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O caso da adolescente queimada pelo namorado

Experimentem fazer uma busca no google usando a seguinte expressão: "queimada pelo namorado".

Observem que a busca é restrita pelos termos namorado e queimada. Não inclui outros tantos casos de violência contra a mulher, como estuproassassinato, etc; bem como exclui parceiros na categoria marido,amante, entre outros, além de parentes e desconhecidos, claro.

São muitos os casos, reais - não se trata de especulação, vitimização ou 'ideologização' (sic), como acusam uns. O machismo ainda é uma realidade e deve ser encarado e não escamoteado através de falácias do tipo "misandria do ocidente", como fez um comentarista no post "Misoginia em Nova Delhi" [http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-misoginia-em-nova-delhi].

O caso que deixo aqui é um dos casos recentes que teve alguma repercussão, ainda que muito pequena.

Do Notícias do Dia

Adolescente queimada pelo namorado sai do hospital e precisa de ajuda

Pâmela, 16, recebeu alta após 70 dias de recuperação na unidade de queimados. Seu ex-namorado continua livre Debora Klempous/ND

O pior medo de Pâmela é enfrentar sua própria imagem no espelho

Os medos de Pâmela são dois: olhar-se no espelho e encontrar com o ex-namorado Thiago da Silva Flores, 27. Aos 16 anos, Pâmela teve a beleza roubada por Thiago, que ateou fogo em seu corpo e depois foi para casa da mãe, em Canoas (RS). Enquanto a menina contrariava os prognósticos médicos, sobrevivendo, Thiago postava no Facebook as amarguras de “amar e não ser correspondido” e as peripécias como “matador de bandido”, na atribulada função de policial militar – embora a corporação assegure que Thiago nunca tenha trabalhado para PM.

O relacionamento com Thiago pretendia curar as magoas do primeiro namorado fracassado.  Mas, na curta história de seis meses, Pâmela foi agredida três vezes: com spray de pimenta durante um show; estrangulada dentro do Hospital Regional, onde foi internada após tentativa de suicídio ingerindo uma cartela de remédios; e no dia em que sua vida foi condenada. Três boletins de ocorrência foram registrados – sem resultados.

Às 11h do dia 30 agosto, Pâmela foi até a Rua Eurico Gaspar Dutra, no Estreito, onde Thiago havia alugado um kitnet, para o casal, sabendo que a namorada desejava a separação. Lá Pâmela demonstrou convicção pelo término do namoro. Thiago pegou um galão de álcool que estava embaixo da cama e um isqueiro azul, ensopou os cabelos de Pâmela com álcool. Pôs fogo.

“Tentei apagar as chamas com as mãos, por isso, elas perderam os movimentos. Então, ele segurou minha mão esquerda, sussurrou: ‘Agora vai embora, vagabunda’, enquanto jogava mais álcool e fogo sobre meu corpo. Gritei por socorro. Nessa hora, aspirei as chamas, que queimaram meus órgãos internos. Saí correndo para rua, queimando viva, os vizinhos tentavam me apagar, lembro que trouxeram um colchão. Desmaiei nele”. Essa é sua última lembrança até recobrar a consciência dia 17 de outubro.

No colchão, Pâmela foi levada pelo Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência), para o Hospital Universitário, Florianópolis. Ficou 70 dias interna na unidade de queimados, com 40% do corpo em carne viva. Superou infecções severas, descarnações e a avaliação clínica: 60% de chance de óbito, 40% de recuperação.

Dia 9, recebeu alta pela iminência de infecção hospitalar e pela impossibilidade de um atendimento eficiente da assistência social do HU, que não considerou que a menina vive numa casa de madeira improvisada, com 12 passos de extensão, ladeada pelo esgosto, no meio de um matagal, num bairro pobre de Biguaçu. A mãe, o padrasto e os quatro irmãos sobrevivem com orçamento mensal de mil reais. Não sobra dinheiro nem para comprar os esparadrapos. 

A ONU, o casamento da delegada e a casa da mamãe

Dia 25 foi escolhido pela ONU (Organização das Nações Unidas), o Dia Internacional de Luta contra a Violência sobre a Mulher, com referência no assassinato, das irmãs Mirabal - Pátria, Minerva e Maria Teresa, a mando do ditador Leônidas Trujillo, da República Dominicana. Mas a data em Santa Catarina põe à luz uma realidade trágica.

Desde janeiro de 2011, 64 mulheres foram mortas pelos parceiros no Estado, segundo a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, do Congresso Nacional.  São aproximadamente 20 mil averiguações instauradas pela Polícia Civil envolvendo violência doméstica – com resolução em apenas 20% dos casos. Cerca de 6.000 precisaram de atendimento médico, como Pâmela, que encara a liberdade de Thiago como uma injustiça.

[observação minha: esses números são só de SC, um estado relativamente pouco populoso]

O temor de Pâmela, no entanto, nada contribui para a agilidade do caso. O inquérito que investiga a tentativa de homicídio estava na 3° DP (Delegacia de Polícia), de Florianópolis, que cobre a região do Estreito. Mas, de acordo com as informações da delegacia, o inquérito tinha sido transferido para Biguaçu, onde mora a família da adolescente. Na delegacia de Biguaçu informaram que o caso estava com a DP de Palhoça, que informou que estava com São José, que justificou que deveria estar em Biguaçu, onde os investigadores relembraram que o caso tinha sido encaminhado para a 6° DP, de Florianópolis. Na sede da Polícia Civil, situada no bairro Agronômica, quem conduz o caso é a delegada Ana Silvia Serrano, que casou. Até seu retorno da lua de mel, no dia 12 de dezembro, as investigações ficarão Thiago nem foi ouvido.

