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Fritz Utzeri, o jornalista que desmontava versões oficiais

Do Jornal do Brasil

Fritz, um jornalismo de qualidade que desmontava versões oficiais

Ele foi o primeiro a denunciar a morte de Rubens Paiva e a desmentir o IPM do Riocentro

Marcelo Auler

O alemão de berço e brasileiro por opção Fritz Utzeri, que o jornalismo perdeu nesta manhã de segunda-feira (4), foi daqueles profissionais que os próprios colegas se orgulhavam de com ele trabalhar. Forjado na reportagem numa época em que não existia meios digitais — a comunicação à distância era feita por telex e linhas telefônicas que nem sempre funcionavam — e quando a Ditadura impedia, mediante todos os artifícios do poder, a renovação dos quadros políticos e o instituto da reeleição para os cargos executivos,  Fritz acabou dando aulas de apuração de reportagens, que hoje seriam chamada de jornalismo investigativo. Mais do que isso, ajudou a escrever parte da história contemporânea do país ao desmontar versões falaciosas.

Fritz faleceu vítima de um câncer linfático com o qual lutava há três anos. Seu corpo está sendo velado na capela 6 do Memorial do Carmo, no Caju — Zona Portuária do Rio —,  de onde sairá na terça-feira, ao meio-dia, para o Crematório.

Jornalismo brasileiro de luto

Em 1978 o país ainda estava debaixo da ditadura militar. Muito embora o presidente Geisel promovesse uma abertura "lenta, gradual e segura" através da qual, aos poucos, a censura à imprensa foi sendo suspensa, ainda se vivia o bipartidarismo da Arena e do MDB, as greves estavam apenas recomeçando através de Luiz Inácio da Silva, o Lula — então um novato líder sindical — o debate sobre a Anistia política só existia entre grupos de esquerda, e assim como a discussão em torno dos desparecidos/assassinados nos porões dos quartéis e órgãos de repressão ocorria à boca pequena.

O jovem Fritz, entre Sérgio Fleury e Heraldo Dias (direita), na redação do Jornal do BrasilO jovem Fritz, entre Sérgio Fleury e Heraldo Dias (direita), na redação do Jornal do Brasil

Foi neste cenário político ainda cinzento que, no domingo 22 de outubro de 1978, uma reportagem assinada por Fritz Utzeri e Heraldo Dias (também já falecido) contestava pela primeira vez de forma clara com minúcias de detalhes a versão oficial dos militares sobre a morte do ex-deputado Rubens Paiva.

Não foi apenas uma de jornalismo investigativo, mas um verdadeiro desmonte da versão oficial sobre o “desaparecimento” do ex-deputado Paiva. Até então, a única versão: Fritz e Heraldo se superaram nas três páginas em que o Caderno Especial do Jornal do Brasil daquele final de semana questionava: “Quem matou Rubens Paiva?”

Anos mais tarde, em 1981, quando do episódio da bomba destinada a estourar no Riocentro, a dupla de repórteres e amigos voltou a dar um show de apuração jornalística, que resultou em uma série de matérias que também mostraram ser insustentável a versão oficial que tentava esconder um atentado que os militares da linha dura intentaram perpretar.

Revelando um tabu

Na reportagem sobre a morte do deputado Rubens Paiva — até hoje dado como “desaparecido” pelos militares — o trabalho dos dois jornalistas teve como primeiro mérito trazer à tona um assunto que muitos conheciam mas que a imprensa não divulgava, até por causa da censura que existiu nos anos de chumbo para alguns jornais.

Mas o trabalho não apenas revelou um casos sobre o qual não se falava como desceu às minúcias para provar que era impossível o tão falado “sequestro” de Paiva, versão oficial do seu desaparecimento. Por ela, o ex-deputado que fora preso pela Aeronáutica e depois levado ao Quartel da PE na Rua Barão de Mesquita, teria sido resgatado, na madrugada do dia 22 de janeiro de 1971,  por oito “subversivos” ao ser conduzido em um Volkswagen pela Avenida Edson Passos por três militares. O relato dava conta de uma troca de tiros, durante a qual o capitão e dois sargentos se refugiaram atrás de um muro. Teria ocorrido saraivada de tiros.

