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O julgamento do racismo, por Paulo Moreira Leite

Da Época

É hora de julgar o racismo

Por Paulo Moreira Leite

O  julgamento sobre cotas é uma boa oportunidade para se discutir um aspecto essencial da vida brasileira – o racismo.

A noção de que vivemos numa democracia racial chega a ser patética num país onde mais de 90% dos brasileiros disseram ao DataFolha, em 2008, na passagem dos 120 anos da abolição, que vivemos num país racista.

A visão é comprovada pelos fatos. Os negros estão nos piores empregos, nas piores escolas, nos piores bairros. Têm 30% da renda embora representem 50% da população.

Nessa situação, chega a ser risível ouvir a crítica de que as políticas de ação afirmativa irão criar um ambiente de “tensão racial”, ameaçar a “democracia racial” e forjar uma situação cultural chamada  de “racialismo.” Essa noção existe desde a abolição quando, ao menos formalmente, os negros deixaram a condição de “coisa” para se transformar em “pessoas.”

As pessoas convencidas de que somos um país tão tolerante em relação a estas diferenças que elas se tornaram invisíveis poderiam, por exemplo, prestar atenção nos boletins de ocorrência de uma delegacia. Ali, todo brasileiro é identificado pela “cútis” como branco, pardo ou preto. Será que isso diz alguma coisa? Ou é apenas uma necessidade “técnica”?

É apenas indecoroso sustentar que vivemos num país onde o racismo não faz parte do cotidiano. Nem nossas leis anti-racistas, supostamente tão severas, conseguem ser cumpridas como se deve.

Isso se comprova até nos casos em que celebridades negras são vítimas, como aconteceu com o craque Grafite, do São Paulo, chamado de negro de merda e macaco durante um jogo de futebol, mas que desistiu de levar em frente uma ação na  Justiça porque as chances de ser vitorioso eram quase nulas, como demonstrou reportagem de Solange Azevedo. Embora tivesse sido agredido por um jogador argentino, o que poderia ter sua utilidade neste caso, nem assim Grafite animou-se. Concluiu que estava perdendo tempo.

O racismo está na economia e na vida social, onde os negros foram discriminados na saída da escravidão, quando eram proibidos de ter acesso aos títulos de terra. E tiveram dificuldades muito maiores para conseguir empregos na indústria.

Levantamento do brasilianista George Reid Andrews em empresas de São Paulo dos anos 30 mostra que os negros eram os mais disciplinados no trabalho e os mais pontuais, quem sabe por ter consciência dos riscos maiores que corriam. Mas eram os que tinham mais dificuldade para serem promovidos e eram demitidos com maior facilidade.

E é claro que há muito o racismo foi incorporado ao Estado, como demonstram as estatísticas da violência policial, das prisões sem julgamento, das execuções. Nem vale a pena lembrar quem são os alvos permanentes abusos, não é mesmo?

O racismo também se encontra em nossa cultura, mesmo em autores fundamentais como José Alencar – que defendia escravidão como forma de civilização – e também Monteiro Lobato, que chegou a admitir em cartas pessoais que tinha inveja dos brancos norte americanos que criaram a organização de terror racista Ku Klux Klan. Quer mais?

Euclides da Cunha era adepto do racismo científico. Gilberto Freyre, o pai de nossa democracia racial, estava convencido de que as raças tem existência biologica, ou seja, há raças inferiores e superiores, e também dizia que o negro fora geneticamente dotado para o “trabalho pesado” nos trópicos, até porque conseguia suar por todas as partes do corpo e não apenas pelas axilas. Achou esquisito? Vai lá na Biblia do Demóstenes Torres, Casa Grande & Senzala. É um livro com méritos, como reconhecer o lugar do negro em nossa cultural, mas é absurdo imaginar que seja um retrato do Brasil.

A noção de democracia racial de Gilberto Freyre teve uma manifestação definitiva no fim de sua vida, quando ele defendia a surpremacia do colonialismo português sobre as sociedades negras da África.

Impregnado em nossa cultura, em nosso modo de vida, o racismo é  uma realidade que nem todos brasileiros admitem com facilidade. Como explica o psicanalista italiano  Contardo Calligaris “o mito da democracia racial é um mito que serve unicamente aos interesses dos brancos. Os brancos estão perfeitamente tranquilos para dizer que o racismo não existe.”

Para quem se encontra do lado agradável do guichê, a  democracia racial é uma necessidade ideológica. Ajuda a encobrir com proclamações sentimentais a dura realidade da discriminação e da desigualdade imposta de cima para baixo.

Nem Demétrio Magnoli, o mais ativo advogado da democracia racial de nossos dias, consegue negar a difícil e particular condição do brasileiro negro. “Ninguém contesta o fato de que, como fruto da escravidão, a pobreza afeta desproporcionalmente pessoas de pele mais escura,” admite o professor, em “Uma gota de sangue” (página 363).

A pergunta, então, é uma só: o que se faz com isso?

A resposta, até agora, tem sido a seguinte: não se faz nada e deixa o tempo passar que o mercado vai resolver o “fruto da escravidão.” Grande hipocrisia. É claro que não resolveu. Nem era para ter sido diferente.

