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O lobby que alterou o Código Florestal

Por Marco Antonio L.

Do IHU Online

“Quem está promovendo a alteração do Código Florestal são os especuladores rurais do agribusiness, que desobedeceram a Lei e praticaram crimes ambientais de todos os tipos, em particular, o desmatamento”, diz o ambientalista. 

Confira a entrevista. 

Com a justificativa de que era necessário alterar o Código Florestal para favorecer os pequenos agricultores, “os especuladores rurais do agribusiness” aprovaram um texto substitutivo que prejudicará não só o meio ambiente, mas também a agricultura. “A aprovação do novo texto é um movimento para intensificar a exportação de grão, é um disfarce para exportar fertilidade e água”, assinalaFrancisco Milanez em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone. Segundo ele, o texto aprovado pela Câmara dos Deputados comete vários equívocos ambientais que acentuarão ainda mais os efeitos das mudanças climáticas. Entre eles, destaca a redução das Áreas de Preservação Permanente – APPs. “O clima já está desregulado e a tendência é que as secas e as chuvas sejam mais frequentes e intensas. As manifestações climáticas irão se inverter, e teremos chuvas de pedra no verão com mais frequência, calorão durante o inverno, e quando começar a brotação das culturas agrícolas irá esfriar e queimar a produção”. A diminuição das APPs também causará impactos na agricultura, porque são elas as responsáveis pela proteção e a recarga dos mananciais.

Para Milanez, um referendo é a única maneira de barrar a aprovação do novo Código Florestal. “Não podemos deixar que os grupos econômicos controlem o país. O plebiscito é a única forma de fazer frente a modificações estruturais. Se houvesse um referendo e a população votasse a favor do Código, pelo menos perderíamos por conta da burrice nacional e não por causa da corrupção, como acontece hoje”, afirma.

Francisco Milanez (foto) é educador ambiental, arquiteto, biólogo e membro da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural – Agapan e da Fundação para o Desenvolvimento Ecologicamente Sustentado – Ecofund.

Confira a entrevista.

IHU On-Line 
 O que a aprovação do novo texto do Código Florestal representa em termos ambientais? Qual é o ponto mais polêmico do texto? 

Francisco Milanez  Em termos ambientais, representa a maior aberração que já assisti na minha vida de ambientalista, porque, com todas as discussões acerca das mudanças climáticas, podemos entrar em uma crise profunda, talvez sem volta. O Brasil está andando na contramão do planeta e diminuindo bruscamente as Áreas de Preservação Permanente – APPs.

A redução de áreas florestais é um equívoco, porque são as florestas que regulam o clima. O clima já está desregulado e a tendência é que as secas e as chuvas sejam mais frequentes e intensas. As manifestações climáticas irão se inverter, e teremos chuvas de pedra no verão com mais frequência, calorão durante o inverno, e quando começar a brotação das culturas agrícolas irá esfriar e queimar a produção. Para a agricultura, os efeitos da diminuição de APPs serão terríveis.

Outro impacto previsto para a agricultura diz respeito à falta de água, pois são justamente as APPs que protegem e fazem a recarga dos mananciais. Então, estão pondo em risco as bacias hidrográficas.

IHU On-Line  É um texto que privilegia a produção agrícola?

Francisco Milanez – Pelo contrário, é um texto que destrói a produção agrícola, privilegiando os especuladores rurais. Por isso os mais prejudicados serão os agricultores. Quem está promovendo a alteração do Código Florestal são osespeculadores rurais do agribusiness, que desobedeceram a Lei e praticaram crimes ambientais de todos os tipos, em particular, o desmatamento. Agora, na hora de cumprirem as suas penas e pagarem as multas, mudam a Lei. Os agricultores, muito alienados, não estão se dando conta do quanto serão prejudicados com a nova legislação.

IHU On-Line  Como o novo texto do Código Florestal trata os grandes e pequenos produtores?

Francisco Milanez – Os especuladores se utilizaram dos pequenos produtores para aprovar o novo texto. Eles alegavam que algumas propriedades rurais pequenas eram inviabilizadas pelo código vigente. Ora, se essas propriedades são inviabilizadas pela Lei, basta encaminhar um processo e pedir que o governo desaproprie essas terras, pois se o governo cria uma legislação que não permite ao agricultor produzir e viver da sua produção, ele tem de desapropriar a terra e oferecer outra.

