newsletter

Pular para o conteúdo principal

O jogo da desinformação na CPI de Cachoeira

A SITUAÇÃO EM GOIÁS

Há momentos divertidos nas tentativas da oposição ao governo federal – a situação em Goiás - de defender Carlinhos Cachoeira e banda.

O país descobre – graças ao trabalho da Polícia Federal – que o líder dos Democratas no Senado, o relator do projeto da "Ficha Limpa", o paladino da moral e dos bons costumes, alçado ao posto de mosqueteiro da ética no Congresso Nacional, não passava de sócio minoritário de uma quadrilha de bandidos, recebendo ordens diretas do chefe da gangue, que lhe tratava com algum desdém.

Agora, a parte divertida: como o braço midiático da quadrilha reage a esta descoberta?

Trazendo para as manchetes e capas a palavra "mensalão".

É a primeira vez que eu vejo a imprensa lutando bravamente CONTRA a instalação de uma CPI. Se é que uma CPI pode ser boa para alguém, é boa para a imprensa, que precisa de novidades para vender jornais e garantir a audiência. Então, por que a imprensa foi tão contra esta CPI?

Veja se me acompanha (isto é um pouco complicado, dependendo da época, do estado e da folha): a base de apoio do governo federal protocolou o pedido de CPI. A imprensa diz que foi a mando de Lula, que Dilma e seu governo não queriam. O PT, partido de Dilma, defende a CPI. A imprensa diz que Dilma e o seu governo ficaram furiosos. A imprensa repete mil vezes que CPI "se sabe como começa, etc...", que a CPI é uma tentativa de vingança de Lula e vai prejudicar o governo Dilma. Com fontes seguras no Planalto, a imprensa diz que o PT voltou atrás e agora quer atrasar a CPI. O PT garante as assinaturas para instalar a CPI. O que diz a imprensa?

"Palácio do Planalto aborta tentativa de atrasar investigações no Congresso"

Vocês eu não sei, mas eu achei a idéia de "abortar uma tentativa" um tanto confusa.

"Ele abortou várias vezes a tentativa de trabalhar. Ou seja, é um deitado!".

"Desculpe, mas abortei a tentativa de comprar sua revista, fica para a próxima!".

"Eu abortei a tentativa de parar de fumar. Tem fogo?".

X

Menos divertido, ao contrário, como momentos comoventes, o esforço de colegas de profissão – bons jornalistas – de alertar o distinto público sobre o que há de vir na CPI, mais detalhes sobre a relação de maus jornalistas com o crime organizado.

Uma coisa é ouvir um bandido sobre o crime, avisando ao leitor que a informação foi dada por um bandido, isso todos fazem e devem, precisam fazer.

Outra, muito diferente, é ser sócio do bandido, publicando o que ele quer, quando quer, sobre quem quer, anos a fio, e sem contar para ninguém que ele é um bandido, com interesse direto, financeiro, na publicação daquilo que ele chama de "reportagem investigativa".

O modus operandi da quadrilha é simples e fica muito claro pelo que já se conhece das investigações. Na maior parte das vezes, se trata de arapongagem, grampos e gravações ilegais onde o bandido oferece suborno (o que é crime) ou, sabendo que está sendo gravado e seu interlocutor não, envolve a vítima (desonesta ou não) em conversas cabeludas que, bem editadas, podem destruir reputações. De posse destas gravações e com acesso direto às manchetes, a quadrilha arma suas chantagens, ameaçando adversários e desafetos, cobrando para publicar ou não publicar informações.

Segundo a decisão da Justiça que mandou o "empresário de jogos" Carlos Ramos temporariamente para o xilindró, "detectou-se ainda, nas investigações, os estreitos contatos da quadrilha com alguns jornalistas para a divulgação de conteúdo capaz de favorecer os interesses do crime".

Alguns não são todos, embora um indisfarçável espírito de classe possa fazer pensar que sim.

X

É tanta roubalheira que a gente chega a esquecer a da semana passada. Acho que não faz um mês que o Fantástico mostrou imagens chocantes de bandidos oferecendo suborno para hospitais públicos. O que está acontecendo com aquela investigação? Alguma notícia, em algum lugar?

Aquelas pessoas foram filmadas, gravadas em alto e bom som, roubando dinheiro de hospitais públicos, um deles um hospital de oncologia, que atende pacientes com câncer, pelo SUS. Ladrões de hospitais são assassinos covardes, filhos da puta que matam aleatoriamente mulheres, crianças e velhos. Eles vão devolver o dinheiro que roubaram? Vão para a cadeia? Quando? E por quanto tempo?

http://www.casacinepoa.com.br/o-blog/jorge-furtado/situa%C3%A7%C3%A3o-em...

