Não estão claros, ainda, os movimentos políticos da presidenta Dilma Rousseff.

Em breve ela começará a enfrentar uma oposição inédita das centrais sindicais. O afastamento da Força Sindical é apenas um primeiro sinal. O sinal mais preocupante será da CUT e dos sindicatos filiados a ela. A continuar a dinâmica política atual, é questão de tempo.

Começou com estranhamento, em função da aproximação de Dilma de seus antigos adversários. Continuou com mágoas, pelo que consideram falta de atenção continuada. E está transbordando para raiva.

Um preço que o governo Dilma estará pagando de graça.

Movimentos iniciais

Ela foi eleita por uma base de apoio dos sindicatos, movimentos sociais, blogosfera, base criada por Lula e ampliada pela adesão de grandes grupos e da classe média satisfeita com os rumos da economia.

Teve por adversários, ferozes, o tea party de José Serra, a chamada opinião pública midiática, embalados pela velha mídia, manipulando preconceitos, espalhando boatos, recorrendo a um denuncismo inédito na moderna história política brasileira - similar ao modelo Rupert Murdoch.

Foi uma guerra épica, que deixou mortos e feridos de lado a lado.

Eleita, tendo a maior base de apoio parlamentar que um presidente já dispôs, tratou de se aproximar dos adversários e de reduzir a fervura política - no que agiu corretamente. Tem que investir em ser a presidente de todos os brasileiros.

Aí avançou o sinal.

Para mostrar que não era a "terrível" Dilma retratada pela mídia, afastou-se dos sindicatos. O Plano Brasil Maior, lançado ontem, conseguiu apresentar um pacto de competitividade do qual as centrais sindicais sequer participaram.

É um retrocesso inédito. Nem Fernando Collor foi tão longe. Com toda resistência que provocava nos trabalhadores, ensaiou o primeiro pacto produtivo da história brasileira, com as câmaras setoriais da indústria automobilística, conduzidas pela Ministra Dorothea Werneck, Lá, pela primeira vez - vindo de um governo ferozmente liberalizante - se concluía que a preservação da produção nacional era de interesse direto de empresários e trabalhadores.

A detente abriu espaço para programas de qualidade, para diversos pactos ao longo dos anos 90 que modernizaram as relações trabalhistas no país.

Denúncias e denuncismo

Dilma não apenas se distanciou dos sindicatos, mas passou a endossar denúncias da velha mídia.

É evidente que denúncias fundamentadas precisam ser apuradas e as distorções resolvidas. Mas há maneiras e maneiras. Há informações de investigações em curso na Polícia Federal que justificariam a razia ocorrida no Ministério dos Transportes. Em vez de uma ação objetiva, discreta e fulminante - que carcaterizaria uma vitória do governo - permitiu-se um show midiático que vai estimular a volta do denuncismo.

A lógica é simples. As denúncias fazem as primeiras vítimas - mas num alarido que pega gregos e troianos nas mesmas acusações. Depois, abre espaço para o festival de mágoas dos demitidos. O ápice de uma denúncia midiática é a demissão do acusado. O jornalismo brasiliense vive em função de dois sonhos: derrubar autoridades (primeiro secretários, depois ministros até o auge de presidentes) e pacotes econômicos.

Ontem o Jornal Nacional dedicou maior tempo ao desabafo do ex-Ministro Alfredo Nascimento do que ao Plano Brasil Maior. Na sua última edição, Veja abriu amplo espaço a um sujeito demitido da Conab por corrupção explícita, para que pudesse "denunciar" seus colegas que o demitiram, sem a necessidade de apresentar provas. Época enceta uma campanha contra a Agência Nacional de Petroleo em cima de informações que lhe foram passadas pela própria ANP dois anos atrás.

A comunicação do governo está restrita ao mundo das sucursais brasilienses; os contatos de Dilma com o mundo das associações empresariais - que tem e devem ser consultadas, mas não com exclusividade.

O que parecia um movimento tático - de se aproximar dos adversários e diminuir a fervura - a cada dia que passa ganha contorno de mudança estrutural do leque de alianças. Correta ou não, é essa a percepção cada vez mais forte em setores sindicais e do leque de aliados da campanha de 2010.

Lula costumava caçoar da ingenuidade do "Palocinho" (como o chamava), que sempre acreditava que ganharia o título de sócio remido do clube principal.

No final do ano passado, Palocci garantiu a Lula que Veja estaria preparando uma edição finalmente reconhecendo os méritos de seu governo. Na semana anunciada, a capa em todas as bancas: "O governo mais corrupto da história". 

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Sinceramente: enchi o saco de todo mundo durante a eleição. Apoiei a Dilma. Procurei convencer todo mundo ao meu redor, dentro e fora da internet. Tinha – e tenho, ainda – asco do discurso Tea Party e de tudo o que Serra representa. Mas fui um dos que foram se desencantando com o governo da presidenta, por isso sosseguei o facho. Se ambos concorressem de novo em eleição eu votaria nela de novo? Sim, porque a opção é de dar vontade de vomitar. Mas como apoiador aberto, ela me perdeu – eu votei por continuidade ao Lula, e não vejo isso. Encarem como uma declaração de desânimo pessoal.

Agora ela está fazendo movimentações que acenam como uma correção de curso. Gostei da escolha de Amorim para o ministério da defesa. Mas para mim, vou observar com atenção antes que eu possa me sentir a vontade para apoiá-la abertamente de novo.

