Revista GGN

Assine

G8 e a saída para a crise na Europa

Do Correio Braziliense

G8 quer uma zona do euro 'forte' com a Grécia e estimular o crescimento

France Presse

Camp David - Os líderes dos países do G8 pediram neste sábado uma zona do euro "forte e unida", com a Grécia, e se comprometeram a "estimular o crescimento", adotando medidas contra os déficits, durante uma cúpula dominada pela crise da dívida europeia.

Como sinal de suas divergências em torno da estratégia a ser adotada, os líderes ressaltaram no comunicado final da cúpula de Camp David (Maryland, leste) que as medidas a serem tomadas "não são as mesmas para cada um" deles.

Pouco antes, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anfitrião do encontro, havia afirmado que a busca pelo crescimento e a luta contra os déficits devem andar lado a lado.

A crise da dívida na zona do euro divide os defensores de mais crescimento e os do rigor, tendo como pano de fundo graves preocupações em relação a Grécia, onde esta crise se intensifica com um bloqueio político com o fracasso da formação de um governo após as legislativas de 6 de maio. Os gregos foram convocados às urnas no dia 17 de junho e sua saída do euro é abertamente mencionada.

Esta crise foi o primeiro tema examinado neste sábado de manhã pelos dirigentes dos oito países mais industrializados e da União Europeia em Camp David, residência de campo dos presidentes americanos a 100 km de Washington.

Candidato a um segundo mandato no dia 6 de novembro, Obama alertou para os efeitos nefastos das dificuldades europeias sobre a situação nos Estados Unidos, onde mesmo de forma modesta, o crescimento voltou e o desemprego caiu um ponto depois de agosto de 2011.

Os dirigentes do G8 (Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Itália, França, Alemanha, Japão, Rússia) e da UE já tinham efetuado uma revisão geral de temas geopolíticos delicados na sexta-feira à noite, principalmente os programas nucleares iraniano e norte-coreano, além de Mianmar e Síria, revelou Obama neste sábado.

No Irã, a alguns dias da retomada de negociações em Bagdá, Obama afirmou que o G8 partilhava a opinião segundo a qual Teerã tem o direito a um programa nuclear pacífico, "mas que suas violações contínuas das normas internacionais e sua incapacidade de provar até aqui que não tenta militarizá-lo constitui uma grave fonte de preocupação".

"Estamos firmemente comprometidos em manter a política de sanções e pressões, em conjunto com as negociações diplomáticas. Esperamos conseguir resolver este problema de forma pacífica, respeitando a soberania do Irã e seus direitos na comunidade internacional, mas que (o Irã) reconheça também suas responsabilidades", declarou Obama.

Em relação à Síria, Obama evocou a necessidade de um "processo político" nesse país assolado por uma revolta reprimida de forma violenta pelo regime de Bashar al-Assad.

Essa afirmação vaga não conseguiu camuflar as diferenças persistentes com Moscou, cuja posição sobre seu aliado sírio não mudou. Um conselheiro do Kremlin, Mikhail Margelov, considerou neste sábado que "não pode haver mudança de regime pela força".

Depois da situação econômica, os líderes do G8 e da UE debaterão sucessivamente as questões de energia e de segurança alimentar. Esta reunião terá a participação de dirigentes africanos (Benin, Etiópia, Gana e Tanzânia).

A tarde será dedicada ao Afeganistão, assim como aos países do Oriente Médio e da África do Norte. O Afeganistão deve ser também o tema dominante da cúpula da Otan que começará no domingo em Chicago. Em Camp David, Obama deve dar declarações a jornalistas às 17h45 (18h45 de Brasília) antes de retornar a Chicago.

Sem votos
10 comentários

Comentários

Espaço Colaborativo de Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
CAPTCHA
Esta questão é para testar se você é um visitante humano e impedir submissões automatizadas por spam.
+10 comentários

Sobre crise mundial, default de nações e a Grécia ameaçando cair fora da UE

Gente, essa história de fracasso da União Européia é absurdo...poucos foram responsáveis (agentes privados), muitos os prejudicados (cidadãos) e cobra-se hoje austeridade/contrição aos que estenderam a mão, buscaram ajudar/emprestar e carregam o peso da gestão pública no atendimento ás demandas das sociedades, os Estados nacionais - que ainda foram responsáveis por absorver o "rombo" financeiro da crise gerada só por alguns. E estes ainda lucram nas duas pontas do processo de gestão da crise financeira. Vamos rememorar, porque o noticiário é tão distorcido que só é possível entender recapitulando:

