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O escândalo das taxas básicas de juros

Coluna Econômica

O recente escândalo da manipulação da taxa libor (a taxa básica do Banco da Inglaterra) é mais um capítulo terrível na desmontagem do sistema financeiro internacional.

A taxa básica (libor, na Inglaterra, prime, nos Estados Unidos, Selic, no Brasil) serve de parâmetro para a articulação de todo o sistema de empréstimos de longo prazo.

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Tais taxas servem de parâmetro para a troca de reservas entre bancos no chamado mercado interbancário. No final do dia, o banco com saldo em caixa empresta para o banco com déficit pagando a taxa do interbancário. São descartadas os dois lances mais altos e os mais baixos e tira-se uma média do restante. Além de afetar todo o mercado de crédito, essas taxas são alvo de enormes apostas no mercado futuro de juros.
No caso da libor, as jogadas envolveram 20 grandes bancos internacionais.

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Esse mesmo movimento se observa nos Estados Unidos, com jogadas em torno da prime, como se observa em artigo recente de Paul Craig Roberts, que acaba de lançar livro prevendo o colapso financeiro dos EUA (http://migre.me/9Pdpr), tradução de Argemiro Ferreira.

Para combater a crise bancária, EUA e União Europa inundaram os bancos de liquidez, jogando as taxas básicas para perto de zero. Mas a cada ano são US$ 1,5 trilhão de déficit público sendo financiado com novas emissões.

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Há inúmeros jogos com títulos públicos. O resgate desses títulos é pelo chamado valor de face – por exemplo, 100. Se um título tem um prazo de, digamos, 10 anos a uma taxa de 1,5% ao ano, no lançamento será vendido a 85 (100 – 1,5 x 10). Suponha que a taxa caia para 1%. Imediatamente o valor dos títulos sobe para 90. Multipliquem-se esses 5 pontos por trilhões de dólares e se terá uma pálida noção dos valores envolvidos.

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Esse mesmo jogo ocorre no Brasil com a Selic. Desde que foi introduzida como elemento de política monetária em 1999 (com a criação das metas inflacionárias) criou-se, ali, o mais potente processo de enriquecimento que o país conheceu, fora de período de crises cambiais.

A cada definição da Selic, movimentavam-se apostas extraordinárias nos mercados futuros. E o Banco Central, de qualquer tempo, mantinha um contato cúmplice com consultorias de mercado, antecipando tendências. No período Henrique Meirelles, era comum uma reunião fechada com traders do mercado, antes de cada reunião do COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central).

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Rompeu-se esse cumplicidade em agosto do ano passado, quando o BC derrubou a Selic – provocando enorme estardalhaço de consultores e jornalistas membros da confraria da Selic. Depois, o BC continuou derrubando as taxas com resistência cada vez menor, porque suas apostas já estavam novamente alinhadas com as do BC.

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No mercado de apostas, pode-se ganhar tanto na alta quanto na baixa, seja com libor, prime ou Selic. Se as taxas de juros aumentam, o preço do título cai. Digamos que caia de 85 para 82. O apostador vende um contrato futuro a 85. Quando o preço à vista cai para 82, ele lucra os 3 de diferença.

E aí se entra em uma espiral de descrédito perigosa para a regulação frouxa do mercado financeiro internacional.

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Venerável Mestre Nassif,


Em 2011, em um momento difícil em minha vida pessoal, acabei conhecendo, através de um amigo nascido no mesmo dia que eu e o Ratinho, o the last gerente, dos últimos 8 anos do Banestado (maquiado e negociado pelo Lerner), na agência...das Ilhas Kaimã. Na época eu estava com quase cem mil em CDB DI...e estava tranquilo. Mas...conversa vai...chopp entra...crise de 2008...copa...olimpíadas...pré-sal xexelento...o PT se achando Xeique das Arábias...segurando o dólar...abrindo as pernas para China...DETONANDO a indústria brasileira...os juros...naquela estratosfera...abandono do alcool...do açucar....bolsa aquilo...bolsa aquilo...outro=compra de votos...Capitão Fabiano (Zé Dirceu) com todo aquele plano de poder...estilo Fidel...matando sem matar...ou matando...se preciso for...CHEGA DE RETISSÊNCIAS! Ricardo pega e me fala: 1 dólar sempre será 1 dólar. Em qualquer lugar do mundo. Dai eu pensei e falei: passo tudo para o cambial? Ele respondeu na lata: mete ficha. Então passei 65. E não é que o plano está dando certo? O combustível que sustenta o pais. O preço desse petróleo, mais atraente que o alcool...mantem todo esse REAL...digo IRREAL. Para dar empregos para o ABC de Lulinha. As pessoas compram carros de 80 mil...em 72x. Mas mal e mal têm uma casa. A CEF está dando crédito para moradia, certo? Mas juntando todos os "em vezes"...essa bolha não está para estourar...EXPLODIR...com tudo e todos nós juntos? O Obamis chegará para "ajudar" a economia brasileira? Escolheremos viver inteligentemente como os índios em 1497? Vou emprestar um pouco deste dinheiro...por juros atraentes e manter o mínimo para fugir das taxas do Olavinho. O quê acha? Õ certo não seria parar com o incentivo dos carros novos e aquecer o mercado de usados? Ou partir para meios energéticos mais sustentáveis? Seu fã, Hercílio Henrique Cardoso

 

É..., se vê, os caras eram pilantras mesmo!

Tudo pão & circo.

O dinheiro e o poder passam por outra avenida.

 

Follow the money, follow the power.

Isso aqui já ta parecendo o blog do Reinaldo Azevedo... Basta alguém escrever algumas verdades, pra mensagem ser imediatamente apagada!


 

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

É que você é muito radical, Tarkus !

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Raí, já observei teus comentários e eles são realmente muito ponderados e inteligentes. Eu não tenho a pretensão de ser tão calmo e pacífico como vc, Sergio Troncoso e outros também muito inteligentes e calmos... Essa cambada de bairristas que se fazem de baluartes da ética e da democracia não passam de uns preconceituosos, racistas e difamadores! Sinceramente não sei como vocês aguentam! SP já foi muito espinafrado aqui neste blog. O que esse pessoal tem é inveja do nosso Estado.

Vivem dizendo as piores mentiras sobre SP e não se contentam! Dizem que SP é separatista e eu já desafiei qualquer um aqui a apresentar documentos ou qualquer referência fidedigna sobre isso! Cadê?

Dizem que SP é o Estado mais  homofóbico do Brasil e, eu já provei com números oficiais que isso é uma grande MENTIRA! Pedi pro Nassif destacar a mensagem ou então tecer alguns cometários sobre os números que apresentei e... Cadê? Nem resposta tive.


Agora, pra difamar SP, aí é facinho facinho.

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Não trata-se de ser "calmo" e/ou ponderado. O que ocorre é que o diferencial deste fórum de debates, é discutir e aprofundar os temas propôstos ou elevados a post, pelo Nassif, no sentido de engrandecer o blog, sem brigas ou discussões que cheguem a ofensas, daí o pedido de moderação dos coordenadores do blog, para que continuemos sendo admirados pela qualidade dos debates.

Claro, que sendo paulista como você, ofendo-me, quando alguem tenta denegrir o nosso Estado, porem jamais deixei que esta irritação estrapolasse nos comentários.

Já perdemos vários e bons colaboradores do blog, que não aceitaram participar de discussões com jeito de trollagem. Evite que isto aconteça contigo tambem. Seria uma pena, prescindir de seus conhecimentos e de suas colocações, quando você está "calmo e ponderado" o que é raro, né não ? 

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Raí, quando estou calmo e ponderado e vejo manifestações ignorantes de preconceito contra a minha terra, eu simplesmente não escrevo nada, pois senão perco minha calma.


