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O crack misturado à maconha

Do Jornal do Brasil

Traficantes adicionam crack à maconha para viciar mais gente

Caio de Menezes, Jornal do Brasil

RIO - Preocupados com a imagem negativa do crack, difundida pelo estado deplorável a que chegam seus consumidores, muitos traficantes adotaram uma nova estratégia para atrair novos usuários. Em algumas favelas fluminenses, onde a venda da droga já responde a mais de 30% do faturamento, fragmentos das pedras de crack são misturados às porções de maconha sem que o consumidor saiba que está adquirindo o composto conhecido como zirrê (também chamado de desireé, craconha ou criptonita).

– Quando conversamos com os "cracudos", durante uma operação, ouvimos da maioria que o vício em crack chegou através do zirrê. Quem vê o viciado em crack, dificilmente procura a droga. Por isso, o tráfico adotou essa estratégia, que teve início em favelas da Baixada, mas já chegou à capital – afirma um agente da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), que cita as favelas do Lixão, Mangueirinha, e Vila Ideal, em Caxias, e Manguinhos e Jacarezinho, em Bonsucesso (Zona Norte) como as que já vendem o perigoso composto.

DeaDe acordo com o psiquiatra Jorge Jaber, do serviço de tratamento gratuito a dependentes químicos oferecido pela Câmara Comunitária da Barra da Tijuca, a venda inadvertida do zirrê é uma ameaça, "principalmente ao jovem de classe média".

– Ele usa basicamente álcool, maconha e cocaína, cujo vício progride mais lentamente, quando comparado ao do crack. Esse é o perigo do zirrê. Se usado com frequência, pode viciar em uma semana – alerta.

O também psiquiatra Jairo Werner, do Núcleo de Estudo de Alcoolismo e Outras Dependências, da Faculdade de Medicina da Universidade Federal Fluminense (UFF), lembra que o zirrê foi "o responsável por difundir o crack no Rio de Janeiro".

– O sujeito fumava maconha, estava acostumado àquele barato e de saco cheio. Alguém deu a idéia de adicionar o crack ao baseado, o que turbinaria o efeito. Dessa forma o crack foi inserido no Rio – analisa.

O conselheiro em dependência química, Cláudio Barata Ribeiro, que auxilia dependentes a abandonarem as drogas, concorda que o zirrê é uma das principais portas de entrada para o crack.

– O que mais assusta é que pessoas cada vez mais novas usam o zirrê. Pensam estar usando apenas maconha e, com pouco tempo, estão viciadas em crack, que tem uma taxa mínima de recuperação – frisa.

"Em cinco dias, gastei todo meu salário"

Ainda em Mato Grosso, onde nasci, fui apresentado às drogas, com 16 anos, quando fiz uso de tabaco misturado à pasta base de cocaína, facilmente encontrada devido à proximidade com a Bolívia.

Depois que me mudei para o Rio de Janeiro, há pouco mais de três anos, busquei um similar à pasta base para manter meu vício. Foi quando fui apresentado ao zirrê, droga usada pela maioria dos traficantes, em uma comunidade próxima à minha casa, na Tijuca.

A dependência do crack assumiu o lugar da pasta base e, menos de um mês depois de experimentar a droga, gastei, em cinco dias sem sair da Favela Parque Arará (em Benfica, Zona Norte), todo o meu salário.

Há cerca de um ano, quando conheci minha atual mulher, tentei, pela primeira vez, parar. Consegui ficar sem usar por um mês, até a primeira recaída. Hoje já são quase 30. O crack é uma droga complicada. Saber que estão misturando à maconha e vendendo é triste.

*I.P.C., 32 anos, dois filhos. Não têm celular para não trocar por crack. Seu salário é controlado pela esposa e sua a última recaída aconteceu na quarta-feira passada.

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+69 comentários

Gostei sim do seu testo, porem acredito que deveria infatizar um pouco mais sobre a questão das reações adversas a abstinêcia a droga,bem como a desestruturação familiar,violência, e também que o próprio crack ja passou a ser uma droga caseira associada a vario outro produto quimico e similare que os torna mais forte e devastador.

 

ñ fumem é perigosooo......

 

oi, td bem? nosssa gostei mt do seu texto é bem educativo e explicativo!

 

O NICK AE .. É CONFUNSAO MENTAL KKK AQ Q PAZ PREVALEÇE  aproveitar pra dar um toque pra quem ta querendo usar zirre por muito tempo .... prepara os calmantes ,, sinao vc nao vai ficar igual a um usuario di crack puro... no panico é foda .eu preparo o zirre i clopan pa dentro srrsrs ri pa nu chora vamo v onde vai chegar isso

 

maconha i peda.................... as vezes finjo q nao sei o nome da merda q misturo a maconha q so estraga  o efeito ....pelo menos a longo prazo   nao tao longo assim no começo tudo é bom i tudo di mais estraga o negoçio é cair nna real i regredir voutar au normal ...... kkkkkkkkkkk florida! mais tem 3 meses q nao mi jogo nao parei mais mudei i recebi muitos elogios i alguns musculos srsrssr massa......... façam o mesmo nada esta perdido experiencia propria srsr

 

E o pior de tudo é ver esses filhos da puta que não sabem nada dizendo que o grande jornalista que escreveu o texto não sabe o que diz... Queria que estivessem na minha pele e na do meu irmão, e na dos meus pais, aí veriam como estão muito enganados... Toda a maconha que circula prensada no estado de SP todo, e praticamente por todo o Brasil, é adulterada com crack, e ninguém avisa o usuário dessa mistura nefasta. Parabéns, Luis Nassif, pela excelente iniciativa, só tenho a agradecer, é mais do que raro alguém que se preocupe com quem está à deriva.

 

Desculpem minha ignorância nesse assunto. Não uso drogas (exceto cerveja) e acho o cheiro de maconha insuportavelmente enjoativo (já estive na faculdade...). Mas gostaria que os mais esclarecidos nessa matéria se manifestassem sobre uma coisa que me preocupa em relação à liberalização da maconha. É o seguinte: com seus rendimentos diminuídos, os traficantes não iriam partir para outro tipo de atividade criminosa para continuar lucrando? Quer dizer, não iria aumentar o número de sequestros, assaltos a residências, bancos, etc?

 

    Os traficantes já fazem isso, diversificam suas atividades criminosas...

    Portanto, não importa se legalizarem as drogas ou não, eles sempre estarão no caminho do crime, são seres irrecuperáveis.

