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Homofobia em Uganda

Por LuDiasBh

NASSA

Peço o seu apoio nesta campanha.

Abraços,

lu

URGENTE: UGANDA QUER APROVAR PENA DE MORTE PARA GAYS E SIMPATIZANTES

Caros amigos e leitores

Quando pensamos que a crueldade no mundo não possui mais o que mostrar, deparamo-nos com leis, que nos levam ao tempo da Inquisição, à Idade das Trevas.

O governo ugandense, composto por extremistas, tem uma proposta de lei que leva os gays à execução sumária (pena de morte) e os “cúmplices” (quem se postar ao lado deles) à prisão.

Vários humanistas, nas mais diferentes partes do mundo, estão lutando para levantar o maior número possível de apoio à causa, que é derrubar tal proposta de lei. Em duas semanas, quase meio milhão de pessoas já assinaram a petição encaminhada (ver abaixo e assinar).

Se aprovada, tal lei levará a execuções em massa, banhando o país numa carnificina jamais vista. E, se estenderá por todos os países da África (governados por extremistas islâmicos), como num efeito dominó.

O próprio movimento humanitário ugandense, que se colocou contra essa lei e, por isso, já se encontra na mira das execuções e prisões.

Por mais que a homofobia esteja presente em Uganda, tanto quanto em qualquer outro país, a noção de direitos humanos básicos também está, e esta lei é, originalmente, uma afronta aos direitos humanos.

A noção de que todos nós somos iguais, independente da nacionalidade, religião ou orientação sexual está no centro do argumento da oposição a essa lei. É isso que vem motivando milhares de pessoas a apoiarem esta campanha. A petição já foi enviada a governos doadores e será apresentada ao parlamento da Uganda na semana que vem. A campanha uniu líderes religiosos, grupos gays e militantes de direitos humanos na Uganda e em todo o mundo, para lutarem por justiça. Agora une os homens e mulheres de boa vontade em todo o mundo. Seja você um deles.

Os ugandenses, na linha de frente, estão fazendo tudo que podem. Nosso apoio — recursos que nos custam tão pouco — podem fazer toda a diferença para eles.

Doe, ainda que seja uma pequena quantia. Ela fará a diferença tanto hoje, como no futuro da humanidade.

Se nós ajudarmos, será possível lançar campanhas de rádio, anúncios de jornal e campanhas de outdoors, para mostrar a milhões de ugandenses a verdade e sensibilizá-los, para a necessidade de proteger os direitos humanos.

Além de assinar a lista de apoio ao movimento (ver abaixo), faça, também, uma doação, pelos direitos humanos na Uganda. Vamos fazer uma corrente pela vida. Repassem este artigo a seus parentes e amigos. Acompanhe o andamento dos fatos no blog http://www.almacarioca.net

Vamos tornar a causa deles nossa, também.

Com esperança,

LuDiasBH (e todos os que se juntaram na campanha)

Se você ainda não assinou a petição contra esta lei, clique no link:

http://www.avaaz.org/po/uganda_rights/?fr

Para depositar

https://secure.avaaz.org/po/ugandan_voices/?vl

Leia mais:

Lei que prevê morte para gays em Uganda pode gerar ‘efeito dominó’ na África:

http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1486041-5602,00.html

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+147 comentários

na minha opinião a opção sexual a totalmente exclusiva a pessoa eu não sou contra eu adoro os gays me dou bem com eles para caramba.

 

na minha opinião a opção sexual a totalmente exclusiva ao ser eu não sou contra eu adoro os gays me dou bem com eles para caramba.

 

na minha opinião a opção sexual a totalmente exclusiva ao ser eu não sou contra eu adoro os gays me dou bem com eles para caramba.

 

GUNTER

Concordo plenamente com você.
Acato a sua sugestão.
Muitas vezes uma palavra mal colocada faz toda a diferença.

Muito obrigada!

Lu

 

IVAN

Você está correto.
Não se trata de diferenças culturais, mas de assassinatos.

Abraços,

lu

 

FERNANDO

Concordo com você!
Qualquer forma de crime contra a vida deve ser combatido.

Abraços,
lu

 

Desculpe Yamanu B. se sua resposta e para mim, nao estou entendendo, porque nem li o que voce escreveu antes.O meu comentario sobre a eloquente oratoria dos pastores nao foi para voce,foi para quem falou sobre pastores(acho que nao foi o seu caso), so que saiu no lugar errado.Quanto ao que me referi, e problema de todos nos sim. Se nao tomarmos uma posicao no futuro voce vera. Se voce me conhecesse, veria o quanto esta sendo injusto comigo, porque embora eu nao seja gay, meus melhores amigos o sao, e eu os amo muito. Gostaria de ter ido direto ao ponto com voce tambem, pra te poupar tempo, mas nao deu. Boa sorte,e tudo, mas tudo mesmo de bom para voce. Um abraco afetuoso.

 

Claro, Ricardo. Percebo que temos a mesma visão.

Em algumas questões na verdade eu não respondo ao comentarista anterior, eu tento expandir com mais argumentos para que outros que vierem a ler tenham outras informações também.

Não sei se partilha desta opinião aqui: não houve na verdade nenhuma sociedade que rompeu com a maior parte de seus preconceitos sem se livrar do machismo antes.

Grande abraço.

 

è preciso, antes de mais nada expandir o conceito de Direitos Humanos, respeitando, segundo o estruturalismo de Levy Strauss, as diferentes formas de civilização. Se para nós, ocidentais, a prática do homossexualismo é tolerada, dee-se sobretaudo aos aspectos culturais da nossa formação. O que não podemos fazer é impor os nossos hábitos, os nossos costumes, aos demais povos. Sendo assim, condenar a decisão de Uganda é antes de mais nada uma postura arrogante e persunçosa, na medida em que estabelecemos uma escala de valores em uma medida que cabe exclusivamente a eles. No caso, uma posição mediadora seria permitir que os homossexuais possam deixar livremente o país e optarem por locais onde sejam aceitos. Desta forma, a cultura e autonomina ugandesa seriam preservados e os homossexuais se sentiriam mais aliviados.