Sem votos
37 comentário(s)

Comentários

Comentar

O conteúdo deste campo é privado e não será exibido ao público.
+37 comentários

vai ser uma vergonha, veja quem vão ser os relatores e presidentes da CPMI?......................

Igual ao processo da morte do Celso Daniel, quem era a delegada na época do processo, qual seu ParenTesco?

 

Todos estamos sendo atraídos pelo vórtice. Estamos nos defrontando na dialética política e midia. Interregno de ciclos e neles as forças se agigantam. Na política estamos bem-Dilma governa.

 

Agora falta ganhar a batalha com o PIG. Nossas forças? Carta Capital, Brasil de Fato, alguma TV Record e a blogosfera. Daí o prazer, diria a volúpia que sentimos da hora decisiva se aproximando.

 

Lá do Cidadania “ a imprensa no banco dos réus pela primeira vez na historia do Brasil”. A historia do Brasil tem digamos 512 anos a da Europa tem 2012 anos. Aqui estamos a construir no micro cosmo do cotidiano de cada um macro: America Latina, berço de uma nova civilização, agora com o esplendor da raça ibero americana.

 

Me espanta que nessa rede de intrigas e chantagens não haja notícias de violência física mesmo: nunca ninguém se rebelou e teve que ser silenciado a força?

 

proponho a seguinte Lei da Mídia: Artigo Único - Jornalista que inventar notícia vai em cana.

 

Os noticiários do PIG dão a notícia de instalação da CPI de forma bastante apreensiva. É hilário e triste ao mesmo tempo ver a que ponto nossa "grande" imprensa chegou. Lamentável.

 

Eu já sabia. É muita raridade ter alguém que preste nessa associação demotucana e aliados. No quadro dessa coligação estão os politiqueiros raposões que criarão e aperfeiçoaram todo tipo de politicagem e ilícitos que ainda presenciamos no país. São os mentores da corrupção política. Precisamos passar o país a limpo e para isso essa turma tem que ser varrida do cenário nacional. Álvaro Dias, Agripino, Richa, Aécio, Cerra, ACM Neto, Jeressati, Herácido Torres, e outros, também não me enganam. Não têm como esconder suas fortunas.

 

É por isso que eu ponho as minhas barbas de molho com o "jornalismo investigativo". Investigação é coisa muito séria e deve ficar restrita às instituições estatais que são preparadas para isso e fazem sob controle do judiciário, dentro da lei. Desde invasão da privacidade até, como estamos assistindo agora, óbvios esquemas de traição à pátria, as investigações feitas por pessoas despreparadas e sem compromissos com a legalidade (os jornalistas) conduzem a este caos legal em que o Brasil está mergulhado. Ou se restabelece o direito à resposta imediata de pessoas e instituições atingidas pelas reportagens ou editoriais na imprensa, acompanhado de várias outras medidas de contrôle sobre a imprensa, ou se proibe terminantemente a atividade criminosa que é o "jornalismo investigativo".

Esta minha opinião surge a partir da reflexão que faço dos acontecimentos recentes e todas as suas consequências. O jornalismo investigativo não está merecedor e à altura da necessária liberdade de imprensa. Coisas e pessoas têm que evoluir na sociedade. Estados de selvageria, como é o caso do PIG, da imprensa marrom, tem que ser coibidos para que aprendam a se comportar democraticamente.

 

Impagável;

1) O PT está boicotando a CPI pois não sabe onde ela vai parar, provavelmente atingirá os "mal feitos do governo"

2) O PT está incentivando a CPI para "jogar uma cortina de fumaça no mensalão"

kkkkk

Lembrei de uma antiga tirinha das cobras do Veríssimo (pena que não as tenho aqui), época do governo sarney, inflação de quase 80% ao mês:

Duas cobras caindo encontram outras duas "caindo para cima". Trava-se o diálogo:

- Para onde vocês estão indo?

- Para o fundo do abismo

-Mas o abismo é para o outro lado.

- Um mínimo de organização, gente!!!

 

Aplica-se à imprensona de hoje: um mínimo de organização gente. Pelo menos entrem em acordo em relação à teoria de vocês aí....as coisas estão meio sem sentido....kkk

 

Jorjão bateu no gomo da costura... Seria como a Imprensa ser contra um 2o Turno de eleição majoritária... Opa, em São Paulo isso acontece? Não entendo mais nada...

 

Excelente, Jorge!

Nós assistimos e vamos continuar a assistir, a cada dia: um conjunto de contradições, de mentiras, de envolvimentos de pessoas inocentes, de tentativas de tirar o corpo fora, de tentativas de mudar o foco na velha mídia.

Eu sou uma pessoa positiva e acredito que boa parte da velha mídia perderá espaço, a cada dia mais, dentro de seus próprios redutos de leitores e ouvintes. Estão fazendo a gente de bobo. 

