newsletter

Pular para o conteúdo principal

O AGA não é um paradigma

Paradigma (do grego parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido.

Não há como negar, o tão discutido AGA (Aquecimento Global Antropogênico) e seus possíveis efeitos no clima, ocupa o cerne da discussão na Rio+20. É diária a atribuição, do pretenso aquecimento, a todo tipo de desastre natural que é noticiado pela mídia.

Considero que a escolha do tema do AGA como paradigma para qualquer modelo de desenvolvimento é, na melhor das hipótese, um engano. Todos sabemos que a série histórica existente (por medição direta) sobre as condições climáticas do planeta são recentes. Estas medições sofreram ao longo do tempo mudanças em sua sistemática. Isto faz com que todos dados conhecidos, além de insuficientes para projeções confiáveis, apresentem um desvio padrão considerável.

Não estou aqui desqualificando, as pesquisas e os pesquisadores da área (pró e contra a teoria do AGA) ou duvidando dos dados obtidos pelos dois grupos até agora. O fato é que a teoria do AGA é uma hipótese, e está muito longe de ser comprovada. Há indícios consistentes das duas correntes e, exatamente por isto, ela não deve ser tomada como paradigma enquanto permanecer neste status, digamos, de pesquisa pura (que de fato é). O que temos até agora, são dados parciais. Qualquer pesquisador sério concordará com esta colocação, por maior que seja o carinho e a dedicação com que conduz a sua pesquisa.

A razão de abrir este debate é tentar descobrir porque, entre tantos paradigmas possíveis, se escolheu o mais abstrato deles? Há consenso em relação a vários assuntos, que poderiam formar uma agenda social positiva e para os quais seria possível estabelecer metas e soluções de curto prazo. Porque nos foi imposto o AGA? Oscar Wilde nos dá uma pista: "Por favor, não fale comigo sobre o tempo, Sr. Worthing. Sempre que as pessoas falam comigo sobre o tempo, eu  me sinto bem certo que eles querem dizer outra coisa. E isso me deixa muito nervoso."  em The importance of being Earnest.

Há um consenso entre os povos dos chamados países em desenvolvimento e pobres sobre querer uma boa qualidade de vida. Não encontro ninguém que defenda, por exemplo, que o rio Pinheiros e Tiête permaneçam como um esgoto a céu aberto. Ou adore os agrotóxicos conduzido aos rios, solo e subsolo brasileiro. Ou que a indústria de Cubatão permaneça jogando resíduos tóxicos, aumentando a contaminação do solo e pagando multas diárias ridículas por isto. Que adore os efeitos que o uso intensivo do transporte individual gera para a qualidade do ar das cidades. Ou defenda a desinteria causada nas pessoas pela qualidade da água nos rios ou das praias. 

Ora, estas causas e seus efeitos nós conhecemos bem. E os países ricos sabem como evitá-las sem prejudicar o seu desempenho. Saneamento e uso cuidadosos dos recursos, geram mais emprego e renda, não o contrário. E não basta maquiar a produção e o consumo, é necessário avalia-los e fazer escolhas, sem imaginar que isto signica algum tipo de perda. Perder, já estamos perdendo há muito, por não sermos capazes de colocar a pergunta certa no lugar do falso paradigma a nós colocado. Não precisamos discutir o AGA para melhorar tudo o que pode e deve ser melhorado.

 

 

 

Sem votos
Grupos:
26 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+26 comentários

É um paradigma, pelo menos como um consenso entre os pesquisadores da área. Da mesma forma que evolução é um paradigma entre os biologos, apesar de 40% dos americanos serem criacionistas.

Há alguns anos, Peter Norvig (pesquisador do Google, um dos grandes nomes da inteligência artificial) mostrou como verificar meta-estudos que buscavam quantificar o consenso (isto é, quantos artigos  cientificos sobre a mudança climática apoiavam, eram neutros ou contra o AGA). Veja http://norvig.com/oreskes.html

Virtualmente não havia nenhum artigo cientifico (exceto editoriais)  que apoiassem hipoteses contrárias.

 

 

Há muito li e arquivei:

 

O IPCC procura se constituir com base em seu caráter técnico e científico, mas está sujeito à ação de grupos de interesse e às pressões políticas. Principalmente nos resumos destinados aos formuladores de políticas públicas, divulgados junto com os relatórios. A repercussão das conclusões do IPCC e a ampla cobertura que a mídia em todo o mundo tem dado ao assunto, especialmente por causa do trabalho do grupo, colocou definitivamente a mudança climática entre as grandes questões mundiais e um dos principais temas da agenda política em diversos países.

Nos últimos anos, a discussão sobre o aquecimento global e suas consequências se tornou onipresente entre governos, empresas e cidadãos. É louvável que todos queiram salvar o planeta, mas o debate sobre como fazê-lo chegou ao patamar da irracionalidade. Entre cientistas e ambientalistas, estabeleceu-se uma espécie de fervor fanático e doutrinário pelas conclusões pessimistas do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), órgão da ONU. Segundo elas, ou se tomam providências radicais para cortar as emissões de gases do efeito estufa decorrentes da atividade humana, ou o mundo chegará ao fim do século XXI à beira de uma catástrofe. Nos últimos três meses, numa reviravolta espetacular, a doutrina do aquecimento global vem se desmanchando na esteira de uma série de escândalos. Descobriu-se que muitas das pesquisas que dão sustentação aos relatórios emitidos pelo IPCC não passam de especulação sem base científica. Pior que isso: os cientistas que conduzem esses estudos manipularam dados para amparar suas conclusões.

O primeiro abalo na doutrina do aquecimento global se deu no fim do ano passado, quando um grupo de hackers capturou e divulgou mais de 1.000 e-mails trocados entre cientistas ligados à Universidade de East Anglia, na Inglaterra, o principal centro mundial de climatologia. As mensagens revelam que cientistas distorceram gráficos para provar que o planeta nunca esteve tão quente nos últimos 1.000 anos. As trocas de e-mails também mostraram que os climatologistas defensores da tese do aquecimento global boicotam os colegas que divergem de suas opiniões, recusando-se a repassar dados das pesquisas que realizam. Os e-mails deixam claro, ainda, que o grupo dos catastrofistas age para tentar impedir que os céticos (como são chamados os cientistas que divergem das teses do IPCC) publiquem seus trabalhos nas revistas científicas mais prestigiadas.

A reputação do IPCC sofreu um abalo tectônico no início do ano, quando se descobriu um erro grosseiro numa das pesquisas que compõem seu último relatório, divulgado em 2007. O texto afirma que as geleiras do Himalaia podem desaparecer até 2035, por causa do aquecimento global. O derretimento teria consequências devastadoras para bilhões de pessoas na Ásia que dependem da água produzida pelo degelo nas montanhas. Os próprios cientistas que compõem o IPCC reconheceram que a previsão não tem o menor fundamento científico e foi elaborada com base em uma especulação. O mais espantoso é que essa bobagem foi tratada como verdade incontestável por três anos, desde a publicação do documento.

