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Lewandowski e o Mensalão

Por Marco Antonio L.

Da Istoé

Revisor deve dizer que Mensalão era só caixa eleitoral

Mesma tese defendida por Lula e pelo PT pode chegar ao STF com o relatório do ministro Ricardo Lewandowski. Assim, José Dirceu estaria livre do crime de formação de quadrilha

Izabelle Torres

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COERÊNCIA
Ministro Ricardo Lewandowski deve repetir argumentos
apresentados em 2007, quando o STF apreciou a denúncia

No dia 2 de agosto, o Brasil começa a acompanhar o julgamento no Supremo Tribunal Federal de um dos maiores casos de corrupção da história do País. Com a corte completa com seus 11 integrantes e a tendência anunciada de condenar os personagens do escândalo, poucos votos vão chamar tanto a atenção como o do ministro-revisor Ricardo Lewandowski. Conforme apurou ISTOÉ com pessoas próximas ao revisor, os argumentos do seu relatório estão afinados com a defesa de petistas acusados de participar do esquema e com o discurso do ex-presidente Lula. Por isso, a tendência é de que Lewandowski diga que não houve compra sistemática de apoio de deputados ao governo Lula, e, sim, crime de caixa 2. 

O texto concluído pelo revisor na terça-feira 26 é um contraponto ao voto do relator Joaquim Barbosa. Vai trazer observações sobre falhas pontuais de procedimento que podem ter restringido o direito à defesa dos réus. Também irá tratar algumas acusações como genéricas, classificando-as de incapazes de especificar como alguns mensaleiros teriam cometido os crimes atribuídos a eles. Apesar de evitar falar sobre o assunto, Lewandowski tem dito que é um juiz coerente e que seu relatório segue a “congruência dos seus posicionamentos”. A autodefinição do ministro significa um sinal ainda mais favorável aos réus, tendo em vista a sequência de críticas que ele lançou contra o Ministério Público durante o julgamento que recebeu a denúncia, em agosto de 2007.

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ANTÍTESE
Relatório do ministro Ricardo Lewandowski será
um contraponto ao voto de Joaquim Barbosa

No julgamento de 2007, Lewandowski foi o único a reclamar da insistência da acusação em dizer que os réus formavam uma quadrilha. Na época, ele ainda alegou que não existiam provas para enquadrar o ex-ministro José Dirceu e o ex-deputado José Genoino nesse crime, tampouco para afirmar que Dirceu era o chefe do grupo. Por coincidência, esse foi o mesmo argumento usado pela defesa do ex-ministro no ano passado nas alegações finais apresentadas ao STF. Quando analisou a denúncia, Lewandowski também disse acreditar que o então procurador Antonio Fernando de Souza havia imputado ao próprio Dirceu, assim como a José Genoino, Delúbio Soares, Silvio Pereira e Rogério Tolentino, acusações de peculato sem descrever detalhes sobre como o crime fora cometido. Um dos ministros lembra que a posição do revisor sobre as falhas da acusação acirrou os debates na sessão. Especialmente quando ele defendeu que o procurador havia confundido quadrilha com associação criminosa e afirmou que o equívoco demonstrava confusão de conteúdo e tornava a denúncia inepta. “Lembro que, naquele dia, muitos de nós alegamos que se tratava apenas de uma expressão formal usada para enfatizar os ilícitos e que os termos não interferiam na prática delituosa. Mas ele não aceitou os argumentos e foi o único a dizer que não havia provas”, relembra um ministro. 


Nos últimos dias, no entanto, o conteúdo do relatório do revisor era o que menos preocupava os ministros do Supremo. O maior temor era de que Lewandowski atrasasse a conclusão da análise do caso e colocasse em risco o cronograma elaborado pelos ministros durante uma reunião administrativa no início de junho, na qual ele foi o único ausente. Para evitar que o revisor jogasse uma pá de cal nos planos do STF de realizar o julgamento do século sob sua presidência, Carlos Ayres Britto iniciou uma ofensiva sem precedentes: marcou a data da sessão antes da conclusão do relatório do revisor, divulgou um cronograma para a sociedade com detalhes dos procedimentos e encaminhou um ofício a Lewandowski pedindo seu empenho e rapidez. Pressionado pelos colegas e também por movimentos da sociedade civil, que organizaram passeatas nas ruas e campanhas nas redes sociais, o revisor desistiu da ideia inicial de entregar o processo somente depois das eleições de outubro, o que evitaria que os efeitos do julgamento interferissem nas disputas partidárias.

 

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CONFIRMADO
Confirmação do julgamento para o dia 2 garante a participação do ministro Cezar Peluso

Na terça-feira 26, ele entregou o relatório e afastou a responsabilidade por um eventual atraso do começo do julgamento. “Fui rápido e analisei tudo em seis meses desde o dia em que tive acesso ao relatório. Minha experiência garante um voto sem atropelos. Agora vão poder cumprir o cronograma inicial”, disse ele. Apesar do discurso público de resignação, Lewandowski está irritado e protagoniza uma guerra interna com o presidente da corte. Nos bastidores, ele reclama das pressões e da tentativa de interferências no seu trabalho. Tem ido além em suas críticas. Acusa Ayres Britto e outros três ministros defensores da celeridade do processo de dar tratamento diferenciado ao caso para atender à opinião pública e aos interesses da imprensa. “Não se pode agir de forma a possibilitar a abertura de exceções em relação a determinados processos”, diz. 