Pensem comigo: quantos pessoas no Brasil, dessas que eles tentaram arregimentar, sob a batuta do "mensalão", do "lulopetismo", "do Governo mais corrupto da história" são contrárias à CPI? 

Eles alimentam a palavra corrupção no imaginário das pessoas o dia todo e agora, quando se quer investigá-la, dizem que o único interesse do PT na CPI do Cachoeira, seria: desviar o foco do "Mensalão"? A população quer as duas coisas, o imaginário "mensalão" criado pela velha mídia e a CPI do Cachoeira, criada por fatos concretos!

Temos uma oportunidade de ouro de trazer, para o lado progressista e para o lado do grupo que se pauta pela ética jornalística, milhões de brasileiros, os "teleguiados" da velha mídia. Sobrará aquele grupo, quem sabe menos de 10% das pessoas, que representam o conservadorismo de pensamento e que pensam de maneira elitista, não aceitando um Governo Trabalhista. 

Milhões de pessoas pelo Brasil são bem-intencionadas e corretas, estão do lado da Ética e da verdade. Se formos capazes de arregimentá-las, com a coragem de desnudar o Brasil para os brasileiros, tendo como nascedouro a CPI do Cachoeira, a velha mídia definhará a cada dia mais. Seremos quase todos e eles uma pequena parcela da população falando para eles mesmos, como se tivessem ouvidos moucos os mais de 90% de brasileiros, que deles preferirão distância.

Não conheço quase ninguém que goste de ser enganado o tempo todo! Essa não é a amizade que o brasileiro cultiva. Podemos criar uma inimizade profunda entre a velha mídia e seu público "teleguiado", sem uma arma disparada, sem nenhuma sangria ou revolução, apenas estabelecendo-se as verdades, que nos querem crer sejam outras, criadas e fictícias!

 

É isso aí Jorge, a pergunta chave é "por que a imprensa é tão contra esta CPI", e arrisco responde-la.

POR QUE ELA É A GRANDE PROTAGONISTA, ao associar-se a quadrilha de meliantes para obtenção de grampos ilícitos, a serem utilizados contra o governo constitucionalmente eleito, durante quase dez anos, para derrubá-lo.

Deltas empreiteiras, caixa 2, Cachoeiras, sobrepreços, propinas, superfaturamentos, nepotismos, tráfico de influência, tudo isso é mais antigo que andar prá frente e não é jabuticaba. A novidade é que pela primeira vez na história desse pais, a hereditária elite do atraso e sua atual guarda pretoriana, o Partido da Mídia, estão fora do poder e a mercê da justiça, para serem julgados e aniquilados em sua credibilidade, por um governo popular, ao atentarem contra a República.

Sabem disso e tanto sabem que, não titubeiam e não titubearão, em utilizar tudo que estiver à mão para não terem sua credibilidade (e a sobrevivência para muítos), reduzida a pó.  

É chegada a hora do grande confronto, adiado desde a proclamação da república, dessa vez com o povo no centro da praça, de olho no tribunal.

Ou o Brasil encarna, com Dilma e Lula,  que a  "vida quer é coragem" e fazemos desse país uma República de fato, ou nos acovardamos, não enfrentamos esses incompetentes parasitas do atraso e conformamo-nos para sempre em ser essa República de Bananas que eles nos legaram.

A hora é essa de soltarmos à voz, o herdado grito calado e guardado no peito, por gerações. 

 

Vazamentos funcionam muito bem como despistes...

utilidade principal é permitir que a oposição tenha condições de inventar, vamos dizer assim, categorias diferentes de inocentes e, principalmente, de culpados

Se conseguir,  é sinal de que ninguém se preparou adequadamente para desfazer a manobra ou nem quis  

Sei não. Torcendo aqui para estar redondamente enganado

Mas acredito que vamos poder confirmar, logo de início, se os piguentos de sempre entrarem numa de explanar a principal suspeita ou a já comprovada relação direta de toda a organização com a Veja, como sendo uma simples ligação de caras e máscaras, sendo as máscaras as fontes e os subordinados do governador as caras.

Se isto acontecer somado com ligeiros apartes dos que são contra o PAC e dos que defendem que Goiás tornou-se um antro de jogatina, porque é assim que acontece em qualquer outro Estado , não percam tempo, podem desligar a tv, porque tudo mais será propaganda política.

 

A Globo só falta colocar um revólver na cabeça do STF para julgar o suposto "mensalão" para abafar a CPMI do governador Cachoeira. As "meninas" do Jô então, estão histéricas querendo pautar a CPMI do governador Cachoeira e colocar o foco na Delta. 

 

Comentário do Bob Fernandes:

 

O mais cômico é o texto do Arnaldo Jabor que saiu nesta semana, se existir um ranking de absurdos, o dele fica num páreo duríssimo, perigando o primeiro lugar fácil,fácil...

