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O colapso financeiro nos Estados Unidos

Por Argemiro Ferreira

O colapso financeiro à vista nos EUA

Caro Nassif,

A pedido do amigo Renato Guimarães, traduzi do inglês para a revista online dele, Mirante, o contundente e muito oportuno artigo de Paul Craig Roberts transcrito abaixo (está também no Mirante: http://revistamirante.wordpress.com/2012/07/02/o-misterio-do-dolar-resis...).

O original inglês saiu em junho no blog do autor, Global Research: http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=31272).

O dr. Roberts, professor de Economia, foi no passado Secretário Assistente do Tesouro dos EUA (1981-82, administração Ronald Reagan), Editor Associado do jornal Wall Street Journal e colunista da revista Business Week. Seu último livro nos EUA, How the Economy Was Lost, acaba de ser publicado pela CounterPunch-AK Press. Na Alemanha será lançado ainda este mês Economies in Collapse. Ele escreve regularmente para CounterPunch, a revista do polêmico Alexander Cockburn (sugiro ainda que os leitores confiram o CounterPunch clicando http://www.counterpunch.org/).

Segue o texto.

O mistério do dólar resistente

Paul Craig Roberts

A questão persiste, a nos desafiar, desde o início da crise financeira e da Flexibilização Quantitativa. Como o Fed (Junta da Reserva Federal) conseguirá manter a taxa zero de juros para os bancos e taxas de juros negativas, reais, para os poupadores e detentores de títulos, se o governo dos EUA está acrescentando, a cada ano, US $ 1,5 trilhão à dívida nacional, com seus déficits orçamentários? Há não muito tempo, o Fed anunciou que pretende insistir nessa política – e ainda vai mantê-la por mais dois ou três anos. Na verdade, o Fed tornou-se prisioneiro dela. Sem as taxas de juros artificialmente baixas, o serviço da dívida (sobre a dívida nacional) seria tão grande que levantaria dúvidas sobre a avaliação de crédito do Tesouro dos EUA, a viabilidade do dólar, e os trilhões de dólares em swaps de taxa de juros – e outros derivativos viriam descolados.

Em outras palavras: desregulamentação financeira levando a jogadas de Wall Street, a decisão do governo dos EUA de socorrer os bancos e mantê-los respirando e a política de taxa zero de juros, do Federal Reseve colocaram o futuro econômico dos EUA e sua moeda numa posição insustentável e perigosa. Não será possível continuar a inundar os mercados de ações com US$ 1,5 trilhão em novos temas a cada ano enquanto a taxa de juro das obrigações é inferior à taxa de inflação. Todo mundo que compra um título do Tesouro está comprando um ativo sofrendo depreciação. Além disso, o risco de capital ao se investir em Treasuries é muito elevado. A baixa taxa de juros significa que o preço pago pelo título é muito alto. Um aumento nas taxas de juros, que terá de vir mais cedo ou mais tarde, vai levar ao colapso do preço dos títulos e impor perdas de capital aos detentores de títulos, tanto nacionais como estrangeiros.

A questão é: quando será esse cedo ou tarde? E o objetivo deste artigo é examinar a questão.

Comecemos por responder à pergunta: como é que uma política tão insustentável conseguiu perdurar tanto tempo?

Um conjunto de fatores está contribuindo para a estabilidade do dólar e do mercado de títulos. Um fator relevante é a situação na Europa. Lá também existem problemas reais, e a imprensa financeira mantém nossa atenção na Grécia, na Europa e no euro. A Grécia deixará a União Europeia, ou será chutada para fora? O problema da dívida soberana se estenderá à Espanha, à Itália e, essencialmente, a toda parte, com exceção da Alemanha e dos Países Baixos?

Será isso o fim da UE e do euro? Todas essas são questões muito dramáticas que mantêm a atenção fora da situação dos Estados Unidos – que é, provavelmente, ainda pior.

O mercado de títulos do Tesouro também é ajudado pelo medo que os investidores individuais têm do mercado de capitais – transformado num cassino, devido à alta frequência dos negócios.

Comércio de alta frequência é aquele de transações eletrônicas baseadas em modelos matemáticos que tomam as decisões. Firmas de investimento competem a partir da velocidade dessas decisões, obtendo ganhos de fração de centavo e talvez mantendo posições por apenas uns poucos segundos. Esses não são investidores de longo prazo. Satisfeitos com os ganhos diários, eles fecham todas as posições ao fim de cada dia.

Tais transações de alta frequência constituem hoje 70-80% de todos os negócios em ações. Para os investidores tradicionais, o efeito disso é uma azia desagradável, daí estarem abandonando o mercado de equities. Inseguros quanto à solvência dos bancos, eles acabam por optar pelos títulos do Tesouro; os bancos pagam quase nada pelos depósitos, enquanto os títulos do Tesouro renderão cerca de 2% nominal, o que significa, usando-se o oficial Índice de Preços ao Consumidor, perda de 1% do capital a cada ano. Usando-se a medida correta de inflação de John Williams (shadowstats.com), a perda deles será muito maior. Mesmo assim, a perda seria uns dois pontos percentuais menor do que se estivessem num banco. E mais: ao contrário dos bancos, o Tesouro pode usar o Federal Reserve para imprimir o dinheiro, cobrindo seus títulos. Ou seja, o investimento em títulos pelo menos retorna o valor nominal do investimento, mesmo que seu valor real seja muito menor. (Para uma descrição da High-frequency trading, ver:http://en.wikipedia.org/wiki/High_frequency_trading).