Na conversa por telefone, a mãe de Thiago confidenciou que o filho estava morto. Fato desmentido pelo Batalhão da Polícia Militar de Canoas . De acordo com um soldado da PM que se anunciou identificou com amigo de Thiago, ele reside com a progenitora mãe, que também o sustenta.

COMO AJUDAR PÂMELA

Ela precisa de malhas compressivas que permitem que a pela enxertada não enrugue; bloqueador solar fator 60 e 80 e o óleo Dersany. Ventilador para envitar criação de bolhas em sua pele. A casa precisa de reformas urgentes.

Contato: Silvia Hoffmann (mãe de Pâmela) - (48) 9125-7074 e 3296-7528

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Vânia,

Pelo que li em suas respostas a comentários, me parece claro que você exagera a influência do fator cultural sobre a alta agressividade masculina. Você consegue enxergar que no período pré-menstrual existe uma série de comportamentos femininos que são ocasionados por fatores hormonais, certo? Tenho certeza que você acharia uma barbaridade alguém dizer que esses comportamento são culturais. Digo isso apenas para mostrar que nesse caso você não vê nada demais um comportamento influenciado por fatores intrinsecamente biológicos. Então, para ser coerente, você deveria conceder de bom grado que a maior agressividade masculina quase com toda a certeza é biologicamente determinada se houvesse um hormônio comprovadamente causador de agressividade que fosse encontrado em taxas muito maiores em homens que em mulheres, certo? Seguiu até aqui? Se já discordou de alguma coisa que eu disse até aqui, mencione a discordância e o motivo dela em seu comentário, se achar que vale a pena responder a mim.

Pois bem, a testosterona tem comprovadamente impacto sobre o comportamento agressivo, e, pasme, é encontrada em taxas até trinta (isso, 30) vezes maiores no organismo dos homens. Você tem certeza que quer desconsiderar isso. Por que a teimosia em exagerar os fatores culturais quando qualquer raciocínio evolutivo elementar e um conhecimento básico dos hormônios mostra que homens tem um comportamento agressivo esperado muito maior que as mulheres? Se você quer resolver um problema, tem que pelo menos procurar de boa vontade as causas dele. Parece que você está com uma tendência irracional de exagerar a influência cultural sobre o comportamento agressivo masculino. Pra mim é mais o contrário. Nossa cultura está apenas refletindo a biologia. Por favor continue lendo, que até já imagino o que você está pensando a essa altura e vou tentar abordar isso logo a seguir.

Dizer que um comportamento é infuenciado pela nossa constituição biológica não quer dizer que seja aceitável. Significa apenas que esse comportamento foi útil no ambiente ancestral. Ambos os sexos se beneficiam dele. E ambos os sexos estão sofrendo com ele hoje, já que o ambiente mudou muito e parece que não é necessária mais essa agressividade toda.

Você parece colocar as coisas como se fosse uma questão de conscientização elementar, e não é, a não ser que você seja teimosa além de qualquer possibilidade de uma conversa racional, dado o mencionado até aqui. É até uma questão de conscientização, mas que envolve lutar contra comportamentos mais básicos que infelizmente estão bem encravados em nossa biologia. Estão encravados inclusive nos genes das mulheres. Pasme, mas você, Vânia, vai passar, ou já passou, aos seus filhos homens, uma carga genética em que você transmite a eles o comportamento agressivo e violento que está esculpido em seus genes (seus mesmo, da Vânia), a não ser que você não seja da mesma espécie nossa.

Agora que já te irritei bastante, espero uma amostra do seu comportamento agressivo direcionado a mim. E olhe que você nem tem tanta testosterona assim hein...

 

 

Vá pra   http://www.advivo.com.br/node/1222535

 

O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

Última intervenção minha.

Provar o meu pto de vista é muito fácil.

Veja os homens no mundo de hoje. 

Quanto mais bem educado um homem é, e nao falo de educação formal, menos agressividade ele apresenta.

Se a agressividade fosse puramente genética, seriam todos uns brucutus.

Adeus.

 

 

O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

Isso não prova coisa nenhuma. Aliás demonstra o meu ponto de dizer que a conscientização é um fator que auxilia uma maior compreensão das coisas e consegue vencer muitos desses impulsos primitivos.

Revelador é o fato de você ter distorcido o que eu disse para "comportamento agressivo é puramente genético". Eu não disse puramente hora nenhuma. Ainda disse que é possível vencer esses comportamentos primitivos. Não sei como é que você distorce uma coisa até chegar na outra e acha que está estabelecendo ainda algum nível de conversa racional.

Revelador também que alguém que diz estar usando "estatísticas" e "fatos concretos" simplesmente desconsidera completamente os fatos comprovados, indiscutíveis e incontestáveis que coloquei na sua frente. Apenas disse que o comportamento agressivo não é determinantemente cultural, como você fez tanta questão de dizer todo o tempo. Você é que disse que era cultural e que isso era importante para a sua argumentação. Apenas demonstrei para além de qualquer contestação racional de que as coisas não são tão simples assim.

