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Lula deve ser amordaçado?

A julgar pela oposição, Luiz Inácio Lula da Silva só tem liberdade para falar de futebol.O ministro Celso de Mello declarou que, se Lula fosse presidenteda República, poderia enfrentar um processo de impeachment casotivesse feito declarações e insinuações semelhantes àquelas queo ministro Gilmar Mendes afirma que ele fez.O caso é este. Um presidente da República não tem opinião pessoal.Tudo o que ele pensa e manifesta envolve o cargo que ocupa e podeser considerado uma forma de pressão sobre alguém.Mas Lula é ex-presidente e tem o direito de dizer o que pensa para toda pessoa que tenhadisposição de ouví-lo.Ex-presidente é assim. Se o Fernando Henrique pode falar a favor da legalização das drogas num pais infernizado pelo crack, embora muitos educadores considerem que essa simples medida pode estimular o consumo da droga, pergunto por que Lula não pode dizer o que pensa sobre a melhor época para o julgamento do mensalão. 
Não pode, é claro, chantagear nem sugerir uma barganha, coisa queeu duvido sinceramente que tenha feito.Mas eu acho que toda pessoa maior de idade e em pleno gozo de suasaúde mental que senta-se para conversar com um ex-presidente e umex-ministro do Supremo, do governo Lula e do governo FHC, comoNelson Jobim, sabe que a conversa não vai se limitar a futebolnem a mulher bonita. Vai se falar de política e é claro que,de uma forma ou de outra, vai chegar ao assunto do momento, queé o mensalão.E é claro que quando Lula, Gilmar Mendes e Nelson Jobim falam dessesassuntos, a conversa não é simples tertulia literária. Vem carregadade duplos, triplos e quádruplos sentidos.São profissionais da conversa. Muito pouco precisa ser dito porquetudo pode ser entendido.O esforço para transformar esse triálogo atende a outra agenda. Consistena tentativa permanente da oposição para criar um clima politizadoem torno do julgamento do mensalão.Essa é a questão. Na medida em que as partes já apresentaram suas armas,as estratégias para o julgamento estão cada vez mais claras.A oposição aposta que um clima politizado, de denuncia, de indignação, será útil para obteruma condenação. Torce, também, por uma decisão no primeiro semestre,que poderá trazer benefícios nas eleições de outubro. Não é preciso ter diploma demarketing eleitoral para calcular que uma sentença do Supremo terá um valor deprova na visão de muitos eleitores.O PT se esforça na direção contrária. Acredita que o exame das provas, a exposiçãoserena dos pontos de vista pode ser favorável aos acusados.Essa é a discussão.

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Voltando ao artigo de PMLeite, como é que ele diz que o assunto do momento é o mensalão? Isto é desinformar, é manobra desviante, e compromete o restante do que escreveu.

 

Bom, uma coisa já foi feita que contraria a maioria dos colonistas do pig: O the flash Gurgel avisou que não cabia a PGR aceitar a representação contra o Lula porque ele não é mais presidente (apenas um homem comum, segundo essa ação) e mandou ver para o STJ de Brasília. Então como continuam a afirmar que houve um conflito entre os poderes (de quem, de Greyscom?) e que Lula desrespeitou a liturgia do cargo. Qual? De presidente da Fundação que preside? Isso cabe como o que? Um  sexto poder ou sexto sentido? Enquanto isso, a oposição se afasta daquilo que é mais importante no momento - A CPMI do Cachoeira e vai se queixar ao Papa. Como vai ser a acusação formal no tribunal do DF em cima dessa comédia de erros que nem Moliére imaginaria? Algum jurista de respeito poderia nos esclarecer qual o fundamento da acusação (ainda por cima, sem provas)?

 

Luizinho Inacio, tratado no diminutivo equivalente ao seu bom senso, é hoje um CADÁVER POLÍTICO.

O Povo Brasileiro, que lutou por DEMOCRACIA, enquanto esses apeDELTAS do PT iam contra a Constituinte de 88, contra a eleição de Tancredo Neves, liderados por esse ZumbiLula, NAO ACEITA MAIS DESMANDOS DE UMA ELITEZINHA QUE SE AUTOPROCLAMA POBRE E TRABALHADORA, quando nao passam de ladrões baratos.

LULA será processado e julgado por um juiz de 1a instância, igualzinho um marginalzinho qualquer.

GAME OVER PARA O PT!!

O BRASIL (QUE NÃO É A VENEZUELA) AGRADECE!!!!

 

O julgamento do mensalão ja era para ter acontecido a muito tempo , sete anos ja se passaram . Por estas e outras que nos temos que ouvir que este pais não é sério !  Quando Lula era presidente o supremo talves se sentiu constrangido , mas   ele ja esta fora do governo , que se julgue já, chega de procrastinar .

 

Segundo o sr. Celso de Melo, LULA poderia ser cassado SE fosse verdade o que falou o Gilmar MenteS (com s mesmo). Como é mentira, vão cassar o MENTIROSO DO SUPREMO?

 

Lendo o texto do Luka (postado às 00:42 de hoje), onde o mesmo detecta faceta curiosa, do farsante e misto de empresário-ruralista, advogado, dono de cursinho e ministro do STF. Fiquei nervoso.

Refiro-me ao traço de personalidade contraditório, de um sujeito que, sendo autoritário e extremamente arrogante, ao tempo em que, de repente, comporta-se como um “maria vai com as outras”. Como que um cabra desses pode estar investido ministro da Suprema Corte de um pais que pretende ser respeitado?

Um indivíduo que vive proferindo acusações graves através de jornalistas amestrados contra autoridades que contraria seus negócios e interesses. Participa de escandaloso episódio de um grampo fajuto, pois, sem áudio, em parceria com um senador desmascarado, que ao final mostra-se um contraventor, e, tudo fica por isso mesmo.

Declara que não viajou por conta de um bandido do jogo do bicho e afirma peremptório “e se viajasse? E dai? Que mal haveria?” Tal afirmação, proferida por um cafajeste da jogatina não surpreenderia ninguém, todavia, vindo de um ministro do Supremo? Como pode tal ignorância?

Acaba de acusar pela mesma imprensa (?), um ex-presidente de tê-lo chantageado. O suposto crime teria ocorrido no mês passado. Como não o denunciou imediatamente, em foro próprio como de sua obrigação? Qual pais, um juiz do Supremo, alta instância da Justiça manteria um destrambelhado desses?
Tenham dó, que jornalismo é esse que cala diante de tamanhas barbaridades...

Realmente, a banda podre de nossas elites ultrapassam todos os limites éticos, são por demais sem vergonha nas fuças.

Vou vomitar, dá licença!

Orlando

 

A oposição e a mídia partidarizada podem tudo, inclusive pressionar o STF e seus ministros para que o julgamento do mensalão seja antecipado. E para antes das eleições, de preferência na bica dela.

A torcida é para a condenação de todos, com ou sem provas.

Para tanto a mídia partidarizada se utiliza de todas as artimanhas, de factóides os mais inescrupulosos para dar munição à oposição.

Dia sim outro também as páginas desses órgãos aparecem abarrotadas de acusações ao PT e seus membros sem que se apresente um fiapo de prova.

Imediatamente tais acusações são repercutidas pelo braço político no Congresso.

A coisa é tamanha que chegam a infernizar a cabeça do fraco ministro do STF, Gilmar Mendes a ponto deste, desesperado, solicitar urgente encontro com o ex-presidente Lula para se justificar e dizer que não fez nada de errado.

Envenenado, o ministro desveste-se da toga e aventura-se pelo campo político a dar entrevistas e fazendo acusações e elucubrações sobre temas que não domina.

Apesar das evidências e testemunhos sobre o estado psicológico do ministro a imprensa e até mesmo membros da Suprema Corte ao invés de jogar água fria na fervura, jogam gasolina na fogueira.

Tudo porque a mídia partidarizada quer pautar o Supremo e agendar datas para os julgamentos.

