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JN atropela Código de Ética da Globo

Na chamada das 17hs00 do Jornal Nacional, Fátima Bernardes anunciou que uma das prisões da Polícia Federal – na operação sobre o Ministério do Turismo – seria de Clarice Coppeti.

Clarice foi vice-presidente de TI da Caixa Econômica Federal. Saiu, está de quarentena, preparava uma palestra na UnB quando foi alcançada por telefonemas desesperados de seus familiares.

É tida na CEF como pessoa corretíssima e, mais: jamais trabalhou em qualquer área ou projeto relacionado com o Ministério do Turismo. 

A notícia foi dada sem que os nomes fossem conferidos e os acusados ouvidos.

PS - O Jornal Nacional abriu a matéria pedindo desculpas para a vítima - que está arrebentada, chorando, a mãe velhinha em pânico em Porto Alegre.

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“Princípios Editoriais”: Rede Globo estreia novo programa humorístico

http://limpinhocheiroso.blogspot.com/2011/08/principios-editoriais-rede-globo.html

 

"Mãe velhinha"? Sério, Nassif? Pelo amor de Deus, tenha o mínimo de objetividade, você não se diz jornalista? 

"Não há fórmula, e nem jamais haverá, que torne o jornalismo imune a erros, porém. Quando eles acontecem, é obrigação do veículo corrigi-los de maneira transparente, sem subterfúgios"

Acho que abrir o Jornal Nacional corrigindo o erro cumpre o código de ética deles - a despeito de eu achar o referido código uma baboseira.

"MÃE VELHINHA"

pobre do país que tem jornalistas de oposição desse nível... 

 

Código de ética? Como pode haver um código de ética se a globo monopoliza a maioria dos direitos da televisão brasileira abafando assim todas as críticas, processos jurídicos etc, inclusive esse tal de código de ética, quem terá esse poder pra desbancar esse monopolio de milhões de dinheiro envolvido...

 

Código de ética? Como pode haver um código de ética se a globo monopoliza a maioria dos direitos da televisão brasileira abafando assim todas as críticas, processos jurídicos etc, inclusive esse tal de código de ética, quem terá esse poder pra desbancar esse monopolio de milhões de dinheiro envolvido...

 

Bonner teria ligado para pedir desculpas a Clarice antes de o JN começar. Como se isso resolvesse.

 

Cabe aí um BAITA PROCESSO. Se ela não fizer isso, nada mudará para melhor.

SIMPLES...

 

Falar mal da Globo não resolve. É preciso convocar o povo a parar de assistir.

 

Será que ela vai processar a globolixo por calúnia e difamação?

Caso não faça isso estará colaborando para que esse estrume continue assassinando reputaçãos com a maior cara de pau.

Que ela peça uns 10 milhões de indenização, afinal, o único lugar que dói é o bolso.

 

Tem que processar. Faça doer no bolso deles.

 

Aí é que está o problema, Joel. Se entrar na justiça, depois um longo, caro e desgastante processo, a vítima conseguirá uma "indenização" de um valor insignificante para a Rede Globo (algo entre dez a trinta mil reais). Assim a Globo pode continuar a assassinar a reputação de quem bem entender.

 

Comentário de: Zé da Silva

 

Os maiores culpados, são os otários que dão audiência à esta merda.

 

UMA vergonha, mas isso não é novidade!

 

Pesquisando na internet fiquei sabendo que a gaúcha Clarice Coppetti é graduada em Economia e pós-graduada em Gestão Estratégica da Tecnologia da Informação, tendo exercido os seguintes cargos e atividades:

 - Monitora do Departamento de Formação do Instituto Cajamar (de formação política para sindicalistas e militantes do PT) - 1988/1990;

 - Assessora Econômica - Prefeitura Municipal de São Paulo - 1991 (prefeita Luiza Erundina);

 - Assessora de Planejamento - Empresa Portoalegrense de Turismo S/A – 1992 (prefeito Olívio Dutra);

 - Assessora Especial e Gerente de Projetos II – SPM – Secretaria do Planejamento Municipal – 1994/97 (prefeito Tarso Genro);

 - Diretora Comercial – PROCERGS – Companhia de Processamento de Dados do Estado do Rio Grande do Sul – 1999/2003 (governador Olívio Dutra);

 - Assessora Econômica Especial da prefeitura de São Paulo, na gestão Marta Suplicy;

 - Vice-presidente de Tecnologia da Informação da Caixa Econômica Federal – 2004/2011 (indicada por José Dirceu).