 

E quem disse que os gays não podem constituir uma família com base no amor e que se junte às famílias héteros para estabelecer as fundações de uma sociedade? Eu hein...

 

" o problema é seu, e não dos gays."

direto ao ponto...

 

Pior do que isto somente a vista grossa que Kassab e Serra fazem para a situação de penúria da spessoas que vivem em São Paulo. Não foi Lula que colocou chapisco e molhou colchões da população de rua. Vc acha isto bom?? Antes de falar de crueldade olhe para São Paulo.

 

Tem um pastor desse tipo, numa igreja defronte a minha casa, ele invade toda a minha casa com eloquencia horatoria desse tipo" a plenos pulmoes, gritos e tudo com o alto falante ligado", sem contar os ensaios musicais interminaveis e varias vezes durante a semana e nos fins de semana tambem. Oh como eu gostaria que ele explodisse! Os vizinhos se calam, "Medo de serem amaldicoados talvez",o preco dos imoveis vao la pra baixo, porque, bem todos queremos paz na nossa casa. Como as leis ,ah voces sabem como funcionam as leis, entao ficamos a merce desse tipo de coisas. Ja ouvi dizer que eles nao pagam IPTU nem imposto de renda. Acho um absurdo!

 

Gunter, meu exemplo tem endereço: ele se destina aos comentaristas machistas que estão por aí. Eu sei que havia muitas restrições, inclusive por serem sociedades patriarcais, as mulheres tinham seus direitos bastante restritos. Os tempos são outros, mas o preconceito é uma praga da qual não conseguimos nos livrar, em vários aspectos: raça, classe social, obesos, religião etc. Diariamente precisamos lutar contra isso, mesmo porque não somos perfeitos e não estamos livres de cometer atos preconceituosos. Abraço

 

Uganda é um país governado por pentecostais cristãos e tem 84% de população cristã.

O que estão fazendo é a aplicação literal daquele livro de horrores e de intolerância chamado bíblia:

Levítico 20:13
“Quando também um homem se deitar com outro homem, como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue será sobre eles”.

 

Caro Romério
Impossível, isso não acontece nos EUA, somente em Cuba, Irã etc, que tal se informar melhor? ehehe
Saudações

 

Nenhum nenhum, 'magina né? Por que não propomos por aqui mesmo a introdução da pena de morte? Há chances da maioria votar a favor, de tão assustadas que as pessoas ficam quando manipuladas com o desconhecimento.

Ou, então, por que não obrigar a todas as pessoas que "optem" por uma determinada religião? A Igreja Católica hoje é antenada com os direitos humanos, em alguns países faz mesmo muito por eles, mas quando mesmo é que ela abandonou o discurso, primeiro de defesa e depois indiferente, em relação à escravidão? Um plebiscito em 1888 daria qual resultado?

Nos anos 50 era praticada a lobotomia nos Estados Unidos. E hoje, por vontade da maioria, é utilizada a castração química e se trata do único país desenvolvido onde o porte de armas é praticamente livre e a pena de morte é regularmente aplicada. (Aliás, o único país do mundo onde a pena de morte foi introduzida após ter sido abolida) Seriam bons exemplos de como a maioria pode decidir por coisas equivocadas?

A Turquia e a África do Sul são, contudo, exemplos de como às vezes pressões internacionais dão algum resultado.

O plebiscito que na Suíça reconheceu o direito de voto às mulheres em 1971 foi amplamente aceito. Já o que proibiu a construção de minaretes em 2010 foi questionado. Qual a diferença?

A consagração da liberdade, inclusive a de se teclar qualquer birutice em comentários de blogs, depende de seu constante reconhecimento e engrandecimento, e não da sua supressão, mesmo que algum maluco seja capaz de convencer as “massas” de algum desatino. Vindas de algum religioso ou líder carismático podem ser muito perigosas, mas felizmente proposições assim são absolutamente minoritárias.

A "maioria civil" tem legitimidade inequívoca, portanto, apenas para pressionar por reconhecimento e concessão de direitos (exemplo: por eleições diretas, por voto feminino, por direitos trabalhistas). Somente deve ser submetido a plebiscitos o sancionamento de maior liberdade e justiça, não seu oposto. (E direito à vida é indiscutível.) Se as massas são lentas nesse processo de pressão, cabe à sociedade civil organizada nas classes política e jurídica, se antecipar e promover a modernização da sociedade por legislação considerada constitucional e aprovada em congressos.

Ainda que em situações excepcionais, como guerras, possa acontecer que um Estado faça algumas restrições de comunicações ou atuação política, regressão de direitos, particularmente de minorias, não devem ser levados nunca a plebiscito. Somente o Estado pode (mas não deve) retroagir em direitos. Ambos, a sociedade e o Estado, que a representa, devem avançar em direitos na medida de sua razoabilidade e exequibilidade.

Vamos lembrar de como foi nos países católicos dos anos 60 a 80 a luta pelo direito ao divórcio. Com a influência da Igreja Católica de então um plebiscito a favor dificilmente passaria. Ok, o direito não existia e não seria concedido, a demanda por ele continuaria latente. Daí surgem dois caminhos: a classe política reconhece (e se antecipa nisso em relação à sociedade) os direitos de uma minoria ou, então, se espera que o próprio amadurecimento da sociedade pressione por esse reconhecimento. Mas não passa pela cabeça de ninguém propor um plebiscito para se retroceder em um direito.