Do outro lado, seus próprios colegas o acusam de trabalhar para retardar o julgamento e estão certos de que, não fosse a onda de pressões que recaiu sobre ele, os mensaleiros poderiam se beneficiar da morosidade e sair impunes. “Entendo as reclamações, mas é preciso perceber que os tempos são outros e a transparência democrática traz consigo a luz sobre as condutas”, analisa um experiente integrante do STF. Certo mesmo é que, apesar do clima pouco amistoso entre os próprios ministros, o anúncio de que o julgamento histórico começará a tempo de evitar a prescrição dos crimes conta muitos pontos a favor do Judiciário.

 

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 Todo esse circo foi originado pelo golpismo. As denuncias iniciais foram filmagens ilegais feitas por Carlos Cachoeira, que até hoje ainda é militatante da oposição DEMOTUCANA, a partir do estado de Goiás, O Jefferson usou o jargão Mensalão para se defender das denuncias de Cachoeira que o atingiam, os golpistas se organizam para o golpe fatal no Governo Lula e se livrar dessa raça por trinta anos, até que essa geração se consumisse. A reação do povo foi de apoio a Lula, os golpistas se acovardaram, o golpe não se consumou mas o estrago foi grande no PT. Fazer com que o STF incrimine os petistas sem provas é uma aspiração da imprensa golpista, assim sua tese absurda logrará êxito.

Anexamos a verdade sobre o caso, para as pessoas saiam da ficção. Seria muito importante se houvesse uma comissão da verdade para o mensalão. O STF poderia  restabelecer a verdade dos fatos e dos autos, mas a dúvida é saber o quanto terá independência para escapar da pressão da mídia.

http://www.cutrj.org.br/mensalao/02/mensalao_cartilha_completa.pdf

 

Desde o início desse "Maior Escândalo da República"sabiámos dos verdadeiros motivos que o intentaram. Sigamos os fatos, desde Waldomiro Diniz, Correios, e seguindo o rastro "O Mensalão". Alcunha criada por Roberto "Mafioso" Jefferson, com claro intuito de tirar o braço da seringa,pretendia colocar todos no mesmo balaio e, em conluio com os golpistas barões da mídia, derrubar, ou no mínimo, desqualificar um governo democrático e popular jamais visto no país.

Somente quem não conhece o PT haveria de imaginar que qualquer dos seus representantes (sejam de vereadores ao mais alto cargo legislativo ou executivo), cobraria uma contrapartida em dinheiro para votar projetos do governo do qual faziam parte.

O Estatuto do Partido, traz em em seu conteúdo, as possíveis punições aos eleitos pelo partido em caso de votações contrárias as diretrizes partidárias, vide os encaminhamentos que foram dados aos que assim procederam, sendo os casos de Heloísa Helena e Marina Silva, entre outros menos famosos, um exemplo a ser analisado.

Se houve equívocos, um dos maiores foi a aliança com um contumaz bandido chamado Roberto Mafioso Jefferson. Um agente infiltrado com claro intuito de implodir o PT e assim arrastar o governo Lula para o limbo. Em política não cabe ingenuidade, e não houve.Deve-se analisar se vale carregar um ônus tão grande, por resultados tão pífios que se mostraram a aliança com Roberto Corleone.

Quanto à midia...Esta sempre foi golpista e antipopular.Vampiresca, pois somente sobrevive sugando o máximo do sangue do povo.

Por uma nova lei que normatize o contraditório e puna toda e qualquer acusação sem provas, somente assim, teremos(por meio coercitivo), uma mídia que respeite o direito do cidadão em ter informações baseadas em fatos reais, extirpando da nossa sociedade pseudojornalistas, que são na verdade, agentes políticos com interesses diversos daquilo que se poderia chamar verdade factual.

 

Montaram uma peca de teatro para a Mídia entrar com tudo, as frases de efeito do relatório parecem armadas por quem faz as manchetes da Globo. Relatorio feito sob medida para facilitar o golpe de Estado atraves do Judiciario como em Honduras. Desconfio que Aires Brito e Joaquim Barbosa estão atravessados na  garganta de Lula. Foi no que deu ele lancar essa dupla deslumbrada com os holofotes da Globo ao estrelato, com a direita no poder seriam duas ilustres insignificâncias e com a esquerda no poder parecem Reinaldo Azevedo desesperados por mostrar serviço aos golpistas.

 

A ira do pig cairá sobre o "suicida" Lewandowsky.

Não será mais faca no pescoço. Vão enforcá-lo em praça pública, ou melhor, publicada.

O ministro ousou julgar baseado nos fatos, não nos bordões publicados no pig.