A mídia financeira presstitute[1] nos diz que a fuga para os títulos do Tesouro estadunidense da dívida soberana da Europa, do euro condenado e do contínuo desastre imobiliário financia os déficits anuais de US$ 1,5 trilhão em Washington. Sob a influência de tal imprensa financeira, os investidores podem estar respondendo dessa forma. Outra explicação para a estabilidade da política insustentável do Federal Reserve é o conluio entre Washington, Fed e Wall Street. Teremos de acompanhar o desdobramento na medida em que seguir avançando.

Ao contrário dos japoneses, cuja dívida nacional é a maior de todas, os estadunidenses não são donos de sua própria dívida pública. Grande parte da dívida dos EUA tem donos no exterior, em especial na China, no Japão e na OPEP (países exportadores de petróleo). Isso deixa a economia dos EUA em mãos estrangeiras. Se a China, por exemplo, se considerar provocada indevidamente por Washington, poderá despejar nos mercados mundiais até US$ 2 trilhões de seus ativos em dólares estadunidenses. Entrariam em colapso todos os tipos de preços, e o Fed teria de criar rapidamente o dinheiro capaz de cobrir o dumping chinês com instrumentos financeiros com predominância de dólar.

Os dólares impressos para comprar o dumping chinês de ativos em dólar dos EUA ampliariam a oferta de dólares nos mercados de câmbio e reduziriam a taxa de câmbio da moeda. O Fed, na falta de moedas estrangeiras para comprar os dólares, teria de apelar para os swaps de fundos soberanos da Europa endividada-conturbada, por rublos da Rússia cercada pelo sistema antimísseis dos EUA, por ienes do Japão já sobrecarregado de compromisso nos EUA, a fim de trocar os dólares por euros, rublos e iênes.

Estes swaps cambiais estariam registrados nos livros – e, portanto, seriam irresgatáveis, tornando problemático o recurso posterior esses swaps. Em outras palavras: mesmo se o governo dos EUA pudesse pressionar seus aliados e fantoches a trocarem as moedas deles, mais fortes, por moeda estadunidense depreciada, esse não seria um processo repetitivo. Da mesma forma que os BRICS, os integrantes do império estadunidense não sonham em ficar amarrados ao dólar.

Mas para a China, por exemplo, despejar seus dólares de uma só vez seria apenas dispendioso, já que isso iria diminuir o valor dos ativos denominados em dólar, na proporção em que se desse o despejo. A menos que a China tenha de enfrentar um ataque militar dos EUA e precise defender-se do agressor, seria preferível, como um ator econômico racional, desfazer-se lentamente da moeda estadunidense. Da mesma forma como o Japão, a Europa, a OPEP, tampouco gostariam de destruir sua própria riqueza acumulada com os déficits comerciais dos Estados Unidos despejando seus próprios dólares. Mas as indicações são de que todos eles preferem deixar de ser detentores de dólares.

Ao contrário da imprensa financeira dos EUA, os estrangeiros que têm ativos em dólares observam certas coisas com preocupação: o orçamento atual dos EUA e os déficits comerciais do país; a deterioração da economia estadunidense; as jogadas arriscadas e sem cobertura; os planos hegemônicos enganosos. Diante do quadro, concluem: "Preciso sair cautelosamente disso tudo".

Também os bancos estadunidenses têm forte interesse em preservar o status quo. Não apenas têm títulos do Tesouro dos EUA: potencialmente são os maiores detentores desses títulos. Podem tomar emprestado do Fed, a taxa zero de juros, e adquirir Treasuries de 10 anos a 2%, obtendo assim lucro nominal de 2% para compensar perdas em derivativos. Os bancos podem tomar emprestados dólares do Federal Reserve, grátis, e alavancá-los em transações com derivativos. Como observou Nomi Prins, os bancos estadunidenses não querem negociar contra eles próprios e suas livres fontes de recursos através da venda de seus haveres em títulos. Ao mesmo tempo, na eventualidade de fuga dos dólares de estrangeiros, o Fed poderia reforçar a demanda externa de dólares, exigindo que os bancos estrangeiros que queiram operar nos EUA elevem o total de suas reservas, que são lastreadas em dólar.

Eu poderia continuar, mas creio ser isso suficiente para mostrar que até mesmo atores no processo que poderiam sustá-lo percebem o interesse deles próprios em não balançar o barco. Preferem optar por uma retirada tranquila e lenta dos dólares, antes de estourar a crise.

Isso não é possível indefinidamente. O próprio processo de retirada gradual dos dólares tenderia a causar pequenos e contínuos declínios no valor da moeda – o que culminaria num rush para sair. Mas os estadunidenses não são as únicas pessoas iludidas.

O próprio processo da retirada lenta pode pôr abaixo a casa dos EUA. Os BRICS – Brasil, maior economia da América do Sul; Rússia, detentora de armas nucleares e economia independente de energia, da qual depende a Europa Ocidental (formada por fantoches da OTAN de Washington); Índia, nuclearmente armada e um dos dois gigantes em ascensão na Ásia; China, nuclearmente armada e maior credor de Washington (depois do Fed), fornecedora dos EUA em produtos manufaturados e de tecnologia avançada, além de novo bicho-papão a ser usado na próxima guerra fria lucrativa pelo complexo militar-industrial; e África do Sul, a maior economia da África – estão no processo de fundação de um novo banco. O novo banco permitirá às cinco grandes economias conduzir seu comércio sem usar dólares estadunidenses.

