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O impacto econômico das guerras

Por Marco Antonio L.

Do Valor Econômico

Eventual ataque ao Irã teria amplo impacto na economia mundial 

"Ninguém anunciou uma guerra, minha jovem", disse o presidente dos EUA, Barack Obama, em Nova York em 2 de março, apontando o dedo para uma pessoa da plateia que criticou a possibilidade de uma ação militar contra o Irã. "Mas compreendemos sua opinião." O auditório aplaudiu e um sorriso atravessou o rosto do presidente.

É muito cedo para dizer quando, ou mesmo se, a prolongada disputa sobre o programa nuclear do Irã vai resultar num conflito armado. "Ainda há uma janela para uma solução diplomática", disse Obama antes de um encontro com o premiê de Israel, Benyamin Netanyahu, em 5 de março. Uma série de sanções econômicas ocidentais contra o governo iraniano, que incluem o embargo às exportações de petróleo para a União Europeia, aumentou a disposição dos governantes do país de "recomeçar as negociações sem precondições, coisa à qual eles não estavam receptivos no ano passado", diz Karim Sadjadpour, analista especializado em Irã do Carnegie Endow-ment for International Peace. Uma guerra com o Irã em 2012 "é plausível, mas não provável", diz ele.

A justificativa econômica contra uma guerra é forte. O nervosismo com a instabilidade no Oriente Médio já elevou o preço do petróleo tipo Brent em cerca de 10% desde o começo do ano. Até um conflito limitado com o Irã - o segundo maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), atrás só da Arábia Saudita - elevaria o prêmio de seguro sobre o tráfego de navios petroleiros pelo golfo Pérsico.

O Irã exporta 2,5 milhões de barris de petróleo por dia, e a Opep carece de capacidade para compensar a provável perda de fornecimento iraniano na eventualidade de um ataque, segundo afirma Robert McNally, presidente do Rapidan Group, uma consultoria especializada no setor de energia.

Isso seria uma fórmula para um choque do petróleo muito mais doloroso que o atualmente vivido pelos consumidores mundiais. "O que estamos vendo agora é um mercado que está muito temeroso e muito apertado", diz McNally, ex-diretor sênior de energia internacional do National Security Council. "Nessas condições, não é preciso muita coisa para provocar uma disparada nos preços do petróleo."

O quanto o preço subiria com uma guerra e quais as consequências para a economia mundial? Isso dependerá de dois fatores: se a ação militar será iniciada por Israel ou pelos EUA, e da resposta do Irã.

Um ataque de Israel, que possui um poder aéreo limitado, pode terminar em questão de horas. Teria como alvos as quatro principais instalações nucleares iranianas de que o mundo tem notícia, mas não há garantias de que as bombas israelenses conseguiriam penetrar e destruir as instalações subterrâneas mais profundas do Irã.

Por outro lado, um ataque pelos militares americanos seria mais longo e mais abrangente, segundo Matthew Kroenig, especialista em segurança nuclear do Council on Foreign Relations, um centro de estudos americano. Ele acredita que uma campanha de bombardeios de duas semanas poderia não só varrer do mapa o programa nuclear iraniano, como também acabar com as defesas aéreas do país e com parte de sua capacidade em termos de mísseis balísticos.

Acredita-se que a nova geração de bombas "bunker-buster" (que penetram em bunkers subterrâneos) dos EUA, de 13.600 kg, poderia pulverizar alvos a até 60 m embaixo do solo. "Há muita confusão entre o que um ataque israelense faria e o que um ataque americano poderia fazer", diz Kroenig. "Israel conseguiria fazer o programa nuclear iraniano retroceder entre um e três anos. Os EUA conseguiriam atrasá-lo por dez anos."

Mas os custos disso poderão ser muito grandes. Se os EUA atacarem, "os iranianos poderão achar que têm menos a perder", retaliando com agressividade, acredita Michael Makovsky, diretor de política externa do Bipartisan Policy Center de Washington. Teerã poderia tentar sabotar instalações petrolíferas na Arábia Saudita e no sul do Iraque, lançar mísseis contra Israel ou empregar navios de guerra menores para investir contra navios petroleiros no mar da Arábia.