Estranhamente o atual presidente da Corte acha normal essa pressão da imprensa, mas certamente seus pares entendem que outros interessados não podem igualmente se manifestarem sobre a inadequação do julgamento para as vésperas das eleições.

Está faltando gente equilibrada na imprensa e no Supremo. E a excessiva intimidade entre os dois não pode dar boa coisa.

 

 

É mais facil da credibilidade ao conto de fadas da Gata borralheira,Branca de Neve, do que a estória do Gilmar Mendes....

 

É mais facil da credibilidade ao conto de fadas da Gata borralheira,Branca de Neve, do que a estória do Gilmar Mendes....

 

O que o PIG não deve esquecer é que Gilmar Mendes representa o 1% enquanto Lula representa os 99%.

 

Eu acho que o Gilmar vai ser expurgado pelo proprio STF é só questão de tempo. O Lula já deu a versão dele em nota o Jobim tb e os jornais , radios , tvs etc.. vão continuar batendo nesta tecla, até o fim desta semana, quando vai aparecer o audio do Gilmar Mentes envolvido com a máfia.O próprio Gilmar sabe disto, vai ser o proximo passo da novela, outra previsão é que o Senador não vai ser cassado,pois o voto é secreto.

 

A oposição ta conseguindo aquilo que queria que é de fao transformar o mensalão num fato político. Não existe provas de qeu políticos tenham se abastecido, mensalmente, de recurso desse tal de mensalão. Mas o fato poliícito tai e vai encomodar.


Agora o Lula como cidadão tem que escolher seus amigos. Esse tal de gilmar mendes não serve pra ser amigo. Que o diga o Ministro Joaquim Barbosa.


O Jobim é outro trairão.

 

Se não fosse essa CPI nada disso estaria acontecendo. No máximo uma pressãozinha da mídia/oposição para o Supremo julgar o "mensalão" antes das eleições. Como já declarou o Ministro Gilmar Mendes que ele próprio iria votar a favor dos réus, seria muito provável a absolvição dos acusados. Portanto, não iria causar tantos danos ao PT nessas eleições. Porém, o envolvimento do senhor ministro nas investigações da CPMI do Cachoeira está sendo o verdadeiro estopim desta crise. O mais provável é que o ministro esperava do ex-presidente Lula uma blindagem na CPMI, e ouvindo deste uma negativa ou impossibilidade, se desesperou e partiu para o ataque antes de vir à tona as suas mazelas. E, oportunamente, e certo de que teria o apoio da grande mídia, escolheu o maior líder do PT para atacar. Portanto, o que estamos vendo é uma forma desesperada da oposição, mídia e o Ministro  do Supremo de querer melar a CPMI, e não do ex-presidente Lula querer melar o julgamento do "mensalão". 

 

O que o Lula tem que conversar com Jobim e Gilmar Mendes ainda mais juntos? Só podia dar nisso.Ele não sabia que era uma armadilha? Esta o Lula fica devendo.

 

Certamente muitos gostariam de ver o Lula amordaçado , desmoralizado , inativo. O Celso de M... permitiu-se fazer um exercício intelectual especulativo a partir da versão do Gilmar , quase desqualificando o ex-presidente. Ora , e se o Gilmar mentiu ... porque o Celso não considerou essa possibilidade , não seria a primeira mentira do Gilmar , há o grampo sem áudio ,  corporativismo puro.

 

Perfeito, Implacável!

Rogo aos céus que as pessoas que assessoram Lula tenham a lucidez de perceber que ESSA é a linha de argumentação sustentável. Lula falou com Gilmar Mendes? FALOU, sim. Nem Lula, nem Jobim negaram isso. Trataram do Mensalão? Trataram, sim. É normal que tratassem - o assunto está na ordem do dia. Trataram da CPMI? É claro que trataram. Por que não haveriam de falar a respeito daquilo que o Brasil todo está falando?

Nada disso significa que Lula tenha CHANTAGEADO Gilmar Mendes. Esse é o ponto. E Gilmar Mendes ACUSOU, sim, Lula de ter feito uma chantagem. Acusou-o de ter cometido um crime. E comete um crime quando o acusa sem fundamento nem provas.

Agora, está pagando para ver. Insinuando que tem jogo na mão. Ou Lula grita "seis", ou põe as cartas embaixo do maço. Ganha facilmente, mesmo que Gilmar tenha GRAVADO a conversa (a esta altura do campeonato, uma possibilidade). Basta NÃO MENTIR, NÃO OMITIR e ter consciência plena de que FALAR COM GILMAR MENDES NÃO É CRIME.

 

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Uma história mal contada

Gilmar Mendes poderia explicar algumas coisas que não ficaram claras

30 de Maio de 2012 às 05:52

Hélio Doyle

Foi um encontro estranho, num momento delicado. Mas o que realmente aconteceu na reunião do ex-presidente Lula com o ministro Gilmar Mendes, no escritório do ex-ministro Nélson Jobim? Na verdade, não se sabe. Ninguém sabe, a não ser os três que estavam lá, e que dão suas versões sem que seja possível comprová-las cabalmente. As histórias são contadas pela metade, não há um relato com início, meio e fim, que inclusive explique bem o início: de quem foi a iniciativa do encontro, se foi proposital ou acidental, se Lula sabia que encontraria Gilmar e vice-versa. Essa é a típica história mal contada.

Nenhum dos três participantes do encontro que abala a República é bobo – pois, como se diz, se fossem bobos não teriam chegado aonde chegaram, e esses três chegaram longe. Gilmar é que tem falado mais sobre o assunto, já até passou em muito do tom adequado a um ministro do Supremo Tribunal Federal. Lula praticamente nada disse, a não ser negar que a conversa tenha sido como conta Gilmar, no que tem o respaldo de Jobim. Mas todos eles sabiam, desde que se encontraram no escritório de Jobim, que o encontro poderia, se revelado, ter graves repercussões em meio a uma CPI instaurada a partir de denúncias contra um fraterno amigo de Gilmar Mendes, o ainda senador Demóstenes Torres, e às vésperas do julgamento do chamado “mensalão”, que atinge de frente o PT e uma de suas principais figuras, o ex-ministro José Dirceu.

Se não são bobos, certamente sabiam que: 1) não pega bem um ministro do Supremo frequentar escritório de advogado; 2) pega pior ainda um ministro do Supremo conversar quase secretamente com um ex-presidente da República que tem interesse óbvio, e justificável, em um julgamento prestes a acontecer no tribunal. Não se sabe o que realmente conversaram, e só um perfeito idiota, a velhinha de Taubaté e os oposicionistas, esses por dever de ofício, acreditariam piamente ou fingiriam acreditar em uma versão difundida pela revista Veja, clara e ostensivamente engajada em uma luta política feroz contra o governo, contra Lula e contra o PT – entre outras causas da direita.

Por que acreditar na versão de Gilmar Mendes, a não ser por posição política ou convicção ideológica? Ora, dirão: por que acreditar nos desmentidos de Lula e de Jobim, a não ser pelos mesmos motivos? A isenção recomenda mesmo cautela. Mas, como Gilmar é até agora quem mais falou sobre o encontro, poderia explicar algumas coisas ainda mal explicadas:

- Por que foi ao escritório de Jobim? Acha normal um juiz da mais alta Corte ir ao escritório de um advogado, ainda mais sabendo das ligações políticas do ex-ministro do STF e da Defesa?

- Sabia que iria se encontrar com Lula? Se sabia, acha normal se encontrar com um ex-presidente da República que tem dado declarações públicas a respeito do processo que brevemente será julgado pelo STF?

- Por que, diante do que considera impertinência de Lula, não denunciou imediatamente o fato, esperando mais de um mês para fazê-lo? Não deveria ter denunciado imediatamente? E por que contou a um senador do DEM, Agripino Maia?

- Foi ele próprio que revelou a história à Veja? Se foi, por que a Veja? Se não foi quem contou, desconfia de alguém?