Vamos combinar, meus amigos: a discriminação alimentada pelo racismo não é uma realidade espiritual nem um acidente de percurso. Faz parte de nossa estrutura, do modo de vida. Permite aos brasileiros de “pele mais clara” viver num país onde metade da população não compete pelos melhores empregos, pelas melhores escolas nem pela promoção ao longo da vida. A discriminação oferece uma imensa mão de obra barata e disponível, que irá fazer nosso serviço doméstico, aceitar empregos mal remunerados e pouco considerados. Vão ser os mais explorados, os mais indefesos, o chão de nossa sociedade, as funções que ninguém quer fazer, os que terão menor respeito.

A democracia racial permite assistir a tudo isso e reagir assim: nós gostamos deles, apesar de tudo. Brasileiro é tão bonzinho, dizia Kate Lyra. Lembra?

A discriminação cria uma realidade dura e intolerável, onde a  “democracia racial” funciona como uma espécie de melodrama ideológico  – todos fingem acreditar que existe, mas nunca conseguem dizer aonde a viram pela última vez. É sempre uma teoria, uma literatura sem números.

E se você quer acreditar na lenda de que somos diferentes porque somos miscigenados, é bom lembrar  que o racismo e o preconceito nunca impediram o acasalamento — nem o estupro — entre casais mistos.

Desde 1888 o país sabe o que seria preciso fazer para melhorar a sorte dos brasileiros negros, Nada se fez ao longo de doze décadas.  São quantas gerações? Cinco? Dez? Doze?

Seria preciso dar escolas, distribuir renda, investir nas novas gerações. Aquilo que sempre se diz, até hoje. Nada acontece, nada se resolve. O país se industrializou, construiu universidades, hoje é a 6a. potencia mundial. Nada se faz de útil para metade dessa população. Por que?

Porque não interessa a quem tem o poder e o poder do dinheiro, embora o pais inteiro pudesse ser beneficiado com isso.

A  vantagem material de manter uma parcela população subalterna, subjugada e superexplorada pode ser  inconfessável – como o próprio racismo não se confessa – mas é inegável para quem se encontra do lado certo. Proporciona confortos vergonhosos, com poucos paralelos no mundo inteiro.

O julgamento que começa hoje no Supremo é um dos saldos positivos da democratização do país. Ela permitiu aos negros defender seus direitos  e cobrar respostas diante de uma tragédia histórica. Se eles sofreram a mais prolongada e criminosa agressão histórica – a perda da liberdade, o confisco da cultura, o massacre social – e jamais foram reparados, é justo que tenham uma compensação.

O debate é político.

Reconheço, sim, o mérito do estudante de classe média que se esforça para entrar numa universidade pública. Ninguém consegue uma vaga na USP só porque é filhinho de papai.

Mas a discussão é outra. Num país onde todos os cidadãos devem ser iguais, é preciso reconhecer com honestidade que para milhões de brasileiros o peso da história está acima das forças de um individuo e de uma geração.

Num esforço para se manter tudo como está, é esperto falar em vitimização. Ajuda a fingir que não existem vítimas.

Apenas um sentimentalismo de senhor de engenho pode lamentar a “perda” da nossa “democracia racial”. Ela  deixou de ser levada a sério nos meios acadêmicos na década de 50, e só foi recuperada nos anos 60 e 70 quando a ditadura do Brasil Grande dizia que vivíamos num país sem conflitos de classe nem de raça.

Não por acaso, o grande Gilberto Freyre, que tinha seus méritos intelectuais, até representou um certo avanço em seu tempo, não era um santo. Fazia campanha pela Arena.  Seria um incompreendido?

É essa a ideia que estará em debate, hoje: somos um país de cidadãos iguais? Garantimos a competição, a justa recompensa pelo esforço de cada um, ou somos um país no qual metade da população já nasce em desvantagem histórica?

Não é um debate que só interessa aos negros, mas a todos os brasileiros preocupados com o futuro de seu país.

O país levou tempo mas aprendeu a encarar muitas dores de sua história. Ficamos menos hipócritas e, no fundo, menos covardes. Está na hora de fazer isso com o racismo e sua contrapartida, a discriminação.

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Esse papo de miscigenação é discurso estranho. No imaginário papai branco quando vê filhinha loirinha, cheirando a leite chegar em casa com um negão toma um susto e reza a todos os santos para não dar certo. Mamãe também. Papai negro, e mamãe também se assustam. Ambos por razões diferentes. Uns porque vão ter que fazer trancinha no cabelinho da neta (já ouvi isso aqui na Bahia de Todos os Negros) ou porque não sabem a origem daquela criatura diferente. Outros, pois pensam no sofrimento que seus rebentos podem sofrer enfrentando pecado tão histórico. Quem não é negro não sabe o que é sentir-se diferenciado pelo simples fato da cor da pele. Meu pai é, meu pai sabe. Na casa dele, meu avô, um negrão daqueles bem escuros e cabelos bem lisos, chamados de "cabo verde", contava que a mãe de minha avó, também negras, mas hoje talvez pardas, ou mulatas, não sei, não queria o casamento deles, pois ela, vovó, ia casar com um negão.


Outra história contada na casa de meus avós foi sobre um almoço. Cinco filhos negros. Uma tia, talvez na adolescência revolta resolve diaparar à mesa: "Poxa, só ficamos com o pior. A cor de papai e o cabelo de mamãe." Vovó era pixaim. Não era assim que diziam. Não preciso dizer que ela levou uma pisa, como se diz em Sergipe. Eles são de lá.


