Por Marco Antônio L.

Do blog Democracia & Política

Chanceler Patriota: "DIPLOMACIA SEM MEDO"

A mania de diminuir o Brasil só pode ser medo de um país grande dar certo, o que em muitos aspectos já está acontecendo.

Por Guilherme de Aguiar Patriota, Chanceler e integrante da Assessoria Especial da Presidência da República.

O derrotismo encontrou até acolhida teórica na formulação de que o país "não possui excedente de poder" e, portanto, não pode aspirar a objetivos fora do fácil alcance das mãos.

Essa tese predestina o quinto maior país do mundo - hoje sexta economia - a um desígnio de perpétuo alinhamento aos mais fortes, numa versão diplomática do mal-afamado complexo de vira-lata.
Verificamos ser necessário que uma estrangeira (Julia Sweig, do Conselho de Relações Exteriores dos EUA) nos ajude a interpretar de forma mais sofisticada e, ouso dizer, positiva, o episódio da suspensão do Paraguai do MERCOSUL e da incorporação da Venezuela ao bloco. Essa última iniciativa vinha se arrastando por vários anos. Os termos da acessão já haviam sido negociados e firmados no mais alto nível pelos chefes de Estado dos quatro membros do MERCOSUL e do país entrante. A plena incorporação da Venezuela ao MERCOSUL -não custa lembrar -foi ratificada pelos poderes legislativos dos países que ainda conservam sua plenitude democrática intacta no âmbito do agrupamento subregional.

A angústia antecipatória com o êxito também se voltou contra a "Rio+20", declarada um fracasso ab initio por Exército de "especialistas", muitos querendo acoplar à maior conferência da história das Nações Unidas suas respectivas agendas políticas paroquiais.

Pouco importa o fato de a organização do evento ter sido impecável. Foram 17 mil inscritos na "Rio-92"; 48 mil na "Rio+20" - eventos de dimensões incomparáveis.

O resultado espetacular para padrões da ONU não parece encontrar eco entre aqueles que apostavam ideologicamente no fracasso. O país anfitrião convenceu (não pela força ou malícia, mas pelo talento de seus diplomatas) 192 Estados membros a aprovarem por aclamação um documento de 49 páginas, 283 parágrafos, que versa sobre praticamente todos os temas da agenda internacional. Não se produziram tratados. Mas, para quem lida com o multilateralismo, uma visão de futuro consensual vale mais do que compromissos pontuais juridicamente vinculantes.

O Brasil incorporou ao consenso sua visão de como estabelecer um círculo virtuoso entre crescimento econômico, inclusão social, e proteção do meio ambiente. Muitos franziram a testa porque o documento não consagrou o caminho das "soluções de mercado". Não se criou mais um fundo assistencialista, ou uma nova agência especializada da ONU - como se resolvessem.

Finalmente, temos os órfãos dos acordos de livre comércio assimétricos, utilizados para promover a abertura unilateral de mercados em países em desenvolvimento. A obsessão por tais acordos não está em sintonia com o mundo pós-Lehman Brothers, sujeito a manipulações cambiais, a afrouxamentos quantitativos trilionários e ao protecionismo do mais forte.

Surpreende que ainda existam pessoas que prefiram reduzir tarifas a reduzir pobreza. Na atualidade da crise, os regimes de comércio têm de levar em conta equilíbrios mais amplos de fatores. É necessário pensar em integração de cadeias produtivas, geração de demanda e empregos, segurança alimentar e energética, acesso à tecnologia e ao conhecimento, produtividade e sustentabilidade. É preciso entender que o dinamismo econômico migra dos países ocidentais desenvolvidos para conjunto cada vez mais assertivo de países em desenvolvimento em processo de expansão quantitativa e qualitativa.

De minha parte, capto ao menos um consenso positivo entre os analistas nacionais: o reconhecimento de que o peso e a projeção do Brasil se alçaram a níveis nunca antes vistos na história deste país.

Tenho orgulho do quanto o país avançou nos meus quase 30 anos de carreira. A complexidade dos desafios, a densidade de nosso papel e as responsabilidades que assumimos não têm nível de comparação com o universo mais simples da diplomacia menos arrojada de antanho. Felizmente, a liderança brasileira de hoje não sofre de vertigem.”

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"Ah, os que quisemos preparar terreno para a bondade não pudemos ser bons. Vós, porém, quando chegar o momento em que o homem seja bom para o homem, lembrai-vos de nós com indulgência." Bertold Brecht

1-Mercosul :"União aduaneira e política do Cone sul Americano ".A Venezuela no Cone Sul ?.Estão lendo mapas de ponta cabeça !.

