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Nota pública dos estudantes da USP

     Nesta terça-feira, 08.11, a população assistiu à lamentável cena da tropa de choque invadindo a Universidade de São Paulo. Com a justificativa de manter a ordem, o governador do Estado, Geraldo Alckmin, aliado ao Reitor da USP, João Grandino Rodas, defenderam o uso da força policial contra a pacífica manifestação estudantil no campus.
     Longe de produzir cenas de conflito entre estudantes e os homens do choque, a intenção do movimento sempre foi a de negociar suas reivindicações. Apesar da reintegração de posse estar juridicamente autorizada para acontecer a partir das 23h desta segunda feira, 07.11, o uso da força policial poderia e deveria ser evitado mediante um simples comunicado da reitoria de que as negociações estavam em andamento.
      Para além do discurso legalista da reitoria e de parte da imprensa, temos consciência de que as forças policiais agem politicamente e que a reintegração de posse foi uma resposta intransigente do Reitor a toda a comunidade universitária, demonstrando que, para ele, o uso da força deve se sobrepor ao diálogo.
     Permanecíamos ocupando a reitoria como forma de defender a liberdade de manifestação e acreditávamos que a gestão do atual reitor da USP estava finalmente disposta ao diálogo; o que, diante dos fatos, mostrou-se uma ilusão.
Os estudantes estavam organizados para realizar hoje um amplo ato, a partir das 12h, com o objetivo de exigir a retirada dos processos administrativos e disciplinares contra estudantes e trabalhadores e denunciar que a presença da polícia militar no campus é um instrumento da reitoria para eliminar resistências a seu projeto de universidade.
      Os processos administrativos - deve-se salientar - são baseados em um artigo do estatuto da USP, elaborado em 1972 - em plena ditadura militar - que ainda vigora e proíbe atos democráticos de manifestação na Universidade.
A organização estudantil estava preparada para levantar as suas bandeiras de luta em um ato pacífico, realizar debates, panfletagens, e prezar pelo diálogo através da reunião de negociação com representantes da reitoria da USP que está marcada para esta quarta-feira, 9.11.
     A reintegração de posse foi o caminho oposto ao que o reitor parecia se propor, e a militarização da USP com 400 homens do choque - uma força desproporcional diante do número de estudantes que estavam ocupando a reitoria nessa madrugada - foi um violento ataque ao direito de lutar, que expressa para toda a sociedade que as liberdades democráticas têm sido tratadas como caso de policia na Universidade de São Paulo.
Nossa luta não é de uma minoria: lutamos pela educação pública como um direito de toda a população e não por uma universidade fechada, militarizada e para poucos. A verdadeira minoria, que é a representante das elites do país, não vai nos calar com a força.
        Fazemos um pedido para que os canais de comunicação cessem o massacre público ao movimento: a mobilização na USP é um movimento social que está sendo criminalizado.
       Pedimos solidariedade às entidades estudantis, sindicais, movimentos sociais e de toda a população, para a luta contra a criminalização e pela defesa dos estudantes que foram detidos.

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O pessoal da USP tem uma luta longa pela frente. O PIG está já fez cabeça do povão. Para mostrar o contrário, ou a verdade, será difícil.

 

Greve dos Estudantes? LoL, 2012?

 

Manifestação pq querem fumar maconha em paz DENTRO DO CAMPUS?

 

Pacífica manifestação???

 

johnnygo

Só uma parte errou nesse episodio:

Os estudantes

E não seja demagogo a ponto de afirmar que é algo intrinseco ao jovem consumir substancia alucinogena.

E por favor o Sr já tem uma idade razoavel para entender e separar ser " Elegante e civilizado " de ser Negligente no exercicio de sua função.

O policial por FORÇA DE LEI é obrigado a intervir ao tomar conhecimento ou testemunhar um ilicito.

Sendo assim pare de postar bobagens a pretexto de parecer progressista.

 

leonidas

leonidas,

Poderia gastar meu tempo para responder (inutilmente) às suas grosseiras palavras, mas você não merece.

 
Em tempo, a PM aprendeu com o Serra.
 

Issaí: o reitor escolhido por Serra, contra a decisão da maioria da USP, é apoiado pelo governadô do PSDB, comandante supremo da PM. 

 

Estou do lado daqueles que erraram menos neste episódio: os estudantes.

Creio que a melhor alternativa, a mais humana e elegante, a mais civilizatória e construtiva, será afastar a PM do campus e empregar uma guarda universitária de presença ostensiva e desmilitarizada, apta à convivência com as manifestações de liberdade e tolerante com as pequenas transgressões do espírito jovem. A Universidade não é reformatório, não é linha de produção, não é fábrica de profissionais de mercado. É lugar do contraditório, da discussão exaustiva, da caótica efervescência intelectual que prepara para a vida.

 

Issaí, Johnnygo gogo!

 

ainda estao intrigados com os 400 homens da policia...rsrsrsrs

isso tudo é ignorancia ou deliberada falta de honestidade para defender seus pontos de vista?

rs

A PM não prendeu ninguem, ela deteu tres maconheiros que por acaso são estudantes.

Os demais vandalos nao satisfeitos partiram para o totalitarismo, querendo dos outros aquilo que eles nao entedem ou seja respeito as leis do pais.

O choque acordou os vandalos que tiveram que sair " pianinho " sabe como é, revolucionarios pero no mutcho...rs

Se quiserem fazer greve, a reitoria tem que solicitar a PM que garanta o direito do professor e do aluno que quiser assistir aulas.

Não pago imposto para vagabundo nenhum ter acesso ao que há de melhor em termos universitarios no Brasil e nao aproveitar pois esta com histeria barata ou brincando de maio de 1968

Tem um mar de gente querendo estar no lugar desses tais.

é só começar a expulsar um por um para ver como nao voltam rapidinho de onde jamais deveriam ter saido que é a sala de aula...

 

leonidas

Quando ocupar uma Reitoria faz sentido!!!

Enquanto isso, a Reitoria da UNIR permanece ocupada em Porto Velho. Segue relato da bárbarie.

