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Lewandowski vota pela validade das cotas em universidades

Por André Souza

Do G1

No STF, relator vota pela legalidade de cotas raciais em universidades

Supremo julga ação do DEM que questiona sistema de cota racial da UnB.
Julgamento foi suspenso e será retomado na tarde desta quinta-feira (26). 

Débora Santos

  Fábio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

O ministro Ricardo Lewandowski, relator de ações que contestam o sistema de cotas nas
universidades (Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom /Agência Brasil)

O ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Ricardo Lewandowski, relator de ações que contestam a legalidade de cotas raciais e sociais em universidades, votou nesta quarta-feira (25) pela validade dos sistemas de reserva de vagas com base em critérios de raça.

Após o voto do relator, o julgamento sobre cotas foi suspenso. O ministro Ayres Britto, que presidiu o primeiro julgamento após ser empossado, disse que, devido ao horário e falta de quórum para prosseguir os trabalhos, a análise do tema será retomada na tarde desta quinta (26).

Três ações estão na pauta do tribunal e a única que começou a ser analisada até o momento trata exclusivamente de cotas raciais. As outras ações abordam cotas raciais combinadas com o critério de o estudante vir de escola pública.

A ação analisada nesta quarta, protocolada pelo DEM, questiona o sistema de cotas raciais da Universidade de Brasília (UnB). A legenda afirma que o sistema adotado pela instituição de ensino, no qual uma banca analisa se o candidato é ou não negro, criou uma espécie de “tribunal racial”.

Para o relator, a política de cotas da UnB "não se mostra desproporcional ou irrazoável e é compatível com a Constituição". Ele afirmou que o sistema utilizado, que têm período de vigência de 10 anos, pode ser usado como "modelo" para outras universidades.

A política de ação afirmativa adotada pela UnB não se mostra desproporcional ou irrazoável e é compatível com a Constituição."Ricardo Lewandowski, relator de ações sobre cotas em universidades

"O modelo que o Supremo tenta estabelecer, se o meu voto for prevalente, é esse modelo de que não é uma benesse que se concede de forma permanente, mas apenas uma ação estatal que visa superar alguma desigualdade histórica enquanto ela perdurar", destacou o relator após o julgamento.

Durante seu voto, Ricardo Lewandowski afirmou também que as políticas que buscam a inserção nas universidades não podem ser analisadas com critérios objetivos, que podem ajudar a "acirrar as distorções".

"Não raro a discussão é reduzida à defesa de critérios objetivos de seleção, isonômicos e imparciais, desprezando-se as distorções que podem acarretar critérios ditos objetivos de afirmação. Quando aplicados a uma sociedade altamente marcada por desigualdades, acabam por acirrar as distorções existentes [...] ensejando a perpetuação de uma elite."

Para o relator, "aqueles que hoje são discriminados têm potencial enorme de contribuir que nossa sociedade avance culturalmente".

"Justiça social mais que simplesmente distribuir riquezas significa distinguir, reconhecer e incorporar valores. Esse modelo de pensar revela a insuficiência da utlização exclusiva dos critérios sociais ou de baixa renda para promover inclusão, mostrando a necessidade de incorporar critérios étnicos."

 Carlos Humberto / SCO / STF)O presidente do Supremo, Carlos Ayres Britto, que
preside o primeiro julgamento desde que tomou
posse, conversa com o relator das ações sobre
cotas em instituições de ensino, o ministro Ricardo
Lewandowski (Foto: Carlos Humberto / SCO / STF)

Lewandowski defendeu que a identificação como negro deve ser feita pelo próprio indivíduo para evitar discriminação. Mas, para coibir fraudes, ele admite alguns mecanismos como a elaboração de formulários com múltiplas questões sobre a raça, uso de foto e formação.

Além de Lewandowski, outros nove ministros do Supremo apresentarão sua posição sobre o tema. O ministro Dias Toffoli não participa do julgamento porque deu parecer a favor das cotas quando era advogado-geral da União.

Único ministro negro do STF
Joaquim Barbosa, único ministro negro do STF, fez um aparte ao voto do relator para falar sobre a posição dos que criticam os sistemas de cotas raciais. "Basta ver o caráter marginal daqueles que se opõe ferozmente a essas políticas."

Barbosa citou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como "maior expoente" das ações afirmativas contra o racismo naquele país. "A que pode levar uma política de ação afirmativa em tão curto espaço de tempo", citou.

A imposição de um modelo de estado racializado, por óbvio, traz consequências perversas para formação da identidade de uma nação. (...) Não existe racismo bom. Não existe racismo politicamente correto. Todo o racismo é perverso e precisa ser evitado"Roberta Kauffman, advogada que sustentou tese contrária às cotas raciais

Contra e a favor das cotas
Para a advogada do DEM, Roberta Kauffman, a seleção de quem teria direito às cotas na UnB é feitas com base em “critérios mágicos e místicos” e lembrou o caso dos irmãos gêmeos univitelinos, Alex e Alan Teixeira da Cunha. Eles se inscreveram no vestibular, em 2007, e, depois de analisadas fotos dos dois, Alan foi aceito na seleção das cotas e Alex não. Depois, a UnB voltou atrás.

“A imposição de um modelo de estado racializado, por óbvio, traz consequências perversas para formação da identidade de uma nação. [...] Não existe racismo bom. Não existe racismo politicamente correto. Todo o racismo é perverso e precisa ser evitado”, disse a advogada.

A defesa da UnB argumentou que o sistema de cotas raciais busca corrigir a falta de acesso dos negros à universidade. Segundo a advogada Indira Quaresma, que representou a instituição, os negros foram “alijados” de riquezas econômicas e intelectuais ao longo da história. Para ela, a ausência de negros nas universidade reforça a segregação racial.