 

Huummm... não concordo não. Pelo que vi na imprensa e na blogosfera, os sindicatos foram chamados a conversar com o governo, e concordaram com a maioria da agenda. Discordaram num ponto essencial: a questão previdenciária, e aí resolveram ficar de fora para, como eu vi vários dizendo, "marcar posição". Acho que isso tem a ver tb com o momento, estamos nos aproximando dos dissídios das categorias mais fortes e numerosas: petroleiros, bancários... pega mal para os sindicatos ficar posando, num momento desses, sorrindo ao lado da Dilminha. Não basta não ser pelego, não pode parecer pelego de jeito nenhum! Mas os discursos foram todos cordiais, o pior mesmo foi o que veio da Força Sindical, mas a Força nunca esteve realmente com o PT, quem conhece aquilo sabe como são oportunistas, haja vista o que tem acontecido em Minas.

Também não acho que Dilma está a reboque da mídia, na crise dos transportes. Minha impressão é que seu impulso inicial veio a reboque sim, mas a partir daí impõs uma devassa no Ministério e está substituindo, gradualmente, qualquer peça que possa lhe causar problema. Uma limpeza mesmo, que ela parece acompanhar bem de perto e com mãos firmes.

 

"Ou o Brasil acaba com a mídia canalha, ou a mídia canalha acaba com o Brasil"

Alguns pontos que acho que devem ser considerados:

1 - Acho muito bom, em certo sentido, o papel desempenhado pela Dilma na relação com os partidos políticos. Não acho que ela ignore o Congresso ou aja como um Collor de saias que imaginara que podia governar sozinho com apoio do  "Dr."(sic) Roberto. Não subestimo a inteligência política da presidenta. Sua trajetória é política - claro,se não jamais assumiria a Presidência da República -  , mas, não viciada em acordos. Dilma não conhece o mundo das negociações partidárias, das relações entre partido e base, da experiência parlamentar -  e justamente por não se sentir parte deste mundo, que se sente mais independente dele. Além disso, os próprios partidos políticos vivem uma crise no mundo da política - será que são de fato tão representativos como foram no passado? Claro que não. Todos aderiram ao fisiologismo, ao pragmatismo, à cultura dos favores, ao "toma lá da cá", ao abandono de princípios doutrinários e ideológicos e às lutas do passado,  com exceção, talvez, do PSOL, que uma oposição necessária, lúcida, coerente, mas completamente fraca e incapaz de mobilizar a sociedade, como um dia foi o PT. E nesse sentido, longe dessa disputa, surge Dilma como alguém capaz de tocar o país longe desse submundo de balcão de negócios menos preocupada com o tal lema”em nome da governabilidade, abrimos as pernas”. Essa postura de independência com o Congresso é boa, saudável e configura, inequivocamente, uma mudança de postura histórica destes acordos que vem desde os tempos de Tancredo Neves, falso conciliador e oportunista, passando por Sarney, Collor, Itamar – a Erundina saiu do governo não por causa do PT, mas porque queria moralizar o governo por dentro – FHC e Lula. Dilma rompe com isso e sabe que tem um preço a pagar. E quer pagar.

2- No entanto, é realmente é preocupante a absoluta falta de diálogo do governo com os setores que a elegeram - e não falo do movimento sindical: acho, inclusive, salutar um governo que não queira cooptar os movimentos como fez o governo Lula. Com toda certeza, perderam muitas das mamatas que tinham e agora estão rancorosos com isso. Acredito que os acenos no primeiro momento ao "lado de lá" foram importantes e estratégicos para arrefecer o clima de discórdia, ódio, baixaria disseminada por José Serra. Distender essas linhas de extremismo à direita era fundamental para evitar um início de mandato cindido entre oposição e governo. Acho, ainda, que há uma estratégia quase matemática entre ela e Lula: Dilma avança onde o lulismo é barrado, procura atingir o “establishment” e acena para setores refratários ao PT e ao Lula. Enquanto isso, Lula faz o que gosta: a política pura, negociada, conciliadora – pelega ? – conversada, alimenta a base, afaga os aliados, bate na imprensa e na oposição, enfim, enquanto Dilma avança pro “lado de lá”, Lula tenta segurar o “lado de cá”. Mas, ao mesmo tempo, é preocupante que Dilma não tenha dado sequer nenhuma abertura aos setores que a elegeram. Os que se mataram por ela, os que perderam noite de sono com o medo da possibilidade de Serra vencer as eleições, a base social do governo Lula – todos eles, e no qual me incluo – estão indignados e perplexos com a absoluta falta de aceno do governo para com eles. A Comissão da Verdade só enrola, o marco regulatório das comunicações está atrasado, o PNBL é uma vergonha, o MinC é um retrocesso e Dilma não dá o menor sinal que vá em direção a esses problemas de ordem política. Isso é perigoso porque se Dilma precisar, e certamente ela vai precisar porque há um Congresso pronto para dar o bote na presidenta, não sei se movimentos sociais, blogosfera, estudantes e a própria classe média vai sair na rua para defender o seu governo, uma vez que foi totalmente esquecido por ela.