Especial Quem matou Rubens Paiva? provocou uma reviravolta no caso Especial Quem matou Rubens Paiva? provocou uma reviravolta no caso 

>>Clique aqui e leia o especial na íntegra: Quem matou Rubens Paiva?

A reportagem da dupla Fritz e Heraldo, feita sete anos após o assassinato de Paiva, mostrava, entre outros detalhes, a inexistência de muro onde os militares pudessem se abrigar durante a troca de tiros e a impossibilidade de os militares terem se escondido atrás da mureta que havia no local. Mais ainda, apontava o absurdo que seria Rubens Paiva, um homem grande e gordo, sair do banco detrás de um Volkswagen, que também transportava outros três militares. Sem falar que, na véspera, ele fora visto dentro do Quartel da PE “bastante machucado e com dificuldade para respirar”, ter feito o percurso descrito pelos militares. Diz o trecho da matéria:

Isto significa que Rubens, aos 41 anos, gordo, hipertenso, cardíaco e diabético  e além disso fora visto algumas horas antes bastante machucado e com dificuldades para respirar  correu um mínimo de 25 metros, em meio a fogo cruzado, após sair do banco traseiro esquerdo de um Volkswagen alvejado por 24 tiros, cinco dos quais alojados justamente no local em que deveria estar. E o carro estava em chamas”.

A reportagem, cuja repercussão na época foi intensa, recebeu o Prêmio Esso e provocou um debate sobre o que acontecera a Rubens Paiva.

Nesta segunda-feira (4), dia em que Fritz morreu, a Comissão Nacional da Verdade divulgou um documento do SNI, datado do dia 25 de janeiro de 1971, que descreve a prisão de Paiva, mas nada fala sobre a possível fuga dele, o que apenas demonstra a versão fantasiosa do Exército.

Riocentro, desmonte da versão oficial

A dupla de jornalistas voltou a preparar um impecável trabalho quando da explosão da bomba no colo do sargento do Exército Guilherme Pereira do Rosário, matando-o e ferindo o capitão  Wilson Luiz Chaves Machado, na noite de 30 de abril de 1981, no Riocentro, durante um show em comemoração ao 1º de Maio. Foi mais um Prêmio Esso dado ao jornal.

Fritz e Heraldo também desmontaram a versão do Exército, de que a bomba teria sido deixada por militantes da esquerda no Puma usado pelos seus dois militares.

A apuração de Fritz começou no dia seguinte à explosão, em pleno feriado de 1º de Maio, em que ele estava de plantão no jornal. Alertado pelo amigo Sérgio Fleury de que o Puma do atentado estava abandonado em um terreno baldio defronte à 16ª Delegacia, Fritz correu para a Barra da Tijuca com o fotógrafo Rogério Reis, que fotografou o carro de todos os ângulos possíveis e com riqueza de detalhes, como demonstra a reportagem publicada no dia 2 de maio.

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Fritz, a partir destas fotos, e com a ajuda do seu grande amigo o capitão paraquedista da Aeronáutica, Sérgio Ribeiro Miranda de Carvalho, o Sérgio Macaco, reformado pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5) após se recusar a explodir o Gasômetro em outro atentado que os militares pretendiam fazer e creditar à esquerda, começou a mostrar como teria sido a explosão da bomba. A reportagem do dia 2, que não foi assinada, talvez até por questão de segurança, dizia no primeiro parágrafo:

O capitão Wilson Luís Chaves Machado dirigia o Puma. À sua direita, no banco do carona, estava o sargento Guilherme Pereira do Rosário. A explosão ocorreu entre eles, e a bomba, provavelmente, era segurada, naquele momento, pelo sargento, o mais atingido”.

