJ--- 50.000,00
TOTAL DO RJ--- 2.465.000 ,00

DEPUTADOS-SC

Gervásio Silva PFL-SC--- 75.000,00
Zonta PPB-SC--- 75.000,00 PP
Paulo Bauer PFL-SC--- 75.000,00 PSDB
Serafim Venzon PSDB-SC--- 75.000,00
João Pizzolatti PPB-SC--- 75.000,00 PP
Fernando Coruja PPS-SC--- 75.000,00
TOTAL DE SC--- 450.000 ,00

DEPUTADOS-SP

Valdemar Costa Neto PL-SP--- 250.000.00
Vadão Gomes PPB-SP--- 150.000,00
Antonio Carlos Pannunzio PSDB-SP--- 150.000,00
Aberto Goldman PSDB-SP--- 150.000,00
Walter Feldman PSDB-SP--- 100.000,00
Gilberto Kassab PFL-SP--- 100.000,00
João Batista PFL-SP--- 100.000,00 PP
Luis Antônio Fleury PTB-SP--- 100.000,00
Medeiros PTB-SP--- 100.000,00
Nelson Marquezelly PTB-SP--- 100.000,00
Robson Tuma PFL-SP--- 100.000,00
Arnaldo Faria de Sá PTB-SP--- 100.000,00
Zulaiê Cobra PSDB-SP--- 75.000,00
Chico Sardelli PFL-SP--- 75.000,00 PV
Xico Graziano PSDB-SP--- 75.000,00
Dimas Ramalho PPS-SP--- 75.000,00
Antonio Carlos Mendes PSDB-SP--- 75.000,00
Luiz Carlos Santos PFL-SP--- 70.000,00
João Baptista PFL-SP--- 70.000,00 PP
Aluízio Nunes Ferreira PSDB-SP--- 50.000,00
Carlos Sampaio PSDB-SP--- 50.000,00
Lobbe Neto PSDB-SP--- 50.000,00
Silvio Torres PSDB-SP--- 50.000,00
Walter Barelli PSDB-SP--- 50.000,00
TOTAL DE SP--- 2.265.000 ,00

POR PARTIDOS (para deputados):

PDT--- 150.000,00
PFL(DEM)--- 3.450.000 ,00
PL--- 1.200.000 ,00
PMDB--- 1.455.000 ,00
PPB--- 1.455.000 ,00
PPS--- 400.000 ,00
PRONA- 75.000 ,00
PRTB--- 75.000 ,00
PSB--- 150.000 ,00
PSC--- 50.000 ,00
PSDB--- 4.625.000 ,00
PTB--- 1.355.000 ,00

FONTE DA COMPLEMENTAÇÃO: arquivo do Blog “Os Amigos do Presidente Lula”. Postado na época por Helena Sthephanowitz. Texto obtido via Google no endereço: (http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com/) [imagem do Google e trecho inicial entre colchetes adicionados por este blog ‘democracia&política’]. [Postado por este blog ‘democracia&política’ em 12 de janeiro de 2012 (http://democraciapolitica.blogspot.com.br/2012/01/caixa-dois-tucana-de-furnas.html)  

 

Será que alguns destes juízes que estarão analisando o relatório do mensalão, verão esta lista, e não mudarão seus votos, no julgamento daqueles 38 listados e pré-condenados antecipadamente pela Veja, Folha, Estadão, Rede Globo, e não ficarão "com um pé atráz" e sem nenhum medo, das consequencias que uma sociedade civil, chateada, e desacreditada do seu Judiciário, poderia provocar ?

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

sexta-feira, 8 de junho de 2012 - No Democracia e Politica“A ALIENAÇÃO, A SUBMISSÃO DO PAÍS AO ESTRANGEIRO É CRIME DE CONSEQUÊNCIAS INCALCULÁVEIS” Fernando Henrique Cardoso sob o comando de Tio Sam
A OFENSIVA NEOLIBERAL E O DESMONTE DO ESTADO BRASILEIRO

“Para o jurista Fábio Konder Comparato, a submissão do país ao estrangeiro é crime de consequências incalculáveis. É indispensável que todos esses homens sejam processados perante tribunal popular e condenados à indignidade nacional.

Por Renato Godoy Toledo

A partir da década de 1990, o Brasil iniciou o processo de “diminuição do papel do Estado” na economia. O plano de privatizações foi a principal marca do período, inspirado fortemente as ações da dupla Ronald Reagan (presidente dos EUA entre 1984 e 1988) e Margareth Tatcher (primeira-ministra da Inglaterra entre 1979 e 1990).

Com o predomínio de governos conservadores na América Latina, alinhados às políticas do Fundo Monetário Internacional (FMI), Fernando Collor iniciou o processo de desestatização. Porém, o auge da política privatista se deu sob o comando de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002).

Os anos de governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) foram marcados por vendas de empresas estatais a preços [muito] abaixo do mercado. Logo no início do governo, FHC nomeou o seu ministro, José Serra (PSDB), para a função de chefe do Programa Nacional de Desestatização, que comandou a venda de empresas estatais ao capital privado estrangeiro.

Ao todo, dez empresas brasileiras foram vendidas. Somadas as empresas privatizadas em parceria com governos estaduais pró-FHC, foram mais de 25 desestatizações.

A Companhia Vale do Rio Doce, por exemplo, foi vendida em 1997 por 3,3 bilhões de dólares, em um leilão marcado por obscuridades e questionamentos na Justiça. Os compradores ainda contaram com empréstimos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os movimentos sociais denunciam que a venda da mineradora foi feita por valor muito abaixo do que o mercado estima. Atualmente, calcula-se que o valor da empresa seja de quase 200 bilhões de dólares.

O governo FHC também sinalizou que pretendia privatizar a Petrobras. O então ministro das Comunicações e homem forte do governo, Sérgio Motta, afirmou que a gestão tucana planejava desmontar a petroleira “osso por osso”. O nome da empresa chegou a ser mudado para “Petrobrax”, para tornar a marca mais atrativa para uma possível venda. Após as críticas dos petroleiros e da sociedade, o governo voltou atrás.

Para o jurista e professor da Universidade de São Paulo, Fábio Konder Comparato, os tucanos deveriam responder judicialmente pelas privatizações que realizaram. “A grande responsabilidade do governo FHC não é ter levado a uma piora da situação econômica e social do país. Outros governos, no passado, também fizeram isso. O que é imperdoável é a entrega do país ao estrangeiro, de pés e mãos atados. Essa é ação infinitamente mais danosa do que todas as corrupções. A alienação, a submissão do país ao estrangeiro é crime de consequências incalculáveis. É indispensável que todos esses homens sejam processados perante tribunal popular e condenados à indignidade nacional”, disse o jurista em entrevista ao jornalista Nilton Viana, na época do governo FHC.”

FONTE: jornal “Brasil de Fato”. Transcrito no portal “Vermelho” (http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=185295&id_secao=1) [imagem do Google adicionada por este blog ‘democracia&política’].  

 

sábado, 9 de junho de 2012 - No Democracia e PolíticaOS PESOS E AS MEDIDAS DOS MENSALÕES 
[OBS deste blog ‘democracia&política’: não entendi por que o jornalista Ricardo Noblat, no seu blog no “O Globo”, publicou o artigo abaixo. Tanto “O Globo”, como Noblat são persistentes batalhadores pela volta da direita ao poder com os tucanos e demos, usando, para isso, total parcialidade e todos os artifícios, tergiversações e acrobacias de comunicação. Surpreendentemente, parece-me correto o texto lá publicado que aqui transcrevo, do cientista político Murillo de Aragão. Um detalhe é o autor chamar o mensalão em pauta de “do PT”, porém não trata os demais como “do PSDB” e “do DEM”. Refere-se a eles com camuflagens, tratando-os, de modo eufêmico e mais dispersivo, de “mensalão mineiro” e “mensalão candango”. Mas isso é um pormenor. Haverá alguma maligna entrelinha importante que não percebi?]

Por Murillo de Aragão, no blog do Noblat:

Cienttista político Murillo de Aragão“Nunca na história deste país, como diz Lula, o STF esteve tão exposto aos humores da mídia e às pressões ditas “populares” em torno de julgamentos.

O recente julgamento da Lei do Ficha Limpa é um exemplo, com ministros acuados pela repercussão de suas opiniões e um julgamento moroso que deixou diversos políticos em clima de incerteza e manteve resultados eleitorais pendentes de confirmação.

Agora, temos uma situação esdrúxula gerada pela proximidade do julgamento de um dos casos conhecidos como “mensalão”. Vários aspectos são merecedores de profunda reflexão. Uma das reflexões possíveis aponta para uma grave questão: crimes semelhantes sendo tratados de forma distinta.

A razão desse sério desvio reside na pressão da mídia. Infelizmente, em um país ainda em construção, onde a mídia de qualidade existe apenas para poucos, não é de estranhar que muitos, ao invés de noticiar, busquem “editorializar” o noticiário de modo a influir no curso dos acontecimentos.

Considerando que tal situação é do amplo conhecimento, juízes, em especial do STF, deveriam estar mais do que blindados para tentativas de manipulação e de influências indevidas no curso de processos. Sejam elas quais forem.

No caso dos mensalões, vemos uma distinção no tratamento de crimes assemelhados. Tal distinção revela quanto exposto está o STF às pressões midiáticas para agilizar ou retardar as investigações e, até mesmo, dar tratamento desigual a assuntos iguais.

Por exemplo, o conhecido mensalão mineiro, que envolve políticos do PSDB, caminha lentamente ao largo da lupa da mídia e razoavelmente incólume das pressões indignadas. Na semana passada, a audiência do caso quase passou despercebida da atenção geral.

Comparando-se os dois mensalões, percebem-se fortes incongruências no tratamento de denúncias e de acusações semelhantes.

O mensalão mineiro tramita morosamente desde 1998 e foi desmembrado. Políticos com mandato estão sendo julgados no STF; pessoas sem mandato estão sendo julgadas na primeira instância. Isso significa que, além da lentidão no andamento do processo, houve desmembramento que beneficia – justamente – quem não é autoridade, com o duplo grau de jurisdição. Nada disso ocorreu no mensalão do PT, cuja eclosão se deu em 2005, isto é, sete anos depois de iniciado o processo de Minas Gerais!

Porém, os achados da Polícia Federal no caso do mensalão mineiro são tão extravagantes quantos os encontrados no mensalão do PT, e que serão comprovados no mensalão candango.

Em tempo: antes que me acusem de querer minimizar as condutas identificadas nas investigações dos mensalões, devo dizer que tenho convicção de que, em ambos os casos, houve condutas ilegais passíveis de condenação política e judicial. Não tenho dúvidas quanto aos malfeitos; tenho dúvidas acerca das responsabilidades dos nomes aventados.