1. A crise de 2008 nasceu no sistema financeiro privado. Ponto.

2. Para evitar que instituições bancárias entrassem em default (coisa que elas mesmas passaram a gritar aos quatro ventos, à época), os Bancos Centrais das nações em todo o mundo reagiram de forma quase idêntica - cobriram o rombo com dinheiro público (desfalcando o orçamento governamental) e "estatizaram" a dívida sem exigir contrapartidas de redistribuição desses valores disponibilizados (que tinham a evidente intenção de ser a liquidez que garantisse o crédito dos bancos privados à população, que assim poderiam refinanciar as dívidas dos seus clientes e garantir  a normalidade da economia nacional). Tais empréstimos estataís foram, aliás, financiados "generosamente" para os bancos a juros de 1% ou menos ao ano. "Era ajuda, então vamos ajudar", devem ter pensado os governantes, inocentemente.

3. Já os bancos, livres de quaisquer compromissos (novamente saudáveis pela injeção da liquidez estatal), surpreendentemente não refinanciaram seus clientes inadimplentes - estes prejudicados pelo superdimensionamento das próprias instituições bancárias na avaliação dos empenhos hipotecários que alavancavam a liberação desregrada de empréstimos, no período "gordo" de liquidez (que gerou a "bolha" de crédito). Pelo contrário: executaram quase todo mundo, negando o dinheiro estatal disponibilizado ao setor privado para esse fim e ainda tomando os bens empenhados na garantia das dívidas, recusando-se até em disponibilizar novas linhas de financiamento a empresas e pessoas físicas em dificuldades (sob a alegação de políticas econômicas de um cenário mais recessivo). Foram ajudados, não repassaram a ajuda estatal e ainda lucraram muito, garantindo para eles um formidável quantidade de ativos (bens móveis, imóveis e até estruturas físicas fabris) produtivos, responsáveis peloatendimento a demandas essenciais à população - como a dos segmentos alimentício, vestuário, energético e de serviços. E a prática foi essa: todo bem/ negócio/comércio tomado em empenho que não pôde ser absorvido e continuado pela corporação financeira foi totalmente encerrado, relacionado como massa falimentar desmobilizada e vendida em partes (maquinário, estoques de produtos e insumos, estruturas/propriedades físicas, etc.), com vistas a garantir uma parcela de compensação para o banco que absorveu o default.

4. Bom, nesse cenário é fácil entender por que quebrou todo mundo - a queda de negócios gerou falências e fechamentos em massa de médios/pequenos empreendimentos e a demissão em larga escala também cresceu, como consequência. O giro de capital no mercado caiu drasticamente, com uma quase "estagnação" de transações financeiras e comerciais em vários segmentos produtivos e fornecedores do comércioe vitais para o mercado interno. Isso revelou um sistema financeiro invertido, agindo em reverso de seuconceito/missão: gerou miséria, ao invés de prosperidade; concentrou renda e reestabeleceu uma elite, ao invés de distribuir renda através do estímulo ao empreendedorismo, ampliando mercados e garantindo igualdade/justiça social via maiores oportunidades e a livre concorrência no mercado. Criou-se tal aberração, verdadeiro paradoxo jamais previsto dentro do Capitalismo - um segmento de negócios/empreendimentos vital (sistema financeiro) que "mata" a quase totalidade de sua carteira de clientes (fofo e razão de sua existência, fonte de prosperidade, perenidade e, por isso, sua maior riqueza) só para manter-se vivo. Parece até que foi caso pensado.

 5. Com o setor privado quase estagnado, joga-se o abacaxi para os aparelhos de Estado: estes já haviam "estatizado" a dívida privada e agora "tomavam" empréstimos DAS MESMAS INSTITUIÇÕES  FINANCEIRAS PRIVADAS QUE ANTES AMEAÇARAM O DEFAULT E QUE FORAM RESGATADAS DA FALÊNCIA PELO AGENTE PÚBLICO, disponibilizando liquidez aos Estados com o mesmo dinheiro obtido no cofre do Estado, ESTES AGORA AMEAÇADOS POR ENORMES DÉFICITS PÚBLICOS EM SEUS ORÇAMENTOS gerados pela liberação do empréstimo que cobriu o rombo (privado) do Sistema Financeiro - só que os bancos fizeram isso emprestando a juros de 5% a 6% ao ano (e não a 1%, como obtiveram), porque eles não se prendem em qualquer sentimento altruísta ou preceito ético. O negócio da China no século XXI é lucrar com crises sistêmicas e guerras puntuais...