 

Désirée, absurdo sem dúvida tudo isso é. O mais chocante são os pontos de aberrante retrocesso, como Inquisição, colonizações, totalitarismos e fundamentalismos. Guerras em geral, claro.

Mas, de modo geral, há boas razões para ser otimista em relação à humanidade.

Esses costumes arcaicos não são recentes. E certamente já foi tudo muito pior. É só lembrar da vastidão que o escravagismo e o feudalismo chegaram a alcançar. Urbanização e alfabetização em geral ajudam. E há não muitas décadas nem havia ongs ou foros para sequer se denunciar, por mais inócuo que no início pareça.

Mas a roda da história não gira se não tiver alguém pra empurrar. Se os órgãos internacionais não conseguem sucesso, não desanimemos. Façamos o que for possível por aqui mesmo. Ainda há costumes obtusos por aqui... (só por exemplo, o costume em algumas regiões de se fazer "leilão de virgindade")

Quanto mais os países ocidentais se aprimorarem, melhor. Uma hora ou outra estudantes ou trabalhadores de outros lugares acabam vivenciando isso, incorporam algo e isso pode ser uma semente de modernização.

(Não acho a "democracia partidária" assim a "última bolacha do pacote", mas de qualquer modo serve de exemplo de como um valor positivo ocidental acabou se disseminando, por imitação, por todo o mundo e reduzindo o impacto de estruturas mais arcaicas.)

Pensa só nas sociedades machistas latino-americanas ou asiáticas. Dos anos 60 para cá em um punhado delas mulheres foram eleitas.

Devagarinho se chega ao longe.

 

Condenar alguém à morte por orientação sexual não é homofobia? Converse com algum amigo ou parente gay ou lésbica para conhecer outra opinião.

Ser gay não é opção. Alguém realmente acredita que uma pessoa optaria por ser continuamente discriminado da adolescência à velhice? Ou optaria por ser condenado eternamente a esconder demonstrações de afeto? Ou arriscaria ser discriminado pelos próprios pais? Ninguém pode é ser tão ilógico em acreditar nisso.

A única coisa que gays e lésbicas conseguem optar é por se esconder ou não. Por se reprimir ou não. Eu nasci homossexual e não tenho a menor dúvida disso. Por sorte isso aconteceu em uma sociedade urbana, ocidental, contemporânea, onde é possível viver sem maiores contratempos a não ser algumas injustiças da legislação ou preconceitos aqui e ali que serão resolvidos a seu tempo. O incrível é em 2010 ainda estarmos discutindo isso, mas enfim...

Até imagino que não se trate de cromossomo. Mas creio ser biológico sim, tanto que quando um gêmeo univitelino é gay o outro frequentemente também o é. A explicação mais comumente aceita (embora ainda em pesquisas muito recentes que poderão ser revistas) é ligada a descargas hormonais durante a gravidez. Não vou me alongar nisso, quem quiser pesquise, e nem julgo relevante essa discussão. De qualquer modo, a homossexualidade não parece ser hereditária, posto que nascem gays em todas as sociedades, em todos os tempos, nas mais repressoras das sociedades, mesmo após as fogueiras. Se não for, então, natural é de uma teimosia digna de reconhecimento.

De qualquer modo, quer seja biológico ou não, isso não altera nada os direitos civis. Não me interessa se alguém gosta ou não de minha orientação, desde que isso não afete direitos de pensão, herança, seguro, trabalho, educação, etc. E no momento, no Brasil, todos esses direitos estão ainda prejudicados. Não se pode, então, simplesmente discordar de direitos por não gostar das escolhas de quem os requer.

É claro que homofobia é uma coisa distinta do simples preconceito. Os crimes de ódio, entre outras coisas, os diferenciam e muito. Não há ingenuidade que leve a essa confusão.

Mas, na prática, é um ambiente tolerante com a permissividade na expressão de preconceitos que pode levar a que algumas pessoas irracionais se sintam impunes para cometer excessos. Há apenas 4 anos eu tive um conhecido atacado por neonazistas por sair sozinho de um bar. Nem se deram ao trabalho de simular roubo, mas ele foi parar no hospital e teve dificuldade em que um delegado depois aceitasse registrar ocorrência (numa das capitais muito citadas ontem como “melhor lugar para se viver”.) Fatos assim ainda são relativamente corriqueiros e a sociedade é muito passiva a respeito (como também o é em relação a outras coisas.)

É por isso, portanto, que algumas práticas do discurso politicamente correto são válidas, ainda que às vezes pareça simples chatice. Eu acho normal piadas, acho que rir de si mesmo é sinal de sanidade mental, que a história roda inequivocamente para a direção da justiça e da liberdade. Mas um pouco de bater bumbo ajuda ao bom senso prevalecer um pouco antes. Se nunca falarmos nada aí que esse negócio se arrasta mesmo.

Não precisamos nos transportar para mundos distantes, como a África Central ou Oriente Médio. Há não mais que 25 anos atrás eu ouvia com freqüência colegas de trabalho ou de faculdade se manifestarem em almoços, reuniões e situações assim que, por eles, os gays poderiam morrer, que seriam “sem-vergonha”, etc. Até a AIDS em uma época foi alcunhada de peste gay. Havia quem achasse isso um castigo divino, para se ter idéia. É só lembrar do que se falava de Rock Hudson ou Cazuza.

 

8) Rafael Correa también és culpable!!

 

Não. Não sou nem um pouco obrigado a concordar com isso, muito pelo contrário. Nem pretendo convencê-lo, mas deixar registrado o contraditório caso alguém venha a ler.

Tolerância, conhecimento, informação, modernidade é que são palavras associáveis a educação e bom-senso.

Repressão infundada é apenas repressão, nada que se deva referendar.

Se algum dia você ver dois homens ou duas mulheres se beijando, haja com naturalidade sem mostrar o mais mínimo desconforto. Polidez é isso. Ou será assim, mesmo para quem não gostar. Daqui umas duas gerações esse ponto "já era".

