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Luiz Fux, a vaidade engoliu o esperto

Quando, no decorrer do julgamento do "mensalão",  começaram a circular as primeiras versões sobre o périplo de Luiz Fux em Brasília, para conseguir a indicação para o STF (Supremo Tribunal Federal), confesso que fiquei com um pé atrás e me recusei a divulgar.

O quadro que me traçavam era de uma pessoa sem nenhum caráter. Eram histórias tão esdrúxulas que só podiam partir de quem pretendia desmoralizar o Supremo.

Uma das histórias era sobre sua visita a Antonio Palocci. Ele próprio, Luiz Fux, teria entrado no tema "mensalão" e assegurado que, se indicado Ministro do STF, "mataria no peito" o processo, afastando o perigo de gol.

A mesma conversa teria tido com José Dirceu. Falava-se também das manobras para aproximar-se de Delfim e do MST, mas descrevendo um cara de pau tão completo que parecia um exercício de ficção em cima de Pedro Malasartes, Macunaíma ou outros personagens folclóricos.

Com sua competência imbatível, Mônica Bérgamo recolheu todas as lendas e perguntou sobre elas ao personagem. Fux se vangloria tanto da esperteza que deixou de lado a prudência e confirmou todas as malandragens. Como se diz em Minas, a esperteza comeu o esperto.

Prefere entrar para a história como o esperto. Que assim seja.

Por zuleica jorgensen

Se ele contou tudo isso a Bergamo e, se contou, ele fez realmente tudo que diz, processo nele por corrupção ativa. Como é que alguém pode julgar determinado processo, que faz o governo poupar 20 milhões de dólares, e depois fica implorando uma nomeação para o STF? Como é que um juiz homologa um acordo que beneficia o MST (sem fazer aqui juízo de valor sobre o caso!) e depois pede uma recomendação do Stédile para ser iindicado ministro do STF? Como é que um cara que entra para a magistratura já mirando no STF pode ser confiável?

Tudo muito estranho, parace mesmo um sincericídio como diz a reportagem.

Em campanha para o STF, Fux procurou Dirceu

MÔNICA BERGAMO

COLUNISTA DA FOLHA

O ministro Luiz Fux, 59, diz que desde 1983, quando, aprovado em concurso, foi juiz de Niterói (RJ), passou a sonhar com o dia em que se sentaria em uma das onze cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quase trinta anos depois, em 2010, ele saía em campanha pelo Brasil para convencer o então presidente Lula a indicá-lo à corte.

Fux era ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o penúltimo degrau na carreira da magistratura. "Estava nessa luta" para o STF desde 2004 --sempre que surgia uma vaga, ele se colocava. E acabava preterido. "Bati na trave três vezes", diz.

'Pensei que não tinha provas; li o processo do mensalão e fiquei estarrecido', diz Fux

  Sérgio Lima/Folhapress  
Ministro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília
Ministro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília

AVAL

Naquele último ano de governo Lula, era tudo ou nada.

Fux "grudou" em Delfim Netto. Pediu carta de apoio a João Pedro Stedile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci. Pediu uma força ao governador do Rio, Sergio Cabral. Buscou empresários.

E se reuniu com José Dirceu, o mais célebre réu do mensalão. "Eu fui a várias pessoas de SP, à Fiesp. Numa dessas idas, alguém me levou ao Zé Dirceu porque ele era influente no governo Lula."

O ministro diz não se lembrar quem era o "alguém" que o apresentou ao petista.

Fux diz que, na época, não achou incompatível levar currículo ao réu de processo que ele poderia no futuro julgar. Apesar da superexposição de Dirceu na mídia, afirma que nem se lembrou de sua condição de "mensaleiro".

"Eu confesso a você que naquele momento eu não me lembrei", diz o magistrado. "Porque a pessoa, até ser julgada, ela é inocente."

Conversaram uma só vez, e por 15 minutos, segundo Fux. Conversaram mais de uma vez, segundo Dirceu.

A equipe do petista, em resposta a questionamento da Folha, afirmou por e-mail: "A assessoria de José Dirceu confirma que o ex-ministro participou de encontros com Luiz Fux, sempre a pedido do então ministro do STJ".

Foram reuniões discretas e reservadas.

CURRÍCULO

Para Dirceu, também era a hora do tudo ou nada.

Ele aguardava o julgamento do mensalão. O ministro a ser indicado para o STF, nos estertores do governo Lula, poderia ser o voto chave da tão sonhada absolvição.

A escolha era crucial.

Fux diz que, no encontro com Dirceu, nada disso foi tratado. Ele fez o seguinte relato àFolha:

Luiz Fux - Eu levei o meu currículo e pedi que ele [Dirceu] levasse ao Lula. Só isso.

Folha - Ele não falou nada [do mensalão]?

Ele falou da vida dele, que tava se sentindo... em outros processos a que respondia...

Tipo perseguido?

É, um perseguido e tal. E eu disse: "Não, se isso o que você está dizendo [que é inocente] tem procedência, você vai um dia se erguer". Uma palavra, assim, de conforto, que você fala para uma pessoa que está se lamentando.

MATO NO PEITO

Dirceu e outros réus tiveram entendimento diferente. Passaram a acreditar que Fux votaria com eles.

Uma expressão usual do ministro, "mato no peito", foi interpretada como promessa de que ele os absolveria.

Fux nega ter dado qualquer garantia aos mensaleiros.

Ele diz que, já no governo Dilma Rousseff, no começo de 2011, ainda em campanha para o STF (Lula acabou deixando a escolha para a sucessora), levou seu currículo ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na conversa, pode ter dito "mato no peito".

Folha - Cardozo não perguntou sobre o mensalão?

Não. Ele perguntou como era o meu perfil. Havia causas importantes no Supremo para desempatar: a Ficha Limpa, [a extradição de Cesare] Battisti. Aí eu disse: "Bom, eu sou juiz de carreira, eu mato no peito". Em casos difíceis, juiz de carreira mata no peito porque tem experiência.

Em 2010, ainda no governo Lula, quando a disputa para o STF atingia temperatura máxima, Fux também teve encontros com Evanise Santos, mulher de Dirceu.

Em alguns deles estava o advogado Jackson Uchôa Vianna, do Rio, um dos melhores amigos do magistrado.

Evanise é diretora do jornal "Brasil Econômico". Os dois combinaram entrevista "de cinco páginas" do ministro à publicação.

Evanise passou a torcer pela indicação de Fux.

Em Brasília, outro réu do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), articulava apoio para Fux na bancada do PT.

A movimentação é até hoje um tabu no partido. O deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) é um dos poucos que falam do assunto.

Vacarezza - Quem primeiro me procurou foi o deputado Paulo Maluf. Eu era líder do governo Lula. O Maluf estava defendendo a indicação e me chamou no gabinete dele para apresentar o Luiz Fux. Tivemos uma conversa bastante positiva. Eu tinha inclinação por outro candidato [ao STF]. Mas eu ouvi com atenção e achei as teses dele interessantes.

Folha - E o senhor esteve também na casa do ministro Fux com João Paulo Cunha?

Eu confirmo. João Paulo me ligou dizendo que era um café da manhã muito importante e queria que eu fosse. Eu não te procurei para contar. Mas você tem a informação, não vou te tirar da notícia.

O mensalão foi abordado?

Não vou confirmar nem vou negar as informações que você tem. Mas eu participei de uma reunião que me parecia fechada. Tinha um empresário, tinha o João Paulo. Sobre os assuntos discutidos, eu preferia não falar.

