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Moradores de Pinheiros querem barrar albergue no bairro

Por Marcos Costa

De O Estado de São Paulo 

Promotor vê nazismo em ação que quer remover albergue de Pinheiros

Comerciantes e moradores não queriam abrigo em área residencial; caso foi parar na Delegacia de Intolerância

Racial Diego Zanchetta e Rodrigo Burgarelli

SÃO PAULO – Em um pedido com 1,2 mil assinaturas levado ao Ministério Público Estadual (MPE) no dia 29, moradores de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, tentavam impedir que um albergue para moradores de rua no bairro fosse transferido para uma área residencial mais nobre da Rua Cardeal Arcoverde. Mas o efeito foi inverso. Ontem, o promotor Maurício Antonio Ribeiro Lopes comparou a iniciativa às tomadas na Alemanha nazista.

Lopes indeferiu o pedido e enviou os nomes de seis síndicos que assinaram a petição para a Delegacia de Polícia Especializada em Crimes Raciais de Delitos de Intolerância (Decradi). Todos serão alvo de inquérito por intolerância social, prevista na Constituição (art. 5.º, inciso 41).

“É de provocar inveja a qualquer higienista social do Terceiro Reich a demonstração de tal insensibilidade. A ideia – ou que ocupa o que deveria ser o seu lugar – associando pobreza e criminalidade e violência não tem guarida teórica e ética”, escreveu. “Esse pedido é muito revoltante”, disse ele ontem ao Estado.

O abaixo-assinado foi organizado por comerciantes e moradores de Pinheiros e se posiciona contra a mudança de um albergue da Prefeitura que hoje funciona no número 1.968 da Rua Cardeal Arcoverde, mas está prestes a ser transferido ao 3.041 da mesma rua – um trecho mais nobre e residencial, entre as Ruas Simão Álvares e Deputado Lacerda Franco. O local oferece melhores condições para o funcionamento do centro e tem mais quartos, segundo o governo municipal.

Mas, segundo o que os vizinhos do novo endereço relataram ao MPE no pedido de intervenção contra o albergue, “o comércio possivelmente não vai sobreviver, uma vez que a população local será acuada em suas residências e os visitantes de outros bairros vão nos trocar por centros comerciais mais tranquilos”. Eles também reclamam de constantes ataques de cachorros de moradores de rua contra “crianças e idosos”. Até um boletim de ocorrência de 2006 com um desses supostos ataques foi anexado no abaixo-assinado.

 

Indignação. Quase todos os moradores dos Edifícios Rainha Vitória e Magister, ao lado do futuro albergue, assinaram o abaixo-assinado. Entre os signatários há de diretor de multinacional a estudante de Direito.

Ana Arlene Carvalho, relações públicas e síndica do Rainha Vitória, defendeu o documento: “Esse povo já dorme embaixo do meu prédio faz anos, essa turma toda só faz bagunça. O que eles vão fazer durante o dia, ficar perambulando pelo bairro?” Ela reagiu com indignação à comparação do abaixo-assinado com as iniciativas tomadas pela Alemanha nazista. “Manda o albergue para a frente da casa do promotor, quero ver o que ele acha.”

Para a comerciante Joacy Sant’anna, de 57 anos, um albergue poderia ser montado em Pinheiros em galpões da Rua Sumidouro. “Está cheio de galpão vazio lá.”

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48 comentário(s)

Comentários

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Eu compreendo o argumento das pessoas q afirmam não concordar com a construção de albergues próximos a bairros residênciais pois tal operação desvaloriza os imóveis.

 

Por outro lado, é absurdo ouvir esses comentários do tipo: "não sejam hipócritas, ninguém quer morar do lado de um albergue". Qual o argumento contido nesse comentário? NENHUM. É a simples e pura arrogância humana, que faz com que alguns indíviduos sintam-se superiores a quem não anda de carro do ano e não utiliza roupas de grife.

