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O caso Encol

Assisti hoje a uma entrevista do empresário Pedro Paulo de Souza, o Ex-dono da Encol, que lançou ontem, 14, o livro "Encol - O Sequestro". Se caso o que ele relatou na entrevista for realmente verdade, e segundo ele está tudo documentado no livro, essa será uma das histórias mais sujas da "era FHC". Infelizmente eu não consegui gravar a entrevista, estou com problemas com minha placa de captura de vídeo, algo como incompatibilidade com o ruindows. A entrevista foi no jornal Brasil Central de Goiânia ao meio dia de hoje.

Abaixo tem uma reportagem do Jornal O Popular, via site do Ministério Público de Goiás que fala sobre o livro e o caso da Encol.

09/07/2010 - Economia - Em livro, ex-dono da construtora Encol diz quem faliu a empresa

O Popular

Caixa 2, fraude contábil, dívidas e desvio de patrimônio. Obras inacabadas, 23 mil funcionários sem emprego, prejuízo para 40 mil mutuários em todo o País e rombo de R$ 2,5 bilhões. Esta é a história da Encol Engenharia, Comércio e Indústria que o Brasil conhece e que abalou o mercado imobiliário.

Depois de 11 anos da decretação da falência da construtora goiana, fundada em 1961, que foi considerada a maior da América Latina, o empresário Pedro Paulo de Souza decidiu contar "a verdadeira história sobre a trajetória e falência da empresa " no livro Encol - O Sequestro, que será lançado na quarta-feira, dia 14, às 20h30, no Castro´s Hotel.

No livro, que demorou oito anos para ser escrito, ele fala também dos 59 dias que ficou preso, em junho de 1999, sob acusação de estelionato, sonegação, lesão intencional aos clientes e desvio de dinheiro para o exterior. O autor demonstra por meios de documentos e depoimentos que a crise na construtora começou no Plano Real e foi agravada por um esquema de corrupção arquitetado na diretoria do Banco do Brasil.

O livro envolve autoridades, empresas e instituições financeiras que, direta ou indiretamente, fizeram parte do escândalo que culminou no maior processo falimentar dos últimos tempos. Culpa também veículos de comunicação que publicaram reportagens que, segundo ele, contribuíram para o desastre nas finanças da empresa, já que, desconfiados, muitos mutuários deixaram de pagar suas prestações e os bancos a negarem financiamentos à empresa. Questiona como justificar uma massa falida com R$ 200 milhões em caixa.

No livro, publicado pela editora Bremen, o empresário afirma que, a cada mudança de política econômica, a Encol tinha de encontrar soluções administrativas e comerciais para suportar os insucessos dos planos governamentais. Cita que, em 1994, com a chegada do Plano Real, o governo adotou política para salvar as instituições financeiras, mas deixou à revelia as empresas que sofreram com a descapitalização, com os juros altos e com o crescimento da inadimplência, que superou 20%, ante 0,4% registrado antes da crise.

Em 1994, revela, chegou a doar R$ 200 mil para a campanha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, confiante no Plano Real e nos benefícios que ele traria para a população. Além disso, ele confirma que a empresa bancou os custos do trabalho do estrategista espanhol Jesus Carlos Pedregal, que veio ao Brasil fazer a campanha de marketing de FHC. Contudo, na época, negou o fato à imprensa.

Pedro Paulo conta que começou a antever as dificuldades financeiras da Encol quando, em outubro de 1994, começaram a ser ocorrer alterações econômicas, causadas pelo Plano Real: elevação do consumo da população, disparada dos preços, aumento das taxas de juros e a elevação dos compulsórios para forçar a restrição de crédito.

Para superar os obstáculos, a empresa, segundo ele, colocou à venda vários empreendimentos em Goiânia, Cuiabá, Rio de Janeiro e São Paulo.

