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Montadoras enviam às matrizes o recheio do bolo

Por biblu

Do UOL

Montadoras enviam ao exterior US$ 5,58 bi faturados no Brasil em 2011

Pedro Kutney 
Colaboração para o UOL

A julgar pelos lucros que receberam, as matrizes de diversas montadoras de automóveis não tiveram do que reclamar de suas subsidiárias brasileiras em 2011. Os dados estão fresquinhos, foram divulgados pelo Banco Central na última terça-feira (24): a indústria automotiva no Brasil foi o setor que mais remeteu dinheiro ao exterior no ano passado, à frente até de bancos e empresas de telecomunicações, que ficaram com o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Não se trata de números frívolos: foram os próprios fabricantes de veículos que registraram junto ao BC remessas de lucros e dividendos no total de US$ 5,58 bilhões, o maior valor de todos os tempos, equivalente a 19% de todas as operações desse tipo no ano no Brasil e 36% superior aos US$ 4,1 bilhões de 2010.

Não por acaso, as remessas recordistas de lucros e dividendos das montadoras instaladas no país aumentaram justamente no momento em que as matrizes mais sofrem nos mercados maduros de Europa e América do Norte, e por isso precisam sustentar seus resultados financeiros com o caixa das subsidiárias em países emergentes. O BC não publica a lista de empresas remetentes de dinheiro nem os valores individuais, muito menos as empresas informam qualquer dado sobre o tema, alegando que só divulgam balanços no exterior -- mas lá também não se encontram os lucros recebidos de cada subsidiária; e assim tudo fica por isso mesmo.

Nada contra o lucro, tudo contra esconder esses números como se fosse coisa ilegal. Não é. Contudo, é no mínimo desconfortável, tendo em vista que as montadoras, em maior ou menor grau, estão alinhadas ao discurso da falta de competitividade brasileira, que torna difícil a vida por aqui, e que por isso precisaria ser compensada com generosos incentivos fiscais e financiamento público de investimentos. Os dividendos remetidos mostram que a vida no Brasil pode ser complicada, mas também pode ser altamente lucrativa.


CONCEITO ALOPRADO
É fato que existem problemas de competitividade. Por isso mesmo é surpreendente que, em ambiente tão adverso como pintam as montadoras, as remessas de lucros e dividendos tenham aumentado tanto.

Vale destacar que esses resultados foram conseguidos, em sua maioria, com a venda de carros que têm graus de sofisticação e conforto bastante inferiores em comparação com os modelos fabricados nos países de origem das empresas instaladas aqui, porque no Brasil o poder aquisitivo dos consumidores também é menor -- ainda que esteja em ascensão. Em tese, são produtos menos rentáveis, que -- para piorar -- no Brasil recebem uma das maiores cargas tributárias do mundo para competir com a margem de lucro.

Cabe ressaltar, também, que a produção das fábricas brasileiras de veículos avançou muito pouco em 2011, apenas 0,7% sobre 2010 -- ou seja, produziu-se quase o mesmo e, ainda assim, foi possível remeter muito mais lucro: US$ 1,5 bilhão a mais do que no exercício anterior.

Portanto, temos no Brasil um caso inusitado, digno de estudos acadêmicos ainda a serem feitos: fabricantes de veículos dizem enfrentar aqui custos altos de toda natureza, fazem produtos considerados de baixa rentabilidade, com alta incidência de impostos, a produção não avança -- e, ainda assim, remetem lucros bilionários às matrizes.

Além disso, ainda sobra algum para prometer investimentos combinados que já passam de US$ 26 bilhões nos próximos cinco anos, considerando somente os anúncios feitos até dezembro passado. Só lucros generosos -- e financiamentos públicos idem -- podem justificar a aplicação de tamanha fortuna para fazer no Brasil novos produtos e aumentar a capacidade de 18 fábricas de carros e nove de caminhões, além da construção de oito novas plantas de automóveis e seis de veículos comerciais pesados, elevando o número total de unidades de produção das atuais 24 para 38, com capacidade para fazer 6,5 milhões de unidades por ano a partir de 2015.

Por mais aloprado que o conceito pareça, é preciso reconhecer que "Custo Brasil" e "Lucro Brasil" são como irmãos siameses: andam grudados, um puxando o outro, mas sempre na mesma direção: para cima, no preço dos carros, relativamente altos em relação ao que oferecem.