 

Elite paulistana, abaixe a bola!!!

 

É repugnante a ignorância e a arrogância dessa classe.

Quem quiser apoiar o promotor, o email dele é marl@mp.sp.gov.br

 

 

Sr promotor parabéns pela brilhante defesa da instalação do albergue bairro pinheiros.

 

Penso que quem paga todos os tipos de impostos, incluindo iptu alto para morar em bairro e rua diferenciada, tem o direito a reivindicar que sua rua tenha segurança e possa circular sem medo.

O que está acontecendo neste país, é que quem paga todos os impostos e mantem o pais funcionando está perdendo todos os direitos. Como por exemplo, não pode estacionar o carro na rua sem ser extorquido por flanelinhas, e para este crime, ninguem toma providências.

 

Quero ver o albergue na porta da casa de vocês...

 

Eu acho que a Comissão de Moradores e Comerciantes do entorno da Cardeal Arcoverde pegou leve... deviam ter pedido logo uma solução mais definitiva, tipo câmara de gás pra esses seres desprezíveis, afinal, mudar o lugar não vai resolver o problema, esse albergue sempre vai estar vizinho a algum homem de bem... (é, tô começando a concordar com aqueles que dizem... "quanto mais conheço as pessoas mais eu gosto do meu cachorro"... e olha que eu NÃO tenho cachorro!)

 

"Ou o Brasil acaba com a mídia canalha, ou a mídia canalha acaba com o Brasil"

A questão é muito delicada, e por isso mesmo não pode ser tratada com opiniões e impressões apenas. Exige um estudo aprofundado dos problemas sociais de São Paulo.

A representação dos moradores de Pinheiros pode sim ser questionada em seus termos, mas é preciso ponderar: Alguma coisa está fora de lugar, ou com a política (eu disse política?) assistencial da prefeitura, ou com o ministério público, ou com a população de São Paulo (ou com todos juntos).

Se é verdade que a população paulistana hipocritamente procura fechar os olhos para os problemas sociais, ainda que tropece cada vez mais em pessoas jogadas pelas calçadas misturadas a lixo, fezes e urina, não é menos verdade que a “política de assistência social” da prefeitura (Alda Marcoantonio e Kassab!), em vez de combater os graves problemas sociais, parece ampliá-lo absurdamente; e de forma recalcitrante, além de efetivamente não atuar na promoção da inclusão social dos necessitados, escandalosamente joga na mesma lata de lixo social milhares de cidadãos comuns de quem por extorsão retira pesados impostos que deviam servir para a solução do problema.

E é proibido até mesmo questionar essa “política”, porque o rótulo de “higienismo” é instantaneamente impingido a quem ousa fazê-lo. Isso também é atitude nazista! E quem parece que tem se esbaldado com e$$as polêmicas são as ONGs, sempre muito bem intencionadas!

A prefeitura cria alguns espaços de convivência (as famosas Tendas) e joga muito dinheiro nas mãos das ONGs (são sempre as mesmas, coordenadas quase sempre pela mesma mão) que prometem cuidar dos necessitados. Na verdade, nada fazem (não têm competência nem profissional para isso), omitem-se e criam oportunidades para que nesses locais se concentrem muitos traficantes que vivem de explorar essas pessoas já precarizadas ao máximo (as próprias ONGs atestam que 99% dos usuários dos serviços são usuários de crack). Observe-se que as ONGs ganham a verba com base no número de "atendidos", e é vantajoso que de fato haja acúmulo de atendidos.

Conclusão, quem mora nas vizinhanças desses locais passa normalmente a conviver com o acúmulo de lixo espalhado, muitas fezes e urina, com o tráfico descontrolado, a violência do tráfico e todos os demais problemas gerados por essa exploração de mão dupla. É claro que usuários de droga também estão em situação de rua e precisam de atendimento, mas as ONGs (e a prefeitura de olhos fechados) não estão interessadas em resolver o problema, sob o risco de perderem as verbas mensais.