“A UnB tira-nos, nós negros, dos campos de concentração da exclusão e coloca-nos nas universidades. [...] Sistema de cotas é belo, necessário, distributivo, pois objetiva repartir no presente a possibilidade de um futuro melhor”, afirmou a advogada da UnB.

Se a universidade elege como missão promover a diversidade é esse o critério a ser medido. A Constituição não prega o mérito acadêmico como único critério"Deborah Duprat, vice-procuradora-geral da República ao defender a autonomia das universidades para decidir sobre cotas

A validade das cotas raciais como política afirmativa de inclusão dos negros foi defendida também pelo advogado-geral da União, Luís Inácio de Lucena Adams e pela vice-procuradora-geral, Deborah Duprat. Para eles, o racismo é um traço presente na cultura brasileira e que precisa ser enfrentado.

“Precisamos abrir e ver onde estão essas situações de discriminação, de desfavorecimento de brasileiros e brasileiras e devemos, de fato, apoiar e sustentar para prevalecerem políticas afirmativas como a que a universidade vem adotando de forma eficaz”, disse Adams.

“A missão que a universidade elege é que vai determinar os méritos para a admissão. Se a universidade elege como missão promover a diversidade é esse o critério a ser medido. A Constituição não prega o mérito acadêmico como único critério”, completou a representante do Ministério Público Federal, defendendo a autonomia das universidades.

saiba mais

 

Além dos representantes da UnB, do DEM e da União, outros 10 advogados ocuparam a tribuna do STF para defender suas posições contra ou a favor das políticas de reserva de vagas em universidades tendo a raça como critério.

A maioria das entidades participou de audiência pública realizadas pelo Supremo, em março de 2010, para discutir o tema. As opiniões se dividem entre os que defendem e criticam a adoção da questão racial como critério em detrimento de outros fatores, como a renda do candidato.

 Débora Santos / G1)Grupo em frente ao Supremo pede continuidade do sistema de cotas em universidades (Foto: Débora Santos / G1)

Outras ações
Além da ação específica sobre a Unb, outras duas ações sobre cotas estão na pauta do Supremo. Uma delas se refere a recurso que questiona a política adotada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que combina dois critérios para a seleção: a origem de escola pública e a "raça".

Outra ação que deve ser analisada é a que contesta o sistema de reserva de bolsas de estudo para negros, indígenas, pessoas com deficiência e alunos da rede pública implementado pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) do governo federal. O sistema de seleção para recebimento do benefício foi atacado pelo DEM e por entidades como a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino.

Sem votos
54 comentário(s)

Comentários

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+54 comentários

 Na minha região a pública tem cota de 50% para negros/escola pública. Entrentanto, como quase todo mundo se esquadra nisso, a concorrência entre cotista chega a 10 por vaga, enquanto ente não cotistas é de 3 por vaga, porquanto, cotista precisa estudar muito mais para vencer.

 

Um julgamento para ficar na história do STF.  Fez-se justiça . E de goleada!

 

Domenico Amaral

Dometico,  eu   adorei o  julgamento. Realmente vai  ficar na história.

 

A grande falácia das cotas racistas consiste num simples jogo de palavras! Vejam:

A maioria dos negros são pobres. (certo)

A maioria dos pobres são negros. (errado)

A maioria dos ricos são brancos. (certo)

A maioria dos brancos são ricos. (erradíssimo)

A maioria dos brancos são POBRES!! (certo)

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

É triste ler as opiniões contrarias as cotas... parece que a maneira brasileira de encarar seus problemas é fingir que eles não existem... fingi-se que no Brasil não existe racismo, que no Brasil não existe um grave desnível socioeconômico com as populações negras, finge-se que não houve uma ditadura, que não se  matou torturou... 

Quem propôs o fim das cotas não apresentam uma ação alternativas, querem apenas esconder no fundo seus preconceitos, seu racismo.

Ontem a vice procuradora deu uma manifestação perfeita, pena não saber como por aqui, onde rebate categoricamente cada argumento dos contrários...

A verdade que muitos querem esquecer ou fingir não existir é que o pais mais de 100 anos depois de libertar os escravos ainda não conseguiu reparar essa mancha histórica...

 

alexandre toledo

Alexandre,  eu  fico   muito triste,  afinal  as  cotas  vão  diminuir   a  exclusão  que os negros  e pardos vivem nesse país de  "doutores brancos".

Em última  análise, a   aprovação dalei  de  cotas  raciais   é uma reparação  de dano  que  a  sociedade tem  que  arcar para  com os   negros  e pardos.

 

"as  cotas  vão  diminuir   a  exclusão  que os negros  e pardos vivem nesse país de  "doutores brancos". "


País de "doutores brancos"? Acho que você não tem a mínima noção da realidade:



 

Re: Lewandowski vota pela validade das cotas em universidades
Re: Lewandowski vota pela validade das cotas em universidades
Re: Lewandowski vota pela validade das cotas em universidades
Re: Lewandowski vota pela validade das cotas em universidades
Re: Lewandowski vota pela validade das cotas em universidades
Re: Lewandowski vota pela validade das cotas em universidades
 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Quem não tem noção de realidade é vc. Quer ganhar  uma  discussão tentando  me desqualificar.!!!! Se oriente!!!!!

Sou  aparentemente branca ( me chamam de  espanhola)  e  sou bacharela  em Direito, portanto   eu não  sou  "vítima" de racismo,  tenho  filhos  que   sempre  estudaram   em escolas particulares (inclusive faculdades),  então, meu caro, meu interesse é  em favor  da  cidadania, da  democracia,   em favor da inclusão  social.