Atualmente Coppetti está bastante cotada para assumir uma das diretorias da Autoridade Pública Olímpica.

Clarice Coppetti é casada com o também gaúcho Cezar Álvarez, que também ocupou cargos importantes nos governos de Olívio Dutra e Tarso Genro.

Ex-Assessor Especial do Presidente Lula, o economista Cezar Álvares é conhecido como o homem da inclusão digital no Brasil, devido ao seu empenho e participação em vários projetos do governo para incluir digitalmente escolas públicas e usuários, como o Programa Cidadão Conectado-Computador para Todos e o Um Computador por Aluno (UCA).

Atualmente é Secretário-Executivo do Ministério das Comunicações e responsável pela implementação do estratégico Plano Nacional de Banda Larga, com a incumbência de levar internet barata e de qualidade a 83% dos brasileiros.

Foram essas informações, com certeza fichadas em seus dossiês internos, que motivaram a ENGANAÇÃO da Globo. Sem checar com honestidade jornalística os fatos reais, deixou vazar afobada e publicamente sua vontade de assassinar as reputações dos que se opõem aos seus interesses.

E que não venham os que se dizem “imparciais” defender uma possível honestidade da emissora ao retificar sua ENGANAÇÃO perante seu público, pois somente o fez porque o erro foi deveras primário e revelador de seus mais baixos instintos e intuitos, podendo ser bastante letal para sua credibilidade pública, expondo sua guerra aberta contra a democratização e a veracidade da informação (inclusão digital/PNBL/regulamentação da mídia), no próprio momento em que foi amplamente desmascarada pelo artigo “wikileaks” do escrevinhador Rodrigo Vianna.

 

Papai Bonner se retratou ontem no caso da merendeira. A blogosfera hoje faz sim diferença.

 

Rafael Wüthrich Pepperland [http://www.advivo.com.br/blog/1376]

A servidovítimara da Caixa, tem é que  processar a Globomente, imagina a mãe da funcionária em idade bem avançada e os filhos, vizinhos, quem paga pelo dano moral? e se a mãe da caluniada morre?  Processo neles!!!

 

Por essas e outras que há um bom tempo não vejo mais o JN e outros jornalismos da Globo.Perdeu completamente a credibilidade.

 

Calma, pessoal! A Globo lançou um Código de Ética há pouco tempo... Vai demorar muito pra aprender a usar.

 

Com a saída do Jobim os EUA perderam um aliado. O Wikileaks mostrou isso. No meu entender a bronca do Amorim não é da Globo. 

 

JN agiu com CORREÇÃO.

STF CONFIRMA mensalão.

SUASSUNA sobe no palanque de Lula.

Palavras de duplo sentido deviam ser proibidas para jornalistas e para comentaristas de blog.

 

Nassif:

É muito difícil, para um bando de aéticos de carteirinha, passar a cumprir um Código de Ética de uma hora prá outra.  

Neste caso, tendo feito o mea culpa de forma objetiva em horário nobre, na abertura do JN, a Grobo nem parece o que é, pois tal atitude nunca foi habitual por lá.

Discordo dos colegas quanto ao crime de reputação neste caso específico, aliás, considero uma vitória da pessoa equivocadamente atacada, quem sabe a que irá inaugurar uma nova era naquele covil – ressalto que, por enquanto, não tenho o menor motivo para acreditar em mudança de postura por lá, mas não deixa de ser uma possibilidade.