Fux confirma a reunião. Mas diz que ela ocorreu depois que ele já tinha sido escolhido para o STF. Os petistas teriam ido cumprimentá-lo.

Na época, Cunha presidia comissão na Câmara por onde tramitaria o novo Código de Processo Civil, que Fux ajudou a elaborar.

Sobre Maluf, diz o magistrado: "Eu nunca nem vi esse homem". Maluf, avisado do tema, disse que estava ocupado e não atendeu mais às chamadas da Folha. Ele é réu em três processos no STF.

CHORO

No dia em que sites começaram a noticiar que ele tinha sido indicado por Dilma para o STF, "vencendo" candidatos fortes como os ministros César Asfor Rocha e Teori Zavascki, também do STJ, Fux sofreu, rezou, chorou.

Luiz Fux - A notícia saiu tipo 11h. Mas eu não tinha sido comunicado de nada. E comecei a entrar numa sensação de que estavam me fritando. Até falei para o meu motorista: "Meu Deus do céu, eu acho que essa eu perdi. Não é possível". De repente, toca o telefone. Era o José Eduardo Cardoso. Aí eu, com aquela ansiedade, falei: "Bendita ligação!". Ele pediu que eu fosse ao seu gabinete.

No Ministério da Justiça, ficou na sala de espera.

Luiz Fux - Aí eu passei meia hora rezando tudo o que eu sei de reza possível e imaginável. Quando ele [Cardozo] abriu a porta, falou: "Você não vai me dar um abraço? Você é o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal". Foi aí que eu chorei. Extravasei.

De fevereiro de 2011, quando foi indicado, a agosto de 2012, quando começou o julgamento do mensalão, Fux passou um período tranquilo. Assim que o processo começou a ser votado, no entanto, o clima mudou.

Para surpresa dos réus, em especial de Dirceu e João Paulo Cunha, ele foi implacável. Seguiu Joaquim Barbosa, relator do caso e considerado o mais rigoroso ministro do STF, em cada condenação.

Foi o único magistrado a fazer de seus votos um espelho dos votos de Barbosa. Divergiu dele só uma vez.

Quanto mais Fux seguia Barbosa, mais o fato de ter se reunido com réus antes do julgamento se espalhava no PT e na comunidade jurídica.

Advogados de SP, Rio e Brasília passaram a comentar o fato com jornalistas.

A raiva dos condenados, e até de Dilma, em relação a Fux chegou às páginas dos jornais, em forma de notas cifradas em colunas --inclusive da Folha.

Pelo menos seis ministros do STF já ouviram falar do assunto. E comentaram com terceiros.

Fux passou a ficar incomodado. Conversou com José Sarney, presidente do Senado. "Sei que a Dilma está chateada comigo, mas eu não prometi nada." Ele confirma.

Na posse de Joaquim Barbosa, pouco antes de tocar guitarra, abordou o ex-deputado Sigmaringa Seixas, amigo pessoal de Lula. Cobrou dele o fato de estarem "espalhando" que prometera absolver os mensaleiros.

Ao perceber que a Folha presenciava a cena, puxou a repórter para um canto. "Querem me sacanear. O pau vai cantar!", disse. Questionado se daria declarações oficiais, não respondeu.

Dias depois, um emissário de Fux procurou a Folha para agendar uma entrevista.

RAIO X - LUIZ FUX, 59

Origem
Rio de Janeiro (RJ)

Família
Casado com Eliane Fux, tem dois filhos: Rodrigo e Marianna, ambos advogados

Formação
Bacharel em direito pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Concluiu doutorado em processo civil, também pela Uerj

Carreira
Atuou por 18 anos no Ministério Público do Rio. Foi juiz em para Niterói (RJ). Passou a desembargador do TJ-RJ em 1997 e, em 2001, foi nomeado pelo então presidente FHC para o STJ. Está no Supremo desde 2011, indicado por Dilma

Sem votos

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+421 comentários

O problema está nos políticos e na presidência que usam esses erros na constituição para se livrarem dos processo que há contra o governo e algumos políticos, se fosse utilizados critérios técnicos nada disso acoteceria. Porém, ele demonstrou independência, era o que deveria fazer o Dias Toffoli e o Lewandowski.

 

Sou atleticano (galo), mas admiro muito mais o Marco Aurélio de Mello que o Ronaldinho Galucho.

Precisamos de referenciais, de heróis, mas de carne e osso, pois nossa geração foi treinada para esperar super-heróis em padrões norte-americanos.

Inegavelmente fez bobagem o Sr. Luiz Fuz; me fez lembrar o Coronel Cícero que foi chamado às pressas a um grande evento de Axé e assim que chegou presenciou um rapaz arrancando um colar de uma moça; derrubou e imobilizou o rapaz e perguntou:

"- Vc é louco!?! Roubar na minha frente?"

O outro:

"- Ué! Achei que podia; tá todo mundo roubando..."

A bobagem do eminente Ministro Fux; com a devida vênia, não foi das mais graves da República, mas de fato devemos dar um basta na cultura da malandragem; não aguentamos mais vender a "malandragem" como legítimo produto de exportação brasileiro; chega de idolatrarmos a "esperteza"; sem hipocrisia: a coisa está tão invertida que hoje o honesto é culpado de ser trouxa, o bonzinho merece uma surra (não é Max Heringer?), e a vítima de assalto é culpada se assustar-se e gritar!

Alías, precisamos é incentivar a cultura da valorização dos valores morais. Não basta, também, a aridez da cultura da classe média que sabe o que é certo por meio de resumos das normas sociais de conduta. Precisamos de um pouco mais que isso. Precisamos de uma dose de paixão pelo certo, de admiração pelo honesto, de valorização ao desapego material.

 

Esse é o STF que na prática deveria ser o guardião da CF, Ministros que vendem a alma a políticos em troca do cargo... Gilmar Mendes é outro bajulador que foi escolhido pelo FHC, pelo critério da bajulação... A sociedade brasileira precisa repensar a forma de escolha dos Ministros dos Tribunais Superiores e não só do STF. O critério político do "Quem Indica", não pode continuar. Acredito que pela teoria do domínio do fato, o impeachement do Ministro Fux, poderia facilmente ser decretado, bem como do Gilmar Mendes. 

 

Fux não chegou onde está por ser idiota. Precisamos medidar melhor sobre a conduta dele.

 

Sabemos que um Ministro do STF só pode ser afastado do cargo mediante Processo de Impedimento julgado pelo Senado Federal.  Mas o Congresso como um todo está bastante fragilizado por causa do escandalo do Demóstenes Torres, do julgamento do Mensalão petista e do futuro julgamento do Mensalão tucano.

O STF, por outro lado, saiu bastante fortalecido do julgamento do Mensalão. A mídia apóia como nunca a instituição, dando a ela e aos seus Minstros uma visibilidade sequer imaginada no passado.

 

É neste contexto delicado que Fux deu sua entrevista comprometedora. A rigor ele poderia até sofrer um Processo de Impedimento no Senado. Mas neste momento delicado e de fragilidade do Parlamento brasileiro, a última coisa que os senadores precisam ou desejam é medir forças com o STF vitaminado pela mídia.

 

Ninguém entra numa batalha política para perder, exceto se for tucano de extração serrista (é claro). Fux agiu como um provocador para testar a reação da mídia ou para obrigar o Parlamento a se ajoelhar diante do STF? Qualquer que seja a resposta, estamos diante de um conflito de anões. 