 

"Sou  aparentemente branca ( me chamam de  espanhola)"

Se for de ascendência espanhola, talvez tenha mesmo responsabilidade na escravidão dos africanos... Taí um país que se beneficiou muito escravizando africanos. Não aqui, mas em outras terras.

É estranho que uma bacharela em direito coloque um link para tentar sustentar suas opiniões e esse link não traga absolutamente nenhuma informação para isso.  O que foi aquilo? Um blefe de bacharel?

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

"Quem propôs o fim das cotas não apresentam uma ação alternativas, querem apenas esconder no fundo seus preconceitos, seu racismo."


Nada disso!! As cota SOCIAIS são muito mais justas que as raciais(racistas)! Afinal, o problema não é a condição econômica das pessoas? Por que não as cotas sociais??

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Assusta viver em um país em que é preciso apresentar números sobre a situação de seus negros apesar de que todos a encontram em cada esquina. A pobreza que atinge brancos não é igual à que atinge negros. Desonestidade intelectual devia dar cadeia tanto quanto a material.

A mentira mais hedionda sobre cotas "raciais" é a de que não beneficiam "pardos" sendo que centenas de milhares deles já são beneficiados. É mentira que a pobreza que atinge negros seja a mesma que atinge brancos. A que atinge negros é muito maior e IBGE e IPEA comprovam.

97 milhões de brasileiros se dizem afrodescendentes em 190 milhões, ou 51%. IPEA diz que salário médio do branco é 1,8 mil e do negro R$ 0,8. Segundo o IPEA, os que se declaram afrodescendentes são 70% dos pobres, 70% dos indigentes e quase 80% dos jovens que morrem por violência.

A Suprema Corte de Justiça de um país que tem 51% de afrodescendentes tem 1 magistrado negro e no Congresso só 8 % dos deputados são negros. Não faltam números para provar que a pobreza, no Brasil, tem cor. O que falta é vergonha na cara a um setor minoritário e rico da sociedade.

 

"97 milhões de brasileiros se dizem afrodescendentes em 190 milhões, ou 51%. IPEA diz que salário médio do branco é 1,8 mil e do negro R$ 0,8. Segundo o IPEA, os que se declaram afrodescendentes são 70% dos pobres, 70% dos indigentes e quase 80% dos jovens que morrem por violência."


Poderia informar onde encontro esses dados? De onde você os tirou? Já colocaram um link aqui pra "comprovar" o número de brancos e negros pobres em cada Estado, mas era só pra encher linguiça!!! Essa informação não constava no referido link!!! De bla bla bla eu já tô legal...

 

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"A pobreza que atinge brancos não é igual à que atinge negros."

Que raio de senso de justiça é esse?  Pau que dói em Mané também dói em Zé!  Pô!!!

Fala-se de "brancos" como se todas as etnias de brancos que migraram  e miscigenam este País fossem responsáveis pela escravidão dos africanos.

Vê se os búlgaros, antepassados da presidente Dilma, alguma vez escravizaram africanos!

Vê se os libaneses, antepassados do Luis Nassif, alguma vez escravizaram africanos?

Vê se os italianos, meus antepassados,  alguma vez escravizaram africanos!

Veja ainda os lituanos, iugoslávos, húngaros, alemães, japoneses, poloneses, gregos, armênios, etc., etc., etc.

O que eles têm a ver com a escravidão dos africanos??? Qual sua parcela de responsabilidade nisso???

As etnias que escravizaram africanos foram somente e tão somente portuguesa, espanhola e inglesa. Aqui no Brasil, exclusivamente a portuguesa!  


 

 

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Só um pouquinho. Não escravizaram, mas se beneficiaram do país, que até então fora quase totalmente construído pelos negros. Qual, é? Vai negar isso?

 

Se beneficiou do país??? Se os imigrantes se beneficiaram do país, o fizeram na mesma medida que os negros!! Os imigrantes só chegaram aqui depois da abolição. Encontraram um país atrasado e sem absolutamente nenhuma tecnologia. Transmitiram todo o seu conhecimento milenar aos ignorantes e selvagens que aqui viviam ainda em 1900.

 

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Os argumentos dos que são a favor das cotas raciais caem por terra ao se propor as cotas sociais. Se o problema é a condição social... Por que não? 


Ignorar deliberadamente que existem milhões de brancos pobres neste país ESTUDANDO NAS MESMAS ESCOLAS DE MERD* QUE OS NEGROS POBRES ESTUDAM é lá alguma demonstração de equilíbrio e espírito de justiça??????

 

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A justiça se humanizando. Esse órgão, que sempre atuou para interesses capitalistas, hoje, com o novo ministro, Ayres Britto, começa a mostrar que da justiça, também, faz parte a sensibilidade. Abrir portas, ao invés de fechá-las, é a dignidade que se espera, também, desse órgão. Nós, branquelos(carinhoso), sempre tivemos CHANCE de competir, mas negros, pardos e tais, principalmente num sistema capitalista, não. Por isso, a inserção, para mim, é a políica  mais plena da justiça humana. Parabéns ao ministro. Espero que, mediante acertos dessa magnitude, parabenizar a justiça, se torne  um hábito.

 

Assisti a uma parte da leitura do voto do relator, ontem, no STF (via TV Justiça) e achei brilhantes os seus argumentos. Assim como achei extraordinárias as falas da vice-procuradora geral da República. De fato, ambos deixaram os argumentos contrários "no chinelo", porque se basearam em farta leitura de filósofos, sociólogos, juristas, historiadores e outros mais. E, acima de tudo, porque resgataram estudos que mostram, com dados e informações, que não basta selecionar por categoria social; não se trata de uma mera questão de renda. O preconceito racial e a discriminação operam contra os "diferentes" de modos muito perversos e insistentes, que vão muito além da distribuição da riqueza. E precisam ser enfrentados também com formas alternativas de empoderamento, para garantir a eles o acesso pleno a todos os direitos. Parabéns ao relator da matéria no STF!