Não demorou para que a fraude fosse creditada a interesses pessoais do presidente do IPCC, o climatologista indiano Rajendra Pachauri, cuja renúncia vem sendo pedida com veemência por muitos cientistas. Pachauri é diretor do instituto de pesquisas Teri, de Nova Délhi, agraciado pela Fundação Carnegie, dos Estados Unidos, com um fundo de meio milhão de dólares destinado a realizar pesquisas... nas geleiras do Himalaia. A mentira sobre o Himalaia já havia sido denunciada por um estudo encomendado pelo Ministério do Ambiente da Índia, mas o documento foi desqualificado por Pachauri como sendo "ciência de vodu". Os relatórios do IPCC são elaborados por 3 000 cientistas de todo o mundo e, por enquanto, formam o melhor conjunto de informações disponível para estudar os fenômenos climáticos. O erro está em considerá-lo infalível e, o que é pior, transformar suas conclusões em dogmas.
[O dogma derrete antes das geleiras]

 

 

Odonir Oliveira

A conferência abrange um universo muito maior do que a discussão sobre AGA.

Os grandes temas da Rio+20

Os oito pontos mais importantes e polêmicos da conferência sobre desenvolvimento sustentável que acontecerá em junho, no Rio

Transição para uma economia verde

O que está em jogo: Aumentar a oferta de empregos de modo a suprir as necessidades básicas de mais de 500 milhões de indivíduos que estarão em busca de trabalho nos próximos 10 anos. Considerar ainda os potenciais riscos para o comércio internacional. O temor é que a maneira como os países utilizam os recursos naturais, e o tipo de impacto que produzem na atividade econômica dêem origem a medidas protecionistas e novos subsídios. Por empregos verdes entende-se vagas na agricultura, indústria, serviços e administração que contribuam para a preservação ou restauração da qualidade do meio ambiente.
Quem lidera: O tema está longe de ser unanimidade. Os países em desenvolvimento temem que isso imponha barreiras comerciais não tarifárias, condicionantes ao desenvolvimento ou “receitas” para o desenvolvimento. Além disso, as discussões atuais não incorporam os meios para essa transição, essencialmente recursos financeiros e transferência de tecnologia. A União Européia lidera explicitamente essa discussão, propondo um roadmap para a green economy. Países em desenvolvimento (G77) resistem à idéia e buscam encontrar sua própria conceituação de economia verde, que incorpore suas preocupações.

Novos índices para medir o progresso

O que está em jogo: Deixar de aplicar o Produto Interno Bruto como único indicador de progresso nas contas dos governos. A proposta, conhecida como PIB +, pretende encorajar os países a também medir e explicar o valor de seu Capital Natural (recursos naturais) e o bem-estar social.
Quem lidera: Reino Unido. O país já estabeleceu uma Comissão para o Capital Natural junto ao governo. A França também: apoiou a já conhecida Comissão Stiglitz (Commission on the Measurement of Economic Performance and Social Progress). O governo japonês também apoia.

Segurança alimentar e nutricional

O que está em jogo: Aumentar o investimento agrícola e a promoção do investimento agrícola responsável, bem como as ações nos países em desenvolvimento para aumentar a produção de alimentos e atender às demandas das populações por meios de mecanismos como financiamento, acesso a novas técnicas agrícolas, incentivo a grandes culturas e também de estímulos à agricultura familiar. Inclusão social é uma das metas dessa proposta.
Quem lidera: Sob o aspecto da inclusão social, o tema tem no Brasil o seu protagonista. Mas, no geral, é polêmico. Recentemente, países como Canadá e Austrália retiraram da Minuta Zero a menção à “soberania alimentar” e substituíram os termos para “intensificação da produção sustentável de alimentos”, o que tem mobilizado os negociadores de países da África e da Indonésia, que têm populações pobres e dependentes da produção agrícola.

Acesso à água

O que está em jogo: Garantir o direito à água potável e limpa e ao saneamento como um direito humano essencial, como estabelecido a partir da Eco-92.
Quem lidera: O Brasil tem grande influência nos debates, e defende que a estrutura institucional da ONU não é forte o suficiente e coordenada o bastante para lidar com as diversas questões relacionadas à agua. Atualmente, várias agências e programas da ONU se sobrepõem, o que torna necessário reforçar as iniciativas globais, como a UN-Water e fortalecer outras transversais, como o Fórum Mundial da Água. Hoje, 34 mil pessoas morrem por dia de sede ou por ingestão de água contaminada.

Durante a 3a Reunião Interseccional da ONU realizada em março, os negociadores dos EUA tentaram excluir da declaração da conferência o tema de acesso universal à água. Isso abriria caminho para a privatização dos serviços de saneamento básico, um tema polêmico, que deixa em pé de guerra as representações da sociedade civil. Obtiveram o apoio de União Europeia, Reino Unido, Canadá, Austrália, Israel e Nova Zelândia.

Gestão dos oceanos

O que está em jogo: Criar novas regras para regular o uso das águas oceânicas para comércio, transporte, exploração de petróleo e atividade da pesca, considerando que isso é vital para o equilíbrio da oferta de águas pluviais e potável, do clima, da oferta de alimento e até mesmo do oxigênio do ar que respiramos, elementos que dependem do equilíbrio do ecossistema dos mares.
Quem lidera: O Small Islands States (denominação em inglês para o coletivo formado por países insulares) e os países europeus, especialmente França, com foco no impacto da degradação dos oceanos sobre as atividades pesqueiras. O debate gera enorme polêmica para Japão, Canadá e Rússia, países que temem a aprovação de cotas de pesca, conforme descrito no Parágrafo 80 da Minuta Zero. É delicado também para países exploradores de petróleo, como o Brasil, por conta dos riscos causados à biodiversidade em caso de acidentes com derramamento de óleo. Mas o governo brasileiro está ativo na busca de um novo acordo no âmbito da Convenção sobre o Direito do Mar, que inclui a conservação e o uso sustentável da biodiversidade dos mares em áreas fora da jurisdição nacional.