Preocupa-me, no entanto, que, no afã de se fazer justiça, se atropele o estado de direito, não se reconheçam direitos básicos de ampla defesa e deixe de existir um ambiente saudável para o julgamento de tão importantes questões. Não pode haver dois pesos e duas medidas.”

FONTE: escrito por Murillo de Aragão, cientista político. Publicado no blog do Noblat (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/06/07/os-pesos-as-medidas-dos-mensaloes-por-murillo-de-aragao-449317.asp) [Imagem do Google e observação inicial, entre colchetes, adicionadas por este blog ‘democracia&política’].  

 

Chávez a Zoellick: quem 'está com os dias contados é o capitalismo mundial'Conteúdo relacionado

  • Chávez em foto de dezembro de 2011 em Caracas

    Chávez em foto de dezembro de 2011 em Caracas

DESTAQUES EM MUNDO

<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?>O presidente venezuelano, Hugo Chávez, desqualificou neste sábado as declarações do presidente do Banco Mundial (Bird), Robert Zoellick, que previu que os dias do chefe de Estado "estão contados", afirmando que, ao contrário, quem tem os dias contados é o capitalismo mundial".

"A palavras loucas, ouvidos moucos, eu penso que quem tem os dias contados é o capitalismo mundial, do qual o Banco Mundial faz parte", disse Chávez a jornalistas, depois de consultada sua opinião sobre as recentes declarações de Zoellick.

Durante discurso feito na quinta-feira no centro de estudos Diálogo Interamericano, nos Estados Unidos, o presidente do Bird - que deixará o cargo no fim do mês - disse que os "dias de Chávez estão contados", advertindo que "se seus subsídios a Cuba e à Nicarágua forem cortados, estes regimes estarão em problemas".

"Boa parte da culpa pelo desastre que o mundo vive hoje, começando pelo mundo do norte, cabe precisamente ao Banco Mundial, essa sim é a verdade", disse Chávez, que também saudou de que seu país, "felizmente", não depende desta instituição internacional.

"Pobres daqueles países que dependem do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional", concluiu o presidente, assegurando que o "Banco Mundial é um sinal da crise do desastre de capitalismo".

Chávez, que se recupera de um tratamento de radioterapia contra a recorrência de um câncer cuja natureza e gravidade são desconhecidas, aspira a se reeleger para um terceiro mandato de seis anos nas presidenciais de 6 de outubro, às quais se candidatará formalmente na segunda-feira.

 

 

Alvaro Dias critica relator e diz que 'Cachoeira é a Delta'
09 de junho de 2012 16h15 atualizado às 20h34 - No TERRA

Angela Chagas -Direto de Porto Alegre

Durante reunião da Juventude do PSDB em Porto Alegre (RS), o líder do partido no Senado, Alvaro Dias, criticou o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista do Cachoeira, deputado Odair Cunha (PT), por defender que a investigação no Congresso Nacional tenha foco apenas no contraventor, e não nas denúncias sobre a construtora Delta. "O Cachoeira é a própria Delta, ele mesmo já havia afirmado isso".

Segundo Alvaro Dias, a empresa participava de licitações públicas com propostas de valores minimizadas, e depois conseguia aumentar os preços graças ao tráfico de influência feito por Cachoeira. "Ele passou a ser um sócio oculto ou lobista para que a Delta conseguisse aditivos generosos nos contratos, com ganhos exorbitantes pelo superfaturamento de obras e serviços urbanos", afirmou o senador paranaense.

Dias disse ainda que o relator comete um grave erro ao "minimizar" o papel da CPI. "A contravenção, o jogo do bicho, os caça-níqueis foram extremamente apurados pela Polícia Federal, que apresenta um resultado competente de investigação. À CPI, cabe analisar o desvio de recursos públicos, especialmente por meio da Delta, de suas conexões, seus tentáculos. A comissão não teria razão de existir se não fosse essa apuração".

Sobre o envolvimento do governador de Goiás, Marconi Perillo, com o grupo de Cachoeira, Alvaro Dias disse que ele deve explicações não só ao PSDB, mas para toda a população. "Perillo precisa se explicar para a população. Há denúncias, exageradas ou não, mas elas existem e ele precisa se explicar. O nosso partido não é avalista da impunidade, por isso defendemos que ele vá até a CPI, onde terá oportunidade de responder a todos os questionamentos", disse ao criticar a "blindagem" feita por alguns partidos ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.

"O que não podemos é deixar que essa CPI se transforme na CPI de Goiás. Essa é uma investigação que tem outros capítulos e é hora de investigar assuntos de maior gravidade, o que inclui os contratos da Delta no Rio de Janeiro", completou o senador do PSDB.

Carlinhos Cachoeira
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.

Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.

Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.

Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir outros políticos, agentes públicos e empresas.

 

 

 

"Alvaro Dias critica relator e diz que 'Cachoeira é a Delta'":

Nao, Alvaro, Cachoeira eh a Veja.  Visivelmente.  A revista desabou depois da prisao dele.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

 Geral09/06/12 | 18:22- No SUL21 Rio+20 terá participação de 1,2 mil voluntários

Da Redação

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) terá participação de 1,2 mil jovens brasileiros, entre universitários, moradores de comunidades vulneráveis e pessoas com deficiência.

De acordo com o secretário nacional de organização da conferência, ministro Laudemar Aguiar, os voluntários participaram de um treinamento, incluindo oficinas de sustentabilidade, direitos humanos, cidadania e voluntariado. Ao todo, 15 mil jovens participaram da seleção, sendo aproximadamente 10 mil universitários.

O diplomata explicou que a idéia do governo é criar um cadastro para que os voluntários possam participar de eventos futuros.

“Desde 1992, nas conferências que são realizadas no Brasil, temos tido a participação de voluntários. Mas quando terminavam os eventos, poucos deles eram aproveitados. A nossa ideia é que desta vez, com esse treinamento, os que trabalharem bem na Rio+20 possam ser reutilizados. Vamos fazer um cadastro positivo para que participem, com a experiência que têm, de próximos eventos, como a Copa do Mundo [em 2014] e as Olimpíadas [em 2016]”.

Ele informou que, durante a Rio+20, os voluntários vão trabalhar em diversas atividades de apoio, tanto no Riocentro, onde ocorrerá a cúpula dos chefes de Estado e de governo, como em outros locais que receberão eventos da conferência. Entre os critérios observados na escolha dos jovens estavam a experiência em ações de voluntariado e o domínio de idiomas.

O embaixador lamentou, no entanto, a baixa participação de pessoas com deficiência entre os voluntários. Segundo ele, apenas 71 jovens nessa condição se inscreveram na seleção, o que representa menos de 1% do total; e entre os 1.191 selecionados, 50 têm algum tipo de deficiência, correspondendo a 4% do total.

“O número é muito baixo já que no Brasil 23,9% da população têm alguma deficiência. Muitas dessas pessoas nem se inscrevem em processos seletivos em razão dos mais variados obstáculos de acessibilidade que costumam enfrentam. Por isso, temos um desafio de inclusão social e acessibilidade não só na Rio+20, mas em todo o Brasil”.

Também presente à solenidade, o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) no Brasil, Jorge Chedieck, enfatizou que a mobilização da sociedade civil por meio do voluntariado é fundamental para a implementação do desenvolvimento sustentável.

“A forma de se envolver traduzida pelo voluntariado é peça central para o fortalecimento de uma cultura de desenvolvimento sustentável, de como construir um mundo melhor. E esse programa deixa para o Brasil um legado. O treinamento que essas pessoas receberam vai gerar mais trabalhos comunitários e serão criados precedentes de atuação para os eventos dos próximos anos”.

A estudante carioca Fernanda Tubenchlak, que tem 21 anos, contou que decidiu se inscrever no programa para aprender mais sobre sustentabilidade. “É um tema importante, eu faço biologia e isso está bem dentro do que eu estudo. Durante a conferência, vou fazer entrevistas com o público sobre o assunto e acho que vou aprender muito”.

Já a brasiliense Fernanda Silva, de 21 anos, que estuda relações internacionais, quer aproveitar a oportunidade para acompanhar discussões importantes envolvendo os principais líderes mundiais.

“Já trabalhei como voluntária em outros eventos, mas acho que este vai ser muito importante, porque vários líderes mundiais estão vindo para cá e é bacana entrar em contato com tudo isso. Na universidade, a gente só estuda e agora pode ver na prática muitas dessas coisas e conhecer melhor as expectativas do mundo para o meio ambiente”.

Com informações da Agência Brasil

 

 

sábado, 9 de junho de 2012Síria: Rússia denuncia intervenção estrangeira e a hipocrisia ocidental 
 Sergey LavrovSergey Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Rússia: “Annan está paralisado por ação dos que querem a intervenção militar”