Além disso, buscou também captar recursos no mercado financeiro, negociando a carteira de crédito de R$ 1,9 bilhão. A primeira instituição procurada foi o Banco do Brasil, que negou a operação sob a alegando que havia medidas impostas pelo Plano Real, entre elas a elevação do compulsório.

Imposição do BB Segundo o autor do livro Encol - O Sequestro, a situação da construtora piorou ainda mais em 1996, quando, por imposição da Presidência da República, o Banco do Brasil assumiu o processo de renegociação do passivo da empresa, embora o banco tivesse negado ajudar à empresa em 1994. Um representante do banco chegou a assumir uma diretoria da empresa e Pedro Paulo foi afastado de sua função de presidente, ficando apenas como presidente do conselho de administração.

O autor rompe o silêncio e demonstra todo o processo que resultou em um "golpe de mestre" destinado a converter a negociação das dívidas bancárias da empresa em um lucro de no mínimo US$ 240 milhões, inclusive com a citação nominal de cada protagonista dos atos ilícitos que resultaram no "seqüestro" da empresa.

Pedro Paulo de Souza mostra de forma como ex-diretores do Banco do Brasil maquinaram um plano para forjar a inviabilidade financeira da Encol e transformar a derrocada da companhia em uma fonte milionária de enriquecimento ilegal.

No livro, o autor afirma, que o Banco do Brasil fez de tudo para inviabilizar um empréstimo que a construtora estava tentando junto a um pool de bancos, e que minou um financiamento que estava aprovado pelo Banco Itaú. Segundo ele, a nova diretoria da Encol o pressionou a caucionar suas ações, que eram 84,8%, por cinco anos. "O propósito era sequestar a Encol. A partir desse momento me tornei refém do Banco do Brasil", frisa o empresário, que escreve, na página 251: "Eu precisa desmascarar essas pessoas que se aproveitaram do poder que tem o Banco do Brasil para praticar a corrupção. A Encol estaria bem se não fosse por eles, pois tinha um patrimônio líquido de R$ 1,2 milhão".

No livro de 351 páginas, das quais 80 de anexos, o leitor passa a ter conhecimento do outro lado do Caso Encol, inclusive de todos os detalhes que o autor considera escusos de uma trama que envolveu fraudes em auditorias, o roubo de um cofre com documentos dentro do Banco do Brasil e também o suicídio de 40 funcionários do banco.

Fonte: O Popular - 09/07/2010

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+30 comentários

A empresa foi e sera pra mim a melhor de todas, inclusive para se trabalhar....

parabéns pelo livro

 

Onde foi parar o meu comentário?

 

mais uma vergonha brasileira.  só no Brasil, paraíso de bandidos, os falidos que saqueiam descaradamente as empresas são coitadinhos, diferentemente dos outros países onde estão na cadeia. quem quiser saber a história verdadeira da encol basta clicar encol no google ou (se tiver coragem) ver os autos da falência e concordata criminosa. um verdadeiro ultraje. 

 

Nassif,

E o tal "livro-dossie" que tanto se falou? Acabou a copa do mundo, o jornalista desistiu?

 

O cara era o rei dos capitalistas, assumiu todos os riscos do capitalismo, a família gastando a rodo, só ele mandava na empresa e depois a culpa é dos outros. Esta culpa não é do FH nem do Serra. A culpa é dele mesmo. Espero que ele lance um segundo livro: Como Logrei Milhares de Consumidores e Continuo Livre.

 

Não vamos esquecer do interesse de grandes concorrentes de Encol, e que muito ganharam com a sua derrocada:

CYRELA e GOLDSZTEIN (aqui no Sul).

Pelo menos aqui no Sul, estas construtoras tem uma relação muito estreita e promíscua com a "grande mídia". 

 

Agora que Inês é morta! Quem vai pagar a conta? Veremos!   

 

Nassif

Gostaria muito de saber sua opinião sobre esse caso.