2-ouco importa o fato de a organização do evento ter sido impecável. Foram 17 mil inscritos na "Rio-92"; 48 mil na "Rio+20" - eventos de dimensões incomparáveis.

Custou 200 milhões de dólares (ou reais ?) ao erário público Brasileiro .Uma propaganda governamental que deu "Xabú" (igual ao Astronauta Brasileiro do LULA e da FAB!-Palhaçada mesmo!).

 

DIPLOMACIA E ECONOMIA - O perfil internacional de um Pais, sua postura frente è ordem global, o nivel de seu relacionamento com os demais grandes paises e a inserção do Pais nos organismos multilaterais relevantes são tambem o pano de fundo para o sucesso de sua economia.

Por curtos periodos de tempo e nas curvas da Historia é possivel uma economia "se virar bem" debixo de uma diplomacia capenga ou evasiva, como é a brasileira desde 2003. Mas a longo prazo as duas curvas se encontram no horizonte. Diplomacia em dissintonia com a ordem politica e a ordem economica global acaba afetando a economia. É o que está agora afetando o Brasil.

Não dá para ser estrela da economia mundial sendo o unico grande Pais ocidental a apoiar o Governo da Siria, hoje em fase terminal. Até a Russia, aliada historica do regime sirio, foi obrigada a mudar de lado e se alinhar com a ordem global.. Porque? Obviamente porque a Russia é hoje parceira de primeira classe do sistema politico e economico internacional, sua economia depende vitalmente da exportação de gás, petroleo e aluminio para o Ocidente, a Russia é a maior fornecedora de gas para a Europa Ocidental, suas relações financeiras com seus clientes são intrincadas, o novo e gigantesco gasoduto sob o mar Baltico foi uma realização germano-russa, estão amarrados por interesses comuns, a Russia não pode se dar ao luxo de ser contestadora da OTAN, os paises centrais da OTAN são seus grandes clientes e financiadores, está tudo conectado.

A diplomacia brasileira, sem projeto, sem rumo e sem objetivos claros, surfa numa retorica esquerdizante sem nexo, se parceirizando por tratados com paises marginais do sistema, mal vistos, mal avaliados, num aliança o SOCIO RUIM PUXA PARA BAIXO O SOCIO MELHOR é uma maxima secular das alianças.a Grécia puxou toda a União Europeia para baixo, a Venezuela vai estragar o Mercosul, por ser uma economia viciada por controles ideologicos de importação e de cambio, uma economia que despreza o mercado e atua por intervenção do Estado até na compra de alface da Colombia, como foi possivel o Itamaraty não alertar a Presidencia dos riscos da decisão de Mendoza? Como foi possivel ir a Mendoza não o Consultor Juridico da Casa, um organismo de lendaria eficiencia que já foi chefiado por Clovis Bevilacqua e Haroldo Valladão, duas sumidades do Direito e levar para assessorar a Presidencia o Advogado Geral da União que não tem nada a ver com Direito Internacional?

Para que o Itamaraty fosse levado a sua função subalterna de hoje foi preciso afastar para bem longe toda uma geração de brilhantes e experientes diplomatas, afastados de baciada, de uma vez só, algo que nenhuma Chancelaria responsavel ousaria fazer. Sairam da frente Rubens Barbosa, Roberto Abdenur, Marcos Azambuja, Botafogo Gonçalves, Seixas Correa, Omar Chofi, nomes brilhantes, Secretarios Gerais da casa, com enorme acumulo de conhecimentos e vivencia diplomatica.

Tiveram que sair porque jamais permitiram uma Chancelaria subordinada à Assessoria Internacional do Planalto, algo que não existiu nem nos mais totalitarios dos regimes. Durante toda a existencia da União Sovietica, sua diplomacia foi a mais profissional possivel, não se dava peso à ideologia e sim à capacidade operacional, com titulares que vinham da nata da elite intelectual, social e profissional de que poderia dispor o regime. Andrei Gromyko foi o diplomata por excelencia, nunca perdeu a noção do interesse de Estado, representava a URSS como Estado e não como regime comunista.

A aliança do Brasil com um regime p....-louca como é o do chavismo, significa perda de capital diplomatico para o Brasil, diminui nosso peso, importancia, prestigio e visibilidade. Isso, somado à inexplicavel postura do Brasil nos conflitos da Libia e da Siria já entrou na tela do radar da Bolsa de Nova York, das Chancelarias, dos organismos economicos centrais, BIS, FMI, Banco Mundial, OMC, CS,

União Europeia, OTAN, a pergunta é "o que está acontecendo com o Brasil?", o mundo ja se preparava para um upgrade do papel do Brasil, parecia que o Pais estava subindo a escada para chegar à cobertura do edificio mundial, agora a percepção é que resolveu descer dois degraus.