Quanto ao problema do lixo espalhado, por exemplo, além de não haver nenhuma tentativa de disciplinamento por parte das ONGs e Tendas, a própria prefeitura diz que não tem como atuar porque moradores de rua não têm documentos, o que a impede de aplicação de multas. multas essas que por sua vez serão aplicadas aos moradores dos edifícios que precisam colocar o lixo na rua e ficar à mercê do caminhão que passa na hora em que deseja passar. Ou seja, quem espalha o lixo não pode ser multado, mas quem o coloca e vê o lixo todo espalhado corre, sim, o risco de ser multado pela prefeitura e pela GCM. Convenhamos, o tratamento também é bem desigual.

O mais curioso de tudo isso, porém, é a blindagem da Prefeitura e do Estado por parte do Ministério Público nas questões relacionados, com a mãozinha auxiliadora da caridosa e nada interessada Cúria Metropolitana (uma das controladoras de grande número de ONGs).

Seria o caso de perguntar, afinal, por que o Ministério Público não investiga a própria Secretaria de Assistência Social, a Prefeitura e o Estado, que afinal são responsáveis por falta de políticas públicas responsáveis que impeçam a precarização do indivíduo e o lancem na rua à própria sorte.

È por tudo isso que o problema precisa ser tratado de modo responsável e que políticas públicas e assistenciais efetivamente procurem criar situações de real inclusão social.

Uma prova de que nada de fato é feito: é só indagar da senhora secretária da SMADS Alda Marcoantonio qual é (ou foi) o projeto e o programa dela para enfrentar o problema das pessoas em situação de rua em São Paulo. Pergunte-se também ao secretário estadual sobre o que de fato foi programado e executado. Assim saberemos que o problema continua sendo jogado para debaixo do tapete. E quem sofre são todos os cidadãos de São Paulo, sem distinção de condição e status social.

 

Aqui em Joinville/SC aconteceu algo semelhante.

Em julho, uma associação de moradores acionou o MPF e este agora quer impedir a construção de um baita prédio do "Minha Casa Minha Vida" por este vir a ser construido em bairro nobre.
Só que aqui o pessoal foi mais esperto: ofereceu "denúncia" por questões técnicas, visando mascarar a real intenção da coisa.

O ataque:

"O Ministério Público Federal entrou na Justiça Federal com uma ação cautelar pedindo a suspensão de uma obra do programa Minha Casa Minha Vida em Joinville.

De acordo com o procurador do MPF, Mário Sérgio Barbosa, a Rogga S/A Construtora e Incorporadora, responsável pelo empreendimento, não poderia ter recebido a licença ambiental para a construção do Conjunto Residencial Stellaris, porque a área é de preservação permanente e sujeita a alagamentos.

A denúncia chegou ao MPF por meio da Associação de Moradores Viva o Bairro Santo Antônio. A partir daí, o MPF realizou a investigação e constatou indícios de irregularidades."

IMPORTANTE: Os agora indícios de irregularidades foram só constatados DEPOIS da investigação do MPF. Então, o que a associação de moradores alegou ao MPF para iniciar o procedimento?

A defesa:

"A Rogga também rebate a alegação do empreendimento estar sendo edificado em área sujeita a alagamento. “Segundo mapeamento realizado pelos órgãos competentes, a cidade de Joinville apresenta 80% de sua área considerada como sujeita a alagamento.

Por fim, a empresa entende que todas as ações estão sendo promovidas e desencadeadas por interesse de proprietário de imóvel de alto padrão, localizado ao lado do empreendimento, que já teria esboçado insatisfação quanto à edificação de um condomínio ao lado de sua residência."