Além disso, o Japão – um estado fantoche dos EUA desde a II Guerra Mundial – está a ponto de entrar num acordo com a China, pelo qual o iên japonês e o yuan chinês serão objeto de intercâmbio direto. O comércio entre os dois países asiáticos será então realizado nas próprias moedas deles, sem a utilização dos dólares estadunidenses. Isso vai reduzir o custo do comércio exterior entre os dois países, pois eliminará o pagamento de comissões cambiais na conversão de yen e yuan em dólares – não uma, mas duas vezes.

Ao mesmo tempo, essa explicação oficial para o novo relacionamento direto, evitando o dólar estadunidense, é simplesmente a diplomacia falando. Os japoneses estão esperando, como os chineses, para sair da prática de acumular dólares cada vez mais por ter de estacionar seus excedentes comerciais em Treasuries – os títulos do Tesouro dos EUA. O governo japonês fantoche dos EUA espera que a Washington hegemônica não exija que o Japão ponha fim ao entendimento com a China.

Chegamos assim ao âmago da questão[2]. A pequena percentagem de americanos conscientes e informados fica intrigada pelo fato de os banqueiros escaparem, sem sequer serem processados ou mesmo importunados por seus crimes financeiros. A explicação poderia ser esta: os bancos "grandes demais para quebrar" são coadjuvantes de Washington e do Federal Reserve na manutenção da estabilidade do dólar – e dos mercados de títulos do Tesouro – face à política insustentável do Fed.

Vejamos primeiro como os grandes bancos podem manter baixas as taxas de juros dos Treasuries (títulos do Tesouro), inferior à taxa da inflação apesar do aumento constante da dívida dos EUA como percentagem do PIB – assim preservando a capacidade do Tesouro de pagar o serviço da dívida. Os bancos do grupo "grandes demais para quebrar" ameaçados têm um enorme interesse em taxas de juros baixas e no sucesso da política do Fed. Esses bancos grandes estão posicionados para tornar a política do Fed um sucesso. O JP Morgan Chase e outros bancos tamanho-gigante podem reduzir as taxas de juros do Tesouro e, assim, elevar os preços dos bônus, fazendo uma jogada, através da venda de swaps da taxa de juros (IRSwaps).

Uma empresa financeira que vende IRSwaps está na verdade vendendo um acordo para pagar taxas de juros flutuantes como taxas de juros fixas. O comprador está adquirindo um acordo que exige dele pagar uma taxa fixa de juros em troca de receber uma taxa flutuante. A razão que leva um vendedor a pegar o atalho do IRSwap, isto é, a pagar por uma taxa flutuante como se fosse taxa fixa, é a sua crença de que as taxas vão cair. O atalho pode fazer as taxas cairem e, assim, elevar os preços dos Treasuries. Quando isso acontece, como ilustram os gráficos emhttp://www.marketoracle.co.uk/Article34819.html, ocorre uma corrida no mercado de títulos do Tesouro – aquilo que a mídia financeira presstituteatribui à "fuga para o porto seguro do dólar dos EUA e dos bônus do Tesouro." De fato, a evidência circunstancial (veja os gráficos no mesmo link acima) é que os swaps são vendidos por Wall Street sempre que o Federal Reserve precisa evitar um aumento das taxas de juros a fim de proteger a sua política (sem isso ela seria insustentável). As vendas de swaps criam a impressão de um voo para o dólar, mas na realidade não ocorre voo algum. Como os IRSwaps não requerem troca de qualquer ativo principal ou real e são apenas uma aposta em movimentos da taxa de juros, não há limite para o volume de IRSwaps.

Para alguns observadores, esse aparente conluio sugere que o motivo pelo qual os banqueiros de Wall Street ainda não foram processados por seus crimes é que eles são parte essencial da política do Federal Reserve para preservar o dólar estadunidense como moeda mundial. Possivelmente o conluio do Federal Reserve com os bancos é organizado, mas sequer teria de ser assim. Os bancos são beneficiários da política de taxa de juros zero, conduzida pelo Fed. É do interesse dos bancos apoiá-la. O conluio organizado não é necessário.

Passemos agora às barras de ouro e de prata. Com base numa análise sólida, Gerald Celente e outros talentosos videntes previram que o preço do ouro seria de US$ 2.000 por onça até o final do ano passado. Barras de ouro e prata continuaram em 2011 a sua ascensão de uma década, mas em 2012 os preços do ouro e da prata despencaram. E o valor do ouro ficou US$350 menor, por onça, do que seu melhor preço, US$ 1.900.

Diante da análise que tenho apresentado, qual a explicação para a reviravolta nos preços do lingote de ouro? A resposta, de novo, é curta. Algumas pessoas familiarizadas com o setor financeiro acreditam que o Federal Reserve (e talvez também o Banco Central Europeu) coloca vendas a descoberto de ouro através dos bancos de investimento, garantindo quaisquer perdas ao pressionar uma peça no teclado do computador – como se os bancos centrais fossem capazes de transformar o ar em dinheiro.