Eu não gosto dessa moda ("sagger") de mostrar parte da cueca. Nem jamais pintaria minhas sobrancelhas de verde. Mas se alguém aparece para falar comigo assim, se falar bom dia, por favor, etc., faço de conta que não notei e pronto.

O que esse pastor fala é apenas manipulação midiática e se você acredita, ou sobretudo se admira o que ele fala, terá apenas maior dificuldade para compreender o mundo. Pelo visto você parou no 2º minuto do vídeo, a deputada Iara no restante é que fala coisa com coisa. Você nem leu a lei da qual ele se refere mentindo.

Não falamos de missas ou cultos. Imagine se alguém se preocupa com o que se passa dentro de uma igreja.

Mas a contradição dos preconceituosos é uma coisa flagrante.

Casais hétero, por exemplo, se "amassam" em shoppings e dão beijos de língua dignos de cinema pornô, mas, se eu simplesmente segurar na mão do meu companheiro, no mínimo vai juntar um grupo nos olhando como se estivéssemos em um zoológico.

E isso se não aparecer algum biruta querendo filmar no celular ou ligar para a polícia denunciando um pretenso atentado ao pudor. Pra evitar esse tipo de demência é que é necessária a lei PLC 122/2006. Ninguém vai querer saber que somos dois inofensivos senhores juntos há 25 anos.

Moralistas em geral adoram também citar que sexo foi feito para reprodução. Esse é o argumento "naturalista". Pois bem, gostaria de conhecer algum casal hétero que seguisse esse princípio ao pé da letra.

 

Há causas e causas, algumas mais urgentes que outras. Se for mesmo verdade que essa legislação deletéria citada no post existe por influência de grupos externos à Uganda, pode bem ser que uma outra influência externa ajude. Impedir isso é prioridade. E que não se caia no preconceito de ser anti-alguma-religião para isso.

Os outros problemas já são históricos. Voltemo-nos a eles o quanto antes, mas em outra oportunidade. (Nem que seja amanhã de manhã...)

Tem dias que baixa o santo do politicamente correto, faz parte...

Fernando, certamente devemos lembrar que os nazi-fascistas mataram os comunistas, os judeus, os ciganos, os militares poloneses e os gays (estes, na hierarquia maluca dos nazis, o ponto mais baixo.)

Sempre temos que lembrar disso para algo similar não mais ocorra.

Mas meu melhor amigo é judeu alemão, com primos sobreviventes do holocausto ainda morando lá, e não é que ele tirou passaporte? O avô dele lutou pelos alemães na 1a. guerra.

Os alemães eram um povo amedrontado durante o período nazista, dificilmente alguém ousaria tentar escapar àquela máquina de moer consciências.

Em um certo sentido os estadunidenses ajudaram muito na recuperação dos valores da liberdade, tanto que foram muito populares por lá até as besteiradas de Vietnã em diante. Ou pelo menos até Bush em diante. Em uma pesquisa de 2009 Obama tinha 80% das preferências dos alemães, caso estes pudessem influenciar na eleição dos EEUU.

Meu pai foi preso pelos americanos na França mas em geral foi bem tratado (tanto que nasci hehe). Só que nunca conseguiu voltar à Alemanha. Meu avô, que era um pequeno produtor rural foi preso pelos russos e morreu em um campo na Polônia. Meus primos tiveram a casa expropriada e viveram um tempo em acampamentos.

Alemães, enquanto povo, também foram vítimas, portanto. E em geral carregam um sentimento de culpa atemporal, nunca será possível esquecer da responsabilidade coletiva da omissão. Mas por isso mesmo não acho muito certo generalizar. Quando for possível usar um termo mais específico, melhor.

Quanto ao racismo enrustido brasileiro concordo plenamente.

 

Seu Ariosto, eu li perfeitamente sua mensagem, entendi exatamente o que você disse e continuo retrucando do mesmo modo. Se quiser, ainda que discordando, entender o que eu retruquei, releia meu post com os olhos abertos (ou o coração, quem sabe?). Ou melhor, leia os posts logo abaixo, do Gunter, Yamãnu B., e da Ana Lucia, que dizem mais ou menos a mesma coisa que eu, só que mais bem escritos.
Todos temos direito às nossas opiniões, você tem as suas, e em momento algum eu tentei CENSURA-LO, somente discordei profundamente, algo que também temos todos o direito de fazer. E continuo discordando.

 

Ei, LuDias, legal.

A tua matéria foi sensacional, igual a tua sensibilidade.

E provocou muita discussão, de onde sai, realmente, a luz da verdade.

Aprendi muito, lendo a tua matéria e todos os comentários.

Parabéns.

 

Rabinos ultra-ortodoxos, que acham que a existência de Israel é um crime contra o Judaísmo, entregam a Ahmadinejad um troféu por ser o líder mundial com a mais exemplar compreensão da diferença entre a religião judaica e o sionismo - que eles igualmente condenam.

Com direito a muitos beijos e abraços, pois ali todos só querem o cumprimento da Lei de Deus.

President Ahmadinejad Meets Neturei Karta Rabbis - 9/24/2007

 

Oi Ricardo, é sempre bom receber solidariedade de simpatizantes. Você tem toda a razão quando fala de diferenças, inocência, justiça.

Mas acho que o mundo clássico não era o país das maravilhas. :)

Em Roma havia restrições em relação à prática entre homens livres (um dos parceiros deveria ser escravo ou prostituto, de preferência.) Ainda que Cláudio fosse famoso por ser o único César exclusivamente hétero, não houve assim um oposto. Até Calígula era bissexual. Então não era como no nosso mundo atual. Os papéis sociais eram heteronormativos em geral.