Ministro pode dar bye bye para sua reputação

 

Juliano Santos

O STF não pode se transformar no STG (Supremo Tribunal da Globo). O mensalão tucano é de 1998 e nenhuma pressão para ir a julgamento. O que estão fazendo é que perderam na política e querem usar o chamado mensalão para tentar atingir o PT em plena campanha eleitoral. E ainda fazem de conta que não sabem da entrevista dada na Recor pelo ex-prefeito de Anápolis em que ele afirma textualmente de que o mensalão foi uma invenção do Cachoeira, contra José Dirceu, pelo Demonstenes não ter sido colocado como secretário de justiça. Aliás, o autor do texto acima diz da prescrição, é tudo mentira, porque não há a preocupação da prescrição do julgamento do mensalão do PSDB que é sete anos mais antigo? O jornalismo brasileíro é cúmplice da corrupção do PSDB. A Privataria Tucana foi foi ignorada por eles. É uma vergonha a Globo, Folha, Veja e Estado falarem em ética, visto que foram beneficiados pela ditadura militar.

 

O mensalão é processo de interesse do crime organizado, leia-se Veja-Cachoeira-Demóstenes, que criou a farsa para beneficiar o grupo, e isso aconteceu: Cachoeira ampliou seu raio de ação ao derrubar o grupo de Roberto Jefferson, Demóstenes se vingou de Dirce e Lula que o vetaram na base do governo e a Veja vendeu mais de 50 milhões de reais a título de assinaturas para o governo de SP, tudo em casa. Queria ver o Toffoli ter a mesma coragem que teve para pedir vistas no processo do mensalão tucano de MG e fazer o mesmo agora. Aliás, por conta do processo contra o Azeredo,  o STF, para ajudar o tucano,  mudou o próprio entendimento quanto ao Juizo de primeiro grau ter competência para julgar processo de improbidade administrativa. É justiça made in paraguai. 

 

 

...spin

 

 

Discordo meu cara Avatar. De você e dos quantos insistem nesse tese diversionista e desapegada da realidade de que esse dito mensalão foi criação do esquema cachoeira. Não podemos, penso eu, confundir a exploração política hipócrita do episódio com a simples negação de fatos incontestes. 

Houve, sim, está provado e comprovado, crimes de natureza diversas. Os réus desse processo, tirando alguns como o José Dirceu, são confessos. Admitiram crimes de caixa 2 e os a eles conexos, a exemplo de sonegação fiscal.

Esdrúxula é essa dedução de última hora de que a fruição de gordos recursos via Marcos Valério tenha alguma coisa a ver com o Carlinhos Cachoeira. Não há até agora nenhuma prova disso. Só deduções das ilações das suposições de que tenha ocorrido isso. Houve distribuição de recursos "não contabilizados" arrecados via Marcos Aurélio via "empréstimos" bancários. Há suspeitas, sim, de recursos depositados no exterior. 

Concordo, sim, que o esquema não foi criado para corromper parlamentares. Essa contrafação serve apenas à luta política partidária. Mas que houve irregularidades que nada tem a ver com o esquema Cachoeira, sim. 

Não vamos simplicar as coisas com prejuízo da verdade. 

 

Não sou advogada. Mas entendo que o suspeito só pode ser condenado pelo crime do qual é acusado. Se a acusação é de corrupção, por exemplo, mas o que ocorreu foi roubo, o sujeito tem que ser inocentado da acusação de corrupção e ser acusado pelo crime correto. Que eu saiba, não se pode condenar por um crime que não aconteceu, mesmo se o acusado cometeu um outro crime diferente. Ou não é assim?

 

A denúncia de caixa 2 foi transformada no "maior esquema de corrupção da história do país" pelo PIG, capitaneado pelas mentiras da revista Veja, em conluio com o grupo de Cachoeira e outros interessados. Isso sim, já foi comprovado. O resto é "tese diversionista e desapegada da realidade".

 

Há outra opção além da crença e esperança de que o Supremo Tribunal Federal cumpra com o seu dever? Se alguém aqui tiver, favor apresente. 

Esse julgamento não é político na acepção do termo, mesmo porque isso é mais próprio para ditaduras onde o Poder Judiciário é apenas decorativo e faz a vontade do déspota de plantão. Entretanto, tornou-se politizado tanto por envolver políticos, as acusações derivarem de práxis políticas, por influir no processo político(a depender do seu resultado), e principalmente por tentarem - oposição política e midiática - por no banco dos réus um projeto de Poder iniciado em 2002 com a eleição de Lula. 

Alguns talvez até estranhem a veemência, quase histeria, de uma parte da população, principalmente pertencente à classes média e alta, com relação a esse contencioso. Perspectivas, ressalte-se, devidamente açulada ao paroxismo pela grande imprensa que se autonomeou como a única força política capaz de desbancar a hoje forçam política  hegemônica no país desde que Lula e o seu PT assumiram as rédeas da nação. 

Ora, vamos parar para raciocinar um pouco: se com toda a vigilância - e em certos momentos e para certos casos, pura perseguição - esse consórcio grande mídia-oposição institucionalizada não conseguiu desbancar o PT como principal partido político, impedir a reeleição do Lula no fervor do mensalão e nem vencer um simples "poste", o que restou para ele mesmo, além de aferrar-se com unhas e dentes ao moralismo tacanho, ou seja, aquele que  só emerge para ser instrumentalizado, fora à parte qualquer indícios da sua procedência ou não?? Aliás, isso tem nome e sobrenome: hipocrisia. 