 

Vania,  continua muito bom. Vale  a pena  assistir.

 

Volto ao que postei ontem:

1)Já fiz esta pergunta aqui antes e até hoje não consegui uma resposta : defina ou estabeleça uma metodologia para determinar quem é negro.

Obs.: Não sendo auto declaração nem pelo olhar puro e simples de quem escolhe;

2)"No Brasil, a escravidão teve início com a produção de açúcar na primeira metade do século XVI. Os portugueses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão-de-obra escrava nos engenhos de açúcar do Nordeste." A partir daí quantos afrodescendentes não seríamos;

3)E havia me esquecido, os descendentes de índios estão também inclusos acredito,  qual o percentual da população que ficaria de fora?

4)Em tempo não sou "branco" muito antes pelo contrário.

 

Evandro


Não faça essa pergunta pois NÃO EXISTE RESPOSTA PARA ELA


Na ausencia dessa resposta vem o bla bla bla emocional de sempre 


mas é aquela:


Se fator emocional suplantasse o direito que nao pode se flexibilizar em prol de algo dessa natureza


-Não haveria reintegração de posse em lugar algum do mundo...

 

leonidas

Sou contra as cotas nas Universidades Federais.

Fere a igualdade de direitos.

E para não ferir a igualdade de direitos as universidade pública só deve permitir o ingresso de alunos oriundos de escolas públicas.

As universidades particulares só devem permitir o ingresso de alunos oririnários das escolas particulares.

Assim não fere o princípio da lógica.

Assim se acaba com o dilema que as cotas deveriam ser sociais.

Assim se acaba a polêmica dissemida pelo baronato que paga escolas carímass para que seus filhos ganhem o direito de entrar em uma Federal, uma pública.

 

Assis,  amigo, vc não pode tratar  iguais os desiguais.

é um princípio de Direito  Tributário mas  que  se  aplica  a  questão das  cotas.

 

Mas, claro, os pais dos estudantes das escolas particulares deveriam continuar sustentando, com seus impostos, a universidade publica às quais seus filhos teriam o acesso negado. :-)  Bela igualdade de direitos. Interessante que nenhum debate no mundo de hoje é feito sob a otica de quem paga a conta. Como se os pagadores liquidos de impostos devessem se considerar privilegiados por sustentar o resto da sociedade.

Sou contra as cotas. A mudança tem que ocorrer é na forma de ingresso, sem suprimir direitos de ninguém. Ha algo de profundamente errado num sistema seletivo de instituições publicas que barra justamente o aluno da escola publica. A propria existencia dos cursinhos pré-vestibulares é algo de aberrante.

 

Não sei agora, mas há uns 10 anos atrás, quando dirijia-me ao centro de convivência da UFG, onde se reuniam alunos de cursos concorridos, só via por lá a turma do chapéu. Preto se via mas limpando banheiro, no máximo no balcão da lanchonete. Ficava p da vida ao perceber aqueles filhinhos de papai em seus carrões importados estudando às custas do meu dinheiro. Por isso sou a favor das cotas raciais, pelo menos por algum tempo, até que diminua o fosso social que separa negros e brancos em termos de acesso ao consumo, educação, cultura, etc, fora a reparação que há de ser feita por conta da escravidão. Há quem seja a favor das cotas sociais por entender que este sistema beneficiaria a todos, pretos e brancos pobres. Sim, mas a desigualdade ainda é flagrante, quem sabe já em 2014, no máximo em 2020 as cotas sociais possam ser adotadas caso o IBGE identifique que os pretos deixaram de ser os grandes injustiçados deste país. 

Respeito e muito quem é a favor das cotas sociais, há muitas pessoas bem intencionadas que a defendem, não é este o caso de Demóstenes Torrres 

 

Calendário SPIN

Não existe essa de " algum tempo "


se algo é errado é errado independente do tempo que seja aplicado


Não faz sentido algum legitimar o conceito racista mesmo quando a questao  seja "ajudar "


Ainda mais sabendo-se que cotas sociais fariam EXATAMENTE A MESMA COISA


posto isso não sobre nenhum argumento a favor do conceito racial que nao seja de cunho radical/ideologico/ ou ingenuidade...


 

 

leonidas

Ontem mesmo deparei-me com um grupo de jovens sofrendo "baculejo" da polícia. Dentre os abordados nenhum branco, tive a impressão de que foi por preconceito. As leis existem em função de uma realidade que, se alterada, não faz sentido a manutenção de tal legislação. Este ainda não é o caso das lei das quotas raciais que, pelo quadro atual de desigualdade,  se faz extremamente necessária. Quem sabe daqui a algum tempo, quando este país for de fato para todos, está no caminho. Abraço,

 

Calendário SPIN

Como sempre,  Assis,  suas colocações são muito racionais!: Sem paixões e demagogia barata.

Esse é o caminho para se evitar injustiças! Parabéns!  

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Assis,

Respeito muito teus comentários e tenho até certo receio em te contraditar . Quando falas em direcionar alunos de escola públicas excluivamente para universidades públicas e, para universidades privadas, alunos oriundos de escolas  privadas  um direito fundamental está sendo esquecido: o direito de o jovem escolher a Universidade que quer cursar.

O  nível da notas dos cotistas prova que o sistema está certo .

Não existe outra forma de corrigir essa injustiça secular. De que outro modo esses milhares de jovens, oriundos do estamento historicamente marginalizado pela "Casa Grande" , teria oportunidade de ingressar em um curso superior?

