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O afastamento dos apresentadores da TV Brasil Central (GO)

A liberdade de imprensa em GO: a TV Brasil Central é uma TV Pública do governo Marconi Perillo (PSDB-GO).  Vejam só o que aconteceu por lá:

De O Popular

TBC afasta jornalistas que falaram de educação em entrevista

Arquivo pessoal

tbc

Por Fabiana Pucinelli,  em seu blog, via O Popular

Os dois apresentadores do Jornal Brasil Central (JBC) 1ª Edição, da TV Brasil Central (TBC), Michele Bouson e Marcelo Adriani (foto), foram afastados da função depois de fazer perguntas sobre educação à ex-secretária e ex-deputada federal Raquel Teixeira.

A entrevista, ao vivo, ocorreu na quinta-feira da semana passada e tinha como tema o Dia Internacional da Mulher. A emissora, mantida pelo governo estadual, decidiu levar mulheres de destaque em Goiás para entrevistas ao longo do mês de março.

Raquel aceitou o convite, mas para falar especificamente da data, sem incluir questões sobre a greve dos professores.

A diretora de Teleradiodifusão da Agência Goiana de Comunicação (Agecom), Abadia Lima, garantiu que só se falaria sobre o Dia da Mulher. Deu ordem aos jornalistas para não entrarem no assunto e acompanhou a entrevista no estúdio para inibir qualquer tentativa.

Marcelo acabou falando do tema, sem no entanto citar a greve. Perguntou por que o País tem dificuldades de valorizar a Educação. Daí vieram outras duas questões sobre o setor. Raquel respondeu também sem tocar diretamente na paralisação, que já se arrasta há 46 dias.

No dia seguinte, os dois apresentadores foram chamados por Abadia e informados de que estavam fora da função. Segundo relatos de colegas, a diretora reclamou da "desobediência" e lembrou que ambos, concursados, estão em período de estágio probatório. Segundo ela, os apresentadores trataram "subliminarmente" da greve.

O afastamento provocou manifestações de colegas, que acionaram o Sindicato dos Jornalistas de Goiás e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). O sindicato enviou ontem ofício à Agecom solicitando explicações sobre a decisão.

O presidente do sindicato, Cláudio Curado Neto, disse esperar uma resposta até segunda-feira, quando a partir de então deve divulgar nota de repúdio. "Pelos relatos de um dos apresentadores, foi uma ação totalmente condenável." Ele afirma que quer conversar pessoalmente com Abadia e sugerir que ela determine a volta dos dois apresentadores.

Procurada pelo blog às 16h30, Abadia disse que estava em reunião e que mais tarde daria retorno. Até às 20 horas, não havia ligado de volta.

O presidente da Agecom, José Luiz Bittencourt, disse que o afastamento foi "ato de rotina" porque os dois desobedeceram orientação da direção. Segundo ele, as perguntas constrangeram Raquel, que não queria falar sobre o assunto. " É uma questão de ética. Havia um compromisso com a entrevistada e eles foram orientados antes. Nem precisavam ser, já que a pauta era o Dia da Mulher", disse, para completar: "Em qualquer televisão do mundo aconteceria o mesmo".

José Luiz diz que não existe determinação para que não haja cobertura da greve na TBC. "Não há nenhum ato de censura, nada disso. Tanto que já falamos da greve, como falamos de problemas na saúde, de mortes. Por que haveria razão para impedir se falar em greve?". Segundo ele, a cobertura do governo estadual na TBC é "jornalística, não propagandista".

O blog procurou também Raquel, que esteve hoje em compromissos em São Paulo e não foi encontrada

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No dia 28 de junho de 2011, a colunista do jornal O Hoje e cargo comissionado do governo Marconi Perillo, jornalista Suely Arantes, denunciou a família Bittencourt, colocada por Marconi Perillo no comando da comunicação do Governo. Esse afastamento de apresentadores, perseguições e malfeitos são consequências lógicas do que ela descreveu àquela época: 


Erva Daninha
Pelas costas de Marconi, os adesistas e petulantes irmãos Bittencourt estão espalhando o terrorismo nas redações de forma truculenta, perseguindo, ameaçando jornalistas e, consequentemente, jogando a imprensa contra o governador.