Expansão do uso de energia renovável

O que está em jogo: Criar mecanismos que incentivem o uso de energia renovável para garantir o acesso universal a serviços de energia modernos e mais eficientes, bem como aumentar o uso de fontes renováveis e reduzir o consumo de combustíveis fósseis. A pauta tem grande importância pelo tema que dela é consequente: o desafio da redução das emissões de carbono, assunto marginal na Rio+20 e que segue sendo propriedade da Convenção sobre Mudança do Clima, que conta com suas próprias conferencias internacionais (COPs, abreviatura do inglês Conference of Parties).
Quem lidera: Os países europeus, de olho na demanda de novas tecnologias para a expansão do uso de energia solar, dos ventos e das marés. O petróleo caro, a falta de mananciais hídricos para geração de hidreletricidade e a necessidade de banir o fomento à energia nuclear por motivos de segurança e custo, impulsionam a bandeira europeia que, entretanto, deixa em posição delicada países como o Brasil, ricos em petróleo e com cenário futuro de desenvolvimento econômico inspirado pelo pré-sal.

Novo arcabouço institucional da ONU

O que está em jogo: Reforçar o papel da atual Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CSD) do Departamento de Assuntos Socioeconômicos (ECOSOC) da ONU e/ou o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Ambas instâncias não têm caráter normativo ou regulatório, mas de adesão voluntária pelos países, o que dificulta a adoção de fato dos acordos.
Quem lidera: A pauta é prioridade de todos os países, porém existe uma clara polarização entre Brasil e o bloco europeu. O governo brasileiro propõe a criação de um Conselho para o Desenvolvimento Sustentável, conforme a recomendação do Painel de Sustentabilidade Global (GSP) estabelecido em passado recente pelo secretário-geral da ONU. E igualmente apoia o fortalecimento do PNUMA através de contribuições financeiras obrigatórias por parte dos países e sua participação universal. Já os europeus defendem a criação de uma Organização Mundial do Meio Ambiente, semelhante à Organização Mundial da Saúde..

Criação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

O que está em jogo: Orientar e estimular os esforços nacionais e internacionais para o estabelecimento de compromissos de caráter universal, que possam ser aplicados por países desenvolvidos, em desenvolvimento e emergentes. Os temas por trás de cada ODS ainda não foram escolhidos oficialmente, mas sabe-se que energia e produção e consumo estarão na lista.

Quem lidera: Colômbia, com forte endosso do Brasil e do Reino Unido. Muitos países preferem não escolher os temas antes da Rio+20; outros – como o Brasil – discutem a idéia de escolher os temas durante a conferência. O Japão vai além e defende a inclusão do conceito de “segurança humana” nos ODS. O que é preocupação comum a todos e que ainda demanda clareza por parte dos que defendem a criação dos ODS é de ordem prática: em que medida bateriam de frente com os Objetivos do Milênio, lançados em 2002 e com plano de metas para 2015?

http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/comunidade-cientifica-se-reune-para-dar-sugestoes-a-rio-20

 

Assis,

Vários ítens da Rio+20 Dialogues estão ligados direta ou indiretamente ao tema. O conceito central discutido é o da Sustentabilidade. Aí são colocados também vários temas discutidos no meu post, como saneamento, transporte, segurança alimentar e outros.

O ponto para o qual eu chamo a atenção nesta discussão é a busca de consenso. Consensos são estabelecidos através de colocações claras e aceitas universalmente. Não é o caso do AGA ou da Mudança Climática.

Ao contrário da leitura que foi feita por alguns aqui, eu não uso o AGA para justificar ou negar coisa alguma. Coloco exatamente a impropriedade de usar a teoria do AGA a serviço de um ou outro grupo.

Não estou particularmente satisfeito com o rumo tomado pela Rio+20. Há colocações bem mais interessantes na Cúpula dos Povos.    

 

 

Gilberto .    @Gil17

Gilberto.

Perfeito esta sua colocação. E o meu comentário se refere exatamente a essa confusão que se está fazendo. Estão usando o AGA para limitar o debate, fixando a discussão apenas neste prisma. A disputa deveria ser entre os que defendem o atual modelo de crescimento que comprovadamente destrói recursos naturais, o consumo irresponsável, o individualismo, segregação,etc.,  e o modelo que defende o desenvolvimento, responsabilidade de produção e consumo, a inclusão social, o não segregacionismo, cuidado com os recursos naturais, etc. A Carta da Terra, que disponibilizo abaixo o link, foi uma preliminar do que deveria ser esta discussão.

http://assisprocura.blogspot.com.br/p/carta-da-terra_25.html

 

Olhe, se eu fosse um grande industrial do petroleo, iria adorar que meus "adversários" adotassem uma tese e uma estratégia tão questionáveis quanto o AGA e o combate a ele. Eu de fato patrocinaria estudos pra que continuassem com isto.

Veja bem. o AGA é tão consistente quanto gelatina. Pode estar correto, corretíssimo, mas só poucos iluminados conseguem ver isto.  E estando certos estes iluminados, a reversão do AGA é quase como propor uma volta ao estilo de vida das cavernas. 

Queria eu ter um oponente político tão "ingenuamente" favorável à minha causa assim.

 

Não vejo como uma política pública de transportes urbanos, que desse prioridade ao transporte coletivo em detrimento do individual, poderia ser vista como ''uma volta ao estilo de vida das cavernas''. Pelo contrário, civilizaria um pouco nossas metrópoles, contribuindo para a mobilidade urbana.

 

Tão pouco me parece inteligente nos apegarmos à obsolescência planejada como conquista da civilização, ou cultuar o descartável como padrão estético sublime.

 

Enfim, há muitos progressos possíveis na economia de baixo carbono. Mas, sim, trata-se de outro padrão cultural, diverso da civilização do disperdício.

 

Você tem muitos motivos para priorizar o transporte coletivo e que são consenso, que não o AGA. E que trarão resultado muito mais imediatos e visíveis.

O que ouço falar dos cientistas é que mesmo que reduzamos em 50% as emissões de carbono talvez não consiguiremos reverter o tal AGA. Claro que isto não significaria a volta às cavernas, foi um exagero intencional. Mas o custo de se reduzir em 50% as emissões seriam monumental, bota monumental nisto... E compare isto com os custos de aceitarmos as mudanças climáticas... Vê, tudo muito nebuloso e cheio de brechas.

Não é muito mais fácil convencer a priorização do transporte coletivo mostrando que com ele as pessoas chegarão no trabalho no horário, do que dizer que vão estar contribuindo com um troco de pinga para o combate ao AGA?

Não é muito mais fácil convencer as pessoas a usarem carros de emissão zero mostrando as milhares de pessoas que deixarão de morrer por causa da poluição do ar na sua cidade?

o AGA é cortina de fumaça nebulosa que ofusca o debate ambiental de questões bem mais preementes nas quais há consenso. Me convenço cada dia mais que as corporações petroliferas e demais poluidoras estão adorando isto tudo.