 

Nassif, 

você tem informações sobre esse caso ? Pedro Paulo de Souza é honesto em sua historia ? Se suas acusações forem verdadeiras, é gravissimo para a Republica.

 

 

Estão destampando a fossa.

Orlando

 

Lendo isso me deu um aperto no peito, eu fui um dos que perderam imóvel com a Encol... 2 anos de sofrimento, advogados, problemas de saúde... no fim de nada adiantou, perdi 6 anos de investimento e só fui recuperar mais 6 anos depois. Se ficar provado que o FHC tem alguma coisa nisso muito menos que voto nessa corja do PSDB.

 

   Nassif , minha pergunta é a mesma  que o cesar fez; cadê o livro do amaury ?

  Estou curioso , por favor alguma notícia.

 

nassif, a respeito dos 40 suicidios de funcionários do banco do brasil, em 1996, não sei se a motivação tenha sido por causa da encol. sei que no periodo 1995/96 varios suicidios ocorreram com funcionarios do bb, em são paulo) que acredito nada tenha a ver com a encol. nesse período havia uma verdadeira caça às bruxas no bb. tambem no governo fhc, en torno de 40.000 (quarenta mil funcis) foram demitidos do banco ou pediram aposentadoria. acho que uns 5 a 8 mil atraves do pdv(programa de demissão voluntária) os demais 30.000 + ou - foram demitidos sem justa causa.  a ordem no banco era renovar emprestimo somente com pagamento de 20% da divida. na época foi a maior quebradeira de empresas. é só pesquisar nas paginas dos jornais a coluna FALENCIAS E CONCORDATAS. a intenção clara dos tucanos era enxugar o bb para depois privatizá-lo.

 

Caro Braga:

Pelo que me lembro, não houve demissão em massa no BB naquela época, mas um PDV bem elaborado, tanto que diversos funcionários aderiram.

A idéia era, a partir de um mote da época logo abandonado, o tal do conceito de reengenharia, buscar a privatização do BB, tanto que, junto ao programa de demissão, foi contratada a consultoria da Booz Allen para agilizar o processo de entrega do banco, posteriormente abortado por total falta de condições políticas.

Um abraço    

 

Nassif:

O Caso Encol foi um escândalo.

Na época que a empresa ganhou as manchetes com grande estardalhaço, convivia profissionalmente com mais de um profissional daquela empresa, e todos falavam muito bem de um empregador empreendedor, com obras espalhadas por vários estados, preocupado com novas tecnologias de construção, por isto nenhum deles entendia a razão daquele noticiário, na verdade um massacre; por este motivo, passei a ficar com um pé atrás sobre o assunto.

Por ocasião da CPI da Encol, assisti na TV – tem CPI’s que, por algum motivo, não conseguem quorum dos sempre nobres deputados e senadores, o caso da referente ao Banestado, Encol, Coca Cola, à da maciça fuga de dólares em 24 horas, via BMF, na desvalorização do real (nesta ainda tinham alguns congressistas, mas nenhum deles reagiu à explanação de Aluísio Mercadante) e outras, todas as citadas, por estranha coincidência, com um grupo forte “mal na fita”; a da Coca Cola foi a mais gozada de todas, com o seu principal engenheiro químico alegando desconhecer a fórmula do líquido do qual ele reconhecia ser o responsável, o cúmulo.    

Na sessão da Encol, também vazia, teve o depoimento nitidamente constrangido e evasivo dos funcionários do BB (acho que dois), instituição financeira responsabilizada pelo empreiteiro por sua queda, a fugir das respostas sem serem “apertados” por ninguém; vi o dono da empresa como um homem simples e nitidamente amargurado, falando com detalhes sobre suas dificuldades junto ao sistema financeiro (não foi só o BB que o levou à bancarrota, ele só deu o toque de degola), vi o empresário mostrando, a partir de farta documentação, que sua empresa teve boa situação até o momento em que, por dificuldade financeira momentânea caiu nas garras do sistema, e dali em diante foi satanizado pela grande imprensa para todo o país, fato real.

