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'Macunaíma', por Jamelão

Macunaima, composição de David Corrêa e Norival Reis, Samba Enredo da Portela em 1975, magistralmente interpretada pelo mangueirense Jamelão - José Bispo Clementino dos Santos, Rio de Janeiro, 1913-idem, 2008.

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Ano inesquecível com Jamelão, Mangueira canta, Caymmi mostra ao mundo o que a Bahia tem e a Mangueira também.

Tem xinxim e acarajé,
Tamborim e samba no pé. (bis)

Mangueira.
Mangueira vê no céu dos orixás
o horizonte rosa, no verde do mar
a alvorada veste a fantasia
pra exaltar Caymmi e a velha Bahia ô,ô,ô

Quanto esplendor
nas igrejas soam hinos de louvor
e pelos terreiros da magia
o ecoar anuncia um novo dia
nessa terra fascinante
a capoeira foi morar,

o mundo se encanta
com as cantigas que fazem sonhar (bis)

Lua cheia... lua cheia
leva a jangada pro mar
Oh! sereira
como é belo o teu cantar
das estrelas a mais linda tá no gantois
mangueira, berço do samba Caymmi a inspiração
que mora no meu coração,
Bahia terra sagrada
De Iemanja Iansã,
Mangueira super campeã

 

Almeida

Nao é que a Globo até deixava seu público ouvir o samba!? O que foi o susto de perder a exclusividade de transmissão pra Manchete em 84...

Escalaram o sóbrio Eliakim Araújo pra narrar - que só erra quando diz que Jamelão ''puxava'' o samba (crime imprescritível) - ao contrário dos papagaios atuais falando sem parar...

Hoje dizem que a reforma feita para seguir o projeto original de Niemeyer - impedida à época pela negativa da Brahma em vender o prédio de sua antiga fábrica ao Governo Brizola - está uma maravilha. Em 84 faziam terrorismo, alegando que o rio que passava embaixo do Sambódromo impedia qualquer construção mais pesada, e entrevistava os manjados ''especialistas'' que confirmavam tudo...Que vergonha!

E o resto foi Mangueira indo e voltando e se misturando com o povo na Apoteose com Jamelão em plena forma...

 

Elis Regina canta:

Alô, Alô, Taí Carmen Miranda, enredo do Império Serrano em 1972 (Wilson Diabo, Heitor Rocha e Maneco). 

Exaltação a Tiradentes, Império Serrano em 1949 (Mano Decio/Estanislau da Silva/Penteado).

 

Almeida

Paulinho da Viola canta Lapa em três tempos, sanba-enredo da Portela de 1971.

 

Almeida

Lendas e Mistérios da Amazônia (1970)
G.R.E.S. Portela (RJ)
Composição: Catoni, Jabolô e Valtenir


Nesta avenida colorida
A Portela faz carnaval
lendas e mistérios da Amazônia
Cantamos neste samba original
Dizem que os astros se amaram
E não puderam se casar
A lua apaixonada chorou tanto
Que do seu pranto nasceu o rio-mar
E dizem mais
Jaçanã
Bela como uma flor
Certa manhã viu ser proibido o seu amor
Pois um valente guerreiro
Por ela se apaixonou
Foi sacrificado pela ira do Pajé
E na Vitória-Régia
Ela se transformou
Quando chegava a primavera
A estação das flores
Havia uma festa de amores
Era a tradição das amazonas
Mulheres guerreiras
aquele ambiente de alegria
Terminava ao raiar do dia
Ô esquindô lá lá
Ô esquindô lê lê
Olha só quem vem lá
É o Saci-Pererê

 

Almeida

Heróis da Liberdade, o Império Serrano desfila em 1969, canta a liberdade logo após o AI-5 e os acontecimentos de 1968:

"Já raiou a liberdade
 A liberdade já raiou
 Essa brisa que a juventude afaga
 Essa chama
 Que o ódio não apaga pelo universo
 É a revolução em sua legítima razão"


"Samba, meu samba
 Presta esta homenagem
 Aos heróis da liberdade"

 

Almeida

Mais um clássico da literatura na avenida, Os sertões, lindíssimo samba-enredo com letra primorosa, da Escola de Samba Em Cima da Hora, de 1976, de Edeor de Paula Machado.

 

Almeida

Portela. O mundo  Melhor de Pixinguinha.

Pixinguim, era assim que a vovó, Pixinguinha chamava...

 

O Mundo Encantado de Monteiro Lobato, um dos grandes sambas-enredo de todos os tempos, levado para a avenida pela Mangueira em 1967; aqui vai em dois tempos, pela mangueirense Rosemary e pelos Cinco Crioulos (Elton de Medeiros, Jair do Cavaquinho, Mauro Duarte, Nelson Sargento e Anescarzinho do Salgueiro).

 

Almeida

Anescarzinho...

 

Corrigido. Obrigado, um abraço e saudações verde e rosa.

 

Almeida

Notar tucano à direita!

Naqueles tempos (acho que ainda na av. Pres.Vargas), 2 ou 3 sambas-enredo de cada ano (os que pegavam) eram cantados de cor pela população, pelo menos um ou dois meses antes do Carnaval. Assim como as marchinhas novas, que já chegavam bombando aos salões.

Ainda não havia o sambódromo da Globo, com seu vibrante carnavalesco Cleber Machado "atravessando o samba".