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Escolha de reitores nas Universidades Públicas, artigo de José Antônio Aleixo da Silva

 
 

José Antônio Aleixo da Silva é professor do Departamento de Ciência Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco (DCFL/UFRPE). Artigo enviado ao JC Email pelo autor.


Após o regime militar, no qual a escolha de reitores nas Universidades públicas brasileiras era guiada pela subserviência ao sistema, instituiu-se a chamada consulta à comunidade universitária ("eleição") que infelizmente não trouxe o avanço pretendido. Elevados princípios democráticos educacionais e políticos deram lugar a disputas que pouco diferem de qualquer eleição municipal das mais primitivas e, em muitos casos, até com maus exemplos de quem deveria dar aula de democracia elevada. Após a consulta, que cada Universidade ou IESP (Instituição de Ensino Superior Pública) faz a seu modo, vê-se que todo o processo eletivo pouco vale, pois quem acaba decidindo é o ministro da Educação ou os secretários de Educação, com o aval, respectivamente, do Presidente da República e dos Governadores.


 


Nos Conselhos Superiores das instituições são estabelecidos os procedimentos a serem adotados nas consultas, incluindo os pesos dos votos dos docentes, discentes e funcionários. Em alguns governos da era pós-militar, tudo corria legalmente nas consultas, mas o ministro da Educação ainda fazia a famosa entrevista com os candidatos indicados na lista tríplice pelos Conselhos Superiores e escolhia o que melhor se ajustasse politicamente com a situação. Se a consulta indicava um nome subserviente que agradasse, era nomeado, caso contrário, indicava até nomes que não tinham concorrido. Isso aconteceu com várias IESPs.


 


Atualmente, na maioria dos casos, na esfera federal, a consulta se dá de forma paritária, 1/3 para cada categoria e o vencedor depois de ter seu nome referendado pelos Conselhos Superiores, tem sido nomeado pelo Ministro da Educação. Mas na esfera estadual, a prática do alinhamento político e subserviência ao governo estadual ainda continua prevalecendo.


 


Democraticamente, o processo eletivo é aparentemente perfeito, mas na realidade tem se mostrado insatisfatório. Administrações pífias passam quatro anos pensando na reeleição e quando conseguem, o próximo objetivo é indicar um sucessor que continue praticando a mesma política dos últimos anos. É um ciclo vicioso difícil de ser quebrado.


 


Mas existe algo muito pior na consulta/eleição. Práticas inaceitáveis e até proibidas em eleições públicas chegam a ser exercidas nas Universidades, tais como o emprego de ativistas pagos para vestir camisas com fotos de candidatos, bandeiras; candidatos prometendo mais cargos que os disponíveis, restaurantes grátis, casas de estudante cinco estrelas, salas de aulas de última geração, e principalmente, benevolências para os menos comprometidos com as Universidades. Na busca do voto, vale tudo!...


 


Em uma consulta, quando se definem os candidatos, os professores e funcionários que realmente trabalham e vivem a Universidade, juntamente com os estudantes que conhecem a realidade da instituição, em poucos dias decidem em quem votar e, raramente, mudam suas opções em funções de discursos populistas ou debates entre os concorrentes. Resta então aos candidatos a busca de votos entre professores e funcionários pouco envolvidos ou comprometidos com o verdadeiro espírito universitário; como é o caso de certos professores que estão na universidade para manter o status de professor universitário, bem como alguns professores, funcionários e estudantes recém ingressados na instituição e que não vivenciaram a Universidade com profundidade. Esses menos comprometidos e/ou desconhecedores da vida universitária tornam-se assim eleitores importantes, pois seus votos vão pesar muito na "eleição" do reitor.


 


Nos debates, o que menos se discute é a verdadeira missão estratégica, o verdadeiro papel e o planejamento da Universidade, o seu hoje e amanhã. É sempre mais fácil conseguir votos atacando os adversários, muitas vezes com argumentos chulos do que apresentando bons projetos. Assim, muitos professores capazes de disputar uma reitoria fogem das consultas/eleições, pois não aceitam enfrentar o absurdo desgaste das campanhas. E o pior é que aparecem até candidatos e ativistas de partidos políticos que querem marcar presença e esses são os que mais atacam, pois na realidade nada têm a perder. Conclusão, não importam projetos, ganha votos quem prometer mais facilidades e souber destruir os adversários. O papel e o futuro da Universidade, geralmente, não é assunto de debate.


 


Em muitos países onde ficam as Universidades famosas, o procedimento de escolha de um reitor é diferente. Formam-se comitês de busca com participações de membros da comunidade acadêmica e de outros setores da sociedade para conduzir a seleção do que melhor apresentar um projeto para a Universidade, que tenha um currículo condigno ao cargo e com experiência suficiente para viabilizar o projeto proposto. O mesmo comitê acompanha o desempenho do selecionado com avaliações periódicas tendo o poder de destituí-lo do cargo antes do término do mandato, ou reconduzi-lo ao final do mandato em função de uma administração exitosa.


 


No Brasil, essa prática já é realidade em várias instituições públicas, como por exemplo: Insa, Inpa, Inpe, CGEE, Embrapa, etc. Pode não estar isenta a influência política, mas a probabilidade é muito pequena dependendo da composição do comitê de busca.


 


O comitê de busca para as Universidades poderia ser composto por representantes do Ministério de Educação, do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, Governo do Estado, Comunidade científica e dois ou três membros das Universidades escolhidos pelos Conselhos Superiores. Esse comitê se encarregaria de lançar um edital público para todo o país para os cargos de reitor e vice-reitor, entrevistaria os pré-selecionados e, baseado em projetos exequíveis para a instituição, decidiria quem seria reitor e vice-reitor. Certamente, esse processo receberia críticas dos sindicatos de docentes e funcionários e DCEs, mas poderia ser uma opção a ser considerada.


 


Mudar o processo atual de escolha "eletiva" de reitores não é fácil. Mas mantê-lo como está não é ideal para as Universidades, instituições que devem primar pela meritocracia a começar pela escolha dos seus dirigentes.


 


* A equipe do Jornal da Ciência esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do jornal.


http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=83495


 

 

Só assim eles aprendem...

Do Brasil de Fato

Brasil: Monsanto em apuros

 Em uma declaração concisa, a Monsanto declarou que seguirá cobrando os royalties dos agricultores brasileiros até que o caso se resolva em definitivo

30/07/2012

Carmelo Ruiz Marrero*,
da Alai América Latina

A companhia de biotecnologia estadunidense Monsanto, maior empresa de sementes do mundo, pode acabar tendo que pagar 7,5 bilhões de dólares a cinco milhões de plantadores de soja brasileiros, que processam a empresa pela cobrança de royalties.

A Monsanto, uma das corporações mais detestadas do mundo, tornou-se aos olhos de muitos o símbolo mais facilmente reconhecido de controle coorporativo sobre os alimentos e a agricultura. Suas táticas duras para cobrar royalties de agricultores pelas suas sementes patenteadas foram documentadas nos filmes “Food Inc” e “El Mundo Según Monsanto”. Esta corporação, tão acostumada a processar e intimidar agricultores, vive uma situação contrária no Brasil, onde agora é processada por agricultores.

O Brasil é o segundo maior produtor de cultivos transgênicos ou geneticamente modificados (GM) no mundo, superado somente pelos Estados Unidos. A vasta maioria deste cultivo consiste em soja, que tem sido alterada geneticamente pela Monsanto para resistir ao herbicida Roundup, produto da mesma companhia.

O Brasil exporta a maior parte de sua colheita de soja para Europa e China, que a utilizam para produzir biodiesel ou como alimento para gado. Estima-se que 85% da soja brasileira sejam geneticamente modificados. Não se sabe a proporção exata, porque a soja da Monsanto foi contrabandeada da Argentina a partir de 1998. Em 2005, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para fazer frente a uma situação de fatos consumados, legalizou o cultivo de soja GM no país.

Uma vez legalizada, a Monsanto começou a cobrar dos agricultores brasileiros um imposto de 2% por sua produção de soja GM. A companhia também comercializa soja não modificada geneticamente e requer aos agricultores que mantenham ambas as variedades estritamente separadas. Caso seja encontrada soja transgênica em carregamento de soja que se supõe não modificada, o agricultor é penalizado com uma cobrança de 3%.

Em 2009, um grupo de sindicatos rurais do Rio Grande do Sul processou a Monsanto, denunciando que a soja GM e a soja não GM são praticamente impossíveis de se separar e que, portanto, o “imposto Monsanto” é injusto.

Esta alegação contradiz diretamente um dos principais meios de propaganda da indústria da biotecnologia: de que as sementes e plantas transgênicas nunca aparecem onde não deveriam estar. Esta ocorrência, conhecida como contaminação genética, é negada pelas companhias. Quando isto ocorre, eles negam, mas quando a evidência é demasiadamente contundente para negá-la, a companhia minimiza a importância ou coloca a culpa no agricultor.

“O problema é que separar a soja GM da soja convencional é difícil, dado que a soja GM é altamente contaminante”, declarou João Batista da Silveira, presidente do Sindicato Rural de Passo Fundo (RS), um dos principais denunciantes do caso.

No último mês de abril, um juiz do Rio Grande do Sul determinou que são ilegais as cobranças da Monsanto e notou que a patente da semente de soja GM da companhia estava expirada no país. O juiz também ordenou que a empresa deixe de cobrar royalties e também devolva todos os royalties cobrados desde 2004 - estamos falando de 2 bilhões de dólares.

A Monsanto está apelando da decisão, mas recebeu outro golpe no dia 12 de junho, quando o Supremo Tribunal Federal determinou de forma unânime que a decisão do judiciário do Rio Grande do Sul seja abrangente ao país inteiro. Isso aumenta o montante envolvido para 7,5 bilhões de dólares. Agora, os agricultores que processam a Monsanto são cinco milhões.

Em uma declaração concisa, a Monsanto declarou que seguirá cobrando os royalties dos agricultores brasileiros até que o caso se resolva em definitivo.

Em 2008, a revista científica Chemical Research in Toxicology publicou um estudo do cientista francês Gilles-Eric Seralini, especialista em biologia molecular e professor da Universidade de Caen, que indica que o Roundup é letal para células humanas. Conforme sua investigação, doses muito menores que as utilizadas em cultivos de soja provocam morte celular no solo em poucas horas.

Em 2010, a mesma revista publicou um estudo revisado pelos parceiros do embriólogo argentino Andrés Carrasco, principal pesquisador do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (Conicet) e diretor do Laboratório de Embriologia Molecular da Universidade de Buenos Aires, que mostrou que o glifosato, ingrediente ativo do Roundup, é extremamente tóxico a embriões de anfíbios mesmo em doses até 1.540 vezes menores que as utilizadas nas fumigações agrícolas.

*Carmelo Ruiz Marrero é escritor, jornalista e educador ambiental. Dirige
o Projeto de Biossegurança de Porto Rico.

 

Unidade 731 de Experiências para Armas Biológicas27.07.2012 Unidade 731 de Experiências para Armas Biológicas. 16975.jpeg

A descoberta de corpos sob as ruas de Tóquio obrigou o Japão a admitir que seres humanos foram usados em experiências de armas biológicas. 

"Cortei abrindo-o do peito ao estômago enquanto ele gritava terrivelmente. Para os cirurgiões, isto era o trabalho rotineiro" Legista anônimo, UNIDADE 731 

Sob o asfalto das ruas de Tóquio existem um deposito de restos humanos. Os operários que trabalhavam em Shinjuku, um movimentado e famoso bairro de Tóquio, em plena urbanização, ficaram horrorizados. A noticia dessa descoberta, ocorrida em 1989, varreu toda a cidade de Tóquio, como uma grande onda. Incapaz de ocultar a verdade por mais tempo, o governo japonês viu-se obrigado a reconhecer o mais terrível segredo da Segunda Guerra Mundial. A poucos metros das obras, esteve localizado o laboratório do tenente-coronel Shirô Ishii, pai do programa de guerra biológica do Japão: a Unidade 731. 

As cobaias humanas empregadas em suas experiências foram transferidas da base da Manchúria para seu laboratório. No termino da guerra, os restos mortais destas pessoas foram enterradas em uma fossa comum e lá permaneceram ate ser descoberta em 1989. Durante 40 anos, as atividades da Unidade 731 foram o segredo mais bem guardado do Japão. 

Os trabalhos da unidade permaneceram inéditos ate a descoberta, em uma loja de livros usados, de anotações feitas por um oficial da Unidade 731. Os documentos descreviam detalhadamente as experiências biológicas e demostravam que as cobaias das experiências de Shiro Ishii e sua equipe eram seres humanos. jovem Ishii era um brilhante microbiólogo do exercito. Com sua carismática personalidade, logo atraiu a atenção dos oficiais veteranos e conseguiu uma rápida promoção de posto. Aliando-se com ultranacionalistas do Ministério de Guerra do Japão, Ishii fez uma forte pressão a favor do desenvolvimento de armas biológicas. 

Quando o Japão invadiu a Manchúria, em 1931, Ishii vislumbrou sua oportunidade. Com uma grande verba anual e 300 homens, sua primeira missão recebeu o nome secreto de "Unidade Togo". 

Conhecidas como "Campo de Prisão Zhong Ma", as instalações da Unidade 731 foram costruídas com mão-de-obra forçada chinesa. No centro, existia um edifício , o 'Castelo Zhong Ma', que mantenham os prisioneiros em um laboratório . 

Os escolhidos para os testes humanos era chamados de 'marutas', que significa troncos. Numerados em ordem crescente ate o numero 500, os prisioneiros eram desde 'bandidos' e 'criminosos' ate 'pessoas suspeitas'. Eram bem alimentados e faziam exercícios regularmente, somente porque sua saúde era vital para a obtenção de bons resultados científicos. 

Quando Ishii necessitava de um cérebro humano para uma experiência, ordenava que os guardas obtivessem o órgão. Enquanto o prisioneiro era pego por um dos guardas, que segurava seu rosto contra o chão, o outro quebrava-lhe o crânio com um machado. O órgão era retirado grosseiramente e levado rapidamente ao laboratório de Ishii. Os restos mortais do prisioneiro sacrificado eram lançados no crematório do campo. 

As primeiras experiências centraram-se nas doenças contagiosas, como o antraz e a peste. Em um dos testes, guerrilheiros chineses foram infectados com bactérias da peste. Doze dias depois, os infectados contorciam-se com febres de 40 graus celsos. Um desses guerrilheiros conseguiu sobreviver por 19 dias antes que lhe fizessem uma autopsia enquanto ainda estava vivo. 

Alguns prisioneiros foram envenenados com gás fosfina e em outros foi aplicado cianureto de potássio. Alguns prisioneiros foram submetidos a descargas elétricas de 20.000 volts. Os prisioneiros que sobreviveram ficavam à disposição para receberem injeções letais ou para serem dissecados vivos. Cada morte era registrada por membros da unidade. 

A qualidade do trabalho, assim como sua personalidade, garantiram a Shirô Ishii um crescente poder. Em 1939, pôde mudar-se para instalações tão grandes quanto o campo de concentração de Auschwitz-Birkenau da Alemanha nazista. O novo quartel general da unidade 731 situava-se em Pingfan, Manchúria. 

O complexo de Pingfan possuía 6 km2 e abrigava edifícios administrativos, laboratórios, galpões, uma prisão para indivíduos submetidos aos teste, um edifício de autópsias e dissecação e três fornos crematórios. Um campo localizado em Mukden, detinha os prisioneiros de guerra americanos, britânicos e australianos, que também eram usados nas experiências. 

As baixas temperaturas diminuíram o rendimento militar durante os rigorosos invernos da Manchúria. Por esse motivo, as experiências sobre o congelamento foram especialmente desenvolvidas. Alguns prisioneiros eram deixados nus, ficando submetidos a temperaturas abaixo de zero e seus membros eram golpeados com paus até que se produzissem sons secos e metálicos indicando que o processo de congelamento estava terminado. Em seguida, os corpos eram "descongelados" através de técnicas experimentais. 

Em seu livro Factories of Death (Fábricas da Morte), Sheldon Harris, professor de história da universidade da Califórnia, descreve outras experiências, como a suspensão de indivíduos de cabeça para baixo, para determinar quando morreriam asfixiados. É quase indescritível a prática de injetar ar nos prisioneiros para acompanhar a evolução das embolias. Em outros indivíduos, era injetada urina de cavalo em seus rins. 

Sem nenhum sentimento de culpa, Ishii redigia regularmente documentos nos quais descrevia os resultados de suas experiências. Nestes relatórios, dizia que os teste eram realizados em macacos. O uso de seres humanos como cobaias era mantido em segredo. 

Até o fim da segunda guerra mundial, Ishii, então tenente-coronel, fez um pacto de juramento com seus subordinados para manter as experiências em segredo. Pingfan e outros lugares foram destruídos, e Ishii e seus homens regressaram para casa no anonimato. As atividades da unidade 731 permaneceram ocultas. 

Porém, nada passa despercebido pelos serviços de inteligência. Apesar das precauções de Ishii, os aliados possuíam inúmeros dossiês sobre os principais microbiólogos japoneses. Os estrategistas dos Estados Unidos apreciavam as vantagens táticas da guerra biológica, pois os agentes biológicos podem ser introduzidos inadvertidamente nos campos de guerra, e sabiam que Ishii havia realizado tais práticas em diversas ocasiões na China e em outros lugares. 

Os aliados estavam ansiosos para obter detalhes das experiências e das técnicas utilizadas por Ishii. Em particular, procuravam os relatórios das experiências com seres humanos, aos quais atribuíam um grande valor. No final da guerra, os cientistas de Fort Detrick, Maryland onde ficavam as instalações de guerra biológica dos Estados Unidos , iniciaram uma série de entrevistas com os técnicos japoneses, nenhum deles chegou a considerar as implicações éticas que o assunto envolvia. 

Uma vez constatados os fatos, um cabo informou ao Departamento de Guerra de Washington que "informações posteriores reforçavam a conclusão de que o grupo dirigido por Ishii violou as normas de guerra". O relatório informava ainda: "esta opinião não é recomendação para que o grupo seja acusado". 