Nós, ambientalistas, não queremos inviabilizar a pequena agricultura, porque é ela que sustenta 70% da alimentação brasileira e que ocupa grande parte da mão de obra rural. Mas o novo texto derruba a agricultura familiar ao determinar quatro módulos rurais.

aprovação do novo texto é um movimento para intensificar a exportação de grão. Trata-se de um disfarce para exportar fertilidade e água. O que o Brasil faz quando exporta a soja é exportar fertilidade e água para alimentar gado europeu: 40% da exportação de grãos brasileiros é utilizada para a ração de animais, e não para abater a fome no mundo, como dizem os defensores do novo Código Florestal.

IHU On-Line  O novo texto viola a legislação ambiental vigente?

Francisco Milanez – Viola a Constituição, porque vai haver uma destruição ambiental bárbara. Se for aprovado, o novo Código irá violar Tratados Internacionais, como a Convenção de Clima, que o Brasil assinou. Em plena Rio+20, o país vai passar a maior vergonha da história da humanidade.

IHU On-Line  Quais são as principais mudanças entre o Código Florestal vigente e o texto aprovado na Câmara dos Deputados em relação às APPs e às Áreas Reserva Legal?

Francisco Milanez – De acordo com o novo texto, as Áreas de Reserva Legal podem se sobrepor às APPs, o que não acontece na legislação vigente. Com essa mudança elas irão diminuir, o que causa perdas de área de preservação.

Outro problema grave é a anistia das áreas destruídas até 2008. Quero ver como vão provar se a terra foi destruída antes ou depois de 2008. Muitos proprietários de terra desmataram no ano passado para dizer que sua área é consolidada. A mensagem do Código Florestal é: “Desrespeite a lei e depois conversamos”.

Outra questão diz respeito às Áreas de Inclinação, que permitem usos maiores das áreas de preservação permanente por declividade. Isso é um absurdo, pois num solo plano já se perde toneladas de hectares do solo; num solo inclinado, se perde o solo todo. É um equívoco voltar atrás e permitir atividades em áreas de 30% de inclinação.

A mudança climática está acelerada. Nosso planeta está aquecendo e o clima está sendo todo desregulado. Por isso seria fundamental aumentar as APPs para garantir a regulação climática e incentivar a agricultura. Entretanto, os defensores do Código Florestal dizem que, para aumentar a produtividade, é preciso aumentar a área plantada. Quem não sabe aumentar a produtividade, faz isso.

IHU On-Line  Entre as mudanças, foi derrubada a obrigatoriedade de recompor 30 metros de mata em torno de olhos nascentes de água nas APPs. Quais os impactos disso para as nascentes dos rios?

Francisco Milanez – A diminuição das matas ciliares é um equívoco, pois elas preservam os rios e as nascentes, evitando a erosão. Quanto maior for a mata ciliar, mais protegido está o rio. Ao diminuir a mata ciliar, estaria desprotegendo também os banhados e permitindo que as pessoas plantem nessas áreas. O que vai acontecer? Problema de produção e enchentes, porque os rios não serão mais amortizados e o nível da água subirá muito mais rapidamente.

IHU On-Line  De acordo com o novo texto, as APPs passarão a ser determinadas pelos planos diretores e leis municipais de desocupação do solo. Como vê essa mudança?

Francisco Milanez – Isso é a pior coisa que existe. Quando eu trabalhei na Fundação Estadual de Proteção Ambiental – Fepam anos atrás, vários prefeitos me telefonavam pedindo sigilo e denunciando crimes ambientais.Eles não tinham e não têm poder nenhum contra um empresário local. Deixar o município responsável pela preservação ambiental é a mesma coisa que dizer: “joga a política ambiental no lixo”. A Federação existe justamente porque os estados não têm poder para definir algumas questões. O Rio Grande do Sul, que é um estado um pouco mais maduro, não consegue manter uma política ambiental eficiente, imagine os outros.

