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O futuro do PSDB na era pós-Serra

Coluna Econômica

Em debate na Folha, ao sugerir que poderá se candidatar a presidente da República pelo PSDB, o governador paulista Geraldo Alckmin expressava um sentimento que começa a tomar conta do partido: acabou a era José Serra, o pior período de um partido que, durante algum tempo, atraiu o pensamento renovador brsileiro.

A própria cobertura dos jornais paulistanos – em geral favoráveis a Serra – não mais esconde a personalidade e o estilo do candidato.

Na quinta, o Estadão mostrava Serra defendendo o trânsito em São Paulo (“poderia ser pior não fossem os investimentos”) e informava que ele era o único candidato a se locomover de helicóptero pela cidade, ao custo de R$ 3 mil a hora.

Na sexta, a Folha relatava a viagem de Serra no Metrô e seu curioso elogio da superlotação: é superlotado porque é bom e sai sempre no horário. Além das vaias recebidas e das sugestões para que viajasse em horário de pico.

***

A falta de discernimento, de propostas, a imagem constantemente mal humorada, a falsa naturalidade com que se mistura ao povo, tudo isso contribuiu para o esfacelamento antecipado da campanha. A ponto da pesquisa Ibope-Globo apontar que, em um eventual segundo turno, Serra, o político duas vezes candidato à presidência da República, seria derrotado pelo inexpressivo Celso Russomano por acachapantes 45 a 33.

***

Com Serra fora do caminho, o PSDB poderá tentar buscar alguma rota que lhe permita recuperar a dimensão nacional que um dia teve.

Não será fácil. Principalmente porque seu principal ideólogo, Fernando Henrique Cardoso, parece ter pendurado definitivamente as chuteiras.

***

O problema central do PSDB foi ter aberto mão de todas suas ideias a partir da era Serra. Trocou propostas por ataques destrambelhados a adversários, exploração da intolerância e do preconceito, inaptidão para gestão e para todas as novas ideias que mudaram a forma de pensar do país nas últimas décadas, uso recorrente de dossiês e de ataques difamatórios.

***

Hoje em dia, o país parece ter superado definitivamente as quizílias ideológicas entre privatistas x estatistas. Já entrou definitivamente no terreno do pragmatismo consistente.

Com seu pacote de concessões, anunciado na  semana passada, a presidente Dilma Rousseff encampa um conjunto de princípios de uma certa ala desenvolvimentista do PSDB de meados dos anos 90, que acabou desprezada pelo próprio partido, engolfado que foi pelo liberalismo inconsequente dos anos seguintes.

Havia um pensamento de centro-esquerda com posições muito claras sobre o papel do Estado, do setor privado, de políticas industriais, da importância de políticas sociais inclusivas.

***

Com tais ideias vitoriosas – e em mãos do PT -, a disputa se dará no campo da competência de gestão. No momento, destacam-se três gestores formidáveis, Eduardo Campos, governador de Pernambuco, Antônio Anastasia, de Minas Gerais, e Eduardo Paes, prefeito do Rio.

Alckmin terá que demonstrar uma criatividade e competência administrativa excepcional – que até agora não apareceu – se quiser se destacar e se tornar a esperança tucana em 2014.

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Francamente vc não conhece minas gerais, venha passear na zona da mata mineira e vc verá a tragédia que é o governo Anastasia, sem falar na região norte do estado...... e isto vem desde a administração anterior, do tucano Aécio Neves.....

Sinceramente, este Sr. FHC deveria ser expulso do país. ou será que vc já esqueceu a tragédia que foi o seu segundo mandato, quando o país estava literalmente falido....Francamente me poupe....

 

Tenho enorme respeito pelo seu trabalho, mas, francamente, discordo da sua lista de bons gestores. Incluir o Antonio Anastasia no grupo foi forçoso demais. Pergunte a qualquer funcionário da Educação e da Saúde do estado para você descobrir que modelo de gestor ele é. Intolerância, mentira e arrocho salarial são eufemismos para que o referido governo vem fazendo com áreas vitais para o desenvolvimento social. Sugiro você rodar um pouco mais por MG para avaliar melhor a "maravilhosa gestão" tucana do Anastasia, pois se depender da imprensa mineira sua imagem formada a respeito de MG será, sem sombra de dúvida, de que o paraíso já se instalou na Terra e que este senhor e o seu padrinho são os novos deuses do pedaço.

 

Nassif,

 

Sempre fico curiosa: de onde você tira que o Anastasia é um bom gestor? 

 

Sobre Alckmin, só tenho a dizer uma coisa: Pinheirinho.

Jamais, jamais será esquecido.