3 – O que me parece notório é que Dilma busca conquistar a nova classe média, apostando que Lula “segura” a base histórica. Parece-me que a presidenta foi a única que leu e compreendeu o artigo de Fernando Henrique Cardoso – ignorando os pobres,  algo próprio do tucano – e chamando a atenção para essa nova classe média que poderia ser decisiva num processo eleitoral. A classe C é responsável por 78% do que é comprado em supermercados, 60% das mulheres frequentam o salão de beleza, utiliza 70% dos cartões de crédito no Brasil, responde por 80% das pessoas que acessam a internet, movimentando na rede “R$ 273 bilhões” por ano. Engordada pelos ex-pobres, a classe média somaria, hoje, 94,9 milhões de brasileiros. O equivalente a 50,5% da população do país. É um contingente econômico eleitoral enorme. Não é uma estratégia política burra. Acho bom que Dilma avance aí, mas, ao mesmo tempo, o governo se distancia cada vez mais daqueles que a elegeram e se sentem traídos. E aí que o problema de Dilma reside: os congressistas aliados alimentam mágoas, rancores e esfriam a vingança – se fosse só isso, tudo bem, Dilma teria sua base pronta para lutar.  Mas ao manter a base cada vez mais distante, Dilma fica isolada e, se sua estratégia não der certo – mídia e classe média não dão apoio a ninguém, só querem saber do “seu” –, a governabilidade fica, de fato, comprometida. Lula foi covarde ao subestimar sua força popular em nome da governabilidade e não fazer mudanças estruturais que o Brasil precisava (Se Lula não fosse frouxo – e olha, que considero o maior presidente de todos, voto nele em qualquer eleição, defendo suas conquistas e seu governo com todo afinco – mas, repito, se não fosse frouxo, as lutas hoje seriam outras. Se Lula botasse para quebrar na lei de Mídia e na Abertura dos Arquivos da Ditadura e dos sigilos secretos, tudo seria diferente). Lula teve medo de abrir mão do seu capital político e enfrentar isso tudo. Dilma vai pelo mesmo caminho, mas com a absoluta falta de certeza do que virá a partir da próxima curva. Não custa Dilma acenar pro lado de cá, é só querer. Antes que seja tarde demais.

 

 

 

             Penso que, ainda é cedo para que se possa fazer uma analise concreta do governo Dilma.Daqui a um ano ou um ano e meio, teremos um perfil estruturado do novo governo.

            As cartas foram embaralhadas e o que vemos até o momento, são forças em movimento para influenciar nas decisões do governo.

 

Para quem não conhece o estilo PT de governar, vai ser rodo atrás de rodo nos aliados mais. O que foi feito com o PR é o exemplo claro. Para quem não sabe, o PR é o PL. Aquele partido que se aliou ao Lula para dar alguma credibilidade ao PT para falar com os empresários (turminha sindicalista também), lembram? Esperaram o ex-vice presidente morrer para ser feita a tal "faxina", o linchamento público de um aliado de primeira hora. Agora com os sindicalistas da Força Sindical, que precisam de "luzes" e alguns benefícios pelegos, mas que representam uma parcela sindical que tem visibilidade. Enquanto isso mantém o Jobim, 5a coluna declarado.

 

Nassif,

O que enxergo na fala de muitos, é o velho ranço da sociedade machista que acha que é preciso estabelecer um dia do orgulho HÉTERO, para se fazer valer da sua condição de opção sexual. Dilma foi legitimamente eleita e agora querem dar o golpe que tentaram dar em LULA. Não sou alienado como muitos que escolhem seus candidatos, preferindo acreditar em farsas como a da "bolinha de papel" ou em um discurso político-religioso; a acreditar no que nos mostrava a realidade de um novo país. Votei em Dilma pelo que vi de mudança na minha e na vida da maioria dos brasileiros que viviam à margem da sociedade. Não sou uma das "Petrusos" da vida, com suas apologias ao inadmissível num mundo pós-Hitler, que querem encobrir com falsas verdades, a nova cara desse Brasil, que elegeu um trabalhador e depois uma mulher para presidente. O que quero para meus filhos é uma nação melhor do que o que recebi de meus pais. Por isso não me deixo levar por discursos apocalipticos que preveem o fim do mundo, em vez de anunciar o surgimento de uma nova era, que não é a de aquários, mas  a um de um Brasil, enfim, para a maioria, embora ainda não seja para todos.

 

A dilma esquece quem brigou por sua eleição e vive de tentar agradar o pig e a direitada, no que podia dar ? elogios de "atucanados" e gritaria da esquerda de verdade. Não se pode agradar gregos e troianos ela tem que ter prioridade e se for a direitada vai se dar mal, a direita já ruiu seu projeto fracassou, tem cada vez menos eleitores, mas parece que cercaram a dilma e ela não ouve mais agente que brigou por ela. Tem que parar sua guinada ao centro, ainda ah muito tempo pra ela perceber isso.
Muitos seguidores diziam ela está dando um nó nos opositores, usando o pig pra tirar palocci, e assumindo o controle da "faxina". Mas e o jobim ? e essa agora contra a "oneração da folha" ? talvez eles que estejam dando um nó na dilma.

 

O que mais me surpreendeu negativamente nesse início de governo é a capacidade que a Dilma tem de frear o entusiasmo de quem a apóia. É incrível como conseguiu, em apenas oito meses de governo, por um lado desmobilizar e desmotivar a militância, a blogoesfera, sindicatos e os movimentos sociais e da sociedade civil. Por outro lado, parece fazer de tudo para minar a ampla maioria governista de que dispõe no Congresso Nacional, além de constranger mesmo os mais fiéis ministros a agirem feito crianças ao proibí-los de expressarem publicamente suas posições e a se sujeitar a humilhantes avaliações de desempenho pessoal vazadas aos mesmos jornalistas que há um ano atrás a classificavam de "poste" pra baixo.

E o mais preocupante é que ela perde apoio não por propor ousadas políticas públicas progressistas ou por estar efetivamente disposta a extirpar de uma vez por todas o fisiologismo que impera no Congresso Nacional. Ela jogo no lixo o apoio que o Lula arduamente conquistou e lhe tranferiu por intrasigências pessoais, pouca disposição para o diálogo e a negociação e um vergonhoso desinteresse em se comunicar e persuadir a população brasileira acerca de suas opções políticas.