Ouvi de gente informada que, como uma percentagem pequena de pessoas do lado comprador, nas vendas curtas, realmente prefere receber a entrega em barras de ouro e prata, e a maioria se contenta com o arranjo financeiro em dinheiro, não há limite para a venda a descoberto de ouro e prata. A venda a descoberto pode realmente exceder a quantidade existente conhecida de ouro e prata.

Algumas pessoas que têm acompanhado o processo há anos acreditam que a venda a descoberto dirigida pelo governo já ocorre há um longo tempo. Mesmo sem a participação do governo, os bancos podem controlar o volume do comércio de títulos em ouro e lucram com as operações. A venda a descoberto tornou-se recentemente tão agressiva que não apenas retarda a elevação dos preços do ouro, mas puxa o preço para baixo. Será essa agressividade um sinal de que o sistema equipado está próximo de ser "descolado"?

Em outras palavras: "nosso governo", o governo que supostamente nos representa, mais do que os poderosos interesses privados que o elegem (com multimilionárias contribuições de campanha, agora legitimadas pela Supremo Tribunal sob controle republicano), está fazendo o que pode para privar a nós, meros cidadãos, escravos, servos e "extremistas domésticos", de nos proteger e proteger a riqueza que nos resta depois da política monetária de libertinagem do Federal Reserve. A venda a descoberto, sem a intermediação do dólar, impede que a crescente demanda do lingote físico aumente o preço do ouro.

Jeff Nielson explica outro expediente para que os bancos possam vender lingotes de ouro mesmo se não tiverem lingotes (leia em http://www.gold-eagle.com/editorials_08/nielson102411.html). Nielson diz que o JP Morgan é o guardião, há muito tempo, do maior fundo de prata, sendo ainda o maior "vendedor a descoberto" de prata. Sempre que o fundo de prata aumenta suas participações de ouro, o JP Morgan reduz o montante equivalente. As vendas a descoberto compensam a elevação do preço que resultaria do crescimento da demanda de prata física. Nielson também relata que os preços de ouro podem ser suprimidos mediante aumento de exigências marginais àqueles que compram ouro com alavancagem. A conclusão é que os mercados de ouro podem ser manipulados, assim como o mercado de letras do Tesouro e as taxas de juros.

Por quanto tempo ainda podem continuar tais manipulações? Quando será que uma proverbial boca no trombone vai dar um basta e bater o martelo?

Se fôssemos capazes de precisar a data, claro, seríamos os próximos megabilionários.

Eis aqui alguns dos catalisadores à espera da ignição que vai acender o incêndio e queimar o mercado de títulos do Tesouro e o dólar estadunidense:

Uma guerra com o Irã, exigida pelo governo de Israel, começando na Síria, para interromper o fluxo de petróleo e, consequentemente, a estabilidade das economias ocidentais ou atolar os EUA e seus frágeis fantoches da OTAN num conflito armado com a Rússia e a China. O estrago do petróleo iria degradar ainda mais as economias dos EUA e da União Europeia, mas Wall Street continuaria a lucrar com seus negócios.

Uma estatística econômica desfavorável teria o mérito de acordar os investidores para a realidade da economia dos EUA. Uma estatística, claro, que a mídia presstitute não seja capaz de distorcer.

Uma afronta à China, com o governo chinês decidindo empurrar mais para baixo os EUA, até o estágio humilhante de Terceiro Mundo, o que vale um trilhão de dólares.

Mais erros e trapalhadas com derivativos, como o mais recente do JP Morgan Chase. Deixando cambaleante, outra vez, o sistema econômico dos EUA, eles nos lembram de que nada mudou.

A lista é longa. Há um limite para o número de erros estúpidos e políticas financeiras corruptas que o resto do mundo está disposto a aceitar da parte dos EUA. Quando esse limite for ultrapassado, será o fim para a "única superpotência do mundo" e para os detentores de instrumentos denominados em dólar.

A desregulamentação financeira transformou o sistema financeiro, que anteriormente servia a negócios e consumidores, num cassino onde a jogatina e as apostas não são cobertas. Apostas sem cobertura, juntamente com a política da taxa de juros zero, do Fed, expuseram o padrão de vida e a riqueza dos estadunidenses a enorme decadência. Idosos aposentados que viviam de suas poupanças e investimentos – IRAs e 401 (k)s[3]– nada podem ganhar com o dinheiro deles e são forçados a consumir o próprio capital, privando os herdeiros das heranças. A riqueza acumulada está consumida.

Em consequência da exportação de empregos para o exterior, os EUA tornaram-se um país dependente de importações. Depende de bens manufaturados produzidos em outros países, como roupas e sapatos. Quando a taxa de câmbio fizer o dólar cair, os preços domésticos nos EUA vão subir, e o consumo real do país dará um grande salto. Os americanos, então, passarão a consumir menos. E o padrão de vida cairá bruscamente.

As graves consequências dos erros enormes feitos em Washington, em Wall Street e nos escritórios corporativos são mantidos à distância pela política insustentável das baixas taxas de juros e da omissão da imprensa financeira corrupta, enquanto a dívida cresce vertiginosamente. O Fed passou por essa experiência antes. Durante a II Guerra Mundial, o Federal Reserve manteve baixas as taxas de juros. Isso foi feito para ajudar as finanças do Tesouro em meio ao conflito, minimizando a carga de juros da dívida de guerra. O Fed manteve baixas as taxas de juros, comprando os papéis da dívida. A inflação no pós-guerra, resultante disso, levou em 1951 ao acordo entre o Federal Reserve e o Tesouro. Ficou então acertado entre eles que o Federal Reserve deixaria de "monetizar" – converter em dinheiro – a dívida e permitiria a elevação das taxas de juros.