 

Faz tempo que o Parlamento brasileiro não exercita seus musculos. A última vez que os parlamentares agiram com denodo e coragem foi durante o Impedimento de Fernando Collor e mesmo assim porque o povo estava nas ruas e a mídia apóiava a cassação do presidente/sócio de PC Farias.

 

Mesmo tendo sito artificialmente fortalecido pela mídia durante o julgamento do Mensalão, o STF na verdade comportou-se de maneira vergonhosa neste caso. Além de se submeter à condenação dos petistas feita prévia e preventivamente pela imprensa anti-petista, seus Ministros condenaram suspeitos sem provas com base em presuções, ilações e suposições, atribuindo penalidades segundo um critério partidário (mais grave para os petistas, menos grave para os membros de outros partidos). Condenou porque tinha poder para condenar (como disse Rosa Weber) ou porque os réus não provaram sua inocência (como afirmou o próprio Fux).

 

O Parlamento é um nanico e o STF um anão que abriu mão do rigor técnico submetendo-se ao julgamento da imprensa. Só nos resta a Presidência, em que Dilam se agiganta cuidando bem dos interesses de longo prazo do país.

 

Nesta disputa entre o STF e o Parlamento, portanto, devemos fortalecer a Presidência. Não há outra maneira de salvar a República.

 

Em Saquarema-RJ aconteceu um fato muito estranho. Antes das eleições era só andar pelas ruas e perguntar em quem o eleitor iria votar que a resposta era unânime: Pedro Ricardo, candidato da oposição. Pois bem, o rapaz perdeu em todas, eu disse todas as 173 urnas da cidade. Perdeu e perdeu de muito. O mais estranho é que hoje, um mês após as eleições, você vai às ruas e os eleitores continuam unânimes em dizer que votaram em Pedro Ricardo. Seria muito mais cômodo pro eleitor dizer que votou na candidata vitoriosa. Mas não, o eleitor bate o pé afirmando que votou no outro. Curiosamente, é difícil encontrar alguém que confirme que votou na candidata vencedora, que coincidentemente é a esposa do deputado estadual Paulo Melo, presidente da ALERJ. Existem vários relatos da internet e inclusive vídeos no YOUTUBE atestando a vulnerabilidade das urnas eleitorais. Está lá pra quem quiser assistir. O fato é que esse triunvirato: Cabral, Zveiter e Paulo Melo atenta contra a democracia. Todos os poderes encontram-se de um lado só da balança, prejudicando a alternância do poder, principal filosofia da democracia. O fato é que não adianta espernear, pois o TSE, por mais que existam evidências que comprovem, jamais irá admitir fraudes em suas 'caixas pretas'. O ideal seria que a urna eletrônica emitisse, também, um cupom onde mostrasse em quem o eleitor votou. E que esse cupom fosse colocado numa urna tradicional ao lado dos mesários, para fins de comprovação posterior.  Uma coisa é certa: nenhum outro país no mundo, depois de examinar, quis comprar nosso ‘avançadíssimo, rápido e moderno' método de escrutínio, nem o Paraguai.

 

O Luizinho Fux é um dos  legitimos representantes da podre direita tupiniquim.

Quando crescer, o arteiro jovem Luizinho vai ocupar o posto do JB. 

 

"No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói da nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite. Houve um momento em que silêncio foi tão grande escutando o murmurejo do Uraricoera, que a índia tapanhumas pariu uma criança feia. Essa criança é que chamaram de Macunaíma.

 

Já na meninice fez coisas de sarapantar. De primeiro passou mais de seis anos não falando. Si o incitavam a falar exclamava:

 

-Ai que preguiça!...

 

e não dizia mais nada. Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que tinha, Maanape já velhinho e Jiguê na força do homem. O divertimento dele era decepar cabeça de saúva. Vivia deitado mas si punha os olhos em dinheiro, Macunaíma dandava pra ganhar vintém. E também espertava quando a família ia tomar banho no rio, todos juntos e nus. Passava o tempo do banho dando mergulho, e as mulheres soltavam gritos gozados por causa dos guaiamuns diz-que habitando a água-doce por lá. No mucambo si alguns cunhatã se aproximava dele pra fazer festinha, Macunaíma punha a mão nas graças dela, cunhatã se afstava. Nos machos guspia na cara. Porém respeitava os velhos e freqüentava com aplicação a murua a poracê o torê o bacorocô a cucuicogue, todas essas danças religiosas da tribo."


Macunaíma - Mario de Andrade

 

Mouro, na boa, não gostei da comparação desse cidadão com o nosso eterno herói, nem Mario nem Grande Otello merecem isso.


Abaixo demonstro como Otello dá de dez nesse pretenso justiceiro:



Nos braços de Dina Sfat, linda guerrilheira no filme... o herói descansa.






 

Luis, esse post foi por despeito ou inveja? 

 

nassif, você cortou no post logo a parte do suco verde com doses de filosofia do ministro, aí vai:

'Pensei que não tinha provas; li o processo do mensalão e fiquei estarrecido', diz Fux

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MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

Sentado num sofá de couro preto na sala de sua casa, em Brasília, na terça passada, o ministro Luiz Fux ainda estava sob o efeito da repercussão da posse de Joaquim Barbosa, na semana anterior.

Ele roubou a cena ao fazer um discurso de mais de 50 minutos repleto de agradecimentos e elogios à presidente Dilma Rousseff.

Mais tarde, na festa, tocou guitarra para homenagear o novo presidente do Supremo.

Fux já tocou em banda. Em 2011, compôs uma canção. "Fala das virtudes das mulheres. O Michael Sullivan musicou e vai colocá-la em seu novo CD". O título: "Ela". O refrão: "Capaz de ir ao céu por uma estrela/Que ilumina e brilha o ser amado".

Em campanha para o STF, Luiz Fux procurou José Dirceu

"O Fagner também quer fazer uma versão. E a gente ainda tem a ambição de levar para o Roberto Carlos ver."

O ministro pede para a cozinheira, dona Lourdes, trazer uma bandeja com refrigerantes. Só diet.

Fux é vaidoso, e assume. "Já fiz implante capilar." Pensa em fazer cirurgia para retirar as bolsas embaixo dos olhos. E só. "Plástica em rosto de homem fica horrível."

Corre 4 km por dia. Faz ginástica. Luta jiu-jitsu. Toma suco verde "todo dia, que te deixa sempre rejuvenescido". E guaraná em pó "numa fórmula que eu inventei, com Targifor C. Tomo ácido linoleico também, porque aí você corre, perde mais fluido, transpira, entendeu?".

"Eu tenho que me cuidar", diz. "Quando a roupa aperta, eu neurotizo."

Na entrevista à Folha, o ministro falou sobre a bronca que levou da mãe, a médica Lucy Fux, 84, por ter tocado guitarra na posse de Barbosa. E sobre o encontro que teve com réus do mensalão antes do julgamento do caso. Leia abaixo um resumo da conversa.

 Sérgio Lima/Folhapress Ministro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em BrasíliaMinistro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília

BRONCA DA MÃE

A felicidade é uma coisa efêmera. E naquele dia [da posse de Joaquim Barbosa] eu estava muito feliz. E me dei o direito de homenagear o Joaquim com uma música. Se meu pai fosse vivo, me reprimiria sobremodo. Não tenha dúvida. Assim como minha mãe o fez. Eu não imaginava que fosse ter essa repercussão. Certamente não se repetirá.

