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O 'delito' de opinião de Maria Rita Kehl

Maria Rita Kehl confirma demissão

Por Bruno de Pierro
Do Brasilianas.org 

A psicanalista Maria Rita Kehl não escreverá mais para o jornal O Estado de S. Paulo. A decisão foi tomada na última quarta-feira pelo jornal, segundo informou Kehl para a reportagem do Brasilianas.org.

A publicação do artigo "Dois Pesos...", no último sábado (2), pelo qual denunciou a desqualificação dos votos das classes C e D, foi o motivo do desligamento, principalmente depois que os boatos de que seria demitida tomaram espaço em redes sociais e blogs na Internet.

Assim que soube da possibilidade de demissão, a psicanalista tentou negociar com a editora do Caderno 2, sugerindo que passasse, então, a escrever mais sobre psicanalise e menos sobre política, apesar deste tema atrair muito o interesse dela.

De acordo com Kehl, é provavel que alguém da redação tenha ouvido a conversa entre elas e divulgado que o jornal voltaria atrás em sua decisão, dando esta condição à colunista. Com isso, a polêmica ganhou forma. "Tenho a impressão de que o jornal acha que eu é que repercuti a conversa na Internet", afirma.

Kehl explica que o jornal nunca interferiu no conteúdo de seus textos, mas se diz surpresa pelo fato da decisão ter sido tomada sem uma conversa prévia sobre o artigo. Mesmo assim, ela acredita que a medida não teve interferência direta de algum político ou partido, apesar do caráter político.

"Não defendi programa de governo. Dizem que quando o pobre vota por uma causa, é porque o voto está comprado. Foi sobre isso que escrevi", explica. 

Do Terra Magazine

Maria Rita Kehl: "Fui demitida por um 'delito' de opinião"

Bob Fernandes

A psicanalista Maria Rita Kehl foi demitida pelo Jornal O Estado de S. Paulodepois de ter escrito, no último sábado (2), artigo sobre a "desqualificação" dos votos dos pobres. O texto, intitulado "Dois pesos...", gerou grande repercussão na internet e mídias sociais nos últimos dias.

Nesta quinta-feira (7), ela falou a Terra Magazine sobre as consequências do seu artigo e o motivo de sua demissão:
- Fui demitida pelo jornal o Estado de S. Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião (...) Como é que um jornal que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

Leia abaixo a entrevista.

Terra Magazine - Maria Rita, você escreveu um artigo no jornal O Estado de S.Paulo que levou a uma grande polêmica, em especial na internet, nas mídias sociais nos últimos dias. Em resumo, sobre a desqualificação dos votos dos pobres. Ao que se diz, o artigo teria provocado conseqüências para você...
Maria Rita Kehl - E provocou, sim...

- Quais?
- Fui demitida pelo jornal O Estado de S.Paulo pelo que consideraram um "delito" de opinião.

- Quando?
- Fui comunicada ontem (quarta-feira, 6).

- E por qual motivo?
- O argumento é que eles estavam examinando o comportamento, as reações ao que escrevi e escrevia, e que por causa da repercussão (na internet) a situação se tornou intolerável, insustentável, não me lembro bem que expressão usaram.

- Você chegou a argumentar algo?
- Eu disse que a percussão mostrava, revelava que se tinha quem não gostasse do do que escrevo, tinha também quem goste. Se tem leitores que são desfavoráveis, tem leitores que são a favor, o que é bom, saudável...

- Que sentimento fica para você?
- É tudo tão absurdo...a imprensa que reclama, que alega ter o governo intenções de censura, de autoritarismo..

- Você concorda com essa tese?
- Não, acho que o presidente Lula e seus ministros cometem um erro estratégico quando criticam, quando se queixam da imprensa, da mídia, um erro porque isso, nesse ambiente eleitoral pode soar autoritário, mas eu não conheço nenhuma medida, nenhuma ação concreta, nunca ouvi falar de nenhuma ação concreta para cercear a imprensa. Não me refiro a debates, frases soltas, falo em ação concreta, concretizada. Não conheço nenhuma, e, por outro lado..

- ...Por outro lado...?
- Por outro lado a imprensa que tem seus interesses econômicos, partidários, demite alguém, demite a mim, pelo que considera um "delito" de opinião. Acho absurdo, não concordo, que o dono do Maranhão (Senador José Sarney) consiga impor a medida que impôs ao jornal Estado de S.Paulo, mas como pode esse mesmo jornal demitir alguém apenas porque expos uma opinião? Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?

- Você imagina que isso tenha algo a ver com as eleições?
- Acho que sim. Isso se agravou coma eleição pois, pelo que lês me alegram agora, já havia descontentamento com minhas análises, minas opiniões políticas. 