O pior cenário possível seria uma ação do Irã para sufocar o acesso ao Estreito de Hormuz, pelo qual passam até 40% do petróleo transportado por via marítima no mundo, possivelmente liberando seu estoque de 2.000 minas. Os EUA já alertaram que tal iniciativa provocaria um ataque total contra os militares iranianos. Será que o país está disposto a assumir tal risco? "Se o Irã concluir que seu regime está ameaçado, poderá tentar ampliar o máximo possível o conflito, com a maior rapidez possível, para levar outras potências a agir como mediadores", diz McNally.

Uma análise da consultoria Rapidan Group prevê que um ataque aéreo direcionado contra o Irã, seguido de uma resposta parcial iraniana, levaria os preços do petróleo a subir US$ 23 por barril antes de um recuo. O petróleo tipo Brent foi negociado a US$ 125,98 o barril na sexta. Um conflito mais prolongado, se envolver o fechamento, mesmo que breve, do Estreito de Hormuz, poderia elevar os preços do petróleo em US$ 60 por barril, "Isso seria a maior ruptura geopolítica da história do mercado global de petróleo", afirma McNally.

Ed Morse, diretor global da análise de commodities do Citigroup, estima que, se o petróleo chegar a US$ 160 o barril, os EUA perderiam dois pontos percentuais de crescimento econômico, o bastante para acabar com a nascente recuperação e fazer o país voltar à recessão.

O dilema para o governo Obama é que as alternativas podem ser ainda piores. "Se não tivermos esse confronto agora e acabarmos com um Irã nuclear, teremos que avaliar as consequências de lidar com uma corrida armamentista nuclear no Golfo Pérsico", diz Anthony Cordesman, do Center for Strategic and International Studies.

No mínimo, os EUA teriam de investir em novas tecnologias antimísseis e manter presença considerável no Oriente Médio, justo agora que se retira de suas guerras na região. "Isso poderia ter um grande impacto na intenção dos EUA de reduzir seus gastos com defesa", diz Cordesman. Como um Irã nuclear deixaria o Oriente Médio e o mundo menos estáveis, isso também implicaria viver com preços do petróleo maiores por um futuro indeterminado. "De longe, o pior resultado para a economia mundial seria o Irã com armas nucleares e hostil", diz McNally.

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Gente, percebam no impasse do ataque a gravidade da situação: ninguém quer atacar PRIMEIRO - ambos os lados querem ser "levados" ao conflito, e não é por medo de uma condenação moral por parte da comunidade internacional de nações, não - eles já invadiram o Iraque em 2006 sem se preocupar com isso, sem nem mesmo o consentimento do CS da ONU. As armas de destruição em massa nunca foram achadas - e a cara-de-pau foi mantida.

EUA e Israel querem guerra com o Irã, mas cada um por uma razão diferente:

- Israel quer atacar agora porque sabe que o Irã já tem algumas ogivas nucleares - estas fornecidas pela China ou Rússia - mas não possuem capacidade de produzir suas próprias bombas. No entanto, terão tecnologia plena de mísseis balísticos muito em breve, e aí não será mais possível anular a ameaça de um contra-ataque nuclear. Querem o ataque agora, devastador e não-nuclear ocorrendo de forma vertiginosa - uma ação precisa e cirúrgica, cortando o mal pela raiz e evitando um conflito de média/longa duração que possa trazer as potências nucleares ao campo de batalha do Oriente Médio - nisto tem razão, pois a China certamente viria em socorro do Irã. Eles acham que um ataque rápido e agudo atingirá o objetivo, destruirá a capacidade nuclear iraniana e traria a vitória ANTES de um contra-ataque maciço de qualquer das duas potências - EUA ou China. Acham que podem ganhar, assim.