E essa loucura de me encaminhar para uma página que diz todo tipo de alucinação conservadora apenas demonstra que você não tem argumento algum. Eu não disse nada de conservadorismo religioso no meu comentário. O fato de você dizer que essa é a sua última intervenção apenas demonstra que você não tem como sustentar as suas idéias, só isso.

Só posso chegar a uma conclusão: você está manipulando um problema real e grave para fazer panfletagem vitimizadora e ideológica sim, apesar de você dizer o contrário. Notou que eu disse que o problema é real e grave? Não me venha com mimimi de dizer que o problema é real. Eu também estou dizendo isso. Apenas vejo a obviedade de que problemas reais e graves também podem ser usados em um discurso vitimizador e ideológico. Que seu discurso é ideológico e visceral ficou demonstrado pelo fato de quando se mostram fatos que desmontam a hipótese que você mesmo disse ser muito importante para o seu discurso de que a agressividade masculina é majoritariamente culturalmente motivada, você apenas foge, chama de conservador, religioso e outras tergiversações que não vem absolutamente ao caso.

Toma vergonha. 

 

Quanta agressividade de sua parte, rapaz!

Então, reformulemos: 

"Se a agressividade fosse mais genética do que cutural, seriam todos uns brucutus."

Não invalida o meu raciocínio. E, sinceramente, você usou tanto no seu texto o verbo demonstrar quando, na verdade, você não demonstrou nada, a não ser que é intolerante e agressivo.

Obviamente, nada é 8 ou 80, pelo menos eu penso assim. Então, eu digo que a permissividade e, por consequencia, o comportamento agressivo do homem é muito mais determinado por fatores culturais do que genético. E acho que isso estava, por óbvio, implícito em tudo o que eu disse. Se não estava, então esclareço agora. Ademais, as mulheres também tem essa "agressividade genética", mas que culturalmente não é aceita e, portanto, muito mais controlada. Agora, vou esquecer a cultura e me permitir usar a minha porção genética.

Vá à merd@, cara!

 

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Raciocínio? Vania, que isso... Pode-se dizer que seus comentários nessa matéria são políticos, feministas, ativistas, mas raciocínio não há, pelo contrário, adjetivos demais e argumentos de menos.

 

Exatamente o que esperava de você: distorção, ideologia, desconsideração de qualquer idéia, e pior, fato contrário às suas idéias.

Não, você não disse que nada é 8 ou 80, você disse com todas as letras que o problema é cultural e quem discorda está tergiversando. É só ler. Veio com esse mimimi de 8 ou 80 agora, que não tem pra onde correr.

Teimosia ante fatos escancarados é só ideologia, não adianta o quanto você esperneie ou xingue.

Chamar de agressivo e intolerante quem se opõe a você só mostra mais ainda quanto a sua posição é ideológica. Mostre uma sentença do que escrevi que seja agressiva ou intolerante. Você é que alucina ver intolerância e agressividade em qualquer posição dissonante da sua.

Revelador também o "pensamento" do último parágrafo. Para ir à m... teria que entrar na sua cabeça, e felizmente isso não consigo fazer.

 

Duas questões no Brasil, são culturais, infelizmente, uma vergonha nacional e ambas têm a ver com o machismo: as quarenta mil mortes no trânsito (homens que dirigem feito doidos, agressivamente, fazendo do automóvel uma extensão de si mesmos) e as mortes e agressões contra as mulheres. Mas, se o machismo e as deturpações inerentes a essa doença são os causadores, o Estado brasileiro de um modo geral é o grande culpado dessa chaga social, por causa da IMPUNIDADE! Se o cara denunciado por agressão tomasse uns seis meses de cadeia, e um tempo bem maior em caso de reincidência, as agressões diminuiriam, e o Estado tem o DEVER de dar proteção policial às mulheres ameaçadas de morte por seus companheiros, além de leis que aumentassem a pena sem direito à condicional, no caso das agressões e/ou assassinatos por motivo torpe e com uso de métodos cruéis. A Educação, pode previnir quanto ao futuro, as próximas gerações, mas pode pouco em relação aos homens já deformados emocionalmente, os que se acham plenamente no direito de punir a companheira, por esta ousar deixá-lo! Mas infelizmente é típico do Estado brasileiro a inoperância, o comodismo, na hora de proteger os mais indefesos. Que o Congresso nada faça a respeito, que o Judiciário não proponha leis rigorosas e sem brechas legais para esses monstros, são apenas mais duas vergonhas que temos que carregar enquanto país.

 

Para mí estos casos son 'animalezcos', asquerosos, transpasan el machismo, esos tipos no se qué se merecen, son más que animales!

Cómo se puede acreditar que se es 'dueño' de la otra persona!

Cuándo será que estas brutalidades se terminan!

No aman nada, se quieren mucho a sí mismos, de lo contrario no harían estas brutalidades!

 

A denegação do machismo por tantos homens é só mais uma forma de afirmá-lo. Incrível a dificuldade que tantos de nós temos para reconhecer esse horror. E a necessidade de combater o velho chauvinismo masculino, mesmo o do tipo "bonzinho".

 

Jair, que bom que nós (mulheres) não estamos sós no combate ao machismo, em particullar, no combate à violência contra a mulher.

Dá um alívio danado ler comentários como o seu, os de André Borges, André LB, Eduardo Ramos e desculpem aí se eu esqueci de algum homem.

As mulheres têm obrigação de lutar contra isso, nem vou agradecer ;-) 

 

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Não vejo o fato de ser macho levar o homem a cometer estas barbáries. Isto aí é covardia.