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Lamento, profundamente, que tenha sido retirada a coluna de Maria Rita Kehl, pscanalista respeitável, séria e competente. Embora eu discorde de quase tudo que ela escreveu no artigo "Dois pesos" - luta de classes, miseraveis levantando cabeça e se libertando dos donos do poder, etc. - condeno a atitude do Estadao, jornal que assino; gostaria de continuar lendo os artigos de Maria Rita e agora terei que procurar outros meios de comunicação. Principalmente nao acho que o Bolsa Familia forme cidadãos e, menos ainda, acabe com a pobreza; o Bolsa Familia conserva a pobreza enquanto amenisa parte da sua dor mas adia investimentos estruturadores que ataquem a origem da pobreza e das desigualdades, vale dizer, educaçao.

 

Ola Nassif,

Como bom jornalista o Bob Fernandes faz o contraditório. Mas pra mim não convence a resposta do Diretor do Estadão. É censura discarada sim! abs.

 

Quinta, 7 de outubro de 2010, 14h29 Atualizada às 14h40 Diretor do Estadão: "Não houve censura a Maria Rita Kehl"

Bob Fernandes

O diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, conversou com Terra Magazine sobre a demissão da colunista Maria Rita Kehl, psicanalista, que, no último sábado (2), publicou no jornal um artigo no qual tratava da "desqualificação do voto dos pobres". Gandour, para começo de conversa, diz que "não houve demissão":

- Não é demissão. Colunistas se revezam, cumprem ciclos.

Disse ainda o diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo:

- Havia uma discussão em torno de novos rumos para a coluna, essa conversa começou na última terça-feira pela manhã, (...) Horas depois, houve um vazamento na internet que precipitou a decisão. Não houve censura. Tanto que a coluna saiu integralmente.

A seguir, a conversa com Ricardo Gandour.

Terra Magazine - O que aconteceu entre o jornal o Estado de S.Paulo e a colunista Maria Rita Kehl?
Ricardo Gandour -
O projeto original no caderno C2 + Música é de de ter ali, aos sábados, um espaço em torno da psicanálise. Um divã para os leitores. Mas esse não era o enfoque que ela vinha praticando e frequentemente conversávamos sobre isso.

Com você?
Não comigo diretamente, mas com a editora do caderno. Assim iniciou-se com a autora uma discussão em torno de novos rumos para a coluna. Inclusive com o contrapropor da colunista.

Quando começou essa conversa?
Essa última conversa começou na última terça-feira, pela manhã. Ela chegou a contrapropor alguma coisa, tinha um diálogo rolando... Horas depois, houve um vazamento na internet que precipitou a decisão...

Mas vocês atribuem isso a ela?
Eu não sei, não posso afirmar. E estão dizendo na internet que houve censura...

...Na verdade, o que há na internet é uma entrevista com Maria Rita Kehl, onde ela diz: "Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?"
Não houve censura, a coluna saiu integralmente, sem mexer em uma vírgula.

Mas houve consequências...
Tinha uma conversa em torno dos rumos daquele espaço. Estão dizendo que foi a coluna de sábado que causou isso, mas não foi, não. Era o foco daquele espaço que era outro. Claro que a coluna de sábado foi uma coluna forte...

Forte...
Dentro da questão de que não era esse o foco.

Então, a demissão não se deu pela opinião da Maria Rita e por posterior censura à ela?
Não é demissão... colunistas se revezam, cumprem ciclos. A Chris Mello saiu do jornal em agosto, o Mark Margolis entrou em outra seção. O jornal tem 92 colunistas, e esse ano saíram três e entraram três ou quatro. O que estava havendo aí era a simples gestão de uma coluna específica.

Desde...
Tinha um diálogo rolando e esse diálogo vazou e eu lamento que esteja havendo uma leitura histérica disso.

Talvez porque é um momento...
O momento é delicado, crítico, de eleições, mas abriu-se um diálogo que vazou e nós mantivemos a linha. O fenômeno da rede social é que uma conversa entre três pessoas passou a acontecer entre 3 mil pessoas, mas a verdade sobre esse fato é esta.

 

Quem diria, o jornal que dizia ter tanto apreço pelo liberdade de opinião parece ter seus pendores stalinistas. Pelo menos a Kehl não foi executada nem mandada para Sibéria, por enquanto. Mas não me espantaria se apagassem todos os registros fotográficos e escritos da ex-colunista do jornal, no melhor estilo do camarada Stalin. Será que ainda terão cara de falar em liberdade de imprensa ou de opinião?

 

Não é de se espantar a demissão da articulista. O Estadão é o que é. Sempre foi. A voz da elite branca endinheirada de São Paulo. A voz da aristocracia paulista. É um jornal que nunca escondeu sua linha ideológica, a que casta da sociedade brasileira encontra-se alinhado e que interesses defende. Nunca esperei que houvesse espaço neste jornal para artigos que se situassem em campos ideológicos opostos ao dos proprietários do jornal.

O que eu gostaria de saber, de verdade, é como o artigo dela chegou a ser publicado. Isso eu realmente gostaria de saber.