E a exploração até o limite do suportável desse caso foi o que restou como âncora derradeira em termos de tática política-eleitoreira. O PT ainda é o partido com mais "ibope" no país, Lula saiu com aprovação recorde do governo, esbanja ainda vitalidade política e praticamente "criou" a candidatura vitoriosa de um ex-ministra do seu governo que por sua vez surfa numa onda de popularidade até supreendente. Entrementes, no Congresso esse esquema de poder nunca perdeu a maioria necessária para governar com tranquilidade e é corrente na opinião pública majoritária que o Brasil melhorou acentuamente nesses últimos dez anos. 

Deu agora para entender o desespero? Se com todo o desgaste desse dito mensalão as coisas foram do jeito que foram, imaginem sem ele. Conclui-se assim facilmente que a eventual condenação de todos, ou mesmo dos principais líderes denunciados, maxime José Dirceu, seja uma espécie de "prêmio de consolação". Tardio, certo, mas que servirá para algum propósito na sequência da disputa político-partidária. 

 

 

Manchete da máfia midiática: -"justiça LIVROU o PT-". Nunca uma sentença favorável ao PT, será engolida pela mídia. A boçalidade sempre será uma das característica da máfia que quer governar o país através de assassinatos de familias inteiras em seus "furos jornalísticos". Se nossos justiceiros não temessem tanto a mídia corrupta, muitos desses "furadores", estariam apodrecendo atrás das grades, onde tentam colocar seus desafetos usando a mentira como arma, cotidianamente.

 

Mais uma vez o PIG e a oposição, pela arrogância, dá um tiro no próprio pé, e a justiça, intencionalmente ou não, entra no clima.

Pelo que está dito no texto, atribuído ao ministro revisor Lewandowski, o processo se julgado pelo "espírito" legal e não político, teria que ser arquivado por inépcia, "Lewandowski foi o único a reclamar da insistência da acusação em dizer que os réus formavam uma quadrilha.".

"O texto concluído pelo revisor na terça-feira 26 é um contraponto ao voto do relator Joaquim Barbosa. Vai trazer observações sobre falhas pontuais de procedimento que podem ter restringido o direito à defesa dos réus. Também irá tratar algumas acusações como genéricas, classificando-as de incapazes de especificar como alguns mensaleiros teriam cometido os crimes atribuídos a eles."

O julgamento promete farpas.

Mas não esqueçamos que "caixa dois" também é crime e não deve ser aceito pela sociedade como coisa normal.

 

analisemos o seguinte: enquanto só ministro, ayres brito mantinha um nivel juridico aceitavel.nomeado presidente, virou estrela de botequim, basta falar algo contrario aos interesses da imprensa nojenta,já estará no ar na rede bobo. o peluso então, que historico juridico possui esse elemento? é uma vergonha ver, essa corja de bachareis, atuando contra o pais,com status vitalicio!

reinaldo carletti

 

reinaldo carletti

Como diria o Serra, esse texto é um lixo jornalístico. Esta repleto de julgamentos velados pelo simples fato de o juiz nao corroborar a visao da mídia. No trecho abaixo questiona sutilmente a coerencia do juiz:

"Apesar de evitar falar sobre o assunto, Lewandowski tem dito que é um juiz coerente e que seu relatório segue a “congruência dos seus posicionamentos”. A autodefinição do ministro significa um sinal ainda mais favorável aos réus"

Basicamente quer levar , de forma sutil, o juiz para as cordas.  




 

O que realmente pesa sobre o Judiciário é a responsabilidade de não deixar-se transformar em tribunal de exessão de parcela da imprensa e da oposição. A posição do Ministro Lewandowski, de preservar um mínimo de critério tecnico-jurídico é um sinal de lucidez, num tema em que a grande mídia trabalha para fortalecer  a demência coletiva com objetivos inconfessos estão aquém da justiça. 

 

O vulgo mensalão, como todos já sabíamos, nada mais era do caixa dois de campanha eleitoral, algo assim como as atividades do Paulo Afrodescente em prol de recursos não contabilizados das campanhas de Cerra.

Foi também a primeira experência de tentativa de derrubada de governos dito populares, sem a utlização dos clássicos golpes militares. Anos mais tarde, melhor articulados, a direita latinoamericana e os EEUU aperfeiçoaram os métodos e conseguiram destituir Zelaya e Lugo.

Aqui só não tiveram sucesso graças, dentre outras razões, as alianças costuradas à direita por Lula. E ainda tem gente bem informada que questiona a aliança com Maluf e quetais.

 

"um dos maiores casos de corrupção da história do País"

-Parei de ler o texto na frase acima. Será que o resto presta ou segue a mesma linha factóide? 

 

Tomando-se como verdadeiro o conteúdo da reportagem, tem-se um placar de 1x1, haja vista a posição contrária do Min. Relator Joaquim Barbosa.

E a menos que algum daqueles ministros sob suspeição se declarem impedidos de julgar o caso, entendo que já seja possível antecipar que haverá mais um voto pela absolvição, como pela condenação, antecipando um placar de 2x2.

