newsletter

Pular para o conteúdo principal

Greve nas universidades federais e as condições de trabalho

De O Globo

A greve dos cem dias

Falta de acordo com MEC leva professores à maior paralisação desde 2001

LEONARDO CAZES

Assembleia dos professores da UFRJ decide manter a greve em 17/08/2012 Foto: Divulgação

Assembleia dos professores da UFRJ decide manter a greve em 17/08/2012DIVULGAÇÃO

RIO - Os professores das universidades federais enfrentam a maior greve em 11 anos, deflagrada há 98 dias. Das 59 instituições, 53 estão paradas. Desde 2001, no governo Fernando Henrique Cardoso, uma paralisação dos docentes não atinge tantas universidades por tanto tempo. Separados por mais de uma década, os dois movimentos só têm a longevidade em comum. No passado, os principais motores do movimento eram o arrocho salarial e falta de investimento nas universidades. Agora, a luta é por um novo plano de carreira e por melhores condições de ensino, principalmente nas novas unidades criadas a partir de 2007, dentro do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

As vagas oferecidas mais que dobraram, e o número de municípios atendidos por universidades ou institutos federais pulou de 114, em 2003, para 237, em 2011. A oferta cresceu, e os problemas acompanharam. Espalham-se pelo país instalações provisórias em contêineres, e faltam laboratórios e material para aulas. Ao mesmo tempo, os professores são uma das poucas carreiras do serviço público que não foram reestruturadas durante o governo Lula.

....

— As condições de trabalho com o Reuni, em 2007, pioraram muito, porque a contratação de professores não ocorreu no mesmo ritmo da expansão. Houve uma precarização do trabalho docente, há locais onde os professores dividem a mesma sala de aula, não têm laboratórios para desenvolver pesquisas. Sobre esse ponto, o Ministério da Educação (MEC) nem marcou uma mesa de negociação. O governo quer acabar com a greve vencendo pelo cansaço — critica Marinalva Oliveira, presidente do Sindicato Nacional dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior (Andes).

O governo é duro na negociação e fechou um acordo com o ProIfes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior), que representa apenas oito associações de docentes. Pelo texto, os professores receberiam reajustes que variam entre 25% e 40%, parcelados até 2015. Contudo, o aumento tem como salário-base os vencimentos de 2010, e a proposta não considera a inflação.

Para o Andes, haverá perdas salariais, já que o Índice de Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) prevê uma elevação de 35,5% no período. Além disso, o aumento mais robusto seria dado aos professores titulares, que são minoria. Já o presidente do ProIfes, Eduardo Rolim de Oliveira, defende o acerto com o governo e alega que foi “a melhor proposta recebida” entre todas as categorias. Para ele, o contexto atual é muito diferente do de 11 anos atrás.

— Antes vivíamos um período de arrocho salarial fortíssimo. De julho de 2010 para cá, temos o melhor salário que já tivemos, está bem menos defasado — diz.

Na quinta-feira, o Andes deu sua última cartada ao fazer uma contraproposta que pede apenas a reestruturação da carreira. Qualquer mudança desse tipo deve ser encaminhada até a próxima sexta-feira para valer a partir de 2013, e o governo não parece disposto a voltar às conversas.

Com a mesa de negociação encerrada pelo MEC e a oposição entre os dois sindicatos, houve uma radicalização do movimento. Mesmo em universidades controladas pelo ProIfes, há casos em que os professores decidiram continuar a paralisação. Assembleias lotadas e votações acirradas colocaram em rota de colisão diferentes visões sobre a luta dos docentes e o próprio modelo de carreira dos professores.

Na UFRJ, estudantes e professores favoráveis à greve chegaram a fechar a entrada do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Centro, para impedir que as aulas do curso de História fossem retomadas. O professor e historiador Francisco Carlos Teixeira classificou a atitude de “desrespeito”. Para ele, as propostas defendidas pelo sindicato não o representam, assim como diversos outros professores.

— O discurso sindical é de isonomia na carreira, iguala mérito e tempo de serviço. Mas aqui não é o lugar da isonomia. A universidade é um espaço garantido para o mérito e a produtividade. Precisa-se muito de inovação e tecnologia, e um lugar onde as pessoas progridem por tempo de serviço é um desestímulo total.

O professor da Faculdade de Educação da UFRJ, Marcio Costa, também contrário à greve, vai além. Ele diz que é necessário repensar o financiamento e a estabilidade no emprego.

— Sou contra esse modelo de estabilidade no emprego que nós temos, contra um plano de carreira nacional. Isso é um freio para a universidade. Há uma fantasia de se achar que todas as universidades federais no Brasil podem ser de ponta, mas em nenhum lugar do mundo é assim. O orçamento também não devia ser todo de recursos públicos. Quem pode deveria pagar — defende Costa.

Na proposta de carreira do MEC, estão previstas avaliações dos docentes para que haja progressão, e não apenas o tempo de serviço como deseja o Andes. As regras serão definidas por um grupo de trabalho que ainda será nomeado. Para Marinalva, o plano do sindicato torna a carreira mais atrativa para jovens doutores.

— Hoje, dois professores com a mesma função tem uma valorização diferente. Por isso queremos que a passagem entre os níveis tenha o mesmo percentual e a gratificação por titulação seja incorporada ao salário. Hoje, a carreira não atrai os mais jovens. É preciso que, quando ele entrar, saiba onde pode chegar — afirma a presidente do Andes.

Sem votos
54 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+54 comentários

Vânia 

É por isso que nos USA se faz a distinção entre Teachers e Professors .Mesmo ambos tendo o PhD (que no Brasil é título de final de Carreira !.E nos USa pode ser simplesmente um Papel  para "Motoristas de Táxi" , para quem não Publica coisas decentes )

----------------------------------------------------------------------------------------------------------

 

É tipico dos intelectuais de MerD&¨ops quero dizer de "Esquerda Reaça"  ,perder os argumentos contra os fatos !(É a mesma atitude mental daqueles que elogiavam  os relatórios dos Planos quinquenal do Líder Joseph Stalin!).Como é bom ser intelectual de esquerda  !.Basta "citar" Maiakowski! .E não fazer nada mais sólido na carreira intelectual !.

