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Na esteira dos cuidados com saúde o goji berry ganha espaço

De O Globo

O fruto da longevidade que vem do Tibete

 

Potente antioxidante, a goji berry rejuvenesce as células

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A goji berry pode ser consumida de várias formas, em fruto seco, iougurte, cereais e saladas, por exemplo<br />
Foto: Gustavo Pellizon

A goji berry pode ser consumida de várias formas, em fruto seco, iougurte, cereais e saladas, por exemplo

GUSTAVO PELLIZON

RIO — Nascida nas montanhas do Tibete, a goji berry lembra a pimenta-de-cheiro, por seu vermelho vivo. Mas seu sabor não é nada picante. O fruto está ganhando fama de alimento rejuvenescedor, e é a moda da vez entre os alimentos funcionais. Isto porque, apesar de seu diminuto tamanho, ele contém pelo menos 20 aminoácidos, além vitaminas e antioxidantes numa quantidade muito acima de outras berries, como a amora. Consumida por aqui principalmente em forma de fruto seco ou extrato, a goji está sendo chamada de nutriente da longevidade. Por vir de tão longe e ainda ser pouco conhecida e cultivada em terras brasileiras, não é muito fácil encontrar a goji in natura. Daí a preferência por consumir o seu fruto seco, misturado a frutas, cereais, saladas, sucos e iogurtes. Não faltam motivos para a goji (aLycium barbarum) fazer sucesso: ela tem oito aminoácidos essenciais à formação de proteínas e duas dezenas de minerais, é fonte de vitaminas C, B1, B2, B6, possui betacaroteno em maior concentração que a cenoura, e ainda contém zeaxantina, um protetor da visão. Entre os chineses, há até quem acredite que este fruto melhora a potência sexual.

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— Ela contém zinco, ferro, cobre, cálcio, selênio, fósforo e outros minerais importantes. É possível que ajude a controlar os níveis de açúcar no sangue, sendo excelente para diabéticos. Também observamos que a goji reduz o colesterol — diz o nutricionista Fábio Bicalho, do Centro Brasileiro de Nutrição Funcional.

O fruto chama a atenção não só de nutricionistas. Intrigados com os efeitos da goji, cientistas investigaram seu poder antioxidante, e ficaram ainda mais surpresos. Na escala Orac, que mede a capacidade de absorção de radicais livres dos alimentos, a goji alcança o impressionante índice de 25.300 unidades. Para ter ideia, a amora e o mirtilo têm, respectivamente, 2.036 e 2.400 unidades na mesma escala, acrescenta Bicalho.

Para as pessoas que consomem o fruto seco, em média se recomenda de 30g a 40g de uma colher de sopa ao dia, em saladas, frutas ou iogurte, por exemplo. A personal stylist Dany Padilla, de 43 anos, não tem ideia do que significam essas quantidades de antioxidantes, mas acredita que a goji melhorou o funcionamento de seu organismo. Quando não encontra o fruto seco, ela consome a goji em cápsulas e conta que até a pele rejuvenesceu:

— Eu tomo uma cápsula por dia. Faço alimentação balanceada, mas, depois que passei a consumir a goji, passei a me sentir mais disposta.

Já a nutricionista Bia Rique conheceu o fruto em Londres, há quatro anos. Ela explica que seu potente efeito antioxidante ajuda no combate a inflamações. Porém, comenta que o fruto sozinho não faz milagre:

— A goji é riquíssima inclusive no antioxidante zeaxantina, que estudos mostram agir contra a perda de visão em idade avançada. Por ser um pouco amarga, a fruta não tem a mesma aceitação de outras berries, mas, para fazer algum efeito, precisa ser consumida regularmente — afirma Bia.

Para a nutricionista Marcela Knibel, a goji também é capaz de melhorar a capacidade imunológica e manter o sistema nervoso saudável. Um estudo publicado na revista científica “American Journal of Clinical Nutrition” mostrou que a ação de compostos flavonoides (especialmente as antocianinas, responsáveis pelas cores vibrantes das frutas) têm efeito contra a hipertensão. A goji ainda tem nutrientes anticancerígenos.

— Ela pode ser consumida também em suco. E os chineses a utilizam em chás. Além de ótima fonte de vitaminas e fibras, a goji tem o ácido graxo linoleico, essencial para as células — diz.

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Hoje recebi de um amigo um email com fotos lindas do Tibet. Agora só se fala dessa frutinha ai. Sei não,o Tibet entrou em pauta, parece que o PIG já está vacinando para um ataque midiático à China....

 

Tenda dos milagres?

 

Só faltou dizer como e onde conseguir esse fruto aqui no Brasil.

 

"Don't forget your history Know your destiny" - Bob Marley

Não adiantaria nada, pois deve custar os "olhos da cara"!

 

E já deve ter alguém importando e vendendo tal mercadoria ou mesmo cultivando por aqui.


Cheiro de matéria paga no ar ou simplesmente mais uma "moda" na área da alimentação saudável.

 

Até pensei que os tibetanos vivessem tanto quanto Oscar Niemeyer mas, pelo visto, não. e olhe que duplicou no últimos 46 anos e, com certeza, seria muito menos se ainda imperasse o regime escravocrata dos monges:

Expectativa de vida de tibetanos duplica nos últimos 46 anos2006-08-29 13:36:10    criA expectativa média de vida na Região Autônoma do Tibet subiu de 35,5 anos em 1959 para 67 anos em 2005, informou o governo local.

"Embora a média seja inferior à média nacional de 71,8 anos, constitui um grande avanço para o Tibet", disse Yugyai, funcionário de Saúde e delegado da Assembléia Popular Regional.

Além disso, a população do Tibet subiu de 1,14 milhão de pessoas em 1951 para 2,74 milhões, dos quais 92 por cento pertencem à etnia tibetana. Cerca de 200.000 pessoas ultrapassaram os 60 anos de idade, indíce correspondente a 8 por cento da população da Região.

"Graças ao rápido desenvolvimento econômico e social nos últimos 46 anos, os tibetanos têm uma vida mais longa", indicou Yugyai.

O Tibet possui mais de 1,2 milhão de quilômetros quadrados, ocupando um oitavo da superfície terrestre nacional. A população, no entanto, corresponde a 0,2 por cento do país.

A pobreza está sendo eliminada gradualmente. O número de residentes com renda anual per capita abaixo de 1.300 yuans (US$157) caiu para 1,07 milhão de pessoas em 2004, contra os 1,48 milhão em 2003, com uma queda de 28 por cento, segundo o Birô Regional de Estatísticas.

O funcionário também atribuiu o aumento da expectativa de vida à melhoria das condições de vida e dos serviços médicos.

O Tibet se tem beneficiado de políticas preferenciais do governo central para melhorar o sistema de saúde. Os investimentos no setor chegaram a 250 milhões de yuans (US$31,65 milhões) em 2005, afirmou Yugyai.

A Região Autônoma estabeleceu até finais do ano passado 1.378 organizações médicas, entre elas 17 clínicas especializadas em medicina tibetana. Em Yumai, a comarca com o menor número de residentes na China, há um hospital para atender os 27 residentes locais, destacou.

 

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