- Já os EUA (a eles pouco importa quem começar) ANSEIAM PELO CONFLITO NUCLEAR que leve ao combate com a China, o que destruiria o Oriente Médio e a Ásia Central sem compromenter decisivamente seu território, população ou infra-estrutura. Pouco importa a eles (os políticos e militares estadunidenses) o destino dos israelenses; em inúmeras simulações feitas pelo Pentágono de um eventual conflito nuclear registrou-se a probabilidade muito grande de que Israel - assim como o Irã - deixem de existir entre o first strike e o counter-strike de segundo momento (o Mossad sabe disso e é contra alinhar-se cegamente aos estadunidenses). Vejam os fatos: ambos (Irã e Israel) estão com seus territórios totalmente dentro da região do conflito, sendo que Israel é uma nação territorialmente tão pequena e compacta que bastaria UMA SÓ ogiva nuclear iraniana para comprometer seriamente a infra-estrutura do país e matar grande parte de sua população; já o Irã tem território maior, precisando de uma ação nuclear mais forte e maciça (oito a doze ogivas lançadas) para atingir todo seu território na mesma intensidade com que Israel seria. E mesmo isso poderia não evitar o êxito de um único lançamento nuclear iraniano.

- Voltando aos EUA, a guerra nuclear para eles soluciona vários "nós": arrasa o Oriente Médio (mas não as reservas de petróleo), destrói de um tapa só os (incômodos) israelenses e uma grande parte da população islâmica mundial - iranianos, palestinos e também sauditas - estes últimos os maiores aliados, mas também os maiores credores dos EUA depois da China. Esta também teria que ser confrontada cedo ou tarde, então que seja já - uma meia-vitória ocidental faria "amansar" o dragão e anularia o sistema econômico internacional atual, com seu ambiente hoje favorável aos asiáticos. Mais: destroçaria o atual sistema livre e global da internet, desencadeando medidas repressivas e bloqueios de mídia e direitos civis em quase todas as nações do mundo. Seria um cenário win-win, de qualquer forma.

Porém, há dúvidas sobre alguns momentos desse conflito global previsto:

- De um primeiro confronto nuclear Israel/Irã localizado, desdobrar-se-ia a entrada (primeiro) da China e (depois) dos EUA. Ocorreria entre estes uma troca nuclear considerável, pois a China entraria no conflito não meramente dando suporte a um moribundo Irã, mas tb avançando suas tropas para dentro da região.

- Isso é exatamente o que os EUA querem, por incrível que possa parecer; eles desejam o conflito com a China em termos de uma troca nuclear massiva com os asiáticos e no Oriente Médio - não terão seu solo ou infra-estrutura comprometidos decisivamente (talvez nenhum míssil chinês atinja o solo dos EUA) no ataque nuclear de mísseis balísticos intercontinentais de um primeiro momento do conflito, pois suas contramedidas são muito eficientes - mas tal ação os deixaria livres para contra-atacar o solo chinês nuclearmente, da mesma forma. Porém, a reação chinesa ao contra-ataque nuclear estadunidense é o começo de um cenário em que não é possível a mensuração exata de consequências/resultados. Tal como os israelenses não sabem se conseguirão neutralizar 100% dos ataques nucleares iranianos, é ainda menor a possibilidade dos EUA neutralizarem totalmente um segundo lançamento em série chinês, de bases desconhecidas pela OTAN.

- Outro fator impoderável em qualquer cenário é a Rússia - não se sabe para que lado irá pender. Hoje tudo indica que penderia para chineses e iranianos, o pior pesadelo. Sua aliança é fator decisivo tanto no desfecho do conflito nuclear quanto num cenário pós-guerra: pode entrar depois do ataque chines ou do contra-ataque americano para qualquer dos lados, coordenando seu lançamento de mísseis simultaneamente a qualquer uma das ações - não teria grandes perdas e sairia possivelmente desse conflito como a potência nuclear hegemônica no mundo. Para os americanos, é desejável jogar a China contra os russos - mas isso só seria possível com um ataque europeu em favor dos EUA e a consequente movimentação das tropas chinesas por território russo na busca da invasão da Europa, quebrando a neutralidade da ex-república soviética - tudo altamente improvável.

De todas as possibilidades, fica uma certeza: para o vencedor a guerra zera tudo - dívidas, compromissos, alianças de honra, liberdades e, principalmente, LEIS - "Inter arma enim silent leges" (Em tempos de guerra, silenciam as leis). E vão-se embora os inimigos e suas ameaças - além dos amigos indesejados, aqueles de ocasião...