É fato que os melhores talentos de uma Nação são sempre encaminhados para  as áreas práticas !(por exemplo: se você gosta de Física e é Chinês e ainda é Gênio , não vira "Professor Universitário de Decoreba" .O sistema te empurra (obriga!) para ser  um Engenheiro Nuclear , no mínimo , para construir coisas práticas para a China -Estado Nação :DeBombas Atomicas a Centrais Nucleares!). Nos Países Ocidentais , é o salário o diferencial .Só aqueles realmente talentosos vão se tornar Profesores Titulares (full Profesors) .É por isso que nos USA se faz a distinção entre Teachers e Professors .Mesmo ambos tendo o PhD (que no Brasil é título de final de Carreira !.E nos USa pode ser simplesmente um Papel  para "Motoristas de Táxi" , para quem não Publica coisas decentes )


 

Dastanhêda

A pró-proposta do ANDES de 18-ago-12 :: A greve se aproxima do fim

 

Rubens Ramos, UFRN

 O Comando Nacional de Greve fez em 18-ago-12 próximo passado, enfim, uma contraproposta que pretende apresentar ao governo. A contraproposta é essencialmente salarial e é uma concordância tácita com a proposta do governo e sinaliza assim para o fim da greve em muito breve. Deveria se chamar de pró-proposta, pois é pró-governo, e isso é bom.

1.       A contraproposta salarial do ANDES de 18-ago-12

 

Passadas quase três semanas do fim das negociações (e mais de cinco da primeira proposta do governo), negociações onde houve três reuniões sem que o ANDES apresentasse qualquer contraproposta e ficasse apenas na rejeição de tudo, eis que o Comando Nacional de Greve resolve se mexer e apresenta uma nova tabela salarial. Por essa tabela, o piso para Doutor DE seria de R$ 10.951,83 (contra os R$ 12.636,72 de antes), e o teto seria R$ 17.534,20 (contra os 22.683,74). No piso a nova pedida salarial foi uma redução de 15% e no teto de 29%. Abaixo uma tabela com os dados para Doutores DE com os dados da proposta do Governo em 24-jul-12 e do ANDES em 18-ago-12.

Propostas Doutor DE, Governo 24-jul-12 e ANDES 18-ago-12 

Proposta

 Em amarelo, acima, a comparação quando o Professor Doutor salta para Adjunto 1 após o estágio probatório e passa a percorrer a carreira "na frente" do que seria com a proposta do ANDES.

 2. A Análise da Proposta

 2.1 ANDES x ANDES

 Observe-se que o ANDES recua em todos os valores, mas não recua de modo igual. Para usar a terminologia usual do ANDES, o CNG faz um recuo de valores de modo "desestruturado". No inicial, o recuo da proposta é de 15%, mas no final da carreira, recua 29%, dos R$ 22,6 mil para R$ 17,5 mil.

 Há que se aplaudir esse recuo do teto, pois desse modo o ANDES deixa de reivindicar que os professores Universitários (e do EBTT) se tornassem os novos marajás do serviço público, e evita assim nos incluir junto às outras categorias que possuem hoje salários anômalos, tirando do povo brasileiro mais do que o normal. Isso foi bom.

 2.2 ANDES x Governo

 Como se pode observar pelos números acima, e mostrarei graficamente abaixo, a proposta do ANDES se alinha à do Governo. Podemos dizer, assim, que o ANDES, tacitamente, reconhece a proposta do governo e acaba enfim por concordar com ela, no caso dos Professores Doutores DE.

 O ANDES ainda insiste na carreira do Professor Federal, carreira única e outros mais de dez pontos de reivindicações, insiste na idéia absurda de que professor universitário apenas com graduação possa chegar até o fim da carreira, mas tudo isso pode ser ignorado, pois está aí mais para o famoso jogo de "marcar posição política" e apontar uma saída da greve com o famoso "A Luta Continua", ainda ficaram reivindicações pendentes.

 De qualquer modo, seja qual seja o fraseado a ser utilizado, os números mostram que o ANDES aceitou a proposta salarial do governo.

 Em uma análise gráfica, podemos verificar a evolução ao longo de uma carreira de 35 anos nas Universidades, para professores homens, doutores. Para as mulheres seriam 30 anos. Apresento o caso mais longo como exemplo, mas você pode visualizar o caso menos extenso.

 Uma análise gráfica do salário mensal a cada ano da carreira é apresentada abaixo. Observe-se que na proposta do governo, a partir do ano 4 da carreira o Doutor passaria para Adjunto 1, e isso explica o primeiro salto. O segundo salto ocorre na passagem para Associado, e o terceiro na passagem para Titular.


 Curiosamente, durante certo período, os ganhos mensais serão praticamente os mesmos, oscilando em muitos anos com mais ganhos na proposta do governo, (do 13o ano da carreira ao 19o), e em certo período a tabela do governo é bem superior, quando o Professor se tornaria Titular na proposta do Governo mas ainda estaria no nível P10 da carreira do Professor Federal do ANDES.

 Assim, grosso modo, no primeiro terço da carreira a proposta do ANDES é melhor, no segundo terço a do governo é melhor, e no terço final são equivalentes.

 É evidente que o gráfico anual é da mesma forma, mudando apenas os valores que seriam multiplicados por 13,5 (13º + 1/3 de férias de 45 dias que dá 0,5 salário).

 Uma outra análise ainda mais ilustrativa é o ganho acumulado anual, ou seja, o quanto se vai ganhando acumulativamente ao longo da carreira, ano a ano. O gráfico abaixo mostra as propostas em sua curva acumulada anual.

O paralelismo da evolução acumulada das duas propostas é absolutamente incrível. A probabilidade de que isso ocorra de modo aleatório, ou seja, que o ANDES tenha montado sua tabela à revelia do modelo do governo é praticamente nula.

 Desse modo, o ANDES fez uma "contraproposta" tardia na qual aceita tacitamente a proposta do governo, converge para ela. E isso foi bom.

E de tudo isso, fica a evidência de que não faz mais sentido, assim, continuar a greve.

 3. Porque a greve agora acaba

 A greve não faz mais sentido por duas razões.

 Nas Universidades, a tabela proposta pelo governo é uma boa tabela, de padrão internacional, como tenho mostrado aqui exaustivamente, e nesse momento, como mostrei acima, o ANDES tacitamente concorda com ela, ao menos para os professores doutores DE.

 Atualmente, cerca de 67%, ou  seja, 2/3 dos professores das Universidades Federais são já Doutores, e a a proposta salarial somada ao acesso ao Titular são razões de sobra para o fim  da greve. Creio que 90% ou mais dos Professores Doutores almejam se tornar, um dia, Professor Titular de sua área. Isso, como diz a propaganda, não tem preço para um Professor Universitário em todo o planeta.

 Assim, nas Universidades, creio que assistiremos nas próximas assembléias, o fim da greve. Tome-se por exemplo a UFRJ, a maior Federal do país - a última assembleia, nessa semana, manteve a greve por apenas 28 votos. Na próxima, a greve certamente acaba.