(Se Adriano foi exceção, não sei dizer, o livro da Yourcenar parei duas vezes no meio... :) )

Na Grécia acho que só uma cidade-estado usava isso dos "casais" (talvez Esparta). Em geral não havia uniões homoafetivas e alguns filósofos eram discriminados por não se reproduzirem. Foi, creio, uma sociedade ainda mais machista que Roma. ("Os Rapazes" de Foucault é um texto curto e bem esclarecedor.)

Até Alexandre precisou casar... Mesmo imperadores se submetiam às expectativas dos sacerdotes e das aristocracias. Eduardo II no século XIII também foi casado, meio que a contragosto, para atender à nobreza.

Tanto na Grécia clássica como no Islã atual a homossexualidade é, em geral, praticada em um contexto de transmissão do patriarcalismo de uma geração para a outra. O ponto em comum dessas sociedades é que mulheres são/foram algo interditadas para o convívio social pleno. O mesmo provavelmente é válido para as relações cavaleiros-valetes na idade média, samurais-pajens, etc.

Os exemplos históricos de homossexualidade socialmente aceita geralmente são intergeneracionais e desde que o parceiro mais velho aceitasse manter o status quo de provedor/reprodutor também em uma família patriarcal convencional.

A homoafetividade como vivemos hoje em dia, pessoas de mais ou menos a mesma idade, do mesmo gênero, se amando, possivelmente sempre existiu sim. Mas nunca pôde ser oficializada (e durante a Inquisição foi alvo de denuncismo.)

Do mesmo modo que relações heterossexuais fundamentadas na afeição mútua também não eram norma. A regra, tanto no ocidente como no oriente, em quase todas as religiões dominantes, era o casamento indissolúvel por conveniência (tão inseparáveis deviam ser os casamentos que em alguns casos mulheres da Índia eram sacrificadas quando o marido morria...)

E vai dizer pra alguém, até poucas décadas atrás mas também hoje, que você não quer ter filhos... Ou que quer se divorciar... Ou que quer casar com uma pessoa muito mais velha, ou quer fazer uma produção independente, etc... Preconceito é uma coisa, lei é outra. Todos os demais casos "libertários" em relação ao convencionalismo já são protegidos e previstos por lei. Mas a homoafetividade ainda falta.

O que eu acho que os homossexuais buscam hoje em dia não é, portanto, direito à prática sexual (é claro que em alguns países mais socialmente atrasados talvez até isso seja negado.) Certamente nas sociedades ocidentais modernas não há muitas restrições para gays e lésbicas se encontrarem (do mesmo modo que não há restrições maiores para os casais hétero praticarem em sua intimidade uma grande variedade de práticas não-reprodutivas, que no entanto às vezes são usadas como argumento contrário ás uniões homoafetivas.)

Mas, quando se fala em parceria civil, o simples direito de oficializar a unidade familiar constituída com base na afeição mútua (nada mais "família" portanto), o qual não custa um centavo à sociedade, aí os céus caem à terra....

 

Olá Nassif, Lu Dias e todos os que não me lembro.
Lu, já assinei e distribuí os e-mails.
Abraços a todos

 

LuDiasBH,
Uai, semo quási vizim, sô!
Ieu tô aqui em JF. Pertim.
Iscrivinhei arrespondeno nhá AnaLúcia, logo aí incima.
Acho cocê vai mintendê.
Óia lá.
Prazê,

 

Aff!! AnaLúcia, desculpe!
Eu só tentavai interpretar o pensamento do pastor Silas Malafaia, que muito admiro pela eloquência da oratória.
Quanto a mim, acho que tudo tem limites. O comportamento de cada um, seja hétero ou homo, sempre deve respeitar convenções e lugares. Questão de educação e de bom-senso.
Imagine um casal hétero em pleno amasso durante a missa! - é por aí...
Tô desculpado?

 

vou fingir que não li!!!!

 

Repare, um quintal não deixa de sê-lo por ser "ocidental". Menos mal que nas "democracias" não costuma mais ser aplicada a pena de morte e barbaridades quetais, mas mesquinharia e preconceito são que nem carrapato.

Será necessária uma nova onda iluminista ou um novo renascimento para pô-los de lado? Vai saber... Creio que não, pelo menos assim espero.

As matérias abaixo são positivas, mas veja-se o conteúdo dos cartazes nas fotos. São grupos assim os primeiros a querer que os gays ajudem a "malhar" o Irã, sem olhar para seus próprios quintais...

Em Portugal (o grupo "católicos em defesa da família"): "Gays não são homens, não são nada"

Em Nova Iorque (dos "judeus pela moralidade") : "União gay - uma rebelião contra o Todo-Poderoso"

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4118135-EI8141,00-Judeu...

http://circuloteologico.blogspot.com/2010/01/portugal-aprova-casamento-g...

 

Ivan, posso até estar equivocado. Mas Ahamadinejad perpetra alguma guerra. Quem está em Guerra é o Governo Americano. O Povo do norte já tá de saco cheio deste Barak Obama, que não honra o q

 

São o bom senso, o amor, a justiça e o respeito á liberdade das pessoas, humanamente iguais em suas diferenças, as bases da sociedade. Famílias são consequência e há mais de um modo de constituí-las.

E essa entrevista desse pastor é um exemplo de como desinformar e manipular a opinião pública com vistas a um interesse. Uma coisa bem "PIG". Ok?

Pra mim é até difícil crer que vamos votar nos mesmos candidatos no dia 03-out. Aff!

Tadinho do Kassab. Eu também não gosto da gestão dele. Ele já fez besteira em 2007, ao vetar o PL 440/2001 (do município).

Mas Kasab acertou uma!

Saiu em um monte de lugares, mas escolhi a publicação no R7 :)

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/travestis-e-transexuais-podem-...