 

"Ed Morse, diretor global da análise de commodities do Citigroup, estima que, se o petróleo chegar a US$ 160 o barril, os EUA perderiam dois pontos percentuais de crescimento econômico, o bastante para acabar com a nascente recuperação e fazer o país voltar à recessão."

 

Esse Ed Morse é mesmo de morte! Ele deve estar com encalhe dos títulos para vender e se "apropria" de uma falação de guerra para passar seu mico adiante, não é?

Não gosto desses típicos chutadores, que ficam sacudindo planilhas para provar o que a realidade não deixa.

O que eu espero de um bloqueio naquele estreito é que ele dure o bastante para o nosso pré-sal deslanchar, isto é, para chegarmos a uns 10 -15 milhões de barris/dia. Aí sim, a nossa festa vai começar !!!

Que os brimos se arrebentem, prá nóis lucrá !!!

 

Uma coisa é certa: como sempre, muita "gente bem" vai ganhar (e já está ganhando) muito dinheiro com mais essa guerra. Como no caso do Iraque, os grandes interesses favoráveis à guerra não estão nem aí. O negócio é lucrar: quanto pior, melhor.

 

Ou o Brasil acaba com o PIG, ou o PIG acaba com o Brasil

"There can be no daily democracy without daily citizenship" Ralph Nader

 

eu tenho pra mim que, assim como o imperio tem  armas em segredo - ou segredo de alguns aspectos mais destrutivos e devastadores de certas armas novas-  os militares, tecnicos e cientistas do IRA que nao sao poucos, tambem trabalham ha alguns anos em suas proprias surpresas.

E eu, voce e a torcida do corinthians sabemos que a necessidade é a mãe da invençao e a progenitora do genio.E se tem algo que o Irã possui em enormes estoques é necessidade, a de auto defesa. Portanto eles trabalham febrilmente, dia e noite. E em situaçoes assim, se alguem aparece com jeito de espião, nao se hesita em cortar-lhe a garganta, mesmo que na duvida. O imperio nao vai atacar se tiver certeza que a resposta será total e que o preço a pagar pela vitoria, intoleravel. O ira é maior que frança,espanha e italia e portugal somados.

Uma potencia como usa confia em controle tecnico total, em tecnologia de ult geraçao, em planejamento da morte alheia, na potencia de seu golpe, e no funcionamento certinho de sua cadeia de controle e comando...mas é como o time de futebol que entra em campo confiante demais. Fica perto de ter uma surpresa. Os iranianos ao contrario confiam so em lutar com tudo o que tem á mão, começando pela geografia, seu mar raso, seu estreito em gargalo e a vontade de seu povo. E um ataque grande ou pequeno levará a decisao de construir a bomba amanhã, seja qual for o partido no poder em teerã.

 

Caro Nassif

Para onde foram as granas dos bancos centrais do Afeganistão, Iraque, Líbia?E agora ainda querem o da Síria, do Irã, fora o petróleo.

Saudações

 


Um ataque ao Irã é um EXECELENTE negocio para quem saber quando vai acontecer, um negocio bom, com retorno grande no curto prazo... quem souber a hora de apostar vai ganhar muita grana!


Em termos estratégicos quanto mais cirurgico e poderoso melhor, acaba com o programa nuclear deles numa tacada só, mas a médio longo prazo é como abrir um enorme flanco para retaliações no Afegnistão e Iraque, criando um dilema... se sai o Irã aproveita e fortalece os simpatizantes locais... se fica o Irã faz o mesmo, mas com os soldados americanos se tornando alvos, se bem que não falta motivo para isso acontecer agora.

 

Netanyahu chantagista+eleiçoes+verbasdepentagono+midia+planos-estrategicos-de-controle-da-Eurasia dao nessa conversa ai. E a china tb.pode impedir.Existem em diplomacia conversas pra consumo publico e recados pra valer.

E existe o plano (em execuçao ha tempos) da cupula israelense de criar o GRANDE Israel, expulsar os chatos palestinos, tomar sua terra e seus recursos, (agua,petroleo,terra) no que ainda lhes resta e para ISSO uma agenda diversionista de guerra ao Iran, perigo iraniano etc é uma ótima pressao p/empurrar Obama a concessões permanentes para TelAviv.