Some-se às cotas a oportunidade aberta pelo Governo Dilma para que mais de 100.000 jovens possam estudar no exterior, até 2014, e teremos  bem pavimentado o " 4º caminho" , a Educação, citado pela Presidenta Dilma  como essencial para colocar os Brasil nos trilhos.

 

Domenico Amaral

Domenico.

Claro que sou contra a besteira que escrevi acima, contra a besteira dos fundamentos daqueles que são contra as cotas.

Como disse lá no primeiro comentário, essa ideia só podia ter partido do DEM.

 

 

O "Tio Rei" , aquele blogueiro ridículo da "sujíssima",  está babando sangue e, em um ritual vodu, espetando agulhas nos bonequinhos alucinadamente. Os ministros  que votarem a favor da manutenção das cotas devem se precaver pois a vingança  da revista " sará maligrina"!

 

Domenico Amaral

Oras isso é balela


Demagogia politica da pior especie aliada a movimentos negros radicais que vivem procurando casos de racismo em toda parte mas que ao se deparar com um caso onde de fato houve elementos dignos dessa afirmaçao ( do presidente do STJ em BSB contra um rapaz na fila do caixa eletronico ) enfiaram orabo entre as pernas e ficaram misteriosamente silenciosos


Certamente consideraram que criar caso com o Judiciario não seria positivo seil lá


O STF ira com certeza apoiar essa demencia.


Se esquecendo que se a preocupaçao é falta de justiça, é simples


Basta o estado cumprir sua parte no tocante a educaçao basica que todos poderao acessar a universidade que lhe convir.


Se seguirmos a noçao de " justiça " desses nobres e demagogos magistrados não haveria despejo


Existe coisa mais justa que impedir reintegraçao de posse de uma familia sem renda com filhos?


E alguem ja procurou saber  o indice de " negros " nesses casos?


E entao eles nessa hora enfiam o senso de justiça e igualdade deles aonde?


Demagogia , inocentes uteis, radicais,  interesses movidos por questao ideologica enfim é so isso que temos na analise desta questao.


mas como ja disse faz parte da democracia aturar esse tipo de decisão absurda desse STF...  

 

leonidas

Votou corretíssimo pela inclusão  social.

 

Estou  assistindo    agora  a TV  Justiça,  maravilhosas  explanações,  estou  profundamente  satisfeita!!

 

quarta-feira, 25 de abril de 2012 Onde O Globo e o DEM guardam o seu racismo  No dia em que o STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar ação movida pelo DEMos contra mais negros nas Universidades, através de cotas, o jornalão "O Globo" faz editorial do tempo da casa grande baixando o sarrafo na senzala.

O racismo enrustido do jornalão fica explícito no título: "Proteção enganosa".

Ora, tenha a santa paciência! Cotas raciais nunca foi "proteção". Quem precisa de proteção é criança, como no estatuto da criança e do adolescente.

Cotas é para acelerar a correção de injustiças vindas da segregação social passada de geração para geração desde os tempos da casa grande e senzala.

Política de cotas é uma força-tarefa temporária, da nação, até que as injustiças desapareçam, e as cotas se extinguam ao perderem o sentido de existir.

A função das cotas é tornar toda a pirâmide social acinzentada, em vez do topo ser branco e a base ser preta.

Quantas vezes vamos a um médico e somos atendidos por um negro? São poucas. O número de médicos negros é muito inferior à proporção da população negra.

Será que é normal um Brasil onde só há um negro entre os 11 ministros do STF? Talvez o primeiro da história. Numa reunião de empresários, quantos negros estão presentes? Quantos barões da mídia negros existem no Brasil? Quantos negros tem na diretoria das Organizações Globo? Quantos apresentadores negros tem a Globo? Vamos ver: Faustão não é, nem Jô Soares, Xuxa, Luciano Huck, Pedro Bial, Zeca Camargo, Galvão Bueno ... me ajudem a achar um gente... Ah, tinha a Glória Maria, que não é mais. Nos telejornais tem o Heraldo Pereira. Mas é muito pouco.

Quantas vezes um recrutador de uma empresa, ao entrevistar candidatos a gerente de vendas, receia contratar um negro, mesmo que mais qualificado, até recorrendo à lógica racista "dos outros", se justificando: "Eu não sou racista, mas como vou saber se os clientes que ele vai atender, não é? Pelo sim, pelo não, acho mais seguro contratar um branco".

Tudo isso acontece porque negros com acesso ao curso superior foram minoria esmagadora em relação à brancos. E as raízes do problema são facilmente explicadas num país capitalista, com o passado do Brasil. Foi construído por oligarquias cuja herança das riquezas e do que há de melhor, inclusive em educação, sempre esteve nas mãos dos descendentes de europeus brancos, passando de geração a geração. Se uma das regras para subir na vida no Brasil é através do curso superior, o mínimo que se pode fazer é uma política pública para inserir nas universidade um número de negros mais próximo à proporção que representam na população.

Daí a razão de reservar uma quantidade de vagas específica para a população negra pobre nas universidades.

Enquanto o Brasil todo não se acostumar a ver com naturalidade negros tão presentes quanto os brancos em cargos de chefia e em altas posições da sociedade, as cotas se justificam.

É para acabar de vez com esse resquício racista que existe na segregação da pirâmide social, que são necessárias as cotas. Aliás, não são exclusivas para afro-descendentes, existem também para índios.

Cuidado com a manipulação de informações e lutas inglórias

Os do contra falam que seria injusto o filho de alguém como o Pelé ter direito a cotas. É contra-informação vagabunda. Cotas raciais devem existir dentro das cotas sociais. Obviamente que devem ser para negros que não são filhos de ricos, e sim para estudantes de menor renda que estudaram o ensino médio em escola pública. Quem já está no topo da pirâmide social faz parte de uma minoria que venceu as adversidades, tem acesso às melhores escolas privadas desde à creche e, independente de etnia, não devem ter direito a cotas.

