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O custo dos pedágios

Por Fernando Augusto Botelho – RJ Da Rede Brasil Atual Pedágios de SP aumentam custos de alimentos e materiais de construção

Para transportadores de cargas, tarifas de pedágios de São Paulo tornaram-se inviáveis. Estado chegou a 227 praças de pagamento este ano

Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Com 58,5 quilômetros de extensão, o pedágio da Rodovia dos Imigrantes, que liga a capital paulista aos municípios da Baixada Santista, custa R$ 17,80 para carros de passeio (Foto: André Vicente/Folha Imagem)

São Paulo – Há indícios de que os pedágios existem desde a Idade Média e de que, no Brasil, Dom Pedro II já se beneficiava desse recurso para financiar a construção de estradas. Séculos depois, o Brasil soma 239 pontos de cobrança de pedágio. Cerca de 50,6% deles – um total de 121 pontos – só no estado de São Paulo, segundo dados da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp)

No entanto, se forem considerados os locais em que a cobrança se faz nos dois sentidos de direção, o número sobe para 227. Em 1997, o estado tinha 40 praças de pedágio estaduais, sob administração pública.

Nos últimos 13 anos, os pedágios em São Paulo cresceram mais de 400% e os paulistas chegaram a 2010 com todas as praças de cobrança, novas e antigas, concedidas à iniciativa privada, em contratos que vão de 20 a 30 anos de concessão.

O custo do pedagiamento é sentido principalmente por quem passa pelas estradas paulistas diariamente, como os transportadores de carga. Francisco Pelucio, do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e região (Setcesp) avalia que o pedagiamento no estado é “caríssimo”. “Em São Paulo, o pedágio tem impacto de 10% a 25% do custo do transporte. Isso é muito, é o pedágio mais caro do mundo”, afirma.

Ranking de pedágios no Brasil

São Paulo tem 121 pedágios ou 227 pontos de cobrança da tarifa e representa 50,6% dos pedágios no país.

O Rio Grande do Sul fica em segundo lugar com 35 praças de pedágio, seguido por Paraná (29), Rio (23), Minas (15), Santa Catarina (7), Mato Grosso (4), Espírito Santo (2). Mato Grosso do Sul, Bahia e Ceará tem uma praça de pedágio cada um.

Onze dos 26 estados brasileiros possuem estradas pedagiadas.

Os dados são da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR)

Pelucio explica que um pedágio viável deveria representar até 3% do custo do transporte. “O problema não é o pedágio, mas o valor que se cobra”, condena.

Segundo ele, o impacto da cobrança recai, no final do processo produtivo, sobre o consumidor final. “O frete mais o pedágio encarecem o produto e o custo é embutido no preço de venda. Quem realmente paga é o consumidor”, detalha.

O dirigente sindical ressalta que São Paulo sempre teve as melhores estradas e melhoraram muito depois da instituição dos pedágios, mas “isso não justifica esses valores tão altos”.

João Batista Domenici, vice-presidente Executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Transporte e Movimentação de Cargas Pesadas e Excepcionais (Sindipesa), alerta que o custo de transporte elevado reduz a competitividade da indústria brasileira. “As empresas podem deixar de fazer negócios”, avisa.

Já Neuto Gonçalves, coordenador técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC & Logística), não condena o pedágio, desde que “a tarifa seja módica, ou seja, desde que o benefício seja superior ao custo”, ressalta. O benefício do pedágio significa a redução do custo operacional do caminhão com uma estrada bem cuidada.

Entretanto, numa avaliação custo/benefício da tarifa, o custo vem ganhando peso excessivo nas vias paulistas. Estudo da NTC aponta que o gasto com pedágio chega a 20% das operações na rodovia dos Bandeirantes, a 17,4% no complexo Anchieta/Imigrantes – ambas estaduais –, 15,2% na Dutra e 4,8% na Régis Bittencourt – estas últimas estradas federais que cortam São Paulo.

Impactos

O professor de economia da Universidade Federal Fluminense (RJ), Carlos Enrique Guanziroli, alerta que o custo de produtos de baixo valor agregado, como alimentos, materiais básicos de construção e artigos de borracha sofrem mais com o impacto dos custos de pedágio.