 

Já disse e volto a repetir: ONDE TEM DEMOTUCANOS TEM CENSURA NA IMPRENSA. É a ditadura dos meios de comunicação. Eles e seus aliados têm o direito a tudo: infringir a lei, mentir, lançar boatos e preconceitos, difamar pessoas, manipular fatos, usar do tráfico de influências, vender propagandas como se fossem notícias, atuarem em campanhas, inclusive praticando crimes eleitorais, entre outros. Já seus adversários têm o direito de ficar calados. São omissos cúmplices e coniventes com os desmandos de seus comparsas e, ao mesmo tempo, perseguem seus desafetos.  Tentaram calar o presidente simplesmente porque ele estava se defendendo do jogo sujo e rasteiro desses oportunistas. São intolerantes. Não aceitam o dialogo ou qualquer tipo de opinião que não seja a deles. Essa repórter não foi a primeira nem será a última a ser censurada e demitida. Não têm envergadura moral para tratarem de “liberdade de imprensa”. São uns hipócritas. Aqui em Minas e em São Paulo estabeleceram verdadeiras ditaduras da imprensa. CANSAMOS DE SER ENGANADOS. Vamos lutar por  uma sociedade mais livre,  evoluída, justa e igualitária.
P.S.: Me solidarizo com essa profissional e espero que através das urnas possamos mudar também essa realidade.

 

Alguém tinha que fazer uma página satirizando o Estadão, no estilo "Falha de S. Paulo", com o subtítulo sugerido por outro comentarista "Maria Rita Kehl está há xx dias sob censura neste jornal"

 

Demissão por "Delito de opinião".

E isto partindo de um "orgão de imprensa" que não se cansa de exigir "liberdade de expressão".

Quando um "orgão governamental" reclama de uma opinião, é CENSURA.

Quando um "orgão de imprensa" não deixa alguém emitir uma opinião é REGRA DE NEGÓCIO.

Necessário notar que no primeiro caso há reclamação. No segundo há ação efetiva.

E ainda querem que eu acredite no que publicam.

Antigamente diziam que em certos jornais somente a data era verdadeira.

Hoje, é bom dar um conferida.

 

 

A única coisa que os senhores de bom grado dão aos escravos é a esperança. (Albert Camus)

O artigo pressupõe que o porteiro ganharia menos de um salário mínimo pelo prédio ser no Ceará, ou seja, que o fato do emprego oferecido ser no Ceará implicaria em afonta às normas jurídicas.

Isso causou uma reação muito forte e correntes de email indignadas.

Pressupor que nós, no Nordeste, por sermos nordestinos, exploramos empregados é lamentável.

 

Fique frio sr. Ricardo Gandour, nós acreditamos em papai noel, fada, bruxa, duendes e no estadão também, uai sô.....

 

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4722596-EI6578,00-Diretor+do+Estadao+Nao+houve+censura+a+Maria+Rita+Kehl.html

 

Quinta, 7 de outubro de 2010, 14h29 Atualizada às 14h40Diretor do Estadão: "Não houve censura a Maria Rita Kehl"

Bob Fernandes

 

O diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, conversou com Terra Magazine sobre a demissão da colunista Maria Rita Kehl, psicanalista, que, no último sábado (2), publicou no jornal um artigo no qual tratava da "desqualificação do voto dos pobres". Gandour, para começo de conversa, diz que "não houve demissão":

- Não é demissão. Colunistas se revezam, cumprem ciclos.

Disse ainda o diretor de conteúdo do Grupo O Estado de S.Paulo:

- Havia uma discussão em torno de novos rumos para a coluna, essa conversa começou na última terça-feira pela manhã, (...) Horas depois, houve um vazamento na internet que precipitou a decisão. Não houve censura. Tanto que a coluna saiu integralmente.

A seguir, a conversa com Ricardo Gandour.

Terra Magazine - O que aconteceu entre o jornal o Estado de S.Paulo e a colunista Maria Rita Kehl?
Ricardo Gandour -
O projeto original no caderno C2 + Música é de de ter ali, aos sábados, um espaço em torno da psicanálise. Um divã para os leitores. Mas esse não era o enfoque que ela vinha praticando e frequentemente conversávamos sobre isso.

Com você?
Não comigo diretamente, mas com a editora do caderno. Assim iniciou-se com a autora uma discussão em torno de novos rumos para a coluna. Inclusive com o contrapropor da colunista.

Quando começou essa conversa?
Essa última conversa começou na última terça-feira, pela manhã. Ela chegou a contrapropor alguma coisa, tinha um diálogo rolando... Horas depois, houve um vazamento na internet que precipitou a decisão...

Mas vocês atribuem isso a ela?
Eu não sei, não posso afirmar. E estão dizendo na internet que houve censura...

...Na verdade, o que há na internet é uma entrevista com Maria Rita Kehl, onde ela diz: "Como é que um jornal que está, que anuncia estar sob censura, pode demitir alguém só porque a opinião da pessoa é diferente da sua?"
Não houve censura, a coluna saiu integralmente, sem mexer em uma vírgula.

Mas houve consequências...
Tinha uma conversa em torno dos rumos daquele espaço. Estão dizendo que foi a coluna de sábado que causou isso, mas não foi, não. Era o foco daquele espaço que era outro. Claro que a coluna de sábado foi uma coluna forte...

Forte...
Dentro da questão de que não era esse o foco.