Cotas não eliminam a meritocracia. Os cotistas também disputam vagas entre si por concurso e passam os melhores alunos. É como se os cotistas se inscrevessem num vestibular (ou no ENEM) e os não cotistas em outro.

Dizer que a solução definitiva é a melhoria do ensino fundamental e médio na escola pública é óbvio e ululante, mas todo mundo sabe que isso leva tempo, por maior que sejam os esforços de um governo popular, combatido por uma elite perversa que luta incansavelmente para tirar casquinha nos impostos que sustentam a educação e a saúde pública. Diante disso, nada justifica fazer a população mais pobre (em grande parte afro-descendente), ter que esperar mais do que já esperou para ter o mesmo lugar na sociedade que qualquer outro brasileiro mais rico tem direito. Enquanto melhora o ensino de base, corrige-se as distorções sociais com as cotas. Uma coisa não é conflitante com a outra, pelo contrário, é complementar.

Não há como tapar o sol com a peneira, querendo esconder o racismo escancarado na pirâmide social brasileira. Se há uma clara divisão racial estampada na pirâmide social, não há como contestar as cotas como corretivo.

Não devemos aceitar a provocação e incitação de que as cotas raciais tiram vagas de estudantes brancos, inclusive os pobres. Como já foi dito, devem existir também cotas sociais, independente de etnia, enquanto forem necessárias, mas o mais importante é que a boa luta política deve ser canalizada pela ampliação de vagas no ensino superior, que atenderá a todos os brasileiros de todas as etnias, e não ficar brigando pela continuidade de um ensino superior restrito e elitista onde quase não se via negros. Chega de aceitar viver num país desigual e injusto, chega da separação entre casa grande e senzala. http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

 

Na verdade, ele votou pela constitucionalidade. É possível que um ministro seja contra as cotas raciais, mas vote a favor de sua constitucionalidade. São duas coisas diferentes.

 

"Votou corretíssimo pela inclusão  social."

Você acha que existem poucos brancos pobres no Brasi?
Afinal, onde estão as estatísticas apontando o número de negros, pardos e brancos em cada Estado?
Como é que se decide uma coisa destas assim, de maneira generalista, sem saber exatamente o índice de negros pobres e de brancos pobres em cada Estado?
Nas  péssimas escolas públicas deste País estudam negros e brancos e OS DOIS chegam ao final do ciclo SEM CHANCES de passar num vestibular e ascender a uma faculdade, uma vez que não receberam ensino adequado. Outra coisa: Nem todos os Estados são iguais no que tange ao numero de negros e brancos! Uma lei de cotas raciais na Bahia certamente produzirá efeitos (benéficos e maléficos) diferentes desta mesma lei aplicada no Rio G. do Sul, por exemplo.

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

‎"Em 1871, quando o Parlamento discutia a Lei do Ventre Livre, argumentou-se que libertando-se os filhos de escravos condenava-se as crianças ao desamparo e à mendicância. "Lei de Herodes", segundo o romancista José de Alencar." (Elio Gaspari)


Eu quase nunca concordo com o Elio Gaspari, mas esse texto publicado ontem (não sei foi comentado aqui, desculpem, pois não entrei no blog ontem, nem olhei tudo hoje) resume o que penso sobre o argumento "cota social" contra a política de Cotas que será aprovada hoje.


Elio Gaspari - Hoje o STF julgará as cotas

 

Alisson Sbrana



 

E  aí, Alisson, seria melhor  continuar  com  a escravidão  até hoje!!!

Me desculpe, mas  que  argumentação fraca  e  antidemocrática,  a cara da "Casagrande  e Senzala".

 

Tarkus

Puxa, que vergonha! Ainda existem brancos pobres no Brasil! 

 

Não entendi a sua colocação, Orlando.  Afinal,  você acha que existem poucos brancos pobres estudando com  negros pobres nas mesmas escolas públicas de péssima qualidade?


Achas que o número de negros é maior? Em qual Estado?

 

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Tarkus, preste  atenção nesses  dados:

Brasil perde brancos e pretos e ganha 3,2 milhões de pardos

 

Rodrigo Martins
Do UOL Notícias
Em São Paulo

 

Pnad: o perfil do brasileiro

  • Arte UOL

    Mais domicílios possuem máquina de lavar e microcomputador; veja o quadro do país e por Estado


Em um ano, a população brasileira ganhou 3,2 milhões de pessoas autodeclaradas pardas, enquanto viu desaparecer 450 mil brancos e 1 milhão de pretos. É o que indicam os dados deste ano da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira. Além do crescimento em números absolutos, os pardos aumentaram a sua participação na base populacional em termos percentuais.

Em 2007, a população residente no país era composta por 48,4% de pessoas brancas, 43,8% de pardas, 6,8% de pretas e 0,9% de amarelas e indígenas. Um ano depois, houve uma elevação de 1,3 ponto percentual na proporção de brasileiros declarados pardos e uma redução das populações pretas (0,7 ponto percentual) e brancas (0,8 ponto percentual).

O número de pardos aumentou tanto na população masculina como na feminina. E a única região do país que não verificou uma redução do percentual de brancos ou pretos foi o Centro-Oeste, onde a participação de cada etnia permaneceu praticamente inalterada entre 2007 e 2008.



Grupo de discussão

Como você encara o "empardecimento" da população?

As razões do "empardecimento" da população
Para especialistas, este fenômeno não deve ser atribuído apenas à variação da taxa de nascimentos e óbitos. Como a pesquisa é baseada na autodeclaração dos entrevistados e a noção de raça é uma construção social, esta variação pode ter raízes em questões subjetivas, ligadas ao sentimento de pertencer a uma determinada etnia, ao preconceito ou mesmo uma reação ao debate sobre políticas afirmativas no Brasil.