Por isso é que quase sempre minhas mensagens são de protesto contra essa ignorância. Não  consigo falar de flores quando lido com merda. Sou um péssimo ator.


Não consigo tratar com educação um ser dissimulado que diz mentiras e se empenha com esmero para difamar ou tentar ridicularizar minha terra e meu povo. Não! Não com esta terra e não com este povo!

Quando pessoas estúpidas se referem à Revolução Constitucionalista e dizem que SP "levou uma surra", desrespeitam profundamente famílias e famílias que perderam entes queridos nessa guerra cujos objetivos eram legítimos!
Reavivam as memórias das barbáries cometidas pelos nossos irmãos brasileiros, após a invasão da cidade de São Paulo!!!
Além disso, não justificam o por que de achar bom e sentir-se satisfeito com o fato de SP ter "tomado uma surra". Afinal, o que exigíamos era o que todos deveriam ter! Não exigimos nada para nós, antes sim para o Brasil!


SP é exemplo! Que raio de federação seria a nossa se os Estados não tivessem a devida autonomia?
Que seria da nação se um ditador pudesse tutelar  Estados economicamente independentes?
Na cabeça dos cretinos antipaulistas SP deveria mesmo ser tutelado pelo ditador... Na minha cabeça, não!  E, para o bem do Brasil,  não desejo que nenhum Estado economicamente independente seja tutelado! Isso seria equivalente a voltar à Idade Média, onde quem mandava eram os amigos do rei. 


 

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Prezado, porque "desenterrar" defuntos, com o devido respeito aos nossos mártires, que mesmo tendo na verdade, sido derrotados naquelas batalhas disputadas sem um mínimo de igualdade numérica e de armas, na prática, "ganhamos" a admiração, de alguns milhões de patriotas, que tiveram seus sentimentos enaltecidos e "acordados"  para num futuro próximo, serem os guardiões da democracia brasileira.

Foi aqui, que começou efetivamente, o movimento revolucionário da estudantada paulistana, que após duros reveses, venceu os "cavalos e as botinas dos militares" da ditadura.

E eu, estava "lá" !

"Lá" aprendí que de batalha em batalha(vencida ou perdida) a gente muda as coisas, e na velhice(acabei de fazer 60 anos bem vividos) posso olhar prá tráz e não ter nenhum arrependimento dos meus atos, nem das minhas escolhas, e até ter paciencia, para "aturar" os críticos, sem partir para a briga(literalmente) com eles, como você sempre faz.  

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

É que você é muito radical, Tarkus !

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

A única coisa que ficou gravado, de todo esse assunto: pagamos dobrado, por nossas dívidas. Os alienígenas arrancaram nosso couro[bem que havia uma desconfiança], desde tempos imemoriais e pagamos com nosso suor a usura e agiotagem desses desavergonhados.

http://blog.kanitz.com.br/2012/07/o-esc%C3%A2ndalo-da-taxa-libor-e-o-bra...

Falando em economia.... Alguns estados brasileiros, mal administrados, governados por incompetentes, traidores e demônios irresponsáveis, estão no buraco:

http://ruifalcao.com.br/mais-um-choque-de-gestao-tucano-levando-mais-um-...

http://blog.kanitz.com.br/2011/10/pr%C3%B3xima-crise-financeira-ser%C3%A...

 

Gente, desculpe o fora de pauta, mas é que preciso mostrar para o mundo minha singela homenagem aos revolucionários de 32.

http://revistaforum.com.br/jornalismowando/2012/07/10/non-ducor-ducor-de...

grande beijo.

 

"Gente, desculpe o fora de pauta, mas é que preciso mostrar para o mundo minha singela homenagem aos revolucionários de 32."

Sua 'singela homenagem' não passa de puro despeito.  Não se chuta cachorro morto.  Se SP não tivesse a importância que tem no cenário nacional, um desocupado como você não perderia tempo escrevendo com desdém sobre a minha terra.

A eleição pra prefeitura de Sampa é mais importante que a eleição pra governador no teu Estado e, isso te incomoda muito. Daí o motivo de saíres por aí desdenhando de SP.

Siga em frente nessa tua ridícula saga de inveja e de difusão de preconceito contra o meu SP. Destilar ódio e inveja deve te fazer muito bem... Ah, e não se esqueça de eneltecer a figura do ilústre ditador Getúlio, assim como também de reafirmar a velha e desavergonhada mentira que diz que SP é saparatista,  isso faz parte da preconceituosa e ignorante ladainha antipaulista.

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Re: FORA DE PAUTA
 

“Contra ratos não há argumentos.” (Palmério Dória)

Atrazado, hein meu !

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

O Nassif não vai colocar o link pra gente ver o que está acontecendo na CPMI do Cachoeira? Por que será?  Censura? heheheh...
Não é porque o depoente é do PT não né?  Claro que não... é só uma coincidência...  Bom mesmo é difamar SP, isso sim!


Esconder os podres do partido e apontar os "erros" paulistas é a ordem petista.

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Para quem achava que Juquinha ia detonar o PT, o tiro saiu na testa do PSDB= Partido Sócio Do Bicheiro

EXTRA!!! EXTRA!!! EXTRA!!!
Operação Trem Pagador identificou o maquinista: Juquinha.
No Expresso Pequi, estão todos com a “passagem”, pela polícia federal. No Bonde do Juquinha estão: Perillo, Varão de Plutarco Demóstenes e seus asseclas.
No vídeo abaixo a comemoração da quadrilha.
http://www.youtube.com/watch?v=4mEOWzfn2y8

 

Acho que a explicação inicial perdeu um detalhe: eles é que definiram a regra, portanto a taxa já era devidamente manipulada pela regra, mas então resolveram ir ALÉM da regrinha. Só por isto foram pegos. Roubo acima de roubo.

Mas em um país que tem cartão e cheque especial cobrando 10% ao MÊS, eu, acompanhando o chico, chamo o ladrão.

 

Eu li o artigo do Paul Craig Roberts que saiu no blog ontem e por minha ignorância em economes não captei as informações por inteiro. Ainda bem que o Nassif passou o assunto a limpo hoje. No entanto mesmo sem um entendimento profundo do assunto fiquei pasma com o fato de mega bancos e o governo dos Estados Unidos, pais mais poderoso do mundo, operarem em até 80 % sobre o "nada", sobre uma base financeira inexistente.  E que até mesmo riquezas palpáveis que são lastros físicos da economia como o ouro e a prata estão sendo manipulados para manter esse sistema viciado.


Estou enganada ou lá na base, segurando este sistema apodrecido, estão os cidadãos comuns que acreditaram na miragem capitalista e vão sendo  sangrados aos poucos?


 

 

Vera Lucia Venturini

Essa tal "industria de fundos" que o cabra sanguinolento falou é a mesma que patrocina o instituto millenium?   

Tudo o que está ocorrendo nas "zorópa"  agora  está  cantado em verso e prosa por  eles  no estatuto !

Se  liga galera 1+1=2  e  não 2,5  como vocês querem !

 

 

"A democracia é o pior sistema de governo do mundo. À exclusão de todos os demais” ...Churchill.

 

Libor; Prime e Selic. O que estes fundamentos significam, na vida real dos simples mortais ?

Nassif, entendo que todo B.C tenha que ter este fundamento, para balizar suas operações com os bancos internos, e para a sua credibilidade junto às bancas internacionais. Entretanto no Brasil, ao contrário do que ocorre no Reino Unido e nos E.U.A, este fundamento não tem assim, uma suma importancia no mercado interno, e as oscilações que acontecem nestas taxas, sequer são comentadas pelos analistas economicos, ao contrário daqui, que coloca os nossos comentaristas economicos a profetizar o "fim do mundo" sempre que o Copom altera a taxa Selic.