 

Prezado Nassif,

Com todo o respeito que você merece de seus leitores, peço-lhe que visite um pouco mais as Minas Gerais, não somente pelos lados de Poços de Caldas.

O governo Anastasia é uma fracasso total. Minas é um estado deprimente como unidade federativa. A gestão da saúde está reduzida no interior aos ônibus e vans transportando pacientes para centros maiores para simples consulta às diversas especialidades médicas. Há locais em que você poderá contar veículos de mais de vinte cidades diferentes aguardando pacientes em suas consultas.

O governo estadual tem um olhar especial para Belo Horizonte, como se fosse o grande prefeito da região metropolitana. Enquanto isso, cidades que são polo regional de alguns setores, como Ubá e sua liderança no setor moveleiro, e nenhuma intervenção do Estado, nenhuma obra pública, nenhum apoio. E veja bem, intervenção que aumentaria o poder de arrecadação do estado. A zona da Mata mineira é uma região em decadência, basta olhar os resultados do IBGE no último censo, com inúmeras cidades perdendo população, reduzindo IDH, perdendo arrecadação e PIB local.

Desde a propagandística gestão de Aécio e seu midiático choque de gestão, há quem repita sem saber o que está falando dessa montagem sem nenhum respaldo na realidade. 

Se houver alguma dificuldade sua - prezado Nassif, com todo respeito - procure o deputado Rogério Correa, líder da bancada de oposição na Assembléia Legislativa, e procure saber o que de fato ocorre em Minas Gerais. Fora a má gestão, ainda sobra uma imprensa totalmente comprada, centrada no jornal Estado de Minas, que se tornou uma vergonha protagonizando os primeiros ataques a qualquer adversário e a esconder toda e qualquer notícia que desagrade ao governo.

"Minas são muitas", dizia o senador morto ano passado. Muitas ausências do Estado, muita covardia com o povo, muito privilégio para poucos, muitos discursos ultrapassados, muitas lideranças inexistentes.

Se não sabe, Nassif, procure saber o que Anastasia fez com a CEMIG, privatizando-a outra vez por meio de um golpe chamado "acordo de acionistas". Se ali não houver crime, vamos excluir tal tipificação do código penal. Totalmente semelhante à privataria tucana praticada pelo Serra. Sem nenhuma diferença.

 

Nana nina não...Cerra pode ter todos os defeitos do mundo. Mas inclui entre eles o da persistência.

 

Nassif, você é um cara de extrema boa-vontade. Os substitutos de Serra, somente empunhariam o estandarte do tombado, dariam sequencia à caminhada que corresponde aos anseios dos grandes grupos financeiros, da elite paulista, todos muito bem representados na grande imprensa.

Ou seja, tanto faz, seis ou meia-dúzia.

 

O futuro do PSDB será a sua diminuição gradativa de tamanho. Um partido marcado pela imagem de combatente ferrenho do PT, quando o Governo Federal do PT chega a ter mais de 70% de aprovação, e menos de 10% de reprovação, não tem futuro.

Um partido que tem sempre o mesmo estilo de acusador e não de propositor, que jamais faz um elogio ao Governo Federal e que está sempre à margem dos movimentos sociais, criminalizando-os e os combate, quase sempre, com  violência policial e não com diálogo, não tem futro.

Um partido onde os negros, os homossexuais, as mulheres, os operários, os ativistas de movimentos sociais, os aposentados, os jovens da periferia, os mais diferentes grupos alternativos de jovens: góticos, grunges, roqueiros, etc., onde os músicos e os artistas e os escritores não estão representados e até os profissionais liberais não lhes enxergam como aliados políticos, não tem futuro.

Na nossa sociedade cada vez mais fragmentada e com tantos modos de sobrevivência e de interação social, e uma imagem sempre igual dos seus partidários: sujeitos brancos, ascendência européia, barba feita, cabelo cortado, terno na estica, camisa social, de gravata, sapato e calça social, no dia a dia, excetuando na campanha eleitoral pelas ruas que eles arrancam a gravata. O PSDB de uma cara só: não tem futuro. 

Um partido de "santos", enquanto todos os outros são "pecadores", que nunca admite um deslize nas suas administrações públicas, que só sabe acusar, que está sempre atacando os adversários políticos, que faz oposição ao Governo Federal, apenas, por ser oposição e não aceita os acertos do Governo do PT, crendo que nada está dando certo, que administra sem parcerias com o Governo Federal, por capricho, para não ter de admitir que existem programas sociais bons, feitos para a população pelo Governo Federal (ex. o SAMU), não tem futuro.

Um partido em que seu candidato faz estorinhas em quadrinho, tratando seu eleitor como criança e vive se apoiando em "religiosos" num desespero de ganhar votos, misturando religião com política, não tem futuro.