 

Até que emfim abriu os olhos,eu ja vinha criticando esta atitude da Dilma há tempos,deixei de frequentar seu blog por uns tempos pelo clima pesado.me chamavam de viuvinha da Dilmas e outros adjetivos,e não conseguia ver a tal estratégia.O Rodrigo Vianna,o Azenha e o Eduardo Guimarães,já tambem há tempos vinham criticando esta postura da presidente.A coisa tá tão feia na base ,que o Lula voltou a cena política,indo a congressos reuniões de sindicatos,De estudantes,etc.Mas acontece que a presidente é a Dilma,e a face que vem mostrando tem provocado críticas cada vez mais contundentes,está perdendo a identidade e talvez o sinal de alerta se acenda agora com manifestações.passeatas e nas eleições municipaisEla tem sim obrigação de no mínimo ouvir quem sustentou o governo Lula na sua pior crise,e foi para as ruas.igrejas e internet lutar por sua candidatura na pior campanha do país.Mas o que ouvimos é seu mais profundo silencio.

 

 

Essa é a hora que Lula tem que acessorar Dilma...

 

pelamor...

 

Nassif, desculpe, mas Cê tá viajando. A Dilma faz política industrial, que afinal é do interesse dos trabalhadores (preservação de empregos), e o Collor provoca uma baita recessão que destroi milhares de empregos e no final você conclui que o Collor foi mais pró operariado que a Dilma?

 

Não cometerei a indelicadeza de propor desenhar o que disse.

 

A Força Sindical é pelega até a alma, basta ver a aproximação com o PSDB de Minas.

Quanto a CUT faz sentido, a Dilma infelizmente ainda é pressionada pela ideologia neoliberal, esse projeto de concessão dos aeroportos é um grave erro.

Não vi nada de ameaçador a classe trabalhadora no plano Brasil Maior, com excessão claro da desoneração da folha de pagamento.

Se a Dilma ficar longe do fisiologismo acho bom, por mim PR, PTB, etc vão todos a m...                       O problema é que cria dificuldades a base governista muito cedo e eleições legislativas somente em 2014. Lula não se esforçou em fortalecer a base de esquerda em 2010, se a Dilma sabia que ia enfrentar essas dificuldades no governo, porque não procurou construir uma base política melhor se o Lula não fez?

 

Caro Nassif, é latente o que aponta sua matéria.A presidenta Dilma, tem feito mais que uma flexão tática em termos de sua base social.Não só esse caso específico, das centrais demonstram isso. A relação com os partidos de esquerda, tem sido emblemática, PSB, PCdoB e PDT, que formam o bloco de esquerda que apoia o governo Dilma, estão permanentemente sobre intensa pressão, do famigerado " Hegemonismo Petista", agora, em combinação  com a " Fome Pmdebista".Esse sem dúida tem sido, um elemento fundamental das lutas políticas dentro do governo, esse tem sido, o porque de  insatisfação cada vez maior de uma parte da base de sustenção da presidenta.

A ultima crise política do governo (Ministério dos Transportes), é reflexo direto disso, sem entrar aqui no mérito das denuncias em sí, tentando fazer uma análise mais polítca, doque polícial. A disputa por  espaços estratégicos no governo,sempre, estão sendo precididos de escândalos e denuncias, de maior o menor dimensão.Assim me pergunto, a quais interesses servem estas crises? E pra mim esta claro,internamente ao binômio- Hegemonismo Petista" x Fome Pmdebista -que hoje é a amalgama política do governo, comprovação disso é que já estamos na 20 demissao e nada de parar a sangria.Externamente,grande mídia, a impressa marron, o PIG fica claro se aproveitando dos fatos, para aprofundar, mais ainda, a crise.A combinacao desses dois inimigos do governo, interno e externo agindo em conjuto, de maneira bem consciente, o primeiro em nome das disputas  de espaco e o segundo  querendo fazer buracos e conspiracoes a todo custo no governo. Pode ser um Flerte Faltal como dizia uma cancao do IRA.

Leonardo

Prof. Ciencias Humanas

Obs- Desculpem o final, o teclado desconfigurou.

 

 

Como sempre uma boa analisis partindo da percepcao diaria. Um craque.

Eu continuo pensando que o governo da Dilma e uma continuidade importante do projeto de governo que o PT e as organizcoes de esquerda defendeu com todos os erros morais e taticos que ja foram cometidos e que possivelmente ainda se cometera. Entao tenho em geral uma percepcao boa do governo.

Agora vamos as questoes que brotam no meio do caminho.... na seara politica... eu sinto que o PT tem muito a preocuparse... A forma como a Dilma administra ta botando uma porcao grande de aliados ... da frente de esquerda (pc do b, psb y pdt) y infelizmente da direita (sem comentarios) .... diretamente no colo do Aecio... y como ja dito creando magoas desnecesarias naqueles que jamais iriam para este barco neoliberal

um problemao para enfrentar la na frente.... a ver como esto vai dar.

 

 

 

 

O governo deve ter dois tipos de apoio: aquele no congresso e aquele da sociedade. Esta última representada pelas associações e pelo que se entende de opinião pública. Sem apoio no congresso, o governo pára. Sem apoio social, o congresso torna-se difícil e o governo pode parar. 

Não chamar os sindicatos para negociar a política industrial foi um erro tremendo. Mesmo que as principais demandas não fossem atendidas, é muito melhor do que não tê-los à mesa. Sem os sindicatos, o governo perde aliados de primeira hora. Diferentes das associações de empresários, que não pertencem ao núcleo duro que elegeu Dilma.

A faxina feita por Dilma caiu bem na opinião pública, mas encheu de ressentimento aliados no congresso. O jogo aí é para profissionais. É ajuste fino. Não é papel de presidente da república moralizar o congresso. Isso é papel da sociedade. O presidente recebe um congresso pronto com o qual deve negociar. Se os caras são desonestos, que a sociedade pague o preço por seu erro. O presidente não tem obrigação moral de consertar, nem a autoridade legal, nem as ferramentas para tanto.