JOSÉ DIRCEU

Falei com ele 15 minutos [em 2010]. Ele disse que levaria meu perfil e conversaria com o presidente Lula. Aí eu soube que trabalhava para outro candidato [Fux não diz quem é]. Por isso é que não entendo essas críticas. O Zé Dirceu apoiou outro, o Lula não me nomeou, e a toda hora se houve isso. E outra coisa: não troco consciência e independência por cargo. Então não tem nada a ver uma coisa com a outra. Eu fui nomeado pela Dilma.

DILMA

Eu não sabia [que Dilma tinha ligações com Dirceu, o PT e Lula]. Sinceramente. A informação que nós tínhamos era outra. Que a Dilma tem a independência dela, a postura dela, faz as escolhas que ela quer. Ela não nomeou quem o José Dirceu e o Lula apoiavam. Engraçado, para mim, sinceramente, eu acho que a meritocracia, para a presidenta Dilma, conta muito.

ESTARRECIDO

Havia [em 2010] essa manifestação cotidiana e recorrente de que não havia provas [para condenar os mensaleiros]. Eu só ouvia as pessoas dizendo "não tem prova, não tem prova, não tem prova". Eu tinha a sensação "bom, não tem provas". Eu pensei que realmente não tivesse. Quando fui ler o processo, no recesso [julho], dez horas por dia, 50 mil páginas, 500 volumes de documentos, verifiquei que tem prova. Eu fiquei estarrecido.

PROMESSA

Não, imagina [se fez a algum réu, quando concorria ao STF, promessa de absolvição]. Nem podia dizer [que achava que não havia provas]. Seria uma leviandade, eu não conhecia o processo.

ELO

O que se pode imaginar [sobre a origem da contrariedade] é isso: havia uma cultura difundida de que não havia provas. Quando tomei posse, declarei a um jornal: "Se não tiver provas, eu absolvo; se tiver, condeno". Esse elo foi sendo levado ao extremo. Só que eu disse isso numa época em que não conhecia o processo. E aí entra a independência do juiz.

IMPROCEDENTE

Mas isso [críticas] pode ser uma coisa arquitetada. Como é que ele [Dirceu] vai ter raiva se ajudou uma outra pessoa? Como é que o outro [Lula] tem raiva se ele não me nomeou?

PROVAS

Seria um absurdo condenar alguém sem provas. Eu não teria condições de dormir se fizesse isso. Te confesso do fundo do coração.

SONHO

Todo juiz tem essa ambição de chegar ao Supremo. Eu uso a expressão: quem não quer ser general tem que ir embora do Exército. Fui candidato três outras vezes [entre 2004 e 2010]. Busquei apoio demais. Viajei para o Nordeste, achava que tinha que ter o maior apoio político possível. O que é um erro porque o presidente não gostava desse tipo de abordagem. Quando nomeia, ele quer que seja um ato dele.

RITUAL

É uma campanha. Tem um ritual. Você tem que fazer essa caminhada política necessariamente. Como eu me apresentava? Mostrando que sou uma pessoa que gosta de bater papo, carioca, despojado. E, ao mesmo tempo, currículo. Mas só meritocracia não vai.

ANTÔNIO PALOCCI

Na primeira vez que concorri, havia um problema muito sério do crédito-prêmio do IPI que era um rombo imenso no caixa do governo. Ele era ministro da Fazenda e foi ao meu gabinete [no STJ]. Eu vi que a União estava levando um calote. E fui o voto líder desse caso. Você poupar 20 bilhões de dólares para o governo, o governo vai achar você o máximo. Aí toda vez que eu concorria, ligava para ele.

DELFIM NETTO

Em 2009, participei com ele de um debate sobre ética, sociedade e Justiça. Fizemos uma amizade, batemos um papo. E aí comecei a estreitar. Porque, claro, alguém me disse: "Olha, o Delfim é uma pessoa ouvida pelo governo". Aí eu colei no pé dele [risos].

STEDILE

Ele me apoia pelo seguinte: houve um grave confronto no Pontal do Paranapanema e eu fiz uma mesa de conciliação no STJ entre o proprietário e os sem-terra. Depois pedi a ele para mandar um fax me recomendando e tal. Ele mandou.

SERGIO CABRAL

Eu sou amigo dele e também da mulher dele. E ele levou meus currículos [para Dilma]. Você tem que ter uma pessoa para levar seu perfil e seu currículo a quem vai te nomear. Senão, não adianta. Agora, também não posso me desmerecer a esse ponto: eu tinha um tremendo currículo, 17 livros publicados.

NEPOTISMO

Eu acho uma violação à isonomia [a proposta, defendida por Joaquim Barbosa, de que familiares de magistrados sejam proibidos de advogar em tribunais em que estão seus parentes]. E esses meninos e essas meninas que foram criados aqui em Brasília? E esses meninos filhos de ministros? Você estigmatiza.

MENSALÃO NA TV

Eu não sou muito favorável à TV Justiça, embora esteja introjetada no povo a ideia de que ela dá transparência aos julgamentos. Eu não sei nem onde fica a câmera. O juiz se acostuma a viver na solidão, mesmo na presença de várias pessoas. Num caso como o do mensalão, a opinião pública não pode ter interferência absolutamente nenhuma.

CONDENAR

A pior função do magistrado é essa. Entendo inclusive que o Supremo poderia abdicar dessa competência para as instâncias inferiores, até para que elas possam analisar [processos] sem grandes exposições. Eu tive muita preocupação no meu voto [no mensalão] de falar em "agremiação partidária", "primeiro denunciado". Eu não queria politizar o voto, estigmatizar ninguém.

DO BEM

Eu te confesso que tenho esse pendor como ser humano e como magistrado. Eu acho a pior coisa [julgar e condenar em processos criminais]. Se pudesse, diria "eu quero fazer tudo, menos isso". Você pode pesquisar para saber o que as pessoas pensam de mim sobre a minha característica, o lado humano. Eu sou o que eu sou. Eu sou assim, eu sou do bem.

 Editoria de Arte/Folhapress 

"É inútil querer ser bom o tempo todo"

Fux tem o hábito de grifar os livros que lê e de resumir os capítulos para fixar melhor os seus ensinamentos.

Ele agora está lendo "Nietzche para Estressados", de Allan Percy, um especialista em literatura de autoajuda e desenvolvimento pessoal.

É um manual com "99 doses de filosofia para despertar a mente e combater as preocupações". Grifou frases como "quem tem uma razão de viver é capaz de suportar qualquer coisa" e "é inútil querermos ser bons o tempo todo e fazer tudo certo --o que importa é estarmos dispostos a fazer um pouco melhor hoje do que fizemos ontem".

E ainda: "Os jornalistas sabem que informação é poder. Por isso é importante medir o que dizemos e, sobretudo, a quem dizemos".

 

 

Realmente. Livro de auto ajuda com 100 receitinhas básicas é dose. Nem para iniciantes!

Olhando assim, por cima, a gente diria que a 'obra' é rasa. Ao conhecê-la mais amiúde, a gente tem a certeza disto.

 

 


 


Quando se le no mesmo parágrafo "Bérgamo" e "competência imbatível" -- eu já parava de ler aí mesmo (como parei).



Em todos os casos, em nome de fingir que 'desmascara' esse panacão -- que não precisa ser desmascarado por nenhum jornalismo, porque já se viu, nu em pelo, tocando baixo e assassinando o Direito no julgamento da AP 470 -- a matéria da FSP só faz é re-re-re-envolver Dirceu em tudo.

Alguém teria entrevistado o panacão, se não soubesse que ele esteve com Dirceu -- o que é perfeitamente normal, mas a FSP expõe como se fosse pecado mortal?