A falência múltipla dos órgãos públicosQuinta, 17 de Abril de 2012, 03h09

ARNALDO JABOR Os corruptos ajudam-nos a descobrir o País. Há sete anos, Roberto Jefferson nos abriu a cortina do mensalão. Agora, com a dupla personalidade de Demóstenes Torres, descortinamos rios e florestas e a imensa paisagem de Cachoeira. Jefferson teve uma importância ideológica.

Cachoeira é uma inovação sociológica. Cachoeira é uma aula magna de ciência política sobre o Sistema do País. Vamos aprender muito com essa crise. É um esplendoroso universo de fatos, de gestos, de caras, de palavras que eclodiram diante de nossos olhos nas últimas semanas. Meu Deus, que riqueza, que profusão de cores e ritmos em nossa consciência política! Que fartura de novidades da sordidez social, tão fecunda quanto a beleza de nossas matas, cachoeiras, várzeas e flores.

Roberto Jefferson denunciou os bolchevistas no poder, os corruptos que roubavam por "bons motivos", pelo "bem do povo", na base dos "fins que justificam os meios". E, assim, defenestrou a gangue de netinhos de Lenin que cercavam o Lula que, com sua imensa sorte, se livrou dos mandachuvas que o dominavam. Cachoeira é uma alegoria viva do patrimonialismo, a desgraça secular que devasta a história de nosso País. Sarney também seria 'didático', mas nada gruda nele, em seu terno de 'teflon'; no entanto, quem estudasse sua vida entenderia o retrato perfeito do atraso brasileiro dos últimos 50 anos.

Cachoeira é a verdade brasileira explícita, é o retrato do adultério permanente entre a coisa pública e privada, aperfeiçoado nos últimos dez anos, graças à maior invenção de Lula: a 'ingovernabilidade'.

Cachoeira é um acidente que rompeu a lisa aparência da 'normalidade' oficial do País. Sempre soubemos que os negócios entre governo e iniciativa privada vêm envenenados pelas eternas malandragens: invenção de despesas inúteis (como as lanchas do Ministério da Pesca), superfaturamento de compras, divisão de propinas, enfrentamento descarado de flagrantes, porque perder a dignidade vale a pena, se a grana for boa, cabeça erguida negando tudo, uns meses de humilhações ignoradas pelo cinismo e pela confiança de que a Justiça cega, surda e muda vai salvá-los. De resto, com a grana na 'cumbuca', as feridas cicatrizam logo.

O governo do PT desmoralizou o escândalo e Cachoeira é o monumento que Lula esculpiu. Lula inventou a ingovernabilidade em seu proveito pessoal. Não foi nem por estratégia política por um fim 'maior' - foi só para ele.

Achávamos a corrupção uma exceção, um pecado, mas hoje vemos que o PT transformou a corrupção em uma forma de governo, em um instrumento de trabalho. A corrupção pública e a privada é muito mais grave e lesiva que o tráfico de drogas.

Lula teve a esperteza de usar nossa anomalia secular em projeto de governo. Essa foi a realização mais profunda do governo Lula: o escancaramento didático do patrimonialismo burguês e o desenho de um novo e 'peronista' patrimonialismo de Estado.

Quando o paladino da moralidade Demóstenes ficou nu, foi uma mão na roda para dezenas de ladrões que moram no Congresso: "Se ele também rouba, vamos usá-lo como um Omo, um sabão em pó para nos lavar, vamos nos esconder atrás dele, vamos expor nosso escândalo por seu comportamento e, assim, seremos esquecidos!"

Os maiores assaltantes se horrorizaram, com boquinha de nojo e olhos em alvo: "Meu Deus... como ele pôde fazer isso?..."

Usam-no como um oportuno bode expiatório, mas ele é mais um 'boi de piranha' tardio, que vai na frente para a boiada se lavar atrás.

Demóstenes foi uma isca. O PT inventou a isca e foi o primeiro a mordê-la. "Otimo!" - berrou o famoso estalinista Rui Falcão - "Agora vamos revelar a farsa do mensalão!" - no mesmo tom em que o assassino iraniano disse que não houve holocausto. "Não houve o mensalão; foi a mídia que inventou, porque está comprada pela oposição!" Os neototalitários não desistem da repressão à imprensa democrática...