>>>

Caros colegas, Venho aqui denunciar a grave situação pela qual passa a Universidade Federal de Rondônia - UNIR, da qual sou professor há 3 anos e meio e atual coordenador institucional do PIBID. Enquanto a mídia logra ampla divulgação da ocupação da Reitoria da USP, por uma causa no mínimo questionável, nossa luta contra a corrupação parece não ganhar eco além das fronteiras amazônicas. A greve na UNIR já dura cerca de dois meses (iniciou em 14 de setembro), não tem data para acabar e deve virar o ano. Nossa reitoria já está ocupada desde 5 de outubro. Enquanto a mídia nacional mostra alunos da USP se rebelando em função do consumo de maconha, nossa luta contra corrupção é simplesmente NEGLIGENCIADA. Para terem uma ideia, temos que levar papel higiênico para universidade, além de água. Os cursos de Engenharia Elétrica, Engenahria Civil, Engenharia de Alimentos e outros não abrirão vagas no próximo vestibular, uma vez que simplesmente não há sala de aula. Eu mesmo tenho de "brigar" com um professor da Biologia por sala. Um laudo técnico do corpo de bombeiros diz que o campus de Porto Velho apresenta risco de vida aos alunos e professores. Quem quiser conferir fotos da situação do campus acesse os links http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/o-movimento-estudantil-pega-fogo-na-amazonia/  e http://www.comandodegreveunir.blogspot.com . Além disso, a Fundação de Apoio da Universidade, Fundação Riomar tem as suas contas bloqueadas e está sendo investigada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), mesmo o Reitor sabendo das denúncias de desvio não fez nada para sanar os problemas. Aliás, nosso reitor é um dos principais suspeitos por corrupção, mas infelizmente é "abençoad o" pelo senador Valdir Raupp, simplesmente o presidente nacional do PMDB. Nas últimas semanas a coisa está pegando fogo. Estamos voltando aos tempos da ditadura. Um professor de História, sem motivo algum, foi preso pela polícia federal (confiram o vídeo em http://www.youtube.com/watch?v=xeBQh3BlGaU&feature=youtu.be). O mesmo delegado ameaçou jornalistas e deteu dois estudantes que levavam panfletos da greve (muito diferente de fumar maconha no campus). As negociações estão emperradas. O secretário de educação superior, Luiz Cláudio Costa, veio até Porto Velho e já foi entregue um documento com mais de 1500 páginas apontando diversas irregularidades. Além de desvio de verbas, o favorecimento em concursos públicos é latente por aqui. Alunos e nós professores estamos unidos contra o reitor  José Januário de Oliveira Amaral, contudo, nossas vozes não alcan çam o resto do país, devido às enormes forças políticas e a tão longínqua terra de Rondônia. O reitor tem a audácia e a sem vergonhice de acusar professores grevistas de vagabundos e estudantes de bandidos. Bastam acessar meu currículo lattes (http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4742904A7) e verão que minha produção é no mínimo 10x superior a desse reitor. Peço que ajudem a divulgar o que acontece em nossa universidade. Um país que leva milhões em festas religiosas, em passeatas contra a homofobia, em jogos de futebol, não é capaz de se mobilizar contra a corrupção. Na esperança de obter eco e apoio daqueles que acreditam e lutam por um país e uma educação melhor. Att,

Wilmo Ernesto Francisco Junior
Departamento de Química
Universidade Federal de Rondônia - UNIR

 

A iGNORÂNCIA TEM PODER!!!  E como se referiu alguém aí acima, na rebelião do PCC êles NEGOCIARAM, e com os estudantes, baixaram o cassetete, além de ilegal e imoralmente, apontarem uma arma CALIBRE 12, para a cabeça de um estudante a menos de 02 metros...  Esta fotografia, corre o mundo para mostrar como é que se governa um ESTADO...  Se o Paulista, não percebeu que está na hora de fazer as mudanças, não me resta outra alternativa, senão a de DUVIDAR da sua Inteligência...

 

É absurdo o governador de SP, que foi incompetente p/ encontrar solução negociada, se arvorar como "professor de democracia" com o excessivo (400 homens) e mal uso da força policial, que deveria estar nas ruas combatendo o crime. Lamentável a questão da violência e excessos da PM, que ocorre infelizmente todos os dias nas periferias, só chegarem à discussão após parte da comunidade da USP achar que tem o direito de ser território com Estado, leis e instituições "diferenciadas".

 

A PM paulista mostra uma eficácia astronômica quando se trata de reprimir estudantes ou sem-tetos quando ocupam prédios... uma eficácia que magicamente some do mapa quando se trata da Cracolândia, por exemplo, e não estou falando em repressão de usuários mas da repressão ao tráfico que alimenta o comércio das pedras.

Impressionante a inércia do povo paulista diante disso tudo, alguns (como Datena) até aplaudem a "eficiência" dos Centuriões Bandeirantes nos episódios envolvendo os alunos da USP.

Facismo pouco é bobagem!

 

Quando o estudante da FEA foi morto, a PM da dupla chuchu/Rodas já ocupava a USP. A PM, dentro da USP, não serve para pegar bandido, serve apenas para bater em estudantes.

A USP não está apenas insegura, está verdadeiramente jogada às traças, por graça e obra do demotucanato. A USP precidsa de manutenção, iluminação, bons professores e funcionários, salários dignos e segurança, mas nunca, vejam bem, nunca ser ocupada pela PM. Existem outras soluções para garantir a segurança dos estudantes, sem que sejam intimidados.

A conversinha de que a maioria dos estudantes quer a PM não passa de falácia repercutida pelo Pig. A maioria dos estudantes quer qualidade de ensino, segurança e liberdade, nunca a repressão ou conviver com quem representa a repressão.

 

Caco

Diz que os estudantes estavam organizados para realizar hoje um amplo ato, apenas para legitimar o que na prática foi um ato de desobediência civil não cumprindo a ordem de sair não da campus mas da reitoria que foi invadida por um grupelho de militantes.

Ninguem recebe ao que consta processos administrativos e disciplinares contra estudantes e trabalhadores por serem bons alunos e profissionais dedicados. E para quem não sabe, processos administrativos não são arbitrados pelo santo ofício e cabem ampla defesa, mas não aceitar o que é indefensável como querem essa turminha..

Quanto a denunciar a presença da polícia militar no campus  porser instrumento da reitoria para eliminar resistências a seu projeto de universidade; tomei um susto; só faltava dizer que os alunos "esclarecidos" são mandados para gulags ou porões para serem torturados. Como nunca vi tanques e se refere a patrulha da polícia depois que, vejam bem, depois que aluno foi morto em assalto; acredito que a turminha esclarecida deva estar a contestar a repressão ao direito de  ser morto dos alunos e do direito de matar de marginais. Vai ver é isso que entendem por liberdade.

Como não é do interesse, fica fácil desqualificar os processos administrativos por serem baseados em um artigo do estatuto da USP, elaborado em 1972 - em plena ditadura militar - que ainda vigora e proíbe atos democráticos de manifestação na Universidade. A CLT foi criada também em uma ditadura, no caso a de Vargas. A turminha aceita extinguir essa lei que engessa a relação trabalhista por ser resultado de uma ditadura? Só rindo mesmo.

A USP possui mais de 70.000 alunos matriculados.  Ai a eintegração de posse ffoi executada por 400 homens e o imaginativo escritor do manifesto chama isso de  militarização da USP ?

A turminha precisa voltar para certas matérias básicas. Vai ver é a falta de assistir aulas pra ficar no militantismo de século errado. Toda força que desaloja outra (que tinha a disposição cmolotovs contra balas de borracha diga-se de passsagem), precisa ser desproporcional dporque caso contrário incita o confronto. É simples de entender. Mas façamos a vontade dessa turminha e na próxima, e isso ocorrerá no ano que vem tão certo quanto as enchentes de verão,  a policia deve mandar o numero de policiais equivalentes ao numero de militantes politicos ali encastelados sem nada que possa ferir ou magoar os democráticos "jovens" e vamos ver se a turminha sai obediente ou vai pro confronto.