Seria ou teria sido a Selic, a responsável pela lentidão com que a nossa economia crescia, nos anos em que o nosso crescimento, parecia um "vôo de galinha"?

A determinação da nova equipe do Copom, de falar a mesma língua do B.C, e da equipe do Min.da Fazenda, e destemer o horizonte "pintado" como cinzento pelos analistas do apocalípse, seria o "norte" que tanto precisávamos, e que assustava aos antigos comandantes deste fundamento ?

Haveria tambem alguma correlação, entre as últimas e constantes quedas da nossa taxa, com uma ameaça à volta da temida inflação, ou a colocação das citadas taxas da Selic, num patamar coerente, não terá nehum efeito colateral ao contrário do que profetizam os analistas ortodoxos ?

E a pergunta, que todo "simples mortal" sempre indaga: O aumento ou a queda, da taxa básica de juros da Selic, afetará em que sentido e que proporção, a vida cotidiana ?

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

 Nassif , até aí eu estou entendendo que a manipulação dessa  taxa é escandaloso assim como foi no Brasil,  o que me espanta são os especialistas dizerem que isso vai causar tremor no sistema  europeu e estadunidense tal qual vimos em 2008.

 Tudo bem que foi só o BC do Brasil regular a Selic  e uma onda defastadora começou a atacar o Santander Brasil, Banco Cruzeiro do Sul, HSBC e provavelmente ITAÚ e mais um punhado de pequenas financeiras levando a pique ou levará a pique. Essas instituições acostumadas a viver na sombra e de água fresca, essa gente fina que não sabe o que é trabalhar 8 horas por dia sem esse mecanismo criado há mais 200 anos a custa de fraude, e todo o tipo de usura que não deixa nem traficante de fora agora não sabem como sobreviver pegando no pesado?   

 É isso que os especialistas europeus estão indagando, que mesmo o Brasil tendo o MELHOR sistema publico bancário  do mundo o que vimos aqui pode ser multiplicado por 900 lá na europa e provavelmente nos EUA e mesmo sem querer Cameron não terá outra saida que não seja prender TODOS os seus financiandores de campanha? Que os democratas e republicanos nos EUA terão que fazer e o povo europeu  que já deveria ter acabado com tudo isso que aí está, não se mexe e não se mexe de jeito nenhum.

  E aqui no Brasil o Serra e o FHC que plantaram essa maldição no nosso sistema, que fizeram o que fizeram ainda estão soltos? E o Serra acha que um adolescente pode ouvir desse SUJO, DESSE SAFADO  a palavra bosta e ficar por isso mesmo.

  Eu não entendo por que o Gilmar ainda está no Supremo, eu ainda não entendo por ele ainda vai julgar o José Dirceu, afinal ele faz parte dessa quadrilha que queria vender o BB, a Caixa e ele estava até o pescoço envolvido na venda do BrB para o Santander. 

  A CUT vai para manifestação em frente ao STF, eu não entendi por que demorou tanto para tal decisão, tudo bem, antes tarde do que nunca. Eu estarei lá com minha bandeira : FORA GILMAR MENDES

 Espero que nenhum sindicato aqui de Brasilia fique de fora e todos os servidores publico tirem um dia de falta para está lá defendendo esse homem que foi tão duramente injustiçado para acabar com tudo que aí está. 

 P.S. A absolvição dos reus do mensalão do PT é um grito de toda a sociedade contra a  todo o tipo de manipulação. O  financeiro aqui no Brasil não mais, agora só falta a da imprensa e  que esse julgamento do Dirceu tenha essa missão. Não há mal que não traga um bem, não há uma manipulação que não possa se voltar para os manipuladores. Quem pediu a antecipação do julgamento para macular as eleições vai se arrepender  

Parece que estou me desviando do seu tema Nassif, mas o sistema financeiro europeu não terá salvação enquanto não surgir pessoas com vontade de mandar a OTAN para aquele lugar, pois é ela que está mantendo esse sistema que deveria ter ruido em 2008 e só se sustenta pela dor, sofrimento e futuro confiscado dos europeus. Eles deveriam ter prendido presidentes de bancos e estatizado tudo, mas não preferiram matar mais de 100000 libios e a sede de sangue não pára. Nós brasileiros  que estamos longe de tudo isso temos que dizer em alto e bom som: Fora Serra, Fora Gilmar, fora FHC, fora  entreguista da pátria.

Veja a questão da Inglaterra, eles descobriram a manipulação e o que Cameron fez? Tem que segurar a estatização enquanto for possivel de preferencia até  para sempre amém. Aí fica dificil esperar alguma coisa desse povo . A esperança está na América latina e cabe a cada um de nós pegar a parte que nos cabe sem medo e sem preguiça. Mujica teve coragem de dizer o que todos já sabem, que o partido da direita paraguai é podre e está envolvido com todo o tipo de falcatrua, não foi a toa de Alvaro Dias correu para os golpistas, deve rolar uma grana preta pelas bandas de cá no sentido de eleger escroques como o Serra e esse senadorzinho. Como, mas como o Serra tem 98 milhões para essa eleição? Quem finaciaria esse escroque? Gente boa é que não é. O indio deu um grana preta pro Cerra em 2010 e a besta perdeu e o banco da familia sofreu intervenção pois a salvação era a eleição desse X9.

 

bem lembrado

tenho um amigão que cresceu no e com BMG ( cresceu não é bem palavra, digamos que se viciou no retorno fácil e garantido pelo desespero dos endividados e se aventurou ) enfim, hoje ele tá que dá dó e sem qualquer opção, simplesmente por ter esquecido de poupar...

bem que eu te alertei, amigão tucanão, mas na época me chamaste de otário

 

Companheira Ana, ao contrário do que você escreveu, com relação a uma possível "quebradeira" dos bancos privados, o que vai ocorrer, vai ser exatamente o contrário.So ficarão no mercado, quem souber diversificar as operações e diminuir as taxas de juros a seu clientes.

Os grandes bancos(entre os quais o citado Itaú) vão aprender a trabalhar num sistema financeiro sem exploração, e ter que diversificar suas operações, abrindo novos leques de operações no sentido de recuperar os antigos fáceis ganhos, e se algumas instituições bancárias estão "de pires nas mãos" pedindo socorro ao B.C, ou fundindo-se aos grandes, é pela absoluta falta de opções, que suas diretorias tiveram, ou pela "preguiça de procurar novos nichos financeiros, dentro da lei.

O próprio banco Itaú, acaba de divulgar um fato relevante na imprensa, admitindo a associação com o BMG, para dar suporte financeiro às operações deste último, no que ele(BMG) é especialista, o crédito consignado, que agora será ampliado, pois o suporte financeiro, que o BMG, já não tinha, será oferecido pelo banco Itaú, com este ficando no comando da administração financeira, e o banco mineiro na operação com os clientes e com as carteiras dos 2 bancos.

Isso confirma o que pretendia, desde o início, a equipe economica do governo federal, obrigar os bancos privados, a "rebolar" se quiserem continuar ganhando dinheiro, ao contrário do que faziam antes, que era compara os títulos públicos na baixa(para fechar a conta do governo) e revendê-los na alta, numa bola de neve, que prometia insustentável.  

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Obrigado pela dica, Francisco Niterói...

 

"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio

Engraçado...

Quando o assunto diz respeito à ladroagem e agiotagem do sistema financeiro, aqui no Brasil, advogado  por empresas de midias e outros neoliberais convictos, alguns frenquentadores desse blog, que se dizem comentaristas, somem!...

Mas deixa colocar qualquer post que se relacione ao governo, e trate, negativamente, suas atuações, e já vem o troll criando termos e definições pejorativas.

Imparcialidade zero...

 

Nassif, eu , do alto de minha ignorância peço esclarecimentos.