Acusações Mentirosas
A família terrorista, que já empregou toda a parentela e amigos no governo, mantendo seus asseclas amestrados em jornais, assessoria e rádios com salários pagos pela Agecom, distorce os fatos com intrigas e fuxicos para Marconi, ameaça, boicota jornais com mídia institucional e joga o governador contra donos de veículos de comunicação.


Barreira
Como barram o acesso de quem não lhes convém a Marconi, este fica com a versão dos irmãos Bittencourt, sem ouvir o outro lado. Os antigos e leais companheiros do governador hoje sequer chegam à sua antesala, no 10o andar do Palácio Pedro Ludovico, onde João Bosco dá plantão ocioso dia e noite, fantasiado com terno e gravata. Como se o figurino fosse capaz de disfarçar o caráter e má-fama de quem o veste.



Adesistas
Os Bittencourt terroristas são os mesmos que, em passado recente, achincalhavam Marconi Perillo, com adjetivos pesados e acusações mentirosas. A consuta desonesta desse quarteto do mal deve ser para justificar sua adesão ao governo e o montão de apaniguados que nomeou - todos críticos ferrenhos dos dois governos anteriores de Marconi.



Jogo de Cena
Para se aproximar de Marconi, o ex-deputado Luiz Bittencourt, estimulado pelos irmãos de cabeça “pensante”, simulou um racha no PMDB, onde já estava enfraquecido, sem perspectiva de reeleição, e levou consigo outros companheiros tão desprestigiados no partido e sem voto quanto ele. Entregaram a Marconi uma mercadoria “made in Paraguay” e hoje cobram uma fatura altíssima pela pirataria.



Cegos pelo poder
Os irmãos malvadeza se julgam hoje a eminência parda do governo, mas na realidade não passam de bobos da corte, pois o otário que veem em Marconi estão neles. O governador conhece bem o caráter deles só não sabe (ainda) o estrago que estão fazendo em seu governo, com a rede de intriga que tecem em regime full time.



Perigo à frente
Engana-se quem julga ingênuo um cidadão que foi deputado estadual, deputado federal, senador e três vezes governador eleito com o voto do povo. Marconi está apenas deixando o carro andar para onde ver onde para. O que ele precisa é acionar o farol alto com a conhecida rapidez do seu raciocínio, para enxergar o despenhadeiro que tem à frente. Do contrário será tarde para pisar no freio.


Pauteiro
Semana passada, um deles chegou a ligar (e não foi a primeira vez) para a coluna com ameaças e acusações falsas, por causa de uma nota extraída do próprio site da Assembleia Legislativa, editado por Paulo Bittencourt, irmão do acusador. Se a notícia era negativa para Marconi, por que não se valeram de autocensura?



Um sai outro entra
Aliás, que coincidência! Paulo foi para o lugar do irmão, assessorar Jardel. Tem mais: ai do jornalista que ousar falar que o deputado Jardel Sebba é feio, para não dizer inútil, insaciável e caro aos cofres públicos.



Perseguições
Se alguém pensa que isso só acontece aqui na coluna e no jornal O HOJE, que leia o artigo do jornalista Nilson Gomes, publicado na edição do dia 20 de junho, no caderno Opinião Pública do Diário
da Manhã. A TV Record também foi vítima, há duas semanas, do destempero do presidente da Agecom, com telefone censor e desrespeitoso.


 

 

Bem, o que se sabe de pronto é que o Marconi cercou-se de todo o aparato midiático para esconder a verdadeira face da educação em Goiás. Ficamos boquiabertos com a TV pública - do mesmo lugar de onde partiu a denúncia do apresentador Paulo Beringhs que acusava a instituição de censura e controle a respeito do que entraria ou não em circulação - e hoje temos de conviver com esse tipo de rechaçamento ao comportamento que ameaça fugir ao controle da cúpula do governo.

Sei que se a sociedade não tomar um posicionamento austero, ofencivo e buscar as vias legais, os tucanos e demos vão destruir qualquer esperança de democracia em Goiás.  