A economia vai sofrer com a degradação da imagem do Brasil, que é um problema de percepção. A politica exterior já era essa desde 2033 mas passava despercebida, agora caiu a ficha e o pior que poderia acontecer ao Brasil e ser olhado com desconfiança por causa da aliança extemporanea com regimes bolivarianos e apoio sem logica a ditaduras em extinção, como a libia e a siria.

E não se pense que nos centrais mundiais alguem compra por um centavo a ridicula alegação de que o Brasil condenou o "golpe" no Paraguai por causa de filigranas juridicas. Ninguem acredita nisso. O Brasil entrou nessa operação diplomatica que culminou com "bota fora de Mendoza" porque Lugo era de esquerda, apoiado por Chavez, só por isso e não por arrepios constitucionais paraguaios.

Compra e venda de mercadorias não depende de alinhamentos ideologicos mas investimento e credito sim. A diplomacia tem um papel relevante na economia, chegou a hora de acertar os ponteiros, o Ministro da Fazenda precisa conversar mais com a Chancelaria.

 

A Rodada de Doha realmente mostrou o quanto a diplomacia comercial brasileira é respeitada.

Acorda, André!

 

Follow the money, follow the power.

Quem dera....quem dera!!!

 

Oportuno o discurso do MRE Patriota que mostra o complexo de vira-lata presente nos críticos de nossa política externa. Certa ou errada não tem que ser submetida a avaliação de agentes externos. 

 

 

Não há como negar que nos últimos 30 anos o Brasil deu motivo de orgulho para os que gostam dele, a subserviência à interesses alienígenas encontrou resistência firme no governo Lula e agora no da Dilma.

É pouco? Talvez, mas face ao clima de casa da sogra que reinava antes é um avanço considerável.

Como melhorar?

Existe uma assimetria entre as ações produzidas pelos profissionais a serviço dos donos do poder e as praticadas aqui, bancadas pela nossa soberania, mas de qualidade inferior a deles.

Somos novos no jogo internacional para valer, estamos implementando ainda uma estratégia e tática de longo alcance, mas nada impede de melhorar-mos constantemente os quadros que pelejam contra estes interesses multinacionais, sem face e sem moral. A rodada de Doha é instrutiva a respeito disto.

Na minha humilde opinião, a virada será quando a Astrologia, Tarot e Geometria informar o que se faz nesta área, uma visão holística e patriota de nossos interesses, baseado na mesma ciência usada pelos profissionais que nos exploram, escravizam e ridicularizam desde sempre.

 

Follow the money, follow the power.

Posição subalterna, de segunda classe e sempre dependente dos senhores do norte, falantes do inglês. Sempre que leio isto me lembro do idólo dos AA da vida: Roberto de Oliveira Campos.

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros ( ditado árabe)

O texto reflete bem, como são tratados assuntos do Brasil por alguns brasileiros.

O complexo de vira latas deixou de ser um complexo. Hoje é cultuado por uma boa parte de nosso povo que tem acesso e respaldo da grande mídia, para mostrar ao mundo que não somos nada, não valemos nada, nunca seremos dignos de viver bem.

Para eles, a frase de De Gaule é uma realidade e assim permanecerá não adiantando o que se faça de bom.

Na realidade esses derrotistas só enxergam o próprio umbigo, ou melhor, seus bolsos, pois ganharão muito derrotando este governo a qualquer custo não importando se, com isto, destruam de forma definitiva a imagem do nosso Brasil

 

 

  

 

http://www1.folha.uol.com.br/colunas/matiasspektor/1118291-o-talentoso-s...

Esta foi a verdadeira e eficiente diplomacia do Governo do PT. O artigo é de hoje e quem escreve

é um senhor especialista em relações internacionais.

 

Já sei, a ironia com o Patriota é por causa do nome, não é? Causa-lhe urticária que algum brasileiro seja alguém "que ama a pátria e a ela presta serviços", na definição do Houaiss. Para um entreguista, faz sentido.

Guilherme de Aguiar Patriota é diplomata de carreira e integra a Assessoria Especial de Política Externa da Presidência da República. Serviu em diversos postos no exterior junto a organizações multilaterais, como a Missão do Brasil junto à Organização dos Estados Americanos, em Washington, a Delegação do Brasil junto à Associação Latino-Americana de Integração, em Montevidéu, a Missão do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio, em Genebra, e a Missão do Brasil junto à ONU, em Nova York. Vem de uma família de diplomatas e seu irmão, Antonio Patriota, é o atual Ministro das Relações Exteriores.