Outra coisa, porque ninguém fez nada? A moça já tinha três boletins de ocorrência a seu favor.

A situação de impunidade está chegando a níveis insuportáveis. Por isto o nível de assassinatos no Brasil é tão alto. Se fizerem uma investigação a fundo vão chegar a conclusão que a população está fazendo justiça com as próprias mãos.

O jeito é rezar para não encontrar com pessoas deste tipo no caminhar da vida.

 

  Deixo minha soliedariedade a essas mulheres. Não há como defender ou atenuar a violência contra a mulher. Chega a ser tedioso de tão óbvio, mas infelizmente ainda precisa ser dito.

 

O drama dessa menina é demais de comovente.

Mas o drama da impunidade, não esqueçamos, é o que permite que a violência continue. A delegada casar, o acusado sequer foi ouvido, é o fim da picada.

também não esqueço que atualmente o chefão da justiça, é o Joaquim. O homem mais liso do brasil.

Re: O caso da adolescente queimada pelo namorado
 

A impunidade, de fato, é um drama. E a mesma é agravada pela cultura machista. É disso que trata o post.

 

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Entendo.

Mas não acredito que exista uma "onda machista" de assassinatos às mulheres.

Acredito que os crimes acontecem por falta de justiça. E se eu estiver certo, não tem por que discriminar. 

Não é a mesma coisa que por exemplo, brigas de torcidas onde os palmeirenses atacam os corintianos que atacam são paulinos e tals. Ou  neonazistas que atacam aqueles que não são brancos...

Agora, homem que bate em mulher, pra mim é covarde da pior espécie. Não há tolerância. Tem que ir pra cadeia.

A mulher por sua vez, tem sua covardia para com o homem e a faz em outro campo. Porém sem agressão física. Talvez na alma.

Ainda bem.

 

Will,

Infelizmente não é uma "onda machista", apenas. É pior. É a cultura machista arraigada através dos séculos. A violência contra a mulher não é uma "moda passageira". Tão pouco o machismo é uma "onda".

E não adianta só reclamar da justiça, devemos combater essa cultura machista. Que mata os homens também, claro! Por que a maioria dos casos de violência tem como protagonistas os homens? Você consegue pensar num homem violento sem associar ao mesmo o tipo "machão"? Você consegue imaginar um homem que não seja machista e saia por aí arrumando briga na rua e entrando na porrada por qualquer motivo fútil? Você consegue imaginar um homem que não tenha fortes traços machistas e por causa de um acidente de transito saca um revólver e mata alguém?

Enfim, o machismo não é bom para a humanidade (homens e mulheres).

 

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Mais que certo, e a par de condenar os machistas já formados, sendo mães devemos cuidar de não passar para nossos filhos aquelas sementes "inofensivas" de machismo tipo: se te baterem na escola, bate de volta, etc. Essas pérolas formam a base que depois é ampliada nos papos de rua, de bar, etc. A pressão sobre os homens é muito forte, é preciso começar cedo a criar gente, não homem (machinho) ou mulher (princesinha).

 

Você tem razão, Nira. Existem mulheres machistas que ajudam a perpetuar isso. A luta deve ser, e penso que é, contra o machismo (venha de onde vier), não contra os homens. Mas é 'engraçado' notar que os homens costumam ser os mais resistentes a esse tipo de conscientização. Basta ver os comentários aqui e acolá...

 

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Vânia,

 

o que quero dizer, e não fique brava por favor, é que uma visão macro sobre a violência é necessária.

Não é tarefa fácil do peixe que sobe o rio para procriar...

Ao considerar crimes de violência em um tipo só, ficaria mais eficiente a lei que pune, devido as proporções.

Se estas punições fossem severas e aplicadas - e devem ser - o mal machismo iria se recolher. Eu acredito ainda que não exista questão cultural do mal machismo.

Prefiro acreditar que existam pessoas ignorantes, egoístas, possessivas etc para chegar a esse ponto de agressão.

Determinar especialistas para crimes de violência para um determinado gênero, pode ser que aí que começa a discriminação. Mais proteção para estes e menos para aqueles...eu acho que não está correto apesar da intenção.

A vítima sim é que precisa de tais especialidades, como as de estupro, agressões, assédio...mesmo que o criminoso escape, como neste caso, a sociedade não sente tanto prejuízo. Os esforços deveriam se voltar para socorrer as vítimas. Estas estarão irremediáveis muito mais que os irrecuperáveis criminosos.

 

Will,

Não estou brava. Por sinal, você é muito educado, ainda que eu não concorde com o seu ponto de vista, que coincide com o da maioria dos homens que comentaram este post e provavelmente com a maioria que se eximiu de comentar.

Já respondi, aqui mesmo neste post, aos argumentos que você de certa forma repetiu.

Bom, talvez eu esteja errada. Talvez a violência contra a mulher não seja fruto do machismo. Talvez os livros, os registros deixados ao longo do tempo sejam falsos. Só pra citar um romance que voltou à moda recentemente por causa do seriado da TV, talvez a denúncia de machismo feita no romance 'Gabriela Cravo e Canela' seja pura ficção do Jorge Amado. Talvez nem existissem coronéis, talvez os famosos coronéis sejam mero invencionismo, assim como eram mentirosos os casos de homens que matavam pra lavar a honra e eram absolvidos, já que eles tinham uma boa justificativa pra matar suas respectivas esposas. Talvez esse caso da Pâmela também seja de mentirinha. Não, não tem nada a ver com machismo... Talvez os únicos livros verdadeiros sejam os livros "sagrados", de mais de XX séculos atrás, que dizem que a mulher é, por essência, um ser inferior, má, impura e por aí vai. Mas isso não é machismo, o machismo não existe, né mesmo? Logo, não precisa ser denunciado nem combatido.

