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O crescimento do PIB no Brasil em 2012

Creio que a economia já está acelerando o ritmo de crescimento do PIB no Brasil, e a maior parte da grande mídia em função das preferências e das disputas políticas, está deixando de realizar o seu principal papel, que é o de informar.
Creio que esta falha está ocorrendo por falta de conferir as informações e análises dos principais economistas consultados pela grande mídia, faltou ir a campo, realizar o trabalho jornalístico e confirmar ou não, as teses dos economistas consultados, deixando os agentes econômicos sem a preciosa informação, afetando a própria credibilidade da grande mídia, que já havia falhado no final de 2008, após a quebra do Lehman Brothers.

Creio que apesar dos números consolidados do crédito indicarem uma lenta recuperação, uma avaliação mais detalhada dos dados do setor de crédito principalmente do Banco Central do Brasil, indicam que a recuperação já se iniciou de forma significativa, o que será confirmado nos próximos meses, no inicio da próxima semana sairá os dados do setor automobilístico.
Creio que um trabalho jornalistico, junto as montadoras, fornecedores, concessionárias e financeiras, já permitiria uma avaliação mais correta da recuperação do ritmo de crescimento do PIB no Brasil.

Creio que no início de 2012 os financiamentos de veículos estão sendo realizado apenas com entrada acima de 20%, basicamente em função da Medidas Macroprudenciais implementadas desde do final de 2010, além disso com a redução do IPI e a queda nas vendas,  também ocorreu uma queda no preço do veículo, reduzindo o valor financiado, principalmente em relação ao inicio de 2011, onde ainda havia  financiamento de veículo  sem entrada.
Creio que o fato de estar havendo entrada nos financiamento de veículos está reduzindo o capital disponível das famílias, o que mais do que será compensado nos próximos meses, em função da significativa redução das prestações,  provocado pela redução do valor financiado e pela redução do spread,  o que explica em parte a menor pressão do setor de serviços nos índices de inflação no início de 2012.

Os dados do Banco Central já demonstram um grande aumento no volume financiamentos de aquisição de bens pela pessoa física, excluindo veículos, o volume está quase o dobro em relação ao início de 2011, o que possibilitado o crescimento das novas concessões, mesmo com a queda nas concessões de financiamento destinado a aquisição de veículo.

Creio que o processo de redução do spread iniciado pelo bancos públicos em abril de 20120, já está refletindo no aumento das concessões de crédito, principalmente do empréstimo consignado e  do capital de giro, além disso a atual correção do câmbio, ao aumentar o valor em reais dos produtos exportados provoca um aumento em reais dos contratos de crédito voltado aos exportadores(ACC), o que também aumenta o volume de capital na economia.

anexo
Política Monetária e Operações de Crédito do Sistema Financeiro
Banco Central do Brasil...NOTA... PARA A IMPRENSA - 26.6.2012
arquivo da planilhas completas....ZIP - 325 Kb

Histórico...Notas econômico-financeiras para a imprensa(desde jan/1998)

clique nas imagens para ampliar
planilha 33...Saldo total por modalidade – Pessoa física1/
         34...Operações de crédito consignado em folha de pagamento
         36...Concessões acumuladas no mês – Pessoa jurídica..
         37...Concessões acumuladas no mês – Pessoa física..
         38...Média diária das concessões – Pessoa jurídica e pessoa física..
         39...Média diária das concessões – Pessoa jurídica...
         40...Média diária das concessões – Pessoa física
         41...Taxas de juros e spread1/

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Comentários

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Creio que o fortalecimento do mercado tem ocorrido nos últimos 10 anos, antes estava em construção um modelo de crescimento baseado num plataforma de exportação, com a redução do salários internos e criando normas e condições para beneficiar as exportações.

Creio que o fortalecimento do mercado interno abre oportunidade para vários setores da economia, em qualquer modelo a ser adotado em função da extensão territorial e do tamanho da população do Brasil, a indústria automobilística sempre terá um papel de destaque.

Com a atual crise estrutural do capitalismo, qualquer modelo de crescimento baseado na plataforma de exportação terá grandes dificuldades em avançar, a China só está conseguindo superar a atual crise estrutural do capitalismo, em função de estar conseguindo desviar boa parte da produção para o consumo interno, a ponto se tornar hoje o maior mercado consumidor de automóvel do mundo, superando inclusive o mercado americano.

Creio que o fato do Brasil ter mudado de orientação e ter escolhido o fortalecimento do mercado e o avanço do processo de distribuição de renda, foi um fator de sorte histórica, já que quase ninguém esperava a atual crise econômica nos países desenvolvidos.