 No EBTT, a tabela salarial não seria uma boa tabela pois os valores melhores são para Doutores, e apenas uma parcela diminuta dos professores do EBTT são doutores (se não me engano, em torno de 10%, a verificar). Mas aí o governo saiu-se com uma jogada de impedimento, um gol ilegal, mas um gol que foi validado pelo juiz.

 O Governo propôs o tal do esquema da Certificação de Conhecimento Tecnológico (CCT), a ser feito pelos próprios IFETs para si mesmos, a fim de avaliar se determinado professor possui uma "equivalência" de conhecimento do título para fins de receber a gratificação da titulação.

 Com a CCT, desse modo, teremos no EBTT professores com Especialização (em qualquer coisa) que poderão ganhar como se Mestres fossem, e professores com Mestrado que irão ganhar como se Doutores fossem, sem jamais ter sequer começado um Doutorado. É uma "solução" absurda e reflete o que tenho dito aqui - o doutoramento não é apropriado para o EBTT. De qualquer modo, essa "solução" vai reduzir a enorme pressão pelo Doutoramento que atualmente existe para os professores do EBTT, doutoramento esse que é fora de sua realidade.

 Do meu ponto de vista mais geral, a tabela do EBTT é excessiva em valores e não reflete uma boa política educacional. Apresentarei oportunamente um comentário sobre isso, mas no momento é o que será feito e discutir isso não tem sentido prático. O fato é que teremos os professores de EBTT mais bem pagos do mundo. Se isso produzir o melhor ensino do mundo, valerá a pena. Resta torcer que não se gere, apenas, mais comodismo.

 Mas o fato é que não há razão objetiva para o SINASEFE manter a greve.

 Assim, temos uma situação de greve de Universidades com uma proposta do governo que beneficiará de modo justo aos professores Universitários, com o que não faz mais sentido ficar em greve, mas que irá criar também benefícios desproporcionais para o EBTT, o que apesar de "comparativamente injusto" também conduzirá ao fim da greve nas categorias do ensino básico, técnico e tecnológico.

 Ao fim e ao cabo, a greve atual não faz mais sentido para os professores de MS e EBTT.

 Rubens Ramos, em Natal, 22 de agosto de 2012

http://profrubensramos.blogspot.com.br/

 

 

 

 

O fato é: a greve já acabou, embora não tenha terminado. O que era para ser conquistado, já foi: um reajuste salarial.

Quanto a carreira, os professores estão divididos, e muito divididos. Ela terá de ser discutida APÓS O FIM DA GREVE.

Cabe lembrar em primeiro lugar que OS PROFESSORES TÊM UM PLANO DE CARREIRA, estruturado ao longo de 25 anos em simbiose com a pós-graduação. O crescimento da pós-graduação no país acompanhou todo o tempo o crescimento do ensino universitário, a partir da redemocratização. O plano de carreira que temos foi conquistado inclusive por meio de greves. O ANDES-SN e mesmo o Pro-Ifes, e o próprio governo têm discutido a questão como se não existisse um plano de carreira. (Lembro da discussão aquando do projeto, depois lei, de Darcy Ribeiro, que, face à carência de doutores e mesmo mestres no Norte e Nordeste, manteve ainda a figura do professor auxiliar, hoje talvez só justificável em cursos de medicina, cujo número de pós-graduandos é ainda muito baixo). No direito embora ainda faltem doutores, já temos suficiente número de mestres. Em economia sim, os doutores encontram melhores salários em outros órgãos do governo, onde inclusive podem dedicar-se unicamente à pesquisa.

De qualquer modo é uma grande mentira do ANDES-SN dizer que o governo quer desestruturar a carreira. O ANDES-SN que quer desestruturar, destruir o que já existe, para colocar no lugar... nada

Mas, o triste é que o governo cedeu demais ao ANDES-SN (e este é tão cego em seu sectarismo infanto-esquerdista que não percebe, ou por razões meramente eleitorais e partidárias finge que não percebeu) e apresentou uma proposta de carreira que elimina a necessidade de mestrado para ser assistente e doutorado para ser adjunto, o que é péssimo e deve ser combatido, ao menos por aqueles que realmente compreendem o que é ser professor de nível SUPERIOR, que acreditam que o aperfeiçoamento constantes deve ser uma exigência, um imperativo categórico, e por isto qualquer proposta que facilite o comodismo intelectual, deve ser combatida.

No fundo a proposta de "isonomia" do ANDES-SN vislumbra a universidade como um grande escolão e não como um centro de pesquisa. Mas mesmo este escolão deve ter professores com um nível SUPERIOR aos do ensino MÉDIO e fundamental.

A greve acaba na próxima semana ou na primeira de setembro (não é pequena a possibilidade de enforcar a greve com o feriado de 07 de setembro).

O que importa agora é DEFENDER A CARREIRA QUE TEMOS, ainda que possamos discutir seu aperfeiçoamento. Os programas de pós-graduação no Brasil inteiro já estão se mobilizando para barrar o fim da exigência de títulos (mestre e doutor) para a progressão na carreira de professor universitário. .

PS> Mais uma vez indico o endereço do blog do professor Rubens Ramos que fez excelentes análises sobre a proposta desestruturante e destruidora do ANDES-SN. Chamo atenção em particular para os posts dos dias 01 de agosto e 28 de julho, sobre o PUCRE (é o nome do plano de carreira QUE EXISTE

http://profrubensramos.blogspot.com.br/

 

 

 

 

Fazer greve remunerada é fácil. Quero ver esses professores fazerem greve e terem descontado os seus "salários", veja quandos dias eles trabalham por mês/anos, veja as lincenças e outras mordomias, além a maioria não tem compromisso com os educandoe e nem com a sociedade. " é fácil não trabalhar e receber no banco o seu rico dinheirinho..."

 

Baixaria total esses comentários dos posts sobre a greve. PAREI!

Desse nível (baixo) por aqui, sé mesmo os comentários machistas até a medula nos posts sobre feminismo. 

 

Está complicado, mesmo. Tenho evitado certos assuntos, aqui, inclusive este, tal a quantidade de supostos experts em qualquer coisa que aparecem pra dar sua "opinião". Parece que as pessoas não querem debater nada, só marcar posição. Apoiei e apoio os governos Lula e Dilma, batalhei a vida inteira para que a gente melhore as coisas no Brasil, principalmente para os mais pobres, e também para os que mudam alguma coisa e fazem mesmo a diferença, seja nas artes, seja na ciência, seja nas ruas, seja nas redes, no real e no imaginário. Justamente por isso, critico o que se considera (não só eu) erro ou equívoco, ou falta, desses governos. mas é triste ver gente supostamente "progressista" e "esclarecida", tão cheia de preconceitos, burrice, teimosia, de ouvidos moucos - pra dizer o mínimo.

