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O mapa dos 33 estados brasileiros


publicado em 22/05/2011 às 05h53:

Mapa do Brasil pode pular de 26 para 33 Estados

Congresso discute propostas de mudança e a mais avançada é que divide o Pará em três

Amanda Polato, do R7

Neste mês, a Câmara dos Deputados aprovou a realização de um plebiscito para a população do Pará decidir se concorda com a criação de dois novos Estados: o do Carajás e o do Tapajós. Mas a mudança no mapa do Brasil não para por aí. O Congresso tem propostas para criar 11 unidades da federação, entre Estados e territórios. E, se forem aprovadas, o país passará de 26 para 33 Estados e criará quatro territórios.

A região Norte sofreria a maior mudança em sua geografia porque, além do desmembramento do Pará, abrigaria os quatro territórios: Rio Negro, Solimões, Juruá e Oiapoque. No Nordeste, são três ideias: o Estado do Maranhão do Sul, o da Gurgueia (desmembramento do Piauí) e o do Rio São Francisco (separação de parte da Bahia). Já no Centro-Oeste, o movimento se concentra no Estado do Mato Grosso, onde podem surgir duas novas divisões: Mato Grosso do Norte e Araguaia.

Os movimentos de separação já têm mais de 20 anos, explica o geógrafo Gilberto Rocha, da UFPA (Universidade Federal do Pará). Durante as discussões para elaboração da Constituição de 1988, regiões manifestaram interesse em se tornarem independentes. Uma delas é o atual Tocantins, que pertencia à Goiás.

- Naquele contexto, emergiram várias propostas de divisão do território nacional. Praticamente em todas as regiões surgiram movimentos com essa perspectiva. Isso, em parte, pode ser explicado em função de que a matéria foi colocada em segundo plano durante todo o regime militar.

O pesquisador lembra que houve algumas modificações durante a ditadura, como a criação do Estado do Mato Grosso do Sul e a unificação do Rio de Janeiro, mas elas não foram tratadas em nível nacional.

Segundo Rocha, durante o regime militar houve uma modificação substancial no povoamento e nas formas de uso do território brasileiro, com o processo de modernização do país. Surgiram novas fronteiras de povoamento, novas cidades e também novos pólos de poder. Muitas dessas fronteiras, principalmente na região Norte, foram estimuladas pelo governo. O geógrafo diz que, só no Pará, surgiram mais de 70 cidades naquele período.

- Na parte oeste da Amazônia Ocidental, onde os processos [de povoamento] não foram intensos, há propostas de criação de novas estruturas político-administrativas, os territórios, que vêm de cima para baixo e não de reivindicações locais.

novos Estados

Os territórios federais deixam de fazer parte de um único Estado para integrar a União. De acordo com a Constituição, as contas passam a ser submetidas ao Congresso Nacional e, caso o território tenha mais de 100 mil habitantes, um governador pode ser nomeado (sem realização de eleições). Segundo o geógrafo, a criação dos territórios está muito relacionada à proteção de fronteiras.

O deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP), autor do projeto sobre o Território Federal do Oiapoque, diz que, na época em que ele foi apresentado, em 2001, a região vivia uma “situação de abandono” e precisava de mais investimentos para desenvolvimento e proteção da fronteiras do país. O deputado admite, no entanto, que a proposta está parada e perdeu a força, porque a região passou a receber mais recursos, inclusive do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

- O governo [federal] não tem a intenção de criar novos territórios. Não é um assunto que esteja na pauta da Câmara ou do governo.

Novos Estados

O geógrafo Gilberto Rocha explica que os movimentos de criação de novos Estados estão ligados a grupos emergentes, que reivindicam o controle desses territórios.

- No Pará, há mobilização de poderes locais que emergiram nos últimos 30 anos. São populações que emigraram do Brasil inteiro.

Ele ressalta que não é possível dizer que os movimentos sejam apenas da elite e que não haja interesse da população e o desejo de autodeterminação.

O deputado Giovanni Queiroz (PDT-PA), um dos principais articuladores para criação do Estado do Carajás, afirma que há mais de 20 anos, a região “sonha com o desenvolvimento”. Segundo ele, apesar dos investimentos do setor privado ali, o Estado é ausente.

- Não há bom governador que dê conta de um Estado desse tamanho. [...] O Pará não tem capacidade de gestão daquela região. Há a ausência absoluta de Estado.

Para ele, o atual crescimento do Tocantins, que era conhecido como um “corredor de miséria”, estimula a população de parte do Pará a pedir a emancipação.

- A classe política é uma classe, aqui no Brasil e no mundo todo, muito desacreditada. Há esse preconceito, quando você fala em criar um novo Estado, que é oportunismo e forma de fazer farra com o dinheiro público. Mas há gente decente na classe política.

Segundo o deputado, o novo Estado não vai precisar de “nenhum centavo da União”, porque os recursos que já vão para o Pará seriam repartidos e, além disso, arrecadação do Carajás seria suficiente para mantê-lo. A mineradora Vale é citada como uma das grandes investidoras na região.

Confira também



Para Ribamar Alves (PSB-MA), que defende a criação do Maranhão do Sul, a distância da capital a determinadas regiões do Estado dificulta a gestão.

- São Luís fica em uma ilha isolada, muito distante do sul. As ações públicas têm dificuldade de chegar na outra ponta.

O deputado federal também diz que o novo Estado não sairia caro para a União. Para ele, os altos custos são “exagero da imprensa”.

Para o professor Gilberto Rocha, o tamanho em si de um Estado não é uma justificativa para desmembrá-lo. Em geral, há carência de infraestrutura para permitir melhor comunicação e integração regional. Com essas melhorias, segundo ele, seria possível pensar uma gestão descentralizada, que desse mais autonomia a diversas regiões.

