newsletter

Pular para o conteúdo principal

O governo Dilma no período pós-eleições

Por Marco Antonio L.

No Balaio do Kotscho

Como fica o governo Dilma após as eleições

Ricardo Kostcho

Em agosto, não por acaso, quando começaram ao mesmo tempo a campanha eleitoral e o julgamento do mensalão, a presidente Dilma Rousseff tinha um objetivo principal: manter o governo o mais distante possível das disputas e sair das eleições com a mesma base aliada com que entrou.

Dilma só participou de meia dúzia de comícios nos dois turnos e, agora, que faltam apenas quatro dias para a abertura das urnas, está fazendo um balanço de perdas e ganhos para ver o que vai fazer no período pós-eleições e pós-mensalão.

A disputa eleitoral entre partidos da base do governo provocou alguns abalos aqui e ali, sem maiores consequências, mas a principal questão que fica é como se comportará o PSB de Eduardo Campos daqui para frente.

Fiel aliado do PT de Lula desde a primeira eleição presidencial pós-ditadura, em 1989, quando o governador de Pernambuco era Miguel Arraes, avô de Campos, o PSB jogou em várias frentes no segundo turno, deixando em aberto o rumo que seguirá até a sucessão de Dilma daqui a dois anos.

O fato é que o governador de Pernambuco e presidente do PSB não só não subiu nos principais palanques do PT no segundo turno, como ainda por cima se aproximou cada vez mais do tucano Aécio Neves, o virtual candidato tucano em 2014.

Depois de participarem juntos de um comício em Uberaba, Aécio decidiu ir a Fortaleza e Campinas nesta semana, a convite de Eduardo Campos, para apoiar os candidatos do PSB. Detalhe: nas duas cidades, o adversário é o PT.

O que Campos sinaliza?, perguntam-se os estrategistas do governo. Pode tanto estar se cacifando para conquistar mais espaço no governo Dilma, como ensaiando um voo próprio para 2014, apresentando-se ao eleitorado como a terceira via diante da eterna polarização entre PT e PSDB. O governador já avisou que não pretende ser vice de ninguém e não tem pressa para chegar a Brasília.

Nas atuais condições de tempo e temperatura, embora tivesse crescido bastante em número de prefeituras e de votos no primeiro turno, o fato é que o PSB ainda não tem estrutura nos maiores colégios eleitorais do País para enfrentar os dois grandes partidos nacionais.

A presidente e o governador não se falaram durante o segundo turno e não está nos planos de Dilma tomar a iniciativa de marcar um encontro entre os dois. O Planalto vai esperar que Campos dê o próximo passo.

Enquanto isso, o PMDB de Michel Temer aproveitou a brecha deixada pelo PSB para reforçar sua aliança com Dilma e garantir a repetição da chapa para a disputa presidencial de 2014.

A lista de pendências da campanha eleitoral inclui o PDT de Paulinho da Força e o PR de Valdemar da Costa Neto, que apoiaram o PSDB de Serra em São Paulo, e o PRB, que está se aproximando do governador Geraldo Alckmin, já discutindo alianças para 2014.

Com o mapa dos resultados das eleições em mãos, a presidente deverá chamar para uma conversa os líderes da base aliada e só depois começará a montar a sua esperada reforma ministerial.

Para Dilma, caso seja confirmada no domingo, a maior vitória será a de Fernando Haddad em São Paulo, berço e principal reduto dos tucanos. Pela primeira vez, o PT elegeria um prefeito da capital paulista apoiado pelo governo federal, no momento em que o partido é bombardeado dia e noite na mídia por conta do julgamento do mensalão.

A presidente Dilma ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas sabe que, após as eleições, terá que falar alguma coisa, não dá para fazer de conta que não aconteceu nada. Só não sabe ainda como e quando fará isso.

Sem votos
9 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+9 comentários

O texto tem uma imprecisão histórica. O PSB teve candidatura própria em 2002: Garotinho, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, na frente de Ciro Gomes. Se Eduardo Campos se abraçar ao PSDB, acabará como Garotinho abraçado ao César Maia no Rio. Os filhos de ambos formaram uma chapa para concorrer à prefeitura e tiveram menos 3% dos votos. 

 

Eduardo Campos só 'se desgarra" do governo do PT em 2018, que ele não é bobo. Mesmo se acontecer que a Dilma perca popularidade (muito dificil), tem o Lula, e ele não é maluco de disputar com o Lula.

Já a Dilma, deveria ter em mente que fazer política não é apenas cuidar das alianças. Principaalmente agora que o STF as considera ilegais. O que vai dizer sobre o mensalão nem imorta tanto. Importa é reverter a situação fragilíssima do PT no STF e na PGR

 

Juliano Santos

Saindo o governo vitaminado das eleições, não obstante "mensalão", STF e covardias mais, deverá, e deve ao povo brasileiro, uma Lei de Médios.

Chega!!!

 

Também acho. Algum tipo de regulamentação da mídia é imprescindível. Essa é uma das tarefas políticas mais importantes do próximo período.

 

Desculpem-me os pernambucanos, mas Eduardo Campos não tem capital político nenhum no resto do Brasil. Ninguém sabe quem é ele. Ele é o neto do Arraes para os mais velhos, assim como Aécio do Tancredo e ACM Neto do Nosferatu.

Pernambuco é estratégico geopolitacamente para o Brasil, daí os investimentos. Grande capital, Recife, geograficamente bem localizada para possíveis intenções ultramar.