As fitas de CPI’s são conservadas em arquivos, deve ser fácil para alguns daqui conferir, e este livro certamente aprofunda toda aquela patranha.       

 

Isso tudo tem que circular amplamente.

 

Gustavo Cherubine

Correcao: o "banco do Brasil" nao, definitivamente nao.

Foram os paulistas infiltrados dentro dele.  E nem eh preciso ler o livro pra se saber disso:  eh da naturesa paulista.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

"FORAM OS PAULISTAS"....

Que paulistas, por favor? 

 

Os petistas aprenderam bem com os Republicanos. 

Agora além de dossies, manifestos ilegais de centrais sindicais, blogueios comprados, vamos ver esse ano os "livros denuncia".

Muito engraçado isso.

Se o pessoal aqui dá como certa a vitória da Dilma, por que se importar com factóides e mentiras de mais de uma década atráz?

A humilhação que FHC impos a Lula duas vezes seguida ainda nao foi superada.

 

Certamente para você devemos dar credibilidade às  manchetes do Globo, Folha de São Paulo e Estadão, assim como nas capas da VEJA?  A partir de hoje, graças a você, passarei a acreditar nisso.

E no Papai Noel também.

 

Meu amigo..."QUARENTA DEFUNTOS"!!! É dificil ignorar, não acha ?

 

"Se o pessoal aqui dá como certa a vitória da Dilma, por que se importar com factóides e mentiras de mais de uma década atráz?":

Otimo, agora documente o que voce ja disse a respeito da ficha falsa de Dilma.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

É isso mesmo: 40 suicidios, ta certo isso?!

 

Esse criminoso me tomou 120 mil reais e nunca entregou o apartamento.

Agora vem chorar e por a culpa em outras pessoas. Não deu certo porque era um esquema de piramide e esquemas de piramides não dão certo.

Eu perdi tudo que tinha na época enquanto este senhor dava entrevistas à CARAS de seu jardim de 10000 m2 e de sua casa de 1500m2. Provavelmente a privada foi comprada com meu dinheiro.

 

 

 

 

O Banco do Brasil sempre teve destas coisas, lembram do caixa executivo que ganhava mais que presidente de multinacional ?

Depois quando o FHC transferiu para o fundo de investimento de ações do BB, onde o maior acionista era o fundo de pensões deles mesmos, uns 800 milhões de Dollares na época.

Deve ser difícil mesmo aguentar a tentação de participar das mamatas e ganhar algum. Imaginem as maracutais em que que se envolveram milhares de gerentes e sub-gerentes  controlando contas por este Brasilsão, gerenciavam o crédito agrícola em cidades com cartórios que venderam 10 vezes o município, pensem no que foi aceito como garantia de crédito . O espaço para a especulação sobre trámoias com  o dinheiro do povo com o Banco do Brasil é infinito, se um dia todas as histórias reais vierem a tona, vamos ter uma fotografia do "geitinho brasileiro ". Este livro levanta uma ponta do véu.

Haja !!!!!

 

Follow the money, follow the power.

 

Espero sinceramente que as autoridades competentes, se é que elas existem, lancem um

olhar mais aprofundado sobre esse livro-depoimento, e que, se ainda houver algo que possa 

ser feito, que se tomem as devidas providências para apurar as responsabilidades e punir os

autores (gente graúda), que foram inclusive causadores das mortes de inúmeros chefes de

família, que viram o seu único patrimônio descer pelo ralo.

 

Nassif,

 

E o livro da Privataria???

 

Compraram o jornalista???

 

 

Nassif,

Há dias atrás o Paulo Henriuqe já havia cantado essa bola. è nitroglicerina pura

 

Me lembro do texto. Foi anteontem.

Stanley.

 

Me lembro do texto. Foi anteontem.

Stanley.