 

 

É verdade. As corporações do petróleo estão investindo os tubos na contra-informação. Acho interessante, por exemplo, que nos informemos do que a insuspeita NASA afirma que não está em discussão:

 http://climate.nasa.gov/evidence/

No entanto discordo que seja fácil mudar padrões culturais, seja lá com que argumento for. Mesmo diante da evidente imobilidade urbana, a maioria da classe média, que só se acha gente porque é proprietária de um automóvel, seguirá defendendo até a morte o seu direito ao congestionamento. O american way of life estabeleceu-se pra valer.

 

Já que é para falar de hipóteses, e que, volta e meia, alguém levanta que tem teoria da conspiração no meio, talvez a conspiração poderia estar em outro ponto. O AGA seria a melhor pedida para esvaziar e confundir o debate sobre clima, ecologia, sustentabilidade e assuntos relacionados.

Não que a refutação do AGA implique em dizer que todo papo ecológico se torne descartável. Mas de uma hipotética negação cabal do AGA, para um questionamento amplo, geral e irrestrito de qualquer assunto relacionado ao meio ambiente é um pulo.

E assim como existiriam interesses econômicos por trás de uma nova economia verde, créditos de caborno e similares, existem interesses muito maiores e já estabelecidos no velho modelo industrial-capitalista poluidor e extrativista. Porque a "conspiração" não poderia estar naqueles que condenam ideias que claramente ameaçam o status quo e que dificultariam a vida de inúmeras empresas que teriam que se adaptar para continuar funcionando de forma aceitável numa ótica sustentável?

Mas de qualquer forma, concordo com a tese de que o foco no AGA é um erro, independente de sua validade.

 

  Alguem deve tá roubando a neve do ártico. Enquanto isso nos oceanos um aumento de acidez matando grande parte dos corais-> peixes->etc... mas nada a ver com CO2 e humanos, vamos deixar pra lá.

 

Acidificação dos oceanoshttp://www.amazon.com/CO2-Global-Warming-Coral-Reefs/dp/0971484589

Não precisa comprar. Você acha uma versão em PDF aqui: www.scienceandpublicpolicy.org

Árticohttp://nsidc.org/arcticseaicenews/

mostrando que a área coberta por gelo hoje está no mesmo nível de 2008-2010 e maior que 2011. Isto vai de encontro com a teoria AGA.

As grandes geleiras que se derretem e viram manchete no mundo inteiro, é um fenômeno que ocorre TODA primavera. Os alarmistas usam isso como se o mundo estivesse se derretendo. 

 

Gão, agora estou sem tempo, mas vou te passar dois links mostrando:

- ninguém está 'roubando' gelo do ártico ou antártico - pelo contrário. As geleiras já estão se recuperando. É claro, afinal, a terra já entrou em período de resfriamento.

- acidez dos ocenaos também é balela. A acidificação dos oceanos é uma mentira do tamanho do mentira do burado de ozônio (isto mesmo, o buraco de ozônio também foi outra balela).

 

Substituíram o obscurantismo religioso pelo obscurantismo midiático calcado, neste caso, na pseudo-ciência. Só agora com a internet e a democratização do conhecimento é que dá pra ver o tamanho do estrago.

 

 

Iria postar outra vez sobre a química das soluções, mas estou cansado.

AGA é um fato. Suas consequências é que talvez não sejam ainda percebidas empiricamente fora dos grandes centros urbanos de países em desenvolvimento. Nesses países os gases que produzem o efeito estufa também envenenam o ar e aí dá-se a vivência da primeira consequência do AGA.

Países sub-desenvolvidos ou plenamente desenvolvidos ainda não sentem o problema ou já não o sentem mais, até, estes últimos, por terem transferido suas fávricas mais poluentes para os países em desenvolvimento.

Temos, por tanto, bastante tempo e outros problemas mais urgentes a tratar.

Mas os efeitos dos gases estufas são cumulativos e a cada dia o custo será maior e o tempo menor.

Outra coisa, muito provavelmente o trabalho necessário para reduzir e controlar o AGA levará ao controle de fontes de poluição que geram os outros problemas ambientais

 

Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico.

Sérgio, o Marcelo já respondeu bem respondido mas vai aí um estudo que coloca uma pá de cal nessa HIPÓTESE frágil do aquecimento global antropogênico:

http://climateclash.com/?p=750

Resumo do resumo: co2 já se encontra saturado.

Cuidado com a desinformação de que co2 é um gás poluente. Não o confunda com o monóxico de carbono. Esse sim é perigoso. Ainda bem que ele só tem 20 minutos de vida....

 

 

Se vc se refere ao "gases do efeito estufa" como CO2, como explicar que de apenas 0,03%, que corresponde o CO2 do Planeta, e desses, apenas 3% são antropogênico? Ou seja, 3% de 0,03% totalizam 0,0009% dos gases atmosféricos são produzidos pelo homem. Vc poderia também comentar sobre os produtos químicos que jogamos no solo, no ar e nos rios que são em concentração muito mais elevada e danosos para a vida. Gas garbônico é a base da vida com conhecemos.

do site: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-ar/ar-3.phpComposição aproximada do ar

 

  • 78% Nitrogénio
  • 21% Oxigênio
  • 0,97% Outros gases
  • 0,03% Gás Carbônico

 

"Outros gases" inclui dióxido de carbono (0,03%) e pequenas proporções de outros gases incluindo argônio (árgon), poluentes e vapor d'água.

 

Levar em consideração que o ar atmosférico não é apenas uma mistura de gases, apresenta também, partículas sólidas de sujeira.

 

Composição do ar secoNomeFórmulaProporçãoNitrogênioN278,08 %OxigênioO220,95 %ArgônioAr0,934 %Dióxido de CarbonoCO2382 ppmNeonNe18,18 ppmHélioHe5,24 ppmMonóxido de nitrogênioNO5 ppmKriptônioKr1,14 ppmMetanoCH41,7 ppmHidrogênioH20,5 ppmProtóxido de nitrogênioN2O0,5 ppmXenônioXe0,087 ppmDióxido de NitrogênioNO20,02 ppmOzônioO30 à 0,01 ppmRadônioRn6,0×10-14 ppm

 

Fonte: pt.wikipedia.org


Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/meio-ambiente-ar/ar-3.php#ixzz1xokPxt3I

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cienciasaude/40940-guru-verde-renega-catastrofismo-climatico.shtml

45- Provas de que as variações climáticas da Terra são cíclicas.