- O mundo caminha para a integração e não necessariamente para o afastamento.

http://noticias.r7.com/brasil/noticias/propostas-querem-incluir-mais-11-...

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Acho que seria muito bom a criação de novos estados, porque haveria maior assistência social, melhorias de infra-estrutura, geração de renda e criação de novos empregos.

 

Nassif,  tenho a grata satisfação  de ter descobertos Blogs escrito por gente da melhor qualidade no estado do Pará.  Gosto muito destes dois aqui:

http://novoblogdobarata.blogspot.com/

http://hupomnemata.blogspot.com/2011/05/os-quatro-custos-de-dividir.html 9deste segue um artigo  deste blogueiro sobre a divisão do Pará)

Um pouco sobre o Fábio:

Bom, no campo profissional sou professor e pesquisador adjunto da Universidade Federal do Pará, onde desenvolvo projetos de investigação científica na área de convergência de pesquisa da sociologia e das políticas da cultura, da comunicação e da identidade, com ênfase na pesquisa sobre dinâmicas de intersubjetividade, sociabilidade, produção da identidade e historia cultural.Sou graduado em Comunicação, com habilitação de Jornalismo, pela Universidade Federal do Pará (1990), mestre em Comunicação pela Universidade de Brasília (1994), mestre em Estudo das Sociedades Latino-Americanas (opção Antropologia) pela Université de Paris III (Sorbonne-Nouvelle) (2000) e doutor em Sociologia pela Université de Paris V (Sorbonne-Descartes) (2003).Atualmente coordeno os Grupos de Pesquisas sobre Políticas de Cultura e de Comunicação e sobre Sociabilidades e Identificações Amazônicas.Fui Secretário de Estado de Comunicação no Governo do PT, no Pará. Também ocupei outros cargos e funções públicas: Secretário de Estado Especial para o Desenvolvimento Social (Governo do Pará), Chefe do Departamento de Comunicação da UFPA, diretor do Museu da Imagem, e do Som do Pará, Coordenador da Câmara de Políticas Sócio-Culturais do Governo do Pará, Coordenador da Área de Desenvolvimento Cultural da Fundação Cultural do Pará, Assessor Especial para o Planejamento Político na Casa Civil do Governo do Estado do Pará e delegado pelo Pará à I Conferência Nacional de Comunicação.Aqui, uma síntese do meu CV, e aqui ele completo, na plataforma Lattes do sistema brasileiro de ciência e tecnologia. Tem que botar meu nome completo e abrir.Aqui, um resumo do meu trabalho como pesquisador.Aqui, uma lista das minhas publicações e aqui, uma página com vários artigos que escrevi.Isso aí quanto ao trabalho.Fora dele interessa saber que tenho péssima coordenação motora e que não dirijo bem. Não sei pintar, nem cantar e nem ler partituras.Politicamente, sou um democrata de esquerda, filiado ao Partido dos Trabalhadores e internacionalista por convicção. Muito estou empenhado em produzir novas sínteses para pensar o modelo de desenvolvimento justo e sustentável para a região amazônica.Culturalmente, me interesso por um monte de coisas: muitíssimo por literatura e por filosofia, mas também por história, geopolítica, fotografia, cinema, teatro, cultura pop, etc.

Os quatro custos de dividir territorialmente o ParáComecemos republicando um artigo saído aqui no blog em fevereiro passado:

 

O custo da divisãoFábio Fonseca de Castro 

Dividir o Pará para governar melhor é uma possibilidade, mas não a qualquer custo. E que custos são esses? Bom, eles pertencem a quatro categorias e demonstram que a divisão só é útil aos interesses politiqueiros e comerciais de umas poucas pessoas.

A primeira categoria é a do custo da "máquina": Quanto vamos pagar para os novos estados funcionarem? O segundo é o custo social: o que se perde em termos de investimentos em saúde, educação, segurança e emprego por causa, justamente, do custo da máquina. O terceiro é o custo institucional: a competição e a guerra fiscal que vai se instalar entre os três estados remanescentes. E, porfim, o quarto é o custo federativo, a situação de desequilíbrio político gerada. 

Quem paga todos esses custos é o povo. Tanto o povo da nova unidade como todos os brasileiros, em geral. Vamos a eles: 

O custo da máquina 

O custo da máquina é o quanto se paga para um novo estado funcionar. O próprio IPEA construiu uma fórmula para determinar quanto custa a burocracia de um estado. Esse cálculo parte de um custo fixo de manutenção, um custo básico, de R$ 832 milhões por ano (custo A). A esse valor básico se somam outros dois custos: R$ 564,69 por habitante (custo B) e R$ 0,075 por real do PIB estadual da futura unidade (custo C). 

Quando aplicamos essa fórmula ao projeto do estado de Tapajós vemos que custear a burocracia do novo estado custaria R$ 832 milhões (custo A), mais R$ 652.061.660,25 (custo B), mais 477.023,18 (custo C). O total ficaria em R$ 1.484.538.683,43. 

Em relação ao projeto do Carajás o cálculo fica assim: R$ 832 milhões (custo A), mais R$ 873.308.331,63 (custo B) e mais R$ 1.477.193,93 (custo C). O total ficaria em R$ 1.706.785.525,55. 

Quando projetamos esses valores em termos de PIB, vemos que as máquinas governamentais de Tapajós e Carajás custariam mais em relação aos PIBs dessas regiões do que o atual Estado do Pará. O Tapajós custaria o dobro e o Carajás 50% a mais. E, para completar, o custeio da parte restante do Pará também subiriam, em cerca de 7,5%. 