9/6/2012, Rick Rozoff, #NoNATO #ForaOTANSyria: Russia Denounces Foreign Intervention, Western HypocrisyTraduzida pelo pessoal da Vila Vudu 
Rick RozoffLavrov manifestou preocupação sobre “a reação de alguns atores de fora” os quais, disse ele, “apoiam grupos armados da oposição e, ao mesmo tempo exigem que a comunidade internacional dê passos decisivos para mudar o regime na Síria”.  O ministro disse que:  “... para justificar uma intervenção militar, continuam a falar dos refugiados que saem da Síria. Mas ninguém sabe dos que estão sitiados dentro da Síria. É o que já se viu na antiga Yugoslávia. Alguém pensou nos refugiados sitiados na Sérvia e na Eslovênia (Croácia)?” – perguntou Lavrov.  Lavrov continuou:  “Segundo estimativas recentes, há cerca de um milhão de refugiados do Iraque e meio milhão de refugiados palestinos, hoje, na Síria. E não vejo ninguém preocupado com eles ou falando deles”.  Para o ministro russo:  “... atores externos provocam a oposição síria para que continuem a ação militar. Assim, vão construindo ali cenário semelhante ao que construíram na Líbia.” “O principal motivo pelo qual o plano de paz de Annan está paralisado é a ação dos que apoiam a intervenção militar externa na Síria, que impede a implementação do plano” – continuou Lavrov.  Lavrov disse que alguns atores “não gostam” da estabilidade que o plano pode gerar imediatamente. Querem manter a comunidade internacional indignada, e iniciar ofensiva total para intervirem na Síria.”  Lavrov manifestou preocupação sobre “a reação de alguns atores de fora” os quais, disse ele:  “... apoiam grupos armados da oposição e, ao mesmo tempo querem que a comunidade internacional aja de forma decisiva para “mudar o regime” na Síria.”  Repetiu, mais uma vez, que:  “... a Rússia jamais concordará com o uso da força, no Conselho de Segurança da ONU”. Disse que esse tipo de intervenção levaria a “consequências severas para todo o Oriente Médio”.  Lavrov disse que o governo sírio é responsável pela segurança dos cidadãos e pelo respeito aos direitos humanos, além de ser responsável por tudo que está acontecendo no país.  Tragédias como a de Houla e outros inúmeros atos de violência são resultado do confronto, hoje ativamente estimulado por atores externos. Também manifestou preocupação sobre a segurança de professores e especialistas russos que, sábado, foram atacados em Damasco.  Sobre a cobertura jornalística, o ministro das Relações Exteriores da Rússia disse que:  “... bloquear canais oficiais e privados na Síria e impedi-los de transmitir não é ação que deponha a favor da liberdade de expressão.”  Lembrou os ataques aéreos contra as instalações de transmissão de televisão em Belgrado, na Sérvia, e em Trípoli, na Líbia. “É indispensável que os atores responsáveis por esses ataques respeitem os direitos da comunidade internacional, de receber informação limpa – seja qual for a informação.”  Reunião em Moscou, para ajudar a implementar o plano de Annan  Kofi AnnanMoscou propôs uma conferência internacional sobre a crise síria, da qual participem todos os principais atores internacionais.  A Rússia manifestou esperança de que todos os atores internacionais consigam influenciar o desenrolar dos eventos na Síria, na saída de uma sessão da ONU na qual o secretário-geral dissera que o presidente sírio perdera a legitimidade.  “A conferência deve ser feita sob a autoridade da ONU” – disse Lavrov, e acrescentou que a discussão global não deve ser evento único. “A Rússia está gravemente preocupada com a presença crescente, na Síria, de terroristas internacionais e de extremistas”.  Com alguns países ocidentais já falando de impedir o Irã de participar da conferência sobre a Síria, Lavrov disse que banir Teerã “seria atitude, no mínimo, irrefletida”.  Para o ministro russo, são partes ativas e “integrais” do processo o Qatar, a Arábia Saudita, o Líbano, a Jordânia, o Iraque, a Turquia, o Irã, a Liga Árabe, a União Europeia e a Organização de Cooperação Islâmica, dentre outras.  Também ontem Lavrov repetiu a jornalistas que “não haverá autorização do Conselho de Segurança da ONU para intervenção militar na Síria.”  Nesse momento, o ministro de Relações Exteriores da Rússia está falando à imprensa sobre a Síria. A qualquer momento, detalhes atualizados. Postado porCastor Filho 

 

 Política08/06/12 | 15:58- No SL21 “Caso Araguaia pode ter audiência ainda este ano”, diz brasileiro eleito para CIDH

Roberto Caldas é eleito jurista da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA | Foto: Divulgação

Rachel Duarte
Atualizado às 17h11

Uma audiência sobre a sentença dada ao Brasil pela Organização dos Estados Americanos (OEA) no caso da Guerrilha do Araguaia pode ser realizada ainda este ano. Com a criação da Comissão da Verdade e da Lei de Acesso à Informação, o país começa a liquidar sua dívida de justiça e memória perante a Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ao menos esta é a avaliação feita pelo advogado brasileiro eleito juiz da CIDH nesta semana, Roberto Caldas.

Leia mais:
– Grupo de Trabalho do Araguaia retoma buscas por restos mortais de desaparecidos

A eleição foi no último dia 5, em Cochabamba, na Bolívia. Caldas é o segundo jurista nascido no Brasil a ocupar o cargo no organismo, que já foi também presidido por um brasileiro — o advogado Antonio Augusto Cançado Trindade, que hoje é juiz na Corte Internacional de Justiça. O mandato na CIDH é de seis anos, passíveis de renovação por mais seis. Roberto Caldas foi eleito com 19 votos, vencendo a preferência dos 24 países que integram a OEA. “Foi bastante disputado. Duas juízas que concorriam para renovação de mandatos não foram eleitas, assim como México e Colombia, que ficaram com 18 e 15 votos, respecativamente”, diz Caldas.

Segundo o advogado brasileiro, só tem direito a voto os países que ratificaram a Convenção Internacional de Direitos Humanos, o que exclui Estados Unidos e Canadá, que não o fizeram até hoje. “Cada país votava em até três candidatos. O Brasil obteve maior votação”, comemora. Caldas acredita que sua eleição na Corte será importante para a imagem do Brasil em âmbito internacional. “Os Direitos Humanos estão na pauta dos debates e políticas públicas mundiais. É bom para o Brasil se reinserir na CIDH neste momento. Todas as decisões da Corte, mesmo que as que não envolvem diretamente o estado brasileiro tem caráter vinculante”, disse. Os 24 países que ratificaram a Convenção de Direitos Humanos são obrigados a seguir as determinações da CIDH.

Caldas é bacharel em direito pela Universidade de Brasília. Atua como advogado nas áreas de direitos humanos, constitucional, trabalhista, administrativo, ambiental, do consumidor, eleitoral e internacional. Ele também é membro da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).

“Eleição consolida respeito brasileiro aos Direitos Humanos”, diz Maria do Rosário


Maria do Rosário diz que eleição de Roberto Caldas "tem lugar em importante momento da história de nosso país" | Foto: Ramiro Furquim/Sul21

Em nota, a ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, disse que recebeu com grande satisfação a notícia da eleição de Caldas. Segundo ela, a confirmação do candidato brasileiro como jurista da CIDH ocorreu durante um importante momento da história do Brasil, no qual se busca a consolidação da democracia e do respeito aos direitos humanos.

“A atuação do dr. Roberto Caldas no campo dos direitos sociais, bem como sua vasta experiência em assuntos relacionados aos direitos civis e políticos, reforçará a perspectiva universal e indivisível que deve balizar os trabalhos da Corte Interamericana na interpretação e aplicação do direito internacional dos direitos humanos”, diz o texto assinado pela ministra.

Antes da eleição, Roberto Caldas já integrava a CIDH, como juiz indicado pelo governo brasileiro para julgar o caso Araguaia. Segundo ele, “o Brasil está dando passos importantes” para o cumprimento da sentença. Segundo ele, este ano deve acontecer uma audiência que irá colocar diante da Corte os familiares das vítimas para avaliação do compromisso do governo brasileiro na reparação. “A Corte acompanha e cobra o país. Enquanto ele não cumpre tudo o caso não é arquivado”, salienta.

 

 

 PolíticaMarcos Coimbra: Os três equívocos da “grande imprensa”

publicado em 9 de junho de 2012 às 11:22 - No VI O MUNDO

por Marcos Coimbra, em CartaCapital, sugestão de Julio Cesar Macedo Amorim

A cobertura de nossa “grande imprensa” da atualidade política gira em torno de três equívocos. Por isso, mais confunde que esclarece.

Os três decorrem da implicância com que olha o governo Dilma Rousseff, o PT e seus dirigentes. A mesma que tinha em relação a Lula quando era presidente.

Há, nessa mídia, quem ache bonito – e até heróico – ser contra o governo. E quem o hostilize apenas por simpatizar com outros partidos. Imagina-se uma espécie de cruzada para combater o “lulopetismo”, o inimigo que inventaram. Alguns até sinceramente acreditam que têm a missão de erradicá-lo.

Não é estranho que exista em jornais, revistas, emissoras de televisão e rádio, e nos portais de internet, quem pense assim, pois o mundo está cheio deles. E seria improvável que os empresários que os controlam fossem procurar funcionários entre quem discorda de suas ideias.

Até aí, nada demais. Jornalismo ideológico continua a ser jornalismo. Desde que bem-feito e enquanto preserve a capacidade de compreender o que acontece e informar o público. O problema da “grande imprensa” é que suas antipatias costumam levá-la a equívocos. Como os três de agora. Vejamos:

O Desespero de Lula

Pode haver suposição mais sem sentido do que a de que Lula esteja “desesperado” com o julgamento do mensalão?

Ele venceu as três últimas eleições presidenciais, tendo tido na última uma vitória extraordinária. Só ele se proporia um desafio do tamanho de eleger Dilma Rousseff.

Hoje, em qualquer pesquisa sobre a eleição de 2014, atinge mais de 70% das intenções de voto, independentemente dos adversários.

Seu governo é considerado o melhor que o Brasil já teve por quase três quartos do eleitorado, em todos os quesitos: economia, atuação social, política externa, ecologia etc. (sem excluir o combate à corrupção).

O mensalão já aconteceu e foi antes que galvanizasse a imagem que possui. Lula tem, portanto, esse conceito depois de passar pelo escândalo. O ex-presidente não tem nenhuma razão para se importar pessoalmente com o julgamento do mensalão. Muito menos para estar “desesperado”.

O que ele parece estar é preocupado com alguns companheiros, pois sabe que existe o risco de que sejam punidos, especialmente se o Supremo Tribunal Federal for pressionado a condená-los. Solidarizar-se com eles – e fazer o possível para evitar injustiças – não revela qualquer “desespero”.

A Batalha Paulista

Não haverá um “enfrentamento decisivo” na eleição para prefeito de São Paulo. Nada vai mudar, a não ser se a gestão local, se José Serra, ou Fernando Haddad, ou Gabriel Chalita sair vitorioso.

Como a “grande imprensa” está convencida de que José Serra vai ganhar – o que pode ser tudo, menos certo -, a eleição está sendo transformada em um “teste” para Lula, o PT e o governo Dilma. Ou seja, quem “nacionaliza”a disputa é a mídia. Apenas porque acha que Haddad vai perder. Se Serra vencer, o PSDB não aumenta as chances de derrotar Dilma (ou Lula) em 2014. Caso contrário, terá sua merecida aposentadoria. O melhor que os tucanos podem tirar da eleição paulista é a confirmação da candidatura de Aécio Neves.

Quanto ao PT e ao PMDB, vencendo ou perdendo, saem renovados. No médio e no longo prazo, ganham. Por enquanto, a mídia está feliz. Cada pesquisa em que Haddad se sai mal é motivo de júbilo, às vezes escancarado. Quando subir, veremos o que vai dizer.

É a Economia, Estúpido

Sempre que pode, essa mídia repete reverentemente a trivialidade que consagrou James Carville, o marqueteiro que cuidou da campanha à reeleição de Bill Clinton.

Lá, naquele momento, foi uma frase boa.

Aqui, não passa de um mantra usado para desmerecer o apoio popular que Lula teve e Dilma tem. Com ela, pretende-se dizer que “a economia é tudo”. Que, em outras palavras, a população, especialmente os pobres, pensa com o bolso. Que gosta de Lula e Dilma por estar de barriga cheia.

Com base nesse equívoco, torce para que a “crise internacional”ponha tudo a perder. Mas se engana. É só porque não compreende o País que acha que a economia é a origem, única ou mais importante, da popularidade dos governos petistas.

Nos últimos meses, a avaliação de Dilma tem subido, apesar de aumentarem as preocupações com a inflação, o emprego e o consumo. E nada indica que cairá se atravessarmos dificuldade no futuro próximo.