- Quais eram, realmente, as relações que tinha com Demóstenes Torres? Acha normal ter uma enteada trabalhando no gabinete do senador? Acha correto que um ministro do Supremo viaje de carona em avião de político? Foi mera coincidência o encontro em Berlim e voltar no mesmo voo do senador?

- Suas declarações nos últimos dias não podem colocar em questão sua isenção no julgamento do “mensalão”?
Se essas perguntas fossem respondidas, algumas coisas ficariam mais claras a respeito do estranho e inexplicado encontro no escritório de Jobim. A impressão que se tem, vendo de fora, é que ainda há muita coisa a ser contada. E que esse episódio talvez só seja explicado mesmo depois do ansiado julgamento do ano. Pode haver mais surpresas.

Vale a pena ler de novo

Gilmar Mendes, Demóstenes Torres e a Veja foram os personagens de outro misterioso episódio, a denúncia de que uma conversa entre o ministro e o senador havia sido grampeada pela Abin, a agência de informações da Presidência da República. Veja fez o estardalhaço de costume, Gilmar foi a Lula pedir satisfações, Demóstenes rosnou no Senado. Estranhamente, a tal gravação nunca apareceu, mas teve efeitos negativos para o governo e contribuiu para derrubar uma operação da Polícia Federal e o diretor da Abin.

É interessante rever o tal diálogo entre Gilmar e Demóstenes, reproduzido pela Veja. É uma conversa de amigos muito próximos, que se tratam pelos nomes. Uma conversa nada republicana entre um ministro do Supremo e um senador da República:

Gilmar Mendes – Oi, Demóstenes, tudo bem? Muito obrigado pelas suas declarações.

Demóstenes Torres – Que é isso, Gilmar. Esse pessoal está maluco. Impeachment? Isso é coisa para bandido, não para presidente do Supremo. Podem até discordar do julgado, mas impeachment...

Gilmar – Querem fazer tudo contra a lei, Demóstenes, só pelo gosto...

Demóstenes – A segunda decisão foi uma afronta à sua, só pra te constranger, mas, felizmente, não tem ninguém aqui que embarcou nessa "porra-louquice". Se houver mesmo esse pedido, não anda um milímetro. Não tem sentido.

Gilmar – Obrigado.

Demóstenes – Gilmar, obrigado pelo retorno, eu te liguei porque tem um caso aqui que vou precisar de você. É o seguinte: eu sou o relator da CPI da Pedofilia aqui no Senado e acabo de ser comunicado pelo pessoal do Ministério da Justiça que um juiz estadual de Roraima mandou uma decisão dele para o programa de proteção de vítimas ameaçadas para que uma pessoa protegida não seja ouvida pela CPI antes do juiz.

Gilmar – Como é que é?

Demóstenes – É isso mesmo! Dois promotores entraram com o pedido e o juiz estadual interferiu na agenda da CPI. Tem cabimento?

Gilmar – É grave.

Demóstenes – É uma vítima menor que foi molestada por um monte de autoridades de lá e parece que até por um deputado federal. É por isso que nós queremos ouvi-la, mas o juiz lá não tem qualquer noção de competência.

Gilmar – O que você quer fazer?

Demóstenes – Eu estou pensando em ligar para o procurador-geral de Justiça e ver se ele mostra para os promotores que eles não podem intervir em CPI federal, que aqui só pode chegar ordem do Supremo. Se eles resolverem lá, tudo bem. Se não, vou pedir ao advogado-geral da Casa para preparar alguma medida judicial para você restabelecer o direito.

Gilmar – Está demais, não é, Demóstenes?

Demóstenes – Burrice também devia ter limites, não é, Gilmar? Isso é caso até de Conselhão.
(risos)

Gilmar – Então está bom.

Demóstenes – Se eu não resolver até amanhã, eu te procuro com uma ação para você analisar. Está bom?

Gilmar – Está bom. Um abraço, e obrigado de novo.

Demóstenes – Um abração, Gilmar. Até logo.

 

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O ódio a Lula

O Brasil já cultivou ressentimentos irracionais em relação a Getúlio, JK, Jango e, agora, ao metalúrgico que ainda é a principal força política do País

28 de Maio de 2012 às 22:53

Leonardo Attuch
Teve início, neste fim de semana, um movimento organizado de ataque ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Primeiro, a reportagem sobre a suposta chantagem exercida por ele contra Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, para adiar o julgamento do mensalão, já desmentida pelo anfitrião do encontro, Nelson Jobim. Depois disso, críticas espalhadas pela rede sobre o comportamento indecoroso de Lula diante das instituições e até ironias relacionadas ao uso de remédios para o tratamento contra o câncer na laringe. Por fim, vozes mais radicais cobrando até a prisão do ex-presidente.

Por que será que Lula, depois de oito anos de governo, tendo deixado o Palácio Planalto com recordes de aprovação, tanto junto ao povão quanto às elites, que se tornaram ainda mais ricas, desperta tanto ressentimento? A resposta é uma só: goste-se ou não dele, Lula ainda é a principal força política do Brasil. E é uma força viva, que pode voltar ao poder em 2014 ou em 2018.

Mas essa seria uma análise objetiva, dos que fazem cálculos frios nos jogos de poder. Ocorre que o ressentimento em relação a Lula, muitas vezes, é irracional. Como pode um retirante, metalúrgico, sem educação formal ter chegado tão longe? É isso que incomoda boa parte da classe média brasileira.

Sentimentos assim já houve no passado em relação a outros líderes políticos, como Getúlio Vargas, João Goulart ou mesmo Juscelino Kubitschek. Os paulistas odiavam Getúlio e nunca lhe deram um nome de avenida. Mas poucos fizeram tanto pela industrialização do estado, que começou a se libertar do atraso cafeeiro, como o líder trabalhista. Os militares também odiavam JK, mas, no poder, tentaram reproduzir sua visão de “Brasil Grande”. E os que vierem depois de Lula, de certa forma, serão escravos do seu modelo de inclusão social.

Por mais que o critiquem, Lula não será abatido por seus detratores. Até porque, até aqui, ele foi um democrata. E resistiu à tentação do terceiro mandato, quando teria totais condições de se perpetuar no poder.

 

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PSol vai pedir investigação contra o ministro Gilmar Mendes

Foto: Divulgação
"O fato de o ministro ter demorado um mês para se manifestar merece explicação. A perplexidade dele parece que custou a se consolidar", disse o deputado federal Chico Alencar (Psol-RJ)

30 de Maio de 2012 às 05:55

247 – O PSol decidiu pedir abertura de investigação contra o ministro Gilmar Mendes, do STF, por conta das denúncias sobre pressão do ex-presidente Lula plelo adiamento do julgamento do mensalão. A petição já foi esboçada, mas falta definir o guichê em que ela será protocolada – pode ser na Procuradoria-Geral da República ou na Corregedoria-Geral do Conselho Nacional de Justiça. "Do nosso ponto de vista, o comportamento do ministro não foi normal", diz o deputado Chico Alencar (RJ), líder do PSol na Câmara.

A conversa entre Gilmar Mendes e Lula ocorreu em 26 de abril, no escritório do ex-ministro Nelson Jobim. O ministro levou um mês para declarar-se publicamente "perplexo" com o que teria ouvido de Lula. "O fato de o ministro ter demorado um mês para se manifestar merece explicação. A perplexidade dele parece que custou a se consolidar", acrescenta Chico Alencar. Segundo o deputado, "não parece adequado que o ministro se encontre, fora do ambiente do Supremo, com uma pessoa notoriamente vinculada aos réus do mensalão."

O partido já havia subscrito, junto com DEM, PSDB e PPS, representação protocolada contra Lula na Procuradoria-Geral da República – Roberto Gurgel vai enviar a representação à primeira instância, já que Lula não tem mais foro privilegiado. "Achamos que ninguém ficou bem nessa história. O Lula ficou mal. O Jobim ficou mal. E o Gilmar Mendes também ficou mal", resume Chico Alencar.