Ou seja, dinheiro que hoje é usado em investimento passaria a ser usado em custeio. E isso sem contar o custo imediato da instalação dos estados, estimado em cerca de R$ 1,4 bilhão para cada um. 

Se criado, o Tapajós precisaria usar 34,1% de seu PIB, ou seja, de suas riquezas, para custear sua máquina oficial. O Carajás consumiria 18,6% das próprias riquezas. O custo do atual Pará equivale 17,2% de seu PIB, mas com a divisão seria elevado a 19,1% do PIB estadual. Essa situação é muito diferente da verificada nas unidades mais ricas da federação – e não é por outro motivo que projetos como a criação dos estados do Triângulo e de São Paulo do Leste nunca vão para frente: lá se sabe que a divisão aumenta o custeio e que, em conseqüência, as regiões empobrecem. 

Essa equação se explica por uma fórmula simples: quanto mais recursos um estado tem para investir em programas sociais, infra-estrutura e empregos, melhor é o seu desenvolvimento. O custeio de Roraima, por exemplo, é de R$ 1.037 bilhão, o que representa cerca de 35% do seu PIB. Já em São Paulo é de R$ 75.947 bilhões, mas isso não representa mais do que 8,51% do seu PIB. Os novos estados, com um PIB baixo, consumirão quase toda a sua riqueza para pagar a própria burocracia. 

O custo social 

O segundo custo da divisão territorial é o custo social. Sim, apesar do que se diz, os investimentos sociais no novo estado tendem a cair, o que significa menos saúde, menos educação, menos segurança, menos assistência social. Por que isso acontece? Justamente porque sustentar a máquina do novo estado vai consumir uma imensa parte do seu PIB. 

Façamos uma projeção. Em todo o Pará foram investidos cerca de R$ 257 milhões, em 2009, em saneamento. Nesse ano, esse valor representou 14,1% do orçamento estadual de investimento. Supondo que os novos estados quisessem manter o mesmo programa e o mesmo padrão de investimento na área da saúde, provavelmente não alcançariam o mesmo valor percentual, considerando que teriam de fazer face às despesas necessárias para pagar a burocracia institucional criada. E isso sem considerar que os novos governos estaduais precisariam atuar de forma compensatória em certas áreas, muito possivelmente elevando o percentual de repasses aos novos poderes legislativos e judiciários, tal como aconteceu com o Tocantins, Roraima e Amapá quando foram transformados em estado. 

Em síntese, dividir o ônus social tem o efeito de aumentar a pobreza. 

O custo institucional 

O terceiro grande custo a ser pago é o institucional. Com a divisão, é muito provável que os três estados passem a competir entre si, quebrando sistemas e cadeias de produção que aos poucos vão sendo instalados. Dessa maneira, por exemplo, o Pará remanescente vai arrecadar sobre o consumo de energia proveniente da usina de Tucuruí, mas o Carajás não vai ganhar nada com isso. Da mesma maneira, as exportações da Alpa, a Aços Laminados do Pará, terão sua carga tributária aumentada, porque passarão pelo porto de Vila do Conde, Espadarte ou de Itaquí. E, muito provavelmente, haveria uma guerra fiscal cujo principal efeito seria afastar, dos três estados, vários investimentos. Todos perderiam em termos de segurança institucional: um estado rico, em processo de coesão e desenvolvimento, seria substituído por três estados pobres, inimigos fiscais e desacreditados. Três anões em guerra. 

O custo federativo 

O quarto custo da divisão territorial é o custo federativo. Os dois novos estados trazem de imediato, juntos, 6 novos senadores e 16 deputados federais. Do ponto de vista dos interesses estritos do estado isso poderia ser bom – considerando sempre a hipótese, improvável, de que os estados seriam sempre bem representados, por políticos comprometidos e honestos. Porém, acentua o desequilíbrio na representação das unidades federativas. 

Essa desproporcionalidade se deve ao atual sistema eleitoral, que estabelece um patamar mínimo e outro máximo para a representação dos estados na Câmara Federal: oito e setenta deputados, respectivamente. Os dois novos estados teriam oito deputados cada um, gerando o que alguns vêem como uma super-representação, em comparação com as regiões mais populosas. Para alguns críticos isso viola o princípio igualitário da democracia: os votos de alguns cidadãos acabam tendo maior valor. Esses críticos defendem uma representação estritamente proporcional em termos de população, na base 1 indivíduo = 1 voto. 

É preciso dizer que o argumento não está, necessariamente, correto. A principal objeção a ele é que, na sua compreensão de democracia, considera-se exclusivamente a dimensão individual da representação e o princípio majoritário, enquanto seria preciso considerar também outros interesses relevantes, presentes na sociedade, mesmo que minoritários. Afinal, a regra da maioria é apenas um expediente a serviço da democracia, e não um fim em si mesmo. 

Mesmo assim, há um custo federativo a considerar, porque a ampliação da diferença representativa, que já é muito grande na Amazônia, pode contribuir para um colapso institucional que não poder ser resolvido sem uma grande reforma do sistema político e partidário brasileiro. 

Mais sobre o custo federativo 

Em ciências políticas, a desproporcionalidade na representação entre as unidades territoriais é calculada por meio da fórmula de Loosemore e Hamby (D = 1/2S ci-pi), onde D representa a desproporcionalidade representativa, c é o percentual de cadeira da unidade territorial, chama i, e p é o percentual da população dessa mesma unidade i, em determinado ano eleitoral. 