Lula não está desesperado com o julgamento do mensalão. Se Serra for prefeito de São Paulo, nada vai mudar na eleição de 2014. As pessoas gostam de Dilma por muitas e variadas razões, o que permite imaginar que continuarão a admirá-la mesmo se tiverem de adiar a compra de uma televisão.

Pode ser chato para quem não simpatiza com o PT, mas é assim que as coisas são.

 

 

 

 Opinião Pública09/06/12 | 05:37- No SUL21 Rio+20 = superpotências, fracasso e medo do futuro

Por Cristiano Lange dos Santos e Marcelo Sgarbossa

Decorridos quarenta anos da I Conferência Mundial de Meio Ambiente, de Estocolmo, em 1972, vinte anos da II Conferência Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio 92), e dez anos da III Conferência Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 10) realizada em Johanesburgo, em 2002, voltamos novamente a discutir a temática ambiental e o futuro do planeta.

Dessa vez, a conferência mundial das Nações Unidas é a Rio + 20 sobre desenvolvimento sustentável.

O cenário tem apontado para um verdadeiro fracasso em termos de acordos internacionais sobre as temáticas ambientais. Essa tem sido uma inequívoca conclusão entre os pesquisadores e estudiosos da área ambiental internacional.

Para termos uma ideia, os acordos ajustados nas conferências anteriores, foram resultado de longas negociações e ajustes entre os países signatários. Ainda assim, apesar de todos os esforços para a se chegar a um consenso entre os países na assinatura e formalização dos documentos oficiais, na prática não se obteve efetivos avanços em termos de aplicação das metas, indicadores e compromissos oficiais.

Vale lembrar ainda que as conferencias ambientais sempre foram marcadas pela polarização entre os países do Norte e Sul, ou seja, países desenvolvidos e países em desenvolvimento. Os países do Norte querendo impedir o “crescimento econômico” dos países do Sul enquanto os países do Sul querendo acesso e qualidade de vida dos países do Norte. Com base nesse embate que se criou o tão divulgado e banalizado conceito de desenvolvimento sustentável, que as duas pretensões, a de preservar e a de se desenvolver em equilíbrio respeitado a regeneração dos recursos naturais.

Na Rio +20, não é diferente, apesar do Presidente Barack Obama se intitular um ambientalista, os Estados Unidos, reproduzindo sua já tradicional política hegemônica, também pretende esvaziar sua participação, semelhante ao ocorrido na Rio 92, quando se recusou a assinar os tratados e protocolos.

A China, considerada a maior potência em expansão também não pretende se comprometer com a redução dos impactos ambientais alegando prejuízos para sua economia. Logo ela, a maior consumidora de alimentos no mundo e uma das economias mais impactantes do planeta.

Por sua vez, a União Européia, mergulhada em crise, por mais que tenha consciência e compromisso com as mudanças necessárias para a mitigação dos problemas ambientais, também não pretende ceder a negociações internacionais.

Já o Brasil – país anfitrião e detentor das maiores riquezas ambientais – tem como proposta a criação de uma organização autônoma nas Nações Unidas, com a finalidade de monitorar a aplicação dos documentos oficiais por parte dos países signatários. Seria o Conselho de Desenvolvimento Sustentável.

Trata-se de algo muito improvável, ainda mais no âmbito internacional, num contexto de enfrentamento de graves crises econômicas.

Vale ressaltar que a mobilização dos movimentos sociais, na organização do fórum paralelo chamado de “Cúpula dos povos por justiça ambiental e social. Contra a mercantilização da vida e em defesa dos Bens Comuns” realizado simultaneamente à conferencia oficial, mas que pode constranger alguns Chefes de Estados a se justificar no porque os documentos assumidos na Rio 92 foram esquecidos durante as últimas décadas.

É o espaço ambiental legítimo para debater as razões pelas quais a Agenda 21 também não foi implementada. Esse documento – resultado direto da Rio 92 – prevê, dentre outras inovações, um sistema de governança, em que a sociedade civil seja um ator importante nas escolhas e definições das ações públicas. É impossível pensar em ecologia e desenvolvimento sem democracia.

Foi-se o tempo em que a ecologia era cuidar e se preocupar somente com as árvores, os passarinhos e os animais em extinção. Meio Ambiente é tudo e todos.

A urgência ambiental tão pronunciada pelos ambientalistas nas conferências iniciais, dentre os quais vale destacar o gaúcho José Lutzemberg, transmutou-se no esquecimento e na necessidade de aquecer as supereconomias em crise com o fim de garantir mercados consumidores para países emergentes.

Mais do que nunca os recursos naturais precisam ser preservados para as futuras gerações.

Por essas e outras que a Conferência no Rio não tem empolgado.

Enquanto isso, a pobreza, a exclusão social, a falta de democracia, e a degradação ambiental ganham espaço, protelando as definições dos Chefes de EStados. Parece que a salvação do planeta ficou para a Rio + 40.

Pois bem, o sentimento que prevalece é o medo do futuro que nos aguarda!!!

Cristiano Lange dos Santos é advogado. Especialista e Mestre em Direito, foi Professor de Direito Constitucional e Direito Internacional na Faculdade de Direito da Anhanguera de Passo Fundo. Atua como Procurador Jurídico do Laboratório de Políticas Públicas e Sociais – LAPPUS.

Marcelo Sgarbossa é advogado. Mestre em Análise de Políticas Públicas pela Universidade de Turim (Itália) e Doutorando em Direito pela UFRGS, professor da ESADE e Diretor-Geral do Laboratório de Políticas Públicas e Sociais – LAPPUS.

 

 