 

 Este País tem cinco mil e tantos municípios e os professores deveriam serem federalizadas a educação  

 

"...Segundo ele, a cobertura do governo estadual na TBC é "jornalística, não propagandista"."


Mas que descaramento! Na verdade, a cobertura lá é propagandístico-marconista

 

Acho esse assunto muito oportuno para um debate na TV Brasil. Gostaria até de sugerir pauta para isso. Parece que a censura desaparece e/ou sempre esteve velada. Hoje, qual o preço que se paga por desmacarar o sistema? Trabalho na TV citada e já cansei de ver matérias sendo arquivadas. Outros dia, a câmara de vereadores de Goiânia concedeu aumento aos professores municipais. Fez-se a matéria, mas ela não foi pro ar. Motivo? Não explicaram, mas com certeza o objetivo era que o telespectador não fizesse a inevitável comparação com o governo estadual. Lembrando que já tem quase 50 dias que os professores da rede estadual estão em greve e há ordem expressa para não cobrir a greve, a menos que o secretário queria se posicionar. Ou seja, se o secretário quiser falar, escuta os dois lados. Se ele não quiser falar, não se faz nada. Nem nota resposta serve. Ainda tem mais um agravante, na edição das matérias, a recomendação é para dar menos tempo a "oposição".

 

Os servidores públicos não votaram no Íris como medo de perdas salariais e suspensão de aumentos. Mas o Marconi, que quebrou a CELG e afundou o Estado de Goiás em dívidas não cansa de surpreender e agora conseguiu a proeza de reduzir o salário dos professores estaduais.

Essa lenga-lenga na TV de "Todos pela Educação" é uma grande hipocrisia. É "Todos pela Educação Privada", nos dois sentidos. Ninguém dá a mínima para a educação pública porque os benefícios não são imediatos, além do interesse dos governantes em manter a população pouco instruída como massa de manobra.

Não sei o que será de nós com esse círculo vicioso em que as pessoas precisam de boa educação para votar bem, mas como nunca são instruídas, não votam bem e mantém no poder pessoas que estão se lixando para a educação repetindo o ciclo.

O Cristóvam Buarque tem razão, todos os níveis de educação têm de ser federalizados. E com urgência! E o Marconi deveria se transforma em antimatéria.

 

Ivan Moraes, faltar com educação? Realmente vc não sabe o que é educação. A Raquel Freitas foi convidada para participar das entrevistas em comemoração ao mês das mulheres. TODAS as entrevistadas (1 por dia) estavam presentes na bancada do jornal por se destacarem pela sua atuação na sociedade goiana. Pq será que a Raquel Teixeria estava lá? Com certeza foi pelo trabalho que fez enquanto educadora. Será que ela preferiria que continuássemos a falar de maquiagem, cama e roupa lavada? Todas as entrevistadas falaram da sua área de atudação: segurança pública, trabalho social, luta pela igualdade racial, etc. Ademais, esse melindre todo do governo é por cauda da greve. Ela só foi ao estúdio colocar a cara dela pro povo ver. Com certeza o circo já esta armado. O Thiago Peixoto vai sair e vão colocar ela na pasta da educação. Ivan, seja mais crítico e menos ácido em seus comentários.

 

"seja mais crítico e menos ácido em seus comentários":

Nao, nao fui acido mas meu "faltaram com a educacao" de fato pegou mal!

O PROGRAMA errou em levar ao ar a entrevistada.  O erro eh DO PROGRAMA e nao dos entrevistadores, pois se havia um trato debaixo da mesa pra nao haver certas perguntas, 1-ele nao foi cumprido, e 2-ele nao foi informado aa audiencia, somente aos entrevistadores.

Ja vi isso varias vezes antes, o politico ou celeb aceita "entrevista" desde que nao se pergunte a ele sobre o divorcio escandaloso ou coisa parecida e nada eh informado ao publico a respeito desse trato.