Um partido dos "eternos" candidatos, que vive das pesquisas de opinião pública do Ibope e do Datafolha para escolha de candidatos, que não renova seus quadros políticos (tão essencial nos dias de hoje em que se criou a associação de que é político é corrupto), que se escora na velha mídia, cada dia mais desacreditada, para esconder seus erros administrativos, a corrupção em suas administrações, que não observa seu eleitor, aprendendo sobre suas corrupções pela internet afora, de fininho, ir buscar outra freguesia, não tem futuro. 

Ou será que o PSDB não tem percebido que chegar ao cúmulo de seu candidato a Prefeito de São Paulo ter quase 40% de rejeição de voto da população é sinal de que o partido está pouco a pouco enfraquecendo até no Estado de São Paulo, e certamente, não tem futuro?

 

O alckimim é um serra enrustido. Na campanha de 2006 ele bateu no Lula abaixo da medalhinha.

 

No começo dos anos 90, na construção do mundo globalizado, intelectuais fora do eixo esquerda radical x direita pró-regime constituiram o chamado PSDB. Serra era passado como um dos seus principais expoentes.

De fato, o que era até então uma pista passou a ser verdade: Serra ascendeu politicamente "passando a perna" em seus companheiros tucanos. Primeiro, apoderou-se da área econômica do governo em São Paulo, onde enriqueceu-se e angariou caixa 2 para as campanhas eleitorais; num segundo momento, capitaneou a venda das estatais, durante o governo FHC. Em entrevista à VEJA, o próprio FHC admitiu que Serra foi defensor ferrenho das privatizações.

Que o PSDB deu uma guinada à direita com Serra, isso ficou visível na campanha eleitoral de 2006 e 2010. A pergunta é: qual será a nova configuração política brasileira?

Com o PT no poder, ampliou-se o espectro partidário, com espaços para partidos mais a esquerda, como o PSOL, crescerem; por outro lado, com a radicalização de PSDB e DEM, qual alternativa tem a direita?

Acredito que os novos quadros de uma direita mais moderada e mais interessada no Brasil (não necessariamente nacionalista, aí é pedir demais) virá de quadros como Eduardo Paes, Eduardo Campos, e de empresários como Jorge Gerdau e Eike Batista.

Por outro lado, não acredito no fim do embate ideológico entre esquerda x direita, até porque, esse debate, no nível do que acontece hoje, raramente existiu no país. O povo não acredita no pragmatismo, assim como as privatizações são uma "mancha" na nossa história e que dificilmente sairá das costas do PSDB.

 

O PSDB perdeu todas as bandeiras sociais, e também as bandeiras de gestão. O que restou ao partido? Aborto, política via meios de comunicação, truculência e ataques a adversários. Um triste fim da direita brasileira...

 

O texto estava ótimo, tudo muito bom, tudo muito bem, quando leio essa parte:

"Com tais ideias vitoriosas – e em mãos do PT -, a disputa se dará no campo da competência de gestão. No momento, destacam-se três gestores formidáveis, Eduardo Campos, governador de Pernambuco, Antônio Anastasia, de Minas Gerais, e Eduardo Paes, prefeito do Rio."

Eduardo Paes, gestor formidável?  Ahn?  Quem escreveu isso não mora aqui no Rio, com certeza não mora...

 

O futuro do PSDB será levar outra surra ENOOOOOORME aqui no Nordeste. O discursozinho fajuto de "gestão competente" pode colar em outro canto. Aqui não.

 

LN dispara ao final do texto, "...a disputa se dará no campo da competência de gestão..." e apresenta os gerentes candidatos, um que representa o gerente de sua predileção e dois mais como opções de praxe, como se houvesse um só Brasil.


O problema é que é falsa a premissa que a política brasileira pasteurizou-se, virou geléia geral a ponto da questão ser apenas de condução.


André Singer em entrevista sobre seu livro "Os Sentidos do Lulismo", hoje na Folha, defende não haver essa pretensa pasteurização ao delimitar precisamente existirem dois lados, que ouso definir, o lado da elite do atraso e o lado do atraso da elite.


Avança destacando que ambos os lados, por ora, evitam a radicalização como aposta, mas penso que apenas o confronto democrático fará o Brasil do futuro ter o futuro presente, necessáriamente sem a elite do atraso e o atraso da elite.

 

Excelente artigo, exceto pelo parágrafo a seguir:

"Hoje em dia, o país parece ter superado definitivamente as quizílias ideológicas entre privatistas x estatistas. Já entrou definitivamente no terreno do pragmatismo consistente."

Data venia neste ponto, prezado Nassif.

Não é que acabaram-se as quizilas ideológicas.