 

Uma tese é pesquisa. Assi como uma publicação em congresso ou revista, e dá pontos!

Agora, fazer aplicação real de pesquisas, somente aquele que está fora, batalhando, sem estabilidade nem cheque certo no final de mês.

Tira esse povo da "zona do conforto" e vai ver.

 

Isso nao é comentado aqui no blog. O problema do país é o servidor público.... Queria ver a epoca, o Grobo e outros meios postarem essa noticia...

http://www.redebrasilatual.com.br/temas/politica/2012/08/em-voto-revisor...

Política

Em voto, revisor questiona R$ 7 milhões que mídia recebeu de Marcos Valério

Durante julgamento do mensalão, Lewandowski lembra que verba de contrato supostamente irregular foi parar nos cofres de Globo, Veja, Folha e Estadão, entre outros

Por: Najla Passos, da Carta Maior

Publicado em 24/08/2012, 12:20

Última atualização às 15:49

  Em voto, revisor questiona R$ 7 milhões que mídia recebeu de Marcos Valério

O ministro lembrou que a TV Globo foi campeã em verbas de publicidade via SMP&B (Foto: Carlos Humberto. STF)

Brasília – O revisor do processo do “mensalão”, ministro Ricardo Lewandowski, inocentou o ex-presidente da Câmara, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), candidato à prefeitura de Osasco nas eleições deste ano, de todas as quatro acusações que pesavam contra ele: uma de corrupção ativa, duas de peculato e outra de lavagem de dinheiro. O voto foi comemorado pela maioria dos advogados presentes à sessão, que o consideraram uma reviravolta no processo que, até então, vinha corroborando com todas as acusações da defesa.

O ponto mais polêmico foi a interpretação de que João Paulo Cunha não cometeu peculato ao permitir a subcontratação de serviços pela agência SMP&B, de Marcos Valério, Cristiano Paz e Ramon Hollerbach. Enquanto a acusação sustenta que a empresa subcontratou, irregularmente, 99,9% dos serviços prestados, o revisor afirma, com base em parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) e lauda da Polícia Federal (PF), que o percentual real foi de 88,62%, o que atende aos padrões convencionais do serviço.

O ministro comprovou que, dos R$ 10,9 milhões movimentados pela SMP&B, cerca de R$ 7 milhões foram destinados à mídia, para o pagamento de propaganda veiculada. “Se essa corte entender que o percentual de subcontratação foi de 99,9%, terá que pedir ressarcimento dos R$ 7 milhões recebidos de boa fé pelos veículos de comunicação do país”, provocou.

Segundo relação apresentada pelo ministro, a TV Globo foi a campeã em recebimento de verbas públicas para publicidade (R$ 2,7 milhões), seguida pelo SBT (R$ 708 mil) e pela Record (R$ 418 mil). Entre os impressos, o Grupo Abril, que edita a revista Veja, foi quem mais lucrou (R$ 326 mil), seguido pelo Grupo Estado (R$ 247 mil) e pelo Grupo Folha (R$ 247 mil). A fundação Vitor Civita, do Grupo Abril, recebeu outros R$ 66 mil.

Com a descaracterização das subcontratações ilícitas, o ministro desmontou a tese sustentada pela acusação – e corroborada pelo ministro relator, Joaquim Barbosa – de que a SMP&B desviou da Câmara quase R$ 2 bilhões em comissões pagas pelos veículos de comunicação pela publicidade veiculada, os chamados “bônus de volume”.

“O voto do ministro Lewandowski deixa muito claro que não houve crime de peculato, porque a SMP&B prestou todos os serviços para os quais fora contratada. E ele fez isso invocando o parecer do TCU e o laudo da PF, o que é muito importante porque mostra que os honorários recebidos foram frutos de uma prestação de serviço cumprida”, afirmou Alberto Toron, que defende Cunha.

Lewandowski refutou também a acusação de que o ex-presidente da Câmara tenha cometido um segundo peculato, ao autorizar a subcontratação da empresa de comunicação IFT, do jornalista Luís Costa Pinto, para lhe prestar assessoria individual.

Segundo o revisor, a IFT prestou serviços para a Câmara, conforme testemunho de diversos deputados, jornalistas, peritos e técnicos ouvidos na instrução penal. E não para o deputado. Ele, inclusive, questionou por que o MP não denunciou o proprietário da agência como coautor do crime, já que sustenta a tese de peculato. “Se João Paulo Cunha tivesse cometido este crime, o jornalista Luís Costa Pinto seria coautor”, sustentou.

Lewandowski lembrou também que, antes de criar a empresa para prestar serviços à Câmara, Costa Pinto trabalhou em grandes veículos da mídia, como a revista Veja e o jornal Correio Braziliense.

O ministro refutou a acusação do Ministério Público Federal (MPF) de que Cunha recebeu R$ 50 mil de propina para favorecer a SMP&B em licitação da Câmara. Segundo ele, a licitação foi feita dentro do padrão legal. E os R$ 50 mil, comprovadamente, foram repassados ao réu pelo PT, para que o deputado pagasse serviços de pesquisa eleitoral.

Ele enfrentou, ainda, a acusação de que Cunha teria cometido crime de lavagem de dinheiro, ao pedir a sua esposa que sacasse o dinheiro em uma agência do Banco Rural. Para o revisor, ao contrário de outros corréus, que recorreram a laranjas para ocultar a origem e a destinação do dinheiro, o ex-presidente da Câmara fez tudo “às claras”.

Reação contrária

O ministro-relator, Joaquim Barbosa, não concordou com os argumentos do colega. No final da leitura do voto do revisor, pediu um espaço para réplica, a ser concedido no início da próxima sessão da corte, marcada para segunda (27). Lewandowski rebateu com um pedido de tréplica, que não foi acatado pelo presidente da corte, ministro Ayres Britto. “Nunca vi um pedido de tréplica e nem o voto do revisor ser maior do que o do relator”, afirmou Joaquim Barbosa à imprensa, em rápida entrevista no final da sessão.

De acordo com ele, sua réplica é importante porque irá responder a todos os questionamentos apresentados pelo revisor. “Quase metade do voto dele [revisor] diverge do que apresentei até agora. Minha intervenção, na segunda, vai servir para iluminar o voto dos outros ministros”, acrescentou.

De acordo com o que antecipou à imprensa, Barbosa vai esclarecer, por exemplo, que o jornalista Luís Costa Pinto está respondendo processo por improbidade administrativa em primeira instância. E defender que, apesar de ter sido a esposa de Cunha a sacar os R$ 50 mil, o repasse foi feito pelo mesmo esquema criminoso utilizado pela SMP&B para lavar outros recursos.