Desejando impedir que os soviéticos obtivessem as informações de Ishii, os Estados Unidos fizeram um pacto com o próprio. Porém, era necessário vencer um importante obstáculo. As experiências deviam ser ocultadas, deveriam ser o "maior dos segredos", o mais obscuro deles. Os prisioneiros de guerra que regressavam, davam terríveis depoimentos sobres as experiências que foram realizadas neles. Se estes depoimentos se tornassem conhecidos, a opinião pública ficaria indignada e exigiria medidas drásticas. Portanto, havia apenas uma saída: o encobrimento dos fatos. 

Os procuradores do tribunal de crimes de guerra de Tóquio foram orientados para que investigassem superficialmente os fatos. Os prisioneiros de guerra foram coagidos a guardar segredos. Foi oferecida imunidade a todos os membros da unidade de Ishii, em troca de informações e cooperação. Iniciava-se o maior encobrimento dos fatos de guerra. Com a descoberta, em 1989, dos corpos enterrados nos subterrâneos de Tóquio, a história veio a tona e os ex-combatentes começaram a relatar suas experiências. 

"Que me mantêm se não a verdade, pois jamais esquecerei", declarou furiosamente Joseph Gozzo, antigo engenheiro de aviação, que atualmente vive em San José, Califórnia. Enquanto esteve preso, foi usado em experiências onde teve bastões de vidro introduzidos no seu reto. "não posso acreditar que o nosso governo os tenha deixado livres", disse. 

Em 1986, o ex-prisioneiro de guerra Frank James relatou suas lembranças a um comitê do congresso dos Estados Unidos. "Éramos apenas pequenas peças de um jogo, sempre soubemos que existia um encobrimento", disse James. 

Outro ex-prisioneiro, Max McClain, lembra que junto com seu companheiro de cela, George Hayes, eram colocados em filas para receberem injeções. Dois dias depois, Hayes lamentava-se: "Mac, não sei o que esses desgraçados me deram, mas sinto-me muito mal". Naquela mesma noite, dissecaram Hayes. 

A audiência durou apenas metade de um dia e somente um dos 200 sobreviventes foi convocado. O responsável pelos arquivos do exército declarou que os documentos obtidos de Ishii haviam sido devolvidos ao Japão, ainda na década de cinqüenta. Surpreendentemente, não havia se preocupado em fazer foto copias dos documentos. 

Na intenção de ocultar a verdade, os governos dos Estados Unidos e Japão, negaram que tais atrocidades tivessem ocorrido, apesar disso, uma serie de relatórios oficiais tornaram-se públicos. Em um arquivo do quartel general de McArthur, costa que a investigação da Unidade 731, foi realizada sob ordens da junta de Chefes do Estado Maior e "é essencial guardar segredo absoluto na intenção de proteger os interesses dos Estados Unidos e salva-los do escândalo". Finalmente, em 1993, o segredo oficial tornou-se publico com a abertura dos relatórios das experiências biológicas da Segunda Guerra Mundial. 

Depois da guerra, muitos dos responsáveis pelas experiências japonesas tiveram muita sorte. Vários deles graduaram-se em medicina e um deles chegou a dirigir uma companhia farmacêutica japonesa. Outros ocuparam cargos que foram desde a presidência da Associação Medica japonesa ate a vice-presidência da Green Red Cross Corporatino. Um membro da equipe de congelamento chegou a tornar-se um importante empresário da industria frigorifica japonesa. Shirô Ishii morreu em 1959 sem mostrar nenhum sinal de arrependimento. 

Antes de cessar suas atividades, Ishii ainda iria influenciar mais profundamente os aliados. A aceitação de seu trabalho significou que havia sido ignorado o termo que impedia a utilização de seres humanos como cobaias de experiências cientificas, estabelecido no acordo de 1925, na Convenção de Genebra. Os cidadãos dos Estados Unidos e do Reino Unido serviram de cobaias, desta vez nas cínicas mãos de seus próprios governos. 

GUERRA 

Durante mais de 40 anos, os governos do Reino Unido e dos Estados Unidos testaram armas biológicas em cidadãos desavisados. 

As armas químicas e biológicas são os mais terríveis instrumentos de destruição em massa. Com baixo custo e de fácil produção, são capazes de dizimar o inimigo, envenenar colheitas, e deixar gerações doentes e deformadas entre os que conseguem sobreviver. Tudo isto, a um custo infinitamente menor que o armamento nuclear e sem a necessidade de grandes desdobramentos de tropas. 

No final de 1947, os serviços de inteligência dos EUA estavam prestes a conseguir estas armas apocalípticas. Através de acordos secretos com Shirô Ishii, chefe da unidade 731 - a equipe responsável pela guerra biológica japonesa -, tomaram conhecimento em primeira mão dos efeitos que numerosos agentes causaram nos seres humanos. 

As horríveis histórias que os sobreviventes contaram foram encobertas para evitar "incômodos" a Ishii e seus colaboradores, e os governos ocidentais concederam imunidade a todos os membros da unidade 731 para poderem ter acesso às suas descobertas. Como expõe friamente um relatório do Pentágono de dezembro de 1947: "Tais informações não poderiam ser obtidas em nossos laboratórios em razão dos problemas morais inerentes às experiências com humanos. Estes dados foram obtidos com um investimento de 250.000 dólares, muito barato...". 

Por este pequeno preço os governos britânicos e norte-americano, obtiveram exaustivos detalhes dos efeitos da guerra biológica nos seres humanos. Receberam também, relatórios de autopsia ao vivo, dissecações em fetos e bebes, além de um meticuloso estudo sobre sintomas da peste, do tifo, doenças veneras, varíola, gangrena, salmonelíase, escarlatina, tétano, coqueluche e inúmeras doenças atrozes. O fato do Ocidente ter permitido que Ishii ficasse impune, constitui um dos segredos mais obscuros da segunda guerra mundial, e permaneceu arquivado como informação secreta durante mais de 30 anos. 

Sabendo que as doenças podiam ser os agentes biológicos ideais, os governos ocidentais começaram um programa nas bases de ataques "suave" em algumas de suas cidades mais importantes, para determinar os métodos mais eficazes de comunicação em massa. 

Quando a guerra fria se iniciou, o pentágono começou a temer que um submarino soviético pudesse entrar em suas águas, liberando uma nuvem de bactérias e desaparecendo antes que a população percebesse que tinha sido contaminada. Dessa forma, em setembro de 1950, dois patrulheiros da marinha, na baía de San Francisco, lançaram uma nuvem de Serratia marcescens, uma bactéria relativamente benigna desenvolvido nos laboratórios de Port Down no Reino Unido. 

Depois de seis destes ataques "suaves" percebeu-se que 300km2 de área de São Francisco tinham sido infectadas e quase toda a população havia inspirado a bactéria. Essa experiência provava que uma importante cidade era totalmente incapaz de defender-se de uma contaminação em massa, provocada por uma bactéria difundida através do ar. 

No final dos anos 50, o exercito dos EUA tinha realizado experiências em Savannah 99Georgia) a Avon Park (Florida). Grandes quantidades de mosquitos foram lançadas por aviões em zonas residenciais, uma técnica da unidade 731. Muitos residentes ficaram doentes, outros morreram. Em seguida, militares, disfarçados de funcionários da saúde publica, realizaram testes médicos nos infectados. Ainda que os detalhes dessa experiência continuem sendo secretos, acredita-se que os mosquitos eram portadores da febre amarela, um vírus que provocava febres altas e vômitos e causa a morte de um em cada três infectados. 

Outros testes realizados para comprovar a vulnerabilidade das cidades aos ataques biológicos foram realizados no Reino unido, Canada e EUA culminando com um ataque à cidade de Nova Iorque em 1966. Agentes da Chemical Corps Special Operation Division, borrifaram através das grades de ventilação das estações de metro, a bactéria Bacillus nas horas de maior movimento. As turbulências criadas pela passagem dos vagões, demostrou que esse era um meio para propagar bactéria por toda a cidade. 

O ataque infectou quase um milhão de pessoas e mais uma vez, foi comprovado que não há forma de defender-se de um ataque inimigo. Tomando conhecimento disto, os EUA deram um passo adiante e dedicaram-se a pesquisa de aplicações militares: a possibilidade de sobreviver a um ataque inimigo ou pelo menos a mutua descrição através de infecções em massa teriam que estar garantidas. 

Os conhecimentos adquiridos não foram utilizados para fins militares ate a guerra da Coréia. Em uma noite, os habitantes do povoado de Min-Chung ouviram um avião sobrevoar seus telhados. Quando acordaram descobriram um grande numero de ratos do mato, a maioria deles mortos e muitos com a pata fraturada. Aterrorizados os homens da aldeia queimaram os roedores, exeto quatro deles. Teste confirmaram que estavam infectados pela peste bulbonica. 

Uma comissão internacional investigou este e outros incidentes semelhantes, publicando suas conclusões no relatório da comissão cientifica internacional sobre as acoes relativas a guerra bacteriológica na Coréia e na china. Em relação ao incidente de Mim-Chung, o relatório informa: "não há duvida de que um grande numero de ratos do mato infectados com a peste bulbonica foram lançados no distrito de Kan0Nan, durante a madrugada de 5 de abril de 1952, desde o avião que os habitantes ouviram. O avião foi identificado como sendo um F-82, um caça noturno de dupla fuselagem norte-americano". O governo dos EUA negou as acusações. 

A guerra biológica apareceu novamente na guerra do Vietnã. O exercito dos EUA utilizou desfolhantes para assolar as selvas nas quais os viet congs se refugiaram. Destruiu plantacoes para desmoralizar os inimigos e seus simpatizantes. Pesquisaram-se aproximadamente 26.000 variações de herbicidas e desfolhantes para serem utilizados do sudeste asiático. Destas substancias foram escolhidas seis para devastar a selva. Foram chamadas de agente purpura, verde, azul, branco, laranja, rosa, dependendo da cor de seus componentes. De todas elas, o agente laranja era o mais poderoso e foi utilizado para devastar a área cuja vegetação era mais densa. O produto era composto do desfolhante 245-T, desenvolvido na Inglaterra e uma pequena contidade de dioxina; a combinação acelerava o crescimento de arvores e arbustos de forma que o próprio peso as destruía. Também produzia efeitos terríveis sobre os humanos. 

A operação "Ranch Land" constituiu em espalhar agente laranja em uma área de 50.000 km2 no final da guerra havia sido lançado no vietna mais de 110 kg da dioxina que fazia parte da composição do agente laranja (85g da letal toxina depositado no abastecimento de água de Washington seriam suficientes para matar seus habitantes). Nos recém-nascidos apareceram terríveis deformações, triplicaram os casos de bebes com lábio leporino e espinha bifita e o numero de bebes nascidos mortos duplicou. 

Em resposta as denuncias feitas pelos médicos de Saigon, o pentágono insistiu que a utilização de produtos químicos para destruir a vegetação da selva não violava nenhum tratado internacional. Apesar dessa atitude, era obvio que os efeitos de desfolhação foram mais longe que a mera devastação da selva, e os norte-americanos que se opunham a guerra do vietna, pressionaram a proibição do agente laranja. Em 1977, o governo cedeu e foi publicada a convenção de armas biológicas, na qual ficava proibida a guerra biológica considerando que era "incompatível com a consciência da humanidade". As experiências, no entanto, continuaram secretamente. 

Encaradas como "a bomba atômica do pobre" as armas biológicas são uma opção atrativa e barata. Durante a guerra o golfo as forcas aliadas foram muito cautelosas com os possíveis ataques já que a combinação da alta temperatura com a pele suada tornava os soldados muitos vulneráveis aos agentes biológicos. Antes da invasão do Kuwait, sabia-se que o Iraque tinha armazenado inúmeras armas biológicas. O arsenal incluía 28 mísseis SCUD carregados com gás sarim, 800 bombas de gás nervoso, 60 toneladas de gás nervoso tabun e 250 toneladas de gás mostarda, e não foi destruído pelo bombardeio em massa do aliado. Depois dos ataques com armas biológicas no setor curto do iraque, no final dos anos 80, suspeita-se que Saddan Hussein pode ter feito experiências com estas armas contra forcas aliadas. 

Se o uso de armas biológicas em um contexto militar é alarmante, pensar que grupos terrorista podem ter acesso a elas e usa-las em populosos centros urbanos, inspirava pavor. Um recente incidente dessa natureza alarmou o mundo inteiro. Em de 1995 o atentado com gás sarin no metro de Tóquio, cometidos por membros da seita Aum Shinriyko, provocou 12 mortes. Se a mistura química e o sistema de difusão tivessem sido um pouco diferente, o numero de mortes teria sido muito maior. 

Agora se sabe que a seita Aum Shinriyko pregava a destruição do ocidente, e as armas biológicas teriam sido facilitadas pela Rússia desejando conseguir ajuda financeira do Japão. Acredita-se que a seita, auxiliada pelos serviços secretos russos, pode ter tido acesso as industrias química russas. 

Por causa da expansão do crime organizado na Rússia, as potências ocidentais temem que as armas possam ser adquiridas no mercado negro. É muito fácil transportar e esconder os mesmos elementos necessários para realizar o atentado de Tóquio. Dois produtos químicos inofensivos podem ser misturados para tornarem-se agentes mortais, o que significa que em teoria, estão ao alcance de qualquer organização decidida a obte-los. Parece absurdo pensar que a Inglaterra e os EUA, quando decidiram manter em segredo as atividades da unidade 731, podiam prever estas ameaças da guerra biológica moderna. Contudo fazer experiências com armas potencialmente tão destrutivas, poucos anos depois das devastadoras explosões de Hiroshima e Nagasaki, é um fato que desafia a lógica. Enquanto construía os fundamentos da terceira guerra mundial, o ocidente lançava sobre o mundo uma nova e terrível forma de morte. Existem imagens mais fortes, porém, não achei prudente postá-las aqui, mas de qualquer forma elas podem ser vistas no Google Imagens.

 

Agradecimentos pela matéria a Adrien Marinho

 

Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Unidade_731 

 

 


SEGUNDA-FEIRA, 30 DE JULHO DE 2012

A Bandeira Olímpica... e Marina Silva, a “ética” e “ecológica” entregou a bandeira olímpica a soldados da OTAN?!

 

 29/7/2012, Manlio Dinucci (recebido por e-mail em italiano; enviado simultaneamente, pelo autor, para Il Manifesto, Itália, sob o título La bandiera olimpica in mano ai militari , aqui modificado)

 

Enviado e traduzido pelo pessoal da Vila Vudu

 

 As Olimpíadas podem ser “tempo de amizades novas e renovadas, onde se forjam a paz e o entendimento”. Assim o Arcebispo de Westminster saudou os atletas chegados a Londres, vindos de todas as partes do mundo. Para manifestar esse espírito, na cerimônia de abertura, o governo de Sua Majestade entregou a bandeira com os cinco círculos olímpicos, símbolo de paz... a um esquadrão de 16 soldados britânicos, selecionados entre os que mais se destacaram em guerras em curso.

 

 À frente do esquadrão, formado de oficiais e soldados das três armas, vinha Tal Lambert, diretor de comunicações das bases aéreas de Lyneham e Brize Norton, usada ano passado na guerra contra a Líbia.

 

Dentre outros militares da Real Força Aérea britânica, ali estava o Sargento Suneil Raval, condecorado por participação nas guerras dos Balcãs e do Iraque. Dentre os da Marinha e das Forças Especiais, vinha o oficial John Hiscock, condecorado pela Rainha com a Medalha da Galanteria, por ação na invasão do Iraque. Dentre os do Exército, o sargento Kyle Reains, condecorado por ação em combate no Iraque e no Afeganistão, onde foi ferido; e o cabo Josh Rainey, com duas missões de alto risco no Afeganistão, no currículo.

 

 Exibir um esquadrão militar a carregar não só a bandeira britânica, mas também a bandeira olímpica foi gesto altamente simbólico: a reafirmação de que os exércitos da Grã-Bretanha e de outros países da OTAN não fariam guerra de agressão e só operariam no interesse da paz e da humanidade.

 

 Causa escândalo e vergonha que o Comitê Olímpico Internacional tenha admitido essa manifestação de forças militares, que deve ser proibida, para o futuro, em qualquer país no qual se realizem as Olimpíadas.

 

 Também causa escândalo e vergonha que a imprensa internacional tenha ignorado essa manifestação, embora toda a imprensa mundial tenha testemunhado o gesto belicista. Mas jornais, televisões e jornalistas profissionais estavam ocupados em comentar o chapéu da rainha, no momento em que militares hasteavam a bandeira olímpica, reafirmando a glória do Império Britânico.

 

 Em tempo: Entre as “entidades” vestidas de branco, que entregaram a bandeira olímpica aos cuidados de soldados da OTAN, vinha, surpreendentemente, D. Marina Silva, brasileira, sem NENHUM atributo que a qualifique para estar naquele lugar pressuposto honroso e queabsolutamente NADA representa no Brasil.

 

Dado que ainda não se sabe, no Brasil, POR QUE foi convidada, aproveitamos a oportunidade para registrar, por hora, o nosso escândalo e a nossa vergonha apenas PESSOAIS. Voltaremos a esse assunto [Nota dos tradutores brasileiros].

 

 POSTADO POR CASTOR FILHO ÀS15:30:00


 

 

Nassif

O Blog do Noblat, esta retirando todos os posts que estão falando da Lista de Furnas.

