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Liberalismo Utópico, à moda da Áustria

Por Marroni

Por que ainda insistem nestas teses ingênuas e pervertidas dos economistas austríacos e assemelhados?

Dizer que o estado se alia ao grande capital para sufocar o lumpen-empresariado, dizer que o estado quer tirar os pequenos heróis empreendedores do "mercado" para gerar lucros aos monopólios, e ainda dizer que isto é marxismo ou socialismo, não é apenas desonesto e estúpido, é criminoso.

O estado é agente do capital. Chamar os bancos de para-estatais é querer dizer que os bancos estão a serviço do estado quando de fato é exatamente o contrário. O estado existe para defender a propriedade e o predomínio do capital, hoje cada vez mais monopolista. O estado moderno é causa e efeito do capitalismo. Promoveu a acumulação privada de capital mercantil nos estados absolutistas que desembocaram na revolução industrial.

A evolução do capitalismo leva a concentração de propriedades e rendas, a centralização de poder em monopólios e oligopólios, dos quais o estado é promotor e protetor, não são acidentes, "erros" ou ruídos dissonantes entre as liras harmônicas do Éden-mercado. Estado e corporações são suas pedras fundamentais.

A forma social da mercadoria capitalista - a verdadeira alienação que fratura e decompõe produtores e consumidores em peças da máquina de acumulação - é, sob a ótica liberal, neutra e a-hstórica, natural e dada. Quando de fato inversamente, a mercadoria torna-se o sujeito abstrato, o agente social despersonalizado que controla e condiciona os sujeitos humanos concretos. As relações deixam de ser entre os (tão aclamados) indivíduos que se tornaram coisas, governados por coisas que se tornaram sujeitos; As relações são entre as mercadorias que submeteram os homens e suas existências às suas leis impessoais. Todos passam a ter preço e são cambiáveis pelo dinheiro, a suprema mercadoria.

A ânsia liberal se aproxima muito mais do anarquismo em sua luta contra o estado, no desejo infantil de restaurar o paraíso perdido do "mercado puro", que só existe como fantasia mitificada. Muito parecido mesmo com o comunismo idealizado, etapa posterior ao socialismo, onde o estado será suprimido. Utopias.

O nome que os liberais não querem pronunciar é capitalismo. Vivem pregando a "economia de mercado" como se isto significasse algo diferente do capitalismo. Vivem dizendo que estado e corporações são elementos estranhos ao mundo que idealizam porque são pessoas abstratas que se opõem, do mesmo modo que a mercadoria, aos indivíduos.

Aqui entra a indigente Ayn Rand com a sua apologia do indivíduo, mito elevado a condição de entidade sacralizada, deificado. O ateísmo de Rand é uma fraude porque ao eleger o "indivíduo" como o novo deus, egoista, carnal e senhor do universo, pretende substituir a abstração monoteísta abrâmica. Não percebem que não há indivíduos fora da sociedade e que em um nível mais fundamental ainda, o indivíduo é uma construção social. Por habitar no mundo capitalista e submetido às instituições capitalistas, é mais mercadoria do que humano.

Enfim, não percebem, nesta inversão epistemológica de seus conceitos, que o que defendem é a fonte dos problemas que denunciam e o que criticam é o caminho, não para o liberalismo, mas para a liberdade.

Mas não é Freud quem pode explicar melhor estas profundas deficiências cognitivas do Liberalismo Utópico. É Darwin.

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Excelente síntese , em poucas palavras disse muito, texto fruto da própria reflexão é outro papo... Ao contrário dos rídiculos e pesadissimos textos contruidos na base do  "Ctrl+C & Ctrl+V"...

 

Na introdução de seu livro mais famoso Hayek previa que a Suécia seria um estado totalitário sanguinário em poucos anos. Sujeito brilhante destes ainda tem seguidores?

 

Para ele, Pinochet era um democrata...

 

Hoje ta difícil de responder Marroni a internet e trabalho.

Por que ainda insistem nestas teses ingênuas e pervertidas dos economistas austríacos e assemelhados?

Pq as outras opções não deram e não estão dando certo.

Dizer que o estado se alia ao grande capital para sufocar o lumpen-empresariado, dizer que o estado quer tirar os pequenos heróis empreendedores do "mercado" para gerar lucros aos monopólios, e ainda dizer que isto é marxismo ou socialismo, não é apenas desonesto e estúpido, é criminoso.

O capitalismo de estado é isso mesmo, o conluio estado grande empresa.

 O estado é agente do capital. Chamar os bancos de para-estatais é querer dizer que os bancos estão a serviço do estado quando de fato é exatamente o contrário. O estado existe para defender a propriedade e o predomínio do capital, hoje cada vez mais monopolista. O estado moderno é causa e efeito do capitalismo. Promoveu a acumulação privada de capital mercantil nos estados absolutistas que desembocaram na revolução industrial.

Os bancos são dependentes do estado e vice versa, o estado é garantidor de ultima instância e credor preferencial dos bancos, os bancos necessitam da coordenação do banco central para que o sistema de reservas fracionárias não entre em desarmonia.

Não existe concorrência  no setor bancário que é pedra fundamental do capitalismo, parecendo mais o antigo sistema mercantil de guildas, companhias de carta, concessões que o rei dava aos nobres ou comerciantes. Já viu um banco concorrer realmente com outro? VC pode entrar no mercado e oferecer seu serviço a um preço menor?

Como se pode definir algo como livre mercado onde não há concorrência?

A democracia é causa e efeito do capitalismo, as liberdades individuais e causa e efeito do capitalismo, sindicalismo é causa e efeito do capitalismo, a vida moderna e a causa e efeito e efeito do capitalismo e assim vai.

A evolução do capitalismo leva a concentração de propriedades e rendas, a centralização de poder em monopólios e oligopólios, dos quais o estado é promotor e protetor, não são acidentes, "erros" ou ruídos dissonantes entre as liras harmônicas do Éden-mercado. Estado e corporações são suas pedras fundamentais.

Pelo contrário foi através do capitalismo que começou a existir mobilidade social antes o homem nascia pobre ou rico e morria na mesma condição, hoje tanto pode se ficar pobre como rico em uma vida.