Pra que ela foi la e porque a direcao do jornal ou tv aceitou?  A rede aceitou esse trato exclusivamente PRA LEVANTAR A BOLA POLITICA DELA:  quebrou a cara, e com os reporteres despedidos ("afastados") vai ficar pior ainda.  Nada a ver com pergunta pessoal.  Quando se consegue emprego de jornalismo ninguem conta isso pra ninguem, voce esta suposto a ser "celula" que faz seu trabalho (de levantamento de bola politica pra gente pra la de duvidosa) automaticamente.

Isso dito, se havia trato entre partes e se era entre direcao e entrevistado -nao dos entrevistadores- eles quebraram um trato que nao os envolvia exceto no impedimento de perguntas.  Se eles sabiam disso, nao havia razao pras perguntas.  So que o afastamento deles eh so o segundo erro DO PROGRAMA.  Ta faltando direcao e honestidade la.

Nao que eu tenha achado as perguntas caso serio, nao significam nada pra ninguem.  Tampouco acho que as perguntas tinham qualquer coisa a ver com "greve".  Mas com complexo de inferioridade de tucanos e demos nao se encosta nem com uma flor:  note que a ex-deputada nao tem partido enquanto se fosse petista o nome do partido estaria no item;  note tambem o complexo de inferioridade do item, que menciona 3 perguntas mas so lista uma porque o trato continua de pe com a fonte, cujo link nao veio:

Marcelo acabou falando do tema, sem no entanto citar a greve. Perguntou por que o País tem dificuldades de valorizar a Educação. Daí vieram outras duas questões sobre o setor. Raquel respondeu também sem tocar diretamente na paralisação, que já se arrasta há 46 dias.

Sim, concordo com voce.  O "faltaram com a educacao" implicava uma pessoalidade que nao houve.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Extraordinário como os governos tucanos lidam com a "liberdade de imprensa". Nesse caso ainda não li nenhum editorial  furioso dos jornalões da velha mídia a respeito disso.

A Tv Cultura de SP sendo privatizada e tucanizada, (dezenas já foram demitidos)

A imprensa mineira é relações públicas de Aécio (ou da irmã)

Em Goiás, a demissão de jornalistas que fazem perguntas incovenientes...

Onde há governo tucano, a imprensa ou não tem liberdade ou está totalmente cooptada. Fato.

 

O patrão não é um DEMOcrata, é um TUCANOcrata. Se fosse um DEMOcrata, o bicho iria pegar, e Cachoeiras de lágrimas rolar. O Jorge Kajuru conhece bem essas perseguições lá pras bandas de Goiás. O coromnelato é feio também lá nesse pedaço do Centro-Oeste.

 

Será que nāo existe um manual de conduta do jornalismo ora essa??!! Nāo se pode nunca criticar ou importunar um tucano, ainda mais quando ele está na situaçāo...e parece que a dupla de incautos ignorou o perigo.  Valeu coronel Perillo, quem mandou incomodar nossa máfia emplumada...que isso sirva de liçāo a todo jornalista que desafie o estabelishment psdebista.

 

TBC afasta jornalistas que faltaram com a educação em entrevista...

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Pois é

e tem gente que sonha com uma midia totalmente a merçe do poder publico...

 

leonidas

e tem gente que sonha com uma midia totalmente a merçe do poder publico...

Vc errou por má fé ou ignorância mesmo. TV pública tem que ser independente e sob controle das entidades da sociedade. O problema é que os tucanos transformam a TV Pública em coisas suas, que o diga Alckmin, Perillo, Aécio..

Quem não se enquadra leva chumbo, a conferir nesta postagem que nos dá conta de um entrevero entre Demóstenes Torres e Marconi Perillo, que envolveu até tiroteio de verdade:

 08 09 2006 ]

Censura recebe mais críticas

"Eleições em Goiás autoritarismo em dose dupla"

A Semana

Os eleitores de Goiás estão privados de conhecer melhor a troca de insultos e acusações entre o tucano Marconi Perillo, candidato ao Senado, e o pefelista Demóstenes Torres, candidato ao governo estadual. No domingo 3, a juíza Elizabeth Maria de Silva, por solicitação dos advogados de Perillo, proibiu a exibição no horário eleitoral gratuito de reportagem de CartaCapital. Na edição 409, de 6 de setembro, a revista revelou que as investigações sobre atentado contra a casa de Torres, em 2004, esbarraram no major Walter Capinam, ex-chefe da Casa Militar no governo Perillo e até há pouco tempo responsável pela segurança da campanha do tucano.