Creio que no momento não temos muitas alternativas para o crescimento, já que a recuperação da economia dos países desenvolvidos será lenta, muito lenta

O processo de distribuição de renda e fortalecimento do mercado interno, permitirá o crescimento dos investimentos, nas infraestrutura do país, principalmente em função da redução dos juros da Selic, que permitirá que o capital que hoje concentra boa barte da riquesa produzida nas mãos doss detentores de títulos públicos,  seja deslocado para o financiamento dos investimentos necessários para manter o atendimento da demanda interna, se os juros da rolagem da dívida pública forem  reduzido pela metade nos próximos anos dez anos, haverá mais de R$ 2 trilhões de reais, além de outros recursos,  para serem  investidos  na produção de bens e serviços.

 

2014---distribuição de renda

Desculpa Roberto, mas iniciar 7 paragrafos em 8 do seu texto com "Creio" não é um bom sinal para passar credibilidade.

Além de que não entendi absolutamente nada do que o senhor quis explicar. 

Quer dizer que o consumo domestico está em alta? Lógico que está e todo mundo sabe disso. O que os economistas estão levantando é que isso já não é mais suficiente para segurar a economia. 

Já são oito anos que o consumo e a divida das familias faz o PIB crescer. Eu não CREIO que isso seja sustentavel, mas dai é opinião de cada um.

Eu também CREIO que o governo não pode continuar com essa politica economica de escolher "vencedores" para incentivos fiscais pontuais, salvando alguns setores da economia. A industria automobilistica é superprotegida. Não se tem riscos nenhum e mesmo assim ela não é competitiva. Com todo esses incentivos o que temos são caros mais caros, mais polientes e mais arcaicos que os vendidos lá fora.

Ficar lançando pacote de dois em dois meses não é uma politica de estadista, nem de alguém que passa a imagem de competencia. Mas aparentemente fica bem no noticiário e Dilma aparenta ser mais competente, justamente pela falta de competencia do governo dela.

 

Há um claro erro de interpretação de sua parte.

Não há politica economica de apenas consumo. Se assim fosse, a inflação ja teria explodido.

Economia tem que funcionar, e tem funcionado, nas duas pontas, consumo e investimento.

Aliás, todo investimento, no seu início, também é consumo. Para se construir um barracão, por exemplo, se consome, cimento, aço, mão de obra, etc.

Sem a garantia do consumo presente e futuro, ninguem irá investir. Sem investimentos, o consumo geraria inflação ou diminuiria pela escasses de objetos de consumo.

Paralelamente as ações de "fomento de consumo" que o governo tem praticado, os investimentos continuam miutos fortes, em obras de infra-estrutura, e principalmente, na diminuição das taxas básicas de juros, que por si só fomentam o investimento público e privado. E obviamente, que esse fomento ao consumo estimula e muito o investimento privado.

 

@DanielQuireza

Eu apenas busco contribuir com o debate econômico com dados e opiniões pessoais.

Creio é penas para indicar que é uma opinião pessoal de um leitor de notícias de economia, sem nenhuma pretensão de ser o dono da verdade.

O que quis explicar, sem conseguir, é que há dados que indicam a significativa recuperação do ritmo de crescimento do crédito em 2012, principalmente depois da redução do spread, do IPI e do IOF, e que grande parte da grande mídia var ser surpreendida pelos dados consolidados nos próximos meses, em função de apenas consultar os economistas defensores da concentração de renda e dos altos juros no Brasil, sem verificar com um trabalho jornalistico, junto aos agentes econômicos, empresas, consumidores, governos e demais instituições, as teses defendidas pelos economistas consultados.

Creio que um dos motivos, pelos quais os dados consolidados do crédito ainda não demonstrarem a forte recuperação do crédito em 2012, é  o fato de que a maior parte dos financiamentos de veículos estarem sendo efetuados com entrada acima de 20%, além da redução do IPI e a existência de descontos por parte das montadoras, o que reduz o valor do financiado, impactando nos dados consolidados do crédito.

Crio o que industria automobilística no Brasil, vem sendo escolhida, em função de representar mais de 20% do PIB da indústria, além de afetar vários outros setores, com a venda de derivados de petróleo, o setor siderúrgico e plástico,  o movimento nas estradas,e principalmente o setor financeiro, já qye o crédito destinado a aquisição de veículos representa uma importante fatia do setor. e o automóvel ainda ser um bens de consumo mais desejado pelo consumidor ou consumidora.