Como exemplo, ele cita o transporte de areia. Se um caminhão com o produto custar por volta de R$ 300 e o pedágio ficar em R$ 10 ou R$ 12, o custo do transporte torna-se muito alto e impacta demasiadamente o valor do produto. Já o transporte de produtos químicos ou metal-mecânicos de alto valor não é muito afetado, porque o frete é pouco importante em relação à mercadoria.

Um estudo realizado pelo pesquisador para a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT), sobre o impacto de novos pedágios na Rodovia Presidente Dutra demonstrou que em um dos locais em que havia pretensão de implantação de pedágio, 60% dos carros desistiriam do percurso e os motoristas buscariam outras alternativas sem custos ou mais baratas.

Nessa localidade, a pesquisa indicava que abrir um pedágio poderia significar até conflitos com a população. Por afetar perto de 200 mil trabalhadores por dia, oficinas, shoppings e hotéis, havia receio de a população “quebrar o pedágio”.

“Quando você coloca pedágio, as pessoas procuram outro shopping, outro restaurante onde não haja essa cobrança. Algumas empresas poderiam entrar em falência”, detectou o docente no estudo.

Outro impacto que Guanziroli cita é sobre os carros de passeio. “Abrir mais pedágios perto das cidades, arrecada mais, entretanto os passageiros são mais prejudicados.”

No caso de passageiros que viajam de ônibus, um levantamento da liderança do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo assinala que a incidência da tarifa de pedágio é maior sobre as famílias de menor renda. Em algumas linhas do transporte intermunicipal o pedágio embutido na passagem chega a 14% do preço total.

Uma pessoa que viaja de Arujá a São Paulo, num trajeto de 40,9 quilômetros, paga R$ 7,65, sendo R$ 0,70 a parcela relativa ao pedágio. No final de um ano, esse passageiro terá um gasto de R$ 420,00 com pedágio, embutido na passagem de ônibus, detalha o estudo.

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Comentários

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Atualizando as Pças de pedágio da Bahia:

Agora são 14 Praças, graças ao PT.

 

Luna, amigo,

sugiro que abra um post com o tema pedágio e leve todos os comentários daqui para lá.

Até

 

Luna, Júlio, amigos leitores,

vou repetir o que disse, há uns dias, em outro post.

Sou usuário eventual da Rodovia Dom Pedro, Campinas-Jacareí, SP.

A estrada, estadual, estava em muito boas condições e tinha duas praças de pedágio, uma para cada sentido, onde se cobravam aproximados R$6,50, ficando a viagem, ida e volta em R$13,00.

Pois bem, o Governador Serra promoveu a "privatização" no ano passado. Há uns dias, percorri a estrada e vi uma diferença: passaram a ser 03 (três) pedágios por percurso, cobrando R$5,00 cada um, em média! A viagem passou a custar R$30,00!!! Pode?

Financiamento de campanha?. Esra Zé Pedágio, agora é Zé FDP!!!

Perdoem os termos, mas é só revolta.

Até.

 

Por que o Bonner não noticia isso no JN, p'ra todo o Brasil?
Por que o ogro do William Waack não faz cara de mau e desanca o Serra por isso?
Ah se fosse a Marta!!!

 

Na sua região.

 

é isso aí paulistas! votem no serra cara de cururú!
eu acho é pouco vcs pagarem peda'gio.
por mim pode aumentar é para 500,00 de sp a santos.
afinal de contas o fhc boca de suvaco tem que ganhar o dele.

 

.
Os novos pedágios do Zé Serrágio estão aleijando a
.
Região Metropolitana de Campinas...
.
Esta acontecendo um retrocesso de 100 anos !!!
.

 

Marco, já lhe ocorreu uma terceira alternativa: estradas conservadas aliadas a pedágios não extorsivos como os de São Paulo?

 

Uma coisa é discutir o pedágio. O que a matéria acima está questionando é as tarifas abusivas de alguns pedágios, principalmente os de SP.

Por exemplo aqui em Paulínia - SP colocaram um pedágio de R$7,30 num retorno logo após a REPLAN. É um absuso. Esse pedágio pega mais os moradores da cidade que usam uns 2km da rodovia.