 

Brasil 247 > PoderAla do STF suspeita de Lacerda contra Gilmar

Foto: Folhapress_Fellipe Sampaio/STF/Divulgação
Segundo integrantes do STF, ex-diretor da Polícia Federal e da Abin, Paulo Lacerda estaria recolhendo e distribuindo informações contra o ministro Gilmar Mendes; acusado nega; ele caiu da Abin num episódio que envolveu Gilmar
30 de Maio de 2012 às 07:03

Claudio Julio Tognolli_247 - O ex-presidente do Supremo, Ministro Gilmar Mendes, disse nesta terça-feira que são “bandidos” os que passam informações a seu respeito ao ex-presidente Lula. Não são bandidos: é gente bem qualificada, suspeitam os ministros.

O PT teria montado há pouco mais de quinze dias uma central de informações para distribuir, na mídia eletrônica e no twitter, informações contra ministros do Supremo que capitaneiam votos de condenação aos ditos mensaleiros. Participam dessa central, além de redatores midiáticos, um publicitário, dois advogados classicamente aliados ao PT, e de pouco nome na praça.

Mas quatro ministros do STF foram informados que duas pessoas bem manjadas na Polícia Federal estariam levantando dados sobre a mais alta corte do país: o ex-diretor do órgão, delegado Paulo Lacerda, e seu ex-patrão: o advogado Rodolpho Ramazzini, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Ramazzini tem bom nome na mídia: é ele a apontar sempre que 85% dos pirateados que chegam ao Brasil são cópias fabricadas na China.

Na semana passada, três dias antes de Veja eclodir com as diatribes de Gilmar Mendes contra o ex-presidente Lula, Paulo Lacerda estava lá, em Brasília. Era um ouvinte, um teleguiado do PT, para o evento do lançamento de uma publicação no Superior Tribunal de Justiça. Chegou mudo e saiu calado. Foi trajando seu habitual paletó poule de cocq e sapatenis preto. Ficou ao lado de uma cortina, contra a parede. Após dez minutos hirto, numa posição que alguns classificaram de totêmica, teve de fazer enfim o seu solitário “shake hands” da noite: seu outro ex-chefe, o ex-ministro da justiça Marcio Thomaz Bastos, foi-lhe prestar mesuras. Ficaram lá os dois, como Cosme e Damião, isolados no cenário das cortinas bufantes. Não tinha quem não olhasse.

Paulo Lacerda aufere hoje cerca de RS$ 20 mil mensais como consultor de uma federação do ramo de segurança privada. E também investiu-se com seu ex-patrão, o advogado Ramazzini, na urdidura encomendada pelo PT: levantarem tudo o que podem contra o ministro Gilmar Mendes e contra o PSDB. Mais pra frente, pediu o PT, ficam os dois com o encargo de pegar também o ministro Marco Aurélio, do STF. Esse é o informe coletado pelos ministros. Mas ninguém lhes deu prova material de que tudo isso pode ser verdade.

Uma única vertente é fato: Paulo Lacerda tem Gilmar atravessado na garganta: desde que este conseguiu derrubá-lo da direção da PF. Gilmar brandiu ao ex-presidente Lula a história de um grampo no STF. Caiu Lacerda. O grampo jamais surgiu. Opositores de Gilmar chamam ao episódio de “o grampo sem áudio.

Antes de virar o diretor da PF, sob boa parte da octaetéride de Lula, Paulo Lacerda fazia levantamentos para Rodolpho Ramazzini, da Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF). Tal militância fez com que os dois, Lacerda como diretor, Ramazzini como “informante do bem”, como era conhecido na PF de São Paulo, fossem responsáveis pelas maiores operações da PF.

Só para lembrar: as operações da PF aumentaram quinze vezes durante o governo Lula. Pularam, por exemplo, de 16 em 2003 para 143 até agosto de 2009. De 2003 para 2010 o número de funcionários da PF pulou de 9.231 para 14.575, um crescimento de 58%. Lula botou nas ruas, na maioria das vezes sob Marcio Thomas Bastos, 1.244 operações, o que representa 25 vezes mais do que as 48 tocadas pela PF no governo Fernando Henrique Cardoso.

Não tenha dúvida que Lacerda e Ramazzini foram os czares da maior parte disso. Ramazzini era quem mostrava quais lojas deveriam ser estouradas, quais empresas, quais cervejarias, quais manufaturas e semi-manufaturas. Lacerda agradecia. “Quase tudo já chegava pronto em pastas, entregues na superintendência da Lapa de Baixo, com fotos acondicionadas, dicas, tudo”, diz um agente. Ramazzini era um xamã: suas dicas rendiam operações da PF republicana com altas doses de octanagem midiática.

Lacerda e Ramazzini foram também os maiores informantes oficiais do ex-deputado Medeiros, na CPI da Pirataria tocada em 2003. (Confira aqui)

Agora os dois estão de volta, cochicharam aos ministros. Mas há um terceiro elemento que lhes ajudaria, e muito: o ex-superintendente da PF em São Paulo, Jaber Makul Saad –aliás ano passado comissionado como analista-informante judicial adivinhem de que escritório? Do de Márcio Thomaz Bastos.

Gilmar disse ainda que Lacerda tinha como missão lhe destruir (leia aqui).

Em entrevista para o Estadão, Lacerda negou que presta assessoria para o PT e disse que o ministro Gilmar Mendes está desinformado. (Leia aqui)

 

Eu não avisei? (Dalmo Dallari), por Herberth Xavier, no Brasil247

Heberth Xavier_247 - Há dez anos, exatamente em 8 de maio de 2002, a Folha de S. Paulo publicava um artigo que geraria grande polêmica. Com o título “Degradação do Judiciário”, o artigo, escrito pelo jurista e professor da Faculdade Direito da USP, Dalmo de Abreu Dallari, questionava firmemente a indicação do nome de Gilmar Mendes para o Supremo Tribunal Federal (STF). A nomeação se daria dias depois, mesmo com as críticas fortes de Dallari, ecoadas por muita gente da área e nos blogs e sites da época.

Desde então, Mendes esteve no centro das atenções em inúmeras polêmicas. Em 2009, participou de famosa e áspera discussão em pleno plenário do tribunal com o colega Joaquim Barbosa. Dallari, que conhece pessoalmente muitos ministros do STF (foi professor de Ricardo Lewandowski, deu aulas a Cármen Lúcia e orientou Eros Grau), comparou o fato a uma “briga de moleques de rua”: “Os dois poderiam evitar o episódio, mas a culpa grande é do presidente do STF, Gilmar Mendes, que mostra um exibicionismo exagerado, uma busca dos holofotes, da imprensa. Além da vocação autoritária, que não é novidade.

Um ano depois, em 2010, na véspera das eleições presidenciais, o Supremo se reuniu para julgar a exigência da apresentação de dois documentos para votar nas eleições. O placar estava 7 a 0 quando o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo. O julgamento foi interrompido. Mais tarde, circulou a informação, confirmada depois em reportagem da Folha de S. Paulo, de que a decisão de Mendes foi tomada depois de conversar com o então candidato do PSDB, José Serra, por telefone. Na época, Dallari não quis comentar sobre a conversa ou não com o candidato tucano e suas implicações (“Como advogado, raciocino em cima de provas”), mas contestou a atitude de Mendes: “Do ponto jurídico, é uma decisão totalmente desprovida de fundamento. O pedido de vistas não tinha razão jurídica alguma, não havia dúvida a ser dirimida”.

Mas a maior polêmica é a atual, envolvendo o político mais popular do Brasil, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusado por Mendes de chantagem e pressão ao STF. Procurado pelo 247, a quem concedeu entrevista, Dallari não deixa de reconhecer: “Eu não avisei?”

Veja alguns pontos destacados pelo jurista na entrevista ao 247:

STF NA MÍDIA

“Eu acho muito ruim para a imagem do Supremo que um de seus ministros fique tanto tempo exposto na mídia, sempre em polêmicas. Não que eu considere bom ficar enclausurado, pelo contrário. É interessante que você dê publicidade às ações do STF, para a população ser melhor informado do processo de decisões no tribunal. Mas há algo errado quando um ministro do Supremo vive na mídia, e sempre em polêmicas.