1) Judicialmente- como já postado anteriormente- os contribuintes lesados pela manipulação podem/ irão entrar na justiça? O que acarretaria? Em tempo sei que não és advinho.


2) Como é que se consegue quebrar(?) bancos - Pelo menos assim entendo pelo socorro aos espanhóis- após essa manipulação e com ganhos acima do normal?

 

 


Da série OS PREDADORES


 


1- MAILSON DA NÓBREGA


O assustador ataque aos bancos


09/05/2012 - Veja - 2012


O atual governo tem demonstrado inédita inquietude em relação aos juros. Em vez de prosseguir o trabalho paciente e tecnicamente fundamentado de seus antecessores, que permitiu diminuir de forma sustentada as taxas de juros, agiu politicamente. Determinou que os bancos públicos reduzissem as taxas de juros para induzir as instituições financeiras privadas a fazer o mesmo. Experiências semelhantes provocaram perdas e necessidade de injeção de recursos do Tesouro naqueles bancos. Em lugar de recorrer a medidas estruturais, a presidente Dilma decidiu atacar os bancos privados: “É inadmissível que o Brasil, que tem um dos sistemas financeiros mais sólidos e lucrativos, continue com os juros mais altos do mundo”.


 


2 - GUSTAVO FRANCO



Por que somos o campeão mundial de juros



No Brasil a rolagem da dívida pública não representa problema graças ao fato de que praticamente toda a dívida é doméstica (as reservas no BC são maiores que a dívida externa pública) e ao fato de que a rolagem há anos tem lugar num ambiente semi-cativo onde o principal comprador é a indústria de fundos, que carrega algo como 1 trilhão em títulos públicos e operações compromissadas em fundos com liquidez diária. Por precário que pareça ao observador estrangeiro, o sistema é robusto, agüentou turbulências no passado, e não vamos ter problemas com rolagens ao menos enquanto os nossos juros continuarem sendo os maiores do mundo.



Mas e o custo dessa segurança? O que aconteceria se a taxa SELIC caísse muito significativamente, para um nível “normal”, como se espera que vá ocorrer no futuro?



Teríamos, inevitavelmente, uma migração de recursos para outros ativos, as rolagens ficariam mais difíceis e o Tesouro teria problemas de caixa, especialmente se tiver que amortizar parcelas significativas da dívida que vence. A situação fiscal teria que estar muito melhor para que se pudesse reduzir os juros de forma relevante sem criar problemas sérios com a dívida pública.



É fácil concluir que não se pode reduzir a taxa de juros abaixo de certo limite, provavelmente na faixa de uns 8% ou 9%, sem prejudicar o mercado semi-cativo no âmbito do qual temos conseguido manter em circulação durante anos a fio uma dívida relativamente grande e portanto, uma política fiscal mais frouxa que o ideal.



Esta é uma forma elegante de explicar a razão pela qual o Brasil é o campeão mundial de juros: é o preço que pagamos para manter nas mãos de brasileiros que aprenderam a desconfiar do governo um volume de títulos que eles talvez não quisessem manter a juros considerados normais e a prazos que não fossem diários.


 

 

Esses elementos já foram autoridades monetárias. Quem escreve  mercado semi-cativo, tem a mesma importância do termo ligeiramente grávida, que não diz absolutamente nada.Perderam uma boa oportunidade de tentarem descobrir o sexo dos anjos.

 

"As reservas brasileiras são maiores que o total da nossa dívida externa"

De todo o blá-blá-blá do Gustavo Franco, esta foi a única frase com um mínimo de nexo, pois as suas demais explicações, para a situação em questão( taxas de juros ainda altas) reservas brasileiras e administração deste complexo jôgo de xadrêz, mais parece o samba do crioulo doido, não tem nada com nada.

Parece que estes ex-integrantes das administrações economicas federais, pré-Lula,(Maílson,Gustavo Franco, Malan, Armínio Fraga, Ibraim Éris, os Mendonça)  ao sairem do governo, esqueceram-se do pouco que aprenderam nas universidades, e é inacreditável, que hja alguem ou alguma empresa, que contrate a assessoria economica e/ou a consultoria destes ex-notáveis.  

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

O Mailson, que até então tinha uma certa credibilidade, com esta sua "pérola" de que "Os governos anteriores vinham administrando corretamente, as taxas de juros, evitando ter que capitalizar os bancos, lá na frente com recursos públicos" perdeu a chance, de ficar calado, e continuar "vendendo" sua experiencia(esquecida em alguma gaveta, de sua empresa de assessoria economica) pois ela contradíz totalmente, o pensamento economico da Pres. Dilma, e de todos os que estão minimamente antenados com os novos fundamentos economicos. Continuar operando, como ele fazia(e arrebentava o país) e não ter a coragem, de dar o exemplo, a partir dos bancos oficiais, é aceiatr a tese de que os bancos privados, têm que ganhar sempre mais. 

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

Cadê o AA? O Aliança Liberal? O Rebolla? Gostaia de ler os comentários deles, antes de dizer o que penso a respeito. Pena que eles sempre somem diante de casos como estes...

 

Leider Lincoln

Selic = controle de preço.

Não creio que Rebola, André vão criticar o texto do Nassif que esta correto  muitos ganham na ciranda financeira em detrimento do setor produtivo.

Uma pena que o texto não cita as reservas fracionárias e a sua "imoralidade", se a maioria do povo soubesse o que é, não sobrava um banqueiro e governante vivo.

Por sinal provoco o Nassif para nos falar qual é o indice de alanvancagem dos bancos brasileiros, informação que não é facíl de se obter.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

Com certeza são menores dos que os dos EUA...

 

Felipe Guerra

Não provoca, pô !

O blog tá fluindo leve e solto, sem as trollagens dos citados comentaristas, até aqui ausentes, queres mesmo é "ver sangue" né ?

 

Os poderosos  vieram na escuridão, e destruiram a única rosa do meu jardim; Depois vieram novamente às escondidas, e destruiram todas as minhas roseiras, porem jamais conseguirão impedir, a chegada da primavera.

He, he. Manipulação das taxas de juros, é o jeito de garantir que o rio vai sempre correr para o mar.

 

Caro Nassif:

Concordo com o Implacável!!! Você disse tudo usando a linguagem coloquial, sem as afetações dos que não têm nada a dizer e por isso usam palavras afetadas.

Um abraço,

 

José Antônio

Governo pelos bancos e para os bancos por Ellen Brown [*]Na sexta-feira, 29 de Junho, a chanceler alemã Angela Merkel aceitou mudanças num fundo permanente de salvamento da eurozona – "antes a tinta estava seca", como se queixavam alguns críticos. Além de facilitar as condições em que os salvamentos seriam concedidos, as concessões incluíram um acordo em que fundos destinados a governos endividados poderiam ser canalizados directamente para bancos aflitos . 

Segundo Gavin Hewitt , editor de Europa da BBC News, as concessões significam que:O fundo de salvamento da eurozona (suportado pelo dinheiro dos contribuintes) estará a tomar uma participação em bancos fracassados.

O risco foi agravado. Os contribuintes alemães aumentaram os seus passivos. No futuro, um crash bancário já não cairá sobre os ombros de tesouros nacionais e sim sobre o Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE), um fundo para o qual a Alemanha contribui com a maior parte. 