Não vi ninguem dessa turminha fazendo passeata e gritando contra os casos de corrupção que um atrás do outro vem aparecendo no meio do pessoal digamos assim "do bem". Mas bastou a policia prender tres idiotas com maconha, liberados pelo delegado (e os dois, policial e delegado cumpriram a lei, diga-se de passagem), e a turminha militante usou como pretexto pra fazer o que querem fazer. Ato politico contra o satanico governo paulista.

A luta é de uma minoria, já que são mais de 70.000 matriculados.  Essa turminha não luta pelo ensino público porque se fosse assim, não seriam jubilados em um curso de letras depois de sete anos quando os demais mortais fazem em 3 ou 4. E sequer é falta de capacidade porque jubilados, prestam novo vestibular e passam, apenas e unicamente para serem militantes politicos. Se fossem tão preocupados, estariam preocupados em se formar e praticar a qualidade  sendo professores da rede pública e trabalhando para melhora-la.

A USP é uma universidade pública e paga com o nosso dinheiro. Fechada seria se a administração da mesma ficasse nas mãos desse pessoal.

 

 

Rodas, Serra e Maluf e Steve Jobs

 

Os recentes fatos ocorridos no campus da USP são traduzidos pela mídia como um mero caso de infração criminal pelo uso de drogas ilícitas na universidade. Enquadrados pela Polícia Militar ao serem flagrados fumando maconha, os estudantes teriam partido para o vandalismo gratuito, com agressões contra policiais e destruição do patrimônio público, impondo à sociedade que sustenta a USP um território privilegiado acima das leis e da Constituição.

Quem estuda, trabalha e leciona na USP e acompanha a história da universidade nas últimas décadas, sabe que esta redução do problema a uma simples ocorrência policial é falsa e manipuladora.

O atual reitor João Grandino Rodas, chegou à reitoria nos mesmos moldes da eleição de Antônio Hélio Vieira em 1981, indicação do governador Paulo Maluf que desrespeitava o primeiro colocado na lista sêxtupla escolhido pela comunidade; o ex-governador José Serra, num ato de reverência a seu antigo antecessor, que é hoje procurado pela Interpol, desprezou a escolha da universidade, que indicara Glaucius Oliva como primeiro da lista tríplice, dando posse a Rodas.

Ora, a alguém que já chega à reitoria deslegitimado desta forma não deve causar surpresa a resistência às suas ações, ainda mais que o reitor imposto à USP alcançou o cargo com a imagem indesejada da inédita invasão da polícia na Faculdade de Direito São Francisco; não por caso recentemente Rodas foi considerado “persona non grata” pela comunidade das Arcadas após tentar privatizar salas e desestruturar a centenária biblioteca da escola.

Ao longo dos anos 80 e 90 as lutas pela democracia na universidade pública cresceram em sintonia com as conquistas irreversíveis da sociedade brasileira, representadas pelas Diretas Já e eleições populares em todos os níveis, do âmbito municipal ao federal; neste sentido, a antiga lista sêxtupla para a eleição do reitor foi reduzida a tríplice, e depois disso a pressão por eleição direta para reitor começou a figurar constantemente nos debates acadêmicos; esperava-se ao menos que o governo respeitasse a tradição encerrada com Maluf e indicasse o primeiro da lista.

Paralelo a tudo isso, o sindicalismo de trabalhadores das universidades estaduais se fortaleceu, representando resistência à desvalorização imposta pelos governos tucanos ao longo dos últimos 16 anos. Em outro lado, as associações de docentes tiveram participação ativa em atos de repúdio às políticas autoritárias do governo paulista representado pelas reitorias.

O resultado geral deste cenário se resume às inúmeras greves, ocupações de prédios públicos com invasões da Polícia Militar, demissões de sindicalistas, indiciamento e expulsão de estudantes, fatos emoldurado por atos de repúdio à truculência da reitoria por notáveis da USP, como Antonio Candido e Marilena Chaui entre outros,

Rodas tem demonstrado uma estratégia eficaz no processo de esmagar a resistência à vontade do governo estadual: logo ao assumir provocou habilmente uma divisão no movimento de docentes e trabalhadores ao quebrar a isonomia e conceder um reajuste salarial aos primeiros, desarticulando assim o poder de oposição do sindicato. Além disso, aparelhou a Assessoria de Imprensa da Reitoria, que vem sistematicamente doutrinando a comunidade interna com e-mails e boletins que buscam jogar estudantes e professores contra os opositores aos objetivos autoritários da reitoria. A mesma assessoria que vende a imagem hoje na mídia de que os estudantes são nada mais do que baderneiros, vagabundos e infratores que dilapidam o patrimônio público apenas pelo torpe motivo de fumar maconha livremente no campus.

Quanto ao corpo discente da USP, há um universo emergente de meninos e meninas recém ingressados na graduação, notadamente na FEA e na POLI que, nascidos em meados dos anos 90 desconhecem as lutas pela liberdade de expressão política travadas na universidade a partir dos anos 60; este contingente é focado na competição profissional, para quem o mais importante é o mercado de trabalho. Movimento estudantil, militância política e democracia são palavras desconhecidas que pouco lhes interessam e o que os ocupa é a conquista rápida do diploma e a luta por uma carreira; pouco lhes importa se o reitor foi escolhido pela comunidade ou não, ou se os salários dos professores foram defasados nas últimas décadas, nem mesmo que não haja infraestrutura para um ensino de qualidade. Quando questionados sobre o autoritarismo da reitoria e a militância dos estudantes, os “meninos do mercado”, usando de sua incipiente formação pré-vestibular consideram “sem noção”, como eles costumam falar, pensar em repressão 25 anos após o fim da ditadura; assim, os manifestantes não passariam de paranóicos com uma saudade patética de maio de 68. Para a “galera pró-mercado”, Vladmir Herzog é um ilustre desconhecido e “o cara” da vez é Steve Jobs: a única revolução que conhecem é a digital, representada por IPads e IPhones, que lhes permitem atualizar o Facebook  e tuitar no trânsito.

Para os “órfãos de Jobs”, o mais importante são os confortos imediatos do dia a dia no campus: o restaurante universitário, o ônibus circular; a bolsa-alimentação; o passe escolar, a conexão wifi e todas as vantagens de consumo que o “shopping USP” possa oferecer. O problema é que tudo isso fica ameaçado pelas greves e expedientes de luta pela democracia na universidade. Sugar o que a universidade oferece, sim, participar da construção da mesma, nunca. Rodas, competente estrategista que é, sabe que usando as insatisfações de consumo deste público, em combinação com a exposição na mídia dos grandes jornais e estações de TV, pode jogar a opinião pública contra os manifestantes e desarticular a resistência.

 E é o que ele tem feito com inegável maestria: instrumentalizando a comoção coletiva pelo assassinato de um estudante da FEA, mobiliza o Conselho Universitário, devidamente espaldado pela “meninada do mercado” e institucionaliza a militarização do campus. Em seguida divulga que não tem autoridade para tirar a PM da USP pois quem decidiu tudo foi o Conselho Universitário, jamais o reitor. Alheio às liberdades individuais conquistadas em décadas de lutas legítimas, nivelou o ambiente da USP ao clima das numerosas faculdades de freiras que ele próprio cursou na juventude. Os grandes professores da USP, muitos deles testemunhas da efervescência cultural e política da universidade em seu tempo de formação, e que vivenciaram o uso de maconha na juventude, assistem impassíveis a transformação do campus em um tipo de internato colegial.