Lewandowski saiu da corte sem falar com a imprensa.

Mudança de perspectivas

Os advogados presentes à corte acreditam que o voto de Lewandowski muda a perspectiva do julgamento. “Foi um belo voto. Sem dúvida alguma, uma reviravolta no processo”, avaliou o advogado José Carlos Dias, que defende a ex-dirigente do Banco Rural, Kátia Meirelles. Para ele, a nova perspectiva aberta com a interpretação do revisor pode fazer justiça a outros réus, também acusados por crimes semelhantes.

“O voto do revisor faz uma análise equilibrada e típica de juiz”, afirmou o advogado Marcelo Leonardo, que representa o publicitário Marcos Valério. “Ele deixou muito claro como funciona, por exemplo, a questão do bônus de volume, que a acusação e o ministro relator parecem não ter entendido”, acrescentou.

O advogado lamentou, apenas, que a linha de interpretação apresentada nesta quinta não tenha norteado o item anterior do voto do revisor, que tratou das relações do seu cliente com o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, na sessão de quarta (22).

 Tags: julgamento do mensalão, stf, ricardo lewandowski, joão paulo cunha, joaquim barbosa

 

 

ANTES UMA NOTA DE DESABAFO

Hà sete anos contribuo para o blog.

Na maioria das vezes, com conribuições críticas em relação à cobertura da mídia. Muitas das críticas, mas não somente, vieram pela desmesura política dos meios: um anti-petismo demasiado, tendencioso e eticamente duvidoso.

É evidente que 90% dos comentários mostravam plena concordância.

Desta vez, lancei alguma crítica ao governo neste caso. E lancei críticas à cobertura da mídia.

Esperva discordâncias. Lógico. Graas a Deus, existem.

Mas foram além.

Criticar o governo custou-me ser chamado de anti-petista e corporativista.

Estou estupefato...

____________________________________________________________

AGORA QUANTO AO TEMA EM SI

Prevejo dois problemas a curto prazo:

1. A não valorização da carreira aumentará a evasão de pesquisadores. Setenta por cento da pesquisa no país vem das universidades, 90% disso das universidades públicas.

2. Além disso, a não compensação do D.E produz uma farsa. Governo finge que paga. O professor finge que cumpre.

Quem perde?

________

 

Weden, você não deveria estar estupefato, pelo contrário, sendo um comentarista observador e criterioso.

Eu xereto o blog desde o início, quando às vezes parecia um papo de mesa de bar, com discussões brabas mas não ofensivas. Fiquei afastada por motivo de viagem, por um bom tempo, que incluiu o período da malfadada e ofensiva campanha eleitoral de 2010.

Agora, ao voltar à leitura quase diária, de início acreditei que o climão tinha mudado justamente por causa das baixarias da campanha, mas acho que é mais que isso: virou uma coisa esquemática, onde só pelo título do post já se sabe quem vai comentar, e o que vai dizer. É só o tempo de contar até 3, e lá vem: PIG, quadrilha máfio-midiática (que é uma boa definição, mas na milésima vez cansa, pelo menos a velha aqui), sai do serviço público e vai pra privada, se está achando ruim vota no Serra, e por aí vai. E dezenas de comentários ecoando os primeiros, todos se achando agasalhados junto à turma e às vezes sendo grosseiros sem razão com alguma voz que tente divergir. Claro que há trolls, mas não é necessário que o blog seja um cantochão em uníssono.

Enfim, opinião pessoal, e amanhã quando tirar o gesso do pé vou ficar livre para só dar uma olhadela eventual. Não me dou a importância de fazer retiradas dramáticas, vou continuar xeretando. Até porque amanhã tem réplica, tréplica e sei mais o que, e o número de comentários deve subir.

Você reparou que ontem quase ninguém comentou? Pois é. E ainda tem as estrelinhas...

 

 

Cara Eva sales 

O grande problema em PRIVATIZAR AS UNIVERSIDADES FEDERAIS BRASILEIRAS  é relacionado as grandes disparidades sócio-econômicas entre entes federativos e as Regiões Brasileiras .É claro que espera-se que a Privatização da UFRJ, por exemplo, não vá afetar a qualidade orgânica desta Universidade , que é derivada em sua totalidade da minoria que publica em Jornais Internacionais  as suas Pesquisas (critério universal de qualificação de uma Universidade) . Já a privatização da UFRuralRj, por exemplo, só ampliara ainda mais a sua percepção de "Colegião de Terceiro grau da Zona Oeste (pobre) do Rio de Janeiro" !.

E há de se  observar que as Universidades Federais Brasileiras são Públicas para fomentar Políticas de Estado .Entre estas  a mais importante que é formar quadros qualificados em Nível Superior para fomentar o desenvolvimento Regional e do país EM UM MODO HOMOGÊNEO .Por exemplo, a Política de cotas é um bom exemplo desta origem Pública das Universidades Federais (é claro que é preciso criar mecanismos para enriqueçer intelecrtualmente os cotistas -Cursos de nivelamento -Verão) .

Por exemplo , para aqueles alunos que cederam as suas vagas para os cotistas das Federais , deveria ser concedido facilidades em novos Vestibulares ou financiamento subsiiado para cursar as Particulares .

Por estes motivos de ordem estratégica de longpo prazo , a Privatização das IFES (com capital "Estrangeiro BNDES"  ?)  ainda é profundamente inviável , do meu ponto de vista .O que realmente é preciso é  por a "Tchurma"  valer os seus salários de Professores com Dedicação Exclusiva !

 

 

 

e

!.

 

Dastanhêda

Neste fim-de-semana, duas revistas de grande circulação demonizam, mais uma vez, os servidores federais em greve. Estão se esquecendo de informar que o dinheiro público que paga os salários dos servidores também paga os bilionários anúncios de propaganda governamental publicados nessas revistas. E assim, os ferrenhos adversários da presidenta nas eleições agora são mais que seus aliados, são seus porta-vozes.

 

As universidades deveriam ser objeto de concessão pública, do jeito que está não há dinheiro que aguente

 

É bem provável que seja isso mesmo que o governo esteja preparando. Oh, mas concessao nao é privatizaçao. Vamos "conceder" a UFRJ para a Estácio de Sá administrar, ou a universidade federal de Sao Paulo (existe?) para a Uniban. O resultado vai ser ótimo! 

