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Governo vai criar sistema para desastres naturais

 

Segunda-feira, 17 de janeiro de 2011 às 14:18

Brasil terá sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais

Ministro Mercadante - observado pelos ministros Fernando Bezerra (Integração Nacional), Nelson Jobim (Defesa) e José Eduardo Cardozo (Justiça), anuncia o plano nacional de alerta e prevenção de desastres naturais. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR

Por determinação da presidenta Dilma Rousseff, o governo federal vai implantar no país um sistema nacional de prevenção e alerta de desastres naturais. A partir da conjugação de dados meteorológicos e geofísicos será possível dar o aviso para que as populações sejam retiradas das áreas de risco. A informação foi transmitida pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Aloízio Mercadante, que participou de reunião, na manhã desta segunda-feira (17/1), no Palácio do Planalto. Mercadante disse que um supercomputador à disposição do governo terá condições de promover levantamento da incidência de chuvas numa área de até cinco quilômetros -- atualmente os equipamentos disponíveis verificavam num espaço de 20 quilômetros -- o que aumentará a taxa de acerto de previsões.

Mercadante previu que já no próximo verão seja possível dispor de algumas informações, mas o sistema somente entrará em operação integral num período de quatro anos. De acordo com o ministro serão necessários aquisições de pluviômetros, radares e o levantamento geofísico das áreas no país, isso tudo sem contar com o treinamento de pessoal para operacionar o sistema. Ele informou que existem 500 áreas de riscos de deslizamentos e outras 300 áreas de inundações. Um outro dado repassado pelo ministro é que 58% dos desastres naturais acontecem por meio de inundações e 11% referem-se aos deslizamentos.

A reunião contou também com a participação dos ministros Fernando Bezerra Coelho (Integração Nacional), Nelson Jobim (Defesa), José Eduardo Cardozo (Justiça), Alexandre Padilha (Saúde) e Antonio Palocci (Casa Civil). Após o encontro sob o comando da presidenta Dilma Rousseff, os ministros se deslocaram até a sala de briefing, no Palácio do Planalto, para repassarem as diretrizes tomadas nesta reunião.

Coube ao ministro Bezerra Coelho relatar a decisão da presidenta Dilma de enviar, amanhã (18/1), além dele, os ministros Jobim e Cardozo ao Rio de Janeiro. O objetivo é acompanhar de perto as ações em curso de ajuda aos moradores da região Serra fluminense. De acordo com o ministro, tal medida permitirá o monitoramento mais próximo das áreas. Ele informou também que foi publicada no Diário Oficial da União a medida para liberação de R$ 100 milhões para os governos do Rio e dos municípios atingidos pelas enchentes.

Durante a entrevista, Bezerra Coelho reconheceu a necessidade de reaparelhamento da Defesa Civil no país e que isso se dará, num primeiro momento, com a imediata formação de gestores para atuação neste sistema. O ministro acredita ser preciso a implantação de um modelo no âmbito nacional, estadual e municipal.

“A reunião serviu para definirmos as diretrizes. Para que possamos ter um sistema de Defesa Civil nacional”, garantiu.

O ministro Jobim informou que as Forças Armadas, no caso específico verificado na região Serrana fluminense, atuam em apoio às autoridades locais. Segundo ele, foram deslocados 580 militares das três forças a região. Enquanto isso, de acordo com o ministro José Eduardo Cardozo, o contingente de 225 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública dão suporte às operações nos municípios mais prejudicados com a tragédia.

 

http://blog.planalto.gov.br/

 

Governo anuncia criação de sistema nacional de prevenção de catástrofes

Yara Aquino
Repórter da Agência Brasil

Brasília - O governo anunciou hoje (17) a criação do Sistema Nacional de Prevenção e Alerta de Desastres Naturais. A decisão foi informada após reunião da presidenta Dilma Rousseff com os ministros da Justiça, Defesa, Ciência e Tecnologia, Integração Nacional e Saúde.

A montagem do sistema ocorrerá com a modernização dos equipamentos metereológicos, como radares e pluviômetros, para tornar mais eficiente a capacidade de prevenção de fenômenos climáticos, como chuvas fortes, e com mecanismos de alerta para a população de áreas de risco. “Temos que criar um sistema de alarme, dar conhecimento à população e informar os procedimentos que ela tem que tomar em casos de risco”, explicou o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, que havia antecipado a informação no último dia 8, em São Paulo.