Monopólios criados em um livre mercado não são necessariamente ruins, desde que a concorrência presumida e de substitutos exista.

Monopólios criados em conluio com  o estado por meio de “carta de concessão” é que são prejudiciais ao país por não  

A forma social da mercadoria capitalista - a verdadeira alienação que fratura e decompõe produtores e consumidores em peças da máquina de acumulação - é, sob a ótica liberal, neutra e a-hstórica, natural e dada. Quando de fato inversamente, a mercadoria torna-se o sujeito abstrato, o agente social despersonalizado que controla e condiciona os sujeitos humanos concretos. As relações deixam de ser entre os (tão aclamados) indivíduos que se tornaram coisas, governados por coisas que se tornaram sujeitos; As relações são entre as mercadorias que submeteram os homens e suas existências às suas leis impessoais. Todos passam a ter preço e são cambiáveis pelo dinheiro, a suprema mercadoria.

Não sei pq colocou o adjetivo capitalista poderia eu usar mercadoria xxxx e chegaria ao mesmo resultado. Pelo menos não usou a teoria do valor trabalho.

A ânsia liberal se aproxima muito mais do anarquismo em sua luta contra o estado, no desejo infantil de restaurar o paraíso perdido do "mercado puro", que só existe como fantasia mitificada. Muito parecido mesmo com o comunismo idealizado, etapa posterior ao socialismo, onde o estado será suprimido. Utopias.

O nome que os liberais não querem pronunciar é capitalismo. Vivem pregando a "economia de mercado" como se isto significasse algo diferente do capitalismo. Vivem dizendo que estado e corporações são elementos estranhos ao mundo que idealizam porque são pessoas abstratas que se opõem, do mesmo modo que a mercadoria, aos indivíduos.

O termo capitalismo foi criado não por livre mercadistas e sim pelo comunismo para criar um espantalho para bater, hoje parcialmente substituído pelo termo neoliberalismo.

Não faz sentido mesmo usar um pejorativo criado por quem lhe critica.

O liberalismo não fala em extinção do estado ,mas o controle efetivo do cidadão sobre o estado e não o contrário o estado controlando a vida diária do cidadão. E o liberalismo fala em criar dispositivos constitucionais que impeça que o estado retire liberdades individuais o que ate agora não se conseguiu, já que o estado SEMPRE se expandiu com o tempo.

...................

Existe uma confusão entre valores e princípios, no liberalismo a liberdade não é um principio e sim um valor.

Muitos críticos do liberalismo erradamente declaram que a liberdade é o principio básico do liberalismo e  por confundir valores com princípios afirmam, corretamente diga se, que a liberdade não é um principio absoluto e assim não pode ser usada como base.

Mas a real base do liberalismo e a não agressão.  O principio moral absoluto do liberalismo é a não agressão e não a li berdade que são valores muito importantes e caros para os libertários.

.............................

O livre mercado não foi extinto nem no regime opressor soviético e não vai ser os fabianos que vão extermina lo, o que se tenta evitar e o sofrimento do povo que o chamado capitalismo de estado trará com certeza.

Veja que os marxistas continuam apenas criticando o livre mercado, que é um processo não um lugar nem um ente abstrato, onde as trocas voluntárias se estabelecem, reguladas pela escolhas de consumo do cidadão.  

Não nos dizem qual é a outra alternativa,  e a que ventilam o capitalismo de estado apenas aprofunda ainda mais o perverso sistema que temos hoje.

Como nesta crise todos agentes econômicos erram em conjunto nas suas decisões?todo  mundo ficou “burro” de repente?.

E quem mostrou que estavam errados?

Os depositantes sabiam que estavam colocando dinheiro em um banco que alavancou se tanto que não tinha nem 2% em “caixa”de valor real?

 

"Pq as outras opções não deram e não estão dando certo." A.L..

A questão central não é se esta dando certo ou se está errado, Partir destes juizos de valor já revela a natureza metafísica do pensamento utópico, neste caso, liberal.
O mundo só pode ser considerado "errado" ou "certo", "justo" ou "injusto" quando comparado com uma situação imaginária, por isso mesmo metafísica, que revela muito mais desejos e temores do que conhecimento e ciência da realidade.

A realidade é dada. Temos que nos haver com ela, como ela é. Este é o ponto central. Ao projetar cenários idealizados como sucedâneos da realidade, esta-se incorrendo no erro de rejeitar o conhecimento da natureza da realidade.

A pobreza que identifico no pensamento dos austríacos é partir de abstrações, meras generalizações truistas, para tentar estabelecer uma teoria não do que é, mas do que supostamente deveria ser. É quase uma proposta ética e um julgamento moral. Daí este caráter fantasioso e utópico.

Tem como categorias centrais, pela ordem, o indivíduo, a propriedade privada, a liberdade e o mercado. Secundariamente revela um código moral de comportamentoss derivados dos valores acima.

 O problema está no fato de que estas generalizões são meras tautologias que se supõe incorretamente, por esta razão, serem permanentes e imutáveis. É o mesmo que dizer "Todos os homens são humanos". Nada revela sobre as especificidades que estas abstrações são condicionadas quando identificadas no mundo real. Os homens são humanos na medida em que assumem formas vivas e reais no tempo e no espaço. São os homens reais em todas as suas diferenças e peculiares materiais, subjetivas e culturais. São homens concretos com suas necessidades e seus recursos específicos de cada região e de cada época. São iguais em abstrato mas diferentes no tempo, no espaço e no pensamento.

O homem medieval europeu era uma criatura que viveu para salvar a sua alma.
O homem chinês imperial era um súdito que deveria servir o divino imperador.
O indivíduo é o homem nas condições sociais e históricas da sociedade capitalista. Como os anteriores ou diversos, também é uma forma histórica e concreta da abstração "homem". Mas é específico de uma sociedade produtora de mercadorias. Para cada sociedade diferente, um homem real e concreto diferente.
Assim o indivíduo é uma forma histórica específica da abstração "homem". Todo individuo é humano, mas nem todo humano é indivíduo, porque só determinada sociedade com suas características materiais e culturais concretas pode gerar indivíduos no lugar de criaturas ou súditos.