     A única coisa que me consola nesta história é que todos, sem excessão, absolutamente TODOS, morrem cedo e miseráveis e de uma forma violenta, além disso, suas familias ficam em situação precária, para pagarem pelos seus crimes...

 

Fernando, não é preciso usar drogas para opinar sobre o assunto.

A questão da legalização de entorpecentes deve e precisa ser discutida na sociedade. Só que há um problema: precisamos nos despir dos preconceitos e da hipocrisia na hora de debater. Tanto o lado que defende quanto o lado que é contra.

Nessa sua lógica de que os traficantes buscariam novos meios de lucratividade, você pretende pensar ou dizer que do jeito que está é melhor e que não há relação de praticamente todos os crimes que você citou com o tráfico de drogas. Vale lembrar que o mercado de entorpecentes mundial gera lucros da ordem de US$450 bilhões anuais e isso garante ao tráfico um orçamento quase ilimitado para, principalmente, corromper e garantir seus lucrativíssimos negócios.

O Brasil precisa de informação a respeito do tráfico de entorpecentes. Quanto o tráfico no Brasil lucra anualmente? Quanto desse lucro retorna para a economia e vira dinheiro "quente"? Nossas polícias têm alguma atividade de inteligência na áarea ou a atuação policial se resume em matar alguns pequenos traficantes e apreender algumas toneladas de drogas nas estradas?

E o tratamento aso dependentes químicos? Existe pelo SUS? E que tipo de estratégias de educação são utilizadas para conscientizar as crianças e jovens sobre os causados pelo consumo de entorpecentes??

Por fim, chega a ser ridículo querer proibir e erradicar uma planta que nasce em praticamente qualquer lugar do planeta.

 

Na Holanda as pessoas podem comprar drogas leves em "coffeshops" controlados pelo Governo.

Os coffeshops precisam de licenca para funcioanar, e, por isso, obedecem a uma rigida regulacao: nao podem fazer propaganda ostensiva, nao podem funcionar perto de escolas, nem causar problemas para a vizinhanca. A entrada e' proibida para menores, e o maximo que uma pessoa pode comprar e' 5g. E, alem disso, eles pagam impostos.

No resto da Europa (e do mundo), onde as drogas leves nao sao toleradas, as pessoas frequentemente encontram traficantes nas ruas, pracas, metros, etc.

Com a proibicao, perde-se qualquer hipotese de controle.

 

 

Da FSP:

Unifesp trata dependência com maconha
DE SÃO PAULO

“A dependência de maconha é muito menos agressiva do que a do crack. Nesses casos, a maconha funcionou como porta de saída do vício”
DARTIU XAVIER DA SILVEIRA
psiquiatra

Um programa de tratamento de dependentes da Unifesp está usando, há dois anos, maconha para combater o vício em crack. O princípio é substituir um vício pelo outro.

A experiência, feita com 50 pacientes que não respondiam ao tratamento medicamentoso, deu resultado-em seis meses, 68% tinham largado o crack. Após um ano, todos tinham largado a maconha espontaneamente.
O psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Proad (Programa de Orientação e Tratamento a Dependentes), diz que a tentativa é “um sucesso”.
“A dependência de maconha é muito menos agressiva do que a do crack. Nesses casos, a maconha funcionou como porta de saída do vício.”

Outra alternativa de tratamento que está sendo testada nos EUA é uma “vacina” contra os efeitos da cocaína no cérebro.
Segundo Silveira, o medicamento se junta com a molécula de cocaína, tornando-a muito grande e impendindo que ela chegue ao cérebro.
Apesar de ser chamada de vacina, a medicação é usada diariamente e tem um porém: a cocaína fica circulando em excesso no organismo.
“Parece promissor, mas é um risco a mais para o sistema cardiovascular. Fora isso, a pessoa tem que estar muito motivada para continuar o tratamento, já que a vacina não reduz a fissura provocada pela falta de cocaína”, pondera Silveira.
(FB)

http://coletivodar.wordpress.com/2010/07/13/unifesp-trata-dependencia-co...

 

Foge um pouco da colocação, mas...

seja qual for o barato, o foguete propulsor, coisa vai ficar feia mesmo, assustadora.

Cada vez mais jovens; cada vez mais de onde menos se espera, famílias; e cada vez mais por fuga, procura por agito, ilusão, propaganda ou provocação.

É preciso muita atenção das autoridades, dos educadores, pais, alô polícia, sai dessa onda.

Recomendável em curto prazo, a meu ver, mas quem sou, a criação de pequenos centros de vivência, para no máximo 20 pessoas, sim, VIVÊNCIA, palavra bem diferente daquela ofensiva e maldita que todos teimam usar como RECUPERAÇÃO...............bem...

não se recupera o que não se perdeu – atenção, bom trato e distração – se é que me fiz entender. Caso não, imaginem uma casa com livros, revistas, som, internete, blogues

Nada de centralização, gigantismo e celas, mesmo que clínica, que no tempo sofrerá interferências absurdas, ou vai virar palco para hipocrisias de campanha ou vai fazer explodirem os saldos das contas bancárias de diferentes aproveitadores da desgraça alheia................bem...o que dizer do sam? da funabem? febems? feems?

Realidade de qualquer viciado, muquirana ou chique, ou até mesmo colegial, não é  a que se encontra em grandes centros de recuperação, é a rua, o movimento.

Poder entrar e sair na hora que bem entender como ideal, como certa, é essencial para os que querem realmente se livrar dessa desgraça...quanto aos que não querem, que se afastem, que se fdam onde bem quiserem, e quererão – existe isso? – na rua, onde estão.

 

 

Todo adolescente deveria ser levado à uma clínica de recuperação de drogados para ver a desgraça que o "barato" causa para o usuário e para a família dele.

Todo adolescente deveria ser ensinado à ignorar total e completamente as ofertas de "amigos" para consumir drogas, mesmo que isso significasse "ser excluído do grupo" (o que para os adolescentes é tão ruim quanto morrer, por mais estúpido que pareça).

TODA droga leva cedo ou tarde à autodestruição do indivíduo, não existem "quantidades seguras".

E todo traficante assim que identificado deveria ser abatido imediatamente, sem questionamentos.

 

É mais um ponto para reflexão sobre a necessidade de descriminalizar o uso das "drogas". Se isso acontecesse em um ambiente de legalidade, certamente a coisa iria parar na justiça, a imprensa daria o nome da empresa responsável pela fraude.