Um comentárista colocou um post com uma receita de bolo mineira, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

 


Busca:  Leia os comentários:Frase do diaO julgamento do mensalão pode marcar a história. Julgar com isenção: o que for correto, absolve, o que for crime, castiga. Isso pode mudar a cultura política brasileira.Enviado por Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República - 31/7/2012 - 5:38 Exibir      10  20  50  100  200  300  todos    comentários.
Nome: João Ferreira Bastos - 31/7/2012 - 19:00

Receita de bolo Mineiro:

4 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
2 xícaras e 1/2 (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de aguá em temperatura ambiente
1 colher sopa de fermento em pó

Calda:
3 xícaras (chá) de leite
1/2 xícara (chá) de açúcar
2 colheres (sopa) de chocolate em pó, ou achocolatado
2 colheres (sopa) de margarina

Cobertura:
1 lata de leite condensado
2 latas de leite
1 gema
2 colheres de margarina
2 colheres (sopa) de amido de milho



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Nome: Ana L. M. da Silva - 31/7/2012 - 18:40

Caixa 2??? 

Só caixa 2?

Então o PT e Lulla, além de serem ladrões, são muito incopetentes.

Merecem ser condenados pela justiça e pelo povo. 

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Nome: Francisco - 31/7/2012 - 18:25
As provas indicam que não houve mensalão, e sim caixa 2. Isso é público e notório.

Caixa 2 é crime e tem que ser punido.

Mas não deixa de ser um vexame noticiar por 5 anos o "mensalão", e ao final se provar que era caixa 2, algo que o PSDB e DEM são pós-graduados e dão aula sobre.

Não importa que o PSDB, DEM, etc, não vão ser pegos por seu caixa 2. O PT foi pego, tem que pagar. O ideal seria todos serem pegos. 

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Nome: Luiz Carlos Oliveira - 31/7/2012 - 18:23
Mas existe alguém correto nessa tramóia? O Presidente FHC está sendo muito dondescendente com estes malandros. 

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Nome: Joãojosé da Silva - 31/7/2012 - 18:16
FHC, além de honrado é culto. 

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Nome: A Bem da Verdade - 31/7/2012 - 17:42

Mais munição para comprovar o mensalão:

"Confirmada decisão do BC que pune Banco Rural

31 de julho de 2012 | 17h 22

MARIANA DURÃO - Agência Estado

O Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), conhecido como "Conselhinho", confirmou a decisão do Banco Central de multar o Banco Rural em R$ 200 mil e punir com inabilitação quatro ex-executivos da instituição. Na lista estão a ex-presidente do banco, Kátia Rabello, e José Rob.erto Salgado e Ayanna Tenório Torres de Jesus (que foram vice-presidentes), todos réus no processo do mensalão.

Os executivos e o banco foram acusados de simular uma transferência de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) para o Banco Simples, controlado pelo Rural, em 2004. A operação fictícia permitiu a redução dos passivos do Banco Rural e a liberação de R$ 111 milhões retidos no BC como compulsório de depósitos a prazo." 

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Nome: Eunaosabia - 31/7/2012 - 17:18
Essa baixaria que o PT e a turma dos MSL aplicou contra Russomano pode sair pela culatra... em primeiro lugar o eleitor de São Paulo é medianamente informado e já está calejado com esses golpes eleitorais do PT (vide greves, arranca rabos na rua e PCC, paulistano sabe de onde vem...) isso pode se virar contra o PT e além do mais Russo tem uma emissora de TV que o apoia... é bom ficar de olho petelões golpistas... essa treta vai se voltar contra vocês mesmo... 

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Nome: A Bem da Verdade - 31/7/2012 - 17:00


Veiu Hirônico - 31/7/2012 - 16:42


E os 10 milhões que o PT deu ao PL não é compra de partido para a base aliada não? 

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Nome: A Bem da Verdade - 31/7/2012 - 16:57


Maria da Esperanca - 31/7/2012 - 16:13


Desculpe discordar de você o Celso de melo o mais antigo Ministro do STF não obedece a ninguém, aliás ele (como até postado pelo Noblat) pretende antecipar sua aposentadoria assim que terminar o julgamento do Mensalão.

O Marco Aurelio este realmente é muito polémico é sempre contra tudo que é decidido no STF, mas mesmo sendo primo do Collor não creio que seja pau mandado.
Aliás temos até alguns nomeados pelo Lula que também não são.

Você todos preocupados com o Toffoli, quando eu tenho muito mais preocupações é com o Levandowsky (este sim um pau mandado do Lula) e do Fux, a Rosa (a mais nova) para mim é uma incognita. 

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Nome: Veiu Hirônico - 31/7/2012 - 16:43
e em sampa hêm, pobre do Russomano, teve a ousadia de parelhar nas pesquisas com o grupo mor de urupucas e armações.., seu nome não sai dos pigues locais como bandoleiro...




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Num sítio cujo nome é SEJA BEM INFORMADO leio que PIMENTA DA VEIGA se entrega após STF determinar prisão.

Fiquei intrigado, mas por pouco tempo, pois a própria foto já desmente a manchete que apesar de datada de 2011 (ainda) não foi corrigida:

O Pimenta em questão é o NEVES, e não o DA VEIGA. O próprio texto naquela página não deixa dúvidas de que o preso foi o Neves. 

http://www.sejabeminformado.com.br/noticia.php?idNoticia=3827

 

 No Brasil homossexuais são agredidos e mortos e uma lei contra homofobia parece estar longe. Emquanto isso, na Argentina....

Casal gay registra filho na Argentina em caso inédito no mundo

 

Buenos Aires - Um casal gay inscreveu nesta terça-feira (31/7) o filho no registro civil de Buenos Aires sem a mediação de uma decisão judicial, um caso único no mundo, informou Maria Rachid, dirigente da ONG Lésbicas, Gays, Bi e Transexuais (LGBT).

"É o primeiro caso em nível mundial onde a certidão de nascimento é expedida diretamente pelo registro civil como filho de dois homens. Em outros casos foi feito a partir de uma decisão judicial, que retificava a certidão anterior", explicou Rachid, também legisladora da Assembleia de Buenos Aires.

O casal formado por Carlos Grinblat, de 41 anos, e Alejandro Dermgerd, de 35, inscreveu nesta terça-feira, em um cartório do centro da capital argentina, Tobias, com um mês de vida. O bebê nasceu na Índia, país que o casal escolheu para alugar o ventre da mulher que deu à luz seu filho.

"Nossa única luta era por formar nossa família. É outro passo no reconhecimento dos direitos igualitários. Este é um caminho que começou há anos e um marco foi o casamento igualitário", disse Grinblat ao sair do cartório, enquanto exibia, ao lado do companheiro, o documento que atribuía o registro do filho aos dois.

Em 2010 a Argentina se tornou o primeiro país da América Latina a autorizar o casamento gay em nível nacional e o décimo do mundo, depois de Holanda, Bélgica, Espanha, Canadá, África do Sul, Noruega, Suécia, Portugal e Islândia.

Desde 21 de julho de 2010, quando a presidente Cristina Kirchner promulgou a norma aprovada seis dias antes pelo Congresso, "se oficializaram 5.839 casamentos em todo o país", destacou a LGBT em 12 de julho.

Enquanto isso, em maio passado, o Congresso argentino aprovou por ampla maioria a lei de identidade de gênero, que autoriza travestis e transexuais a registrar seus dados com o sexo escolhido.

 

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2012/07/31/intern...

 

¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

Toni Reis, do ABGLT, escreveu um artigo na CartaCapital a respeito de um post do pastor e deputado federal Pr. Marco Feliciano

O post do pastor pode ler lido aqui, com o armagedônico título de CATÁSTOFRE À VISTA

http://www.marcofeliciano.com.br/blog/index.php/2012/07/04/catastofre-a-...

Um trecho do post do pastor: Falo como um parlamentar desesperado. Que sofre na pele a perseguição que vem maciça através da mídia tendenciosa e irresponsável , dos simpatizantes, militantes e ativistas GLBTT, ateus, abortistas e afins.

Mais adiante, uma possível explicação para o desespero: Quando nossos parlamentares fazem qualquer trabalho defendendo nossas causas na Camara dos Deputados, a própria mídia da casa não da a mínima, mas basta qualquer um dos parlamentares que apóiam a causa GLBTT, eles são primeira capa, capa do meio, capa da frente, etc.

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 O texto de Toni Reis na CartaCapital:

Gays, evangélicos e o direito à igualdade num Estado laico

Um deputado federal e pastor evangélico fez um chamado no mês de julho de 2012 a todas as denominações evangélicas do Brasil para que se unam contra a criminalização da homofobia e criticou as decisões do Supremo Tribunal Federal “de esquerda” a favor de “tudo que não presta”, incluída aí a “união estável homoafetiva”.

O pastor é longe de ser o único a fazer manifestações públicas desta natureza: basta fazer uma busca em alguns sites fundamentalistas na internet, assistir a determinados programas de televisão e ouvir discursos proferidos por certos parlamentares evangélicos fundamentalistas.

Fico me perguntando por que tanto desprezo, tanto ódio, tanta agressão, tanto amedrontamento infundado dos fiéis, tanto anúncio da “catástrofe” por vir que representaria a proteção jurídica dos direitos humanos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT), e tanta perseguição até contra pessoas que não são LGBT mas que têm manifestado seu apoio à causa da diversidade, vide alguns ataques que já se iniciaram nessas eleições. Nestas posturas, onde está o espírito do cristianismo exemplificado e pregado pelo próprio Cristo? O que aconteceu com o mandamento pregado por ele: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”?

A homofobia é pecado, assim como o racismo. Vejam por analogia, quando Tiago relata “Todavia, se estais cumprindo a lei real segundo a escritura: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo, fazeis bem. Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo por isso condenados pela lei como transgressores;” e também em Atos: “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas.” Mesmos fossemos utilizar argumentos de livros sagrados, o que não é o caso, está havendo – sim – acepção da comunidade LGBT.

Querer marginalizar segmentos da sociedade em nome de uma suposta verdade é uma prática perigosa, e também um erro no sentido original da palavra pecar (errar o alvo). A este respeito é impossível não fazer um paralelo com o extermínio nazista de todas as pessoas que – segundo o dogma deles – também “não prestavam”. O resultado disso foi o holocausto.  O paralelo também se espelha no seguimento incondicional, cegamente e sem senso crítico, das pregações dos líderes fundamentalistas, até se chegar ao caos irreversível, o verdadeiro inferno na terra: o holocausto no caso do regime nazista; a intolerância e barbárie no caso do islã fundamentalista, por exemplo.  Seria imperdoável a religião, no caso o fundamentalismo evangélico no Brasil, errar mais uma vez.

Os protestantes / evangélicos já sofreram muito no Brasil e em outros países católicos, chegando a ser uma minoria perseguida. Por que então perseguir outra minoria por causa de sua condição sexual? Não se aprendeu nada da triste lição de ser objeto de preconceito, discriminação e até de morte por serem “hereges”, ou terem uma religião diferente da predominante, assim como as pessoas LGBT sofrem hoje por terem uma sexualidade diferente da convencionalmente aceita. Apenas como exemplo, na semana passada publicaram-se os resultados de mais uma pesquisa que apontou que 70% dos gays de São Paulo já sofreram agressão, entre agressão verbal, física e sexual.

Temos plena consciência de que é um erro generalizar e sabemos – de primeira mão – que há muitas pessoas evangélicas que não seguem essas posturas fundamentalistas homofóbicas e, sim, procuram respeitar a todos na profissão e no exercício de sua fé.

Um exemplo é o bispo negro sul africano, Desmond Tutu, da igreja Anglicana, ganhador do Prêmio Nobel da Paz, que tem se posicionado inúmeras vezes contra a prática de fazer acepção às pessoas LGBT: “Discriminar nossas irmãs e nossos irmãos que são lésbicas ou gays por motivo de sua orientação sexual é para mim tão totalmente inaceitável e injusto quanto o apartheid… Opor-se ao apartheid foi uma questão de justiça. Opor-se à discriminação contra as mulheres é uma questão de justiça. Opor-se à discriminação por orientação sexual é uma questão de justiça. É improvável que o Jesus a quem louvo colabore com aqueles que vilipendiam e perseguem uma minoria que já é oprimida” (tradução minha, fonte).

Não queremos uma guerra santa ou uma guerra arco-íris, muito menos criar e impor uma “Ditadura Gay” ou um “Império Gay”. Não! Absolutamente! Não queremos ser excluídos das famílias e nem destruí-las, como se alega. Queremos ter a nossa vivência e construir a nossa família da nossa forma, em coexistência pacífica e harmoniosa com as já estabelecidas. A diversidade existe e isso há de ser reconhecido e respeitado. Uma sociedade se faz com toda a diversidade: “Quase sempre minorias criativas e dedicadas tornam o mundo melhor” (Martin Luther King). Não se deve discriminar ninguém, sejam 0,25%, 25% ou 90% da população. Respeitar as minorias é dever de todos, como já diz o grande pacifista Gandhi: “Uma civilização é julgada pelo tratamento que dispensa às minorias”.

Também há muitas pessoas LGBT que são cristãs e para as quais é dolorido serem taxadas de pecadores e desviantes dentro do seio das igrejas, ao ponto de se sentirem excluídas e desistirem de frequentá-las. Neste sentido, gostaria de citar o primeiro ministro do Reino Unido, David Cameron (partido conservador) em pronunciamento recente: “Eu sei que isso é muito complicado e difícil para todas as igrejas, mas acredito fortemente que as instituições devem redescobrir a questão da igualdade e as igrejas não devem ser oposição a pessoas que são gays, bissexuais ou transgêneros, que também podem ser membros plenos das igrejas, assim como muitas pessoas com visões cristãs profundamente enraizadas são homossexuais”.

A igualdade é uma das questões no cerne deste debate. O Brasil é um Estado laico – não há nenhuma religião oficial, as manifestações religiosas são respeitadas, mas não devem interferir nas decisões governamentais – e o País é regido por uma Lei Magna, a nossa Constituição Federal. E a Constituição garante que todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, e que não haverá discriminação. Por isso as proposições legislativas que visem a restringir nossos os direitos se veem derrotadas uma a uma.

No caso da população LGBT no Brasil, ainda não temos igualdade de direitos em todos os quesitos, e ainda sofremos muita discriminação. Os dados oficiais do governo federal para o ano 2011, obtidos através do módulo LGBT do serviço telefônico Disque-denúncia, revelam que houve 6.809 denúncias de violações de direitos humanos de pessoas LGBT, representando 18.6 violações por dia. As violências mais denunciadas são as de ordem psicológica (42.5%), por discriminação (22.3%) e a violência física (15.9%).

Este quadro, e incluindo também o elevado nível de assassinatos, se repete todos os anos no Brasil. Apesar disso, o Congresso Nacional tem sido omisso e em 11 anos não aprovou nenhuma proposição em resposta a esta situação. Esta omissão é mais um sinal de desrespeito aos preceitos constitucionais da igualdade, da não discriminação, da dignidade humana, entre outros e, acima de tudo, um sinal claro do desrespeito e da indiferença quanto à situação vivida pela população LGBT. Diante disso, não podemos mais ficar de braços cruzados e aceitar o descaso. Buscamos junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) a possibilidade do reconhecimento de nosso direito à proteção jurídica contra a violência e a discriminação homofóbica, como já existe em 58 países.

Isso não é uma ameaça à liberdade de expressão, e nem à liberdade de crença. A nossa iniciativa não é um ataque frontal voltado para as igrejas. Defendemos intransigentemente essas liberdades, contanto que não sejam utilizadas como salvo-conduto para ataques à nossa cidadania, e nos defenderemos com todas as armas políticas e jurídicas disponíveis – incluídos aí o Ministério Público e o Judiciário, sempre.

O mandado de injunção apresentado ao STF é uma tentativa de reverter o comprovado quadro de violência e discriminação que nós, cidadãs e cidadãos LGBT brasileiros, vivenciamos nos mais diversos campos, mas que – ao contrário do racismo, por exemplo – não é punido por legislação específica, de modo a incentivar e perpetuar a impunidade de quem pratica esses crimes.

A decisão de 5 de maio de 2011 do STF em reconhecer a união estável homoafetiva foi uma afirmação da soberania da Constituição em nosso País e da indivisibilidade da igualdade dos direitos. Isto quer dizer que não há mais direitos para alguns setores da sociedade, e menos para outros, mas que os direitos são iguais, ou pelo menos deveriam ser, no dia-a-dia da sociedade brasileira. Enquanto o Legislativo Federal persiste em não reconhecer isso, a mais alta instância do Judiciário foi firme e unânime em fazer valer os preceitos constitucionais indiscriminadamente.  Que o mesmo exemplo seja dado em relação à criminalização da homofobia.

 

* Toni Reis é doutor em educação e presidente da ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

 

¨Liberdade é a liberdade dos que pensam diferente¨ -- Rosa Luxemburgo

Por Mauro Santayana

30 de julho de 2012

A senhora Marina Silva é um caso típico de como as virtudes enganam. Ela surgiu na vida pública brasileira como a pobre menina da floresta, que se torna ativa militante da causa ambiental, entra para a política ainda muito jovem, dentro do PT; é eleita senadora pelo Acre; torna-se Ministra, e chega a candidatar-se, sem êxito, à Presidência da República. Trata-se de uma biografia virtuosa. Marina é militante de uma causa vista como nobre, a da defesa da natureza. Mas não se pode dizer, com o mesmo reconhecimento, de que se trata de uma boa brasileira. Marina é hoje, e é preciso dizer, uma patriota do mundo. Nenhum brasileiro, vivo ou morto, foi tão homenageado pelos mais poderosos governos estrangeiros e organizações não governamentais do que esta senhora, ainda relativamente jovem.

Ela, ao militar pela natureza universal, não tem servido realmente ao Brasil e à sua soberania. O Brasil, com o apoio, direto ou indireto, da senhora Silva, tem sido acusado de destruir a natureza. Quando seu companheiro de idéias, Chico Mendes, foi assassinado em Xapuri, o New York Times chegou a dizer que o mundo iria respirar pior, a partir de então. A tese do jornal, já desmentida pela ciência não engajada, era a de que a Amazônia é o pulmão do mundo. Assim, a cada árvore abatida, menos oxigênio estaria disponível para os seres vivos.