Essa fórmula foi aplicada ao Brasil atual pelo trabalho de Samuels e Snyder de 2001 - portanto sem a criação dos dois novos estados - e o resultado foi preocupante. Enquanto países como Holanda, Israel e Peru apresentam perfeita proporcionalidade, na medida em que obedecem ao princípio 1 indivíduo = 1 voto, outros países, que não aplicam esse modelo, apresentam graus de desproporcionalidade que podem ser razoáveis (e, portanto, saudáveis, do ponto de vista do argumento da defesa dos interesses minoritários) ou não. 

E o caso brasileiro, mesmo sem os dois novos estados, já é absurdamente desigual. Por exemplo, são razoáveis os índices da Alemanha, Austrália, África do Sul e Canadá, nos quais D = 1, 2 ou 3. No Brasil, D = 9. Isso significa que alguns brasileiros valem mais que outros. Com a criação do Tapajós e do Carajás esse índice aumenta ainda mais. Iria para 11 

Mais sobre a burocracia 

E a criação dos dois estados seria apenas o começo de um problema muito maior, porque sem a reforma política, ela acabaria levando, inevitavelmente, ao fortalecimento do movimento pela criação de outras unidades. Se metade das unidades previstas fossem criadas seriam mais 8 governadores, 24 senadores, 64 deputados federais, cerca de 144 secretários estaduais, cerca de 768 assessores parlamentares só em Brasília e cerca de 28 mil cargos comissionados. 

Será que o país precisa de tantos políticos? É justo indagar: a quem interessa tanto? À população dos novos estados, que vai ter que pagar o salário de tanta gente em vez de usar esse dinheiro para investir em saúde e educação? 

Em síntese, a conclusão é que unido o Pará avança mais: Nos últimos 15 anos o crescimento acumulado do PIB paraense foi de mais de 160%, o que representa um crescimento da economia paraense bem acima da evolução do PIB brasileiro acumulado, que foi de cerca de 140%. Separados, nenhum dos três estados poderia apresentar taxas semelhantes.

 

Wilma

Temos estados muit pequenos e outros demasiado grandes. Alguns podiam ser fundidos e outros divididos. Mas o pior é que mais estados só vai piorar a democracia brasileira, pois o peso dos votos nos estados menores é maior do que nos maiores. Só vamos aumentar as distorções. A condição da democracia é que os votos tenham pesos iguais: um cidadão do Acre tem que ter o mesmo valor de um de São Paulo, Rio, etc. Não é isso que acontece aqui. O do Acre e de estados menores vale 17 vezes ou mais o de SP-RIO, etc ao escolherem um deputado federal. Isto não é democracia. Por isso a bancada ruralista, com maior peso em estados menores gigola este país.

 

Antes de tudo, devemos providenciar um mezanino na câmara dos deputados para assentar os novos deputado, mais um anexo para os gabinetes, e também  um mezanino para abrigar o senadores.

Aliás, para atender melhor todo este aumento no número de deputados e senadores, que tal constrir em Brasília um novo congresso. Um belo e milhonário palácio, claro, projetado por Niemeyer!

Abs

 

isto e uma barbarie, um movimento de politicos velhacos, onde o unico interesse sao eles mesmos os beneficiados, deixam seus filhos e aliados nos estados que ja comandam e partem para outros para se apoderarem de cargos e facilidades. se a desculpa e a dificuldade de administracao, ha de se extinguir os estados do nordeste como piau,pernanbuco, paraiba,sergipe,rio grande do norte maranhao,  estes estados sao muito pequenos e muito mal adminstrados pelos coroneis ainda, sendo sua populacao extremamente carente, e tornar espirito e santo e rio de janeiro um so estado, ou mesmo a extinçao dos dois, pois sao dois estados que nao conseguem sustentaçao e darem a sua populacao segurança , saude e educaçao.

 

Acho muito criar mais 3 estados no Nordeste. Mas seria interessante criar um estado sertanejo que inclua o oeste da Bahia e o sul do Piauí e do Maranhão. Poderia se chamar São Francisco e ter a capital no extremo sul do Piauí.  

Seria um estado do tamanho do Tocantins, com predominância da vegetação de cerrado - e uma parte menor pra caatinga - e duas ferrovias que poderão facilar o contato de mercadorias com o litoral. A capital seria construída numa área próxima as estradas rodoviárias e do curso de alguns rios e de mata nativa.

São regiões desprezadas e pobres, mas que podem se desenvolver bem como ocorreu com o Tocantins, seu vizinho. 

 

 

 

Sobre o Estado do São Francisco, no passado essa região pertencia a Pernambuco e já era uma região administrativa especial chamada "Comarca do São Francisco". Pernambuco foi obrigado, pelo governo imperial, a ceder essa região a Bahia como punição pelas constantes revoltas, a gota d'água foi a Revolução Praiera. Até hoje você encontra, aqui em Pernambuco, gente que fala que essa região devia ser devolvida ao estado por questão de justiça histórica, rsrs.

 

A questão não é a re-divisão territorial e sim os critérios usados. A chamada 'distância' (termo vago) é uma das mais usadas.

Porém, muda pouco para o futuro Tapajós, que deve ter mais de 1000 km de selva entre o extremo norte e o extremo sul; além disso, até o nome é complicado, pois a bacia do Tapajós abrange apenas uma pequena parte do imenso novo território.

O Juruá parece um 'chile' de tão magrelo; é nítida a forçação de barra (nem fronteira internacional ele faria). O Oiapoque lembra aqueles enclaves que existiam na Europa e ainda são comuns na Ásia.

Araguaia e Mato Grosso do Norte são delírios de políticos corruptos com agro-negociantes.

Vejo, do ponto de vista geográfico, com mais simpatia a criação de 1 único estado, que pegaria Gurgueia, Maranhão do Sul e São Francisco (estado do Sertão?). Agora, do ponto de vista econômico e social, seria a glória dos latifundiários 'mudernos'.