E foi o Lula que estimulou a CPI, mesmo prejudicando o governo de Dilma, que ele usa como faxineira também das performances midiáticas que cometeu em seu governo. Dilma está aborrecida. Ela não concorda que as investigações possam servir para que o Partido se vingue dos meios de comunicação e não quer paralisar o Congresso. Mas Lula não liga. "Ela que se vire..." - ele pensa em seu egoísmo, secretamente, até querendo que ela se dane, para ele voltar em 14. Agora, todo mundo está com medo, além da presidente. O PT está receoso - talvez vagamente arrependido. Pode voltar tudo: aloprados, caixas 2 falsas, a volta de Jefferson, Celso Daniel, tantas coisinhas miúdas... A CPI é um poço sem fundo. O PMDB, liderado pelo comandante do atraso Sarney, também está com medo. A velha raposa foi contra, pois sabe que merda não tem bússola e pode espirrar neles. Vejam o pânico de presidir o Conselho de Ética, conselho que tem membros com graves problema na Justiça. Se bem que é maravilhoso o povo saber que Renan, Juca, Humberto Alves, Gim Argello, Collor serão os 'catões', os puros defensores da decência... Não é sublime tudo isso? Nunca antes, em nossa história, alianças tão espúrias tiveram o condão de nos ensinar tanto sobre o Brasil. A cada dia nos tornamos mais sábios, mais cultos sobre essa grande chácara de oligarquias. E eu estou otimista. Acho que tudo que ocorre vai nos ensinar muito. Há qualquer coisa de novo nessa imundície. O mundo atual demanda um pouco mais de decência política. Cachoeira, Jefferson, Durval Barbosa nos ensinam muito. Estamos progredindo, pois aparece mais a secular engrenagem latrinária que funciona abaixo dos esgotos da pátria. A verdade está nos intestinos da política.

Mas, o País é tão frágil, tão dependente de acasos, que vivemos com o suspense do julgamento do mensalão pelo STF.

Se o ministro Ricardo Lewandowski não terminar sua lenta leitura do processo, nada acontecerá e a Justiça estará desmoralizada para sempre.

 

Consegue falar do mensalão, CPI, Cachoeira e PT como se fosse tudo a mesma coisa e em nenhum momento lembra que ninguém do PT tá enrolado com cachoeira e que quem tem de explicar mais de 200 ligações com o contraventor é o Demosténes. Acho que na arte de desinformar Jabor conseguiu desbancar até Diogo Mainardi desta vez.

 

Interessante que a imprensa sabe o conteúdo da conversa privada que o Lula teve com a Dilma a respeito da CPMI , o que Lula propôs e qual a reação de Dilma, vide comentário do Noblat:

 http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2012/04/18/cpi-do-cachoeira-dilma-esta-furiosa-ou-conformada-440820.asp.

 

Devem ter posto escutas ali também. 

 

A Dilma conversa com o pessoal e depois liga para ele para dar o furo...kkkk

 

O Noblat como jornalista é uma piada, uma farsa.


Logo no início do blog dele, ele fez um comentário dizendo que no início da carreira, em Recife, o colocaram para escrever o horóscopo e que ele inventava tudo.


Eu peguei o gancho e sempre que ele escrevia comentários "revelando" o que ocorrera em encontros como esse relatado acima entre Lula e Dilma, eu comentava no blog que ele estava inventando. Ele foi ficando puto e me censurou p'ra sempre.

 

Jorge Vieira

Jorge...bem vindo ao clube dos censurados no blog do Noblat. Se você escrevesse posts edificantes como esses, ainda estaria por lá:

Nome: F Martins - 18/4/2012 - 19:07

A sanha de Illuda da Çylva será o passaporte do PT para o inferno!!!

Rancoroso como elle só, o "noço guia" só vê a possibilidade de "rifar" Perillo e Demóstenes!!!

Não consegue raciocinar que a Delta. emPreiTeira do emPACa está nessa até a raiz dos cabellos!!!

E que era mesmo a "madrasta do emPACa"???

Ella, Dillmocreia, a criatura!!!

Que venha o Tsunami Cachoeira e mate todos afogados!!!

Escrevo há tempos: só vai ficar pior!!! 



Nome: Antipático da Silva - 18/4/2012 - 16:16
Você não toma jeito mesmo, hein Adolfo? Cria vergonha na cara rapaz.


Nome: A Bem D Verdade - 18/4/2012 - 14:39

Vá engambelar e distrair os desavisados, seu bôbo da côrte.

Nome: Antipático da Silva - 18/4/2012 - 16:33
Nome: Mirian - 18/4/2012 - 15:37

Tá mais para escritor de pornochanchada. Esse cara deve receber instruções diretas dos quadrilheiros, se é que não é um deles em pessoa. 

 

Fábio, é a retórica que eles inventaram em 2010 da Dilma "fantoche" de Lula, é só olhar esses trechos:

"Enquanto Dilma fazia mais uma viagem internacional, ele mandou que Rui Falcão, presidente do PT, reunisse os ministros do governo em Brasília para tocar a idéia da CPI do Cachoeira.