"Não causa surpresa que os pretos se declarem pardos, porque o preconceito do Brasil é baseado na representação, aquilo que as pessoas acham de si mesmas ou o que os outros acham delas. E, enquanto os negros tiverem em desvantagem no acesso à educação ou ganhando salários menores, por exemplo, é compreensível que muitas pessoas não queiram assumir uma identidade negra", afirma o escritor e historiador Joel Rufino dos Santos, professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Pretos, pardas ou indígenas são maioria no Norte e minoria nos Estados da região Sul

  • Pnad/IBGE - 2008 - Reprodução

    A Pnad confirma a histórica distribuição desigual das raças em território nacional; quanto mais ao Sul, menor é a porcentagem daqueles que se autodeclaram negros, pardos ou indígenas



"Surpreendente é a constatação de que brancos podem estar se declarando pardos. Porque tanta gente não desaparece assim, da noite para o dia. É um fenômeno que precisa ser estudado", completa.

As diferenças regionais
A Pnad 2009 confirma a histórica distribuição desigual das raças no território nacional. Enquanto no Norte e no Nordeste as pessoas se declaram predominantemente pardas ou pretas (índice superior a 70%), na região Sul, 78,7% dos entrevistados se classificaram como brancos.

No Sudeste, 56,8% da população se declara branca, 34,4% parda e 7,7% preta. O Centro-Oeste se manteve com cerca de metade da população autodeclarada parda. Os brancos somam 42,2% e os pretos 6,5%.

A participação das etnias nos centros urbanos e no campo também é diferenciada. Enquanto no ambiente rural a população há uma predominância da população preta e parda (60,4%, ante os 38,7% da participação dos brancos), nas cidades a balança pende ligeiramente para o outro lado. Os brancos somam 50,3%, e os pretos e pardos, 48,7%.

http://noticias.uol.com.br/especiais/pnad/ultnot/2009/09/18/ult6843u18.jhtm

 

"Brasil perde brancos e pretos e ganha 3,2 milhões de pardos"


Sim, Marcia, é a BENDITA miscigenação que começou lá por volta do ano 1550 e apraz, GRAÇAS A DEUS, neste país!


Então, como é que um cara miscigenado vai militar em movimentos raciais??


Em qual movimento ele se encaixa? Nos movimentos negros ou brancos?

 

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Meu caro vamos por os pingos nos iis ... a miscigenação demopcratica só começou no seculo passado, querer considerar as relações escrevas - donos como uma coisa boa é errado ... o que acontecia era ESTRUPOS CONSENTIDOS MUITAS VEZES PELA LEI....

 

alexandre toledo

A população negra brasileira

 

 

 

O dia da Consciência Negra, 20 de novembro, é uma data importante para lembrar a resistência de negros (as) à escravidão e, ao mesmo tempo, uma reflexão sobre a inserção do (a) negro (a) na sociedade brasileira.

 


Exposição fotográfica em estações do metrô em

 

Para compreender e refletir como está a população negra brasileira, recentemente, o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) publicou uma pesquisa intitulada A Dinâmica Demográfica da População Negra Brasileira em que analisa, com base nos dados do Censo demográfico de 2010, descrevendo a trajetória da população negra e suas componentes (fecundidade e mortalidade) comparada à branca e aponta algumas implicações para a demanda por políticas públicas. Vamos as principais constatações do estudo:

Primeiro; população branca era maior que a negra entre 1980 e 2000. Em 2010, esta situação se inverteu (97 milhões de pessoas se declaram negras e 91 milhões de pessoas se declararam brancas). Isso pode ser decorrente da fecundidade mais elevada encontrada entre as mulheres negras, mas, também, de um possível aumento de pessoas que se declararam pardas no censo de 2010. Como resultado, a taxa de crescimento da população negra entre 2000 e 2010 foi de 2,5% ao ano e a da branca aproximou-se de zero.

Segundo; o aumento da proporção de domicílios chefiados por mulheres guarda estreita relação com o aumento da participação feminina no mercado de trabalho. Houve um aumento na participação tanto das mulheres negras quanto das brancas, mais expressivo para as últimas. Estes fatores provocaram algumas mudanças nas características dos domicílios brasileiros, alterando as relações tradicionais de gênero: mulher cuidadora e homem provedor. Um dos indicadores dessas transformações é dado pelo aumento da contribuição das mulheres para a renda das suas famílias, o que ocorreu nos dois grupos populacionais. Entre as brancas, essa passou de 32,3% para 36,1%, e, entre as negras, o aumento foi de 24,3% para 28,5%.

Terceiro; em uma comparação sobre o padrão de mortalidade por idade e causas dos dois grupos populacionais (brancos e negros), com base em informações do Sistema de Informações de Mortalidade do Ministério da Saúde e as coletadas pelos censos demográficos. Observou-se que, entre os homens, a segunda causa mais importante de óbitos na população negra foram as externas e na branca, as neoplasias. Já a terceira causa entre os negros foram as neoplasias e entre os brancos, as externas. Dentre as externas, as agressões (homicídios) foram, em 2001, as principais causas de morte tanto na população negra quanto na branca. Em 2007, apenas entre os negros os homicídios predominaram. Um detalhe importante; esse tipo de óbito entre os negros é mais frequente entre 15 e 29 anos e é responsável por, aproximadamente, 50% do total de óbitos entre a população negra masculina.

Analisando o estudo do IPEA, pode-se observar que há o início de um processo de mudança em como as pessoas se veem. Passam a ter menos vergonha de dizer que são negras; passam a não precisar se branquear para se legitimarem socialmente. Essa mudança é um processo surpreendentemente linear, surpreendentemente claro e, ao que tudo indica, ainda não terminou.