A juíza também ordenou a apreensão do Jornal do Estado de Goiás, sediado em Anápolis, que destacou a reportagem de CartaCapital. Os advogados de Perillo argumentaram que o jornal publicou “de forma dolosa e maliciosamente alterada” o texto da revista. Henrique Morgatini, diretor da publicação, afirma que se limitou a reproduzir “integralmente” o teor da reportagem. CartaCapital esclarece: não foi consultada nem autorizou a reprodução do conteúdo.

A Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e o Sindicato dos Jornalistas do Estado de Goiás emitiram nota em repúdio à atitude de Perillo e à decisão do Tribunal Regional Eleitoral. “O recolhimento de jornais é uma violência que nos remete aos mais sombrios momentos do autoritarismo. Que esse duplo atentado à liberdade de imprensa tenha acontecido a pedido de um candidato a cargo eletivo e por autorização de uma juíza é fato revoltante”, anotou Fernando Martins, diretor-executivo da ANJ.

Agência Estado

ANJ condena apreensão de jornal em Goiás

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota condenando decisão da juíza eleitoral de Goiás, Elizabeth Maria de Silva, de mandar apreender exemplares do “Jornal do Estado de Goiás”, acatando ação do ex-governador e candidato tucano ao Senado Marconi Perillo. “O recolhimento de jornais é uma violência que nos remete aos mais sombrios momentos do autoritarismo”, diz.

Perillo pediu a apreensão após o jornal ter publicado reportagem da revista Carta Capital, tratando de seu possível envolvimento num atentado contra o senador Demóstenes Torres (PFL) em 2004. A juíza atendeu o pedido e também, segundo a nota, “proibiu que a matéria seja divulgada por outros meios de comunicação ou comentada” por candidatos.

“É um ato absurdo de censura, expressamente proibida pela Constituição. Que este duplo atentado à liberdade de imprensa tenha acontecido a pedido de um candidato a cargo eletivo e por autorização de uma juíza é fato revoltante”, critica a nota. A juíza diz que deu a liminar por causa da “gravidade das acusações na matéria, sem respaldo legal ou conclusivo” dos atos investigados.

Diário de Natal

ANJ condena censura em Goiás

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota condenando a decisão da juíza eleitoral de Goiás, Elizabeth Maria de Silva que fez com o Brasil revivesse os tempos da repressão e censura impostas pela ditadura militar. Ela acatou a ação movida pelo ex-governador e candidato ao Senado, Marconi Perillo, que pedia a apreensão de exemplares do Jornal do Estado de Goiás, de Anápolis. Além de determinar a policiais o recolhimento dos jornais, a juíza proíbe que a matéria seja divulgada por outros meios de comunicação ou comentada por políticos que concorram a cargos públicos.

A Associação classifica como revoltante o fato. A matéria que originou a questão foi inicialmente publicada pela revista Carta Capital, e relata um possível envolvimento do candidato, em uma atentado contra o senador Demóstenes Torres. O caso foi recebido com repúdio também pela sociedade norte-riograndense. O chefe do departamento de comunicação social da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), professor Newton Avelino, se disse surpreso com a ocorrência do fato. Ele caracteriza como ‘‘absurdo’’ e um ‘‘ato inconcebível’’ que isso aconteça nos dias atuais. ‘‘É preciso que as entidades representativas da classe jornalística e dos veículos de comunicação se unam para combater essa restrição à liberdade de expressão, de pensamento e de imprensa’’, enfatizou.

O mesmo pensa o presidente do Sindicato dos Jornalistas do RN, jornalista Aluisio Viana. Para ele pode se dizer que um essa atitude é uma afronta à democracia e uma volta aos tempos da ditadura. ‘‘A sociedade não poderá se considerar livre frente à práticas como essa. É um retrocesso se aceitarmos isso calados’’, declarou.