O PT é que virou de lado. E o outro lado agora resta, como sempre, ignorado.

Basta ler o último artigo do Paulo Kliass na Carta Maior.

O PT rendeu-se à ideologia neoliberal de vez no governo Dilma.

Primeiro privatiza-se tudo. Enquanto regulação mesmo em áreas já privatizadas nunca se encontra.

Estamos chegando num ponto em que contradições inerentes ao sistema estão tornando-se dia a dia mais graves.

Esta greve de funcionários públicos que está aí, é o sintoma disto.

Vivemos um estado de exceção permanente desde a constituição de 88, exatamente como o mundo dito desenvolvido agora.

Por um lado, o governo mantém os trabalhadores com salários congelados, mal remunerados em sua grande maioria (e não me refiro apenas aos funcionários públicos). Investimentos necessários em educação, saúde, sociais são sempre negligenciados, a constituição de 88 é rasgada cotidianamente.

A ordem do dia são investimentos em infraestrutura. Como se todos os problemas do Brasil no momento fossem de infraestrutura. Grandes elefantes brancos estão sendo projetados em diversas cidades, em diversas áreas. O dinheiro público está correndo a rodo, mas nunca para o bolso dos trabalhadores. Sempre para o bolso das grandes empreiteiras, em nome do "desenvolvimento da nação". Obras faraônicas em diversas áreas e ninguém questiona, enquanto nas áreas sociais nada funciona.

Ora bolas, que droga de desenvolvimento, enquanto os brasileiros estão cada vez mais estúpidos, sem cultura, educação, saúde, transporte público, moradia digna, etc?

Por outro lado, os funcionários com estabilidade garantida aproveitam-se de seu poder para exigir do poder os maiores salários da república.

Não são verdadeiros trabalhadores, não tem sentimento de classe, não buscam lutas coletivas em nome de uma classe, mas apenas vantagens e salários maiores para o seu grupelho. São a burguesia assalariada da nação.

Alguns artigos que sugiro colocar no blog, para comentários:

http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=5730

http://boitempoeditorial.wordpress.com/2012/01/27/a-revolta-da-burguesia-assalariada/


 

PET - Programa de Erradicação dos Trolls. Não alimente os trolls no blog!

"mal remunerados"? Dei uma olhadela nos contracheques que estão acessíveis na internet e NÃO vi ninguém "mal remunerado" Muito pelo contrário. A maioria ganha mais de 10 mil.

Não me venham com esses discursozinho de f...e mal pagos que não cola mais não, tá?

 

Alzir,

Ainda que algumas categorias do Serviço Público ganhem acima de R$ 10 mil / mês, o fato concreto é que o serviço público é mal remunerado, sim. A garantia de serviços públicos de qualidade passa pela expansão do funcionalismo, o que implica em mais contratações e reajustes salariais.

Isso, Lula fez principalmente após o ano de 2006, onde houve um "boom" de concursos públicos, para preenchimento de diversos cargos, de nível médio e superior. Com a chegada de Dilma, o diálogo com o setor público vem diminuindo, o que culminou na atual conjuntura de greve.

 

Anastasia seria grande em alguma coisa? Só se for em encobrir a truculência dos seus pares tucanos.

Entre os comentários achei muito bom muitos colegas estarem cientes do papel dos EUA nas atividades da direita brasileira. Tudo que se faz tem o dedo deles. De onde vem a coordenação dos ataques feitos pela mídia? A escolha certa dos alvos políticos e economicos? O nosso pessoal é provinciano e local, mesmo os Marinho os Mesquitas não têm esta visão, são coordenados.  Não interferem mais poque têm um grande leque de interesses pelo mundo mas a existência de alguns governos mais a esquerda na América Latina, não no Brasil, pode se somar às vozes que questionam o domínio financeiro/grandes corporações que já ocorrem  isoladamente na Europa. Isto pode fazê-los ter atuação mais direta, talvez no Brasil, no sentido de consolidarem seu domínio  total sobre a Europa.

 

Há pessoas que sempre estão dispostas a ver fantasmas em política. Volta e meia aparece com suas visões do além falando em "idéias do PSDB", em " "intelectuais do PSDB" e em "gestores do PSDB".

No Brasil e no mundo não há como fugir do posicionamento sobre o neoliberalismo e seu modelo de sociedade e da polarização entre este e outros modelos que atribuem papel importante ao estado, às políticas industriais, aos bancos públicos, ao papel indutor do estado, à educação pública gratuita universal e vários outros aspectos. Como se posicionar em relação ao modelo de privatização do PSDB, dos "intelectuais do PSDB"? Como se posicionar em relação ao Mercosul, à ALCA, aos governos da Argertina, da Venezuela, do Equador? Como se posicionar em relação à democratização dos meios de comunicação e à sua regulamentação? E ainda, como se posicionar em relação ao Wikileaks e J Assange?