 

Matias Spektor é professor adjunto da Fundação Getulio Vargas, onde coordena o Centro de Relações Internacionais e edita a série de livros de bolso “Entenda o Mundo”. Ele tem interesse na conexão entre teoria e história das Relações Internacionais. Matias trabalhou nas Nações Unidas antes de completar seu doutorado na Universidade de Oxford (2007). Foi visiting fellow na London School of Economics (2009) e no Council on Foreign Relations (2010).

 

Caro André, o artigo simplifica demais o que não pode ser simplificado.

Primeiro o USA não é uma hegemonia, muito menos pensamento único, a política lá é fruto de intensos debates e lobbies, os mais diversos possíveis e imagináveis.

A bem da verdade, tanto Brasil como USA são aprendizes nas questões internacionais quando a Banca e os donos do Dólar estão envolvidos.

Você não reconhece o papel fundamental de se manipular a moeda de trocas internacionais e até entendo seus prúridos, mas diplomacia de alto nível é a que existe entre o mercado financeiro internacional e a China em relação ao Yuan, lá sim,  luvas de pelica para cá, luvas de pelica para lá, o Brasil pode e deve entrar neste patamar, por mim prá hoje mesmo, basta a Dilma querer.

O artigo é simplório e têm mínimo interesse prático para a discussão, na minha humilde opinião.

 

Follow the money, follow the power.

E quais seriam os problemas nas relações entre Brasil e EUA para motivar um texto tão... "denso" como esse indicado por você?

 

André Araújo, sabe o que é intrigante? Para alguém que adora passar por diplomata como você, não é um pouco estranho o tanto de antipatia que consegue angariar aqui no blog? Diplomacia não seria uma espécie de ciência das relações? Então...? Como se explica? Não sei mas, para mim, a melhor lição é sempre o exemplo e nesse quesito, com toda a honestidade, vc falha fragorosamente.

 

"Esta foi a verdadeira e eficiente diplomacia do Governo do PT. O artigo é de hoje e quem escreve

 

é um senhor especialista em relações internacionais."

 

Os comentários neste artigo são um primor. Deu ânsia, sobrou até pro colunista.

 

 

Hoje está a festa do Pasquim, , xingamento à OTAN, Declaração de Caracas do Foro de São Paulo, um artigo do ""Chanceler""???, Guilherme Patriota, que trabalha na Assessoria Especial da Presidencia, coloquem um pouco de tempero porque senão vai enjoar pela repetição do molho vermelho.

 

Como não tenho a diplomacia da maioria dos comentaristas aqui do blog, vou continuar afirmando que se chutarem o escroto dos degenerados do Departamento de Estado você e os meliantes da FSP correrão um sério risco de ter os queixos partidos.

 

Tá achando ruim? Sabe o que é, você está no lugar errado! Esse site é frequentado por progressistas, pessoas de cabeça arejada, que não querem calar/torturar/matar quem pensa diferente.

Vá pro Tio Rey, pro Coturno Noturno ou pro Ternuma, lá você estará entre os seus, vai adorar!

 

Primeiramente: FORA TEMER!

E pra encerrar: FORA TEMER!

Caro Alan Souza,

Tudo em paz?

Ontem Nassif subiu a post um comentário sob o título “Conciliando paradoxos”, que se refere diretamente a conceitos de coerência, razoabilidade, elegância, profissionalismo, gentileza e civilidade por parte dos comentaristas no exercício do contraditório.

Hoje eu leio este seu e outros, e me dirijo a você por acaso, pois poderia ter me dirigido a qualquer outro. Este tipo de, no meu entendimento, agressividade gratuita, é que vem afastando diversos colegas daqui, conforme mais manifestação de mais de um deles no tal post.

Não sou contrário a comentário agressivo, desde que o mesmo tenha um objeto definido, um contraponto à idéia apresentada, ou seja, que tenha alguma substância.

Este seu é o de sugerir ao AA o que dezenas de comentaristas já sugeriram, mudar-se de mala e cuia. Vamos e venhamos, será que ninguém percebeu que o AA deve estar se lixando prá este tipo de manifestação? Caso contrário já teria sumido daqui há muito tempo.

Como eu disse, não tenho nada contra comentário agressivo, mas não consigo ver sentido prático naqueles que não levam a lugar algum.

Não falo assim prá defender o AA, pois ele dá conta do recado com extrema facilidade, é pessoa que não precisa da ajuda de ninguém prá isto, apenas por uma questão de bom senso por parte de todos em benefício do blog.