No curto prazo, estas medidas facilitarão a pressão nos mercados. Contudo, actualmente há apenas 500 mil milhões de euros assinalados para o MEE. Essa quantia ser engolida rapidamente e os mercados podem exigir mais. Ainda não está claro quão profundos são os buracos nos bancos da eurozona.O MEE agora é um fundo de salvamento permanente para bancos privados, uma espécie de "previdência para os ricos". Não há tecto nas obrigações a serem subscritas pelos contribuintes, nem espaço para negociar e nenhum recurso a tribunal. Suas disposições amedrontadoras foram resumidas num vídeo do youtube de Dezembro de 2011, originalmente apresentado em alemão, intitulado "A verdade chocante do iminente colapso da UE!" (ver acima, legendado em português).O tratado estabelece uma nova organização intergovernamental para a qual exigem-nos transferir activos ilimitado dentro de sete dias se for requerido, uma organização que pode processar mas está imune a qualquer forma de processo e cujos administradores desfrutam da mesma imunidade. Não há revisores independentes e não existem leis a aplicar. Os governos não podem actuar contra ele. Os orçamentos nacionais da Europa estão nas mãos de uma única organização intergovernamental não eleita.Aqui estão algumas das disposições chave do MEE : 

[Artigo 8]: "O capital autorizado será de €700 mil milhões". 

[Artigo 9]: "Os membros do MEE por este instrumento comprometem-se irrevogavelmente e incondicionalmente a pagar qualquer chamada de capital que lhes seja feita ... tal pedido será pago dentro de sete dias após o recebimento". 

[Artigo 10]: "O Conselho de Governadores ... pode decidir mudar o capital autorizado e emendar o Artigo 8 ... em consequência". 

[Artigo 32, parágrafo 3]: "O MEE, suas propriedades, fundos e activos ... desfrutarão de imunidade em relação a toda forma de processo judicial ..." 

[Artigo 32, parágrafo 4]: "As propriedades, fundos e activos do MEE serão ... imunes a investigação, requisição, confisco, expropriação ou qualquer outra forma de captura, tomada ou arresto por acção executiva, judicial, administrativa ou legislativa". 

[Artigo 30]: "... Governadores, Governadores suplentes, Directores, Directores suplentes, bem como o Director Administrador e outros membros do staff serão imunes a procedimentos legais quanto a actos desempenhados por eles na sua função oficial e desfrutarão de inviolabilidade em relação aos seus papeis e documentos oficiais". 

E isto foi antes das recentes concessões de Merkel, a qual permitiu este endividamento ilimitado ser canalizado directamente para os bancos. 

Por que Merkel cedeu? 

"As reacções quanto voltou para casa foram devastadoras", relatou Der Spiegel. "A impressão era que [Merkel] fora manobrada pelo primeiro-ministro italiano Mario Monti e o primeiro-ministro espanhol Mariano Rajoy. 

Até 21 de Junho, 13 dos 17 países ainda não haviam ratificado o MEE [NR] e a mais importante ratificação necessária era a da Alemanha, a maior economia na Eurozona. Anteriormente, Angela Merkel opusera-se a utilizar o fundo de salvamento para despejar dinheiro directamente dentro de bancos europeus aflitos. Mas na cimeira da UE que começou quinta-feira e arrastou-se até bem tarde da noite, ela finalmente aquiesceu. Na noite de sexta-feira passada, deputados alemães votaram por 493-106 a favor dos €700 mil milhões do fundo de salvamento permanente. 

O que levou Merkel a recuar? Segundo um artigo em The Economist, a última noite foi "preenchida com logros e fanfarronadas", nas quaisMariano Rajoy, o primeiro-ministro espanhol ..., juntamente com Mario Monti da Itália, ameaçaram bloquear qualquer acordo na cimeira a menos que suas exigências fossem atendidas. O sr. Rajoy foi satisfeito, mas o mesmo não é verdadeiro em relação ao sr. Monti, que foi o mais inflexível dos dois. 

O sr. Monti declarou-se satisfeito, mas provocou considerável irritação juntos aos parceiros. Dentre os acordos que ele bloqueou estava o "pacto de crescimento", um conjunto de medidas de estímulo.O que Monti alcançou com esta manobr não ficou claro:"Quem precisa de pacto de crescimento? Não a Alemanha", disse um participante perplexo. Os falcões fiscais da eurozona dizem que o mecanismo de compra de títulos será pouco diferente do sistema existente. "Mario Monti ergueu uma arma contra a cabeça e ameaçou atirar sobre si próprio". No fim, feriu-se no ombro", disse um diplomata desdenhoso.Talvez. Ou talvez o mecanismo de compra de títulos não fosse realmente assim. 

O golpe de estado italiano 

Há razão para suspeitar que o "Super Mario" Monti pode ser a representar outros interesses diferentes daqueles do seu país. Ele subiu ao poder na Itália em Novembro último naquilo que certos críticos chamaram um "golpe de estado" engendrado por banqueiros e a União Europeia". Ele não foi eleito mas intrometeu-se depois de o primeiro-ministro Silvio Berlusconi renunciar sob coação. 

Monti é não só um "conselheiro internacional" do Goldman Sachs, uma das mais poderosas firmas financeiras do mundo, como também um líder do Grupo Bilderberg e da Comissão Trilateral. Num artigo em The New American, Alex Newman chama estes grupos clandestinos de "duas das mais influentes cabalas hoje existentes". Monti está listado como membro do comité de direcção no sítio web oficial de Bilderberg e como o presidente do Grupo Europeu no sítio web da Comissão Trilateral. 

A Comissão Trilateral como co-fundada em 1973 por David Rockefeller e Zbigniew Brzezinski, também participantes de Bilderberg. A Comissão Trilateral formou-se a partir da tese de 1970 de Brzezinski, Between Two Ages: America's Role in the Technetronic Era, de que era necessária uma política coordenada entre países desenvolvidos a fim de conter a instabilidade global que irrompia da crescente desigualdade económica. Ele escreveu no seu livro de 1997, The Grand Chessboard, que seria difícil alcançar um consenso sobre estas questões "excepto na circunstância de uma ameaça externa directa realmente maciça e amplamente percebida". 

Naomi Klein chamou-o "a doutrina de choque" – um desastre induzido forçando medidas de austeridade sobre países soberanos. Em desespero, eles obedeceriam, renunciando o direito soberano dos governos para um corpo não eleito de tecnocratas. E é isto que o MEE parece alcançar. 

Rockefeller notoriamente escreveu na sua autobiografia de 2002: "Alguns acreditam mesmo que somos parte de uma cabala secreta a trabalhar contra os melhores interesses dos Estados Unidos, caracterizando minha família e eu como "internacionalistas" e de conspirar com outros por todo o mundo para construir uma estrutura política e económica global mais integrada – um mundo, se você quiser. Se esta é a acusação, declaro-me culpado e estou orgulhoso disso". 

A aplicar a Doutrina de Choque 

Num outro golpe de banqueiros em Novembro último, Mario Draghi, o antigo executivo da Goldman Sachs, substituiu Jean-Claude Trichet como governador do Banco Central Europeu. O Mecanismo Europeu de Estabilidade seguiu-se rapidamente. Era um instrumento de resgate permanente destinado a substituir certos instrumentos temporários tão logo os estados membros o houvessem ratificado, o que deve ocorrer em 1 de Julho de 2012. O MEE foi submetido a uma votação inicial em Janeiro de 2012, quando foi aprovado na calada da noite mal havendo menção na imprensa. 

As modificações recentes foram também acordadas na calada da noite, ostensivamente porque a Itália e a Espanha estavam aflitas onerosas altas taxas de juro. Mas há outras maneiras de deitar abaixo taxas de juro sobre dívida soberana além de impor a países inteiros pactos ilimitados para salvar bancos privados perpetuamente com somas ilimitadas, na esperança de que em troca os bancos possam salvar os governos. 

O défice orçamental de 2012 dos Estados Unidos é significativamente pior do que o da Itália ou o da Espanha, mas de certo modo os EUA conseguiram gerir para manter as taxas de juro sobre a sua dívida em registos baixos. Como conseguiu? 