Os partidos da base aliada, legitimamente, recebem cargos para se envolver com o governo que ajudaram a eleger. Paralelamente, eles procuram garantir recursos para a campanha. Esse é o problema, a origem de muita corrupção. O governo deve tomar atitudes para inibir isso, sempre com cuidado para passar a imagem aos partidos aliados que está sendo forçado a agir. Caso vá com muita vontade, para transformar a coisa em um espetáculo midiático de justiçamento, vai gerar rancor na base. Nesse caso, só a oposição ganha. Resumindo: É importante que a mídia denuncie, pois assim a sociedade cobra. A cobrança da sociedade faz o governo agir e o congresso se intimidar, engolindo os cortes de privilégios. Porém, se o governo mostrar que está gostando, vai receber o troco do congresso. E a oposição comemora o gol.

 

O que me encasqueta é o seguinte nessas análises políticas: todos sabemos que a área de transportes desde que o mundo é mundo tem desvios de verbas e uma infinidade de coisas mais. Assim como toda a estrutura de governo do país que ainda pena nas mãos da corrupção.E Dilma também sabe e em novembro/dezembro observamos o quanto as noticias de bastidores davam que a presidenta eleita sofreu para aceitar as composições políticas e as nomeações partidárias.

Como Dilma, infelizmente teria chances de efetuar a limpeza que se faz necessária nos quadros dos Ministérios? De repente chegando ao PR e botando todos pra fora do nada? Infelizmente isso é algo utópico por d+, ai sim a Dilma seria trucidada pela mídia e chamada de alcoviteira se vindouramente se descobrisse as irregularidades. Agora ao que parece o Governo conseguiu a manobra que precisava para desarticular os mandos e desmandos. Com a crise iniciada no Palocci e que se desdobrou nos transportes, pela primeira vez em um governo do petista vemos uma mudança de atitude em relação ao combate a corrupção. Afastando quem deve e está com suspeitas e aguardando as investigações.

Não me esqueço da Erenice e o ultimo escandalo do 2ºt. As pesquisas apontaram e o discurso do petismo não colou que a Dilma não sabia de nada e que tudo seria investigado. O pt infelizmente ficou marcado pós mensalão com a pecha da corrupção. E a Dilma parece estar querendo mudar esse rumo, dotar o petismo em geral de bons modos novamente.

Em relação ao sindicalismo...aqui na minha cidade que tem um muito atuante (Volta Redonda), todas as classes de trabalhadores que obtem representação, andam de mãos dadas com o Governo e tecendo elogios à Dilma. O radicalismo nos sindicatos tem o ranso paulista. Nas bandas cariocas, nada do tipo é ventilado para os trabalhadores.

E na blogsfera uma coisa me incomoda um bocado. A Dilma foi eleita com ajuda de todos nós. Mas gente...as pessoas criaram uma falsa expectativa sob ela e seus embates contra a mídia, o PSDB, o FHC, o mundo e se esquecem que o mesmo ocorreu quando o Lula se encontrou com o Collor. O politizado mundo da blogsfera se esquece e não pratica e pensa naquilo que mais gosta de discutir: política!

 

Dilma não foi eleita pela base de apoio dos sindicatos. Se eles retirarem o apoio, ninguém vai notar.

 

"Teve por adversários, ferozes, o tea party de José Serra, a chamada opinião pública midiática, embalados pela velha mídia, manipulando preconceitos, espalhando boatos, recorrendo a um denuncismo inédito na moderna história política brasileira - similar ao modelo Rupert Murdoch."

Ou seja no Brasil existem dois tipos de pessoas, os bons que votam no PT. E o maus, cegos em sua ganância direitista. Pessoas que consideram que a definição de governabilidade do presidente Lula próxima demais de cumplicidade devem ser esquecidos pois no Brasil só existe o bem e o mal.

 

E então Nassif, será que Eduardo Campos tem condições de mostrar mais a cara?

Gostaria de ter alternativas novas, ninguém dos partidos que estiveram no poder nos últimos 20 anos.

 

nao estou defendo politica da dilma, apenas sua analise principalmente sobre apoio dos sindicatos é equivocada, a forca sindical tem origem no partidao, pelegada da ditadura, inimigos historicos do pt e da cut, pq tambem existe a disputa politica nos sindicatos, pra mim sua analise tem "vicio de origem" ao achar que forca sindical apoiava governo lula e dilma, por um racha em sp o paulinho da forca apoio dilma, a forca sindical nao, em minas por exemplo, paulinho no 1º governo lulla fez oposicao, no segundo com popularidade de lula e com denuncias em cima dele, recuou um pouco e fez jogo governo, mas ja no reajuste do salario minimo rachou acordo fechado no ano anterior efoi quem promoveu principal desggate ao governo dilma.

quanto a cut, ela vem sofrendo com sindicalismo "chapa branca", normal dar uma distanciada para poder sobreviver, no caso da "BOLSA INDUSTRIA" se ela participa necessariamente teria que impor alguns beneficios aos trabalhadores, como que recebe bolsa nao pode demitir, garantia de reposicao, etc etc, me pareceu que o momento nao era este, portanto tacitamente ficou de fora, desgate menor.

vale lembrar que forca sindical é o mesmo sindicalismo de resultado da era collor, vale lembrar ainda que nao tem grandes militancia nem leva base a manifestacao, so militantes pagos, os chamados burocratas contrario a cut que tem uma base militante.

 

 

Como explicar um governo trabalhista que tira direitos conquistados pelo trabalhador? Já não basta a terceirização existente no mercado da força de trabalho dos brasileiros em que "o gato" é parceiro de quem trabalha?

A Dilma que espere. Quem segurou Lula no governo foram os trabalhadores. Já, já uma CPI qualquer baseada numa denúncia qualquer da mídia chega por caminhos tortuosos a presidente e ela vai ter apoio de quem? Dos empresários e da mídia golpista é que não vai ser.

 

A parte de maior interesse dos sindicatos não está fechada.Foi criado um grupo com a participação dos mesmos que irá discutir os temas(incluso desoneração na folha de pagamentos).No tijolaço tem um post interessante que trata do tema abordando outros aspectos.