Meu pai, o caçula, estudou, foi o primeiro "doutor" da família, engenheiro e economista. Se engraçou com uma branquinha filha de um coronel do baixo São Francisco. Ela, minha mãe, gostou no negão. Nem preciso dizer... ´Meu avô materno, um galego, mandou investigar quem era o doutor negão. Engraçado que ele tratava meu pai assim, mesmo aos 23, 24 anos. "Como vai o doutor?" A história é longa, mas minha avó materna era, dentre outras três, amázia do Coroné. Mulata, indiada, cabelo crespo, o mesmo pixaim da minha outra avó.  Ela, vovó-m quando soube do acontecido comprou um revólver pra quando conhecesse amistosamente meu pai. Um tio foi lá ter uma conversa de pé de ouvido com o pretendente a cunhado. Quando meu pai foi visitar o coroné em suas terras, colocaram ele numa casa separada com um capanga na porta. Diziam que era proteger o doutor.


Eles por bom tempo construíram uma história juntos e saímos eu e minha irmã. Eu, esse aí da foto, aqui na Bahia sou branco, pelo IBGE devo ser pardo, em outros cantos não sei. Uma amiga japonesa de SP diz que eu sou negão. Minha ex me chamava de amarelo-esverdeado. Quando do nascimento de minha irmã, sete anos mais nova, lembro-me da preocupação de minha mãe, tias e avó: Será que ela vai sair com o cabelo bom? É a história se repetindo no almoço da casa do meu pai. Bom, o cabelo dela é liso, se isso for o bom que elas se perguntavam, ela é branquinha aqui e no IBGE, não sei em outros cantos. Melhor sei, na Suécia, terra do atual marido da minha mãe, ela é "cabeça negra". Não sei se tem conotação racista, mas que parece ...


Meu pai sabe o que é racismo desde aquela época. Melhor desde antes. Quando se declarou pra sua primeira paixão a moça respondeu que não iria andar com um urubu embaixo do braço. E continuou a presenciar outras histórias, outros olhares, até quando me buscava na escola e via o olhar de estranhamento das crianças. Lembrem-se, na Bahia eu sou branco. E criança não esconde o espanto quando vê que o pai do seu coleguinha é da cor do seu motorista, do seu porteiro.


Em restaurantes, nos anos 70 e 80, meu velho já com a vida bem estabelecida frequentava bons lugares e os garçons estranhavam, as mesas vizinhas estranhavam. E nós ainda estranhamos, não é mesmo?


Quanto já falamos mal de cantor de pagode e de jogador de futebol com suas loiras. Alguns chamam até de troféu, pois bem.


Aqui na Bahia "Black is beautifull", mas só na propaganda do carnaval. Ou para os gringos que se refestelam no quadris masculinos e femininos que dançam nas festas da cidade. Durante o ano, o negão é negão e o resto é branco. Se é que me entendem.


 


 


 

 

Cara, você é muito racista! Se as coisas acontecessem COM TODOS assim como você diz, NÃO EXISTIRIAM PARDOS!!! Que, diga-se de passagem, são a esmagadora maioria entre os afrodescendentes!!!

 

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

Tarkus, as coisas aconteceram assim. Isso não é um conto de ficção. Sinto muito sua incapacidade de entender o texto.

 

 

Caro Pedro Leonardo,

Racismo, por aqui? Não acredito rsrs

Cotas raciais sempre existiram, só que prá brancos.

Qual é a percentagem de negros almirantes, brigadeiros e generais? Próxima do traço.

Qual é a percentagem de negros donos ou diretores de bancos comerciais, grandes empresas e grandes escolas? Traço.

Qual é a percentagem de negros proprietários de lojas comerciais, de lojas em shoppings, e nos shoppings mais famosos, quantos são eles? Ao menos no último caso, traço.

Qual é a percentagem de negros proprietários de grandes extensões de terra, de fazendas?

Qual é a percentagem de negros sócios de clubes de alto nível, de gente rica? Próxima do traço ou traço mesmo.

Qual é a percentagem de filhos de negros em escolas e universidades particulares?

Qual é a percentagem de negros cumprindo pena nos presídios? Até que enfim, uma superioridade dos negros.

Qual é a percentagem de negros que pratica hipismo ou golfe, esportes de bacana, que se projeta na natação e/ou tênis de competição? Próxima do traço.

Negro só se destaca nas pistas de atletismo, pois já nasceu sabendo correr do rapa.

Quantos países têm coragem para considerar no projeto de seus prédios residenciais o quarto de empregada? Aqui, vitória fácil do patropi.

Não existe racismo no brasilsil, país onde todo mundo é amigo de todo mundo, onde existe o preto com alma branca, onde todos são considerados exatamente iguais até a hora de um negro precisar experimentar uma camisa ou blusa branca numa loja de shopping.

No entendimento de milhões de brasileiros não cabe discussão, o brasilsil é um país multicultural, um caleidoscópio multirracial, da igualdade social e sei lá o que mais.

 

Os cretinos e cínicos respondem a todas as tuas perguntas com: "mas quem é negro mesmo?", "quem define quem é negro". E o pior de tudo é que não se envergonham dessa retórica idiota.