VERDADE OU MENTIRA?

“Não posso fazer um julgamento categórico sobre o que disse o ministro Gilmar Mendes. Não se sabe onde está a verdade. Se tivesse mais segurança quanto aos fatos ocorridos poderia dizer melhor. Mas, de qualquer maneira, dá para afirmar de cara duas coisas: a primeira é que não dá, definitivamente, para um ministro do Supremo sair polemizando toda hora para a imprensa, e num nível que parece confronto pessoal. É algo que não faz parte das funções de um ministro do Supremo. A outra coisa é que as acusações de Gilmar são extremamente duvidosas. Feitas com atraso e sem o mais básico, que é a confirmação da única testemunha. Pelo contrário: o ministro Jobim (Nelson Jobim, que foi ministro de FHC, de Lula e do próprio STF) negou o conteúdo do que foi denunciado.

PREVISÃO

“Não avisei? Naquele artigo para a Folha, eu já mostrava, com fatos, os problemas que o Judiciário brasileiro enfrentaria com o Gilmar Mendes no Supremo. Não há surpresas, pelo menos para mim. Na época de sua nomeação, já havia informações, por exemplo, de que ele contratou, como procurador-geral da República, pessoal para seu cursinho de Direito. Um detalhe interessante é que o Gilmar Mendes teve 14 votos contrários à sua nomeação para o STF. Isso quebrou uma tradição de unanimidade que existia no Senado brasileiro. Enfim, ele não é, definitivamente, uma personagem altamamente confiável a ponto de representar um posto tão importante.

IMPLICAÇÕES JURÍDICAS

“Primeiramente é preciso lembrar que, fosse verdadeira a nova afirmação de Gilmar Mendes, se tivesse realmente sido vítima de chantagem, o caminho natural seria uma denúncia ao Ministério Público, imediatamente. Por que só agora? Dito isso, cabem dúvidas da extensão realmente do que supostamente foi dito. Ainda que Lula tenha feito referências ao mensalão, é duvidoso se isso teria tanta implicação jurídica, pois parece ter sido numa conversa informal, feita na casa de um amigo comum dos dois. Volto a frisar dois aspectos: é difícil determinar com certeza, pois não há evidência nenhuma de que Gilmar Mendes diz a verdade, apenas a sua palavra; e, tivesse a seriedade que alguns querem pintar, a denúncia teria que ser feita na hora. Ou não é?

 

Leia abaixo o artigo que Dalmo de Abreu Dallari publicou na Folha, em 8 de maio de 2002:

 

Degradação do Judiciário

DALMO DE ABREU DALLARI

Nenhum Estado moderno pode ser considerado democrático e civilizado se não tiver um Poder Judiciário independente e imparcial, que tome por parâmetro máximo a Constituição e que tenha condições efetivas para impedir arbitrariedades e corrupção, assegurando, desse modo, os direitos consagrados nos dispositivos constitucionais.

Sem o respeito aos direitos e aos órgãos e instituições encarregados de protegê-los, o que resta é a lei do mais forte, do mais atrevido, do mais astucioso, do mais oportunista, do mais demagogo, do mais distanciado da ética.

Essas considerações, que apenas reproduzem e sintetizam o que tem sido afirmado e reafirmado por todos os teóricos do Estado democrático de Direito, são necessárias e oportunas em face da notícia de que o presidente da República, com afoiteza e imprudência muito estranhas, encaminhou ao Senado uma indicação para membro do Supremo Tribunal Federal, que pode ser considerada verdadeira declaração de guerra do Poder Executivo federal ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, à Ordem dos Advogados do Brasil e a toda a comunidade jurídica.

Se essa indicação vier a ser aprovada pelo Senado, não há exagero em afirmar que estarão correndo sério risco a proteção dos direitos no Brasil, o combate à corrupção e a própria normalidade constitucional. Por isso é necessário chamar a atenção para alguns fatos graves, a fim de que o povo e a imprensa fiquem vigilantes e exijam das autoridades o cumprimento rigoroso e honesto de suas atribuições constitucionais, com a firmeza e transparência indispensáveis num sistema democrático.

Segundo vem sendo divulgado por vários órgãos da imprensa, estaria sendo montada uma grande operação para anular o Supremo Tribunal Federal, tornando-o completamente submisso ao atual chefe do Executivo, mesmo depois do término de seu mandato. Um sinal dessa investida seria a indicação, agora concretizada, do atual advogado-geral da União, Gilmar Mendes, alto funcionário subordinado ao presidente da República, para a próxima vaga na Suprema Corte. Além da estranha afoiteza do presidente -pois a indicação foi noticiada antes que se formalizasse a abertura da vaga-, o nome indicado está longe de preencher os requisitos necessários para que alguém seja membro da mais alta corte do país.

É oportuno lembrar que o STF dá a última palavra sobre a constitucionalidade das leis e dos atos das autoridades públicas e terá papel fundamental na promoção da responsabilidade do presidente da República pela prática de ilegalidades e corrupção.

É importante assinalar que aquele alto funcionário do Executivo especializou-se em “inventar” soluções jurídicas no interesse do governo. Ele foi assessor muito próximo do ex-presidente Collor, que nunca se notabilizou pelo respeito ao direito. Já no governo Fernando Henrique, o mesmo dr. Gilmar Mendes, que pertence ao Ministério Público da União, aparece assessorando o ministro da Justiça Nelson Jobim, na tentativa de anular a demarcação de áreas indígenas. Alegando inconstitucionalidade, duas vezes negada pelo STF, “inventaram” uma tese jurídica, que serviu de base para um decreto do presidente Fernando Henrique revogando o decreto em que se baseavam as demarcações. Mais recentemente, o advogado-geral da União, derrotado no Judiciário em outro caso, recomendou aos órgãos da administração que não cumprissem decisões judiciais.

Medidas desse tipo, propostas e adotadas por sugestão do advogado-geral da União, muitas vezes eram claramente inconstitucionais e deram fundamento para a concessão de liminares e decisões de juízes e tribunais, contra atos de autoridades federais.

Indignado com essas derrotas judiciais, o dr. Gilmar Mendes fez inúmeros pronunciamentos pela imprensa, agredindo grosseiramente juízes e tribunais, o que culminou com sua afirmação textual de que o sistema judiciário brasileiro é um “manicômio judiciário”.

Obviamente isso ofendeu gravemente a todos os juízes brasileiros ciosos de sua dignidade, o que ficou claramente expresso em artigo publicado no “Informe”, veículo de divulgação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (edição 107, dezembro de 2001). Num texto sereno e objetivo, significativamente intitulado “Manicômio Judiciário” e assinado pelo presidente daquele tribunal, observa-se que “não são decisões injustas que causam a irritação, a iracúndia, a irritabilidade do advogado-geral da União, mas as decisões contrárias às medidas do Poder Executivo”.

E não faltaram injúrias aos advogados, pois, na opinião do dr. Gilmar Mendes, toda liminar concedida contra ato do governo federal é produto de conluio corrupto entre advogados e juízes, sócios na “indústria de liminares”.

A par desse desrespeito pelas instituições jurídicas, existe mais um problema ético. Revelou a revista “Época” (22/4/ 02, pág. 40) que a chefia da Advocacia Geral da União, isso é, o dr. Gilmar Mendes, pagou R$ 32.400 ao Instituto Brasiliense de Direito Público -do qual o mesmo dr. Gilmar Mendes é um dos proprietários- para que seus subordinados lá fizessem cursos. Isso é contrário à ética e à probidade administrativa, estando muito longe de se enquadrar na “reputação ilibada”, exigida pelo artigo 101 da Constituição, para que alguém integre o Supremo.