Então, a demissão não se deu pela opinião da Maria Rita e por posterior censura à ela?
Não é demissão... colunistas se revezam, cumprem ciclos. A Chris Mello saiu do jornal em agosto, o Mark Margolis entrou em outra seção. O jornal tem 92 colunistas, e esse ano saíram três e entraram três ou quatro. O que estava havendo aí era a simples gestão de uma coluna específica.

Desde...
Tinha um diálogo rolando e esse diálogo vazou e eu lamento que esteja havendo uma leitura histérica disso.

Talvez porque é um momento...
O momento é delicado, crítico, de eleições, mas abriu-se um diálogo que vazou e nós mantivemos a linha. O fenômeno da rede social é que uma conversa entre três pessoas passou a acontecer entre 3 mil pessoas, mas a verdade sobre esse fato é esta.

 

 

Compreendo que pessoas esclarecidas estejam indignadas com a censura à psicanalista Maria Rita Kehl praticada pelo jornal estadão, da família Mesquita.
Não creio que os colegas tenham se enganado com o papel que essa imprensa desempenha.

Até nos antigos escritos da bíblia, encontramos registros de duras denúncias dirigidas aos fariseus. Entretanto, em nada foi reduzida a atuação dos vendilhões da fé. Os Malafaia e seus concorrentes vigários da Igreja romana estão ai, bem sucedidos em suas práticas de compra e venda de indulgências e milagres. Se esses senhores, tementes a um severo e implacável criador, arriscam-se ao fogo-eterno do inferno.
Imagina se o homem pragmático, habituado a atropelar quem lhes dificulte o caminho do cofre, iria conter sua ganância em troca de princípios democráticos e republicanos de liberdade, igualdade e outras bobagens próprias a idealistas.

Na verdade, estes espertos fariseus materialistas, como seus colegas crentes, utilizam estes conceitos, como meras ferramentas de marketing. Agora mesmo, entrou na onda o conceito ecológico verde, avidamente apropriado por ampla tribo que vai de Marina e Zé Serra a Bin Laden. Convém não esquecer os empresários naturebas, prontos a salvar o planeta, como diz o casal da TV globo.

Orlando

 

Isso é o pensamento único ou a segmentação comercial do jornal paulista no nicho de leitores de extrema-direita, prova é a baixa tiragem do diário em São Paulo, 300 mil exemplares em um núcleo urbano de 30 milhões de pessoas (Grande São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto e outras cidades do interior). Ou seja só lê e assina ou reproduz quem concorda com o que está escrito.

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Ainda sobre esse tema um pouco de cultura e literatura.

Crimidéia

No especial George Orwell você encontra: artigos sobre George Orwell, curiosidades, vida e obra de George Orwell, capas dos livros e muito mais.

Segundo o dicionário de Novilíngua, a crimideia era uma junção das palavras "Crime" e "Ideia", ou seja, qualquer pensamento que fosse contrário às decisões do Partido era uma crimidéia. "Ou nós ou o dilúvido", "Ou eu ou o Caos" ou "Você está conosco ou com os terroristas", exemplos de prevenção às crimideias. Esta seção vai propor idéias que podem incomodar muita gente.

Em seu diário Winston Smith escreve: "Crime de pensamento não implica morte: crime de pensamento 'é' morte". A pena máxima para este crime se deve ao fato que o governo, no romance 1984, controla ao máximo os seus cidadãos e tenta controlar até seus pensamentos. O crime de pensamento (thoughtcrime) também é chamada de "pensar criminoso" (crimethink) ou crimideia.

Fonte: http://www.duplipensar.net/crimideia/index.html

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O que Maria Rita Kehl disse, com a clareza que lhe é peculiar, é sobre um conflito de classes "velado" que existe em nosso país. Tudo indica que o Brasil está mudando seu rumo, está mudando sua cara, mas como os psicanalistas sabem, toda mudança gera resistência. Quanto mais uma mudança que vinha sendo indefinidamente adiada. Lembram do "país do futuro"? Pois é, para uns poucos este país até já existia, mas seria melhor que continuasse a ser de poucos e para poucos. Então é de se eperar que um movimento contrário a essa(s) mudança(s) que os oito anos de governo Lula iniciaram e representam sejam sustentados por vários setores da nossa sociedade. Não devemos nos considerar "donos da verdade", mas também não podemos fechar os olhos e ouvidos para coisas que estão acontecendo. Como é o caso, por exemplo, da demissão de Maria Rita Kehl do Estadão, por um "delito de opinião". Quer dizer que quem se opõe, deve calar?Quero crer que estamos virando uma página importante da nossa história. Portanto, sinceramente não importa qual será nosso próximo ou próximos governantes, pois todos eles terão que se haver com o legado do "Presidente operário" Lula da Silva.

 

Certamente ela não vai morrer de fome por ter sido demitida do Estadão. De quebra, enriqueceu o seu currículo. Moral da história: saiu ganhando.

 

Vejam o lado positivo: a psicanalista nada perde com sua demissão, ao contrário confirma sua competência ao provocar um "ato falho" no paciente que até então se recusava a deitar no divã.