O atual presidente do Fed, Ben Bernanke, falou de uma "estratégia de saída". Disse que, quando a inflação ameaçar, ele poderá detê-la tomando o dinheiro de volta do sistema bancário. No entanto, ele só poderia fazer isso se vendesse títulos do Tesouro, o que significaria elevação das taxas de juros. Aumento das taxas de juros pode ameaçar a estrutura derivativa, causar perdas de títulos, e elevar o custo tanto do serviço da dívida privada, tanto quanto da pública. Em outras palavras, evitar a inflação com a monetização da dívida traria mais problemas imediatos do que a inflação. Ao invés de fazer o sistema entrar em colapso, não seria mais inteligente o Fed soprar para longe as dívidas maciças?

A inflação, eventualmente, iria corroer o poder de compra e o uso como moeda de reserva do dólar, fazendo ainda definhar o conceito de credibilidade do governo dos EUA. No entanto, o Fed, os políticos e os gangsters financeiros iriam preferir uma crise mais tarde do que mais cedo. Atrasar o relógio de um navio afundando é preferível a afundar com ele. Enquanto puderem usarswaps de taxa de juros para empurrar os preços dos títulos do Tesouro, e enquanto puderem usar lingotes sem ouro para impedir aumento dos preços de ouro e prata, a falsa imagem dos EUA como porto seguro para os investidores pode ser perpetuada.

No entanto, os US$ 230.000.000.000.000 em apostas com derivativos dos bancos estadunidenses ameaçam trazer suas próprias surpresas. O JPMorgan Chase teve de admitir que a sua perda em derivativos, anunciada recentemente como de US$ 2 bilhões, é maior do que isso. E o que mais, muito mais, está para ser revelado? De acordo com a Controladoria da Moeda, os cinco maiores bancos detêm 95,7% de todos os derivativos. Os cinco bancos detentores de 226 trilhões de dólares em apostas com derivativos são jogadores altamente alavancados. Por exemplo, o JPMorgan Chase tem ativos totais de US$ 1,8 trilhão, mas detém US$ 70 trilhões em apostas com derivativos – uma relação de US$ 39 em apostas com derivativos para cada dólar de ativos. Um banco nessa situação não tem de perder muitas apostas mais antes de estar arrebentado.

Ativos, claro, não são capital baseado em risco. De acordo com relatório da Controladoria da Moeda em 31 de dezembro de 2011, o JPMorgan Chase mantém US$ 70,2 trilhões em derivativos e apenas US$ 136 bilhões em capital baseado em risco. Em outras palavras, as apostas do banco em derivativos são 516 vezes maiores do que o capital que cobre tais apostas.

É difícil imaginar uma posição mais imprudente e instável para um banco se colocar, mas a Goldman Sachs vai ainda mais além. Os US$ 44 trilhões em apostas com derivativos desse banco estão cobertos por apenas US$ 19 bilhões de capital baseado em risco, o que aponta apostas 2.295 vezes maiores do que o capital que as cobre.

As apostas em taxas de juros compreendem 81% de todos os derivativos. São esses os derivativos que suportam os altos preços dos títulos do Tesouro dos EUA, apesar dos aumentos maciços da dívida dos EUA e sua monetização (transformação em moeda).

As apostas de US$ 230 trilhões de dólares em derivativos nos bancos estadunidenses, concentradas em cinco grandes bancos, são 15,3 vezes maiores do que o PIB dos EUA. Um sistema político falido que permite a bancos não regulamentados apostas a descoberto 15 vezes maiores do que a economia dos EUA é um sistema a caminho de falência catastrófica. Como se generalizam as suspeitas sobre a fantástica falta de discernimento nos sistemas políticos e financeiros estadunidenses, a catástrofe anunciada vai se tornar realidade.

Todo mundo quer uma solução, então vou oferecer uma. O governo dos EUA deve simplesmente cancelar os US$ 230 trilhões de dólares em apostas com derivativos, declarando-os sem validade, efeito ou valor. Como não estão envolvidos ativos reais, apenas jogatina em valores imaginários, conceituais, o único efeito maior do fechamento ou soma de todos os swaps(principalmente contratos não ortodoxos entre contrapartes) seria o de tirar US$ 230 trilhões de risco alavancado fora do sistema financeiro. Os gangsters financeiros, que querem continuar a usufruir os ganhos com apostas, enquanto o público subscreve as perdas deles, iriam gritar e espernear, a pretexto da santidade dos contratos. Mas um governo que pode assassinar seus próprios cidadãos ou jogá-los em masmorras sem o devido processo legal pode abolir todos os contratos que quiser em nome da segurança nacional. E certamente, ao contrário da guerra contra o terror, expurgar o sistema financeiro dos derivativos da jogatina iria melhorar muito a segurança nacional.

[1] A palavra inventada pelo autor para a mídia financeira junta sarcasticamente press (imprensa) e prostitute (prostituta). (Nota do tradutor)

[2] O autor recorre à expressão inglesa "nitty and gritty", tão popular que até batizou um grupo de rock, mas sem correspondente em português. "Nitty" é "lendeoso", de lêndea; "gritty" é "areoso" (de areia). (N. do T.)