 

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Baseado no que dissemos e discutimos então , concorda comigo que, de certa maneira, o judiciário que é incompetente,  contribui com qualquer violência? 

A Justiça e o direito vieram depois do machismo indubitavelmente para acabar com os abusos arraigados.

Fazendo uma simples equação,  obtém-se a resposta de que o judiciário através da impunidade é o verdadeiro machista, racista,  elitista,  ... 

Estou lendo por várias linhas que vc critica um dos  comportamentos desprezíveis do macho humano. A mudança só virá com a prisão severa destes. Em conjunto com a educação e respeito por prevenção. 

 

O caso dela é triste mas essa luta homens x mulheres é ridícula... Diversos transtornos comportamentais exclusivos das mulheres como resultados de alterações hormonais, como a TPM por exemplo, são amplamente justificados e aceitos pela sociedade mas a agressividade maior do homem não é um resultado natural do processo de evolução pelo qual passamos (em quase todos os mamíferos diversos comportamenos diferem entre os gêneros como agressividade, liderança social, disputa territorial), dá a impressão que homens são seres maus e mulheres são seres bons, por isso temos muito mais casos de homens ferindo e agredindo mulheres do que o contrário. Todas as questões fisicas e emocionais que são diferentes nos gêneros não são consideradas.


Não temos um problema homens que não amam as mulheres**, temos um problema de violência, transtornos mentais, cujas vítimas são homens e mulheres. Que o diga o japonês que virou picadinho. Enfim, não é por outra razão que morrem muitíssimo mais homens do que mulheres todos os anos vítimas de algum tipo de violência (já to até ouvindo o mimimi - "mas os homens não são assassinados pelas mulhers" - e daí? - os homens são em geral mais agressivos, violentos e mais fortes, ignorar questões físicas evidentes inerentes ao nosso gênero parece mais com religião do que com uma discussão razoável - claro que isso não justifica, apenas explica que a não ser que você altere geneticamente os homens ou realize castrações químicas em massa esse desbalanço entre agressões realizadas por homens e mulheres vai persistir ainda pelo menos por milhares de anos, é por isso que o problema que temos na nossa sociedade é o combate a violência e suas causas sociais - já há leis que punem pessoas que agridam ou matem outras, sejam elas do gênero que forem).


Agora, a situação da violência contra as mulheres merece tão mais destaque nos blogs progressistas e na mídia em geral, que alguém poderia pensar que a expectativa de vida feminina fosse 10, 15 anos abaixo de nós, brutamontes que não temos mais nada pra fazer além de oprimir nossas pobres esposas e namoradas. Pra surpresa do marciano, o que ele encontraria aqui seria uma expectative 10 anos maior das mulheres, as vítimas de nossos tempos. Pra mídia e pra nossa sociedade conservadora* um homem - sim, em geral são homens!!! - jovem assassinado na periferia é apenas menos um marginal na sociedade e não tem 1/100 da repercussão de uma grávida assassinada.


 


* falando nisso, conheço muito mais mulheres conservadoras do que homens, não sei se é um problema particular ou se há uma razão física que explicaria essa diferença - tem até tucano querendo que voto de mulher seja multiplicado pelo número de filhos pra ver se eles voltam pro poder


** ótimos livros por sinal... Salander rules! Queria ver quem é macho pra enconstar a mão na minha irmã ou não minha esposa e viver pra contar a história, elas sabem se defender.


*** Estou falando apenas de violência e apenas do Brasil e em linhas gerais do ocidente... Realmente em algumas sociedades os números da violência são diferentes e apesar de raro, em alguns países a expectativa de vida e número de assassinatos de mulheres é especialmente alarmante.

 

Não se trata, meu caro, de uma luta (ridícula, como você diz) de homens x mulheres. Se trata de combater o machismo. Será que é tão difícil entender? Ao menos que se combata a violência física, covarde, contra a mulher! Só isso, pelo menos isso! Os homens ditos civilizados deveriam  ser os primeiros a achar intolerável que um brutamonte espanque, coloque fogo, de pancadas numa mulher, na sua companheira. Não acredito que a agressividade exacerbada e o comportamento altamente violento seja natural do gênero masculino, mas que seja fruto de séculos de cultura machista, que sempre endossou esse tipo de atitude "masculina". Quem nunca ouviu coisas como "homem não chora", "se for homem isso ou aquilo...", "homem com H", etc.

Eu não entendo como um homem "bom" pode escamotear, tergiversar, se fazer de desentendido quando é confrontado com casos reais (e são tantos) de agressão violenta de homens contra (suas) mulheres. Isso quando não partem pra agressão verbal contra quem denuncia esses casos. Ou quando menosprezam a realidade. É impossível um ser humano com um pingo de sensibilidade não se solidarizar com a causa do combate a violência contra a mulher.

Mais uma coisa, mesmo com TPM e alterações hormonais constantes, as mulheres não matam seus parceiros na mesma proporção. Claro que há um ou outro caso isolado, mas basta olhar as estatísticas. Ah, agora vão questionar as estatísticas? Não tem como negar essas estatísticas (violência contra a mulher) pelo menos! É visível a olho nú, está todo dia nas páginas dos jornais, na TV, na casa do lado. 