 

Analu:

será que não é, justamente, o avesso? Uma radicalização tão ferrenha por parte dos professores poderia ser pressão para uma privatização; quem sabe alguns estariam ligados em propinas de alguém ou algum país muito interessado no negócio. Já vimos acontecer anteriormente Quem sabe alguns professores podem dar-se muito bem se ajudarem a privatizar as Universidades públicas brasileiras...Que é uma greve política não há duvidas, mais!

http://regroupment.org/main/page_university_strike__portugus.html

http://www.cosif.com.br/publica.asp?arquivo=arianosuassuna

 

Sacada genial! Estou perdendo a paciencia com esses nossos novos (neo)liberalóides . Será falta de memória ou de leitura dessa turminha?

 

Não. É o reconhecimento de que algo podre esta atrás dessas greves radicais e sem sentido. Professores e Universidades nunca foram tão prestigiados como agora. Então são mesmo uns agitadores e causam apreensão na população brasileira. Só não enxerga quem é míope; esses grevistas mereciam ser despedidos sumariamente, já que não estão trabalhando mesmo.

 

Anarquista, eu também não duvido nada que o governo cogite em fazer isso. já pensou a UFRJ administrada pela Escrach... digo Estácio de Sá? Aquela em que analfabeto passa no vestibular? Cujo dono acha pesquisa uma coisa inútil e afirmou que "aqui quem tem mestrado e doutorado não entra (referindo-se à alta administração)?"

 

"Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma".  Joseph Pulitzer

Já ando é cheio desse povo. E nem são tão bons assim; são medíocres pois não enxergam suas falhas e se acham os maiorais. Tornam a vida dos novatos dentro das Universidades verdadeiro inferno, fazem perseguições. Essa gente esta brincando com fogo; cambada de mal agradecidos.

 

Alexis !.

Não seja Rude  e Brutal em sua franqueza !.Mas é que existe muita "Co-Autoria" fakes nos artigos publicados por uma boa parte dos "PhDs" brazucas! .

 

Dastanhêda

É Yarbas.

Peguei pessado mesmo.

Mas me irrita a "bolha" onde se proteguem os caras de diploma, sem reciclagem com o mundo real.

 

 

É o que da "Aparelhar" Polianamente ...

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

 "Agora, a luta é por um novo plano de carreira e por melhores condições de ensino, principalmente nas novas unidades criadas a partir de 2007, dentro do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni)."

------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

MAS JÁ EXISTE UM BOM PLANO DE CARREIRA!.SÓ QUE PARA CHEGAR A TITULAR TEM QUE PRESTAR NOVO CONCURSO PÚBLICO DE PROVAS E TÍTULOS !.NADA DE "GARGANTA" E NEGOCIAÇÕES MAFIOSAS!

 

Dastanhêda

Titulares sao um percentual mínimo da categoria, nao é por aí. Havia um plano de carreira, ruim, que estava sendo objeto de negociaçao desde o final do governo Lula. O governo enrolou, enrolou, e agora oferece um "plano de carreira" PIOR AINDA, que na verdade nao é plano nenhum, apenas uma tabela com números aleatórios, com percentuais de progressao diferentes a cada caso (cuidadosamente planejada para dar menores percentuais nos nível com maior número de professores, como na classe dos adjuntos, onde estao nao só todos os novos doutores como praticamente todos os doutores aposentados, porque antes nao havia a classe dos associados), com percentual diferente para a DE nos vários níveis, e, pasmem, com salários para o regime de 40 hs que em alguns níveis nao sao o dobro dos salários de 20 hs. Essa desestruturaçao da carreira é o mais grave na proposta do governo. 

 

O pais nao pode ficar refem dessas greves. Deveria ter uma lei obrigando no minimo cortar o ponto dessa turma... Imagina na copa, olimpiadas...vai ser chantagem de tudo que é categoria profissional? E outra essa historia de isonomia é palhaçada, tem escrivao querendo ganhar como delegado... Quer ganha salario de delegado, medico, desembargador, etc... Estudem e faça concurso para essas profissoes.

 

"(...) Mas aqui não é o lugar da isonomia."

O prato predileto dos sinecuras: a isonomia. Historicamente os "iluminados" da sociedade sempre se balizaram nisso pra manterem, a seu modo, o seu "por direito divino" de sugar o Estado com "privilégios reais". Conheço gente que recebe aposentadorias já na segunda geração graças a isso e ao direito adquirido, óbvio... é! Quase todo o pessoal herdeiro dos funcionários "doutores" do DNERHu tem esse privilégio.

Mas só dá gente querendo roubar o Rei (o Estado)?

 

A quantidade de chupa-sangue é uma coisa incrível.

 

José

Estou de acordo com o comentário do professor: não pode haver promoção meramente por tempo de serviço. É justamente isso o que cria o tipo de funcionário público encostado, que não se esforça por ser produtivo, criativo ou inovador, pois já tem promoção garantida. É nisso que não pode haver isonomia na universidade. É preciso haver avaliação por desempenho, com algumas metas objetivas claras para a promoção.

 

Essas escolhas , a maioria que conquista são os puxa saco, não adianta ter mérito e ser contra o sistema.

 

Só que É MENTIRA que a ANDES defenda progressao só por tempo de serviço! O que ela defende, que aliás É LEI, é a autonomia universitária: que sao as universidades que estabelecem os critérios de progressao, e nao o MEC, de Brasília, longe da realidade de cada uma. De qualquer modo haveria comissoes de avaliaçao para a progressao. 

 

Também nem tanto ao mar em que progressão funcional depende exclusivamente dos pactos de mediocridades. Digo isso por não ter isso a mais de 15 anos e não vou me rebaixar para um bando de lacaios para que votem a meu favor. 

 

Pois o Andes deveria deixar isso mais claro. Nunca li a palavra "produtividade" em nenhum texto.

Apoio a greve porque o salário está realmente defasado e o governo, infelizmente, não deixa outra saída: aumento só com greve. Entretanto, não acho que devemos ser hipócritas sobre os critérios de progressão empregados nas universidades. Eles não funcionam. E não funcionam porque são extremamente frouxos. Todos que sabem que basta que um professor mantenha boas relações nos três primeiros anos, em particular com a banca do período probatório, e terá passe livre até o topo da carreira, independente de sua dedicação ao serviço.

Quantos docentes fazem apenas o mínimo? Não diria que são maioria, mas existem em todos departamentos. Dão aquela mesma aula de anos atrás, aprovam todo mundo (para eliminar o risco de ter reclamações de alunos), e vão embora, tranquilos, para casa. Além disso, muitos destes que fazem o mínimo não aceitam dar nem meia hora a mais de aula que os colegas envolvidos efetivamente em pesquisa, por exemplo. Agora, quantos docentes são reprovados anualmente na "avaliação" para progressão funcional? A quantidade, se diferente de 0, é ínfima.  