01- Para alguns cientistas, as estridentes manifestações sobre o aquecimento global, seria um modismo passageiro.
Onde se estaria usando um fenômeno cíclico, para manipular as massas.
E não alguma interferência de ordem antropogênica...
Causada pela própria atividade humana.
Até porque, sempre ocorreram mudanças climáticas na história geológica do nosso planeta.
02- Como prova de que o clima quente predominou no período medieval.
Lembro que apesar das florestas africanas, americanas e européias ainda não terem sido devastadas... Em 1200, quando o viking Eric, o Vermelho, deu o nome de “Groelândia” a maior ilha do mundo... A Groelândia era literalmente verde, pois o clima terrestre era muito mais quente do que agora...
03- Nos tempos dos dinossauros, a temperatura média do planeta era 18ºC, e não os cerca de 16ºC atuais.
04- A Antártica também já foi uma floresta... E o homem não pode ser responsável pelo aquecimento da Antártica... Pois na época os humanos nem existiam.
05- È comum que de períodos em períodos, o ângulo do eixo de rotação da Terra varie alguns graus em relação ao Equador. Assim como varie o tamanho da elipse que a Terra faz ao girar ao redor do Sol.
06- No verão, como o ângulo do eixo de rotação da Terra varia alguns graus em relação ao Equador. O calor do Sol captado pela Terra, chega a ser 03 vezes maior do que o calor que é captado no inverno.
07- O fator que mais determina o aumento da temperatura terrestre é o angulo de inclinação do eixo terrestre... Pois é a inclinação do eixo terrestre que determina se haverá um causticante verão ou um insuportável inverno.
08- Sem medo de exagerar, podemos afirmar que o clima da Terra é o resultado de tudo que acontece no Universo. Que as atividades no Sol têm bem mais impacto no aquecimento do planeta Terra do que qualquer atividade humana... E que não temos nenhum controle sobre as atividades do Sol.
09- O aumento na temperatura de Júpiter, Marte e Plutão, reforçam a tese de que o aquecimento terrestre estaria sendo causado por uma maior atividade solar.
10- Uma descoberta recente aponta a ionização da troposfera inferior, como sendo a causa dominante na mudança de clima.
11- Os gases, cinzas e fuligens, lançadas na atmosfera pelos vulcões causam um esfriamento global, que supera o calor produzido pela interferência humana.
12- Já que a maior parte do gás carbônico retirado da atmosfera (fotossíntese), não é feito pelas florestas, mas sim, pelas algas marinhas e os fitoplancton...Temos que revisar tanto o papel do gás carbônico como o das atividades humanas.
13- Quando queimamos algum combustível fóssil, não estamos criando mais gás carbono... E sim, apenas devolvendo o que havia sido retirado da atmosfera.
14- Embora estejamos aumentando o nível de CO2 do planeta, isso não significa que a causa do aquecimento atual seja apenas o CO2 produzido pelo homem.
Até porque, nos últimos 150 anos, a poluição humana mexeu em menos de meio por cento da composição atmosférica nesses. E essa concentração de CO2, não seria suficiente para explicar as mudanças climáticas.
15- “Algumas Partes por milhão”, como o próprio nome diz, é coisa pouca em relação ao todo.
16- Os estudos que advogam a atividade humana, como sendo a causa principal do efeito estufa... Desprezam que o vapor d´água é o principal responsável pelo efeito estufa... E que na atmosfera terrestre existe muito mais vapor d'água do que gás carbônico...
17- O aumento do vapor de água também gera aumento de nuvens, que, por sua vez, refletem mais luz e calor de volta ao espaço, antes do calor chegar ate o
solo.
Enquanto os efeitos do vapor forem 'adequados' a atmosfera permanece
em equilíbrio, auto regulando-se. Pois quanto mais calor, mais vapor, mais
nuvens... E a atmosfera esfria novamente.
18- Três coisas costumam acontecer com o CO2 lançado não atmosfera terrestre, ser armazenado em algum lugar. Ir parar em alguma biomassa ou se dissolver nos oceanos.
Sem falar que os modelos em estudo ainda são bastante incompletos e não incluem uma série de processos de funcionamento dos ecossistemas que poderiam atenuar essas alterações.
19- A melhor forma de reduzir as emissões seria capturar o CO2 e armazená-lo permanentemente, seja por meio do bombeamento para depósitos subterrâneos, ou de seu transporte para as profundezas do oceano, para que se dissolva na água do mar.
20- Já que 71% da superfície da Terra é água salgada. Cerca de 15% são floresta, desertos, terrenos baldios ou campos cultivados... E só vivemos na “casca” do planeta Terra... Sobra menos de 6% para os humanos predar.
21- Não podemos esquecer de que, somos apenas uma das cerca de 30 milhões de espécies que ainda existem.
22- O homem só interfere no clima do planeta Terra, ao nível de Aldeia e Cidade... Pois por enquanto, a interferência humana é incapaz de reverter o que a natureza esteja realizando a nível mundial.
23- Na década de 70, os “sábios” da época, declaravam aos berros que estávamos próximos de uma. ERA GLACIAL!!! E hoje esse mesmo tipo de alarmista quer nos acusar pelo aquecimento...
24- Além do bio combustível exigir uma cadeia muito mais complexa que a do petróleo... E mexer tanto na questão fundiária como na social e na ambiental... Esta “solução” pode se tornar mais problemática do que o uso de combustíveis fosseis.
25- Como são as algas marinhas e não os vegetais que têm um superávit na produção de oxigênio. Se algum estúpido quisesse "salvar o planeta", ele deveria encheria a piscina de casa com algas marinhas.
26- Para obter combustível dos vegetais, precisamos trocar os recursos por trabalho. Já no casso dos combustíveis fósseis, é só tirar e usar. Praticamente não há troca: E simplesmente usamos o que já está disponível. Então devemos pensar qual realmente é mais econômico, em todos os sentidos.
29- Mais gás carbônico ajudaria no crescimento das plantas, uma vez que ele é a comida básica dos vegetais.
30- Em 2002, foi retirado um bloco de gelo glacial, do solo da Antártica, que se encontrava a cerca de 03 quilômetros de profundidade...
E através da Paleocrima, da poeira acumulada e das pequenas bolhas de ar de cada época... O EPICA- Projeto Europeu para núcleos de gelo da Antártica, pode estudar o clima da Terra dos últimos 740 mil anos.
31- O pesquisador Hubertus Fischer, do Instituto Alfred Wegener da Alemanha de Pesquisa Marinha e Polar (AWI), explicou que as oscilações entre as fases quentes e frias dos hemisférios Norte e Sul. E entre as variações de temperatura da Groelândia e da Antártida.
São controladas por um mecanismo chamado de “gangorra bipolar".
http://lba.cptec.inpe.br/lba/site/?p=opo…
32- Vale lembrar que, além do “Efeito Estufa” independer das alterações provocadas pelas atividades humanas. A atual campanha contra o Aquecimento Global é um terrorismo, onde se usa o clima como arma.
33- Além do “Efeito Estufa” independem da interferência humana. Não temos como estimar ou mesmo entender como a biosfera funciona. E não estarmos enxergando o futuro como ele será. O chamado Efeito Estufa, seria o fruto da paranóia que o futuro costuma despertar em muitos de nós.
34- Em 1940, quando a “revolução industrial começou aumentar.... O Co2 aumentou... Mas a temperatura caiu...
Em outras palavras a teoria do efeito estufa não se encaixa nos fatos.
35- Além da quantidade de CO2 na atmosfera ser inferior a 0, 04%, temos que separar a quantidade de CO2 produzida pelos humanos, do que é produzido pela natureza.
36- O gás mais importante para o efeito estufa e o Vapor d´ água, já que a quantidade do mesmo na atmosfera, pode chegar a 95%.
37- Nos últimos 1000 anos, nenhuma das mudanças no clima pode ser explicada pelo CO2.
38- Como os registros históricos provam que, Primeiro a temperatura aumenta ou mesmo diminui, para depois o CO2 acompanhar a mudança.
A responsabilidade do CO2 é irrelevante.
E fica provado que não são as variações de CO2 que causam as mudanças, mas sim, são as variações de temperatura que modificam o CO2...
Um fato que acontece com todos os outros gases. Pois o CO2 apenas segue o que acontece com a Terra.
39- Além dos Vulcões sozinho produzirem mais quantidade de CO2 do que o produzido por todos os humanos juntos, não podemos desprezar o CO2 produzido pelos animais, o produzido pelas bactérias, o produzido pelos vegetais em decomposição e o CO2 produzido pelo Oceano.
Pois eles juntos produzem cerca de 150 bilhões de toneladas de CO2 por anos.
40- Os oceanos têm uma Memória das mudanças climáticas
Como os Oceanos gastam dezenas de anos para alterar a sua temperatura...
E primeiro a temperatura dos Oceanos varia, para depois o volume do CO2 se modificar.
Quando alguém afirma que, A temperatura dos Oceanos estaria aumentando...
Ele apenas estaria reportando algo que aconteceu no passado.
41- Existe uma correlação entre os ciclos de manchas solares do Sol e a temperatura do planeta Terra.
Depois de estudar os últimos 400 anos de atividade solares, ficou provado que o responsável pela temperatura da Terra é o Sol e não o CO2.
Pois o “vento solar” interfere na ionização que chega a Terra...
E a ionização interfere nas nuvens e nos Raios cósmicos.
42- O clima da Terra é controlado pelas nuvens...
As nuvens são controladas pelos raios cósmicos.
E os raios cósmicos são controlados pelo Sol.
Que comanda as mudanças no clima da Terra.
43- O “Aquecimento global” criou o jornalista, o escritor e o cinéfilo “ambiental”...
E se o “Aquecimento global” for desmascarado... Os noticiários e os empregos dos mesmos terminam...
44- Se houver menos diferença de temperatura entre os lugares quentes e os frios (trópicos e Pólos)... Também haverá menos tempestades, menos ciclones...
E por que isso não é mencionado?
45- Mesmo quando a Groelândia era mais quente... Não houve o derretimento alardeado. Pois agraves dos séculos as calotas polares estão sempre se derretendo e voltando a aumentar.