 

Muitos aqui vão chamar de blasfemia, mas algo que venho notando a um bom tempo é que o estilo de administração politica da Dilma é muito semelhante ao de FHC.

Assim como o tucano a Dilma deixa o jogo subterraneo por cargos e influencia rolar solto até que surja uma denuncia. Ai ela aparece como paladina da competencia e moralidade.

É claro que na maxima politica isso só vai funcionar enquanto a economia estiver relativamente bem.

 
 

era so o que faltava agora esses sindicatos e federaçoes virem com esse papo de precionar o governo dilma, so porque ela ta tentando cortar es mamatas que eles tem no governo

 

A resposta à sua inquietação está com o  professor Luis Werneck Vianna, em diversos artigos no Valor Econômico e em entrevista à Força Sindical.- Dilma é a reafirmação da ordem burguesa, da racionalização capitalista do Estado Brasileiro e, para isto, tem que fazer uma "limpeza" no Estado, em função da relevância política e econômica que o Brasil assumiu no exterior e dos saldos das revoluções árabes/européias;- os conflitos saem de dentro do governo e vão para as ruas e para o parlamento, onde devem ser legitimamente processados (só lembrando que Lula trazia os conflitos para dentro do governo);- tudo isto é positivo na medida em que gera autonomia no movimento sindical e "politiza" a sociedade e toda a vida associativa brasileira.Obs.: link para entrevista: http://www.fsindical.org.br/portal/conteudo.php?id_con=11298

 

 

Caro ACEugenio:

Sugiro que procure uma fonte melhor, pois o tal professor não responde nada a ninguém.

No ano passado, por discordar de seu ponto de vista em um determinado artigo, encaminhei por e-mail (constava da coluna) um comentário ao dito cujo, e estou aguardando retorno até hoje.

Sobre os movimentos sindicais, por onde andam eles? Se fossem realmente confiantes em suas plataformas, não precisariam obrigar a todos a recolher o valor de um dia de trabalho. Isto vale, em minha opinião, prá 90% dos sindicatos que existem no país. Naquele que recolhe o meu dinheiro, um dia fui lá e pedi prá que me mostrassem o balanço anual, demonstração de receitas e despesas, qualquer coisa, e o que o pelego me deu prá ler, socorro – por pouco não saiu briga. E o idiota aqui, a dar $$ todos os anos praquela quadrilha.

Se aquilo é a vida associativa brasileira, eu não entendo mais nada de nada.   

 

Coisa mais estranha.....O PIG, parece, está conseguindo cooptar as consciências que estavam com a Dilma há menos de 8 meses. Incrível! Que a Força Sindical procure o Baladeiro do Baixo Leblon ao menor sinal de troca de benesses e cargos, tudo bem. Afinal essa excrescência foi parida na cozinha da Dilma e, portanto, nada que cause surpresa. Aliás, já perceberam que as denúncias contra o Paulinho tomaram doril? Mas, pelo comentário geral, aqui do blog, sei não.....Afinal, não tem cabimento entregar o jogo antes da metade do primeiro tempo. Ainda mais sabendo que o juiz (PIG) está roubando.

 

Caro Gardenal:

Tenho total certeza quanto à importância dos blogs de opinião, este em especial, na batalha campal do ano passado.

Por outro lado, não entendo a sua surpresa quanto ao comportamento bastante volúvel de um grupo de comentaristas daqui, principalmente a turma do muro- como eu apelidei aqueles que aparecem uma vez ou outra, sempre com comentários de uma ou duas frases prá assuntos de fácil apelo – assassinatos, prisões ou ataques a minorias, jantar da Drousseff na FSP, por aí, assuntos sem profundidade, fáceis de mandar um pitaco sem qualquer consistência.

Vou te ajudar, você lembra dos ataques lançados Chico Buarque no primeiro semestre do ano passado, por algo que ele disse ou teria dito, tanto faz? Logo o Chico, um brasileiro de carteirinha, de história ímpar, é quem foi escolhido prá ser escrachado por vários daqui. Pois bem, umas poucas semanas adiante, quando ele, o mesmo Chico Buarque foi o ponto central daquele encontro no Casagrande em benefício de DRousseff( em minha opinião o ponto de retorno de uma campanha que vinha se arrastando), e no dia seguinte foi um mar de elogios a ele por aqui, é mole? Se você tiver paciência, confira os tais posts.

O blog tem sessenta mil acessos diários vindos de todos os cantos deste país, tem de tudo, mas comentaristas relativamente frequentes, que é o que interessa, não passam de quatrocentos.

Um abraço

 

Nassif

Qualquer elogio que vier da velha midia soa falso, mas tem um dado que realmente e alarmante no Min.dos Transportes, como explicar um aumento de 56 bilhoes para 75 bilhoes em apenas um ano.

 

Tá meio confuso.. Duas semanas atrás aponta num sentido. Agora, noutro.

Primeiro diz que o projeto político Lula-Dilma é fácil de entender. Que tá tudo costurado.

Um fecha o meio-de-campo, posta a zaga e segura os laterais. O outro combina com os russos.

Depois parece que volta atrás. Diz que falta apoio, que não tem base.

Falta apenas dizer o que muitos aqui já sabiam, que ela é técnica e não política.

 

Caro Chico Pedro:

Que você venha mantendo um viés crítico ao governo de DR, nada contra, pois governo foi feito prá apanhar.

Agora, de duas semanas prá cá muita coisa mudou no âmbito externo, que é de onde vem o problema mais sério que o governo tem pela frente, em minha opinião, o câmbio com o real bastante valorizado – algo que comento por aqui há muito tempo, desde os 1,80.