OK, fico com Guanabara, Iguaçu, Triângulo, Campanha Gaúcha e vamos com Rio Negro + Solimões (um único estado) e "Sertão"; assim, chegamos ao cabalístico 33 (contando com o DF), que daria 99 senadores (uh!), quase o mesmo que os EUA.

 

Abs.

 

O Diogo Costa é o que fez os melhores comentários até aqui.

Outra questão - minha opinião - é que o sistema unicameral é o mais adequado. Aí é para pensar numa reforma política.

 

Assim como o metrô Angélica não diz respeito somente à população de Higienópolis, a consulta para a criação de novos estados não deve ser restrita à população local. Ainda mais pela característica de serem áreas dominadas por latifundiários.

 

Não tivéssemos Senado, até que valeria a pena dividir a Federação em 38 (ou mais) Estados, que seriam enormes distritos / regiões administrativas que concentrariam os municípios; nesse caso, um número fixo de deputados garantiria uma redistribuição das cadeiras no Congresso.

 

O meu munícipio foi criado em 1985, eu tinha 13 anos, eu achei aquilo o máximo, só que o poder caiu nas mãos da maior família da minha pobre cidade, e esta família se mantem no poder até hoje, estão milionários, fazendas no oeste da Bahia, apartamentos e apartamnetos em Salvador, no Oeste baiano, os mais interessados são os coronéis, que os nomes estão sujos envolvidos em corrupção. Na realidade o que necessita é o governa estabelecer metas para cada microrregião do país e correr atrás dessas metas, como por exemplo escolas técnicas em todas as regiões do Brasil, hospitais federais em todas regiões do Brasil com profissionais concursados e sálarios dignos, agora esse negócio de divisão é encher o bolso de alguns da elite brasileira, veja o próprio Tocantins esta na mãos da elite politica daquela região desde o dia que foi criado, isso vai ser farrra com o nosso dinheiro.

 

somos favoráveis na criação dêsses novos estados desde que, em contrapartida, SP seja transferido para os EUA, tipo Puerto Rico. é um sonho antigo dêles e êles merecem e estão 100% preparados e alinhados.

 

De fato, nossos governos tem muita dificuldade em administrar grandes territórios e tomara mesmo que o discurso do abandono ganhe mais força e passe para a esfera nacional, é incrível como o governo federal não dá conta de administrar esse país, aqui em Minas mesmo é impressionante, o governo federal parece que existe é para atrapalhar o desenvolvimento do estado, ele consegue dificultar tudo para o estado, essa semana mesmo a presidente vetou o projeto que igualava os incentivos fiscais da parte mineira que faz parte da Sudene com os incentivos dados aos estados nordestinos, isso, há menos de um mês de dar mil e um incentivos para trazer uma fábrica chinesa para o estado de São Paulo, eu ainda estou sem entender a lógica disso.

Sobre os estados e territorios citados, aqueles estados que estão ali em torno do Tocantins (5,6,7,8,9 e 10) são as regiões que nas ultimas 2 ou 3 decadas são as regiões que mais se desenvolvem dentro dos seus estados por causa da agricultura, quanto do abandono dessas regiões é responsabilidade do próprio governo federal? e esse argumento de criar territorios e depois transforma-los em estados por causa das fronteiras parece absurdo, a guarda das fronteiras não é exclusividade do governo federal? fiquei na dúvida. E o argumento passa a ser uma piada se for observado o território federal do Juruá. Isso é Brasil.

 

Isso deve ser alguma palhaçada, né?

Imagine a repreesentação de um voto de São Paulo o que viraria com mais trocentos estados na região norte/nordeste.

Teríamos um congresso com 1000 deputados e 800 vindos do norte/ nordeste.

Um voto de paulista vai valer um milésimo de um voto de um cidadão do "Estado Federal do Oiapoque".

Só pode ser piada isso.

Tanta coisa séria para discutir e os deputados querem dividir estados para arrumar gordas bocas sustentadas com o inifnito erário público.

Daqui a pouco vamos precisa de uma Tahir Square a lá Egito aqui no Brasil também.

 

Nada a ver!

 

O número de deputados federais permanecerá o mesmo. Mudará apenas a distribuição do número de parlamentares por estado na câmara dos deputados.

 

Enfim, tem alguns conservadores que adorariam ver o Brasil voltar 200 anos no tempo, quando tinha apenas 10 estados e 300 municípios... Aí sim seria uma beleza! Toda a população morando no litoral e um vasto e território habitado por onças pintadas, capivaras e uma população super rarefeita esquecida e jogada na miséria.

 

Que visão mais tacanha! Tacanha e pequena. Os conservadores só tem olhos para o curto prazo, não enchergam um palmo a frente dos próprios narizes, não entendem que estas divisões tem de ser analisadas não agora ou daqui há 10 anos, mas sim daqui há 50, 100 anos ou mais! Isso é o que importa, o resto são grunhidos de quem sonha em retornar a capital do país para Salvador e abandonar a meta secular de integração regional, econômica e social do povo brasileiro.

 

Diogo Costa

VC TEM CERTEZA DO QUE VC ESCREVEU?

DUVIDO!!!!!

Duvido que vão criar mais  trocentos estados e a representação federal não vai mudar.

Até proque está na constituição de que cada estado tem direito a um mínimo de oito deputados.

Cada estado que for criado vai distorcer ainda mais a representação federativa.

Agora leio que tem gente querendo dividir o já minúsculo estado de SC. PALHAÇADA!

E na melhor das hipoteses, se iss que vc escreveu for verdade, vai se criar mais um monte de cargos, deputados estaduais, burocracia, gastos inúteis e desnecessários.

Boca gorda pra politico mamar.