Lisandro Hubris do Ateusbr
http://ateusbr.blogspot.com/

 

Noutro site:http://www.ipco.org.br/home/opiniao/vegetacao-consome-quase-20-vezes-o-co2-produzido-pelos-combustiveis-fosseis

Vegetação consome quase 20 vezes o CO2 produzido pelos combustíveis fósseis

 

 Soja na Argentina

As plantas retiram dióxido de carbono (CO2) da atmosfera para a fotossíntese em proporções que desanimam a demagogia catastrofista.

Christian Beer, do Instituto Max Planck (Alemanha), e colegas afirmam que as plantas consomem cerca de 123 bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera por ano.

O estudo foi publicado online pela revista Science.

Para se ter uma ideia, segundo os cientistas a quantidade total de carbono injetada na atmosfera pela queima de combustíveis fósseis é de cerca de 7 bilhões de toneladas por ano.

  

Isto equivale a dizer que, globalmente falando, o CO2 produzido pelos combustíveis fósseis corresponde a apenas 5,74% do total desse gas consumido no mesmo período pela vegetação.

Em outros termos, a vegetação assimila um volume quase 20 vezes superior ao do CO2 produzido por combustíveis fósseis.

E ainda pretende-se que é o consumo humano que decide o futuro do clima da Terra.


Os pesquisadores destacaram o papel das florestas tropicais, responsáveis por 34% do total de absorção de CO2 da atmosfera.

As savanas absorbem 26% do total, embora ocupem uma superfície cerca de duas vezes maior que a das florestas tropicais.

 

Re: O AGA não é um paradigma
 

Será que alguém vai ler isto aqui neste post de ontem? Mas vá lá... Tem tanta gente capacitada defendendo que o AGA é real e outros que não é real, tem tanta coisa para ler, que não podemos perder tempo com gente que não sabe nada de nada. Porque o sujeito (fui no link mas deve ser um post muito antigo lá, não achei nas primeiras três ou quatro páginas) tem que escrever "45 pontos blá blá blá blá blá blá"? Porque não se fixa em poucos pontos que conhece ou que são consenso dentre os defensores da sua tese? Tem um monte de coisa ali que não passam de balelas. Vou falar rapidamente porque acho que vai ser lido por somente uma pessoa mesmo...

"03- Nos tempos dos dinossauros, a temperatura média do planeta era 18ºC, e não os cerca de 16ºC atuais."  Putz! E onde voce acha que estava o nível do mar? Os continentes nesta época formavam o Pangéia. Onde é o Rio de Janeiro hoje era no meio do continente! Não dá para fazer relação nenhuma! Sabe-se por exemplo que a umidade era muito maior e que as florestas eram imensas!.

"04- A Antártica também já foi uma floresta... E o homem não pode ser responsável pelo aquecimento da Antártica... Pois na época os humanos nem existiam." Putz, Ai! Claro a Antárctica no paleozóico ficava no Equador! Metade dela no hemisfério Norte e metade no Sul.

"05- È comum que de períodos em períodos, o ângulo do eixo de rotação da Terra varie alguns graus em relação ao Equador. Assim como varie o tamanho da elipse que a Terra faz ao girar ao redor do Sol." Aonde o "jênio" foi tirar esta informaçao? Errado! A órbita é quase perfeitamente circular, a excentricidade existe (0,0167) mas é percebida em uma avaliação rigorosa da matemática e da física, para efeito prático não tem nenhuma influência no clima. O ângulo do eixo varia em muitos aspectos mas é sempre cíclico; também sem influência maior do que os invernos e verões que observamos.