Entre as duas circunstâncias, inflação e câmbio, de uns meses prá cá a presidenta optou por enfrentar a primeira, e só recentemente, corretamente apreensiva com as indefinições dos EUA, soltou o pacote de até 25% de IOF para as operações de câmbio na BMF, medida que estancou o derretimento da moeda até o momento.

Quanto à “acusação” de ela ser técnica e não política, não vejo qualquer sentido. Quando ela foi ao aniversário da FSP (atitude que você pode ter discordado, como a maioria daqui), ali estava a persona política, e não a técnica, se ela não toca em assunto relevante como a regulação da comunicação, não é por motivação técnica, se ela ainda não fez o que deve ser feito com Nelson Jobim, idem, e por aí vai.

Ninguém é perfeito ou infalível, ou seja, não me parece que DRousseff possa fugir desta regra; no ano que vem, de eleições municipais, teremos a oportunidade de ver, com mais nitidez, como se comporta a DRousseff política – se a presidenta se sair relativamente bem( antevejo embates por todos os lados, inclusive na sua própria base de apoio), será objeto de uma nova percepção por parte dos muitos que a criticam até aqui de modo um tanto ou quanto prematuro, uma vez que se tem apenas um de oito semestres de governo e ela, a técnica e não política, não cometeu erros a tres por dois neste primeiro que passou.Claudio Lembo e outros da oposição perceberam estes últimos seis meses da mesma maneira.

Um abraço

 

"...Agora, de duas semanas prá cá muita coisa mudou no âmbito externo, que é de onde vem o problema mais sério que o governo tem pela frente..."

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Errado. O problema do câmbio existe desde o início do governo Lula. E ainda é oito anos e meio depois.

Segundo. Quando o mundo crescia como "nunca antes" nos últimos tempos, o país foi no embalo. Cresceu menos que outras economias em desenvolvimento, mas para o lulismo foi

um progresso fantástico.

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"...Quanto à “acusação” de ela ser técnica e não política, não vejo qualquer sentido..."

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Talvez o maior problema disso não seja em suas condutas, mas na ausência de uma base que a sustente. Jà disse antes, mas para que fique claro, vou repetir..:

A Dilma é uma opção de laboratório. Não possui uma base de sustentação nos metalúrgicos do ABC paulista. No nordeste. Ou no próprio Estado de São Paulo igual o Lula. E tampouco no PT ela tem sustentação, uma corrente definida. Enfim, nâo tem essa aderência popular no primeiro plano, apoio do seu próprio partido no segundo. Ela é a vontade do Lula.

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"...Ninguém é perfeito ou infalível, ou seja, não me parece que DRousseff possa fugir desta regra..."

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Jogaram um abacaxi em suas mãos.

E até o momento ela o descancou na base da raça e do suor.

Fez o que ninguém pensava que tivesse coragem..: calar a boca de safados corruptos.

Eu gosto da Dilma. E torço muito por ela.

Mas o contexto que recebeu a coisa - volta a dizer - não é bom para quem não tem apoio. 

 

Chico Pedro:

“A Dilma é uma opção de laboratório” rsrsrs

Cabe lembrar que, em condições normais, sem mensalão nem opção de laboratório, quem estaria no lugar dela seria José Dirceu, de quem não tenho um pingo de saudade.

A dificuldade a que me referi em relação ao câmbio foi a mais aguda, esta recente a depender de uma decisão do Congresso americano que não sabe o que faz. No governo de Lula, entendo que tenha ocorrido somente no segundo mandato, depois que furou os 1,80.

Gostando ou não de Lula, e eu passei a gostar muito dele, pois é fato que ele reverteu inúmeras expectativas ruins que existiam sobre o país, mesmo as de cunho econômico.

Sobre base de sustentação, não poderia ser muito diferente. Sem Lula, era não poderia sequer sonhar com a presidência. DRousseff, por sua vez, tem consciência disto tudo, tanto desta sua meteórica trajetória até o Palácio do Planalto como também do tal do abacaxi, restando a ela aguardar pelas disputas de ordem política, pois estas acontecerão; quando muito, poderá tentar neutralizar um ou outro acontecimento a partir de seu modo pragmático de agir.  

Quem chega naquela cadeira não pode alegar ignorância sobre nada.

 

"Denúncias e denuncismo"

Quem tem de governar é o governo. A mídia? Noticia ou até faz partidarismo... contra.

 

Discordo do blogueiro.

O Ministério dos Transportes frequentemente foi uma putaria. Não se trata de ser pautado pela mídia. Mas de apenas zelar por um orçamento gigantesco em um setor essencial para um desenvolvimento sustentável.

Mau uso do dinheiro público para garantir governabilidade já cansou.

A marcha não foi contra o governo. São demandas históricas dos trabalhadores pelo fim do fator previdenciário, contra a precarização das terceirizações e pela redução da jornada de trabalho, entre outras.

 

É Hamilton, também discordo do blogueiro e de alguns

apressadinhos comentaristas que costumam  ir na "onda".

Nassif apenas fez comentários a partir de sua visão

particular sobre o assunto.  Não quer dizer, absolutamente,

que tenha que ser assim, que as coisas irão acontecer de

acordo com a sua ótica. O dinamismo político é coisa

imprevisível e a Dilma não é neófita coisíssima nenhuma.

A Força Sindical e useira e veseira em alinhar-se com a

direita. Esta não é a primeira vez que acontece.

Até este momento o que fica bem claro, pelos comentários,

é que a porção direitosa do blog alcançou maioria.  Vamos ver

até onde isso vai chegar.

 

E  qual é  a  outra  alternativa  então??

1- Contemporizar  com essa  classe política  corrupta  de  "papel passado"  desde  os  tempos  de  Caminha?

2- Fazer jogo de cena  com sindicalistas-bandidos do naipe de um Paulinho da Força??? ou corporativistas   como a  maioria dos integrantes  da CUT???