 

Quem sabe essa crise do Estadão, mais uma a minar a credibilidade e, no médio prazo provocar demissões, não sirva a abra vagas e oportunidades naquela empresa?

 

Como estão há dias sem dar uma resposta oficial, talvez estejam precisando de uma boa assessoria de imprensa.

 

À medida que a censura se prolonga, abre-se a oportunidade da contração de uma equipe de gerenciamento de crises.

 

Ou ainda um novo reposicionamento da marca, coerente e que "agregue valor" a partir do reconhecimento de que têm candidato e de que colunistas são demitidos por delito de opinião.

 

Acho que "Estadão, o jornal de quem pensa ÃO" ou "Quanto vale o seu conhecimento?" se desatualizaram diante dos recentes fatos.

 

Desculpem meus amigos,mas vou votar no Serra.

Cansei de ir ao supermercado e encontrá-lo cheio. O alimento está barato demais. O salário dos pobres aumentou, e qualquer um agora se mete a comprar, carne, queijo, presunto, hambúrguer e iogurte.

Cansei dessa história de PROUNI, que botou esses tipinhos, sem berço, na universidade. Até índio, agora, vira médico e advogado. É um desrespeito... Meus filhos, que foram bem criados, precisam conviver e competir com essa raça.

Cansei dos bares e restaurantes lotados nos fins de semana. Se sobra algum, a gentalha toda vai para a noite. Cansei dessa demagogia.

Cansei de ir em Shopping e ver a pobreza comprando e desfilando com seus celulares. Cansei dos estacionamentos sem vaga. Com essa coisa de juro baixo, todo mundo tem carro, até a minha empregada. "É uma vergonha!", como dizia o Boris Casoy.

Com o Serra os congestionamentos vão acabar, porque como em São Paulo, vai instalar postos de pedágio nas estradas brasileiras a cada 35 km e cobrar caro, muito caro.

Desculpem mas Voto no Serra....

O governo reduziu os impostos para os computadores. A Internet virou coisa de qualquer um. Pode? Até o filho da manicure, pedreiro, catador de papel, agora navega, tem Orkut... Vergonha, vergonha, vergonha...

Cansei dessa história de facilitar a construção e a compra da casa própria (73% da população, hoje, tem casa própria, segundo pesquisas recentes do IBGE). E os coitados que vivem de cobrar aluguéis? O que será deles?

Cansei dessa palhaçada da desvalorização do dólar. Agora, qualquer um tem MP3, celular e câmera digital. Qualquer umazinha, aqui do prédio, vai passar férias no Exterior. É o fim...

Também cansei dessa coisa de biodiesel, petroleo do pré-sal, de agricultura familiar. O caseiro do meu sítio agora virou "empreendedor" no Nordeste. Pode?

Cansei dessa coisa assistencialista de Bolsa Família. Esse dinheiro poderia ser utilizado para abater a dívida dos empresários de comunicação (Globo, SBT, Band, RedeTV, CNT, Folha, Estadão, etc.). A coitada da "Veja" passando dificuldade e esse governo alimentando gabiru em Pernambuco. É o fim do mundo!!!

Vou votar no Serra. Cansei, vou votar no Serra, porque quero de volta as emoções fortes do governo de FHC, quero investir no dólar em disparada e aproveitar a inflação. Basta! Vou votar no Serra. Quero ver essa gentalha no lugar que lhe é devido. Quero minha felicidade de volta.

Se você também é milionário, vote no Serra!  

 

 

Desculpem as maiúsculas, mas isso é INQUISIÇÃO.

 

Êles querem leis da Idade Média ao invés de Lei das Mídias.

 

Vergonha? Não fazem nem idéia do que seja isso..

 

Nunca a aliança entre conservadores e mídia ficou tão explícita, "guerra santa", expressão feliz cunhada pelo nosso grande Nassif.

Mas será que são só os jornais que estão em crise moral e ética? e as faculdades de jornalismo, o que ensinam aos seus pupilos?

Faz tempos que só se vê jornalista novo trabalhando de jagunço para os barões da mídia, o que há com as novas gerações? é o pragmatismo atrás de emprego? é a carreira vista como uma espécie de gincana darwinista em que só o mais forte sobrevive?

Triste o tempo em que vivemos, mais triste ainda a visão de país que tem os donos do estadão e folha, não existe democracia a la carte, temos que aceitar os resultados das urnas, doa a quem doer.

Minha solidadriedade a Maria Rita Kehl. 

 

Se ela gosta tanto de liberdade de expressão e opinião, ela deveria falar com o Franklin, na TV dele sim ela terá todo o direito do mundo de falar o quiser do governo, desde que seja isenta. 

 

Minha solidariedade à Maria Rita; com o talento e a seriedade que lhes são caracteristicas, não lhe faltara oportunidades. 

 

Há um movimento muito estranho acontecendo subterraneamente nessas eleições, uma espécie de guerra civil branca... Esse vale-tudo estimulado pela mídia hegemônica trará consequências muito, mas muito danosas para a política e a democracia neste país.

Não me surpreenderá se houver pancadaria no fim da campanha.