 

"O maior julgamento do século", é assim  que o PIG está se referindo  ao "mensalão".

Mas uma coisa que eu tenho dúvida é se todos os juízes que vão participar do "julgamento do século"  (a expressão é cômica sob qualquer ponto de vista que se queira considerar) leram as 69 MIL PÁGINAS, DOS 147 VOLUMES E 173 APENSOS do processo, ou se vão votar com base exclusivamente no relatório do relator.

Porque recentemente eu li um livro com cerca de 1500 páginas distribuídas em dois volumes (eu li, não estudei) e levei, somando os tempos parciais dedicado à leitura, cerca de 40 horas.

Então eu volto a pergunta: todos os Senhores Juízes estudaram as 69 MIL páginas do processo? Não? Então eles têm, até por uma questão de desencargo de consciência, que votar de acordo com o relatório do relator, não é verdade? Ou será que eu estou ficando maluco?

 

 

 

 

Nunca um "julgamento do século" despertou tão pouco interessa na população.

Aqui nos botecos da Lapa, só se fala em outra coisa

 

Juliano Santos

Só burro não vê que o STF é uma casa política. Os votos contra alguns mensaleiros, como Dirceu, serão recheados de juridiquêz, para concluirem pelo indiciamento do ex-ministro. Não serão todos a agir assim, é claro, mas, com certeza, aqueles que estão ligados aos tucanos. Duvido que Gilmar Mendes não passe mais de uma hora tentando explicar como Dirceu estava no esquema. O que eu acho é que, por mais que se tenham falado sobre o envolvimento dele, até hoje não vi um dado concreto como prova dessas denúncia. E, pra todos os efeitos, nunca fui apaixonada por Dirceu; apenas queria que se fizesse jsutiça.

 

 A lamentar, só o fato de que, após ler 40 comentários ao post, percebo a ingenuidade romântica de TODOS e a posição política de alguns tentando gerar argumentos sugerindo o "partidarismo" da corte... São idiotas mesmo ou estão tratando outros como tal?

 

Eu me espantaria muito.

 

Se o presidente Francês de De Gaulle ressuscitasse diria : Este pais continua não sendo sério. Um pais maravilhoso como um povo lindo fruto de uma missigenação fantástica , mas em compensação com uma classe política de dar nojo , uma justiça falha . Seria um castigo ? Deus teria dito : Voces não terão terremoto nem vulcões , mas terão a pior classe política do mundo , sera vosso fardo.

 

Mas está melhorando... há 10 anos esses politicos foram expulsos do poder... agora só resta pra eles SP mas esse ano até esse ultimo bastião começara a ser tomado e os politicos ruins sumirão...

 

alexandre toledo

É meu caro ,sai uma classe entra outra e o último reduto a ser tomado é S. Paulo , estão de olho na jóia da coroa , mas ali é muito dificil pois a população conhece bem o PT , foi ali que ele se iniciou .  Mas ainda nos resta a esperança que a juventude que esta vindo sera mais preparada e consequentemente mais politizada e não vai entrar no papo de demagogo que se diz pai da pátria mas em dez anos de governo quase nada fez para a educação e a qualidade de vida do povo, ainda somo o 78° em IDE  e o 82 em IDH , sem falar que so 30 das cidades tem saneamento básico. E so isso ou quer mais...

 

qual agua voce bebe? me avisa pra eu evitar ...

 

alexandre toledo

E o mensalão de Minas Gerais, anterior ao de São Paulo, vai a julgamento quando?

 

Quando o PiG exigir.

 

Nunca.

 

Eis o verdadeiro mensalão...

 

Grupo de Arruda desviou pelo menos R$ 110 milhões, segundo Ministério Público

                                                 

No documento consta que, entre 2005 e 2010, o governo do Distrito Federal (GDF) pagou o valor milionário na modalidade “reconhecimento de dívida”, sem fechamento de contrato. Ainda de acordo com a denúncia, o sistema de reconhecimento de dívida foi instituído por Arruda em 2009 para burlar licitações e direcionar pagamentos a empresas que repassavam propinas ao grupo.

Segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o sistema foi uma inovação do grupo para desviar dinheiro. O esquema consistia no reconhecimento, por parte do GDF, que determinada empresa estava prestando serviço sem licitação e que a dívida deveria ser paga. “Por meio disso, generosíssimos pagamentos eram feitos a diversas empresas, que, em retribuição, mantinham pagamentos regulares, mensais, a diversas pessoas do governo do DF”.

O Ministério Público apurou que, a partir da instituição do reconhecimento de dívida em 2009, as empresas envolvidas ganharam até 500% mais que no ano anterior. Também foi constatado que Durval Barbosa, apontado como operador do esquema, arrecadava entre 7% e 10% do total líquido pago às empresas, a maioria da área de informática.

O documento ainda mostra que 37 pessoas foram incriminadas – uma a menos que o anunciado mais cedo por Gurgel. São 18 denunciados ligados ao GDF, oito empresários e 11 deputados distritais.

A divisão do dinheiro relatada no documento também difere do que foi apontado mais cedo pelo procurador: Arruda ficaria com 40%, Paulo Octávio com 30% e os secretários de governo com 20%. Cerca de 10% ficavam à disposição de Arruda para comprar parlamentares.