Em um ambiente legal em que estamos agora, a única vítima é o consumidor, e o culpado nem por isso vai pagar. O dia em que for preso não será condenado por ter feito a mistureba.

 

Ainda não vi esse bagulho mesclado a venda aqui no Rio. O que vejo é a venda separada. Quem faz a mistura é o próprio usuário.

 

É, precisamos conversar direito.

Abraço.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/07/carta-sobre-descrimi...

 

15/07/2010 19h47 - Atualizado em 15/07/2010 20h33

Carta sobre descriminalização da maconha divide neurocientistas Documento defende discussão sobre descriminalização da droga.
Carta é assinada por membros da diretoria de entidade representativa.

Marília Juste Do G1, em São Paulo

imprimir Carta defende discussão sobre descriminalização de maconhaCarta defende discussão sobre descriminalização
de maconha (Foto: Reprodução/Site da SBNeC)

Uma carta que pede a discussão da descriminalização do uso recreativo da maconha assinada por quatro neurocientistas brasileiros dividiu opiniões entre os pesquisadores da área. Dos quatro signatários, três são membros da diretoria da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC). Nesta quinta-feira (15), a entidade divulgou uma nota esclarecendo que o documento não é representativo de toda a SBNeC.

“A carta foi originalmente escrita por diretores, mas ela não fala em nome de toda a SBNeC”, afirmou o presidente da entidade, Marcus Vinícius Baldo, da Universidade de São Paulo, ao G1.

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O documento, divulgado originalmente no jornal “Folha de S.Paulo” na quarta-feira (14), foi redigido como forma de protesto contra a prisão do músico carioca Pedro Caetano, acusado de tráfico de drogas, e assinado pelos cientistas Cecília Hedin-Pereira, João Menezes, Stevens Rehen e Sidarta Ribeiro. Os três primeiros são da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); Ribeiro, do Instituto Internacional de Neurociências de Natal. Cecília Hedin-Pereira é vice-presidente da SBNeC, Ribeiro é secretário e Rehen é tesoureiro.

“Nosso objetivo com a carta é mostrar uma situação que a gente acha que tem que ser discutida. Não falamos em nome de ninguém além de nós mesmos” afirmou Stevens Rehen ao G1. “Não acreditamos que seja certo confundir usuários com traficantes e a sociedade precisa discutir isso”, diz ele.

No texto, Rehen e seus colegas afirmam que “em virtude dos avanços da ciência que descrevem os efeitos da maconha no corpo humano e o entendimento de que a política proibicionista é mais deletéria que o consumo da substância, vários países alteraram suas legislações no sentido de liberar o uso medicinal e recreativo da maconha. (...) A discussão ampla do tema é necessária e urgente para evitar a prisão daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas”.

As afirmações foram rebatidas por colegas de SBNeC. O neurocientista Jeferson Cavalcante, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), discorda da iniciativa. “Aos cientistas cabe apenas dar os fatos, não opinar sobre o que a sociedade deve fazer. Uma coisa é mostrar os efeitos da maconha no cérebro. Isso é o aspecto científico. Mas há um aspecto social e cultural envolvido nessa questão também”, acredita.

“Fiz trabalho social e vi com meus próprios olhos que a maioria dos jovens viciados em drogas começa com a maconha. A maconha é o primeiro passo. Eles cheiram cola porque não têm dinheiro para comprar maconha. Não se pode ignorar isso”, critica Cavalcante. "Se a sociedade civil quiser consultar os neurocientistas sobre o efeito da maconha no cérebro, daremos nosso parecer científico. Se vamos assinar algo enquanto neurocientistas devemos nos ater a isso”, afirma. "Todos temos direito a nossas opiniões pessoais sobre qualquer tema, mas não devemos misturar posição pessoal com profissional", diz ele.

maconha assisPlantação de maconha apreendida em casa de
estudante em Assis (SP) (Foto: Reprodução/ TV Tem)

Gilberto Fernando Xavier, da USP, afirma que “como qualquer medicamento, é preciso analisar se os benefícios superam os malefícios [da maconha]”. “Existem evidências fortes e substanciais para que se pense que a maconha possa ser usada para tratamento de algumas doenças. Para o uso recreativo ainda falta avaliar em extensão se algum benefício eventual pode compensar os malefícios de alteração de atenção e memória que sabemos que ela causa”, diz.

O presidente da SBNeC diz respeitar a opinião dos quatro signatários da carta, mas discorda da “dimensão que essa história tomou”. “A discussão extrapolou as balizas científicas e adquiriu uma cor ideológica que de forma alguma tem o apoio da SBNeC. Com isso eu não concordo”, afirma Marcus Vinícius Baldo.

Ele conta que após a divulgação do documento, recebeu desde mensagens de apoio até críticas dos três mil membros da SBNeC. “Como é um assunto polêmico, vi desde aplausos até vaias. Não há uma opinião oficial da SBNeC até existir uma discussão que envolva todos os membros”, afirma.

Íntegra da carta:

“A planta Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, é utilizada de forma recreativa, religiosa e medicinal há séculos mas só há poucos anos a ciência começou a explicar seus mecanismos de ação. Na década de 1990, pesquisadores identificaram receptores capazes de responder ao tetrahidrocanabinol (THC), princípio ativo da maconha, na superfície das células do cérebro. Essa descoberta revelou que substâncias muito semelhantes existem naturalmente em nosso organismo, permitiu avaliar em detalhes seus efeitos terapêuticos e abriu perspectivas para o tratamento da obesidade, esclerose múltipla, doença de Parkinson, glaucoma, ansiedade, depressão, dor crônica, alcoolismo, epilepsia e dependência de nicotina, entre outras enfermidades. A importância dos canabinóides para a sobrevivência de células-tronco foi descrita recentemente pela equipe de um dos signatários, sugerindo sua utilização também em terapia celular.

Em virtude dos avanços da ciência que descrevem os efeitos da maconha no corpo humano e o entendimento de que a política proibicionista é mais deletéria que o consumo da substância, vários países alteraram suas legislações no sentido de liberar o uso medicinal e recreativo da
maconha. Ainda que sem realizar uma descriminalização franca do uso e do cultivo, o Brasil veta (através do artigo 28 da Lei 11.343 de 2006) a prisão pelo cultivo de maconha para consumo pessoal, e impõe apenas sanções de caráter socializante e educativo. Infelizmente
interpretações variadas sobre esta lei ainda existem. Um exemplo disto está no equívoco da prisão do músico Pedro Caetano, integrante da banda carioca Ponto de Equilíbrio. Pedro Caetano está há mais de uma semana numa cela comum acusado de tráfico de drogas. O enquadramento incorreto como traficante impede a obtenção de um habeas corpus para que o músico possa responder ao processo em liberdade.