"13- Quando queimamos algum combustível fóssil, não estamos criando mais gás carbono... E sim, apenas devolvendo o que havia sido retirado da atmosfera." Claro que está, na prática, criando gás carbônico. O carbono estava fossilizado na forma de hidrocarbonetos no subsolo. Você está queimando o hidrocarboneto, o que é uma reação química que, além de retirar o oxigênio da atmosfera, gera calor e gases, dentre eles o gás carbônico. É lógico que o carbono foi fixado a partir do gás carbônico, mas quer respirar o ar da Terra de um bilhão de anos atrás? Boa experiência vai pesquisar, peça a um laboratório a mistura de gases e respire para nós. Venha depois contar os resultados; depois de morto...

Ah, cansei! Nunca tive um desprazer tão grande em escrever nestes comentários... Qualquer bom aluno de ensino médio desmonta literalmente metade destes argumentos.

Vão ler coisas que prestem.








 

Oi, Cyro. 

Também posso fazer um pouquinho de raiva em você? Calma. Brincadeira. Paciência é pre-requisito para o debate. 

"03- Nos tempos dos dinossauros, a temperatura média do planeta era 18ºC, e não os cerca de 16ºC atuais."  


Realmente não precisa ir tão longe no tempo.

A Groelândia "minutos atrás"  (na época dos Vinkings) era uma ilha coberta de vegetação toda verde. Por isso o nome Green Land.

No rio Tâmisa, "segundos atrás" (na época de Charles Dikens) se congelava em Londres e em cima dele se promoviam campeonatos de patins no Gelo. Hoje ele não se congela em Londres.

Ao NORTE de Londres, "minutos atrás" (quando Inglaterra era dominada pelos romanos) cultivava-se uvas. Hoje o frio impede isto. 

Acho que este item 03 foi uma forma infeliz de tentar dizer que a variação climática sempre ocorreu e sempre ocorrerá independentemente do ser humano. 


"04- A Antártica também já foi uma floresta... E o homem não pode ser responsável pelo aquecimento da Antártica... Pois na época os humanos nem existiam." 

Também não precisava ir lá longe. Aqui neste link http://nsidc.org/arcticseaicenews/ está DEMONSTRADO que a área do Ártico de hoje está no mesmo nível de 2008 a 2010 e MAIOR que 2011. Evidente. Afinal, a terra já se encontra em período de resfriamento novamente. 

 

"05- È comum que de períodos em períodos, o ângulo do eixo de rotação da Terra varie alguns graus em relação ao Equador. Assim como varie o tamanho da elipse que a Terra faz ao girar ao redor do Sol." 

Sua impaciência é hilária. Mas aqui, você tem razão. hehehehee

"13- Quando queimamos algum combustível fóssil, não estamos criando mais gás carbono... E sim, apenas devolvendo o que havia sido retirado da atmosfera."


Bastava o cara dizer que a concentração de CO2 no passado já esteve bem maior que os 0,0035% de hoje e isto não afetava o clima. As pessoas invertem as coisas: o aumento de temperatura causa aumento da concentração de co2. E não o contrário. 

Se parecer estranho esta afirmação para vc, me desculpe, mas tenho que passar um link com estudo que comprova a SATURAÇÃO DO CO2.  Segue e espero que não fique muito nervoso:

http://scienceandpublicpolicy.org/images/stories/papers/originals/Saturated%20Greenhouse%20Effect%20Theory.pdf

Se você tivesse paciência para ler este estudo, sua mente iria se mover bastante...

Acho que estudantes de segundo grau iriam se divertir bem com nosso debate. 

abraços,

 

 




 

Oi, Jandui. Não digo que acredito que o aquecimento global antropogênico seja para valer. Acreditei a princípio no Al Gore, mas tem tanta gente se manifestando de forma contrária que minha convicção não consegue ficar escrita em pedra. Digo que temos que ler coisas que prestam, o que me fez me manifestar contra o Copy/Paste muito comum por aqui. Alguns ainda tem valor mas de vez em quando trata-se de lixo.

Em relação ao AGA o IV Avatar do Rio Meia Ponte mesmo mostrou que o professor Kenitiro Suguio et. al. mudaram de opinião. Temos que ler coisas cientificamente embasadas para poder nos posicionarmos. O asco anterior foi pela utilização de informações soltas ora não relacionáveis com o problema, ora erradas e bobas. Vou pontuar agora o seu texto:

"03- Nos tempos dos dinossauros, a temperatura média do planeta era 18ºC, e não os cerca de 16ºC atuais."  

A Groelândia "minutos atrás"  (na época dos Vinkings) era uma ilha coberta de vegetação toda verde. Por isso o nome Green Land.

No rio Tâmisa, "segundos atrás" (na época de Charles Dikens) se congelava em Londres e em cima dele se promoviam campeonatos de patins no Gelo. Hoje ele não se congela em Londres..."

Tá, e daí? Se quem acredita no AGA estiver certo uma mudança seria mais rápida do que o processo normal. Então a turma do litoral poderá ficar embaixo d'água na próxima geração enquanto que se acreditarmos no pessoal que não acredita no AGA, a Terra entrará no período glacial em um tempo bastante mais longo. O clima muda, as temparaturas mudam, mas confiar que é tudo natural SE houver alguma verdade no AGA é condenar a população ao desastre.

 "04- A Antártica também já foi uma floresta... E o homem não pode ser responsável pelo aquecimento da Antártica... Pois na época os humanos nem existiam." 

Também não precisava ir lá longe. Aqui neste link http://nsidc.org/arcticseaicenews/ está DEMONSTRADO que a área do Ártico de hoje está no mesmo nível de 2008 a 2010 e MAIOR que 2011. Evidente. Afinal, a terra já se encontra em período de resfriamento novamente."

Tudo bem, tempo muito curto para qualquer avaliação; essa variação foi positiva agora neste ano pode ser negativa no ano que vem. Muito pouco tempo. Não se pode extrapolar para décadas um processo de quatro ou cinco anos.

 "05- È comum que de períodos em períodos, o ângulo do eixo de rotação da Terra varie alguns graus em relação ao Equador. Assim como varie o tamanho da elipse que a Terra faz ao girar ao redor do Sol." 

Sua impaciência é hilária. Mas aqui, você tem razão. hehehehee"

Pois é, uma das "bobices" assim como a ignorância da motivação do registro de fósseis de floresta na Antárctica e outra dezenas de bobagens do texto.

 "13- Quando queimamos algum combustível fóssil, não estamos criando mais gás carbono... E sim, apenas devolvendo o que havia sido retirado da atmosfera."


Bastava o cara dizer que a concentração de CO2 no passado já esteve bem maior que os 0,0035% de hoje e isto não afetava o clima. As pessoas invertem as coisas: o aumento de temperatura causa aumento da concentração de co2. E não o contrário. 