Da visita que fez ao terreno baldio onde estava o Puma, Fritz registrou no jornal do dia seguinte: “O conta-giros do Puma parou em mil rotações por minuto (esta é a regulagem da marcha lenta deste tipo de automóvel). O velocímetro parou em zero, o que, em princípio, não tem nenhum significado especial. A chave estava no contato, em posição de ligado. Assim, é bastante provável que, na hora da explosão, o carro estivesse chegando ou preparando-se para sair daquele local”.

Em outro trecho, observava, demonstrando a maneira superficial como as investigações corriam: “A perícia não recolheu, por exemplo, o talão de estacionamento no Riocentro, de número 64 270 – seguramente uma pista valiosa para determinar a hora em que o Puma entrou no local. (...) Há também um rolo de fita adesiva (tipo crepom), quase totalmente usado; isto não é comum em carros, mas é com este tipo de fita que se prende qualquer coisa até em superfícies lisas (o rolo serviria para eventuais comparações)”.

No dia 17 de maio, Fritz e Heraldo, em matéria assinada, já anunciavam que o resultado da investigação caminhava para não dar em nada. Não usaram o termo terminar em pizza porque àquela época a expressão não existia. Mas, sob o título “Demora na apuração do atentado pode confundir opinião pública”, os dois anunciavam: “Passados 16 dias da explosão no interior de um Puma, dentro do pátio de estacionamento do Riocentro – com a morte do sargento Guilherme Rosário e ferimentos graves no capitão Wilson Luís Chaves, ambos do Exército – está caracterizado um processo desinformação, aparentemente destinado a confundir a opinião pública”.

>> Clique aqui e leia a matéria na íntegra: Demora na apuração do atentado pode confundir a opinião pública

Poucos dias depois, o coronel Luis Antônio Prado Ribeiro, que presidia o IPM e era considerado um militar sério, interessado de fato na apuração, foi destituído do caso e trocado pelo coronel Job Lorena de Sant’Anna. O relatório deste, devidamente assumido pelo Comando do I Exército (hoje, Comando Militar do Leste), foi divulgado em 30 de junho, concluindo que os dois militares atingidos pela bomba tinham sido “vítimas de uma armadilha ardilosamente colocada no carro do capitão”.

Na mesma edição de 1º de julho em que noticiava o resultado do IPM, o Jornal do Brasil em uma segunda matéria apresentava as “Dúvidas ainda não esclarecidas”, com sete perguntas para as quais não encontrara respostas na versão oficial.

>> Clique aqui e leia a edição do Jornal do Brasil de 1º de julho de 1981

Mas a grande reportagem foi publicada um dia depois – 2 de julho – de autoria da dupla Fritz/Heraldo, embora sem assinaturas. O título dela na página 4 garantia: “Teste mostra que seria difícil não ver bomba no Puma”.

>> Clique aqui e leia a matéria na íntegra: Teste mostra que seria difícil não ver bomba no Puma

Em uma perfeita aula de jornalismo investigativo — termo que na época não era usado —  a reportagem descreve como chegou à conclusão anunciada na manchete: “As conclusões do IPM chegaram à minúcia de reconstituir um simulacro de bomba e, num desenho, projetado em slide, foi mostrada a posição do artefato. Tomando como base a lata usada para preparar o petardo, o Jornal do Brasil reconstituiu o simulacro e viu-se diante de duas alternativas. Reconstituindo as medidas do simulacro, não caberia no carro. Reduzindo-se a lata a um quinto de sua altura, caberia. Em ambos os casos, o volume é visível e é difícil que alguém pudesse entrar no carro sem vê-lo”.

A reportagem apresentava ainda uma série de fotos feitas por Luiz Carlos David, na qual se mostrava como a lata de óleo na qual teria sido feita a bomba não cabia ao lado do banco do Puma, tal como afirmava a versão oficial do Exército. Com esta série de reportagens, o Jornal do Brasil naquele ano conquistou não apenas o Prêmio Esso de Jornalismo como o Prêmio Vladimir Herzog.