A discussão ampla do tema é necessária e urgente para evitar a prisão daqueles usuários que, ao cultivarem a maconha para uso próprio, optam por não mais alimentar o poderio dos traficantes de drogas. Em seu próximo congresso, de 8-11 de setembro próximo, a Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento (SBNeC) irá contribuir para a discussão deste tema pouco conhecido da população brasileira. Um painel de discussões a respeito da influência da maconha sobre a aprendizagem e memória e também sobre as políticas públicas para os
usuários será realizado sob o ponto de vista da neurociência. É preciso rapidamente encontrar um novo ponto de equilíbrio.

Cecília Hedin-Pereira (UFRJ)
João Menezes (UFRJ)
Stevens Rehen (UFRJ)
Sidarta Ribeiro (UFRN)"

Uma planta medicinal
 

Gustavo Cherubine

Iss porque já passou a hora da legalização.

Jorge, gostaria de ler sua retórica acerca da desintegração da Holanda.

Percebeu nas imagens da Copa a cara que os holandeses tem de viciado.

 

Esta na hora do Estado garantir a qualidade da  maconha fumada no Brasil , para evitar o mal maior. 

Exatamente da mesma forma que faz com o álcool. Legalyze antes que seja tarde.

 

Abraço

 

Perigoso!

Um amigo me disse uma vez que havia fumado um com companheiros.

Achou estranho.

Ficou muito doido, além da conta.

E no dia seguinte tava doido prá fumar outro.

Ele achou  que havia craque na erva.

Fica aí a informação.

Prá quem gosta de dar uns tapas.

Cuidado!

Bons tempos aqueles que a gente fumava um, em grupo, prá curtir um rock.

Passou...

Fiquei velho!

 

Aqui em Floripa misturam faz anos. Em meu bairro muita, mais muita gente foi da maconha para o crack depois que começou essa moda. Chamavam de "mescladinho".  Não sei dizer se por misturarem que migraram, ou se pela grande oferta mesmo...

Agora há uma campanha bem forte contra o crack, devido ao ponto que chegou. Mas enquanto maconha e crack forem vendidos juntos, acho que vai ser mais complicado!

 

E os planos de governo dos candidatos a presidente contém alguma linha a respeito..?

Nòs temos medo de debater assuntos polêmicos..

E assuntos essenciais para o progresso - Reforma Política, Reforma Tributária - a mesma coisa.

 

A solução mais simples é legalizar a macocha e deixar a Anvisa ou outra instituição do gênero fazer o controle de qualidade.

 

Como já se falou muito, droga é droga.

Droga mais leve é porta aberta para a busca futura de droga mais pesada, que faça mais efeito

Pessoas que fumavam cigarros com maior teor de nicotina, não gostavam de cigarros "mais fracos"

É igual a bebida, o início é sempre pela cerveja, a mais fraca, depois procura-se as bebidas mais fortes normalmente destiladas, quase sempre é assim.

Portanto o melhor é evitar, proibir.

A violência nos morros do Rio, com mortes lá em cima e cá em baixo, é porque não se evitou, proibiu, a proliferação do comércio das drogas, como está sendo feito agora com o policiamento ostensivo das UPP,( tem traficante sendo preso, porque volta à favela e tenta refazer o ponto de venda) ; caso tivesse ocorrido essa vigilância intensiva dentro das favelas, esse tráfico não estaria tão forte por lá e cá em baixo, é mais fácil de se combater

Como sempre, o Estado brasileiro está sempre fora do seu tempo e a sociedade sofre com isso, espero que não caia na esparrela da liberalização, para depois não sair novamente correndo atrás do tempo...

 

Totalmente equivocado, mas revela um pensamento bastante comum sobre as drogas: que uma é mais forte que a outra, e a tendencia é o usuário evoluir em direção à mais forte, assim como o alcolatra tende a beber cada vez mais.

É equivocado por que as drogas tem efeitos diferentes: enquanto umas são alucinógenas, outras são euforizantes, outras calmantes.

Eu fumo maconha faz 20 anos, diariamente. Usei cocaína com alguma regularidade durante dois anos, e depois desisti: gosto do relaxamento que a maconha proporciona, e a coca tem um efeito praticamente contrário.

O efeito do crack é o mesmo da coca. Muda a intensidade. É como tomar uma cerveja (cheirar coca), tomar pinga (crack) ou absinto (injetar coca na veia).

O que pessoas como vc não percebem, ou não querem perceber, é que proibir agrava muitíissimo o problema: o crack não teria surgido, ao menos não com esta força toda, se o comércio fosse regulamentado.

Se o comércio fosse regulamentado, a venda de drogas para menores teria mais controle.

Se o comércio fosse regulamentado efim, a sociedade teria algum controle sobre tudo isto. Proibido, quem controla é o crime organizado. E com o lucro que gera o comercio de entorpecentes, o crime organizado vai dominando as instituições. É uma questão de sobrevivência: ou se legaliza ou o crime organizado vai dominar.

 

A única coisa que aproxima a maconha das drogas é a sua proibição. Ela não teria valor se não fosse proibida. É mato que cresce de forma descontrolada. Assim, proibida, adquire status de mercadoria, que alimenta toda uma indústria de tráfico, repressão, tratamentos psiquiátricos, etc. Nunca será liberada, pois os lucros não podem cessar e o preconceito já está tão arraigado em nossa sociedade, que é menos danoso uma figura pública admitir que rouba do que admitir que dá uns tragos para relaxar.

 

Pô, venda casada é crime! Procon neles!

 

Este é um tema que me deixa agora calado. Agora vou beber com os amigos. Quem sabe mais tarde eu volte ao tema. É muito complicado pra mim. . Ao Dono do Blog Preciso ficar muito louco para comentar.
Quem sabe de madrugada muito louco de outras drogas.

 

 

Quem nunca usou nenhuma droga me ataque, mas com argumentos. Abs. amigos.

Eu acho que já esto louco. Amigos.