NADA MAIS.

O resto é conversa mole.

O Brasil é um páís enorme.

É natural que existam grandes áreas pouco habitadas.

 

No mundo terreno, natural só o iogurte...

 

Todas as divisões administrativas, seja no Brasil ou em qualquer lugar do mundo, são eminentemente políticas. E não são estáticas, mudam no decorrer do tempo para se adaptar a novas situações políticas, econômicas ou sociais.

 

Repito, se tu acha que para acabar com a "mamata dos políticos corruptos" e dos "gastos desnecessários", o ideal é que o Brasil voltásse ao status quo de 200 anos atrás, quando tinha apenas 10 estados, 300 municípios e população eminentemente litorânea, tudo bem... Eu discordo frontalmente dessa visão que para mim, é tacanha e pequena, pois mira apenas nos 'gastos' de curto prazo, esquecendo que um estado ou país tem que ser pensado para os próximos 50, 100 anos ou mais. Não tem nenhuma importância o 'gasto' que será feito agora para criar esses estados, temos é que pensar que no futuro esses novos estados terão mais autonomia e poderão oferecer serviços públicos e infraestrutura adequada para as suas populações locais. Da maneira como está hoje, isso nunca vai acontecer!

 

Por exemplo, tu acha realmente que as populações locais do Mato Grosso do Sul e de Rondônia estariam em melhores condições sócio-econômicas hoje se ainda pertencêssem ao antigo, inadministrável e incomensurável Mato Grosso original? Eu tenho certeza que não! 

 

 

Diogo Costa

Defender uma má idéia com outra bem pior em sentido contrário não ajuda no debate.

Não acho que deva existir sete estados, nem que devessem ser 100 ou 33.

Antes de se pensar em dividir estados deveria-se preocupar em ter um sistema politico confiável, ou melhor, politicos confiáveis, ou melhor ainda, uma justiça confiável.

Da forma com se comportam os políticos atuais só podemos esperar que as divisões que se propõem agora sejam meros artificios para acomodar os politicos vigentes.

Dizer que extensão territorial é problema nos dias de hoje é quase má fé. 

O problema são administrações desastrosas que pensam primeiro no interesse particular e pessoal sem pensar nos estados e municipios.

A todo momento se vê como as verbas federais são consumidas em proveito de prefeitos corruptos e empresas fantasmas.

Divisão não é a solução para o momento.

A solução agora é fazer com que toda a verba disponível seja usada integralmente para o que se propõe.

Isto para começar.

A partir dái partir para projetos que visem melhorar a cada dia o uso delas.

Só depois pensar em divisão, se necessário.

 

A única coisa que os senhores de bom grado dão aos escravos é a esperança. (Albert Camus)

Mais três senadores para cada estado criado e "n" deputados federais. Haja dinheiro (público é lógico!).

Quanta falta de vergonha.

 

O maior problema é que os senadores são normalmente eleitos pelo poder econômico. Vão chegar dezenas de novos Jereissati, com jatinhos "porque podem". A direita econômica sempre se enraizou no senado.

Esse é o maior perigo político

 

 

Isso se resolve com a reforma política, não tem nada a ver com um número maior ou menor de estados ou municípios...

 

Diogo Costa

Deve ser por isso que a França (que é do tamanho de Minas Gerais), tem mais de 35.000 municípios...

 

Diogo Costa

É muito mais cabide!

 

Deve ser por isso que a desenvolvidíssima, ponderada e rigorosa Alemanha (que é o do tamanho do Mato Grosso do Sul), tem mais de 12.000 municípios...

 

Enquanto isso, aqui em Pindorama alguns preferem ter municípios como Altamira, no Pará, que tem uma área territorial maior do que a Inglaterra!!!

 

Que visão mais "progressista"!... Se soubéssem que o Texas (maior estado norte-americano) representa apenas a metade da área atual do Pará...

 

Se dependêssemos desses conservadores com visão imediatista e tacanha, o Brasil ainda estava no tempo da banana e do açúcar... Não teríamos a intervenção estatal para criar a Petrobrás, a Vale do Rio Doce, Brasília e outras dezenas, centenas e milhares de empresas e obras que foram e são fundamentais para a desconcentração do desenvolvimento brasileiro.

 

Quem sabe não seria melhor acabar com o estado do paraná e reintegrá-lo à São Paulo? Ou talvez acabar com o Tocantins e reintegrá-lo à Goiás? Ou, melhor ainda, quem sabe não abolimos Roraima, Amazonas, Acre e Amapá e reintegramos os mesmos ao Pará, para recriar o "belíssimo" estado do Grão-Pará!

 

Haja paciência...

 

Diogo Costa

"Se dependêssemos desses conservadores com visão imediatista e tacanha,..."

Visão?

Não sejais tão generoso meu caro. Devotos dos "pançadores" (que se acham pensadores) do PIG, que acredita em tudo que eles afirmam, se muito, enxergam o próprio umbigo. Polifemo tinha visão muito mais profunda.

 

Tá faltando aí a junção de: São Paulo, Triângulo Mineiro, Goiás, Mato Grosso do Sul e Norte do Paraná para formar a República de São Paulo...

 

Eu, aqui da ventania de Anápolis - Go., afirmo: Me incluam fora dessa! Goiano nunca aceitará São Paulo...

 

Sonhar não custa nada...

 

Ao invés de integrar o país, desconcentrando o desenvolvimento econômico e social, os reacionários de plantão preferem as xenófobas teses separatistas!

 

Diogo Costa

E quem quer me reprimir é um gaúcho...kkkk Justo daqueles que canta o hino da República do Rio Grande do Sul (Tá na bandeira) em jogo de futebol... sai guri!!!