 

no paraná os pedágios são criação do psdb, que na época vendeu a idéia de que íamos ter todas as estradas duplicadas. mas em pouco tempo isso foi apagado do contrato, afinal ia sais muito caro. Mas mesmo assim continuamos com um pedágio caro e as estradas agora estão começando a melhorar.
Mas para comparar para ir até o litoral a partir de curitiba são 90 km com 13 reais de pedágio. para ir até bh são 1000 km e o pedágio somado não chega a 13 reais

 

EPA,eu sou paulista mas me envergonho quando vejo essas figura,serra,alkimim,fhc e ses pedagios meu deus............

 

Dirija pela Euclides da Cunha ou pela rodovia Eng. Constâncio Cintra (via da morte) e veja a maravilha a situação em que estão antes de repetir essa baboseira sobre o "modelo de privatização de São Paulo". Qualquer um sabe que isso é só teoria, as vicinais estão uma porcaria.

 

As estradas federais recentemente concedidas melhoraram muito, e a um custo ínfimo para os usuários. Um dos argumentos do valor absurdo dos pedágios em São Paulo é que, com o dinheiro arrecadado, não só as estradas em questão seriam mantidas como as vicinais também. Porém, sugiro pegar a Euclides da Cunha, que liga Rio Preto / Mirassol a Mato Grosso, e ver a sua atual situação (só é boa nos perímetros urbanos). Além disso, em breve a rod Eng. Constâncio Cintra (Itatiba - Jundiaí), conhecida na região como "Rodovia da Morte", terá pedágios, ANTES QUE AS OBRAS SEJAM FEITAS. Segue matéria recente em jornal local:

Pedágios demais, obras de menos!

No início deste mês, o Jornal de Itatiba Diário informou que a Concessionária Rota das Bandeiras, que venceu a concorrência para administrar a Rodovia Dom Pedro I e outras rodovias da região que integram esse complexo, iniciou trabalhos de recuperação e recapeamento do asfalto da Rodovia Engº. Constâncio Cintra, no trecho entre Itatiba e Jundiaí.
A concessionária disse que as intervenções realizadas resultam de uma análise técnica que apurou vários problemas e integram o Programa Intensivo Inicial que deve ser concluído em 90 dias.
A reportagem constatou a precariedade dos serviços, endossando justas reclamações de usuários daquela rodovia. Remendos mal feitos, sinalização inadequada, que colocam em risco motoristas e trabalhadores que realizam os serviços na estrada, desníveis perigosos e falta de qualidade no pavimento foram citados, com razão, repercutindo também na Coluna Recebemos deste periódico.
Se o trecho rodoviário em questão será duplicado, como prevê o contrato de privatização da D. Pedro I, a obra atual parece desperdício ou coisa para enganar trouxa.
Outra matéria recente do JI expôs a situação extremamente perigosa da rotatória que interliga as rodovias Itatiba-Jundiaí e Itatiba Louveira, no km 67 próximo a Itatiba. A rotatória é inadequada para o volume de tráfego, principalmente no caso de caminhões pesados, com carrocerias mais longas. As colisões são freqüentes e a situação se agrava muito nos horários de pico, no início da manhã e no final da tarde.

No início do mês o Governo do Estado de São Paulo autorizou um aumento na tarifa de pedágios de todas as rodovias paulistas. No caso da Rodovia Dom Pedro I, a tarifa passou de R$ 8,60 para R$ 9,00. Este é o valor pago por um motorista que se desloca de Itatiba para Campinas (a cobrança é no retorno) um trecho de menos de 30 km.