 

 

Não sei se a Maria Rita Kehl perde alguma coisa com esta sua saída forçada do Estadão. O jornal é de uma ruindade a toda prova, escondido atrás de um verniz conservador. 

 

Sustento a idéia que ainda temos grande problemas para enfrentar no que se refere à mídia. Um deles, sem dúvida, é a prática, totalmente falsa, de imparcialidade na veiculação das informações. Isso só nos deixa mais mancos e manobrados em um jogo que não sabemos com quem e por quem brigamos. Acho tudo isso um ABSURDO!!

"Pare o mundo que eu quero descer" (Seixas)

 

Rita Khel é inteligente, lúcida e coerente demais para publicar num jornal como o Estadão, que censura, adverte, demite quem não escreve estritamente na sua pauta torta.

Será essa a "liberdade de expressão/opinião que eles defendem?

"Sob censura",  quem está é democracia brasileira, com tais jornais.

 

Atitude mediocre.

cada dia que passa é mais vergonhosa as ações da imprensa brasileira.

 

prá quem apostava numa isenção mínima do estadão, dançou...

liberdade de imprensa? liberdade de opinião? sim, mas  apenas para o jornalão. para os jornalões e a midia praticarem qualquer tipo de jornalismo-mentira.

liberdade de opinião significa liberdade de só os donos dos jornais terem opinião.

 

luz

Depois de ouvir Maria Rita, é possível confirmar que o título de seu artigo foi mais do que correto. São realmente "Dois pesos e..." duas medidas. Realmente, o pau que dá em Chico não é o mesmo que dá em Francisco.

A meu ver, de uma penada só, nos argumentos utilizados para a demissão de sua articulista, o jornal: 

- desqualifica as opiniões políticas da cidadã Maria Rita Kehl;

- explicita uma concepção de psicanálise como um universo alheio à vida social e política;

- indica o perfil de leitores que, de fato, lhe interessa considerar;

- transforma seus leitores em censores e

- esconde as verdadeiras razões da empresa.

 

 

Bom, não faltava mais nada para indicar que "liberdade de imprensa" tem significados muito próprios de acordo com os grandes jornais. Foi a gota d'água. Demitir uma colunista exemplar por um texto brilhante, nem um pouco panfletário e que apenas constatava realidades e, ainda, temer a "repercussão" do caso na internet foi um tiro no próprio pé do Estadão e, consequentemente, de quem acredita numa imprensa imparcial. Não há argumentos minimamente lógicos para defender tamanha estupidez e censura.

A divulgação disso só aumentará e poderá acertar em cheio universitários, acadêmicos, profissionais de saúde que devotam respeito à figura da Sra. Maria Rita Kehl e que, por algum acaso do destino, ainda não haviam definido seu voto para o segundo turno. A porcentagem desse círculo de eleitores pode não ser muito grande, mas o barulho vai ser grande contra o Estadão e outros veículos de comunicação.

De resto, ótima entrevista de Maria Rita Kehl, falando o óbvio, até de forma bem simples: nunca viu nenhum cerceamento de imprensa vindo do Governo Lula. Infelizmente (ou felizmente, dependendo do ponto de vista, pois se um clube como o Estadão não a aceita como sócia, pior para o clube), Maria Rita Kehl recebeu a tesourada em seu próprio texto vindo da própria casa em que trabalhava.

De um psicólogo carioca, admirador do trabalho da psicanalista Maria Rita Kehl

Rafael M. Fabro

 

 

 

 

 

Há anos leio o Estadão. Mesmo agora que o jornal resolveu "se confessar" Serrista. Não dei bola pq  para mim isso sempre foi claro. Gosto do Estadão pq odeio Folha, Globo e o resto. Não dá pra negar que o jornal tem (ainda)  aprofundamento nas suas matérias. Gostem ou não.

Mas não posso compactuar com censura. O jornal alega estar sob censura. No entanto, usa a mesma ferramenta contra sua ex-colaboradora.  Vai ser incoerente assim na Marginal!

Todo santo dia, às 7h30 da matina, a Ivonete (minha auxiliar) passa na padaria, compra o pão, leite e o jornal. Agora, só vai comprar a comida.

É o fim... desisto. Agora só Blogs.

 

Pode ter certeza que a censura do jornal não é capaz de atravessar a internet. Mas aqui como leitora e cidadã fico intrigada porque a liberdade de opinião está balizada por interesses eleitoreiros. Como poderíamos pensar coletivamente em combater esse tipo de absurdo? Podemos gerar opiniões compartilhadas mas temos força para fazer justiça? A impunidade desta atitude que vai querer se justificar atrás de uma neutralidasde axiológica inexistente não pode ficar por isso mesmo e naturalizar-se como todos os absurdos que conhecemos. Justamente porque estamos prestes a eleger o próximo presidente podemos no mínimo evitar de comprar o Estadão e a Folha.Alguma sugestão?