O Luis Nassif é mestre em usar qquer chance pra escrever q algum jornalista tem "competência imbatível". Êta feeeero!
 

Por que a impensa esqueceu da Operação Durkheim?

 

Agora, se pegarmos pelo lado da Monica, podemos mudar o título para, A ESPERTEZA ENGOLIU O VADIO . . . . mas quem engole a esperta é assunto para depois . . . .


 

 

VERITAS QUIMERITAS EST ou SUNT . . . esse cara é um poeta.

Voces chamam isso de esperto?!!!! . . . . Na beira da praia, com agua pela canela chamamos isto de otário . . . . . sabe, otário que compra uisque falso achando que tem um contrabandista particular etc . . . .


 

 

VERITAS QUIMERITAS EST ou SUNT . . . esse cara é um poeta.

 

http://www.tribunadaimprensa.com.br/?p=11137

????????????????!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

 

Demarchi

Este pilantra vem roendo por fora faz tempo . . . . . .

 

VERITAS QUIMERITAS EST ou SUNT . . . esse cara é um poeta.

Áh, me desculpa, eu nao aguento . . . . "ALGUEM ME LEVOU AO JOSÉ DIRCEU" . . . . K K K K K . . . .  pergunto: alguem já te levou ao José Dirceu ?!!!! . . . . . Sei lá, um dia, voce andando pela rua, aparece um cara e quando voce ve está diante do José Dirceu . . . . . . Tem que roer muita calçada, muita beira de mesa para conseguir sentar à frente de pessoas como José Dirceu . . . . ora ora . . . . alguem me levou ao José Dirceu, e eu nem lembro quem foi, foi tudo tao rapido, estavamos tomando umas cervejas e aí o cara falou: Tens que conhecer o Zé . . . . . k k k k k k k k . . . . . . . sai dessa jacaré . . . . .

 

VERITAS QUIMERITAS EST ou SUNT . . . esse cara é um poeta.

Sem dúvida nenhuma o maior picareta da historia do STF.

 

 A PERUCA ECUMÊNICA DO ALPINISMO  

A entrevista do ministro Luiz Fux à Folha, neste fim de semana, avulta em valor pedagógico naquilo que explicita, sendo desnecessário aplicar-se a ela  a lógica do domínio do fato', tão cara ao udenismo  ao qual engatou a sua a carreira.

 

Trata-se de oportuna ilustração da abrangência ecumênica do método alpinista  que a indignação seletiva costuma atribuir como traço biográfico exclusivo de personagens lamentáveis acoplados à  luta social e à esquerda. Na escalada ao topo, o pretendente  à suprema toga não hesitou em servir-se do repertório que abrange do tráfico de influência à oferta de dotes autoatribuídos -- no caso, a persona de um zagueiro do Direito, capaz de  'matar no peito' processos de interesse de seus interlocutores, desde que escalado para o time do STF, naturalmente.

 

Ao avocar-se o talento um rompedor de fronteiras que depois defenderia como pétreas,  já travestido em torquemada dos holofotes,  Fux  ombreia-se em credibilidade ao adorno capilar postiço que arremata a sua figura. O conjunto sinaliza uma trajetória  cuidadosamente produzida  ao preço de apliques  que se renovam ao sabor da conveniência e do interesse. Sugestivo dessa versatilidade é o fato de ter se oferecido à Folha para contar um pedaço do que fez, acenou  e moveu até ser indicado à vaga que ocupa hoje no STF. O que disse dispensa-nos do que não disse, sendo suficiente ao descortino de uma ética líquida à beira do ralo do descrédito. Resta saber se o streap-tease mudará  a  hipocria dos critérios midiáticos que reservam ao campo da esquerda o monopólio do oportunismo.

 

http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm

 

Demarchi

Só faltou dizer: "Vocês são mesmo um bando de otários!" para se configurar como o típico malandro isxxperrto de praia carioca.

 

"A história da humanidade é a história das lutas de classes". Karl Marx

Caros geonautas,

Gostaria de tocar em dois pontos, pano rápido:

1- Como no texto, o Nassif mencionado personagens folclóricos, como Macunaíma - "o herói nem nenhum caráter", bem diferente de personagens sem nenhum caráter ou mal caráter, convido-os a ouvir o áudio da Conferência de José Miguel Wisnik sobre MACUNAÍMA, na Série "Mutações - Elogio a preguiça", de Adauto Novais. Vejam a sinopse, e o áudio em seguida: 

Conferência de JOSÉ MIGUEL WISNIK Ócio, labor e obra (sinopse) : AGO-2011:

Uma leitura muito superficial de Macunaíma dirá que o livro é um franco elogio à preguiça. Uma leitura mais crítica, mas também incompleta, dirá que o livro faz a anatomia satírica dos rasgos negativos do “herói da nossa gente”, verrumando a sua indolência e a sua “incompetência cósmica” (adianto aqui um termo oswaldiano) para a constituição e a consumação de qualquer projeto. O pensamento de Mário de Andrade é, no entanto, agônico, dilacerado e ambi­valente, oscilando entre a negatividade que acusa nos impasses de Macunaíma o próprio mal-estar na civilização, e o vislumbre de uma civilização tropical capaz de inverter as prioridades do trabalho e do ócio, da acumulação capitalista e do pensamento mitopoético.

Já Oswald de Andrade, nos seus textos filosóficos finais, entre os quais A crise da filosofia messiânica, vê no declínio do mundo patriarcal o horizonte afirmativo de uma conciliação da técnica com o ócio, uma verdadeira tecnologia de ponta do ócio, pode-se dizer, cuja congenialidade se reconhece na vocação antropofágica brasileira, e que encontraria na América “o clima do mundo lúdico e o clima do mundo técnico aberto para o futuro”.

O contraponto entre os dois autores terá como pano de fundo a reflexão de Hannah Arendt, em A condição humana, sobre as dimensões do labor e do trabalho, isto é, da atividade reprodutiva que garante a subsistência da espécie e da ativi­dade produtora de obras destinadas a durar. Trataremos esse último conceito, o de trabalho, sob a designação deobra, palavra cuja presença anagramática em labor nos incita a explorar as contradições e os paradoxos contidos nas relações entre labor e obra, projetadas no seu vértice oculto, o ócio.

Áudio: http://elogioapreguica.com.br/?page_id=543

2- É sobre um post meu de 17-11-12, comentando sobre a choradeira do mensalão: 

OS MISTÉRIOS JÁ DESVENDADOS DO JULGAMENTO DO MENSALÃO

Enviado por Oswaldo Conti-Bosso, sab, 17/11/2012 - 10:16

Caros,

Tem um detalhe importante, importantíssimo eu diria, que não precisa de Agatha Christie, nem da grande reportagem dos grandes jornalistas:

Quem foi que indicou os dois procuradores e oito dos onze juízes do STF?

A companheirada sindicalista, como sede de ser tornar a "nova classe", que vem dizendo nos últimos tempos, "Temos um projeto de país", tem ou não tem culpa nessa história, ou vão continuar culpando só os outros?

Lembrando um momento histórico com Émile zola, "J´accuse", eu acuso: Incompetentes. Assumam vossa parte nessa pedaço de chão, de "vida e morte Severina", que já entrou para os anais da história, do enforcamento e esquartejamento de Tiradentes ao enforcamento e esquartejamento do mensalão histórico.