Outra obra realizada pela concessionária Rota das Bandeiras chama a atenção. É a construção da nova praça de pedágio que será implantada no quilômetro dez da Rodovia Romildo Prado, que liga Itatiba à Louveira, que deve estar concluída até o início de setembro.
A cobrança do pedágio deverá ter início assim que as praças de pedágios estiverem prontas. No novo pedágio na Itatiba Louveira, a cobrança será bidirecional e a tarifa deve ser de R$ 1,10, mais os reajustes. Outra praça de pedágio deverá ser implantada na Rodovia Itatiba Jundiaí, na altura do quilômetro 68, próximo a Venda Nova, com tarifa bi-direcional prevista de R$ 1,70, mais reajustes.
Já comentei em artigo publicado no final de maio, que a cobrança das novas praças de pedágio nas rodovias Itatiba Louveira e Itatiba Jundiaí, antes da concessionária realizar as obras de duplicação e outras melhorias é injusta e inaceitável.
Acrescentei que o princípio da privatização das rodovias está baseado num conceito oposto, ou seja, a concessionária realiza de imediato os investimentos nas obras necessárias e depois é ressarcida, ao longo do tempo, com os recursos provenientes das tarifas dos pedágios. Para isso inclusive existem linhas de crédito especiais para as concessionárias oferecidas inclusive por bancos públicos.
Isso sem contar outros prejuízos e efeitos decorrentes da implantação de novos pedágios, que vão onerar moradores de condomínios populosos como o Parque da Fazenda e Paraíso, com repercussão negativa também no comércio itatibense.
O assunto é sério e merece atenção maior das autoridades municipais. Do Executivo, que pertence ao mesmo PSDB, partido do governador do Estado e do vice-governador, que tem propriedade em Itatiba e acompanhou de perto o processo de privatização quando ocupou o cargo de secretário estadual. Do Legislativo e também do Judiciário, por meio do Ministério Público, que devem defender os interesses dos itatibenses e de todos os usuários dessas rodovias, que pelo bom senso, só deveriam pagar mais pedágio, quando estivessem efetivamente usufruindo dos benefícios da privatização.

Publicado no Jornal de Itatiba em 17.07.2009

 

Minha fonte: http://www.emsampa.com.br/pedtre.htm

1. Rod Fernão Dias / São Paulo – Belo Horizonte/MG – distância = 586 km – custo = R$ 7,70
http://www.emsampa.com.br/wwrota1301.htm

2. Rod Régis Bittencourt + BR 376 e 101 / São Paulo – Florianópolis/SC – distância = +- 700 – custo R$ 13,80
http://www.emsampa.com.br/wwrota1337.htm

Acho esses dois valores acima por quilometragem muito próximos, equivalentes em grandeza.

Compare com o pedágio deste terceiro trecho de rodovia. A discrepância é evidente, não há diferença de serviços que explique a diferença. Dois ou, no máximo, três Reais seria o preço adequado para fazer manutenção em rodovia plana e com tal densidade de trânsito, os R$ 10 excedentes é a 'carga tibutária' jogada nos usuários. Leia o que escrevi abaixo sobre os modelos de privatização.

3. SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) e SP-330 (Rodovia Anhanguera) / São Paulo – Campinas/SP – distância = 96 km – custo = R$ 12,20
http://www.emsampa.com.br/wwrota0099.htm

Já escrevi aqui anteriormente sobre o assunto. Costumo me informar antes de comentar. Leia: http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/29/os-pedagios-paulistas/...

 

São os sindicatos patronais, não de trabalhadores! O cara nem leu direito a matéria e fica "garganteando" ...

 

Oh julio, veja meu exemplo, pois acho que voce usa as rodovias de vez em guando, por isso não doi no seu bolso
Moro no km 18 da castelo- osasco, trabalho no bairro de taipas-sp
Rodo menos de 1km na castelo e +- 10 km do rodoanel
Não pagava nada, depois comecei a pagar $ 1,30 para ir
e o mesmo para voltar =total diário $2,60
Agora pago $2,80 + $1,30 = 4,10 para ir e o mesmo para voltar = total diario $8,20 (por 22km dentro da area metropolitana)
Isto porque o "Nosso" (meu não é)Governador pode realmente mais, retirou os acessos ao rodoanel que eram antes das cabines e os colocou após
E no discurso diz que reduziu o valor
Se ele depender do meu voto não se elege nem para síndico de prédio.

 

A Autoban construiu a quarta faixa da Bandeirantes no trecho de São Paulo até Jundiaí e fez 100% do prolongamento, ligando Campinas até Cordeirópolis (pista tripla).

 

Por baixo, você gasta cerca de R$ 0,10 por Km por eixo, percorrendo estradas pedagiadas em SP. Esse custo deve ser comparado realmente com o resto do mundo. Devemos pagar pelo serviço, mas um preço justo. Mas o que é realmente justo. Para quem vive em SP, com bons salários e altos rendimentos, pagar por esse serviço deve ser o mínimo, irrelevante, ainda mais quando as estradas são construídas com dinheiro público (empréstimos do BNDES e venda da Nossa Caixa para o BB) e depois são entregues à privatização.
É bom lembrar que nessas rodovias pedagiadas (Raposo Tavares , Bandeirantes/Anhanguera, Castelo Branco) há loucos que transitam em pistas pela contramão por "diversos kilometros" e te atingem também, de frente. Olha se essas não fossem privatizadas, estariam esculhambando a "gestão estatal".