A comunidade jurídica sabe quem é o indicado e não pode assistir calada e submissa à consumação dessa escolha notoriamente inadequada, contribuindo, com sua omissão, para que a arguição pública do candidato pelo Senado, prevista no artigo 52 da Constituição, seja apenas uma simulação ou “ação entre amigos”. É assim que se degradam as instituições e se corrompem os fundamentos da ordem constitucional democrática.

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/61842/Dalmo-Dallari-sobre-Gilmar-Mendes-%E2%80%9CEu-n%C3%A3o-avisei%E2%80%9D.htm

 

 

...spin

 

 

Se os ministros do STF são imunes a pressão como afirmou o da "voz empolada", outro que gosta de uma certa mídia tanto quanto o Gilmar - e sempre foi contra o Lula - qual o receio ou medo manifestado e reiterado? Isentos como são, e com as ligações que possuem, imagino que a pressão vem daquele rio que desagua na Cachoeira, tendo o rambo dos pampas é um dos afluente mais ardilosos da república. Agora envolto em estudos sobre a constituição juntamente com o que tem capangas. Sob o jugo dos bacharéis o País tem que parar para assistir as traquinagens dos embusteiros.

 

Funcionou a estratégia da tríplice aliança Veja-Mendes-Demóstenes, para tirar o foco do senador durante seu depoimento no conselho de ética do Senado. Toda a mídia golpista se concentrou nas mentiras do Gilmar Mendes contra o Lula e o depoimento do Desmóstenes não teve nenhuma repercussão, inclusive na blogosfera.

 

Concordo, que o episódio arquitetado pela Veja parece que uma foi cortina de fumaça, mas até essa um dia acaba.   

Este é um artigo do Paulo Moreira Leite que respeita nossa inteligencia,  gostei muito, teve uma participação dele na rádio CBN no Revista CBN , sabado retrasado, sobre a comissão da verdade, que foi muito bom.

 

" chantagear nem sugerir uma barganha, coisa queeu duvido sinceramente que tenha feito" ta fazendo mito e não vê que Lula chantageou pq tem o governo eo partido na mão,e não seria a primeira vez.

fghghfh
 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta"

Também sou como o Nelson Rodrigues,daí ser contra os gilmares,os serras,os mervais,os ra's,a globo, o globo, a folha, a veja e os "colonistas" dos mesmos e principalmente os trollorentos que visitam as páginas dos blogs progressistas para demonstrarem os seus níveis de discernimento e sapiência.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta"

Também sou como o Nelson Rodrigues,daí ser contra os gilmares,os serras,os mervais,os ra's,a globo, o globo, a folha, a veja e os "colonistas" dos mesmos e principalmente os trollorentos que visitam as páginas dos blogs progressistas para demonstrarem os seus níveis de discernimento e sapiência.

 

Aruelinha, sois porco às perolas.

 

No habsburgo dos outros é refresco.

aliança, mas o Lula não barganhou nada, o próprio Gilmala afirmou isso a Globnews

http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/05/globonews-edita-entrevista-de-gilmar.html

 

 

...spin

 

 

Aliança, não sei o que seria do blog se não pudesse contar com sua contribuição. Seus comentários esclarecedores, são sempre um facho de luz  a iluminar fatos obscuros.

Sei que falo por muitos aqui: não se aborreça tanto. Descanse um pouco. Fique, digamos, uns três anos em repouso sem ler ou comentar assuntos em blogs. Vai fazer um bem danado pra você e principlamente para nós.

Um abraço.

 

Aceito a proposta desde que "vcs" deixem de ficarem grudados nas tetas do estado aceito.

Como ta a sinecura.

SinecuraOrigem: Wikipédia, a enciclopédia livre.  

Uma sinecura (do latim sine, "sem" e cura, "cuidado") é um tipo de emprego ou função, quase sempre em cargo público, e que praticamente não requer responsabilidade, trabalho ou serviço ativo. Historicamente, as sinecuras servem como instrumento de poder dos governantes, que as concedem em troca de favores políticos. Neste sentido, vincula-se também à prática do nepotismo.

 

 Saiba por que Gilmar Mendes resolveu revelar o assédio de Lula a Veja

O que você vai ler abaixo não é inferência, interpretação nem opinião. É informação. Este post vai revelar o motivo pelo qual o ministro Gilmar Mendes decidiu contar à Revista Veja detalhes da insidiosa conversa com o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva ocorrida no dia 26 do mês passado.

Desde que a revista chegou às bancas,  três perguntas recorrente e importantes permaneciam sem resposta: Por que Gilmar Mendes resolveu agir dessa forma? Por que o atraso de um mês entre o fato e a versão apresentada pelo ministro? Gilmar tem como provar que ouviu de Lula o que disse ter ouvido no escritório de Nelson Jobim?

Uma parte das respostas está contida na entrevista na entrevista concedida hoje ao Jornal Zero Hora.  Disse o ministro:

Fui contando a quem me procurava para contar alguma história. Eu só percebi que o fato era mais grave, porque além do episódio (do teor da conversa no encontro), depois, colegas de vocês (jornalistas), pessoas importantes em Brasília, vieram me falar que as notícias associavam meu nome a isso e que o próprio Lula estava fazendo isso”.

Em seguida, a entrevista envereda pela seara de outros assuntos — as intrigas da CPI do Cachoeira. A repórter pergunta a Gilmar Mendes: “Jornalistas disseram ao senhor que o Lula estava associando seu nome ao esquema Cachoeira?”. Ao que o ministro responde: “Isso. Alimentando isso”.

Alimentando isso.

Não era o que o ministro queria dizer. Se tivesse sido questionado, teria contado que foi procurado por duas importantes jornalistas dias atrás para saber da mesma história. Espantou-se com o vazamento. Apesar de constrangido, ele havia decidido falar sobre o assunto apenas com alguns de seus pares, pessoas discretas que jamais revelariam a conversa constrangedora. E mantê-la longe dos jornais.

Essas jornalistas são profissionais respeitabilíssimas. Ocupam posições importantes em uma empresa não menos. A história chegou a elas por intermédio de uma fonte crível que preza da amizade de ambos, Gilmar e Lula.

Sabe como a fonte ficou sabendo do diálogo ?

Porque Lula contou.

Isso mesmo. Foi Lula em pessoa quem cometeu a indiscrição de falar sobre a conversa com Gilmar Mendes, descendo ao nível dos detalhes que agora estão expostos por iniciativa do ex-presidente do STF.

Esta é a razão oculta por trás da “inconfidência” do ministro Gilmar Mendes. E também a justificativa para a incapacidade do ex-presidente da República de fazer um desmentido cabal, como o assunto exigiria caso o magistrado pudesse ser desmentido.

Não pode. Há testemunhas muito bem identificadas no caminho da informação que transitou entre o escritório de Jobim e as páginas de Veja.

Se alguém falou demais, não foi Gilmar Mendes. Foi Lula. Simples assim.

Quem fala demais dá bom-dia a cavalo. Deu no que deu.

http://www.pannunzio.com.br/archives/11845

 

E quem acredita nessa versão é o cavalo, ele próprio

 

Juliano Santos

"Sabe como a fonte ficou sabendo do diálogo ?

Porque Lula contou":

Zzzzzzzzzzzz...

 

Gilmar e Demóstenes, Cachoeira e “Veja”: tudo a ver

 

 tudo a ver

Imagens: Agência Brasil/Montagem R7

 

 

Para entender este misterioso encontro de Lula com Gilmar Mendes no apartamento de Nelson Jobim, o novo escândalo denunciado pela revista "Veja" com o único objetivo de atingir o ex-presidente da República e o PT, uma verdadeira obsessão do seu proprietário, é preciso recuar um pouco no tempo.

3 de setembro de 2008. A mesma revista denunciou que o mesmo Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, foi grampeado numa conversa com um senador da República pela Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, então dirigida pelo delegado Paulo Lacerda.