Esta polarização é real, está aí para ficar por longo tempo e reflete interesses existentes na sociedade. Por isso ela é também legítima. Reduzir as questões políticas a uma disputa de gestores é uma tentativa de despolitizar e alienar a sociedade em benefício da direita neoliberal. É um desserviço à sociedade, ao dbate e à inteligência.

 

O maior ideólogo do PSDB não foi Fernando Henrique, foi Franco Montoro, um democrata-cristão que a ditadura empurrou levemente para a esquerda. FHC foi o teórico da dependência que, no poder, levou à prática o que era uma análise sociológica. Acomodou-se à geopolítica dos impérios, não ousou nada, e em nada cumpriu o que seriam os princípios da Social-Democracia.

Foi muito mais Tatcher do que Olof Palme - se me permitem tanta simplificação. Hoje, ex-presidente, nada tem a oferecer em termos ideológicos: aparenta progressismo quando discute a questão das drogas nos foros internacionais (assinando embaixo propostas de outros líderes, sem propor nada de próprio), e internamente alimenta o combate a tudo que os governos do PT façam de avanço social. 

FHC será lembrado por sua pálida administração e principalmente pelo abandono de qualquer pretensão do Brasil à soberania, à Justiça Social, ao crescimento com distribuição de renda. Até a direita holandesa (excluindo-se o maluco Wilders) está cem anos à frente do FHC. Sem falar na privataria, que será a marca histórica de seu governo.

O PSDB terá que dividir-se entre os que ainda acreditam numa social-democracia de molde europeu, e os contaminados pelo Serra, que preferirão uma agremiação muito conservadora, se não abertamente de direita (sua pauta será o aborto, as questões raciais, a religiosidade, mais ou menos um Tea Party). Há espaço para ambas as correntes, até porque o PT renuncia a sua vocação socialista.

 

Antonio Barbosa Filho

    O PSDB nasceu preenchendo uma lacuna na representação política brasileira de então.Vinha de encontro  à não indentificação de uma  parte da classe média e de uma juventude empresária em com os partidos de direita ou centro direita, que no entando sentiam-se desconforrtáveéis em apoiar o PT - visto por estes como muito à esquerda . Pessoas com uma convicção capitalista combinada a  alguma justiça social e demandas éticas. O PSDB deu-lhes voz. Mário Covas era essa voz.

     Onde houve essa dissociação? Penso que quando - ministro da fazenda do eminente Real - Fernando Henrique cacifou-se à Presidência,à frente de quem ,até então,era o natural candidato : o próprio Covas. Aí começou a mudar o ideário do Partrido.Aí o começo do fim desta expressão de idéias.

     Digo :  - aquele PSDB quie brotou na Constituinte morreu e foi enterrado junto com o Covas!

 

    NASSIF , me causa susto ver anastasia como gestor qualificado, e mais , como um quadro para 2014

    sou de minas e acompanho a vida politica de meu berço., e não estamos vivenciando esse gove rnador descrito no texto. quanto ao jose serra não levará a prefeitura, a perderá para haddad .   

 
 

Caros amigo, em 1994, após a vitoria de Fernado Henrique na campanha para a presidencia,, Florestan Fernandes.deputado federal na época, foi entrevistado no programa Roda Viva, falou sobre a vitoria de fernado henrique e o que seria seu governo no futuro, falou tambem sobre o PT e as rações que levaram lula a perder a eleição. Sugiro assistirem pois é uma grande chance de ver o poder intelectual de florestan, pois muito do que falou a respeito do futuro se concretizou.

http://youtu.be/mwCtRANjYa4

 
 

A primeira obra do Serra foi sepultar de vez o Fernando Henrique. De lá pra cá os tucanos estão em queda livre em todo o país. Ainda não foram extintos graças a proteção da imprensa.

 

É como diz o PHA: Se não fosse pelo PIG, os tucanos paulistas não passavam de Resende...

 

Marcos Doniseti

Serra, Alchimin e Aercio são todos políticos autoritários, em Minas muitos jornalistas foram mandados embora pq falaram mal da administração de Aercio, não sei em São Paulo aconteceu o mesmo. O PSDB ha muito está perdido tudo pq alguns querem é ser Presidente do Brasil a qualquer custo é triste pq é um partido com um bom quadro político.  

 

Ô Badeco...

Cê tava indo tão bem companheiro, nem parecia que era um badeco que tava falando, mas quando na ultima frase você disse que o PSDB é um partido com um bom quadro político, cê pisou na bola irremediavelmente.

Contudo, não fique acabrunhado. Todos podemos errar.