 

Em São Paulo, os pedágios em sua maioria estão em estradas ESTADUAIS, e não federais. Quem trem que explicar é o Serra e o Alckmin e não o Lula ou a Dilma...

 

mas é exatamente o que a matéria diz: ninguém é contra o pedágio, mas sim ao seu alto custo.
E por que o pedágio é alto, o mais alto do mundo? simples, por que o PSDB privatizou assim: construi a estrada com dinheiro do contribuinte, depois provatizou pelo lance mais alto possível, embolsando novamente a grana do contribuinte (bitributação?). Pior, pois esta conta no preço do pedágio, prevendo juros da época (muito mais altos que os atuais). Além de um monte de serviços, que, antes de pensar do bem do usuário, previa sim um lucro agregado maior à concessionária.

 

Vou colocar aqui mais uma indagação de cidadão contribuinte: Porque estradas com qualidades diferentes como a Anchieta e a Imigrantes tem valores iguais? A Anchieta, por ser de pior qualidade não deveria custar menos? A mesma lógica não deveria valer para a Airton Senna em relação à Dutra? Para melhorar a livre concorrência e assim melhorar o serviço e diminuir a tarifa deveriam ser concedidas a empresas diferentes, não é?

 

Coloque o SemParar.

 

exemplo do caso anterior, se vc vai de Pirassunuga a Porto Ferreira - 20 km, vai pagar pedágio (uns R$ 5.10) na ida e na volta e para não pagar pedágio, estrada de terra!!

 

Não sei se alguém comentou antes, mas é interessante observar que na França, por exemplo, (tudo bem França e Brasil são bem diferentes e blá, blá, mas é uma questão de modelo) as estradas maiores duplicadas são pedagiadas e caras, MAS, VC NÃO É OBRIGADO A USÁ-LAS SE NÃO QUISER, vc pode usar as estradas menores, de pista simples, de excelente qualidade e gratuitas. Os recursos das grandes estradas servem para a manutenção das mesmas e abertura e manutenção de estradas secundárias. AQUI, a lógica é deixar o cidadão SEM OPÇÃO. FAzer verdadeira barricadas pedagiadas para que NÃO EXISTA MEIO de vc usar outra estrada e se existir ela certamente será um lixo. Boa parte das estradas menores, são super perigosas, esburacadas e mal sinalizadas e não deixam nada a dever às tradicionais estradas federais do nordeste, por exemplo (ainda está assim??). Alguém tem mais informações sobre outros modelos? Me parece que na Argentina há algo similar ao modelo francês, mas não posso afirmar com certeza, alguém conhece?

 

Concorrência é uma coisa maravilhosa, veja a Trabalhadores que reduziu o preço do pedágio para ficar igual ao da Dutra. O órgão mais sensível do ser humano é o bolso.

 

Se não me engano pedágio é uma invenção medieval, usada em grande parte dos países, desenvolvidos ou não, e em vários estados brasileiros com governadores de outros partidos. Pelo nível de seu comentário entendo que você anda à cavalo, ou o contrário.

 

Roberta, viajo bastante na Fernão Dias e tenho percebido manutenção constante. Não vejo o desmoronamento como falta de manutenção e sim como problema estrutural da rodovia quando entregue. Não sou engenheiro de estradas mas considero os preços dos pedágios paulistas inexplicáveis.

As planilhas dos custos dos pedágios são publicadas? Alguém da área já os analisou de forma independente?

 

Não seria o caso, Nassif, até por amor a debate que alguem pudesse levantar o custo das estradas esburacadas, a perda de grãos, atraso, etc e tal que resultam no encaracimentos dos produtos, logo nos índices inflacionários? Porque se as estradas de São Paulo são as melores em qualidades não se tem por obvio os focos de desperdício apontados. Logo fica a pergunta para os isentos comentaristas responderem: Na ponta do lápis resulta em maior impacto na inflação os pedágios paulistas ou a péssima malha rodoviária fora de SP.