Assim como o indivíduo é específico de um tipo de sociedade, os outros valores pregados pelo liberalismo também são.

A propriedade privada é um das formas da propriedade. E a propriedade privada dos meios de produção é mais específica ainda na sociedade capitalista. O empresário, o empreendedor, são nomes-fantasia da verdadeira identidade de proprietário. Mas não é somente isto que esta forma específica de propriedade revela. Para a sua realização e efetivação, está propriedade requer como fator fundamental e ao mesmo tempo antagônico, cercar-se e se servir de inúmeros outros não-proprietários. Esta propriedade para atingir seus objetivos de produzir para o mercado precisa se converter em capital. É a forma excelsa da propriedade capitalista que emprega a força de trabalho dos não-propietários, os assalariados. Esta é a propriedade especial que o liberalismo assume como universal, mas que é o fundamento de uma sociedade específica.
E mais ainda, ao tratá-la como um valor, produz dois desdobramentos. 
Primeiro, pode ser trocada, precificada e individualizada como qualquer mercadoria. Uma das formas do valor.
Segundo, por ser um valor não se constitue em um direito, ao contrário, assume a condição de privilégio para atender seu úlltimo fim: A produção de lucros.
Se todos fossem proprietários haveria apenas as trocas de excedentes e não haveria mais que pequenos ganhos circunstanciais. Para esta propriedade capitalista cumprir sua função, deve ser um privilégio. Nesta condição nunca poderá ser um valor universal.

Do mesmo modo há muitas formas de liberdade que variam no tempo. A liberdade assume dimensões diferentes entre o escravo romano, o servo medieval, o súdito chinês, o aborígene australiano e o indivíduo capitalista. São liberdades condicionadas social e culturalmente. São liberdades condicionadas pela propriedade. Possuir-se, possuir e ser possuído, são os estados relativos da liberdade determinados pelas formas hstóricas da propriedade.
A liberdade como valor abstrato só pode ser liberdade real se assumir a forma social consentida e permitida de liberdade para cada diferente sociedade. Não há "a liberdade", há muitas. E a liberdade liberal é aquela que deriva da propriedade privada. O que significa escravidão ou servidão (assalariada ou não) para os demais. Novamente não é universal, é privilégio.

O mercado. Novamente, parte-se da generalização da troca, presente desde sempre na história humana, para inferir que o mercado, por realizar as trocas, seja igualmente presente e universal.
Primeiro, para haver mercado é necessário que a produção gere excedentes, sem os quais nada pode ser trocado porque nada há em excesso.
Segundo, a existência de excedentes apenas informa que houve, por qualquer razão, sobreprodução de determinados ítens que deixam de ser utilizados pelos seus produtores. Por isso são oferecidos como objetos para a troca, e nesta troca se transformam em mercadorias.
O objetivo desta produção primeira era satisfazer o produtor e sua família, ou clã ou tribo, e somente o excesso era trocado. Este mercado derivado ou acessório foi predominante em grande parte da história humana.
Terceiro, só muito tardiamente que a produção, sob o comando dos mercadores, passa a ter como objetivo a produção de mercadorias. E não somente isso. A produção de mercadorias que tem por objetivo produzir lucros. Isto é o capitalismo. A geração do lucro na produção de mercadorias com todos os seus arranjos sociais consequentes.
É uma forma de mercado completamente distinta das primeiras trocas porque seu objetivo e sua razão de existir atendem a objetivos muito diferentes.
Não há, novamente "o mercado". Há vários. E este prolatado pelo liberalismo é o mercado da realização dos lucros. O "livre" mercado só é livre para os proprietários produtores de mercadorias, e esta liberdade do mercado é a liberdade capitalista dos proprietários. De novo, o mercado onde os homens são também mercadorias, porque nada além disso podem ser, caso não forem proprietários, não é universal.

Por fim, os valores que o liberalismo prega são os valores fundamentais e específicos da sociedade capitalista, que pretende, por serem meras generalizões, transformá-los em valores universais. As críticas que o liberalismo utópico faz ao capitalismo "que está aí" são, por conseguinte, vazias e ingênuas e são a expressão de desejos, de sonhos e de fantasias de um mundo que só existe em suas imaginações.
O liberalismo utópico é como Dorian Gray. A beleza que vê no espelho esconde o pavor que não quer ver pintado em seu retrato.

 

Antes de tudo qual a alternativa?

A questão central não é se esta dando certo ou se está errado, Partir destes juizos de valor já revela a natureza metafísica do pensamento utópico, neste caso, liberal. 

Desculpe mas a questão central é essa mesma, não é abstração esta ao alcance dos  olhos. 

A realidade é dada. Temos que nos haver com ela, como ela é. Este é o ponto central. Ao projetar cenários idealizados como sucedâneos da realidade, esta-se incorrendo no erro de rejeitar o conhecimento da natureza da realidade.

Por entender a realidade que os homens almejam transforma la e esta transformação se da em vista de uma situação melhor que é sempre idealizada, a outra opção é a ser passivo. 

A pobreza que identifico no pensamento dos austríacos é partir de abstrações, meras generalizações truistas, para tentar estabelecer uma teoria não do que é, mas do que supostamente deveria ser. É quase uma proposta ética e um julgamento moral. Daí este caráter fantasioso e utópico.

Do contrário estariamos ainda caçando e morrendo aos 30 anos, não é pensamento dos austriacos e sim de toda a humanidade desejar melhorar a sua condição de vida da humanidade.

De resto vc fantasia o que é liberalismo e por isso o leva a conclusões equivocadas.

Veja o capitalismo e resultado do processo civilizatório, o fato de hoje o capitalismo ser dominante nos leva a crer que na "seleção natural" ele foi vitorioso entre os diversos sistemas economicos-sociais que a humanidade já teve.

Não faz sentido retornar a sistemas que já mostraram no passado ineficência, como por exemplo o socialismo em suas diversas variantes.

O capitalismo ainda esta em processo evolutivo e de implantação no mundo, não esta digamos "pronto", por exemplo o sistema financeiro não é "capitalista" e sim mercantilista  protoestatal.  O que faz mais sentido é potencializar as suas qualidades e reprimir os seus defeitos.