 

Será que necessariamente cirar novos estados resolve? Para efeitos de comparação, aqui no RJ, criar municípios não resolveu nada.

 

Rafael Wüthrich Pepperland [http://www.advivo.com.br/blog/1376]

É o jeito mais fácil de aumentar o número de políticos desocupados. Imagina quanto gorvernador sercrectário, aspones vão aparecer?

NAO A CRIACAO de ESTADOS que não se sustentam!!!!!!!!!!!!

Ao invés de pagar salário para político corrupto, melhor investir na integraçao física dessas áreas e povoados.

 

Deve ser por isso que os EUA tem 50 estados e mais de 15.000 municípios...

 

Diogo Costa

VAmos fazer 100 estados e 30000 municipios, vamos ser o dobro de rico.

 

Bah, mas que sono tchê!

 

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz

 

Diogo Costa

Está corretíssima a decisão de revisar as fronteiras dos estados brasileiros.

 

Tomara que dê certo essa proposta, certamente as populações desses novos estados e territórios federais terão muito mais desenvolvimento do que se permanecessem como parte integrante e distante dos atuais estados.

 

Isso é uma questão de racionalidade político administrativa e econômica. O Brasil poderia ser dividido em 50 estados sem problema algum... Mas, para início de conversa, essas possíveis 38 unidades federativas já seriam um bom começo!

 

Isso para não falar na questão dos municípios, que consegue ser ainda mais irracional que a divisão atual dos estados. Por exemplo, como é possível administrar um município com uma extensão territorial maior que todo o estado de Santa Catarina ou Pernambuco? Pois bem, há vários municípios nessa situação inadministrável e ridícula, e o caso mais grotesco é o do município de Altamira, no Pará, que tem absurdos 159.695 quilômetros quadrados!!! E a populacão de Altamira, como é que se desenvolve numa situação como essa?

 

E quanto aos custos, isso é uma bobagem impressionante! Não se deve analisar essa questão com os olhos voltados somente para o curto prazo, temos de pensar no desenvolvimento dessas novas unidades federativas no médio e no longo prazos. E com essa análise não imediatista, verificaremos que dentro de 20, 50, 100 anos ou mais, essas novas unidades serão de vital importância para o desenvolvimento dessas regiões e do país como um todo.

 

Diogo Costa

Prezado Diogo, como assim dizer que pensar em custos é bobagem? De que planeta você veio? Ou por acaso você é funcionário público, daqueles que acreditam que o dinheiro surge na conta todo mês, inexplicavelmente? Se um estado não se sustenta, não pode ser criado, simples assim. Chega de chupins!

 

 

 

Ao menos no que se refere à região transfranciscana da Bahia, sul do Piauí e do Maranhão, a história das respectivas áreas é favorável à separação.

O oeste baiano foi Bahia, foi Sergipe, foi Pernambuco e acabou no colo da Bahia por decisão do Marquês de Pombal quando extinguiu as unidades de Ilhéus, Porto Seguro e Sergipe incorporando-as à mesma Bahia. O Piauí foi resultante de uma empresa de expansão na criação de gado do século XVIII ('Registo do' Juazeiro nasceu aí. Ver mapa de Ionne Blaev, o Piauí não existia por volta de 1900) com base na Bahia, e só bem mais tarde a nova unidade incorporou uma pequena parcela da então também nova capitania do Ceará. E o sul do Maranhão é uma situação intermedíaria entre a expansão que deu origem ao sul do Piauí e a verificada na região adjacente do sudste do Pará onde querem formar o Estado de Carajás. É, portanto, bem distante das várias tentativas de colonização do Maranhão pela costa atlântica, havida desde  início do século XVII e que perdurou por mais quase dois séculos. É, portanto, também uma região diferente do grosso do estado a que pertence.

 

Depois que o oeste baiano foi transformado em pólo agrícola ,muitos fazendeiros ,que migraram de outros estados nos últimos 20 anos, têm feito campanha por um estado para se livrar de pagar seus tributos, e tomar o controle dos recursos do Rio São Francisco , principalmente a produção de energia e água para a agricultura . Querem roubar a Bahia dos baianos !! Querem criar um estado latifundiário .

 

@max Vc está certissimo!!!! não ligue para o Diego, ele tá trazendo um fato que não é bem o que vc quer falar. Seguramente Pernambuco, que é mais pobre que a Bahia e não da conta do seu pequeno territorio, não daria a atenção que esta regiao quer.

 

Se perguntem como uma área que cresceu e se desenvolveu tão rápido pode ter tanta pobreza? Simples, o latifundiarios da regiao simplesmente conscentraram renda e não dividiram, alias nunca farão isso. A regra é tudo para mim nada para o povo. prova maior disso é a tentativa estapafúdia de dividir a Bahia.

Eu já vi essa história com a regiao cacaueira, o resultado: quando o cacau quebrou, foram pedir ajuda para o governo do Estado e hoje vemos o inchaço da capital com pessoas oriundas desta região.

 

Eles querem tirar os impostos que vão para o Estado para poderem controlar politicamente o novo governo. PENSEI EM UM TOCANTINS PIORADO. ISSO SERIA ESSE NOVO ESTADO DE SÃO FRANCISCO.

Seria 3 katias abreu como Senadores e um Mão Santa como Governador

Se eles se sentem prejudicados por falta de investimento do Estado da Bahia, pq nenhum político faz disso uma bandeira e leva para todos os cantos do Estado? Certamente a região norte, sul, central, do Estado tería as mesmas reinvindicações. ATÉ A CAPITAL!!

 

Eles querem mais poder e mais bocas. E QUEM VAI PAGAR A CONTA É VOCÊ!! Se vcs lutam para sobreviver, é justo um grupo ganhar a vida roubando... e pior, ROUBANDO você?