O que chama a atenção é a ambigüidade do governo Alckmin: na conhecida Cracolândia, reduto de consumidores de crack no centro paulistano, o governo faz “cara de paisagem” e a PM tem a orientação de tratar o caso como um “problema de saúde”: causa surpresa observar viaturas policiais percorrendo o local completamente alheias ao consumo de droga. (http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/11/multidao-e-flagrada-consumindo-drogas-na-cracolandia-no-feriado.html ) Já no caso dos garotos flagrados na USP o discurso do governador é de que trata-se de um “caso criminal” que depende de ação policial, bombas de gás e balas de borracha, parecer que se choca com as campanhas pela descriminalização lideradas pelo decano de seu próprio partido, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Rodas sabe que reduzindo a problemática a um simples evento criminal pode justificar e implantar definitivamente um aparelho de coerção às lutas estudantis e sindicais: com a PM no campus poderia reprimir as greves e movimentos de oposição às gestões impostas pelo governo de São Paulo. Para o reitor, moleques levados apertando baseadinhos é o de menos, o que o incomoda realmente é a resistência organizada a seu projeto autoritário, que não prevê negociação e diálogo em seu processo. As línguas maldosas poderiam observar que talvez o reitor tenha desistido da carreira diplomática por absoluta falta de talento para o ofício; mas o que interessa à universidade, mais do que ironia é o entendimento objetivo do conflito na USP.

Em entrevistas para os meios de comunicação, o reitor articula um impecável discurso pacifista, onde de um lado estariam os homens de bem e os estudantes aplicados, que são a maioria, e do outro, a turma do mal e os maus alunos, que constituiriam uma minoria radical : como estes se recusariam a agir dentro da lei, lava as mãos, vítima que seria desta gente violenta, e abandona as prerrogativas do cargo entregando o destino da USP nas mãos da polícia e da justiça.

Daltson Takeuti, graduando do Departamento de Música da USP.

 

 

 

 

Parabéns Datson! Foi o melhor texto que li sobre o assunto. Estudei na USP nos anos 80, na época que um grupo de alunos invadiu os esqueletos de prédios que hoje são o Crusp (moradia estudantil). Se não fossem estes movimentos, há muito as universidades públicas paulistas estariam privatizadas.

 

Finalmente um bom argumento pró-invasão. Mas permanece a pergunta: precisava ser de uma forma em que os estudantes parecem bandidos?

 

Rafael Wüthrich Pepperland [http://www.advivo.com.br/blog/1376]

 

Vergonha! Estudei nos idos da ditadura e nunca vi entrada ou intervenção militar na USP. Honra seja feita aos interventores da época, que admitiam tudo, menos intervenção!. Hoje o palhaço manipulado pela opus dei se vangloria pela bárbarie. Que tempos!

 

Armando do Prado

Estudei na UFMG e quando estudante participei de duas longas ocupações de prédios para conquistar moradia estudantil, que não existia na UFMG, uma das maiores federais do Brasil. Isso foi no fim da ditadura pra redemocratização e não sofremos ataques como esse. Ocupamos restaurantes universitários, fizemos comida, vendemos e servimos, até esvaziar as dispensas e o movimento. Sem repressão.

 

Os alunos protestantes defendem um mundo anárquico, mas não têm responsabilidade e nem mesmo mentalidade para eles próprios serem capazes de pertencer ao seu mundo de sonhos. Ao contrário do que muitos pensam, a ocupação não foi pacífica. Alguns alunos, não se sabe ao certo quem, deixaram bombas caseiras espalhadas no campus, sem contar as pixações e as agressões verbais a pessoas que iam contra suas ridículas manifestações.

Se eles pensam que colocar rondas policiais é o mesmo que tirar sua liberdade ou implantar uma ditadura, por que não vão visitar as duas vítimas de violência recente na universidade? Para aquelas duas pessoas, a presença da polícia teria evitado a tragédia que lhes acometeu.

Ah, e não me importa se o porte de"três cigarros de maconha" não é punível com prisão. Os outros alunos não têm que conviver com um vício que é ilegal. Universidade, ao contrário dopopular, não é lugar de fara e de cigarrinhos de maconha. Permitir que isso se perpetue sem punição é o mesmo que dar a entender de que se permite tudo lá dentro, incluindo o homício de um estudante como o que aconteceu há poucos meses.

 

Por Altieres Edemar Frei 08/11/2011 às 19:11

 

Especulações sobre o Acontecimento-USP 08/11/11 e suas fagulhas: dolorosas, dolosas, luminosas.

 

 

É doloroso e doloso, enquanto ainda houver pele no cidadão, humano, aparelho de pensamento tanta incompreensão, tantas manifestações pró-pm, pró-estado, intolerância, discursos e defesas. 

Não, antes de ring (ou octágono) de luta, isso é mundo. Como é mesmo? Somos todos iguais braços dados ou não. 
Esta é a maior tristeza de acompanhar as ressonâncias do desfecho da invasão dos alunos da USP, em 08.nov.2011; ainda mais dolorosa e dolosa que esta mancha que o estado impõe na memória, alma, atestado de antecedentes criminais de jovens (convenhamos corajosos, ainda que jovens) é ver tantos pequenos-fascismos. 

Que é esse ódio enrustido da polícia contra "esse tipo de molecada", desses setores da mídia (gordos ou magros, Datenas ou Afanásios, tanto faz a época)? Que eficácia isso tem para silenciar tantas outras questões relevantes que essa movimentação desperta nas pessoas para a produção de reflexões - do ponto de vista da autonomia estudantil, civil, do exponencial aumento das repressões. 

No sub-texto, outras questões que poderiam ser amenas como a eventual ou eminente descriminalização prática do plantio caseiro de maconha, por exemplo - proposta adotada e tida como coerente em tantos países no planeta, como forma para separar o joio do trigo do consumo recreativo de uma substância cada vez mais popular e desvinculá-la das redes de tráfico. Regulamentações tão válidas do ponto de vista ético de uma sociedade quanto dispor de respectivas políticas públicas de cuidado das modalidades de uso que podem sim também vir a causar certos males do ponto de vista das adicções como quaisquer outras modalidades de uso de tantas outras recreações do capitalismo: academia, facebooks, compras, bebidas, doutrinas. Ou alguém ainda acha mesmo que ?maconha é que nem crack??) 

Este acontecimento não terá desfecho efêmero: aponta para uma reprogramação maquínica de pensamento, instante de novidade, disparador importante a médio e longo prazo de subjetivações que podem ser tão fortuitas quanto daninhas. Explico-me: estes eventos são tão divisores de água como certos "bugs", panes - e seus respectivos pânicos. 
Podem até ser vistos como preceitos equivocados da esquerda, ou vistos como parte deste espírito-de-tempo das sintomáticas sacudidas do imponente capitalismo - a primavera tem sido longa. Se por vezes imperfeitas como a vida é, estas manifestações e suas respectivas resistências e fagulhas hão de ser vistas como a vida que escorre pela janela da sua sala. Da nossa janela do vagão. 