Uma teoria é que US$57 milhões de milhões do JP Morgan em swaps de taxas de juro tem algo a ver com isso. Uma outra explicação, entretanto, é que o Fed simplesmente interveio como prestamista de último recurso e comprou qualquer dívida não vendida à baixa taxa de juro estabelecida pelo Tesouro, utilizando a "quantitative easing" (dinheiro criado num écran de computador). Entre Dezembro de 2008 e Junho de 2011, o Fed comprou colossais US$2,3 milhões de milhões de títulos dos EUA e duas rodadas de quantitative easing. Por que o Banco Central Europeu não pode fazer a mesma coisa? A resposta é que há regra em contrário, mas regras são apenas acordos arbitrários. Elas podem ser mudadas por acordo – e muitas vezes isso tem acontecido , para salvar os bancos. 

Como observou o cínico citado no artigo acima em The Economist, o mecanismo de compra de títulos para países sobre o MEE será pouco diferente do sistema existente. Mario Monti disse que o plano apoiará preços de títulos do governo "só em países que cumpram objectivos fiscais e que ele actuará como um incentivo para os governos seguirem políticas virtuosas". Isso significa evitar défices, mesmo que exija ainda mais medidas de austeridade e venda de activos. No nível público, isso poderia significar tesouros nacionais como a Acrópole. No nível privado, The New York Timesinformou sexta-feira que alguns desempregados europeus chegavam até a vender os seus rins para pagar despesas familiares. A doutrina de choque, parece, chegou à porta dos privilegiados ocidentais. 

Os diplomatas alemães na negociação do MEE deixaram abertas algumas janelas de escape, incluindo um pedido ao mais alto tribunal da Alemanha para o presidente do país não assinar os tratados convertendo-o em lei até que uma revisão legal possa ser completada. Espera-se que pelo menos 12 mil queixas sejam apresentadas ao Tribunal Constitucional Federal quanto ao MEE e o seu impacto fiscal. A revisão legal poderia concluir que o MEE sequestra ilegalmente fundos dos contribuintes em proveito da banca privada. 

Uma coisa é compartilhar recursos nacionais para salvar outros governos soberanos, outra muito diferente é preencher um cheque em branco para salvar os bancos privados perdulários que precipitaram a retracção global. A Europa tem uma forte tradição de bancos de propriedade pública. Se o povo deve arcar os custos, o povo deveria possuir os bancos e colher os benefícios. 02/Julho/2012[NR] O parlamento português foi um dos primeiros.   A Assembleia da República ratificou o Tratado do MEE em 13/Abril/2012, com os votos favoráveis dos deputados do PS, PSD e CDS.   Não se sabe quantos desses deputados leram o tratado que aprovaram e, dos que leram, quantos o entenderam. 

Da mesma autora em resistir.info: 

 

"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio

 


Implacável (terça-feira, 10/07/2012 às 08:20),


Dado o título do artigo de Ellen Brown “Governo pelos bancos e para os bancos” eu perguntaria: e o que ela queria? Que o Estado (governo) em um regime capitalista tivesse outro comportamento?


Ela precisa ler o texto de Sérgio Lessa que Morales transcreveu em um comentário dele e Luis Nassif transformou no post “A disjunção entre prática e teoria na política” de sábado, 07/07/2012 às 09:39, e que pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-disjuncao-entre-pratica-e-teoria-na-politica


O comentário de Morales veio do post “O vale-tudo da política, por Mino Carta” de sexta-feira, 06/07/2012 às 11:29, originado de chamada de Assis Ribeiro para o artigo “O vale-tudo é mundial” de Mino Carta e publicado na Carta Capital. No post “A disjunção entre prática e teoria na política” há o link para o post “O vale-tudo da política, por Mino Carta”, mas eu o deixo aqui também:


http://advivo.com.br/blog/luisnassif/o-vale-tudo-da-politica-por-mino-carta


E o texto de Ségio Lessa é “Crítica do Praticismo Revolucionário” e pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.sergiolessa.com/artigos_92_96/praticismo_1995.pdf


Bem, você poderia dizer que o texto de Sérgio Lessa é um assunto de política e não de economia. Não é bem assim, além do que a economia nos seus nascedouros foi tratada como economia política, mas o que eu teria como resposta é que o texto de Ellen Brown “Governo pelos bancos e para os bancos” é essencialmente um texto de política.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 10/07/2012

 

Implacável

Sugiro a vc, se ainda nao leu, e a todos a leitura do livro "Doutrina de Choque", da Naomi Klein, autora citada no artigo que vc postou. Inclusive porque ela aborda muito a historia recente latino-americana, Brasil incluido. Imperdível.

 

O que mais me impressiona é a forma como o Nassif nos explica os meandros da economia de uma forma simples e direta, sem aquela afetação que geralmente assistimos nos programas telesivos sobre economia...

Eu como leigo, já entendi o que são as taxas básicas de juros.

 

"Não existe testemunha tão terrível, nem acusador tão implacável quanto a consciência que mora no coração de cada homem." Políbio

 


Implacavel (terça-feira, 10/07/2012 às 08:14),


É verdade, o Luis Nassif foi simples, direto e correto.


É bem verdade também que ele saltou etapas. Ao tratar do escândalo mundial ele não procurou dar ênfase ao fato de que esse escândalo está inserido no processo de financeirização do capitalismo e no instituo do lucro ínsito ao sistema e que, portanto, constitui o "leimotif" de qualquer empresário e, portanto, dos banqueiros. No caso quando há fraude e há a comprovação deve existir a penalidade. O que eu não imaginava é que na Inglaterra com a existência de metas de inflação fosse necessário haver fraude para aumentar os lucros.


Ao terminar o texto dele, ele também foi simples, pois disse:


"E aí se entra em uma espiral de descrédito perigosa para a regulação frouxa do mercado financeiro internacional".


Ora, parece que ele quer propor uma solução e dá uma explicação simples, mas também vaga que não leva a lugar algum. Talvez o melhor fosse parafrasear Alexandre Weber - Santos -SP e dizer que a situação requer o uso concomitante da Geometria, Tarot e Astrologia dinamicamente e talvez agora associando ao modelo diamante.


Quanto a análise dele da situação brasileira, ele, Luis Nassif, não deu o devido destaque ao fato de o Plano Real ter feito a opção eleitoreira de acabar com a inflação de uma vez e isso fez a dívida pública de curto prazo ficar em um patamar muito elevado. Se se acabasse com a inflação de modo lento, os emprestadores perceberiam que era melhor emprestar no longo prazo com juro fixo, pois a tendência da inflação e, portanto, do juro era diminuir. Aliás é disso que o responsável por isso G. Henrique de Barroso F. diz no texto que o comentarista Fabio (o outro) reproduziu aqui neste post "O escândalo das taxas básicas de juros" de terça-feira, 10/07/2012 às 08:00 como a Coluna Econômica dele desta terça-feira no comentário abaixo que ele, Fabio (o outro), enviou terça-feira, 10/07/2012 às 10:02. Retiro então lá do artigo "Por que somos o campeão mundial de juros" de G. Henrique de Barroso F. o trecho em que ele fala da dívida de curto prazo influenciando a taxa de juro (Negrito meu para referir a dívida de curto prazo):


"Mas e o custo dessa segurança? O que aconteceria se a taxa SELIC caísse muito significativamente, para um nível “normal”, como se espera que vá ocorrer no futuro?


Teríamos, inevitavelmente, uma migração de recursos para outros ativos, as rolagens ficariam mais difíceis e o Tesouro teria problemas de caixa, especialmente se tiver que amortizar parcelas significativas da dívida que vence".


Pena que Fabio (o outro) não tenha indicado a data do artigo de G. Henrique de Barroso F.