Também será feito um levantamento geofísico para identificar as áreas de risco. "Estimamos em aproximadamente 500 as áreas de risco no país, com cerca de 5 milhões de pessoas morando, e temos outras 300 regiões sujeitas a inundações".

As ações serão implantadas de forma gradual e a expectativa é que, em quatro anos, o sistema de defesa e alerta esteja concluído. Mercadante afirma, no entanto, que até o próximo verão já devem estar identificadas as áreas mais críticas.

O ministro da Integração Nacional, Fernado Bezerra Coelho, afirmou que a presidenta Dilma Rousseff autorizou o reforço de pessoal para a reestruturação da Defesa Civil. Em princípio, o reforço se dará por meio da realocação de servidores de outros órgãos. “Estamos fazendo uma ampla reflexão e é evidente que precisamos fazer mais investimentos, estruturar e ter uma política voltada mais para a área de prevenção, do mapeamento das áreas de risco”, disse Bezerra Coelho.

Edição: Vinicius Doria

 


http://agenciabrasil.ebc.com.br/home;jsessionid=DEE53370ABF8060EC01....

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Nassif, se os ministros que compareceram à cerimônia (faltou justamente quem opera atualmente essa prevenção de desastres naturais, o ministério do Meio Ambiente...) estiverem presentes na votação do novo Código Florestal nesta quarta feira, então é para valer, pois para prevenir esses tais desastres é que desde as Ordenações do Reino se fala em proteger encostas íngremes, várzeas e beirada de mananciais, passando-se pelos códigos florestais de 34 e 65, bem como pela Constituição de 88, aonde o capítulo de meio ambiente e defesa do consumidor dispõe magistralmente sobre a questão. Caso não houvesse virado letra morta, a Constituição teria evitado evitado todo esse morticínio, pois lá estão previstos tais sistemas de alerta e prevenção de catástrofes naturais. Tínhamos até um Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) em BSB e um Consema em São Paulo, mas ambos sofreram esvaziamentos brutais e hoje possuem tanta representatividade e poder de ação quanto o Conselho Estadual de Recursos Hídricos do Estado de Sào Paulo (criado justamente para coordenar o setor e evitar tragédias como a do reservatório de Paraibuna represando o rio Paraitinga até este inundar a São Luiz paulista em 2010 e a de Franco da Rocha, Atibaia, Mairiporã, Bragança Paulista e tantas outras vitimadas pela má gestão de nossos mananciais). Quem foi ouvir o presidente desse conselho de recursos  hídricos estadual ou sua versão federal, atrelada à ANA, agência Nacional de Águas, outra grande ausente do debate? Quem foi ouvir o geógrafo Aziz Nacib Ab`Saber, que nos anos 70 já previa a reedição das tragédias do verão de 67 no Rio de Janeiro e em São Paulo, caso o modelo de ocupação do solo continuasse o mesmo de então? Quem? Uma coisa é certa, dado o poder dos ruralistas em conluio com o PC do B de Aldo Rebelo: esse novo Sistema Nacional de Alerta vai ter muito trabalho em vão no futuro, caso vençam a votação do Código Florestal. Além disso, alertas com antecedência de 12 horas, são inadmissíveis,  pois se as autoridades paulistas houvessem levado a sério as previsões do INPE em outubro de 2009 e de 2010 sobre o verão chuvoso que tivemos e estamos tendo, não teríamos o que lamentar no janeiro em curso.

 

Já bastaria um sistema que evitasse desastres provocados pelos humanos e muitos estariam salvos: bom senso.

 

Pelo menos vão abandonar (ao menos no discurso) essa atitude de dizer cinicamente: 'ah, mas a gente só libera a verba, o prefeito e o governador que se virem! Quando vier com o "projetinho" pronto, a gente abre o cofre.

 

Tomara que realmente isso saia do papel. Todos sairemos ganhando com essa mudança de postura.

 

 

Tudo nos scripts. A imprensa faz um escarcéu de absurdos sensacionalistas pra ganhar audiência, o Governo responde com um plano absurdo e sensacionalista, pressionado. O Governo vai ser obrigado a jogar milhoes no lixo com 'sistemas de alerta', como se não soubéssemos que isso acontece todos os anos, uns mais, uns menos. E como se alguem, avisado que vai chover forte, fosse sair de casa.

 

Enquanto a pobreza obrigar os pobres a morar em condições precárias, e a especulação imobilária e a valorização do individualismo forem mais fortes que o planejamento urbano, não vai mudar nada.