domingo, 10 de junho de 2012“Nenhuma revolução nasce do governo” (1/2) 
   Alí Rodriguez Araque Mario Antonio Santucho, Revista Crisis, n.5, jun-jul. 2011Ninguna revolución se hace desde el gobiernoTraduzido pelo pessoal da Vila Vudu 
Entrevista com: Alí Rodríguez Araque, Ministro de Energia Elétrica da Venezuela (1/2)
Mário Antonio SantuchoViajamos a Caracas para entrevistar Alí Rodríguez, um dos poucos ministros do governo Chávez que tem autonomia e voo próprio, ex-guerrilheiro e profundo conhecedor da questão do petróleo. Ouvimos também Erika Farías, uma das artesãs do Poder Popular. E outras vozes, que criticam com irreverência a burocracia socialista. Voltamos com a sensação de que na Venezuela estão em andamento mudanças que, na Argentina, sequer começamos a discutir.  Alí Rodríguez Araque, hoje Ministro de Energia Elétrica da República Bolivariana da Venezuela era conhecido como “Comandante Fausto”. Foi o principal especialista em explosivos da guerrilha do Partido Revolucionário da Venezuela, lá por 1966.  Depois da derrota, dedicou-se a estudar o problema do petróleo, enquanto exercia mandato de deputado da oposição. Adiante, apoiou a revolução chefiada por Hugo Chávez de 1992 e participou na campanha eleitoral de 1998. Quando Hugo Chávez chegou ao governo, Alí Rodríguez assumiu o Ministério de Energia; depois, foi secretário-geral da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP), organismo chave no sistema político global.  Teve de deixar a OPEP para dirigir a Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), durante os dias da guerra selvagem dos trabalhadores do petróleo em dezembro de 2002, conflito digno de filme de ação, que por um triz não mata a galinha de ovos de ouro.  Superada a crise, foi nomeado Chanceler. Agora é outra vez ministro de Energia de um país no qual há abundância de gasolina, mas os apagões de eletricidade são quase diários.  Como se tudo isso fosse pouco, assumirá em breve o posto de secretário-geral da UNASUR [1], cargo vago desde a morte de Néstor Kirchner.  A sustentação do modelo chavista supõe uma aliança entre o mais baixo e o mais alto do emirado caribenho.  O Poder Popular envolve boa parte do ativismo social disseminado por todo o território venezuelano. Enquanto isso, nas altas cúpulas dos edifícios institucionais, um punhado de quadros militantes procuram a chave para fazer funcionar o mecanismo infernal do Estado mais cheio de manhas e entraves de toda a América Latina.  Entre um nível e o outro, não há mediações orgânicas ou políticas que funcionem de modo estável e eficaz. A articulação assume a forma fluida e viscosa do dinheiro que emana do petróleo e derivados.  Ninguém melhor que Alí Rodríguez para explicar-nos como funciona essa caixa negra que bombeia recursos, mas também ideologia; o verdadeiro resseguro do processo revolucionário, mas, ao mesmo tempo, a pior de suas fraquezas. Alí Rodríguez:“Quero deter-me num problema chave: a questão da renda. Não no sentido convencional em que se usa a palavra, como um ganho, ou como lucro, mas como exercício monopolístico, feito pelo proprietário dos recursos naturais de que se trate. Hoje parece fenômeno novo, que recoloca a natureza da renda, já não em escala nacional, mas em escala planetária. Do meu ponto de vista, a chave está em que a Venezuela não depende do mercado interno para auferir essa renda. A renda do petróleo é renda pela qual o povo venezuelano não paga. Aqui, a gasolina é presente do Estado (não sei se você já encheu o tanque). Chega-se a ponto de, se o sujeito enche o tanque de uma van 4 X 4, gasta mais na gorjeta que deixa no posto, que na gasolina que leva no tanque.”  Crisis:Se entendi bem, o preço da gasolina nos postos é metade do que custa produzir a gasolina... Alí Rodríguez: O que interessa é que a renda nós a recolhemos de fora, porque o presente interno é um custo que os produtores acrescentam no preço mundial. Por outro lado, já nem é mais a OPEP quem fixa os preços, porque opera aí um fenômeno típico do capitalismo atual: quando o capital financeiro, como ocorre nos grandes países industrializados, já não tem muito espaço no âmbito produtivo, procura, para reproduzir-se, o âmbito especulativo, nas bolsas de valores. No caso do petróleo, formou-se uma bolsa de valores à qual os especuladores vão e compram contratos futuros de petróleo. Quando há muita compra de contratos, porque se sente que possa haver um aumento de preço, ou se antecipa algum problema de abastecimento, ou as reservas caem, o preço do petróleo sobe artificialmente. E esses aumentos de preços não pesam no nosso mercado externo. Por isso digo que o conflito não acontece aqui. É um conflito internacional que a OPEP enfrenta, por um lado, e, por outro, é problema para a Agência Internacional de Energia (IEA), onde se reúnem os grandes consumidores.  Para os consumidores, o ideal é que a renda seja zero, como acontecia na Venezuela, no modelo e na prática neoliberal. Porque o capitalista vê como erro que alguém, pelo fato de ser proprietário de um recurso natural, imponha aos compradores uma contribuição que afeta os seus lucros que deveriam provir, teoricamente, só da produtividade.  Mas os países produtores de petróleo já aprendemos um pouquinho, pois sabemos quanto o capitalista investidor aceita pagar como nosso lucro justo (se é que existe) e quanto aceitam que seja a participação dos proprietários do recurso natural.  Crisis: E como reagiram as potências consumidoras? Alí Rodríguez: Se você lê as memórias de Henry Kissinger, você encontra lá uma intenção muito clara na sua convocação para a reunião dos países industrializados, da qual nasceu a IEA, em 1974. Vínhamos do embargo imposto pelos árabes petroleiros, que fez disparar exponencialmente o preço do petróleo. A intenção era rachar a OPEP e traçar uma estratégia para explorar províncias petrolíferas no Mar do Norte, onde, por causa dos custos altíssimos, não valia a pena extrair. Mas quando o preço subiu, de 2 dólares para 40 dólares, então, sim, o Mar do Norte tornou-se rentável.  Pode-se dizer que os países produtores pagaram, então, pela arrogância do pecado adolescente de supor que os valores chegariam ao céu e lá permaneceriam para sempre. Não funciona assim.  Foi quando voltou o carvão, que havia sido deslocado pelo petróleo, incorporou-se à energia nuclear e a OPEP diminuiu no mercado. Dos dois terços que ocupava antes, passou a ser apenas um terço.  Depois, por o petróleo ser a maior reserva de energia do mundo, voltou a recuperar espaço. Hoje, tem 40% do mercado. E, dentre os países produtores reunidos na OPEP, os que têm as maiores reservas são a Venezuela e a Arábia Saudita. O Iraque também. Isso é fonte de tensão tremenda em todo o planeta.  Crisis: O que, concretamente, é discutido nessas instituições? Alí Rodríguez: O conflito parece girar em torno de um mero matiz lexical, que consiste em não falar mais de “recursos naturais” e só falar de “recursos energéticos”; depois, já não se pode nem dizer “recursos energéticos”: só se fala diretamente de commodities, para criar a fantasia de que o petróleo seria mercadoria como qualquer outra. Mas o debate vai além disso, porque não se refere só ao petróleo, mas também aos direitos que os Estados têm sobre seus recursos naturais.  A Amazônia é um exemplo. Os grandes países insistem em que a Amazônia pertenceria à humanidade e exigem ter livre acesso. E eu pergunto: por que eles não dão livre acesso a toda a humanidade, ao conhecimento? Por que não eliminam todos os sistemas de patentes, por exemplo, para que os grandes produtos do conhecimento humano sejam bem comum de toda a humanidade? Esses são os grandes debates que estão postos no mundo hoje. E temos de voltar a estudar os clássicos. O problema da renda foi muito bem teorizado pelos clássicos: Ricardo, Adam Smith e Carlos Marx.  Crisis: Mas os clássicos, especialmente o marxismo, pensavam que eliminar os interesses rentistas era progressista. Alí Rodríguez: No tempo de Marx, o conflito acontecia porque os donos da terra cobravam a renda dos camponeses e dos burgueses; consequentemente, quem pagava por essa renda eram os operários. Por isso, se forma uma aliança entre camponeses, burgueses e operários contra o rentista, que era a base de sustentação da estrutura feudal.  Nosso caso é muito diferente, porque não extraímos renda alguma no plano interno. Só extraímos renda dos grandes consumidores, quer dizer, dos países imperiais. O que era válido no tempo de Marx, já não se aplica hoje. Estamos ante um problema de soberania de países em processo de desenvolvimento. Se se tira o petróleo da Venezuela, todos sabemos o que acontecerá.  Por isso, o desafio é desenvolver outros fatores de produção e, principalmente, aumentar a produtividade do trabalho. Isso implica melhorar as condições de vida da população, a saúde, a alimentação, para que as pessoas possam aprender e assimilar e, consequentemente, aumentar seu poder criativo.  Crisis: E quais são os obstáculos que impedem os avanços nessa direção?  Alí Rodríguez: O problema da Venezuela se resume em três grandes paradoxos: os ingressos superam amplamente a produtividade; por isso, temos uma capacidade de compra que supera amplamente a capacidade produtiva do país (e essa é a raiz estrutural da inflação na Venezuela).  Enquanto não corrigirmos isso, continuaremos a ter inflação, sem conseguir levá-la ao ponto ao qual queremos que vá.  E em terceiro lugar, temos ingressos que superam amplamente a capacidade gerencial do país. – Digo-lhe, desde já, que não supera apenas a capacidade gerencial do setor público, o eterno culpado de tudo. Aqui, o setor privado tampouco tem capacidade gerencial para administrar os ingressos.  Crisis: Uma dificuldade para fazer o management da abundância...  Alí Rodríguez: O problema é, sempre e definitivamente, o destino da renda, muito mais que a origem da renda. A renda nada é senão uma parte da mais-valia global, gerada pelo processo produtivo em escala mundial. Até há pouco tempo, os grandes capitalistas apropriavam-se do grosso dessa renda. Mas não só eles. Sobrou alguma coisa para que o Estado venezuelano passasse a investir diretamente e surgiu o capitalismo de Estado mais forte da América Latina. E ainda restava algo, a menor parte, para manter tranquilos os trabalhadores.  Na Venezuela, os aumentos salariais não foram, historicamente, motivados pelo conflito capital/trabalho. Sempre foram resultado de decretos do Executivo ou leis do Congresso.  Isso influenciou o desenvolvimento da consciência de classe dos trabalhadores, gerou uma burocracia sindical muito forte, casta sindical tremenda, que tende a reproduzir-se na defesa de seus próprios interesses.  Crisis: É verdade que a chegada de Chávez ao governo da Venezuela influiu para que a OPEP voltasse a ser organismo político capaz de impor os preços no comércio petroleiro global? Alí Rodríguez: Consequência das políticas neoliberais aplicadas na Venezuela, aplicou-se aqui uma política orientada a privatizar a indústria petroleira e a aumentar indiscriminadamente a produção.  Isso nos punha em constante violação das quotas estabelecidas na OPEP. O sistema de quotas foi criado precisamente para evitar uma concorrência daninha entre os membros.  À medida que a Venezuela começou a violar as quotas, a Arábia Saudita também passou a produzir mais, o que gerou uma guerra de preços.  Coube a mim participar das negociações na nova OPEP e foi uma queda de braço muito violenta, mas chegamos a um acordo de cavalheiros (digamos assim) na reunião em Haia, em 1999, cumprimos o acordo e a OPEP recuperou a solidez interna. Depois, houve a segunda reunião de Cúpula na Venezuela, e não há dúvidas de que as políticas do presidente Chávez contribuíram para o fortalecimento da OPEP e ajudaram a conjurar o perigo de uma ruptura, que teria sido um banquete para os grandes consumidores.  Crisis: E que papel desempenha o Brasil, nesse esquema?  [continua] Nota dos tradutores[1] Ver 4/6/2012, Banca & Negócios em: Rodríguez Araque: Unasur combatirá la pobreza  Postado porCastor Filho 

 

“Veja é um partido político de extrema direita”“Veja é um partido político de extrema direita”Foto: DIVULGAÇÃO

Indignado com reportagem deste fim de semana da revista Veja, em que é acusado, como “homem de José Dirceu”, de desviar recursos do pré-sal, Marcelo Sereno, ex-assessor da Casa Civil, desabafou: “Vai ser uma denúncia nova a cada fim de semana até o julgamento do mensalão”

09 de Junho de 2012 às 21:34


Colunista

Pra não deixar de falar em Obama
Hélio Doyle



247 – Veja é um partido político. Um partido político de extrema direita, que omite dos leitores sua agenda política. A tese é de Marcelo Sereno, ex-assessor da Casa Civil, que, neste fim de semana, foi personagem de destaque de uma reportagem da revista. Intitulada “Onde foi parar o dinheiro?”, ela aponta o suposto sumiço de recursos do pré-sal que teriam sido repassados à prefeitura de Maricá, no Rio de Janeiro.

Ex-secretário de Desenvolvimento Econômico da cidade, Sereno hoje é candidato a vereador, no Rio de Janeiro. E procurou o 247, ao ler nossa manchete anterior sobre a “guerra fria” entre a Editora Abril e o PT (confira aqui). “Eles vão inventar uma denúncia a cada semana até o dia do julgamento do mensalão”, diz ele.

Na deste fim de semana, Veja aponta que o dinheiro do pré-sal “evaporou” na gestão do PT. “No rol de abusos, o beabá da corrupção: improbidade administrativa, danos ao Erário, prevaricação, peculato, abuso de poder econômico, superfaturamento, contratação de empresas-fantasma – maracutaias que podem ter feito evaporar do caixa oficial cerca de 150 milhões de reais”, diz o texto de Leslie Leitão, que atribui as falcatruas à turma de José Dirceu encastelada na prefeitura.

Segundo Veja, a receita com royalties teria sido de R$ 35 milhões nos primeiros três meses deste ano e poderia chegar a até R$ 1 bilhão em um ano. Sereno argumenta que o valor mensal não passou de R$ 6 milhões e que, no melhor cenário, a receita da cidade com royalties do petróleo será de R$ 200 milhões/ano.

Mas sua divergência vai além dos números. “As perguntas foram mandadas para a prefeitura às 16h da sexta-feira”, disse ele ao 247. “Era evidente que não queriam resposta alguma; não procuraram ninguém para se informar, vieram com a agenda pronta”, afirma.

Segundo Sereno, a denúncia é uma coleção de colagens de notícias postadas em blogs ligados à oposição política da prefeitura de Maricá – um chamado Itapuaçu Site e outro Tempo Livre. O objetivo, na sua visão, seria colocar mais pressão sobre o Supremo Tribunal Federal, às vésperas do julgamento do mensalão, associando questões da cidade ao ex-ministro José Dirceu.

Sereno afirma que nunca processou jornalistas, mas diz que, neste caso, não terá alternativa. “A própria equipe da revista espalhou pela cidade que vinha numa missão política; eles são um partido político”, reforça.

 

 

http://www.unz.org/

Para quem gosta de pesquisar acessem esse site fantástico.....é de perder o fôlego de tanta informação.

O acervo é maravilhoso, a qualidade do scaneamento é excelente mas, há mais: Os criadores e mantenedores do site estão oferecendo um prêmio de US$10 mil para a mais importante descoberta histórica encontrada por lá. Mais detalhes sobre o prêmio, aqui . Ah, sobre o acervo, só pra terem uma idéia, dá para encontrar artigos ou ensaios originais como este aqui de GK Chesterton publicado em 1936 na "The American Review" de setembro: "The case against corruption".  do http://angelodacia.blogspot.com.br/

 

 PolíticaUNE refuta Globo: “Microfonia da mídia golpista”

publicado em 9 de junho de 2012 às 18:19 - No VI O MUNDO

Nota da União Nacional dos Estudantes (UNE) sobre reportagem de capa publicada em O Globo

Não nos causa espanto o ataque arquitetado por parte da imprensa conservadora contra a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o conjunto dos movimentos sociais. Primeiro, foi a revista Veja. Agora, é pelas páginas do jornal O Globo que a microfonia da mídia golpista tenta nos atingir. A UNE é alvo porque participa da luta democrática para romper o monopólio que meia dúzia de famílias exerce sobre a comunicação no Brasil. A UNE está na mira porque demonstra a necessidade de imediata regulação das responsabilidades dos meios de comunicação.