O jornalismo que Fritz fazia, muitas vezes tendo ao lado Heraldo ou outros colegas da redação do JB, demonstrava sua capacidade profissional de questionar e duvidar, bem como sua perspicácia em correr atrás das explicações, sempre dentro de uma ética em que não recorria a subterfúgio para apurar as informações que lhe interessavam. Destaque-se que, pelo menos nestes dois casos relatados, não houve ajuda nem da polícia nem mesmo do Ministério Público repassando informações que, naquela época, estavam em lados opostos.


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O conta-giros do Puma parou em mil rotações por minuto (esta é a regulagem da marcha lenta deste tipo de automóvel). O velocímetro parou em zero, o que, em princípio, não tem nenhum significado especial. A chave estava no contato, em posição de ligado. Assim, é bastante provável que, na hora da explosão, o carro estivesse chegando ou preparando-se para sair daquele local”.

 Jornalismo desse jeito, praticamente não se lê mais, o que é uma pena. O jornalismo ficou burocratico demais e as redações fechadas em si mesmas. Fica a coragem que Fritz e tantos dessa geração nos deixam.

 

TERRA MAGAZINE/RUI DAHER

O Brasil perdeu um brilhante jornalista; eu o mais antigo amigo.

http://terramagazine.terra.com.br/blogdoruidaher/blog/2013/02/05/o-brasil-perdeu-um-brilhante-jornalista-eu-o-mais-antigo-amigo/

 

Uma pena. Eu escrevia umas resenhas literárias no último jornal dele, o Montblaat, que terminou faz uns anos (2?). Saí antes por considerar equivocada a postura de Utzeri, muito pouco diferente desse movimento de despojados do poder tentando demonizar o PT e mudar o governo na marra. Disse que não poderia escrever mais resenhas literárias em um jornal que se portava como linha auxiliar do PFL, ainda que discordasse das soluções para manutenção de "governabilidade" de Lula e outras façanhas do anterior governo, aliás muito bem dispostas ainda no atual. Criticar para exigir o melhor seria mais correto; trabalhar basicamente pela deposição de um presidente eleito por não acreditar nos descaminhos da democracia fazia com que Utzeri recuperasse um pendão udenista lamentável, quando uma vez me criticou no próprio jornal dele ao me tratar por ressentido, algupém que nunca ganhara dinheiro e conhecera o mundo, enfim, alguém que nunca partilhara as benesses que o sistema dá aos gerentes pequeno-burgueses das repúblicas burguesas. Crítica sem qualquer fundamento, pois eu, enquanto crítico das ideologias e do poder das classes dominantes, não era e não sou um proletário ou um camponês, enfim: era tão classe média quanto ele, talvez até mais, em termos de recompensas financeiras. Paciência. Ficaram lá minhas toscas resenhas literárias como testemunho de nossa breve relação jornalística. O mundo gira e a Lusitana roda. Ou rodava: há muito tiraram aquele símbolo modelar da chegada, pela Avenida Brasil, de todos aqueles que se dirigiam ao centro do Rio, ou mais além. Saudades da Lusitana; pêsames à família de Utzeri.

 

O VERDADEIRO FRITZ UTZERI

 

Morreu ontem, no Rio de Janeiro, o jornalista e escritor Fritz Utzeri, aos 68 anos.

Depois de ter-se formado em medicina, pela UERJ, trocou a provável psiquiatria pelo jornalismo. Trabalhou em “O Globo”, “Jornal do Brasil”, “Pasquim”. Foi correspondente do JB em Nova York e Paris.

Na TV Globo, editor de Ciência e Tecnologia e, na Fundação Roberto Marinho, diretor de comunicação.

Entre suas inúmeras reportagens, ficou famosa a que fez da explosão de uma bomba no centro de convenções Riocentro, na época da ditadura. Investigou e teve coragem.

Ultimamente, além de editar, por algum tempo, a Revista Ferroviária, assunto e hobby de sua paixão, segurou a barra por oito anos do semanal Montbläat, jornal, revista eletrônica, blog, ou ainda, como ele gostava de chamar, um samizdat.