Um terceiro salto de Luis Nassif foi sobre o nome de Arminio Fraga que entrou para o Banco Central do Brasil em 1999, elevou o juro para quase 45% ao ano, introduziu o Regime de Metas de Inflação e ficou até o fim de 2002.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 10/07/2012

 

 


Implacavel (terça-feira, 10/07/2012 às 08:14),


Em meu primeiro comentário que eu lhe enviei terça-feira, 10/07/2012 às 13:57, fiz referência ao artigo "Por que somos o campeão mundial de juros" de G. Henrique de Barroso F. que o comentarista Fabio (o outro), em comentário que ele, Fabio (o outro), enviou terça-feira, 10/07/2012 às 10:02, reproduziu aqui neste post "O escândalo das taxas básicas de juros" de terça-feira, 10/07/2012 às 08:00, e saído como a Coluna Econômica dele, Luis Nassif, desta terça-feira. Queixei-me não haver a data da publicação do artigo "Por que somos o campeão mundial de juros".


Bem supro então em mais esse acréscimo as informações sobre o artigo de G. Henrique de Barroso F. O artigo "Por que somos o campeão mundial de juros" foi publicado no Valor Econômico de 27/07/2011, portanto, há cerca de um ano e antes da inflexão da política de juros do Banco Central do Brasil e antes também de uma entrevista que G. Henrique de Barroso F. concedeu à Folha de S. Paulo, publicada segunda-feira, 08/08/2011 e saída na seção intitulada “Entrevista da 2ª” com o seguinte título “Exaustão fiscal global está na origem de turbulência”. A entrevista foi transcrita aqui no blog de Luis Nassif no post “Gustavo Franco e a crise global” de segunda-feira, 08/08/2011 às 13:03 e que pode ser visto no seguinte endereço:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/gustavo-franco-e-a-crise-global


Vale à pena dar uma olhada. E o texto completo do artigo de G. Henrique de Barroso F. "Por que somos o campeão mundial de juros" pode ser visto em pdf no seguinte endereço:


http:// www.econ.puc-rio.br/gfranco/Juros%20GFranco_Valor.pdf


Ou então em reprodução no blog do Instituto Millenium no seguinte endereço:


http://www.imil.org.br/artigos/por-brasil-campeo-mundial-de-juros-altos/


No fim do artigo há a informação de que o artigo "Por que somos o campeão mundial de juros" resume um trabalho maior, que pode ser encontrado em um endereço fornecido que, entretanto, eu não consegui acessar. Acessei, entretanto, via outro endereço o trabalho “Por que juros tão altos, e o caminho para a normalidade”, datado de 21/08/2011 e disponível no seguinte endereço:


http://www.econ.puc-rio.br/gfranco/Juros%20-%20CLP%20Casa%20do%20Saber_draft.pdf


Vi o artigo hoje, e não o li na íntegra, mas tenho por mim que vale a pena a leitura uma vez que considero G. Henrique de Barroso F. o que de melhor existiu em relação ao Plano Real só o culpando por ter impedido que o Plano Real fracassasse. Fracasso que se tivesse ocorrido nos livraria da enorme dívida de curto prazo crescente desde então e que só se consegue reduzir às custas de elevados superavits primários. E fracasso como era o prognóstico de grande parte dos economistas do PSDB. Disse dos economistas do PSDB porque em agosto ou setembro de 1994, um grupo de economistas do PSDB (Entre eles José Roberto Mendonça de Barros e Raul Veloso) que prestava assessoria ao governo do estado de Minas Gerais disse, segundo me contaram quem assistiu a exposição do grupo, que o Plano Real seria apenas para ganhar a eleição. Certamente ele ainda não sabiam que quem estava na condução do Plano Real era G. Henrique de Barroso F.


G. Henrique de Barroso F. tem insistido muito em atribuir a dificuldade de redução do juro ao grande montante da dívida do curto prazo. Há outros motivos e em meu entendimento, o mais sucinto e completo artigo sobre isso é o de José Luis Oreiro e Flávio A. C. Basilio “Por uma redução permanente da Selic” e que se acha na página 14 do caderno A do Valor Econômico de terça-feira, 29/11/2011. O link do Valor Econômico não é disponível para todos. Como essa questão sobre o juro foi bem abordada por Yoshiaki Nakano no artigo “Para reduzir juro, Selic precisa acabar” publicado no Valor Econômico, mas trazido para o blog aqui de Luis Nassif em virtude da transformação de comentário de Mcn transcrevendo o artigo de Yoshiaki Nakano em post intitulado “A mudança de comportamento do BC, por Nakano” de terça-feira, 13/03/2012 às 08:06, eu prefiro deixar aqui o link do post “A mudança de comportamento do BC, por Nakano”:


http://advivo.com.br/blog/luisnassif/a-mudanca-de-comportamento-do-bc-por-nakano


E deixo o link também por outra razão. Em comentário meu enviado terça-feira, 13/03/2012 às 21:49, para junto do comentário de DanielQuireza, enviado terça-feira, 13/03/2012 às 09:19, eu faço a seguinte referência ao artigo “Por uma redução permanente da Selic” de José Luis Oreiro e Flávio A. C. Basilio:


“Este artigo foi transcrito por AISC em comentário enviado quinta-feira, 01/12/2011 às 17:16, aqui no blog de Luis Nassif para o post “Movimentos incompreensíveis da Fazenda” de quinta-feira, 01/12/2011 às 13:59 e originado de comentário de Paulo Siqueira”.


E mais importante, eu indico lá o endereço do post “Movimentos incompreensíveis da Fazenda” onde pode ser encontrado, transcrito no comentário de Paulo Siqueira, o artigo “Por uma redução permanente da Selic” de José Luis Oreiro e Flávio A. C. Basilio. O endereço do post “Movimentos incompreensíveis da Fazenda” é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/movimentos-incompreensiveis-da-fazenda


Saliento que eu não concordava inteiramente com o artigo “Por uma redução permanente da Selic” porque nele havia uma crítica ao governo de Dilma Rousseff consubstanciada na idéia que a política de aumento maior para o salário mínimo era ruim porque impedia a redução da taxa de juro.


Nos artigos posteriores de José Luis Oreiro, ele tem assumido uma postura mais favorável ao governo de Dilma Rousseff reconhecendo o esforço do governo no controle dos gastos públicos fator importante para a redução da taxa de juro, embora seja também um dos fatores para o menor crescimento do PIB.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 10/07/2012

 

 


Implacavel (terça-feira, 10/07/2012 às 08:14),


Outro acréscimo diz respeito ao comentário de HC.Coelho, enviado terça-feira, 10/07/2012 às 11:20 para junto deste post “O escândalo doas taxas básicas de juros” de terça-feira, 10/07/2012 às 08:00. Não o tinha visto quando do meu primeiro comentário, mas diz muito no primeiro parágrafo exatamente o que eu penso. Estabeleceram uma regra e ganhavam com ela. Não ficaram satisfeito e quiseram ganhar mais. É ruim mas não é a esse comportamento egoísta que se possa atribuir o fim de tudo. Talvez seja só o começo.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 10/07/2012

 

 


Implacavel (terça-feira, 10/07/2012 às 08:14),


Em meu comentário de terça-feira, 10/07/2012 às 19:14, para você, eu fiz referência ao comentário de HC.Coelho, enviado terça-feira, 10/07/2012 às 11:20 para junto deste post “O escândalo doas taxas básicas de juros” de terça-feira, 10/07/2012 às 08:00.