Quando quiseram permitir a expansão da silvicultura no Rio Grande do Sul, escolheram uma pessoa que a aprovaria para dirigir o órgão ambiental. Então, é assim. Esse é o Rio Grande do Sul, o estado mais ambiental do Brasil.

IHU On-Line  Que temas fundamentais não foram abordados no texto aprovado na Câmara?

Francisco Milanez – Vários temas ficaram de fora e não foram avaliados. Infelizmente muitos cientistas ganham dinheiro para dar depoimentos favoráveis ao novo texto. Parte da academia está comercializada, por isso escutam somente os que têm interesse econômico. Tudo é feito em nome da ciência porque não existe mais ética, não existe mais cultura.

IHU On-Line  Qual a expectativa em relação à decisão da presidente de vetar ou sancionar o Código Florestal?

Francisco Milanez – A minha expectativa é de que ela vete tudo, que cumpra a sua palavra, embora os deputados possam derrubar o veto. De qualquer forma, ela cumpriria a sua palavra e se posicionaria ao lado da população brasileira.

IHU On-Line – A melhor opção seria realizar um referendo popular para decidir a aprovação ou não do novo texto? 

Francisco Milanez – Claro. E vou dizer mais: não há outra forma. Do jeito que o poder econômico está se aglomerando, somente um referendo pode impedir essa legislação. Não podemos deixar que os grupos econômicos controlem o país. O plebiscito é a única forma de fazer frente a modificações estruturais. Se houvesse um referendo e a população votasse a favor do Código, pelo menos perderíamos por conta da burrice nacional, e não por causa da corrupção, como acontece hoje.

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Por quê simplesmente não proibir a exportação de grãos?

 

A DILMA VAI VETAR!

 

O PHA durante a eleição que elegeu Dilma presidente, cunhou em Marina o apelido de Bla-blarina.

Dizia ele que Marina era 'entreguista' e que seu discurso, esse mesmo aí, era um vazio só. 

Agora a Dilma vetará o código florestal, abraçará até a última letra o discurso de Marina (só lembrando que o nome  Marina é como um cavalo-de-Tróia, dentro tem o Al Gore, o Greenpeace, a WWF, a Natura, etc.).

Então... Seria Dilma o vazio do vazio, o vácuo entreguista dentro do vácuo?

OBS.; O Plano Nacional de Banda Larga é um fiasco, a porcentagem de brasileiros conectados deixa à desejar e, o perfil sócio-econômico destes não reflete a sociedade como um todo. Ainda assim querem 'resolver o Brasil'na base do rashtag. 

rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr

 

VETA DILMA!!!

 

O depoimento de uma "ruralista"criminosa.

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

Incrível a cretinice de pessoas como Aliança Liberal e Kátia Abreu, que só pensam nestas pessoas como massa de manobra.

Depois irão explorá-los como mão de obra escrava.

 

A "ruralista criminosa" só existe como gente para Kátia Abreu e Aliança Liberal nestas horas.... 

 

Olha só, não publiquem esse comentário não. Eu só queria saber da possibilidade de vocês postarem esse texto aqui no blog. Seria bem interessante ver o debate dos frequentadores desse espaço nesse assunto. Abraçõs http://blognejo.terra.com.br/destaques/a-arte-de-enganar-o-publico-compositores-que-nao-compoem#comment-93009

 

Besteira, o código que será aprovado permite apenas o uso legal de 35% do território nacional.

Kátia Abreu e um Código Florestal para o Brasil.

O novo código deve garantir que o Brasil continue produzindo alimentos melhores e mais barato, segundo KÁTIA ABREU, senadora (PSD-TO) e presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em artigo publicado hoje na Folha de São Paulo. 

 

Feijão e arroz interessam a todos, assim como água limpa e ar puro (Rolf Kuntz, 8/5/2012, no site "Observatório da Imprensa"). Mas esses dois lados não recebem o mesmo peso nas avaliações dos formadores de opinião. Predomina o enfoque da preservação ambiental em detrimento da produção de alimentos. 