A propósito, estou cansado de discordar do AA, já são alguns anos de bate-rebate e você, comentarista antigo, já pode ter lido um destes bate-boca eventualmente,pois foram inúmeros deles.

Se você optar por interpretar o meu texto em forma livre ou destorcida, não será o primeiro, fique à vontade.  

Quanto que realmente interessa, o motivo do post com matéria de Guilherme Patriota, irmão do chanceler Antonio, é evidente o acerto da opinião do diplomata. Quando se diz surpreendido quanto ao fato de ainda existam pessoas que prefiram reduzir tarifas a reduzir pobreza, também fica evidente que tal constatação desagradará enormemente a todos aqueles que não conseguem imaginar o país (a sexta economia do mundo com mais de um índice social equivalente a países de tamanho econômico várias vezes menor que o seu) ocupando posição de relativo destaque no cenário internacional.

Parece que nem mesmo a irresponsabiliade de FHC, ao assinar praticamente no escuro o TNP, logo o estratégico e importantíssimo TNP, foi suficiente para agradar aos vira-latas de plantão.

Um abraço

 

Oi Alfredo,

Desculpe me a intromissão, mas assim como você, eu poderia dar esse pitaco em resposta a um comentário seu ou de outro participante. Mas já que você está chamando atenção para o assunto, vai aqui mesmo.

O que eu estou percebendo é que essas considerações sobre argumentação, razoabilidade, elegância, educação, etc. estão sempre sendo direcionadas às pessoas de viés ideológico mais à esquerda, quando estas estão apenas respondendo a comentários ainda piores, daqueles que têm nitidamente uma opção mais à direita.

Resumo da ópera. Nós (me incluo) que temos posições mais progressistas estamos sendo patrulhados. Enquanto isso, a direita ataca com gosto e, muitas vezes, sem escrúpulo.

Ou você não reparou no comentário do André ao qual o Alan respondeu?

AA: Hoje está a festa do Pasquim, , xingamento à OTAN, Declaração de Caracas do Foro de São Paulo, um artigo do ""Chanceler""???, Guilherme Patriota, que trabalha na Assessoria Especial da Presidencia, coloquem um pouco de tempero porque senão vai enjoar pela repetição do molho vermelho.

E depois todo mundo fala que o AA é muito educado e elegante...

Quando o AA faz um comentário mais argumentativo, ainda que possa estar cheio de falácias, as pessoas respondem com outros argumentos. Mas não é raro que ele faça comentários desqualificando e atacando a esquerdoândia. Aí leva o troco.

Resumindo, tá na hora de "puxar a orelha" dos que motivam tal comportamento que está sendo criticado, a meu ver, somente de um determindado público daqui.

 

"Saia da frente do meu sol"  -  Do meu camarada Diógenes de Sinope.

Vânia,

Bom retorno, pois poderá ajudar na abordagem sobre o assunto.

Sobre os conceitos, apenas repeti os que o autor lançou ao final do comentário que passou a post.

Eu não me sinto patrulhado coisa nenhuma, reajo à direita e à esquerda, prá mim não faz qualquer diferença, e você, assídua, certamente já viu isto. E quem disse que o AA não perde a calma de vez em quando? Mas neste caso específico não consigo ver agressividade, muito embora reconheça que você ou outro colega possa interpretar diferente de mim, faz parte. AA já fez coisa muito, mas muito pior.

E não “puxei a orelha” de ninguém rsrs (percebi as suas aspas), só resolvi escrever pela coincidência em relação ao post de ontem, no qual comentei e onde mais de um colega disse que se afastou por causa destes posts desnecessariamente agressivos, e hoje dei de cara com o comentário do colega Alan. Foi mais pelo sentido de uma reflexão por parte não exatamente do Alan (tive o cuidado de salientar isto), mas de todos que possam ler o comentário. E aí, se não gostou, retorna ou então faz um aparte como o seu, é isto o que conta, a reflexão. É como compreendo.  

Prá mim e, acredito que também prá você, a pancadaria não me incomoda em nada, gosto do debate, mas as pessoas reagem cada uma à sua maneira. Reitero o meu ponto de vista, se me respondem com flores, tento devolver um ramo delas, e se me respondem com pedras, tento devolver uma pedreira.

Um abraço

 

Alfredo,

Concordo em parte com você, mas reitero. Ainda que este comentário específico do AA não tenha tido um nível de agressividade alta, não se pode negar que ele não trouxe argumento algum, apenas provocação e reclamação sobre os posts do blog hoje. Provocação a qual o Alan respondeu com outra do mesmo tipo: "Os incomodados que se mudem". Portanto, continuo achando que aquele que começou é o que merece o primeiro "puxão de orelha" ! rssrrss

Quanto ao seu último parágrafo, nenhuma vírgula a mais nem a menos :-)

 

"Saia da frente do meu sol"  -  Do meu camarada Diógenes de Sinope.