É claro que as mulheres não são santas e os homens seres abomináveis. Acho até que as mulheres, quando querem, podem ser mais cruéis que os homens, às vezes de maneira sutil. Repito, o problema é a cultura machista. Toda violência deve ser combatida, em particular a violência covarde contra a mulher (e aqui estão inclusas as meninas).

Essa luta não deveria ser só das mulheres, os homens que são contra esse tipo de violência podem e devem entrar nela. Se você é um homem que não espanca, não mata, não taca fogo em mulheres, e acha que isso é um absurdo, uma selvageria, apoie a causa. 

Dizer que mulheres feministas não gostam de homens é uma bobagem sem tamanho. Mas é verdade que só mesmo uma mulher machista (e elas existem) consegue admirar homens que não se sensibilizam com os inúmeros casos de violência contra a mulher. E que sejam cara de pau ao ponto de tergiversar sobre o tema.

 

 

O macho adulto branco sempre no comando
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Não tegiversei sobre o assunto e muito menos deixei de ficar sensibilizado com esse caso. Qualquer ato de violência contra seres humanos (e em menor medida contra qualquer animal) me comove, não apenas os praticados contra mulheres. Todo o ponto do seu post é dizer, primeiro que o gênero femino é uma vítima em especial da violência, e segundo que a razão disso está em uma cultura machista na qual as mulheres são frequentemente vítimas de violência praticada pelos homens. Se você não afirma categoricamente esses dois pontos no seu post, me desculpe eu então que não a compreendi. E o meu ponto basicamente, em oposição ao seu, é dizer que o problema de violência no Brasil é muito mais sério do que isso e apesar disso encontra muito menos destaque na mídia. Quando encontra destaque é pra apresentar uma visão conservadora de que essa violência toda deriva de pessoas más. Quero principalmente refutar esses argumentos de bons x maus, um gênero mau x um gênero bom. O fato concreto e estatisticamente verificável de que muitíssimo mais homens com relação às mulheres são assassinados e vítimas de violência, além da diferença estrondosa nas expectativas de vida, indicam que o argumento de que há um gênero vítima na nossa sociedade de violência não encontram realmente amparo estatístico como você argumenta, mas apesar disso conquistou grandes benefícios, como a aposentadoria antecipada, direito primordial sobre a guarda dos filhos - afinal os homens são uns vagabundos violentos e cachaceiros. O fato de existirem casos de violência doméstica estatisticamente comprovados não significa que as mulheres sejam as maiores vítimas de violência, ou seja, que o gênero feminino tenha um papel tão fundamental de vítima como você argumenta e tudo em decorrência de uma sociedade machista. Reitero que os casos de violência serão praticados, pelo menos por alguns milhares de anos ainda, mais por homens do que por mulheres, devido a natureza notoriamente mais agressiva e sua superioridade física (se duvida do que é provado consistentemente há milhares de anos, experimente um tratamento com testosterona), numa luta é muito mais improvável que uma mulher cause um machucado significativo em um homem do que o contrário, não acho que essas diferenças sejam meramente questões culturais advindas de uma pregação do machismo. Temos que combater certamente todos os casos de violência mas esse foco no gênero é apenas militância feminina, quando o problema de violência é muito mais do que isso.


* Fico imaginando se as mães (mulheres machistas) ao criarem seus filhos ensinam: "Filhinho quando você crescer não esqueça de espancar sua esposa."

 

Tergiversou e continua fazendo.

"Qualquer ato de violência contra seres humanos (e em menor medida contra qualquer animal) me comove, não apenas os praticados contra mulheres. "

Não é a toa que existem leis especiais para esses casos, constrangedoramente comuns e dramáticos. Não é a toa que tanta gente se debruça sobre o tema "Violência contra a mulher". 

Ora, sair desse tema para falar da violência de modo geral não deixa de ser tergiversação. Em última análise, poderíamos falar só em bem x mal. Nem precisariam de leis particulares, não é mesmo? Aliás, as leis vão sendo criadas, ainda que de modo imperfeito, de acordo com as necessidades da sociedade. Já foi-se, e faz muito, o tempo dos 10 mandamentos.

"Todo o ponto do seu post é dizer, primeiro que o gênero femino é uma vítima em especial da violência, e segundo que a razão disso está em uma cultura machista na qual as mulheres são frequentemente vítimas de violência praticada pelos homens."

Isso é mentira? Vou deixar um link aqui pra você, que já postei anteriormente, só a título de exemplo:

http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=203276&id_secao=10#.UO_n2Xy9KSM

 "o meu ponto basicamente, em oposição ao seu, é dizer que o problema de violência no Brasil é muito mais sério do que isso e apesar disso encontra muito menos destaque na mídia."

Menos destaque na mídia? A violência jorra das páginas de jornal e da tela da TV todos os dias! Aliás, acho que é o contrário, a violência contra a mulher que tem pouco destaque. Ou você viu grande repercussão desse caso que eu postei aqui? Eu, sinceramente, não vi.

"Quero principalmente refutar esses argumentos de bons x maus, um gênero mau x um gênero bom."

Eu ja falei sobre isso na resposta acima, você chegou a ler ? Parece que não... Volte lá e releia.