 

Triste do jornal que usa o crivo ideológico (e não a qualidade do argumento/argumentador) como critério para a seleção de seus articulistas. A melhor imprensa do mundo preza a liberdade de expressão e de opinião. A imprensa séria deve sempre garantir o espaço para o debate político e a diferença de opiniões, e grandes jornais deveriam se orgulhar de provir a arena pública na qual este debate acontece. A noção de dar espaço somente a articulistas que concordem com o perfil ideológico do jornal é antiquada e tacanha. Viva o debate e a diferença de opiniões!

 

Concordo inteiramente com você. Embora reconheça o pleno direito da empresa jornalista contratar e demitir quem quiser, acho que o pluralismo no veiculo é uma qualidade do produto "jornal" e assim deveria ser considerado. Contudo é raro no mundo esse modelo, tanto nos jornais conservadores como nos de esquerda. Vc dificilmente verá no Le Monde Diplomatique um colunista de direita ou no Le Figaro um de esquerda. Na Europa os mais plurlistas são o El Pais e o Guardian e o The Independent, o International Herald Tribune tambem tem diversidade em suas colunas mas a regra é o jornal ter uma linha e os colunistas se ajustarem a ela.

 

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Bom comentário e bons pontos! Aqui nos EUA, o New York Times, que é um jornal considerado mais liberal, tem vários colunistas mais conservadores, como o próprio Thomas Friedman. O Wall Street Journal, que é um jornal bem mais conservador, tem alguns colunistas muito mais à esquerda. Até mesmo o Financial Times, de Londres, que é um ultra-defensor do "market capitalism", tem articulistas bem mais liberais que a linha do jornal. Tudo faz parte do processo democrático. Conhecer a fundo a opinião de quem é contra seu argumento serve até mesmo para que você possa rever e fortalecer sua opinião. Se expandirmos isso à esfera da sociedade como um todo, o debate de ideias fica ainda mais imprescindível...

 

Raul Reis Professor, Dept. de Jornalismo, Calif. State Univ. Long Beach

É nisso que dá defender os pobres, esses comprados que apoiam Lula por interesse...

Já os homens de bens, as mulheres boas e as pessoas probas votam desinteressadamente.

O Estadão deveria contratar o Prof. Hariovaldo para escrever no lugar de Maria Rita!

 

Para pessoas competentes, sempre vai haver emprego. Quem perde é o Estadinho e seus pobres e enganados leitores.

 

PROFECIA BRASIL 2010-10-07 

Quando DEUS estava criando a terra, distribuiu entre os quatro cantos do planeta as riquezas que iriam prover sustento a vida.

Ele foi colocando os minérios na África e depois disso sobrou um punhado e Ele guardou.

Colocou o petróleo no Oriente Médio e também sobrou um tanto e Ele guardou de lado.

Distribuiu terras férteis pela Europa e América do Norte, mas sobrou um tanto e Ele as guardou de lado.

Fez-se a água, Ele congelou uma grande parte nos hemisférios, fez rios para todos e sobrou muita água e Ele guardou.

Fez florestas maravilhosas de vários tipos e sobrou muita coisa e Ele guardou.

Criou o Homem de vários tipos e distribuiu pelo planeta.

O homem vendo que DEUS havia guardado uma grande sobra de tudo que utilizou para criar o mundo, perguntou a DEUS:

- Senhor o que irá fazer com tanta riqueza que sobrou?

DEUS responde:

- Filho, vou guardar num lugar do planeta que irá se chamar Brasil.

O homem diz:

- Mas Senhor não é justo, assim essa raça que lá se encontra será privilegiada, terá sempre tudo o que necessita.

DEUS diz:

- Eu sei filho, mas fique tranqüilo que eles nunca aproveitarão de fato suas riquezas.

O homem intrigado provoca:

- Como assim senhor?

DEUS responde:

- Toda essa riqueza será tirada dessa gente assim que vocês encontrarem eles, isso irá acontecer muitos anos após a morte de meu filho, vocês irão se misturar a eles, e tomar o que é deles por muitos e muitos anos, desde as árvores, o ouro, o petróleo e enfim a água, irão inclusive escravizá-los, mas ouça bem, 2002 anos após a morte de meu filho, esse povo dará poder a pessoas que vão reaver o que ainda resta de riqueza e utilizarão para seu povo sobreviver com dignidade, mas isso durará exatos 8 anos.

- O homem pergunta novamente:

- Após isso o mundo terá se acabado Senhor?

DEUS responde:

- Não filho, homens gananciosos a serviço de SATANÁS travestido em adoradores de meu filho, espalharão maledicências e mentiras contra essas pessoas, para novamente tomar o que dei a esse povo, criei o homem, mas esse meu filho tem pelo poder e pelas dracmas mais adoração que a mim e ao meu filho.

 

 

 

Os donos de empresas jornalísticas e seus capachos e capatazes volta e meia demitem quem não compartilha de seu pensamento único.

Mas parece que recentemente a coisa piorou, porque quiseram derrubar Lula e querem colocar o Serra na presidência.

Como todo mundo percebe, a liberdade de expressão na velha mídia tem limites bem estreitos.

Acham que a censura é sempre do governo ou do Estado, quando é do Estadão, por exemplo...