6. No caso do Banco Central Europeu (BCE), um detalhe tornou tudo mais crítico: na Constituição da União Européia (UE) está escrito que o BCE (absurdamente!) não pode emprestar diretamente dinheiro para os Bancos Centrais de cada país-membro, mas UNICAMENTE ÀS INSTITUIÇÕES/BANCOS PRIVADOS DESSES PAÍSES - vendadeira institucionalização da agiotagem. E ficou assim: o BCE emprestou aos bancos privados em 2008 valores que cobririam o risco de defaut do sistema financeiro em seus países (a 1% ao ano em média, lembre-se), mas "repassando" o custo aos Bancos Centrais nacionais, que então desfalcavam significativamente o "caixa" dos Estados com essa absorção de custos na ajuda dada ao setor privado, incorporando déficits orçamentários astronômicos. Os bancos privados europeus então "sentaram em cima" do dinheiro público que os tirava do risco e executaram os próprios clientes (da mesma forma que aconteceu nos EUA e resto do mundo). Miséria da maioria da população e governos endividados, que também passaram a pegar dinheiro (antes público) dos players privados (com juros de mercado escorchantes de 5% a 6%, sem choro nem vela). A ocasião faz o ladrão, não é mesmo?

7. E este é o detalhe que explica toda essa pressão entre os países europeus (com ameaças até de exclusão de nações da Comunidade Européia) exposta no noticiário mundial: o BCE exige de seus estados-membros padrões/índices econômicos garantidores de um patamar mínimo para seu sistema financeiro ser considerado saúdável, de comprovada liquidez e apto a prosseguir no Mercado Comum Europeu (MCE) - coisa que nações de mercados menores em giro de capitais e liquidez passaram a não conseguir mais cumprir (como Irlanda, Grécia, Itália, Espanha e Portugal), pois não possuem condições de "enxugar mais a máquina" para dirigir uma fatia maior de sua receita para dar conta do rombo da crise (privado, mas absorvido pelo BCE e repassado aos países), os novos empréstimos feitos junto ao sistema financeiro para cobrir o pagamento de suas contas e, igualmente, a continuidade de políticas públicas de estímulo e assistência à população mais desfavorecida - coisa absolutamente prioritária para equilibrar uma sociedade em plena crise econômica mundial.

8. Mas passou-se a exigir destes países em maiores dificuldades medidas austeras e restritivas - estas baseadas em cortes orçamentários a projetos, investimentos e iniciativas consideradas não-prioritárias, bem como a programas sociais e aportes mantenedores de serviços públicos de saúde, educação, transporte, infra-estrutura, além dos sistemas garantidores de direitos trabalhistas e pecuniários historicamente geridos pelo aparato estatal - numa exigência absurda para retroceder em conquistas históricas que deram às sociedades européias o mais alto padrão de vida entre todas as sociedades humanas, de qualquer tempo. Aí residea maior injustiça do processo de recuperação econômica: cobra-se dos cidadãos, estes muito menos responsáveis pela crise sistêmica (e muito mais prejudicados por ela, já que perderam tanto em suas rendas quanto no rombo das contas públicas, pois também são inequivocamente a maior "massa" contribuinte da receita estatal) sacrifícios ainda maiores para recuperar a economia. Mas, da responsabilização dos entes privados cuja irresponsabilidade, esbanjamento e endividamento comprovadamente geraram a crise mundial (via bolhas especulativas e práticas financeiras de alto risco), nada mais se fala...

Conclusão:

 

Essa reunião do G-8 é apenas uma cortina de fumaça, o que interessa mesmo é a Cúpula da OTAN, onde o destino de vários países vão ser decididos.


O possível ataque ao Irã, a saída das tropas aliadas aos EUA do Afeganistão e o que fazer com a Síria, vão só continuar fornecendo armas para os "rebeldes" ou vão para um envolvimento direto?