Ideli, Gleisi  Hoffmjann, chefe da Casa Civil da presidência da República, e Gilberto Carvalho, secretário-geral, participaram da reunião sem avisar a Dilma."

"A líderes do PMDB que o abordaram sobre a inconveniência a essa altura de uma CPI, Eduardo Braga, líder do governo no Senado, respondeu que Dilma não tem nenhuma orientação a dar quanto a CPI, segundo Maria Lima e Isabel Braga, de O Globo."

"De duas, uma. Ou Dilma está tão furiosa com Lula que se recusa a se meter com uma iniciativa que não foi sua, ou está conformada."

Prováveis conclusões dos fãs incondicionais do "colunista":

0) Nosso colunista realmente sabe das entranhas do que se passa no Planalto;

1) Lula é um conspirador, até pior que Zé Dirceu;

2) Dilma é um poste mesmo, quem manda é o chefão dos petralhas;

3) Ideli, Gleisi e Gilberto Carvalho estão ferradas(os), dona Dilma vai enquadrar os 3 por infidelidade e desobidiência civil;

E na pressa de servir a um de seus pupilos da moral e dos bons costumes, Demóstenes Torres, noblablablá se permitiu até errar a grafia do nome da Ministra Chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann... ou pressa ou nervosismo... talvez as nuvens não andem tão boas pro lado de lá.

Agora numa coisa ele, e todo o PIG, tem razão: "Isso não acabará bem."... de fato  se a CPMI, caso realmente investigue um dos capítulos da extensa rede de interesses de Demóstenes-Cachoeira, o jornalismo "investigativo", coisa que o "desatento" escriba não cita no texto, vai dar dor de cabeça... mas não serão Dilma Roussef ou Lula que precisarão de doses cavalares de analgésico... um certo Policarpo, este sim, vai precisar de um bom estoque de "sossega leão"... quem sabe genérico lá de Goiás...

 

não acreditamos que emprêsas de pêso devam deixar de existir só porquê parte de seus funcionários / proprietários cometeram crimes. acreditamos que existe a ala bôa que sem saber deu cobertura prá bandidagem. acreditamos que é caso para apenas uma bôa faxina, não só de fóra prá dentro como também um expurgo de dentro prá fora. existem vários casos de emprêsas que ficaram nas mãos dos bons funcionários que agiram em tempo colaborando e expurgando os máus.

 


Dr. Rosinha e Marcelo Zero: Murdoch é fichinha

por Dr. Rosinha e Marcelo Zero, para o Viomundo

Perto do que fez e faz parte da nossa mídia nativa, as trapaças do império midiático de Rupert Murdoch mais parecem pequenos delitos de um reles amador.

Alguns dos jornais de Murdoch foram acusados de montar um esquema ilegal de escutas telefônicas e interceptação de e-mails para ter acesso a informações privilegiadas. Nestas paragens tropicais, certo órgão de imprensa também montou um esquema ilegal de “arapongagem”. Mas as semelhanças param por aí.

Na Inglaterra, o esquema contava com o auxílio de policiais, que vazavam informações confidenciais, principalmente para o News of The World, um jornaleco especializado em fofocas sobre celebridades. O objetivo, bastante vulgar, era dar “furos” e vender muitos exemplares. No Brasil, o esquema tinha (tem?) o auxílio decisivo de uma organização criminosa, que usava (usa?) a revista semanal de maior circulação do país para veicular informações, muitas vezes falsas, convenientes aos seus interesses econômicos e políticos.

O objetivo principal de ambos, revista e organização, bem menos prosaico que o de Murdoch, era (é?) o de acossar governos eleitos com uma série infindável de fabricados “escândalos” e, quem sabe, desestabilizá-los.

Temos de tirar o chapéu para a mídia tupiniquim, ou, pelo menos, para parte dela. Essa mídia, que já se autodefiniu, com muita propriedade, como um partido de oposição, não hesita em colocar seus interesses políticos, acobertados sob o manto da liberdade de imprensa, acima do dever de bem informar os cidadãos, das regras do bom jornalismo, do bom senso, e até mesmo das leis do país. Ante a ousadia e o cinismo dessa mídia, que chama carinhosamente a ditadura de “ditabranda” e cujos compromissos históricos com a democracia podem ser definidos, eufemisticamente, como “questionáveis”, os Murdochs empalidecem…

Claro está que ninguém questiona o direito de qualquer órgão de imprensa de ter suas fontes privilegiadas e secretas. Bob Woodward e Carl Bernstein se valeram das informações confidenciais de Garganta Profunda, o agente da CIA William Mark Felt, para fazer a sua antológica série de reportagens sobre Watergate, escândalo que levou o então presidente americano Richard Nixon à renúncia.