Se suas avessas manifestações de cegueiras ensaiadas também assustam (clichês de pensamentos a todo vapor) não resta melhor portal, cura, emplastos que mirar o novo. Veja, não se trata nada além do jogo de poder entre perigos e possibilidades. 

Da minha parte, como outra peça da engrenagem, torço, vibro e até escrevo para que o vírus se instaure, para que as zonas autônomas temporárias sejam portais para outras conexões que hão de vir. Como é mesmo? Não somos contra este sistema, este sistema é contra a vida. E a vida aponta para frente. Serão anos incríveis. Já era tempo. 

 

 Email:: [email protected]

 

Veja, este é um episódio onde não houve um ferido sequer, até onde acompanhei.

Ninguém se machucou.

Pois bem, temos 70 alunos da USP respondendo a processos CRIMINAIS, podendo ser

condenados a 4 anos de cadeia. O que é outro nível de crime, já não é mais banal como

desacato à autoridade. Repito, num episódio evolvendo a quantidade de gente que

envolveu, NINGUÉM saiu ferido.

A isto chamo de bullying judicial. Inibir qualquer atitude do cidadão por meio do seu

bolso menor, com apoio do judiciário e todo seu aparato.

Qual seria o problema de enquadrar estes recém-ex-moleques em penas civeis? pq tem

que ser crime algo que não machuca ninguém, fisicamente?

E toda esta merda por causa de que? pq tinha 3 maconheiros na usp quando a policia passava? Isto é surreal.

 

Quando dirigia a Faculdade de Direito, João Grandino Rodas colocou a tropa de choque para desalojar manifestantes. Também já recebeu uma condecoração de oficiais da reserva do Exército, defensores da “Revolução de 64″

Por Ana Paula Salviatti

Ao resgatarmos a Memória da ditadura militar brasileira (1964-1985) encontramos no meio da história o nome do atual reitor da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas. Entre 1995 e 2002, Rodas integrou a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos e esteve diretamente ligado à apuração da morte de alguns militantes de esquerda, dentre eles a estilista Zuzu Angel, caso em que os militares foram inocentados.

Enquanto diretor da Faculdade de Direito, Rodas foi primeiro administrador do Largo São Francisco a utilizar o aparato policial, ao requisitar, ainda na madrugada do dia 22 de agosto de 2007, a entrada de 120 homens da Polícia Militar, inclusive da tropa de choque, para a expulsão de manifestantes que participavam da Jornada em Defesa da Educação, na qual estavam presentes representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE), do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de estudantes e membros de diretórios acadêmicos, os quais foram fichados e levados à delegacia, com um tratamento ofensivo em especial aos militantes dos movimentos populares.

Também foi Grandino Rodas que, ainda na gestão do governador José Serra (2006-2010), lavrou o documento que viabilizava a entrada da PM no campus da USP, em 2009. Durante sua administração na Faculdade de Direito, tentou sem sucesso a implementação de catracas para impedir o acesso de gente “estranha” ao prédio da instituição. Em seu último dia na direção da Faculdade de Direito, Rodas assinou a transferência do acervo da biblioteca para um prédio próximo à Faculdade, o qual não possuía perícia para tanto, apresentava problemas com a parte elétrica, hidráulica e inclusive com os elevadores. Tudo isso feito sem consultar sequer o corpo burocrático da Faculdade.

Ainda durante a gestão de José Serra, Grandino Rodas foi escolhido reitor da USP através de um decreto publicado no dia 13 de novembro de 2009. Seu nome era o segundo colocado numa lista de três indicações. Ou seja, Rodas não foi eleito pela comunidade acadêmica. A última vez que o governador do Estado impôs um reitor à Universidade — utilizando-se de um dispositivo legal criado no período militar e que está presente na legislação do Estado de São Paulo até hoje — foi durante a gestão do governador biônico Paulo Maluf, que indicou Miguel Reale para assumir a Reitoria da USP entre 1969 e 1973.

Na gestão de Rodas, estudantes têm sido processados administrativamente pela Universidade com base em dispositivos instituídos no período militar. Num dos processos, consta que uma aluna — cujo nome ficará em sigilo — agiu contra a moral e os bons costumes. Dispositivos como estes foram resgatados pela USP.

Em agosto de 2011, João Grandino Rodas assinou um convênio com a Polícia Militar para que esta pudesse entrar na Universidade. O reitor também recebeu o título de persona non grata por unanimidade na Faculdade de Direito, que apresenta uma série de denúncias contra a gestão do ex-diretor, acusando-o de improbidade administrativa, entre outros crimes. Recentemente, um novo ocorrido, a princípio um incidente, podia ser visto no campus ao ser lido na placa do monumento que está sendo construído na Praça do Relógio uma referencia à “Revolução de 64”, forma como os setores militares e demais apoiadores do golpe militar se remetem à ditadura vivida no Brasil.

Rodas também é atualmente investigado pelo Ministério Público de São Paulo por haver contratado sem concurso público dois funcionários ligados ao gabinete da Reitoria, sendo um deles filho da ex-reitora Suely Vilela. Contra Rodas também pesam denúncias de mau uso do dinheiro público. E, por último mas não menos importante, Grandino recebeu a medalha de Mérito Marechal Castello Branco, concedido pela Associação Campineira de Oficiais da Reserva do Exército (R/2) do NPOR do 28° BIB. O Marechal que dá nome à honraria, não custa lembrar, foi o primeiro presidente do Estado de Exceção vivido no país a partir de 1964.

Todas estas informações foram lembradas. No entanto, muitas outras lotam o Estado em todas as suas instituições, todos os dias, graças ao processo de abertura democrática do país, que não cumpriu o seu papel de resgatar a Memória e produzir uma História que reconfigurasse e restabelecesse os acontecimentos do regime, possibilitando a rearticulação das inúmeras ramificações do Estado, como foi feito no Chile, Argentina e mais recentemente Uruguai. A consciência dos cidadãos passa pelo tribunal da História que, ao abrir as cicatrizes não fechadas, limpa as feridas ao falar sobre as mesmas dando a cada um o que é lhe de direito.

As diversas vozes que exclamam a apatia nacional frente às condutas políticas sofrem deste mesmo mal ao não relembrarem que a história do país conduzida por “cima” não expulsou de si seus fósseis, e sim os transferiu de cargo, realocou-os em outras funções. Os resgates da imprensa são limitados às Diretas Já e ao Impeachment de 1992. Se a memória que a mídia repõe é a mesma que se debate no cotidiano, então nosso país sofre de perda de memória e , junto disso, de uma profunda inaptidão crítica de suas experiências, dando assim todo o respaldo ao comumente infundado senso comum.