O secretário do Centro de Direitos Humanos e Cultura Popular, Aluísio Matias acha que esse tipo de coisa acontece por falta de diálogo com a sociedade a respeito dos limites da mídia. Mas que qualquer tipo de cerceamento à imprensa é condenável. ‘‘Precisamos de uma legislação mais clara e de um conselho de comunicação social que limite a violação dos direitos da imprensa’’, afirmou.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Natal (OAB/RN), Adilson Gurgel, disse que, por não ter total propriedade da situação, fica difícil a emissão de uma opinião, mesmo assim, defende a liberdade de imprensa. ‘‘Fica difícil eu dar uma opiniao ouvindo apenas um lado. Eu só conheço um lado da história. Só tenho a idéia da revolta, lógica, da ANJ. Mas, em tese, eu defendo a total liberdade de imprensa com responsabilidade.

Estado de São Paulo

ANJ condena apreensão de jornais em Goiás

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota condenando decisão da juíza eleitoral de Goiás Elizabeth Maria de Silva de mandar apreender exemplares do Jornal do Estado de Goiás, acatando ação do ex-governador e candidato tucano ao Senado Marconi Perillo. “O recolhimento de jornais é uma violência que nos remete aos mais sombrios momentos do autoritarismo”, diz.

Perillo pediu a apreensão após o jornal ter publicado reportagem da revista Carta Capital, tratando de seu possível envolvimento num atentado contra o senador Demóstenes Torres (PFL) em 2004. A juíza atendeu o pedido e também, segundo a nota, “proibiu que a matéria seja divulgada por outros meios de comunicação ou comentada” por candidatos.
“É um ato absurdo de censura, expressamente proibida pela Constituição. Que este duplo atentado à liberdade de imprensa tenha acontecido a pedido de um candidato a cargo eletivo e por autorização de uma juíza é fato revoltante”, critica a nota. A juíza diz que deu a liminar por causa da “gravidade das acusações na matéria, sem respaldo legal ou conclusivo” dos atos investigados

Jornal X - Blog do jornalista Eduardo Horácio

Carta capital some das bancas

Segundo alguns jornaleiros, foi comum em alguns locais uma só pessoa comprar todos os exemplares da revista (em média, pequenas bancas recebem três exemplares, enquanto bancas maiores recebem cerca de dez). 
Muitos jornaleiros, no entanto, preferem não falar do assunto.

Também não se sabe quem orientou a compra de praticamente todos os exemplares da revista.
Ou seja: como não há mais revista Carta Capital nas bancas (até que a editora reponha, se isso acontecer) e um jornal goiano foi proibido de republicar a matéria da revista que trata de Goiás, a única opção para quem quiser ler a matéria é o site da revista na internet. Por enquanto.


Associação Rio Grandense

ANJ condena apreensão de jornais

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgou nota condenando decisão da juíza eleitoral de Goiás Elizabeth Maria de Silva de mandar apreender exemplares do Jornal do Estado de Goiás, acatando ação do ex-governador e candidato tucano ao Senado Marconi Perillo. “O recolhimento de jornais é uma violência que nos remete aos mais sombrios momentos do autoritarismo”, diz.

Folha de São Paulo

A Associação Nacional de Jornais divulgou nota condenando a decisão da Justiça de Goiás de recolher exemplares do “Jornal do Estado de Goiás”. O texto relata suposto envolvimento do ex-governador Marconi Perillo (PSDB) em um atentado contra o senador Demóstenes Torres (PFL), em 2005.

http://www.jornalestadodegoias.com.br/index.php

 

Blog do IV AVATAR

E tu achas que na (midia) "privada" é diferente?

 

Srªs Senadoras e Srs. Senadores, a Transparência Internacional divulgou, nesta terça-feira, a classificação anual dos países mais corruptos do mundo, e a situação do Brasil, sob o império do “lulismo”, só piorou. Demóstenes Torres 08/10/2003

E tem gente que sonha com a imprensa totalmente à mercê da plutocracia.