Entretanto, Woodward e Bernstein atuaram sob o rígido comando de Benjamin Bradlee, o grande editor doWashington Post. Bradlee exigia que as informações de Garganta Profunda fossem verificadas por, pelo menos, duas outras fontes independentes. Ademais, antes de divulgar as matérias sobre o assunto, os repórteres tinham de consultar as pessoas citadas para ver se elas queriam dar a sua versão dos fatos. Assim, mesmo com sua fonte privilegiada, Woodward e Bernstein tiveram de fazer um paciente e sério trabalho de garimpagem e análise das informações coletadas. As reportagens foram produzidas em cuidadosas doses homeopáticas, sempre com muita consistência. Aos poucos, elas foram revelando a extensão do caso. Entre o fato que as desencadeou, a invasão dos escritórios de campanha do Partido Democrata, e a transformação de Watergate num escândalo nacional, transcorreu praticamente um ano. Foi uma verdadeira maratona de jornalismo de primeiro nível, do ponto de vista ético, profissional e intelectual.

Aqui, no entanto, dá-se preferência à série de escândalos de cem metros rasos. Rasos em mais de um sentido. Como o mal disfarçado objetivo é manter o governo permanentemente acossado, instaurou-se um vale-tudo ético e profissional em algumas redações. Não interessa investigar a fundo, dar consistência factual às denúncias, ou ter um mínimo de imparcialidade e objetividade na cobertura. Interessa apenas a fabricação continuada de escândalos, não importa o quão precários sejam, pois o escândalo de hoje, uma vez esgotado, será rapidamente substituído pela denúncia de amanhã. A precariedade é tanta, que a imensa maioria dos supostos “grandes escândalos nacionais” acaba não tendo nenhuma continuidade na justiça, por absoluta falta de provas e evidências. Sob a batuta de Bradlee, nossos “jornalistas-arapongas”, mesmo os mais consagrados, não durariam uma semana sequer. Seriam mandados, aos pontapés, de volta aos cursos de formação.

Algumas das “reportagens” são simples invenções. Trata-se de um novo gênero (vá lá) literário, que mistura ficção policial de segunda, panfleto político de terceira e informações obtidas no submundo do crime.

O problema principal não é, portanto, ter como fonte Cachoeira ou outro destacado membro do crime organizado, algo que já tornou inquietantemente recorrente em alguns órgãos da nossa mídia. O problema central é a prática perigosamente usual de um péssimo jornalismo. O problema não é o uso do escroque como fonte, mas a prática sistemática do jornalismo-escroque, que frauda a busca da verdade e da informação completa e fidedigna.

Ironicamente, esse “jornalismo” não causa danos graves aos governos eleitos, a não ser pela saída de alguns ministros que, na maioria dos casos, mais tarde serão inocentados nos inquéritos. Lula passou praticamente sete anos sob intenso e cerrado bombardeio midiático, mas despediu-se com popularidade recorde, para desespero do partido de oposição travestido de imprensa. Dilma é também alvo da máquina de fabricar escândalos, mas o seu nível de aprovação popular não para de crescer.

Porém, esse “jornalismo” causa, sim, sérios danos à democracia.

O primeiro deles refere-se à tendência à simplificação moralista do debate político e à tentação autoritária nela contida. Como a oposição, midiática e partidária, não tem discurso político e intelectual alternativo ao do governo, escolheu o discurso moralista contra a corrupção como única possibilidade de se afirmar.

Tal discurso, frise-se, foi historicamente esgrimido como forma de legitimação de forças ou regimes autoritários. Hitler, por exemplo, legitimou em grande parte a sua ascensão no cenário político alemão com o recurso demagogo da “limpeza das ruas” alemãs de judeus, ciganos, comunistas e corruptos. No Brasil, a luta contra governos mais progressistas sempre foi feita sob a égide do “combate à corrupção”. Foi assim no embate contra Getúlio, cujo suicídio, impulsionado pelo udenismo, acabou por levar ao poder Jânio Quadros, cuja vassoura moralizadora, além de não ter dado nenhuma resposta ao problema da corrupção, abriu caminho para a aventura totalitária do golpe de 1964, realizado também sob o manto moralizador do combate aos corruptos e aos comunistas.

O segundo dano diz respeito à perda de centralidade dos grandes temas nacionais na arena política. Com efeito, o caráter espetacular das denúncias sobre corrupção, frequentemente intensificado por discursos moralizantes e simplificadores, que tentam explicar as mazelas do país como uma questão essencialmente ética, tende a afastar do debate político temas fundamentais para o desenvolvimento do país e até mesmo para o próprio combate à corrupção.

Tal combate, imprescindível e necessário, vem sendo feito pelas instituições republicanas de controle, como a Polícia Federal, o Ministério Público, a CGU, o TCU, etc., que, nos governos Lula e Dilma, foram consideravelmente fortalecidas. É uma luta institucional e suprapartidária, para a qual uma imprensa séria poderia prestar serviços inestimáveis. Contudo, boa parte da nossa imprensa, ao banalizar as denúncias e partidarizar histericamente suas “investigações”, presta um desserviço a esse combate e à democracia brasileira.