Sds,

 

 

Menino de Engenho - engenharia de idéias e laços sociais. “A leitura do mundo antecede a leitura da palavra”. Quem sou e de onde vim?: http://www.advivo.com.br/blog/oswaldo-conti-bosso/quem-sou-e-de-onde-vim

É um ensandecido! Manda pessoas decentes para a cadeia ao som de música. E quem pagou a gasolina, o carro e o motorista nas andanças desse cidadão atrás de um dos cargos mais honoráveis da nação? Poderia ter sido um bom e honesto roqueiro, ao invés de ser um Ministro do Supremo achincalhado.

 

 

Todos os ministros que comandaram ou influiram decisivamente no julgamento da AP 470 tiveram indicação ou origem atrapalhadas. O Celso de Mello todos sabem, era formatador das opiniões do Saulo Ramos e, como prêmio, foi nomeado, o Gilmar todos sabem do seu passado de prestador de serviços à causa conservadora e ao FHC, o J.Barbosa, antes de ser nomeado vivia bajulando o Lula. E mais este Fux para envergonhar o Cariocas.

 

Definitivamente este é o pior "time" que o STF já teve, desde que esta instituição foi fundada, e passa pelo seu pior momento histórico, e se alguem pensa que estas demonstrações de fôrça e de excesso punitivo, ficará marcada na história jurídica nacional, vai perder seu tempo e fé, pois jamais a história homenageia a "vendilhões"e pessoas de mau caráter, e/ou vaidosos.

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

momentos impagáveis de uma insólita campanha – itagiba "de olho no rio" recebe o então candidato fux:

http://www.youtube.com/watch?v=fbD-6dRT1v8

quem vai até o itagiba, bem, acabou no stf.

 

02/12/2012 21:42Bomba! Como Rosemary entrou com 25 milhões de euros em PortugalUma montanha de euros entrou em Portugal na mala diplomática de Rosemary NoronhaUma montanha de euros entrou em Portugal na mala diplomática de Rosemary Noronha



Na nota anterior dei a pista sobre a existência de uma conta na cidade do Porto (Portugal), na agência central do Banco Espírito Santo, onde foram depositados no 25 milhões de euros. Imediatamente comecei a receber muitas ligações de jornalistas pedindo mais informações a respeito do assunto. Recorri à minha fonte que me deu mais detalhes esclarecedores de como tudo teria ocorrido. Vocês vão cair para trás.

Como já foi tornado público, Rosemary era portadora de passaporte diplomático, mas o que não foi revelado é que ela também era portadora autorização para transportar mala diplomática, livre de inspeção em qualquer alfândega do mundo, de acordo com a Convenção de Viena. Para quem não sabe esclareço que o termo "mala diplomática" não se refere específicamente a uma mala, pode ser um caixote ou outro volume.

Segundo a informação que recebi, Rosemary acompanhou Lula numa viagem a Portugal. Ao desembarcar foi obrigada a informar se a mala diplomática continha valores em espécie, o que é obrigatório pela legislação da Zona do Euro, mesmo que o volume não possa ser aberto.

Pasmem, Rose declarou então que havia na mala diplomática 25 milhões de euros. Ao ouvir o montante que estava na mala diplomática, por medida de segurança, as autoridades alfandegárias portuguesas resolveram sugerir que ela contratasse um carro-forte para o transporte.

A requisição do carro-forte está na declaração de desembarque da passageira Rosemary Noronha, e a quantia em dinheiro transportada em solo português registrada na alfândega da cidade do Porto, que exige uma declaração de bagagem de acordo com as leis internacionais. Está tudo nos arquivos da alfândega do Porto.

A agência central do Banco Espírito Santo na cidade do Porto já foi sondada sobre o assunto, mas a lei de sigilo bancário impede que seja dada qualquer informação. Porém a empresa que presta serviço de carros para transporte de valores também exige o pagamento por parte do depositário de um seguro de valores, devidamente identificado o beneficiário e o responsável pelo transporte do dinheiro.

Na apólice do seguro feito no Porto está escrito: "Responsável pelo transporte: Rosemary Noronha". E o beneficiário, o felizardo dono dos 25 milhões de euros, alguém imagina quem é? Será que ele não sabia? A coisa foi tão primária que até eu fico em dúvida se é possível tanta burrice.

Esses documentos estão arquivados na alfândega do aeroporto internacional Francisco Sá Carneiro, na cidade do Porto. O dinheiro está protegido pelo sigilo bancário, mas os demais documentos não são bancários, logo não estão sujeitos a sigilo. A apólice para transportar o dinheiro para o Banco Espírito Santo é pública, e basta que as autoridades do Ministério Público ou da Polícia Federal solicitem às autoridades portuguesas.

Este fato gravíssimo já é do conhecimento da alta cúpula do governo federal em Brasília, inclusive do ministro da Justiça. Agora as providências só precisam ser adotadas. É uma bomba de muitos megatons, que faz o Mensalão parecer bombinha de festa junina.


Em tempo: Pelo câmbio de sexta-feira, 25 milhões de euros correspondem a R$ 68 milhões.

 

 

Aí você acordou ?

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Papel aceita qualquer coisa mesmo.

 

Pastor Garotinho?

Sei.

 

Blog do garotinho?

 

Alessandro D(Usa GNU/Linux)

 

Exatamente

 

Rebolla é troll profissional!

Tem gente que gosta............

 

02/12/2012 18:51Caso Rosemary: Um mistério de 25 milhões de euros

Rosemary Noronha, a ex-toda poderosa secretária de LulaRosemary Noronha, a ex-toda poderosa secretária de Lula



As declarações contraditórias sobre a existência ou não de gravações telefônicas entre o ex-presidente Lula e sua ex-secretária na Presidência da República, Rosemary são absolutamente infundadas. As gravações existem e são explosivas. É até compreensível o esforço para tentar blindar Lula de situações constrangedoras, mas não desafiem a inteligência das pessoas. Vamos ao óbvio.

Por que a Polícia Federal pediria autorização judicial para interceptar os e-mails de Rosemary para os irmãos Vieira e não faria o mesmo em relação a telefones?

A Operação Porto Seguro está longe de apresentar seus principais desdobramentos e personagens envolvidos. Ao buscar informações sobre corrupção em pareceres técnicos, a Polícia Federal encontrou muito mais do que esperava. O problema agora é como lidar com essa situação.

O MP Federal não recebeu todo o material da investigação feita pela Polícia Federal. Não me refiro aos documentos apreendidos no dia da operação, mas às gravações telefônicas, os e-mails, as filmagens que antecederam a preparação do dia da operação.

O caso Rosemary é um problemaço para presidente Dilma Rousseff. Quem acha que Lula e Zé Dirceu vão sair apanhando sozinhos nesse episódio está profundamente enganado. São pelo menos 8 deputados federais do PT que têm seus nomes envolvidos em situações complicadíssimas nas armações ilimitadas de Rosemary. Até agora os nomes que vieram à tona são de Cândido Vaccarezza e Paulo Teixeira, mas nos próximos dias, a República vai sofrer grandes solavancos, principalmente a "República de São Bernardo do Campo".

Há ainda uma investigação dentro da própria investigação que está sendo aprofundada e descobriu que os tentáculos de Rose influenciaram até a PREVI, maior fundo de previdência do país (Banco do Brasil), com forte influência no mercado brasileiro.

Tudo o que disse acima são informações, mas vamos tratar de um fato que ainda está no campo das hipóteses.

Todas as operações da Polícia Federal têm nomes que procuram definir seus alvos, mesmo que de forma indireta os nomes sinalizam os objetivos da ação policial. Por que Operação Porto Seguro? Os mais afoitos e apressados em interpretar o nome dado à operação pela Polícia Federal poderiam imaginar que o nome foi dado em função da presença na operação do ex-senador Gilberto Miranda envolvido em licenças para instalar portos em ilha de propriedade da União.