BOM EXEMPLO
O Brasil tem, sim, problemas de competitividade a enfrentar, mas por certo o lucro não está entre eles. Portanto, não há nenhuma justificativa para aumentá-los por meio das medidas de incentivo ao setor automotivo nacional (ou seria transnacional?), que estão em gestação no governo e podem ser anunciadas em fevereiro.

Muito pelo contrário: assim como o país deveria reduzir impostos sobre veículos, as montadoras deveriam dar o bom exemplo de diminuir lucros e incluir mais qualidade tecnológica nos modelos produzidos aqui.

Pedro Kutney é jornalista; este artigo foi publicado em Automotive Business

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22 comentário(s)

Comentários

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HAHAHAHAHAH.... ESTA MONTADORAS, VIU!

São uns tremendos caras-de-pau

Vendem aqui pra nós seus "golzinhos, uninhos, celtinhas, fiestinhas" populares...

Sem nada. Se pudessem tirariam o "estepe" pra deixar o "popula" mais baratinho que os 28,30, 32 mil reais que eles têm a coragem de pedir nos seus populares ... Ao vender carros com SEGURANÇA ZERO e bem peladinhos, os "caras de pau"  conseguem mandar bastante grana pra casa

O duro é que o povo compra ... O duro é que o governo vê e se faz de morto

 

os lucros advem do preço altissimo praticado no Brasil.  os preços são definidos pela politica do "se colar colou" igualzinho ao q ocorre com o preço dos imoveis nas grandes capitais e nas principais cidades do país.

as montadoras trabalham como se fossem um cartorio: definem quem vai ter o carro do ano, definem como bloquear a vinda de novas montadoras, trucidam as poucas iniciativas do proprio país ter a sua marca de automoveis e  tambem detonam com as montadoras (leia-se empregos) da daquelas que passam a lhe atrapalhar, tipo SAAB.

 

deixaram o monstro crescer, agora aturem !!

 

" .... com a venda de carros que têm graus de sofisticação e conforto bastante inferiores em comparação com os modelos fabricados nos países de origem das empresas instaladas aqui (..). Em tese, são produtos menos rentáveis ..." Alguém pode me explicar o raciocínio deste jornalista?

 Até aonde eu entendo a vantagem de se vender um produto desatualizado é que o  projeto de concepção dele já foi pago enquanto ele era um produto de ponta. Assim, no mundo  inteiro, exceto aqui, as fábricas baixam seus preços de produtos desatualizados, visando consumidores que bucam apenas a "utilidade" do produto ao invês de um conjunto de inovações muitas vezes não tão necessários.  Enfim, se seus custos são mais baixos (ausência de custo do projeto) e o preço cobrado do consumidor é o mesmo ou até mais caro, como um "produto menos sofisticado" pode sere menos rentável nesse cenário!? Há outra interpretação dos custos desses carros que eu não vi?

 

Pagamos caro por não termos um fabricante nacional de automóveis. Iniciativas como a da Gurgel, Miura, FNM entre outras foram pro ralo por falta de apoio da sociedade e do governo. A sociedade embrutecida pela ideologia neoliberal defendida pelos palpiteiros econômicos da imprensa foi convencida de que o país não poderia ter uma política que viesse a desenvolver esse tipo de produto. O governo também dominado pelo pensamento econômico excrudente não fez nada. Hoje estamos nas mãos das transnacionais que nos vendem carros atrasados tecnologicamente e inseguros, visto que não tem freios ABS e  air bag e cobram preços superiores aos vendidos nas matrizes. É o que dar não termos uma elite nacional e sim uma sub-elite brasileira (sub porque não tem projeto de nação e preservam o subdesenvolvimento).

 

Concordo, se tivéssemos fabricantes nacionais as coisas seriam diferentes.

Uma forma de protesto é não comprar veículos novos.

 

De um lado , eles remetem para as matrizes o lucro produzido aqui .

Do outro , grandes multas aplicadas pela Receita Federal em multinacionais vão sendo canceladas via processo administrativo .