Já me solidarizei a Maria Rita, que, como já disse, ainda por cima escreve bem. Cometeu duplo delito, portanto.

Mais uma vez, é o jornal e seus leitores que saem perdendo, embora ela tenha perdido um trabalho. Não há de faltar outro.

 

Esse episódio da Maria Rita Khel vai acovardar muitos jornalistas e outros formadores de opinião. Vamos ver!

 

 

Estou, seriamente, tentado a cancelar minha assinatura do Estadão. Como pode , um jornal que publica, diariamente, " 'Estado' está sob censura há XXX dias." , demitir uma colunista por discordar de sua opinião. O censurado que censura, é isso?

 

 

     Acho que os assinantes deveriam ter essa atitude, em sinal de protesto e solidariedade à Maria Rita. É aquele velho ditado "há mal que vem para o bem" !

 

 

 

Serra, serrador quantas cabeças ja serrou?

 

Um verdadeiro absurdo, se tivesse vindo de qualquer jornal. Mas tendo sido de um que se diz sob censura e que levanta a bandeira da democracia, é inacreditável, decepcionante. 

 

O blog de Maria Rita Khel;


 

lidiaz

A hipocrisia desses 'paladinos da liberdade', dos ex-'formadores de opinião', não conhece limites. Acusam o 'eixo-do-mal' esquerdista da América Latina de cercear a imprensa quando na verdade é no próprio seio das empresas de comunicação que impera o 'manda quem pode, obedece quem tem juízo'.

 

E vc queria como? Qual a sua logica, explique-nos.

 

Não sei o Luiz Henrique, mas eu queria ter diversidade de opiniões na imprensa... que cada órgão tivesse sua orientação, claro, mas que permitisse opiniões divergentes.... saudades - anos oitenta - da Folha... saudades, anos noventa,  do Clarin e de La Nación.... hoje puro lixo partidário, digo, $$$$!

Meu caro André, você não lê Le Monde? New York Times, El Mundo e El Pais, etc... etc..? Não consegue ver a diferença?... É necessária a tua pergunta? Que lógica você procura? Não é claro isso?

 

Flics

A logica a que me refiro é a conclusão do raciocinio. Vc acha El Pais mais plural e eu tambem, Le Monde idem. Mas cada jornal tem sua historia, suas raizes, seu ambiente e a ele regue de um modo. A Espanha está na Europa, tem uma historia infinitamente mais complexa do que a nosssa, as clivagens ideologicas são muito mais profundas, El Pais nasceu após a morte de Franco e representa a Espanha moderna pós-franquista, modernizante e globalizada. Mas convive na mesma cidade com o ABC, jornal franquista historico, que tambem tem seu publico.

Não há como exigir que O ESTADO DE S.PAULO seja como vc quer ou eu quero. O jornal é uma empresa privada, ele pode ser plural ou não, os controladores é que decidem, o risco empresarial é deles, se a empresa for à falencia são eles que vão ter problemas pelo resto da vida, não é você, eu ou a Maria Rita Kehl.

 

  A questão nem é essa, mas sim vender isenção e imparcialidade para entregar interesses próprios. Até vou admitir (coisa que normalmente não faria) que uma empresa da área de comunicações faça isso, mas que não use do poder inerente a sua própria área e tamanho para melhor difundir seu camuflado posicionamento. Ou agora você vai defender o 171 jornalístico?

 

Mas o ESTADAO nunca teve posição camuflada em seu mais de um século de existencia. SEMPRE se posicionou claramente, contra ou a favor. Vc não precisa gostar do jornal, mas eles nunca venderam isenção e imparcialidade, eles tradicionalmente se definem politicamente e foi em nome desse posicionamento que a colunista Maria Rita foi desligada do jornal.

 

Carta por mim enviada ao Estadão:

"Ao jornal Estado de S. Paulo

 Prezados senhores

 Depois de algumas décadas como assinante de O Estado, comunico que neste final de ano não renovarei minha assinatura desse ex-respeitável jornal. A gota d’água foi a demissão da psicanalista Maria Rita Khel, colaboradora desse jornal.

 O jornal, durante toda a campanha eleitoral, insultou a inteligência deste leitor  com matérias tendenciosas sobre o governo Lula, sobretudo nas chamadas de capa. A crítica cedeu lugar ao proselitismo partidário. Como se não bastassem as ridículas notas diárias sobre a suposta “censura”, que são publicadas há mais de um ano em suas páginas.

Censura, de verdade, acabo de testemunhar nesse episódio da psicanalista Maria Rita Khel. Sem contar minhas cartas nunca publicadas no tambem ridículo “Forum dos Leitores”, outro insulto aos leitores sérios.

 Na data oportuna, estarei entrando em contato com o departamento responsável para o devido encerramento de minha assinatura. Caso seja mais fácil para ambas as partes, segue abaixo meu código de assinante para as devidas providências de cancelamento.

 Código de assinante: xxxxxxx "

 

 

 

 

Vais esperar o final da assinatura?!

 

Encerre imediatamente que eles são obrigados a devolver o valor pago pro-rata.

 

Não há nada que os deixe mais putos que devolver dinheiro.