 

A proteção do ambiente é, hoje, uma preocupação de todos os seres humanos e vemos com alívio que governos, empresas e consumidores estão mais conscientes de que os recursos da Terra devem ser explorados de modo sustentável. No Brasil rural não é diferente -basta observar os índices cada vez menores de desmatamento e o desenvolvimento de técnicas avançadas como a agricultura de baixo carbono. 

 

No entanto, também é importante que os países produzam mais alimentos para um mundo desigual, em que atualmente 900 milhões de pessoas passam fome, segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). 

 

Lamentavelmente, essa triste realidade não é considerada pela utopia ambientalista, que tenta separar o inseparável, como se possível fosse discutir ambiente sem considerar o econômico e o social. Será que é racional abrir mão de 33 milhões de hectares da área de produção de alimentos, que representam quase 14% da área plantada, para aumentar em somente 3,8 pontos percentuais a área de vegetação nativa do país?  Essa troca não me parece justa com os brasileiros, pois corremos um alto risco de aumento no preço dos alimentos sem um ganho equivalente na preservação ambiental. 

 

Reduzir 33 milhões de hectares nas áreas de produção agropecuária significa anular, todos os anos, cerca de R$ 130 bilhões do PIB (Produto Interno Bruto) do setor. Para que se tenha uma noção do que representam 33 milhões de hectares, toda a produção de grãos do país ocupa 49 milhões de hectares. 

 

O Código Florestal não foi construído para agradar a produtores ou ambientalistas, mas, sim, para fazer bem ao Brasil. Agora, está nas mãos da nossa presidente, a quem cabe decidir, imune a pressões, o que é melhor para sermos um país rico, um país sem miséria, que é a grande meta da sua gestão. A utopia ambientalista, no entanto, não respeita a democracia política, muito menos a economia de mercado. 

 

Há líderes do movimento verde que pregam abertamente um Estado centralizado, com poderes para determinar a destinação dos recursos, da produção e até mesmo do consumo. Nesse tipo de sociedade autoritária, não há lugar para a liberdade e para as escolhas individuais. Salvam a natureza e reduzem a vida humana à mera questão da sobrevivência física. 

 

Mas slogans fáceis e espetáculos midiáticos não podem ofuscar a eficiência da agropecuária verde-amarela. O Ministério da Agricultura acaba de divulgar os dados do primeiro quadrimestre de 2012. Exportamos US$ 26 bilhões, gerando superavit de US$ 20,8 bilhões. Nunca é demais lembrar que o agro exporta somente 30% de tudo o que produz. E, para isso, usa apenas 27,7% do território, preservando 61% com vegetação nativa. Qual país do mundo pode ostentar uma relação tão generosa entre produção e preservação?

 

Os ambientalistas, em sua impressionante miopia, ainda cobram que a agropecuária deva elevar a produtividade. Nos últimos 30 anos, com apenas 36% a mais de área, a produção de grãos cresceu 238%! Eles não consideram que os índices brasileiros já são elevados e que aumentos são incrementais. Exigem maior produção em menor área, mas condenam sistematicamente as plantas transgênicas, o uso de fertilizantes químicos e de defensivos contra pragas e doenças, pregando a volta dos velhos métodos tradicionais herdados de nossos avós. 

 

É fundamental que o novo Código Florestal garanta segurança para que o país continue produzindo o melhor e mais barato alimento do planeta. É inaceitável que o Brasil abra mão da sua capacidade produtiva, deixando de contribuir plenamente para a redução da pobreza, já tendo a maior área de preservação do mundo. 

Publicado hoje na Folha de São Paulo

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

Pelo amor de meus filhinhos, citar artigo da Kátia Abreu é o fim do mundo. Imagine eu citar um artigo do Goebbels para provar que os alemães não eram anti-semitas.

 

Meu caro, sempre votei no Lula e depois na Dilma, e em todos os candidatos da dita esquerda, contudo, nesse caso, se não fosse a bancada ruralista esse país estava dominados pelas ongs ambientalista. Qual o problema de mencionar Katia Abreu. Nunca votei nela, mas ela é uma grande defensora da nossa gloriosa agricultura.

Portanto meu chapa, em questões ambientais, é melhor a gente analisar com mais cuidado, pois como já aqui dito: "Eles não querem o nosso bem, e sim os nossos bens!". 