 

Vovê é um mentiroso. O que Ahmadinejadh prega são os Judeus alinhados como o Governo Americano. Nem todo Judeu defende a política do Estado Israelense.

 

Outra coisa. O que Ahmadinejad defende é que a Alemanha ceda parte do seu território para a formação do Estado de Israel. É isso que Ahmadinejad defende. Também neste ponto estou inteiramente de acordo com ele.
Os judeus sempre foram um povo nômade. Os judeus nunca tivem um território. Daí a razão pela qual eles enfiaram no texto bíblico essa história de terra prometida. Então, de repente, expulsão os palestinos de suas próprias terras para que nelas fosse formado o Estado de Israel. Alguém aqui acha que os palestinos algum dia vão aceitar o que fizeram com eles?
Ahmadinejad tem razão. Que a Alemanha ceda parte de seu território para os judeus.

 

O holocausto eu também nego. Nunca houve holocausto algum.

 

Eu já disse isso várias vezes. Em Cuba não há presos políticos. Todos os presos políticos de Cuba estão Miami.

Há pouco tempo, a Band fez uma matéria afirmando que na Venezuela também haveria presos políticos. Mais uma mentira despudorada. Presos políticos talvez existam muito nos Estados Unidos, em Guantánamo, onde há pessoas presas inclusive sem acusação formal alguma, nem comum nem política. Foram presas simplesmente porque eram feias ou professavam a fé islâmica.

 

Caros Eduardo e Fernando, sempre do lado da razão e do progresso.

Mas eu vou discordar um pouquinho. É, na verdade, um fla-flu entre pessoas que pensam cientificamente e outras que pensam dogmaticamente. É só lembrar que há poucos meses atrás mais de um achou graça na falta de sensibilidade em associar AIDS com "tucano gay".

Toda vez que aparecem as palavras homo ou gay em um post por aqui, parece que o espírito de Torquemada encosta. Mais à direita? Pode até ser. Mas sem dúvida há reaças na esquerda. E no centro e acima e embaixo e aos lados.

A crença no sexismo e na heteronormatividade é tão arraigada (ainda) que demonstrar desconhecimento a respeito da homoafetividade (entre outras coisas) não é privilégio de nenhuma corrente política. Isso ocorre em todas.

E com machismo não é muito diferente não...

 

Escrevi acessor para ficar em pé de igualdade ao comentador ao qual respondi. Também jamais imaginei que seria corrigido por alguém aqui. Porém suas colocações é que são ridículas, de uma alienação pura. Ou você não viu o Lula dizendo que o rapaz morto em Cuba - por ter sido condenado à cumprir pena de 28 anos por crime de pensamento - deveria ter protocolado uma carta a ele. E acreditar que aquele pilantra do Irã faz jogo politico quando defende a extinção do estado de Israel é bem típico de alguém que costuma ofender qualquer um que não esteja alinhado ao seu pensamento. Bom, para quem acredita em Marco Aurelio Garcia...

 

Ainda indeciso quanto a periculosidade ou não da lei que se pretende aprovada com base nos velhos e escrotos bons costumes, segui lendo os comentários, um a um, até ficar três a dois para os que defendem a punição para homossexualismo. Neste então optei por enfiar uma camisa-de-vênus no meu cérebro e assinar...
sei lá! a lista pode chegar às mãos de algum defensor de costumes puritanos, todos aparentemente de araque, e eu não quero me contaminar com a proximidade
Além do mais, escolha sexual conforme à moral não tem graça nenhuma...
não é escolha, é imposição de quem não sabe o que é gozar

e por falar nisso...uma vez saí com uma puritana e qual não foi minha surpresa ao descobrir que a especialidade dela era a boca.....................ihhhhhhh...chega, chega, chega
assim que ela ajeitou o guardanapo sobre minhas coxas, eu disse qualé, sai dessa e dei partida no carro. Ela mudou muito e estamos juntos até hoje...20 anos? 30? 40? bodas de papel? de migalhas? de bolhas de sabão? de folhas secas? de ferrugem? de estrias perolizadas? de rugas em diamantes? de rubis no umbigo?
responde, danada !!!

 

Lu, ele só está chamando a atenção ao mesmo que eu. Embora você esteja certa em quase tudo, islamismo é uma religião muito pequena em Uganda (5 a 15%). Então, se você trocasse a frase de seu texto de "extremistas islâmicos" para "extremistas religiosos" seria mais adequado...

Vamos lembrar que 20% dos muçulmanos vive em países onde eles são minoria, e muitas vezes sofrem muito por isso. Como exemplo, Bósnia e Kosovo.

 

Porque a preferencia aos islamicos quando se fala de extremismos? É extremista por que é islamico ou é islamico e se tornou extremista por estar acuado por pressões vinda do ocidente?

 

O mundo (ou pelo menos o Brasil) seria melhor se as pessoas buscassem LER o texto das leis que são comentadas, no lugar de simplesmente acreditar no que aparece nos videos do Ratinho postados no YouTube... Informe-se sobre o PLC 122/2006.

De qualquer modo, Uganda não tem nada de teocentrismo. É uma ditadura comum (travestida de democracia mas com fraudes e restrições a atuação livre de partidos), onde a maior religião é a católica romana, a segunda é a anglicana, e, como em outras ditaduras, sempre se busca um ou outro bode expiatório para problemas. Zimbabwe é muito parecido nisso.

Quando os hutus promoveram o massacre contra tutsis no Burundi (300 mil) e em Ruanda (1 MM), não fez parte que ambas as etnias fossem majoritariamente católicas.

Não é todo problema na África que tem raízes religiosas. (Não se trata aqui de Darfur.)

As guerras civis da Espanha (anos 30) e Colômbia (anos 40) provocaram 1 MM de mortos cada uma, em países homogeneamente monoreligiosos.