Ao levantarmos o passado, constata-se que o anacronismo não está só nas inúmeras manifestações que acontecem no meio universitário, no caso a USP, mas em todas as vezes em que não são cobertas pelo noticiário as inúmeras reintegrações de posse feitas em comunidades carentes, nas manifestações que exigem a reforma agrária, nas reivindicações que exigem moradia aos sem-teto. O anacronismo está presente nas inúmeras invasões sem mandado judicial que ocorrem em todos os lugares onde a classe média não está, no uso comum de tortura pelas Polícias Militares em um Estado que se reivindica democrático, nos criminalizados por serem pobres e negros, naqueles que são executados como Auto de Resistência pelas Polícias Militares, e a lista segue. Vive-se a modernização do atraso nas mais diversas formas e matizes.

O tempo se abre novamente e aguarda o resgate da Memória e a reconstrução da História. O país tem uma dívida a ser paga com seu passado, e eis que, finalmente, a Comissão da Verdade vazia de sentido ao ser apresentada pelos inábeis veículos de informação ressurge agora preenchida e repleta de sentido. Afinal, a História dos vencedores nega o passado dos vencidos, assim como seu presente e, consequentemente, seu futuro.

fonte:

Blog Coletivo Outras Palavras

http://rede.outraspalavras.net/pontodecultura/2011/11/07/a-face-autoritaria-do-reitor-da-usp/

 

“O que me amedronta, não é o grito dos maus, mas o silêncio dos justos” Martin Luther King

Nem durante o rescaldo da ditadura (anos de figueiredo) a PM entrava no Campus da Universidade Federal do Ceará. Nós tivemos coroneis no governo, mas como esses ditadorezinhos de SP acho que nunca tivemos. Os estudantes nunca foram tratados como bandidinhos, pois quem tem o mínimo de bom senso sabe que estudante tem que ser crítico e vanguarda da sociedade. Quando estudante, participei de greves, ocupações de reitoria e outros locais na UFC, além de muitos outros movimentos estudantis e isso fez parte da minha formação crítica, hoje tenho mestrado e doutorado e continuo crítico e independente. Estudante não precisa ser pasteurizado e engomadinho, tem quer ser questionador mesmo, um governante que não entende isso ou é um idiota ou cretino.

 

Essa é a mesma polícia demotucana que, apoiada pelo PIG, desceu o cassetete em professores, trabalhadores da 25 de março, moradores de rua e outros. Teve também o Secretário afastado por corrupção. Agora, resta saber quem está colocando fogo nas favelas. Tenho medo.

 

Não vamos tentar mudar o foco. A manifestação foi contra apolícia por ela ter prendido três maconheiros! Isso não se discute!

O que não se discute também é que maconha é droga, ilegal. Portanto, para legitimarem essa manifestação sem sentido melhor que busquem legalizá-la. Mas não me venham com esse discurso de que era pouca coisa. Isso já é ridiculo quando afirmado por bandidos de carteirinha, veja lá por estudantes de nível superior.

Enquanto os estudantes do restante do país lutam para ter policiamento dentro dos campi os de sampa querem-na fora porque está atrapalhando alguns fumarem sua maconha em paz.

Fala sério, o mundo está ao contrário e ninguém reparou?

 

"A manifestação foi contra apolícia por ela ter prendido três maconheiros":

Ah, eh, eh so maconheiro que a policia agride e prende no Brasil?  Desde quando?  Cuidado com a resposta.  Quem te fala eh quem ja foi agredido 3 vezes pela policia militar no meio da rua em BH.  Eles desgracam todo ambiente que "frequentam", ta bom?

Tem mais:  NAO EXISTE no continente inteirinho uma universidade invadida por militares.  Essa eh a unica.

 

Tu estás maluco, cara? Universidades querendo polícia dentro dos campi???

Só se forem as particulares ou estaduais de estados comandados por tucanos...

 

vejo muita gente criticar movimentos dos estudantes da usp, fazendo coro a imprensa paulista, mesmo eu nao tendo claro reinvidicacoes, mesmo imprensa so monstrando os tais "atos ilegais" ou "terra de ninguem", ha sim um movimento dentro da usp contrario a atual admistracao, tanto de alunos como de funcionarios, a policia politica so um elemento, dificil é imaginar que policia pega 3 estudantes preparando um baseado, dentro do carro de um deles, resto dos alugos imediatamente se revoltam, etc,,,,o tal pingo d'agua,,,

mas, o mais importante de tudo isso, vejo muito, mesmo nesse espaco, nem digo de esquerda, mas progressitas criticando e chamando a legalidade, esquecem que é papel da juventude, principalmente universataria buscar as leis vigentes, transgredir, romper, FAZER AVANCAR, é hoje, foi no passado e sera no futuro, ao exigir deles cumprimento da moral e civismo vigente, estamos matando movimentos de avancos sociais, sem estes, estariamos na idade da pedra, as criticas de hoje nao sao diferentes da decada de 60/70 sobre une, as prisaoes de 68 foi cumprindo a lei, exatamente como de hoje, se lutero nao rompesse com lei vigente, conhecimento estaria restrito a meia duzia do vaticano ate hoje, a revolucao industrial jamais teria acontecido, mas as critica a lutero sao as mesmas de hoje, legalidade, a moral, etc,,,,

pode ser que o movimento iniciado na usp nao vire nada, mas, vou ficar aqui torcendo para que dai saia um novo, novos lideres, novos avancos, o pt surgiu da trangressao, envelheceu, burocratizou, elitizou, o psdb nasceu velho e so fez envelhecer, para estes o novo é velho e ultrapassado, VAI GURIZADA cumprir papel historico, pq a maioria de nos, estamos velhos, se contentando em defender o gov do pt da mesma midia que criminalizam voces,,,,

 

E o mais engraçado é que os invasores da reitoria, logo após a consumação da invasão, se dividiram em grupos:

a) Tinhamos um grupo responsável pela Comunicação.

b) Tinhamos um grupo responsável pela Limpeza e Alimentação...(fico imaginando para quem deram essa atribuição)

c) Tinhamos um grupo responsável pela SEGURANÇA. Os mais fortões impediam a entrada (não sei se a saída) de qualquer pessoa. OU SEJA, eles eram a PM dos invasores...

 

NO nosso pais não adianta lutar .nos os simples mortais nao temos vozes-

contra o poder publico. eles mandan e desmandam ,,quando acham conveniente-

pois o povo ainda não criou coragem para se unir, somente uns poucos o fazem, e de modo errado.fazemos a união que aparecerá a força!!!!

 

Caro Nassif

Para os EUA invadir o Iraque, mentiu dizendo que era por causa de armas de destruição em massa, e deu no que deu, no fundo era o petróleo e o território geoestraestraégico, no caso de SP, a ordem é a continuidade do desmonte e da privatização, foi jogado uma nuvem de fumaça para desmoralizar a luta.

Alckmin tem seus compromissos de campanha.

O resto é conversa fiada.

Saudações

 

estes estudantes é que serão o futuro do pais?

o pais já é uma baderna so. e com eles então?.....

É BRAZIL... dizer o que....

 

NOTA PÚBLICA DOS PRESOS POLITICOS DA USP]por Ocupa Usp, terça, 8 de Novembro de 2011 às 16:12

Nós, estudantes da USP, que lutamos contra a polícia na universidade e pela retirada dos processos administrativos contra estudantes e trabalhadores, viemos por meio desta nota pública, denunciar a ação da tropa de choque e da polícia militar na madrugada do dia 8/11. Numa enorme demonstração de intransigência em meio ao período de negociação e na calada da noite, a reitoria foi responsável pela ação da tropa de choque da PM que militarizou a universidade numa repressão sem precedentes.