Marina Silva transita à vontade pelos salões da aristocracia europeia e norte-americana. É homenageada, com freqüência, pelas grandes ongs, como a WWF, que contava, até há pouco, com o caçador de ursos e de elefantes, o Rei Juan Carlos, da Espanha, como uma de suas principais personalidades. Na melhor das hipóteses, a senhora Marina Silva é ingênua, inocente útil, o que é comum nas manobras políticas internacionais. Na outra hipótese, ela sabe que está sendo usada para enfraquecer a posição da nação quanto à defesa de sua prerrogativa de exercer plenamente a soberania sobre o nosso território.

Ainda agora, a ex-candidata a Presidente acaba de ser homenageada pelos organizadores londrinos dos Jogos Olímpicos, como convidada de destaque, ao lado de outras personalidades mundiais, a maioria delas diretamente ligadas às atividades esportivas, o que não é o seu caso. Para quem conhece os códigos da linguagem diplomática, tratou-se de uma desfeita ao Brasil, como país soberano, e, de forma bem clara, à Presidente Dilma Roussef. Dilma, com elegância, declarou-se feliz pela homenagem à sua adversária nas eleições presidenciais de 2010, e que permanece militando na oposição ao atual governo. A Chefe de Estado, que ali representava a nação inteira, e não ongs interessadas em retardar o desenvolvimento autônomo do Brasil, não assinou recibo pela aleivosia de uma Inglaterra decadente, contra um Brasil que cresce no respeito do mundo.

 

Fonte: Mauro Santayana

 

http://www.maurosantayana.com/2012/07/uma-desfeita-ao-brasil.html

 

Êpa!!! Pode parar!!! O TSE agora virou trapaceiro? Então, a intenção de criar um mega metrô que liga São José de Ribamar (Ma) a São Bernardo (SP) foi da Justiça Eleitoral?
Posted on julho 31, 2012 by Caio Hostilio

Senhores eleitores de São José de Ribamar, em minha opinião, isso não pode ficar dessa forma. Isso é um desrespeito com os munícipes da mais bela cidade balneária do Maranhão!!!


É preciso que o TSE – Tribunal Superior Eleitoral – faça urgente uma reparação e peça desculpas ao povo ribamarense. Isso simplesmente é um absurdo… É uma humilhação e, principalmente, um preconceito com os nordestinos.


A Presidenta daquele Superior Tribunal, ministra Carmem Lúcia, tem por obrigação, mandar averiguar de quem partiu tais propostas mirabolantes, que serviram de chacota… Chegando ao ponto de apresentarem o protótipo do tal metrô pronto.


As propostas mirabolantes foram registradas em nome do candidato “socialista” Arnaldo Colaço, que chegou a emitir uma nota desmentindo que teria ele quem teria feito tais propostas e chegando a acusar diretamente seu opositor Gil Cutrim e o TSE, como se houvesse um conchavo!!! Isso é grave e deve ser apurado.


Agora, Colaço fez outro plano de governo… Dessa vez ele registrou em cartório, conforme abaixo, mas o documento é datado do dia 30 do corrente mês, isso depois do ocorrido, e cadê a cópia o anterior? O gato comeu?


 

É da maior importancia a informação de veja de que vai processar o caluniador. Primeiro, temos que saber quem é o caluniador: é o juiz ou é a andressa. Ela espertamente não disse.

Em AMBOS os casos a revistinha se entrega. Se contra o juiz, soma à ideia do dossiê, coisa que poucos duvidam porque quem fazia dossiê não era o cachoeira era veja; se denunciar andressa, aí vai ter com o cachoeira, e brigar com sócio é fria. Ainda mais sócio de bandidagem.

Claro que veja vai esquecer o que disse em 10 minutos. Mas nós devemos cobrar a atuação da veja em defesa do que ela diz ser "principio ético". Vai ficar provado que isto ela nunca teve.

 

Esta o censor de comentários do chapeleiro maluco engoliu com chumbada e tudo:


Leitor da Veja on 31/07/2012 at 11:22 am

Baiano arretado penetra profundamente no blog do Uncle King:


Fórmula clássica: As primeiras palavras têm o efeito da vaselina e servem para enganar o censor apressado. Depois é só entrar com tudo…


BAIANO ARRETADO (31/07/2012 às 10:38):


A verdade é que tá tudo dominado, Reinaldo! Mas não perco as esperanças de que a petralhada vai pagar caro por tudo. Pelo menos é isso que a maioria dos comentários aqui desse blog de raivosos da direita escrevem todo dia. O fato é que o povo não quer mais a direita no poder, elegeu o PT por três eleições consecutivas e vai eleger a dilma daqui há dois anos. E isso transborda a direita jurássica de raiva. Mensalão não existiu e caixa dois fazem os demos e tucanos também. Que se mude o financiamento de campanhas. Agora, a direitalha posar de inocente e querer demonizar o pt, é patético. E mensalão com dinheiro público quem recebe é a veja dos tucanos paulistas disfarçado de compra de assinaturas de revistas. Um vergonhoso toma lá dá cá que o blogueiro raivoso só faz esconder censurando comentários que dizem a verdade, como esse meu. Só pra enganar a censura vou postar no fim um comentário bem raivoso tipico dos leitores dessa revista vendida ESSE JÂNIO DE FREITAS E A FOLHA DE SÃO PAULO SÃO PETRALHAS DISFARÇADOS !!!

 

Mais coincidências da lista Valerioduto-Azeredo-Gilmar

Coincidências de personagens da lista publicada pela Carta Capital em que aparece o Gilmar Mendes:

Coincidências juízes TRE-MG

O PDF original está disponível em:

http://www.tre-mg.jus.br/portal/website/publicacoes/revista_eletronica/revista_8.pdf

O processo em si parece uma bobagem (1 cartaz foi colado em um poste de uma cidade do interior!) e a decisão parece razoável, mas é tudo muito estranho...

Será que todos os recursos eleitorais em MG 1998/1999 eram julgados por esta mesma turma?

 

 

Nassif, acho que seria interessante tratar desta greve que os caminhoneiros estão fazendo - se é que isso pode se chamar de greve.

Está me parecendo que a alteração da legislação deveria interessar aos trabalhadores (autônomos ou empregados), pois um dos argumentos do protesto é melhoria nas condições de trabalho. Ao contrário, se rebelam contra a tentativa justamente de melhorar estas  condições.

Isso está me parecendo é protesto dos empresários do transporte.

 

Carta SUS, correspondência enviada pelo Ministério da Saúde aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) para avaliação do atendimento e dos serviços prestados nos hospitais da rede pública e unidades conveniadas, já apresenta seus resultados. ODepartamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) concluiu a primeira auditoria realizada após denúncias feitas por meio da correspondência e recomendou, à Prefeitura de São Gonçalo (RJ), o descredenciamento da Clínica São Silvestre (Clissil), que presta serviços de clínica obstetrícia ao município. Foi constatado, por exemplo, que a unidade fazia dupla cobrança (procedimento médico pago pelo paciente e pelo SUS).

Lançada em novembro de 2011, a carta tem se mostrado um instrumento eficaz para ajudar o Ministério da Saúde a identificar fraudes e irregularidades cometidas contra o SUS. Desde janeiro, mais de 4 milhões de correspondências já foram enviadas, resultando em 330 denúncias de usuários. A clínica foi alvo de 28 denúncias, que resultaram na investigação do Denasus. “A Carta SUS tem cumprido com eficácia seu papel no auxílio ao combate ao desperdício dos recursos públicos na saúde e aumento na transparência no SUS. É fundamental que a população, ao receber a carta, confira se as informações estão corretas e, caso haja qualquer irregularidade, faça a denúncia ao Ministério da Saúde para que haja uma fiscalização”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Em razão da gravidade das irregularidades encontradas, além do descredenciamento da clínica, o Ministério da Saúde recomendou à prefeitura de São Gonçalo que realize a contratação imediata de novos leitos obstétricos para que não haja prejuízo ao atendimento da população e determinou a Clissil que devolva integralmente os valores cobrados indevidamente às usuárias do SUS.

Os auditores que estiveram na unidade no período de 14 a 23 de março deste ano, constataram uma série de irregularidades: além da dupla cobrança, a clínica cobrou por procedimentos não realizados e  praticou procedimento diferente do cobrado. Atualmente, o Ministério da Saúde, por meio do Datasus, realiza cinco auditorias para apurar denúncias de possíveis irregularidades. Todas são resultado das denúncias da população após o recebimento da correspondência. “É importante ressaltar que esta é uma ação totalmente integrada entre diversos setores do Ministério da Saúde: banco de dados que geram a carta, a Ouvidoria que recebe as denúncias e da Auditoria que apura as possíveis irregularidades. Esta integração propicia o combate ao desperdício e à corrupção”, ressalta o diretor do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus), Adalberto Fulgêncio.

Em fevereiro, a Carta SUS permitiu ao Ministério da Saúde identificar problema semelhante na cidade de Pontão, no Rio Grande do Sul. A população denunciou a Prefeitura Municipal da cidade, que emitia boletos de cobrança por cirurgias realizadas pelo SUS. Os denunciantes só ficaram sabendo que o procedimento foi totalmente custeado pelo SUS após receberem a correspondência que informava o valor do procedimento. Na ocasião, a prefeitura alegou que não tinha dinheiro para arcar com os gastos da saúde. O caso foi encaminhado ao Ministério Público e está sendo auditado pelo Ministério da Saúde.

TRANSPARÊNCIA – Além do questionário para a avaliação do paciente, a Carta SUS traz dados como a data da entrada no hospital, o dia da alta e o motivo da internação. O usuário – ou familiar ou pessoa próxima – pode conferir se os dados estão corretos e se correspondem ao serviço prestado de fato, além de ter a oportunidade de conhecer o custo total da internação. Os endereços dos pacientes são obtidos nos formulários de Autorização para Internação Hospitalar (AIH), que integra o Sistema (nacional) de Informação Hospitalar. Estes formulários são, portanto, um instrumento essencial para a gestão dos hospitais e o controle de gastos públicos em saúde.

Para o Ouvidor Geral do SUS, Luis Carlos Bolzan, os resultados contribuirão para uma participação cada vez maior da população. ”Queremos que, a partir desses resultados, a população perceba que a Carta SUS é um instrumento para trazer informações para a devida apuração por parte do Ministério da Saúde e essas denúncias podem ser feitas também pelo telefone 136 e no Portal Saúde”, informa.

Em caso de denúncia de possíveis irregularidades na prestação dos serviços, serão abertos processos de auditoria para averiguar se houve ou não inadequações no atendimento aos usuários ou desvio de recursos ou, ainda, má aplicação de verba pública. Além de poder responder a Carta SUS pelos Correios, o usuário pode fazer a avaliação, sem custos, por meio do Disque-Saúde (136). A ligação pode ser feita de telefones fixos, públicos ou celulares, de qualquer local do país. A avaliação também está disponível na internet, no Portal Saúde.

Fonte: Lívia Nascimento / Agência Saúde

http://partidodaimprensagolpista.wordpress.com/2012/07/31/carta-sus-auxilia-ministerio-da-saude-no-combate-ao-desperdicio-de-recursos/

 

Flávio Furtado de Farias

 ‘O aquecimento global é mentira’, diz climatologista da USP

SEG, 30 DE JULHO DE 2012 18:27

- POR: RENATO GERBELLI

Felicio: “só no último século, as temperaturas subiram e desceram duas vezes”

  “só no último século, as temperaturas subiram e desceram duas vezes”

 O professor de climatologia da Universidade de São Paulo (USP), Ricardo Augusto Felicio, é um dos poucos céticos quanto ao aquecimento global no Brasil. Para o docente, o fenômeno não passa de uma mentira, já que não existem provas científicas de que a Terra está aquecendo.

Nesta entrevista exclusiva ao Diário Regional, o professor defende sua tese, além de atacar o RIO+20, o Protocolo de Kyoto e afirmar que o documentário “Uma verdade inconveniente”, do ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, é um filme de ficção científica.

Por que o senhor afirma que o aquecimento global não existe?

Quando o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês) quer dizer que a Terra esquentou 0,74ºC em 150 anos é o mesmo que contar uma piada aos climatologistas sérios. As temperaturas já variaram muito mais do que 3ºC ou 5ºC há cerca de 5 mil anos atrás. Em outros períodos, a Geologia nos retrata valores de mais de 8ºC. Ao mesmo tempo, dependendo da escala verificada, as variações podem ser grandes ou pequenas e não ocorrem ao mesmo tempo, nos mesmos lugares. Em certas partes, pode-se observar que as temperaturas subiram, em outras, que baixaram. Falar em média é uma verdadeira abstração, que esconde uma gama rica de fenômenos e variações. Não se pode entender clima assim. Só no último século, as temperaturas subiram e desceram duas vezes. Isso faz parte da variabilidade climática e não há nada de errado.

Existem provas que o aquecimento global existe?

Mostrar coisas derretendo não é prova de aquecimento global, pois, do contrário, mostrar coisas congelando seria prova de resfriamento global. Confunde-se as observações  localizadas dos fenômenos e extrapola-se isso para o globo. Não é assim. É importante ressaltar que mostrar os fenômenos, observá-los, relatá-los, são etapas do conhecimento científico. Agora, atribuir causa a eles assim do nada é que se torna estranho demais. Note que não é porque observamos melhor o planeta e seus fenômenos, através do nosso aparato tecnológico, que provamos que s mudaram, pois as séries são muito pequenas, e muito menos que é o homem a sua causa. Nesses termos, podem apenas achar, supor, imaginar que aconteceu “aquecimento global” pela observação dos dados. Porém, pior ainda, só poder acreditar, crer, ter fé, que foi causado pela atividade dos humanos no planeta. Não há prova que o homem fez alguma alteração climática global. Qualquer afirmação desse tipo não passa de uma distorção do método científico consagrado.

Se o aquecimento global não existe, quais são as consequências do efeito estufa?

O “efeito estufa” é uma física planetária impossível. Em uma estufa, o ar está sob controle, ficando aquecido e não se misturando com o ar externo. É aprisionado e não consegue criar os vórtices, turbilhões e movimentos. Ao mesmo tempo, se tiver vapor d'água, este fica aprisionado. Na atmosfera real, o ar quente sobe, provoca convecção, fenômenos, a dinâmica de fluidos está liberada. É o mesmo exemplo de se estar dentro do carro com tudo fechado e exposto ao Sol. O calor é infernal, mas ao abrir as janelas, imediatamente libera-se a dinâmica de fluidos e as temperaturas caem. Gás em sistemas abertos não fica aprisionando calor. Ainda por cima, a física da re-emissão de infravermelho pregada como religião é absurda, porque se essas moléculas emitissem a energia absorvida, isto ocorreria de maneira isotrópica, sendo a superfície da Terra um dos menores alvos

O CO², gases como o clorofluorcarbono (CFC) e o desmatamento destroem a camada de Ozônio?

Não. Não existe esta coisa de “camada de ozônio”, que já parece uma entidade religiosa. Ozônio é um gás de formação transitória, proveniente do segundo maior constituinte atmosférico, o gás oxigênio (chamado molecular) que só se forma com energia. Assim, necessita-se da energia do Sol, em seus raios ultravioleta da banda C, para que as nuvens ozônicas se formem na baixa e média estratosfera (terceira camada atmosférica de baixo para cima). As nuvens ozônicas surgem e desaparecem, mas em quantidades espetacularmente grandes. Essas variações foram descritas por Gordon Dobson (cientista britânico) e outros cientistas já de longa data, e nada tinham a ver com a hipótese fraudulenta da presença de cloro derivado de CFCs na estratosfera. Aliás, de fato, nunca se provou essa hipótese, nem mesmo em laboratório. Também omitiram durante o período de assinatura do outro protocolo, o de Montreal, que as fontes de cloro naturais, que lançam cloro na estratosfera são 80 mil vezes maiores que as humanas, mas é claro, venderam bem a ideia de que é a sua geladeira que destrói uma coisa que não existe: a tal “camada de ozônio”.

Na questão do desmatamento, alguns estudos sugeriram que os incêndios florestais seriam uma fonte de cloro para a atmosfera, mas apenas isto. Deve-se ressaltar que a quantidade de incêndios florestais é imensamente superior ao número de queimadas, que são fogos de origem antrópica. Os incêndios florestais fazem parte do ciclo natural das florestas, como processo de renovação da biomassa. Esta cresce nos períodos chuvosos e se desfaz em períodos de estiagens. Assim, de novo, essa outra fonte de cloro seria pelo menos 10 mil vezes maior que os gases refrigerantes.

O desmatamento pode alterar o clima local e global?

O desmatamento altera o clima local, por um período de tempo curto, onde a superfície fica desprotegida. Se abandonada, em menos de 20 dias já aparece uma cobertura vegetal rasteira, reiniciando o processo de retomada pela natureza. Nota-se que esta “alteração climática” não enquadra regime de chuvas e outros fenômenos, porque estes pertencem a outra escala. Assim, as alterações vão refletir na absorção, reflexão e emissão de energia, saldo de evaporação (se nenhum outro fenômeno estiver atuando) e temperatura, embora esta última seja o pior parâmetro para referenciar qualquer coisa. Quanto ao global, nada interfere.

Se o aquecimento global não existe, qual foi a importância do RIO+20, ECO 92 e de outros eventos semelhantes? O que foi realmente discutido no RIO+20? Algo de importante?

São todos eventos de carnaval fora de época, em que se discutem negócios, ou seja, quanto vai se levar nesse mercado fraudulento do carbono. Todos os países querem participar disto. Agora tem o lado obscuro de tudo isso, pois os direitos civis das pessoas começaram a entrar no jogo, bem como a criação de mais impostos e a formação de algo que ainda não conseguimos definir muito bem, entre um “eco-imperialismo” ou um “eco-totalitarismo”. Veja bem, teve brasileiro querendo que o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente tivesse “dentes”, a fim de manipular as nações que se não adequassem ao status quo colocado. Já daria para saber quem tomaria a mordida destes dentes, não? Dessa forma, estamos abrindo precedentes perigosos para a vida da humanidade e ninguém está percebendo isto?

Dizem que o nível do mar está subindo devido o derretimento das calotas polares, é verdade?