Decisão NEGANDO liminar:

"O juiz da 4ª Região de Justiça Federal de Joinville, Luciano Andraschko, indeferiu o pedido de liminar contra a Rogga S/A Construtora e Incorporadora, responsável pela construção do Residencial Stellaris, obra do programa federal Minha Casa Minha Vida, a ser erguida na rua Guia Lopes, no bairro Santo Antônio. Na ausência de informações técnicas que provem as supostas irregularidades, a Justiça notificou a Fatma (Fundação Estadual do Meio Ambiente) e o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) para apresentarem relatório técnico acerca da regularidade ambiental do empreendimento no prazo de 30 dias."

INTERESSANTE: inversão do ônus da prova.

"Para o procurador do MPF, não houve a apreciação da causa em primeira instância e o órgão vai entrar com recurso contra a decisão. “A causa é de ordem jurídica e não técnica”, afirmou Mário Sérgio Barbosa, descartando a necessidade de estudos técnicos ambientais conforme apontou o parecer."

Fontes:

Notícia segundo o MPF:
http://www2.prsc.mpf.gov.br/conteudo/servicos/noticias-ascom/ultimas-not...

Jornal A Notícia (grupo RBS-Globo):
http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source...
(sobre o caso, o jornal só mantém esta nota na versão online - no impresso saiu completo na época)

Jornal local Notícias do Dia (RiC-Record):
http://www.ndonline.com.br/joinville/noticias/mpf-questiona-licenciament...

Decisão (só publicada pelo jornal Notícias do Dia):
http://www.ndonline.com.br/joinville/noticias/juiz-da-parecer-desfavorar...

 

Aqui em Brasília com o final do ano chegando vários acampamentos são montados nas áreas verdes por sem tetos, mendigos, imigrantes etc. Alguns perto de áreas residenciais outros nem tanto. Mesmo se quisesse, o quenão é o caso, não poderia removê-los dali para uma área com melhor condições, mas muitos moradores se sensibilzam com a situação e ajudam com comida, brinquedos, cobertores. Concordo com o comentário do Maurício C.. Não podemos escolher "juridicamente" nossos vizinhos! Outro ponto é que ter uma opinião contrária (Blaya, J. Sávio) não significa que são racistas ou nazistas. São contrapontos a serem ouvidos e contra argumentados.

 

Klaus, eu fiz um comentário curto porque não tô tendo tempo pra nada ultimamente (teve aula a semana toda!).

Mas eu penso que independente da pessoa gostar ou não de ter algum mendingo na porta de casa, temos que levar em conta que o local vai ficar desvalorizado.

 

Recomendo a todos um simples exercício: PONHAM-SE NO LUGAR DESSAS PESSOAS DESPROVIDAS. Sério: imaginem-se passando pela mesma situação (morando na rua, vivendo à parte da sociedade). Imaginem-se vivendo assim. Deixem o egoísmo de lado e sejam mais altruístas. 

 

 

"Fora da caridade, não há salvação" - Alan Kardec

 

Marco Vitis

O comentarista Marco Vitis critica o fato dos paulistas terem os bandeirantes como heróis. Se ele soubesse um tiquinho de história saberia que o Brasil é desse tamanhão todo graças aos....bandeirantes!! Bandeirantes são heróis brasileiros, e não apenas paulistas. Os bandeirantes não ficavam sentados esperando o dinheiro cair do céu, nem da corte portuguesa. Eles iam atrás!!Sem medo de nada! E sem se lamuriar e nem ficar culpando os outros pela dificuldades...

 

Fico impressionado com esse culto Paulista a figura dos bandeirantes, não passavam de mercenários que em nada somaram a nossa cultura nacional.    

 

 

 

 

Eu moro na região e na porta do predio onde eu moro sempre tem algum que fica morando por lá durante algum tempo, confesso que não é facil.

  não acho justo chama-los de lixo, cada um tem uma historia de vida!

A prefeitura se quisesse teria outras opções dentro bairro, essa situação vai dar muito pano pra manga.

 

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK.....O promotor fez bem mas quer seu minutinho de fama...

Parabéns Kassab que inicou a transferência...Graças a Deus que não é para meu bairro e nem a minha porta de casa.(deixem de ser hipócritas e concordem comigo).