Pera aí já estou.....pontinhos, Nassif e Malungos !

É , até agora bebi só cerveja, quem sabe mais tarde, amanhã estou de folga, portanto, depende da droga, ou eu durmo ou fico ligado. Abraços meus amigos e meus inimigos que gostam de me contestar. né Calvim ? Nassif, por favor não corte. Abraços a todos.

 

 

Nassif, estou louco mesmo, portanto vou dizer o seguinte o que eu copiei de um cara do Blog. "Você Tem fé e não sabia. Sente o vento tocar em seu rosto, mas ainda assim não pode ve-lo"

 

Nassif e amigos ,abraços novamente.

 

To sendo piegas, mas deixa pra lá, aqui é um espaço democrático.

Nossa , falei de mais da conta.

 

Nilson Fernandes

Mais um bom motivo pra se legalizar e regulamentar o consumo da maconha: saúde pública.

 

Muitos dos usuarios de maconha se viciaram em crack por misturarem a pedra de crack moída no meio dos cigarros de maconha. Isso é pratica antiga aqui no interior de São Paulo.

O cidadão fuma o mesclado achando que não vai se viciar no crack e quando percebe já largou a maconha e fica só na pedra

Acho que o usuario do Rio sabe o que ta comprando.

 

Eh mais uma na conta dos tucanos, o CRACK começou em SAMPA e espalhou-se pelo BRASIL, tudo culpa da falta de combate ao tráfico dos gôvernos tucanos, agora um problema que era só daqui está no BRASIL inteiro, imaginem só como seria se o SERRA fôsse presidente ok

 

é pra matar de rir, o tráfico preocupado com a imagem negativa do crack.

"véi, se vc vende uma trouxinha de maconha por 10 reaus, porque iria gastar mais 5 reaus adicionando crack? isto é aumento de custos e perda de receita, o bagulho fica mais caro pro dono da boca, o preço de venda pro consumidor final é o mesmo e ainda perde a receita da venda do crack.

ass.

juanito marijuana, especialista pela FGV e consultor econômico."

 

este tipo de reportagem desinformativa distorce os fatos e agrega mais preconceitos à discussão sobre o consumo da maconha.

De qualquer jeito, só a proposição do tema traz informações importantes como a da Maria Beatriz Coelho e a nota da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento, em resposta à manifestação de membros da associação.

 

 

 

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O tabu do uso da maconha – Canabis um santo remedio

ATENCAO - Os erros ortográficos que aqui no texto ocorrem são fruto do pouco conhecimento de um individuo brasileiro, estudioso em muitas áreas, lutador (no sentido esforcado da palavra), honesto, que nunca fez mal para ninguem, ama seus amigos e sua familia, crente a Deus mas desprovido de preconceitos religiosos ou fanatismos e compromissado com o esclarecimento e avanço da nossa nação. Pode ser pouco conhecedor da ortografia de nossa lingua, mas acima de tudo pretende falar de forma clara, transmitir uma mensagem e traduzir de forma precária um pensamento seu (porem compartilhado por muitos outros), abordando alguns pontos de forma geral, incompleta e desorganizada. Ou seja, é a primeira manifestacao e opiniao pessoal de um cidadão comum e de bem, como você aí!

Em relacao a reportagem da Folha de Sao Paulo veiculada em 14/07/2010 no caderno Cotidiano gostaria de fazer algumas observacoes: um assunto de suma importancia deveria estar na capa, no caderno de ciências/saúde. E no dia seguinte à publicação nao me parece que teve a devida repercussão que deveria dar tanto no proprio jornal quanto nos outros veiculos de comunicaçao, ou foi abafada. Porque na edição do dia 15/07/2010 apenas uma pequena nota estava escondida no meio do caderno cotidiano. E alem do mais nao consegui encontrar a fonte fidedigna e original da carta da SBNeC na internet, de forma que ficamos dependentes apenas da veiculacao da Folha e dizendo que veio de certas pessoas, sem realmente ver com os meus proprios olhos as pessoas e a carta.

O posicionamento desses pesquisadores em relação a canabis traduz, sem dúvida, a realidade atual do Brasil e do mundo. Pode ate ser impactante, porem é ao mesmo tempo retundante, principalmente para aqueles que realmente estao interagidos com os efeitos do seu uso cronico e com as pesquisas referentes ao assunto.  

É impressionante como os aspectos medicinais e recreativos do uso da canabis são tão pouco abordados e quando o sao, sao apresentados com tanta perseguiçao e parcialidade. É um tabu sem precedentes.

A comunidade científica peca por ter demorar tanto para se posicionar perante esse tema. Por isso digo que essa carta demorou para sair. Fica a minha indignacao em relacao a essa omissao da comunidade cientifica em, devido a diversos motivos, nao estar abordando da forma que deve ser.

Em praticamente todos os grupos sociais existentes, há uma certa parcela que fazem uso da maconha. E não adianta dizer que são os mais irresponsáveis, mal carater, delinquentes, bandidos, drogados etc que fazem parte desse montante. Sim, essa parcela existe. Sim, existem pessoas que de forma primaria ou secundaria, direta ou indireta, tem suas mazelas causadas pelo uso da maconha. Mas o mais importante é que não só eles simbolizam aquilo que a maconha significa. O que digo é que além desses, os bons tambem fumam maconha. Existe uma fatia enorme dos que estão muito bem sucedidos, obrigado, e que fazem uso frequente sem que a maconha interfira de forma negativa, interferindo muito mais de forma positiva, em suas vidas. Os que podem nao ser bem sucedidos devido inumeros fatores e combinacoes de resultados que fizeram com que suas vidas fossem ferradas, também fazem uso da erva. Voce nao pode desconfiar, mas com certeza  muitas pessoas que voce conhece e que admira em relacao ao seu carater e conduta fuma maconha, e isso nao o descredibiliza, ao contrario, talvez ele é tão bom assim porque nos momentos de reflexao profunda quando está sob efeito da canabis problematizou as suas vivencias. Se a argumentação geral for essa (diga-se de passagem uma argumentacao banal, intransigente e sem reflexao) de que os que fumam sao os problematicos ou justificar e responsabilizar o uso da maconha devido falhas no carater, condutas duvidosas e consequencias desastrosas, abre pressuposto para analizar tantas outras desgraças e desgraçados que são complexos reflexos de situações que vivemos ao longo da vida que ainda devem ser muito debatidas. A discussao e os argumentos serão sem fim porém terão conteudo limitadíssimo e provavelmente serão formas diferentes de dizer uma única coisa: "a maconha traz problemas e deve ser combatida, banida, extinta, deletada e esquecida". Fica aqui o resumo desse paragrafo – ele é para voce leitor, indivíduo criminalizador, onde nao se nega que a maconha traz problemas sim, porem querendo ou nao ela existe e deve ser debatida de modo mais profundo.