Confira lista dos denunciados:

1) José Roberto Arruda – governador do Distrito Federal entre 2006 e 2010. Acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
2) Paulo Octávio – vice-governador. Acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
3) Durval Barbosa – secretário de Relações Institucionais. Acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
4) José Geraldo Maciel – chefe da Casa Civil do DF. Acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
5) Domingos Lamoglia – conselheiro do Tribunal de Contas do Distrito Federal, afastado desde 2009. Acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
6) Fábio Simão – chefe de gabinete de Arruda. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
7) Ricardo Penna – secretário de Planejamento e Gestão. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
8) José Valente – secretário de Educação. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
9) Roberto Giffoni – corregedor-geral do Distrito Federal. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
10) Omézio Pontes – assessor de Arruda. Acusado de formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
11) Rodrigo Diniz Arantes – assessor de Arruda. Acusado de formação de quadrilha.
12) Adailton Barreto Rodrigues – funcionário da secretaria de Educação. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
13) Gibrail Gebrim - funcionário da secretaria de Educação. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
14) Masaya Kondo - funcionário da secretaria de Educação. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
15) Luiz Cláudio Freire de Souza França – diretor do posto de serviço Na Hora, do GDF. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
16) Luiz Paulo Costa Sampaio – presidente da Agência de Tecnologia da Informação. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
17) Marcelo Toledo - policial aposentado, seria um dos operadores do esquema. Acusado de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
18) Marcelo Carvalho - executivo das empresas Paulo Octávio. Acusado de formação de quadrilha.
19) Nerci Bussanra – diretora da empresa Unirepro. Acusada de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
20) José Celso Gontijo – dono da empreiteira JC Gontijo. Acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
21) Alexandre Tavares de Assis – diretor presidente da Info Educacional. Acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
22) Antônio Ricardo Sechis – dono da Adler, empresa de informática. Acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
23) Alessandro Queiroz – dono da CapBrasil Informática. Acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
24) Francisco Tony de Souza – dono da Vertax, empresa de informática. Acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
25) Gilberto Lucena – dono da Linknet, empresa de informática. Acusado de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
26) Maria Cristina Boner Leo – dona do Grupo TBA, da área de informática. Acusada de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
27) Eurides Britto - deputada distrital. Acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
28) Leonardo Prudente - deputado distrital. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
29) Júnior Brunelli - deputado distrital. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
30) Roney Nemer – deputado distrital ainda em exercício. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
31) Benedito Domingos - deputado distrital ainda em exercício. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
32) Aylton Gomes - deputado distrital ainda em exercício. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
33) Odilon Aires - deputado distrital. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
34) Rogério Ulysses - deputado distrital. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
35) Pedro do Ovo - deputado distrital. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
36) Berinaldo da Ponte - deputado distrital. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
37) Benício Tavares - deputado distrital. Acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

http://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2012/06/29/grupo-de-arruda-desviou-pelo-menos-r-110-milhoes-segundo-ministerio-publico.htm

 

Vivi

Do site "Tudo sobre o Mensalão", extraído do Blog do Miguel do Rosário

 

Mensalão: Estudo contraria tese de compra de votos

 

A tese de que o governo fez repasses a parlamentares para garantir votações favoráveis na Câmara em 2003 e 2004 não encontra nenhum respaldo estatístico. O argumento usado para sustentar a existência do chamado mensalão é derrubado pelos números.

Clique aqui para ver o estudo na íntegra

O cruzamento entre os repasses feitos pelo publicitário Marcos Valério e as votações na Câmara mostra que não existe relação entre as duas coisas. Ou seja, reforça a tese de que o dinheiro tinha relação com o caixa dois dos partidos, sem nenhuma ligação com o governo.

Levando em conta as ocasiões em que o governo deu orientação sobre como os partidos deveriam votar, foram 238 votações entre 2003 e 2004.

De acordo com a tese sobre a existência do mensalão, o governo deveria ter mais votos nos meses em que os repasses foram feitos. Mas isso não ocorreu.

A tabela abaixo mostra o comportamento do PP, do PL, do PMDB e do PTB em 2003 e 2004 durante as votações nos meses em que os partidos teriam recebido os repasses:

Percebe-se que, por serem da base governista, os partidos têm alto índice de apoio ao governo nas votações. Ao analisar os meses em que houve repasses, não é possível encontrar um aumento desse apoio.

Pelo contrário: no mês do maior repasse – agosto de 2004, com R$ 4,268 milhões – , o índice fica abaixo da média geral, de 86,7%. Em meses sem nenhum repasse, há expressiva votação favorável ao governo, como em julho de 2003 ou junho de 2004.

Além disso, embora em quase todo o período analisado haja repasses aos quatro partidos, a tendência geral de apoio ao governo tem queda, como mostra este gráfico:

O gráfico também revela que há um forte crescimento do apoio ao governo entre abril e junho de 2003, quando os repasses são bem menores que os dos outros meses.