Já chega os usuários de crack que dormem no meu estacionamento e fazem as necessidade atrás dos coqueiros.Leninha (minha ajudante) não aguenta mais tanta sujeiro e fedor.

 

 

Pois é, tem aqui em Porto Alegre um Albergue erguido no meio do Bairro Floresta, um bairrozinho assim de classe média, igual a tantos outros nas imediações do Centro das grandes cidades. Não é nada de mais, nenhum centro de boemia [apesar de ter lá seus restaurantes]. Acontece que esta construção acabou com o bairro. Nas calçadas, de madrugada, os travestis e os crackeiros se empurram, brigam, eventualmenter matam-se. pelas ruas. Os prédios estão todos pichados e gradeados. Senhor amigo meu, morador antigo do bairro, levou ANOS para vender a sua casa, pela METADE do preço, e mudar-se para o litoral. Lá já foram assassinados o presidente do Conselho Regional de medicina e também o Secretário de Saúde de Porto Alegre, só para ficar nos casos mais impactantes. Policiamento não há, exceto o pós-ventivo, que chega depois do crime. Sou de esquerda e odeio trolls e demais tucanistas, mas pra mim certo está aquele que pergunta: você quer um abrigo ao lado da sua casa? É só escrever à tal promotoria esta e oferecer-se. Vai tirar um peso das costas deles.

 

Se o policiamento é escasso e a violência é grande, não coloque a culpa no albergue. O seu argumento é bizarro. É óbvio q um albergue desvaloriza o valor dos imóveis no seu entorno. Porém, todos os problemas q vc citou - princípalmente aqueles relacionados à violência - tem como causa maior o descaso do poder público com o bem estar da população. Jogar o problema pra cima dos moradores de rua e viciados é se embeber de uma mentalidade extremamente excludente e elitista.

 

Algumas coisas são assustadoras nesses comentários... Pude perceber um preconceito incrível em algumas falas... Eu fui ao Rio nesse ultimo feriado fiquei em um albergue, nada demais, sem nenhum luxo. Mas não tive nenhum problema não fomos assaltados, como alguns aqui imaginam com o funcionamento de um albergue perto de suas casas. Acho irônico (pra inicio de conversa) esse pensamento de que as pessoas empobrecidas "levam" a violência p aonde vão, e o pior: esquecem de como essas pessoas são violentadas todos os dias!!

Aliás, para os que perguntam se eu gostaria de um albergue na minha rua, quem são vcs p dizer quem deve morar na sua vizinhança ou não? Se colocassem um shopping Center as mesmas pessoas q fazem essa comparação ridícula diriam o que?

Não acho certo a taxação do promotor, mas é certo que o posicionamento dos moradores (e importante não generalizarmos, pois tenho certeza de q alguns moradores se posicionaram de outra forma) é tão autoritária quanto a do regime nazista, ou a de tantos outros q conhecemos em nossa história.

ps: Sobre os bandeirantes: "Triste do país que precisa de heróis..." Bertold Brecht

 

pois eu sou pobre , moro em periferia e ñ quero albergue procimo de  minha casa ! HIPÓCLITAS ! 

 

Hipóclitas?

 

Acho que ninguém aqui gostaria de morar ao lado de um albergue. Mas claro, no dos outros é refresco.

Mas acho melhor eu calar a boca antes que eu seja taxado nazista, fascista, diferenciado ...

 

Pois é Sávio, no dos outros é refresco. É exatamente isso que pensa quem pede para colocar o Albergue em OUTRO lugar que naum perto de sua casa, afinal o Albergue sempre estará perto da casa de ALGUEM! (a nao ser que se tranquem eles em algum campo fora da cidade, com grades e tal).

e vale lembrar a Cardeal é uma rua de melhor mobilidade que grandes outras avenidas da cidade, a localizaçao é boa sim, está proxima ao mercado de pinheiros.