 

Pra não variar, mais um péssimo artigo sobre o tema. De um lado você tem os caras que querem aplausos conservadores, de outro os que querem aplausos progressistas. Não é dificil saber quais aplausos o articulista busca. :-)

Critico bastante o abuso da dobradinha substantivo abstrato + adjetivo, que raramente quer dizer alguma coisa por si so. ("Justiça social", por exemplo, tem mais valor retorico do que explicativo.) O que raios quer dizer "democracia racial"? Que até pouco tempo atras brancos e negros eram iguais perante a lei? Se for apenas isso, sim, éramos uma democracia racial. Deixamos de ser, agora; a decisão do Supremo pode ser vista como o marco zero. Se, por outro lado, quer dizer igualdade material ou "substantiva" (oia a dobradinha ai de novo), então pouco provavel que um dia vejamos tal coisa em algum lugar do mundo. O fato é que o uso do termo não esclarece nada e deveria ser evitado, em nome do debate honesto. Mas como é um bom espantalho, vai continuar a ser usado, não é, PML?

 

O PML as vezes escreve uns textos muito bons como esse .... 

Concordo com tudo que ele escreve e dá uma pena ver os argumentos que alguns usam para combate-lo... é duma pobreza intelectual que dá dó...

 

alexandre toledo

Estranhei - mas não muito - a reticência deste blog 9e de outros "de esquerda") no trato com a questão do racismo e das cotas.  A decisão do STF é para ser comemorada. Não creio que ele acirrará os ânimos racistóides: ninguém se transformará em um racista por causa dela, só, quando muito, tirará o verniz da cara de pau de quem sempre foi racista.

Com o conluio da minha esposa, comemoramos em:

http://rachelsnunes.blogspot.com.br/2012/04/e-nada-mais-lhes-resta-senao-externar.html

 

 

Perplexidade aflita diante da perspectiva caótica

Num dos manifestos contra cotas raciais, subscrito por Caetano Velloso, Reinaldo Azevedo,

Demétrio magnolli, entre outros, o geneticista Sérgio Pena afirma que não existem raças

uma vez que "as diferenças icônicas das chamadas raças humaanas dependem  de  uma

parcela ínfima dos 25 mil genes estimados do genoma humano, que a cor da pele é expressa

em menos de 10 genes", etcetera e tal. Mas, no caso, a abordagem científica em relação à

análise socioeconômica perde de muito em importância.

O que conta mesmo são os números, as estatísticas, que comprovam e embasam o acerto

da decisão do STF e a tese do saudoso professor e intelectual Milton Santos quando afirmou

que o negro sempre foi visto em nossa sociedade com um olhar enviesado.

Por isso, o Paulo merece os apausos de todos os querem um mundo sem discriminação e

hipocrisia.

 

 

Racismo não se combate com cotas.


 Porque se assim fosse os mais odiados do Planeta não seriam malquistos.


    Judeus têm dinheiro,matriculam seus filhos aonde quiserem,faz dos E U A e suas faculdades,um quintal da casa deles.Interferem na política mundial e é praticamente dono de mais da metade do dinheiro circulante no mundo.


       E mesmo assim não são amados.São odiados de norte a sul do Universo.


         Antes das cotas pra negros, seria necessário ama-los.


         Não adianta nada um rico dr. negro ou judeu de ótimo poder aquisitivo, e  não ser bem quisto pela sociedade.


         Eu proponho a cota do amor.


          Sem ele,nada vale nada.


         Que se crie a faculdade do amor SEM vestibular.

 

Não vou nem entrar na questão da sua "faculdade do amor", meu caro. Mas em relação à  primeira frase (quando vc escreve "Racismo não se combate com cotas."), devo dizer que concordo, apesar de saber que essa concordância se dá motivos e visões diferentes.

Realmente, o racismo não será combatido plenamente com cotas. As cotas combatem a desigualdade racial, que é flagrante nosso país. Isso sim. Acredito que essa desigualdade é fruto do racismo.

O racismo, como já bem observou Muniz Sodré, "é um mal-estar civilizatório", uma questão de fundo cultural que tem reflexos na vida prática (social, econômica e política) das pessoas. As cotas são um esforço no sentido de se colocar brancos e negros em pé de igualdade (no que diz respeito às oportunidades de exercer a sua cidadania). Elas não irão resolver o racismo, pelo menos não em curto prazo, pois é cedo ainda pra dizer que reflexos sociais e culturais serão resultado dessa nova geração de jovens pobres que estão tendo acesso ao ensino superior (com ProUni e as cotas). Quem dera os preconceitos pudessem ser abolidos com decretos de governo.

Acredito que, mesmo sem querer, vc tocou num ponto importante da discussão: racismo e desigualdade social não são a mesma coisa necessariamente.

Mas de todo modo, as cotas são uma grande - ainda que tardia - iniciativa do estado em resolver este problema (em grande parte criado por ele mesmo e pelas elites brancas ao longo dos anos).

 

 

Esse artigo tá parecendo o “samba do afrodescendente doido”.  Me parece que o AA tem razão ( nossa!!  concordei com o AA uma vez na vida rsrs), surfar na onda do que parece politicamente correto é fácil.

 Sou de cútis bem morena e de cabelo duro (vulgo  fura fronha), quando criança tinha um colega de rua, negro, ele era filho de um tenente do exército e possuía muitos brinquedos legais, inclusive a bola com a qual jogávamos era dele.  No meio da molecada no subúrbio do Rio, muitas vezes fui chamado de neguinho e nunca vi ele ser chamado de tal maneira.  Cresci e passei dos 40 e não me lembro de ver negro rico ser chamado de neguinho e ser discriminado. 