Para que tal alteração prá melhor possa realmente ocorrer, entendo como necessária uma expressiva dança das cadeiras na direção da rede; já sugeri aqui o nome da insuspeita e competente Hildegard Angel para substituir o desgastado Ali Kamel, seria um inequívoco sinal de predisposição por mudança positiva, e que traria ótimos resultados num prazo de tres ou quatro meses, pois é certo que a jornalista não iria fazer papel de palhaço.

Sobre o péssimo clima que encobre aquele grupo há tanto tempo, os jornalistas têm boa parcela de responsabilidade, uma vez que são pessoas preparadas e, por isto mesmo, não deveriam, em troca do bom salário que recebem, se submeter, ficar de joelhos perante as permanentes agressões à inteligência cometidas pelo patrãozinho, todas aquelas defendidas por eles, jornalistas, sem demonstrarem qualquer tipo de constrangimento.    

O fato é que dois acontecimentos recentes devem estar dando enorme dor de cabeça à turma da Lopes Quintas, o efeito “eu sou você amanhã” de Murdoch e o vazamento do ataque cerrado a Celso Amorim.

 

 

 

Nassif, e sobre as acusações citadas sobre o Ricardo Teixeira, a Globo realmente está também atropelando o código de Ética do tal "padrão" de jornalismo das Organizações Globo?

 

É para isso que serve a tão decantada liberdade de imprensa? Lançar o nome de uma inocente no lixo, fazer um único pedido de desculpas pelo erro cometido e ficar nisso? E sobre a tentativa de ressuscitar o caos aéreo?

Está dando medo da globo. O país treme sempre que o tal JN e o Fantástico são lançados no ar. Depois de disparados, eles sobem alto e caem duro e quente nas cabeças dos brasileiros. Não adianta abrir guardas-chuva nem sombrinha, a coisa é pesada e imunda. Não é bolinha de papel não.

 

... sem contar a historia do bloqueador de celular no estadio do pacaembu...

q horror...

 

brasileiros,

a globobo mudou,

está cheia de boas intenções.

já pediu desculpas.

aguardem mais um pouco e pedirão desculpas pela edição do filme da bolinha de papel.

mas é melhor esperar sentado.

plim plim

 

 

 

É isso aí, Mariazinha. Você mata a cobra e mostra o pau.

 

To falando...é uma metralhadora...

 

Hummm... não sei não, pode ser que haja linguiça debaixo desse angu. Pesquisem "Clarice Coppetti" no Google e depois decidam. Será que foi só um erro mesmo? Ou "foi sem querer querendo", como diria Chaves?

 

Clarisse Coppetti é um quadro técnico-político de longuíssima data do PT do Rio Grande do Sul e comanda a diretoria de Tecnologia de Informação do Banco do Brasil. É casada com Cesar Alvarez, outro militante histórico do PT gaúcho.

 

A diretoria que ela comanda atualmente é cobiçadíssima, em especial pelo PMDB...

 

Diogo Costa

Completando sua informação: ardorosa defensora do Software Livre, implantou vários projetos na CEF:

"A Vice-Presidência de Tecnologia da Informação da Caixa é responsável por disseminar e coordenar as ações e iniciativas de Software Livre, agrupadas num único projeto corporativo, o CAIXA SOFTWARE LIVRE. A decisão estratégica de pesquisar, desenvolver,  utilizar e disponibilizar softwares livres é uma política ligada ao conhecimento, a independência e a necessidade de estimular o desenvolvimento de inteligências dentro da comunidade brasileira."

Continua aqui:

http://www.4linux.com.br/clientes/caixa-economica-federal.html

 

Prezados Edson e Diogo parabéns.

Este é o ponto crucial que deveria ser analisado. A busca da "causa raiz".