Porque se o objetivo da postagem é tão somente bater em SP, ou melhor no governo paulista; uma análse objetiva obrigaria a bater nos emais governos estaduais e no federal pelos desperdicios que a malha rodoviária não cuidada fora de SP que inflacionam os índices.

 

Claro que ninguém gosta de pagar pedágio. E se tiver que pagar, que seja o mais barato possível. Porém alguns comentários parecem descabidos, muitos dizem que as estradas em determinado estado são boas e não se cobra pedágio. Para começar, estrada que seja de pista única nunca pode ser classificada como boa, por melhor que seja a sinalização e a condição do asfalto, por um simples motivo: o risco de colisão frontal, com grande número de mortos, é enorme. E estrada sem pedágio, pela experiência, nunca tem o asfalto bom o ano todo. Quando as faixas desbotam, demoram a ser repintadas. Quando a sinalização é danificada, demora a sofrer manutenção. E quem teve pane no carro à noite e foi atendido pelo socorro, começa a achar que vale a pena o pedágio. O governo deve negociar o menor preço possível, sem querer abusar da concessionária, caso contrário ocorre o que estamos vendo na Fernão Dias.

 

Roberta, em 2006 o trecho Curitiba- Florianópolis já estava perfeito...

 

Roberta, não distorça a discussão. O problema em si não é a existência d epedágio, mas sim o custo exorbitante dos pedágios - em especial em São Paulo.
Se você é minimamente informada, deve saber que as concessões paulistas feitas pelos governos tucanso envolveram contrapartida em dinheiro do concessionário em favor do governo estadual (luvas), o que joga o preço para a estratosfera. As estradas federias recentemente licitadas não envolveram esse pagamento de "luvas" e consequentemente puderam se contentar com tarifas muito mais baixas.
Mas Roberta, você que tanto defende o nefasto modelo paulista, me explica uma coisa: porque eu gasto quase 20 reais para ir de SP a Santos e menos de 10 reais para ir de SP a Belo Horizonte? Uma explicação minimamente lógica, por favor?

 

Roberta, por esse seu critério falho, a privatizada Anchieta - que é uma boa estrada - é tão ruim quanto a Fernão.
Explico: é óbvio que estrada nenhuma é 100% livre desse tipo de evento da natureza. Poucos anos atrás, a já privatizada Anchieta desmoronou em sua pista descendente. A concessionária Ecovias fez um reparo porco: por economia, no lugar de acertar o traçado, fez uma curva inacreditável que muda de lado repentinamente.
Devolvo sua provocação: Baseado no SEU ponto de vista, é impossível continuar qualquer debate sensato sobre estradas no Brasil.

 

Acho que o prezado Edson não se lembra, mas as estradas eram ruins, mal sinalizadas, sem socorro. Prefiro pagar e viajar com segurança.

 

Boas

MG 050 , a tal parceria público-privada, 300 e poucos kms 7 pedágios a 3.50 cada, sendo pista simples e apenas em alguns trechos-muito poucos alias- terceira faixa.
Quer mais......
regards

 

BSB-BH, federal sem u pedágio. Da para colocar 250km/h fácil.

Agora o trecho com pedágio de BH ao RJ é melhor segurar o pé pq a estrada não é tão boa, além de NÃO ter sido duplicada, como manda o CONTRATO de concessão.

 

neves; bonequinho de ventrilocuo: oa tarifa da Fernão é equivalente?

 

Longe de ser ignorante amigo. estude mais o modelo de privatização e cobrança de pedágio em SP, verá que as estradas que não tem pedágio recebem investimentos á partir das pedagiadas e estão em ótimas condições. Aí no sul não sei se é assim. Outra coisa morei em Joinville há um bom tempo, a BR110 e Regis eram extrememante perigosas, tanto que quando acontecia algum acidente morria de meia dúzia para cima, as vezes famílias inteiras.
Repito acho o pedágio caro.

 

O pessoal me adora mesmo. Vou repetir EU ACHO O CUSTO DO PEDÁGIO ALTO, ENTENDERAM? Eu não disse que em São Paulo não tem acidentes, mas as rodovias piores tem mais acidentes sim, e mais graves devido a colisões frontais. Não falei sequer em privatização, mas privatizar igual a Fernão Dias e Regis, que há dois anos não veêm a cor de asfalto novo não me parece coisa boa.