Não sou desconectado do mundo, sei que muitas pessoas trazem o preconceito consigo, mas penso que o maior preconceito existente no Brasil, sem dúvida nenhuma é o financeiro. Pobre vai ser sempre marginalizado independente de sua cor, raça ou credo !!!

Me parecem risíveis as digressões feitas pelo missivista. Se não vejamos algumas:

Com respeito ao cadastramento na polícia “Ali, todo brasileiro é identificado pela “cútis” como branco, pardo ou preto. Será que isso diz alguma coisa? Ou é apenas uma necessidade “técnica”? 

Será que ele já cumpriu um mandado de prisão? Saiu procurando um negro, quando o meliante era um loiro? Não só a pele, mas qualquer coisa que sirva para identificar o elemento, deve ser explicitada no boletim.

“ o jogador grafite que foi xingado......... desistiu de ir a justiça porque as chances de sair vitorioso eram quase nulas...”

Ora meu amigo, experimenta você ir bater as portas da justiça. A questão não é ser negro, mas volto a dizer, é ter grana e influência.  Platão já dizia “a justiça é a conveniência dos fortes” e olha que Platão não conheceu o judiciário brasileiro, onde o poder da grana, não ergue e destrói coisas belas. Onde os Dantas da vida conseguem 2  habeas corpus em um fim de semana na corte suprema do país.

Ele coloca os negros como precisassem ser defendidos. Ora, quem vendia os negros para outros países eram os próprios negros, tudo por causa do vil metal.  Meu amigo, quando  o jeito é se virar, irmão desconhece irmão, e dinheiro na mão é vendaval.

Sou filho de um mecânico  e de uma costureira, tenho os 2 pés na áfrica e nunca me coloquei na posição de vítima. Estudei em boas escolas públicas. Quando passei  no vestibular de economia para uma federal,  era praticamente o único que não tinha carro, premio dado pelo papai. Hoje tenho um ótimo emprego e ainda tenho o prazer de lecionar para cursos superiores.

Creio que ter uma  ação pró- ativa seja  conseguir que cada vez mais todos possam “sair” alinhados na corrida, e no final vençam os melhores.  Para que todos possam sair alinhados é necessário, principalmente, uma educação de qualidade para o filho do pobre, independente da cor da sua pele. Juntamente com a educação condições dignas de moradia, saúde e alimentação.

Desculpem-me se não pareço politicamente correto, mas essa estória de cotas está mais para criar um clima de dissensão entre brasileiros, do que ajudar em alguma coisa.

Só uma curiosidade, meus filhos também teem o pé na áfrica, quem vai decidir se eles possuem  o direito a cotas ou não, quem não tem o DNA negro nesse país? Serão as ONGs que irão analisar?

E no caso de seu filho precisar de uma operação de emergência, você vai querer que ele seja operado por um médico que entrou na federal por ser cotista ou por mérito próprio?

 

Anderson, não quer dizer que alguns negros não consigam romper a barreira do vestibular, mas sim que é bem mais difícil para estes do que para brancos. O peso histórico vc pode entender pelo fato de que qualquer pesquisa sobre ensino mostra que a escolaridade e cultura dos pais (principalmente da mãe) é o fator mais importante para a educação da criança. Pelo fato de os negros terem sido abandonados após o fim da escravidão, vários desses sem escola pública para todos, são poucos que conseguiram romper essa barreira.

Tenho certeza que se deixasse como está, um dia existiria mais igualdade. Mas já esperaram mais de 120 anos, vamos esperar mais 500 para que isso aconteça pelo esforço individual de cada um para romper esse fardo histórico?

O texto do PML é excepcional. E não importa se ele está surfando na onda, mas sim que não teve medo de mostrar sua opinião com bons argumentos.

 

"Sou de cútis bem morena e de cabelo duro (vulgo  fura fronha)"

Tá de sacanagem !

Assume logo que é negão, e faça parte dos 51% desta nação.

Sai da sala é vá pra cozinha, rapaz ! eh,eh,eh

 

Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

"E no caso de seu filho precisar de uma operação de emergência, você vai querer que ele seja operado por um médico que entrou na federal por ser cotista ou por mérito próprio?"


Considerando que passaram os mesmos anos na mesma faculdade com os mesmos professores cobrando as mesmas matérias e fazendo as mesmas provas... qualquer um dos dois.


 

O problema é insistir no pensamento raso de que ao constatar algo o conceito dele pode ser usado para ir " a forra "


Fala-se de negros serem maioria entre os pobres e nao formados


Mas isso é inerente em uma naçao onde os governos seguidos jamais deram atençao a politicas republicanas que possibilitassem ascenção social a quem seja pobre


Logo obviamente que a imensa maioria de pobres seriam afrodescendentes


Ignora-se tambem que a policia que " aflige negros " tambem  é negra


como o fato que o racismo sofrido por negros é reallizados em sua imensa maioria por outros negros com fenotipos disntitos


Mas tentam nos convencer que o Brasil é uma naçao anglosaxa onde haja etnias distintas convivendo juntas mas separada


Na verdade a separaçao é social e fruto da criminosa politica dos governos desde o Brasil colonia ate os dias de hoje


Essa hsitoria de falar de sofrimento negro é balela pois ignora o obvio


Uma vez que a miscigenação alcança o grau da que temos por aqui fica impossivel rotular a sociedade em duas parte supostamente inimigas


Isso é coisa de radical ou inocente util... 