 

O que me causa espécie aqui são os comentários, como se fosse cabível aos moradores "escolherem" a vizinhança. Depois reclamam do Promotor que os tachou de higienistas e nazistas... Ora, eu até posso não gostar de ter certo tipo de vizinhança, mas isso não me dá o direito de peticionar aos órgãos públicos pretendendo removê-los ou impedir a sua instalação digna e decente. Essa petição é miserável e repugnante, sob todo e qualquer aspecto... Parabéns ao Ministério Público de São Paulo, na pessoa única de seu Promotor, Dr. Maurício A. Ribeiro Lopes, que já havia se manifestado acerca da celeuma envolvendo o metrô de Higienópolis, pedindo explicações à direção do Metrô. Infelizmente há mais Promotores em SP que compartilham com a opinião dos moradores desses dois "pobres" bairros do que o contrário...  

 

hipocritas todos os que questionam os moradores da rua onde vão instalar o albergue!  porque não na rua da suas casas!  

esse promotor é um bostinha, o prejuizo para os proprietarios dos imoveis e obvio, e porque colocar um albergue numa rua residencial e não numa avenida  onde o acesso e mais facil?

isso pode muito bem ser uma jogada de alguém interessado e baixar o valor dos imoveis no local!

eu assinaria esse abaixo-assinado facilmente!  agora se alguém aqui topa, pode pedir para que instalem o albergue da rua da propria casa!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

O Blaya encheu a boca.

 

“Contra ratos não há argumentos.” (Palmério Dória)

Rapaz, porque será que não me surpreendi nem um pouco com essa "opinião" do Blaya. 

Se me falassem para botar um albergue do lado da minha casa, não me importaria nem um pouco.

Já morei ao lado de uma casa para menor de rua do projeto social do Jimmy Page. O que me dava um tremendo orgulho. Numa de suas visitas quase fui lá para pedir que autografasse meu "The song remains the same"

 

Juliano Santos

e essa a diferença entre eu e você, eu falo o que eu realmente penso, você fala essas bobagens apenas para fingir um personagem que você gostaria de ser, mas na realidade não passa de uma figura patetica!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH

Eu não ligaria nem um pouco de ter um albergue do lado da minha casa, e acredito que quem liga é porque se sente superior aos moradores de rua, e o promotor foi bastante feliz em comparar a situação a alemanha nazista,  afinal, o que motivava os nazistas senão esse sentimento inútil de superioridade? Alguém precisa avisar essas pessoas que pela constituição somos todos iguais. Esse abaixo assinado é um completo absurdo.

 

Deixem de hipocrisia!!!Qual, de vcs. gostariam de ter um albergue desses, ao lado de sua residências??Respondam com sinceridade!!Sem demagogia!!

 

Eu não moro em São Paulo, mas moro no interior de MG, e bem próximo à minha residência existe algo semelhante.  É chamado SOPA VOVÔ FALEIRO (uma instituição que oefrece comida e TRATAMENTO DIGNO às pessoas menos favorecidas). E Não vejo problema algum em ter como vizinho tal abrigo. Pelo contrário, é uma fonte de aprendizagem e tolerância. Vocês de São Paulo são - desculpem a expressão (pois não é a maioria - só a minoria RACISTA) - imbecis mesmo. Onde estão seus valores éticos, morais, humanitários??? Como podem passar por uma pessoa em situação de miséria e não se sentirem incomodados com isso?? A mim, incomoda e muito!

 

 Eu não tenho nada contra, mas como moro em pensão gostaria de dar o endereço do meu cunhado.

 

Ulderico

 

Os termos do pedido são, sem dúvida, lamentáveis. A orientação jurídica foi péssima ou nenhuma.

Convém porém lembra alguns outros pontos:

1.         Os albergues são atualmente negócios como qualquer outro. Todos os albergues da PMSP são conveniados, veja aqui .