 


S E N S A C I O N A L !!!!!!!

 

Contraponto publicado junto com o artigo do Patriota....
ITAMARATY - Esvaziado passa por teste de fogo
Crise no Mercosul é primeiro grande desafio regional do ministro Patriota, que enfrenta falta de sincronia com Dilma Fontes em Washington, Brasília e Genebra veem redução da estatura do Brasil em debates e da projeção global do país


LUCIANA COELHO
DE WASHINGTON
NATUZA NERY
DE BRASÍLIA



A crise no Mercosul, com a sucessão no Paraguai e a entrada da Venezuela no bloco, lançou a diplomacia brasileira e o chanceler Antonio Patriota em seu primeiro grande teste como líder regional.

O desafio será a falta de sincronia entre o Itamaraty e a presidente Dilma Rousseff. Observadores privilegiados da "corte" em Brasília, Washington e Genebra ouvidos pela Folha e que pediram reserva do nome diagnosticam: a Chancelaria não se adequou ao estilo da presidente.

Desde que ela assumiu, ocorre um esvaziamento da posição brasileira em fóruns internacionais e em debates sobre temas relevantes, frustrando ambas as partes.

Uma autoridade graduada de uma organização internacional avalia que houve um momento em que a política externa brasileira, no governo Lula e no governo FHC, "era melhor do que o país". Hoje, entretanto, o país é melhor que a política externa, o que faz o Brasil jogar numa "liga inferior à sua".

Dilma gosta de deixar claro que ela e os diplomatas não falam a mesma língua (neste ano, ela faltou ao almoço dos formandos do Instituto Rio Branco e evitou a foto com eles). A relação com Patriota reflete isso.

Ao assumir, a presidente mostrou que queria uma "diplomacia de resultados". Os diplomatas são sua antítese na mesa de negociação: enquanto ela é dura, eles sempre buscam o consenso.

Patriota está fazendo - segundo um diplomata familiarizado com a dinâmica entre os dois- o que ele acha que a presidente quer que ele faça, o que "está errado".

O chanceler não é o único a levar broncas públicas de Dilma, mas seu estilo reservado fez dele alvo recorrente.

Quando o Brasil emitiu nota sobre os ataques na Líbia, por exemplo, interlocutores contam que Dilma ficou furiosa e exigiu que todos os posicionamentos do Itamaraty lhe fossem submetidos.

Em visita aos EUA, em abril, Dilma desmarcou a entrevista de Patriota com jornalistas americanos. O episódio ilustra sua política externa: a visita ficou quase imperceptível na imprensa local.

CENTRALIZAÇÃO

Como em outras áreas, a presidente concentrou em si as decisões. Mas, fora do país, são crescentes as críticas de que Dilma tem pouco apreço por temas externos e isso começa a reduzir a projeção do Brasil. Por outro lado, nenhum de seus movimentos foi considerado desastroso, e o peso econômico do país garante alguma voz a Brasília.

"Já sabíamos que ia encolher, mas encolheu demais", diz um diplomata. Para outro, o país começa a voltar, politicamente, à "periferia".

Nas entrevistas para esta reportagem, as frentes diplomáticas que emergiram pouco têm de política externa.

É o caso da "guerra cambial", bandeira emprestada da economia e usada em fóruns mundiais, e do programa Ciência Sem Fronteira, que Dilma pôs no topo de sua agenda na visita aos EUA, mas que ainda engatinha.

A outra frente é negativa: a rusga com a Organização dos Estados Americanos após esta pedir a suspensão da construção da usina de Belo Monte, que culminou na retirada do embaixador brasileiro da OEA, Ruy Casaes.

De acordo com uma pessoa envolvida no episódio, a presidente tinha razão em reclamar, mas a reação foi considerada exagerada e atraiu mais atenção para o tema.

Recentemente, Dilma avaliou positivamente o resultado da Rio +20. O timing escolhido, porém, contribuiu para a ausência de nomes de peso como Barack Obama, David Cameron e Angela Merkel, mais preocupados com agendas domésticas ou a crise.

A predileção da presidente pela agenda econômica acabou deixando o protagonismo na política externa com o Planalto, com o assessor Marco Aurélio Garcia reemergindo, e com a Fazenda.

Hoje, é a equipe do ministro da Fazenda, Guido Mantega, quando não ela mesma, que escreve os pontos de negociação da presidente, com os diplomatas informados tardiamente das decisões.
 