 

leonidas

Opa !, agora sim, vamos combater o racismos de fato.

Sem paternalismo.

Não preciso que nenhum branco diga pra mim que sou um negão gente boa, gente fina, negro de alma branca, etc.

O curioso que que esses brancos que me fazem "elogios", jamais me convidaram para os seus encontros sociais, almoços, jantares, festas badaladas etc.

O que acabo de relatar é uma metáfora, mas que se encaixa em muitos casos verdadeiros.

Tá certo ! Niguém é obrigado convidar alguém a ir à sua casa.

Mas eu não sou um negão gente boa... ?

Outra coisa, as vezes o negro/negra em conversa informal, em bate papo descontraido, diz a sua profissão aos seus interlocutores, que é de formação superior e altamente qualificada.

Em uníssono vem a surpresa e a pergunta, é mesmo ?

Preconceito velado.

Se a pessoa fosse branco(a) de olhos azuis, niguém ficaria surperso, porque seria "normal"

Exagerei ? será ?

Que me perdoem os os meus amigos brancos.

Ainda bem que não vão ler esse comentário !

Em tempo, já fui convidado por alguns para as suas festividades sociais, afinal, sou um negão gente boa, eh,eh,eh

 

 

Estou de saco cheio por tudo que vem acontecendo no país, e nós democratas, não fazemos nada.

Eu inclusive. Parece que estamos todos anestesiados, que fomos dopados. Mas essa lombra vai passar e vamos acordar.

Eu creio !!!

gAS

"Que me perdoem os os meus amigos brancos.

Ainda bem que não vão ler esse comentário !

Em tempo, já fui convidado por alguns para as suas festividades sociais, afinal, sou um negão gente boa, eh,eh,eh"

Então você admite que NÃO são todos os brancos racistas. Estou certo? Ou não?

Sendo assim, eu lhe pergunto como você vê esse sistema de cotas raciais que DISCRIMINA brancos com notas melhores que negros beneficiados com notas piores?

Pergunto isto, uma vez que negros e brancos estudam NAS MESMAS escolas públicas que proporcionam um péssimo ensino.

Ou será que desconhece a situação de Estados do Sul e Sudeste que têm maciça população branca? Na Bahia é outra coisa e não é novidade pra ninguém que esse é um Estado com maioria negra, mas Estados como SP, PR, SC, RS e MG têm maioria branca. E são nestes Estados que se concentra a maior parte da população brasileira.

Essa lei de cotas não poderia ter ignorado isto!!!

Para os almofadinhas ministros do Supremo, é muito fácil ser DEMAGOGO e votar pelas cotas! Claro! Com um salário mensal de 27 paus mais mordomias como carro e motorista pagos pelo Estado, moradia paga pelo Estado, seguranças e serviçais pagos pelo Estado, 60 dias de férias anuais, aposentadoria integral e privilégios legais que chegam até a NÃO punição para crimes cometidos, inclusive crimes hediondos, é muito fácil votar demagogicamente pelas cotas!!!

Eu queria ver se esses ministros tivessem os filhos estudando nessas escolas públicas de merda, se eles iriam achar justo que um de seus filhos fosse RACIALMENTE discriminado e preterido AO TENTAR entrar numa universidade!!!

O Estado é IINCOMPETENTE ao não prover ensino de boa qualidade a TODOS e IRRESPONSÁVEL ao permitir um sistema de cotas demagogo, racista e discriminatório agindo seletivamente no JÁ RESTRITIVO acesso ao ensino superior!

Aqui no Brasil a única etnia que escravizou africanos e descendente de africanos foi a etnia portuguesa. O Brasil é povoado por descendentes de diversas etnias brancas que NADA, absolutamente NADA tiverem a ver com a escravidão dos africanos!

Cotas sociais seria muito mais sensato ao invés de cotas discriminatórias e racistas.

E fica a pergunta: Se o problema é a condição econômica das pessoas, por que não as cotas SOCIAIS? Ignorar que existem milhões de brancos pobres estudando NAS MESMAS escolas públicas de merda que os negros pobres é lá alguma demonstração de equilíbrio e espírito de justiça??

Racismo é um sentimento mesquinho e, não se muda sentimentos com leis demagogas e injustas. Com injustiça só se alimenta e se acirra  os preconceitos.

 

 

Este é um blog notadamente antipaulista! Paulistas, não se submetam docilmente a humilhações e manifestações de preconceito!! A internet é enorme.

(...) deixa o tempo passar que o mercado vai resolver o “fruto da escravidão.” Grande hipocrisia. É claro que não resolveu. Nem era para ter sido diferente.


 


Se o Brasil fosse apenas um país racista , não estaria bom , mas seria menos difícil .


Às nossas dificuldades soma-se a hipocrisia de ideias estabelecidas. Ninguém pode questioná-las.


Pena de morte , Maioridade Penal , e mais algumas outras questões integram o cânone do indiscutível !


Assim como o passar do tempo não se encarregou de  resolver a questão da exclusão social do negro , o sistema de cotas não o resolverá também. Ao menos não por si só.