Não. O nível do mar apresenta flutuações normais devido à dilatação térmica dos oceanos, movimentos de ciclos lunares entre outros. De fato, os oceanos variam 15 a 25 centímetros por causa desses fenômenos e ainda podem variar até meio metro em fenômenos como La Niña ou El Niño. Em eventos extremos, que não devem ser confundidos aqui, o mar pode subir um ou dois metros, mas isto devido aos ventos, ciclones tropicais e extratropicais. Quando terminam, o mar volta.

Quanto aos pólos, o Ártico é um oceano congelado que pode variar de dois a cinco metros de espessura, que derrete e congela normalmente durante as estações de verão e inverno, em que por um longo período congela mais do que derrete (saldo positivo) e depois inverte (saldo negativo). Em 2012 voltou a sua média normal, que leva em conta os dados dos anos de 1970 até 2000. Assim, gelo dentro da água, quando derrete vira água, não alterando em nada. Quanto à costa da Groenlândia, esta também apresenta alta variação de degelo e congelamento muito conhecida, fazendo parte do ciclo natural. O interior da Groenlândia dificilmente é afetado e não derrete há mais de 10 mil anos. O polo Sul é bem diferente do Norte, pois possui um continente de 14 milhões de quilômetros quadrados, cuja quantidade de gelo passa os 27 milhões de quilômetros cúbicos. Lá não tem como derreter sem que a Terra eleve suas temperaturas acima de 20ºC.

Não há uma marca que o Capitão Cook fez no século XIX como medição do nível do mar? Como que essa marca está?

Levando em conta a fase lunar certa, para não dar distorção entre as marés, o nível do mar está na mesma marca feita em 1841, ou seja, os oceanos, pelo menos em nível médio, continuam do mesmo jeito que estavam há mais de 170 anos.

Qual a sua opinião do famoso documentário “Uma verdade inconveniente”, do ex-vice-presidente dos EUA Al Gore?

É um grande filme... de ficção científica, apenas isto. Deveria ser dito isto para todos de modo que não achassem que o documentário seja verdade. Veja bem, se tem gente que com filmes como o tal 2012 e acham que o mundo vai acabar mesmo em dezembro deste ano, o que imaginariam daquilo (documentário)? Enfim, o filme tem diversos erros científicos ou chamadas inverdades, como a morte dos ursos polares afogados, a subida do mar, o furacão Katrina, entre outros.

Qual a sua opinião sobre o Protocolo de Kyoto?

É o mercado da fumaça. Não serve para nada a não ser manter os países em desenvolvimento presos nos seus grilhões de pobreza. Criaram-se mecanismos burocráticos sem fim para solucionar um problema que não existe. Muita gente ganhou rios de dinheiro com a permanência da pobreza de outros. Porém, não parou por aí, porque esse dinheiro de créditos de carbono voltou aos seus emissores, por meio da compra de produtos por eles vendidos. Enfim, é um esquema fiducitário da pior espécie, em que se vende débitos e grilhões ao mesmo tempo. O protocolo precisa acabar e nunca mais voltar.

Por ser uma minoria nessa questão ambiental, já pensou que pode estar errado?

Exatamente por sofrer todas as sanções e perseguições possíveis e imagináveis, dentro e fora do trabalho, tenho absoluta certeza de estar correto. Ainda mais quando toda essa turma evoca o princípio da precaução, a minha certeza é plena. Quer dizer que sem certeza científica de nada, precisamos pagar uma conta sobre clima e ambiente? E se tivéssemos a certeza, pagaríamos também. Para que a ciência se todas as decisões já foram tomadas?

O senhor é um dos poucos brasileiros que defendem que o aquecimento global não existe, por quê?

Porque é muito mais fácil para vida, em todos os sentidos, dizer que ele existe. Poderia pegar um trecho da minha pesquisa antártica e dizer que o número de ciclones aumentou, portanto, é prova de que o aquecimento global existe e que o homem fez isto. Agora dizer a verdade dá trabalho. Assim, termino com o pensamento do Dr. Ivar Giaever, Prêmio Nobel em Física. Ele diz ser um cético ao “aquecimento”, porque está se tornando uma religião onde não se admite questionamentos. Ainda completa que não interessa o número de cientistas que seguem esta falácia. O que interessa é se os cientistas estão corretos.

http://www.diarioregional.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=12194:o-aquecimento-global-e-mentira-diz-climatologis

 

 

 


Dia 02 de Agosto – próxima quinta-feira: Procissão das Sanfonas.

Saída: Praça Saraiva e chegada na Praça da Bandeira a partir das 15h.
Leve sua sanfona e cante conosco os 23 anos de Saudade do Gonzagão.

Presenças confirmadas de vários sanfoneiros, sanfoneiras, amigos gonzagueanos e Reginaldo Silva – sócio fundador da I Colônia Gonzagueana do Brasil.

“Ai, ai, que bom, que bom, que bom que é, uma estrada e uma cabocla com a gente andando a pé…”

Em 2012 homenageamos Mestre Ângelo de Abreu.

A Procissão das Sanfonas acontece sempre no dia 02 de Agosto – dia em que nosso Rei do Baião nos deixou em 1989. Lá já são 23 anos. Em Teresina, os gonzagueanos, declarados ou não, realizam essa simples homenagem (Procissão das Sanfonas) desde 2009.

A partir das 15h estaremos na Praça Saraiva para a bênção das Sanfonas – com Pe. Marcelo Nosso ( pernambucano gonzagueano que nos alegra vivendo em Teresina. Vamos lá! Leve sua sanfona. Convide os amigos. A única coisa combinada é o repertório: LUIZ GONZAGA até a Praça da Bandeira.

“Ai, ai, que bom. Que bom, que bom que é… Uma estrada e uma cabocla com a gente andando a pé…”

Quem quiser, pode também levar um foguete, daqueles simples. de festa de interior… Pow, pow, pow…

http://partidodaimprensagolpista.wordpress.com/2012/07/31/procissao-das-sanfonas-em-teresina/

 

Flávio Furtado de Farias

Periodicamente encontro no blog comentários sobre o trânsito caótico de São Paulo. Onem tive de circular perto das 18:00 aqui em BH (as aulas ainda não voltaram) e por uma avenida de ligação (Cristiano Machado). Em que pese as obras do BRT que lá acontecem, na esperança de melhorar o trânsito, ficou evidente que o número de carros é assustador- para mim pelo menos que transita normalmente de metrô. FAto semelhante se repete em outra avenida(Antonio CArlos). Com toda sinceridade espero que todas aquelas pessoas passem a utilizar o BRT, o que implica em onibus regulares levando as pessoas  até as avenidas de ligação, o que duvido que aconteça (tanto os ônibus como as pessoas largarem os carros). E concomitantemente acontece o adensamento de bairros antes tranquilos. As vias secundárias não estão suportando o que está acontecendo.

Por informações de terceiros fiquei sabendo que o mesmo vem acontecendo em cidades do interior- o aumento significativo de carros sem a mínima preocupação de um novo ordenamento urbanístico. E toda vez que leio declarações de como estamos crescendo, fica evidente que a última preocupação é como crescemos. Se alguém ouviu ou leu alguma declaração apontando esta preocupação apontem onde.

 

Muito interessante o ensaio de Frei Beto.


Compartilhando:


 


 



 DONA EUROPA E SUAS FILHAS (Frei Betto)
 
Dona Europa livrou-se, há séculos, da tutela do Senhor 
Feudal, ao qual esteve submetida ao longo de mil anos. Cabeça feita 
por Copérnico, Galileu e Descartes, casou-se com o Senhor Moderno 
Liberal e montou casa no bairro da Democracia.
 
Dona Europa puxou o tapete dos nobres, deu um chega pra lá no 
papa e elegeu governos constitucionais que trocaram a permuta pela 
moeda, evitaram fazer uso de mão de obra escrava, transformaram 
antigos camponeses em operários merecedores de salários.
 
Dona Europa passou a nutrir ambições desmedidas. Fitou com



 olho gordo o imenso mapa-múndi que enfeitava a sala de sua casa. 
Quantas riquezas naquelas terras habitadas por nativos ignorantes! 
Quantas áreas cultiváveis cobertas pela exuberância paradisíaca da 
natureza!
 
Dona Europa lançou ao mar sua frota em busca de ricas prendas 
situadas em terras alheias. Os navegantes invadiram territórios, 
saquearam aldeias, disseminaram epidemias, extraíram minerais 
preciosos, estenderam cercas onde tudo, até então, era de uso comum.
 
Dona Europa praticou, em outros povos, o que se negava a 
fazer na própria casa: impôs impérios, reinados e ditadores; inibiu o 
acesso à cultura letrada; implantou o trabalho escravo; proibiu a 
industrialização; internacionalizou normas econômicas que lhe eram 
favoráveis, em detrimento dos povos alhures.
 
Um dos povos de além-mar dominados por Dona Europa ousou 
rebelar-se em 1776, emancipou-se da tutela e se tornou mais poderoso 
do que ela – o Tio Sam.
 
O professor Maquiavel ensinou à Dona Europa que, quando não 
se pode vencer o inimigo, é melhor aliar-se a ele. Assim, ela 
associou-se a Tio Sam para exercer domínio sobre o mundo.
 
Dona Europa e Tio Sam acumularam tão espantosa riqueza, que 
cederam à ilusão de que seriam eternos o luxo e a ostentação em que 
viviam. Tudo em suas casas era maravilhoso. E suas moedas reluziam 
acima de todas as outras.
 
Ora, não há casa sem alicerce, árvore sem raiz, riqueza sem 
lastro. Para manter o estilo de vida a que se acostumaram, Dona Europa 
e Tio Sam gastavam mais do que podiam. E, de repente, constataram que 
se encontravam esmagados sob dívidas astronômicas. O que fazer?
 
A primeira medida foi a adotada em turbulência de viagem de 
avião: apertar os cintos. Não deles, óbvio. Mas de seus empregados: 
despediram alguns, reduziram, os salários de outros, deixaram de 
consumir produtos importados. Assim, a crise da dupla se alastrou 
mundo afora.
 
Dona Europa e Tio Sam não são burros. Sabem onde mora o 
dinheiro: nos bancos. Tio Sam, ao ver o rombo em sua economia, tratou 
de rodar a maquininha da Casa da Moeda e socorreu os bancos com pelo 
menos US$ 18 trilhões.
 
Dona Europa tem várias filhas. Segundo ela, algumas não 
souberam administrar bem suas fortunas. A formosa Grécia parece ter 
perdido a sabedoria. Gastou muito mais do que podia. Os mesmo 
aconteceu com a sedutora Itália, a encantadora Espanha e a inibida 
Irlanda.
 
Como o cofre da família é de uso comum, Dona Europa se cobriu 
de aflições. Puniu as filhas gastadoras e apelou à mais rica de todas, 
a severa Alemanha, para ajudá-la a socorrer as endividadas.
 
A Alemanha é manhosa. Disse que só socorre as irmãs se puder 
controlar os gastos delas. O que significa cortar as asinhas das moças 
– o que em política equivale a anular a soberania.
 
Soberana hoje, na casa de Dona Europa, só a pudica Alemanha. 
O resto da família é dependente e está de castigo. A mais cheirosa das 
filhas, a França, anda rebelde. Após aparecer de mãos dadas com a 
Alemanha, agora que arrumou namorado novo encara a irmã com 
desconfiança.
 
Nós, aqui do sul do mundo, que ainda não cortamos o cordão 
umbilical com Tio Sam e Dona Europa, corremos o risco de ficar 
gripados se Dona Europa continuar a espirrar tanto, alérgica ao 
espectro de um futuro tenebroso: a agonia e morte do deus Mercado, 
cujos fiéis devotos mergulharam em profunda crise de descrença.



 

 

Sou Brasileiro e tenho orgulho disso! Torço pelo Brasil dentro e fora de campo!!

Bom dia - agora, sim! Porque nas últimas 3 horas (de 3 da 'madruga' até agora há pouco) não consegui acessar quase nada na web.

LNonline, Brasilianas, Portal LN, Estadão, CartaCapital, Vermelho, Yahoo, R7, Band, Wiki, BBC, Reuters,  páginas do meu histórico,  e outros mais.... NADA respondeu!

Mas entraram facilmente os portais iG, UOL e Folha-UOL, G1 e pesquisas Google (mas raramente consegui acessar alguma das páginas indicadas).

O que foi isso, minha gente - a web esteve sob ataque?

 

Os Jogos Olímpicos do machismo

Da Carta Capital

Os Jogos Olímpicos de Londres expõem de forma intensa uma característica um tanto lamentável do jornalismo esportivo, o machismo. No Brasil e no exterior, veículos de imprensa abusam de fotos e notícias cujo destaque é a beleza do corpo de determinadas competidoras e não sua capacidade atlética. É uma contradição da própria função do jornalismo, provocada por uma série de fatores.

O machismo aparece principalmente nos portais de notícias na internet e nas versões online das publicações. Assim, um óbvio causador deste fenômeno é o culto ao “clique”, existente em todo o mundo e particularmente relevante no Brasil. A lógica é a seguinte: se a sua peça jornalística não tem um determinado número de acessos, ela é irrelevante.

Assim, melhor do que entrevistar especialistas para mostrar como o corpo da norte-americana Missy Franklin é perfeito para a natação, é fazer uma galeria de fotos com atletas gostosas, como esta do jornal italiano Gazzetta dello Sport. O trabalho é muitas vezes facilitado pelas agências de notícias, que no vôlei de praia (esporte no qual as mulheres podem usar biquínis) chegam ao cúmulo de cortar a cabeça das atletas de uma foto e destacar o bumbum. Além de fácil, as galerias são rápidas e, o principal, dão muitos cliques.

Soma-se à busca ansiosa pela audiência (mesmo que de baixo nível), o fato de algumas atletas não se importarem em aparecer para o público graças a seus atributos físicos, e não atléticos. A revista espanhola Interviú publica nesta semana uma reportagem sobre alguns dos principais temas do esporte olímpico, como a remuneração dos atletas e o doping. As principais personagens da reportagem são Patricia Sarrapio, que vai representar a Espanha no salto triplo, e Ana Torrijos, corredora que se machucou e não vai aos Jogos. Como o texto é ilustrado? Com fotos de Patricia e Ana, juntas e completamente nuas, em paisagens londrinas.

Dar um destaque maior, na cobertura das Olimpíadas, a atletas bonitas em detrimento de outras que sejam esportistas melhores, consiste um absurdo jornalístico. A função básica do jornalismo é avaliar e explicar à população o que é ou não relevante em determinado assunto, e com o esporte não deveria ser diferente. Fazer isso é tratar o esporte como algo pouco sério.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/os-jogos-olimpicos-do-machismo/

 

Solidão em tela

Tenho pensando na volatilidade do mundo. No tipo de sociedade que o avanço tecnológico possibilita. E me previno, ao pensar, em desenvolver uma reflexão saudosista, como se fosse possível voltar ao passado, e não é. Alguém há de desconhecer as maravilhas e possibilidades da internet? Creio que não. Tenho defendido como muita ênfase ser a internet o território da liberdade, uma assembléia onde todos podem se comunicar, um terreno que garante a transparência dos acontecimentos e que supera até mesmo as mídias tradicionais, normalmente ultrapassadas por simples cidadãos que, num canto do mundo, podem noticiar em tempo real coisas que as grandes redes midiáticas não teriam condições de fazê-lo.

Não são poucos os debates de que tenho participado sobre a internet, inclusive sobre o marco civil, projeto do governo, bom projeto, que tramita na Câmara Federal, e observo o pensamento conservador, querendo pensar antes na repressão aos internautas que nos seus direitos – estes, a principal preocupação do marco civil. Assim, deixo claro o quanto essa ágora contemporânea pode servir à humanidade. Em rede, os povos do mundo podem se conectar a todo instante, trocar experiências, desenvolver lutas, incentivar ideais de libertação, de superação dos atuais limites do homem, impostos por um modo de produção centrado no individualismo. Mas, não é apenas isso. Há outros aspectos.

O mundo virtual, que alguns teóricos já defendem não ser mais virtual, mas real, provoca impactos até pouco tempo impensáveis. Impactos profundos, observáveis no nosso cotidiano, e que merecem alguma reflexão, nem que seja como simples constatação. Às vezes, ao entrar num restaurante, me impressiona o volume de tablets. Calma, não pelos tablets, mas pelo uso deles. E não pelo uso, mas pelo fato de que são acionados sem cerimônia por casais. Às vezes, um deles observa o mundo no tablet, enquanto o outro contempla o vazio, entre melancólico ou entediado. Às vezes, os dois estão no mundo virtual, e só param quando a comida chega, e isso quando não continuam o exercício, o aparato ao lado do prato.

Outro dia, minha neta, Luiza,seis anos,  ih, lá vem o avô, sentou à mesa comigo e meu filho, Teo, e começou a manipular o celular, nem bola dava pro pai ou pro avô. Tudo isso também num restaurante. Aliás, foi meu filho que me alertou para providências que ele e a galera dele tomaram para evitar a falta de comunicação quando saem. Todos são convidados, ou intimados, a colocar os celulares no centro da mesa, sem o direito de atender qualquer ligação. Aquele que ousar fazê-lo, paga a conta toda. Tem dado certo. Defesa da comunicação direta. Penso, ainda, e aí creio que há uma boa dose de nostalgia, nas cartas. As que celebram amizade. As que cantam o amor – aquelas que já foram chamadas de ridículas. Sumiram. Pra quê cartas se há o email, tão rápido e eficiente?

Esqueçam aqueles livros, são tantos, que tratam da correspondência entre pessoas, normalmente pessoas célebres, e que revelam tantos lados da personalidade dos missivistas. Não há mais a possibilidade do arquivo material dessa correspondência. Antes, dizia-se, foi Marx, que tudo que é sólido desmancha no ar. Estava certo – o email surge e desaparece num átimo. Ou não, claro, pode ficar na rede, sem muita utilidade. Uma carta de amor por email, um torpedo – estranho esse nome, não? – duram um segundo, um pouco mais a depender de quem os recebe, e depois desaparecem no ar. Amor líquido, diria o Bauman, não? Os sentimentos também sentem o impacto das novas tecnologias?