O dístico do jornal, traduzido do sueco, significava: “Se você entendeu o Brasil, por favor, conta pra gente”.

Mesmo lutando contra um linfoma grave, entre dolorosas interrupções, publicou 447 números do jornal. O último em 25 de dezembro de 2012.

Não foi fácil para Fritz, com um pequeno “Exército de Brancaleone” de amigos-colaboradores, manter o jornal por tanto tempo. Sem patrocínio, a renda deveria vir apenas de assinaturas.

Honesto, polêmico, denso, com posições fortes, doces às vezes, o Montbläat era a antítese do que hoje se passa na maioria das folhas e telas cotidianas.

Mas onde eu entro nessa história? Pela porta da recíproca: Fritz e eu somos nossos “mais antigos amigos”.

Colégio de São Bento, cidade de São Paulo, 1956. Lá, Fritz Carl Utzeri, o Gafanhoto, e Rui Daher, o Bolinho, foram grandes companheiros naquela IV Seção A, com desempenhos que permitiam aos monges beneditinos nos premiar com distinções e menções honrosas. Ele mais do que eu.

Poucos anos depois nos separamos. Fritz seguiu outros caminhos até chegar aos beneditinos cariocas. Radicou-se no Rio e passamos muitos anos sem nos vermos.

Identificados pelo pensamento de esquerda, sem ele o saber, eu o perseguia por onde estivesse escrevendo. Até que, certo dia, Gafanhoto e Bolinho voltaram a se encontrar.

Em 2005, quando lançou o Mont, como os íntimos continuarão a chamar o samizdat do Fritz, ele me convidou para colaborar.

Foi a minha primeira oportunidade pública como escrevinhador em folhas e telas cotidianas. Escrevi mais de cem colunas para o samizdat. Não fosse o Fritz, não haveria o Rui já em seu quarto ano de Terra Magazine.

Democraticamente, divergimos pelas páginas do jornal inúmeras vezes. Eu exultava pensando que, com Lula e o PT, finalmente, a esquerda estava no Poder. Ele, o único jornalista, exceção feita a Mino Carta, que tinha aberto publicamente o seu voto em Lula, não demorara muito até o desencanto.

Num de seus últimos e-mails para mim, com um texto incisivo e brincalhão, que assim ele era, pedia opinião sobre a eleição paulistana. Assim:

“Caro Rui, São Paulo está à beira de uma tragédia. A escolha é entre Russomano, "Zé" Serra e Haddad. Dá para olhar com otimismo? Russomano quer "uma igreja em cada esquina", o "Zé" é um imbecil político completo e o Haddad é o Mamulengo 2.0 do Molusco. Quero saber a sua opinião, seja ela qual for. Dá pé? Um abraço. Fritz”.

Fiz uma coluna jocosa, arrasando os candidatos de então. Rimos e foi muito bom.

Hoje, mais do que palavras, tenho muitas lágrimas e a saudade pelo mais antigo amigo.

Meu beijo e o de Cléo para Liège, sua companheira de sempre, filhos e netos, estes suas paixões mais babonas.

Até mais, amado velho amigo.

Nota: se o leitor e a leitora quiserem mais detalhes sobre a trajetória de Fritz Utzeri, a excelente matéria abaixo, de seu grande amigo Sérgio Fleury, irá enriquecer meu pobre texto.

http://www.jb.com.br/rio/noticias/2013/02/04/o-jornalismo-brasileiro-de-luto-morreu-fritz-utzeri-aos-68-anos/

 

"Destaque-se que, pelo menos nestes dois casos relatados, não houve ajuda nem da polícia nem mesmo do Ministério Público repassando informações que, naquela época, estavam em lados opostos."

Eu não seria tão otimisto quanto ao presente, pois vejo no nosso estimado PGR e em alguns quadros da PF uma atitude que parecem ter aprendidos nos anos de chumbo.

Não vou nem falar da polícia civil de SP, por que parece que lá tem fantasmas do famigerado S. Paranhos Fleury e seus asseclas...