É mais fácil criar uma panacéia e jogar ali a solução do problema , do que o estado cumprir integralmente sua função de dar assistência e formação ao negro . Os negros que nascem , crescem e morrem assassinados nas periferias , pelo tráfico ou pelas milícias e que mal frequentaram uma escola , continuarão assim com ou sem a existência das cotas.


O maior triunfo da igualdade racial seria habilitar o negro em pé de igualdade com o branco no momento da disputa das vagas do ensino superior. Se no momento de ingressar no ensino superior considera-se que o negro ainda não está emancipado , por quê se acredita que com a tutela do Estado , lhe facilitando as coisas naquele momento , sua situação irá ser resovida dali em diante , após ingressar no curso superior ? H I P O C R I S I A !


A mesma que permeia fortemente outras questões da vida nacional , como a pena de morte. Geralmente se alega que o estado deve recuperar os criminosos. Mas não se menciona o fato de que se o estado não foi capaz de resgatar o indíviduo antes de eles praticarem delitos gravíssimos , depois é que não vai mais recuperar ninguém mesmo !


Por quê será que nos EUA os negros não precisaram de um sistema de cotas para se afirmarem  socialmente , num país onde a segregação era violentamente maior que a nossa ?

 

> Por quê será que nos EUA os negros não precisaram de um sistema de cotas para se afirmarem  socialmente ,

> num país onde a segregação era violentamente maior que a nossa ?

 

No que toca as universidades americanas, elas não utilizam um vestibular na seleção dos alunos e não utilizam apenas critérios quantitativos como método de seleção e dão forte ênfase a diversidade do corpo discente.

No mais, pesquise sobre "affirmative action" nos EUA.

 

O PML adora, simplesmente adora, qualquer demagogia  que esteja na moda. Só apoia causas que estão na crista da onda. Se a causa não for fashion, ele não abraça, o que ele realmente adora não é a causa, é o holofote que a causa dá, nada disso tem qualquer sinceridade, é só para fazer espuma.

Nessa onda das cotas raciais agora vão entrar as celebrities das causas ""fashion"" que sempre aparecem, Frei Bettos, Leonardos Boffs, Chauis, Odeds, toda a penca de surfistas nas ondas petistas que estão permanentemente em busca de espaço na midia. É truque velho como o periquito do realejo.

 

Devagaar com o andor, platéia fervorosa!

G. Freyre jamais disse ou defendeu que há uma "democracia racial": Que apresente o autor do post-matriz esta afirmação de Freyre.

Não podemos ter como verdade tudo o que um autor (do post, p.ex.) diz, no meio de outras coisas com as quais concordamos (e concordo também).

Mas que somos seres humanos e que gostamos de holofotes e falamos mutias vezes motivados pela vaidade, nisso o André tem razão, ainda que eu discorde de André noutros momentos que já vi de suas opiniões.

E aplaudimos o que 'a priori' já queríamos ler ou ouvir, isso é se levar pelas emoções (não que eu menospreze emoções).

 

"Lo que los hombres realmente quieren no es el conocimiento sino la certidumbre ". - Bertrand Russell (1872-1970); filósofo y matemático inglés. (citação num boletim do av. Panda )

Um dos ensinamentos de Schopenhauer: se não tem argumentos, ataque o autor do texto...

 

Não conseguiu criticar o conteúdo, critica o autor.

 

André Araújo

Conteste o conteúdo da argumentação do jornalista Paulo Moreira Leite: suas premissas e suas conclusões.

O seu comentário é a clássica falácia Ad Hominem.

Esse tipo de falácia, de tão ordinária e trapeira, já não consegue enganar mais ninguém.

 

Agora, AA, voltando ao que interessa, de qual parte da argumentação do PML você discorda mesmo? Mostre-me porque as políticas de combate à desigualdade racial brasileira são apenas temas "fashion". Com isso você quer dizer que o problema é uma questão menor ou que não existe? É isso?

 

Mas é uma covardia, a argumentação é facil demais, qualquer pessoa com QI acima de  canino tem como responder.

1.Um dos maiores CAPITAIS SOCIAIS do Brasil é a multiracialidade. O Brasil é o MAIS IMPORTANTE PAIS MULTIRACIAL DO PLANETA, um orgulho para nós, um avlor incomensuravel

para esta Nação miscigenada, poucos são raça pura, nem na elite.

2.A tese das cotas vem de sociedade instucionalmente RACISTAS como a americana e a sul-africana.E é um racismo até há pouco tempo. Vou contar dois episodios comigo:

em 1950, em Charlotte, na Carolina do Norte, eu com oito anos, estava bebendo agua em um bebedouro numa loja de departamentos e uma menina me empurou e me jogou no chão, gritando, ""voce é analfabeto, não esta vendo que esse bebedouro é de negros? "

Tudo era separado, toilletes e bebdouros, pretos não podiam frequentar bares e restaurantes de brancos, acima dos banheiros estava escrito "" Men-Cloured" e Men-White", isso em lojas, estações de trens, aeroportos. Nos oninus os pretos so podiam ficar no fundo do onibus. Estou falando da decada de 50.

Segundo episodio, um amigo americano, preto, engenheiro e advogado, rico, de Chicago,

amigo de Obama, estava em S.Paulo para um negocio comigo, era o dia de casamento de minha filha, convideio para o casamento, ele ficou extremamente emocionado, disse que era o primeiro casamento de brancos que ele foi, danço a noite inteira, uma pessoa importante mais socialmente não tem mistura. Isso é racismo.