É possível verificar que, se houvesse alguma influência dos repasses nas votações, ela seria negativa. Ou seja, quanto maior o repasse, menor o apoio ao governo.

O gráfico abaixo ilustra esse movimento. A reta vermelha pontilhada mostra a tendência de apoio ao governo, que cai conforme os repasses aumentam:

Todos os gráficos foram feitos com números oficiais das votações na Câmara.

http://www.ocafezinho.com/2012/06/26/mensalao-estudo-contraria-tese-de-c...

http://tudosobreomensalao.com.br/?p=30

Sobre o site "Tudo sobre o Mensalão" :

http://tudosobreomensalao.com.br/?page_id=8

 

Demarchi

Eu diria que eis a eficiëncia (politicamente seletiva) da PF em ação.

 

Eu nem sei pra que perder tempo com esse julgamento, já que a imprensa já deu seu veredito há muito tempo e meia dúzia de gatos pingados já fizeram protestos nas redes sociais... Pra que essa bobagem de  insistir que tem que ter prova de alguma coisa para incriminar um "mensaleiro"? Todo mundo já sabe que eles são culpados. Só estão esperando o verdito final, com penas de prisão de pelo menos 30 anos, afinal, trata-se de um dos "maiores casos de corrupção da história do País", não é mesmo?

Ah, se alguém for inocentado nessa história, todos também já sabem: foi pizza. Culpa desse Levandowski, que só virou ministro porque sua mãe era vizinha do Lula.

Haja estômago!!!!

 

Vivi

Essa materia é um atentado ao estado  de direito... ou ela mente descaradamente imputando pálavras a um ministro que claramente revela seu voto e por isso tem a obrigação de ser afastado, ou ela manipula a opinião publica ou ambos os ,casos ... De qualquer maneira deixa claro que o pig não vai aceitar outro resultado senão a de culpado...

É uma vergonha, um caso inventado, portanto sem provas chegar ao STF e ainda se condenar inocentes...

 

Espero que seja apenas torcida da revista e que a justiça seja feita...

 

alexandre toledo

"No dia 2 de agosto, o Brasil começa a acompanhar o julgamento no Supremo Tribunal Federal de um dos maiores casos de corrupção da história do País":

Mentira.  Quem foi cassado por nao conseguir provar nada do que disse mesmo?  Ah, sim, foi o "delator", nao eh mesmo?

 

Chamar o dito "mensalão" de "um dos maiores casos de corrupção do país" parece coisa combinada, orquestrada pelo PIG. Aquela velha história de repetir uma mentira muitas vezes até que ela seja aceita como verdadeira. Já ouvi e li, diversas vezes, desde a época da escandalização do caso (2005), essa frase de efeito, propagada pelo jornalismo tendencioso e golpista. Na mesma frase, duas falsidades: Primeiro, ninguém pode ter certeza, ou garantir que se tratou de caso de corrupção, pois mesmo com PF, MP, CPI's, PIG, partidos de oposição (com posição radical contra o governo), todos investigando por mais de um ano e com grande divulgação e amplificação das notícias e de quaisquer novidades que surgiam, somente se comprovou o uso de caixa 2. Evidentemente caixa 2, mesmo sendo coisa frequente no Brasil, é crime e deve ser punido e combatido. Mas com toda a ampla investigação e cobertura da imprensa, não foram confirmadas as suspeitas de corrupção levantadas (recebimento de dinheiro ou vantagens em troca de desvio de dinheiro público ou outras vatagens indevidas ao corruptor). Em segundo lugar, os valores envolvidos, referentes a retiradas bancárias, foram de cerca de 55 milhões de reais, conforme divulgado na ocasião (e até num site da Abril, em que o "mensalão" aparece como sendo o nono colocado, numa lista que omite diversos super-escândalos tucanos, de valore$ de dezenas ou centenas de vezes mais elevados: http://mundoestranho.abril.com.br/materia/os-maiores-escandalos-de-corrupcao-do-brasil). Portanto, mesmo que fosse caso comprovado de corrupção, certamente não figuraria nem mesmo entre os 10 maiores dos últimos 20 anos, pelos valores envolvidos.

 

O delator fez uma acusação gravissima e depois, na hora H, mijou no barranco. Qualquer esperança de apuração isenta do caso pela PF, que até hoje não foi capaz de nos dizer algo mais simples (de onde veio a grana e a ordem para a ação dos "aloprados") seria vã. Não entendo tanta vontade de alguns e tanto medo de outros no que diz respeito ao julgamento do mensalão. Ta na cara que não vai dar em nada.

 

(...) até hoje não foi capaz de nos dizer algo mais simples (de onde veio a grana e a ordem para a ação dos "aloprados")


Os empréstimos vieram de bancos privados, Real e BMG. O erro dos empréstimos foram os de usar Marcos Valério  como avalista de tais empréstimos. Recentemente o "Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional " considerou legal o empréstimo do BMG (isso já foi mitovo de um post aqui no blog do Nassif clique aqui para ler).

A "ordem aos 'aloprados' ", foi a necessidade de Delúbio em cumprir com o acordo feito entre o PT e os partidos aliados (entre eles o PDT de Roberto Jefferson) nas elições municipais em 2004 nas campanhas municipais de que se caso os partidos não conseguissem o dinheiro o PT ajudaria a pagar os gastos de campanha destes e que contou com o aval de Genoino, presidente do PT na época já que ele assinou os documentos.