Hoje em dia os individuos tomam esse tipo de posionamento em relação a proibicao podem ter medo, desconhecimento, má orientação ou mesmo o fazem por estarem satisfeitos com as virtudes e desgraças do seu mundo tal como ele é, sendo contra qualquer tipo de mudança na sociedade. Nao me cabe aqui analisar as suas razoes. Mas o que nao pode acontecer é desconsiderar que os maconheiros existem. Uma situacao exemplificada? Caso seja realizado um simples referendo no Brasil nessa pauta, aos moldes do referendo do desarmamento,  vai provavelmente resultar em 60% ou mais, quem sabe, de votos para a criminalizacao. Mas pera ai.... e os outros 40%? Dessa ultima parcela ha os que fumam e os que nao fumam, mas os que fumam continuarao a ser desrespeitados? Nao se dara importancia pro fato de que eles existem, de que gostam ou precisam fumar, e simplesmente joga-los em cadeias, processa-los, resolvera o problema de forma efetiva? Essa forma de “tampar o sol com a peneira” realmente é a melhor solucao?

A maré indica que as leis vão continuar assim, intransigentes e cegas. Aos usuários e defendores da descriminilizacao cabe o lamento e a luta. Nessa ano de eleições - e em todos anos de eleições - uma pequena chama de esperança de que o assunto será debatido se acende em nossos coracoes. E é aí que mora uma das minhas principais desilusões com a política brasileira. Os candidatos com real chance de serem eleitos adotam o discurso que lhe renderá mais votos. A Dilma e o Serra não são idiotas, não iriam comprometer a sua candidatura em defender uma posição tão delicada, mal debatida e esclarecida. E ao mesmo tempo sabem que estão sendo mentirosos, que defendem o interesse do alto empresariado brasileiro, ao invés de colocarem o Brasil rumo a um processo de esclarecimento, mas fazer o que né? Vale tudo pelos votos e pelo poder. Tocar em uma questao tao polemica, da forma que o pais expoe seu processo eleitoral e democratico, é que seria idiotice. E digo mais: existe uma real possibilidade de que, e um dos dois, algumas semanas antes da eleição, por estar atras nas pesquisas e sem chances de ganhar, tentarem dar o "pulo do gato" ou "chutar o balde" tocando na questao da descriminizacao da maconha de forma sincera e profunda, poder inverter o jogo!

A liberdade da maconha irá ser um divisor de águas em relação ao consumo de drogas. Porque hoje em dia proibe-se tudo, mas como nem tudo pode ser proibido, acaba aceitando-se sublinarmente um monte de situacoes suspeitas e uma imensidao de pessoas ficam, a preco de nada, obrigados a se submeter a atividades ilegais com o risco de serem presos e destruir suas vidas por algo que nao tem nada de mais. A legalizacao conseguira separar de forma mais nitida aqueles que realmente sao viciados em substancias ou atos destruidores ao ser humano, os seus traficantes e o efeitos de sua pratica.

A questao do consumo da maconha é de Saude Publica e Educacao. Primeiramente um assunto de Saude Publica, que deve ser abordado principalmente por medicos, por meio de evidencias do consumo já existente e a partir dai apontar os seus maleficios e os beneficio individualizados para cada paciente. É tão simples assim. Quando a legalizacao da maconha atingir parametros mais globais, iniciar-se-a um processo irreversivel de criacao dos remedios mais consumidos do planeta, derivado das substancias presentes na canabis, antidepressivo/estimulador do apetite/ansiolitico de baixa potencia mais barato, com maior custo/beneficio e mais efetivo que ja existiu. O consumo da maconha recreacional e medicinal seria abordado de forma sucinta na escola, educando o individuo sobre o que ela é, sua aplicabilidade e desmistificando o seu uso. Alem do que seriam realizadas campanhas educacionais de prevencao primaria e de reabilitacao. Qual outra forma mais efetiva de combate-la??

Infelizmente, devido a atual organização da nossa sociedade, me pego pensando que só haverá o pleno esclarecimento do assunto daqui sei lá.... 100 anos? Talvez meus netos poderão abordar essa questão da erva sem tantos paradigmas e de forma mais clara e mais verdadeira. Sonho com o dia em que a sociedade (principalmente as leis) vao se reorganizar e transferir a responsabilidade do uso da maconha da questao de segurança publica para a de saúde e educação. Espero que sim, e espero ter a oportunidade de um dia, com 90 anos, quando as leis forem mudadas, estar sentado com os meus filhos e netos ja criados, maiores de idade, provavelmente ja bem vividos e experientes, tendo levado tantos tapas na cara da vida conversando e fazendo reflexoes enquanto queimamos um puta de um baseado.

E a legalizacao permitiria o uso vultuoso, prejudicando o rendimento do trabalhador? Claro que nao! Porque eu nao sou louco de ir a um afazer aonde minhas habilidades estarão comprometidas se estiver sob efeito da canabis. Assim como hoje em dia não vou tabalhar bêbado, fedendo, sob efeito de remédios, mal vestido, com más intenções, com pilantragem. Eu vou é batalhar pelos meus miseros poucos salários mínimos para que no final do mês (ou melhor dia 10 de cada mês) tenha que gastar mais de 2/3 do meu salário com contas e o restante talvez comer 2 vezes em um bom restaurante, tomar uns 2 dias uma cerveja gelada, comprar aquela roupa ou aquele eletronico que tanto estava querendo, poder pagar o curso de natacao ou ingles do meu filho.  Assim como, apos o expediente, ja em casa e com os pes no alto e um bom copo de agua gelada na mao e tv ligada folheando os canais procurando algo de interesse, preferencialmente as 4:20 pm, possa acender um belo e puro baseado ou consumir a maconha de outra forma que bem entender. Isso não é questão de liberdade de expressão e sim o reflexo da vida de um homem de bem lutador e cansado que tem algumas virtudes e alguns defeitos como qualquer um.