Além disso o crédito destinado ao setor veículos no Brasil representam mais de R$ 320 bilhões, maior até que o crédito imobiliário que é de cerca de R$ 300 bilhões.

Com o avanço do processo de distribuição de renda, o Brasil poderá crescer não 8 anos baseado no crescimento do mercado interno e  no consumo das famílias, mas sim  20 ou 30 anos, atraindo muito investimento, principalmente considerando que será longa e lenta a recuperação da economia dos países desenvolvidos.

Quanto a escolha dos vencedores, isto não é só feito agora ou apenas no  Brasil, mas é uma característica do capitalismo, onde a função dos estado é justamente escolher os vencedores, o que provoca sempre uma intensa disputa pelo controle do estado entre os controladores do capital.

Creio que estamos na maior crise estrutural do capitalismo desde de 2008, o que exige um acompanhamento quase que diário da situação econômica e mundial, e a tomar medidas constantes de ajustes para impedir o inferno da recessão e do desemprego.

Creio que desde de 2008, já vivemos vários momento de extrema tensão, como a quebra do Lemahn Brothers, os elevados déficit fiscais na zona do euro, as renegociações do teto da dívida americana, e mais recentemente, os resultados das eleições da Grécia e as recentes mudanças na zona do euro, o que vem exigindo constantes correções na política econômica

No final de 2010 e início de 2011, havia uma expectativa aumento da demanda externa e de crescimento de mais de 3% do PIB  dos países desenvolvidos, mais de 60% do PIB mundial,  o que exigiu uma correção da política econômica, com o fim da redução do IPI e os corte no orçamento federal, além de crescer muito menos, a zona do euro, mais de 20% do PIB mundial, está a beira da recessão e de colapso financeiro.

Agora com a crise das renegociações do teto da dívida americana e aprofundamento da crise fiscal na zona do euro, e aumento do risco de colapso financeiro total na zona do euro, está se exigindo uma nova rodada de incentivos monetários e fiscais, quase que diariamente, as vezes mais de uma vez por dia, e parece pouco, já que o PIB do primeiro trimestre de 2012,  cresceu muito pouco, quase nada.

 

2014---distribuição de renda

O Brasil não precisa seguir o modelo (ou quase) dos EUA, que costumava ser tão satanizado pelas esquerdas, mas vá lá.

Nem todas as economias do mundo evoluiram nas ultimas décadas focando tanto no endividamento das familias e consumo interno, como no Brasil dos ultimos 20 anos. Olhe os Tigres Asiáticos, Coréia do Sul, países Nordicos...

Carro no Brasil nunca trouxe tecnologia ou desenvolvimento cientifico.Quantas montadoras 100% nacionais surgiram no Brasil em 50 anos de mamata para o setor automotivo?

E vai na Finlandia, Suécia, Noruega e até a Islandia, todos paises com muito menos potencia produtivo que o Brasil e todas tem suas montadoras, mas o que se destaca de verdade são os celulares e  computadores.

Qual é o tipo de desenvolvimento que nós queremos? O empreguismo subsidiado de montadores estrangeiras, ou tecnologia e inovação cientifica?

A economia Brasileira pode voltar a crescer até o fim desse ano. Mas vai continuar nesse caminho que CREIO eu seja equivocado.

 

Desculpa, Claudio,

Mas falar de economia sem usar um mero número... Você deve ser brilhante em teologia onde realmente os números não servem para nada.

 

Se quiser numeros, que os coloque em um modelo matemático/computacional, e depois me mostre essas previsões. 

De resto é jogo de torcida e do "CREIO que", afinal de contas economia é uma ciencia humana, não exatas. 

PS: Sou formado em engenharia de computação.

 

Roberto, concordo com seu artigo! Só me permita comentar algo específico, que jápostei aqui três vezes: a CEF e o BB estão perdendo uma oportunidade de ouro de colocar alguns bilhões no mercado, sem perda de segurança e lucratividade. Refiro-me ao consignado, que infelizmente na atual campanha de juros baixos, só atingiu algumas categorias, parece que aposentados, militares, mas conheço vários setores - os bancos têm taxas diferenciadas para cada setor.... - que estão arrochados, os servidores do Judiciário federal (100.000 no Brasil, mais ou menos...) pegaram dinheiro a 1,33% ao mês, no consignado de longo prazo, e estamos todos esperando as taxas baixarem para 1,2 ou 1,1% para valer à pena REFINANCIAR, principalmente aqules que não têm mais margem. Ocorre, que as taxas do longo prazo, que estavam em 1,45% ao mês, pelo menos aqui no Rio, só abaixaram para 1,4% ao mês, ou seja, quem quitar para renovar o empréstimo, está rasgando dinheiro.