Mas ele não era o alvo, quem estava na mira era Rosemary, e os seus tentáculos - como a operação mostrou - iam além da atuação dos irmãos Vieira nas agências reguladoras. Se estenderam pelo Banco do Brasil, pela Advocacia Geral da União, envolvem deputados e ministros, além de muita gente importante cujos nomes ainda estão sendo preservados.

Então por que Porto Seguro? A resposta pode ser encontrada na cidade do Porto, em Portugal, na agência central do Banco Espírito Santo. É só uma pista. Quem descobrir pode achar 25 milhões de euros na conta de uma grande figura da República.

 

Rebolla, Garotinho anda meio sem ter o que fazer; talvez seja hora de retomar a greve de fome. 

 

Logo quem, o Garotinho, aquele pilantra que acabou de ter a ficha suja faxinada pelo STF

 

Contudo, Luiz Fux não precisou mentir como mentiu Dias Toffoli, quando foi sabatinado e perguntado como procederia no futuro se fosse julgar um processo em que fossem réus petistas e respondeu dizendo que se declararia impedido, afinal, o cara não tinha qualificações de Juiz, tentou adquirir por concurso mas, não logrou êxito, foi reprovado, mas, apenas com o título de advogado, foi indicado pelo PT para ser Juiz do STF; ao contrário, Luiz Fux, tinha um vasto currículo como Juiz; e, mesmo assim, penou horrores para ser indicado para o cargo. E ficam esses petistas racistas e defensores de ladrões de dinheiro público querendo denegrir a integridade do ministro do STF Luiz Fux apenas porque procedeu como um Juiz ético e julgou o mensalão se fundamentando nos autos e mandou os meliantes para a cadeia e algemados, é claro. Luiz Fux, também, não precisou mentir durante o Processo do Mensalão, inclusive, acusando seus pares de usarem principio ultrapassados para julgar os réus, como fez Dias Toffoli, acusando seus pares de serem bastante severos e estavam usando para punir os réus do mensalão regras medievais; seria melhor penas menos severas e multa maiores; e era isso que ele estava fazendo no mensalão, no entanto, depois ficamos sabendo que a maior e mais severa condenação no STF se deve a Dias Toffoli; e julgando um deputado que cometeu crime de roubar dinheiro público, o mesmo crimes praticado pelos réus do mensalão; e quando os jornalistas o procuraram para ele falar a respeito Dias Toffoli se escusou. E tudo isso sem falar no papel do pau mandado de Lula, Ricardo Lewandowski, que desempenhou um papel de advogado de defesa sem igual na história da justiça do Brasil. Mas, esses dois ministros, certamente, merecem grau dez concedido pelo jornalista Luiz Nassif que não mede esforços para desmoralizar os ministros que condenaram seus companheiros ladrões de dinheiro público. Espero que ao menos tenha ética jornalística de não censurar minha opinião, mas, duvido muito essa postura em um jornalista pau mandado

 

Em alguns tribunais, "uma boa parte" dos magistrados que não são escolhidos pelo critério de "antiguidade" são indicados porque pediram a alguém para lhes indicar o nome. Neste caso, em troca, arrumam funções em seu gabinete para apaniguados e/ou prometem pagar em votos favoráveis em assuntos de interesses dos indicantes. Por isso os tribunais são compostos, em sua maioria, por oportunistas. 

 

"A neve e as tempestades matam as flores, mas nada podem contra as sementes" (Khalil Gibran – 1883-1931).

Fux está apenas antecipando sua “defesa”, certamente já conversada e alinhavada com os membros da Corte.

Abrir o “jogo” é uma forma de se distanciar dele.

 

 

 

Eu conheci o Ministro Fux quando ainda era Juiz, sempre teve uma ambição tão grande como a sua capacidade. Só Freud explica este rastejar pelas cortes imperiais e esta confissão que o coloca no lugar de bobo da corte. O STF virou um circo, transmitido pel TV Justiça, e com artistas vitalícios. Penas que os ingressos são muitos caros e as piadas sem graça.

 

 


Supremo idiota. Canalha togado.

 

Armando do Prado

domingo, 2 de dezembro de 2012

IMPRENSA GOLPISTA SAI EM DEFESA DE LUIZ FUX - SUPREMA E VERGONHOSA BLINDAGEM FORA FUX ? BOBAGEM !

Em qualquer parte do Mundo dito civilizado e com imprensa livre, a essa altura, a questão envolvendo o nome do Ministro Luiz Fux já estaria sendo tratada como em que momento seria anunciada a sua saída da SUPREMA CORTE.
Luiz Fux não reúne mais a mínima condição de permanecer Ministro do STF. 
Para a sua derrocada, não é preciso que se comprove ter ele prometido votar pela absolvição de José Dirceu e João Paulo Cunha no Processo do Mensalão. Isso, se aconteceu ( O Ministro nega ) apenas tornaria tudo muito mais grave.
Luiz Fux diz na entrevista concedida ao Jornal Folha de São Paulo, que quando no STJ, saiu em busca de apoio, currículo na mão, pedindo a empresários, líderes de movimentos sociais, pessoas com bom trânsito no governo, para que lhe apoiassem no sentido de que fosse ele o indicado para assumir uma vaga no STF.
Por si só, isso, da forma como a matéria publica que os fatos se deram, já seria vergonhoso e preocupante, pois, expõe o nível em que essas indicações acontecem, se não com todos, com alguns dos Ministros do STF. Mas, a gravidade da questão vai muito mais longe. FUX esteve, assumidamente segundo a entrevista, com DOIS RÉUS DO MENSALÃO, que estariam por ele sendo julgados, caso o pleito que também lhes dirigiu, fosse atendido.
Colocou-se aí o Ministro LUIZ FUX numa posição de suspeição, qualquer que fosse o voto por ele prolatado no futuro. Se absolvesse, estaria neste momento, quando o referido pedido de que DIRCEU intercedesse por ele chega ao conhecimento público, sendo acusado de ter feito um acerto. 
Como votou pela condenação, escancara as portas das suspeitas de que pode não ter "honrado" o compromisso assumido numa hipotética barganha.
Há ainda uma terceira e igualmente gravíssima hipótese. O Ministro, quando pediu o "tráfico de influência" de Dirceu e João Paulo Cunha, não falou em sentença futura, mas, como sabia que, se absolvesse os dois, caso a descoberta dos referidos pedidos ocorresse, estaria assinando a sua sentença de "morte", tratou de condenar, para ao menos ter esse "álibi".
De qualquer forma, vejamos nós pelo ângulo que for a questão, é insustentável a situação do Ministro Luiz Fux. Ele está desacreditado, ainda que se queira lhe dar o misericordioso benefício de uma ingenuidade e santidade ao procurar Dirceu, e de que votou exclusivamente pelo que viu nos autos.
O Ministro Luiz Fux, porém, pode ficar sossegado, pois, a imprensa golpista já está articulando a sua defesa. A tese de que tudo isso não passa de ódio petista pelos votos que proferiu, já está sendo amplamente difundida. Tráfico de Influência só é crime grave e merecedor de campanha em primeira página dos jornalões, quando feito por uma ex-secretária do governo do PT, quando é praticado por alguém, a quem a MÍDIA "devota momentânea simpatia", não tem a menor importância.

Postado por


 

Se investigarem um bocadinho mais, vão descobrir que ele fez lobby até com a Rosemary !!