As travessuras de Murdoch não causaram prejuízos graves à democracia inglesa. Lá, as instituições funcionaram, e muitos já foram indiciados e presos. Aqui, os danos à democracia persistem, mas não preocupam os neoudenistas de plantão, que, sem o brilho de Carlos Lacerda, continuam impunemente empenhados nesse simulacro primário de jornalismo.

Deveriam preocupar, pois essas práticas minam a democracia que eles dizem defender e da qual todos dependemos. Quem tem como fonte Cachoeira pode acabar se afogando.

Dr. Rosinhamédico com especialização em Pediatria, Saúde Pública e Medicina do Trabalho, é deputado federal (PT-PR). No twitter: @DrRosinha

Marcelo Zero é assessor técnico da Liderança.


Fonte: www.viomundo.com.br

 

zanuja

A corrupção é o maior problema do Brasil. Não temos nem idéia da dimensão que é isso. A roubalheira, principalmente nos municípios, corre solta. Nas Assembléias Legislativas estaduais também.

Quanto aos jornais, acho que os caras liberaram geral...

 

Luto pelo fortalecimento da democracia no Brasil...

Não, Augusto. A corrupção é séria mas o maior problema do Brasil é a sonegação, que é 20 vezes maior que a corrupção.

 

Não, Meira. Menos ainda, Augusto. O problema do Brasil é a impunidade; é o sistema montado para fazer com que o crime compense e alguns sejam mais iguais que outros.

 

A revista veja tenta mas não consegue esconder o fato de que pertence à quadrilha do cachoeira. Até agora não falou mal do cachoeira, do demostenes e do perillo. tá muito na cara.

 

E a cada dia são obrigados a contradizer o que haviam dito no dia anterior.

 

Se não fossem tão safados, daria, até, para ter dó.

 

Exatamente, Gerson,  eu  já estou cansada de  explicar para minha  tia, diariamente, por te,  o golpe da mídia..., mas  ela não  entende  e continua  a me ligar  querendo  entender! É  coisa de louco!!

 

Jorge,

hoje eu comentei com minha família EXATAMENTE isso. A situação está tragicômica. Tá muito engraçado ver o malabarismo da mídia.

A Veja falou que a situação é a favor da CPI pra abafar o "mensalão". A Globo, no Bom dia Brasil, mostrou os deputados e senadores da oposição como sendo os favoráveis à CPI. Agora, quem lê Veja e assiste a Globo tem que juntar uma coisa com a outra e ver que algo não cheira bem, né? (ao menos eu espero...)

 

Pior que não. O Tico e o Teco vão simplesmente ficar de mal.

 

rsrsrsrs.. hoje pela manhã no Bom(?) Dia Brasil, a jornalista diz que o PT não quer a CPI mas TODA a bancada do PT assinou o apoio a abertura... patético.

 

A Veja agora vai quer que mergulhar de vez na lama a mando do cachoeira.

Vocês podem imaginar o que ele tem contra a revista?

Isso se a policia federal não continuar gravando esse povo todo.

 

"Então, por que a imprensa foi tão contra esta CPI?":

PORQUE EH TODO MUNDO ESPIAO.  SO POR ISSO.

 

ECHELON saiu da internet. ECHELON agora esta no seu proprio computador.

A troca de interesses entre bandidos parece ter contaminado todo o pig, e o medo de ser flagrado com a mão na botija, fez  a mídia partir pra cima do judiciário, para tentar deslocar a atenção do povo para o "mensalão", além  de tentar fazer a Cachoeira desaguar na empresa Delta e por tabela no governo. Nesse troca-troca entre Cachoeira e a mídia, não importa quem foi primeiro; a troca foi consumada e agora tentam jogar para debaixo do edredon.  O que se vai alegar?

-    ambos são maiores  e sabiam exatamente o que estavam fazendo, portanto são cúmplices no crime;

-    veja, globo e companhia vão dizer que não sabiam do envolvimento de Cachoeira com o crime, e lavam as mãos;

-   policarpo se declara um jornalista menor, e poderá alegar que foi vítima de estupro da verdade;

-    Cachoeira para se defender da acusação de estupro, vai alegar que o jornalista menor, já havia se prostituído.

 

 

Vou adaptar uma que li hoje no facebook...

"Jornal e revista a gente paga com Mastercard...

...Comentário do Ivan não tem preço!"

 

Se você pode sonhar, você pode fazer. Walt Disney

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk,  adorei meninos, impagável mesmo!!!!

 

Cara Márcia,

Assino em baixo