É importante deixar claro, em respeito a todos os que acompanham a nossa trajetória de 75 anos de vida, que a UNE não cometeu irregularidades e não é alvo de investigações de nenhum tribunal de contas. Se, o pedido de investigação feito pelo procurador do ministério público junto ao TCU apontar qualquer equívoco em nossa prestação de contas, – não há provas de que tenha ocorrido- será fruto de imperícia técnica, mas nunca de má fé.

Sobre um ponto da matéria publicada nesta sexta-feira, dia 8 de junho, pelo jornal O Globo, cobramos responsabilidade na veiculação e análise das informações e esclarecemos que a compra de alguns itens de vestuário foram feitas para a construção de instalações (artes visuais) e para o figurino de peças de teatro, atividades da Bienal da UNE, o maior festival estudantil da América Latina.

Sobre a compra de bebidas alcóolicas é necessário esclarecer que os valores referentes a estes itens constavam em algumas notas fiscais, mas não foram contabilizados como parte dos gastos com o dinheiro público. Ou seja, a UNE não usou dinheiro público para pagar esses itens. A montagem de camarins e uma intervenção artística sobre a religiosidade afro-brasileira no qual se utilizava cachaça, búzios e velas foram compradas com o dinheiro privado da entidade.

Quanto a existência de notas fiscais supostamente irregulares, a UNE esclarece que o processo de contratação foi feito via pregão eletrônico, por meio da empresa “Terceiro Pregão”, especializada em licitações para o terceiro setor. A UNE cumpriu a sua parte contratual. Caso tenha ocorrido qualquer irregularidade por parte das empresas contratadas, a UNE apoia a investigação do ocorrido e a adoção de medidas legais cabíveis.

A União Nacional dos Estudantes participa das políticas de financiamento público a atividades culturais, esportivas e educacionais desde 1999, sempre cumprindo todas as exigências técnicas de seus convênios. Parte das nossas prestações de contas já estão aprovadas, sendo que algumas se encontram ainda em análise pelos órgãos responsáveis. A UNE reafirma seu compromisso de zelo com os recursos públicos e, se comprovado qualquer tipo de imperícia técnica em qualquer prestação de contas, compromete-se a saná-las de acordo com o que lei determina, inclusive, se for o caso, com a devolução de recursos. Dessa forma, a UNE reafirma também o seu compromisso com o Erário, honrando seus 75 anos de vida.

Infelizmente, para as poucas famílias que exercem o monopólio da comunicação no Brasil, ser verdade ou não é apenas um detalhe. O que importa, para eles, é a versão, sempre comprometida com os interesses das elites dominantes. A UNE já enfrentou batalhas piores contra estes mesmos personagens, por exemplo, durante a ditadura civil-militar. Esperamos que a Comissão da Verdade revele os responsáveis destas empresas pela cooperação com a tortura, o assassinato e outros crimes bárbaros cometidos pelo regime de exceção, assim como a luta contra a corrupção no Brasil revele as relações mantidas entre corruptores, como o bicheiro Carlinhos Cachoeira, e os donos destas mesmas empresas.

Como não nos intimidamos no passado, não nos intimidaremos agora. Pelo contrário, ampliaremos nossa luta pela democratização da mídia, por uma educação para todos e por um Brasil mais justo.

 

 

A gradação da Verdade

Ou sobre verdades, meias-verdades, falácias (falsidades) e mentiras crassas...

A frase acima poderia sugerir o que o título pressupõe: um sistema de categorização e valoração gradual daquilo que se convencionou chamar de Verdade e Mentira - candidatos a este tipo de classificação por serem dois conceitos antagônicos em grau, mas idênticos em natureza como quente e frio, claro e escuro, seco e molhado. Certo?

Não. Absolutamente. E vamos provar.

Análise dos fatos pela razão e empirismo

A tudo na vida deve-se exigir razão e ciência. Esta é a regra positivista aceita em nossa sociedade moderna. Todo rastro (por menor que seja) de subjetivismo analítico, intuição instintiva ou visão não-empírica é rapidamente rotulado de misticismo crédulo, superstição irracional ou premonição infundada nascida em um comportamento mental errático e meramente emocional. Mesmo hoje, todo estudo baseado em pesquisa e dados voltados para comprovar e classificar cientificamente potencialidades humanas heterodoxas (como cognição e pré-cognição) são classificados de enganos e desperdício de tempo e conhecimento (não vou julgar tal regra do jogo - vou somente elaborar a partir dela, ok?).

Pois, baseado nisso, sistemas de gradação em conceitos opostos criados através de categorias eminentemente físicas/sensoriais seriam, por natureza, meramente quantitativos (dois graus mais frio, três vezes mais claro, etc), diferindo totalmente de sistemas de gradação de conceitos opostos não-físicos, categorizados através do pensamento particular dum intelecto específico. Sistemas tais como certo/errado, bom/ruim, justo/injusto, ganho/perda, mérito/culpa, dor/prazer - e finalmente, verdade/mentira.

Estes últimos grupos de dicotomias são claramente abstrações, meros construtos mentais criados pelos homens para categorizar circunstâncias ou eventos, avaliando-os para compreender e até antecipá-los, controlando-os ou evitando-os. E são avaliações formadas pelo acúmulo experiencial vivido tanto pelo indivíduo quanto transmitido a ele por seus precedessores/progenitores, criando assim uma carga de conhecimento só parcialmente empírico - pois de mensuração sutil e particular a cada ser humano, em momentos distintos. Valores baseados não somente em quantidades, mas primordialmente em qualidades. Estas não necessariamente avaliações puramente físicas e palpáveis, mas igualmente passíveis de serem sentidas e avaliadas pelos homens.

A Verdade como uma abstração que mata

O grande perigo no manuseio desses conceitos qualitativos a partir de abstrações humanas é que elas possuem a especial propriedade de serem mortais. Abstrações e construtos mentais podem matar, sim: quantas mortes não ocorreram (e ainda ocorrem) em nome da Fé, da Pátria ou da Democracia?  As mulheres queimadas pela Inquisição, os judeus mortos pelo Nazismo ou a criança vietcongue queimada com Napalm não são vítimas de conceitos humanos intuídos e idênticos - porque efêmeros e mutantes, parcialmente acurados e, por isso, irreais? Com certeza...

Portanto, basta dizer: a Verdade é uma abstração igualmente mortal, pois idealizada e não plenamente alcançável ou compreensível. Por isso, é certo dizer que também não existem meias-verdades, tanto quanto não existe A VERDADE. Existe o ponto-de-vista (parcial e precário) humano de um acontecimento e a crença nele (baseada no entendimento) que cada protagonista ou observador concluiu de sua experiência - e transmitiu aos seus, fiel ou precariamente.

O que nos é possível

Bem entendido: a Verdade que eu digo não existir é a Verdade Absoluta - uma Realidade Objetiva, final e totalmente conclusiva de um evento ou momento no tempo (este a soma de eventos recorrentes). Essa Verdade Absoluta sempre esteve (e estará) para além de nós. Cientificamente, é definida como a totalidade dos pontos-de-vista ou observações possíveis (apuráveis ou não), avaliadas e medidas sob um indivíduo que contenha a somatória intelectual (experiência e embasamento teórico) de todo o conhecimento da Humanidade. Num exemplo rude: seria como alguém de mil olhos querer observar todas as faces de um diamante lapidado ao mesmo tempo, para conhecê-lo identificar sua verdadeira natureza. Impossível, pois irrealizável.

A existência da mentira e a realidade dos fatos

O excepcional na discussão sobre a Verdade como conceito não-existente é de que o seu pólo oposto e antagônico - a Mentira - tem, contra toda a lógica, sua realidade constatável. A Mentira Absoluta existe, sendo palpável e largamente comprovada: basta detectar a falsa descrição das circunstâncias  (ainda que parciais/individuais/precárias) de um fato/evento, deliberadamente. É a sombra sobre a luz da realidade dos fatos - esta, a única a se aproximar de uma verdade cognoscível (possível).

O paradoxo da existência do pólo negativo e da irrealidade do seu positivo

A Verdade não existe, mas existe a Mentira - o desequilíbrio de um conceito de valor humano baseado em uma "régua" de extremo de existência do imperfeito e outro de não-existência do perfeito (ou do negativo existente e do positivo irreal). Este é um paradoxo inverso ao do conceito/gradação de Vida e Morte, opostos numa escala (régua) não-mensurável humanamente (mas inequivocamente "linkável" conceitualmente), onde o positivo existencial (Vida) é constatado, enquanto seu oposto (Morte) é simplesmente a não-existência do outro (não-Vida). Apenas a sobreposição dessas dicotomias conceituais (Verdade/Mentira e Vida/Morte) e a comparação de seus valores atribuídos bastaria para desconstruir - senão condenar por completo - o sistema positivista em que se baseiam nossos sistemas de valoração e análise científica, descartdos como insuficientes e falhos. Mas não é meu propósito aqui.

Onde está a Verdade

E chegamos ao fundo da questão: a Verdade só pode existir enquanto Realidade perceptível e comum (pois igualmente compartilhada). Qualquer coisa além disso é idealismo inatingível.

Já a Mentira existe enquanto omissão ou distorção deliberada da realidade sensível. Se não houver distorção deliberada dos fatos, então pode haver somente engano numa constatação precária de apenas uma parcela (parte) como todo (total), induzindo (inexoravelmente) seu elaborador ao erro inocente de uma conclusão irreal e ingênua, completamente alheia á realidade dos fatos.

Mas a Verdade sempre foi um objetivo almejado e, como trilha árdua e divinamente inacessível, tida como senda-símbolo da imperfeição inerente à condição humana. Há uma parábola sobre isso, muito elucidativa:

O Sábio e a Verdade

Um homem em busca da iluminação, certo dia saiu pelo mundo em busca da Verdade - e perguntando a quem encontrasse no caminho pelo seu paradeiro.

"Busca-a entre os doutos", disse um. "Ou entre o vulgo iletrado", rebateu outro.

"Não, busque-a entre os santos", arguiu este. "Os pecadores a vivenciam, igualmente", redarguiu aquele.

"Olhe para os puros ascetas", alguém citou. "Não, está com os lascivos hedonistas", retrucou seu oponente.