 

 

 

Tudo nos script. A imprensa faz um escarcéu de absurdos sensacionalistas pra ganhar audiência, o Governo responde com um plano absurdo e sensacionalista, pressionado. O Governo vai ser obrigado a jogar milhoes no lixo com 'sistemas de alerta', como se não soubéssemos que isso acontece todos os anos, uns mais, uns menos. E como se alguem, avisado que vai chover forte, fosse sair de casa.

 

Enquanto a pobreza obrigar os pobres a morar em condições precárias, e a especulação imobilária e a valorização do individualismo forem mais fortes que o planejamento urbano, não vai mudar nada.

 

 

 

Acho que o 1º passo foi dado. Vamos dar crédito às ações que estão sendo planejadas que pela 1ª vez parecem tomar corpo.

Não adianta ficar se lamentando se as ações anteriores não funcionaram e atacar governos pois isto não agrega valor. É muito bom para ficar discutindo quem é o melhor político somente, enquanto as vítimas continuam a ser contabilizadas a cada hora em todos os telejornais.

E para quem acha que a solução é muito fácil, favor ler a 1ª dificuldade já encontrada, (página do IG de hoje) onde "a população cogita permanecer nas áreas de risco". 

Conhecendo nosso povo e conhecendo o Brasil, solução definitiva tem que ser estudada planejada e executada. Não pode ser à bangú pois não temos nem dados estatísticos confiáveis e esta é uma matéria que sempre foi desprezada pelos nossos administradores nos últimos 40 ou 50 anos.

Alguém por acaso já conseguiu um sistema para canalizar uma tromba d´agua ou uma cabeça d'água na mata atlântica para eliminar este tipo de catástrofe?

 

Gente,sinceramente,vcs acham que algo entregue a Mercadante pra gerenciar pode dar certo?

 Nem os próprios petistas confiam nele,vide Lula!

 

Pior do que não acreditar no Mercadante é ter que aceitar que todo político que perde qualquer cargo eletivo é sempre considerado "um excelente gestor" no próximo governo.

Moreira Franco, Virgílio, Tasso Jereissati, Benedita da Silva, Garotinho, os Maias, são alguns exemplos.

Futuramente teremos Tiririca, Romário etc.

Vendo esta lista até que o Mercadante tem seu lugarzinho ao sol...

 

 

Eu não sei por que tanta hostilidade com o Mercadante!

Me parece que vocês têm bola de cristal e já estão vendo uma péssima gestão...

O cara nunca atuou antes no Executivo! Este é seu primeiro cargo! 

No Legislativo, Como senador, se não ficar batendo boca no plenário não aparece mesmo... Talvez este tenha sido seu "mal": Não bater boca.

Não sei por que não dar-lhe voto de confiança! Seria porque ele é paulista? Não duvido. O nível de racismo aqui anda alto mesmo...

 

 

 

Agora sim, o Estado agindo como Estado.

 

Criar um novo sistema? O Paraná já têm um sistema de Defesa Civil desde 2005, e o pessoal da Defesa Civil nacional já anda "mexendo os pauzinhos" faz algum tempo para ter um sistema nacional. Já está sendo implantado por aqui o mapeamento de áreas de risco, e questões como alertas e medições de ocorrências de desastres já são feitos pelos vários órgãos do governo que atuam em parceria com a Defesa Civil sempre que necessário. Talvez agora com o desastre do Rio as resistências políticas se resolvam e com isso o sistema integrado possa seguir adiante

 

As tragédias, a nova mídia e a incompetência governamental

por Luiz Carlos Azenha

Descobri na internet que houve, em 1967, uma tragédia tão grave quanto a que afeta a região serrana do Rio de Janeiro.

Na mídia, o G1 parece ter notado. O Diário do Vale também fez uma reportagem. Mas eu vi primeiro, mesmo, foi no blog do Paulinho.

Foi na serra das Araras, no Rio de Janeiro, mas atingiu também Caraguatatuba, no litoral paulista.

Os detalhes dependem das pessoas que testemunharam, já que aparentemente não há estatísticas confiáveis. Houve muita chuva e desmoronamentos. O número de mortos é estimado, já que muitos nem mesmo foram resgatados.

O fato é que quarenta anos se passaram. Os governos brasileiros pouco aprenderam sobre prevenção desde então.

Qual a grande diferença entre as duas tragédias?

De cara, o fato de que vivemos numa sociedade altamente midiatizada. Com as câmeras dos telefones celulares, todo desabrigado é um repórter em potencial. As imagens se disseminam com uma rapidez impressionante. As chances de um evento catastrófico — ou pelo menos de uma imagem simbólica dele — ser capturado em foto ou vídeo são altíssimas. No caso da tragédia do Rio, é a imagem da senhora sendo resgatada com o cãozinho.