 

Resumindo:   Por  este ponto de vista, a  sociedade moderna não tem  mais  jeito!  temos  de contemporizar  com   ratos  e  urubús  que  jamais  irão largar  a  "fantasia"  de  Joãozinho Trinta  aqui ou além-mar???

 

 

Nassif, comungo da sua preocupação.

 

Nassif, não seria um  movimento tático ,da mídia , de se aproximar do antigo "poste"(como eles a chamavam) para aumentar a fervura ? Aqui no Rio o jornal globo virou aliado de primeira hora . Até o velho Merval já fez elogios. A tática é antiga: dividir para dominar o "inimigo"; foi o que fizeram com Brizola: incensaram Marcelo Alencar, Cesar Maia, Garotinho e outros ; sugaram tudo de ruim depois jogaram fora.Gato escaldado deveria ter medo de água fria,ás vezes, parece que não tem!deslumbramento deveria ser o oitavo pecado capital , o nono com certeza a ingratidão!

 

Eu espero está redodamente enganado. Espero que a nossa presidenta esteja correta, mas ainda acho que ela está BRINCANDO COM FOGO. Não se brinca com o apoio do congresso nacional. Ela pode até ter o apoio popular, mas sem o CN ela não se sustenta.

O que ela fez com o PR não resta dúvida que vai ter troco. Em política não há jogada neutra.

E outra, acho que ela está muita mal assessorada. 

 

Certo, certo...

Mas o que as centrais sindicais querem mesmo?

 

Redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução do salário, regulamentçaão da terceirização para garantir os direitos dos trabalhadores, fim do fator previdenciário, 10% do PIB para a educação e 50% do Fundo Social do Pré-sal para a educação.

O que estamos vendo é a entrada da nova classe C2 no movimento sindical. Daí a fragmentação que está ocorrendo agora, com um monte de novas centrais sindicais. Num governo do PT o que seria esperado é um aumento da CUT, que apesar de estar ocorrendo está sendo contra-balanceado por um aumento maior das outras centrais sindicais. E um fenômeno novo, similar ao do surgimento da CUT e do PT no final da década de 70 do século XX.

Essa oposição é de extrema esquerda, não é oposição conservadora.

 

E onde está a lógica de um governo com essa base de apoio tentar criminalizar um movimento de greve de servidores federais?

 

Flávio Sereno Cardoso

Chegou a hora de fazer algo contra as denûncias. A Dilma nunca iria tomar decisões de dispensa se não houvesse algo verdadeiro. A grande maioria que escreveu acima elogia a Dilma. Sabem-se que precisa ser feito algo para sanar essas irregularidades. Agora essa do Lula dizer que a Veja iria publicar uma revista elogiando seu governo. É mais fácil vaca voar. Que papo mais estranho.

 

 

Prezado Marcos, Lula não esperava elogios da revista lixo a seu governo .

O que Nassif informou é sobre a idiotice do Palocci em acreditar na máfia midiática (igualzinho a nossa presidenta), releia :

 

" No final do ano passado, Palocci garantiu a Lula que Veja estaria preparando uma edição finalmente reconhecendo os méritos de seu governo. Na semana anunciada, a capa em todas as bancas: "O governo mais corrupto da história". "

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Nassif, tocar um governo de pacto social como foi o do Lula e continua sendo o da Dilma, que no fundo é ter que agradar a gregos e troianos, ou seja, Fiesp e CUT, é coisa para gente grande.

Para mim foi aí que o Lula fêz a diferença. Mas ele é unico. Foi o inventor do novo sindicalismo no país. A Dilma terá que aprender governando. Acho que tentará, não acredito que ela tem a intenção de balançar para o lado do grande capital. 

Quanto ao denuncismo do pig, ela está ciente e já deu o recado, em alto e bom som, ao dizer que sua "faxina" não se pautará pelas denúncias midiáticas. Não deve ter saído no JN, mas ela disse sim, com todas as letras

 

Juliano Santos

Nassif:

Desde o seu início que o governo de Dilma Rousseff se mostra péssimo na arte de comunicar.

Como a presidenta não é, exatamente, uma expert no assunto, já deveria estar prestando maior atenção no detalhe, fundamental para qualquer governo.

Sobre a ausência das centrais sindicais nas reuniões sobre o Plano Brasil Maior, não só poderia como deveria ter sido evitada, mas não acredito, ao menos por enquanto, que uma participação das mesmas no processo viesse a alterar o atual estado de espírito dos sindicalistas em relação a uma presidenta, que, se fosse mesmo do agrado daquele importante segmento da sociedade, os sindicatos, não teria precisado de dois turnos prá vencer a eleição de 2010.

De qualquer maneira, entendo que a convocação de líderes sindicais para o acompanhamento dos resultados a serem obtidos pelo PBMaior seja atitude inevitável, apesar de atrasada.

DRousseff, querendo ou não, ainda concentra os holofotes lançados à situação sobre ela, e tal situação é insuportável para diversos políticos a ela alinhados - para qualquer político, o fato de não conseguir repercutir suas idéias, ficar na sombra, tem o mesmo significado de não ter água prá beber.Com o término do recesso parlamentar, imagino que alguns daqueles políticos venham a se movimentar em busca de luz, pois as eleições municipais já fazem parte do horizonte de diversos deles.   

Mantida a comunicação atual de seu governo, aquela que pouco comunica, DRousseff pode vir a ter um 2012 político bastante complexo.           

 

Caro Alfredo, de que arte de comunicação vc  se refere? Pq o PIG não dá nenhuma oportunidade ao governo.  Vc pode ouvir a nossa presidenta na NBR ou café com a presidenta.O quarto poder (mídia)está a todo momento deturpando a realidade, é preciso nos esforçarmos mais.