E quem disse que as respostas são fáceis? Quem disse sejam elas possíveis no turbilhão de mudanças a que estamos assistindo? As possibilidades abertas para a comunicação humana são extraordinárias, mas isso não quer dizer que não se corra o risco da solidão em meio à abundância, do homem encapsulado, tomado, seduzido pela tela, e subestimando as relações diretas. Pode ser um novo modo de viver, ao qual não chegamos, ainda, em toda a plenitude, mas do qual podemos estar muito próximos. Assim caminha a humanidade: tudo ficou mais simples e mais complexo. O sólido explode no ar.

http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/emiliano-jose-solidao-em-tela.html

 

A Escola dos Meus Sonhos

 

Na escola de meus sonhos, os alunos aprendem a cozinhar, costurar, consertar eletrodomésticos, fazer pequenos reparos de eletricidade e de instalações hidráulicas, conhecer mecânica de automóvel e de geladeira, e algo de construção civil. Trabalham em horta, marcenaria e oficinas de escultura, desenho, pintura e música. Cantam no coro e tocam na orquestra.

Uma semana ao ano integram-se, na cidade, ao trabalho de lixeiros, enfermeiras, carteiros, guardas de trânsito, policiais, repórteres, feirantes e cozinheiros profissionais. Assim, aprendem como a cidade se articula por baixo, mergulhando em suas conexões subterrâneas que, à superfície, nos asseguram limpeza urbana, socorro de saúde, segurança, informação e alimentação.

Não há temas tabus. Todas as situações-limites da vida são tratadas com abertura e profundidade: dor, perda, falência, parto, morte, enfermidade, sexualidade e espiritualidade. Ali os alunos aprendem o texto dentro do contexto: a matemática busca exemplos na corrupção dos precatórios e nos leilões das privatizações; o português, na fala dos apresentadores de TV e nos textos de jornais; a geografia, nos suplementos de turismo e nos conflitos internacionais; a física, nas corridas da Fórmula 1 e pesquisas do supertelescópio Hubble; a química, na qualidade dos cosméticos e na culinária; a história, na violência de policiais a cidadãos, para mostrar os antecedentes na relação colonizadores-índios, senhores-escravos, Exército-Canudos etc.

Na escola dos meus sonhos, a interdisciplinaridade permite que os professores de biologia e de educação física se complementem; a multidisciplinaridade faz com que a história do livro seja estudada a partir da análise de textos bíblicos; a transdisciplinaridade introduz aulas de meditação e de dança, e associa a história da arte à história das ideologias e das expressões litúrgicas.

Se a escola for laica, o ensino religioso é plural: o rabino fala do judaísmo; o pai-de-santo do candomblé; o padre do catolicismo; o médium do espiritismo; o pastor do protestantismo; o guru do budismo etc. Se for católica, promove retiros espirituais e adequação do currículo ao calendário litúrgico da Igreja.

Na escola dos meus sonhos, os professores são obrigados a fazerem periódicos treinamentos e cursos de capacitação, e só são admitidos se, além da competência, comungam com os princípios fundamentais da proposta pedagógica e didática. Porque é uma escola com ideologia, visão de mundo e perfil definido sobre o que são democracia e cidadania. Essa escola não forma consumidores, mas cidadãos.

Ela não briga com a TV, mas leva-a para a sala de aula: são exibidos vídeos de anúncios e programas e, em seguida, analisados criticamente. A publicidade do iogurte é debatida; o produto, adquirido; sua química, analisada e comparada com a fórmula declarada pelo fabricante; as incompatibilidades denunciadas, bem como os fatores porventura nocivos à saúde. O programa de auditório de domingo é destrinchado: a proposta de vida subjacente; a visão de felicidade; a relação animador-platéia; os tabus e preconceitos reforçados etc. Em suma, não se fecha os olhos à realidade; muda-se a ótica de encará-la.

Há uma integração entre escola, família e sociedade. A Política, com P maiúsculo, é disciplina obrigatória. As eleições para o grêmio ou diretório estudantil são levadas a sério e um mês por ano setores não vitais da instituição são administrados pelos próprios alunos. Os políticos e candidatos são convidados para debates e seus discursos analisados e comparados às suas práticas.

Não há provas baseadas no prodígio da memória nem na sorte da múltipla escolha. Como fazia meu velho mestre Geraldo França de Lima, professor de História (hoje romancista e membro da Academia Brasileira de Letras), no dia da prova sobre a Independência do Brasil os alunos traziam à classe toda a bibliografia pertinente e, dadas as questões, consultavam os textos, aprendendo a pesquisar.

Não há coincidência entre o calendário gregoriano e o curricular. João pode cursar a 5ª série em seis meses ou em seis anos, dependendo de sua disponibilidade, aptidão e recursos.

É mais importante educar que instruir; formar pessoas que profissionais; ensinar a mudar o mundo que a ascender à elite. Dentro de uma concepção holística, ali a ecologia vai do meio ambiente aos cuidados com nossa unidade corpo-espírito, e o enfoque curricular estabelece conexões com o noticiário da mídia.

Na escola dos meus sonhos, os professores são bem pagos e não precisam pular de colégio em colégio para poderem se manter. Pois é a escola de uma sociedade onde educação não é privilégio, mas direito universal e, o acesso a ela, dever obrigatório.

Frei Betto é escritor, autor de “Alfabetto – Autobiografia Escolar” (Ática), entre outros livros.

http://www.freibetto.org/index.php/artigos/44-a-escola-dos-meus-sonhos-frei-betto

 

O ano escolar de 1962 foi um verdadeiro desastre na casa dos meus pais: tanto eu, na 4ª e última série do curso ginasial, quanto o meu irmão, no 2º colegial, fomos redondamente reprovados com uma única diferença: meu irmão falsificou a caderneta e se deu por passado perante meus pais, enquanto eu amarguei, naturalmente,  a vergonha da reprovação. Conto esta história não por nada mas porque meu irmão, até ser descoberto o embuste, agiu, e sentia-se  como se, de fato, tivesse sido aprovado e, o que é pior, veio me dando lição de moral. Ninguém me tira da cabeça: contou a mentira tão bem que até ele mesmo acreditou nela.

A mentira, cuidadosamente arquitetada e diuturnamente reiterada, assume, mesmo para o seu autor, feição de verdade. É, no meu entender, o que ocorreu com o ex-senador Demóstenes Torres. A imagem que ele criou de si mesmo, conquanto absolutamente falsa, era emocionalmente verdadeira! O Demóstenes2, que emergiu quando caiu sua máscara é uma outra pessoa a quem nem ele mesmo reconhece.

Em seu discurso na véspera da cassação ele diz, a certa altura: “Fiquei semanas inteiras assim, olhando para o vazio, fitando o infinito, com vergonha dos amigos, não por ter feito algo reprovável, mas por me sentir pequeno diante da onda de perseguição, diminuído, acuado, sem poder de reação, vendo, ouvindo e lendo impropérios. A mídia pode criticar, com a má vontade que está se tornando costumeira, mas eu tinha de dizer, como o fiz no Conselho de Ética, que, quando imaginava que não havia mais condição de suportar, vali-me da fé e fui atendido.

Assim cheguei até aqui vivo, após 132 dias de massacre, num bombardeio sem precedentes, toda semana nas revistas, todo dia nos jornais, toda hora nos sites, todo minuto nos blogs, todo segundo nas redes sociais, a todo momento na TV e em muitas notícias inventadas para me colocar, inclusive, contra parlamentares. Cento e trinta e dois intermináveis dias sofrendo o tempo inteiro as mais horrendas ofensas, sendo chamado pelos nomes mais ferozes, sentindo na pele a campanha incessante de injúrias, calúnias e difamações.

Para quem acusa, é fácil, basta escolher um termo ruim e escrever sobre o outro. Para quem vive na pele, a aflição das palavras é um desassossego sem fim. Encarar os filhos, sabendo que eles leram na Internet as mais horrendas infâmias a meu respeito; ter de explicar para a neta de cinco anos que a tristeza de seu avô é fruto de algo que ela só vai entender quando crescer; e meu constrangimento ao circular entre as senhoras Senadoras e os senhores Senadores sem ter ainda podido explicar a cada um, a cada uma, que não mereço esse infortúnio, pois sou inocente”.(1)

Fui a Portugal antes do terremoto que o vazamento criminoso de provas ilegais e áudios montados provocou  (ocorreu) em minha vida, do tsunami que a publicação das transcrições em pílulas ocasionou (a destruição da)  carreira construída com tanto esforço... e das chamas ateadas por quem amputou um mandato popular sem sequer dar chance à ampla defesa” ( extraído da resenha do livro “A Ira de Deus”)(2). As partes negritadas constituem, tenho certeza, verdades sentidas no âmago de sua alma. A mais reveladora delas é esta que foi sublinhada... “Carreira construída com tanto esforço...” trata-se, penso eu, de uma primeira e importante confissão de culpa. Realmente não deve ter sido nada fácil interpretar, diuturnamente, o papel de paladino da moralidade. Ter-se-á utilizado do método Stanislavski* para a criação deste personagem?

Aqui um parênteses para uma pergunta e, desde já, peço que perdoem a minha ingenuidade: como um político tão crucialmente desmoralizado com Demóstenes Torres poderia continuar exercendo o mandato? Sei o que responderão: um belo salário, mordomias, fórum privilegiado... mas se ele tinha tudo isto sem precisar fazer nada do que fez...

Diziam, e este diagnóstico se demonstrou correto, que o império midiático dos Diários Associados deixaria de existir após a morte do embaixador Assis Chauteaubriant. Era ele quem conferia a credibilidade que viabilizava a sobrevida daquela empresa, de há muito, em estado falimentar.

Todo o capital político do senador goiano estava investido na sua própria imagem de probidade, ética, intransigência na defesa do interesse público etc. E essa (falsa) imagem foi jogada pelo ralo com a divulgação das conversas telefônicas gravadas pela Operação Monte Carlo. Caso, por uma absoluta irresponsabilidade da maioria absoluta dos senhores senadores, ele mantivesse seu mandato, nem por isso recuperaria um milésimo de sua imagem destroçada que, como confessa, foi “com tanto esforço” construída.

Como já disse, repito, me preocupa o destino, como ser humano, de Demóstenes Torres. Não consigo, sinceramente, deixar de recordar a triste história daquele jovem nissei que se arrependeu(?) de ter aderido à luta armada contra a ditadura militar. Chamava-se Massafumi Yoshinaga* e suicidou-se em 1976, aos 27 anos de idade, após anos vivendo em profunda depressão, como informava o obituário publicado, na época, pela Revista Veja.

Em entrevista concedida ao Portal Geração on line (3), o ex-guerrilheiro Celso Lungaretti, que militou com ele, fala sobre  Massafumi: “[entregou-se à polícia] Porque ficou sem meios de subsistência. Eu soube que ele trabalhou na lavoura, depois andou perambulando na Capital como vagabundo, chegou a dormir em barracas de feirantes no Mercado Municipal. Para piorar, a imprensa o apontava, erroneamente, como o famoso “japonês da metralha” dos assaltos a banco da VPR, então o Massa era procuradíssimo. Finalmente, em desespero de causa, mandou recado ao Marcos Vinícius, seu velho guru, perguntando o que deveria fazer. O Marcos, de dentro da prisão, aconselhou-o a entregar-se à repressão, com a garantia de que não seria torturado nem teria de delatar ninguém. O Massafumi aceitou o conselho, o trato foi cumprido de parte a parte, mas ele não agüentou a rejeição da comunidade. Seis anos depois, cometeu suicídio.”

Longe de mim desejar esse final trágico para  o ex-senador goiano e, neste sentido, me perfilo com as opiniões manifestadas pelo escritor e jornalista Carlos Heitor Cony que, no seu artigo “Mata! Esfola”(4) diz : “A causa que provocou a sua expulsão do Senado continua de pé. Seria um caso [a reassunção do cargo de Procurador de Justiça] para ser decidido no âmbito de seu Estado. Ele pode responder a um processo administrativo em Goiás, com amplo direito de defesa. E se for condenado, aí sim, perderá o emprego a bem do serviço público. Fora disso, seria uma violência e uma vingança mesquinha que nenhum homem (ou cachorro) atropelado merece...” Mas não posso concordar com o Cony quando diz que, a Demóstenes, “cabe-lhe resgatar a sua imagem pública”. Para mim, francamente, trata-se de uma missão  impossível.

* Constantin Stanislavsk (1863-1938) elaborou um método para o ator construir seus personagens

(1) Blog do Demóstenes http://www.demostenestorres.com.br/posts/noticias/pronunciamento-de-10-de-julho-na-tribuna-do-senado

(2) Demóstenes Torres "Quando o mal vem do mar", resenha do livro "A Ira de Deus" http://www.jornalopcao.com.br/posts/opcao-cultural/quando-o-mal-vem-do-mar

(3) Celso Lungaretti, entrevista ao Portal Geração on line http://www.geracaobooks.com.br/releases/entrevista_celso_lungaretti.php

(4) "Esfola! Mata!" Carlos Heitor Cony http://www.observatoriodaimprensa.com.br/news/view/_ed704_esfola!_mata!

 

joca oeiras

Juiz acusa: Veja fez dossiê para soltar Cachoeira
 Veja fez dossiê para soltar Cachoeira Foto: Edição/247

Chantagem que motivou a prisão de Andressa Mendonça seria dossiê produzido pelo chefe de Veja em Brasília, Policarpo Júnior, a pedido do bicheiro Carlos Cachoeira; Veja nega e anuncia que tomará providências judiciais contra o magistrado Alderico Rocha Santos

30 de Julho de 2012 às 17:01


Colunista

Pra não deixar de falar em Obama
Hélio Doyle



247 – Esposa de Carlos Cachoeira, Andressa Mendonça, que foi detida hoje pela Polícia Federal, em Goiânia, e solta no início da tarde, terá três dias para pagar uma fiança de R$ 100 mil. Caso contrário, sua prisão preventiva será decretada. O motivo é uma suposta tentativa de chantagem contra o juiz Alderico Rocha Santos, responsável pelo caso.


O objeto da chantagem, segundo relata o juiz, é surpreendente. Santos relatou ao portal G1 que o jornalista Policarpo Júnior, chefe da revista Veja em Brasília, produziu um dossiê a seu respeito, a pedido do bicheiro. E que este relatório seria publicado em Veja, caso Cachoeira não fosse libertado. Eis o que Andressa teria dito:


- “Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê”.


Em nota, a revista Veja se posicionou contra a acusação “absurda” contra seu editor e disse tomará providências judiciais contra seus caluniadores.


De todo modo, a parceria editorial entre Cachoeira e Policarpo vem de longa data e produziu várias reportagens. Há um grampo, por exemplo, em que ambos tratam da demissão do ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes.


 

 

Publicado em 30/07/2012


Mulher de Cachoeira
tentou chantagem com
dossiê de Policarpo, diz juiz

Segundo Andressa, dossiê teria sido produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior, repórter da “Veja”.



 


 



Saiu no G1:


Juiz afirma que mulher de Cachoeira tentou chantagem para soltar bicheiro

 




O juiz federal Alderico Rocha Santos afirmou ao G1 nesta segunda-feira (30) ter sido chantageado por Andressa Mendonça, mulher do contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Santos é responsável pelo processo da Operação Monte Carlo na Justiça Federal, que culminou na prisão do bicheiro em fevereiro.

Segundo o magistrado, Andressa o procurou na quinta-feira (26) afirmando que teria um dossiê contra o magistrado e, em troca da não-publicação, teria pedido um alvará de soltura para Cachoeira.

O juiz diz ter encaminhado ao Ministério Público um papel com nomes escrito por Andressa e imagens de sua entrada e saída no prédio da Justiça Federal.

Andressa prestou esclarecimentos nesta manhã na Polícia Federal em Goiânia e saiu sem falar com a imprensa. A mulher do contraventor terá de pagar fiança de R$ 100 mil e está proibida de visitar o marido, informou a PF.

Segundo o delegado Sandro Paes Sandre, “caso essas medidas não sejam atendidas, Andressa terá a prisão preventiva decretada e ficará presa na PF”.

A suposta conduta de Andressa está prevista no artigo nº 333 do Código Penal, que trata de corrupção ativa, diz a PF em nota.

O G1 tenta contato por telefone com Andressa Mendonça e seus advogados, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Dossiê


Conforme relatou o juiz ao G1, na versão de Andressa, o dossiê teria sido produzido a pedido de Cachoeira pelo jornalista Policarpo Júnior, repórter da sucursal da revista “Veja”, em Brasília.


Procurada, a direção da “Veja” afirmou que seu departamento jurídico “está tomando providências para processar o autor da calúnia que tenta envolver de maneira criminosa a revista e seu jornalista com uma acusação absurda, falsa e agressivamente contrária aos nossos padrões éticos”.

Ainda segundo Santos, Andressa teria pedido para falar com ele mesmo sem a presença do seu advogado. Como ela insistiu em ser atendida, o juiz diz que concordou em recebê-la e chamou uma de suas assessoras para acompanhar a reunião.

Depois de cerca de 20 minutos, diz ainda o magistrado, Andressa teria dito para que a assistente fosse retirada sala. Depois de mais 25 minutos, teria insistido. “Ela disse: ‘Quero falar com o senhor a respeito das minhas visitas ao Carlos e vou falar de questões pessoais. Não queria que questões da minha intimidade fossem reportadas a terceiros’. Então concordei com a saída da minha assessora”, relatou.

Conforme o juiz, Andressa teria dito: “Doutor, tenho algo muito bom para o senhor. O senhor conhece o Policarpo Júnior? O Carlos contratou o Policarpo para fazer um dossiê contra o senhor. Se o senhor soltar o Carlos, não vamos soltar o dossiê”.