21/10/2011Receita acata recurso do Santander e cancela autuação

http://exame.abril.com.br/negocios/empresas/noticias/carf-acata-recurso-do-santander-e-cancela-autuacao

Recurso foi acatado no processo que questiona o uso do ágio pago pela instituição espanhola na compra do Banespa

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), instância administrativa que julga processos da Receita Federal, decidiu há pouco acatar o recurso do Banco Santanderno caso que questiona o uso do ágio pago pela instituição espanhola na compra do Banespa. Unânime, a decisão cancela a autuação de R$ 3,95 bilhões pedida pela Receita Federal por um suposto uso irregular do ágio de R$ 7,4 bilhões no abatimento de impostos do Santander no Brasil.

De acordo com o voto apresentado pelo relator conselheiro Antonio Praga, não houve irregularidade no abatimento do Imposto de Renda (IR) e da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) por três motivos principais: o primeiro é que houve o efetivo pagamento do ágio aos acionistas na privatização do Banespa; segundo, porque a compra feita pelo Santander não foi entre partes coligadas (como entre empresas de uma mesma holding) e terceiro, há lisura da empresa comprada e havia a expectativa, comprovada nos anos seguintes, de lucro da instituição adquirida.

Durante a apresentação, os conselheiros do Carf chamaram a atenção para o fato de que o ágio pago pelo Santander foi destinado aos cofres públicos, ou seja, um ente terceiro, e não a uma empresa coligada. Segundo os argumentos dos conselheiros, em algumas situações, quando uma empresa paga ágio a outra do próprio grupo, pode haver uso irregular do benefício de abatimento de ágio, o que não foi o caso entre Santander e Banespa.

Após a decisão de hoje, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) pode recorrer da decisão em uma câmara superior. Para isso, porém, os advogados da Fazenda precisarão encontrar processo semelhante e que teve desdobramento distinto no Carf.

Carf derruba autuação da Receita contra EletropauloAutor(es): Por Thiago Resende | De BrasíliaValor Econômico - 27/01/2012 

O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) derrubou autuação milionária contra a Eletropaulo, em processo julgado ontem. O Carf é a última instância administrativa para discussão de cobranças da Receita Federal.

A companhia foi autuada, segundo o Fisco, por deduzir indevidamente de forma "integral os valores pagos a título de previdência privada" para "apuração do lucro real e do lucro líquido, as quais constituem as bases de cálculo" do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), entre 1998 e 2000.

Antes da privatização, a estatal firmou acordo com a Fundação Cesp (Funcesp), entidade de previdência complementar, para o plano de aposentadoria dos empregados. Em 1997, a legislação tributária foi modificada e passou-se a limitar as deduções do chamado Fundo de Aposentadoria Programada Individual (FAPI), termo técnico, em até 20% "do total dos salários dos empregados e da remuneração dos dirigentes da empresa", vinculados ao plano previdenciário, segundo o artigo 11 da Lei nº 9.532/97.

O montante deduzido ao longo dos anos trata de uma dívida com a Funcesp para ajustar o plano previdenciário da empresa, em razão de insuficiência de recursos. O valor não adicionado ao cálculo dos tributos, segundo acórdão do processo, foi de R$ 243 milhões durante o período. Com isso, a Receita exige R$ 76 milhões, com correção monetária e multa. O contrato para "equacionar a dívida previdenciária" foi feito antes da nova legislação e, portanto, não havia limite para dedução, argumentou Luiz Peroba, sócio do escritório Pinheiro Neto Advogados, que defendia a companhia.

Como o contrato e a obrigação de pagamento das contribuições foram firmados antes da alteração na legislação tributária, "apenas a liquidação do contrato seria efetuada após a edição das novas regras", defendeu a companhia elétrica. A empresa alegou também que, em 1997, foi divida em: Eletropaulo Metropolitana; Empresa Bandeirante de Energia; Empresa Paulista de Transmissão de Energia Elétrica e Empresa Metropolitana de Águas e Energia. Mas a "Receita considerou que todos empregados ainda eram da Eletropaulo", afirmou Peroba, ao mencionar, ainda, que para o cálculo do limite de dedução foram usadas folhas de pagamento após a cisão da estatal.

O recurso apresentado na Câmara Superior da 1ª Seção do órgão não foi aceito, por unanimidade. O colegiado manteve a decisão anterior, favorável a Eletropaulo, e não chegou a analisar o mérito da questão, porque a Procuradoria da Fazenda, segundo os conselheiros, não apresentou jurisprudência anterior divergente sobre o mesmo assunto, como exige o regimento do Carf.