Autonomia universitária não exclui avaliação externa. Enquanto este assunto não for tratado de maneira séria e corajosa, os docentes sempre terão um flanco aberto em qualquer "briga". E deixa o caminho aberto para que o governo faça regras por conta prórpia e as enfie goela abaixo. 

 

 

É isso aí.

Os iluminados hereditários.

O PhD mais velho ensina as suas teorias aos mais novos, como quem come as fezes inteletuais do anterior. Parecem ursos Panda comendo apenas bambú, mas se negam a sair daquela montanha específica da China, onde ainda são reverenciados, cuidados e preservados. E querem aumento salarial!

Assim como esses professores, um urso Panda não dura um único dia morando com ursos de verdade, que tem que ralar para pegar um peixe.

A vida real é assim, muito diferente da sala de aula. Falta reciclagem e experiencia prática nas universidades, falta conjugar o verbo fazer e, ainda, falta vivir a vida de verdade, lá fora, recebendo no final de mês o que a sua capacidade lhe permite, não a bolsa eterna recebida sagradamente ao final do mês, por causa de um diploma.

Lido todos os dias com profissionais de diversas áreas e, justamente os piores ficam dentro da Universidade fazendo pós-grado.

 

 

Uááááááááááuhauhauhauhauhauha..

 

Mas tem cada um, que realmente! Se as universidades fossem isso que você diz, a soluçao nao seria pagar menos, seria fechá-las! 

E você, com esse nível que revelou, ainda pretende dizer o que seria necessário para as universidades. É só o que faltava! 

 

Falta reciclagem e sair da bolha.

O professor universitário é uma espécie.

Bons profissionais, com anos de experiência prática, não podem dar aulas,  mas apenas se tiver pós-graduação, ou seja, se entrar no espirito da bolha.

Em compensação, existem até camelós en Rio dando aulas a economistas, com base na experiencia de vida (o caso do dono de banca de doces - ex cameló - que trabalha no RJ)

 

"— Sou contra esse modelo de estabilidade no emprego que nós temos, contra um plano de carreira nacional. Isso é um freio para a universidade. Há uma fantasia de se achar que todas as universidades federais no Brasil podem ser de ponta, mas em nenhum lugar do mundo é assim. O orçamento também não devia ser todo de recursos públicos. Quem pode deveria pagar — defende Costa."

No início da greve, afirmei aqui que o PIG sempre será o pitbull do governo no que concerne às ideias neoliberais. A proposta do governo em relação à educação vai nesse sentido e eu estou tendo novamente um dejà vú. É o início da privatização do conhecimento, patentes produzidas na universidade indo para grandes corporações, o sufocamento das humanas, etc, etc, etc. Viva o brazil!

 

Alessandro B. Duarte (Usa GNU/Linux)

Sem falar nas mentiras sobre as propostas da ANDES, que NAO defendem a progressao só por tempo de serviço. O que defendem é simplesmente a autonomia das universidades, que É LEI. Ou seja, que sao as próprias universidades que devem estabelecer os critérios de progressao, e nao o MEC, de Brasília. O acesso às progressoes se dá em períodos de tempo marcados, mas passando por comissoes de avaliaçao, nao só por tempo de serviço.  

 

Em nenhum lugar do planeta existe essa ideia de ""universidade autonoma". A universidade depende de quem paga suas contas, é o financiador quem escolhe a direção da universidade, estabelece os salarios, as carreiras e aprova o orçamento. Não pode haver uma auonomia em relação ao ""pagador"". Ninguem pode SÓ pagar, sem questionar.

Quem sustenta esse imenso pantanal de despesas é o contribuinte brasileiro, a economia produtiva do Pais, o dinheiro não vem do céu, quem representa o contribuinte é o Tesouro Nacional e a este cabe questionar tudo, até fechar a universade que não justifique seu custo.

Quem determina o que se faz em Harvard é seu Conselho, que é escolhido pelo fundo mantenedor da Universidade, não são os professores que dizem como serão governados, isso não tem logica.

A criação de muitas universidades federais sem condições foi um dos maiores erros do governo Lula. A prioridade absoluta de gastos deveria ser a educação fundamental e não a universitaria, o alicerce é a educação das criaças e adolescentes, hoje péssima em quase todo o Pais, não precisamos de mais diplomados universitarios, especialmente mal formados, semi-analfabetos com diploma, não vão ter chance no mercado competitivo de trabalho porque sua formação é muito deficiente, no ultimo concurso de gari da Prefeitura do Rio se candidataram cerca de 1.300 pessoas com formação superior, isso é um imenso desperdicio de recursos, mesmo porque não há tantos professores de bom nivel para lecionar nessas novas universidades, muitas meros galpões sem a minima estrutura, não vão a lugar nenhum.

 

Para o AA, Alexis e o Abelha

Sempre o mesmo papo de investir no ensino básico e largar o ensino superior.

O ensino básico na maioria do Brasil é realizado por estados e municípios, que não investem em Gestão, Suporte (técnico-administrativo-acadêmico), Qualidade de ensino e nos agentes mediadores do ensino-educação (Professores, psicologos, pedagogos). Não tem merenda, não tem parede, o professor usa um quadro caindo aos pedaços e os meus colegas aí acham que é só investir. Vejam os editais - Professor 600,00 e Operador de máquina 650,00. Super incentivo!!!!

Sem políticas públicas e fiscalização eficientes o sistema todo vira um poço sem fundo!!! E os caras acham que é só tirar dinheiro de um lugar e por em outro. Fácil não?!!!!

AA - acabar com IES Públicas significa que teremos MAIS PEDREIROS ANALFABETOS PASSANDO NO VESTIBULAR, mais provas de EAD realizadas sem correção (Ulbra-RS), alunos que não olham aulas e pagam para fazer a prova final, de alunos que pagam pelo direito de fazer quatro provas finais até passar, compra de vagas em cursos "melhores" do tipo medicina, da existência de instituições que não sobrevivem sem a ajuda do governo (isenção de impostos para algumas "comunitárias" o que salvou a pele de muito dono de escola, fraudes no Enade... e por aí vai...

Não são todas - Graças aos céus.... Tem FGV, PUCs, e outras muito boas...

Conheço universidade que não paga o salário de professores a quatro meses - qual a qualidade deste serviço? Fiz entrevista em uma instituição onde o Coordenador da "famosa" instituição disse que não dava para comparar com Unifesp ou Usp com a citada porque os alunos tinha um perfil "diferente" e mais mercado... Fique pensando se estes iriam trocar o nome de um medicamento para um paciente ou deixar uma casa construida por um engenheiro cair, ou ainda ser um enfermeiro achar que tudo que é antibiótico termina com INA!!!!

Pensem um pouco caras e verão que a sua visão pode estar um pouco destorcida...