Logo as pessoas passam a tratar os personagens da tragédia como se fossem parte de suas próprias famílias: em algumas horas sabe-se quase tudo a respeito deles.

Ou seja, experimentamos as tragédias de hoje em dia como se estivéssemos lá, não apenas pela profusão de sons, imagens e depoimentos, mas pela expressão de sentimentos que nos aproximam das vítimas.

Hoje as pessoas trocam informações nas redes sociais em um ritmo alucinante. As demandas são feitas velozmente, mas a reação do aparato público é lenta.

É bobagem aquela história, que já li aqui ou ali, que diz que “se os repórteres conseguiram chegar rápido, como é que o estado demorou?” Tolice. O estado precisa chegar com máquinas, com comida, com vacinas, precisa desimpedir estradas, limpar ruas e procurar os soterrados. O repórter precisa de uma câmera, quando precisa.

O fato é que temos uma vaga lembrança da tragédia de 1967, mas vivemos a de 2011.

Nos Estados Unidos, George W. Bush foi “atropelado” politicamente pelo furacão Katrina, em Nova Orleans, justamente por não ter se dado conta dessa diferença de velocidade.

Os estadunidenses dispõem de um serviço meteorológico sofisticado. Os Estados Unidos tem defesa civil. Os Estados Unidos tem bombeiros treinados e equipados, especialmente depois do 11 de setembro. Os Estados Unidos tem uma infraestrutura muito melhor que a brasileira. Mas Washington demorou um ano-luz (24, 48 horas?) para se engajar de fato em Nova Orleans.

Além de revelar de forma dramática a miséria americana, o Katrina também revelou o descompasso entre a urgência dos que se afogavam e a lentidão governamental.

O despreparo demonstrado pelas autoridades brasileiras no Rio de Janeiro não é propriamente uma novidade. Os transbordamentos do rio Tietê, em São Paulo, já foram incorporados ao dia-a-dia dos cidadãos. É só perguntar a qualquer taxista de São Paulo: quando chove, eles correm para casa.

A velocidade na transmissão de informações apenas acentuou a percepção da incompetência. O que é bom, já que o custo político de não agir aumenta (você deve ter notado que não espero solidariedade genuína da parte de nossos eleitos).

A capa da Vejinha-São Paulo desta semana dá uma pista sobre o tipo de cobertura a que assistiremos: o primeiro “culpado” pelas enchentes (paulistas, presumivelmente), de acordo com a chamada de capa, é a pessoa que coloca o lixo na rua fora de hora. Ou seja, antes de colocar o lixo na rua combine com São Pedro! Ou, como escreveu um internauta, peça autorização ao patrão para voltar para casa e colocar o lixo na rua na hora em que o caminhão de coleta passa…

Sabemos que o PIG pretende afogar Lula e Dilma nas águas do Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que faz-de-conta que não entende nada de gerenciamento das represas paulistas, por exemplo. Fica até parecendo que a Sabesp é uma grande patrocinadora!

De qualquer forma, soluções de fato — tanto nas encostas do Rio quanto nas ruas de São Paulo — custam competência técnica e dinheiro, muito dinheiro.

Não dá para cobrar dos governos com a mão esquerda e com a direita levantar um cartaz e pedir estado mínimo (ou apontar para o impostômetro).

Eu cobri os efeitos do trágico terremoto no Chile. O governo chileno levou dias para se organizar e levar ajuda aos atingidos. O governo chileno precisou emprestar telefones via satélite, levados pessoalmente pela secretária de Estado americana Hillary Clinton, para garantir a comunicação do alto escalão. O governo chileno foi alertado pelos Estados Unidos de que haveria maremoto, mas não agiu para alertar a população. Foi um gigantesco fiasco, que passou quase batido por causa do clima de união nacional atrás do qual a presidenta Bachelet se escondeu.

O estado “enxuto” do Chile se estatelou inapelavelmente nas ruas de Concepción.

 

Alertas já existem,

Mas mexer no bolso ou colocar na cadeia quem lucra politica e financeiramente c/estas ocupações irregulares, pelo jeito nem pensar... Até pq não é só pobre q ocupa encosta, o q tem d classe média e rico fechando praia...