E quem era o senador? Ninguém mais, ninguém menos do que Demóstenes Torres, que era do DEM de Goiás, promovido pela revista em suas "páginas amarelas" como caçador de corruptos, aquele mesmo que está depondo agora na manhã desta terça-feira na CPI do Cachoeira, o "empresário de jogos" que é seu amigo e parceiro nos negócios, como revelou a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Em 2008, como agora, também se criou uma enorme crise em Brasília, capaz de abalar os alicerces da República e ameaçar a independência entre os poderes. Gilmar chegou a marchar ao lado de outros ministros do STF até o Palácio do Planalto para "chamar o presidente Lula às falas".

Até hoje, o áudio do grampo não apareceu. A revista "Veja" nunca mais tocou no assunto. O delegado Paulo Lacerda, da Polícia Federal, que tinha comandado a prisão de PC Farias e a investigação que levou ao impeachment de Fernando Collor, foi suspenso das suas funções e depois perdeu o cargo, sendo obrigado a se exilar como adido policial da nossa embaixada em Portugal.

Lula terminou tranquilamente seu governo, após inúmeras outras crises políticas que nasceram e morreram na imprensa, com mais de 80% de aprovação popular, o maior índice já registrado por qualquer presidente da República.

Gilmar é amigo de Demóstenes, que é amigo de Carlinhos Cachoeira, o grande contraventor que é "fonte" das reportagens de "Veja", a ponta de lança do Instituto Millenium, que fornece munição para os demais veículos vindos a reboque.

Podem variar os enredos e os personagens, mas o "modus-operandi" da turma é sempre o mesmo. Conhecendo como conhece Gilmar Mendes e seus amigos na imprensa, que sempre darão a  versão dele sobre os fatos (ou não fatos), o que não consigo entender é como Lula entrou nesta fria aceitando um encontro secreto na casa do ex-ministro Nelson Jobim, amigo de ambos.

Só estavam os três no encontro e, até agora, não se falou em gravações de áudio ou vídeo, a especialidade da equipe de arapongas de Cachoeira comandada por Jairo Martins, cujo nome também apareceu no grampo sem áudio de 2008.

Lula e Jobim desmentiram a versão publicada pela "Veja", segundo a qual Gilmar Mendes teria sido "constrangido" pelo ex-presidente a adiar o julgamento do mensalão, em troca de uma blindagem do ministro do STF na CPI do Cachoeira.

Outro fato bastante estranho nesta história é que Gilmar Mendes tenha levado um mês curtindo sua perplexidade antes de chamar os repórteres da "Veja", a quem disse, depois de "decodificar" os recados: "Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula".

O ex-presidente só respondeu à reportagem da revista na noite de segunda-feira, quando o assunto já havia tomado conta de todos os noticiários desde sábado.

"Meu sentimento é de indignação", reagiu Lula, que confirmou ter participado do encontro na casa de Jobim, mas qualificou de inverídica a versão publicada pela revista "Veja".

Tem certas coisas que a gente nunca vai saber como de fato aconteceram. Melhor seria, com certeza, se não tivessem acontecido.

 

Cara Nilva de Souza,

Não faltam versões para o que possa ter ocorrido após a reunião entre os três, esta de Fabio Pannunzio é uma delas.

Nela, Lula é indiscreto e isto e aquilo, um estúpido da cabeça aos pés, e Gilmar Mendes ficou constrangido e coisa e tal, ou seja, acredita nesta fábula quem quer. O jornalista, assim como o PGR desmiolado, só esqueceu de assinalar que Lula é tão cidadão como eu e você, que nadica de nada o impede de falar o que quiser e bem entender com quem quer que seja.

A questão central é uma só, aquele banco lá na CPMI, no qual uma lista de “ilustres” está prestes a sentar, e uma vez sentados, possivelmente serão atropelados com a devida pompa e circunstância.

O assunto “julgamento do mensalão” vem sendo o mote utilizado pela grande mídia para tentar desviar a atenção da CPMI, que, segundo ela, está fria, sem rumo, que vai virar pizza, etc... Tudo muito interessante, pois estando ela fria e em direção a uma grande pizza, como gostam de afirmar, assim mesmo dois deles foram a Brasília carregados de ameaças prá cima do vice-presidente, além de tentar botar no bolso alguns parlamentares – até agora, além do PGR analfabeto e medroso, só dois ou três toparam a idéia.

O resumo da ópera, em minha opinião, é que o pragmático Lula, sempre muito à frente deles todos no movimento político, dos bastidores provocará um estrago danado na reputação de todos os tais “ilustres”para, logo adiante, já então através de Dilma Rousseff, emplacar a regulação do marco das comunicações, este ainda acumulando poeira numa gaveta de Paulo Bernardo.   

Até lá, outros factóides surgirão na telinha, jornais e revistas, é a sequência natural, é o que restou para a turma desesperada, pessoal que não consegue compreender o seu papel atual, o de vidraça.  

 

Por mim o ex-presidente já estaria sob uma camisa de força e internado. Nunca na hostória deste pais de ignorantes uma pessoa tão ignorante conseguiu enganar tantos igonorantes ao mesmo tempo. 

 

Claro que é doido ... onde já se viu , tirar gente da pobreza? dar emprego pro povo? que audacia ...

 

alexandre toledo

Tem gente, como eu, que o considera o maior dos brasileiros de todos o tempos. Vou dar um só, um só, motivo: tirou 40.000.000 de pessoas da pobreza.

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros (ditado árabe)

Jota Troll Ledour.

Tu trollas

Vós trollais

 

Na Hostória mesmo, só lá.

 

Qual é o problema do ex-presidente se manifestar a respeito do que seria melhor para o PT seu partido, seu filho, para quem ele deve trabalhar e a quem ele pode defender agora fora da presidência.

O que me incomodou e incomoda é o fato de ele ter fugido da raia. Um homem com o carisma dele, que goza da aceitação e confiança da maior parte da população brasileira, não poderia ter ficado quieto.

Escondido atrás do comunicado divulgado pela sua assessoria de imprensa, com aquele linguajar distante, inquestionável e inatacável, vocabulário hermético como todos os outros comunicados das assessorias de imprensa em geral. Não são as palavras que o Lula diria.

Queria vê-lo olho no olho, dizendo: isso é mentira ou falei mesmo e daí. Curto e grosso assim como ele é.

Espero que ele faça um bom script para falar no Ratinho quinta feira  agora 31/05 e se não o fizer vou ficar decepcionado. Quero sentir firmeza.

Uma coisa não pode ser esquecida que é o caso Cesare Battisti quando no apagar das luzes afrontou a decisão do Supremo e saiu de fininho. Isso pesa contra ele em relação ao respeito que ele dedica ao Judiciário.

 

Deixe de sofismas, Augusto. Aliás, sofismar não é para qualquer um, não. Quanto deu teu último exame de QI? 50,60? Deve ser por aí, deduzindo-se por essas tuas intervenções.

Se Lula começar a dar trelha para qualquer mentiroso desqualificado nada mais fará na vida a não ser isso.

 

A questão não é o falar, mas sim com quem se fala e, muitas vezes, o momento em que se fala. Quem dominar essa arte e os seus labirintos, ganha o doce final.

 

Ninguem é infalível, e Lula não é exceção, lógico.

Mas aqueles que questionam se ele deveria ter ido à reunião com Agilmar (e porcamente...) devem atentar para o fato que o "apedeuta monoglota" é um dos maiores jogadores do xadrez político do mundo contemporâneo.

Vitorioso enfrentando ditaduras, multinacionais, elites, mírdia corporativa, conservadores históricos, tentativas de golpe, etc. e ainda se deu ao luxo de se reeleger e eleger um poste contra um imenso poder midiático!

Nesta última jogada, o dotô supremu (GM) foi induzido ao erro e já se mostra descontrolado! Conseguiu trazer os holofotes para um envolvimento suspeito com o senador e o bicheiro que só rolava eminentemente  na blogosfera. Agora está no ventilador, por ele mesmo! Efeito Lula...