Por fim  o capitalista ou empresário realmente livre? não pq depende das escolhas de consumo da sociedade. Então a verdadeira liberdade é a de servir e ser servido por outros. 

 

 

 


 

AL,

Depois da 3ª cerveja sagrada de sábado, só responderei amanhã. Abs.

 

Blz, aproveite.

 

Nada disso existe no Brasil. Aqui o Tesouro se endivida, transfere oa recursos do endividamenteo para o BNDES ( em cinco anos foram R$285 bilhões), o BNDES empresta para meia duzia de grupos, os ""campeões nacionais" com base em uma tese maluca da Unicamp, cujo representante no BNDES é o seu presidente e seus sessenta acessores.  É zero de neoliberalismo e 100 de capitalismo de compadres, a pior especie na historia do capitalismo de todos os tempos, o resultado social é maligno, o resultado economico é pifio, o resultado politico é uma brutal concentração de poder dentro do capitalismo em detrimento da sociedade e do empresariado ""não campeão"".

 

Se o BNDES atual fosse igual ao do Geisel, até que valeria a pena:

Estaríamos substituindo as importações, investindo naquilo que é estratégico e importante (fabricar semicondutores, fertilizantes, fármacos, automóvel 100% produzido no país, etc).

O problema é que o Luciano Coutinho está queimando dinheiro com agronegócio, varejo, mineração...

 

Brasil, país que apresentou os maiores índices de crescimento econômico do século XX. realmente, resultados pífios!

 

Um crescimento com uma desigualdade que só perde para paises em guerra recente ou ainda em conflito.

O estatismo gera desigualdade. Mais estado menos salário.

 

A discussão sobre o modelo de crescimento econômico brasileiro se deu nos anos 60, entre os professores Furtado e Barros. Furtado defendia um modelo de crescimento baseado no fortalecimento do mercado interno via maior distribuição de renda(modelo adotado a parti do governo Lula), já Barros defendia um modelo que priorizasse as necessidades de acumulação do capital, no qual os setores mais produtivos concentrariam os capitais(como ocorre no capitalismo laissez-faire), proposta subsequentemente adotada pelos governos militares(o bolo do Delfim).

A literatura econômica é vasta em demonstrar a concentração de renda provocada pelo laissez-faire, sendo um dos exemplos mais conhecidos os EUA dos anos 20, em oposição a fase seguinte do New Deal, durante a qual a forte intervenção estatal conseguiu transformar os EUA em uma sociedade de classe média, ensejando o período de ouro do capitalismo norte-americano.

Não canso de dizer, ao invés de ficar repetindo, feito um papagaio, essas lorotas austríacas, vai estudar, Aliança, assim quem sabe você consegue apresentar algum argumento com um pouco de consistência.

 

Daytona não consegue ainda identificar qual foi o fator que provocou o nivel de desigualdade no Brasil.

O nosso país sofreu com inflação alta por 60 anos seguidos, desde getulio vargas a inflação é problema em nosso país.

E inflação é  provocada por governos e não pelo laissez faire.

Os EUA  só retomaram o cresciemnto em na década de 1950 quando o próprio laissez faire pode atuar novamente.

 

Sobre os níveis de desigualdade no Brasil, eu citei o famoso debate da década de 60(sobre o qual Aliança, obviamente, nunca ouviu falar).

 

Mais um show de ignorância econômica de Aliança, essa da inflação foi uma maravilha, e pensar em todos os livros de economia monetária, e todas as teorias que estudei, quando na verdade, a causa do processo inflacionário era um só: Governo, que é na verdade a causa de todos os males, se Aliança for corneado por sua esposa, com certeza terá o dedo no governo no meio.

O comentário sobre Vargas foi bastante ilustrativo do quanto Aliança não conhece nem a história, nem a teoria econômica, já que Vargas chegou ao poder em 1930 apoiado pela emergente classe média, insatisfeita, dentre outras coisas, com a INFLAÇÃO causada pelo governo da República Velha, partidários do padrão-ouro e da economia laissez-faire que, segundo Aliança, sem nenhum fundamento teórico, não pode causar inflação.

O comentário sobre os EUA, pra variar, é mais um exemplo de ignorância. Os EUA já haviam retomado o crescimento desde os anos 30(mais exatamente a partir de 1937, quando as medidas do New Deal começaram a surtir efeito), e a Idade de Ouro do Capitalismo(período que qualquer aluno de primeiro período de economia sabe que foi marcado por políticas keynesianas)não foi a "retomada do laissez-faire, como Aliança ignorantemente afirma.

Postwar prosperity: 1945–1973Further information: Post–World War II economic expansion

The period from the end of World War II to the early 1970s was a golden era of American capitalism. $200 billion in war bonds matured, and the G.I. Bill financed a well-educated work force. The middle class swelled, as did GDP and productivity. The U.S. underwent a kind of golden age of economic growth. This growth was distributed fairly evenly across the economic classes, which some attribute to the strength of labor unions in this period—labor union membership peaked historically in the U.S. during the 1950s, in the midst of this massive economic growth. Much of the growth came from the movement of low income farm workers into better paying jobs in the towns and cities—a process largely completed by 1960. Congress created the Council of Economic Advisors, to promote high employment, high profits and low inflation. The Eisenhower administration (1953–1961) supported an activist contracyclical approach that helped to establish Keynesianism as a bipartisan economic policy for the nation. Especially important in formulating the CEA response to the recession—accelerating public works programs, easing credit, and reducing taxes—were Arthur F. Burns and Neil H. Jacoby. ""I am now a Keynesian in economics," proclaimed Republican President Richard Nixon in 1969.[86] Although this period brought economic expanding to the country as whole, it was not recession proof. The recessions of 1945, 1949, 1953, 1958, and 1960 saw a drastic decline in GDP.

The "Baby Boom" saw a dramatic increase in fertility in the period 1942–1957; it was caused by delayed marriages and childbearing during depression years, a surge in prosperity, a demand for suburban single-family homes (as opposed to inner city apartments) and new optimism about the future. The boom crested about 1957, then slowly declined.

http://en.wikipedia.org/wiki/Economic_history_of_the_United_States#Warti...