 

Que impressionante raciocínio! Que pérola do discernimento!! Que análise bem fundamentada!!!

 

Dado o primarismo a lá senso comum reacionário e imediatista, só me resta fazer uma proposta ao rapazote aí de cima:

 

Que tal, então, para acabar com as mazelas da corrupção, dos latifundiários, das assembléias cheias de deputados corruptos sugando o suado dinheiro do povo brasileiro, que tal se propusérmos que o Brasil, ao invés de 27 unidades federativas (como é hoje), passe a ter apenas 07? Não seria uma beleza? Para que 5.565 municípios? Vamos voltar lá no tempo onde o Brasil era dividido em apenas 200... Marchemos todos de volta ao litoral!

 

Para quem não sabe, as 07 províncias originais do Brasil colônia eram, em 1709, as seguintes:

 

Grão-Pará, São Paulo, São Pedro, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Maranhão! Os reacionários de mente tacanha de hoje acham que o Brasil deveria ter ainda uma divisão política igual a de 300 anos atrás...

 

Pela extinção de 20 supérfluos estados, pela extinção de supérfluos 5.365 municípios, brademos: -"Reacionários de todo o mundo, uni-vos"!

 

Diogo Costa

Não é por aí meu chapa...

 

Essa estória de roubar a Bahia não tá com nada... Históricamente, o pretenso Estado do Rio São Francisco pertencia à Pernambuco. Bem como os estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Alagoas, que também faziam parte de Pernambuco!

 

Com o tempo, foram sendo criados esses estados, a partir do desmembramento de Pernambuco. E a Bahia recebeu a então comarca do São Francisco, que foi arrancada de Pernambuco em 1830 e repassada à Bahia como punição pela participação dos pernambucanos na revolta da Confederação do Equador. 

 

Devagar com o sensacionalismo a-histórico...

 

Diogo Costa

Barros, o mesmo motivo pelo qual o MA dificilmente será dividido. É que Sarney tem perdido nas maiores cidades que, com a divisão, ficariam um cada Estado: São Luis e Imperatriz. Com a divisão, com certeza Sarney perderia nos 2 Estados. Atualmente ele se elege com os votos dos grotões em todo o Estado, com a divisão ele(Sarney) perderia a mamata.

 

 

...spin

 

 

Mas o Sarney se elege pelo Amapá. Faria mais sentido justificar dizendo que fica um Maranhão para a Roseana e outro para o Zequinha.

 

Desconfio e muito desse movimento para criar estados/territórios em áreas pouco populosas. Já há um enorme desbalanceamento de representação entre estados e ainda se quer piorar o que já está ruim.  E tem mais, como a consulta dessa criação é apenas local, estas regiões que serão afetadas involuntariamente não tem como influir no processo. Incrível que não se discuta isso justamente nas áreas mais populosas e por conta disso subrepresentadas no congresso, como por exemplo SP. Isso me cheira a golpe branco.

 

Sem que seja da minha conta... além de impor toda a agenda brasileira (imprensa, dinheiro, subsídios... até a padroeira católica do país)... o que mais querem certos paulistas? Que o mundo se resuma à São Paulo, é? Que se anule o resto? Então, já que Sergipe tem a população de Campinas, então, Sergipe não poderá ter deputados federais ou, se o tiver, terá um? Quantos deputados tem na Câmara Federal o Estado de São Paulo e quantos tem Minas, por exemplo? A quantas anda o comando no segundo, terceiro e quarto escalões do Governo Federal, com cargos ocupados por paulistas da gema?  Nunca nada será o bastante? É pouco o fato de que São Paulo usa de sua enorme vantagem industrial para impor ao resto do país que lhe financie através do gigante ICMS, e que por isso é radicalmente contra as tentativas de desoneração por cobrança do imposto no destino da mercadoria e não na fonte? Já não é a cidade de São Paulo a capital do império... do que reclama mais Suas Altezas, os nossos nobres senhores?

Que coisa!

Não se preocupe, meu caro; o ICMS pago continuará a sê-lo em São Paulo para que políticos paulistas hiperblidados pela mídia... de São Paulo façam propagandas pessoais com o dinheiro da Sabesp no Acre (além de em outros).

 

O que tu estás falando é fundamentalmente sobre a questão do desequilíbrio na representação popular, desequilíbrio esse oriundo da sub-representação de estados populosos e da super-representação de estados menos populosos, por exemplo, no senado federal.

 

Tudo bem, por mim, deveríamos ter um parlamento unicameral, sem problema algum. Mas a questão aqui não é sobre a extinção ou manutenção do senado, é sobre a criação ou não de novas unidades federativas!

 

E em que pese minha posição favorável a extinção do senado, favorável ao parlamento unicameral, isso não quer dizer que tenhamos que ser contra a criação de outras unidades federativas. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, como diria algum filósofo de boteco...

 

Abraço!

 

Diogo Costa

Quem você acha que vai pagar o salário do Governador e aspones desses novos estados? Todo os brasileiros.

É uma vergonha.

Não é atoa que essa proposta parte do senado, uma câmara que não serve para nada a não ser para ser curral eleitoral de polícos de estados pouco populosos.

 

Então o problema é o número de senadores que distorcem a representação nacional no congresso, não o número de unidades federativas...

 

Pronto, estamos de acordo!

 

Agora, vamos criar novos estados e lutar para diminuir o número de senadores de 03 para 02 por estado, ou, no melhor dos mundos, lutar pela extinção do senado e por um parlamento unicameral.

 

Diogo Costa

 lutar pela extinção do senado

 

Que tal lutar pela extinção do políticos da face da terra ?