A crise econômica tem levado muitos países a pensar retirar suas tropas para reduzir os gastos militares, isso sem pensar que é uma guerra perdida e todos apenas querem encontrar uma saída que pareça honrosa.

 

Lendo este artigo e analisando a situação da Grécia, lembrei do vídeo que tinha visto ontem no Youtube.

Emilio Santiago - Logo Agora (Belíssima interpretação!!!)

http://www.youtube.com/watch?v=QMLdDcg2J2o&feature=relmfu

 

Aproveitando, veja também Emilio Santiago - Flamboyant...

 

 


  G8 ou G7.


  O Putin foi neste convescote?


 G8 sem a Russia é Gquasenada.

 

Mas quando Lula conclamou o povo brasileiro a comprar aquilo que estivesse ao seu alcance, reduziu impostos federais de muitos produtos, mantendo o giro da nossa economia, foi duramente criticado e até mesmo chamado de irresponsável, por inúmeros "especialistas" da oposição.   

 

 

Divertido este Álvaro

 

"2012 vai marcar o fim da crise", diz Álvaro Santos Pereira

Sei que sou um leigo nesta matéria mas, fazendo fé no meu senso comum e intuição, não creio que seja assim, infelizmente. Era bom mas... isto para mim é mais uma piada e um desabafo político do que outra coisa.
Se fosse o Professor Álvaro Santos Pereira, eminente economista, a dize-lo... o problema é que é o Ministro e já outros no passado também fizeram afirmações similares e deu no que deu.
Se assim é, certamente que o professor terá que o demonstrar. A ciência em geral e a Economia em particular, não é uma profissão de fé. Para além disso, tal não passa de uma projecção e como tal tem sempre uma margem de erro associada.
Mas tal afirmação não é uma afirmação técnica e cientifica. É ao invés uma afirmação política e como tal é algo que me merece apenas uma sonora gargalhada.
Tendo também em conta a greve geral que se aproxima (ressalvo desde já que não tenho pena nenhuma dos funcionários públicos), tal pode ser visto como um elevar de expectativas. Esta é pois uma afirmação puramente política e uma tentativa de acalmar a fera. Esta afirmação é, como disse, para criar expectativas, daquelas do género do burro e da cenoura!


http://pedra-no-chinelo.blogspot.com.br/2011_11_01_archive.html

 

O Euro foi criado para acabar com o Marco Alemâo, mas ao criar uma moeda forte deu aos Gregos um falso poder de compra que não correspondia a sua produtividade.

Chegou a hora de pagar a conta do cartão de crédito.

 

É verdade, o importante é pagar a conta do cartão de crédito, não importa se colocando o filho de sete anos na prostituição, fazendo empadinha com o cadáver da mãe,  vendendo fotos da filha adolescente nua, e alugando os quartos da casa para um bordel, desde que a conta do cartão de crédito seja paga em dia. Que Deus me coloque do lado dos que recebem e não dos que têm que pagar, pois oferecimentos de cartões de crédito eu os recebo todos os dias, com lindas descrições das suas vantagens e promessas de paraíso.

 

a saída da crise da Európa também já conhecida como a crise do nórte ocidental não é prá cima nem pros lados é aqui pro sul já que pro norte oriental êles levam na bunda. venha Europa, venha, venha mais que estamos de braços abértos prá abraçá-los... por trás.   

 

Estava lendo os jornais portugueses, Correio da Manhã. as opiniões são bastantes divididas qto a Grécia voltar ao  Euro.Há quem  diga que se os Gregos, não voltarem para  o Euro, seu País será mais próspero do que   a   divida e a escravidão do povo para salda-la.A Grécia é um dos países com maior  turismo no mundo,o que é uma das fontes de sua economia.Entre os comentaristas  portugueses, essas manchetes que se a Grecia não entrar  no Euro  o resto   dos  países europeu cai,´seria para aterrorizar , os demais países,  pq quem sai bem na foto se a Grecia não sair são os USA.Tem tb comentaristas dizendo para os portugueses imitarem os Gregos e  pegarem seus dinheiros nos Bancos , antes que acordem e esteja tudo  em off!

 

"A corrupção à brasileira é como o solo de Roma: basta cavar um pouco e descobrimos ruínas." Mino Carta