"Busca-a entre a razão dos filósofos". "Entre a insensatez dos loucos".

"É a arma dos guerreiros". "É a Paz dos mansos".

"É Poder para os políticos governantes". "E o Caos de seus dissidentes".

"É fonte do controle da elite sobre todos". "E a submissão voluntária da multidão à ordem e ao bem comum".

"É a busca da felicidade". "E a resignação dos infelizes".

"Está com os ricos, em seus cofres". "Não - com os pobres, em sua miséria".

Depois de tanta procura e tantas respostas distintas e contraditórias, o homem em busca da iluminação encontra um idoso (muito velho e descuidado) sob uma sombra de árvore, na beira da estrada que trilhava. E faz novmente a pergunta que já fez milhares de vezes, menos por convicção e mais por hábito:

"Onde está a Verdade?"

"Aqui, comigo" - disse-lhe o Sábio.

"Posso vê-la, ou dela saber?"

"Claro", disse o ancião. E retirou de sua túnica rôta um grande, brilhante, valioso e incrível diamante.

Depois da surpresa diante do improvável e do inesperado, o homem pergunta ao ancião, intuindo:

"Mas, então é isso? A Verdade é ter toda a riqueza, sem jamais ostentá-la?"

"Não, tolo jovem. A Verdade é como este diamante de centenas de faces: cada um que a olha, vê (e percebe) sua existência por apenas um ângulo - somente um de seus lados lapidados".

 

A urbanização da ChinaPosted on 10/06/2012 

Um dos mais importantes fenômenos da contemporaneidade é o processo de urbanização que se desenvolve na China. São dezenas de cidades com mais de 10 milhões de habitantes que surgem de maneira quase que instantânea. É a conclusão da urbanização pós-industrial que se iniciou no final do século XVIII na Inglaterra e que teve em Londres a sua primeira metrópole. A população da Inglaterra no início da Revolução Industrial não chegava ao 10 milhões de habitantes. A escala e a velocidade da urbanização contemporânea são incomparáveis. Segundo dados oficiais da ONU foram mais de 500 milhões de chineses que deixaram suas áreas rurais em direção às cidades nos últimos 30 anos. Na próxima década mais 100 milhões de pessoas farão o mesmo, população equivalente à de todas as regiões metropolitanas brasileiras.

Diferentemente dos países ocidentais A China era um país industrializado, porém não urbanizado. Isto ocorreu por conta das políticas maoístas que favoreciam a agricultura de subsistência, o que manteve uma enorme população fixada ao campo. Este quadro se alterou por completo a partir de 1978, quando Deng Xiaoping promoveu uma série de reformas econômicas que tornaram a China mais aberta aos demais países, em especial aos capitalistas. O objetivo era transformar o país em uma “economia socialista de mercado”, o que acabou ocorrendo de forma oficial em 1992. A propriedade da terra, até então governamental, passou a ser privada através de pagamento ao governo. Houve uma gradativa descentralização do poder que acarretou  um aumento na capacidade de intervenção do poder local sobre as questões urbanas. Começou um processo que modificou a paisagem chinesa. Vastas áreas rurais cederam lugar a metrópoles quase que instantaneamente. Exemplo clássico deste processo foi a cidade de Shenzhen localizada ao lado de Hong Kong, que em 1978 era uma vila de pescadores de 700 habitantes, e hoje possui cerca de 11 milhões de pessoas. Cabe frisar que, ainda que este fenômeno seja mais intenso na China, ele ocorre por toda a Ásia e também pela África.

Os recursos financeiros e materiais dispendidos na construção destas novas cidades vêm produzindo grandes transformações por todo o planeta. A China já é a segunda economia do mundo, e umas das que mais cresce. Seu processo de urbanização foi uma das causas das altas taxas de crescimento do PIB, mesmo após a crise de 2008. Ele também produziu um forte impacto ecológico. Não foram apenas áreas rurais que se transformaram em cidades, também áreas naturais. Rios canalizados, aterros, desmatamentos e outras intervenções foram e continuarão sendo necessários para garantir o crescimento das metrópoles chinesas. A urbanização também intensificou o apetite chinês por commodities, como o aço e o petróleo. O aumento da população urbana gerou uma maior demando por alimentos. Entre 1985 e 2008 o consumo per capta de carne na China passou de 20 para 50 kg. Na última década houve um significativo aumento dos preços destas commodities, o que trouxe consequências para todas as economias do planeta, em especial ao Brasil, um dos principais parceiros comerciais da China.

O êxodo rural verificado nos últimos anos permitiu transformar os rígidos padrões chineses de mobilidade. O Hukou, sistema de registro de residência que surgiu na antiguidade, dificultava o deslocamento dos chineses, que precisavam de autorização para mudar de sua região original. O Hukou acabava funcionando de forma similar a um passaporte interno. Com a intensificação do processo de urbanização, e a consequente saída de camponeses para as cidades o sistema começou a perder sua razão de ser. Shenzhen foi uma das primeiras cidades a possuir Hukous de todas as regiões chinesas, o que demonstrava a força de sua influência econômica por todo o país.

Atualmente o crescimento urbano se afasta do litoral e se dirige para o oeste da China. Cidades como Wuhan, Chongqing, Shijiazhuang e Kashgar localizadas no extremo oeste do país, se transformam rapidamente em metrópoles, replicando o fenômeno de Shenzhen. A grande pergunta que se faz é: até quando este processo irá durar. A resposta a esta pergunta é fundamental para entendermos como será o mundo ao longo das próximas décadas. O início da urbanização chinesa promoveu uma série de transformações por todo o globo. O seu final será o começo de um novo paradigma para a humanidade: O Mundo Urbano, no qual 6 bilhões de pessoas viveram em cidades.

 

Marcos Costa

Oh ae pessoal do Nassif, fui bloqueda já duas vezes, fiquei triste, por isso postei no cliping do dia como se fosse uma visitante casual KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK Libera lá ok?

 

zanuja

Hoje foi a estréia de Ronaldinho Gaúcho no Atlético-MG.

Um jogo onde o Galo dominou a iniciativa do jogo e poderia ter vencido por um placar bem mais gordo que o 0 x 1 se não fosse a atuação pra lá de polêmica do trio de arbitragem.

Pois é, a coisa ficaria na mesma de sempre se não fosse um detalhe: por que o G1 esportes suprimiu nos melhores momentos da partida os lances polêmicos?

Cumplicidade?A Globo tem uma presença manipuladora e enraizada nos resultados do nosso futebol. Alguém ainda tem dúvida que o brasileirão é arranjado?

Vejam a resposta nas próximas partidas do Galo...

 

Labor probus omnia vincit

Outro fato que ainda é pouco discutido é o projeto da Federalização do Ensino Público ou da Educação Pública, debatido pelo senador Cristovam Buarque, que, infelizmente, trouxe essa ótima ideia no momento mais infeliz de sua carreira política, pois estava envenenado por um ressentimento gigantesco pelo ex-presidente Lula, por causa da sua demissão do Ministério da Educação, fato que o levou a mudar de partido e a testar a sua popularidade, concorrendo à presidência da república, destilando muito ódio, a ponto de fazer uma deprimente tabelinha com Geraldo Àlckmin e Heloisa Helena, na campanha presidencial. O senador Buarque adquiriu uma antipatia tão grande, nesse episódio, que, infelizmente, demoliu qualquer chance de se ampliar o debate sobre a necessidade de aplicarmos no ensino básico das escolas públicas um padrão de ensino único, em todo o país, aos moldes das escolas federais de ensino básico (as escolas técnicas). Que, reconhecidamente, são as melhores do país!A melhoria na educação básica, no Brasil, nunca foi um projeto estratégico de avanço econômico, pois o foco do crescimento econômico jamais passou pela real necessidade da distribuição equilibrada da renda dos brasileiros através da entrada necessária, para o aquecimento da economia, de jovens qualificados para esse emergente mercado de trabalho que vem se abrindo no país, empresas estatais como a Petrobrás, por exemplo, necessita investir em cursos próprios de formação de técnicos em atividades da área petrolífera, pois não existem quadros disponíveis no mercado atual, dada a falta de um plano estratégico, voltado para a educação básica no nosso país!

 Leia também:

 

Fonte na internet: http://jornalaico.blogspot.com.br/2012/02/pela-federalizacao-da-educacao-de-base.html

 

      Quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Pela federalização da educação de base 

Tramita no Senado um projeto do senador Cristovam Buarque (PDT) que cria o Ministério da Educação de Base, que seria responsável pela educação de base em todo o País. Na prática, como explica o senador, que já foi ministro da Educação, o MEC cuida do ensino superior e do ensino técnico -- que vêm melhorando sensivelmente --, enquanto o ensino mais importante, o ensino básico, é deixado para estados e municípios. O resultado é uma educação pública básica completamente desigual, embora escolas e municípios em que ela vai bem sejam exceções. O novo ministério -- cuja inexistência, em pleno século XXI, embora o governo federal tenha dezenas e dezenas de ministérios, é prova de como a educação é desprezada pelas elites dirigentes -- seria certamente o mais importante para o futuro do Brasil.


Do blog do senador Cristovam Buarque.


(Artigo publicado na Folha de S.Paulo, em 5/2/2012.)