Num operativo com 400 homens, cavalaria, helicópteros, carros especializados e fechamento do Portão 1 instalou-se um clima de terror, que lembrou os tempos mais sombrios da ditadura militar em nosso pais. Resistimos e nos obrigaram a entrar em salas escuras, agrediram estudantes, filmaram e fotografaram nossos rostos (homens sem farda nem identificação). Levaram todas as mulheres (24) para uma sala fechada, obrigando-as a sentarem no chão e ficarem rodeadas por policiais homens com cacetetes nas mãos. Levaram uma das estudantes para a sala ao lado, que gritou durante trinta minutos, levando-nos ao desespero ao ouvir gritos como o das torturas que ainda seguem impunes em nosso país. Tudo isso demonstra o verdadeiro caráter e o papel do convênio entre a USP e a polícia militar. A ditadura vive na USP. Tropa de choque, polícia militar, perseguições a estudantes e trabalhadores, demissão de dirigentes sindicais, espionagem contra ativistas e estudantes, repressão através de consultas psiquiátricas aos moradores do CRUSP (moradia estudantil).

Nós, que estamos desde as 5h sob cárcere e controle dos policias, chamamos todos a se manifestarem contra a prisão de 73 estudantes e trabalhadores por lutarem com métodos legítimos por seus direitos. Responsabilizamos o reitor João Grandino Rodas, e toda a sua burocracia acadêmica e o governador do estado de SP Geraldo Alckmin, junto ao seu secretário de segurança pública, por toda a repressão dessa madrugada. Reafirmamos nossa luta contra a polícia, dentro e fora da universidade, que reprime a população pobre e trabalhadora todos os dias. Fora PM! Revogação do convenio! Retirada dos processos! Liberdade aos presos políticos! ."Pode me prender, pode me bater, pode até deixar-me sem comer, que eu não mudo de opinião! Porque da luta eu não saio não!

Re: Nota pública dos estudantes da USP
 

“Instrui-vos, porque precisamos de vossa inteligência. Agitai-vos, porque precisamos de vosso entusiasmo. Organizai-vos, porque carecemos de toda vossa força.” Revista Lórdine Nuovo

Só tenho uma coisa a dizer: PARABÉNS POLÍCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO VOCÊS DERAM UM SHOW!!!

 

Quem é vc, Sonia Maria Aranha? Com que autorização vc se coloca como representante da Universidade de São Paulo? Oras, pelo amor de Deus! O grande problema da ocupação da reitoria foi a falta de legitimidade dos invasores. Eles fizeram o ato em nome de USP e nem sequer foram escolhidos para tanto. Chega de prepotência. Sou aluno da USP, estou de saco cheio dessa história de qualquer pessoa, com qualquer princípio, usar o nome da Universidade de São Paulo para defendê-lo. Se vc tem uma opinião tem todo a liberdade para expor, mas faça em nome proprio, não use o nome da universidade que já está sendo bastante manchado devido aos últimos acontecimentos. A não ser que escolhida para isso e eu não sei nem que é vc pra aceitar sua representatividade. Não fala por mim, assim como os invasores da reitoria também não!

 

Caro troll 2,

Espero que tenha entendido o que o colega tão solicitamente lhe ensinou, acima. Acrescento que se trata de um anota assinada, coletivamente, por estudantes da USP obviamente apoiadores dos colegas presos. Deu pra entender?

 

Caro troll,

Você sabe ler? De verdade? Aranha não está falando em nome dos estudantes. Está só republicando a nota pública dos estudantes da usp que invadiram a reitoria. Preste atenção. E vá estudar mais! 

 

Caro Erly Richi.

Não vou desmerecer sua inteligência como vc tentou fazer com a minha. Mas como vc mesma perguntou se sei ler, gostaria de questionar se por acaso vc leu e entendeu o que escrevi.

Disse que sou ALUNO DA USP. Ninguém tem o direito de elaborar um manifesto em meu nome, muito menos em nome de 90 mil estudantes até porque, divergência é o que não falta num ambiente tão amplo. Sendo assim, manifesto nenhum falará por todos.

Por favor, peço a vc mais respeito. Sei que a internet é um território sem leis, mas vamos manter a discussão num nível que vc gostaria que existisse caso estivéssemos falando cara a cara. No mais, boa sorte com sua falta de bom senso.

 

No post tá escrito: "a reintegração de posse foi uma resposta intransigente do Reitor a toda a comunidade universitária, demonstrando que, para ele, o uso da força deve se sobrepor ao diálogo.". 

MAS, NO CASO, INVADIR E TOMAR UM PRÉDIO NÃO É UM ATO DE FORÇA QUE SE SOBREPÕE AO DIÁLOGO? 

 

Não-carta ao ex-presidente FHC

Caro ex-presidente e ex-professor da USP Fernando Henrique Cardoso:

Não lhe escrevo essa carta, na verdade não existe carta nenhuma, porque falar de maconha é um tema proibido em nosso país. Nos últimos anos, o senhor tem inclusive contribuído para trazer este debate à tona, ao propor publicamente a descriminalização da maconha em palestras e com o documentário “Quebrando o Tabu”. Mas nem mesmo o senhor, sendo idolatrado pela mídia do jeito que é, tem sido capaz de romper a hipocrisia que reina no Brasil em torno deste assunto. Até marcha pela descriminalização é proibida por aqui, como se a liberdade de expressão não valesse para a “erva maldita”.

O senhor deve ter assistido à tragédia da Polícia Militar invadindo a Universidade de São Paulo, onde estudou e ensinou. As cenas foram tristes para quem, como a sua geração, lutou pela democracia: soldados apontando fuzis na cara de estudantes desarmados. É verdade que eles haviam tomado a atitude extrema de invadir a reitoria da Universidade, mas veja só como tudo começou. Há duas semanas, policiais que estavam ali para defender a comunidade universitária de assaltos e estupros, abordaram três garotos que estavam fumando um mísero baseado no estacionamento da Faculdade de História e os levaram para a delegacia. Seguiram-se conflitos e protestos que culminaram na invasão da reitoria.

Leia também:
Dividido em tribos, movimento estudantil enfrenta radicalismos
Sarkozy, para Obama: Netanyahu é um mentiroso
‘ 

The Observer: Mundo carece de líderes globais competentes

Se pudesse escrever estas palavras, eu perguntaria ao senhor: quem provocou quem? Quem eram os donos da casa e quem eram os forasteiros? Quem chegou disposto a criar confusão reprimindo hábitos das pessoas que fazem parte daquele lugar? Fumar maconha é proibido por lei e não posso falar isto para um ex-presidente, de forma alguma, imagina. Mas se eu pudesse, diria que aposto que, em tantos anos na USP, o senhor deve ter visto inúmeras vezes cenas semelhantes às que os policiais reprimiram. Ou, no mínimo, sentido o cheiro familiar dos cigarros de maconha sendo acendidos, sempre discretamente, aqui e ali em recantos aprazíveis da Cidade Universitária.