Comentei que na minha avaliação esse escândalo não era tão relevante e de certo modo era semelhante ao que HC.Coelho dissera no primeiro parágrafo do comentário dele. Não me preocupei em transcrever o comentário dele porque o comentário se encontrava aqui na primeira página em posição aparentemente confortável para aqui na primeira página permanecer. Dado o fluxo de comentários, o comentário de HC.Coelho foi para a segunda página, assim eu transcrevo a seguir o primeiro parágrafo com o qual eu via identificação com o que eu pensava. Disse HC.Coelho lá:


“Acho que a explicação inicial perdeu um detalhe: eles é que definiram a regra, portanto a taxa já era devidamente manipulada pela regra, mas então resolveram ir ALÉM da regrinha. Só por isto foram pegos. Roubo acima de roubo”.


Na verdade a frase final do parágrafo “Roubo acima de roubo”, eu a avalio um tanto exagerada. Exagero de estilo. Exagero, entretanto, não muito diferente da frase que diz não haver diferença entre quem funda um banco e quem rouba um banco. Na verdade, a frase de Bertold Brecht é: "Melhor do que roubar bancos é fundar um".


E aproveito para fazer algumas correções nos comentários já enviados.


No meu primeiro comentário enviado terça-feira, 10/07/2012 às 13:57, eu queria dizer instituto do lucro e saiu instituo do lucro. Erro sem importância e que não distorce o entendimento. Do mesmo modo, sem importância foi o erro de escrever leitmotif entre aspas, o que significa que estaria usando a escrita no alemão. Na verdade em alemão a escrita é “Leitmotiv”. O termo não precisaria, entretanto, vir entre aspas, pois ele já existe no dicionário como é escrito em alemão e sem itálico. Escrevi com “f” porque pensei que era essa a pronúncia e, portanto, a escrita que a palavra adquirira em português. Ocorre que a pronúncia que o dicionário dá para o termo “Leitmotiv” é como ele é falado em alemão “Laitmotif”.


Bem, mas não foi só isso que eu errei em relação a leitmotiv. Na minha escrita não digitei o primeiro “t”. E, talvez mais importante, o termo leitmotiv não parece muito bem ajustado, dentro dos significados que o termo tem, para a idéia de que o lucro seja o fator motivador do empresário financista ou de outro ramo qualquer do mercado.


No meu segundo comentário enviado terça-feira, 10/07/2012 às 19:00, ao dizer que talvez “uma taxa Tobin possa refrear a velocidade de deslocamento dos fluxos monetários” mais bem dito seria afirmar que talvez “uma taxa Tobin possa refrear a quantidade de deslocamento dos fluxos monetários”.


O que eu queria dizer é que é preciso colocar alguns impedimentos no fluxo mundial dos recursos financeiros e a taxa Tobin me parece ser um desses impedimentos.


E deixo por fim um link para um post interessante no blog de Alexandre Schwartsman:


http://maovisivel.blogspot.com.br/2012/07/numeros-1016.html


Trata-se do post “Números 10:16” de quinta-feira, 05/07/2012 em que ele discorre sobre o Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central. O Relatório de Estabilidade Financeira está disponível no seguinte endereço:


http://www.bcb.gov.br/?RELESTAB201203


Na avaliação de Alexandre Schwartsman:


“Os spreads bancários não são tão gordos, nem crescentes, e o retorno dos bancos não é muito distinto do que se observa no restante da economia”.


Sou tentado a concordar com ele, ainda mais se Berrtold Brecht estiver certo. A concorrência, como eu venho lembrando, destrói a mola propulsora do capitalismo.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 10/07/2012

 

 


Implacavel (terça-feira, 10/07/2012 às 08:14),


Faço alguns complementos aqui para este post “O escândalo doas taxas básicas de juros” de terça-feira, 10/07/2012 às 08:00. Primeiro lembro que queria enfatizar que não vejo muita importância na eclosão desse escândalo. Não sei se isso ficou visível no meu comentário. De todo modo o melhor foi saber que essa pouca importância que eu dou ao escândalo, embora seja opinião de leigo, é compartilhada também por Nouriel Roubini, como se pode ver junto ao post “O escândalo da taxa Libor, por Roubini” de terça-feira, 10/07/2012 às 08:46, aqui no blog de Luis Nassif, e oriundo de comentário de Marco Antonio L. que faz chamada para post no Viomundo intitulado “Nouriel Roubini: A tempestade global perfeita, em 2013” contendo entrevista de Nouriel Roubini à Bloomberg, em 07/07/2012. O endereço do post “O escândalo da taxa Libor, por Roubini” é:


http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-escandalo-da-taxa-libor-por-roubini


Para Nouriel Roubini trata-se de uma crise que se soma a muitas outras. Uma divergência entre o que eu disse e o que Nouriel Roubini disse talvez esteja em dois aspectos. Primeiro porque eu caracterizo a crise atual como uma crise resultado da financeirização do capitalismo enquanto no entendimento de Nouriel Roubini o problema decorre da ganância dos banqueiros ou como ele diz:


“Este é o problema fundamental. Os banqueiros são gananciosos, tem sido gananciosos nas últimas centenas de anos, não é uma questão de serem mais imorais hoje do que mil anos atrás. Você tem de ter certeza de que eles vão se comportar de forma a minimizar os riscos”.


Para Nouriel Roubini trata-se então de uma crise antiga, de centenas de anos atrás, de mil anos atrás.


Bem, um segundo aspecto é o fato que eu sou descrente de uma solução que seja de algum modo, um enfraquecimento da financeirização. Na verdade no meu comentário, eu critiquei a conclusão de Luis Nassif por ser um tanto vaga, mas queria deixar a entender que eu não via uma solução e que talvez fosse melhor, em vez de chegar a conclusão de Luis Nassif, simplesmente dizer que estávamos no mato sem cachorro. Quer dizer, acredito que uma taxa Tobin possa refrear a velocidade de deslocamento dos fluxos monetários, e isso talvez seja necessário, mas penso que o processo de financeirização é um avanço do capitalismo e assim a constituição de grandes conglomerados financeiros deveria ser incentivada. A proposta de Nouriel Roubini, entretanto, vai pelo esfacelamento dos grandes bancos propondo trocar a cultura do grande demais para quebrar por uma cultura de tão pequeno, coitado, que quebrou.


Clever Mendes de Oliveira


BH, 10/07/2012

 

Perfeito!! Enquanto isto a Miriam Leitão rebola:

http://www.youtube.com/watch?v=hwCqyvf995A&feature=related 

 

O que pouca gente (e o Nassif pouco fala) é em relação aos lucros das empresas/industria/bancos. A todos os instantes se falam em taxas de juros, spreeds bancários, impostos e etc. E os lucros? Vamos pegar a mais emblemática indústria do Brasil, a de carros. A indústria de carros fabrica um carro extremamente xexelento, ruim mesmo. Itens que deveriam ser de série são vendidos como opcionais, como ar condicionado (afinal isso é ou não um país tropical?). E o vende com um preço absurdo. E o pior de tudo é que as pessoas pagam por isso. E no final do ano, mesmo com crise, mesmo com o que seja lá o que for, os lucros estão garantidos para as matrizes alemãs, francesas, americanas, francesas e etc. Se um dia a VW alemã tiver o mesmo lucro que a VW brasileira, ou o mundo acabou ou estará em guerra! E isso vale para quase tudo que é vendido no Brasil. 

 

Ainda muito pequeno ouvira da boca do próprio D. Helder Câmara a seguinte história:

Certa feita havia um encontro com uma comunidade para falar sobre a dívida externa brasileira. No caminho pedira luz ao Pai para que pudesse decifrar aqueles complicados mecanismos para uma comunidade muito humilde. Depois de bem meia hora de explicações, procurava no olhar das pessoas alguma indicação de que estava ou não sendo compreendido, quando lá do fundo uma senhora, velhinha, intervém: oh D. "Ebis", ma isso é agiotagem, não é não? Qual economista minimamente comprometido poderia contradizer aquela opinião tão simples?

Obrigado Nassif por haver-nos decifrado de maneira didática e não superficial esses "complicados mecanismos".