 

Afinal, foi para isso que elas derrubaram, juntamente com os entreguistas brasileiros e seus cupinchas fardados, Jango após a proposta da lei de limitação da remessa de lucros.

Note-se que o governo de "esquerda" do PT está à direita do fazendeiro Jango nesse critério.

Os entreguistas do blog, Araújo e Blaya, naturalmente, vieram defender seus patrões gringos.

 

Matéria capciosa servindo de muleta para propaganda dos importadores de carros. Se houve

remessa de lucros é porque as montadoras AQUI INSTALADAS geraram MUITO MAIS do que isso em salarios pagos aqui, impostos pagos aqui, materiais e componentes comprados aqui, os lucros podem ser do ano ou podem ser lucros acumulados de outros anos, as remessas obedecem a regras fiscais, da FIRCE do Banco Central, se foram feitas é porque são legais e permitidas, a base de capital investido sobre as quais se permitem remessas é dezenas de vezes maior do que as remessas, as montadoras investiram muito nos ultimos anos no Brasil.

 

André, concordo nteiramente com você! A única forma de o governo lucrar alguma coisa com a farra de importados, é aumentando os impostos! Não tem porque enriquecermos montadoras que não produzem um emprego direto aqui na fabricação de seus veículos.

 

Bom dia!

O único problema nessa análise dos investimentos feitos pelas montadoras instaladas aqui é o seguinte: parte considerável do investimento é feito com linhas de crédito governamental. Fico me perguntando se, de certa maneira, os lucros aferidos e enviados às matrizes não é obtido as custas desse crédito!

De qualquer forma, sejam os carros montados aqui ou importados, o fato é que são exorbitantemente caros e de qualidade muito pior que os mesmos modelos vendidos nas outras praças.

 

De qq forma obtendo ou não lucro deveria existir cláusula de maturação do investimento com previsão de veto ao envio de qq capital por um dado tempo ou até a quitação dessa linha de crédito, pois se precisaram de financiamento governamental imagina-se, com isso, que eles ñ tem esse capital.

Abs,

 

Sou uma confusão de ideias em transe total: de dia declaro guerra a quem finge me amar e de noite a paz invade o meu coração... E, com tudo isso, me considero "perfeitamente quase normal"...

 Aí está a explicação por que paises como os EUA ainda se mantem em pé. Com tantas multinacionais espalhadas pelo mundo eles, os ianques, vão aguentar ainda algum tempo em sua inercia de politica de fomento de emprego.

 Por isso que muita gente diz que o IMPÉRIO DO MAL ainda extrebucha em agonia, mas demorará a morrer. 

  Temos que ter muita paciencia, esse moribundo morrerá só que hoje ainda não.

  Enquanto isso, tudo que pudermos fazer para esse parasita não nos leve a anemia cronica é fazer exatamente o que estamos fazendo, vai chegar uma hora que iremos cortar todos os tubos de sucção.

 

Bom, agora chega de carro, chega de subsidios, chega de incentivos fiscais para a industria automotiva

Carro é individualista, não-sutentavel e perigoso. Mais carro pra quê? Pra mais trânsito, mais poluição e mais acidente?

 

Quando vão fazer tudo isso para a industria ferroviaria?

Tem espaço e muito pra bondes, trens, metrôs e TAV's no Brasil.

 

Pelo menos, geram emprego, pagam impostos e, ainda, estabelecem claramente o dinheiro que levam fora.

No ano de 2009, brasileiros pouco patriotas, enviaram quase US$60 bilhões para paraísos fiscais.

Os paraísos fiscais estão entre os destinos preferenciais dos investimentos diretos brasileiros. Só em 2009 foram enviados US$ 18,3 bilhões para as Ilhas Cayman , US$ 13,3 bilhões para as Ilhas Virgens Britânicas e US$ 10,2 bilhões para as Bahamas. Esses três países ocupam, respectivamente, a terceira, quarta e quinta posição entre os países – paraísos fiscais ou não – que mais receberam aporte de recursos oriundos do Brasil. (Publicação: 27/07/2011 do Jornal Estado de Minas).

Será que as montadoras são as vilãs da história?