Mais sorte no próximo comentário.

Abração.

 

A semeadura é livre, mas a colheita obrigatória.

Meu deus do céu, o Nassif ainda não caiu na real...O problema do PSDB não é o Serra, é o próprio PSDB. O Serra só faz o que faz porque tem apoio maciço dentro de seu partido.Desencana Nassif, o PSDB não tem salvação, e se a gente bobear ele, mais PIG e judiciario, acabam dando um golpe hodurenho/paraguaio aqui no Brasil.

 

 

       Desde quando o Eduardo Paes é bom gestor ? Impondo uma aprovação automática disfarçada ao magistério, defendendo interesses particulares, como o da especulação imobiliária (ao expulsar comunidades faveladas) e das empresas de ônibus ( aumento de 10% na passagem em janeiro).

       E esse vocabulário que utiliza amplamente o termo bom gestor x mau gestor transmite a ideia de que existe apenas uma forma de se gerir a coisa pública, sem dar margem as diferenças de projetos políticos.  

 

Afinal, qual é a grande obra social do atual governo Alckmin?

 

O Pinheirinho e a transformação da Rota numa força de extermínio dos 3 Ps: 'pretos, pobres e prostitutas'.

 

Sem falar do Apagão do Metrô paulistano, que já foi um dos melhores e mais modernos do mundo e que, hoje, encontra-se em situação catastrófica, com paradas quase que diárias de alguma linha.

 

Quanto à Aécio, ele é um político oco e vazio. Alguém conhece, afinal, alguma idéia ou proposta dele? O que ele fez de relevante no Senado, nestes quase dois anos? Ao que me consta, nada.

 

E o Serra, com a quase que inevitável derrota na eleição para a prefeitura paulistana, estará definitivamente enterrado politicamente. Ainda bem.

 

Tirando esses, sobra quem, no PSDB, que poderia levar adiante um projeto de renovação do partido? Beto Richa? Marconi Perillo? Yeda Crusius?

 

Não tem ninguém.

 

Após a derrota de Serra, e independente de quem seja o próximo prefeito de São Paulo (penso que será Haddad), o fato é que nem mesmo a vitória na eleição para o governo do estado de SP será algo certo para os tucanos.

 

Basta ver que, na capital paulista, segundo o Ibope, o governo Dilma é aprovado por 55% dos eleitores, enquanto que Alckmin é aprovado por apenas 41%.

 

E segundo a pesquisa CNT-Sensus mais recente, numa disputa com Aécio pela Presidência da República, Dilma teria 75% dos votos válidos. E Lula chegaria a espantosos 83%.

 

Logo, a derrota dos tucanos na eleição presidencial de 2014 já é, praticamente, uma certeza.

 

Assim, com Alckmin fazendo um governo fraquíssimo em SP e confirmando-se a vitória de Haddad na eleição municipal deste ano, nem mesmo a manutenção do governo do estado nas mãos do PSDB é algo garantido em 2014.

 

E se perder as eleições para os 3 cargos mais importantes do país (Presidência da República, Governo do estado de SP e prefeitura da capital paulista) sobrará o que do PSDB?

 

Apenas os cacos. E o último que sair, que não se esqueça de apagar a luz.

 

É por já ter percebido que o PSDB irá desmoronar nos próximos anos, que o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, já praticamente lançou a sua candidatura à Presidência da República em 2018.

 

Campos tentará, provavelmente, articular-se politicamente com forças como Aécio Neves, Kassab, entre outros, a fim de penetrar no eleitorado de outras regiões do país e, assim, viabilizar a sua candidatura à Presidente em 2018.

 

Aposto muito mais em Eduardo Campos como um futuro adversário do PT, a partir de 2015, do que em qualquer tucano. Daí, se ele irá conseguir se eleger Presidente ou não, já são outros 500. Mas ele é muito mais viável do que qualquer tucano.

 

 

 

Marcos Doniseti

Querido Nassif,

 

Anastasia e Paes, talvez seja forçar a barra em relação a exemplos de gestão.

 

Alckmin não tem condições de ser presidente do Brasil. Não tem competência alguma. O que lhe cabe fazer o faz com notável incompetência. Seus secretários são ruins assim como o chefe. Ele teve o "sucesso" de fazer a população - principalmente da periferia - temer bandidos e polícia. Na educação continua com a política anterior, dourando a pilula. Enfim, se eleito, andaremos de marcha ré.

 

A princípio fiquei estático, como que, não crendo no que lia. Pensei: Mas logo o Nassif... Até tu Nassif?

Porém, depois de algum tempo vislumbrei os chifres, depois veio a pelagem... mais à frente, o odor característico... por último o indefectível bééééé.