Se parecer estranho esta afirmação para vc, me desculpe, mas tenho que passar um link com estudo que comprova a SATURAÇÃO DO CO2.  Segue e espero que não fique muito nervoso:

http://scienceandpublicpolicy.org/images/stories/papers/originals/Saturated%20Greenhouse%20Effect%20Theory.pdf"

Não afetava o clima para os que estavam acostumados com o clima da época. Não afetava a sensação pois o normal em cada período é aquele determinado; o clima, entretanto, era diferente, do atual. Você gostaria de viver em um ambiente cuja umidade seja constantemente 95 - 100% e temperatura 35 graus Celsius? Duvido muito. Dá para sobreviver mas posso assegurar que para os nossos padrões seria considerado um inferno. 

Quanto ao texto é algo que se lê com argumentos que, por falta de capacidade intelectual, não se pode refutar. Esperamos por isso que nossos cientistas concordem ou discordem e passem sua opinião para nós. Dali extraio que, de acordo com seus estudos, há um equilíbrio entre a quantidade CO2 na atmosfera e a quantidade de vapor d'água. Se aumenta o CO2 diminui a umidade que também tem "função estufa", o que estaria em um equilíbrio há muitíssimo tempo e não poderia ser quebrado. Não consegui encontrar no texto a sua afirmação de que o aumento de temperatura causa o aumento do CO2; teria você lido em outro lugar e ter pensado ter lido ali?

O aumento de CO2 se não provoca aumento da temperatura pois não aumentaria o efeito estufa, uma vez que a umidade diminuiria, provoca, ora essa, esta mesma diminuição da umidade. Quanto? Dobrando o CO2 ocorreria a diminuição de 3% da umidade. Quais as consequências? Quem poderá dizer?

Ele fala também que o aquecimento da superfície só é possível se a energia disponível aumenta, e informa quais são os processos naturais envolvidos mas diz também: "existem também algumas fontes antropogênicas para o aquecimento da superfície. Poluição do ar por aerossóis (fuligem, carbono negro (negro de fumo), poeira, poluição atmosférica, etc), e, em grande escala, modificações da superfície em larga escala devida a urbanização e uso da terra, pode mudar e provavelmente está mudando, a quantidade de energia de ondas curtas absorvidas e refletidas, e pode, consequentemente, levar a mudança no balanço de energia de longo prazo". Para mim fica claro que a origem da fuligem e/ou pelo menos do carbono negro, está pelo menos parcialmente ligada a queima de combustíveis fósseis. Pelo menos é o que diz essa página da EPA:

http://www.epa.gov/apti/course422/ap5.html

Onde se lê: "Primary" particles, such as dust or black carbon (soot) are directly emitted into the air. They come from a variety of sources such as cars, trucks, buses, factories, construction sites, tilled fields, unpaved roads, stone crushing, and burning of wood. 

 Sai o CO2 entra o negro de fumo. Pelo menos se algum aquecimento vier poderão dizer: "eu disse, eram os aerossóis e o negro de fumo".

Pode ser que não venha? Pode. Mas não sou eu quem vou dizer nem uns caras que não sabem de nada (não é o seu caso Tupinambás, pois é certamente um estudioso).

Termino aqui. Abraços.

 

resumindo:

aqueles que afirmam que existe um aquecimento global antropogênico tem o dever de mostrar as evidências disto. É é isto que digo sempre: nunca me apresentam as evidências do que afirmam. Observe com atenção: de tudo que você disse, não se tira seguer uma única evidência desta teoria. Ou seria eu que teria que mostra as contra-evidências? O ônus da prova está com quem afirma. 

Crime basear uma agenda ambiental mundial em uma teoria sem evidências práticas cujas propostas vão doer nos estômagos das populações do terceiro mundo. 

 

 

Tá, me mostrou tantas páginas que agora, depois de estudar um pouco, definitivamente acredito no aquecimento global. Lá diz o seguinte quanto ao Ártico, no artigo que você me sugeriu: "Arctic sea ice extent for May 2012 averaged 13.13 million square kilometers (5.07 million square miles). This was 480,000 square kilometers (185,000 square miles) below the 1979 to 2000 average extent. This May’s extent was similar to the May 2008 – 2010 extent, but it was higher than May 2011. May ice extent was 550,000 square kilometers (212,000 square miles) above the record low for the month, which happened in the year 2004." Ou seja você disse que o tamanho do Ártico estava igual 2008 e 2010 e maior do que em 2011. Mas não disse que esta quantidade é apenas superior em 550.000 Km2 ao mínimo já registrado para o mês de maio que ocorreu em 2004. Aqui nesta página da NASA mostra o Ártico diminuido sistematicamente desde 1980, além de uma série de indicadores de temperatura desde 1880. http://climate.nasa.gov/keyIndicators/

"Evidente. Afinal, a terra já se encontra em período de resfriamento novamente." você disse. De onde você tirou isso?



 

Após as médias baixas entre o período pos-guerra até final da década de 70, a terra passou por um período de aquecimento que atingiu seu ápice em 1998. Evidente que este aquecimento diminuiu a área polar, não nego isto. O link mostra a recuperação lenta e gradual desta área contrariando a lenda de que as geleiras estão se derretendo. 

Resfriamento:

http://forum.outerspace.terra.com.br/showthread.php?t=349288

não tem todos os meses de 2011. Mas usando o link que já passei, é fácil perceber que 2011 e 2012 continuam a confirmar a tendência de baixa. http://discover.itsc.uah.edu/amsutemps/

Outras evidências é a temperatura dos oceanos que vem diminuindo desde 2003 - dados coletados e comprovados pelo sistema oceanográfico ARGO e a baixa atividade solar que deve se estender por, pelo menos, 20 anos. 

Note que os dois agentes principais de controle da temperatura da terra estão em periodo de resfriamento. 

 

 

 

 

Se é fato, é um fato tão sutil e complexo que só alguns cientistas conseguem enxergar isto claramente. E estes deve ser tão ruins de argumentação que não conseguem convencer muita gente. 

O que o post critica é exatamente isto: por que se apoiar em algo com tanta brecha para refutação, como o AGA, ao invés de se apegar naquilo que há consenso absoluto? Não seria muito mais fácil convencer as cidades a adotarem carros de emissão zero mostrando que milhares de pessoas deixariam de morrer, do que dizer que  devem fazer isto pro clima não ficar 2 graus mais alto?

 

Até onde entendi, os favoráveis ao AGA forçaram a ciência para caber seus conceitos. É o tal dever ou poder. O primeiro são regras e tem a ver com leis criadas pelo homem e o segundo, tem a ver com leis da natureza. Botaram leis humanas nas leis do clima e disseram que o homem é a causa, e não mais o Sol.

 

CLAPCLAPCLAPCLAPCLAPCLAPCLAP!!!!

 

-----------------------------------------------------------------

This is not right. This is not even wrong!

(Wolfgang Pauli)