O juiz diz também que respondeu que não tinha nada a temer, quando teria ouvido de Andressa: “O senhor tem certeza?”.

A mulher de Cachoeira, conforme o relato do juiz, teria então escrito o nome de três pessoas em um pedaço de papel e perguntado se ele os conhecia: o ex-governador do Tocantins, Marcelo Miranda (PMDB), que teve o mandato cassado em setembro de 2009 por suspeita de abuso de poder político nas eleições de 2006; um fazendeiro da região do Tocantins e Pará, conhecido como Maranhense; e Luiz, que seria um amigo de infância do juiz e supostamente responderia a processo por trabalho escravo.

De acordo com o juiz, Andressa teria dito que o jornalista teria fotos do magistrado com essas três pessoas.

“Não tenho nada a temer. Eu não vejo Marcelo Miranda há mais de quatro anos. O Maranhense, ou quem imagino que possa ser o Maranhense, também não vejo há bastante tempo. Já o Luiz é meu amigo de infância. As terras da família dele fazem divisa com as do meu pai, no Maranhão, há mais de 50 anos”, disse Santos.

O magistrado afirmou ter voltado a dizer a Andressa não ter nada a temer, momento em que ela teria se retirado de sua sala. “Quando ela saiu, guardei o papel onde ela escreveu os três nomes, solicitei as imagens que mostram a sua entrada e saída do prédio da Justiça Federal e encaminhei um documento ao Ministério Público relatando o fato.”

“Eles entenderam que a ação dela se caracteriza crime e que ela deve pagar uma fiança de R$ 100 mil sob pena de prisão”, relatou.



Clique aqui para ver 73 ligações sobre e com Policarpo. A CPI vai começar !.


 


 


 

 

Preço da gasolina no Brasil é 15,6% mais barato que nos EUA


 


Preço da gasolina no Brasil é 15,6% mais barato que nos EUA
Litro do diesel é 19,7% mais barato no mercado brasileiro em relação ao dos norte-americanos
Por Reuters 

|15h05 | 26-07-2012
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Gasolina - carros - combustível


SÃO PAULO - Os preços da gasolina no mercado brasileiro estão com defasagem de 15,6 por cento frente aos valores praticados nos Estados Unidos, segundo cálculos feitos nesta quinta-feira pelo Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).


O diesel está 19,7 por cento mais barato no mercado brasileiro em relação ao dos EUA, mesmo após dois reajustes realizados pela Petrobras nas refinarias neste ano, de 3,9 por cento e 6 por cento, nos dias 25 de junho e 16 de julho, respectivamente.


A gasolina teve os seus preços reajustados apenas uma vez, em 7,83 por cento nas refinarias, em 25 de junho.


O CBIE calcula semanalmente as diferenças entre os preços praticados no mercado doméstico e no internacional, levando em consideração os valores dos combustíveis nas refinarias do Golfo do México, utilizados como referência, e o câmbio.


Os preços dos combustíveis no mercado americano, por sua vez, flutuam de acordo com as cotações do petróleo.


Novo aumento
Um novo reajuste dos combustíveis não foi descartado pelo ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, mesmo após os dois aumentos praticados pela Petrobras em menos de um mês.


A estatal informou no fim de junho que buscaria paridade de preços dos combustíveis entre o mercado doméstico e o internacional nos próximos anos para reforçar seu caixa e impulsionar seus investimentos.


Segundo Lobão, a Petrobras "continua insistindo na necessidade de reajuste" dos preços da gasolina. Mas, segundo o ministro, não há previsão sobre quando um novo aumento seria aplicado.


O ministro disse recentemente que os últimos aumentos no combustível, calibrados de modo que pudessem ser compensados pela Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico), acabaram ficando aquém do que a Petrobras precisava.


Um novo aumento da gasolina será, então, repassado ao consumidor, como aconteceu com o óleo diesel, com repasse estimado pela Petrobras de cerca de 4 por cento, após um segundo aumento.


O governo zerou a cobrança da Cide para amenizar o impacto da primeira correção dos preços ao consumidor. O objetivo principal do governo federal, acionista controlador da Petrobras, era manter os preços dos combustíveis sem correção para controle da inflação.


Mas a defasagam acabou provocando grandes perdas para a Petrobras nos últimos trimestres, com as importações de gasolina a valores mais altos subindo vertiginosamente para atender ao mercado nacional, enquanto os preços no mercado interno continuavam mais baixos.


O diesel representa 27 por cento da receita total da Petrobras e a gasolina responde por 13 por cento do faturamento.


 

 

O celebrado cientista cético que reconheceu estar errado na questão do aquecimento globalde Paulo Nogueira

 

Era uma vez um cético.

Cético climático. Não qualquer um, mas um cientista renomado. Richard Muller, da universidade americana Berkeley.

Muller era sempre entrevistado por jornalistas interessados em firmar um ponto: o aquecimento global não é fruto do homem. Isso quer dizer: podemos então continuar a estuprar o planeta em nome da liberdade de empreender.

Pois bem.

Num artigo de repercussão mundial publicado no NY Times, Muller se declarou um “cético que foi convertido”. Ele participou de estudo de Berkeley que trouxe conclusões que o convenceram, “como cientista”, de que o homem está por trás, sim, da elevação da temperatura.

A honestidade de Muller é desconcertante.

Em geral, cientistas “céticos” são movidos não a evidências científicas – mas sim ao dinheiro de indústrias que financiam pesquisas cuja conclusão já está dada antes mesmo do primeiro passo.

No passado não muito distante, os céticos retardaram o quanto puderam o consenso em torno dos males causados pelo cigarro.

No início de minha carreira, em 1981, quando era repórter da Veja, fui cobrir um encontro científico em Nova York patrocinado pela Philip Morris. Diversos pesquisadores mostravam a nós, jornalistas, dados que supostamente provavam que o cigarro não fazia mal.

No livro “Os Mercadores de Dúvidas”, de 2010, dois historiadores, Naomi Oreskes e Erik M. Conway, estabeleceram um fascinante paralelo entre os cientistas que defendiam o cigarro e os que, hoje, negam a mão humana no aquecimento.

A conversão do cientista Richard Muller é uma boa notícia não apenas para os “anticéticos” – mas para o planeta e as futuras gerações.

 

Andressa Mendonça e o destino das mulheres de mafiososde Kiko Nogueira

Virginia Hill, a musa da máfia americana

Andressa Mendonça, a linda mulher do contraventor Carlinhos Cachoeira, se colocou numa fria ao tentar chantagear o juiz federal Alderico da Rocha Santos. Ela terá de pagar uma fiança de 100 mil reais para não ser presa na quarta-feira. Está também proibida de visitar o marido.

Um amigo a define como “chave de cadeia”: Andressa era casada com o empresário Wilder de Moraes, secretário estadual de Infraestrutura e primeiro suplente do senador goiano Demóstenes Torres, quando teve um caso com Carlos Augusto Ramos. O fato é que Andressa pertence a uma longa linhagem de mulheres de mafiosos, as silent wives: fieis a seus homens, cúmplices, sexy, misteriosas e suspeitas.

Em 2007, a polícia siciliana descobriu uma lista de dez mandamentos sobre como ser um honorável mafioso. Dois deles dizem respeito a suas companheiras: 1) nunca olhe para as mulheres de amigos; 2) mulheres devem ser tratadas com respeito. Não se sabe se Cachoeira está seguindo o protocolo, mas parece que Andressa, sim.

Andressa poderia ter uma antecessora em Virginia Hill, conhecida como “Flamingo”. Natural do Alabama, bonita e articulada, ela mudou-se para Chicago nos anos 30, onde se envolveu com Al Capone e outros bacanas da Cosa Nostra. Com essas conexões, tentou uma carreira de atriz em Los Angeles – frustrada. Mas foi lá que conheceu Ben “Bugsy” Siegel, um dos mais poderosos chefões do jogo em Las Vegas. “Ela era esperta e sabia manter a boca fechada”, contou uma amiga. Entre outras tarefas, Virginia levava o dinheiro de Siegel para o exterior.

Siegel caiu em desgraça quando tentou dar um golpe em seus colegas para saldar as dívidas de seu cassino, o Flamingo (batizado em homenagem à amada). Ele acabou sendo executado no sofá em que o casal assistia projeções de filmes. Virginia estava em Paris, depois de uma briga. Quando foi interrogada pelas autoridades, não abriu o bico. “Se alguém ou alguma coisa era seu amante, era aquele hotel em Las Vegas. Eu nunca soube que Ben tivesse algo a ver com gangsteres. Não imagino quem o tenha matado e nem por quê”, declarou.

Difícil saber se Andressa terá algo a aprender com Virginia. Seus amigos precisam torcer para que ela não tenha o mesmo destino da irresistível “Flamingo”, que se matou em 1961, aos 50 anos, em seu exílio na Áustria, de uma overdose de remédios para dormir, ao lado de uma ponte.

 

do Jornal do Brasil

30/07 às 18h59- Atualizada em 30/07 às 19h00

Agências de classificação não têm capacidade técnica para avaliar paísesEspecialistas afirmam que a credibilidade das instituições está arranhadaJornal do BrasilCarolina Mazzi

Até setembro de 2008, o tradicional banco norte-americano Lehman Brothers desfrutava de prestígio não só dos consumidores americanos como das agências de classificação, que têm entre suas funções avaliar os riscos de falência e o nível de confiabilidade para os investidores.

Minutos antes da quebra do banco, que desencadeou uma das maiores crises financeiras da história, a nota da instituição era de "alta confiabilidade" para as três principais agências do mundo: Moody's, Standard & Poor's, e Fitch Ratings. O mesmo aconteceu com a seguradora AIG, os bancos Bear Stearns, Fannie Mae e Fannie Mac, que também quebraram no mesmo ano.

A situação levou o Senado americano a investigar supostas "relações promíscuas" entre as agências e algumas outras instituições financeiras. Em maio deste ano, a Autoridade Europeia dos Mercados Financeiros (ESMA) também abriu investigação sobre os serviços prestados a investidores pelas três grandes. A intenção é verificar se as avaliações dos bancos são rigorosas e transparentes. 

Para o economista Paulo Gala, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV/SP), houve "conflito de interesses no caso da bolha americana, pois para eles era benéfico avaliar para cima os papéis 'podres' destes bancos", analisa. 

Desde então, a atuação das agências tem sido questionada, embora suas avaliações continuem a abalar o mercado financeiro. Em meio à maior crise da Zona do Euro, cada novo resultado mexe com os preços de títulos das dívidas, divisas e índices dos principais mercados. Em 2011, os Estados Unidos perderam a nota máxima de investimento pela primeira vez na história. O mesmo ocorreu com a Grécia, Portugal, Itália ou Irlanda, que se encontram atualmente sob supervisão financeira internacional. A Moody's ainda rebaixou a nota de 28 bancos espanhóis em 2012. 

Com as quedas, os mercados entraram em alvoroço e os índices das principais bolsas do mundo, assim como as ações das empresas, caíram acentuadamente. Apesar do desespero, porém, poucos países sofreram efetiva alta no preço dos seus títulos nacionais e alguns, como a Itália, conseguiram até reduzir estes valores. O mesmo ocorreu nos Estados Unidos, que agora recomeçam trajetória de crescimento após meses em recessão. 

Estes fatores levaram diversos analistas a questionar as agências como "oráculos do mercado". "A credibilidade deles está bem arranhada, as agências têm agido muito mal", afirma Gala.

Incapacidade técnica

As agências de rating surgiram nos Estados Unidos no início do século passado, quando algumas empresas precisavam levantar mais recursos do que podiam pela proximidade com os credores. José Carlos Miranda, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que estas instituições não têm capacidade de avaliar os países, e apenas "reagem" a dados econômicos mais superficiais. 

"Elas não têm capacidade técnica nem conhecimento para avaliar países. Sempre tiveram expertise em dar rating para empresas, bancos, ao mercado privado em geral. Sabem lidar com risco de liquidez, crédito, mercado, etc. Estes riscos são somente uma parte do problema dos sistemas econômicos dos países, que lidam com tesouro, com títulos da divida pública e etc", afirma. 

Segundo o especialista, a avaliação destas agências para as dívidas públicas, ou seja, a capacidade dos países de "se pagar" prejudica a performance deles, pois o alvoroço do mercado acaba desestabilizando as nações. "A primeira coisa que tinha que ser feita: as empresas de rating não podem falar sobre a divida pública, pois não têm capacidade. Nenhuma delas", propõe. 

Paulo Gala endossa o discurso, mas acredita que depois do escândalo nos Estados Unidos, as agências melhoraram suas atuações. "O problema é que elas avaliam o que não deveriam avaliar. Com certeza têm capacidade técnica para certos assuntos, mas não para macroeconomia. Elas deixaram de ser tão promíscuas, mas não têm capacidade técnica para avaliar países", argumenta.

O que acaba acontecendo, segundo ele, é um círculo vicioso do mercado, pois as agências ainda são muito ligadas aos resultados das bolsas, prejudicando os países em crise. "Elas vêem o resultado da ação de um banco, por exemplo, que está em queda na bolsa por alguma motivo. Aí, rebaixam a nota da instituição. Com a redução, as ações caem ainda mais e assim por diante", explica. 

Como são as notas

Cada agência de classificação de risco tem uma métrica própria para definir as notas de cada país ou de cada empresa. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as metodologias são parecidas, e entre as três maiores do mundo, a Moody's é a única que adota um modelo de notas para moeda estrangeira de longo prazo, a mais importante para determinar o risco de calote de um país.

A melhor classificação possível na Moody's é a nota Aaa, e a pior é a C, com variações que passam de Aa1, 2 e 3, A1, 2 e 3, Baa1, 2 e 3 e assim por diante. Na Fitch e na Standard & Poor's, as notas vão de AAA até C, passando por AA+, AA, AA-, BBB+, BBB e assim por diante.

 

Hoje às 13h30- Atualizada hoje às 21h13

UPP: o outro lado da moeda, que só os policiais que estão nelas conhecemJornal do BrasilLuciano Pádua 

A morte da policial militar Fabiana Aparecida de Souza, de 30 anos, na segunda-feira (23), assassinada com um tiro de fuzil no peito, próximo  à sede da Unidade de Policia Pacificadora (UPP) da comunidade Nova Brasília, no Complexo do Alemão, pode não ter sido um fato isolado.

Foi a primeira baixa entre os policiais recém-contratados, especificamente para atuarem nas UPPs. Como o governo está sendo pressionado a ampliar estas Unidades - o secretário interino de Segurança Pública, Roberto Sá, revelou ao jornal O Globo que aumentará o efetivo policial lotado nelas - isto acaba sendo feito sem os devidos preparos. Desta forma, aumentam os riscos e a falta de infraestrutura para quem ali trabalha.

Sede da UPP da Nova Brasília atacada por bandidosSede da UPP da Nova Brasília atacada por bandidos

Este outro lado da moeda foi relatado ao Jornal do Brasil por um destes policiais militares formados às pressas para atuar em uma das 21 UPPs. Ele, aqui identificado como "X" para evitar represálias, conta, por exemplo, o que já é voz comum dentro da corporação: algumas UPPs estão entregue às baratas, como a do Complexo do Alemão. 

Fuzil travado                                    

A questão da falta de estrutura começa no próprio armamento com que estes policiais podem contar. Por conta da ordem de “não ostentar armamento”, cada guarnição só dispõe de um fuzil. Todo resto do efetivo conta apenas com pistolas, cada uma com dois carregadores. No dia dos ataques à UPP do Alemão, como já se sabe, os fuzis dos policiais travaram e não funcionaram.

“Não tem (armas) para todo mundo. É um fuzil para cada guarnição, e os que têm, travam, dão pane. No dia em que atacaram as duas UPPs, os policiais trocaram tiro, e depois de cinco ou seis disparos, as armas travaram”, revelou o que soube entre os colegas.   

Segundo o policial "X", a relação de problemas é extensa no cotidiano das UPPs. Um que salta aos olhos - e é difícil acreditar em tempos de comunicação multimídia - é a de que poucos rádios funcionam. Segundo ele, a grande maioria dos aparelhos só recebe chamadas, sem conseguir entrar em contato com outras estações, inclusive as que estão nas "viaturas policiais". 

A falta de sinal não é o único problema: “Não tem rádio para todo mundo. Às vezes, não tem a bateria reserva, e de noite o aparelho está descarregado. Já trabalhei sem rádio, por exemplo.”, afirma.

A assessoria de Imprensa do Comando de Polícia Pacificadora (CPP) nega que sejam insuficientes os rádios e as baterias. Também informou que "a quantidade de armamento é definida de acordo com as necessidades. Não há falta de fuzis". Admitiu que as armas falharam, a causa, porém, é "desconhecida e está sendo investigada". 

Spray controlado

Outra questão levantada pela fonte do JB está no excessivo controle do uso do spray de pimenta, tido como uma possibilidade de dissolver multidões e distúrbios civis de forma menos violenta. Os policiais precisam justificar, em documento, a quantidade utilizada e o motivo. E só há um para cada guarnição. No caso de uma grande agitação, eles não dispõem de bombas de gás lacrimogênio, necessárias para dispersar aglomerações. "Muitas vezes, apartamos as confusões na mão mesmo.", diz. 

Ao rebater a denúncia, a assessoria do CPP destacou que "os policiais da UPP não são policiais de confronto e guerra, e sim de mediação e de relação com as comunidades. A opção pelo uso do spray de pimenta e do "taser" (pistola de choque) no lugar da bomba de gás lacrimogênio é exatamente para minimizar atos de violência. É necessário o controle dos equipamentos para não haver uso abusivo", diz a nota.  

Benefícios não pagos

Além do equipamento precário, o policial conta que muitos colegas que têm direito a R$ 200 por mês para a alimentação, há seis meses não recebem. O mais crítico é que não há um lugar onde os policiais de algumas UPPs possam comer. No caso do Complexo do Alemão, além de faltar opção à alimentação, ele conta ser comum que policiais militares utilizem o banheiro do teleférico, pois não há sanitários disponíveis nos postos (contêineres) de policiamento.