E não é preciso nem somar 2+ 2 pra saber q se o exemplo da punição vier d cima, certas práticas ficam bem + fáceis d se combater

E ao invés só d enxugar gelo, criar + 1 sistema d alertas q tal aparelhar a Defesa Civil ou criar 1 agência nos moldes do FEMA q trate devidamente d desastres naturais sem precisar apelar à caridade alheia. Se bem q, lembrando d Bush Jr. e do Katrina, dependendo d quem estiver no comando... tsc tsc tsc

Aliás por falar em Bush Jr., Putin (o caso do submarino), aquele general paquistanês q preferiu vistoriar seu castelo na França eqto os paquistaneses afundavam literalmente na lama das chuvas do ano passado, o Serra e as enchentes paulistas; parece q o jeito Winston Churchill d comparecer nos locais d tragédia pra dar 1 força moral, anda meio fora d moda.

Essa nova geração d políticos prefere apontar p/1 racionalismo barato chamando este tipo d ato  praticado habilmente por Churchill (q não era nenhum santo mas tb não era idiota e entendia psicologia popular) d demagogia pura. Uma desculpa esfarrapada pra preguiça e ojeriza em meter a mão na massa, enfim...

Espero q a Dilma não siga pelo mesmo caminho dessas tristes figuras citadas... enfim...

 

O problema com as enchentes e deslizamentos consiste na permanência ou não de pessoas nas áreas de risco.

De que adianta todo o aparato tecnológico com satélites e computadores para avisar pessoas que NÃO sairão das referidas áreas?

Com exceção das áreas que já sofreram as recentes tragédias,  as outras áreas só serão desocupadas à força ou com boas “indenizações”.

Veja o exemplo do morro do Bumba,  já havia acontecido ali uma tragédia e o morro continuou ocupado até acontecer tragédia maior.

O que acham?

  

 

"A partir da conjugação de dados meteorológicos e geofísicos será possível dar o aviso para que as populações sejam retiradas das áreas de risco":

Como?  Vai ser so enviar um email pro prefeito?

Nenhum aviso salvou dezenas de bairros de serem alagados NA CIDADE DE SAO PAULO nem as pessoas de la.   E se tivesse existido algum aviso, evidentemente todo mundo de bairro pobre ia ignorar pois o lobby imobiliario tem acesso direto a qualquer prefeito.

 

É exatamente isso, Ivam. Nota 10.

 

Ah claro, já que não se pode minimizar a incompetência dos governos estadual e federal na tragédia, a tática agora é colocar todo mundo no mesmo saco, não é? Então, na sua opinião, os avisos que foram dados em SP não valeram para salvar a VIDA das pessoas, pois só teriam validade se evitassem o alagamento. Esse é o jeito petista de pensar catastrofes. Por isso as calamidades.

 

"Ah claro, já que não se pode minimizar a incompetência dos governos estadual e federal na tragédia, a tática agora é colocar todo mundo no mesmo saco, não é?"

Meu querido, eu não tenho interesse algum de minimizar incompetência de ninguém!

Apenas chamei a atenção para o fato de se gastar milhões com satélite e supercomputadores simplesmente para avisar o que já está avisado.

As pessoas em áreas de risco, com raríssimas exceções,  já estão mais do que avisadas disto.

Penso que o dinheiro mal gato para avisar aquilo que já se sabe, deveria ser sim usado para assentar em locais seguros as famílias que ora habitam as famosas áreas de risco. Aí seria um dinheiro bem gasto!

Obs.: Vocês são muito nervosos!  Recomendo suquinho de maracujá.

 

 

 

"Esse é o jeito petista de pensar catastrofes":

Faca me o favro de nao me empurrar agenda politica paulista goela abaixo porque eu nunca te vi antes aqui e nao vai funcionar, ok?  Fiz uma pergunta seria, so isso.

 

"Faca me o favro de nao me empurrar agenda politica paulista goela abaixo porque eu nunca te vi antes aqui e nao vai funcionar, ok?" 

Quando o cidadão aí diz: “não vai funcionar”,  acaso pensas que eu o considero uma máquina da qual abastece-se  com “agendas políticas” ?

Caro amigo, isto aqui é um local de discussão e exposição de idéias, nada para sair se degladiando inutilmente. Eu escrevi algumas linhas expondo um problema totalmente pertinente ao tópico da discussão e, você disse que eu quero enfiar algo na sua goela?!!

Pô, meu amigo! Eu nem lhe conheço! Minha finalidade aqui é a mesma que a sua, eu acho...

Ademais, não vi qualquer argumento de sua parte, apenas  a desagradável hostilidade explícita.  

 E pra mim não faz diferença alguma se já me viu antes aqui ou não...