A troco de que uma empresa de mídia do porte da globo banca (aposta) uma notíca dessa? Que a empresa é aética (ou na melhor das hipóteses, trata a ética com luvas de lutador de boxe peso pesado) como a maioria dos comentaristas lembrou (com toda a razão), todos sabemos. Portanto não explica.

Uma análise pueril tipo "Foi um engano, e como todo engano é lamentável. Não sei o que o motivou" do sr. Jotavê tão pouco explica.

Porém, quando levantamos o curriculum do (a) "noticiado (a)" aparecem certos dados que enriquecem mais a discussão. Ou, com a sua licença Edson, engrossam esse angu.

 

É isso aí Benê! Conseguiram colocar a moça em envidência! o PIG não dá ponto sem nó! É tudo premeditado e ardilosamente planejado!

 

Prezado sr. Diogo Costa, a sra Clarisse Coppetti nunca comandou ou comanda a diretoria de Tecnologia de Informação do Banco do Brasil. Por gentileza, reveja o que o sr. escreveu neste post.

 

Atenciosamente.

 

Cesar

 

Prezado sr. Cesar Alberto Hyssa Luiz, desde já agradeço pelo teu apontamento, sobre o qual tenho pleno conhecimento, e, atendendo a solicitação de vossa senhoria, retifico meu comentário anterior substituindo "Banco do Brasil" por "Caixa Econômica Federal" e o cargo de diretora por vice-presidente de tecnologia da informação.

 

Como o honorável comentarista pode verificar, fiz outro comentário, nesse mesmo post, indicando o local de trabalho da sra. Clarisse Coppetti como sendo a Caixa Econômica Federal. De modo que o ocorrido em seu apontamento deveu-se a um lapso de atenção e não a desconhecimento ou má-fé. 

 

Certo de vossa compreensão, renovo protestos de estima e consideração.  

 

Atenciosamente,

 

Diogo Costa

 

Diogo Costa

Muito obrigado pela sua ratificação.

 

Atenciosamente.

 

Que coisa triste, meu deus.

 

AGora chega, eh caso de polícia, não dá mais para deixar, isso continuar assim, eh muita cara de pau, obiviamente eh um assassinato de reputação ok

O gôverno têm que cassar a concessão dessa emissora SEM DEMORA!!!!!!!! 

 

Espero que ela, após recomposta do choro e da revolta tome uma atitude contra esses patifes travestidos de jornalistas... no mínimo uma interpelação via justiça por calunia e difamação.

 

Tratou-se de um ENGANO. Não existe o mais pálido vestígio de má-fé. Pode ser cometido por qualquer jornalista a qualquer momento. Duvido que haja um único veículo de comunicação que não tenha se enganado alguma vez. A Globo retratou-se de forma INEQUÍVOCA, pedindo desculpas pessoais à jornalista EM HORÁRIO NOBRE, em cadeia nacional. Atitude CORRETÍSSIMA. É assim que se deve proceder. 

 

Jotavê, sabes que, só desta vezinha, eu quase concordei contigo?

Realmente, acho que a Globo conseguiu impedir que a reputação da moça fosse destruída, ao dar destaque maior para a retratação do que para a chamada original. Como até um relógio parado está certo duas vezes ao dia, isso em nada redime a emissora.

Porém, acho que uma cabeça deveria rolar neste caso. O erro foi muito primário.

O caso Elvira Lobato/Janaína Leite, que citaste aqui, originou-se numa fonte não-institucional, sendo portanto impossível a verificação e o cotejo dos dados apresentados até que fosse possível fazer o reconhecimento da voz da jornalista (nada trivial, especialmente se o Nassif não conhecer Lobato e Leite pessoalmente). O que havia era só o rótulo do arquivo de áudio, e portanto o Nassif estava justificado em repercutir o nome de Lobato. Aliás, desde o início ele disse que pensava ser Leite, e só fez confirmar depois. Não se tratou de uma retratação, porque não havia culpa.