 

 

"A democracia é o pior sistema de governo do mundo. À exclusão de todos os demais” ...Churchill.

 

Ódio petista, como assim? A impresa não tem como contornar esse assunto, pois não foi ninguém que disse que o ministro disse. Foi ele mesmo que falou tudo com aquela boca que a terra há de comer, e falou para a insuspeita Folha (insuspeita para o PIG). Nós estamos só aqui de camarote assistindo toda as trapalhadas do Fux. Sinto muito, mas dessa vez não há como jogar nas costas dos petistas, lulistas e simpatizantes.

 

A minha pobre cabeça acho que vai explodir! Não estou entendendo mais nada. O ministro pode sofrer impedimento devido à entrevista? Ele não sabia disso? E o todo poderoso JB que o escolheu p/ fazer o discurso de sua posse, não conhecia tb o "homi"? Se no fundo o que desejam é o impedimento (ou sei lá o que) da Presidente , o Sr. Fux se arrisca a perder o cargo p/ ajudar essas pessoas? Cargo adquirido após tanto "trabalho"?  Meus 2 neurônios estão louquinhos. Please help me!

 

 

 

Sobre Fux, Dirceu e o STF

Paulo Nogueira 2 de dezembro de 2012

No Diario do Centro do Mundo

 

Sobre Fux, Dirceu e o STFPaulo Nogueira 2 de dezembro de 2012 29 

A louca cavalgada do juiz Luiz Fux por uma vaga no sonhado Supremo Tribunal Federal


Fux

Ia usar a palavra perplexidade para descrever o sentimento que toma conta do leitor ao ver, na Folha de hoje, a entrevista que o juiz do STF Luiz Fux concedeu à jornalista Mônica Bergamo.

Mas recuei ao me lembrar de que grandes filósofos como Sêneca e Montaigne defenderam a tese de que a perplexidade é atributo dos tolos, tanto os coisas de repetem ao longo dos tempos.

Então ficamos assim: é uma entrevista altamente reveladora sobre o próprio Fux, o STF e as ligações imorais entre a justiça e a política no Brasil.

No último ano do governo Lula, Fux, em busca da nomeação para o STF, correu sofregamente atrás do apoio de quem ele achava que podia ajudá-lo.

Está no texto de Bergamo: “Fux “grudou” em Delfim Netto. Pediu carta de apoio a João Pedro Stedile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci. Pediu uma força ao governador do Rio, Sergio Cabral. Buscou empresários. E se reuniu com José Dirceu, o mais célebre réu do mensalão. “Eu fui a várias pessoas de SP, à Fiesp. Numa dessas idas, alguém me levou ao Zé Dirceu porque ele era influente no governo Lula.”

Paulo Maluf, réu em três processos no STF, também intercedeu por Fux, segundo o deputado petista Cândido Vacarezza, ouvido na reportagem de Mônica. Vacarezza era líder do governo Lula.

Palavras de Vacarezza, na Folha: “Quem primeiro me procurou foi o deputado Paulo Maluf. Eu era líder do governo Lula. O Maluf estava defendendo a indicação e me chamou no gabinete dele para apresentar o Luiz Fux. Tivemos uma conversa bastante positiva. Eu tinha inclinação por outro candidato [ao STF]. Mas eu ouvi com atenção e achei as teses dele interessantes.”

Fux afirmou ao jornal que jamais viu Maluf. Faço aqui uma breve pausa para notar que seu juízo sobre Fux não depõe muito, aparentemente, sobre o poder de discernimento de Vacarezza.

O contato mais explosivo, naturalmente, foi o com Dirceu. Na época, as acusações contra Dirceu já eram de conhecimento amplo, geral e irrestrito. E Dirceu seria julgado, não muito depois, pelo STF para o qual Fux tentava desesperadamente ser admitido.

Tudo bem? Pode? É assim mesmo que funcionam as coisas?

Fux afirma que quando procurou Dirceu não se lembrou de que ele era réu do Mensalão. Mesmo com o beneficio da dúvida, é uma daquelas situações em que se aplica a grande frase de Wellington; “Quem acredita nisso acredita em tudo”.

A entrevista mostra um Fux sem o menor sentido de equilíbrio pessoal,  dono de uma mente frágil e turbulenta. Considere a narração dele próprio do encontro que teve com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no qual acabaria recebendo a notícia de que atingira o objetivo: estava no STF.

“Aí eu passei meia hora rezando tudo o que eu sei de reza possível e imaginável. Quando ele [Cardozo] abriu a porta, falou: “Você não vai me dar um abraço? Você é o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal”. Foi aí que eu chorei. Extravasei.”

Fux, no julgamento, chancelou basicamente tudo que Joaquim Barbosa defendeu, para frustração e raiva das pessoas que ele procurara para conseguir a nomeação, a começar por Dirceu.

Se foi justo ou injusto, é uma questão complexa e que desperta mais paixão que luz. Talvez a posteridade encontre uma resposta mais objetiva.

O certo é que Fux é, em si, uma prova torrencial de quanto o STF está longe de ser o reduto de Catões que muitos brasileiros, ingenuamente, pensam ser. Por trás das togas de Batman, dos semblantes solenes e do palavreado pernóstico pode haver histórias bem pouco inspiradoras.

 

 

 

"Fux afirma que quando procurou Dirceu não se lembrou de que ele era réu do Mensalão."

Bom, em algumas Côrtes considera-se que se o indiciado 'não sabe' ou 'não se lembra', isto não importa.

Ele sabe, ou se lembra, ou 'deveria saber' ou 'deveria se lembrar'!

Antigamente em algumas Côrtes havia um Princípio Penal chamado Princípio de Presunção de Inocência. Hoje não há mais. Foi revogado e substituído pela Teoria e Domínio do Fato!

 

Só confirmou o que todos desconfiavam. Nosso Rolando Lero é o mais isssperto do STF. Em relação a reportagem, só duvido de uma coisa: a leitura do processo. Acredito que tenha lido, se leu, apenas a conclusão. No mais, valeu-se do voto do relator e fez um "sambarilove" pra enganar a torcida. Bem feito pra quem coloca um oportunista desse naipe no que deveria ser o órgão mais respeitado do país.

 

Se apostasse, iria apostar com qualquer um que ele não conhece o processo ... ou seja, não o leu.

... temos que reagir fortemente ... vamos fazer um abaixo assinado para retirar este picareta e sínico do STF ... ele uso o poder-dever do Estado em proveito próprio. "Como é que alguém pode julgar determinado processo, que faz o governo poupar 20 milhões de dólares, e depois fica implorando uma nomeação para o STF? Como é que um juiz homologa um acordo que beneficia o MST (sem fazer aqui juízo de valor sobre o caso!) e depois pede uma recomendação do Stédile para ser indicado ministro do STF?". Temos que dá um basta nisso tudo. 

 

Por favor, inclua nesta petição também o Marco Aurélio, que declarou em entrevista que achava a ditatura militar um mal necessário. São duas confissões, de dois magistrados. Um deles, o Fucks, declarou-se um oportunista, pois utilizou-se da Lei do Gerson para chegar ao STF. O outro, utilizou-se da Lei do Golpismo para justificar uma violação à Constituição Federal. Essas duas leis não estão no ordenamento jurídico. Pelo menos, até onde eu saiba.

 

Nassif, o Ministro Fux conseguiu ler 50.000 paginas em 31 dias (mes de Julho). Isto dá uma média de 1.612 paginas POR DIA! Não é bonito isso?