Anatasia era só um bode na sala.

 

A semeadura é livre, mas a colheita obrigatória.

O que você fala, Nassif, não está errado. Apenas penso que o debate é também e, sobretudo de natureza ideológica. Serra pode não haver sido pragmático e haver conduzido o PSDB à direita da direita, mas faz muito tempo, talvez desde a sua fundação, que o PSDB é um partido de centro-direita, com algumas proposições de centro-esquerda, provavelmente pela origem esquerdista de boa parte de seus fundadores, mas sempre entre o centro e a centro-direita. A "social-democracia" do PSDB, que dá nome ao próprio PSDB, consiste em uma ficção e não em uma realidade concreta. O PSDB nunca foi e nunca quis ser social-democrata. Foi, ao que me parece, um partido liberal, com ideários progressistas e com muitas tendências social-liberais. No governo FHC, essas tendências social-liberais, a dos "desenvolvimentistas", perderam terreno para os neo-liberais, e acabaram por ser dufocadas. O PSDB poderia ter feito nos anos do presidente Lula, um governo autêntica e radicalmente "liberal", no sentido clássico do termo. Optou pela oposição fácil e pela desconstrução do novo que Lula e o PT operavam (e operam) no país, se tornando o partido do atraso. O PT nos últimos dez anos se tornou o partido social-democrata que o país precisava, e o governo Lula foi o governo social-liberal que se esperava que FHC pudesse haver sido, mas não foi, visto haver sido FHC um governo neo-liberal e apático. Bem ou mal, o PT e os governos Lula e Dilma optaram por uma esquerda pragmática. O que resta ao PSDB? O rancor e liderar uma direita idiotizada e mesquinha. Quanto a essa marcha para a direita do PSDB, não vejo culpa ou responsabilidade nisso de José Serra. Este sempre contou com o apoio dos caciques do seu partido. Alckmin não está a esquerda de Serra e nunca esteve! Aécio Neves é uma farsa criada. Respeito as suas opniões, Sr. Nassif, e lhe considero um dos 4 ou 3 melhores jornalistas brasileiros vivos; no entanto, discordo com veemência a forma demasiadamente bondosa com que o senhor olha esse senhor Aécio Neves. Talvez o ex-governador e atual senador mineiro não seja pior que Serra, simplesmente porque ele não é nada, ou melhor, é um nada, um lixo que não está nem a esquerda e nem a direita do que quer que seja. Quanto ao governador Anastásia, o conheço muito pouco, para não dizer nada, para emitir qualquer tipo de opinião. O governador Alckimin havia sugerido o nome do meu conterrâneo, o governador Beto Richa... mas com todo o respeito, com o perdão da palavra, para mim, não passa de outro, assim como A. Neves, monte de merda.

Sou pedetista e, do meu modo, brizolista, e não sou, portanto, petista; não obstante. não vejo nenhuma opção para o desenvolvimento real e integral do país fora do PT. Talvez, como o senhor bem pontuou, esteja no governador Eduardo Campos. No entanto, é necessário se esperar. Temo que qualquer mudança para fora do PT possa colocar em xeque tudo aquilo que o governo Lula construiu. Há um caminho desenvolvimentista e de centro-esquerda no Brasil fora do PT? Acho que essa é a questão que se deve ser discutida.

 

Se para ser presidente "competência de gestão", fosse o item número 1, os irmãos Ciro e Cid Gomes seria a chapa imbativel. 

 

O partido que tem como " principal ideológo ", a Ófelia da política brasileira, não podia mesmo ter futuro.

 Quanto a Serra, eu já disse faz tempo: É hoje o Maluf de ontem. Perdi todas - Cargo majoritário -.

 

PSDB: cada vez mais para a extrema direita.

Comparado com o PFL/DEM é pior, pois este (singular, pois é a mesma coisa) nunca escondeu suas intenções.

josé maria de souza

 

Será que só eu estou com esta impressão, de que quando o navio afunda os ratos pulam todos na água.

 

Follow the money, follow the power.

Em tucanês de raiz:

"Estamos provisóriamente, organizadamente e temporariamente despovoando de modo absolutamente seguro essa belonave"

 

 

 

PARA O SERRA, O METRÔ ANDA SUPER-LOTADO POR SER BOM E CONFORTÁVEL, AS CADEIAS BRASILEIRAS DEVE VIVER LOTADA PELOS MESMO MOTIVOS, NÃO É SERRA??????   KKKKKKKKKKKKK

 

KKKKKKK.........

 

Nassi, veja só o que lhe aguarda:

Folha: por PHA e Nassif
Gilmar condenará Dirceuhttp://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/08/19/folha-por-pha-e-nassif-gilmar-condenara-dirceu/

Se depender do PIG, o Dirceu processá você e o  PHA.