Só que aqui, trata-se da cobertura de uma ação de uma autarquia pública, a polícia federal. O mínimo que os jornalistas deveriam ter feito teria sido confirmar e reconfirmar uma coisa simples, que é a lista de detenções, assinada pelo juiz que as autorizou. O caso não corre em sigilo, é possível até que a Comunicação Social da PF tenha liberado um comunicado de imprensa. E a operação ocorreu em Brasília, onde a emissora tem sucursal e onde fica a sede da PF. Todas as ferramentas para um cotejo adequado e confirmação da lista de presos estavam disponíveis.

Claro que não existe infalibilidade. Nisso estás certo: não sabemos o que aconteceu durante o preparo da reportagem. Porém, ainda que não tenha havido dolo, houve culpa, culpa grave, porque uma reputação estava em jogo. Existe uma diferença qualitativa entre erros e erros crassos. Se o repórter não teve acesso à lista de detidos, ele conseguiu o nome da moça como? Caçando rumores dentro da PF? As prisões ocorreram pela manhã: quantas horas ele teve para passar de rumores a dados concretos?

E se ele não tinha dados concretos à hora de compor a chamada do JN, que não dissesse coisa alguma. É o princípio da não-maleficência, mais velho que a Sé de Braga.

A Globo teve sorte de que a mãe idosa da moça não tenha infartado nas horas entre a chamada e o desmentido. Ainda assim, se não houve malícia, houve incompetência, num nível que justifica a demissão, a meu ver.

Aliás, esse código de ética da Globo me lembra um dos episódios dos primórdios do nazismo, quando, para desacreditar o grande físico de Ulm, o governo alemão patrocinou a publicação de Cem autores contra Einstein, que continha textos de vários acadêmicos de pouca estatura mas muita tradição, e afins com o nazimo. A resposta de Einstein: "Se eu estivesse errado, bastaria um."

Quem tem ética não precisa publicar um código de ética, que pode até existir para consumo interno, orientação aos novatos e para atender a eventual demanda jurídica. Na esfera pública, atos e atitudes falam por si. No caso da Globo, o dito-cujo acabou virando prova de cinismo e motivo de chacota.

 

Perdemos uma ótima ocasião para analisarmos esse interessante episódio do "código de ética", e de sua divulgação em horário nobre. Contantamo-nos com um exercício vazio de catarse, "falando mal da Globo", sem tentar entender exatamente o que estava por trás desse movimento da emissora. 

Se resolvi me ater a este ponto aparentemente menor, respondendo uma a uma às críticas (fraquíssimas, você há de convir) que me eram feitas, foi para evidenciar esse "mal" constitutivo das torcidas organizadas, das manadas, dos rebanhos: a fala automática, a ausência de reflexão, a incapacidade de pensar o caso específico que está diante dos nossos olhos, sem fazer uma aplicação mecânica de um dos três ou quatro princípios gerais que guiam o nosso raciocínio. 

A esquerda carrega consigo um certo menosprezo pela razão. O raciocínio é visto como um capítulo a mais do "ativismo". O importante é gritar, fazer estardalhaço, produzir algum efeito com a voz mais ou menos como um cão produz efeitos com seus latidos. Com isso, condena-se à estagnação. Pensamento muda conforme muda o mundo. Palavras de ordem, desde que eu estava no colégio, não mudaram muito. 

É preciso mudar isso. Legal você ter resolvido escrever o que escreveu. Mesmo com todas as concessões ao auditório, deixou claro que ainda pensa com a própria cabeça. Não porque tenha concordado comigo, mas porque OUVIU o que eu estava dizendo, CONSIDEROU o caso em pauta, e RACIOCINOU  com independência.

Poderia ter discordado. Teria sido um prazer considerar seu raciocínio.

 

Jotavê, já ouviste a expressão inglesa back-handed compliment?

Em tradução perifrástica, significa mais ou menos "um elogio que oculta um insulto".

Acabas de me ofender profundamente com tua resposta. Como a ofensa é só em nível intelectual, não me sinto emocionalmente aviltado, mas detesto ser tratado como indigente mental.