Diferença de gênios marca relação de Dilma com Patriota
 


Ministro não foi 1ª escolha para o Itamaraty; presidente queria uma mulher no posto, mas não aprovou nenhuma
Para observadores, falta à presidente o apelo que FHC e Lula, seus antecessores, tinham no exterior


 


DE WASHINGTON
Colaborou NATUZA NERY, de Brasília


 Para os conhecedores da dinâmica entre Dilma Rousseff e Antonio Patriota, a dureza da presidente, contrastada à suavidade do ministro das Relações Exteriores, passou a afetar a relação.

Um dos primeiros nomes apresentados para o cargo, Patriota não foi a primeira escolha. Dilma queria uma mulher no posto, mas não achou quem a satisfizesse.

A seu favor, ele tinha o perfil mais discreto que o do antecessor, Celso Amorim, e a afinidade intelectual, descoberta nas passagens dela por Washington quando era ministra e ele, embaixador.

Patriota é também o primeiro chanceler brasileiro a falar mandarim, e a China é prioridade para Dilma (sem afinidade natural com outros chefes de Estado, ela elegeu o dirigente chinês Hu Jintao, pelo pragmatismo, seu parceiro preferido).

Descrito como "inteligente" e "preparado" por seus subordinados, o ministro das Relações Exteriores passou a frustrá-los pela falta de uma posição mais altiva.

SEM APELO

A dureza de Dilma Rousseff na diplomacia extrapola o gabinete. Falta a ela o apelo que tinham seus antecessores no exterior, de acordo com observadores ouvidos pela reportagem.
A química entre Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush, ou Fernando Henrique Cardoso e Bill Clinton, e o poder de atração dos dois na Europa sempre foram evidentes.

No briefing com Barack Obama durante sua visita aos EUA, em abril, a presidente não escondeu a irritação com o protocolo adotado pelos americanos, que optaram por um evento com os dois líderes sentados no Salão Oval, e não em pé nos jardins da Casa Branca, como reservado a aliados de mais peso.

Nas salas de negociações com outros líderes, fica pouco à vontade para falar. Segundo uma fonte, em uma delas começou a ler um pronunciamento preparado e logo perdeu a atenção dos presentes para seus smartphones.

 

Estas pseudas informações estão cheirando


a grossa entriga.  Esse negócio de "fontes


revelaram...", " observadores" que não se


identificam parecem coisas de espião, ainda


mais vindas de onde vieram.  As intenções


é que contam.

 

Alguém pode postar de novo aqui aquela foto do pequinês thc sendo afagado pelo titio bill?

 

O mais ridículo desta foto é a cara do Inglês, à direita, visivelmente debochando do pequenês FHC. Inperdível !!!!

 

Só faltou ganhar um petisco ...

 

Ganhou ... um apê em Paris.

 

O texto mostra o esforço para que o Brasil adquira a sua soberania. Um soco no PSDB com seu seu pensamento de subserviência aos EUA e seus seguidores que se encontra representada aqui no blog por uma minoria.

 

Perfeitamente de acordo com o Chanceler, desde que, ....................... para tal, não sigamos os caminhos da China e dos EUA, o caminho da China, que para se tornar potência armada e atômica, deixou dezenas de milhões morrerem de fome e, até, hoje, na prática, mantém o trabalho escravo, eis que, basicamente em troca de comida. Aqui no Brasil já ficou claro que, a propaganda do poder da "Nova Classe Média de Lula", está melhor definido nos apontamentos da "Multinacional SERASA EXPERION", onde "NUNCA ANTES NESTE PAÍS" tantos milhões de brasileiros (em números absolutos e proporcionais), estão sendo extorquidos, pois, incentivados foram pelo Governo a tomar créditos que não podiam, e no mês onde uma inadimplência recorde foi divulgada pela "multinacional da extorsão dos banqueiros", o Governo volta a incentivá-los a comprara o que não podem, em lugar de incentivá-los a proporcionar cursos de idiomas e de informática, aos filhos, segmento no qual o Governo nada patrocina, embora dê R$ Bilhões ao Sistema S, que cobra caro. Por outro lado, o Governo alardeia de forma FALSA em uma autêntica propaganga nazi/facista,  o aumento real do SM e das aposentadorias, quando, além de anulá-las com o aumento de 150 a 200% no preço dos imóveis, em conluio com incorporadores/construtores, levou, em consequência o aumento dos Novos Contratos de Aluguéis a cerca de 80% nos ultimos 40 meses (consultem a raposa - o SECOVI). E, para que esses números não entrem nos ca´lculos de inflação que reajustam as aposentadorias, usam para o cálculo da inflação, índices onde estes percentuais são expurgados como o eram por DELFIM no período da trucuência e barbarismo da Ditadura. Se, assim, for, Chanceler Patriota, é melhor que não queiramos ser igual à China, ou Rússia, onde, principalmente os idosos foram os primeiroa a ser sacrificados em nome do desenvolvimento, para DEIXAR PARA A HISTÓRIA "A GLÓRIA" DO DESENVOLVIMENTO E ENTRADA NO CLUBE DAS GRANDES POTÊNCIAS, COMO JÁ SE OBSERVA NO BRASIL.