[3] Clique http://en.wikipedia.org/wiki/401(k)_IRA_matrix para saber mais, no Wikipedia (em inglês) sobre IRAs e 401 (k) s. (N. do T.)

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E tem gente achando que eu tou na pior, se isso é estar na pióór, POHAAN!!

 

ALGUÉM AINDA DÚVIDA QUE O FIM DO MUNDO É EM 2012??? HÃ HÃ rsrsrs

 

 

Se não destruirem o Brasil junto com o resto do planeta, acho que depois do reset Deus continuará brasileiro.

 

Follow the money, follow the power.

Ale Ar

Na cabeça dos Yankees :Antes eles do que nós !. Puta Carajo!

 

Dastanhêda

Ao contrário dos japoneses, cuja dívida nacional é a maior de todas, os estadunidenses não são donos de sua própria dívida pública. Grande parte (1) da dívida dos EUA tem donos no exterior, em especial na China, no Japão e na OPEP (países exportadores de petróleo). Isso deixa a economia dos EUA em mãos estrangeiras. Se a China, por exemplo, se considerar provocada indevidamente por Washington, poderá despejar (2) nos mercados mundiais até US$ 2 trilhões de seus ativos em dólares estadunidenses. Entrariam em colapso todos os tipos de preços, e o Fed teria de criar rapidamente o dinheiro capaz de cobrir o dumping chinês com instrumentos financeiros com predominância de dólar.

1) Errado, a menor parte da dívida americana está em mãos estrangeiras (algo assim como 20%). 80% está em mãos americanas.

2) Os chineses vão trocar os dólares por que classe de ativo? Ouro? Ações da Petrobrás? E os vendedores vão receber o que? Dólares? E vão fazer o quê com esses dólares? O dólar é a moeda de troca internacional. O que vai acontecer se desaparecem da noite pro dia 250 trilhões de dólares em derivativos, é que o preço do dólar vai aqui para R$10 da noite pro dia. Isso significaria uma deflação mundial violenta, que o Fed não teria como estancar.



 

O Counter-Punch é um site indispensável para quem quiser se manter atualizado sobre o que se passa no mundo e não só na área da economia. Tem articulistas de primeira linha que analisam em profundidade os temas que abordam o que não se vê muito por aqui, infelizmente.

 

Marc

É uma solução .E a história nos aponta a efetividade de tal processo histórico, apesar de sua "malignidade"  .Candidatos :

Venezuela e Irã .

 

Dastanhêda

Meu Caro Ivan

O ponto exato da inteligência estratégica dos US é este !. Os estrangeiros são sócios na marra dos Americanos !. Os US colapsando , a galera vai junto .Logo é interesse de todo o Mundo que os US estejam equilibrados .Já o Brasil , os sócios da gigantesca dívida interna ( que é a nossa dívida externa transformada !) somos todos nós , os assalariados brasileiros .E somente nós!.O Brasil quebrando , a gente vai junto pro buraco  e os outros Países estão salvos da contaminação , especialmente os USA .Este é o paradigma principal do Plano Real .Faça a conta de quanto o Brasil perdeu (PIB, valores das ações , salários, etc..) com a desvalorização do real frente ao Dólar Americano , desde o Real "Macho Man" do grande Condottiere trabalhista Lula !.O Grande Yarbas Passarini (Jarbas Passarinho, em português !) é lúcido pra caralho , grande Ivan !.

 

O que me assusta neste processo não é a quebra americana e as consequencias economicas, que vão ferrar o mundo inteiro, o que me assusta é que o presidente americano, seja ele qual for, vai preferir criar uma grande guerra para esconder este fracasso.

No momento em que o jogo estiver perdido eles vão virar a mesa e sabe Deus o que pode acontecer.

 

 

 Pois é, Marc. E é com essa perspectiva de "virada de mesa" que o Mr. Paul Craig Roberts encerra seu último artigo sobre o tema (http://www.counterpunch.org/2012/07/09/american-freefall/):

"The only prospect Washington has of prevailing in such an undertaking is first use of nuclear weapons, of catching its demonized opponents off guard by nuking them out of the blue. In other words, by the elimination of life on earth.

Is this Washington’s program revealed by the neoconservative warmonger, Bill Kristol, who had no shame to ask publicly: 'What’s the good of nuclear weapons if you can’t use them?'"

 

atentem para o primeiro aviso,corinthians campeão da libertadores invicto,se vencer no japão,adeus mundo velho,começara a contagem regressiva,sobrara apenas o itaquerão

 

E eu que já tinha ouvido pessoas próximas alertando para se refugiar dos efeitos da crise investindo em ouro (um ativo físico) agora fiquei confuso com esta história de venda a descoberto de ouro e como sua cotação é manipulada.

 

O que vc. não pode e não deve é investir em ouro papel. Se investir em ouro que seja físico - barrinha mesmo!!

 

o império do mal está falido, mas pode gastar trilhões em matanças através do mundo

de novo cito um antigo ditado grego:

os deuses primeiro enlouquecem aqueles que querem destruir

mubarak obama está cercando militarmente a China, apoiando a guerra civil na Síria, ameaçando uma guerra contra o Irã, mantendo a carnificina no Afegastistão e Paquistão, fazendo guerras "invisiveis" na África, presenteando uma grana preta para o nazionismo israelense, recriando a 4a. Frota para saquear a América do Sul etyc. e tal.

realmente os deuses fizeram mubarak obama e seus sequazes enlouquecerem de vez

 

Ou o Brasil acaba com os juízes e políticos corruptos ou os juízes e políticos corruptos acabam com o Brasil. Alguém aí sabe para que servem a Polícia Militar e o Senado?