Agora imagine voce, empresario, contratando um maconheiro. Voce nao contrataria, certo? Que nada! Para usar um simples exemplo: se atuasse na area de propaganda/comunicacao/criacao eu iria querer que muitos dos que trabalhassem para mim fumassem maconha. As criacoes, certamente seriam melhores. Creio que voce contrataria um individuo que conta com uma visao mais ampla, mais criativa, mais plural, enriquecendo a producao.

Veja bem, eu não sou criminoso. Não sou ladrão, nao passo ninguém pra traz. Nunca roubei, nem matei e nem pretendo. Respeito as regras de (quase) todas as instituicoes que frequento. Na minha vida, todos que encontro procuro ajudar dando tudo de mim, de forma sincera, e fazendo tudo para que aquela pessoa que passou pela minha vida naquele momento por ela continue plenamente satisfeita e com qualidade de vida. Mas hoje, no Brasil, pais que nasci, que aprendi, que trabalhei, que vivi, que sorri e que chorei, tenho que me esconder porque se fosse pego fumando um cigarro de maconha ou mesmo portando uma quantidade razoável de cerca de 30 gramas que é aquilo que consumirei no proximo semestre, serei tratado como meliante. Se abordado pela polícia, tenho terror só de pensar. A vergonha perante a reprimida e consequente exposição como cidadão que infringe as leis seria caótica, devastadora.

Independente de tantos paragrafos, tantas discussoes e pesquisas que ainda estao por vir, o uso dos beneficios da maconha é um processo irreversivel e tem sido adotadas medidas para lentificar o seu progresso, porem nunca se conseguira frear a inevitavel legalizacao.

 

  Ou libera a droga, ou pena de morte para o traficante. Para acabar com a figura do

  traficante, do policial corrupto que leva o dele para fazer vista grossa, do advogado

 que  leva e traz recado do mal acabadono presídio, que livra o bandido a cada vez que vai preso, etc...

 

 

 

Peço a sua licença Nassif, pra dar um recado :

Amanhã no RJ às 16 :00 h na Candelária, caminhada com Dilma e Lula, e comício na Cinelândia às 19:00 h

Não percam !

 

" A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos." - Barão de Montesquieu

 

Texto superficial e distante da realidade.

Quando o assunto são os problemas que atingem os mais jovens nem este blog escapa

Uma pena.

Houve uma onda de mesclado (crack + maconha) em São Paulo há uns cinco anos atrás e, tenha certeza, a "moda" foi criada pelos próprios usuários de maconha. Hoje o consumo caiu bastante, porque crack não dá futuro.

Já a maconha pura é cada vez mais consumida, pois os usuários mais antigos descobriram que, se bem administrada, é um ótimo relaxante e pode ser consumida sem medo. 

 

 

 

 

Por favor, não fale besteira! Essa matéria é da mais extrema importância, agradeço ao nosso amigo do site eternamente por ela. Preste atenção: A maconha que rola em todo o estado de São Paulo atualmente, principalmente interior todo, é maconha adulterada com pedrinhas de crack ou merla e então novamente prensada, isso quando já não vem adulterada do Paraguai. Falo com conhecimento de causa porque caí nessa desgraça de golpe, e meu fornecedor era tido como um dos tais confiáveis, que jamais fariam isso. É preciso legalizar a maconha urgente, ou algo terrível ocorrerá em muito breve, algo que já vem se formando há anos e anos. Algo muito pior do que o terror da pedra, porque a pedra é apenas quem é insano o suficiente pra procurar que cai, mas maconha adulterada de modo bem difícil de se identificar e sem o consentimento do usuário é algo que se não for brecado já, até 2011, pode ter certeza do que estou dizendo, uma tragédia de proporções incalculáveis vai começar a ocorrer. Se há um Deus, espero que possa salvar a mim, meu irmão, e minha família, que acaba sendo vítima de nossas atrocidades quando ficamos na abstinência. Fora a saúde debilitada que acabou com nossas vidas... Espero um dia possamos encontrar ajuda. Quem sabe exista alguém que possa nos estender uma mão amiga e nos ajudar a nos curarmos de uma vez por todas... Enquanto isso, ficamos na esperança de que mais e mais pessoas com a nobreza de nosso amigo Luis Nassif aqui possam nos ajudar nessa luta infernal...

 

Pelos último  pronunciamentos , é possível que Serra   tenha aderido ao "zirrê".Os efeitos  são   muito semelhantes aos do usuários   contumazes. Agressividade,  contradição permanente com os fatos reais, amnésia seletiva, ameaças, comportamento delirante,  discursos infantis, e expressão oligofrênica ,quando em repouso.

 

Chocante, estarrecedor, só isso e tudo isso

 

"Recria tua vida, sempre, sempre. Remove pedras e plantas roseiras e faz doces. Recomeça. Faz da tua vida mesquinha um poema e viverás no coração dos jovens e na memória das gerações que hão de vir". Cora Coralina

A mais nefasta e devastadora droga consumida no Brasil, não citada até agora, chama-se tv globo. Entorpece, vicia e imbeciliza seus milhões de usuários que, claro, podem deixar esse vício de lado e buscar coisas inteligentes para fazer. O proibido será sempre mais desejado. Importante é o cidadão ser consciente de seus direitos e deveres. e beber e fumar com moderação.

 

Só que a Globo não misturou crack na minha maconha e na do meu irmão e nos deixou terrivelmente viciados como somos, a ponto de nos tornarmos extremamente agressivos quando estamos sem a substância, e tudo isso sem sabermos, porque apenas fomos comprar maconha do mesmo fornecedor que comprávamos, e que era tido como alguém confiável, mas que um belo dia nos deu o golpe também. E como as pedrinhas são bem misturadas no tablete de maconha prensada, e praticamente difíceis de se identificar, quando sentiu o gosto salgado e/ou o cheiro azedo, aí já é tarde, crack vicia terrivelmente, já na primeira ingestão. Teve um idiota acima que falou que isso é bobagem, que só cai nessa quem quer. É um infeliz que não sabe o que fala. Em todo o estado de São Paulo, por exemplo, principalmente todo o interior, só rola maconha adulterada com crack e água de bateria, nenhum fornecedor vende maconha sem essas coisas terríveis mais. A Globo pode manipular o país ou seja lá o que for, mas com certeza não fodeu nossas vidas com essa merda. Não leve a mal, nada pessoal, mas é fato.

 

"para viciar mais gente" é meio delirio Vejista, embora tenha um fundo de verdade.