Na medida em que o debate da identificação racial ganha as páginas dos jornais e a sociedade vê que é um tema legítimo; na medida em que negros são apresentados nas telenovelas como personagens poderosos e não apenas empregados domésticos; na medida em que negros são vistos, como por exemplo, compondo o Supremo Tribunal Federal e ocupando os mais diversos cargos na política; na medida em que o Movimento Negro sai da marginalidade e ocupa espaços no debate político, a identidade negra sai fortalecida, não é que o Brasil esteja tornando-se uma nação de negros, mas, está se assumindo como tal.

Entretanto, a mobilidade social do(a) negro(a), ou seja, sua ascensão relativa ao conjunto da sociedade, mantém-se em patamares residuais. Não houve alteração do quadro de oportunidades no mercado de trabalho, principal fonte de renda e de mobilidade social ascendente. A conclusão que se impõe é que, a despeito dos avanços registrados, a situação da população negra no país continua bastante vulnerável. O que contribui de forma significativa a melhora da população negra brasileira é o avanço da ação do Estado em termos das políticas distributivas de cunho universal atuando no sentido de combater a pobreza e a desigualdade de renda.

Tal quadro vem reforçar a necessidade de implementação de políticas dirigidas para a população negra. Políticas que, em curto espaço de tempo, possam garantir uma maior eqüidade de oportunidade e de padrão de vida.

http://www.cartacapital.com.br/economia/a-populacao-negra-brasileira/

 

A conclusão que se impõe é que, a despeito dos avanços registrados, a situação da população negra no país continua bastante vulnerável. O que contribui de forma significativa a melhora da população negra brasileira é o avanço da ação do Estado em termos das políticas distributivas de cunho universal atuando no sentido de combater a pobreza e a desigualdade de renda.

 

Eles  são pardos (mulatos, cafusos) e  serão protegidos pela lei de  cotas racias. Estou botando  fé,  só não vai  ser unânime, mas vai  ser maioria.

 

Ministro Ricardo Lewandowski destacou a importância da iniciativa na redução das desigualdades sociais.Julgamento no Supremo será retomado hoje e firmará jurisprudência para outras instituições de ensino O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou ontem o julgamento sobre a legalidade das cotas raciais da Universidade de Brasília (UnB). Único a votar, o relator da ação protocolada pelo DEM, ministro Ricardo Lewandowski, manifestou-se pela validade integral do sistema da UnB, que reserva 20% das vagas de cada vestibular para candidatos afrodescendentes (negros e pardos). A decisão firmará jurisprudência para as demais instituições de ensino superior. O julgamento foi suspenso à noite e será retomado às 14h de hoje. Nove ministros ainda devem votar, com exceção de Dias Toffoli, impedido por ter atuado no caso na época em que era o advogado-geral da União. Outras duas ações que tratam de cotas raciais e sociais estão na pauta da sessão desta quinta-feira (veja quadro). Em um plenário lotado, com direito à presença do diretor americano Spike Lee — que ficou pouco tempo no STF porque não havia tradutores —, Lewandowski destacou que aqueles que hoje são discriminados têm potencial para contribuir para o avanço cultural da sociedade. Para o ministro, o sistema de cotas da UnB deve ser mantido em atenção aos princípios constitucionais da razoabilidade e da proporcionalidade. "Justiça social, mais que simplesmente distribuir riquezas, significa distinguir, reconhecer e incorporar valores. Esse modelo de pensar revela a insuficiência da utilização exclusiva dos critérios sociais ou de baixa renda para promover inclusão, mostrando a necessidade de incorporar critérios étnicos", afirmou o relator do caso. Adotada em 2004, a política de cotas da UnB tem validade de 10 anos. Atualmente, 57 instituições federais utilizam alguma forma de ação semelhante. Os sistemas, segundo Lewandowski, devem funcionar com prazos limitados. "O modelo que o STF tenta estabelecer, se meu voto for prevalente, não é uma benesse permanente que se concede para um grupo social, mas uma ação estatal que visa superar uma desigualdade histórica enquanto ela perdurar." Único negro entre os integrantes do STF, Joaquim Barbosa fez uma série de comentários ao longo do voto do relator. Ele citou o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como um grande expoente das ações afirmativas, uma vez que ele viveu uma época em que aquele país adotou políticas para reverter o racismo que imperava entre os norte-americanos. Já indicando o seu entendimento em relação ao tema, Barbosa criticou todos os que combatem as cotas. "Basta ver o caráter marginal daqueles que se opõem ferozmente a essas políticas", argumentou. Advogada do DEM, Roberta Kaufmann disse que a imensa miscigenação que temos no Brasil desde o início da colonização impossibilita distinguir quem é ou não afrodescendente. "Não se discute nessa ação a existência de racismo, preconceito e discriminação em relação aos negros em nossa sociedade. O que se discute é a melhor forma de integrar os negros no país", frisou. Além da representante do DEM, 11 advogados falaram em plenário, representando entidades interessadas no processo. Em nome do governo federal, o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, defendeu as cotas, sob a justificativa de que existe uma realidade social que ainda reproduz discriminação.Esse modelo de pensar revela a insuficiência da utilização exclusiva dos critérios sociais ou de baixa renda para promover inclusão, mostrando a necessidade de incorporar critérios étnicos"

http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br/

 

Pesquise  aí, por favor.

http://seriesestatisticas.ibge.gov.br/series.aspx?vcodigo=M15&t=abandono...

 

 


Desculpe minha falta de capacidade, Marcia... Mas eu não encontrei as estatísticas sobre a COR DA PELE da população em cada Estado e muito menos sobre a situação econômica dessas populações.
E acho que você também não...   

 

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