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Ingressos da Copa custarão em média R$ 380

Por Sidney Braga

Não é uma noticia oficial, nem mesmo um chute. Apenas uma estimativa baseada na dica que a FIFA deu hoje.

A FIFA sempre fez questão de manter como um mistério o preço dos ingressos pra Copa 2014, porém deixou escapar uma informação importante que, num simples exercício matemático, pode indicar o preço médio dos ingressos para o torneio.

O prejuízo estimado pela FIFA para as meias entradas seria por volta de KR$180.000,00 (cento e oitenta milhões de reais).

A Copa na África do Sul em 2010 teve um público médio de 49.670 pessoas. Este número não foge muito da capacidade dos estádios brasileiros selecionados para a Copa, que varia de 40 a 70 mil lugares. Logo, podemos utilizar como base a média da Copa na África para uma estimativa aceitável.

São 48 jogos na primeira fase, 8 nas oitavas, 4 nas quartas, 2 nas semi-finais e 2 nas partidas finais, totalizando 64 jogos na configuração atual da Copa do Mundo. Portanto, podemos estimar que o público da Copa 2014 será de aproximadamente 3.179.000 (três milhões, cento e 179 mil pessoas).

Se 30% dos ingressos são meia entrada, podemos considerar, então, que 954 mil ingressos serão comercializados com o desconto de 50%. Logo, dividindo o prejuízo estimado pela FIFA por essa quantidade de ingressos, estimamos o valor da meia entrada em aproximadamente R$ 190,00.

Portanto, o preço médio estimado dos ingressos para a Copa 2014 seria de R$380,00.

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Em alguns Estados, os idosos com mais de 65 anos têm direito à gratuidade nos estádios, além de policiais e uma série de categorias, como por exemplo, os jornalistas. E não há limitação de ingressos pela Lei Estadual.

MEU COMENTÁRIO:

Quer dizer que policial e idosos com mais de 65 anos não pagam? Gil, não existe almoço grátis! O papai-Estado paga a conta, não é mesmo? Os políticos brasileiros não são sérios!! 

 

O Gil comentou com perfeição o post.

Para acrescentar copa do mundo é em sua formatação é para compostar nos estádios as pessoas de maior poder aquisitivo. Portanto, o valor do ingresso não é o maior problema, como bem esclarece o comentário do Gil.

Estão fazendo um auê desnecessário sobre estas questões.

Será que sequer, em uma copa do mundo, possam os governos e a entidade organizadora sentarem e apararem as arestas de modo civilizado? Então fico a imaginar as demandas envolvendo o comércio internacional, as disputas geopoliticas. Parece brincadeira.

O governo não pode abrir mão de sua soberania, é verdade, mas nada impede que dialogue e apare as arestas. Da parte da entidade, está na hora de se portar não mais como um bebê mimado e ávido por mingáu. Basta de se lambuzarem. Os escândalos de Ricardo Teixeira são emblemáticos.

 

Só um reparo, Assis. O comentário é do Blog Acerto de Contas,

http://acertodecontas.blog.br/

que eu apenas reproduzi exatamente por achar que ele acerta o alvo.

 

FORA TEMER

Arte é Luz - União e Olho Vivo

Mais um reparo: os governos estão, sim, dialogando com a Fifa; quem está criando auê, como sempre, é pig, ávido por melar a Copa e jogar toda a culpa no LULA.

 

Está, inclusive, creditado no seu comentário.

Obrigado.

 

Arf... comparar o Brasil (terra do futebol) com a Africa do Sul, é Brincadeira.

Da parte da população brasileira não vejo algum problema em relação a Copa 2014. O problema maior são os gestores. Se deixar somente nas mãos da FIFA e CBF, aí ferrou.

E o medo da Copa ser um sucesso?

 

Pq nao posso comparar em termos de media de publico?

A maior media de publico da historia das Copas foi a de 94, nos EUA. E aí?

 

Pela capacidade de publico dos nossos estádios na Copa, esse numero de 50 mil por jogo em média é bem aceitavel.

Cuiabá, Curitiba, Manaus, Recife e Natal tem capacidade inferior a 50 mil. Salvador e Porto Alegre tbm nao passam dos 50 mil de capacidade.

 

Portanto o número é bem razoável.

 

A comparação me parece correta e talvez os jogos nem tenham toda essa ocupação. Talvez a média seja mais baixa já que o torcedor brasileiro na média não costuma acompanhar jogos de times com resultados fracos. Se rolar uma partida do tipo Tunísia e China, vai ser um desastre de público.