2.         Como entidades privadas que são, deveriam estar sujeitas ao mesmo rigor para concessão de alvarás que é exigida de qualquer comércio ou escritório.

3.         Em um ponto os moradores têm razão: Existem áreas muito próximas mais adequadas. A Cardeal é uma via extremamente movimentada, com a via e as calçadas estreitas. É também um corredor de boa parte dos onibus que vão para o largo da Batata e largo de Pinheiros. Por conta das obras do metro e reurbanização da região, há inúmeros grandes terrenos, do estado e da municipalidade, vagos na região, como o da antiga CAC na Faria Lima (estes, é claro, reservados à especulação). Pena que entre os milhares de assinantes, nenhum tenha chamado atenção para as péssimas justificativas apresentadas.  

4.         O promotor, jogou bem para a platéia. Respondeu à altura uma petição totalmente infeliz e preconceituosa, nos termos em que foi colocada. Poderia, de qualquer forma, requisitar mais informações sobre o projeto, antes de deliberar. Foi mais fácil dar a lição de moral...

5.         Por último, penso que temos sim que abrigar os moradores de rua. Melhor ainda,  é cobrarmos projetos que ofereçam, mais do que abrigos, moradia, novas perspectivas e consequente diminuição da população na condição de rua. Não podemos insistir numa política estar “ proporcionando aos estudantes de modo mais facilitado o acesso à cultura da alteridade”  como afirma nosso caro promotor. Melhor seria acabarmos com  alteridades deste gênero.      

 

 

Gilberto .    @Gil17

O pessoal que fez o Churrasco da gente diferenciada em Higienópolis se sinta convocado a comparecer em Pinheiros.

 

Maurício Antonio Ribeiro Lopes é o nome. Fantástico. Parabéns a ele. 

 

Parabéns ao Promotor pela coragem. No meu bairro havia um albergue, fizeram um destes abaixo assinado e conseguiram removê-lo. Para onde foi? Se é que foi para algum lugar ou simplesmente fechado sem substituição.

Se em SP houvesse mais promotores como este, aqui seria um lugar mais decente de se viver.

 

 

  Tudo isso para dizer apenas o seguinte: "não queremos um albergue de mendigos ao lado do nosso prédio". Por sua vez, o promotor evidentemente exagerou.

  Fico feliz em saber que estão melhorando as instalações para os mendigos e posso alegar quinhentos motivos a respeito do porquê essa postura dos moradores é discriminatória, mas... a verdade é que eu não me sentiria confortável com um albergue de mendigos ao lado da minha casa. Também é verdade que conheço pouquíssimas pessoas que não se importariam, independente de nível de renda.

  Já prevendo possíveis pedras, até por curiosidade perguntei à encarregada da limpeza aqui do serviço o que ela acharia se estivessem querendo instalar um albergue do lado da casa dela: "ah não, esse pessoal faz muita sujeira, bagunça tudo. Acho bom que eles tenham um canto pra eles, mas do lado da minha casa eu não queria não". 

 

Florestan Fernandes Júnior participa desse movimento para manter Pinheiros livre de gente diferenciada..

 

Sério isso? O filho de Florestan...?

 

Sem palavras...

 

Não acho certo abrir inquérito contra síndicos por isso, sinceramente, concordo com Alberto que a delegacia deva se ocupar com crimes do tipo espancamentos de mendigos, cada vez mais comuns.

Acredito que albergues no centro seriam mais úteis para os moradores de rua, pois é no centro que a maioria fica durante o dia, seja pedindo esmolas, seja vendendo coisas em sinais, tomando conta de carros, fazendo pequenos bicos, etc.

 

Aí que vc se engana meu caro Alberto.

O cachorro não está morto.

Eu considero esse tipo de "nazismo velado" - pelo qual a classe média alta brasileira geralmente  se deixa seduzir - muito mais nocivo e perigoso.

A filosofia gera a violência. E não ao contrário.

Parabéns ao promotor.