"A baixa taxa de juros significa que o preço pago pelo título é muito alto. Um aumento nas taxas de juros, que terá de vir mais cedo ou mais tarde, vai levar ao colapso do preço dos títulos e impor perdas de capital aos detentores de títulos, tanto nacionais como estrangeiros."

Não entendi o porquê deste colapso do preço dos títulos. Se os juros aumentarem, eles não vão automaticamente pagar um juro maior aos detentores ? Não seria um incentivo para que os preços destes títulos subam mais um pouco ?

 

Suponha que eu compre, hoje, um título cujo valor de resgate será de US$ 110 daqui a 1 ano e rendendo uma taxa de juros de 10% ao ano. O preço do título é de us$ 110/1,10, ou seja, US$ 100.

Suponha que logo após fechar o negócio do título acima a taxa de juros sobe para 12% ao ano.

Se eu quiser vender o título acima, ainda hoje, eu terei que vendê-lo por US$ 110/1,12 ou seja US$ 98,21 < US$ 100.

Em outras palavras, se a taxa de juros sobe, o preço do título cai.

 

Jorge Vieira

A coisa vai estourar depois das eleições.

 

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Roberto Locatelli

Profissional de computação gráfica, modelador digital

As teorias conspiratórias deixam de sê-lo , e as apostas no futuro norte americano pagam 10 por 1. Há os que apostam que a serpente mordeu o rabo e os que crêem que o rabo iscou a cabeça da serpente , não importa , as apostas estão com a banca , a velha banca , ganha todas , sempre.

 

Não saco nada de economia, mas entendi tudinho...

e como a única coisa impossível de acontecer hoje em dia é um investidor recorrer à penitência para se precaver de prejuízos, também fiquei com a certeza de que o povo americano ainda vai sofrer muito para manter a altivez dos seus abutres

 

Coitados dos americanos! Tenho pena deles, principalmente daqueles (muitos) que conheci pessoalmente. Nunca vi gente tão alienada e doutrinada. Estão sofrendo a decadência já faz tempo, mas não enxergam. Põe a culpa nos outros. Não há empregos por culpa dos imigrantes ilegais, que aceitam ganhar menos do que os americanos. Nunca vi nenhum culpar os empresários que os contratam. A culpa é dos negros, dos latinos, dos muçulmanos, dos judeus, dos racistas brancos, dos extraterrestres e até do governo. Mas com certeza não é do sistema capitalista nem dos empresários que os enganam e esfolam, empurrando o país num buraco sem fundo, apenas para lucrar alguns dólares a mais, a gastar na ostentação e nos supérfluos. E com certeza, iludidos, mandarão os filhos para morrer na próxima guerra, acreditando que estão defendendo a liberdade e a democracia.

 

Cara Marianne.

Coitados por qual motivo?

Sempre tiveram amplo acesso à melhor informação possível, depois tremendamente ampliada pela internet, têm como cadeira obrigatória desde high school Constituição e História americana, ou seja, são alienados porque livra e espontânea mediocridade.

A maioria deles ainda não sabe onde fica o Iraque no mapa mundi, a capital do patropi continua sendo Buenos Aires, todos os campeonatos esportivos americanos são chamados de mundiais, o único lugar que existe no universo, além do sol e da lua, é USA, o que se pode esperar de uma sociedade como esta?

Não falo assim por falar.

  

 

A crise de 2008 não é nem um espirro comparado ao que vem pr aí...


Deus nos ajude.

 

Que situação!! Todo mundo sabendo que o dólar é moeda podre. Mas todos têm muitos dólares, então fingem que continuam na festa, mas vão, discretamente, se aproximando da porta de saída. Na hora em que alguém gritar: "Estou vendendo!!", o dólar desmorona.

 

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Roberto Locatelli

Profissional de computação gráfica, modelador digital

Caro Argemiro Ferreira,

Em 06/01/2012, no post “os compradores do petróleo iraniano”, comentei:

“Caro Homero:

Há uns dois meses escrevi aqui no blog sobre esta alternativa, um golpe por parte dos USA (segundo você, seria em conjunto com o Bilderberg, no que concordo inteiramente) em cima de todos os que possuem dólar, pois não é razoável que Tio Sam permaneça na situação em que se encontra, teoricamente falido, pois Tio Sam não é patropi, ora bolas.”

Ainda não encontrei o tal comentário anterior, mas sei que era sobre a possibilidade calote generalizado por parte de Tio Sam, quem sabe a criação de um novo dólar que faria o atual virar pó em um minuto, e considerei que uma medida extrema só poderia ser assumida por Barack Obama e 2013, em função do calendário eleitoral americano.

Lembro que terminei com um “não é por mal, mas questão de sobrevivência” ou algo parecido, por parte dos americanos para o resto do mundo depois da rasteira vapt vupt. 

 

Taí porque a China quer um colchão do consumo interno e quer alternativas com outras moedas.

Desgraça anunciada. 

 

Pontos relevantes :

1-Comércio de alta frequência é aquele de transações eletrônicas baseadas em modelos matemáticos que tomam as decisões.(E aí o Brasil  e o terceiro mundo sofrem pelo atraso intelectual -tecnológico).Basta interferir-ou manipular  nos programas que tomam decisões que o desastre se instaura !)