A média de público do Campeonato Brasileiro de 2010 foi de 17,8 mil pessoas. Em comparação com a média de público das ligas europeias, ganharia da 2a divisão da liga alemã (15,1 mil) e ficaria longe da Bundelisga (série principal do campeonato alemão), com média de 42,8 mil pessoas por jogo (média de 89% de ocupação dos lugares dos estádios). Fonte: http://esporte.ig.com.br/futebol/2010/01/08/bundesliga+tem+a+melhor+media+de+publico+entre+os+campeonatos+europeus+9266747.html

 

do Blog Acerto de Contas:

http://acertodecontas.blog.br/atualidades/em-alguns-casos-a-fifa-tem-raz...

A polêmica neste momento está sendo gerada pelas exigências da Fifa para a organização da Copa de 2014. A entidade quer mudanças em uma série de regras, muitas delas estabelecidas por lei no Brasil.

Apesar da gritaria por parte da imprensa, ou mesmo da oposição, em alguns casos a Fifa tem razão.

Pegou-se a meia entrada como ponto principal, mas este nem é o caso mais sério, já que para ter a mesma lucratividade, bastaria aumentar um pouco o valor final compensando as possíveis perdas. Para a entidade, este é apenas um detalhe financeiro de fácil resolução.

Este detalhe é apenas a cortina de fumaça. O problema é muito maior. A Fifa está deixando a meia-entrada ser o problema principal, até porque é mais visível, para tentar resolver outras mudanças mais drásticas.

Os problemas mais sérios são referentes às legislações estaduais, com visíveis exageros.

E aí a Fifa pode ter razão.

Em alguns Estados, os idosos com mais de 65 anos têm direito à gratuidade nos estádios, além de policiais e uma série de categorias, como por exemplo, os jornalistas. E não há limitação de ingressos pela Lei Estadual.

 

Em jogos normais de fim de semana a complicação não é tão grande, mas imaginemos em uma Copa do Mundo. Seria uma verdadeira farra policial.

Mas o problema principal nem está aí.

Dois casos mais sérios ainda não estão sendo tratados, como a bagunça institucional da nossa legislação, que permite que baderneiros travestidos de torcedores uniformizados façam o que quiserem, e depois são liberados. Em um evento como esse, onde alambrados não são permitidos, é necessário que a ordem se mantenha, sob pena do Mundial ser um desastre. E imaginar que nossa polícia esteja preparada para isso é brincar com a inteligência alheia.

E nisso, convenhamos, a Fifa tem razão. Não dá para imaginar em uma Copa do Mundo as pessoas disputando espaço com a cavalaria da Polícia na porta dos estádios. Este absurdo acontece em todos os jogos por aqui.

O outro caso, este econômico, é que a principal fonte de receita da entidade é com patrocínio, e aqui não há nada que proíba o chamado marketing de emboscada.

A Budweiser, por exemplo, é a patrocinadora do evento e gasta milhões com isso. Para melar o negócio, bastaria à Heineken, por exemplo, encher a cidade de outdoors, e ainda patrocinar as dezenas de bares ao redor do estádio. Você nem lembraria que a Budweiser existe.

Ou ainda o caso das holandesas, contratadas por uma agência, que ficaram fazendo propaganda descaradamente de uma marca de cerveja dentro de um estádio na Copa da África. Isso a Fifa quer evitar.

Mas nesta hora é preciso falar grosso, para ver o que é ou não razoável. É preciso lembrar que é um evento econômico, mas que por aqui já temos alguns direitos.

Porque se deixar, daqui a pouco Joseph Blatter vai querer proibir o torcedor de falar um palavrão dentro do estádio.

Pelo menos uma coisa espero que mudem: a liberação de bebida alcoólica nos estádios. Uma cervejinha gelada faz uma falta danada.

 

FORA TEMER

Arte é Luz - União e Olho Vivo

O cara tá preocupado com a violência nos estádios e quer liberar a bebedeira. Vê-se bem a seriedade com que trata a questão!

A FIFA é uma máfia de corruptos e lavadores de dinheiro, defendendo um monopólio contra a soberania nacional. Uma tremenda roubada essa de sediar a Copa do Mundo. Não trará nenhum benefício para a maioria dos brasileiros e será mais uma oportunidade de saque aos cofres públicos.