Se os aiatollas traçaram uma linha vermelha e deram o recado ao imperio que sob ataque vao fechar o estreito petrolifero... entao as coisas vão se desenha a partir dai. Nao sei, se deram, nao sabemos mesmo.

 

 

 

 

Ser "da paz", tá fora de moda?!

Como fazer entender aos EUA q a política do valentão perdeu seu espaço??

Que o mundo, ainda machista, já rompeu grandes amarras c/ essa qualidade canhestra??

Vamos sentar, tomar uma cachacinha e negociar???

 

Esta é a guerrinha que falta para enterrar de vez o império americano. O Irã não é o Iraque, o povo apoia seu governo e o terreno extremamente acidentado não permitiria uma invasão como a do Iraque. Além do território iraniano ser 4 vezes maior que o iraquiano, ainda é cercado por países que sofrem grande influência da política deste país. A Europa, fragilizada pela crise que abala o continente, dificilmente se arriscaria nesta aventura. A  guerra ao Iraque foi uma guerra contra Sadan, a contra o Irã seria contra a fé árabe. E o Obama que já está atolado de problemas em sua terra, não iria se meter numa batalha que ninguém sabe como terminaria.

 

pra sua informação o irã ñ é arabe...é persa !

 

Os analistas falam que o barril do petróleo vai chegar a U$ 160 ! Muita bondade ! A Arábia Saudita não iria perder a boquinha de vender o barril a menos de U$ 300 ! Aí quero ver ! O valor da energia subindo geraria uma estagflação fortíssima impossível de prever suas consequências.

Por que resumir o conflito à EUA/Israel x Irã ? É mais abrangente ! O Hizbalah dispararia contra Israel, os radicais de da faixa de Gaza e possívelmente a Síria. A Russia e a China forncendo logísitica para o Irã e ao mesmo tempo os chineses poderiam deixar de financiar os EUA. Aí sim a coisa ficará preta.

Ninguém pensa nas consequências da radiotividade nos cidadãs irânianos ! Vai ser só jogar as bombas B-61 e pronto ... Claro que não ... E se o Irã conseguir acertar diretamente Dimona ? Destruir Dimona ? As consequencias para os israelenses ifinitamente nefastas devido ao seu pequeno território.

Este cenário está muito simplório. Os EUA nunca atacaram um país e quando atacaram perderam feio, mesmo depois de anos a fio. Não é factível que os EUA vão conseguir sobrevoar livremente o Irã. O Irã ainda não mostrou todo seu poder e tecnologia bélica.

 

Exatamente, o Netanyahu vai sair explodindo instalações nucleares? e as nuvens radioativas? os "civilizados" e os "democráticos" vão permitir isso?

 

Se os primeiros a morrer ou perder entes queridos quando da eclosão de qualquer guerra fossem os políticos, os militares, os fanáticos religiosos e os que a financiam, com certeza seríamos um planêta sempre em paz. 

Basta de tanta cretinice e escrotagem no mundo! Pensam, preparam-se, fazem uma guerra como se fosse a coisa mais natural do mundo. Como se isso não significasse a total e rasa negação de todo o esforço civilizatório humano. 

Foi para isto, seus merdas, que "evoluímos"? Para nos auto-destruirmos, causar sofrimentos inenarráveis a inocentes? 

Vão todos para a PQP!

 

Apesar do texto contundente , você tem toda razão ,JB !

Gente como esses Cordemans e McNallys e seus "institutos" que não fazem nada de realmente produtivo para a humanidade , somente produzindo sandices nesses "pseudo relatórios" , além de tantos  outros indivíduos parasitas do mesmo naipe , juntamente com esses fanáticos e fundamentalistas religiosos que assolam os nossos dias , todos são totalmente dispensáveis para a civilização !

 

se atacarem o Irã, aí podem se preparar para o fim da civilização como a conhecemos

 

 

nossa que meda!!!!!

vamos nos render aos iranianos e assim preservar nossa sociedade!!!!

bestalhão!!!

 

"A verdade é a melhor camuflagem. Ninguém acredita nela." MAX FRICH