 

"Faca me o favro de nao me empurrar agenda politica paulista goela abaixo porque eu nunca te vi antes aqui e nao vai funcionar, ok?" 

Agenda paulista? Erundina governou de 1988 a 1992!! Que agenda paulista?

Vocês são muito ignorantes!! Eu não estou enfiando nada na goela de ninguém, apenas opinei e sugeri a reflexão...

O amigo aí falou do aviso em SP... O que isso tem a ver com o que estamos tratando aqui?

O aviso à população em áreas de risco em SP consiste em verificar VISUALMENTE a água subindo e avisar a população para abandonar a área... Já, o assunto que está sendo tratado aqui neste post consiste em investir milhões em satélites e supercomputadores para fazer o que? Avisar a população para abandonar áreas de risco. Ora! Avisadas elas já estão há muito tempo e, o dinheiro gasto com satélites e supercomputadores poderia assentar milhares de famílias em locais seguros.

Quanto à vossa vocação antipaulista, penso que é pura ignorância.

E se nunca me viste aqui... Agora estás vendo! Ok?

 

Nesta empurração de agendas guela abaixo é que nada é feito.

Um empurra o outro tb e as pessoas morrem.

“Anunciado como uma nova política para evitar catástrofes a exemplo das que mataram 665 pessoas no Rio, o sistema é, na verdade, uma obrigação internacional já assinada pelo governo Lula há seis anos.”

 

Empurra empurra

 

"Como?  Vai ser so enviar um email pro prefeito?"

Acho que o problema não é avisar... Acho que o problema é falta de habitação mesmo! Ou seja, falta de condições financeiras de habitar locais seguros e evidentemente mais caros.

Há muitos locais avisados há tempos pela defesa civil e as pessoas simplesmente não abandonam as áreas. Isto é fato comum em muitos locais. 

Nos locais em que se paga imposto, penso que cabe indenização. Nos locais invadidos... Sei lá... Acho que aqueles planos de mutirão de construção de casas, subsidiados pelo governo, tal qual Erundina fez aqui em SP seria uma boa. Em locais seguros evidentemente.

 

Pelo que entendi, quando do caso Lina, essa SGI não sabia nem de quem se tratava e nunca soube mostrar que sequer essa esteve com Dilma, quando menos do que poderiam ter conversdado. Vai saber de desastre que ainda pode acontecer?

 

Perfeito, esperava, no mínimo algo assim, após ter escrito isto, dia 13, aqui:

qui, 13/01/2011 - 19:11

Fuhgeddaboudit™   

DILMA: “O ROSTO CUJA FISIONOMIA MOSTRA A SENSIBILIDADE FEMININA  DIANTE DA TRAGÉDIA,  E DE QUEM ESTÁ DISPOSTA, DE FATO, E, A TUDO, PARA REVERTER AS DORES DA TRAGÉDIA; SEM DEMAGOGIAS OU ESTARDALHAÇOS.

"DEUS É GRANDE; NELA PODEMOS ACREDITAR"

Mas, se não "prenderem os políticos e empresários da construção civil / especuladores imobiliários, reponsáveis pelas espertezas que apontei, ontem (dia 17, segue mais abaixo), é melhor, então, combinarem com São Pedro, sobre as Chuvas de Verão e seus eventuais choques com massas polares ou frentes frias vindas da Argentina. Os efeitos desses choques, só São Pedro, pode prever. Creio que é mais fácil abrir  uma Comissão, de fato, produtiva (salvará vidas e não ficará remexendo em algo que não as ressuscitam).  

Ademais, tenho a meu crédito: esse parágrafo, em negrito escrito em 16 de novembro: sei que é duro e macabro, mas eu não erro nessas previsões, feitas em bases científicas, e cálculos estatísticos - atuariais. Há algum profissional do ramo, entre esses acima, ou trata-se apenas de uma satisfação ao povo?

Não, não creio. Pelos sentimentos de DILMA, ela vai monitorar esse pessoal, de perto.

 

E, antes dos comentários que hoje, fíz, vai a  minha triste sentença, de 16/11:

"""E, qualquer um que queira discutir sobre este assunto, comigo, vá perder tempo; sou um bom discípulo de JORDAN e tomei boa nota do que aprendi na Faculdade sobre "o pulo do gato" da "Ciência do Aleatório". Esta é, talvez, ainda, a profissão com menor número de profissionais competentes, no país. Isto porque, antes, há de se ter o domínio (em grau de excelência), da Matemática Pura e da Estatística. Só aí se poderá ter o pleno domínio do instituto da Probabilidade.