Veja(lhão), ganha a pauta por uns dias, chama a atenção espasmódica para o tema mensalão, mas perde credibilidade consistentemente, ganhando apenas nos seus leitores mais radicais, em n. cada vez menor e mais doentio ou amestrado...

E Lula, embora saiba que o julgamento poderá e será usado para influir nas eleições, sabe que o tal julgamento terá muito barulho ... por pouco resultado. Vejamos:

Certamente haverá ganhos e perdas no julgamento, trazendo prejuízos e benefícios eleitorais para ambos os lados. Para Lula, o tal do mensalão foi crítico em 2005/6... Já passou! ... E na crise, Lula deu um baile no maior esforço de marketing já feito pela imprensa no Brasil para dar um golpe institucional.

Lula o atravessou e pôde dizer, vitorioso, para a merdiocrelite e sua mírdia: Perdeu! Perdeu!...

O mesmo com o "poste", que ousou avisar antes: vou eleger minha sucessora! hehe, haja ódio!...

Lembremos ainda que as eleições são eminentemente municipais e tirando a Sampa de Serra, o resto sofrerá pouca influência, tanto menor quanto menor for o município.

Cidades grandes como Rio, BH, PA, SA estão bem independentes deste processo. E Sampa também já está "bem grandinha" pra continuar sendo influenciada pela aparelhagem demotucana e sua mírdia, némêz? Se quiser continuar, que aguente, pô! Não aprende, kct!

Um cenário provável é de haver condenados e absolvidos em alguma proporção 60/40%.

No pior cenário, de ~40 condenados (!), no máximo aproveitar para tentar dar uma falsificada na História recente, de um governo que finalizou com resultados e avaliação popular históricos

Como chipanzés excitados, baterão mãos e pés, pularão, gritarão, farão enorme barulho e...

O Brasil continuará progredindo economica e socialmente, sob a batuta de nossa primeira (e futuramente memorável) mulher presidenta. Lula continuará normalmente sua vida brilhante.

Eles? Continuarão como sempre foram ... se não falirem, acabarem presos, desmoralizados publicamente ... ou mesmo continuando a gastar sua podre grana, sempre de forma veladamente, envergonhada, sem poder sequer orgulhar-se verdadeiramente de sua riqueza refugiada.

 

[ Vitorioo enfrentando ditaduras,]De fato. Dizem que tomando café com Gobery e Delfim esse sempre dizia: pelo amor de deus, não vão deixar me faltar o imposto sindical.

 

Essa lenda eu já escutei há muitos anos (quando ainda se tinha que sussurrar este tipo de assunto. E...?

(Tá na hora de alguém contar e assinar, némêz?)

Não sei se faltou imposto sindical, mas à frente deles, conseguiu paralisar com suas greves e obteve aumentos salariais para milhares de operários do maior e mais importante conjunto de indústrias do pais, muitas delas gigantes multinacionais. Será que eram ordens de Delfim e Golbery? Será que foi preso por "disfarce"?

Se vc viveu essa época, deve se lembrar. Se não, eu vivi e posso lhe contar...

Até hoje a direita choraminga que o ABC tornou-se "muito caro". Efeito Lula, meu caro.

Quanto a Golbery e Delfim, fale mais, não fique apenas no "e..."

E... o quê?

 

ed. concordo com você! Lula é inteligente demais, deve ter medido todos os prós e contras desse encontro, talvez não esperasse tamanha ousadia de Gilmar Dantas, mas duvido que não tenha lhe passado pela cabeça a chance de alguma baixaria acontecer... Ele sofreu baixarias vulgares, praticamente todos os dias, POR OITO ANOS!!! Sabia, portanto, dos riscos...

Na verdade, se pensarmos agora com mais calma, veremos que quem gosta de Lula - 80% do povo... - continuará gostando... Mas, será que Veja e Gilmar Mendes, não perderam alguns milhões de admiradores...? O futuro dirá!

Quanto ao texto do Paulo Moreira Leite, na minha opinião, é soberbo, coerente, lúcido! Que diferença brutal entre um JORNALISTA DIGNO, e os ordinários amestrados subservientes.... Um texto deste quilate, entre outras coisas, é espelho espontâneo, irrevogável, onde os Mervais, Noblats, Azevedos, Augustos Nunes da vida, obrigam-se a reconhecer a verdade... enxergando assim, o quanto se tornaram indignos de se chamarem jornalistas!

 

As atitudes destemperadas do ministro Gilmar Mendes são pra lá de conhecidas. O ex-ministro Nelson Jobim, apesar de ex-colaborador do governo Lula, está longe de ser considerado um aliado do ex-presidente.
Diante dessa constatação, fica difícil entender o que o ex-presidente Lula foi fazer em um escritório do seu ex-ministro, com a presença de Gilmar Mendes. Essa dúvida neste momento irá, naturalmente, alimentar toda sorte de especulações a respeito do objetivo de Lula ao sugerir e comparecer a essa estranha reunião.
O ex-presidente Lula está longe de ser um ingênuo que marca uma reunião reservada com pessoas que reconhecidamente gostariam de ver ele e seu grupo político afastados do poder. Então a pergunta que não quer calar é o que teria Lula a tratar nessa tal reunião? É essa resposta que pode esclarecer toda essa confusão.

 

 Seu Gaúcho

 O que o Lula foi conversar com Jobim? Ora bolas, o que seria?

 Lula é um casamenteiro nato, sabe fazer alianças como ninguém e tudo indica que o PMDB de Sumpaulo começa a sentir o efeito Fernandiniano, do bem ( do mal já vimos, o Bambi quebrou o Brasil mil vezes, de papel passado registrado em cartorio, 3 vezes).

 O PMDB de SP principalmente está na mira de Lula desde 2010 e a escolha de Michel Temer tinha esse proposito, amolecer a donzela dificil. E essa donzela que é um cramunhão, só tem de bom o seu dote financeiro-politico.

 Enfim, quem se casar com Haddad receberá o dote dobrado em 2016 que diga-se  de passagem será o ano das Olimpiadas. O Jobim depois da vitoria de Hollande na França  deve ter entendido que o melhor é ficar do lado do cara, apesar dele amar o Serra, o Jobim sabe que melhor amante é sempre o Lula, pois essa amante é generosa.

 

 P.S. No harém do Haddad aceita-se mais de uma donzela.

 P.S. 2. Por que Hollande influenciou todo mundo e como o Lula entra nessa historia e porque Jobim arregalou os zoinho?

    - Lula foi o unico presidente do mundo a apertar a mão do cara frances antes dele se tornar cavalo de aposta.

   - O Jobim que adora o sociologo de Sorbonne ( declaração de adoração desavergonhada no aniversário octagenário do entreguista), deve ter ficado perplexo de que tudo que o Lula toca vira cavalo vencedor, logo Haddad vence e quem estiver do lado dele terá casa, comida e roupa lavada.

   - Jobim que achava que Lula escolhia mal seus sucessores ( o que ele disse de Dilminha está gravado no aniversário do octagenário  entreguista) viu que ela não foi escolhida por ser o que foi, mas sim por que é.

P.S.3. O Serra, apesar de ser o primeiro na preferencia do Jobim, é cavalo manco que pode nem chegar no final da corrida.  O Jobim tem pretenções politicas no estado e ficar do lado de um perdedor não seria começar  com pé direito. Ele, o Jobim, aprendeu que não é bom falar mal do Lula e nem dos pretegidos do Lula, e dos afilhados? Nem pensar.

P.S.4.  O Jobim viu o que aconteceu com o Roriz ( ex-PMDBesta, digo bista, um verdadeiro coronel do centro-oeste) enfrentou a aliança do Lula/PT/PMDB aqui em Brasilia e foi engolido, hoje está no PSB e pela primeira vez há a aliança PMDB/PT no centro-oeste a nivel estadual.

Não se mexe com quem fez tudo isso, e o Jobim?É lento, mas não é burro, o Michel Temer também é muito lento, mas está entendendo que quando o Lula quer o Lula consegue.