Acho, que se ele quer mais possibilidades políticas, que deve se contentar com o senado e com sua influência regional. Só. Aécio, o bonitão, era mais vendável que ele, não conseguiu, foi produto rejeitado internamente. Quem dirá Campos, um desconhecido. Conhecido só aqui mesmo. Ainda que com um avô com uma história mais interessante que Tancredo. Desta família só sobrou o Guel Arraes que por ironia do destino trbalha "lá nela". Ou "lá ele"! Como dizem os baianos.

E antes que digam que é bairrismo, idem serve para a Bahia. Não há expressão política aqui.

Salve Pernambuco, Se salve Bahia, Salve Brasil.

 

 

O PSB teve votação expressiva no Nordeste (em alguns estados) é bom frisar. Não foi um fenômeno nacional. Suas boas administrações no Nordeste contam, mas não explicam tudo!

Sua força eleitoral se explicou, também, porque sua imagem está colada com o Governo Federal e com as políticas sociais adotadas nos últimos 10 anos. Sendo da base aliada ao Governo Federal,  realizando políticas sociais em prol dos mais necessitados, recebendo aporte financeiro e obras do PAC, que geram centenas de milhares de empregos, pesam na discussão de seu tamanho atual e futuro.

o voto no partido é, também, fruto dessa "quase doença" da velha mídia em colocar o PT como o partido mais corrupto de todos. Então, dentro da base e do espectro político de centro esquerda, ele angariou votos que se daria ao PT. E impulsionado pela aprovação dos governos de LULA e DILMA, perante a população, certamente + a imagem de progressista, aliado do povo e com bandeiras de soberania do Brasil frente as questões internacionais.

Se envolver com a parcela política que faz oposição sistemática ao PT, Governos LULA e DILMA é assinar uma carta de burrice. Eles não têm cacife para ser um partido vencedor no pleito de Presidente, ainda. AÉCIO, FHC, SERRA, ACM Neto (que até pode ganhar a eleição), SÉRGIO GUERRA, etc. não estão agregando votos para vencer uma corrida presidencial. Colar a imagem com estes políticos não dá no coro, como diz o ditado popular. Estes políticos formam um grupo de políticos, que criou uma cisania eleitoral, viraram anti-LULA, anti-PT, anti-Programas Sociais, etc. O anti deles é arraigado na população e o candidato que lhes têm associados, perde de cara 40% dos votos no País, podem crer. É só postar uma imagem ou fala deles e pronto. 

O PSB se aliando aos velhos políticos e à velha mídia perderá identidade. Perderá estofo social e pode se destruir. Certamente, boa parcela do partido se filiará em outra legenda e isto não trará benefícios para o partido, que diminuirá de tamanho, ao invés de crescer por se aliar aos políticos errados e a velha mídia. Além, de começar a perder as bases sociais que tenha, estas vão aos poucos sair do partido. Então, viram o novo PSDB, e ficam relegados ao plano estadual, no máximo. 

Ao invés, se o Eduardo Campos reforçar sua aliança com DILMA e as centro-esquerdas o inverso pode acontecer: o PSB pode muito bem alternar com o PT no plano Federal e ser o partido governista em 2018. Assim, se daria uma renovada nos ares federais, para não ficar viciado o poder, dentro da base e dentro da centro-esquerda; como já é bem claro em São Paulo e a centro-direita no poder, com os quase 20 anos de PSDB no comando do Estado. 

Aceitar as benesses da velha mídia e sua bondade em não atacar o PSB em troca de poder, simplesmente, mas depois ficar refém de políticas que são contrárias, até ao pensamento dos políticos mais conservadores do partido? Ou tentar ser um partido grande, com base popular, intelectual e sindical + movimentos sociais militando dentro do partido e uma alternativa ao PT? A primeira opção pode levar ao desfacelamento da legenda, ainda pouco consolidada e pouco homogênea. A segunda opção, acredito nela, criará um partido forte e com futuro garantido. 

 

O PSB cresceu pelos seus méritos e pela ANTIGA PARCERIA COM O PT, vários partidos da base , mesmo os que entraram só quando LULA foi eleito cresceram também, Quem era o PR antes?


Se o PSB desconsiderar os frutos da parceria com o PT estará fazendo sua grande mancada política.


parceiros e encontros fúteis de ocasião pode ser emocionante mas constuma virar uma grande dor de cabeça.

 

                C O M I S S Ã O  D A  V E R D A D E...SOBRE   o S T F......Jáá

 

    Penso que deve-se constituir uma comissão da Verdade,..aos moldes dessa sobre o Regime de Excessão,

  Para analizar, e julgar o STF e a ação 470,..pois os ministros assumiram o Risco de um Julgamento Mequetrefe,..e devem se responsabilizados por essa atitude leviana e com consequencias enormes para a sociedade em efeito dominó.   (JUIZ DE BH DESCONSIDERA LEI APROVADA POR COMPRA DE PARMENTARES

     Então deve ser requesitado pelo advogado da UNIÃO,..imediatemente cópia de toda filmagem do STF,.sobre a 470, na integra,..e cópia de todos os documentos,...e viabilizar urgentemente essa comissão da VERDADE ...sobre o STF nesse pseudo Julgamento...

     O    BRASIL   aguarda uma  RESPOSTA a ALTURA das IRRESPONABILIDADE do  S T F..

         A S S U M I R A M o R I S C O   de um Julgamento de linchamento pautado pela M Í D I A

 

Tomara mesmo que o Eduardo Campos se junte ao Aecinho. Será uma derrota para fazer o gosto de todos os petistas!!

 

Sou Brasileiro e tenho orgulho disso! Torço pelo Brasil dentro e fora de campo!!