Na internet, já li queixas semelhantes, de servidores dos municípios de algumas capitais, outros estão comemorando, porque a CEF e o BB têm taxas diferentes, por setor e por local, acredita? Uma doideira, as taxas vão de 0,9% a 2% ao mês, voc~e tem que estar no local certo, na hora certa.

Uma pena! Se unificassem as taxas por baixo, ao menos no setor público, onde o índice de demissões é ridículo de tão baixo, eles atingiriam um universo de algumas centenas de milhares de servidores. Dinheiro novo e seguro, entrando no mercado de consumo, e ajudando a aquecer a economia. Abraço!

 

Creio que a redução do spread precisa ser feita gradualmente, já que aumenta significativamente a capacidade da demanda das famílias, além disso  é necessário um aumento no volume total de crédito para manter e/ou aumentar os lucros das instituições financeiras que estão reduzindo o spread.

Creio que na medida em cresça o volume total de crédito das instituições que estão reduzindo spread, poderá haver uma ampliação da medida, na planilha 34 divulgada pelo Banco Central, mostra que o consignado representa cerca de 60% do crédito pessoal, sendo que os funcionário públicos, aposentados e pensionistas do INSS, representam 85% do crédito consignado, considerando ainda as estatais(Metrô, Sabesp, Petrobras, Eletrobras) e bancos públicos, o setor público deve representar mais de 90% do crédito consignado.

Creio que a redução do spread está possibilitando um aumento do volume total de crédito, no caso do crédito pessoal, em 2012 o crescimento é de cerca de 20% em relação a 2011, no caso do crédito destinado a aquisição de bens, excluindo automóveis, está ocorrendo um crescimento de quase 100% em relação a 2011, considerando que além da redução do spread, também está ocorrendo um redução do IPI para a linha branca e materiais para reforma de construções, o que reduz o valor do bem financiado, é um crescimento expressivo.

Creio que há ainda bastante espaço para a redução do spread e da carga tributária no Brasil, o que deve possibilitar um aumento do mercado interno e do processo de distribuição de renda, mas precisa ser feita de maneira gradual e aproveitando os momentos de redução da demanda agregada, quer por um processo de ajuste nas contas públicas, quer pela queda da demanda externa, provocada pelas crises cíclicas ou estruturais do capitalismo.

 

2014---distribuição de renda

Eu não tive coragem de me endividar para comprar o carro, ainda. Mas confesso que estou tentado, entretanto os preços dos automóveis ainda está absurdo, e neste caso não é culpa (apenas) dos impostos.

O mês de junho terá a melhor média de venda de carros/dia da história.

A informação é do blog O Mundo em Movimento.


29.06.2012 - 14:42

Vendas diárias vão passar de 17 mil

 

– Só ontem foram vendidos 20.192 carros e comerciais leves; mês deve fechar com crescimento de 25% sobre maio. 

As vendas diárias em junho chegarão este mês a 17 mil carros e comerciais leves, o que será um novo recorde histórico. Para isso, basta que as vendas de hoje cheguem às mesmas 20 mil unidades registradas ontem (exatamente 20.192), o que é mais do que provável.

Por isso, mesmo com apenas 20 dias úteis, junho terá um aumento em torno de 25% em relação a maio (que teve 22 dias), devendo passar das 340 mil unidades vendidas.

Até ontem a média diária de vendas era de 16,8 mil, com 319,4 mil unidades no total. Essa média já é a melhor da história: superou os 16.410 carros vendidos por dia em dezembro de 2010, quando foi também quebrado o recorde mensal, com 361.230 unidades.

A previsão para o fechamento em junho é de mais de 340 mil unidades, o que seria o segundo melhor mês da indústria.

A classificação por marcas em junho não deverá ter grandes mudanças em relação a maio, com Fiat, Volks, GM e Ford nas quatro primeiras posições, nesta ordem, e Hyundai e Kia ainda fora das dez mais vendidas.

 

Não sei se é macroprudencial o que vou dizer, mas apos o fiasco de 2011, onde chegou a se prever 5% e não chegamos a 3%, acho mais prudente (ainda prefiro o português ao economês) esperar a chegada do fim do ano.

 

antigamente pib éra coisa dos da direita não crescia vivia caído de cabeça prá baixo. aí os pib começaram a reagir e a crescer embicando prás esquerda e as direita não aceita mais o pib porque so crescem pras esquerda. paréce que esses cara das direita nunca vão saber o que é dar uma pibada mas são craque e até gostam de levar uma. então pib nêles pô!