Ministério da Educação de Base


Na verdade, o MEC é o Ministério do Ensino Superior e Escolas Técnicas; pouca importância é dada à educação de base. Durante os meses em que fui ministro do presidente Lula, recebi centenas de parlamentares em audiências. Apenas um deles fez um pedido relacionado ao ensino fundamental. Poucos falaram sobre as escolas técnicas. Quase todos trataram do ensino superior. Na verdade, o MEC (Ministério da Educação) é um Ministério do Ensino Superior e das Escolas Técnicas. As ações educacionais de base para crianças e adolescentes estão sujeitas à falta (e à desigualdade) de recursos dos Estados e municípios. O ministro comemora as suas realizações e assume responsabilidades apenas no que se refere ao ensino superior. Ele não assume a responsabilidade pelo analfabetismo e pelo atraso educacional. Os governos FHC e Lula aumentaram o número de alunos no sistema superior e criaram novas escolas técnicas, mas o Brasil não saiu da vergonhosa tragédia de sua educação de base. E tanto a ampliação do sistema universitário quanto a do ensino profissional estão fracassando por falta de base educacional de seus alunos. Temos uma história de apoiar o ensino superior, menosprezando a educação de base. Temos um programa "Universidade para Todos", mas não temos um programa ambicioso para "Todos Alfabetizados". Não há também o "Todos com Ensino Médio de Qualidade". Assumimos o ensino superior como questão nacional e deixamos a educação de base como questão local, Estadual ou municipal. A prova é que, em 2009, o governo federal cobriu apenas 3% dos gastos diretos com a educação de base, chegando a 13% se incluirmos o ensino profissional. Graças ao programa Bolsa Escola, que não é mais administrado pelo MEC, foi possível avançar na universalização da matrícula, mas não na frequência, na assistência e na permanência -e ainda menos no aprendizado. Lula sancionou a lei do Senado para o piso salarial do professor, mas o valor é mínimo e até hoje não é cumprido pela maioria dos Estados e municípios. O Brasil precisa de um ministério que se dedique à educação de base, como no passado fez com a saúde, com a cultura e com o esporte. Para cada setor da sociedade, temos um ministério. Só na área econômica, são cinco. Mas não há qualquer autoridade nacional responsável pela educação de base. Em diversos países, além do ministério da educação de base, há outro dedicado apenas ao ensino superior. Sugeri isso ao presidente Lula antes da sua posse. Hoje, com 38 ministérios, é difícil justificar mais um. Mas é possível concentrar o MEC na educação de base, migrando a Secretaria de Ensino Superior para o MCT, que passaria a ser o Ministério da Ciência, Tecnologia, Ensino Superior e Inovação. A principal justificativa para isso é político-administrativa. O ministro dedicado apenas à educação de base terá de concentrar a sua atenção nesse setor. Há também uma justificativa do ponto de vista estratégico: criar no Brasil um sistema nacional do conhecimento, que será eficiente quando todos receberem uma boa educação de base. Esse é um passo necessário e decisivo para transformar o setor que mais emperra o avanço civilizatório do Brasil, propiciando o salto para economia baseada no conhecimento e quebrando a desigualdade social por meio da igualdade no acesso à educação de base. Esse é o objetivo do projeto de lei do Senado 518/2009.

 

 

 

 

 

 

Sandro BA

  o cristovan buarque , sempre foi um infiltrado , sua produção é só de palavras , em todas as oportunidades de fazer as coisas efetivamente acontecer , ele próprio boicotou , por isso que  foi pedido para ele sair do ministério da educação , por que estava lá estrategicamente para impedir o avanço da agenda progressista , o cristovan buarque sempre , mas sempre mesmo  trabalhou para a agenda sionista .e não a do povo , sua produção de palavras só palavras.

 

             Assunto: (PSB) ERUNDINA prefeita + (PT) HADDAD vice (última chance)


 


           Prezados, quem gostar, por favor publique, divulguem. É um apelo. Pode ser a nossa última chance.... por isso, reproduzo aqui, um post que enviei ao portal em 27/3 pp.


 http://blogln.ning.com/forum/topics/psb-erundina-prefeita-pt-haddad-vice-um-brasil-democr-tico-e?xg_source=activity


 (PSB) ERUNDINA prefeita + (PT) HADDAD vice =  um Brasil democrático e popular


“Com confirmação do ex-governador SERRA candidato, o PSB de São Paulo dispõe dessa única e melhor solução para a eleição da Prefeitura de São Paulo em 2012. A deputada LUIZA ERUNDINA com HADDAD vice, é viável, útil e a melhor estratégia para se evitar o pior para São Paulo e para o Brasil, sem falsa modéstia paulistana: retirar do limbo o ex-governador com seus compromissos e ambições nacionais. Com SERRA, a candidatura de HADDAD poderá ser derrotada no 1º turno. “
Publicado por José Roberto Ferreira Militao em 27 março 2012 às 23:09 em Política

Continua: http://blogln.ning.com/forum/topics/psb-erundina-prefeita-pt-haddad-vice-um-brasil-democr-tico-e?xg_source=activity


 


        Nassif e demais,


 


        Decorridos três meses, desde março pp, agora, enfatizo, na última hora, estão tentando impor à Deputada ERUNDINA (PSB) uma condição quase que humilhante, à nossa mais idônea Deputada Federal, que dificilmente aceitará: emprestar seu nome e conceito, na condição de candidata a VICE-PREFEITA para uma candidatura desconhecida sem qualquer teste eleitoral e sem chances de vencer uma difícil disputa municipal de características bem diferentes da disputa nacional, em que um Presidente popular, preparou por três anos, a eleição de uma candidatura nova.


 


        Na eleição para prefeito o eleitor vota no que conhece e precisa conhecer bem para confiar o futuro de seu dia a dia, da escola dos filhos, do transporte público, da calçada e iluminação da rua, do posto de saúde, enfim, do seu bem-estar cotidiano.


 


        Ser candidato a VICE é condição para quem, em início de carreira, não tem voto e prestígio suficiente para ser o titular na disputa eleitoral e vincula o seu nome a uma expressão de maior grandeza. Não pode ser o inverso.


 


        Na conjuntura eleitoral e política de São Paulo, a condição natural, seria num gesto espetacular HADDAD e LULA (PT) junto com EDUARDO CAMPOS, MARCIO FRANÇA e ELISEU GABRIEL (PSB) reconhecerem que a única viabilidade para derrotar a candidatura do ex-governador SERRA será a inversão, em que o PT e PSB prestarão uma qualificada reverência à Deputada LUIZA ERUNDINA, com seu prestígio e honorabilidade para uma disputa com o apoio necessário para uma vitória que interessa ao Brasil.


 


        Seria um gesto extraordinário, com grande impacto na mídia e na opinião pública, de quem não pensa em si mesmo, mas pensa na melhor solução para a cidade com reflexos evidentes para 2014 tanto no plano estadual quanto no plano federal. Uma nova eleição de SERRA em São Paulo, altera profundamente o tabuleiro eleitoral de 2014.


 


Se, entretanto, encaminharem dessa forma ora colocada pelos caciques (ERUNDINA – VICE) e receberem um não da Deputada o baque na campanha de HADDAD será fatal.


 


Por uma série imensa de fatores, depois de 27 de março, decorridos quase três meses a situação ficou bem pior para HADDAD:


 


1) Candidato desde setembro/2011, continua desnutrido nas pesquisas, pois é inteiramente desconhecido na periferia de São Paulo;


 


2) o que a Senadora MARTA disse, com seu respeitável gesto na ausência na festa de lançamento do seu algoz é que não está disposta a queimar seu prestígio popular a favor de um candidato fraco imposto de cima prá baixo;


 


3) Em São Paulo LULA e o PT, além de rejeição igual ou maior que a de SERRA, com um candidato desconhecido não chegará aos 30% de votos petistas;


 


4) A decisão do Supremo Tribunal colocará o ´mensalão´ na pauta eleitoral e o candidato do PT que integrava o governo federal, principal acusado, passará a campanha obrigado a defende-lo abertamente em todos os debates e entrevistas;


 


5) restam somente 100 dias para as eleições e a contagem regressiva não viabiliza fazer com HADDAD o que LULA fez com DILMA em 1.000 dias.


 


6) Em seis meses de campanha, HADDAD não conquistou novos apoios de outros partidos;


 


7) o PT sempre alcança 30% dos votos na Capital, embora todo petista já saiba bem que será o candidato do partido, continua com apenas 5%.


 


De outro lado, a candidatura da Deputada ERUNDINA, com apoio incondicional do PT e da forte lista de candidatos a vereadores na Capital, em poucos dias, desfrutará de uma série de vantagens competitivas:


 


1)      Se a Deputada ERUNDINA for convocada para essa missão, será consagrada pela população de São Paulo;


 


2)      No lançamento da campanha poderá contar com o apoio ostensivo da Senadora MARTA, da Presidenta DILMA, dos diversos governadores do PSB e PT, de CIRO GOMES e do ex-Presidente LULA;


 


3)      Erundina poderá contar com a vinda de CIRO GOMES para uma campanha fantástica num segundo turno com SERRA;


 


4)      Erundina (e o PSB) possuem boas relações políticas com o governador do Estado, e a aliança com o PT, assegura um governo municipal alinhado com o governo do estado e o governo federal;


 


5)      O próprio governador ALCKIMIN não precisará se empenhar muito na eleição de seus desafetos/adversários em potencial da aliança SERRA/KASSAB;


 


6)      PT e PSB numa campanha animada, elegerão grandes bancadas e pela primeira vez a esquerda poderá governar com base sólida na Câmara indispensável para aprovação dos grandes projetos urbanos e sociais que MARTA e ERUNDINA não conseguiram;


 


7)      Será a única candidata mulher com fortes vínculos com os direitos sociais: no município é onde o cidadão desfruta dos bens e direitos sociais.


 


8)      Erundina, possui taxa de rejeição igual a de Serra e igual taxa de conhecimento do eleitorado, próximo de 100%


 


9)      Apresentará seu VICE como um jovem, competente professor, a quem confiará grande parcela da responsabilidade administrativa;


 


10)  Poderá anunciar com credibilidade que HADDAD será o seu sucessor daqui a quatro anos;


 


11)  Poderá afirmar, com toda convicção, que não sonha com outras candidaturas, pois com 78 anos, não terá disposição para tentar exaustivas campanhas para ser candidata a governadora ou Presidente da República.


 


12)  Será a única candidata nordestina com fortes vínculos com as dificuldades dos migrantes;


 


13)   O PSB é um dos poucos partidos que não tem nada a ver com a história do ´mensalão´. Nem com qualquer escândalo de corrupção  tanto a nível municipal, estadual ou federal, e a candidata em si, é uma reconhecida reserva moral da nação.


 


14)   Com base parlamentar forte, ERUNDINA poderá realizar um governo extraordinário, pois, com sua credibilidade, poderá convocar qualquer nome respeitável, como fez com PAULO FREIRE e MARILENA CHAUI para conduzirem as políticas públicas de São Paulo.


 


Eis, senhores dirigentes de nossos partidos, PSB e PT, a oportunidade extraordinária para serem Estadistas que o Brasil tanto espera.


 


Pelo bem de São Paulo, e por interesse nacional:          


ERUNDINA (PSB) PREFEITA – HADDAT (PT) VICE


 


José Roberto F. Militão,


Presidente do PSB – ZONAL LAPA/Capital


Direitos Civis,  Direitos Sociais e Direitos Humanos


- ativista contra o racismo e contra a ´raça´ estatal


 f. (11) 3837-9959 cel. 7456-7412


minha página em  http://luisnassif.com/profile/JoseRobertoFerreiraMilitao


´Numa sociedade com a cultura de ´raça´, a presença do racista, será, pois, natural.´


 FRANTZ FANON, 1956  (foi o primeiro grande ativista contra o racismo)

 

José Roberto F. Militão, ativista contra o racismo e contra a ´raça estatal´. "Numa sociedade com a cultura de raças a presença do racista será, pois, natural." (Frantz Fanon, 1956).

"Com SERRA, a candidatura de HADDAD poderá ser derrotada no 1º turno":

Que nada!  Se Lula escolheu seu candidato paulista tao bem quanto suas indicacoes para o STF e se os paulistas ainda vao votar nisso, entao eles merecem isso...  Pra mim ta otimo.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.