"O fato concreto e estatisticamente verificável de que muitíssimo mais homens com relação às mulheres são assassinados e vítimas de violência, além da diferença estrondosa nas expectativas de vida"

Por que? Por que? Por que? Isso eu respondi para o Will. Dá uma olhadinha lá. Muitos homens morrem  em decorrência de seu próprio comportamento violento. Um homem (machão) que vive arrumando briga, uma hora se da mal. Grande parte dos homens que morrem vítimas de violência semeiam essa mesma violência que os vitimam. Claro que isso não é regra, mas é facilmente verificável. Mesmo saíndo dos casos estritamente relacionados à violência. Acidentes de carro: por que os homens morrem mais? Não é a mulher que não sabe dirigir? Pois é... Doenças: por que muitos homens evitam de ir ao médico? Por que muitos homens têm horror de proctologista? Se a resposta pra todas essas perguntas não é tem um pouco de machismo (a cultura,  a sociedade incentiva esses comportamentos), então me dê as respostas, por favor.

Ninguém está dizendo que morrem mais mulheres do que homens, em decorrência da violência. A questão é que elas são vítimas da violência mesmo não cometendo um único ato violento, mesmo evitando ambientes e situações de risco na rua. Morrem porque terminam um relacionamento, morrem dentro de casa! E, se morrem mais homens que mulheres (vítimas de viol^ncia), a culpa certamente não é das mulheres. Eles morrem por maos de outros homens, na imensa maioria dos casos. Violência gera violência.

Por fim (como já disse antes, acima), não acredito que esse comportamento violento seja fruto da natureza masculina. Afinal, ainda mais hoje em dia, ninguém precisa sair por aí dando porrada e atirando para sobreviver. Quem faz isso o faz em função de um comportamento adquirido ao longo dos séculos, passado de geração a geração. Isso é machismo.

Vai chegar um dia em que a maioria dos homens entenderão que o fim do machismo é um bem e vai tornar a vida de todos melhor. Inclusive a dos homens. Talvez  nestes dias eles morram em menor número. 

 

O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

Vania, se o meu contraponto é dizer que justamente a violência contra as mulheres merece muito menos destaque do que a questão geral da violência, quando eu digo isso você não pode dizer que eu estou tergiversando, esse é meu ponto oras, que você não concorde tudo bem agora esse é o cerne da minha argumentação que eu acho extremamente relevante e você acha irrelevante.


Você pensa que os homens são mais violentos porque são machistas e são machistas por uma razão cultural, a tal cultura do machismo e eu acho isso ridículo. Citei os exemplos nos outros mamíferos, mas parece que entre outras espécies há também movimentos machistas e feministas, que ora fazem com que os machos sejam mais agressivos e ora fazem isso com as fêmeas.


Acredito que pelos seus argumentos, poderíamos igualmente justificar o movimento criancista, para defender as crianças da violência doméstica, que ocorreria por uma cultura mãezista e paizista. Você já viu alguma criança botar fogo nos pais, torturar ou espancar os pais? Agora você não vê milhares de agressões domésticas contra crianças? Por que será? Há muitos mais casos de homens agredindo crianças? Por que não? É o feminismo que faz com que algumas mães espanquem ou maltratem seus filhos? Por que há muito mais casos de abusos sexuais praticados por homens do que por mulheres? Machismo? Por favor...

 

Continua tergiversando, e agora pirou! Ainda se desmente.

Vamos lá!

Vc acabou de escrever (19:34h):

"Vania, se o meu contraponto é dizer que justamente a violência contra as mulheres merece muito menos destaque do que a questão geral da violência..."

Não foi isso que você disse às 15:50h, você tinha dito:

"Todo o ponto do seu post é dizer, primeiro que o gênero femino é uma vítima em especial da violência... o meu ponto basicamente, em oposição ao seu, é dizer que o problema de violência no Brasil é muito mais sério do que isso [violência contra a mulher] e apesar disso encontra muito menos destaque na mídia."

Ou seja, você não disse que a violência contra as mulheres merece menos destaque, você reclamou que a mídia dá menos destaque pra a violência (geral) no Brasil do que para a violência contra as mulheres. O que é falso.

"Você pensa que os homens são mais violentos porque são machistas e são machistas por uma razão cultural, a tal cultura do machismo e eu acho isso ridículo. "

E eu acho ridículo que você pense o contrário, mas... fazer o quê? Se você se recusa a aceitar fatos, dados e números, enfim, se você vira as costas para a história e nega as fartas evidências do machismo ao longo dos séculos, como eu vou esperar que você aceite uma argumentação minha, ainda que bem fundamentada?

E ainda vem com um papo de mamíferos, criacionismo e outras abobrinhas. Não, você não está tergiversando, né mesmo? Tá bom!

Minha paciência tem limite. 

Se vc quer ficar andando em círculos, faz o seguinte:

GO TO 'http://www.advivo.com.br/node/1221452'

 

 

O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

Vania, me desculpe mas vocë está tão obssecada com o tema que infelizmente interpretou minha frase erroneamente. Eu disse duas vezes a mesma coisa, a cobertura da midia com relação ao casos de violencia contra as mulheres com enfase no fato da vítima ser "mulher"  possui uma cobertura, ao meu ver, desproporcional (ampliada) e motivada pela vitimização das mulheres, o que no Brasil não acredito ser o caso - geral, óbvio -, ou seja, termos um genero vítima da sociedade, vou repetir antes que voce faca novas interpretacoes criativas da minha frase, nao, nao ha na minha opiniao apenas um genero em especial vitima da sociedade brasileira. Esses casos de violencia, ao meu ver, repetindo pela 10a vez, são relevantes e tão relevantes como todos os casos de violencia que ocorrem no Brasil e não ocorrem majoritariamente em decorrencia do machismo e sim em decorrencia de atos de pessoas violentas, que por questões biologicas são estatisticamente mais encontradas no genero masculino. Agora depois das bobagens deterministas que voce escreveu vem falar que eu falei alguma coisa criacionista? Só com muita criatividade interpretativa mesmo. Não entendeu uma linha mesmo do que eu falei. Estou falando de evolução natural minha cara, enfim... Nao adianta eu ficar aqui escrevendo pra alguem que nao quer entender o que eu estou dizendo. Se pelo menos voce rebatesse meus argumentos, mas em vez disso distorce e voce sim tergiversa. Bom, perda de tempo.