2-Grande parte da dívida dos EUA tem donos no exterior, em especial na China, no Japão e na OPEP (países exportadores de petróleo). Isso deixa a economia dos EUA em mãos estrangeiras. Se a China, por exemplo, se considerar provocada indevidamente por Washington, poderá despejar nos mercados mundiais até US$ 2 trilhões de seus ativos em dólares estadunidenses. Entrariam em colapso todos os tipos de preços, e o Fed teria de criar rapidamente o dinheiro capaz de cobrir o dumping chinês com instrumentos financeiros com predominância de dólar.(E neste ponto entra a formidavel máquina militar americana, para garantir moratórias de pagamento de dívidas externas , quando um Estado Soberano  esta entrando em colapso )

3-O próprio processo da retirada lenta pode pôr abaixo a casa dos EUA. Os BRICS – Brasil, maior economia da América do Sul; Rússia, detentora de armas nucleares e economia independente de energia, da qual depende a Europa Ocidental (formada por fantoches da OTAN de Washington); Índia, nuclearmente armada e um dos dois gigantes em ascensão na Ásia; China, nuclearmente armada e maior credor de Washington (depois do Fed), fornecedora dos EUA em produtos manufaturados e de tecnologia avançada, além de novo bicho-papão a ser usado na próxima guerra fria lucrativa pelo complexo militar-industrial; e África do Sul, a maior economia da África – estão no processo de fundação de um novo banco. O novo banco permitirá às cinco grandes economias conduzir seu comércio sem usar dólares estadunidenses.(Sem o Ocidente e o seu consumo , a Rússia colapsa , além de ser Européia .A não ser que os outros Estados Orientais da CEI se revoltem , se separem e se juntem com a China como líder de uma federação asiática  ...)

4-Todo mundo quer uma solução, então vou oferecer uma. O governo dos EUA deve simplesmente cancelar os US$ 230 trilhões de dólares em apostas com derivativos, declarando-os sem validade, efeito ou valor. Como não estão envolvidos ativos reais, apenas jogatina em valores imaginários, conceituais, o único efeito maior do fechamento ou soma de todos os swaps(principalmente contratos não ortodoxos entre contrapartes) seria o de tirar US$ 230 trilhões de risco alavancado fora do sistema financeiro (Uma solução  ?)

Caso Contrário :

EUA é um sistema a caminho de falência catastrófica. Como se generalizam as suspeitas sobre a fantástica falta de discernimento nos sistemas políticos e financeiros estadunidenses, a catástrofe anunciada vai se tornar realidade.(vejam o vídeo em anexo -brincadeirinha!)

 

Dastanhêda

Leia de novo, Yarbas:

2-Grande parte da dívida dos EUA tem donos no exterior, em especial na China, no Japão e na OPEP (países exportadores de petróleo). Isso deixa a economia dos EUA em mãos estrangeiras.

EXATAMENTE qual foi o pais que espalhou no mundo inteiro o modelo de dividas como "economia" fantastica"

Foi os Estados Unidos.  Nao da pra reclamar de "maos estrangeiras" agora.  Craig pode.  Mas o americano medio nao pode.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

Leiam mais uma vez o último parágrafo:

"Todo mundo quer uma solução, então vou oferecer uma. O governo dos EUA deve simplesmente cancelar os US$ 230 trilhões de dólares em apostas com derivativos, declarando-os sem validade, efeito ou valor. Como não estão envolvidos ativos reais, apenas jogatina em valores imaginários, conceituais, o único efeito maior do fechamento ou soma de todos os swaps(principalmente contratos não ortodoxos entre contrapartes) seria o de tirar US$ 230 trilhões de risco alavancado fora do sistema financeiro. Os gangsters financeiros, que querem continuar a usufruir os ganhos com apostas, enquanto o público subscreve as perdas deles, iriam gritar e espernear, a pretexto da santidade dos contratos. Mas um governo que pode assassinar seus próprios cidadãos ou jogá-los em masmorras sem o devido processo legal pode abolir todos os contratos que quiser em nome da segurança nacional. E certamente, ao contrário da guerra contra o terror, expurgar o sistema financeiro dos derivativos da jogatina iria melhorar muito a segurança nacional."

Depois leiam de novo. E de novo. Mais uma vez.

Não é por nada, mas, pelo que entendi, o cara tá dizendo simplesmente que a atuação do mercado financeiro baseia-se em embustes. Mas esse cara trabalhou no governo Reagan.

Peço, então, que o Nassif interprete isso para o leitor. Por que este, tadinho, não está conseguindo entender nada.

 

Perplexidade aflita diante da perspectiva caótica

Lá como cá, vendem o que não tem e não podem entregar. Bem vindo ao mercado de D E R I V A T I V O S .

O que era para ser uma "apólice de seguro" tornaram-se as fichas do C A S S I N O.

 

Pois é, Marcus, o fato deste cara ter trabalhado justamente na era Reagan (quando começou a desregulamentação bancária e a subsequente jogatina) deixa sob suspeita todo o artigo...

 

Este é o fator :

"A menos que a China tenha de enfrentar um ataque militar dos EUA e precise defender-se do agressor, seria preferível, como um ator econômico racional, desfazer-se lentamente da moeda estadunidense."

E Euro já foi vencido .Agora  o Yuan....

 

Dastanhêda