Se a hipocrisia reinante me permitisse, eu argumentaria que fumar maconha no campus é um hábito disseminado e tolerado há décadas não só na USP como em quase todas as universidades do País – e, desconfio, do mundo. É como se o ambiente universitário fosse um oásis, onde o jovem em formação tem a liberdade para conhecer coisas novas, existencial e intelectualmente falando: livros, pessoas, música, cinema, arte. E, algumas vezes, maconha. De causar estranheza naquele local, é, isso sim, a presença de policiais militares fazendo a ronda: a rigor, a segurança do campus não deveria ser militarizada, mas de responsabilidade de uma Guarda Universitária.

Mas já que o governador, do seu partido, e o reitor, alarmados com o assassinato de um aluno dentro do campus, acharam por bem assinar um convênio com a Polícia Militar, eu gostaria muito de pedir ao senhor, mas não posso, que pudesse lhes aconselhar um pouco de bom senso. Jamais escreveria absurdos assim, de jeito nenhum, longe de mim. Mas o ideal seria que o senhor, em primeiro lugar, lembrasse a eles que um dia foram jovens como os estudantes que foram levados à delegacia naquele primeiro momento. Tenho certeza que muitos pais como eu não gostariam de ver seus filhos sendo presos por um delito tão insignificante quanto fumar um baseado junto a um grupo de colegas de faculdade.

É uma pena que não possa lhe dizer também que pondere com o governador e o reitor que policiamento no campus é para coibir assaltos e estupros, não para reprimir estudantes que estão pacificamente fumando um beck e conversando sob uma árvore qualquer. Que correr atrás deles é uma perda de tempo e é uma incitação ao conflito, que voltará a ocorrer em situações similares. Não é porque policiais apontaram armas na cara de estudantes que os estudantes deixarão de fumar baseados –ou de reagir quando forem reprimidos. E, olha só, o senhor nem precisaria aparecer, poderia fazer isso tudo discretamente, bem ao gosto dos que tentam dourar a pílula e fingir que a maconha não existe. Enfim, não posso lhe falar nada disso: é ilegal, imoral e ainda por cima tira votos. Mas, ah, se eu pudesse…

http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/nao-carta-ao-ex-presidente-fhc/

 

Do IGPais de alunos da USP repudiam ação da polícia Em carta à imprensa, pais se dizem indignados com "instituição utilizar como instrumento de solução de conflito o uso da força"

iG São Paulo | 08/11/2011 17:35

Pais de alunos da Universidade de São Paulo (USP) detidos na madrugada desta terça-feira (8) após se recusarem a deixar prédio da reitoria, repudiaram a ação da polícia.

Em carta, pais dizem que filhos estão "em defesa de uma universidade onde exista debates democráticos".

Veja íntegra da nota:

"Nós, pais de alunos da USP, repudiamos o modo como foi conduzido pela reitoria o processo envolvendo o movimento dos estudantes!
Repudiamos a ação repressiva e truculenta das forças policiais no campus da universidade nesta madrugada de terça-feira. Estamos indignados com o fato de que uma instituição educativa utiliza como principal instrumento de solução de conflito social o uso da força policial. Nossos filhos são estudantes e não bandidos e estão em defesa de uma universidade onde exista debates democráticos."

A mãe de um aluno foi detida na tarde desta terça-feira por desacato à autoridade.

Setenta estudantes presos nesta terça-feira durante a operação de reintegração do prédio da reitoria da USP terão que pagar um salário mínimo de fiança. O valor estava estipulado em R$ 1.050, mas foi reduzido. Todos foram presos em flagrante e indiciados por crimes de desobediência e dano ao patrimônio público. As prisões ocorreram pela manhã, quando policiais cumpriam a ordem judicial de reintegração.

Os estudantes estão em dois ônibus nos fundos da 91ª Delegacia de Polícia, na zona oeste da capital paulista. Até as 16h, 25 alunos haviam sido ouvidos pela polícia. Advogados dos alunos afirmam que já têm o dinheiro para o pagamento da fiança (cerca de R$ 35 mil) mas que vão tentar habeas corpus.

 

Caro Nassif

A USP como o Executivo, Legislativo e Judiciário paulista, todos estão aparelhdos pelo jurássico.

O PSDB, o DEMO e sua base de governo no Estado de São Paulo são o próprio jurássico.

A foto, que inicia o album abaixo, substitui 1 milhão de palavras para mostrar que o estado de São Paulo é governado pelo que há de mais grotesco.

http://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/5316-reintegracao-de-posse#foto-98769

 

O tamanho do contingente militar empregado para prender 70 jovens que faziam um protesto na Universidade é impressionante.

Do que será que as autoridades tem tanto medo, a ponto de mandar 400 militares da tropa de choque para tratar com 70 estudantes desarmados e inofensivos?

Será que era o medo da democracia? Medo da liberdade de expressão?

O que tem esses  governadores tucanos que jé enviaram tropas de choque duas vezes na USP, para reprimir a manifestação dos estudantes?

Não é por acaso que as ações mais violentas das recentes ditaduras latino-americanas foram execuitadas em universidades, quem tem medo da liberdade de expressão, tem medo da Universidade cuja função é justamente permitir a liberdade de expressão.

Por que esses tucanos paulistas tem tanto medo da liberdade de expressão? Será que é porque o dia em que eles não estiverem blindados por uma oligarquia midiática mafiosa e a verdade aparecer eles irão cair como um tucano depenado?

 

ABAIXO A DITADURA

 

"Do que será que as autoridades tem tanto medo, a ponto de mandar 400 militares da tropa de choque para tratar com 70 estudantes desarmados e inofensivos?":

De nao privilegiar os ricos certos quando a universidade for privatizada.

 

Democracia é o império da lei.

Não confunda liberdade com libertinagem.

Na verdade sabe bem disso apenas esta fazendo jogo de cena cinico com vistas  a próxima eleição.

 

Liberdade é libertinagem tb, meu camarada, cada um faz o que bem entende desde que não afete terceiros que não possa escolher livremente participar da balburdia!

"E democracia é o império da LEI!" aushuahsuasuasuh, que engraçado! E depende de quem assim a define, né meu caro, ou vai dizer que democracia se resume a isto?

E é engraçado, sempre que alguém de esquerda defende algo como "liberdade" para os reaças é sempre sinônimo de "libertinagem", como gostam de sacar valoração, é sempre assim a LIBERDADE É aquela em que, eu um reaça estabeleço com sendo LIBERDADE! Vá se FUuuu!

 

E músiquinhas para sussegar, ou ficar na sussa!

E The Libertines pela sugestão do AL!

Boys In the Band - The Libertines

http://www.youtube.com/watch?v=7xg5MAQ3dAU&feature=fvsr

Fuck Forever - Babyshambles

http://www.youtube.com/watch?v=TbD5mFBW73Y

 

O que me impressiona mais é setenta alunos ocuparem a reitoria e o restante ficar naõ fazer nada. Se estavam representando os estudantes, me surpreende ser um número tão pequeno, se não, me surpreende a omissão dos restantes.