No próximo ano (está escrito), o Brasil sofrerá um grande trauma. Um choque abalará o povo brasileiro, tal qual uma guerra, que jamais enfrentamos, nem enfrentaremos, mas o despertará e definirá o futuro grandioso do BRASIL.

Este sim, será O ÚLTIMO VAGIDO DO ATRASO !""'

  seg, 17/01/2011 - 20:21 Fuhgeddaboudit™

Como já disse várias vezes, o tema "CAUSA" é assunto encerrado, pela obviedade e simplicidade da expllicação.

E, aqui, pelo menos, a ambientalista Anne Raquel Sampaio é maisuma pessoa com os pés-no-chão, para explicar o que é certo, apesar do seu relato emocionado. Eu já estou naquela da TOLERÂNCIA ZERO": há muitos políticos (prefeitos em especial)  e especuladores imobiliários, ainda vivos, que devem ser alvo, estes, sim, de uma "COMISSÃO DA VERDADE", antes que permitam e/ou façam mais pessoas morrerem, com suas espertezas e permissividades.

Geólogos e engenheiros já falaram o que tinham que falar, sobre o que é certo e errado,

Agora, FALO EU, já que o real motivo da "CAUSA DA TRAGÉDIA"não vem sendo abordado como devia. Os jornalões com medo de perder seus principais anunciante (os especuladores imobiliários) e, os políticos de rabo-preso, fugindo da verdade. Ou seja:

Como o sabem os geólogos, não há encosta, por mais arborizada que seja (que tenha de 60 a 85% de declive), que possa ser dada como defendida pela mata. Tudo dependerá do nível pluviomérico de uma única precipitação, ou da continuidade do temporal, quando, após uma corriqueira Chuva de Verão, for imediatamente seguida pela precipitação contínua e constante da entrada de uma frente fria ou de massa polar.

Chuva de Verão (como era, ao natural, há 70 anos), não mais existem próximas a locais que foram criminosamente ou oficialmente desmatados e em seu lugar foram construidas rodovoas. em especial com alfalto e prédios em concreto.

O piso de uma mata fechada, úmida, não sofre a mesma densidade de evaporação, do que as clareiras das devastadas, onde a água se acumula e se expõe aos fortes raios do Sol de Verão, provocando uma mais intensa evaporação da água que orão formar as Nuvens, no Verão.

Assim, onde há 50 anos havia apebnas uma pancada de verão e depois vinha a "bonança", agora sofre de três a quatro temporais, em função do moto-contínuo que realimenta novas precipitações, se não houver o milagre de providenciais ventos dissipadores.

Dessa forma, na foto abaixo, fica claro o que eu digo: com o aumento da quantidade de seguidas  precipitações, até uma parte da encosta, onde não haviam desmatado,  veio abaixo e soterrou as casas ao seu pé. É claro, que sua base já havia sido desmatada e sobre ela a crimisosa construção de casas pesadíssimas, em concreto, que com  a infiltração da água, em excesso e pela continuidade, em solo permeável ajudaram bo colapso da encosta em "solo" com declive de, até 85º. E, mais abaixo, vê-se, que há casas sobre barreiras com 90º )na verdade trágicos "precipícios". Nota-se inclusive, que existem bastantes casas de constuçao superior. Não parece ser só residênciais de gente pobre, não.

Morar embaixo, deveria ter sido proibido pela Prefeitura.

Há, mesmo, engenheiros e geólogos por lá? Há de ter, pois a região é pródiga nesse tipo de terreno.

Ontem dei um exemplo, daqui de Sampa, de um local cujas chuvas de verão, antes da criação do "Bairro Chic, Panamby" (quem era, mesmo, o Prefeito que aprovou?), limitavam-se a uma única precipitação. Hoje, é assustador assistir-se, a clara evaporação precoce, quando se olha  na direção do Parque Burle Max, indo sentido Interlagos, pela Marginal de Pinheiros. E isso se repete, nas Chuvas de Verão, até, três vezes por dia: Tempestade / Sol / Evaporação / Nova Tempestade. Este ciclo só é interrompido se ventos divinos disperssarem as nuvens. E assim, é, pelo Brasil afora, onde ocorreram desmatamentos para dar lugar a CONCRETO, ASFALTO / MOTORES / LATARIAS DE VEÍCULOS (temos 10 milhões, deles, na Grande São Paulo) e, mesmo, descampados com solos impermeáveis, que favorecem o aquecimento de águas razas e sua evaporação. ísto, se não bastasse o "espelho d'águas plácidas" do Tietê e do Pinheiros".