Vou repetir aqui o que eu comentei anteriormente:

Tanto o pseudo-Mensalão do PT quanto o do PSDB tiveram inicio com os empréstimos aos bancos de forma legal, juridicamente, e que acaba de ser confirmado pelo conselho do sistema financeiro (agora, se foi imoral é outra história, já que Marcos Valério foi o avalista do empréstimo e deu como garantia os contratos que tinha com o governo federal na época, isso no caso do pseudo-mensalão do PT).

Em ambos os casos, os empréstimos eram para pagar gastos de campanha de políticos das respectivas bases aliadas. A grande diferença é que o empréstimo do psdb foi pago pelos tucanos usando dinheiro das estatais de Minas Gerais e isto é ilegal (deveria ser dinherio do partido, no caso psdb) e foi isso que configurou o crime no mensalão dos tucanos. Já no caso do PT a coisa muda, já que o empréstimo feito pelo PT junto aos bancos, foi pago com dinheiro do próprio partido e portanto não hove crime algum (claro que há a questão moral já que Marcos Valério foi o avalista do empréstimo feito pelo PT e deu como garantia contratos que ele tinha na época com o governo federal).

Dos envolvidos no pseudo-mensalão do PT, muitos serão condenados por crimes diversos como por exemplo, os que receberam dinheiro do empréstimo, mas não declarou ao TSE. MAS, A TAL MENSALIDADE JAMAIS EXISTIU.

O mais interessante, é que o empréstimo feito pelo PT junto aos bancos foi para pagar dividas de politicos da coligação a qual o PT fazia parte nas eleições municipais de 2004.

O PIG, capitaneado pela veja (que agora sabemos que é um dos braços de cachoeira, DEMostenes e Marconi Perillo) sempre jogou para a "platéia" que era uma mensalidade do governo Lula para comprar políticos no congresso. O pior de tudo é que o judiciário avalizou esta mentira no processo do agora pseudo-mensalão do PT. (link: http://advivo.com.br/node/932563 )

Somente agora parece que (eh!... parece, já que ainda não foi confirmado) o Lewandowski faz uma pequena (senão grande) correção no processo dizendo que foi caixa eleitoral embora ele ainda insista que seja caixa2. Ora! se caixa 2 trata de dinheiro não declarado à receita federal por empresas ou pessoas e este dinheiro investido  em campanhas eleitorais, como pode um dinheiro vindo de empréstimo bancário a um partido e pago depois com dinheiro do próprio partido e declarado ao TSE, portanto totalmente legal, ser tido como dinheiro de caixa 2?

Não esquçamos que Roberto jefferson, o criador da alcunha "mensão", quando de sua defesa no STF ano passado (30 agosto de 2011), deixou bem claro que o tal mensalão não existiu, foi mera "retórica" e que o dinheiro era acordo para a campanhas municipais de 2004. O PIG nada noticiou sobre isso, a única informação que se tem vei de Hildegard Angel no portal R7 em 15 setembro de 2011 em que ela publicou: 

Não falei nada aqui nesse blog porque achei que a grande imprensa ia deitar e rolar, daria manchetes, escreveria longas páginas a respeito, mas nada! Silêncio absoluto para a petição deRoberto Jefferson ao STF, ontem, dizendo que não houve mensalão! Isso mesmo, declarado por seus advogados de defesa com todas as letras: não houve o "fato" mensalão, foi só "retórica". Entenderam? Mensalão foi "modo de dizer". Não teve. Ou seja: todas as acusações, sem provas, não eram fatos, eram factóides. Eram manipulações, mentiras. E agora, como é que o Supremo vai fazer? E o Procurador Geral da República? Já que os grandes jornais, que deitaram e rolaram dando toda a credibilidade às declarações de Jefferson, não publicaram, vocês podem ler aqui abaixo a petição que a grande imprensa varreu pra debaixo do tapete, do tapetão...

 Clique aqui para ler as alegações finais apresentadas por Roberto Jefferson ao Supremo Tribunal Federal.

 

 Fonte: Portal R7, clique para ler  





 

Realmente uma dupla mentrira, pois os mensalões que realmente aconteceram foram o dos tucanops e do DEMos, que envolveram valores muitas vezes maiores que o "suposto" mensalão do PT. Chora PIG. 

 

Caro ivan, eles não conseguem, nem tentam, se manter neutro... eles nem ao menos perdem tempo colocando uma simples palavra que em qualquer lugar com uma midia e uma justiça minimamente honestas e preocupadas em fazer o que delas se espera JUSTIÇA colocaria: SUPOSTAMENTE...

Voce esta certo é tudo espião!!!!!

 

alexandre toledo

Ou seja, show midiático.

O simples fato de quererem acertar as coisas para que um ministro participe antes da aposentadoria já é um escãndalo.

Denota-se que as vontades pessoais e a vaidade do Ministro estão acima de um processo legal.

O desejo de um ministro querer participar de um julgamento específico já é mostra de falta de isenção.