O somos os próprios brasileiros, desculturizados desde crianças e desprovistos de sentimento nacional?

Brasileiros abastados não parecem tão brasileiros assim. Não investem no seu país, não poupam no seu país, não moram no seu país (compram casas em Miami) nem nas suas cidades de origem (vão para condomínios e Alfavilles). As grandes capitais são hoje violentas e cheias de problemas, advindos pelo éxodo da população rural e pela "fujida" de quem poderia ajudar com o seu desenvolvimento e cultura.

 

êsses valores recordes tem que serem vistos sob as condições do real valorizado que nas conversões aumentam os valores em moeda estrangeira. mas o mais importante mesmo é o que vários comentaristas apontam com relação à qualidade aquem dos importados sobretaxados ficando no ar uma impressão de protecionismo injusto para com os consumidores.

 


"Custo Brasil" e "Lucro Brasil" são como irmãos siameses: uma tragédia brasileira.

 

Houve um tempo em que se discutia condições para o desenvolvimento nacional. Seja por causa do contexto pós guerra mundial ou determinados elementos internos, essas coisas saíram de moda. Hoje, há esboço para o retorno dessa discussão. Nada além disso. 

O que se apresenta a toda prova - por mais que o debate seja furiosamente restringido ao universo PT x PSDB - é um país que se mantém aferrado a condição de exportador de matéria prima, consequentemente distante do mercados de exportação de bens sofisticados. 

Nós crescemos com a muito bemvinda e essencial inclusão dos mais pobres a economia. Mas só com isso aí, pode esquecer.

 

As montadoras lucram 3 vezes mais no Brasil em cada veículo produzido em comparação ao resto do mundo. É o Lucro Brasil. Esse é o motivo de tanto procurarem montar veículos no Brasil. Agora o consumidor brasileiro "ajuda" a elas saírem do buraco. E ainda ganham isenção de impostos e incentivos do BNDES. Os empregos da cadeia produtiva das montadoras são bons, mas deve haver contrapartida para essa farra, ainda mais se a remessa de lucros está desproporcional ao investimento anual no Brasil.

 

Por isso, o título da matéria deveria ser:

Montadoras enviam às matrizes o recheio do tolo.

 

essa materia segue a mesma linha usada pelo presidente da associação dos IMPOTADORES de veiculos autonomos (quer dizer chineses),  eles não querem pagar mais IPI, mas o lucro também seguira para os paises de origem, sem ter nada no pais, nos ultimos anos, os investimentos das montadoras aqui no Brasil foi enorme, os importadores somente promessas.

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Não podemos esquecer dos outros US$ "n" bilhões que foram remetidos em pagamento das importações em 2011 (1/3 das vendas de veículos no Brasil).

E, nessas importações fizeram os tolos consumidores brasileiros cair  no "Conto da Moda do Carro Branco". A verdadade que vai doer em todos aqueles que não perceberam a pilantragem forem vender seus carros; os de cor branca tem uma maior e expressiva desvalorização. A pegadinha é que os carros brancos, "na moda" são as sobras não absorvidas pelas empresas de locação de veículos nos EUA, onde 80% dos véiculos alugados para turistas são brancos. Com a queda do turismo, por lá (exceção para os brasileiros em sua contumaz rotina de consumo conspícuo), os pedidos de reserva, cancelados pelas locadoras, levaram os fabricantes a  criarem a cor da moda - "o branco".

 

Ou eu encontro um caminho ou eu o faço! Philip Sidney.

Cara, eu realmente não sei se sinto pena de você ou se racho bico de rir. Quer dizer que 80% dos carros alugados para turistas nos EUA são brancos? Só para turistas ou para os que estão a trabalho também?

Porque em 20 anos viajando a trabalho umas 3 a 4 vezes por ano, e alugando carro em quase todas elas, uma única vez me tocou um carro branco: um enorme Lincoln Continental com estofamento vermelho. E eu só aceitei porque foi um upgrade, uma gentileza da Avis, e porque era no Texas, onde essa excêntrica combinação de cores (branco + vermelho) era tida como chique.

E você já reparou os carros brancos que estão rodando em SP? SUV's, camionetes, BMW, Azzera, Camaro, só carros de luxo, que não sejam confundíveis com táxis em São Paulo. E que nenhum turista aluga nos EUA.