O período de ouro do capitalismo norte-americano: Keynesianismo e fortalecimento dos sindicatos, é isso que aliança chama de "retomada do laissez-faire".

 

Os EUA estão assistindo um aumento da desigualdade desde o governo Reagan.

 

O que tem a ver o Seculo XX com os ultimos 5 anos, fase dos "campeões nacionais"?

 

Não existe mercado livre sem um dinheiro honesto.

Com o dinheiro cooptado o lucro sempre tende, em última análise para quem emite a grana, nesta o USA  não me deixa mentir sozinho.

Não discutir o direito a emitir o dinheiro e lucrar com sua propriedade é falsear a discussão e lançar um biombo para garantir a exploração desumana do sofrido e espoliado povo e Nação brasileira.

Acorda, Dilma!

 

Follow the money, follow the power.

A mensagem anterior é direta no ponto, o meu ponto de vista sem as complicações histórico-filosóficas que informa a questão.

Mas como não tenho escrito sobre esta confusão ultimamente e querendo por algumas idéias em ordém vou arriscar uma crítica um pouco mais complexa do assunto.

Primeiro as questões ontológicas e epistemológicas.

" A forma social da mercadoria capitalista - a verdadeira alienação que fratura e decompõe produtores e consumidores em peças da máquina de acumulação - é, sob a ótica liberal, neutra e a-hstórica, natural e dada. Quando de fato inversamente, a mercadoria torna-se o sujeito abstrato, o agente social despersonalizado que controla e condiciona os sujeitos humanos concretos. As relações deixam de ser entre os (tão aclamados) indivíduos que se tornaram coisas, governados por coisas que se tornaram sujeitos; As relações são entre as mercadorias que submeteram os homens e suas existências às suas leis impessoais. Todos passam a ter preço e são cambiáveis pelo dinheiro, a suprema mercadoria." 


O que é o dinheiro?

Como podemos conhecê-lo?

Vamos de Heráclito:

Tudo é intercâmbio do fogo e  o fogo é intercâmbio de tudo, do mesmo modo que se trocam mercadorias por ouro e ouro por mercadorias.


Na época do Heráclito já existia o dinheiro à moda do Heródoto do Logos Babylônico e o mercado, quando funcionava era feito com base no ouro (significa dinheiro honesto), ou seja a humanidade já obedecia uma lógica econômica intrínseca para dominar o que não entendia e continua desconhecido dos que não entendem como o dinheiro funcionou, funciona e funcionará enquanto nossa civilização existir.

Mas aí vem o problema de segunda ordém, o que podemos conhecer?

Recorro aqui a um especialista:

I've tried to address Meno's paradox in a new paper here:  http://www.springerlink.com/content/h101371474236512/

 

If we do not have models of that which we don't know; we can only recognize things for which we have models, how is learning possible?  We sometimes mistake things for that which we know. This is possible because we know the world through signs.  Learning takes place when mistakes are positively reinforced. 

O diálogo do Platão levanta questões importantes a respeito da natureza de ensinar e apreender, da comunicação e da criatividade (não esqueça que o dinheiro criou a humanidade como a conhecemos hoje) e no final sobre a natureza da busca do conhecimento em si mesmo.

Discussão, que na minha humilde opinião está acima das minhas qualificações, mas que adoraria ver entabulada aqui no blog, como uma compreensão para o fim do monopólio da criação do dinheiro pela banca e a devolução deste direito ao povo e a nação brasileira.

 

Follow the money, follow the power.

Apesar de meio fora de foco, grato pelo comentário.

O problema central da economia, é como as sociedades humanas produzem, reproduzem e distribuem os meios necessários à sobrevivência. As trocas são mais antigas que a própria humanidade. Há evidências paleontológicas que mostram a troca entre Homo Habilis e entre Homo Erectus, separadamente. Como espécie gregária, a troca é atavicamente inerente aos homens.

A forma mercadoria é uma das suas muitas formas, desenvolvida tardiamente, junto com os excedentes da agricultura.

A forma da mercadoria capitalista é mais específica ainda. E promove, sob a forma de preço, por meio da mercadoria-dinheiro,  mutações nos comportamentos e identidades das pessoas. Quando se produz objetos para a venda, quando o seu objetivo é torná-los mercadoria, já se está submetido às leis que regem o universo abstrato da mercadoria. Neste sentido, o contrato social capitalista desloca o homem do centro da existência e o torna mais um dos elementos que constitui a cadeia geradora de lucros.

Este é o sentido mais amplo do conceito de alienação. Nâo se trabalha e não se retém o produto do trabalho para si, mas para uma abstração matemática, o suprasumo da vida, o lucro.

 

Interessante que este assunto é obliquo, não se vai do ponto A ao ponto B diretamente. Propus, com todas as letras, na primeira mensagem, extinguir o dinheiro cooptado de hoje por um que sirva ao espoliado e sofrido povo e Nação brasileira.

Mesmo o Mises, com sua pleiade de intelectuais, evita o assunto dinheiro, humanidade e civilização. Quando se refere a eles, os usa  como você Marroni, como dados, não se discutindo sua origem, mecânica ou finalidade. 

Ai mora o erro!

Economia é música do Tim Maia, me dê motivo....

O Keynes sempre assombrava a platéia com os fantasmas dos mortos e o risco da sedição.

Você escreve:

"O problema central da economia, é como as sociedades humanas produzem, reproduzem e distribuem os meios necessários à sobrevivência. As trocas são mais antigas que a própria humanidade. Há evidências paleontológicas que mostram a troca entre Homo Habilis e entre Homo Erectus, separadamente. Como espécie gregária, a troca é atavicamente inerente aos homens.

A forma mercadoria é uma das suas muitas formas, desenvolvida tardiamente, junto com os excedentes da agricultura."

Concordo que a troca é atávica, mas ela não explica o surgimento da civilização nem o culto de Afrodite na antiguidade. Bem como, tudo que existe na face da Terra usa a energia do Sol, o fogo celeste do Heráclito. A Humanidade não tem uma troca direta como as do Homo Habilis ou do Homo Erectus, tem uma troca economicamente propícia ao surgimento da civilização humana na forma que a conhecemos hoje, que cria o capitalismo, o socialismo e o mercado. O Heródoto narra no Logos Babylônico esta prática, já enraizada e frequente.