“Na hora do almoço, há casos de policiais que comem no chão porque não têm onde comer ou ficam dentro dos contêineres, cujos ar-condicionados funcionam mal. É um absurdo”, diz.

Nas explicações enviadas ao JB pela assessoria do CPP, ocorre, sim, a falta de pagamento, mas ela é específica: "As UPPs do Complexo do Alemão são recentes e é necessário um trâmite junto à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Estado para que o valor adicional pago para a alimentação seja incluído no salário dos agentes. Esse trâmite demandou um tempo, mas já foi resolvido e eles terão o auxílio alimentação depositado em suas contas, junto com o próximo salário", justificou o comunicado, acrescentando que "as novas sedes possuem copas estruturadas com micro-ondas, geladeiras, mesas e cadeiras".

Segundo a nota, o pagamento do auxílio transporte no valor de R$ 100 tem sido realizado regularmente. "Se algum policial não está recebendo, ele deve procurar a base administrativa da unidade em que está lotado para que o caso dele seja avaliado e solucionado". 

Outra gratificação que, segundo a fonte do JB muitos PMs ainda não viram a cor, foi a ajuda prometida pela prefeitura do município, no valor de R$ 500. Na quarta-feira passada (25), o prefeito do Rio, Eduardo Paes, prometeu aumentar a quantia para R$ 750. Pareceu promessa de campanha eleitoral pois, segundo o policial "X", vários de seus colegas jamais receberam qualquer valor.  

Burocracia

Outro obstáculo do serviço, diz a fonte, é a burocracia. Se ele estiver insatisfeito no lugar em que está lotado, o pedido de transferência lhe criará problemas. Segundo relata, "aí é que não recebo o que me devem mesmo. É um dinheiro com o qual não se pode contar", revela. O mesmo acontece com as férias, que, segundo a fonte, é "outra burocracia". 

O policial "X" informa que, pelo mesmo motivo - burocracia -, não pôde retirar da loja a arma que comprou para utilizar fora do serviço. Ele tem direito a andar armado, mas só pode pegar o equipamento após ser liberado um documento específico da PM. A pistola, comprada no início do ano, continua estocada na loja, por conta do atraso do papel. 

Formação

O policial "X" também faz duras críticas ao curso de formação dos soldados da UPP. Sua preparação durou nove meses, sendo que nos três últimos, diz que não fez nada. Apesar da pouca ênfase dada nas ações práticas, ele considerou que teve uma boa formação teórica.

“Foram três meses em que ficamos à toa lá, sem fazer nada. As aulas de tiro foram muito básicas. E a matéria de sobrevivência urbana, que ensina conduta de patrulhamento na cidade, não teve nenhuma aula. Teve turma que se formou e foi jogada imediatamente dentro do Complexo do Alemão, sem qualquer prática anterior".

Morte da soldado

No caso da morte da soldado Fabiana Aparecida de Souza, a fonte do JB analisa que a policial, ao sair para lanchar desacompanhada, contrariou as condutas de segurança do Regulamento Disciplinar da Polícia Militar do Estado do Rio. “Não podemos andar sozinhos na favela. Ela foi pega desprevenida. O que falam é que ela deu de cara com os traficantes”.

Ele também disse que o tráfico de drogas permanece em algumas comunidades, em especial no Alemão, onde, segundo os policiais ali lotados, em dois meses de atividade já ocorreram, pelo menos, confrontos com trocas de tiros, mas sem nenhuma baixa de policial.

“Aquele lugar ali (Alemão) é o quartel-general do Comando Vermelho. O tráfico continua na cara de pau. Em dois meses, já soubemos de, pelo menos, quatro trocas de tiros com traficantes", relata o que ficou sabendo. “À noite, as trocas de tiro são com fuzil. Mas ninguém sabe porque a CPP sempre abafa as notícias, muitas vezes porque é a Globo quem vai noticiar, e ela é conivente com o governo”.

A assessoria do CPP não desmente a existência de traficantes, apenas ressalta que, "com as UPPs, acaba a venda aberta de drogas e o ir e vir de bandidos armados à luz do dia. Tráfico de drogas é um problema mundial que não se resolve da noite para o dia".  

"Caldeirão de merda"

O policial "X" conta o comentário feito por um sargento do Batalhão de Operações Especiais (BOPE) para um grupo de soldados lotados na UPP do Alemão, que já demonstra a situação a que estão sujeitos: "jogaram vocês no caldeirão de merda!".

Na reflexão que faz sobre a política de pacificação das comunidades, diz que na maioria delas "a única coisa que funciona é o governo ter entrado (nas favelas, antes dominadas pelo tráfico). Aí, cobra IPTU, a Light conserta o relógio de todo mundo, regularizaram Internet, e acabam os desfiles de bandido com fuzil. Mas continua a mesma coisa. Os bandidos só não andam com fuzil, mas têm pistola de calibre pesado, como .45.”

Segundo ele admite, em algumas destas áreas onde a polícia não tinha acesso, "muitas armas permanecem escondidas, bem como marginais que nunca haviam sido fichados antes". Isto ocorreria, por exemplo, no Alemão onde, segundo contam os policiais ali lotados, “poucas pessoas passam e dão bom dia e boa noite. Ninguém quer falar nada. Todo mundo é conivente com o tráfico de drogas. Quando se vai abordá-los, muitos saem em defesa dos bandidos. Sei que no começo da UPP é assim, mas ali é demais”.  

Menina dos olhos

Ao final do relato, ele desabafa: “Não tem estrutura, todo mundo está insatisfeito. A maioria não ganha nem ajuda de custo da passagem. Tem gente pagando para trabalhar. Na Zona Sul, por exemplo, é diferente. Tudo funciona, porque a Zona Sul é a menina dos olhos do governo”.

 

30/07/201219h33

MEC coloca como "modelo" redação do Enem que chama Venezuela de ditadura 9

Agência Estado

 

 

Após mudar os critérios de correção da redação do próximo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), o MEC (Ministério da Educação) lançou nesta segunda-feira o guia de redação da prova com o objetivo de orientar os alunos. Uma das redações destacadas como bom exemplo de texto chama a Venezuela de "ditadura" e erra a grafia do presidente daquele país. 

 

 

 

O guia, de 48 páginas, foi elaborado pela equipe da Daeb (Diretoria de Avaliação da Educação Básica) do instituto para esclarecer o que é um texto dissertativo-argumentativo, detalhar os critérios de correção e apresentar exemplos de provas que conseguiram a pontuação máxima (1 mil pontos). O Enem está marcado para os dias 3 e 4 de novembro.

 

 

 

Segundo a pasta, serão rodadas inicialmente 1,7 milhão de cópias, que serão distribuídas até setembro para alunos e professores de escolas públicas do país.

 

Em maio, o MEC anunciou mudanças na forma de correção da redação do Enem; a principal delas foi a redução da nota de discrepância de 300 para 200 pontos, o que vai levar a um aumento do número de textos que serão revisados. A pasta também instituiu uma nota de discrepância dentro de cada uma das cinco competências da redação - superior a 80 pontos. "O filtro é muito mais rigoroso e agora está público e transparente o que se espera de cada competência, onde é avaliado, onde pode perder pontos, tanto o corretor quanto alunos sabem antecipadamente os parâmetros", disse o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, em encontro com jornalistas.

 

Uma das competências avaliadas é o domínio da norma culta da língua escrita. Logo no primeiro exemplo, o manual destaca a redação "O fim do Grande Irmão", feita por uma estudante do Rio de Janeiro. Ao comentar o uso indiscriminado das redes sociais, a aluna destaca que perfis em redes como Facebook e Twitter servem como "ferramenta política e social para aumentar a credibilidade de determinadas personalidades, como ocorre com Hugo Chaves em sua ditadura na Venezuela". O certo é Hugo Chávez. "A participante demonstra ter compreendido a proposta da redação e desenvolvido o tema dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo", diz o guia. "No desenvolvimento, são apresentados os argumentos que comprovam a opinião negativa da participante sobre a ação das redes sociais".

 

O presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, disse que a estudante usou "a norma culta com perfeição" e aportuguesou o nome do presidente venezuelano. "A comissão entendeu que isso não dá para penalizar. Não é um erro que cause nenhum dano ao conhecimento da estudante", afirmou. Questionado se não causava constrangimentos ao governo destacar uma redação que chama de ditadura a Venezuela, Luiz Cláudio respondeu: "A redação não é avaliada pela sua ideologia. O Brasil é uma democracia que respeita a liberdade de expressão, respeitamos a posição política de cada estudante, independentemente de concordamos ou não".

 

A partir deste ano, um acordo firmado com o Ministério Público Federal (MPF) permitirá que os estudantes tenham acesso às redações corrigidas apenas para fins pedagógicos. "O que estamos discutindo são os procedimentos de segurança para que (os alunos) tenham acesso. É um direito individual e isso tem de ser preservado, estamos construindo como vão ser os procedimentos", afirmou Mercadante.

 

CEM ANOS DE MILTON FRIEDMAN - O mais famoso economista americano do pós guerra, Milton Friedman faria hoje cem anos de idade se vivo fosse. Economista brilhante e mestre da promoção de suas ideias, articulado, bem falante, simpatico, nunca foi  professor fechado em grupos academicos.

Friedman foi o relançador do "monetarismo", teoria anterior a ele e que teve como guru antecessor Irving Fisher, que queimou sua reputação ao declarar duas semanas antes da quebra da bolsa em outurbro de 1929 que estava tudo normal e não havia crise à vista.

Friedman reformulou e modernizou a teoria quantitativa da moeda, fez sua divulgação e promoção em uma serie de conferencias, convenceu a cupula do "sistema" sobre a qualidade de seus estudos, teve apoio logistico e suporte operacional do Citibank para sua cruzada, conforme expus longamente em meu livro Moeda e Prosperidade, onde relato a historia fascinante do monetarismo como ideia politica.

Friedman tinha adquirido fama como autor de uma obra classica HISTORIA MONETARIA DOS ESTADOS UNIDOS" que escreveu junto com sua colega de toda a vida Anne Schwarz, que morreu no mês passado com quase 100 anos. A esposa de Friedman tambem era economista e co-autora de muitos de seus livros.

Friedman tinha uma qualidade excepcional para um economista, sabia escrever bem e claramente,

para leigos, razão pela qual seus livros vendiam muito bem, eram facil de entender, boa prosa.

Expoente da Universidade de Chicago, onde criou a famosa "Escola de Chicago" como centro de suas teses, Friedman deixou seu legado com alguns fies seguidores, como Alan Meltzer, da Universidade Carnegie Mellon. Alan Greenspan, seu amigo, nunca foi seu seguidor, aliás era um dos seus maiores criticos. Ao fim, com a crise do subprime, viu-se que o certo era Friedman e não Greenspan, patrono da expansão quase ilimitada do credito, hoje quase unanimente considerado pai da crise de 2008.

O monetarismo é constantemente confundido por leigos com o neoliberalismo, quando são dois conceitos muito diferentes. O monetarismo é uma teoria economica academica sofisticada e bem elaborada, o neoliberalismo é uma visão ideologica que propõe reformas economicas de mercado, não trata especificamente da moeda e sim da propriedade e do papel do Estado na economia.

Friedman e o monetarismo acabaram antes do fim do século como novidade e o papel de suas teses foi ultrapassado por novos contextos geopoliticos, como a emergencia da China, o 11 de Setembro,

a perda de liderança dos EUA nos organismos multilaterais, as tensões politicas da Era Bush.

Dentro de seu apregoado conservadorismo monetario Friedman tinha propostas instigantes, era a favor do bolsa familia e da liberalização do uso da maconha.

Friedman foi um dos mais influentes economistas da segunda metade do Seculo XX em uma escala muito maior do que hoje são Krugman ou Stiglitz. A Escola de Chicago influenciou a formulação do Plano Real e o fim da inflação recorrente em muitos paises, uma inflação que atingiu grande parte do mundo do pós guerra e em especial os paises do então Terceiro Mundo.

Para o bem ou para o mal, o monetarismo de Chicago teve um enorme papel politico, foi usada como ferramenta intelectual por bancos centrais, regimes politicos, escolas de economia por todo o mundo.

Milton Friedman, a Escola de Chicago e o monetarismo fazem parte da Historia do Seculo XX.

 

Este economista, neo liberal, conservador ou monetarista, tomara que esteja errado coitado, mas lembra ditadura e Pinochet.

Grande economista deveria ser quem ajuda algum povo. A favor dos bancos são inúmeros. Este...???

 

Olhem aí o que eu falei ontem, o desrespeito, o deboche com que este governo trata os servidores federais: mais uma vez, o governo enrola, marca data para apresentar proposta e às vésperas da reunião a adia unilateralmente. Quando não adia, vai à reunião com a maior cara lavada e diz que "ainda não tem proposta". A estratégia é sempre essa, enrolar até o final de agosto, dar um dane-se aos servidores e encaminhar o projeto de orçamento ao congresso sem nem reposição inflacionária aos servidores (mas garantindo os 47% de todo o orçamento aos banqueiros, claro!!!)

 

http://www.sindifisconacional.org.br/index.php?option=com_content&view=a...

 

Como antecipado pela DEN, Governo segue roteiro e adia reuniãoImprimir Aline Matheus   Seg, 30 de Julho de 2012 15:18

Seguindo o roteiro já antecipado pela DEN (Diretoria Executiva Nacional), o Governo não apresentará uma proposta às reivindicações dos trabalhadores do setor público nesta terça-feira (31/7), como vinha prometendo há meses. Ofício assinado pelo secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, informa que nas próximas semanas o órgão realizará reuniões internas “com vistas a construir soluções para o processo negocial”. Resta saber o que a equipe do secretário vinha fazendo até agora.

Ainda de acordo com o ofício, serão agendadas reuniões com as entidades sindicais entre os dias 13 e 17 de agosto, ou seja, bem próximo ao fim do prazo para a inclusão de reajustes salariais na LOA (Lei Orçamentária Anual), dia 31 de agosto.

Na avaliação da DEN, o Governo está acreditando que conseguirá repetir o estratagema utilizado em 2011 e fazer com que os Auditores-Fiscais da RFB (Receita Federal do Brasil) e demais servidores posterguem suas reivindicações para 2013. Logo, não há que se esperar resultados dessas reuniões previstas para o mês de agosto.

Se o Executivo continuar seguindo o roteiro antecipado pela Diretoria do Sindifisco Nacional, essas reuniões não trarão resultados efetivos. Só no fim do mês agosto deve ser apresentada alguma proposta, sem que haja (na visão equivocada do Governo) tempo hábil para a apresentação de contrapropostas.

Vale ressaltar que os Auditores-Fiscais não trabalham com datas. Só uma resposta positiva aos pleitos da categoria restabelecerá o funcionamento normal na RFB.

Em vez de negociar, o Governo vem dando repetidas demonstrações de desrespeito aos Auditores. Depois de um ano e meio de tentativas frustradas de se debater a pauta reivindicatória, o Executivo lança mão de atos arbitrários e ilegais como o Decreto 7.777/12 e a Portaria MF (Ministério da Fazenda) nº 260 para tentar coagir a Classe. E agora, mais uma vez usa artifícios infantis para não dialogar.

No que depender dos Auditores-Fiscais, a estratégia do Governo não vai funcionar. A Classe deve dar uma resposta à falta de compromisso do Executivo com os ocupantes do núcleo estratégico do Estado, acirrando as operações padrão e crédito zero e participando em massa do Dia de Protesto Fora da Repartição, que será colocado em discussão na Assembleia Nacional desta quarta-feira (1º/8).

Os Auditores-Fiscais já estão juntando recursos no Fundo do Corte do Ponto para se precaver caso seja necessário. Esse filme a Classe já conhece e está disposta a ir às últimas consequências para mudar o final.

 

Charlie, 

Lamento lhe informar, mas contra suas reivindicações estão: o Governo, o PIG e a maioria dos comentaristas do blog do Nassif.

 

http://caiohostilio.com/?p=20836


A cachorrada é grande!!! A mulher de Cachoeira ameaça juiz federal usando as páginas da Veja…
Posted on julho 30, 2012 by Caio Hostilio

Agora está mais que comprovado que a Revista Veja faz parte da máfia do Cachoeira!!! O delegado Sandro Paes Sandre, da Policia Federal, fará a acareação entre o juiz federal Alderico Rocha Santos e Andressa Mendonça, mulher de Cachoeira, na sexta-feira. A mulher de Cachoeira foi denunciada por tentativa de chantagem pelo juiz da 11a. Vara da Justiça Federal em Goiás.


Andressa Mendonça ofereceu ao juiz vantagens, o que caracteriza corrupção ativa, para livrar o marido bandido de todas as denúncias contra ele. Ela ameaçou o juiz com um dossiê, em seu gabinete. O dossiê constava documentos desfavoráveis ao juiz Alderico Rocha Santos e que seria publicado pelo repórter Policarpo Júnior, na revista Veja. Ela, ainda, apontou o juiz federal Wilson Dias nos documentos.


Andressa Mendonça garantiu ao juiz que poderia impedir a publicação. Para isso, disse que bastaria que ele concedesse liberdade ao seu marido e o absolvesse das acusações ofertadas pelo Ministério Público Federal (MPF).  


Diante das provas, o juiz acionou a PF, que de imediato apreendeu computadores e tablets, além de fazer a perícia no papel em que a mulher de Cachoeira anotou os nomes dos juízes envolvidos no dossiê.


O certo é que com todas as provas somadas, Andressa poderá ser indiciada, o inquérito da PF encerrado e enviado para a Justiça Federal em Goiás.


No caso, o processo de Andressa Mendoça correrá em paralelo à Operação Monte Carlo, por se tratar de um crime cometido “a posteriori” do escândalo.


Como podemos ver, a Revista Veja faz parte da máfia, como porta-voz, do Cachoeira!!!

 

 

Nassif, a zorra que a Imperatriz provocou ontem já gerou resultados, o jornalista de veja terá que depor na CPMI. Reproduzimos. http://refazenda2010.blogspot.com