 

Muito usuarios preferem pitilho (maconha com crack) e mesclado (maconha com cocaina), por motivos obvios: um estabiliza o efeito da outra.

 

É a mesma coisa de whisky com cocaina. Ou extase com heroina.

 

É ruim porque vicia mais? Em termos. Por outro, crack com maconha é uma redução de danos imensa em relação ao crack puro. Pelo menos fome (larica) e comer algo o cabra vai.

 

Também tenho essa informação, Lucas, tirada de uma reportagem da Ilustrissima da Folha.

Os traficantes estariam se recusando a vender apenas crack porque os usuários se dotonavam e não havia como cobrar a conta, já que cliente morto não paga.

Interessante,ainda que cruel, a estratégia, manter o viciado minimamente vivo e produtivo para poder lucrar mais. Lembra a escravidão após a proibição (pelos ingleses, bem lembrando) do tráfico negreiro. Era necessário cuidar minimamente da saúde do escravo para arrancar dele tudo o que fosse possível. Lembra também a estratégia dos usurários que aceitam refinanciar o principal da dívida desde que o devedor continue pagando os juros.

 

Palavras podem ser como minúsculas doses de arsênico.

Lendo os seus comentários no post sobre a criminalização da palmada e agora este sobre drogas fiquei com uma dúvida cruel: a palmada é mais destrutiva que fumar maconha misturada com crack para o indivíduo?

O quê você acha dos responsáveis que acabam acorrentando os filhos, geralmente menores de idade, viciados em drogas como o crack, para que estes não o consumam ou cometam crimes para conseguir dinheiro e compra-lo?

Estes pais são criminosos por tentarem evitar o pior?

 

 

1) carcere privado é crime, sim. Sob qualquer alegação;

 

2) que se tem de considerar que é o sujeito que faz a droga. Que usar crack, por pior que seja, é uma escolha subjetiva. E que o sujeito precisa ser responsabilizado por suas escolhas;

 

3) e que por pior que sejam, as escolhas que envolvem a pulsão de morte (usar crack ou heroina, fuder sem camisinha, tentar suicidio) são direitos inalienaveis do sujeito. Não inalienaveis por lei, mas por logica: ninguem pode impedir um sujeito de fazer, a nao ser o proprio sujeito.

 

Eu que uso maconha e parece que vc que fica chapado. O que o uc tem a ver com as calças?

 

Menos né?

Essa estrategia existe desde sempre. Os jornalistas brasileiros precisam se informar mais.

Alias, desde que comecei a estudar as drogas, o crack principalmente, essa se tornou a minha principal opiniao contra a legalizacao da maconha. Inofenciva sozinha, mas mortal qdo se torna porta de entrada para outras drogas (mesma funcao da nicotina e do alcool, mas esses pagam impostos, entao melhor nao cita-los) ou qdo e misturado ao crack.

Mesclado é um dos nomes ä mistura.

 

Uma nova frente de combate as drogas.

 

Em nossa sociedade se faz urgente uma nova frente de combate as drogas, não invalidando as políticas de repressão e de educação de base, que são totalmente necessárias, mas trazendo elementos complementares.

Durante anos a associação da imagem de drogas leves a liberdade e juventude formaram no inconsciente da população imagens difíceis de serem dissociadas, e a imersão neste mundo abre o espaço para as drogas pesadas.  Considerando essa exposição acredito que o caminho inverso com o apoio da indústria do entretenimento (cinema, teatro, novelas, livros, revistas, games, etc.) a novas imagens possa em médio tempo ter um efeito muito eficiente.

O que tento apresentar é que deveríamos ter leis que incentivem essa indústria a fazer o caminho reverso que do que foi percorrido durante anos, não com campanhas diretas contra as drogas, mas com a criação de personagem que lutem contra as drogas e com a associação das drogas aos “vilões”. A primeira vista pode parecer uma idéia autoritária, mas que não tem em memória galãs e mocinhas que usem cigarros e passem a noite em bares , não defendo que isso seja proibido mas que as empresas que criarem imagens dissociadas disso tenham incentivos legais.

 

Anderson Farias

concordo em inteiramente com a carta da Sociedade Brasileira de Neurociências e Comportamento: a plantação da maconha para consumo próprio deve ser liberada. Nao entendo a lógica do alcool e o cigarro de tabaco serem liberados e a maconha proibida. Proibir uma planta de existir? Esta guerra contra as drogas só enriquece traficantes, mata e põe na cadeia um número enorme de jovens. Isto sim é crime.  http://blog.sbnec.org.br/2010/07/nota-de-esclarecimento-sbnec-e-a-maconha-4/.  

 

A nota da SBNC é esclarecedora como muito bem reporta esta comentarista. O proibicionismo não é nenhuma solução.

 

Concordo com tudo que você disse. Há muita ideologia associada ao consumo dessa planta, que é claramanete demonizada, enquanto que para drogas que matam mais do que guerras, alcool e tabaco, muitas vezes existe um forte apelo para o consumo destas, isso sim é inaceitável. A maconha, como qualquer droga, se usada em excesso, causa dependencia, entre outros efeitos nocivos à saúde, mas claramente faz muito menos mal à saúde do que essas drogas legalizadas.  Para não falar de calmantes e anti-depressivos, que são amplamente consumidos.  O falso moralismo tem que ficar mesmo longe desse debate. Pessoas morrem porque dirigem bebadas, e na TV o machismo, o consumismo, o individualismo reinam nos comerciais de cerveja. O cigarro mata milhares todos os anos no país. E o crack avançando...s políticas públicas em relação à redução de danos, à prevenção e à assistência do estado aos viciados tem que ser priorizadas.

 

Esse ponto é fundamental. A maconha, como o alecrim, a salvia, o hortelã é uma planta como qualquer outra, que pode perfeitamente ser plantada em casa. Além de afastar os incautos do risco da "mistura explosiva" também afastaria os novos usuarios do contato com traficantes e bandidos e tiraria a pecha de "porta de entrada" para drogas mais pesadas. A questãoé que se liberarem o plantio para o auto consumo ninguém ganharia dinheiro com isso, ai não interessa, né? O alcool e o cigarro são permitidos,mas não conheço ninguem que tenha uma destilaria em casa ou uns pezinhos de tabaco para fumar, pois se isso fosse possível aposto que tentariam proibir também.

Nassif, isso não seria um bom post para discussão?O plantio de maconha para o autoconsumo?