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México: Jornalista é morta dentro de casa

Por zanuja castelo branco

Jornalista que investigava narcotráfico é encontrada morta no México

Do Operamundi

Considerado o país mais perigoso para jornalistas, o México teve 10 profissionais assassinados em 2011

A violência no México fez mais uma vítima. A jornalista mexicana Regina Martínez, correspondente da revista Proceso no estado de Veracruz, foi encontrada morta neste sábado (28/04) em sua casa. Martínez tinha mais de 30 anos de experiência e estava acostumada a lidar com temas ligados ao narcotráfico e à corrupção.



Fontes policiais disseram que a jornalista foi encontrada no banheiro de sua casa, na cidade de Xalapa, capital de Veracruz, com sinais de estrangulamento. Ela também teria sido torturada pelos criminosos.

O corpo da jornalista foi encontrado por volta das 18h locais (20h de Brasília) graças a uma ligação anônima aos serviços de emergência. Após a notícia, o governador de Veracruz, Gabriel Duarte, lamentou o assassinato da jornalista e ordenou uma investigação exaustiva para a captura dos responsáveis pelo homicídio.

Risco

O México é considerado o país mais perigoso para jornalistas, de acordo com o Instituto Internacional de Imprensa (IPI). As constantes ameaças feitas pelo crime organizado, muitas vezes impregnado em órgãos do governo, fazem com que o trabalho desses profissionais seja um risco de morte constante.

Em 2011 foram 10 jornalistas mortos, ultrapassando a cifra carregada pelo Iraque, com nove. O primeiro jornalista assassinado em 2012 foi mexicano e o país já conta com quatro homicídios desses profissionais, contando com a repórter da revista Proceso.

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Há quantos anos o México segue a orientação americana de combate ao tráfico de drogas?

 

Em 2666, de Roberto Bolaño, se vê, sob os delúirios ficcionistas do autor, a extensão e o poedr do tráfico de drogas no México, em paralelo às "maquiladoras" que se aproveitam da mão de obra barata para oferecer salários tão baixos quanto as condições de trabalho. Também neste romance os jornalistas são mortos. Policiais também. A Terra de Ninguém mexicana, na fronteira com os EUA, é, na verdade, a terra do mundo todo, onde se travam os combates que são a essência de nossa civilização e seu sistema.

 

Perplexidade aflita diante da perspectiva caótica

Gostaria de saber se eles só matam jornalistas que investigam traficantes. Caso contrário, muitos por aqui deverão estar em pânico. 

Calma, estou falando de jornalista mesmo, jornalista de verdade. Esses, jamais morrerão.