3.Estamos IMPORTANDO RACISMO para o Brasil, uma das pragas que nunca tivemos. É uma imensa estupidez. Os problemas de acesso social são ECONOMICOS e não raciais.

É um enorme erro COPIAR DEFEITOS da sociedade americana. Não precisamos disso.

Temos outros problemas, de ordem SOCIAL E ECONOMICA, NÃO É DE COR.

4.Esses ""movimentos sociais"" de negros estão trazendo para o Brasil um VIRUS da sociedade americana, que aliás opera de outra forma.

Nos EUA há absoluta igualdade na educação fundamental até o fim do high school, até os onibus escolares são "mixed" de proposito. Mas nas universidades não há proteção para ninguem. As universidades são carissimas, existem bolsas, mas não há fator racial

privilegiando negros, o criterio é seletivo puro.

 

 


    O sonho seria vivermos todos ricos num país capitalista.Porque o comunismo é a ditadura da pobreza.


       Se levarmos ao pé da letra esse negócio de cotas,está faltando um pardo,um moreno,um índio ,uma mulher e um gay( até onde sei) no S T F.- PROPORCIONAL ao senso de 2010.


       Como vcs decidiram este caso que corre num Estado?( acho que no R S)


       Um cara pobre prestou vestibular.Ele repetiu e foi verificar.


        Constatou que um costista tirou nota mais baixa que ele e tomou seu lugar.


         O caso está na justiça.


        Vc, juiz, como decidiria?


      -

 

O edital do vestibular é claro na distribuição de vagas e provavelmente não foi alterado durante o processo. Logo, tal reclamação não procede.


E se for da UFRGS que está falando, em certos cursos sobram vagas de cotistas negros (pois ainda assim existe uma nota mínima para aprovação, embora não sei dizer como tal cálculo é feito) que são repassadas para os alunos oriundos do ensino público. E no caso das vagas para negros, também é exigido que o aluno tenha cursado ensino público, evitando um possível "favorecimento" do negro já bem de vida. Não acho que seja um sistema perfeito, mas é melhor que ter vagas apenas para negros e pardos sem considerar a condição de vida do aluno.

 

Paulo Moreira Leite escreve para a revista Época, a Época é do grupo Globo, o grupo Globo tem no seu chefão Ali Kamel um livro publicado" Não Somos Racistas."

O Paulo está correndo perigo como colunista da revista.

Não chegou o STF dar de 10 x 0  no Kamel, aí vem o Paulo M Leite com este texto.

Paulo abre o olho com Kamel, bem, não serás o primeiro nem o último de isso ocorrer.

Belo texto.

 

Há duas coisas a considerar:

a) Kamel não tem poder direto sobre as revistas sobre as revistas da Ed Globo.

b) Kamel sabe onde pisa e especialmenge em quem pisa. Em termos de prestígio, nem chega perto de Paulo Moreira Leite, uma das poucas exceções, dentro da Época, no quesito pensamento único (ou seja, do dono). PML pensa com sua própria cabeça e escreve sobre que pensa.

 

 

Arimateia, pode não ter influência na revista, mas a editoria da Época segue os mesmos rumos do JN.

A úmica diferênça é que o Paulo  não está aí para Kamel e sua trupe.

 

Realmente fiquei imprecionado com o artigo do Jornalista Paulo Moreira Leite e mais ainda ter saido na Revista ÉPOCA. Digo isto porque o Editorial de "O GLOBO" no dia 25/04/2012 foi de uma canalhice que não dar para acreditar que porvozes das organizações Globo consigam fazer um artigo tão bom como o acima postado.


Espero que mudem de opinião e que o nosso pais comece a oferecer meios para que a raça negra recupere o que lhe foi negado durante 500 anos.

 

Belísimo artigo, parabéns!

 

Análise precisa: é tempo de agir! (Ou talvez já passamos da hora, como lembra o autor). A ironia do texto também está na medida. Engraçado ele convocar o Magnoli para a causa.

Acho que o Paulo Moreira Leite é um blogueiro sujo infiltrado.

 

Xará, Magnoli é  o  consultor da  rede  golpe. Um historiador  que   está na  contra-mão da história!

 

Xará, acho que o Magnoli é sociólogo e dá plantão na Globo News. Daí, a ironia...

 

 (1958) é um sociólogo e geógrafo brasileiro.[1][2]

Doutor em Geografia Humana pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP)[3], é integrante do Grupo de Análises de Conjuntura Internacional (Gacint)[4] do Instituto de Relações Internacionais (IRI-USP) da referida Universidade. Autor e co-autor de diversas obras, também é colunista dos periódicos O Estado de S. Paulo e O Globo.[5] Foi colunista da Revista Época e da Folha de S.Paulo (até setembro de 2006[6]). Também é colunista da Rádio BandNews FM e comentarista do Jornal da TV Cultura.[7]

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dem%C3%A9trio_Magnoli

PS - Vc tem razão, ele não é historiador, não.

 

Gostei muito  do texto. Nota  10.

A noção de que vivemos numa democracia racial chega a ser patética num país onde mais de 90% dos brasileiros disseram ao DataFolha, em 2008, na passagem dos 120 anos da abolição, que vivemos num país racista.

A visão é comprovada pelos fatos. Os negros estão nos piores empregos, nas piores escolas, nos piores bairros. Têm 30% da renda embora representem 50% da população.