E a pena de morte para as mais esdrúxulas situações existiu até os anos 70 na maioria dos países europeus.

Então, não vamos misturar religião ou eurocentrismo com essa estória.

Pressões internacionais fazem sentido, sim, do mesmo modo que foram feitas nos anos 80 em relação à África do Sul. E mais recentemente em relação à Turquia. Se surtem efeito é outra coisa, mas às vezes sim.

 

Esbórnia, pouca vergonha e depor contra maus costumes é exibir reacionarismo macartista-falangista.

 

Você tem razão, alguém pode até ter o direito "legal" de expressar (além de somente ter) suas fobias. E é um comportamento ilógico, posto que a fobia afeta principalmente quem a tem.

Provavelmente antiético também, pois impede que progressos mais rápidos possam ser atingidos na direção de um mundo mais fraterno e justo.

Lembra um pouco a época em que os pais amarravam nas costas as mãos de crianças canhotas ou de empresas que não contratavam quem tivesse tatuagem.

 

Fernando eu pensei exatamente a mesma coisa: respondo ou não respondo?

Qual a diferença entre os barbudos se pegando e o casal hétero de 12 anos se beijando (inocentemente, claro) no shopping?

Ou sei lá o que e o que e o que...

Comparar gays e nazistas então doeu bastante... É a mesma coisa o amor e o ódio?

 

Os Aliados não moveram uma palha contra o que os nazistas fizeram com os judeus.

Sabiam dos campos de extermínio e não tomaram nenhuma medida para impedir o seu funcionamento.

Praticamente deixaram os alemães "fazer o serviço", até o fim da guerra.

O Japão colocou os EUA na guerra, e este não foi motivado por causas humanitárias, mas geopolíticas, a também declarar guerra a Alemanha.

Quando perceberam que a Alemanha não só não conseguiria destruir a URSS, como esta venceria a guerra sem a ajuda dos aliados, iniciaram uma corrida com a URSS para chegar primeiro em Berlim.

Antes os heróicos aliados ficaram assistindo passivamente os alemães matarem os judeus e os russos.

 

Eu não canso de me assustar com com o "culturalismo". Justificar barbaridades com base nos costumes é algo que acho absurdamente perigoso. Eu defendo que o homem é um ser universal. Logo sou contra nacionalismos, discriminações e acredito que é possível que tomemos posições à favor de conceitos como o "bem", a "verdade", o "mal", ainda que essas sejam precárias.

Não creio que depois de anos e anos de desenvolvimento dos saberes e das idéias ainda seja dado como natural que nos guiemos por tradições. Creio ainda ser possível estabelecer pontes sem que necessáriamente tenhamos que jogar bombas sobre os outros países. Além do mais, os interesses dos EUA orbitam muito mais em torno de questões econômico-militares do que de "direitos humanos".

 

A deputada Iara é a autora P.L. 5003/2001, que foi reformulado recentemente no Congresso. O que ela fala a partir dos 2:30 é correto (exceto o percentual de gays e lésbicas na população).

O pastor se refere a lei PLC 122/2006 e o que ele fala é manipulação pura, infelizmente nesse caso seguido pela própria CNBB. Não existe isso de criminalizar a crítica. Não há menção em relação a filosofia na lei. Nem há punição prevista na lei. Simplesmente ele está inventando e algumas pessoas acreditam porque aparece na tv.

A lei iguala os homossexuais às minorias religiosas (que seria - por qualquer lógica - muito mais comportamental do que ele fala, posto que homossexuais nascem sim assim.) É isso que incomoda ao pastor.

Muito importante é lembrar que homossexuais são dupla ou triplamente discriminados, pela circunstância que estão presentes em minorias religiosas e em grupos raciais discriminados (majoritários ou não). Enfim, é um dos poucos grupos capaz de ser discriminado dentro da própria família.

O que é o Projeto de Lei da Câmara 122/2006?

O P.L.C. 122/2006 (reformulação do P.L. 5003/2001, de dep. Iara Barnardi – PT-SP) basicamente é a lei que proíbe a discriminação de homossexuais, reconhecendo a existência deste preconceito e que atualizará o conjunto legal já existente. Não cria nenhum direito novo, apenas iguala os homossexuais às demais categorias que já são protegidas, a saber: mulheres, crentes de qualquer religião, pessoas de qualquer etnia, pessoas de qualquer procedência.

Não se trata da parceria civil para uniões homoafetivas, que é objeto de outro P.L., o 1151/1995, de dep. Marta Suplicy – PT -SP, reformulado pelo P.L. 4914/2009, e já considerado constitucional em parecer da Advocacia Geral da União em set./2009. O conjunto de direitos a proteger é outro.

Pelas datas dos projetos de lei vemos que as tramitações tem sido muito demoradas. Ao contrário de outras leis, nesta não há nenhuma criação de custos para a sociedade com a isonomia de direitos. A razão principal para tal atraso parece ser a forte resistência dos setores religiosos conservadores e respectivos apoios no congresso.

Há vários blogs condenando a lei sob o falso pretexto de que ele coibiria a liberdade de prática religiosa. Alguns argumentos são do tipo:

“uma lei que limita a liberdade de comunidades religiosas para agir de acordo com suas crenças”

“as igrejas não poderão se recusar a fazer casamentos de pessoas do mesmo sexo, sendo, inclusive tipificado como crime tal recusa”

“Caso isso se transforme em lei, será considerado crime dizer que a Bíblia condena o homossexualismo”

O processo de manipulação de informação não parece diferir muito daquele se vê na grande imprensa em relação a fatos políticos. Um exemplo é o PNDH-3, quase ninguém leu mas há quem se dedique a distorcer seu conteúdo. E incrivelmente a repercussão das interpretações é maior que a dos documentos originais.