 

E O PEDÁGIO DA CASTELO QUE ELES ALTERARAM SÓ PARA COBRAR DOS MOTORISTAS QUE ENTRAM NO RODOANEL.

ESTE SERÁ O COVIL DO JOSE SERRA, ALIÁS É O MOTIVO QUE ME FAZ PENSAR 2 X ANTES DE VOTAR NELE

 

Pedágios = privatizações escamoteadas e sociedades de gaveta.

 

Quando algum instituto (bem poderia ser o DIEESE) vai ter a coragem de calcular o "custo pedágio" (poderia ser "custo PSDB", em SP) nos preços das mercadorias (principalmente, aquelas de maior necessidade para o dia-a-dia da população)?

 

Quer dizer Rodrigo que eu ignora o que digo? Vc é quem sabe, né?

Em todas as críticas que li sobre os pedágios em SP, nenhuma fala que as estradas são ruim!

SE vc fala isso, é pq nunca pegou uma e está criticando por criticar.

No caso de SC, a principal, que margeia o litoral é federal está em obras (que nunca acabam) e por isso se torna extremamente perigosa.

No Paraná, a principal, que vai para SP é ainda conhecida como rodovia da morte - lá o pedágio é baratinho. Serve para quem quer economizar com sua própria vida.

 

A "total transparencia" fica por sua conta, Fernando.

Qto a desonerar a produção, repito o que disse - o alto valor do frete ele pagará de qquer jeito. SEja nos pedágios, seja na manutenção do caminhão que vai quebrar ou ter peças avariadas muito mais rápido.

A vantagem de uma pista decente - são vidas que são poupadas, essas mesmas que se perdem nas estradas de minas, por exemplo.

 

Edson, a Fernão está boa na sua opinião?

Uma estrada que tem um trecho da pista desmoronada e a previsão de conserto é de 6 meses?

Baseado no seu ponto de vista é impossível continuar qquer debate sensato sobre estradas no Brasil.

 

Errou de estrada, A Regis e a Fernão são rodovias federais concedidas recentemente, suas tarifas são equivalentes, a qualidade de serviço é idêntica. Você nem se deu ao trabalho de pesquisar, pra repetir uma besteira.

Deu uma de bonequinha de ventríloquo, repetindo slogans manjados, sem sequer prestar atenção ao texto. Bastou menção a sindicatos, para concluir que são 'sindicalistas', para concluir de forma programada: "Quem os sindicalistas apoiam?"

 

Essa eh a primeira vez que ouco falar que o PT administra rodovias em Sao Paulo.

O resto do seu post faz pouquissimo sentido tambem, e da impressao que voce precisa de um remedinho ou outro...

 

Estranhissimo sim. A empresa eh espanhola ou o que valha mas o autor eh a compania

http://www.grupocsl.org/iniciobr.htm
E tem uma escola de LOGISTICA(!) cujo primeiro curso eh de Gestão da Logística Integrada --gestao de gestao de gestionamento, suponho) e gestao da cadeia de fornecedores(!!!)

Uh, sera que eles teem alguma coisa a ver com gestao? Nao da pra saber do home deles nao.

 

Essa música é do IRA....

 

Bom mesmo são as rodovias federais. A Fernão Dias que o diga. Talvez os motoristas queiram optar por trafegar nela. O problema é que por lá tem pedágio e nem estrada existe mais. É o modelo pt de administrar rodovias. Há oito anos no poder e o Brasil bate recorde atrás de recorde em acidentes fatais nas rodovias federais. Ah, mas aquelas vítimas economizaram o dinheiro do pedágio. Deêm uma olhada na proporção dos acidentes em rodovias federais com as estaduais em SP e comparem. Ou será que estrada boa é só aquela que não tem pedágio? Que se danem as vidas, é isso?

 

Uma coisa interessante: tem uma classe de empresas, as transportadoras, cujas rodovias fazem parte do seu negócio. E pagam apenas o pedágio. Mas provocam bem mais danos, com suas cargas pesadas, do que os automóveis. Deveriam bancar o custeio, a manutenção. Assim, nós contribuintes, somos sócios nas despesas das transportadoras sem participar na divisão do lucro.

Talvez, por isso, a Fiesp&Cia fiquem bem queitinhos, na moita.