 

Deve ser por este motivo que as pesquisas internacionais mostraram na semana passada o Brasil sendo o país mais otimista do mundo e a Venezuela o povo mais feliz. Ah ja sei a resposta: Vamos mudar o povo...( para o hirtzdfpprttlladirteeeiertrffggfdf).

 

Meu querido: crédito existe em qualquer país do mundo, e nos países desenvolvidos ele é farto. Por que o Brasil estaria condenado a não fornecer crédito á sua população, para que ele tenha acesso a produtos que nos EUA e Europa são itens básicos? Por que essa sanha permanente em tratar o povo brasileiro como coitadinho que não sabe lidar com dinheiro e está a ser submetido pelo governo ao domínio via pressão de endividamente, quando tal pressão existe em todos os países do mundo, todos convivendo com taxas de inadimplência em nada diferentes das brasileiras?

Em suma, meu querido: você é um  derrotista, sofre de viralatismo galopante, tem saudades de Efeagagá e do mundo de carestia que atingia a classe média baixa, enquanto voc~e, supostamente um classe média alta, vivia seu melhor dos mundos.

Sugiro que você encontre outro discurso antigovernista. Há muitos no mercado, e melhores.

 

Perplexidade aflita diante da perspectiva caótica

Vamos liberar dinheiro para o povo a juros subsidiados. "Por que o Brasil estaria condenado a não fornecer crédito á sua população, para que ele tenha acesso a produtos que nos EUA e Europa são itens básicos?" Simplesmente porque esses produtos não são ofertados em quantidade suficiente para o povo brasileiro. Não foi na URSS (com itens básicos), não é no Brasil (quem lembra da inflação do feijão a três anos atrás?) ! Por acaso existe moradia para todos ? Com isso o governo só é capaz de gerar uma coisa. Inflação (Meu apartamento já inflacionou cerca de 400%, um absurdo).  Será que não aprendemos o suficiente na "década perdida" ? Consumo não gera riqueza. O que gera riqueza é poupança e produção. Não adianta todo mundo ter condição de financiar um imóvel se não há imóvel para financiar (troque imóvel por qualquer bem que você quiser). E isso gera só uma coisa, inflação. Se todos tiverem poupança, a oferta de crédito fará com que o juros caia, possibilitando investimento que antes não eram possíveis. Não adianta o governo ficar imprimindo dinheiro. Ou ficar emitindo títulos da dívida pública. Não adianta o governo ficar subsidiando empréstimo para consumo e se endividando. Uma hora esse dinheiro emprestado terá de voltar para o governo. Sair de circulação. E daí começará uma nova crise. E para não termos crise o governo irá se endividar mais.

 

Errata: onde se lê USA, leia-se URSS.

 

 

O AA e o fudg devem ter esta fotografia no escritório. Só tem gente impotante nela. E na posição correta. Pergunta: tirou o sapato ou está de joelhos?

 

Quem não desconfia de si próprio não merece a confiança dos outros ( ditado árabe)

Não, não tenho, tenho a de Dilma, Carlos Lacerda junto a minha madrinha e a de José Dirceu. Admiro Inteligências, Detesto demagogo e mau-caráter. Mas, você tem essas. Advinha quem elas representam?

Re: O derrotismo brasileiro
Re: O derrotismo brasileiro
 

Foto reveladora, diz mais do que mil palavras.

 

De fato, o troninho e o sorriso submisso é revelador. Ah, sim ............... sobre nosso compatriota executado com 4 tiros na cabeça não deu um pio. RENDEU-SE, BEIJOU A MÃO & APEQUENOU-SE.

 

traído pelo cacoete dos  eternos vira-latas !!!

Do meu lado pessoal, prefiro morrer de pé  a  viver  de joelhos !!!

 

 

"A democracia é o pior sistema de governo do mundo. À exclusão de todos os demais” ...Churchill.

 

Só não abriu o bico para falar de nosso compatriota executado com 4 tiros na cabeça. Adorou o troninho. Sabiam que esta fotografia é uma das poucas com destaque em sua galeria?