Se duvidam do que falei veja a reportagem http://www.istoe.com.br/reportagens/196908_SINAL+AMARELO+PARA+AS+UNIVERSIDADES+PARTICULARES

 

Oi Favero

Obrigado pela chamada.

Embora ache que o AA é um dos melhores comentaristas do blog, não entendi a sua colocação junto com o meu nome, considerando que, comprovadamente, pensamos muito diferente.

Respeito as universidades, cresci em torno delas, os meus pais foram professores universitários e eu formei numa delas. Ainda, dou estágio na minha empresa, em média, a 7 estudantes de último ano. Acho que conheço então o que se passa dentro.

Ainda mais, quando foi discutido recentemente o tema das olimpíadas, fui da ideia de canalizar todo o esporte amador do Brasil através das 59 universidades federais.

Quero então explicar que, no fundo, desejo que a universidade tenha mais presença real na comunidade, que exista um reciclo do ensino e dos docentes, com o mundo real, que avança cada vez mais distante do ambiente acadêmico.

Os melhores professores que tive eram profissionais experientes e não como hoje, onde é apenas exigido o pós-grado. Garanto-lhe, pela minha experiência com dezenas de estudantes que passam por meu escritório todos os semestres, que os que ficaram na universidade fazendo pós-graduação são os piores, que por timidez ou falta de audácia para enfrentar o mundo real, ficam embaixo das assas do professor-tutor. Como coroinhas na sacristia.

Assim são muitos desses professores que, embora protegidos no seu emprego, desejam reconhecimento e maior salário. Por isso é que quero ver aquela gente bronzeada mostrar o seu valor (como diz a canção) no mundo real, ou, pelo menos, com maior vinculação a ele.

 

Economia produtiva do país é só aquela que produz pregos? Aquela que produz educação, pesquisa, assistência médica, sanitarismo que evita doenças e reduz catástrofes como mortalidade infantil e epidemias não é produtiva cara pálida?

 

Parece que, para o AA, "inovação tecnológica", "produtividade", "desenvolvimento científico" não dependem de estudos e de pesquisas? O que interessa é só o dono do capital?

De onde o grande capitalista irá buscar informações, dados e material para melhorar seus negócios? Ou essas informações, dados e materiais estarão disponíveis "logo ali na esquina"?

Alguém tem que pesquisar e as idéias que provocam as pesquisas normalmente vêm de quem pensa e vive no ambiente de pesquisa. Uma coisa puxa a outra, não é mesmo?

 

Finalmente vc apareceu, AA! Por onde andavas?


Esses servidores estão enlouquecidos! Só falam despautérios, perderam o foco da greve e ainda lutam por maior autonomia.


Não tem mais como negociar com eles... Entra ano e sai ano sempre rola uma greve de professores universitários.


E o pior é que estão raivosos, não aceitam argumentação contrária de jeito nenhum. Tudo que dissermos eles rebaterão com "vc tem inveja".


A premissa deles é: se vc for contra nossas opiniões é um invejoso.


Assim não dá...

 

Abelha... você falando em premissas equivocadas e falta de argumentos?

Pelo que vi, a única coisa que vc fez hoje por aqui foi provocação barata em relação aos servidores e à situação dos grevistas.

  

 

Vânia, talvez seja pq vc só tenha olhos pra ler e provocar o que te interessa, certo?


Diante dos inúmeros comentários que posto há dias vc só se digna a comentar este?


Assim é procurar o caminho mais fácil, bem típico de grevistas... de onde vem a verdadeira provocação barata ao povo brasileiro.


Só faltou finalizar com a premissa mór: "vc tem inveja!"

 

Histórico:

http://www.advivo.com.br/user/12437/posts

 

mimimi....buáaaa... sou uma grevista revoltada! ninguém me compreende, só a minha gangue!


A justiceira da foto é daquelas que qdo briga tira a bola dos amiguinhos?


Bastou uma única discordância pra me excluir dos amigos? Fui lá confirmar a justiça sagaz e, nossa, vc me excluiu... magoei, nem vou dormir esta noite... :O)


Esses grevistas são uns folgados mesmo! e em todos os sentidos....kkkkkk


Ó pra vc, emburradinha manhosa: booooo! tb não brinco mais....kkkkkk


 

 

É inacreditável a desinformação, o preconceito e diria mesmo a má-fé demonstrados por alguns comentaristas. Uma das reivindicaçoes do movimento docente é justamente que o governo reserve já os 10% para a educação, nível a que prentende chegar apenas em 2021. Isso obviamente inclui o ensino fundamental. Mas sabemos que a maior parte do ensino básico está sob a responsabilidade de estados e municípios. Além disso, para quem não, sabe ou finge não saber, existe a carreira de ensino básico e médio, escolas técnicas, dentro das universidades, a EBTT. Quem se arvora a julgar um movimento legítimo e justo como o dos professores de universidades federais, deveria se informar melhor. Autonomia universitária não existe apenas no Brasil e muitos concordam que é muito melhor preservar a autonomia financeira e administrativa das universidades (até o Banco Mundial recomenda isso) do que entregar áreas estratégicas para o desenvolvimento de um país a projetos vinculados ao mundo privado, que se direciona para o lucro particular e nao para o bem comum. O governo precisa acordar e terminar o que comecou, porque o REUNI é um programa mal implantado e que precisa ser finalizado antes de se iniciar outro programa de expansao. Do jeito que está, com o governo intransigente e indiferente aos clamores por melhores condicoes de trabalho e uma carreira digna, novas greves virão. 

 

http://www.gazetadopovo.com.br/vidapublica/conteudo.phtml?id=1276214&tit...

Essa é a maravilha da autonomia financeira das universidades federais

Nem os maiores mestres de Yale e Princeton ganham isso mas eu incido no pecado da desinformação, que causa mais justa, esses reis do contracheque tambem vão ter aumento

e não me venham dizer que os grevistas não concordam com isso, em nenhum  momento o movimento sindical reclamou dessas aberrações salariais.

 

Usando exemplos pincados de forma desleal, voce apenas confirma o meu argumento da má-fé. Exemplos como este existem em diversas áreas profissionais. A própria reportagem diz "trata-se de valores pagos em decorrência de acertos de meses anteriores, exercícios anteriores ou decisões judiciais". Se sao pagos regularmente ou nao, se tais decisoes judiciais sao justificáveis ou nao, isso nao entra em discussao para o "nobre colega". Que aprioristicamente condena qualquer movimento reivindicatório que confronte minimamente uma ideologia nociva ao ensino público e gratuito. Dizer que concordamos com qualquer vantagem indevida, se houver, apenas porque nao leu nada em contrário por parte do movimento é segue tal lógica desonesta. Sem mais.