Voce escreve:

"A forma da mercadoria capitalista é mais específica ainda. E promove, sob a forma de preço, por meio da mercadoria-dinheiro,  mutações nos comportamentos e identidades das pessoas. Quando se produz objetos para a venda, quando o seu objetivo é torná-los mercadoria, já se está submetido às leis que regem o universo abstrato da mercadoria. Neste sentido, o contrato social capitalista desloca o homem do centro da existência e o torna mais um dos elementos que constitui a cadeia geradora de lucros.

Este é o sentido mais amplo do conceito de alienação. Nâo se trabalha e não se retém o produto do trabalho para si, mas para uma abstração matemática, o suprasumo da vida, o lucro."

Talves você tenha se expressado mal, e quando diz  "o universo abstrato da mercadoria", você esteja se referindo aos efeitos específico do tipo de dinheiro que nossa civilização usa, e que propicia florescer o Capitalismo, o Socialismo e combate o Caos econômico social. Neste vies, o dinheiro honesto e sob o controle do povo é, na minha humilde opinião, o antídoto contra  a concentração de poder nas mãos de poucos. Permitir a cooptação do lucro do dinheiro por poucos causa distorções que projetam nas oito direções, prejudicando o povo e a nação, que ai, não retém para si o lucro do seu trabalho.

 

Follow the money, follow the power.

Duas coisas:

1. O que explica o surgimento da civilização - como apontei - é a produção de excedentes estáveis que podem ou não ser trocados, mas que já possuem o potencial para a constituição de mercados e moedas. Você aponta corretamente para a fonte de energia solar que move a vida em geral dentro da qual somos supremos predadores (muito discutível, mas aí é outro assunto).

2. Qualquer dinheiro - ou moeda para ser mais exato - é uma convenção humana, cuja principal característica é possuir existência metafísica, apenas mental. Não confundir com as incontáveis formas físicas que a moeda já encarnou. Os preços nelas representados somente existem nas cabeças dos negociantes e refletem uma interação social. Não há preços na relações de produção e consumo dos homens com os objetos. O preço, como já foi demonstrado, só ocorre na troca.

Não há dinheiro ou moeda desonesta ou honesta. Há uma instituição humana nos mesmos termos que a propriedade privada, o direito, a filosofia e a religião também são. São todas derivações metafísicas das reais condições materiais da vida.

A lei e a Justiça só tem poder nas sociedades porque se assenta sobre o princípio do monopólio da violência do estado. Apoiam-se na força bruta, muito concreta.
A moeda também só tem valor, se podemos assim descrever, porque tem o seu curso forçado pelo monopólio do estado. Mas, ao contrário do que se pensa habitualmente, quem cria moeda não é somente o estado, mas principalmente os bancos. Mas a moeda deve se relacionar com o universo material concreto dos objetos reais por meio da troca. Daí a importância central do conceito da mercadoria, que é síntese  destes dois universos, quando carrega em si mesma a sua utilidade material e sua forma abstrata de valor que vem a ser o seu preço.

Mas que valor ou utilidade podem ter as moedas em suas múltiplas formas se não são reconhecidas e aceitas socialmente, ou pior ainda, não têm o que comprar? Sem a base material, fornecida pelos objetos concretos transfigurados em mercadorias, a moeda é so mais uma quimera.

A Economia Política não difere dos outros aparatos metafísicos acima descritos, porque igualmente se assenta sobre uma base concreta. A produção. A questão então passa a ser a capacidade de gerir a produção dos excedentes que sustentam todas estas construções metafisicas.
Como no ditado, "onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão".

 

Em relação a moeda, se não fosse a arrogância dos EUA ao violar Bretton Woods, não haveria:

- Aumento do custo da energia (petróleo).

- Hiperinflação e dívida externa do 3º mundo.

- Os problemas da UE com o Euro.

 

 

No dia que os USA disparerem UM tiro para obrigar o Dollar ser aceito como dinheiro a civilização como a conhecemos hoje desaparece.

 

Follow the money, follow the power.

Imagino que você queria dizer que "o dia em os EUA NÃO disparem UM tiro" esta barbárie acaba.

 

O valor da moeda, como vocë corretamete observou, advém de uma convenção, mas esta convenção não se sustenta por si só, ela se baseia no reconhecimento da utilidade da moeda como facilitador das trocas, algo indispensável no grau de complexidade da divisão de trabalho das economias contemporâneas. A moeda é consequência direta da especilização, responsável por ganhos de produtividade e, consequentemente, melhoras no padrão de vida da poulação.

Sobre a ordem econômica contemporânea, ela se fundamenta em duas lógicas principais: a lógica da acumulação de capital e a lógica da sociedade de consumo.

Sobre a lógica da acumulação de capitais, que no capitalismo laissez-faire encontra-se em sua forma mais pura, creio que caiba ao Estado disciplinar seu funcionamento de forma a equalizar os interesses dos capitalistas com as necessidades da sociedade. O capitalismo é um meio fantástico para se obter o progresso material da sociedade, mas deve ser regulado de forma a atender uma lógica, determinada pelo Estado, de custo-benefício.

Sobre a sociedade de consumo, o que temos é uma moralidade material, a sociedade atribui certa valoração a determinadas mercadorias, há uma ética material por meio da qual muitas pessoas definem os outros pelas roupas que usam, o carro que possuem, etc. Particularmente, considero essa lógica desprezível, mas, infelizmente, a grande maioria das pessoas age segundo esses preceitos. A mudança disso requer uma mudança na mentalidade que creio ser um rocesso muito difícil, talvez um maior controle dos meios de comunicação(os maiores responsáveis pela disseminação da ética da sociedade de consumo)permita o desenvolvimento de sociedades menos materialistas.

Por fim, o sistema financeiro depende do sistema produtivo e vice-versa, o importante é encontrar um ponto de equilíbrio.

 

Está bugado este sistema de postagem.

Enfim,

Seu excelente comentário detalha mais ricamente o que me propus a tratar inicialmente em um plano mais abstrato. A complexidade que você descreve é a mesma que se oculta  dentro do conceito de mercadoria.