Tiremos os capuzes brancos das cabeças dos senhores de "boa compostura".

 

Higienópolis fazendo escola.

 

É muita empulhação por nada.

O MPE devia simplesmente negar o pedido e acabou. Morreu o assunto!

Agora mandar abrir inquérito? investigação? Isto custa tempo e dinheiro!

O DECRADI deve ser usado para investigar os crimes de espancamentos e mortes por preconceito que ficam impunes por falta absoluta de investigação.

Chutar cachorro morto só serve para acirrar mais o FLAxFLU.

 

 

 

 

Talvez você não saiba…uma rosa é uma flor, mas nem toda flor é uma rosa. Achar que os moradores da Vila Madalena são cahorros mortos soa quase como um apoio tácito por vitimização do algoz. Não duvido que quem pensa assim pode muito bem achar que os desabrigados são "cachorros vivos". Talvez aqueles que concordam com você sejam uma rosa, mas não devem ser flor que se cheire!

 

 

"Toda unanimidade é burra." Nelson Rodrigues

Obs.: mas nem todo ceticismo é inteligente.

Glauber eu não entendi o que você quis dizer e você não entendeu o que eu quis dizer.

"Chutar cachorro morto" significa dar espaço na mídia e gastar dinheiro público para uma reinvindicação democrática dos moradores locais, afinal  é livre a indignação delas por mais absurda que seja para nós. Só que um simples indeferido bastaria.

Nada a ver com os moradores nem com os usuários do albergue. Todos eles são brasileiros com direitos e deveres assegurados pela Constituição Federal.

Esta atitude do MPE visa provavelmente abrir caminho para uma discussão sobre o nada e novamente virar o velho conhecido FLAXFLU. Mais premente para o MPE seria centrar forças e canalizar suas atenções para a ALESP, esta sim uma vergonha que assola este Estado e que não pode cair no esquecimento.

Quanto ao DECRADI, ele deve estar mais focado no grave problema existente nas brigas, espancamentos e mortes que estão ocorrendo em maior número na capital por motivos de preconceito de raça, cor, credo e posição social.

 

Este tipo de preconceito vem de longa data, quando da eleição da Marta Suplicy para a Prefeitura de São Paulo, um bando de espertinhos auto intitulados "Amigos da Mateus Grou", que suponho sequer eram representativos, fez uma intervenção na R. Mateus Grou construindo uma rampa embaixo do viaduto da Teodoro Sampaio, e ironicamente instalaram uma placa dizendo que estava a favor do projeto belezura da Marta, o objetivo óbvio era evitar que catadores de papel dormissem ali nos intervalos entre seu trabalho e a entrega no centro de recolha de lixo reciclável.

Curiosamente a subprefeitura, que deveria manter os princípios do governo petista, fez vistas grossas e a prática se espalhou para outros viadutos do bairro.

Trata-se de privatização de espaço público, embaixo do viaduto um carrinho de bebê tem que passar pelo meio da rua.

AJL

 

Enfim um promotor sensível.

Mas cabe uma correção, o local indicado se localiza em Vila Madalena, a Rua de cima é a conhecidíssima Mourato Coelho, carro chefe dos barzinhos da moda. Será que os reclamantes também se insurgiram contra a proliferação destes barzinhos que ficam abertos até de madrugada?

Certamente que não, eles são os reclamantes principais por acharem que seus negócios podem vir a ser prejudicados, pelos futuruos incômodos vizinhos. Já os moradores estão preocupados com a desvalorização de seus imóveis.

 

Ser paulistano é:

(1) Ter os bandeirantes como heróis.

(2) Transformar fontes de água em esgoto e continuar chamando-as de rios Tietê e Pinheiros.

(3) Pintar de marrom o ar que respiram.

(4) Expulsar os "diferenciados" para bem longe...

A maioria dos paulistanos é assim...

 

 

para não conviver com gente diferenciada só indo morar em condominio fechado...e viver preso por la.