Este projeto em questão ainda está no Senado e não creio que já tenha recebido parecer da A.G.U. quanto a sua constitucionalidade. Infelizmente eu não entendo de Direito e de procedimentos legais, mas acho importante pelo menos ler o projeto de lei antes de usar argumentações de segunda-mão.

Foi o que fiz e não encontrei absolutamente nada que sequer possa se aproximar minimamente de restrição a liberdade religiosa. As manifestações contrárias a essa lei parecem absolutamente infundadas. Ou melhor, fundamentadas em repetição de preconceitos antigos e receios injustificados.

O texto completo da lei pode ser encontrado aqui:

http://www.abglt.org.br/port/projlei5003.html

Acho interessante que pessoas sem interesse direto na lei também a leiam. Assim poderiam verificar que realmente não há nada nela contrário a qualquer prática ou denominação religiosa.

Na minha opinião a lei é boa, importante, e é um passo necessário para se alcançar a isonomia de direitos entre cidadãos brasileiros. Espero, portanto, que os poderes responsáveis pelo respeito à constitucionalidade no Brasil lhe dêem seguimento.

Alguns trechos que julgo relevantes:

Art. 1º Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, definindo os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. Art. 2º A ementa da lei passa vigorar com a seguinte redação:
“Define os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero (NR)”
Art. 3º O artigo 1º, da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 1º Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. (NR)”
(minha obs. : em outras palavras, apenas agregou-se “orientação sexual” aos demais grupos protegidos pela constituição de 1988, posto que homossexuais haviam sido esquecidos naquele momento. Note-se que a proteção da religião permanece intocada. A lei 7716 proíbe a discriminação em relação a várias situações, exemplos a seguir)
“Art. 5º Impedir. recusar ou proibir o ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, aberto ao público;
“Art. 6º Recusar, negar. impedir, preterir, prejudicar retardar ou excluir em qualquer sistema de seleção educacional, recrutamento ou promoção funcional ou profissional.
“Art. 7º Sobretaxar, recusar, preterir ou impedira hospedagem em hotéis, motéis, pensões ou similares;
‘Art. 7º Sobretaxar recusar, preterir ou impedir a locação, a compra, a aquisição, o arrendamento ou empréstimo de bens móveis ou imóveis de qualquer finalidade;
“Art. 8º-A. Impedir ou restringir a expressão e a manifestação de afetividade em locais públicos ou privados abertos ao público, em virtude das características previstas no artigo 1º
(minha obs.: não há em toda a lei absolutamente nenhuma referência a procedimentos religiosos)
“Art. 8º-B. Proibir a livre expressão e manifestação de afetividade do cidadão homossexual, bissexual ou transgênero, sendo estas expressões e manifestações permitidas aos demais cidadãos.
(em outras palavras, imagino que finalmente se poderia manifestar afetividade em público.)
............

Art. 8º Os artigos 16 e 20, da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passam a vigorar com a seguinte redação:
.......
“Art. 20. Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero.
§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica; (NR)”
(Observação: portanto, o que se pretende criminalizar com o projeto de lei é o mesmo tipo de comportamento violento ou ofensivo que já é criminalizado em relação a outras manifestações de preconceito.)
“Art. 20-B. A interpretação dos dispositivos dessa lei e de iodos os instrumentos normativos de proteção do direitos de igualdade, de oportunidade e de tratamento, atenderá ao princípio da mais ampla proteção dos direitos humanos.
§ 1º Nesse intuito, serão observados, além dos princípios e direitos previstos nessa lei, todas disposições decorrentes de tratados ou convenções internacionais das quais o Brasil seja signatário, da legislação interna e das disposições administrativas.
§ 2º Para fins de interpretação e aplicação dessa lei, serão observadas, sempre que mais benéficas em favor da luta antidiscriminatória, as diretrizes traçadas pelas Cortes Internacionais de Direitos Humanos, devidamente reconhecidas pelo Brasil.”
...........
Art.12. Esta lei entrará vigor na data de sua publicação.

Sala da Comissão, 3 de agosto de 2005.— Deputado Antonio Carlos Biscaia Presidente.

Não é nada disso. Tem havido muita informação falaciosa sendo divulgada pela internet, com interesses difíceis de determinar.

Hoje a lei 7719/89 regulamenta o disposto na constituição, que diz que pode ser penalizado o preconceito em relação aos seguintes pontos:

raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero.

Basicamente essa lei diz que não se pode agir violentamente, agredir ou ofender pessoas de outra raça, credo ou origem.

Infelizmente, na relação final da Constituição de 1988 a orientação sexual foi excluída, mas havia deputados que defendiam sua inclusão nessa lista já naquela ocasião.

O Projeto de Lei da Câmara 122/2006 que está sendo combatido na internet através de blogs, inclusive da CNBB, prevê que se incluam os homossexuais na lista, buscando, portanto, corrigir esse esquecimento. A redação passaria a ser a seguinte:

Art. 3º O artigo 1º, da Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 1º Serão punidos, na forma desta lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional, gênero, sexo, orientação sexual e identidade de gênero. (NR)”

Note-se que a proteção a denominações religiosas minoritárias permanecerá no texto.

Só pode ter receio da lei quem já estiver com a intenção de praticar agressão.

O que está disposto como penalizável:

"§ 5º O disposto neste artigo envolve a prática de qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidatória ou vexatória, de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica;"

Imagino que quem conta piada de gay não irá parar na cadeia, do mesmo modo que hoje não vai quem conta piada de loura.

Apesar disso, a lei está sendo ardorosamente combatida. Até em uma recente enquete no site do Senado colocaram uma máquina "troll" para gerar votos negativos.

Mais sobre as dificuldades de passar leis e alguns dos argumentos falaciosos que frequentemente são usados em contra pode ser lido em:

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/02/02/a-discriminacao-contra...

 

lamentável mesmo!!!