Desta dependem a moeda, a acumulação e, obviamente, o consumo.

Numa sociedade altamente diversificada pela divisão técnica, social e internacional do trabalho, a mercadoria revela em sua natureza bidimensional - concreta e abstrata - o grau de desenvolvimento das ciências e da tecnologia de um lado, e das relações sociais, culturais e subjetivas, dentro da qual e para a qual foi produzida, de outro lado. A mercadoria não carrega apenas sua materialidade física. Revela-se como síntese da sociedade que a gerou tanto em sua produção, sua circulação e seu consumo. É possivel deduzir a partir do objetos produzidos por civilizações extintas  muito de sua natureza social. É o que fazem os arqueólogos.

Como produto humano, a mercadoria é a forma material humanizada, a nossa assinatura, nossa obra. Também é, ambiguamente, nossa desumanização.

Mas continuemos outro dia que já estou na 3ª cervejinha e não garanto mais participações sóbrias hoje.

Abraços a todos e meu agradecimento pelas intervenções. 

 

Ok.

O que nos resta é a ruptura?

Ou o autor acredita que estado fraco vai dar conta?

Eu até gosto da ideia da ruptura.

 

Todo mundo adora a idéia da ruptura desde que não viva onde ela está acontecendo. Talvez porque todos saibamos o que acontece durante... e depois. A bela teoria na realidade é realmente uma merda.

 

Mises, Milleniun... o que esse pessoal prega é a pimenta no c* dos outros.

Refresco fácil.

 

Valeu, Marroni. Agora, é só esperar o próximo ladrillazo do nosso misesiano de estimação - que virá, sem a menor sombra de dúvida.

 

Ah...até que enfim um texto desmascarando o discurso ideológico e canalha desses "liberais". Os monopólios e os grandes bancos têm Aliança com o estado, o resto é conversa de Liberal...se é que vcs me entedendem, rsrsrs.

 

Quem estará certo;  Marroni, relatando fatos perceptíveis para nós simples observadores da situação global, ou o presidente do Instituto Von Mises, logo abaixo, igualmente criticando a concentração?

O capitalismo agoniza.

 

 

 

Eita bichim difícil de morrer esse tal de capitalismo, hein? Mas nem o Highlander é casca grossa assim.

O capitalismo já nasceu agonizando, Assis. E é bem possível que seus tataranetos venham a repetir o que você disse.

 

>>>> Por que ainda insistem nestas teses ingênuas e pervertidas dos economistas austríacos e assemelhados?

Hum... será que é porque do outro lado insistem ainda mais nas teses ingênuas e pervertidas (além de comprovadamente genocidas) do marxismo?

 

Pronto. Tava faltando ligar o "mortômetro". Só corre sangue nas revoluções socialistas, não é isso? As outras foram todas feitas com flores...

 

Calma, Militante. Só respondi a provocação no primeiro parágrafo do texto com outra provocação. Se bem que na minha eu realmente acredito.

 

Quando se fala em escola austríaca de economia um nome sempe vem a mente: Ludwig Von Mises. Abaixo a transcrição do trecho de uma entrevista do presidente do Instituto Von Mises concedida a RT.

RT: […] a crise e a Grécia terão um efeito dominó sobre a economia global causando, em vários países, uma espiral recessiva. Em conexão para termos mais elucidações sobre o assunto, Lee Rockwell, presidente do Ludwig von Mises Institute. A Europa corre perigo no presente momento?

L.R.: Espero que corra muito perigo. Quero dizer, espero que a Europa pare de existir. A Europa foi um erro, um erro nascido da planificação central, a mesma União Europeia foi um erro.

Creio que seja muito importante esclarecer qual é o verdadeiro problema da Grécia, da Europa, e dos demais países. Não é a Grécia que está sendo salvada, ou seja, não é que querem salvar a Grécia, são os bancos que estão sendo salvos.

Os bancos que detém [as obrigações da] dívida grega, uma dívida de alto risco e com enormes taxas de juros, esperam ser salvos caso a Grécia não possa pagar. O que querem fazer, portanto, é danificar os gregos e sobrecarregá-los com o ônus financeiro até quebrar-lhes as costas, de modo que os grandes bancos possam ser repagados.

Mas isso tudo é errado, não queremos que isso aconteça. Se desejamos verdadeiramente reconstruir a situação na Europa e fazer de maneira que haja uma nova prosperidade, em particular na Grécia, esses bancos devem falir.

Não deveriam ser sustentados. Eles estão destruindo o euro e a Europa, o que é um bem, mas estão também destruindo a prosperidade e o padrão de vida dessas pessoas e dos Estados Unidos, e de outras pessoas no mundo.

Os bancos estão fora de controle. Não se fala nunca dos bancos quando se toca no assunto. Não ouvimos falar porque é como uma mensagem secreta. Penso que devemos nos focalizar em quem e o que seja o problema.

Por exemplo, no que toca toda a questão do “contágio”, a General Motors saiu de cena, mas isso não danificou as outras empresas automobilísticas, pelo contrário, talvez até tenham festejado porque têm menos concorrência.

Mas os bancos estão todos conectados entre si, estão todos intrinsecamente em bancarrota, por causa da reserva fracionária. Nenhum banco detém o dinheiro de todos os depositantes. É suficiente que um certo número de correntistas retire o próprio dinheiro de uma instituição bancária para fazer o banco falir, se não houvessem os bancos centrais. A BCE na Europa e a FED nos Estados Unidos têm causado enormes danos, gerando expansões e recessões, depressão, e tudo para proteger os bancos.

Vivemos em uma espécie de bancocracia. Que falemos de Europa ou América, devemos eliminar os bancos centrais; precisamos de dinheiro vivo, precisamos de um sistema bancário honesto, precisamos eliminar o sistema bancário central. E, no fundo, isso está ocorrendo.

Podem postergar a situação um pouco mais aqui na Europa, mas os bancos estão tão fora de controle, tão endividados, que não há suficiente dinheiro no mundo para consertar essas perigosas e monstruosas instituições. De modo que precisam ser reformadas, precisam ser reformadas em massa, o que talvez poderia acontecer.

