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Google é condenado por calúnia

Uma "bomba do Google" é um artifício de programação em websites que força o direcionamento de uma determinada pesquisa feita no Google para uma página determinada na internet. O recurso tem sido usado como forma de crítica (muitas vezes política, como ocorreu com George W. Bush e Lula) e o Google costuma responder, quando questionado sobre a manobra, que nada pode fazer para evitar esse tipo de manipulação.

Pois a Justiça francesa discorda. O Superior Tribunal de Paris entendeu que o Google é culpado pela "calúnia pública de um particular". Um cidadão, que já havia sido sentenciado a três anos de prisão por sedução de menores, teve seu nome associado às palavras estupro, rapto, satanismo e prisão.

Na sentença, o Google foi condenado ao pagamento simbólico de 1 euro, mais 5.000 euros de custas processuais, além, é claro, da remoção dos direcionamentos indevidos.

Cabe recurso, e o Google já avisou que irá recorrer.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/internet/google-e-condenado-por-relacionar-homem-a-es-28092010-2.shl

Para saber mais: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bomba_do_Google

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Acho o seguinte, cidadão comum, NÃO. Agora políticos, não vejo problema, é uma forma de protesto.

 

Um euro????!!!!!

A França não é mais um país sério...

 

O Google não têm o que fazer nestes casos, pois precisaria mudar completamente a forma como ele funciona. E nem daria de mudar porquê o fundamento do sistema de pesquisa dele é exatamente trazer primeiro os resultados que aparecem em mais sites e que portanto pareçam ser os mais relevantes.

E o Google não gosta nem um pouco disso pois é uma fraude contra o sistema deles, não imaginem portanto que o Google "compactue" com isso.

 

Escreva no google 'político honesto' e clique em estou com sorte e vejam que surpreendente!

hehehehehe

 

É pior que isso... O Google posiciona-se como guardião da moralidade mundial (pelo menos na lingua inglesa), decidindo o que é mau e o que é bom. Não é definitivamente um sistema neutro de busca -- mas isso já sabíamos: é um sistema que gera sua fabulosa renda parasitando no conteúdo alheio, e a forma como apresenta os resultados é influida obviamente por seu "modelo de negócio".

Um exemplo do aspecto "vestais do templo" do Google? Para quem domina o inglês, vejam as imbecilidades de uma lista de palavras ou combinações de palavras em inglês arbitrariamente censuradas na busca:

http://www.2600.com/googleblacklist/

 

 

Seria bom que aqui no Brasil a mídia também fosse condenada por calúnias.

Hoje o OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA foi dos melhores programas que tenho tido a chance de ver. Ao lado de Dines estavam os jornalistas Eugênio Bucci e Venício Lima.

Dines já entrou de sola, raivoso mesmo, pelo fato de terem nocticiado que a Tv Brasil é tendenciosa, que faz apenas propaganda do Governo. E foi fundo sobre o denuncismo da Veja, Globo e outros jornais, sem, contudo citar os nomes desses veículos. O foco do tema foi a falta de ética de alguns jornalistas. Deixou claro que esse modo sistemático de fazerem denúncias contra a candidata do Governo, a maioria sem consistência, não traduz o bom jornalismo.

Eugênio Bucci, que se apresentou como contraponto ao jornalista Venício Lima, atacou Lula, que para ele jamais deveria ter feito referências negativas à Imprensa, num dado momento disse:" O Presidente precisa ter compostura", mas Dines respondeu à altura: "O jornalismo também precisa ter compostura".

O fato é que por vias bem educadas, os jornalistas manifestaram suas ideias, mas ficou bem claro que as atitudes dessa imprensa parcial já passou de seus limites, isso bem enfatizado pela boca do jornalista Dines.

Hoje o Estadão On line traz reportagem sobre Dilma em Brasília, que falou para as massas cercada por grades. Mas não conta o que já mostraram na imprensa que José Serra aperta a mão do povo à distância, sem sequer olhar na cara da pessoa, e até dizem que depois o candidato vai lavar as mãos com álcool. Enquanto Lula e Dilma se deixam abraçar e beijar de forma bastante natural e risonha.

 

As "bombas do Google" não são um "artifício de programação em websites" e sim uma exploração da forma como o Google indexa os sites. Embora os detalhes exatos (fórmula precisa) de como o Google indexa sejam desconhecidos, um dos fatores utilizados pela empresa e claramente explorado nas bombas é a relevância e quantidade de links com um determinado termo ou palavra de outros sites para o site rankeado.

O que o Google poderia fazer é alterar o algoritmo para dificultar a utilização dos recursos, porém não é algo fácil, pois implicaria em rever toda a forma como ele indexa os sites. Outra alternativa mais viável é por exceções que cancelem bombas já conhecidas.

Teoricamente, seria possível "desarmar" a bomba, apontando para outro lugar. Mas acredito que dependeria muito da eficácia e força da bomba. Vamos supor que a bomba do Lula tenha sido feita com 10 mil links em sites diferentes. Teria que desarmar com 10 mil e 1 pelo menos. Fora que depois de conhecida a bomba, as pessoas podem dar continuidade a ela, criando mais links ao divulgar em blogs, sites, etc.

E o resultado de tal iniciativa poderia só ser percebido dias ou semanas depois, já que nem sempre o Google trata imediatamente iniciativas de "manipular" o ranking.

 

A "exploração da forma como o Google indexa os sites" é feita através da manipulação do código-fonte de uma página web. No caso do "Lula mentiroso", pode ser visto no site conservador católico "Cruzados de Maria" (abre em outra janela), exatamente como a técnica funciona.

No painel à esquerda, pode ser visto sob o título “Campanha do Google”, a palavra “Mentiroso”. Examinando-se o código do frame, é possível ver-se o link em HTML vinculando o artigo do presidente Lula na Wikipédia à palavra em destaque.

Como podem ver, é um truque simples de programação.