 

***obcecada, vi que tinha algo estranho na frase... por sorte não era a semantica... ;)

 

Davi Sensu,

Não sei onde você quis chegar de fato, além do que insinuou.  

Para mim a  tua mensagem foi: Mulheres são mais assassinadas pelos seus maridos/namorados, oras não devemos fazer disso uma bandeira, pois homens são geralmente mais violentos e morrem mais do que elas.  

Bem, se realmente for esta a tua lógica, eu passei a entender porque os homens são violentos. 

 

Bom, sobre violência sofrida pelas mulheres eu não insinuei nada... Eu disse e mais de uma vez, e posso repetir novamente para os colegas sem argumentos mas cheios de ironia e insinuações: A violência sofrida pelos homens é muito maior da violência sofrida pelas mulheres. Não sou favorável ao espancamento de mulheres ou homens. Estou afirmando que os homens são mais agressivos e mais fortes e por isso naturalmente há muito mais casos de homens fisicamente violentos do que de mulheres, não é puramente uma  questão machista. Os homens que agridem mulheres devem ser punidos sem sobra de dúvidas mas os índices de criminalidade e a expectativa de vida masculina 10 anos inferior à feminina, mostram que temos um problema de violencia generalizado muito mais grave do que a violência motivada pelo machismo, e no entanto a mídia parece destacar muito mais os casos envolvendo violência contra mulheres. Não disse que não há homens ignorantes, machistas, não disse que não há mulheres manipuladoras e oportunistas e também não disse que sou "bom", então realmente não faz sentido comparar o que eu disse com algo que teria sido dito por alguém suposta e idealmente "bom". Vou repetir uma última vez pra ficar claro, a violência é um problema que atinge os homens em uma medida muito superior e merece uma preocupação da mídia muito inferior.

 

Vânia, há uma outra pesquisa muito interessante:

Coloque no Google:
"não aceitava o fim do relacionamento" = 112.000 resultados
"não aceitava o fim do casamento" = 51.700 resultados
"não aceitava o fim do namoro" = 47.900 resultados

Todos são variações sobre o mesmo tema: homens (na esmagadora maioria casos) que se tornam violentos – matam, ferem, agridem, sequestram – porque recusam a aceitar idéia de que uma mulher (esposa, noiva, amante, namorada, etc) possa ter o direito e a petulância de encerrar por vontade própria um relacionamento conjugal que já não deseja mais manter.

Num país com a estratificação social que temos no Brasil, é evidente que a maior parte dos casos que vai parar no notíciário policial é de gente pobre. Mas o machismo não tem barreiras sociais, como mostram inúmeros casos rumorosos. Há brasileiros(as) que se preocupam de monte com as mulheres do Irã, do Afeganistão e da Índia, mas esquecem de olhar o nosso próprio rabo, que é feio e enorme.

Só falta algum jornalista do Millenium escrever um livro "Não somos machistas".

 

André Borges Lopes www.bytestypes.com.br

"Mas o machismo não tem barreiras sociais, como mostram inúmeros casos rumorosos. Há brasileiros(as) que se preocupam de monte com as mulheres do Irã, do Afeganistão e da Índia, mas esquecem de olhar o nosso próprio rabo, que é feio e enorme."

Pois é, André. Fico espantada em ver a indiferença com que esse tema é tratado, inclusive aqui. Pessoas que ficam indignadas  com injustiças (muito menores, às vezes) de modo geral, mas nesses casos, como agora, se calam. Isso quando não usam de diversionismo, se recusando veementemente em olhar o próprio rabo.

 

O macho adulto branco sempre no comando
E o resto ao resto, o sexo é o corte, o sexo
Reconhecer o valor necessário do ato hipócrita
Riscar os índios, nada esperar dos pretos ♪♫

 


"homens que se tornam violentos."


Eles não se tornam violentos de uma hora para outra; esses homens já possuem um perfil violento.

 

E o cara está solto. Não é uma maravilha esta justiça?

Lembro a todos que ele é inocente até o último recurso ser julgado. Portanto, nada de conclusões precipitadas, hehehe.

 

Ele pode fundar um clube ; terá muitos associados , pois quase todos estão livres .


Sugestão de nome e patrono , com um busto de bronze logo na entrada : PIMENTA NEVES !

 

Mas esse Pimenta Neves não foi preso, afinal?

 

O Rape Master (aquele que ganhou HC da "Justiça" e fugiu pro Líbano) pode integrar o conselho do clube, como membro proeminente...

 

Kung Fu Tze disse tudo: "a política de um país deve ser centrada em 3 diretrizes: educação dos jovens, lealdade com os amigos e respeito aos mais velhos"