Conseguiste a proeza de, ao fingires que apreciavas minha resposta, simultaneamente:

i. Dizer que eu jogo para a platéia ou auditório e que fiz concessões a ele. Não, Jotavê, minhas opiniões são sinceras e expressam o que eu penso.

ii. Concluir que eu concordo contigo, quando cri ter deixado claro que, no máximo, concordo parcialmente. Para tornar mais óbvio ainda: a ação da Globo foi insuficiente. A metáfora da colega acima é perfeita: não é possível recolher penas jogadas ao vento de volta para dentro do travesseiro. Ainda que a reputação de Coppetti seja preservada, ela foi desrespeitada como profissional e ser humano. Um pedido de desculpas não basta. A impunidade do profissional que cometeu o erro convida a que erros sejam novamente cometidos, alguns até com malícia. Se colar, afinal, colou!

iii. Atingir o clímax da condescendência ao dizer que teria sido interessante que eu tivesse discordado de ti. Isto não é um jogo de debates, Jotavê. Eu não leio uma opinião e escolho, como quem escolhe roupa, se vou concordar ou discordar. E realmente não estou escrevendo porque espero que aches interessante ou legal.

O pior talvez seja o tom de superioridade bonachona com que generalizas o comportamento da esquerda (e só dela, o que é ainda pior), à qual tenho orgulho de pertencer, como o de uma turba que rejeita a racionalidade. Não vou entrar numa discussão de esquerda versus direita, mas sugiro que não sejas tão condescendente ao lidares com os outros no futuro. Esse arzinho patronal pode um dia te valer um belo soco nas fuças.

Por sinal, o tipo de retórica que praticas nasceu com os sofistas. Sócrates odiava esse pessoal.

 

Só faltou dizer que não foi para você que eu escrevi. O resto está perfeito.

 

Nesse caso, a culpa não foi minha, foi da página do Nassif ou do navegador, pois tua resposta aparece subordinada à minha, ao menos em minha tela.

Foi resposta ao comentário de quem, então? (Não estou expressando dúvida, realmente quero saber quem motivou a enormidade que escreveste.)

 

Muito bem Jotavê. Noto seu superlativo "corretíssimo" ao invés do simples correto, mais comedido e tão substantivo. É  entusiasmo em estado puro. Mas....... de onde surgiu a notícia da prisão da vice presidente (não jornalista sr. Jotavê). De onde? Como o engano? Que caminhos, freudianos ou não, levaram a que alguém tão distante dos fatos fosse incluída como presa. E não se trata da Maria das Dores, ou do José da Silva, um nome comum, mas de uma figura destacada que teve cargo de importância no governo Lula. Que caminhos levaram à confusão, caraminholo? Talvez essas perguntas te levem a abrandar seu entusiasmo pela lisura da Globo. Ou me engano?

 

Poxa JV, você é uma pessoa inteligente! Não é difícil perceber o ardil! Eu te xingo depois peço desculpa. Ainda assim o xingamento fica registrado. Quem viu a desculpa??? Não sejamos ingênuos! Por favor! 

 

Meu caro. Se a Globo quer "retratar-se" que diga o que a levou ao engano: a polícia federal; seu jornalista ou sua "fonte". Como surgiu o nome falso. Porquê? Dizer que se enganou não é retratação, é apenas uma tentativa de evitar um pesado processo judicial apenas...

 

Engano da Globo, má fé do Jotavê, tá bom assim? Já que você não abdica do cargo de defensor mor do PIG, então assuma de uma vez.

 

Eu apresentei alguns argumentos, Sanzio. Se você apresentar argumentos contrários, terei prazer em dialogar. 

 

Pede desculpas e fica por isso mesmo. As penas já foram atiradas ao vento e não é uma desculpinha que vai juntar as penas de novo. É muito fácil para a globo destruir reputação de pessoas,não?

 

Marise