Mais dores econômicas estão chegando. Mas estamos inundados de dor. Estamos numa grave recessão nos Estados Unidos, assim como na Europa. As coisas estão piorando, porque não existe retomada. Podemos só esperar uma séria reforma, uma outra rodada de álcool fornecido pelo banco central não vai placar a dor. Haverá dor quando o álcool parará de escorrer, mas isso será necessário.

RT: O senhor mencionou as más notícias para a Eurozona, mas há medo de que se o euro não for salvo, o continente poderia acabar em recessão. Qual deveria ser a resposta para esse medo?

L.R.: O continente está já em recessão. Talvez teria sido melhor o marco alemão que era uma moeda ‘fiat’ menos louca e menos inflacionada em confronto às outras.

O problema são todas as moedas ‘fiat’, mas a respeito dessa moeda única europeia, teria sido melhor que cada país tivesse tido sua própria moeda.

Há certas pessoas, como John Maynard Keynes, que querem um moeda única global: o bancor. Teria sido ainda pior.

Mas nós queremos descentralização política e monetária, enquanto houver dinheiro ‘fiat’. Se, ao contrário, tivéssemos um padrão ouro, o ouro seria o mesmo material no Sri Lanka, em Luxemburgo, na Venezuela.

E disso que teríamos necessidade, se almejamos um crescimento real: uma moeda viva, uma moeda honesta; sem que o governo, os grandes bancos e as grandes instituições conectadas ao governo nos derrubem.

RT: Então o senhor acha que o euro deveria ser abandonado como moeda. Agora a discussão é se expelir a Grécia fora da Eurozona. Ache que não seria nos melhores interesses da Eurozona?

L.R.: Provavelmente é no melhor interesse da Grécia, não no interesse do establishment grego. Acho que seja no interesse da população da Europa, de cada população dos países europeus, que a Europa saia de cena.

A Alemanha seria mais sólida, Luxemburgo seria mais sólido, a Áustria seria mais sólida que a Grécia, Portugal ou Espanha, mas qualquer outro país pode se tornar mais sólido.

É a centralização que fornece poder ao banco central, são os burocratas de Bruxelas que estão recheando cada vez mais um regime autoritário procurando gerenciar cada aspecto da vida de cada país.

Assim como o governo dos Estados Unidos faz aqui. Não é bom ter um grande governo central nos EUA e não é bom ter um grande governo central na Europa. Precisamos de descentralização, liberdade, dinheiro honesto, dinheiro vivo, um setor bancário honesto.

RT: Tivemos conosco Lew Rockwell, presidente do Ludwig von Mises Institute.

 

Ótimo. Só faltou ele explicar como é que se faz tudo isso sem o Estado. Tudo bem que ele pense que o capitalismo é uma espécie de propensão genética da espécie humana. Só não sei como ele imagina que os bancos possam ser contidos por outras instituições que não sejam os próprios Estados que ora os protegem.

 

Fim das reservas fracionárias. Deve manter em garantia 100%, nada de alavancagens. fim da criação de "dinheiro" do nada para emprestar ou "investir". E se ficar com patrimônio líquido negativo quebra! 100% de perda para os acionistas.

 

O gozado é que eles defendem uma posição totalmente autoritária(e impraticável)em nome do combate do suposto autoritarismo do Estado.

Engessar a atividade econômica exigindo comulsório de 100% resolve o quê?

Só mesmo pessoas completamente analfabetas de teoria monetária pra dizer que eliminar a liquidez na economia é solução pra alguma coisa.

Além disso, é impraticável, a "lógico" disto consiste na eliminação do crédito, isso mesmo, fim do crédito, que capitalismo das cavernas é esse?

A defesa do padrão-ouro é mais uma dessas relíquias bárbaras defendidas pelos austríacos, por que não padrão-bananas?Ou padrão-sal?

Já questionei os austríacos sobre isso e nunca obtive uma resposta: por que o nível de oferta da commodity ouro resultaria em um nível ótimo de oferta de moeda?

Não há resposta, porque essa posição não tem pé nem cabeça, se o problema, como afirmam os austríacos, reside no fato do Estado e setor financeiro controlarem a oferta de moeda no sistema fiduciário, porque num sistema no qual a oferta de moeda estivesse condicionada pelos limites da extração de ouro e controlada por mineradoras e comerciantes produziria resultados mais satisfatórios?

Simplesmente não há qualquer fundamento para essa posição.

E se é pra eliminar a liquidez, por que não proibir a moeda de uma vez?

Taí, em plena época em que a divisão internacional do trabalho atingiu um nível tal de compelxidade, os austríacos defendem a instauração de uma economia de trocas baseada no escambo como solução. E tem imbecil que ainda acha essa insanidade viável!

 

E os 7 mil anos de história pré moeda fiduciária de curso forçado?

Não existia "empréstimos" por acaso ?

Parece que esta afirmando que os bancos realmente não emprestam poupança de terceiros .

 

E sua definição das necessidades da economia capitalista contemporânea com base nas necessidades do comércio rudimentar praticado 7 mil anos atrás é uma amostra do quanto você entende de economia!

 

Claro que existia, é isso que estou dizendo, a moeda fiduciária é apenas uma representação do crédito, entendeu agora?

Abolir a moeda não vai eliminar o crédito.

 

Nem se trata de usar um padrão como o ouro, mas de evitar que os depósitos sejam multiplicados pelo poder mágico do compulsório. Dinheiro não gera dinheiro. O que deve gerar dinheiro em uma economia verdadeiramente livre é a produção de riqueza, através do trabalho e investimentos que não sejam inflados pelo excesso de crédito.

 

A oferta de ouro representará a oferta ótima de liquidez numa economia?

Explica pra gente qual o fundamento disso.

 

E quem vai fazer isso Rebolla? Quem vai promover estas mudanças? 

 

Xeque mate!

 

 

As teorias econômicas do Von Mises indicam é o mais perto que podemos chegar do capitalismo sem grandes crises cíclicas.  Nem picos muito altos e nem vale profundos. Outra maneira de evitar as recessões recorrentes é o socialismo. Com todos os recursos canalizados para a manutenção do aparato estatal, da "segurança" interna e da defesa nacional o cidadão comum vive em eterna depressão. Tudo para os canhões. Nada para a manteiga.