Assim, entre ambientalistas e agricultores, eu fico com os últimos.

Parabéns aliançaliberal, pelo belo texto.

 

Atenir, estou com você. Esses ambientalistas são paus-mandados de ONG, que, por sua vez, são alimentadas pelo tal IPCC, órgão que recebe bilhões de dólares de governos que não querem ver o progresso de paises agrícolas por razões óbvias para mentir sobre o tal aquecimento global, a maior falácia de todos os tempos, segundo cientistas que não estão no bolso de americanos e europeus.


Veja você que as pessoas que compõem os quadros do  IPCC são as mesas que sustentaram a guerra-fria. Com o fim desta, e sem outros meios de ganhar dinheiro "facinho, facinho", penderam para a guerra-quente, chamado por eles de aquecimento global.

 

Lourdes Catão, socialite carioca e confessa adúltera, confirmou o que todos já sabemos: “Acho que o AÉCIO É o melhor, MAIS DO NOSSO LADO... Dilma não pode ser reeleita de jeito nenhum’’. 

Sugiro que leia o texto dogma x ciência (quando a teoria cientifica se choca com dogmas).

Quando a ciência tem conclusões que não corroboram as crenças de algumas pessoas, estas evocam dogmas repetidos em base de preconceito e ignorância, como p.ex. que a proteção ao meio ambiente só interessa a ongs que querem atrasar o progresso do Brfasil.

 

Me desculpem mas o raciocinio de vocẽs é dicotõmico e simplista, separando as pessoas em "ambientalistas" e "agricultores" - não existe nada mais divergente do que a postura e vida profissional da Kátia Abreu com agricultores familiares, não se pode simplesteme agrupá-los como "agricultores" - assim como não se pode agrupar algumas ONGs internacionais ou mauricinhos do PV de São Paulo com cientistas sérios que se dedicam ao estudo do meio ambiente a mais de 40 ou mais anos (como o saudoso Aziz Ab'Saber) com uma placa em cima "ambientalistas".

Considero a Kátia Abreu uma pessoa inedônea no que concerne a preservação do meio ambiente -  pode -se ter um contraponto - o meu contraponto é o citado acima: Kátia Abreu falando sobre o ambiente é como o Goebbels falando sobre semitismo.  Eu acho que ela tem todo o direito de se manifestar, mas tenho o direito de dizer que o que ela escreve é uma grande falácia - assim como a postagem malandra do Aliança Liberal da coitada da agricultora- só nestas horas ela é considerada pela bancada ruralista, no resto do ano é tratada como lixo.  

 

Pq o medo de ver o contra ponto ?

 

"Sou reacionário. Minha reação é contra tudo que não presta." Nelson Rodrigues.

O novo código florestal e o RN Não há o que se comemorar com a aprovação do Novo Código Florestal, ganhou o lobby mafioso dos ruralistas, Ronaldo Caiado soltando aquele sorriso cínico de quem deu mais uma patada escrota no povo brasileiro é a imagem mais eloquente desse episódio.
No Rio Grande do Norte, caso se mantenha a matéria aprovada na Câmara, deu-se um salvo conduto aos devastadores ambientais de sempre: os donos das salinas e os produtores de camarão, que comemoram, juntamente com a Deputada Federal Sandra Rosado (PSB) os "adendos" que foram aprovados juntamente com o novo código que lhes dão total liberdade de fazerem o que quiserem em nome do "desenvolvimento" econômico do estado, desenvolvimento esse que só engorda suas contas bancárias e trás pouco ou quase nenhuma contrapartida favorável aos potiguares.
Na prática manteve-se o modelo atual, que dá liberdade a esses "empreendedores" de destruir manguezais e afins, tudo em nome do mercado exportador (o grosso do faturamento das salinas e camarões)
É sempre bom salientar que nas salinas e nas fazendas de camarão impera o sub-emprego e a quase escravidão da mão de obra utilizada, tudo isso a olhos vistos dos organismos fiscalizadores do Estado e da União, e por que? Simples, o poderio econômico e influência politica desses senhores é muito forte.
http://www.jnsegundo.blogspot.com.br/2012/04/o-novo-codigo-florestal-e-o-rn.html