Lembro que, no Rio, em 1960, Carlos Lacerda já se preocupava com a erradicação de favelas e contenção de encostas. Entre outros, seus motivos, já miravam 50 anos à frente. Mas, como este não nasceram outros. TUDO QUE ERA NECESSÁRIO FAZER FOI DESPREZADO, por seus sucessores, que agiram em sentido inverso, em troca de "Ajudas Financeiras de Campanha".

TODOS, "CRIMINOSOS COMUNS", QUE DEVERIAM TER SIDO ENCARCERADOS, PELAS MILHARES DE VIDA QUE TIRARAM, E VÃO CONTINUAR A TIRAR, SE DILMA NÃO SE PREOCUPAR COM "REELEIÇÃO".

DILMA: “O ROSTO CUJA FISIONOMIA MOSTRA A SENSIBILIDADE FEMININA  DIANTE DA TRAGÉDIA,  E DE QUEM ESTÁ DISPOSTA, DE FATO, E, A TUDO, PARA REVERTER AS DORES DA TRAGÉDIA; SEM DEMAGOGIAS OU ESTARDALHAÇOS.

 
Re: Governo vai criar sistema para desastres naturais
Re: Governo vai criar sistema para desastres naturais
Re: Governo vai criar sistema para desastres naturais
 

O que cabia Lula fazer, assinar o decreto, foi feito. De disso em diante não tinha pessoas competentes para fazer nada, isso já acontece a mais de 500 anos e todo mundo sabe disto.

 

Até Janeiro de 2012 todo mundo já esqueceu...

 

De novo! Vai criar de novo! Isto aqui então é letra morta?

Decreto nº 5.376/2005 18/2/2005   DECRETO Nº 5.376, DE 17 DE FEVEREIRO DE 2005   DOU 18.02.2005   Dispõe sobre o Sistema Nacional de Defesa Civil - SINDEC e o Conselho Nacional de Defesa Civil, e dá outras providências.   O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso VI, alínea “a”, e tendo em vista o disposto no art. 21, inciso XVIII, da Constituição, DECRETA:   Art. 1º Os órgãos e entidades da administração pública federal, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, as entidades privadas e a comunidade, responsáveis pelas ações de defesa civil em todo o território nacional, constituirão o Sistema Nacional de Defesa Civil - SINDEC, sob a coordenação da Secretaria Nacional de Defesa Civil, do Ministério da Integração Nacional.   Art. 2º As ações de defesa civil são articuladas pelos órgãos do SINDEC e objetivam, fundamentalmente, a redução dos desastres, que compreendem os seguintes aspectos globais: I - a prevenção de desastres; II - a preparação para emergências e desastres; III - a resposta aos desastres; IV - a reconstrução e a recuperação.   Art. 3º Para fins deste Decreto, considera-se: I - defesa civil: o conjunto de ações preventivas, de socorro, assistenciais e recuperativas destinadas a evitar ou minimizar os desastres, preservar o moral da população e restabelecer a normalidade social; II - desastre: o resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem sobre um ecossistema vulnerável, causando danos humanos, materiais ou ambientais e conseqüentes prejuízos econômicos e sociais; III - situação de emergência: o reconhecimento pelo poder público de situação anormal, provocada por desastres, causando danos superáveis pela comunidade afetada; IV - estado de calamidade pública: o reconhecimento pelo poder público de situação anormal, provocada por desastres, causando sérios danos à comunidade afetada, inclusive à incolumidade ou à vida de seus integrantes.   Art. 4º O SINDEC tem por finalidade: I - planejar e promover a defesa permanente contra desastres naturais, antropogênicos e mistos, de maior prevalência no País; II - realizar estudos, avaliar e reduzir riscos de desastres; III - atuar na iminência e em circunstâncias de desastres; IV - prevenir ou minimizar danos, socorrer e assistir populações afetadas, e reabilitar e recuperar os cenários dos desastres; V - promover a articulação e coordenar os órgãos do SINDEC em todo o território nacional.(...)Art. 24. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.   Art. 25. Ficam revogados o Decreto nº 895, de 16 de agosto de 1993, e o Decreto nº 4.980, de 4 de fevereiro de 2004.   Brasília, 17 de fevereiro de 2005; 184º da Independência e 117º da República. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Ciro Ferreira Gomes   Poder Executivo  DOU  

É muito grande para colocar tudo. Quando a gente diz que o governo lula foi sobretudo de voz e papel vocês não gostam...