Ilógico? Mas quem é que precisa de lógica? Onde é que esta renegada mora?

 

Nassif onde está a gestão "formidável" do Anastasia/Aécio? Aqui em SP já vi muitas ambulâncias de MG; há dois meses vi uma de Poços de Caldas.  Por que será que o formidável Aécio e o seu "poste" (sim o Anastasia é um poste, de acordo com o dicionário do pig) não construiram um hospital de ponta em BH? O que eu sei é que construiram uma obra faraônica: o tal centro administrativo por R$3 BI, a toque de caixa, cuja licitação foi cirurgicamente distribuída para todas as grandes empreiteiras.

 

Toda essa discussão sobre uma suposta divisão ideológica entre PT e PSDB terá que ser refeita, quando for possível fazê-la com alguma distância. O PT foi-se ao longo dos últimos dez anos acomodando no espaço de centro-esquerda que era do PSDB, e o PSDB foi se conformando com o papel de porta-voz de uma direita furibunda e socialmente insensível, no qual suas origens social-democratas acabaram ficando irreconhecíveis. José Serra foi, no final do século passado, um expoente da ala mais à esquerda do partido, que pregava uma forte intervenção do Estado na economia e uma política redistributivista muito mais agressiva do que a realizada durante o governo FHC. Durante o governo Lula, ficou refém do discurso suicida que condenava os programas de redistribuição direta de renda como contraproducente. Com o sucesso evidente desses programas, ficou sem discurso, e foi cada vez mais tendo sua figura pública identificada com o traço mais nefasto de seu caráter: a truculência. Se perder as eleições em São Paulo, fará um bem imenso ao país e ao seu partido, que estará livre para reestruturar o próprio discurso a partir do zero. Terá basicamente duas opções. Ou se firma como opção conservadora (passando a lutar, por exemplo, por uma redução significativa da carga tributária), ou então recupera o ideário original do partido, e passa a ser um aliado estratégico desse novo PT que está sendo gestado no governo Dilma Rousseff. 

 

Ainda não foi dessa vez que deixaram Serra pra lá e começaram dizer alguma coisa do Haddad. Deixe jetio Haddad vai acabar perdendo para Soninha.

 

Na minha opinião, o futuro do PSDB sem o Serra é que o partido vai enfrentar um processo de encolhimento similar ao que PFL/DEM enfrentou a partir de 2006.

O motivo é simples: mesmo derrotado na eleição de outubro/2012 (o que provavelmente vai acontecer, dada a alta recorde de rejeição do candidato), Serra não vai deixar barato.

É notório que ele produziu ou produz dossiês contra seus "amigos" do PSDB e, com a mão amiga de certos setores do PIG (Folha e Reinaldo Azevedo, por exemplo), vai usá-los em 2014, seja contra Alckmim ou contra Aécio, seus principais desafetos - hoje - dentro do partido. O efeito contra o partido será devastador, que desde 2010 já vem enfrentando um processo de encolhimento. Nãoà toa, das 12 maiores cidades brasileiras, o PSDB não é favorito em nenhuma delas para ganhar a eleição. A exceção é BH, onde os tucanos apoiam o candidato do PSB, que é um partido da base aliada.

Ainda sobre Serra, como dizia um velho personagem do Chico Anísio, o vampiro brasileiro: minha vingança será malígna. É isso que podem esperar Alckmim e Aécio em 2014.

Por sinal, Serra é o verdadeiro vampiro brasileiro, e não me refiro somente à máfia das ambulâncias, mas sim ao sentido político da coisa: Serra vive de campanha política, ou seja, de dinheiro público, oriundo do fundo partidário que o PSDB recebe. E suga tudo que o cerca. Que o diga o PSDB.

 

não precisamos nos preocupar com os tucanos, demos, ppssistas, pdsistas e outras aves raras e ruminantes em extinção; serão protegidos pelo IBAMA em viveiros, gaiolas, jaulas e reservas

infelizmente é impossível a preservação das espécies que não mais conseguem procriar, como çerranídiios, os alckmintas, malufistas, zés de ribamar de sir ney, álvarus botox, robert jefferson et caterva

e também não poderão ser preservados os que não procriam, como aécio, cachoeira e kassab

e também os que simplesmente se extinguem como incompetentes completos, como os pássaros dodô, os mamutes e os robertofreires

Darwin tinha razão, os mais competentes sobrevivem, procriam e evoluem; as espécies idiotas simplesmente desaparecem

 

Ou o Brasil acaba com os juízes e políticos corruptos ou os juízes e políticos corruptos acabam com o Brasil. Alguém aí sabe para que servem a Polícia Militar e o Senado?